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Greenwald diz que "o enfraquecimento da América" é "uma coisa

muito boa"
ESCRI TO POR CLI FF KI NCAI D

Em um artigo de 2011, na publicação socialista In These Times, o jornalista anti-NSA Glenn


Greenwald disse que “a única coisa que de fato pode reforçar a segurança nacional americana
é o enfraquecimento da América”. Ele também declarou que os ataques de 11 de setembro à
América eram “[acontecimentos] diminutos comparados à quantidade de mortes que os
Estados Unidos têm causado no mundo nas últimas décadas – desde o Vietnã até as guerras
ilegais na América Central...”.

O blogueiro Trevor Loundon, o primeiro a noticiar esses comentários controversos, nota que,
no discurso que foi base para o artigo, Greenwald descreveu o líder sênior da al-Qaeda Anwar
al-Awlaki, que planejou os ataques terroristas, como “alguém que o governo dos EUA odeia
porque ele fala efetivamente ao mundo muçulmano acerca da violência que os Estados Unidos
leva às regiões do mundo e da responsabilidade dos muçulmanos de resistir à essa violência.”

O histórico de retórica de tendência antiamericana de Greenwald foi ignorado por boa parte dos
meios de comunicação – e até mesmo pelos comentaristas de direita, entretanto, agora eles
voltaram suas atenções ao jornalista após ele ter se tornado o porta-voz do ex-funcionário da
NSA Edward Snowden, que vazou documentos secretos da agência de espionagem e agora
está se escondendo em Hong Kong na China. [NT.: O artigo foi escrito quando Snowden ainda
estava lá]

No seu primeiro comentário público acerca de Snowden, o diretor do FBI Robert Mueller disse
em sessão do Comitê de Justiça da Câmara que o vazamento de informações de vigilância de
terroristas causou “dano significativo à nação” e que Snowden “está sob uma investigação
criminal em curso”.

O artigo no In These Times foi adaptado, com a permissão de Greenwald, de um discurso


proferido na conferência “Socialism 2011”, co-patrocinada pelo grupo marxista-
leninista International Socialist Organization. O Accuracy in Media noticiou que Greenwald
comparece anualmente à essas conferências.

Nesse discurso, Greenwald declarou que os EUA é um “império em decadência” e anunciou


que seus “líderes” procuram manter-se no poder por meio do “militarismo e do ataque às
liberdades civis”. Ele acrescentou que “se eles podem continuar a amedrontar a população com
contos de ameaças e vilões estrangeiros, eles também podem induzir a população a ignorar o
estupro e a pilhagem que ocorre domesticamente – aos quais esses líderes estão envolvidos.”

Entrando no assunto 11 de setembro, que matou cerca de 3000 americanos, Greenwald disse:
“Eles [da al-Qaeda] sabiam que um único ataque em solo americano – algo diminuto se
comparado à violência que temos proporcionado ao mundo por décadas – desencadearia
essas políticas de indução à falência. E é isso que estamos vendo. Ironicamente, a única coisa
que poderia impedir esse tipo de crescente assalto às liberdades civis, o militarismo que a
acompanha, é um enfraquecimento dos EUA ao ponto de ele não ser mais sustentável e o
enfraquecimento está acontecendo precisamente por causa dessas mesmas políticas.
Frequentemente, se você está nos Estados Unidos e fala sobre um enfraquecimento do país,
isso é considerado algo que devemos evitar como se fosse ruim. Mas penso que isso é uma
coisa muito boa.”
Os comunistas saudaram os comentários de Greenwald com aplausos.

Greenwald, um discípulo servil de Julian Assange, o fundador do Wikileaks, defendeu a ida de


Assange para o canal financiado pelo governo de Moscou Russian Today (RT). Ele citou outro
comentarista quando foi dito que, apesar do canal ser “tendencioso”, ele também produz
“segmentos que provém críticas afiadas e necessárias ao governo dos EUA que
costumeiramente são ocultadas das grandes redes americanas”. Assange está atualmente se
“escondendo” (apesar de estar à vista) na embaixada do marxista Equador em Londres, pois
ele não quer encarar as acusações de crimes sexuais na Suécia.

O próprio Greenwald apareceu no RT para defender Assange.

Greenwald também apareceu na Al Jazeera, apesar de mais tarde ter expressado preocupação
por conta de o canal possivelmente estar alterando seu conteúdo para poder ganhar mercado e
aceitação nos Estados Unidos. “É certamente possível que a Al Jazeera possa prover um
jornalismo único e importante: redes que estão sob controle dos governos também podem
produzir jornalismo de verdade”, disse. Entretanto, ele disse que isso só acontecerá se “o canal
se mantiver independente dos anseios da política externa do regime do Qatar e estiver livre
para correr o risco de ofender e se indispor com pessoas poderosas: a marca do bom
jornalismo.”

O governo do Qatar financia e controla a Al Jazeera do mesmo modo que o governo de


Moscou financia e controla o RT.

Não há evidências ou qualquer coisa que o valha comprovando que a Al Jazeera e o Russian
Today são independentes em qualquer grau dos seus respectivos governos.

Entretanto, Greenwald parece acreditar que eles são preferíveis à “mídia corporativa” da
América.

Conforme foi noticiado anteriormente, Greenwald foi agraciado pelo primeiro I. F. Stone Award,
prêmio cujo nome é em homenagem ao jornalista esquerdista identificado como agente de
influência da inteligência soviética. Durante a cerimônia de premiação, Greenwald disse que o
agente soviético Stone “foi pioneiro naquilo que o jornalismo moderno deveria ser”.