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VIBRAÇÕES DO PENSAMENTO Página

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14 - O PENSAMENTO COMO FORÇA

O Espiritismo, por uns considerado perigoso, por outros vulgar e


pueril, quase só é conhecido pelo povo sob seus aspectos
inferiores. São os fenômenos mais materiais que atraem de
preferência a atenção e provocam apreciações desfavoráveis.
Esse estado de coisas é devido aos teoristas e vulgarizadores
que, vendo no Espiritismo uma ciência puramente experimental,
descuram ou repelem por sistema, algumas vezes com desdém,
os meios de cultivo e elevação mental indispensáveis para se
produzirem manifestações verdadeiramente imponentes entre o
estado físico vibratório dos experimentadores e o dos Espíritos
suscetíveis de produzir fenômenos de grande alcance, e nada se
faz no sentido de atenuar essas diferenças. Daí a penúria de
altas manifestações comparadas à abundância dos fenômenos
vulgares.
O resultado é que inúmeros críticos, só conhecendo da questão a
sua face terra-a-terra, constantemente nos acusam de edificar
sobre fatos mesquinhos uma doutrina demasiado ampla. Mais
familiarizados com o aspecto transcendental do Espiritismo,
reconheceriam que nada exageramos; ao contrário, nos temos
conservado abaixo da verdade.
Quaisquer que sejam as relutâncias dos teóricos positivistas e
“antimísticos”, forçoso será ter em conta as indicações dos
homens competentes, sem o que viria a fazer-se do Espiritismo
mísera ciência, cheia de obscuridades e perigosa para os
investigadores.
O amor da ciência não basta, disse o professor Falcomer; é
indispensável a ciência do amor. Nos fenômenos não temos que
nos haver unicamente com elementos físicos, mas com agentes
espirituais, com entidades morais, que, como nós, pensam,
amam, sofrem. Nas profundezas invisíveis, a imensa hierarquia

Al Thuraya – (Pregue o evangelho todo o tempo. Se precisar use palavras.)


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das almas se desdobra, das mais obscuras às mais radiosas. De


nós depende atrair umas e afastar as outras.
O único meio consiste em criarmos em nós, por nossos
pensamentos e atos, um foco irradiador de luz e de pureza. Toda
comunhão é obra do pensamento. O pensamento é a própria
essência da vida espiritual. É força que vibra com intensidade
crescente, à medida que a alma se eleva, do ser inferior ao
Espírito puro e do Espírito puro até Deus.
As vibrações do pensamento se propagam através do espaço e
sobre nós atraem pensamentos e vibrações similares. Se
compreendêssemos a natureza e a extensão dessa força, não
alimentaríamos senão altos e nobres pensamentos. Mas o
homem se ignora ainda, como ignora as imensas capacidades
desse pensamento criador e fecundo que nele dormita e com o
qual poderia renovar o mundo.
Em nossa fraqueza e inconsciência, atraímos na maior parte das
vezes Espíritos maus, cujas sugestões nos perturbam. É assim
que a comunicação espiritual, em conseqüência de nossa
inferioridade, se obscurece e desvirtua; fluidos corrompidos se
espalham pela Terra, e a luta entre o bem e o mal se empenha no
mundo oculto como no mundo material.
Na atração dos pensamentos e das almas consiste integralmente
a lei das manifestações psíquicas. Tudo é afinidade e analogia no
Invisível. Investigadores que sondais o segredo das trevas, elevai
bem alto, pois, os pensamentos, a fim de atrairdes os gênios
inspiradores, as forças do bem e do belo. Elevai-os, não somente
nas horas de estudo e experiências, mas freqüentemente, a
todas as horas do dia, como um exercício regenerador e salutar.
Não esqueçais que são esses pensamentos que vão lentamente
eterizando e purificando o nosso ser, engrandecendo as nossas

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faculdades e tornando-nos aptos a experimentar as mais


delicadas sensações, fonte de nossas felicidades futuras.

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Livro: No Invisível - Léon Denis

Al Thuraya – (Pregue o evangelho todo o tempo. Se precisar use palavras.)