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Metabolismo do

Glicogênio
Glicogênio
Macromolécula formada por uma grande quantidade de
glicose, unidas por ligações glicosídicas.
Glicogênio
Nos animais existem dois tipos de glicogênio, o qual é
montado após a entrada da glicose nas células desses
tecidos;

• Glicogênio hepático;

• Glicogênio muscular.
Função do glicogênio hepático e
muscular

Hepático: mantém a glicemia entre os valores normais


entre 70mg/dl e gera energia para o organismo;

Muscular: Não mantém a glicemia, mas é utilizado como


fonte de energia para o músculo quando submetido a uma
atividade intensa.
Metabolismo do glicogênio
As moléculas de glicogênio podem sofrer metabolismo
como:

• Glicogênese (fase de formação- anabólica);

• Glicogenólise (fase de degradação - catabólica).


Glicogênese
✓ Síntese do glicogênio tanto no fígado, quanto no músculo
esquelético;

✓ Ocorre no período absortivo (fase anabólica, pós-prandial ou


absortivo- 2 a 4h, glicemia alta), ativando o pâncreas a
produzir e liberar insulina (hormônio anabólico);

✓ A insulina estimula a expressão dos transportadores de


glicose (GLUT) das células de armazenamento, principalmente
fígado e músculo, favorecendo a entrada da glicose e a
formação da molécula de glicogênio.
Glicogênese Hepática

(Uridina trifosfato -
pirimidina)

Hexoquinase
(muscular)
Glicogenólise
• No período de jejum (fase catabólica, pós absortivo – 4 a16h),
ocorre o processo de quebra das ligações glicosídicas do
glicogênio (fígado e músculo);

• Quando ocorre a queda nos níveis de ATP e glicose, a insulina


deixa de ser produzida;

• Aumento na síntese de glucagon e adrenalina;

• Controla glicemia (fígado), quando esta encontra-se menor


que 60mg/dl;

• Sem gasto de ATP .


Glicogenólise

Músculo
Glicogenólise

• Enzima glicogênio fosforilase quebra o glicogênio nas ligações alfa


1,4;

• Adiciona um fosfato ao carbono 1 da glicose do glicogênio,


liberando glicose 1- fosfato.
Glicogenólise

A falta da enzima glicose 6 -


fosfatase no músculo permite
que a glicose 6-fosfato seja
utilizada somente para
glicólise no músculo que a
tem armazenada

• A molécula de glicose 1- fosfato é convertida em glicose 6 - fosfato


pela enzima fosfoglicomutase (promove a quebra de ligações 1-6);

• A glicogenólise realizada no músculo tem sua etapa encerrada na


glicose 6-fosfato, pois o músculo não tem enzima glicose 6-
fosfatase.
O composto glicose 6-
fosfato é um composto
intermediário da via
glicolítica ou glicólise
Glicogenólise

• No fígado, a glicose 6-fosfato ativa a enzima glicose 6-fosfatase,


que promove sua transformação em glicose;

• A molécula de glicose sem nenhum complemento pode ser


lançada na corrente sanguínea para auxiliar na manutenção da
glicemia e ser utilizada por algum tipo celular.
Doença relacionada ao metabolismo do
glicogênio
Doença de Von Gierke (Glicogenose)

• Patologia hereditária que afeta o fígado, caracterizada por uma


deficiência na enzima glicose-6-fosfatase (acúmulo de glicogênio
no fígado);

• Ausência dessa enzima acaba por acarretar um quadro de


hipoglicemia, esteatose (gordura no fígado), hipertrofia hepática
(glicogênio não está sendo degradado), etc.

• Tratamento: evitar alterações metabólicas profundas (alimentação


a base de carboidratos em intervalos pequenos).
Gliconeogênese
Gliconeogênese
• O processo de gliconeogênese consiste em um organismo
sintetizar glicose a partir de compostos diferentes de
carboidratos;
• Enquanto houver glicogênio, a velocidade da
gliconeogênese é pequena.
Onde e em quais situações ocorre a
gliconeogênese?
Ocorre predominantemente no tecido hepático e no córtex renal
(parte mais externa do rim) em casos de :

✓ Jejum prolongado, com a baixa taxa de glicose no sangue,


estimulada pelo hormônio glucagon;

✓ Predomínio da gliconeogênese (16 a 28h);

✓ Situações de alerta e de estresse


com a atuação da adrenalina.

✓ Via importante para o cérebro e hemácias,


pois são dependentes de exclusivamente de
glicose.
Gliconeogênese
Glicerol
Pode-se obter glicose pela degradação de lipídios
(triglicerídeos) por hidrólise, originando ácidos graxos, água
e glicerol;
Glicerol
Glicerol 3-fosfato
glicerolquinase
desidrogenase
Glicerol Glicerol 3-fosfato Di-hidroxiacetona-
fosfato
Aminoácidos
A maioria dos aminoácidos como: alanina, arginina,
metionina, cisteína, histidina, treonina e valina (exceção
lisina e leucina), podem ser utilizados na gliconeogênese.

Principal aminoácido gliconeogênico é a alanina (abundante


no tecido muscular);

A alanina é retirada de proteínas musculares e direcionada,


via corrente sanguínea, para o fígado;
Alanina aminotransferase Via
Alanina Piruvato gliconeogênese
Gliconeogênese
Lactato
O lactato gerado por meio do processo de fermentação láctica no
músculo, é lançado para a corrente sanguínea em direção ao fígado,
produzindo piruvato.

Lactato
desidrogenase

Fermentação Láctica Via gliconeogênese


Ciclo de Cori
1 – Alta atividade do músculo –
consumo de glicose produzindo
lactato (fermentação láctica);

2 - O lactato é levado para o fígado


pela corrente sanguínea; 3

3 - O lactato é captado pelo fígado e


torna-se substrato para a
2
gliconeogênese onde:

• Lactato convertido em piruvato;


• Piruvato convertido em glicose

Nesta situação, fígado e músculo


1
estabelecem uma relação de
interdependência.
Gliconeogênese
A gliconeogênese é considerada o inverso da glicólise, isto é,
transformação de duas moléculas de piruvato em uma de
glicose;

Três reações apresentam enzimas diferentes da glicólise:

1. Piruvato para fosfoenolpiruvato;


2. Frutose-1,6- bisfosfato para Frutose-6-fosfato;
3. Glicose-6-Fosfato para Glicose
1

3
• Diante da necessidade de
glicose, a célula terá que
fazer a gliconeogênese;

• O controle da gliconeogênese
é realizado pelo glucagon, que
estimula esse processo, e pela
2 insulina, que atua de maneira
oposta.

• Glicólise e gliconeogênese não


ocorrem ao mesmo tempo.
Glicólise

Gliconeogênese
Gráfico da homeostasia da glicose
Gráfico da homeostasia da glicose
• I - Glicose da alimentação aumentada sendo consumida por
todos os tecidos (até 4h). Relação insulina alta e glucagon
baixo. Vias acionadas (glicólise e glicogênese).
• II - Utilização das reservas de glicose (glicogênio hepático)
além da ativação da gliconeogênese hepática (4 a a16h).
Relação insulina baixa e glucagon alto;
• III – Predomínio da gliconeogênese (16 a 28h);
• IV - Declínio da gliconeogênese hepática. Auxílio da
gliconeogênese renal. Alta produção de corpos cetônicos.
Cetoacidose (2 a 24dias);
• V- Mantida a glicemia pela gliconeogênese hepática e renal;
Mapa Metabólico
Glicose
Pi
frutose 6-bisfosfatase
H2O
Glicose 6-fosfato

Frutose 6-fosfato
Pi
frutose 1,6-bisfosfatase
H2O
Frutose 1,6-bisfosfato

Diidroxiacetona Gliceraldeído 3-fosfato


fosfato

1,3-Bisfosfoglicerato

3-Fosfoglicerato

2-Fosfoglicerato

Fosfoenolpiruvato
GDP + CO2
fosfoenolpiruvato carboxiquinase
GTP
Oxaloacetato
ADP + Pi + 2H+
piruvato carboxilase
CO2 + H2O + ATP Piruvato

Gliconeogênese
Mapa Metabólico
Glicose
ATP
Pi
frutose 6-bisfosfatase
ADP + H+
H2O

fosfoglicoisomerase
Frutose 6-fosfato
Pi ATP
fosfofrutoquinase 1
frutose 1,6-bisfosfatase
H2O ADP + H+

Frutose 1,6-bisfosfato
aldolase
triose fosfato isomerase
Diidroxiacetona Gliceraldeído 3-fosfato
fosfato Pi
NAD+
gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase
NADH + H+
1,3-Bisfosfoglicerato
ADP
fosfoglicerato quinase
ATP

3-Fosfoglicerato
fosfoglicerato mutase

2-Fosfoglicerato

enolase

H2O
Fosfoenolpiruvato
GDP + CO2
fosfoenolpiruvato carboxiquinase ADP
GTP
Oxaloacetato piruvato quinase
ADP + Pi + 2H+ ATP
piruvato carboxilase NADH + H+ NAD+
CO2 + H2O + ATP Piruvato
lactato
Lactato
NAD+ desidrogenase

CO2
NADH + H+

Glicólise Acetil-CoA
H2O
Descarboxilação do Piruvato Aspartato
NADH + H+
HS-CoA
Ciclo de Krebs Oxaloacetato Citrato
Cadeia Respiratória
citrato sintase
Fermentação Lática malato aconitase
NAD+
desidrogenas
e
Via das Pentoses-fosfato Malato Isocitrato
Gliconeogênese Ciclo NAD+

de
Isocitrato
fumarase NADH + H+
H2O desidrogenase
CO2
Fumarato Krebs a-Ceto-Glutarato Glutamato
CoA
a-cetoglutarato
succinato desidrogenase
FADH2 desidrogenase succinil-CoA NAD+
sintase
Succinato Succinil-CoA
FAD NTP NDP + Pi NADH + H+
HS-CoA Grupo Heme CO2
Exercícios

1) Para responder a questão abaixo, realizar a leitura do Artigo


Metabolismo do álcool e intoxicação:

a) O consumo excessivo de etanol causa a inibição ou a ativação da via


gliconeogênese?

b) O que justifica o diagnóstico de acidose metabólica causada por uma


intoxicação aguda por álcool?

c) Justifique bioquimicamente as frases: não beba em jejum! e se for


beber não esqueça de também comer alguma coisa!

d) No caso de intoxicação por metanol você leu (neste caso) que, além
do soro glicosado, o paciente receberia também certa quantidade de
etanol. O que justifique esse procedimento?