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CHARTIER, Roger. A história cultural: entre prática e representações. Tradução.

Maria Manuela Guimarães. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil1990.

Nos anos 1950-60 os historiadores buscavam uma forma de saber controlado


apoiado sobre técnicas de investigação, de medidas estatísticas, conceitos teóricos
dentre outros. Esses historiadores acreditavam que o saber inerente à história devia se
sobrepor à narrativa, por achar que o mundo da narrativa era o mundo da fração, do
imaginário, da fábula. A tendência hegemônica da historiografia atual propõe uma nova
forma de interrogar a realidade tomando como base temas do domínio da cultura e
salienta o papel das representações. Chartier aponta que a história cultural é importante
para identificar o modo como que em diferentes lugares e momentos uma realidade
social é construída, pensada, dada a ler. Então, ao se voltar para a vida social toma como
objeto de estudo as formas e os motivos das suas representações e pensa-las como
análise do trabalho de representação das classificações e das exclusões que constituem
as configurações sociais e conceituais de um tempo ou de um espaço.

FICO, Carlos. Ditadura Militar Brasileira: aproximações teóricas e historiográficas.


Revista Tempo & Argumento, Florianópolis, v. 9, 11, 20, p. 05-74 jan.∕ abri l 2017.

Carlos Fico começa dizendo que no Brasil não se tem o costume de criticar
abertamente outros autores. Este autor critica historiadores marxistas, e estes, por sua
vez, criticam o revisionismo histórico relativo à ditadura militar. A bibliografia sobre a
ditadura até os anos 80 era muito escassa, e só recentemente teve-se acesso a grandes
quantidades de documentos. Com a abundância dessas fontes e descobertas empíricas o
novo desafio passou a ser a interpretação destas fontes. Caio Navarro de Toledo procura
tratar de questões de revisionismo relativo às acusações de golpismo à João Goulart.
Para Fico Goulart exerceu pressões indevidas e não golpismo. Já Marco Antônio Villa
desenvolve um pouco mais a idéia do Jango golpista. Villa cita a pressão exercida pelo
Goulart ao Congresso Nacional com o propósito de antecipar o plebliscito do
parlamento porque Goulart havia sido criticado na época por Carlos Lacerda e a
imprensa. Para Carlos Fica, Villa conclui que se Jango demonstrasse ser um golpista,
porque razão a oposição não teria procurado o caminho do impectman. A Autora
Angelina Cheibub Figueiredo fala que os grupos de esquerda não buscavam uma
democracia como objetivo final, já Denise Rollemberg faça que a democracia não
tivesse um valor primordial na época porque o que interessava para a squerda era o
coneito de revolução e Carlos F8ico discorda da posição de Argelina Cheibub
Figueiredo dizendo que esta autora é anacrônica porque não leva em conta o contexto da
época.