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PARTIDA E PARADA DE

UMA CENTRAL PWR


Partida do estado subcrítico, sem pressão e frio

A partida da central após a troca de elementos combustíveis ou


após a abertura do sistema de refrigeração do reator, além da
partida após o sistema de refrigeração do reator ser resfriado pelo
sistema de remoção do calor residual são ditas partidas a frio.
Neste contexto, subcrítico significa o reator estar no mínimo 1%
subcrítico, com todas as barras de controle inseridas. O estado 'sem
pressão' é referente ao sistema de refrigeração do reator com
pressão atmosférica; Sendo a temperatura do SRR e no lado
secundário menor que 50°C. O calor de decaimento é removido
pelo sistema de remoção de calor residual, no qual é feita um
recirculação do refrigerante(para a homogeneização da
concentração de boro). Assim pode-se considerar que o reator está
operando a frio.
Partida do estado subcrítico, sem pressão e frio

Fases:
1) Evacuação do SRR e início do aquecimento do tanque de água
de alimentação para 120°C;
2) Enchimento do SRR;
3) Preparação e realização do teste de estanqueidade do SRR e
colocação e/ou preparação dos principais sistemas do lado
secundário para operação;
4) Aquecimento da central até 260°C por meio das Bombas de
refrigeração do reator e diluição do SRR;
5) Criticalidade e aquecimento nuclear; aumento da potência até
100%.
Partida do estado subcrítico, sem pressão e frio

Para cumprimento dessas fases, deve haver


suprimento elétrico pela rede normal de 525kV e
todos os sistemas requeridos devem estar
funcionando. Lado Secundário
Lado Primário − Sistema de Vapor Principal
− Sistema de Refrigeração e Pressurização do Reator − Sistema de Água de Alimentação
− Sistema de Controle Volumétrico − Sistema de Condensado
− Sistema de Injeção de Ácido Bórico e Água − Sistema de Água de Alimentação de Emergência
Desmineralizada
− Sistema de Purificação e Desgaseificação de
− Conjunto Turbogerador
Refrigerante − Sistema de Água de Circulação do Condensador
− Sistema de Armazenamento e Tratamento de − Sistema de Refrigeração de Componentes
Refrigerante Convencionais
− Sistema de Refrigeração de Componentes − Sistema de Refrigeração Intermediário
Nucleares
− Sistema de Desmineralização Integral
− Sistema de Remoção de Calor Residual
− Todos os Sistemas do Circuito de
− Sistema de Retirada de Amostras
Instrumentação, Controle Elétrico.
− Sistema de Boração Adicional
1) Evacuação do SRR e início do aquecimento do tanque de
água de alimentação para 120°C

O nível de água do SRR foi reduzido a ¾ de loop. A remoção do


calor residual e a circulação do refrigerante do primário são feitas
pelo sistema de remoção de calor residual(JN). Sendo parte do
refrigerante desviado, em trocador de calo do JN, para o sistema
de controle volumétrico(KBA), através da estação redutoras de
baixa pressão.
O refrigerante é então purificado(sistema KBE) e
desgaseificado(sistema KBG+KPL) para voltar ao SRR a partir das
bombas de carregamento.
O nível de água(3/4 de loop) é mantido constante, ao controlar o
fluxo de extração tornando igual ao fluxo de injeção.
1)Evacuação do SRR e início do aquecimento do tanque de
água de alimentação para 120°C

Os componentes do SRR que estão acima do nível de 3/4 do


loop e portanto cheios de ar à pressão atmosférica são:
• parte superior dos loops;
• parte superior do vaso de pressão do reator;
• gerador de vapor;
• pressurizador e linha de surto.
Deve-se retirar o ar atmosférico desses componentes antes de
iniciar o enchimento do SRR. A evacuação é feita pelo sistema
KTB(Bomba ELMO, bomba de selagem líquida + sistema de
regulagem de pressão de aspiração).
1)Evacuação do SRR e início do aquecimento do tanque de
água de alimentação para 120°C

O principal cuidado nesta etapa diz respeito à garantia de


funcionamento das bombas de remoção de calor residual, pois a
queda de pressão promoverá uma redução na pressão de
sucção dessas bombas.
A pressão do SRR é reduzida até 270mbar e então mantida pelo
sistema KTB. Durante o processo o nível de SRR deve ser
mantido constante a ¾ de loop.
A evacuação é feita através do pressurizador e linha de surto e
alcança os geradores de vapor, o vaso de pressão do reator e
BRRs. O sistema KTB continua funcionando até alcançar um
nível de água de 7m no PZR.
2)Enchimento do SRR

Pode ser iniciado o enchimento do SRR após a pressão de


270mbar ser alcançada. Duas bombas de carregamento são
utilizadas e enchimento é feito diretamente no PZR através das
linhas de aspersão auxiliar.
Injeta-se água borada no TCV para evitar a redução do nível de
água. O fluxo de injeção deve ser aproximadamente igual ao
fluxo das bombas de carregamento. O sistema KBC é
responsável por essa operação, onde a água injetada possui
concentração de boro monitorada de forma a evitar redução da
concentração no SRR para valores abaixo de 2200ppm.
3)Teste de Estanqueidade

Quando o SRR é aberto para troca de elementos combustíveis


ou para inspeções ou manutenção é conveniente fazer um teste
de estanqueidade. Esse teste tem como objetivo observar o
perigo da ruptura frágil, logo ele deve ser realizado a uma
temperatura acima da temperatura de transição dúctil-frágil.
A temperatura do refrigerante é elevada com as BRRs antes do
início do teste para os seguintes valores:
3)Preparação para o teste de Estanqueidade

● Condições prévias para as BRRs:


Para lubrificação e refrigeração dos dispositivos de selagem e
evitar cavitação a pressão no circuito primário deve ser de
aproximadamente 30bars antes de ligar as BRRs. Essa pressão
é obtida através do aquecimento da água do PZR até a ebulição.
Ao alcançar a temperatura de saturação, a pressão começa a
aumentar e ocorrerá uma forte redução no nível do PZR uma
vez que há deslocamento da água para a parte superior dos
tubos U do gerador de vapor.
3)Preparação para o teste de Estanqueidade

Para a realização do teste de estanqueidade é necessário ter-se o sinal


"LIBERAÇÃO FDP". Com este sinal presente são selecionadas
automaticamente no Sistema de Limitação (função MADTEB) as curvas
limites de pressão e massa do SRR chamadas de "TESTES DE ROTINA",
isto significa que:
• os comandos para a aspersão auxiliar e dos loops assim como de
bloqueio da geração do valor de referência de parada (SDV) quando a
curva limite de pressão para partida é ultrapassada se tornam inoperantes;
• a curva limite de pressão para a partida é aumentada para 164 bar. Caso
este valor seja ultrapassado durante o teste de estanqueidade, é gerado
um comando de desligamento para as bombas de carregamento (Sistema
KBA), bombas de boração adicional (Sistema JDH) e aquecimento do
PZR. Além disso a aspersão é bloqueada;
3)Preparação para o teste de Estanqueidade

● se a curva de referência de ruptura frágil for ultrapassada (166 bar)


as válvulas de alívio assim como as de isolamento do pressurizador
receberão comando para abrir. Quando a pressão cair abaixo de
164 bar, as válvulas de isolamento voltarão a fechar;
● os comandos para a abertura das estações redutoras de AP e bloqueio da
geração do valor de referência de partida (SDV) quando o valor limite
superior de nível é alcançado são bloqueados.
● os comandos para o desligamento das bombas de carregamento (sistema
KBA) e boração adicional (sistema JDH) gerados quando o nível do PZR
alcançar 11 m, são bloqueados.
É feito então o aquecimento do circuito do refrigerante até a temperatura
requerida.
3)Procedimento para o teste de Estanqueidade

Após a temperatura de teste ser alcançada, o teste começa.


3 das 4 bombas BRRs estão desligadas para não ultrapassar a
temperatura máxima de 180°C(pressão de 14bar o que pode
ocasionar o rompimento dos discos de ruptura).
O nível de água é controlado pelas velocidades de enchimento e fluxo
de extração. O gradiente de aumento de pressão não deve
exceder10bar/min.
Ao alcançar a pressão de 158bar, as inspeções no SRR podem ser
feitas para detecção de vazamentos. Após o encerramento do teste, a
pressão é reduzida, também com um gradiente máximo de 10bar/min.
3)Procedimento para o teste de Estanqueidade

Se o teste de estanqueidade teve sucesso, sem detecção de


vazamentos, prossegue-se com as manobras de aquecimento
das linhas de vapor. Caso contrário, o SRR é esfriado pelo
sistema de remoção de calor residual.
4)Colocação em operação do circuito água e vapor e circuito
da turbina e gerador

Imediatamente após o teste de estanqueidade e antes do


aquecimento da central por meio das BRRs serão executadas as
seguintes ações no lado secundário:
• colocação em serviço do circuito água-vapor;
• colocação do turbogerador em operação de giro lento.
4)Colocação em Operação dos Sistemas Auxiliares da
Turbina e do Gerador

Antes de iniciar a diluição e aquecimento do SRR, devem ser feitos todos os


preparativos no lado secundário para deixar o sistema de desvio de vapor(SDV)
disponível.
Os seguintes sistemas devem ser colocados em operação sucessivamente:
● Sistema de Óleo de Lubrificação;
● Sistema de Fluido de Controle;
● Sistema de Evacuação do Condensador;
● Sistema de Vapor de Selagem da Turbina;
● Sistema de Drenagem da Turbina;
● Sistema Auxiliar do Gerador Elétrico;
● Sistema de Água de Circulação do Condensador;
● Sistema de Condensador.
4)Aquecimento das Linhas de Água de Alimentação e
Injeção nos Geradores de Vapor dos Tampões Frios

Quando a temperatura no tanque de água de alimentação


alcança 120°C, o aquecimento das linhas de água de
alimentação poderá ser iniciado.
Utiliza-se uma bomba de partida/parada e válvula controladora
de pressão para injeção dos tampões frios.
4)Aquecimento das Linhas de Vapor Principal

● Depois do condensador evacuado e a pressão nos GVs alcançar


5bar, começa o pré aquecimento das linhas de vapor com taxa
máxima de 10K/min.
● Todos os sistemas anteriormente citados devem ter sido
ativados.
● De acordo com a qualidade do condensado, ele é transportado
para fora ou encaminhado para voltar ao sistema de água de
alimentação.
● O nível dos Gvs e no tanque de alimentação são monitorados
durante a operação.
4)Aquecimento de toda a central para 260°C com as BRRs

Condições prévias
● Somente a partir de 260°C é permitido tornar o reator crítico e
prosseguir com o aquecimento nuclear.
● No início do aquecimento deve haver um sistema de medição da
concentração de O2.
● O sistema de ventilação deve estar alinhado para a operação
normal.
4)Aquecimento de toda a central para 260°C com as BRRs

Monitoração da Subcriticalidade até a Temperatura de 260°C


● Haverá um ganho de reatividade com o aquecimento do SRR,
devido ao coeficiente positivo de temperatura do moderador.
● A monitoração do reator na região de subcriticalidade são
efetuadas pelos canais de medição da faixa de fonte(FF). A
funcionalidade desses canais deve ser verificada(razão ‘sinal
útil’/’sinal ruído’).
● A razão Z/Z0 é utilizada como medida de aproximação da
criticalidade, onde Z0 é o sinal útil.
4)Aquecimento de toda a central para 260°C com as BRRs

Monitoração da Subcriticalidade até a Temperatura de 260°C


As seguintes ações diminuem a subcriticalidade e proporcionam uma aproximação ao
estado crítico:
• retirada das barras de controle;
• injeção de água desmineralizada;
• aumento da temperatura do refrigerante em caso de coeficiente positivo de
temperatura (somente no início do ciclo).

Portanto ao serem desenvolvidas estas ações, deverá ser continuamente observada a


relação Z/Z0 e comparada com os valores máximos especificados no Manual de
Operação. Desse modo, enquanto a temperatura for inferior a 260°C a subcriticalidade
estará garantida.
4)Aquecimento de toda a central para 260°C com as BRRs

Retirada das Barras de Controle e Diluição


A fim de que seja iniciada a diluição, as barras de controle
devem ser retiradas manualmente até a posição referência de
partida, porque do contrário a diluição viria a ser impedida pelo
Sistema de Limitação.
5)Criticalidade

Observação e Interpretação da Instrumentação de Fluxo Neutrônico


A criticalidade do reator e a passagem de carga zero para a de potência
pode ser monitorada pelos canais de fonte (até 3% de potência) e canais
intermediários(até 100% de potência) da instrumentação nuclear externa
do núcleo.
Deve-se tomar o cuidado de não permitir que a potência térmica do reator
exceda a 12 % se as seguintes condições não estiverem satisfeitas:
• temperatura de entrada do reator > 260°C;
• pressão do circuito primário > 132 bar;
• fluxo de nêutrons não corrigido > 3 %.
5)Criticalidade - Observação e Interpretação da
Instrumentação de Fluxo Neutrônico

● Estando estas condições todas satisfeitas, e já ter sido feito o aquecimento


nuclear, antes de se subir a potência, será necessário então fazer-se a
chamada "PONTE DE PARTIDA" no SPR a qual libera a central para ir
acima de 12 %.
● Quando nos canais intermediários for alcançado um fluxo neutrônico
equivalente a 10-9 A é cortado o suprimento elétrico aos canais de fonte e a
10-7 A, as câmaras de medição dos canais de fonte serão retirados do
núcleo. Aproximadamente com 10-8 A no canal intermediário começa a
aparecer o efeito do coeficiente negativo de temperatura do combustível
(efeito Doppler) o qual é compensado pela diluição ou retirada de bancos.
● A partir desse ponto diz-se que o reator está na faixa de potência,
começando a ter-se indicação nos canais de potência e a taxa de variação
relativa do fluxo neutrônico nos canais intermediários começa a cair para
zero.
5)Criticalidade - Preparação do Lado Secundário para
Operação em Potência

● O sistema secundário deverá estar alinhado para operação em


potência, isto é, o sistema de condensado estará alimentando o
TAA(Sistema de água de alimentação)através das bombas de
condensado cujos grupos funcionais de controle deverão estar em
AUTO.
● O Sistema de Água de Alimentação Principal assim como o de
Partida/Parada deverão estar alinhados para alimentar os geradores
de vapor e com seus grupos funcionais de controle em AUTO.
● Desse modo, a 1ª bomba de água de alimentação principal será
ligada automaticamente quando o fluxo de água de alimentação
alcançar 70 kg/s. As bombas de partida/parada por sua vez, são
desligadas automaticamente quando este fluxo alcançar 180 kg/s.
5)Criticalidade - Aumento da Potência no Reator para 8 %

● Estando em operação toda a cadeia do Sistema de Controle do


Reator, aumenta-se gradativamente o valor de referência manual do
fluxo neutrônico para 8 %. A potência do reator irá subir através da
retirada dos bancos D até a potência desejada e aí se estabilizará.

● Nesta fase já deverá ser colocado em operação o Sistema de Purga


Contínua do Gerador de Vapor. Também o suprimento de vapor vivo
ao coletor de vapor auxiliar (que supre o TAA, a selagem da turbina
e os consumidores nucleares) deverá ser colocado em operação e
então desligar-se a cadeira auxiliar que estava suprindo até agora o
referido coletor.
5)Aquecimento Nuclear

● O aquecimento do primário, ou nuclear acontece através do aumento


automático do valor de referência da partida que provoca um aumento de
pressão de vapor que diminui a diferença térmica entre os lados primário e
secundário(menor transferência de calor do primário para o secundário).

● A potência do reator não será aumentada durante o aquecimento nuclear. Um


aumento de potência provocaria um aumento de temperatura adicional no
SRR, que seria percebido num aumento no nível do PZR. De forma que o
nível do PZR é mantido até atingir a temperatura de 294°C no SRR.

● O aquecimento estará terminado quando a pressão de vapor alcançar 80bar,


correspondente a 294°C, valores que caracterizam o ponto de carga zero.
5)Aquecimento Nuclear

É importante ressaltar que após o aquecimento nuclear, só


estará livre para subir a potência, se as seguintes condições
estiverem satisfeitas:
• pressão no SRR > 132 bar;
• temperatura no SRR > 260°C;
• fluxo neutrônico não corrigido > 3 %.
Estando as mesmas satisfeitas se aciona (através de uma
chave na mesa principal de controle) a "PONTE DE PARTIDA",
liberando-se o reator para potências superiores a 12 % (faixa
de potência) ou 10-6 (faixa intermediária).
5)Aquecimento da turbina

O excedente de potência no lado secundário é utilizado para


aquecer a turbina. Utiliza-se o dispositivo de rearme e limitador
de carga, que estão na posição 0% e tem seus valores
lentamente aumentados. Válvulas de fechamento rápido são
abertas com o dispositivo sobe em 100% com o regulador
hidráulico de velocidade. Através do regulador elétrico de
velocidade inicia o aumento da rotação da turbina.
5)Elevação de Potência do Reator

O valor do fluxo neutrônico é aumentado lentamente até


alcançar 30% e com a retirada dos bancos a potência subirá.
Após alcançar a potência de 20% e com margem de
desligamento adequada, a velocidade da turbina poderá ser
elevada.
Ao alcançar 1800rpm serão iniciados os preparativos para a
sincronização do turbogerador.
5)Sincronização do Turbogerador

Os seguintes preparativos deverão ser efetuados com o intuito


de sincronizar-se o gerador:
No controle da turbina:
• o gradiente de potência deverá estar conectado e ajustado
para um valor de cerca de 20 MW/min;
• o valor de referência manual de potência do gerador
deverá ser ajustado para 200 MW;
• a seleção para o Controle de Potência deverá estar na
posição "LIGADO".
5)Sincronização do Turbogerador

● No dispositivo de sincronização, quando selecionado para o


modo de indicação, serão mostrados os seguintes parâmetros:
• Nível de tensão da rede (antes do transformador principal);
• Nível de tensão no gerador (antes do disjuntor do
gerador);
• Frequência da rede;
• Frequência (velocidade) do gerador;
• Ângulo de fase.
5)Aumento de Potência para 100 % - Generalidades

● Lado Primário - O aumento da potência do reator se verifica


automaticamente a medida que é aumentado o valor de referência
efetivo de carga do gerador. Dessa forma, o aumento da potência
do gerador está relacionado com a abertura da válvula de controle
da turbina que por sua vez determina a pressão de vapor.
Devido ao acoplamento termodinâmico no GV entre o primário e
secundário, a pressão de vapor determina por sua vez a potência
do reator pois quanto maior a abertura das válvulas da turbina
menor será a pressão de vapor e menor também será a
temperatura média do SRR. Como a temperatura média é mantida
constante pela retirada do banco de controle, verifica-se desse
modo um seguimento da potência do gerador pela do reator.
5)Aumento de Potência para 100 % - Generalidades

● Lado Primário -
O valor de referência da temperatura média do refrigerante
está programado para permanecer constante em 305°C até 39
% de potência no gerador. A partir daí, o mesmo sobe com um
gradiente de 0,5 K/min até 51 % de potência quando terá um
valor de 308,6°C. A partir dessa potência ele é mantido
constante.
A distribuição axial de potência sofrerá variações ao subir-se a
carga, porém é mantida dentro de valores normais pelo
Sistema de Controle de Distribuição de Potência.
5)Aumento de Potência para 100 % - Generalidades

● Lado Secundário - Com o aumento da potência do gerador,


uma maior quantidade de vapor é admitida na turbina e
consequentemente as pressões nas extrações aumentarão.
Assim sendo o suprimento de vapor ao coletor de vapor auxiliar
e ao TAA será substituído pelo vapor vindo das extrações A5 e
A4 respectivamente.
A 30 % de potência os reaquecedores serão aquecidos,
observando-se um gradiente máximo de 10 K/min. Tão logo o
fluxo de condensado principal supere 600 kg/s e o de água de
alimentação 700 kg/s, os respectivos grupos funcionais de
controle colocarão em operação a segunda bomba de
condensado e de água de alimentação.
PARTIDA DO ESTADO SUBCRÍTICO QUENTE

A partida do estado "subcrítico, quente" se dará, por exemplo, no


caso de nova partida depois de RESA sendo substancialmente mais
simples e breve do que a partida do estado "subcrítico, sem pressão,
frio" pois as seguintes fases, mais demoradas, são eliminadas:
• evacuação e enchimento do SRR;
• teste de estanqueidade;
• aquecimento do SRR até 260 oC.
A partida do estado quente, significa que o reator já se encontra
pronto para iniciar a criticalidade. O tempo de partida para se
alcançar 100 % de potência dependerá basicamente do estado de
temperatura do conjunto turbogerador que por sua vez depende do
tempo que permaneceu no virador.
PARTIDA DO ESTADO SUBCRÍTICO QUENTE

Principais Tarefas a Serem Cumpridas:


• rearme do sinal RESA;
• retirada das barras de controle quando for possível (Sistema de
Limitação – função STAFAB permitir) injetar água desmineralizada para
auxiliar na criticalização do reator;
• acionamento da ponte de partida para a transição para a faixa de
potência;
• colocação em operação do controle de fluxo neutrônico e aumento de
potência para 30 %;
• colocação em operação do controle de temperatura média;
• partida e aquecimento do grupo gerador;
• sincronização e subida de carga para 100 %.
PARTIDA DO ESTADO SUBCRÍTICO QUENTE

Estado Inicial
O reator está subcrítico, todas as barras de controle estão
inseridas completamente e a concentração de boro do
refrigerante será função do tempo de parada ou seja:
• 400 ppm acima da concentração de referência se o tempo
de parada for maior de 30 h (compensação de xenônio);
• nenhuma mudança na concentração de referência para
tempos menores de 30h.
PARTIDA DO ESTADO SUBCRÍTICO QUENTE

Estado Inicial
O calor de decaimento mais o gerado pela operação das BRRs é
retirado através dos geradores de vapor pelo Sistema de Desvio de
Vapor. A pressão de vapor é mantida em 80 bar pelo SDV que
corresponderá a uma temperatura do refrigerante de
aproximadamente 296°C.
Neste caso não mais será preciso se preocupar com as taxas de
contagem Z/Z0, uma vez que a temperatura do SRR está acima de
260°C. Porém deverá ser dada especial atenção aos sinais de fluxo e
a taxa de variação relativa dos mesmos tanto na faixa da fonte como
na intermediária. A fase dita de aquecimento nuclear, neste caso, não
tem sentido uma vez que o primário já se encontra na temperatura de
"zero carga".
PARTIDA DO ESTADO SUBCRÍTICO QUENTE

Criticalidade do Reator
O banco L é levantado manualmente até sua posição teórica de partida
(25 cm em BOL e 10 cm em EOL). De um modo geral, três bancos de
compensação de efeito Doppler permanecerão no núcleo. Porém caso
a parada tenha sido longa o grau de envenenamento pelo xenônio
poderá alcançar valores tais que mesmo retirando-os totalmente não
se criticaliza o reator. Neste caso água desmineralizada é injetada
manualmente, sendo somente possível tal operação caso o banco L
esteja acima de seu limite de inserção (80 cm).
Em nenhuma circunstância o reator poderá se tornar crítico se o banco
L estiver abaixo de seu limite de inserção. Caso isto ocorra deverá ser
imediatamente acionado o sinal de RESA e proceder-se a boração do
SRR.
PARTIDA DO ESTADO SUBCRÍTICO QUENTE

Criticalidade do Reator
A retirada dos bancos L poderá ser feita mediante atuação no módulo de
controle de fluxo de nêutrons ou de temperatura média, ocasião na qual a
subcriticalidade deverá ser monitorada através dos canais de fonte e
intermediário.
Estando o controle de fluxo de nêutrons em operação, sobe-se a potência
para 30 %. De acordo com o grau de envenenamento de xenônio, a subida
poderá ser feita mediante a retirada dos bancos de controle, mediante
diluição ou ambos ao mesmo tempo. Ao alcançar-se 20 % de potência já
poderão ser iniciados os preparativos para o aumento de velocidade e
aquecimento da turbina com vistas a sincronização e subida de carga. O
tempo de aquecimento da turbina e reaquecedores dependerá
exclusivamente do estado de temperatura inicial do conjunto turbogerador
PARADA

Considera-se neste item uma parada do reator a partir da operação de


potência para o estado "subcrítico, quente" e para o "subcrítico, frio sem
pressão". A parada para o estado "subcrítico, quente" será feita nos casos de:
• tempos curtos de parada (por exemplo, parada de fim de semana);
• reparos na central que não exijam a abertura nem o esfriamento do SRR.
Contudo uma condição prévia para o estado operacional "subcrítico quente" é
de que em todos os casos a potência de decaimento possa ser removida para
os condensadores.
– Subcrítico significa que:
• todas as barras de controle estão inseridas integralmente;
• a concentração de boro seja pelo menos a CR (concentração atual, função
da vida do núcleo) até 30 horas depois do desligamento ou pelo menos CH
(400 ppm acima de CR) para tempos de parada superiores a 30 horas.
PARADA

– Quente significa que:


• a remoção de calor de decaimento é feita via SDV para os condensadores,
sendo a pressão de vapor vivo mantida em 80 bar. Correspondentemente a
temperatura do refrigerante do reator se estabilizará em torno de 296°C. A
pressão do SRR é mantida em 158 bar pelo controle de pressão respectivo.
A parada para o estado "subcrítico, sem pressão, frio" será feita nos casos de:
• tempos de parada longos;
• reparos que exijam ou a abertura do SRR ou a planta na condição subcrítica fria;
• falha no Sistema de Condensação (SDV não disponível);
• troca de elementos combustíveis.
A parada para o estado "subcrítico, sem pressão, frio" passa sempre pela parada para
"subcrítico, quente", prosseguindo imediatamente deste estado ou após um tempo de
espera arbitrariamente escolhido.
PARADA - Pontos Principais a serem observados

A planta deverá ser parada de maneira mais suave


possível e dentro de um tempo preestabelecido.
A parada poderá ser subdividida nas seguintes
etapas iniciais:
• redução da potência até o desarme manual da turbina
e logo após o desarme do reator (TUSA e RESA);
• alcance da condição "subcrítico, quente". O reator
poderá permanecer nesta condição pelo tempo que for
escolhido.
PARADA - Pontos Principais a serem observados

A continuação da operação para o estado subcrítico, frio e


sem pressão, pode ser subdividida nas seguintes etapas:
• redução da pressão do sistema secundário e consequentemente
da temperatura e pressão do refrigerante do reator, até a
colocação do Sistema de Remoção de Calor Residual em serviço
(sistema JNA);
• continuação da redução da temperatura do refrigerante do reator
pelo sistema JNA (sistema secundário fora de operação);
• abaixamento da pressão do SRR e caso necessário também do
nível do PZR para 3/4 do loop;
• alcance da condição "subcrítico, frio, sem pressão". Onde o
reator poderá permanecer pelo tempo escolhido.
PARADA - Redução de Potência, TUSA e RESA

Nesta etapa operacional deverão ser retirados de serviço


o conjunto turbogerador e o reator. A potência do gerador
é diminuída de acordo com um gradiente
preestabelecido.
Ao diminuir-se a potência do gerador, aumenta a
pressão de vapor e com isto a temperatura do
refrigerante do reator. O controle de temperatura média
intervém então inserindo os bancos D no sentido de
manter tal temperatura dentro dos limites desejados.
Desse modo a potência do reator acompanha a redução
da potência do gerador.
PARADA - Redução de Potência, TUSA e RESA

As seguintes ações automáticas deverão ocorrer durante a


redução de potência no lado secundário:
• em cerca de 750 MW = 60 % Pr o coletor de vapor auxiliar é suprido com
vapor vivo;
• em cerca de 373 MW = 35 % PR o dreno do tanque de coleta de
condensado do reaquecedor é direcionado ao TAA e os drenos dos
aquecedores de alta pressão são direcionados ao condensador;
• em cerca de 230 MW = 25 % PR a válvula de controle de nível de baixa
carga dos GVs assume o controle. O mesmo se passa com o controle de
nível dos poços quentes do condensador;
• em cerca de 30 % PR = 23 % PG é alcançado o ponto de carga mínima
ocorrendo então a abertura do SDV, sendo então a pressão de vapor vivo
mantido em 80 bar e a temperatura média do refrigerante em 305°C.
PARADA - Redução de Potência, TUSA e RESA

A partir deste ponto a potência do reator se mantém constante. Para a potência do


reator ser reduzida é necessário colocar-se em operação o controle de fluxo de
nêutrons. Uma vez feito isto, se reduz pela inserção das barras de controle até
que as mesmas alcancem seu limite de inserção (banco L = 80 cm), a potência.
Quando não for mais possível se reduzir a potência pela inserção das barras, se
aciona então o sinal de RESA, ação esta que irá inserir integralmente todas as
barras de controle.
O sistema de drenos, tanto do reaquecedor como do separador de umidade,
poderão ser colocados fora de serviço após TUSA. A turbina, por sua vez, vai
diminuindo de rotação até alcançar cerca de 120 rpm (operação de giro lento).
Uma bomba de óleo auxiliar supre o óleo de lubrificação necessário aos mancais e
ao virador da turbina. Durante a sequência de parada a pressão do SRR é
automaticamente mantida em 158 bar e o nível do PZR reduzido de acordo com a
redução da temperatura média sendo no entanto seu valor mínimo de 4,2 m.
Esfriamento do Reator por meio do SDV até a colocação em
Operação do Sistema de Remoção de Calor Residual

Nesta fase da parada, a temperatura e a pressão do


refrigerante serão baixados para valores que
permitam ao Sistema de Remoção de Calor Residual
assumir a remoção de calor ou a operação a frio
subsequente.
As condições para que o Sistema de Remoção de
Calor Residual possa ser colocado em operação são:
• pressão do SRR: 32 bar;
• temperatura de entrada do SRR (máx. temp. dos loops):
180°C.
Esfriamento do Reator por meio do SDV até a colocação em
Operação do Sistema de Remoção de Calor Residual

Durante a sequência de esfriamento até 120°C, tanto o calor de


decaimento, como aquele gerado pelas BRRs em funcionamento e o
armazenado no Sistema é retirado via SDV para os condensadores.
Durante esta fase continuará a ser fornecido vapor de apoio ao TAA de
modo a manter constante a temperatura da água de alimentação na
entrada dos GVs e assim evitar um esfriamento muito rápido do sistema.
A "curva de parada" é utilizada no Sistema de Controle de Pressão do
SRR em operação para a garantia de subresfriamento.
No Sistema de Controle Volumétrico (KBA) duas bombas de
carregamento deverão estar em operação para compensar a contração
de volume devido ao esfriamento do SRR e para permitir alcançar-se no
menor tempo possível a concentração de boro desejada.
Operação com o Sistema de Remoção de Calor Residual

Uma vez tendo sido alcançada a:


• pressão do SRR = 32 bar
• temperatura do SRR = 180°C(ou ainda melhor 120 °C)
Coloca-se em operação os sistemas PE e KAA. No sistema JNA faz-se o
teste de estanqueidade, e após o mesmo, é colocado em operação de
remoção de calor residual, sendo necessário pelo menos dois dos quatro
trens para tal fim.
O Sistema de Desvio de Vapor poderá ser colocado fora de serviço
quando a temperatura do SRR alcançar 80°C, pois abaixo dela, o SDV
não terá mais nenhuma efetividade.
Uma vez fora de serviço o SDV, as válvulas de vapor principal podem ser
fechadas, as bombas de partida e parada desligadas e o condensador
com seus sistemas de apoio colocado fora de serviço.
Operação com o Sistema de Remoção de Calor Residual

A remoção subsequente do calor do primário é então


feita somente pelo Sistema JNA com taxas de redução
de temperatura menores do que 50 K/h uma vez que
as diferenças de temperatura entre o circuito primário e
a cadeia de esfriamento composta pelo sistemas
JNA/KAA/PE são significativamente menores.
Temperaturas abaixo de 50°C no SRR somente
poderão ser alcançadas a longo prazo. Durante toda a
fase de operação de remoção de calor pelo sistema
JNA, a pressão do SRR é mantida constante em 31
bar.
Operação com o Sistema de Remoção de Calor Residual

A remoção subsequente do calor do primário é então


feita somente pelo Sistema JNA com taxas de redução
de temperatura menores do que 50 K/h uma vez que
as diferenças de temperatura entre o circuito primário e
a cadeia de esfriamento composta pelo sistemas
JNA/KAA/PE são significativamente menores.
Temperaturas abaixo de 50°C no SRR somente
poderão ser alcançadas a longo prazo. Durante toda a
fase de operação de remoção de calor pelo sistema
JNA, a pressão do SRR é mantida constante em 31
bar.
Redução de Pressão e Nível do Circuito Primário

Depois de ter sido reduzida a temperatura no SRR para valores iguais ou


menores do que 50°C e ter sido assegurada uma subcriticalidade adequada
(C = 2.200 ppm) a pressão e nível do circuito de refrigeração do primário
poderão ser reduzidas.
Uma vez feito isto, através da aspersão auxiliar vinda do sistema KAA, será
reduzida apressão do SRR observando-se uma taxa máxima de redução de
temperatura de 100 K/h (no PZR). O nível no pressurizador é controlado.
Com nível de 4,2 m e pressão de N2 de 5 bar no PZR, ao reduzir-se o nível
para 3/4 de loop se terá então 1 bar pressão em todo o SRR.
Ao alcançar-se o nível de 3/4 do loop (0,56 m) através do controle manual
sobre a estação redutora de baixa pressão, mantém-se o mesmo constante
neste valor. A partir desse ponto, é necessário tão somente observar-se o
nível de atividade no SRR para então proceder-se a operação de troca de
elementos combustíveis.
SINAIS PARA "OPERAÇÃO DE ROTINA"
LIMITAÇÃO DA PRESSÃO DE REFRIGERANTE EM OPERAÇÃO
DE ROTINA
FORMAÇÃO DOS SINAIS "PERMISSÃO PARA ENCHER OU ESVAZIAR O
PZR" E "PERMISSÃO PARA ENCHER E ESVAZIAR O PZR"
TERMINOLOGIA E ABREVIAÇÕES
BOL - INÍCIO DE VIDA PZR - PRESSURIZADOR
BRR - BOMBA DE REFRIGERAÇÃO DO RESA - DESLIGAMENTO RÁPIDO DO
REATOR REATOR
CH - CONCENTRAÇÃO DE SDV - SISTEMA DE DESVIO DE VAPOR
REFERÊNCIA DE BORO PARA O SRR - SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO
REATOR DESLIGADO QUENTE DO REATOR
ELMO - BOMBA DE SELAGEM LÍQUIDA TCV - TANQUE DE CONTROLE
EOL - FIM DE VIDA VOLUMÉTRICO
FDP - PERMISSÍVO PARA O TESTE DE TUSA - DESLIGAMENTO RÁPIDO DA
ESTANQUEIDADE TURBINA
KMT - TEMPERATURA MÉDIA DO VPR - VASO DE PRESSÃO DO REATOR
REFRIGERANTE Z - TAXA DE CONTAGEM NUM DADO
NDT - TEMPERATURA DE TRANSIÇÃO INSTANTE
DÚCTIL/FRÁGIL Z0 - TAXA DE CONTAGEM INICIAL
Referências
CFOL-1487: PARTIDA E PARADA DE UMA CENTRAL PWR
Wetinghouse-PWR_Manual