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Dez estratégias para uma leitura de primeira ordem:

1. Leia com atenção


A leitura atenta envolve estudo. Não fastio, longe disso.
Quando você se aproxima da Bíblia, concentre-se totalmente. Não coloque sua mente em
ponto morto. Aplique a mesma disciplina mental que aplicaria a qualquer assunto pelo qual
tem interesse vital.
A Bíblia não produz seu fruto ao preguiçoso.
A Bíblia é um tesouro a ser explorado. Os tesouros mais valiosos são os mais escondidos.
Ler com atenção é ter que pensar. É programar nossa mente com a Verdade de Deus.

2. Leia repetidamente
A generalidade da Palavra de Deus é que ela tem poder sustentador, podendo resistir
exposição repetida. Na verdade, é por isso que difere de qualquer outro livro. Se você é um
expert em determinada área, ler um livro de sua área duas ou três vezes será o suficiente.
Poderá colocá-lo na estante e prosseguir para outro livro. Mas isso nunca acontece com a
bíblia. Leia-a repetidas vezes, e ainda verá coisas que não tinha visto antes.

Ideias para o ajudar neste processo.


Leia livros inteiros de uma só vez
Os livros da Bíblia foram escritos em sua maioria para serem lidos de uma só vez. Isto no ajudar a obter
o “quadro geral’ do livro”.

Comece pelo início do livro


Frequentemente leitores mergulham no meio de um livro da Bíblia, e não conseguem imaginar por que o
texto não faz sentido. Não pensariam em começar a ler um romance no quinto capítulo e depois condená-
lo de maçante e desinteressante. Pegam uma passagem, arrancam-na de seu contexto até que ela
virtualmente grite, e então se perguntam por que não conseguem entendê-la.

Leia a Bíblia em diferentes traduções


O perigo de se ler repetidamente é a familiarização com o texto. Depois de algum tempo, você fica com
sono. Uma maneira de se evitar que isso aconteça é usar várias traduções para que, uma vez que haja
intimidade com os termos de uma, você possa experimentar uma outra.

Ouça fitas das Escrituras


Hoje existem muitas bíblias em áudio. Você pode ouvir em qualquer lugar e até no carro. Você muda a
experiência sensória de visual para auditiva. É mais uma nova experiência e um excelente método.

Leia a Bíblia em voz alta


Ler a bíblia em voz alta o força a prestar mais atenção. Experimente!

Estipule uma agenda para a leitura bíblica


Esta ideia tem sido praticada há anos, e por uma boa razão: muitos de nós ficamos exaustos só em olhar
para a Bíblia. Calculamos que estaremos de barbas brancas quando conseguirmos lê-la em sua
totalidade. Mas a verdade é que é possível ler o Livro todo em um ano, se lermos alguns capítulos por
dia.
Muitas Bíblias têm até uma agenda para isso no final. Se você não planejar a leitura, nunca lerá.
3. Leia pacientemente
Ler pacientemente é ir contra a urgência da vida moderna.
O fruto da Palavra leva tempo para amadurecer. Os impacientes desistirão facilmente.
Procure esclarecimento e não passatempo.

Ideias para o ajudar neste processo.


Trabalhe com um livro por mês
No estudo Bíblico, cinco semanas com um livro é normalmente tempo suficiente para se ter um avanço
significativo. Em cinco semanas você pode ler o livro todo várias vezes.
Pode também observar sua estrutura, identificar os termos chaves, investigar os personagens centrais,
fazer trabalho de plano de fundo com fontes secundárias e decidir formas práticas de aplicar as
verdades do livro à sua vida.

Aproximação e afastamento
Use o método zoom em sua leitura. Comece com um ângulo amplo. Afaste-se e visualize o quadro geral,
lendo o livro em sua totalidade.
Veja se consegue detectar um fluxo no Material, uma progressão de eventos ou
ideias.
Então aproxime-se de algo que pareça proeminente. Estude.

Afaste-se novamente.
Altere sua abordagem Quanto mais estratégias você usar, mas perspectivas ganhará.
A maneira de resistir firme na longa distância do Estudo bíblico é variar sua abordagem.

4. Leia seletivamente
Ler a Bíblia seletivamente envolve usar a isca certa quando pescar as Escrituras. Aqui estão
seis “iscas” que pode usar com qualquer texto, seis perguntas a fazer a qualquer passagem das
Escrituras.

Quem? / O quê? / Onde? / Quando? / Por quê? / Para quê?


Quem?
Quem são as pessoas no texto? O que se diz a respeito da pessoa ou pessoas? O que a pessoa
diz.
O quê?
O que está acontecendo neste texto? Quais são os eventos? Em que ordem ocorrem? O que
acontece com as personagens? Qual o argumento? O que o Escritor está tentando comunicar?
O que está errado?
Onde?
Esta pergunta lhe fornece o local. Onde a narrativa está acontecendo? Onde estão as pessoas
na história? De onde estão vindo? Para onde vão? Dica: Use mapas!
Quando?
Esta é a pergunta que indica tempo. Quando os eventos do texto aconteceram? Quando
ocorreram em relação aos outros eventos nas Escrituras? Quando o Escritor estava
escrevendo?
Por quê?
Há uma infinidade de perguntas “por quê” a se fazer ao texto bíblico. Por quê isso foi
incluído? Por quê foi colocado aqui? Por quê vem depois daquilo? Por quê precede aquilo?
Por quê esta pessoa diz isso? Por quê aquela pessoa não diz nada? “Por quê ” é uma pergunta
que busca por significado. A questão “por quê?” investiga o texto mais do que qualquer outra.
Fazê-la, o conduzirá a novas perspectivas.
Para quê?
Que diferença isso faria se eu fosse aplicar esta verdade? Para quê Deus me mostrou isto?
Para quê? É a pergunta que nos faz começar a praticar algo sobre o qual lemos. Lembre-se, a
Palavra de Deus não foi escrita para satisfazer nossa curiosidade; mas para mudar nossas
vidas.

5. Leia com oração


Nossa tendência é pensar que o estudo bíblico e a oração são duas disciplinas separadas, mas o fato é
que elas são integralmente relacionadas. A oração é realmente uma chave para o estudo bíblico efetivo.
Aprenda a orar antes, durante e após a leitura das Escrituras.

Não tente imitar outros cristãos


Não há dúvida de que cristãos devem orar, mas isto não significa que devem orar de modo idêntico.

Transforme Escrituras em oração


Deus ama ser lembrado daquilo que prometeu. Então faça-o, lembre-O, reclame suas promessas.

Ore enquanto lê.


O Salmo 119 é um exemplo deste ponto. O Salmista orou diversas vezes durante o salmo.

6. Leia imaginativamente
A bíblia só é enfadonha pra quem é enfadonho. Podemos fazer verdadeiras viagens em nossa
imaginação.

Idéias para o ajudar neste processo.

Use diferentes traduções e paráfrases


Mencionarei repetidas vezes. Ler diferentes versões da Bíblia estimula sua imaginação.

Reescreva o texto em sua própria paráfrase


Reescreva o texto em palavras que façam sentido para você. Isto não é pecado!

Varie seu ambiente


Há valor em se ter uma boa hora e local especiais para o estudo das Escrituras. Mas se você quer
reacender as brasas de sua imaginação, explore diferentes ambientes onde ler a Palavra.
7. Leia meditativamente
Em outras palavras, aprenda a refletir nas escrituras. Isso é difícil porque muitos de nós estão vivendo
na “via expressa”. Nos tempos antigos, se as pessoas perdessem o trem, diziam: “Tudo bem,o pegamos
na semana que vem”. Hoje, se alguém perde um degrau da escada rolante, tem uma crise nervosa.

Não podemos estudar a bíblia com pressa. No entanto, vivemos numa sociedade instantânea. Quer ver
televisão? É só apertar o botão, e você tem cor e som instantaneamente. Quer café? É só dissolver
alguns granulados de café em água fervente, e tem café instantâneo. Mas não existe espiritualidade
instantânea. É por isso que as Escrituras falam tão frequentemente sobre meditação.

Sugerimos estas passagens para estimular seu apetite a este respeito.


Salmo 1.1-2 – Meditar é encher e não esvaziar.
Salmo 119.97 – Devemos dar bastante tempo à nossa meditação.
Salmo 19 – Bênçãos maravilhosas estão ao seu alcance.

8. Leia com propósito


Leitura propositada é aquela que procura pelo objetivo do autor. Não há um versículo das Escrituras que
tenha sido lançado nelas por acidente. Toda palavra contribui para o significado. Seu desafio como leitor
é discernir tal significado. Como fazê-lo? Uma das chaves é atentar para a estrutura. Todo livro da Bíblia
tem estrutura tanto gramatical quanto literária. Vejamos tais estruturas em ação e consideremos como
contribuem para o significado.

PROPÓSITO ATRAVÉZ DA ESTRUTURA GRAMATICAL


Muitos autores bíblicos comunicam o que pensam através de gramática cuidadosamente selecionada.
Sei que há uma crescente tendência hoje, de tratar a gramática como o grande “bicho de sete cabeças”.
Mas a Bíblia não é tão desdenhosa em sua escolha de palavras e ordem. Na verdade, a gramática é
determinante na doutrina. Assim, precisamos prestar atenção nos seguintes aspectos gramaticais do
texto. 15

Verbos
Verbos são críticos. São as palavras de ação que nos dizem quem está fazendo o quê.
O verbo crer em João.

Sujeito e objeto
O sujeito de uma sentença executa a ação e o objeto sofre a ação. É importante não confundi-los.

Modificadores
Modificadores são palavras descritivas como os adjetivos e advérbios. Eles ampliam o significado das
palavras que modificam e muito freqüentemente fazem toda a diferença.

Frases Preposicionais
Preposições são pequenas palavras que nos dizem onde a ação acontece: em, sobre, através, para , e
assim por diante. Considere algumas das muitas frases preposicionais que aparecem nas Escrituras e
verá quão importante é marcá-las quando as vê: “em Cristo”, “no princípio”, “pelo Espírito”, “na carne”,
“sob a lei”,

Conjunções
Duas das palavras mais poderosas na Bíblia são e e mas (porém). “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará
aos desejos do teu coração” (Salmo37.4); “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (Jo 15.4);
Uma outra importante conjunção é portanto. Quando vir a palavra portanto, volte e veja por que
motivo foi colocada ali.

PROPÓSITO NA ESTRUTURA LITERÁRIA


Além de dispositivos gramaticais, os escritores bíblicos comunicam seu propósito através da estrutura
literária. Mesmo que você seja inexperiente como leitor; provavelmente conhece estrutura literária. Os
roteiros de televisão usam-na vez após vez. Veja alguns tipos de estrutura que encontramos na bíblia:

Estrutura biográfica
Comumente encontrada nos livros narrativos, a estrutura biográfica se baseia nas pessoas chaves da
história.

Estrutura geográfica
Aqui a chave é o lugar. A estrutura de Êxodo depende grandemente dos lugares que Israel visita no
caminho do Egito para a Terra Prometida.

Estrutura cronológica
O autor organiza material com base em tempos chaves. Existe progressão temporal; os eventos da
história acontecem sequencialmente. (ex: 1 e 2 de Samuel - Então…”, “Então…”, “Então…”)

Estrutura ideológica
A maioria das cartas de Paulo às igrejas são estruturadas em redor de ideias e conceitos. Romanos é um
clássico neste respeito. Argumenta enérgica e abrangentemente por uma ideia principal, conforme
resumido em 1.16: o evangelho é o poder para a salvação. Ao apresentar sua causa, Paulo toca em
conceitos tais como o pecado, a lei, fé, graça e vida no Espírito.
A estrutura ideológica facilita a sumarização de um livro. Uma vez que você entenda o tema e o
propósito centrais, você pode determinar como cada parte contribui para o entendimento dos mesmos:
tema e propósito.

9. Leia aquisitivamente
“Quando ouço, esqueço. Quando vejo, lembro. Quando faço, entendo”.
Isto é, leia-a não apenas para receber informações, mas para reter; não meramente para tomar
conhecimento, mas para tomar posse. Reivindique os seus direitos sobre o texto. Faça dele sua
propriedade particular. Como isso pode acontecer? A chave é o envolvimento pessoal e ativo no
processo. Há um antigo provérbio para tal efeito: “Quando ouço, esqueço. Quando vejo, lembro.
Quando faço, entendo”. Estudos da psicologia moderna comprovam isso com dados científicos: nos
lembramos no máximo 10% daquilo que ouvimos, 50% daquilo que vimos e ouvimos, mas 90% daquilo
que fazemos, vemos e ouvimos.
ENVOLVA-SE NO PROCESSO
Faça o que for preciso para se tornar um leitor aquisitivo da Bíblia. Case a verdade da Palavra com seus
próprios interesses e experiência – através do envolvimento pessoal com o processo – para que você
não apenas lembre das Escrituras – mas se aproprie delas. Ex: Na sua casa, você já dramatizou um
história bíblica para a sua família?

10. Leia telescopicamente


Ler telescopicamente significa ter uma visão das partes à luz do todo. Toda vez que você lê e analisa as
Escrituras, toda vez que a divide em partes, está fazendo metade do trabalho. Sua próxima tarefa é
juntá-las novamente.
Como você consegue fazer isso?

Preste atenção no contexto


Quando você estudar um versículo ou um parágrafo, consulte sempre os vizinhos daquele versículo ou
parágrafo para descobrir qual o contexto mais amplo. A leitura telescópica está baseada neste princípio.

Considere o contexto histórico do livro


A história empresta relevância a detalhes insignificantes sob outros aspectos. Por exemplo, todos
conhecemos a história do Natal, a qual começa: “Naqueles dias foi publicado um decreto de César
Augusto...” Entretanto, quantos de nós avaliamos o fato de que César Augusto era o primeiro imperador
de Roma? Como isso aconteceu? Talvez você saiba que César foi assassinado no ano 44 a.C. Ele havia se
tornado um ditador, mas Roma havia sido uma república anteriormente. Uma batalha de poder teve
como consequência a morte de César. Apenas trinta anos antes de Cristo, Octavius foi nomeado
imperador e assumiu o título de César Augusto. Outro fato interessante é que Roma anexou a Judéia – o
local de nascimento de cristo – no ano 6 a.C. Assim, quando Lucas abre o capítulo 2, fazendo referência
a César augusto, ele está lembrando o leitor das extraordinárias mudanças políticas ocorridas naquela
época. Isso tem qualquer importância em seu relato? Nos dá qualquer perspectiva das circunstâncias
que rodeavam a vida e morte de Jesus? Isso ilumina a narrativa de Atos, a qual é a continuação da
história? Quando você se aproxima de um livro da Bíblia, pergunte: Onde, historicamente, o livro se
encaixa? Quando foi escrito? Quando os eventos aconteceram? O que acontecia nos outros lugares do
mundo na época? Pergunte também: Onde o livro se encaixa na seqüência bíblica? Se aconteceu antes,
durantes ou depois de Cristo? Quão completa a Bíblia estava quando o material foi escrito? Em outras
palavras, quanto o escritor e as pessoas sabiam sobre Deus. Você provavelmente terá de usar fontes
secundárias para descobrir o contexto histórico dos livros bíblicos. Falarei sobre alguns deles no capítulo
34. Agora, tenha em mente que Deus é o Deus da história. Ele opera em e através de pessoas reais num
mundo real para realizar Seus propósitos. Você pode descobrir muito sobre esses propósitos se ler a Sua
Palavra telescopicamente.

Seis coisas a se procurar

1. Coisas que são enfatizadas


A Bíblia usa várias maneiras de enfatizar material. Vejamos 4 delas:
Quantidade de espaço utilizado
Um livro pode enfatizar algo, dedicando uma grande porção de espaço ao que se deseja enfatizar. Em
Gênesis, por exemplo: O livro tem cinquenta capítulos. Os primeiros onze cobrem a Criação, a Queda, o
Dilúvio, a torre de Babel e outros detalhes. Todos esses principais eventos são comprimidos em apenas
onze capítulos. Em contraste, o escritor devota os capítulos de 12 a 50 às vidas de quatro indivíduos:
Abraão, Isaque, Jacó e José. Através desta ênfase, o Espírito de Deus nos está ensinando que o mais
importante do livro é a família que Deus escolheu para ser Seu povo.

Propósito expresso
Uma outra maneira pela qual escritores bíblicos podem enfatizar seus pontos é contando-nos
diretamente o que pretendem. Lembre-se que vimos um exemplo fundamental em João 20:30,31. Ou
considere Provérbios. Salomão lança aquela fascinante coleção de dizeres de sabedoria, dizendo ao
leitor por que ele tem de ler o livro (Prov.1:2-6).

Ordem
Uma terceira maneira de enfatizar algo é a colocação estratégica no material daquilo que se deseja
enfatizar. Isto vem antes daquilo; ou isso depois daquilo.
Por exemplo, em Gênesis 2, Deus coloca Adão e Eva num jardim “”para o cultivar e o guardar”, diz o
texto (2:15). Então, no capítulo 3, o casal peca, Deus os lança fora do Jardim e amaldiçoa a terra (3:17-
24).Esta ordem torna-se importante quando se fala sobre trabalho, porque algumas pessoas creem que
o trabalho seja uma parte da maldição. Mas a ordem dos eventos em Gênesis não permite tal
interpretação.

2. Coisas que são repetidas


É provável que não haja ferramenta de ensino mais poderosa do que a repetição. Se quero ter certeza
de que você irá entender aquilo que tenho a dizer, repetirei muitas e muitas vezes. A repetição reforça.

Temos , expressões e orações


As Escrituras constantemente repetem termos, expressões e orações para enfatizar sua importância.
Por exemplo, no Salmo 136 lemos:
“ Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom”.
Porque a sua misericórdia dura para sempre
Rendei graças ao Deus dos deuses
Porque a sua misericórdia dura para sempre.” (v.1-2)
O salmista repete “Porque a sua misericórdia dura para sempre” nada menos do que vinte e seis vezes
neste salmo. Por quê? Ele não tinha nada mais a dizer? Não, ele estava enfatizando o fato da
misericórdia de Deus durar para sempre. Depois de ler o salmo todo, você conhece o seu alicerce:
“Porque a sua misericórdia dura para sempre”. Com efeito, o salmista está dizendo: “o que mais você
precisa saber?”

Incidentes e circunstâncias
Algumas vezes um escritor enfatiza determinado ponto pela repetição de um incidente específico ou
série de circunstâncias. No livro de Juízes, por exemplo, o escritor começa cada seção com as palavras:
“fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor”. Este refrão estabelece a situação na qual
Deus levanta juízes que normalmente fazem com que o povo se volte para Deus – mas nunca
permanentemente. Mais cedo ou mais tarde eles caem, e o ciclo se repete até o fim do livro, onde o
centro do problema é atingido: “Naqueles dias não havia rei em Israel: cada um fazia o que achava mais
reto” (21:25).
O uso da passagem do Antigo Testamento no Novo Testamento
Um caso final e óbvio de repetição é a citação das Escrituras do Antigo Testamento pelo Novo. Esta, por
si só, já é um estudo fascinante. Obviamente, se o Espírito de Deus compele um escritor do Novo
Testamento a recordar uma passagem do Antigo Testamento, é provável que seja porque Ele quer
enfatizar aquela porção da Palavra de Deus.
Considere a história de Jonas. Nos primórdios da fé, algumas pessoas não queriam que ela fosse incluída
no cânon das Escrituras. Mas, Jesus Se referiu a ela de uma maneira que a faz indispensável à revelação
divina (Mateus 12:39-41).
Ou veja Hebreus. Seria difícil imaginar o que esse livro teria a dizer se não fosse por sua grande
dependência nas Escrituras do Antigo Testamento.
Resumindo, quando estudar a Bíblia e notar que algo é repetido – dito mais de uma vez – tome nota.
Não é porque os escritores não conseguiram pensar em mais nada para dizer. É a maneira que usam
para apontar material de importância crucial.

3. Coisas que são relacionadas


Por “relacionadas” queremos dizer coisas que têm alguma conexão, ou interação umas com as outras.
Como sabe, o fato de duas coisas estarem próximas uma da outra não as faz relacionadas. Elas têm de
lidar uma com a outra de alguma maneira. Deve haver um laço de que algum modo as una.
Procure por três tipos de relacionamentos em seu estudo das Escrituras.

Movimento do geral ao específico


Este é o relacionamento entre um todo e suas partes, entre uma categoria e seus membros individuais,
entre o quadro geral e os detalhes. Vimos este relacionamento algumas vezes antes.
Permita-me dar uma ilustração de Mateus 6, uma parte do Sermão do Monte. O capítulo começa assim:
“Guardai-vos de exercer a vossa “justiça” diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles;
doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (v. 1)
Você terá uma recompensa: quando fizer seus atos de justiça para serem vistos por homens, esta será a
sua recompensa. Mas não serão reconhecidos pelo Pai, Jesus diz.
Então Ele parte de um princípio geral para três ilustrações específicas. A primeira na área de esmolas
(v.2-4), depois na área da oração (v.5-15), e então na área do jejum (v.16-18).
Quando você se deparar com uma declaração ampla e genérica nas Escrituras, procure perceber se o
escritor prossegue com detalhes específicos que “colocam carne nos ossos” de alguma maneira.

Perguntas e respostas
A pergunta é uma das ferramentas mais poderosas da comunicação. Se faço uma pergunta a você, isso
quase que o obriga a pensar, não é? Claro que sim! Mas é claro, se alguém apenas faz perguntas e nunca
provê as respostas, isso pode ser muito frustrante. Você começa a se perguntar se a pessoa sabe mesmo
sobre o que está falando. Descobriremos, porém, que os escritores bíblicos empregam tanto perguntas
estratégicas quanto respostas úteis. O livro de Romanos é um exemplo clássico. É escrito como um
tratado legal, como se Paulo fosse um advogado. Aqui Paulo está constantemente levantando
perguntas, respondendo-as a seguir. Por exemplo, veja Romanos 6:1: “Que diremos, pois?
Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” então ele responde a pergunta:
“De modo nenhum”. No versículo 15 ele usa novamente uma pergunta retórica: “E daí? Havemos de
pecar porque não estamos debaixo da lei, e, sim, da graça?” Esta é a questão. Novamente a resposta é:
“De modo nenhum” e ele a explica com detalhes. Às vezes, a pergunta carrega em si mesma tanto peso
que não necessita de resposta.
E as perguntas penetrantes que nosso Senhor lança aos discípulos: “Qual de vós, por ansioso que esteja,
pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mateus 6:27). Ou: “Por que sois assim tão tímidos?
Como é que não tendes fé?” (Marcos 4:40). Ou que tal: “Então, nenhuma hora pudestes vós vigiar
comigo?” (Mateus 26:40). Perguntas e respostas requerem sua atenção. São chaves importantes que
ajudam a destravar o texto.

Causa e efeito
Este é o princípio do jogo de bilhar. Você arremessa a bola branca com o taco (esta é a causa) para
impulsionar as bolas coloridas para os buracos (este é o efeito). Nas Escrituras encontramos todos os
tipos de relação causa-efeito ricocheteando pelo texto. Quero destacar uma ilustração dinâmica disso
em Atos 8:1: “naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém”. Somos
levados a perguntar: que dia? Checando o contexto, descobrimos que aquele foi o dia em que Estêvão
foi martirizado. Isso intensificou a perseguição, e todos os crentes, exceto os apóstolos, foram dispersos
pela Judéia e Samaria. Porém o versículo 4 diz: “Entrementes os que foram dispersos iam por toda parte
pregando a palavra”. Em outras palavras, a perseguição era a causa, e a pregação, o efeito. Os crentes
não ficaram parados ali, choramingando: “O que é que Deus está fazendo conosco agora? Oramos para
que ele nos usasse, e agora tudo o que temos é perseguição”. Não, eles usaram as pressões como
alavanca para levar o evangelho aos confins da terra.

4. Coisas que são semelhantes


Símiles - Os escritores bíblicos nos dão vários termos que identificam as semelhanças. Duas das palavras
mais comuns a se procurar são tão e como. Elas indicam uma figura de linguagem chamada “símile”, que
é uma imagem de palavra que evoca uma comparação entre duas coisas.
Por exemplo, o Salmo 42, que começa assim: “Como suspira a corça pelas correntes da águas, assim, por
ti, ó Deus, suspira a minha alma” (v.1, itálico acrescido). Esta é uma imagem arrebatadora, não é? Ela
cria atmosfera. O salmista compara seu desejo por Deus a uma corça sedenta no calor.

Metáforas -Um mecanismo relacionado ao símile é a metáfora, onde a comparação é feita sem o uso de
tão ou como. Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” ( João 15:1). Ele está
obviamente falando figuradamente, não literalmente. Está pintando o quadro que ilustra o Seu
relacionamento com o Pai, bem como com os crentes.

5. Coisas que são diferentes


O lado oposto da comparação é o contraste – coisas que são diferentes. Há várias maneiras pelas quais
escritores bíblicos indicam contraste

O uso do mas e porém


A palavra mas é uma das mais importantes que você irá ver em seu estudo das Escrituras. Quando a vir,
sempre pare e pergunte que contraste está sendo feito.

6. Coisas que são da vida real


A questão aqui é autenticidade: O que a passagem diz sobre a realidade? Que aspectos do texto se
repercutem em sua experiência. Aqui é onde você precisa usar sua imaginação santificada. Você tem de
procurar os princípios. Obviamente vivemos em uma cultura dramaticamente diferente das culturas da
época bíblica. Mas as mesmas coisas que os personagens bíblicos experimentaram, nós
experimentamos. Sentimos as mesmas emoções que sentiram. Temos as mesmas dúvidas que tinham.
Eles eram reais, pessoas vivas que enfrentavam as mesmas lutas, os mesmos problemas e as mesmas
tentações que você e eu enfrentamos. Assim, quando leio sobre ele nas Escrituras, preciso perguntar:
Quais eram as ambições desta pessoa? Quais os seus objetivos? Que problemas estava enfrentando?
Como se sentia? Qual a reação? / Qual seria a minha reação?
Frequentemente estudamos ou ensinamos as Escrituras como se fosse uma lição acadêmica, e não vida
real. Deixe-me mencionar alguns indivíduos que penso nos ajudam a ver a verdade em termos realistas.
O que eu gosto sobre a Bíblia é que ela sempre me leva de volta para a realidade. Ela nunca pinta os
caracteres com cal. Pelo contrário, os mostra como são na verdade, com suas qualidades boas e más.