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PARA QUEM CURSA O 9. O ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM 2015

Colégio

CURSA O 9. O ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM 2015 Colégio Dis c iplina: PoRTUGUÊs Prov

Dis c iplina:

PoRTUGUÊs

Prov a:

desafio

nota :

Observe o cartaz reproduzido abaixo e responda à questão 1.

o cartaz reproduzido abaixo e responda à questão 1 . Bem-estar e consumo podem conviver em

Bem-estar e consumo podem conviver em perfeita harmonia na sua casa. Um bom banho não precisa significar um banho demorado. O que vale para o consumo de água vale também para o consumo de energia e alimentos. Seu consumo pode mudar a paisagem ao nosso redor. Compartilhe suas ideias com a gente e ajude a transformar menos em mais.

www.maieemaenos.org.br.

(Disponível em: http://www.akatu.org.br/Institucional/Campanhas/Detalhes/Mais-e-Menos. Acesso em 21 set.

2015.)

QUESTÃO 1

O anúncio tem por finalidade

a) informar o site da campanha “Mais é menos”.

b) criticar o trabalho realizado pelo Instituto Akatu.

c) divulgar novas regras para o consumo de água e de alimentos.

d) conscientizar a população para que pratique um consumo consciente de alimentos e de recursos naturais e energéticos.

e) realizar uma campanha contra o consumo de água.

RESOLUÇÃO O anúncio publicitário tem por finalidade conscientizar a população da importância do consumo consciente de alimentos e de recursos naturais e energéticos. Resposta: D

Texto para as questões de 2 a 10.

PELO DIREITO DE ESCREVER ERRADO NA INTERNET

Vossa mercê pode achar esquisito esse bando de jovenzinhos escrevendo “corrão”, “bons drink”, “todos chora” ou “comofas” na internet, mas antes de ficar “chatiado” achando que os Maias estavam certos e o fim do mundo está próximo, Keep Calm and me dá um minutinho da sua atenção. :) No Brasil, o “advento da internet em si” não representou uma megarruptura em termos de espaço criativo paras as pessoas. No começo, só existiam os grandes portais (todos pertencentes às mesmas famílias que já dominavam a grande mídia offline) e os blogs. Mas 99% das pessoas, hoje e então, acham esse lance de blog muito complicado e a quantidade de espaço disponível intimidante, de modo que a verdadeira ruptura chegou junto com as redes sociais: Orkut e YouTube no começo, depois Twitter e agora o Facebook.

Por esses meios, o Brasil se mostrou para o brasileiro

com todos os seus defeitos,

qualidades e idiossincrasias. A maioria das gírias estilo “CORRÃO” (que significa corram, do

verbo correr) são derivadas do tiopês que, por sua vez, deriva dos erros de português medonhos que a gente via no Orkut. Foi nessa época/rede que nós da elite fina-elegante- sincera começamos a nos deparar com o Brasil verdadeiro, o Brasil que tem 30% de sua população analfabeta. Sim, isso tudo é muito triste e nossa taxa de analfabetismo é um absurdo, mas antes de culpar a internet por problemas profundos do país e ficar reprimindo as pessoas que falam errado, pare e pense no verdadeiro significado disso tudo. Será que o que realmente importa é que a pessoa se expresse sem erros de português ou que ela se expresse? ANTES das redes sociais, a gente não se expressava AT ALL, ou o fazia em uma escala ínfima. Agora, temos a faca e o queijo na mão para criar qualquer coisa, inclusive uma nova cultura para nossos tempos. Falar assim é fazer parte da construção de uma nova cultura colaborativa, visceral e orgânica que nasce na internet. E, diga o que quiser, mas não tem regras formais de gramática e concordância que possam competir com esse cenário sexy em que o jovem tem, pela primeira vez, o poder de construir sua própria cultura e linguagem.

Portanto, não se trata de ser mais ou menos inteligente, de falar certo ou errado, se trata de fazer parte, se trata, simplesmente, de FAZER! Por isso, por mais que a gente saiba que a conjugação correta do verbo “CORRER” na 3. a pessoa do plural do imperativo afirmativo seja “CORRAM”, não fique #chatiado, mas vamos continuar usando o “CORRÃO”. Tudo bem? :)

(Bia Granja. Pelo direito de escrever errado na internet. Revista Galileu, julho/2012, n. o 252, p. 82. Adaptado.)

QUESTÃO 2

O título “Pelo direito de escrever errado na internet” pode ser reescrito, sem alteração de

sentido, da seguinte forma:

a) Pela experiência de escrever errado na internet.

b) Pelo dever de escrever errado na internet.

c) Pela obrigatoriedade de escrever errado na internet.

d) Pela exigência de escrever errado na internet.

e) Pela faculdade de escrever errado na internet.

RESOLUÇÃO O vocábulo faculdade significa direito, possibilidade. Dessa forma, sem que houvesse alteração de sentido, o título do texto poderia ser substituído apenas por: Pela faculdade de escrever errado na internet. Resposta: E

QUESTÃO 3

O

texto reforça a ideia de que

a)

as redes sociais incentivaram todos a escreverem errado, prejudicando a comunicação.

b)

no Facebook fala-se mais errado do que no Orkut, YouTube e Twitter, o que impede o desenvolvimento intelectual do brasileiro.

c)

as diferentes formas de expressão nas redes sociais demonstram a realidade do brasileiro, com seus defeitos, qualidades e particularidades.

d

hoje as pessoas falam muito errado na internet, o que prejudica demais o desempenho escolar delas.

e)

não se aproveita nada do que é exposto nas redes sociais, devido à grande quantidade de erros gramaticais por ela veiculadas.

RESOLUÇÃO No texto, a autora justifica as diferentes formas de expressão utilizadas pelos brasi- leiros, nas redes sociais, a partir do apontamento da grande diversidade social e cultural desse povo. Resposta: C

QUESTÃO 4

Em todas as alternativas abaixo, a vírgula foi usada para separar palavras ou expressões que indicam a mesma circunstância, exceto em:

a) “No Brasil, o ‘advento da internet em si’ não representou uma megarruptura
b) ”

“No começo, só existiam os grandes portais c) “

d) “ANTES das redes sociais, a gente não se expressava AT ALL

e) “Agora, temos a faca e o queijo na mão para criar qualquer coisa

hoje

e então, acham esse lance de blog muito complicado

RESOLUÇÃO Em todas as alternativas, usou-se vírgula para demarcar adjuntos adverbiais que expressam circunstância de tempo. Exceto na alternativa a, em que o adjunto adverbial No Brasil, indica lugar. Resposta: A

QUESTÃO 5

No trecho “Vossa mercê pode achar esquisito autora, com o propósito de:

a) Defender que os termos mais antigos são os mais corretos.

b) Apontar a inadequação do emprego, nos dias de hoje, de termos que já caíram em desuso.

c) Ironizar o tipo de linguagem utilizada hoje em dia nas redes sociais, que abusa de gírias e abreviações e desmerece termos formais.

d) Defender que no Orkut, YouTube, Twitter e Facebook ninguém escreve corretamente.

e) Ironizar a comunicação do brasileiro nas redes sociais e também seu mau desempenho escolar.

”,

a expressão em destaque foi utilizada, pela

RESOLUÇÃO A autora usa a expressão Vossa Mercê para demonstrar a inadequação que reside no emprego de termos que já caíram em desuso e que, normalmente, são usados com o objetivo de denotar formalidade. Resposta: B

QUESTÃO 6

Em todas as alternativas a palavra em destaque exerce uma mesma função sintática, exceto em “

a)

achando que os Maias estavam certos e o fim do mundo está próximo

b) pertencentes às mesmas famílias que já dominavam a grande mídia off-line.”

c)

d) ficar reprimindo as pessoas que falam errado

e) “

o

Brasil que tem 30% de sua população analfabeta”. ”

regras

formais de gramática e concordância que possam competir

RESOLUÇÃO

Em todas as alternativas, a palavra que exerce a função de pronome relativo, pois se relaciona com um termo anterior (antecedente), exceto na alternativa a, em que a palavra que exerce a função de conjunção integrante, por introduzir uma oração subordinada substantiva. Resposta: A

QUESTÃO 7

O trecho “Por esses meios, o Brasil se mostrou para o brasileiro feitos, qualidades e idiossincrasias.” denota ideia de que:

a) No Brasil não há uma identidade cultural, logo, todo brasileiro é discriminado quando fala incorretamente.

b) O Brasil é cheio de defeitos e de qualidades, e a língua comprova isso, já que o brasileiro não gosta de falar corretamente.

c) Nas redes sociais se pode perceber a riqueza de variantes linguísticas do povo brasileiro, ou seja, os diversos jeitos de ele se expressar.

d) O povo brasileiro tem vergonha da sua língua, e por isso prefere utilizar expressões diferentes.

e) Todo brasileiro fala errado, o que fica evidente nas redes sociais.

com todos os seus de-

RESOLUÇÃO

O trecho apontado no enunciado da questão denota a ideia de que a diversidade de

variantes linguísticas do povo brasileiro, que vem revelar sua diversidade cultural, ficou mais evidente devido ao acesso e uso das redes sociais por diversas camadas da população brasileira. Resposta: C

QUESTÃO 8

No trecho “Agora, temos a faca e o queijo na mão para criar qualquer coisa”, a palavra destacada indica

a)

direção.

b)causa.

c)

consequência.

d)explicação.

e)

finalidade.

RESOLUÇÃO

A preposição para pode indicar ideia de direção ou finalidade. Na frase em questão,

revela sentido de finalidade. Resposta: E

QUESTÃO 9

Sem prejuízo de sentido, as palavras em destaque nas frases abaixo podem ser substituídas pelas sugeridas entre parênteses, exceto em:

a) “Vossa mercê pode achar esquisito esse bando de jovenzinhos escrevendo ‘corrão’, ”

b) “No Brasil, o ‘advento da internet em si’ não representou uma megarruptura em termos de espaço criativo paras as pessoas.” (quebra)

c) “No Brasil, o ‘advento da internet em si’ não representou uma megarruptura em termos de espaço criativo para as pessoas”. (vinda)

d) “Sim, isso tudo é muito triste e nossa taxa de analfabetismo é um absurdo, mas antes de culpar a internet por problemas profundos do país e ficar reprimindo as pessoas que falam errado, pare e pense no verdadeiro significado disso tudo.” (incentivando)

e) “Falar assim é fazer parte da construção de uma nova cultura colaborativa, visceral e orgânica que nasce na internet.” (criação).

‘bons drink’, ‘todos chora’ ou ‘comofas’ na internet

(estranho)

RESOLUÇÃO A única substituição que não pode ser feita é aquela indicada pela alternativa d – a palavra reprimindo significa castigando ou penalizando, e a palavra incentivando significa encorajando. Resposta: D

QUESTÃO 10

Em “Portanto, não se trata de ser mais ou menos inteligente, de falar certo ou errado conectivo em destaque, sem alteração de sentido, pode ser substituído por

a) mas também.

b) logo.

c) no entanto.

d) porque.

e) contudo.

”, o

RESOLUÇÃO No período apresentado, a palavra portanto é uma conjunção coordenativa conclusiva e pode, sem alteração de sentido, ser substituída por logo. A expressão mas também indica adição; no entanto e contudo são estruturas que indicam oposição de ideias e porque indica explicação. Resposta: B

Texto para as questões de 11 a 15.

O AVENTUREIRO ULISSES

Ainda tinha duzentos réis. E como eram sua única fortuna meteu a mão no bolso e segurou a moeda. Ficou com ela na mão fechada. Nesse instante estava na Avenida Celso Garcia. E sentia no peito todo o frio da manhã. Duzentão. Quer dizer: dois sorvetes de casquinha. Pouco. Ah! Muito sofre quem padece. Muito sofre quem padece? É uma canção de Sorocaba.

Não. Não é. Então que é? Mui-to so-fre quem pa-de-ce. Alguém dizia isto sempre. Etelvina? Seu Cosme? Com certeza Etelvina que vivia amando toda a gente. Até ele. Sujeitinha impossível. Só vendo o jeito de olhar dela. Bobagens. O melhor é ir andando.

Foi (

)

(Antônio de A. Machado. O aventureiro Ulisses. Contos reunidos. São Paulo: Ática, 2002.)

QUESTÃO 11

No texto, correspondem à fala interior da personagem os seguintes parágrafos:

a) 1, 2 e 3.

b) 1, 4 e 5.

c) 2, 3 e 4.

d) 3, 4 e 5.

e) 3, 5 e 6.

RESOLUÇÃO Nos parágrafos 1 e 2, o narrador, numa sucessão de períodos logicamente encadeados, discorre sobre a situação da personagem. Os parágrafos 3, 4 e 5 apresentam frases nominais, interrogações e pausas que indicam sucessão de pensamentos rápidos atribuídos à personagem – apesar de não ter sido empregado qualquer verbo declarativo (“pensou”, “disse (para si mesmo)” etc.), o arranjo das palavras nos indicam que os parágrafos 3, 4 e 5 representam falas da personagem. Trata-se, portanto, de discurso indireto livre. O parágrafo 6 retoma a narrativa. Resposta: D

QUESTÃO 12

No contexto em que aparece “Mui-to so-fre quem pa-de-ce”, a separação das palavras em sílabas indica que a personagem

a) pronunciou a frase pausadamente, para se lembrar de quem a repetia.

b) passou a considerar a frase estranha e sem sentido.

c) passou a gaguejar, por não se lembrar da pessoa que dizia a frase.

d) estava cantarolando para não esquecer a frase.

e) descobriu que a frase não correspondia ao título de uma canção, como afirmara.

RESOLUÇÃO

O trecho “Alguém dizia isto sempre. Etelvina? Seu Cosme?” permite concluir que a

personagem pronunciava pausadamente a frase indicada no enunciado da questão na tentativa de lembrar-se da pessoa que costumava repeti-la. Resposta: A

QUESTÃO 13

Tem sentido pejorativo ou depreciativo a palavra

a) peito.

b) frio.

c) fortuna.

d) duzentão.

e) sujeitinha.

RESOLUÇÃO

A palavra sujeitinha designa “pessoa reles”. O diminutivo pode ser empregado, em

algumas situações, para evidenciar sentido pejorativo, assim como acontece com a palavra em questão. Resposta: E

QUESTÃO 14

“Muito sofre quem padece” é uma frase que

a) atenua a sensação daquele que sofre.

b) apresenta duas ideias contrárias.

c) afirma o óbvio, pois é redundante.

d) sugere que as pessoas sofrem porque querem.

e) compara a dor à morte.

RESOLUÇÃO

No texto, tanto sofrer quanto padecer foram empregadas com o sentido de “sentir dores físicas ou morais”. Trata-se , portanto, de uma afirmação redundante.

Resposta: C

QUESTÃO 15

Por uma questão de estilo, o autor não usa nenhuma vírgula no fragmento selecionado. Assinale a alternativa em que a vírgula acrescentada ao texto estaria de acordo com as regras da língua-padrão e não alteraria o sentido da frase, apenas modificaria o seu ritmo.

a) “E como eram sua única fortuna meteu a mão no bolso, e segurou a moeda.”

b) “Neste instante, estava na Avenida Celso Garcia.”

c) “E sentia no peito, todo o frio da manhã.”

d) “É, uma canção de Sorocaba.”

e) “Com certeza Etelvina que, vivia amando toda a gente.”

RESOLUÇÃO Em a, não se justifica a vírgula antes de conjunção aditiva que coordena orações que têm o mesmo sujeito: “[ele] meteu a mão no bolso e [ele] segurou a moeda”. Nas alternativas c, d e e, a vírgula, contrariando as regras da norma culta, separa termos que se ligam sintaticamente: verbo e predicativo do sujeito (d); verbo e objeto direto (c) e verbo e sujeito (e). Em d, a vírgula após o verbo altera o sentido da frase, que passa a ter o mesmo sentido verificado em “Sim, uma canção de Sorocaba.” – a frase passaria a funcionar como resposta a uma indagação. Em b, a vírgula separa corre- tamente o adjunto adverbial de tempo do restante da frase, alterando o seu ritmo. Resposta: B