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Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Caro aluno você está

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO

PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Caro aluno você está recebendo uma apostila trimestral,

Caro aluno você está recebendo uma apostila trimestral, atente-se aos conteúdos e exercícios nela contido.

Para seu sucesso é necessário decicação e empenho, por isso leia todo omaterial e também acesse os links de sites recomendados.

Att. Professora Mariana Marcelino

Segundo um estudo morfológico da língua portuguesa, as palavras podem ser analisadas e catalogadas em dez classes de palavras ouclasses gramaticais distintas, sendo elas: substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

Substantivo

Substantivos são palavras que nomeiam seres, lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre outros. Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (diminutivo,

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO normal, aumentativo). Exercem sempre

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normal, aumentativo). Exercem sempre a função de núcleo das funções sintáticas onde estão inseridos (sujeito, objeto direto, objeto indireto e agente da passiva).

Podem ser classificados em:

Substantivos simples: casa, amor, roupa, livro, felicidade,…

Substantivos compostos: passatempo, arco-íris, beija-flor, segunda-feira, malmequer,…

Substantivos primitivos: folha, chuva, algodão, pedra, quilo,…

Substantivos derivados: território, chuvada, jardinagem, açucareiro, livraria,…

Substantivos próprios: Flávia, Brasil, Carnaval, Nilo, Serra da Mantiqueira,…

Substantivos comuns: mãe, computador, papagaio, uva, planeta,…

Substantivos coletivos: rebanho, cardume, pomar, arquipélago, constelação,…

Substantivos concretos: mesa, cachorro, samambaia, chuva, Felipe,…

Substantivos abstratos: beleza, pobreza, crescimento, amor, calor,…

Substantivos comuns de dois gêneros: o estudante/a estudante, o jovem/a jovem, o artista/a

artista,…

Substantivos sobrecomuns: a vítima, a pessoa, a criança, o gênio, o indivíduo,…

Substantivos epicenos: a formiga, o crocodilo, a mosca, a baleia, o besouro,…

Substantivos de dois números: o lápis/os lápis, o tórax/os tórax, a práxis/as práxis,…

Artigo

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Artigos são palavras que

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Artigos são palavras que antecedem os substantivos, determinando a definição ou a indefinição dos mesmos. Sendo flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), indicam também o gênero e o número dos substantivos que determinam.

Podem ser classificados em:

Artigos definidos: o, a, os, as.

Artigos indefinidos: um, uma, uns, umas.

Adjetivo

Adjetivos são palavras que caracterizam um substantivo, conferindo-lhe uma qualidade, característica, aspecto ou estado. Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (normal, comparativo, superlativo).

Podem ser classificados em:

Adjetivos simples:vermelha, lindo, zangada, branco,…

Adjetivos compostos:verde-escuro, amarelo-canário, franco-brasileiro, mal-educado,…

Adjetivo primitivo: feliz, bom, azul, triste, grande,…

Adjetivo derivado: magrelo, avermelhado, apaixonado,…

Adjetivos biformes: bonito, alta, rápido, amarelas, simpática,…

Adjetivos uniformes: competente, fácil, verdes, veloz, comum,…

Adjetivos pátrios: paulista, cearense, brasileiro, italiano, romeno,…

Pronome

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Pronomes são palavras que

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Pronomes são palavras que substituem o substantivo numa frase (pronomes substantivos) ou que acompanham, determinam e modificam os substantivos, atribuindo particularidades e características aos mesmos (pronomes adjetivos). Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso).

Podem ser classificados em:

Pronomes pessoais retos: eu, tu, ele, nós, vós, eles,…

Pronomes pessoais oblíquos: me, mim, comigo, o, a, se, conosco, vos,…

Pronomes pessoais de tratamento: você, senhor, Vossa Excelência, Vossa Eminência,…

Pronomes possessivos: meu, tua, seus, nossas, vosso, sua,…

Pronomes demonstrativos: este, essa, aquilo, o, a, tal,…

Pronomes interrogativos: que, quem, qual, quanto,…

Pronomes relativos: que, quem, onde, a qual, cujo, quantas,…

Pronomes indefinidos: algum, nenhuma, todos, muitas, nada, algo,…

Numeral

Numerais são palavras que indicam quantidades de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de elementos numa série. Alguns numerais podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), outros são invariáveis.

Podem ser classificados em:

Numerais cardinais: um, sete, vinte e oito, cento e noventa, mil,…

Numerais ordinais: primeiro, vigésimo segundo, nonagésimo, milésimo,…

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO  Numerais multiplicativos :

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Numerais multiplicativos: duplo, triplo, quádruplo, quíntuplo,…

Numerais fracionários: um meio, um terço, três décimos,…

Numerais coletivos: dúzia, cento, dezena, quinzena,…

Verbo

Verbos são palavras que indicam, principalmente, uma ação. Podem indicar também uma ocorrência, um estado ou um fenômeno. Podem ser flexionados em número (singular e plural), pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo (passado, presente e futuro), aspecto (incoativo, cursivo e conclusivo) e voz (ativa, passiva e reflexiva).

Podem ser classificados em:

Verbos regulares: cantar, amar, vender, prender, partir, abrir,…

Verbos irregulares: medir, fazer, ouvir, haver, poder, crer,…

Verbos anômalos: ser e ir.

Verbos principais: comer, dançar, saltar, escorregar, sorrir, rir,…

Verbos auxiliares: ser, estar, ter, haver e ir.

Verbos de ligação: ser, estar, parecer, ficar, tornar-se, continuar, andar e permanecer.

Verbos defectivos pessoais: falir, banir, reaver, colorir, demolir, adequar,…

Verbos defectivos impessoais: haver, fazer, chover, nevar, ventar, anoitecer, escurecer,…

Verbos defectivos unipessoais: latir, miar, cacarejar, mugir, convir, custar, acontecer,…

Verbos abundantes: aceitado/aceito, ganhado/ganho, pagado/pago,…

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO  Verbos pronominais essenciais

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Verbos pronominais essenciais: arrepender-se, suicidar-se, zangar-se, queixar-se, abster-se,

dignar-se,…

Verbos pronominais acidentais: pentear/pentear-se, sentar/sentar-se, enganar/enganar-se,

debater/debater-se,…

Advérbio

Advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade,…). São invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e número. Contudo, alguns advérbios podem ser flexionados em grau.

Podem ser classificados em:

Advérbio de lugar: aqui, ali, atrás, longe, perto, embaixo,…

Advérbio de tempo: hoje, amanhã, nunca, cedo, tarde, antes,…

Advérbio de modo: bem, mal, rapidamente, devagar, calmamente, pior,…

Advérbio de afirmação: sim, certamente, certo, decididamente,…

Advérbio de negação: não, nunca, jamais, nem, tampouco,…

Advérbio de dúvida: talvez, quiçá, possivelmente, provavelmente, porventura,…

Advérbio de intensidade: muito, pouco, tão, bastante, menos, quanto,…

Advérbio de exclusão: salvo, senão, somente, só, unicamente, apenas,…

Advérbio de inclusão: inclusivamente, também, mesmo, ainda,…

Advérbio de ordem: primeiramente, ultimamente, depois,…

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Preposição Preposições são

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Preposição

Preposições são palavras que estabelecem conexões com vários sentidos entre dois termos da oração. Através de preposições, o segundo termo (termo consequente) explica o sentido do primeiro termo (termo antecedente). São invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e número.

Podem ser classificadas em:

Preposições simples essenciais: a, após, até, com, de, em, entre, para, sobre,…

Preposições simples acidentais: como, conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante,

salvo, segundo, senão,…

Preposições compostas ou locuções prepositivas: acima de, a fim de, apesar de, através de,

de acordo com, depois de, em vez de, graças a, perto de, por causa de,…

Conjunção

Conjunções são palavras utilizadas como elementos de ligação entre duas orações ou entre termos de uma mesma oração, estabelecendo relações de coordenação ou de subordinação. São invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e número.

Podem ser classificadas em:

Conjunções coordenativas aditivas: e, nem, também, bem como, não só

mas

também,…

Conjunções coordenativas adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto,

não obstante,…

Conjunções coordenativas alternativas: ou, ou

ou,

já…já, ora

ora,

quer

quer,

seja

seja,…

Conjunções coordenativas conclusivas: logo, pois, portanto, assim, por isso, por consequência,

por conseguinte,…

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO  Conjunções coordenativas

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Conjunções coordenativas explicativas: que, porque, porquanto, pois, isto é,…

Conjunções subordinativas integrantes: que, se.

Conjunções subordinativas adverbiais causais: porque, que, porquanto, visto que, uma vez

que, já que, pois que, como,…

Conjunções subordinativas adverbiais concessivas: embora, conquanto, ainda que, mesmo

que, se bem que, posto que, …

Conjunções subordinativas adverbiais condicionais: se, caso, desde, salvo se, desde que,

exceto se, contando que,…

Conjunções subordinativas adverbiais conformativas: conforme, como, consoante, segundo,…

Conjunções subordinativas adverbiais finais: a fim de que, para que, que,…

Conjunções subordinativas adverbiais proporcionais: à proporção que, à medida que, ao

passo que, quanto mais… mais,…

Conjunções subordinativas adverbiais temporais: quando, enquanto, agora que, logo que,

desde que, assim que, tanto que, apenas,…

Conjunções subordinativas adverbiais comparativas: como, assim como, tal, qual, tanto como,

Conjunções subordinativas adverbiais consecutivas: que, tanto que, tão que, tal que, tamanho

que, de forma que, de modo que, de sorte que, de tal forma que,…

Interjeição

Interjeições são palavras que exprimem emoções, sensações, estados de espírito. São invariáveis e seu significado fica dependente da forma como as mesmas são pronunciadas pelos interlocutores.

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Podem ser classificadas em:

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Podem ser classificadas em:

Interjeições de alegria: Oh!, Ah!, Oba!, Viva!, Opa!,…

Interjeições de estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Ânimo!, Adiante!,…

Interjeições de aprovação: Apoiado!, Boa!, Bravo!,…

Interjeições de desejo: Oh!, Tomara!, Oxalá!,…

Interjeições de dor: Ai!, Ui!, Ah!, Oh!,…

Interjeições de surpresa: Nossa!, Cruz!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!,…

Interjeições de impaciência: Diabo!, Puxa!, Pô!, Raios!, Ora!,…

Interjeições de silêncio: Psiu!, Silêncio!,…

Interjeições de alívio: Uf!, Ufa! Ah!,…

Interjeições de medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!,…

Interjeições de advertência: Cuidado!, Atenção!, Olha!, Alerta!, Sentido!,…

Interjeições de concordância: Claro!, Tá!, Hã-hã!,…

Interjeições de desaprovação: Credo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!,…

Interjeições de incredulidade: Hum!, Epa!, Ora!, Qual!,…

Interjeições de socorro: Socorro!, Aqui!, Piedade!, Ajuda!,…

Interjeições de cumprimentos: Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Adeus!,…

Interjeições de afastamento: Rua!, Xô!, Fora!, Passa!,…

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Concordância verbal com verbos

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Concordância verbal com verbos impessoais

Nos verbos impessoais, ou seja, nos verbos que não apresentam sujeito, o verbo deverá ser conjugado

sempre na 3.ª pessoa do singular. Verbos impessoais são também verbos defectivos, não apresentando

conjugações completas.

Os principais verbos impessoais são:

o verbo haver, com sentido de existir;

o verbo fazer, indicando tempo decorrido;

verbos que indicam fenômenos atmosférico e da natureza, como os verbos chover, nevar, ventar, anoitecer, escurecer,…

Exemplos com verbo haver:

Há pastéis de carne e de queijo.

Havia várias crianças correndo no parque.

Há três minutos você ainda não tinha chegado.

Exemplos com verbo fazer:

Vai fazer cinco anos que visitei o Canadá.

Faz três meses desde a última vez que te vi.

Faz duas horas que estou esperando você!

Exemplos com verbos que indicam fenômenos da natureza:

Todos os dias chove no fim da tarde.

Nos dias frios neva muito.

anoiteceu!

Atenção!

Quando um verbo impessoal é utilizado com sentido figurado, deixa de ser impessoal, passando a ser

conjugado nas diversas pessoas.

Exemplos:

Choveram pedidos de ajuda alimentar.

Hoje, meus filhos amanheceram doentes!

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO MORFOLOGIA DEFINIÇÃO Em

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MORFOLOGIA

DEFINIÇÃO

Em linguística, Morfologia é o estudo da estrutura, da formação e da classificação das palavras. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. A morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição.

ÍNDICE

Estrutura e Formação das Palavras

Substantivo

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO ESTRUTURA DAS PALAVRAS Estudar

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ESTRUTURA DAS PALAVRAS

Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Assim, compreendemos melhor o significado de cada uma delas. Observe os exemplos abaixo:

o significado de cada uma delas. Observe os exemplos abaixo: art-ista brinc-a-mos cha-l-eira cachorr-inh-a-s A análise

art-ista

de cada uma delas. Observe os exemplos abaixo: art-ista brinc-a-mos cha-l-eira cachorr-inh-a-s A análise destes

brinc-a-mos

uma delas. Observe os exemplos abaixo: art-ista brinc-a-mos cha-l-eira cachorr-inh-a-s A análise destes exemplos

cha-l-eira

Observe os exemplos abaixo: art-ista brinc-a-mos cha-l-eira cachorr-inh-a-s A análise destes exemplos mostra-nos que as

cachorr-inh-a-s

A análise destes exemplos mostra-nos que as palavras podem ser divididas em unidades menores, a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas.

Vamos analisar a palavra "cachorrinhas":

Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. São eles:

cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele que contém o significado.

inh - indica que a palavra é um diminutivo

a

- indica que a palavra é feminina

s

- indica que a palavra se encontra no plural

Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo.

Obs.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores, tais como: mar, sol, lua, etc.

São elementos mórficos:

1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e significativos

2) Afixos (prefixos, sufixos), desinência, vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros

3) Vogal de ligação, consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos.

Raiz

É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras, consideradas do ângulohistórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum às palavras da mesma família etimológica. Observe o exemplo:

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Raiz noc [Latim nocere

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Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, as palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo, etc.

Obs.: uma raiz pode sofrer alterações. Veja o exemplo:

at-o

at-or

at-ivo

aç-ão

ac-ionar

Radical

Observe o seguinte grupo de palavras:

livr-

o

livr-

inho

livr-

eiro

livr-

eco

Você reparou que há um elemento comum nesse grupo?

Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema).

Radical: elemento básico e significativo das palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra.

Por Exemplo:

cert-o

cert-eza

in-cert-eza

Afixos

Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do morfema "-mente", por exemplo, cria uma nova palavra a partir de "certo": certamente, advérbio de modo. De maneira semelhante, o acréscimo dos morfemas "a-" e"-ar" à forma "cert-" cria o verbo acertar. Observe que a- e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. Quando são colocados antes do radical, como acontece com "a-", os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como "-ar", surgem depois do radical, os afixos são chamados de sufixos. Veja os exemplos:

Prefixo

Radical

Sufixo

in

at

ivo

em

pobr

ecer

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO inter nacion al Desinências

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inter

nacion

al

Desinências

Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. Existem dois tipos:

Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes.

Exemplos:

alun-o

alun-a

Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões, como nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, telefonema, por exemplo, não temos desinência nominal de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não temos desinência nominal de número.

Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos.

Exemplos:

compr-o

compra-s

compra-mos

compra-is

compra-m

compra-va

compra-va-s

A desinência "-o", presente em "am-o", é uma desinência número-pessoal, pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular; "-va", de "ama-va", é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo, na 1ª conjugação.

Vogal Temática

Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical, preparando-o para receber as desinências. Nos verbos, distinguem-se três vogais temáticas:

A

Caracteriza os verbos da conjugação.

Exemplos:

buscar, buscavas, etc.

E

Caracteriza os verbos da conjugação.

Exemplos:

romper, rompemos, etc.

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO I Caracteriza os verbos

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I

Caracteriza os verbos da conjugação.

Exemplos:

proibir, proibirá, etc.

Tema

Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. Nos verbos citados acima, os temas são:

busca-, rompe-, proibi-

Vogais e Consoantes de Ligação

As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra.

Exemplo:

parisiense (paris= radical, ense=sufixo, vogal de ligação=i)

Outros exemplos:

gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira, cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.

LITERATURA - ESTILOS LITERÁRIOS

Estilos literários - resumos, autores, obras, características principais e questões comentadas

Estilo individual é a maneira peculiar com que cada escritor manipula a linguagem literária. Refere-se à capacidade de usar técnicas para obter um melhor resultado estético.

Estilo de época diz respeito a uma série de procedimentos estéticos que caracterizam determinado período histórico – porque foram usados repetitiva e constantemente, por uma ou mais geração de escritores.

Tomando por base os estilos de época, podemos fazer a seguinte periodização das literaturas portuguesa e brasileira:

Literatura Portuguesa Trovadorismo Humanismo

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Classicismo Barroco Arcadismo

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COM O QUE FICAR ATENTO? Estilos de época são frequentemente cobrados pelos vestibulares em questões sobre o contexto histórico e cultural dos livros obrigatórios. Eles também podem ajudar a responder sobre as características psicológicas do autor e das personagens das obras.

COMO PODE CAIR NO VESTIBULAR? A linguagem literária geralmente é explorada em questões que envolvem figuras de linguagem (como a metáfora e a metonímia) ou que pretendam avaliar a capacidade de estabelecer relações textuais.

EXEMPLO DE QUESTÃO DE VESTIBULAR E ENEM:

1. (Enem) Leia o que disse João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de seus textos:

"Falo somente com o que falo: a linguagem enxuta, contato denso; Falo somente do que falo: a vida seca, áspera e clara do sertão; Falo somente por quem falo: o homem sertanejo sobrevivendo na adversidade e na míngua. Falo somente para quem falo: para os que precisam ser alertados para a situação da miséria no Nordeste."

Para João Cabral de Melo Neto, no texto literário,

a) a linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar o fato social para

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO determinados leitores. b) a

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determinados leitores.

b) a linguagem do texto não deve ter relação com o tema, e o autor deve ser imparcial para que

seu texto seja lido.

c) o escritor deve saber separar a linguagem do tema e a perspectiva pessoal da perspectiva do

leitor.

d) a linguagem pode ser separada do tema, e o escritor deve ser o delator do fato social para

todos os leitores.

e)

a linguagem está além do tema, e o fato social deve ser a proposta do escritor para convencer

o

leitor.

GABARITO

1. Resposta correta: A

Comentário: Além de harmonizar forma e conteúdo, a arte literária reflete um fato social. Por isso,

a única alternativa correta sobre a função dos textos de João Cabral é a alternativa A.

IMPORTANTE: artisticamente falando, a literatura caracteriza-se pelo uso estético da linguagem escrita. Nesse sentido, podemos classificar como literatura o conjunto de obras literárias de reconhecido valor estético, pertencentes a um país, época, gênero etc.

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HISTÓRIA DA LITERATURA

Quinhentismo (século XVI)

Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Representante da Literatura Jesuíta ou de Catequese, destaca-se Padre José de Anchieta com seus poemas, autos, sermões cartas e hinos. O objetivo principal deste padre jesuíta, com sua produção literária, era catequizar os índios brasileiros. Nesta época, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação ( de viagem ) sobre o Brasil. O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as características geográficas, vegetais e sociais da nova terra.

Barroco ( século XVII )

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Essa época foi marcada

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Essa época foi marcada pelas oposições e pelos conflitos espirituais. Esse contexto histórico acabou influenciando na produção literária, gerando o fenômeno do barroco. As obras são marcadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e o espiritual. Metáforas, antíteses e hipérboles são as figuras de linguagem mais usadas neste período. Podemos citar como principais representantes desta época: Bento Teixeira, autor de Prosopopéia; Gregório de Matos Guerra ( Boca do Inferno ), autor de várias poesias críticas e satíricas; e padre Antônio Vieira, autor de Sermão de Santo Antônio ou dos Peixes.

Neoclassicismo ou Arcadismo ( século XVIII )

O século XVIII é marcado pela ascensão da burguesia e de seus valores. Esse fato influenciou na produção da obras desta época. Enquanto as preocupações e conflitos do barroco são deixados de lado, entra em cena o objetivismo e a razão. A linguagem complexa é trocada por uma linguagem mais fácil. Os ideais de vida no campo são retomados ( fugere urbem = fuga das cidades ) e a vida bucólica passa a ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada. As principais obras desta época são: Obra Poética de Cláudio Manoel da Costa, O Uraguai de Basílio da Gama, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu de Tomás Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei José de Santa Rita Durão.

Romantismo ( século XIX )

A modernização ocorrida no Brasil, com a chegada da família real portuguesa em 1808, e a Independência do Brasil em 1822 são dois fatos históricos que influenciaram na literatura do período. Como características principais do romantismo, podemos citar : individualismo, nacionalismo, retomada dos fatos históricos importantes, idealização da mulher, espírito criativo e sonhador, valorização da liberdade e o uso de metáforas. As principais obras românticas que podemos citar : O Guarani de José de Alencar, Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães, Espumas Flutuantes de Castro Alves, Primeiros Cantos de Gonçalves Dias. Outros importantes escritores e poetas do período: Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire e Teixeira e Souza.

Realismo - Naturalismo ( segunda metade do século XIX )

Na segunda metade do século XIX, a literatura romântica entrou em declínio, juntos com seus ideais. Os escritores e poetas realistas começam a falar da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano. Como características desta fase, podemos citar :

objetivismo, linguagem popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da realidade. O principal representante desta fase foi Machado de Assis com as obras : Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O Alienista. Podemos citar ainda como escritores realistas Aluisio de Azedo autor de O Mulato e O Cortiço e Raul Pompéia autor de O Ateneu.

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Parnasianismo ( final do

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Parnasianismo ( final do século XIX e início do século XX )

O parnasianismo buscou os temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Diziam que faziam a arte pela arte. Graças a esta postura foram chamados de criadores de uma literatura alienada, pois não retratavam os problemas sociais que ocorriam naquela época. Os principais autores parnasianos são: Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

Simbolismo ( fins do século XIX )

Esta fase literária inicia-se com a publicação de Missal e Broquéis de João da Cruz e Souza. Os poetas simbolistas usavam uma linguagem abstrata e sugestiva, enchendo suas obras de misticismo e religiosidade. Valorizavam muito os mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos de subjetivismo. Os principais representantes do simbolismo foram: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.

Pré-Modernismo (1902 até 1922)

Este período é marcado pela transição, pois o modernismo só começou em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Está época é marcada pelo regionalismo, positivismo, busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial e valorização dos problemas sociais. Os principais autores deste período são: Euclides da Cunha (autor de Os Sertões), Monteiro Lobato, Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma e Augusto dos Anjos.

Modernismo (1922 a 1930)

Este período começa com a Semana de Arte Moderna de 1922. As principais características da literatura modernista são : nacionalismo, temas do cotidiano (urbanos) , linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos. Principais escritores modernistas : Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Alcântara Machado e Manuel Bandeira.

Neo-Realismo (1930 a 1945)

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Fase da literatura brasileira

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Fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos, religiosos e urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes obras : Vidas Secas de Graciliano Ramos, Fogo Morto de José Lins do Rego, O Quinze de Raquel de Queiróz e O País do Carnaval de Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecilia Meireles.

Você sabia?

- Um dos eventos literários mais importantes do Brasil é a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty). Em 2015, ela ocorrerá entre os dias 1 e 5 de julho.

LINGUISTICA TEXTUAL

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Linguística textual é uma orientação possível na análise de textos. A linguística textual é basicamente uma criação da Europa continental, e é especialmente valorizada naAlemanha e na Holanda. Ao contrário das correntes estruturalistas, cujo foco de estudos são os aspectos

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO formais e estruturais do

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formais e estruturais do texto, essa vertente concentra suas atenções no processo comunicativo estabelecido entre o autor, o leitor e o texto em um determinado contexto. A interação entre eles é que define a textualidade de um texto. Na década de 1970, um projeto pioneiro da universidade de Konstanz, na Alemanha, tentou construir uma gramática de texto explícita; o projeto pareceu não ter sucesso, e as investigações que se seguiram caracterizaram-se por uma elaboração e sofisticação maiores.

A linguística textual faz um uso pesado dos conceitos e da terminologia linguística corrente, e muito do que se faz nesse campo são tentativas de estender os tipos correntes de análise linguística a unidades maiores do que a sentença. Consequentemente, essa orientação tem muito em comum com a abordagem que, no mundo de língua inglesa, é conhecida como discourse analysis, e alguns estudiosos que olham para as coisas de fora não conseguem ver grandes diferenças entre as duas. A orientação funcionalista chamada linguística sistêmica compartilha algumas idéias importantes com a linguística textual, mas tem uma natureza bastante diferente.

Bibliografia

TRASK, R. L. Dicionário de linguagem e linguística. Trad. Rodolfo Ilari, rev. Ingedore G. V. Koch e Thaís Cristófaro Silva. São Paulo: Contexto, 2008. ISBN 85-7244-254-5.

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Gênero Textual é o

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Gênero Textual

é o nome que se dá às diferentes formas de

linguagem empregadas nos textos. Estas formas podem ser mais formais ou mais informais, e até se mesclarem em um mesmo texto, porém este será nomeado com o gênero que prevalecer. São

exemplos de gêneros textuais: o

gêneros escritos, ou ainda textos orais como a aula, o debate, a palestra, etc.

romance, o artigo de opinião, o conto e a receita, que são

, o artigo de opinião, o conto e a receita , que são Foto : ©

Foto: © iStock.com / milosluz

Os gêneros textuais são a forma como a língua se organiza para se manifestar nas mais diversas situações de comunicação, são a língua em constante uso.

Não podemos confundir Gênero Textual com Gênero Literário. Há uma classificação para os gêneros literários, ou seja, textos literários que são classificados segundo a sua forma: gênero lírico, gênero épico, gênero dramático e gênero narrativo …

Quando falamos em gêneros textuais, não estamos nos detendo nos textos literários, mas sim englobando todos os textos da língua, basta que possuam a capacidade de comunicar algo. Os textos, orais ou escritos, que produzimos para nos comunicar, possuem um conjunto de características, e são estas características que determinarão seu gênero textual. Algumas destas características são: o assunto, quem está falando, para quem está falando, sua finalidade, ou se o texto é mais narrativo, instrucional, argumentativo, etc.

Enfim, cada gênero textual possui seu próprio estilo e estrutura, possibilitando, assim, que nós o identifiquemos através de suas características. Vejamos alguns exemplos:

Diferente do

Gênero Textual

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO Carta : se caracteriza

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Carta: se caracteriza por ter um destinatário e um remetente específicos, pode ser uma carta pessoal, ou uma carta institucional, pode ser ainda uma carta ao leitor, ou uma carta aberta. Dependendo de qual seja seu OBJETIVO, ela adquirirá diferentes estilos de escrita, poderá ser dissertativa, narrativa ou descritiva. A estrutura formal da carta é também uma característica marcante, pois é fixa, apresentando primeiramente a saudação, em seguida o corpo da carta e por último a despedida.

Propaganda: este gênero costuma aparecer bastante na forma oral, mas também pode ser escrito. Possui como característica marcante a linguagem argumentativa e expositiva, podendo também haver pequenas descrições. O objetivo é sempre o mesmo: divulgar o produto/serviço e influenciar a opinião do leitor para que ele “compre” a ideia. O texto é claro e objetivo, e as mensagens costumam despertar sentimentos, emoções e sensações no leitor: calma, tranquilidade, emoção, adrenalina, calor, frio, inquietação. Outro elemento importante é o uso das imagens.

Receita: é um texto instrucional permeado de descrições. O objetivo é instruir o leitor para preparar algo, geralmente uma comida. A estrutura também é fixa, apresentando na sequência:

os ingredientes, o modo de preparo e o rendimento da receita. Quanto à linguagem, utiliza verbos no imperativo, pois a partir da ordem, o leitor tenderá a seguir corretamente as instruções para adquirir bom êxito.

Outros exemplos de textos instrucionais são a bula de remédio e o manual de instruções.

Notícia: este é um dentre os diversos gêneros jornalísticos, e pode ser facilmente identificado. Possui como característica a linguagem narrativa e descritiva, e seu objetivo é informar um fato ocorrido. Outra característica marcante é a presença de elementos como: o tempo, o lugar e as personagens envolvidas no fato.

Há outros gêneros essencialmente jornalísticos como a Reportagem e a Entrevista.

Vejamos mais alguns exemplos de gêneros textuais:

Conto maravilhoso;

Conto de fadas;

Fábula;

Lenda;

Narrativa de ficção científica;

Romance;

Conto;

Piada;

Relato de viagem;

Diário;

Curriculum vitae;

Biografia;

Relato histórico;

Artigo de opinião;

Carta de leitor;

Carta de solicitação;

Editorial;

Apostila de EJA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO MÉDIO -PROFESSORA MARIANA MARCELINO  Ensaio;  Resenhas

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Ensaio;

Resenhas críticas;

Seminário;

Conferência;

Palestra;

Entrevista de especialista;

Relatório científico;

Regulamento;

Textos prescritivos;

Seria impossível estudar todos ao mesmo tempo, por isso ao escrever qualquer um destes ou outros textos, é importante ler alguns exemplos e estudar a linguagem e as características, especialmente se há uma exigência para que você seja fiel ao gênero textual.

Questões

OBJETO DE CONHECIMENTO: MORFOLOGIA E CLASSE DAS PALAVRAS

1. O prefixo grego "dia" designa:

a) através - meio

b) reduplicação - inversão

c) ideia de privação - negação

d) posição inferior - movimento para dentro.

2. Indique o prefixo grego que indica posição inferior.

a) sub

b) semi -

c) - peri

d) hipo

3. Indique a origem das seguintes palavras: arcediago - bíblia - diabo

a) Germânica

b) Grega

c) Árabe

d) Hebraica

4. Neste período: "Talvez os diretores antevejam uma solução para o caso", indique o modo e o tempo do verbo.

a)

subjuntivo - presente

 

b)

indicativo - pretérito perfeito

c)

subjuntivo - futuro

d)

nenhuma das anteriores

5. Indique a alternativa que contenha o verbo "querer" conjugado na primeira pessoal do singular do futuro do presente (indicativo).

 

a)

Amanhã eu queria ver os cadernos.

b)

Amanhã eu quero ver os cadernos.

c)

Amanhã eu queira ver os cadernos.

d)

Amanhã eu quererei ver os cadernos.

6. "Nem sempre nós

(ir - pretérito imperfeito do indicativo)

lá com vontade."Indique a conjugação correta.

 

iríamos

a)

 

b)

íamos

c)

fôramos

d)

vamos

7. Indique a alternativa absolutamente correta. Lembre-se de que estamos tratando agora dos verbos abundantes.

 

O funcionário não deveria ter aceitado a incumbência.

a)

b)

O funcionário não deveria ter aceito a incumbência.

c)

As duas alternativas anteriores estão corretas.

d)

Nenhuma das alternativas está correta.

8. Indique a grafia e leitura corretas do seguinte numeral cardinal:

3.726.

Três mil, setecentos e vinte e seis.

a)

b)

Três mil, e setecentos e vinte e seis.

c)

Três mil e setecentos e vinte e seis.

d)

Três mil, setecentos, vinte, seis.

9. Marque a opção em que há erro na identificação da classe da palavra

destacada.

Júlia é uma executiva SEM parâmetros. - Preposição

a)

b)

Ricardo odeia que lhe digam O que é certo. - Artigo

c)

Em tempos de mudança de ERA, é preciso estar atento. -

Substantivo

d)

Os homens assistem PERPLEXOS à revolução hormonal. - Adjetivo

10. Qual das palavras destacadas a seguir não é um adjetivo?

a)

As pesquisas eliminaram PARTE da emoção.

b)

Os BONS candidatos nem sempre são eleitos.

c)

Nas eleições há feriado NACIONAL.

d)

As GRANDES empresas patrocinam candidatos.

e)

Os resultados são dados no dia SEGUINTE.

11. Assinale a palavra cujo gênero está indevidamente indicado pelo artigo.

a)

a cal

b)

a dinamite

c)

o suéter

d)

o champanhe

e)

a dó

 

12. "Mandou-me comprar o presente, mas não O fiz." A palavra em

destaque é:

a) artigo

b) pronome átono

c) preposição

d) substantivo

e) pronome demonstrativo

13. "Em alguns textos, o vocabulário é MÍNIMO." A forma em destaque

corresponde a:

a) superlativo absoluto sintético;

 

 

b) superlativo relativo de superioridade;

c) superlativo relativo de inferioridade;

d) superlativo absoluto analítico;

e) comparativo de inferioridade.

14. Das palavras abaixo, qual pode trocar de gênero, sem sofrer

nenhuma alteração ortográfica, apenas pela troca de artigo que a anteceda?

a) princípio

b) biólogo

c) cientistas

d) professor

e) altura

15. Assinale o item em que a classe da palavra destacada está correta.

a) Quem fala em flor não diz TUDO. - pronome indefinido;

b) Quem fala EM flor diz demais. - conjunção;

c) O poeta se torna MUDO. - substantivo;

d) Que mata MAIS do que faca. - pronome indefinido;

e) Mais QUE bala de fuzil - advérbio.

OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA - ESTILOS LITERÁRIOS

Texto I

Como não há literatura sem fuga ao real e tentativas de transcendê-lo pela imaginação, os escritores

brasileiros se sentiram frequentemente tolhidos no voo, prejudicados no exercício da fantasia, pelo

peso do sentimento de missão, que acarretava a obrigação tácita de descrever a realidade imediata

ou de exprimir determinados sentimentos de alcance geral. Esse nacionalismo infuso contribuiu para

certa renúncia

à imaginação ou certa incapacidade de aplicá-la devidamente à representação do real, resolvendo-

se, por vezes, na coexistência de realismo e fantasia, documento e devaneio.

Antonio Candido. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p. 26-7 (com adaptações).

O texto I é parte do livro Formação da Literatura Brasileira: Momentos Decisivos, de Antonio Candido, livro que completa 50 anos de publicação neste ano. As palavras de Candido referem-se ao Arcadismo e ao Romantismo e apontam para a “coexistência de realismo e fantasia, documento e devaneio” na produção literária nesses períodos literários. Considerando esse traço que marcou a formação da literatura no Brasil e a análise dos textos I e II, julgue o item 01.

QUESTÃO 01 – (UNB – 2007 – 3ª etapa – PAS – Q 33)

O texto II aborda a relação entre realidade e fantasia de forma poética e em contexto modernista, ao passo que o texto I trata dessa relação no âmbito da crítica literária e com foco nos séculos XVIII e XIX.

Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;

No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,

Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,

Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,

Tudo me traz um canto de imensa poesia,

Como a primícia augusta da grande profecia;

Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,

Há de beijar na face a terra arrependida.

desse beijo santo, desse ósculo sublime

Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,

E,

Hão de nascer virentes nos campos das idades,

Amores, esperanças, glórias e liberdades!

Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,

O

vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!

E,

Do futuro cantarem as doces melodias, Dos povos, das idades, a nova promissão

ouvindo nos espaços as louras utopias

Me arrasta ao infinito a águia da inspiração

Então me arrojo ousado das eras através,

Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés

Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,

Ante o estupendo quadro das telas do infinito

Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,

E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada.São Paulo: Abril Educação,

1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

QUESTÃO 02 – (UNB – 2008 – 1º dia – Q 114)

O tom grandiloquente e o vigor que se constatam nos versos apresentados estão entre as características que justificam a inclusão da poesia de Castro Alves na terceira fase romântica, denominada condoreira.

No anfiteatro de montanhas

Os profetas do Aleijadinho

Monumentalizam a paisagem

As cúpulas brancas dos Passos

E os cocares revirados das palmeiras

São degraus da arte de meu país

Onde ninguém mais subiu

Bíblia de pedra sabão

Banhada no ouro das minas.

Oswald de Andrade. In: Poesias reunidas.

São Paulo, 1966, p. 128.

de pedra sabão Banhada no ouro das minas. Oswald de Andrade. In: Poesias reunidas. São Paulo,

Tendo como referência esse poema de Oswald de Andrade e a imagem ilustrada na figura, que mostra parte do adro Profetas do Aleijadinho, em Congonhas do Campo, julgue os itens :

QUESTÃO 03 – (UNB – 2008 – 2ª etapa – PAS – Q 61)

É correto inferir-se, das informações apresentadas, que o fato de a obra de Aleijadinho ser representativa da época em que foi criada não impede que ela seja integrada a manifestações artísticas contemporâneas.

 

CARTAS CHILENAS

205 Perguntarás agora que torpezas

Comete a nossa Chile, que mereça

Tão estranho flagelo? Não há homem

208 Que viva isento de delitos graves,

E, aonde se amontoam os viventes Em cidades ou vilas, aí crescem

301

Os crimes e as desordens, aos milhares. Talvez, prezado amigo, que nós, hoje,

Sintamos os castigos dos insultos

304 Que nossos pais fizeram; estes campos

Estão cobertos de insepultos ossos De inumeráveis homens que mataram.

307

310

Aqui os europeus se divertiam Em andarem à caça dos gentios

Como à caça das feras, pelos matos.

Havia tal que dava, aos seus cachorros, Por diário sustento, humana carne,

Querendo desculpar tão grave culpa

313 Com dizer que os gentios, bem que tinham

316

A nossa semelhança, enquanto aos corpos,

Não eram como nós, enquanto às almas.

Que muito, pois, que Deus levante o braço

E puna os descendentes de uns tiranos

Que, sem razão alguma e por capricho, Espalharam na terra tanto sangue.

Tomaz Antonio Gonzaga. Cartas chilenas. Carta 10. , versos A de 295 a 319, “Em que se contam as desordens maiores que

Fanfarrão fez no seu governo”.

Em Cartas Chilenas, um dos mais importantes textos literários brasileiros do século XVIII, Tomaz Antonio Gonzaga desenvolve, por meio de discurso ácido, irônico e contestatório, a crítica aos desmandos do personagem Fanfarrão Minésio. Assim, entre história e ficção, apresenta um retrato da sociedade brasileira que começava a se organizar naquela época. Com base na leitura da obra Cartas Chilenas e, especialmente, do trecho acima destacado da Carta 10ª, julgue os itens 04 e 05.

QUESTÃO 04 – (UNB – 2009 – 1ª etapa – PAS – Q 113)

Os recursos literários utilizados pelo poeta nessa obra evidenciam bucolismo, equilíbrio e harmonia, atributos que confirmam a ligação do autor com o estilo de época árcade.

QUESTÃO 05 – (UNB – 2009 – 1ª etapa – PAS – Q 114)

Em Cartas Chilenas, o autor busca discutir questões éticas, expressando posicionamento claramente contrário à política que visa satisfazer apenas os interesses pessoais e não, os da coletividade.

QUESTÃO 06 – (UNB – 1º - 2009 – 1º dia – Q 26)

Um dos ícones da poesia modernista brasileira, Augusto dos Anjos integrou o movimento cultural que, a partir da Semana de Arte Moderna de 1922, desdenhou valores artísticos e literários do passado, como o barroco do século XVIII, e assumiu posição política de apoio à República oligárquica.

 

A PALO SECO

 

Belchior

 

1 Se você vier me perguntar por onde

 

andei

No tempo em que você sonhava.

 

De olhos abertos, lhe direi:

4 — Amigo, eu me desesperava.

Sei que, assim falando, pensas

Que esse desespero é moda em 76.

7 Mas ando mesmo descontente.

Desesperadamente eu grito em

português:

— Tenho vinte e cinco anos de sonho e

10 De sangue e de América do Sul.

 

Por força deste destino,

Um tango argentino

13 Me vai bem melhor que um blues.

Sei, que assim falando, pensas

Que esse desespero é moda em 76.

 

Considerando a composição acima e os aspectos que ela suscita, julgue o seguinte item.

QUESTÃO 07 – (UNB – 2º - 2010 – 1º dia – Q 90)

A declaração “Que esse desespero é moda em 76” (v.6) alude a um momento da literatura brasileira em que escritores, entre eles Nélida Piñon, tentavam construir, em prosa, o contexto histórico brasileiro a partir da dicotomia realidade/sonho, reinaugurando, com essa perspectiva, o subjetivismo ou individualismo do modelo romântico.

DECADÊNCIA

 
   

Iguais às linhas perpendiculares

Caíram, como cruéis e hórridas hastas,

Nas suas 33 vértebras gastas

Quase todas as pedras tumulares!

A

frialdade dos círculos polares,

Em sucessivas atuações nefastas,

Penetrara-lhe os próprios neuroplastas,

Estragara-lhe os centros medulares!

Como quem quebra o objeto mais querido

E

começa a apanhar piedosamente

Todas as microscópicas partículas,

Ele hoje vê que, após tudo perdido,

Só lhe restam agora o último dente

E

a armação funerária das clavículas!

Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 84.

Enquanto os românticos — apesar de acreditarem que o nascimento da chamada língua brasileira era fato contra o qual não se poderiam insurgir — não reivindicavam mais que o direito a certa originalidade, os escritores modernistas serão os que, de fato, buscarão, na realidade linguística brasileira, as formas que constituirão a sua expressão.

Tânia C. F. Lobo. Variantes nacionais do português: sobre a questão da definição do português do Brasil. In: Revista Internacional de Língua Portuguesa. Lisboa, dez./1994, p. 9-15. Internet: <www.aulp.org> (com adaptações).

QUESTÃO 08 – (UNB – 2º - 2011 – 1º dia – Q 35)

O anseio por uma língua própria foi representado no romance Iracema, obra em que José de Alencar inseriu vocábulos e expressões indígenas, a fim de distinguir o português literário do Brasil daquele utilizado em Portugal.

O artista francês Gustave Doré (1832-1883) ficou famoso pelas gravuras que ilustraram grandes clássicos da literatura mundial. Entre elas, incluem-se as que figuraram, em 1857, na obra

O Inferno de Dante, trabalho que, pela qualidade das imagens, influenciou o cinema, a fotografia e as histórias em quadrinhos do século XX.

As obras de Sandow Birk (1962), artista contemporâneo norte-americano, privilegiam temas sociais e políticos, como violência urbana, prisões, grafites. Birk ilustrou a obra O Inferno de Dante, em 2005, com base nas ilustrações de Doré, que foram atualizadas com ícones do século XXI.

Tendo como referência essas informações e as das gravuras reproduzidas acima, julgue o

item 9.
item 9.

    QUESTÃO 09 – (UNB – 1º - 2012 – 1º dia
QUESTÃO 09 – (UNB – 1º - 2012 – 1º dia – Q 48)
Verifica-se que, nas gravuras de Doré apresentadas, o artista mesclou elementos românticos com elementos
realistas,
em consonância com a maneira de enxergar, no século XIX, os tempos medievais
e
o
Renascimento.
VASO GREGO
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então e, ora repleta ora esvazada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois
Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.

Alberto de Oliveira. Poesias completas. In: Crítica. Marco Aurélio de Mello Reis. Rio de Janeiro: EDUERJ, 197, p.144.

Acerca do soneto Vaso grego, de Alberto de Oliveira, e do período histórico-literário a que ele remete, julgue os itens de 117 a 119 e assinale a opção correta no item a seguir.

QUESTÃO 10 – (UNB – 1º - 2012 – 1º dia – Q 117)

No período em que o Parnasianismo se destacou, o Brasil, especialmente o Rio de Janeiro, vivia forte influxo de modernização tardia em relação aos centros europeus, o que incentivou o consumo de mercadorias culturais luxuosas, mas desligadas da realidade local. Assim, verifica-se que a recorrência a temas advindos da Antiguidade Clássica era a correspondência estética dessa tendência manifestada na objetividade social brasileira.

  OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA – HISTÓRIA DA LITERATURA   ERRO DE PORTUGUÊS
OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA – HISTÓRIA DA LITERATURA
ERRO DE PORTUGUÊS
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Quando aqui aportaram os portugueses, há mais de
500 anos, falavam-se, no país, mais de mil línguas
indígenas; tal profusão linguística constitui-se numa
situação semelhante 4 à que ocorre, hoje, nas Filipinas
Vestiu o índio
Que pena! Fosse uma manhã de sol
(com 160 línguas), na Índia (com 391 línguas) ou,
ainda, na Indonésia (com 663 línguas).
 O índio tinha despido
 O português
Gilvan Müller de Oliveira. Brasileiro fala português: monolinguismo e
preconceito linguístico. In: Revista Linguagem. Internet:
Oswald de Andrade. Poesias reunidas. 5. ed.
<www.letras.ufscar.br> (com adaptações).
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
Com relação ao poema Erro de português, de Oswald de Andrade, ao fragmento de texto acima, bem como
às questões por eles suscitadas, julgue o item seguinte.
QUESTÃO 01 – (UNB – 2º - 2011 – 1º dia – Q 45)
A expedição comandada por Pedro Álvares Cabral fazia parte da estratégia portuguesa de iniciar a efetiva e
imediata colonização de suas terras americanas, decisão estabelecida em face dos reduzidos lucros obtidos
pelo comércio com as Índias nas décadas iniciais do século XVI.
Ao longo da história da literatura brasileira, foram inúmeros os autores que se expressaram segundo as
diretrizes de uma literatura regionalista. Uma das grandes estudiosas do fenômeno, Lígia Chiappini,
caracteriza-o assim: “Na verdade, a história do regionalismo mostra que ele sempre surgiu e se
desenvolveu em conflito com a modernização, a industrialização e a urbanização. Ele é, portanto, um
fenômeno moderno e, paradoxalmente, urbano.”
Do beco ao belo. In: Revista de Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 8, n.º 15, 1995, p. 155.
QUESTÃO 02 – (UNB – 2º - 2011 – 1º dia – Q 59)
A partir da leitura do texto acima, redija uma definição de regionalismo literário e indique, no mínimo, duas
obras da literatura brasileira que o exemplifiquem.
Peste atenção por favor
na história que vou contar
Manifestação popular caracterizada por poesias escritas em
folhetos, a literatura de cordel originou-se na Europa em
meados do século XII. Em Portugal, escritores amadores
usavam cordões para pendurarem e divulgarem suas
produções em lugares públicos. Com a vinda dos
portugueses ao Brasil, a tradição de contar histórias
disseminou-se pela região Nordeste, tornando-se um dos
símbolos da cultura e memória nordestina.
ela explica o que é cordel
grande manifestação popular.
Paulo Araújo. Internet:
<www.bibceuguarapiranga.blogs.com>.
No início, como a maioria das pessoas não sabia ler e
escrever, as poesias eram apenas decoradas e recitadas em
feiras e praças. Mais tarde, passaram a ser impressas em
folhetos, cujas capas eram ilustradas em xilogravura, e
afirmaram-se como manifestação artística e popular nas
décadas 60 e 70 do século passado.
A importância do cordel não se limita à literatura. O cordel se
expande como registro histórico da cultura nordestina,
reverberando nas manifestações artísticas, tais como teatro,
dan a cinema música e artes visuais

            Figura I Figura 2

Figura I

Figura 2

Tendo como referências iniciais o texto e as figuras acima, julgue o Item 1.

QUESTÃO 03 – (UNB – 1º - 2012 – 1º dia – Q 1)

A arte de contar histórias é uma das formas mais antigas de transmissão de conhecimento. Nas histórias, estão presentes crenças, fantasias, bem como aspectos éticos, estéticos e morais de uma cultura. O contador de histórias pode desenvolver, para cada performance, formas singulares de narrativa, utilizando objetos, músicas, sons e movimentos, de modo que suas ações se organizem cenicamente.

de modo que suas ações se organizem cenicamente. Tarsila, como outros modernistas — e perto dela

Tarsila, como outros modernistas — e perto dela Oswald de Andrade —, foi movida por Blaise Cendrars, na direção da descoberta de

arquétipos culturais e artísticos do país. Em depoimento de fins dos anos 30, ela refere-se à viagem que fez a várias cidades mineiras na semana de 1924, ao lado de Cendrars, Oswald e Mário de Andrade. “Encontrei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Segui o ramerrão do gosto

apurado

Mas depois vingueime da

opressão, passando-as para minhas telas:

azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, tudo em gradações mais ou menos fortes, conforme a mistura de branco. Pintura limpa, sobretudo sem medo de

â

i

i

Considerando o texto acima e as figuras I e II, que ilustram obras, respectivamente, de Almeida Junior e

Tarsila do Amaral, julgue os itens 4 e 5.

QUESTÃO 04 – (UNB – 1º - 2009 – 1º dia – Q 107)

Na realidade literária brasileira, a denominação Modernismo designa tanto o período literário que se inicia em 1922 quanto um conjunto de experiências estéticas, estilísticas e expressivas apresentadas na Semana de Arte Moderna.

QUESTÃO 05 – (UNB – 1º - 2009 – 1º dia – Q 109)

Entre os modernistas que participaram da Semana de 22, despontam, ao lado de Mário de Andrade e Oswald de Andrade, Graciliano Ramos e Jorge Amado.

A CIDADE

Destinava-se a uma cidade maior, mas o trem permaneceu indefinidamente na

antepenúltima estação. Cariba acreditou que a demora poderia ser atribuída a algum

comboio de carga descarrilado na linha, acidente comum naquele trecho da ferrovia.

Como se fizesse excessivo o atraso e ninguém o procurasse para lhe explicar o que

estava ocorrendo, pensou numa provável desconsideração à sua pessoa, em virtude de ser o único passageiro do trem.

Chamou o funcionário que examinara as passagens e quis saber se constituía motivo

para tanta negligência o fato de ir vazia a composição.

Não recebeu uma resposta direta do empregado da estrada, que se limitou a apontar o

morro, onde se dispunham, sem simetria, dezenas de casinhas brancas.

— Belas mulheres? Indagou o viajante. Percebeu logo que tinha pela frente um cretino.

Apanhou as malas e se dispôs a subir as íngremes ladeiras que o conduziriam ao

povoado. (

estavam fechadas, mas os jardins pareciam ter sido regados na véspera. Experimentou

bater em alguns dos chalés e não o atenderam. Caminhou um pouco mais e, do topo da montanha, avistou a cidade, tão grande quanto a que buscava.

Uma vaga tristeza rodeava o lugarejo. As janelas e portas das casas

)

Murilo Rubião. Contos reunidos. São Paulo: Ática, 1998.

Com relação à estética literária brasileira e ao trecho narrativo apresentado, de Murilo Rubião, integrante da geração de autores que surgiu logo após a consolidação do Modernismo, julgue os itens de 06 e 07.

QUESTÃO 06 – (UNB – 1º - 2010 – 1º dia – Q 59)

O texto apresenta características do modelo Naturalista de narrativa, como evidenciado, por exemplo, na influência do meio nas percepções do personagem

QUESTÃO 07 – (UNB – 1º - 2010 – 1º dia – Q 61)

Como exemplo de narrativa contemporânea, o texto de Murilo Rubião demonstra o apego à descrição positivista dos fatos e dos personagens, sem deixar margem a simbologias.

Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas

antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve.

Não sei o que, mas sei que o universo jamais começou. Que ninguém se engane, só consigo a

simplicidade através de muito trabalho.

Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se

as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-préhistória já havia os monstros

apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um

fato. Os dois juntos — sou eu que escrevo o que estou escrevendo.

Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 17.

Considerando o trecho acima, extraído da obra A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, julgue os itens 8 e 9.

QUESTÃO 08 – (UNB – 2º - 2008 – 1º dia – Q 01)

Clarice Lispector inclui-se entre os autores do romance introspectivo, da literatura intimista, que se caracteriza, na literatura brasileira moderna, por um questionamento do ser.

QUESTÃO 09 – (UNB – 2º - 2008 – 1º dia – Q 08)

Na linha 2, foi utilizada a expressão “pré-história”, que, em si mesma, geralmente, é empregada para identificar o estágio da evolução das sociedades anterior ao domínio da escrita.

Nenhuma cousa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite

nem mais superior a toda a sua capacidade que a notícia dos tempos e sucessos futuros;

e isto é o que oferece a Portugal, à Europa e ao Mundo esta nova e nunca ouvida História.

As outras histórias contam as cousas passadas, esta promete dizer as que estão por vir;

as outras trazem à memória aqueles sucessos públicos que viu o Mundo, esta intenta

manifestar ao Mundo aqueles segredos ocultos e escuríssimos que não chegam a

penetrar o entendimento.

Antonio Vieira. História do futuro. José Carlos Brandi Aleixo (org.). Brasília: UnB, 2005, p. 121.

QUESTÃO 10– (UNB – 1º - 2009 – 1º dia – Q 10)

Europa, onde se assistia à expansão aparentemente incontrolável do protestantismo.

A partir da leitura do fragmento de texto acima, de Antonio Vieira, julgue o seguinte item.

Jesuíta que passou parte considerável de sua vida no Brasil, padre Vieira é uma exceção entre seus pares, pois, ao se fixar na América, não atendeu ao que determinava a ordem religiosa a que pertencia, a qual, criada por Inácio de Loyola, exigia que fosse priorizada a ação evangelizadora católica na

  SEISCENTOS  E SESSENTA E SEIS  Mario Quintana    
  SEISCENTOS  E SESSENTA E SEIS  Mario Quintana    
SEISCENTOS  E SESSENTA E SEIS
Mario Quintana

O TRENZINHO DO CAIPIRA

1 Lá vai o trem com o menino

Lá vai a vida a rodar

Lá vai ciranda e destino

4 Cidade e noite a girar

 Lá vai ciranda e destino 4 Cidade e noite a girar OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA
 Lá vai ciranda e destino 4 Cidade e noite a girar OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA
 Lá vai ciranda e destino 4 Cidade e noite a girar OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA
 Lá vai ciranda e destino 4 Cidade e noite a girar OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA

OBJETO DE CONHECIMENTO: LITERATURA – LETRAMENTO LITERÁRIO

A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

Com base no poema acima, de Mario Quintana, julgue os item a seguir.

QUESTÃO 01 – (UNB – 2º 2010 – 1º dia – Q 88)

No poema apresentado, a ideia de morte, apoiada em visão que evoca temáticas do modelo árcade tanto quanto do modelo barroco, surge por oposição à de vida, que, por sua vez, é satirizada, a partir de sua definição, apresentada no primeiro verso.

Considerando o fragmento transcrito acima, de obra de Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, julgue os item 9.

QUESTÃO 02 – (UNB – 1º 2010 – 1º dia – Q 10)

Em O trenzinho do caipira, Villa-Lobos utilizou o recurso de variação do andamento da música, para traduzir

o movimento de um trem: a aceleração ao deixar a estação; a velocidade constante durante a viagem; e a desaceleração ao se aproximar novamente da estação.

De acordo com o Livro de recordes do Guinness, a versão original de Parabéns prá você é a canção

mais conhecida da língua inglesa. Na verdade, acredita-se que a canção, com versões em mais de

dezoito línguas, seja a mais popular e cantada em todo o mundo. Em todos os lugares, tais versões

são cantadas ao se comemorar a data do nascimento de uma pessoa e, portanto, participam da

celebração da vida, como evidencia a versão em língua portuguesa, apresentada a seguir.

Parabéns prá você

Nesta data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida.

Considerando a letra dessa canção, julgue os itens 3, 4 e 5.

QUESTÃO 03 – (UNB – 2º 2010 – 1º dia – Q 01)

Os quatro versos que constituem a canção Parabéns prá você têm a mesma organização rítmica básica.

QUESTÃO 04 – (UNB – 2º 2010 – 1º dia – Q 02)

A nota mais aguda da melodia da canção Parabéns prá você ocorre na primeira sílaba da palavra “felicidades”.

QUESTÃO 05 – (UNB – 2º 2010 – 1º dia – Q 03)

O

padrão métrico da música Parabéns prá você é binário

A ARTE RETRATA A VIDA

Cidade de Deus mescla entretenimento e realidade brasileira. Logo de início, o filme apresenta sons

e imagens de uma faca sendo amolada. Em seguida, surgem rápidas cenas que mostram um

animado churrasco, com muita música, carne e alegria. Em um canto, estão presas várias galinhas,

que, aos poucos, vão sendo depenadas e mortas.

Uma delas assiste a tudo com olhar atônito. “Não quero morrer”, deve pensar consigo mesma,

“preciso sair daqui”. A galinha consegue se soltar e foge, o mais rápido que pode, pelas estreitas

ruas do local onde se encontra. Esse insólito início causa espanto em quem conhece um pouco da

história de Cidade de Deus, filme dirigido por Fernando Meirelles.

Não seria este o filme a mostrar e debater a questão da violência nas favelas brasileiras? Mas esta

surpresa não dura muito tempo. Em meio à tentativa de se capturar novamente a galinha fugitiva,

alguém grita para atirar nela.

Francisco Russo. Sétima arte (com adaptações).

Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o seguinte item.

QUESTÃO 06 – (UNB – 2º 2009 – 1º dia – Q 39)

Os temas violência e favelização abordados no filme Cidade de Deus remetem ao processo de periferização em cidades brasileiras, alimentado pelo crescimento populacional.

RIOS SEM DISCURSO

1

o

cortado, a água se quebra em pedaços,

4

Em situação de poço, a água equivale

a uma palavra em situação dicionária:

7

e porque assim estanque, estancada;

e

10

mais; porque assim estancada, muda,

Quando um rio corta, corta-se de vez

discurso-rio de água que ele fazia;

em poços de água, em água paralítica.

isolada, estanque no poço dela mesma,

e muda porque com nenhuma comunica,

porque cortou-se a sintaxe desse rio,

o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio,

chega raramente a se reatar de vez;

um rio precisa de muito fio de água

16 para refazer o fio antigo que fez.

Salvo a grandiloquência de uma cheia

lhe impondo interina outra linguagem,

13

19

um rio precisa de muita água em fios

para que todos os poços se enfrasem:

se reatando, de um para outro poço,

22 em frases curtas, então frase e frase,

até a sentença-rio do discurso único

em que se tem voz a seca ele combate.

João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra. In:

Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003, p. 350.

Julgue os seguintes itens, a respeito da composição e das ideias do poema de João Cabral de Melo Neto

apresentado acima, bem como das relações históricas que podem ser feitas a partir desse texto.

QUESTÃO 07 – (UNB – 2º 2008 – 1º dia – Q 21)

O emprego da palavra “grandiloquência” (v.17), para qualificar a cheia, reforça a associação existente no poema entre rio e discurso.

O TEMPO E O RIO

Mas o tempo é como um rio

que caminha para o mar

passa, como o passarinho

passa o vento e o desespero

passa como passa a agonia

passa a noite, passa o dia

mesmo o dia derradeiro

ah, todo o tempo há de passar

como passa a mão e o rio que lavaram teu cabelo

Edu

(fragmento)

Lobo

e

Caipora.O

tempo

e

o

rio.

1

O último dia do ano

 

não é o último do tempo.

Outros dias virão.

 

4

O último dia do tempo

 

não

é o último dia de tudo.

Fica sempre uma franja de vida

onde se sentam dois homens. Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé,

7

 

10

um corpo e sua memória,

um olho e seu brilho,

uma

voz e seu eco,

 

13

e quem sabe até se Deus

 

Carlos Drummond de Andrade. Poesia

e prosa.

Rio

de

Janeiro:

Aguilar,

1988,

p.

107

(fragmento).

QUESTÃO 08 – (UNB – 1º 2008 – 1º dia – Q 14)

Na década de 50 do século passado, o tempo histórico brasileiro tornou-se mais rápido, haja vista as contínuas e rápidas transformações no quadro político, econômico, social e cultural vividas pelo país.

Considerando o fragmento transcrito acima, da poesia de Carlos Drummond de Andrade, julgue o item que se segue.

QUESTÃO 09 – (UNB – 1º 2009 – 1º dia – Q 43)

Do oitavo ao último verso, o poeta apresenta uma enumeração cujos elementos compõem a idéia expressa pela metáfora “uma franja de vida” (v.6).

Alaíde (alheando-se bruscamente) — Espera, estou-me lembrando de uma coisa. Espera. Deixa eu ver! Mamãe dizendo a papai. (Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da memória. Pai e

mãe.)

Mãe — Cruz! Até pensei ter visto um vulto. — Ando tão nervosa. Também esses corredores! A

alma de madame Clessi pode andar por aí

e

Pai — Perca essa mania de alma! A mulher está morta, enterrada!

Mãe — Pois é

(Apaga-se o plano da memória. Luz no plano da alucinação.)

Clessi — Mas o que foi?

Alaíde — Nada. Coisa sem importância que eu me lembrei. (forte) Quero ser como a senhora.

Usar espartilho. (doce) Acho espartilho elegante! Clessi — Mas seu marido, seu pai, sua mãe e

(Apaga-se o plano da alucinação. Luz no plano da realidade. Sala de operação.)

Lúcia? Homem (para Alaíde) — Assassina!

1.º médico — Pulso?

2.º médico — Cento e sessenta.

1.º médico — Rugina.

2.º médico — Como está isso!

1.º médico — Tenta-se uma osteossíntese!

3.º médico — Olha aqui.

1.º médico — Fios de bronze. (Pausa)

1.º médico — O osso!

3.º médico — Agora é ir até o fim.

1.º médico — Se não der certo, faz-se a amputação. (Rumor de ferros cirúrgicos)

1.º médico — Depressa! (Apaga-se a sala de operação. Luz no plano da alucinação.)

Homem (para Alaíde, sinistro) — Assassina!

Tendo como referência o fragmento da obra Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, apresentado acima, julgue o ite, seguinte.

QUESTÃO 10– (UNB – 1º 2009 – 1º dia – Q 43)

Nesse fragmento, verifica-se a presença do jogo teatral, no qual é possível perceber a construção, pelo autor, de situações psicológicas vertiginosas.

OBJETO DE CONHECIMENTO: LÍNGUA PORTUGUESA – LINGUÍSTICA TEXTUAL

DE CONHECIMENTO: LÍNGUA PORTUGUESA – LINGUÍSTICA TEXTUAL Com relação ao provérbio mostrado acima, julgue os itens

Com relação ao provérbio mostrado acima, julgue os itens que se seguem.

QUESTÃO 01 – (UNB – 2º - 2006 – 1º dia – Q 07)

Admite-se a inserção de “como” após a palavra “e”, a qual não acarreta prejuízo para a compreensão do provérbio.

QUESTÃO 02 – (UNB – 2º - 2006 – 1º dia – Q 08)

Os substantivos “Rico” e “Arvore” designam conjuntos de seres considerados como um todo, e não um único de ser de cada um desses conjuntos.