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Manual 8922 - Atividades recreativas e de lazer com idosos Trabalho Social e Orientação Formadora:

Manual

8922 -

Atividades recreativas e de lazer com idosos

Trabalho Social e Orientação

Formadora: Tânia Carvalho

Área: 762

Conteúdo

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2. Principais objectivos a trabalhar a nível relacional e socio-ocupacional com a população

1. Metodologias de planificação de actividades

idosa

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3.Acompanhamento do idoso nas actividades ocupacionais e de lazer

11

4.Actividades recreativas e de lazer com idosos

13

5.Jogos Tradicionais

29

6.Conclusão

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Referências Bibliográficas

33

2

Objectivos:

Preparar actividades recreativas e de lazer para idosos

Desenvolver actividades recreativas e de lazer segundo as necessidades dos idosos, de acordo com as orientações da equipa técnica

Objectivos específicos:

Preparar uma ficha de actividade/plano de sessão, de acordo com as necessidades do utente;

Preparar um registo/avaliação de actividade, de acordo com os conteúdos ministrados;

Desenvolver actividades de animação socio cultural e socio recreativa, de acordo com os conteúdos ministrados;

Construção de um exercício de animação, em grupo, de acordo com os conteúdos ministrados.

Avaliação:

Sumativa: Teste de Avaliação de Conhecimentos (100%)

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1. Metodologias de planificação de actividades

“Cada sociedade tem os velhos que merece, como a história antiga e a meieval amplamente demonstra cada tipo de organização socioeconómica e cultural é responsável pelo papel e imagem dos seus velhos. Cada sociedade segrega um modelo de homem ideal e é desse modelo que depende a imagem da velhice, a sua desvalorização ou valorização” (Minois,

1999).

Numa sociedade cada vez mais envelhecida os valores que têm vindo a ser projectados ao longo dos anos, são cada vez mais aterradores do ponto de vista social e económico, com grandes custos para o Estado e para o desenvolvimento das dinâmicas. Segundo a Pordata (2016), desde 1970 o número de pessoas idosas quintuplicou, sendo que em 1977 residiam em Portugal 836 058 pessoas com mais de 65 anos de idade, em 2012 ultrapassamos a barreira do milhão e, dados referentes ao ano de 2016 dizem-nos que nesse mesmo ano o número de idosos era superior a dois milhões. Esta tendência demográfica tende a manter-se ou mesmo agravar-se, dadas as fracas políticas de natalidade, o aumento da esperança média de vida e ao novo papel da mulher na sociedade que propiciam esta propensão. Porém, este aumento progressivo da esperança média de vida desencadeia no indivíduo muitas mudanças físicas, funcionais, psicológicas e socioeconómicas que podem colocar o mesmo numa posição de desvantagem social, cultural e económica no meio onde está inserido, comprometendo de igual forma a sua autonomia e independência, o que, infelizmente, não significa que viver mais é sinónimo de melhor qualidade de vida. Outro dos graves problemas que tem vindo a agravar é a perda de responsabilidade social por parte da família do idoso, o que nos leva ao frequente abandono em hospitais, estruturas residenciais para idosos, ou mesmo, no próprio lar, gerando sentimentos e efectiva solidão e isolamento, e em última instância ocorrem problemas como depressão, perda de laços emocionais com esta importante parte da nossa vida, questionando-se o sentido da vida e do seu propósito. O termo “envelhecimento activo” foi adoptado pela Organização Mundial de Saúde, no final dos anos 90, e procura transmitir uma mensagem mais abrangente

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do que a designação “envelhecimento saudável”, reconhecendo que, para além dos cuidados com a saúde, existem outros factores que afectam o modo como os indivíduos e as populações envelhecem. O conceito de envelhecimento activo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais e permite que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida e inclui a participação activa dos seniores nas questões económicas, culturais, espirituais, cívicas e na definição das políticas sociais. O objectivo primordial do envelhecimento activo é aumentar a expectativa de uma vida saudável e de qualidade de vida. Cinco classes gerais, que podem servir de referência tanto para os mais velhos como para os profissionais que os atendem (Fernandez, 1997):

bem-estar físico (comodidade em termos materiais, saúde, higiene e segurança)

relações interpessoais (relações com familiares, amigos e participação na comunidade) desenvolvimento pessoal (oportunidades de desenvolvimento intelectual, auto expressão e empowerment) actividades recreativas (socialização, entretenimento passivo e activo)

espirituais e transcendentais (actividade simbólica, religiosa e

o autoconhecimento).

actividades

simbólica, religiosa e o autoconhecimento). actividades Animação é “um ato ou efeito de animar, uma

Animação é “um ato ou efeito de animar, uma vivacidade no falar, no olhar, nos movimentos, uma alegria, ou seja, animar significa: ‘dar animação a’ ou: ‘dar: vida: a’ (coragem, alento, força, estimular, encorajar)” (Sequeira, 2013, p.60). A animação sociocultutal é “conjunto de técnicas e de práticas (socio) pedagógicas específicas destinadas a promover a comunicação e a participação, exercido relacionalmente entre pessoas ou entre uma mensagem e os seus receptores. Ou seja, pode-se entender como um sistema de comunicação em que o animador é o comunicador e/ou mediador dessa comunicação” (Sequeira, 2013, p.65).

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Com isto percebe-se que a animação é nada mais, nada menos, que um conjunto de tempos livres que devem ser ocupados com actividades que trazer prazer a quem a pratica, e não mais uma obrigação. Devem ser momentos que propiciem prazer, satisfação, descontracção e relaxe.

Fases no processo de planificação de actividades:

Para se pôr em prática um programa de animação deve-se ter em conta uma série de critérios, tais como (Martins 2013):

aptidão do pessoal para trabalhar nas relações motivacionais;

características da população idosa;

possibilidades de resposta material (meios);

tipo de relações a estabelecer com o exterior, caso sejam idosos institucionalizados.

É importante definir e distinguir o grupo para o qual dirigimos as actividades, admitindo que existem um conjunto de condicionantes que poderão pôr em causa a realização da mesma. Neste sentido distinguimos três tipos de população à qual se deve dar três tipos de resposta:

idosos que não participam em nenhuma actividade proposta haverá que questioná-los o motivo ou o porquê dessa não participação e analisar em que medida as actividades não correspondem aos seus interesses.

Idosos que necessitam previamente de serem motivados, ouvidos e a sua participação depende de fortes estímulos. Quando estes estímulos não se manifestam, aceitam de bom agrado ficarem de espectadores, deixando os outros actuarem como atores.

-Idosos que participam sempre em todas as actividades propostas. O seu exemplo serve para estimular os restantes idosos.

Tal como já tem sido referido é igualmente necessário avaliar o grau de dependência de cada utente, de forma a perceber se as actividades a ser implementadas podem ou não ser dirigidas a todos os utentes. Não é grave fazer

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uma actividade apenas para um conjunto de utentes. O que realmente importa é que todos os utentes tenham actividades direccionadas para as suas especificidades, tendo em conta o seu grau de dependência.

Independentes; Ligeiramente Dependentes; Moderadamente Dependentes; Dependência grave / Dependentes

Independentes; Ligeiramente Dependentes; Moderadamente Dependentes; Dependência grave / Dependentes
Independentes; Ligeiramente Dependentes; Moderadamente Dependentes; Dependência grave / Dependentes
Independentes; Ligeiramente Dependentes; Moderadamente Dependentes; Dependência grave / Dependentes

Plano de Sessão/Ficha de Actividade

Este plano deve conter os dados mais importantes relacionados com a animação,

nomeadamente o público, os objectivos gerais e específicos, os materiais de apoio necessários, o tempo que será despendido, os vários recursos, o nome da actividade, entre outros (ANEXO 1).

É importante seleccionar o tipo de público-alvo ao qual se dirige a actividade,

desta forma, delinearemos objectivos mais concretos, tendo em conta o conjunto de especificidades e dependências dos mesmos.

O plano de sessão/ficha de actividade deve ser incluído no plano de actividades

(anual e/ou semestral).

Os materiais já existentes devem ter tidos em conta, de forma a não despender de recursos económicos de forma desnecessária.

A duração de cada actividade deve também ser tida em conta, não devendo

prolongar-se muito no tempo, e ao mesmo tempo, não ser muito curta. O ideal será entre

60 a 90 minutos, no entanto, devemos ter em conta as dependências de cada utente, assim como as diversas limitações associadas. Em contexto institucional o ideal será dinamizar sessões de actividades de animação três vezes por semana.

Avaliação

Estudos recentes demonstram que realizar actividades estimulantes de forma coerente e consistente pode reduzir em 47% a possibilidade dos idosos desenvolverem doenças. No decorrer do planeamento, e numa fase prévia à mesma é importante auferir uma avaliação psicológica social e física de cada utente, isto de forma multidisciplinar.

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Assim, entenderemos quais as motivações dos idosos, o que os estimula mais ou não e quais são as suas expectativas em relação a essa parte, principalmente aquando ingressa numa instituição.

Estratégias a utilizar para uma maior adesão:

Deixá-los propor actividades; Permitir que participem nas actividades diárias da instituição, por exemplo, fazer as camas, limpar o pó dos seus quartos, regar as plantas etc; Perguntar quais os gostos alimentares e de que forma a ementa poderia ser mais do seu agrado.

regar as plantas etc; Perguntar quais os gostos alimentares e de que forma a ementa poderia
regar as plantas etc; Perguntar quais os gostos alimentares e de que forma a ementa poderia

O que se pretende é estabelecer uma relação de confiança com o idoso, fazendo

uso da comunicação verbal e não-verbal.

Cuidados a ter na comunicação:

Falar pausadamente; Dar conta do que se vai fazer; Não ser apressado; Repetir quantas vezes as necessárias; Valorizar os objectivos atingidos, mesmo que, em algum momento possam ficar aquém das expectativas; Ter uma atitude calma; Ser paciente e compreensivo.

mesmo que, em algum momento possam ficar aquém das expectativas; Ter uma atitude calma; Ser paciente
mesmo que, em algum momento possam ficar aquém das expectativas; Ter uma atitude calma; Ser paciente
mesmo que, em algum momento possam ficar aquém das expectativas; Ter uma atitude calma; Ser paciente
mesmo que, em algum momento possam ficar aquém das expectativas; Ter uma atitude calma; Ser paciente
mesmo que, em algum momento possam ficar aquém das expectativas; Ter uma atitude calma; Ser paciente
mesmo que, em algum momento possam ficar aquém das expectativas; Ter uma atitude calma; Ser paciente

O facto de se realizar uma ou várias actividades não quer dizer que estas são

estanques, ou seja, devemos sempre proceder à avaliação das mesmas. E quando as actividades são realizadas com outros organismos e/ou instituições, essa avaliação deverá ser trocada entre si, de forma a melhorar os pontos negativos. Uma das dificuldades ainda encontrada em contexto institucional é o facto de a maioria dos utentes não se encontrar alfabetizado, o que poderá condicionar a forma como se realiza a avaliação da actividade. No entanto, esta poderá ser feita de forma oral, individual ou grupal, sendo ainda uma forma de estimulação cognitiva e de

exploração de habilidades que por vezes podem ser esquecidas.

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Posto a avaliação feita por utentes, outras instituições envolvidas e os próprios funcionários que estiveram envolvidos na actividade é hora de realizar o Registo de Actividade/Avaliação Actividade (ANEXO 2).

2. Principais objectivos a trabalhar a nível relacional e socio-ocupacional com a população idosa

Uma das respostas sociais com mais procura por parte da população portuguesa, principalmente quando as famílias não têm os mecanismos de resposta às necessidades dos idosos é a Estrutura Residencial para Idosos, sendo também muito comum o Centro de Dia e Centro de Convívio. Estes organismos, são de facto uma forma de assistir os idosos aquando entrada na idade da reforma ou posteriormente, que se encontram muitas vezes em risco de perda de independência e/ou autonomia. Espera-se que estas estruturas tenham serviços de apoio social, psicológico e cultural, com o intuito de promover a qualidade de vida e para a condução de um envelhecimento autónomo, activo e plenamente integrado, de forma a prevenir algumas mudanças físicas, psicológicas e cognitivas próprias do processo de envelhecimento, mas que se não retardadas podem-se agravar de forma galopante. Assim, todas as actividades a desenvolver neste tipo de contexto, ou mesmo em domicílio devem ir de encontro às necessidades dos seus utentes, pois estes são o foco de actuação dos diversos profissionais. Objectivos:

Promover a qualidade de vida;

Proporcionar serviços permanentes e adequados às problemáticas que advêm do envelhecimento, a nível social, cultural, económico, cognitivo, biológico e psicológico;

Contribuir

para

a

estabilização

ou

retardamento

do

processo

de

envelhecimento;

 

Privilegiar a interacção com a família e/ou comunidade, promovendo a sua participação social;

Promover estratégias de reforço de auto-estima, assim como a sua valorização e autonomia pessoal e social;

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Assegurar as condições de estabilidade necessárias para o reforço da sua capacidade social, assegurando as condições de estabilidade necessárias para o reforço da sua capacidade autónoma na organização das actividades da vida diária

Dentro das instituições voltadas para a área da terceira idade é cada vez mais comum a existência de um/a animador/a sociocultural ou alguém interno com formação na área, mas de certa forma, ainda existem lacunas no que concerne às práticas realizadas. Em linhas gerais a animação procura:

Desenvolver competências;

Recordar experiências e vivências;

Promover a participação em movimentos cívicos, sociais, associativos e/ou

económicos; Promover a inserção e inclusão social;

Centrar-se nas necessidades, desejos e/ou problemas vivenciados por cada

utente; Preservar ao máximo a autonomia dos utentes;

Retardar mudanças físicas e cognitivas associadas ao envelhecimento;

Criar um estado de espírito, uma dinâmica, dentro dos estabelecimentos

que permita uma associação pessoal ao projecto de animação implementado; Definição de modos de organização da animação, tendo sempre em conta a

promoção da motivação; Promover a interacção com o meio;

Diversão dos utentes;

Promover a dinamização de eventos;

Partilhar conhecimentos;

Promover a comunicação oral;

Promover valores;

SATISFAÇÃO E FELICIDADE!

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A animação não deve ser encarada apenas como uma ocupação de tempos livres,

mas também uma fonte variada de estímulos intelectuais e físicos, que sejam atractivos e de interesse dos destinatários, de modo a incentivá-los a participar. Os destinatários da animação não devem tomar um papel de espectadores, pelo contrário, devem ser os protagonistas, de forma a serem realmente estimulados para a participação. Se, por um lado, a estrutura residencial para idosos oferece serviços que anteriormente tinham que levá-los para fora de sua casa, por outro lado, a localização e normas da instituição dificulta as saídas. Para isto deve ser adicionado à organização interna da instituição as condições físicas e mentais do residente, que tem uma influência directa sobre as possibilidades de manter o contacto com o exterior.

3.Acompanhamento do idoso nas actividades ocupacionais e de lazer

Não podemos falar de animação sem falar do/a animador/a. O/A animador/a é aquele que conduz a animação e trabalha para que esta siga no bom caminho. Para isso ele tem que ser uma pessoa optimista, alegre, bem-disposta e tem que saber agir no momento certo para conduzir o projecto e/ou as actividades da melhor forma. Para Jacob (2008) “(…) o animador é aquele que realiza tarefas e actividades de animação, que é capaz de estimular os outros para uma determinada acção”. Logo, um: animador é:

Dinamizador

Mobilizador

Agente: social

Relacionador

Mobilizador Agente: social Relacionador O animador exerce animação não só com indivíduos

O animador exerce animação não só com indivíduos isolados, mas com grupos ou

colectivos os quais tenta envolver numa acção conjunta, desde o mais elementar até ao mais comprometido.

O que ele deve procurar é a mudança de atitudes nos sujeitos (da passividade à

actividade).

É um agente social, visto que exerce a sua actividade com grupos; é um

relacionador, capaz de estabelecer uma comunicação positiva entre pessoas, grupos.

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Para Jacob: (2007, p. 30): o: “Animador é um mediador, um intermediário, um provocador, um gestor, um companheiro e um agente de ligação entre um objectivo e um grupo alvo”. Assim, tem: por base na sua intervenção o objectivo fundamental e global de ajudar a desbloquear o mundo interno do idoso, a promover relações humanas, pessoais e a descobrir dimensões novas da sua personalidade. Daí ter em conta que a animação de idosos, de acordo com Jacob (2007, p. 32) tem por objectivos:

Definir um modo de organização entre os diferentes actores de animação para dar dinamismo à Instituição; Criar um estado de espírito, clima, dinâmica, na Instituição que permita a cada cliente e pessoal associarem-se numa caminhada global de animação; Centrar-se nas necessidades, desejos e problemas vividos por cada cliente; Estabelecer laços de confiança entre animador e grupo e dentro do grupo; Favorecer a adesão de todos os objectivos de animação elaborados livremente; Suscitar o interesse direccionado a outras pessoas com o intuito de viver em harmonia aceitando e respeitando os valores, as crenças, o meio e a vivência de cada um; Promover ou fazer renascer gostos e desejos dando a cada um a oportunidade de se redescobrir, de se situar no seio da Instituição, e de participar na vida do grupo, favorecendo as relações e promovendo as trocas, criando uma nova arte de viver baseada na relação/interacção; Permitir aos idosos reintegrarem-se na sociedade como membros activos, favorecendo os contactos e as trocas com o exterior da Instituição; Preservar ao máximo a autonomia dos clientes assim como manter as relações dentro de uma animação lúdica; Programação de actividades e elaboração de planos globais; Controlar e avaliar resultados

Características de um animador:

Dialogante;

Não autoritário;

Respeitosa para com os outros;

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Mentalidade aberta; Tolerante; Propícia a estabelecer relações; Com uma visão global dos problemas sociais.

Mentalidade aberta; Tolerante; Propícia a estabelecer relações; Com uma visão global dos problemas sociais.
Mentalidade aberta; Tolerante; Propícia a estabelecer relações; Com uma visão global dos problemas sociais.
Mentalidade aberta; Tolerante; Propícia a estabelecer relações; Com uma visão global dos problemas sociais.

Dinis (2007) apresenta-nos uma forma peculiar de caracterizar um animador. Este utiliza metáforas e aproxima assim o animador de um vidente, um terapeuta, um guia, um técnico, e um mediador:

Vidente (…) Ler a vida mudar o destino. Aquele que vê o futuro, o antecipa, o torna tangível e urgente; transforma a realidade. Traz a mensagem, a luta, o terramoto. Assume-se do lado da vanguarda (…). Terapeuta (…) O que ajuda a nascer e acompanha o crescimento. O que cuida dos distúrbios e sara as feridas. Acredita e faz acreditar que a esperança é o desenvolvimento. O que integra e acompanha os processos de recuperação e reintegração (…). Guia (…) O que introduz noutros mundos e olhares. Indica caminhos, desafiando para o que se esconde e depois se revela e exprime. Guarda a memória, mas relaciona com o presente. Faz a ligação com a cultura, a arte e os artistas para permitir a fruição e desafiar o que há de criador em cada um e no colectivo (…). Técnico (….) O que domina os equipamentos e as técnicas. Conhece os processos. Respeita horários, hierarquias, instituições e compromissos. Lidera, coordena, gere. Integra, executa e ensina. (…). Mediador (…) O que põe em contacto, faz a rede. Liga os comentários e as distâncias.

Encontra parceiros. Promove encontro, na construção do coletivo até à comunidade. Soma

sinergias. Desafia os limites interiores. Faz iguais e maiores, únicos. Respeita diferenças.

Integra e autonomiza.” (pp.51-53).

Este técnico é muitas vezes alguém mais próximo do idoso do que a própria família, e torna-se com facilidade no “confidente”, no “conselheiro”, e no “amigo” deste. O animador tem normalmente mais tempo para se dedicar ao idoso, e pode-lhe dar por isso mais atenção e carinho. Segundo Jacob (2007) é muito importante que um animador que trabalhe com idosos goste muito daquilo que faz e tenha muita disponibilidade. O trabalho destes técnicos é compensado não só através de um salário, mas sobretudo a nível afectivo e emocional. Atrevemo-nos a dizer que, ou o animador gosta muito do que faz, ou então não é capaz de exercer esta profissão.

4.Actividades recreativas e de lazer com idosos

A Terapia Ocupacional ou chamada de Animação é o tratamento de condições de saúde que afectam o desempenho das pessoas em qualquer fase da vida através do envolvimento em actividades significativas, com o objectivo de lhes proporcionar o seu

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máximo nível de funcionalidade e de independência nas ocupações em que desejam participar. Ora, é a avaliação, tratamento e habilitação de indivíduos com disfunção física, mental, de desenvolvimento, social e outras, utilizando técnicas terapêuticas integradas em actividades seleccionadas consoante o objectivo pretendido e enquadradas na relação terapeuta/utente. Pretende assim prevenir a incapacidade, através de estratégias adequadas com vista a proporcionar ao indivíduo o máximo de desempenho e autonomia nas suas funções pessoais, sociais e profissionais e, se necessário, o estudo e desenvolvimento das respectivas ajudas técnicas, em ordem a contribuir para a melhoria da qualidade de vida.

4.1Impacto nas dimensões do bem-estar humano

Segundo a Carta de Ottawa (1986, p.1) “A Promoção da Saúde é o processo que visa aumentar a capacidade dos indivíduos e das comunidades para controlarem a sua saúde, no sentido de a melhorar. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social, o indivíduo ou o grupo devem estar aptos a identificar e realizar as suas aspirações, a satisfazer as suas necessidades e a modificar ou adaptar-se ao meio (…)

1.

O facto de o idoso se manter ocupado contribui directamente para um sentimento de que é útil, tem uma vida preenchida e assim, os níveis de auto- estima serão superiores, tendo um sentimento de que pertence a alguma “coisa”;

2.

Com estimulação e, se necessário, cuidados médicos, pode contornar-se a depressão através do Promoção da Saúde Mental em Idosos com base na Animação Sociocultural

3.

As actividades de grupo revelam-se como uma fonte de estimulação muito importante no combate à depressão.

4.

Participar em actividades sociais mantém o idoso activo, ocupado e com interesse na vida e, por esse motivo, todas deverão ser baseadas nos interesses e necessidades do indivíduo ou do grupo.

5.

As actividades contribuem para a qualidade de vida, são parte importante da prestação de cuidados de qualidade e um veículo através do qual muitos objectivos podem ser alcançados.

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4.2 Benefícios a nível da saúde

Tal como já se tem vindo a desenvolver, a animação sociocultural tem vários benefícios a curto e médio prazo quando bem planeada e implementada. No ponto anterior abordou-se o impacto da animação no bem-estar humano, porém, associado ao bem-estar vem a saúde física, psicológica, mental e cognitiva, que se deteriora com o passar dos anos, e associado à falta de estímulos pode efectivamente desencadear processos de demência, perdas de autonomia e dependências físicas (Pontes, 2004). Principais benefícios da animação para os idosos ao nível da saúde:

Estímulo mental, físico e psicológico exercido no decorrer das actividades

implementadas; Retardar de processos demenciais;

Retardar de processos de dependência física;

Menos susceptíveis de desenvolver depressão ou outro tipo de patologias

associadas; Menor risco de isolamento e/ou solidão, intimamente ligado a várias fases

da depressão; A curto e médio prazo, e consoante o tipo de actividades desenvolvidas, podem deixar de tomar medicação associada a problemas originadas pelo sedentarismo ou depressão;

Manutenção do alto metabolismo basal, devido à massa magra, evitando assim obesidade e outras consequências;

Prevenção de doenças crónico-degenerativas, nomeadamente, a osteoporose, muito associada às mulheres e desenvolvida de forma acentuada a partir de uma certa idade;

Melhor desempenho psicomotor, com impacto no número de quedas e possíveis consequências das mesmas, dado que, na maioria dos casos o equilíbrio é preservado, e, em alguns casos pode ser melhorado;

Impede ou atrasa o desenvolvimento da apatia e/ou imobilidade

4.3As cinco componentes essenciais das actividades de recreação e lazer

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O ponto de partida da animação de idosos começa quando respeitamos os mais

elementares dos seus direitos, como sejam o direito à escolha, o direito à privacidade e o direito à integração e à participação activa nos pormenores da sua vida.

A qualidade de vida do idoso numa instituição depende destes factores assim

como de um acompanhamento decente, cuidado e eficiente por parte dos trabalhadores

das instituições que os acolhem. Acompanhamento esse que só se consegue através de uma formação cuidada e regular por parte das equipas técnicas.

A animação mais importante para o idoso numa instituição passa pela participação

activa deste na gestão corrente da instituição, na cooperação em actividades de rotina

diária (ajudar no jardim ou na cozinha) e pelo contacto com as ajudantes de lar, que deve ser atencioso, cuidadoso e amável.

A qualidade de vida do idoso, institucionalizado depende em grande medida dos

seguintes factores:

Possuir autonomia para executar as actividades do dia-a-dia;

Manter uma relação familiar e/ou com o exterior regular;

Ter recursos económicos suficientes;

Realizar actividades lúdicas e recreativas constantemente

Uma das melhores formas de aumentar a qualidade de vida dos idosos é respeitando os seus direitos, tais como:

Direito à privacidade e intimidade;

Direito à escolha do seu futuro;

Direito à satisfação das suas necessidades básicas;

Direito à individualidade e confidencialidade;

Direito a entrar ou sair de uma instituição.

Motivação

Para compreender a importância que a animação cultural tem para os idosos, há que primeiro tomar consciência do que é que motiva o ser humano. A motivação é aquilo que leva os indivíduos a fazer qualquer coisa com esforço, dedicação, energia e prazer. A sua intensidade e natureza são diferentes em cada um de nós, de acordo com diversas influências, em cada momento.

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Se forem dadas condições ao indivíduo para que ele tenha um bom desempenho na execução de uma determinada tarefa ou actividade e ele tiver as competências necessárias, o seu grau de eficácia depende apenas da sua motivação. Uma das principais teorias existentes sobre a motivação humana é a Pirâmide das Necessidades de Maslow, que diz que as necessidades estão ordenadas segundo o seu valor, e que uma determinada necessidade só se manifesta quando as necessidades do nível anterior estiverem satisfeitas. Segundo esta teoria, o ser humano apresenta cinco níveis de necessidades:

fisiológicas, de segurança, de afecto, de estima e de auto-realização. As necessidades fisiológicas e de segurança são primárias, enquanto as restantes são secundárias.

são primárias, enquanto as restantes são secundárias. A teoria de Maslow assenta em dois princípios, que

A teoria de Maslow assenta em dois princípios, que são o da dominância e o da emergência. O primeiro diz que enquanto uma necessidade básica não estiver satisfeita, as restantes não têm força para dirigir o comportamento. O segundo diz que quando uma necessidade é satisfeita, imediatamente surge uma nova necessidade.

Os Cinco Princípios da Motivação

Ficamos motivados quando temos a possibilidade de realizar as nossas próprias ideias;

Ficamos motivamos sempre que o nosso comportamento é avaliado por apreciações (positivas ou negativas) merecidas;

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Para que um indivíduo se motive de forma durável, ele tem que ser estimulado diversas vezes;

Uma apreciação negativa do indivíduo ou de um comportamento que ele não pode ou não sabe como modificar faz com que ele perca a motivação (Respeitar as limitações);

A maior fonte de motivação para o ser humano é o conseguir atingir, com esforço, um objectivo que ele se fixou a si próprio.

Diferentes facetas da animação

I. Rotinas Diárias

O envelhecimento é acompanhado por um declínio funcional progressivo que está associado a quadros de dependência responsáveis por cuidados específicos. A dependência em si constitui o maior receio dos idosos. Deste modo, é pertinente a realização de estudos que dêem a conhecer factores preditores do alcance das idades mais longevas com independência funcional assim como delinear as condições de vida e saúde dos idosos residentes no domicílio. A autonomia funcional também tem sido designada de competência funcional, e definida como o nível de bem-estar com o qual os indivíduos pensam, sentem, atuam, ou se comportam em congruência com o seu meio envolvente (WHO, 2002). Neste âmbito, a saúde e a capacidade funcional são cruciais para a qualidade de vida social das pessoas. A capacidade funcional determina a área da comunidade na qual o indivíduo se mantém independente, coopera e participa em eventos, visita outras pessoas e utiliza os serviços existentes nas organizações da sociedade onde se integra, contribuindo para o enriquecimento da sua vida e daqueles que lhe estão mais próximos. A preferência por rotinas nas atividades e comportamentos dos idosos é um fenómeno complexo de resposta à incapacidade e à vulnerabilidade/fragilidade. O aumento das rotinas no seu quotidiano permite-lhes um aumento de sentimentos de controlo e previsibilidade, especialmente quando confrontados com vulnerabilidade/fragilidade quer física quer psicológica (Bouisson & Swendsen, 2003). A diminuição na capacidade para o auto cuidado, que por sua vez dificulta a realização das atividades diárias, revelou uma correlação negativa mais elevada com a qualidade de vida do que a presença de doenças crónicas, diferenciando-se de acordo

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com o género. Assim, nos homens a necessidade de ajuda residia na preparação de refeições e em atividades de tarefas domésticas como arrumar e limpar a casa, enquanto nas mulheres as necessidades situavam-se na ajuda na mobilidade, como por exemplo, na deslocação a espaços distantes de casa e fazer compras (Bowling & Windsor, 2001). É, extremamente, importante propiciar situações em que o idoso aprenda a lidar com as transformações que ocorrem no seu corpo, tirando proveito da sua condição, conquistando a sua autonomia, sentindo-se sujeito da sua própria história. No entanto, nem sempre a família está preparada ou em condições de desencadear esse processo, tendo em vista que as obrigações diárias, às vezes, dificultam uma dedicação especial ao idoso. Assim, há que manipular as ajudas aos idosos nas tarefas diárias, auxiliando apenas em pequenos pormenores, falando em quatro tarefas principais, de forma a que mantenha estes hábitos rotineiros:

Higiene;

Culinária;

Costura;

Jardinagem.

principais , de forma a que mantenha estes hábitos rotineiros: Higiene; Culinária; Costura; Jardinagem. 19

19

No entanto, estas são maleáveis, dependendo muito de quais são as rotinas que o idoso teve ao longo da sua vida, o que lhe dá prazer, e o que vê como necessidade e útil para si.

II.Atividades Manuais

A animação através de trabalhos manuais visa proporcionar ao idoso a possibilidade de se exprimir através das artes manuais. Neste tipo de animação pretendemos que o idoso trabalhe a sua faceta artística e através da moldagem (de barro, plasticina, pasta de papel ou outro material), bordados, pintura, desenho, colagem, etc., conseguia exprimir algumas das suas emoções. A animação por actividades manuais é simultaneamente motora e cognitiva também.

algumas das suas emoções. A animação por actividades manuais é simultaneamente motora e cognitiva também .
algumas das suas emoções. A animação por actividades manuais é simultaneamente motora e cognitiva também .

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III. Atividades Recreativas A animação de idosos é uma forma de actuar em todos os

III.Atividades Recreativas

III. Atividades Recreativas A animação de idosos é uma forma de actuar em todos os campos

A animação de idosos é uma forma de actuar em todos os campos do desenvolvimento da qualidade de vida duma comunidade idosa. Representa um conjunto de passos com vista a facilitar o aceso a uma vida mais activa e mais criadora, à melhoria nas relações e comunicação com outros, a que se faz parte, incentivando o desenvolvimento da personalidade do indivíduo e da sua autonomia.

Exemplos:

Artesanato (pintura, desenho, escultura ou decoração de objectos motricidade fina) Oficinas de Culinária (incentivando os utentes a desenharem as suas próprias receitas estamos a incentivar a avivar a memória) Dança Ioga Ioga do Riso (repõe os níveis de serotonina, previne estados de apatia)

(https://www.youtube.com/watch?v=Mjtdyvn3DtA)

Jogos de cartas (promoção da actividade mental, da competitividade, o raciocínio lógico e estratégico, mantendo a capacidade cognitiva)

Ginástica suave;

Danças populares de acordo com o gosto do idoso;

Passeios e caminhadas;

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Desportes como boccia (noção de espaço, motricidade fina, sentimentos de pertença, melhoria da atenção)

(https://www.youtube.com/watch?v=Xm1SzjIy3lI);

Jogos com bola, ténis de mesa;

Excursões;

Colónias de inverno e verão;

Praia;

(…)

IV.Actividades Físicas

É aquela em pretendemos que o idoso faça algum tipo de movimento. A terceira

idade não é apenas o último período evolutivo, decadente e regressivo, da vida do homem, mas antes uma outra fase de evolução, com formas diferentes de viver e de

existir, tanto no campo social como no pessoal.

O principal défice no idoso, no respeitante à realização de uma tarefa, incide sobre

o ritmo do seu trabalho. Uma certa lentidão nas respostas psicomotoras parece verificar- se com o aumento progressivo da idade. A psicomotricidade considera o movimento como uma acção relativa a um sujeito, isto é, uma acção que só se pode compreender nas estruturas neuropsicológicas

que o integram, elaboram, regulam, controlam e executam. É um processo relacional inteligível entre a situação e a acção, entre o estímulo e a resposta, entre o movimento global e a motricidade fina.

A psicomotricidade visa essencialmente:

Mobilizar e reorganizar as funções mentais;

Aperfeiçoar a conduta consciente e o acto mental;

Elevar as sensações e percepções a níveis de consciencialização, simbolização e

conceptualização da acção aos símbolos, passando pela verbalização; Maximizar o potencial motor, afectivo-relacional e cognitivo;

Fazer do corpo uma síntese integradora da personalidade.

22

O nosso corpo é um veículo de sensações. É através dele que vamos adquirindo a

sensibilidade proprioceptiva ou seja as noções de espaço que não são visíveis, (ex:

quando nos sentamos, sabemos sem olhar onde está a cadeira).

Com a idade estas capacidades vão-se perdendo, chegando ao ponto de se perder o

próprio esquema corporal.

É possível ajudar o idoso a adquirir estas noções com exercícios psicomotores.

A capacidade de realizar o movimento real, em caso de paralisia de um membro,

utiliza-se o membro são como auxiliar do movimento.

A massagem suave nos membros ou no tronco também são um bom suporte para a

consciencialização das diferentes partes do corpo, pois as nossas mãos são um estímulo

táctil e sensitivo.

Devemos ajudar o idoso aumentar as suas capacidades de representação mental do

corpo em movimento, mobilizando as extremidades (braços e pernas), perante o seu

agora vou mexer no seu braço

direito e vou elevá-lo, e assim por diante.).

olhar e referenciando os seus nomes, (ex: Sr

,

Alguns dos problemas do idoso relacionado com o seu corpo:

Desinteresse pelo arranjo exterior e por vezes com a própria higiene;

Dificuldades de adaptação, á imagem corporal;

Lentidão motora, movimentos pouco harmoniosos e de pequenas amplitudes;

Diminuição das sensações;

Medo das quedas e consequentemente as fracturas;

Hipertonia/rigidez muscular

Exemplo de jogos

1º jogo

Material:- Placa quadrada com várias filas de pregos, elásticos de várias cores e grossuras diferentes.

Objectivo: - fortalecimento dos músculos das mãos

Modo de jogar: - esticar os elásticos ao longo dos pregos de modo a fazer desenhos.

2º jogo

23

Material: - Garrafas de plástico de 1\2 l, ou de 1,5l, cheias de areia, pintadas, com um cordel atado no gargalo, por sua vez este cordel com um metro de fio está atado a um pequeno pau.

Objectivo: -fortalecimento dos músculos dos braços

Modo de jogar: - puxar as garrafas, enrolando o cordel num pequeno pau.

3º jogo

Material: - cinco garrafas de plástico de 1\2 l, ou de 1,5l, cheias de areia e pintadas, uma bola pequena.

Objectivo: - concentração e coordenação óculo-manual

Modo de jogar: - atirar a bola para derrubar os pinos (garrafas) que estão em pé, a uma certa distância.

4º jogo

Material: - três arcos e três discos ou malhas

Objectivo: - coordenação óculo-manual

Modo de jogar: - tentar acertar com as malhas dentro dos arcos variáveis: - arcos e malhas com as mesmas cores, alterar as distâncias entre os arcos

5º jogo

Material: - quadro com vários quadrados (tabela de dupla entrada), com símbolos, formas ou cores, peças soltas com os mesmos elementos.

Objectivo: - estimular a memória e a concentração

Modo de jogar: - fazer a correspondência entre os vários elementos

V. Animação cognitiva

A animação de idosos é uma forma de actuar em todos os campos do

desenvolvimento da qualidade de vida duma comunidade idosa. Representa um

conjunto de passos com vista a facilitar o aceso a uma vida mais activa e mais criadora,

à melhoria nas relações e comunicação com outros, a que se faz parte, incentivando o

desenvolvimento da personalidade do indivíduo e da sua autonomia.

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Actividade

Objectivos

 

Materiais

   

-

Eva

-Imagens

Jogos de

Estimular a concentração, raciocínio e a observação

imprimidas de

Memória

objectos

 

Ou

-

Baralho de

cartas

   

-

Quadro

Palavra

Abstracção do real

-Giz/Marcador

Intrusa

Completar

Estimular as capacidade intelectuais e culturais Valorização pessoal

-

Lista de

provérbios

provérbios

Dominó

Estimular o raciocínio Desenvolver e/ou manter a capacidade intelectual e participativa e organizativa Convívio

 

Dominó

Jogos de

Estimular o raciocínio Desenvolver e/ou manter a capacidade intelectual e participativa e organizativa Convívio

 

cartas

 

- Baralho de cartas

Palavras

Desenvolver e/ou manter a memória e a concentração Incentivar a comunicação e o trabalho de grupo Fomentar a realização destes jogos em grupo, de forma a integrar aqueles que não são alfabetizados ou que se encontram com dificuldades de visão

 

cruzadas

 

- Palavras

cruzadas

Contar

   

------------

anedotas,

 

advinhas,

Reavivar a memória

lengalengas,

ditos antigos

Palavras

Estimular a imaginação e a criatividade Interacção de grupo Comunicação

- Lápis/Caneta

rimadas

 

- Papel

Jogo das

Desenvolver e/ou manter a concentração e a observação

-

Jogo das

diferenças

diferenças

puzzle

Identificar as peças Associar a peça/figura ao orifício correspondente

- Puzzle

Tabuleiro de

Identificar os números Associar os números aos orifícios correspondentes Desenvolver o tacto Desenvolver o

- Jogo

números

25

(para

raciocínio

 

invisuais)

Exercícios

- Latas numeradas - Deve colocar o número de lápis nas latas correspondentes - Identificação dos números Desenvolvimento do raciocínio

- Latas

numéricos

- Lápis/Caneta

Cubos de

Desenvolver o tacto Estimular a capacidade intelectual

- Jogo

encaixe

Identificar

Desenvolver o olfacto e o paladar Estimular a capacidade intelectual Dar a conhecer o mundo de outra forma

- Ingredientes

sabores e

culinários

cheiros

 

Identificar

Identificar sons do dia-a-dia Desenvolver a capacidade intelectual e cognitiva Conhecer o mundo através da audição Desenvolver a audição

-

Sons

sons

 

Leitura

Desenvolver a capacidade intelectual e cognitiva

 

-Livros,

jornais…

Enfiar contas

Desenvolver tacto e raciocínio

-

Fio,

missangas…

(…)

VI.Animação de comunicação

Neste tipo de animação queremos que os idosos comunicam com os outros e essa comunicação pode ser feita pela música, pelo teatro, pela dramatização, pela dança, pela poesia, prosa, fotografia, etc. Na animação plástica, os animados exprimem-se através de objectos, na animação expressiva de comunicação eles transmitem os seus sentimentos e emoções através da voz, do comportamento, da postura e do movimento.

VII.Animação de desenvolvimento pessoal

Aqui queremos desenvolver o “eu” do idoso, as suas experiências de vida, as suas emoções e sentimentos. Esta animação tem por objectivo desenvolver as competências pessoais e sociais da pessoa e, principalmente, da pessoa como elemento de um grupo.

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Com esta animação estimula-se o autoconhecimento, a interacção entre a pessoa e o grupo e a dinâmica de grupo (Ex: Falar sobre a história de vida, profissões, sobre a terra onde sempre viveu…). Incluímos nesta animação toda a componente de religião, espiritualidade e meditação.

a componente de religião, espiritualidade e meditação . VIII.Animação Lúdica A animação lúdica, como o seu

VIII.Animação Lúdica

A animação lúdica, como o seu nome indica, é a animação que tem por objectivo divertir as pessoas e o grupo, ocupar o tempo, promover o convívio e divulgar os conhecimentos, artes e saberes. é vocacionada principalmente para a essência da animação, do lazer, o entretenimento e a brincadeira. Inclui-se o turismo sénior, os jogos, as idas aos museus, teatros, cinemas, o jornais de paredes, as festas, a gastronomia, ver televisão, consultar a internet, etc.

a gastronomia, ver televisão, consultar a internet, etc. IX. Animação comunitária A animação comunitária é

IX. Animação comunitária

A animação comunitária é aquela em que o idoso participa activamente no seio da comunidade como elemento válido, activo e útil. Esta animação destina-se essencialmente a idosos autónomos que ainda querem e podem ter uma voz activa na comunidade onde vivem.

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Nesta área o voluntariado assume um papel principal, visto que a grande maioria das actividades executadas pelos idosos na comunidade é embutida de um espírito voluntário. Exemplos: Universidades Seniores, dirigentes de associações, voluntariado sénior, consultores seniores, Programas Intergeracionais

sénior, consultores seniores, Programas Intergeracionais Para os Programas Intergeracionais serem bem sucedidos nos
sénior, consultores seniores, Programas Intergeracionais Para os Programas Intergeracionais serem bem sucedidos nos

Para os Programas Intergeracionais serem bem sucedidos nos seus objectivos, devem ter um conjunto de características essenciais, nomeadamente:

Estabelecer novos papéis sociais e /ou novas perspectivas para as crianças, jovens e idosos implicados; Envolver várias gerações, incluindo pelo menos duas gerações, não adjacentes e sem laços familiares; Promover maior conhecimento e compreensão entre as gerações mais jovens e as mais idosas, bem como o aumento da auto-estima para ambas as gerações; Ocupar-se dos problemas sociais e das políticas mais apropriadas para as gerações implicadas; Incluir os elementos necessários para uma boa planificação do programa;

Proporcionar o desenvolvimento de relações intergeracionais.

Demonstrar benefícios mútuos para os participantes;

Estes programas devem ter em conta os ritmos e motivações dos idosos e dos jovens, assim como a duração que não deve ultrapassar uma hora, caso contrário uma boa experiência pode-se tornar numa má experiencia.

No entanto, surgem algumas barreiras à realização destas actividades por parte dos idosos, por factores e externos, como:

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capacidades físicas (problemas de visão, de locomoção, doenças cardiovasculares frequentes nesta faixa etária); falta de segurança; dificuldades económicas; falta de integração social, e consequentemente, menor participação activa, deve- se essencialmente à falta de poder económico; tédio ou sentimento de inutilidade, consequente da entrada na reforma, essencialmente na classe económica com rendimentos mais baixos.

5.Jogos Tradicionais

Tal como já tem sido desenvolvido a necessidade de ter animação e de nos distrairmos no nosso dia-a-dia, ou em momentos de descanso é fundamental para o nosso bem-estar, sendo que esses períodos são essenciais para o colmatar algumas necessidades sociais e pessoais. A animação deve ser realizada de uma forma interdisciplinar e intergeracional, devendo actuar em diversas áreas, influenciando não só o indivíduo como todo um grupo (Efeito borboleta). Assim, o desempenho de actividades de animação pode especificar-se por quatro modalidades (Jacob, 2007):

Cultural (criação, gestão de um produto cultural, artístico e criativo) Educativa (motivação para a educação e formação, ao longo de toda a vida) Económica (actividade geradora de meios económicos e financeiros, como por exemplo, a criação do próprio emprego ou sendo uma fonte de receitas) Social (animação como forma de superar desigualdades sociais e promoção da pessoa e comunidade).

Uma componente importante da animação, no seu se sentido mais lúdico e puro, é o jogo. Jogar, brincar, quando se é adulto, enquadra-se também naqueles mitos e estereótipos que advogam que jogar, brincar é coisa de criança. Grande erro, o desejo de brincar acompanha-nos toda a vida, mas os nossos diferentes papéis sociais assumidos distraem-nos da prática regular de brincar, o que

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não eliminou, no entanto, o nosso desejo de fazê-lo. O jogo, quer em crianças, em adultos ou em idosos é das melhores formas de transmitirmos uma mensagem e de nos divertirmos. Com o jogo conseguiremos (Lorda, 2001):

Canalizar a nossa criatividade; Libertar tensões e emoções; Orientar positivamente as angústias quotidianas; Reflectir; Aumentar o número de amizades e relações; Divertir-nos; Aumentar o grau cultural e o compromisso colectivo; Ter predisposição para realizar outros compromissos; Obter integração intergerações quando se possibilitam oportunidades, e quando isso é uma vontade dos participantes.

e quando isso é uma vontade dos participantes. O jogo concebe-se como um sistema fictício, com

O jogo concebe-se como um sistema fictício, com regras obrigatórias, porém aceites livremente por todos. A sua prática traz ao participante múltiplos sentimentos e experiências diferentes das que está acostumado no dia-a-dia, e com uma clara função de utilidade. Podemos defini-lo como uma utilidade:

Livre, sem obrigações para com ninguém; Restrita, limitada no espaço e no tempo; Incerta, dependendo tanto da sorte como das qualidades do participante; Improdutiva, sem fins lucrativos;

e no tempo; Incerta, dependendo tanto da sorte como das qualidades do participante; Improdutiva, sem fins
e no tempo; Incerta, dependendo tanto da sorte como das qualidades do participante; Improdutiva, sem fins
e no tempo; Incerta, dependendo tanto da sorte como das qualidades do participante; Improdutiva, sem fins

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Codificada, estando regulada de antemão por um conjunto de regras;

Fictícia, mais ou menos afastada da realidade;

Espontânea.

Segundo a sua função:

Estética: jogar significa, simultaneamente, construir, inventar, por conseguinte, criar; Cultural: jogar permite satisfazer os ideais de expressão e de socialização. Social: jogar é sentir o prazer em compartilhar uma actividade comum que conviria prolongar, além do espaço lúdico. Psicológica: o jogo permite esta instância, combate o aborrecimento, estabelece novos contactos no seio de uma equipe, incentiva o gosto pela acção e compensa a falta de actividade profissional.

novos contactos no seio de uma equipe, incentiva o gosto pela acção e compensa a falta
novos contactos no seio de uma equipe, incentiva o gosto pela acção e compensa a falta
novos contactos no seio de uma equipe, incentiva o gosto pela acção e compensa a falta

O ser humano nunca perde vontade de brincar, no entanto, a forma como manifesta essa vontade pode alterar-se. Nos dias de hoje impõe-se determinadas regras aos adultos que os inibem das suas vontades, dadas as circunstâncias da vida, no entanto, a animação incentiva-o a empreender e a construir um projecto de vida que o inclui em alguma coisa, principalmente aquando entrada na terceira idade.

6.Conclusão

A animação cultural deve actuar em todos os campos do desenvolvimento da qualidade de vida de uma determinada comunidade, sendo este o seu principal objectivo. Representa um conjunto de passos com vista a facilitar o acesso a uma vida mais activa e mais criativa, com melhoria das relações e comunicação com os outros, para uma melhor participação na vida da comunidade de que se faz parte, desenvolvendo determinadas competências inerentes ao indivíduo, mas que a certa altura foram inibida, não esquecendo que esta área, e em específico no trabalho diário com idosos procura também incentivar para a autonomia e independência. A animação cultural apresenta-se assim, como uma perspectiva ampla de mudança/transformação social e como um espaço novo de educação e de recreação cultural.

31

Quanto à animação especificamente de idosos, esta define-se como um estímulo da vida mental, física e afectiva da pessoa idosa. A animação incentiva-a a empreender certas actividades que contribuem para o seu desenvolvimento, dando-lhe o sentimento de pertença a uma lugar ou comunidade. Contrariando a ideia que a maior parte dos idosos têm, de que já não servem para nada, que não interessam à família, muito menos à sociedade. Nesta questão da sociedade, ela exclui os idosos ou outras vezes são os próprios idosos que se auto excluem, já devido as estas ideias pré-concebidas de que após idade da reforma perderam a sua utilidade aos olhos dos outros. Por outro lado, a animação

pode também combater ideias pré concebidas pela sociedade, que excluem o idoso a nível social, cultural e económico, desvalorizando a sua contribuição social ao longo da sua vida, assim como, os seus ensinamentos.

É uma das funções do animador no contexto da animação de idosos fazer com

que estas ideias e preconceitos desapareçam ou noutros casos, que nunca surjam. Para isso, ao animador compete-lhe criar movimento, vida e actividades. É

necessário que apresente propostas e sugestões, que seduza, que imagine, que desperte, que suscite e que influencie o idoso, sem exercer qualquer tipo de obrigação ou obrigatoriedade.

E este tipo de trabalho é ainda mais importante nas estruturas residenciais para

idosos, centros de convívio, centros de dia e outras respostas direccionadas para os idosos. Vários estudos comprovam que os idosos utentes de lares têm uma auto-estima

mais baixa do que aqueles que vivem em casa própria. Uma das razões para esta situação poderá ser a pouca actividade que têm nos lares, em comparação com os que

vivem em casa. Com a animação de idosos, a pessoa idosa pode enquadrar-se num programa entre várias actividades recreativas, culturais e desportivas, permitindo um estímulo constante às suas capacidades cognitivas e físicas.

A animação de idosos, esta deve estar incluída no conjunto de serviços prestados à

terceira idade. A animação de idosos deve estar em pé de igualdade com a alimentação, cuidados de saúde e higiene, vestuário, conforto. Deverá ser considerada como um serviço indispensável à qualidade de vida do idoso. E daqui a alguns anos teremos uma nova geração de idosos. Menos depressivos, menos solitários, menos dependentes de medicação e claro com uma velhice mais bem disposta e mais activa.

Desta forma quebram-se rotinas e hábitos dos idosos (comodismo), tornando-os activos, dinâmicos e interventores (participação), recuperando-lhes a confiança e a

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valorização pessoal e relacional. Em diversas actividades os idosos têm a oportunidade de dar largas à sua imaginação e à criatividade, através da pintura, colagem, escultura, desenhos, recortes, rendas, etc., tendo como vantagens o desenvolvimento da motricidade, a precisão manual, a coordenação psicomotora entre muitas outras. Por fim, saliento que a animação tem em vista não só o bem geral, mas o bem individual, pois cada indivíduo acarreta em si as mais diversas vivências, experiências, dissabores e alegrias, que merecem ser respeitadas por quem intervém a nível social. Assim, a intervenção deve ser individualizada logo à partida, no ingresso na instituição, caso seja o caso, perguntando e observando o que para aquela pessoa é ou não importante.

Referências Bibliográficas

Carta de Ottawa (1986). A promoção da saúde. Canadá

Fernandez, A. (1997). Velhice e sociedade. Oeiras: Celta Editora.

33

Jacob, L. (2007). Animação de idosos. Porto: Âmbar.

Who (2002). The world health report 2002 reducing risks, promoting healthy life.

Lorda, R. (2001). Recreação na Terceira Idade. Editora Sprint. Brasil.

Martins, E. C. (2013). Gerontologia & Gerontagogia e Animação em Idosos. Lisboa: Cáritas Portuguesa.

Pontes, S. (2004). Psicomotricidade na terceira idade (Monografia Pós-graduação). Rio de Janeiro.

Pordata (2016). Índice de envelhecimento Humano.

Sequeira, S. (2013). Animar para melhor envelhecer, com satisfação. Instituto Politécnico de Castelo Branco, Escola Superior de Educação.

Sousa, S (2013). Participação dos idosos nas actividades de desenvolvimento pessoal. Instituto Superior de Serviço Social do Porto (Dissertação de Mestrado).

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ANEXOS

Plano de Sessão

Instituição:

ANEXO I

Nome da Actividade:

35

Local:

Data:

Nome da Actividade:

Dinamizador:

Data:

Horário:

Duração:

Público:

 

Objectivo geral da sessão:

Objetivos específicos da sessão:

Atividades:

Materiais e equipamentos:

Recursos Humanos:

Recursos Físicos:

Recursos Económicos:

Outras indicações:

Animador/a:

Director/a Técnica:

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ANEXO II

Avaliação de Actividade

Instituição:

Nome da Actividade:

Local:

Data:

Nome da Actividade:

Dinamizador:

Data:

Horário:

Duração:

Público:

 

Facilitadores:

Pontos a melhorar:

Registos fotográficos:

Outras indicações:

Animador/a:

Director/a Técnica:

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