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Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Faculdade de Engenharia de Bauru

Laboratório de Física III


Experimento IX:
Princípio Básico do Funcionamento do Transformador

Bauru
2015
1 OBJETIVO

O objetivo deste experimento é compreender as relações de transformação de


tensão entre as bobinas do primário e do secundário de um transformador com
núcleo ferroso, relacionando os números de espiras contidas nessas bobinas com
a relação de transformação de tensão.

2 MATERIAIS

Para este experimento, foram utilizados os seguintes materiais:

• Fonte de tensão da LEYBOLD contínua/alternada;


• 2 multímetros Dawer Dm – 2020;
• 2 bobinas de 1000 espiras / 44mH – LEYBOLD 56215;
• 1 bobina de 500 espiras / 11mH – LEYBOLD 56214;
• Cabos tipo banana-banana.

3 PROCEDIMENTO

Utilizando a fonte de tensão alternada 0-12V em rms, dois multímetros configurados


como voltímetros na escala de 20V~, com a ponta de prova de cor preta conectada
no terminal COM, e a ponta de prova vermelha conectada no terminal VΩ, duas
bobinas e um núcleo de ferro, foi montado o seguinte esquema elétrico:
A fonte de tensão conectada no circuito do primário foi ajustada com 0V, e a tensão
dos dois voltímetros foram lidos e anotados na TABELA 1. A tensão da fonte foi
alterada para os valores de tensão de 2V, 4V, 6V, 8V e 10V, e todos os valores
lidos nos voltímetros foram anotados. As bobinas de diferentes espiras foram
comutadas entre bobina do primário e do secundário do transformador, e a tensão
da fonte de tensão foi alterada como descrito anteriormente. Todos os valores
foram anotados nesta mesma tabela.
Com os dados contidos nessa tabela, foram plotados 3 gráficos de V S x VP.
Depois, utilizando o mesmo esquema elétrico montado anteriormente, para apenas
um valor de tensão ajustado na fonte de tensão, mas utilizando bobinas de mesmo
número de espiras tanto no primário quanto no secundário, a parte superior do
núcleo ferroso foi retirado, e os valores obtidos nos voltímetros foram anotados.
Ainda utilizando o mesmo esquema elétrico montado anteriormente, mas utilizando
bobinas de mesmo número de espiras tanto no primário quanto no secundário, foi
ajustado um único valor de tensão contínua na fonte de tensão, e os valores obtidos
nos voltímetros foram anotados.
Novamente, utilizando o mesmo esquema elétrico montado anteriormente, mas
utilizando bobinas de mesmo número de espiras tanto no primário quanto no
secundário, foi ajustado um único valor de tensão contínua na fonte de tensão, e a
parte superior do núcleo ferroso foi retirada, e os valores obtidos nos voltímetros
foram anotados.
Agora, utilizando o mesmo esquema elétrico montado anteriormente, mas
utilizando bobinas de mesmo número de espiras tanto no primário quanto no
secundário, foi ajustado um único valor de tensão contínua na fonte de tensão, foi
observado no voltímetro conectado à bobina do secundário do transformador no
momento em que a fonte de tensão era ligada e desligada.
4 RESULTADOS

Tabela 1
Np = 1000 Ns = 1000 Np = 500 Ns = 1000 Np = 1000 Ns = 500
Vf (V) Vp (V) Vs (V) Vp (V) Vs (V) Vp (V) Vs (V)
0 0 0 0 0 0 0
2 1,91 1,69 1,86 2,95 1,92 0,85
4 3,84 3,51 3,76 6,12 3,85 1,77
6 5,73 5,34 5,68 9,43 5,73 2,66
8 7,69 7,27 7,59 12,71 7,66 3,62
10 9,63 9,18 9,47 16,00 9,58 4,56

Com esta tabela e os gráficos plotados, é possível notar a relação de transformação


de tensão dos transformadores. É possível obtê-la realizando a divisão do número
de espiras contidas no primário pelo número de espiras contidas no secundário,
como por exemplo, quando o número de espiras da bobina do primário é 1000, e o
número de espiras da bobina do secundário é 500, a relação de transformação é
de 2:1, ou seja, para cada 2V aplicados sobre a bobina do primário, haverá 1V
induzidos sobre a bobina do secundário.
Quando a parte superior do núcleo ferroso foi retirado, e sobre a bobina do primário
de 1000 espiras foi aplicado uma tensão alternada de 8V, foi observado uma tensão
induzida de 2,63V sobre a bobina do secundário de 1000 espiras, notando que,
houve uma perda muito grande de tensão induzida sobre a bobina do secundário.
Pode-se concluir que, quando o núcleo ferroso do transformador não está completo,
as linhas de campo magnético criadas pela bobina do primário se dispersam pelo
espaço, não induzindo com eficiência uma tensão sobre a bobina do secundário,
notando a grande perca de tensão sobre a bobina do secundário.
Entretanto, quando tensão contínua é aplicada sobre a bobina do primário, não há
tensão induzida sobre a bobina do secundário, pois o fenômeno de campo
magnético sobre condutores metálicos só é existente quando há tensão alternada
passando pelo próprio condutor. Dessa forma, não há diferença nenhuma quando
a parte superior do núcleo ferroso é retirada, ou seja, a tensão induzida sobre a
bobina do secundário é 0V.
Quando a fonte de tensão continua é ligada, e há uma rápida variação positiva de
tensão aplicada sobre a bobina do primário, surge uma tensão induzida negativa
sobre a bobina do secundário, mas quando a tensão contínua aplicada sobre o
primário se estabiliza, a tensão induzida sobre a bobina do secundário deixa de
existir. O inverso ocorre quando a fonte de tensão contínua é desligada, pois há
uma variação negativa de tensão aplicada sobre a bobina do primário, surgindo
uma tensão induzida positiva sobre a bobina do primário, deixando de existir logo
após a tensão aplicada sobre a bobina do primário se estabilizar à 0V.