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Projeto de Recuperação Paralela

Nome: _____________________________________________________ Nº:________


Disciplina: Produção de Texto 3º_____
Professor: Paulo Oliveira Data:_________________

GÊNERO TEXTUAL DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO

Alguns dos principais vestibulares do país, tais como o Enem e a Fuvest,


solicitam a seus candidatos que façam uma redação no estilo dissertativo-
argumentativo, também conhecido como Dissertação Escolar. Nesse tipo de texto, o
redator deve apresentar um ponto de vista e defendê-lo com bons argumentos. No
caso específico do ENEM é necessário, também, apresentar propostas de
intervenção.

Características

As principais características do texto dissertativo-argumentativo são:

● Presença de uma tese (ponto de vista) – em geral, no primeiro parágrafo


do texto;
● Desenvolvimento com argumentos que comprovem a tese;
● Conclusão em forma de síntese ou com propostas de solução para os
problemas discutidos no texto;
● Uso da norma-padrão da língua portuguesa.

Estrutura

O texto dissertativo-argumentativo tem sua estrutura dividida em três –


introdução, argumentação ou desenvolvimento e conclusão – e cada uma delas
tem suas particularidades, conforme explicado a seguir:

● Introdução

O primeiro parágrafo do texto dissertativo-argumentativo deve conter duas


partes – a apresentação do tema e a explicitação da tese.

Tese é o mesmo que ponto de vista, ou seja, uma opinião do autor do texto
acerca do tema proposto.
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Por exemplo, acerca do assunto “Caminhos para combater a intolerância religiosa no


Brasil”, uma tese possível seria “o preconceito contra as religiões de matriz
africana dificulta o combate à intolerância religiosa no Brasil.”

● Argumentação ou desenvolvimento

Os parágrafos intermediários das dissertações escolares são reservados para


a comprovação da tese apresentada na introdução. Um argumento é composto
duas partes: a fundamentação e a análise do fundamento.

Na fundamentação, o autor deve buscar provas de que seu ponto de vista


está correto. São considerados fundamentos citações de autoridade,
referências históricas, conceitos teóricos consagrados, notícias publicadas em
jornais de qualidade, etc.

Na análise do fundamento, o redator deve explicitamente demonstrar qual é a


relação entre a prova levantada e a tese proposta. Um exemplo de argumento para a
tese escrita alguns parágrafos acima seria:

Segundo a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio


de Janeiro, 70% de 1.014 casos de ofensas, abusos e atos
violentos registrados no Estado entre 2012 e 2015 são contra
praticantes de religiões de matrizes africanas. Esse dado
alarmante comprova que o racismo estrutural brasileiro, advindo
da herança escravocrata do país, é um dos fatores que mais
dificultam o combate à intolerância religiosa no Brasil.

● Conclusão

O último parágrafo do texto dissertativo-argumentativo pode ser feito de duas


maneiras: em forma de síntese ou com proposta de solução.

No caso da síntese, o autor deve resumir os argumentos e repetir sua tese,


concluindo o raciocínio construído desde a introdução.

No caso da conclusão com proposta de solução, é preciso que o redator


apresente soluções práticas e detalhadas acerca dos problemas levantados no
texto. Se, por exemplo, o problema discutido na argumentação foi o preconceito

contra religiões de matriz africana, a solução deve ser direcionada a essa questão.
Uma proposta detalhada, é importante ressaltar, deve determinar:
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1. Agentes (QUEM executará);
2. Ações (O QUE será feito);
3. Meios (COMO a solução será produzida);
4. Efeitos (O QUE gerará a APLICAÇÃO DA SOLUÇÃO).

Portanto, sugerir que o Ministério da Educação (agente) produza materiais


publicitários combatendo o preconceito contra religiões de matriz africana (ação) por
meio de TVs, rádios, jornais e redes sociais (meio) para que os índices de violência
contra centros religiosos afros diminuam (consequência) seria uma boa proposta de
solução para o Enem.

Exemplo de texto dissertativo-argumentativo

Veja, a seguir, um exemplo de dissertação nota mil na prova no Enem de


2016, cujo tema solicitado foi “A persistência da violência contra a mulher na
sociedade brasileira”:

No meio do caminho tinha uma pedra

No limiar do século XXI, a intolerância religiosa é um dos principais problemas


que o Brasil foi convidado a administrar, combater e resolver. Por um lado, o país é
laico e defende a liberdade ao culto e à crença religiosa. Por outros, as minorias que
se distanciam do convencional se afundam em abismos cada vez mais profundos,
cavados diariamente por opressores intolerantes.
O Brasil é um país de diversas faces, etnias e crenças e defende em sua
Constituição Federal o direito irrestrito à liberdade religiosa. Nesse cenário, tomando
como base a legislação e acreditando na laicidade do Estado, as manifestações
religiosas e a disseminação de ideologias fora do padrão não são bem aceitas por
fundamentalistas. Assim, o que deveria caracterizar os diversos “Brasis” dentro da
mesma nação é motivo de preocupação.
Paradoxalmente ao Estado laico, muitos ainda confundem liberdade de
expressão com crimes inafiançáveis. Segundo dados do Instituto de Pesquisa da
USP, a cada mês são registrados pelo menos 10 denúncias de intolerância religiosa e
destas 15% envolvem violência física, sendo as principais vítimas fiéis afro-
brasileiros. Partindo dessa verdade, o então direito assegurado pela Constituição

e reafirmado pela Secretaria dos Direitos Humanos é amputado e o abismo entre


oprimidos e opressores torna-se, portanto, maior.
Parafraseando o sociólogo Zygmun Bauman, enquanto houver quem alimente
a intolerância religiosa, haverá quem defenda a discriminação. Tomando como norte
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a máxima do autor, para combater a intolerância religiosa no Brasil são necessárias
alternativas concretas que tenham como protagonistas a tríade Estado, escola e
mídia.
O Estado, por seu caráter socializante e abarcativo deverá promover políticas
públicas que visem garantir uma maior autonomia religiosa e através dos 3 poderes
deverá garantir, efetivamente, a liberdade de culto e proteção; a escola, formadora de
caráter, deverá incluir matérias como religião em todos os anos da vida escolar; a
mídia, quarto poder, deverá veicular campanhas de diversidade religiosa e respeito às
diferenças. Somente assim, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um
Brasil mais tolerante.

Marcela Sousa Araújo, 21 anos, Itabuna, Bahia.

Plano de texto: como fazer um texto dissertativo-argumentativo passo a passo

Para produzir uma boa redação dissertativo-argumentativa, é fundamental,


antes de tudo, fazer um bom projeto de texto. Para tanto, basta que o escritor escreva
e preencha, em folha à parte, os seguintes tópicos:

● Tema: escreva a frase temática inteira, não a resuma aqui.


● Tese: nesse espaço, escreva qual será o ponto de vista defendido no
texto.
● Argumentos: elenque quais serão os fundamentos usados em cada
argumento – é importante que a dissertação contenha, ao menos, dois
argumentos. Em seguida, explicite como cada fundamento comprova a
tese acima citada.
● Propostas de solução: no caso do Enem, é necessário produzir
sugestões para diminuir ou acabar com os problemas discutidos no texto.
Portanto, nesse espaço, apresente essas soluções, detalhando as ações,
os agentes, os meios e as consequências para cada solução.

PROPOSTA DE REDAÇÃO - VALOR 2,5

Instruções:
Projeto de Recuperação Paralela
Observe, rigorosamente, as orientações e informações a seguir:

a) Seu texto deve ser escrito à tinta, na folha do monobloco, em até 30 (trinta)
linhas. (Ou seja, você, aluno, deverá me procurar e me entregar esse redação
escrita a mão durante a semana de recuperação).
b) O tema vem acompanhado de textos motivadores, que têm o objetivo de orientar
sua linha argumentativa.
c) Desenvolva seu texto dissertativo-argumentativo; não redija narração, nem
poema.
d) O rascunho da redação deverá ser feito nesse documento, no espaço
abaixo apropriado.
e) A redação deverá ter pelo menos 20 (vinte) linhas escritas.
f) A redação que fugir ao tema ou ao tipo de texto exigido receberá nota zero.
h) A inserção de qualquer desenho, recado, orações ou mensagens, inclusive
religiosas, nome, apelido, pseudônimo ou rubrica também ANULA a redação.

TEMA
O jeitinho brasileiro e a sociedade ética que almejamos.

Texto 1

Quem não conhece o jeitinho brasileiro? Talvez inexista tema tão incorporado
ao imaginário popular nacional. Presente em anedotas, tirinhas de jornais,
campanhas publicitárias, slogans políticos, críticas jornalísticas e conversas de
botequim; o jeitinho brasileiro é apresentado (muito orgulhosamente) como sendo
algo genuinamente brasileiro, muito embora pesquisas já denunciam que este não se
trata mais de uma exclusividade "tupiniquim". Diretamente relacionado ao tema da
ética e dos costumes, é dificultoso alcançar consenso na identificação e na rotulação
de práticas “jeitosas”. Provavelmente, ninguém é a favor da corrupção ou declararia
publicamente seu apoio às práticas corruptas! Mas quando o “raio x” do moral/imoral,
certo/errado, pode/não pode, assume sua natureza reflexiva, quer dizer, quando o
autoexame do jeitinho entra em cena, a relativização e a condescendência

se transformam nas "donas da festa", confirmando a natureza contextual da


moralidade. Quando o "outro" faz é feio e recriminável, mas quando "eu" faço, tenho
minhas razões e mereço perdão!
Disponível em:
<http://www2.ufpel.edu.br/ifisp/ppgs/eics/dvd/documentos/gts_llleics/gt2/gt2joaquim.pdf>. Acesso 21 jan. 2014.
(Adaptado).

Texto 2
Projeto de Recuperação Paralela

Há no imaginário popular alguns conceitos que são atribuídos ao povo


brasileiro, como por exemplo; o tal "jeitinho brasileiro" ou a tal "malandragem", que
justifica como alguns brasileiros ganham vantagens em várias situações. Esta
"malandragem" talvez tenha sido instituída na cultura popular brasileira por algumas
heranças históricas entre elas, a colonização massacrante que obrigava os negros a
usarem a astúcia para se livrarem das chibatadas e do índio que "preguiçosamente"
não se rendeu à exploração dos colonizadores portugueses ou dos próprios
portugueses que exploraram tanto as riquezas naturais do Brasil quanto ao povo. (...)
Os estúdios de Walt Disney, através da política de boa vizinhança propagada pelos
EUA, criaram personagens representativos das duas nações aliadas mais
importantes do continente, México e Brasil. Nasceu, então, Zé Carioca, um papagaio
malandro que vive de enganar, ludibriar, mentir, levando vantagem em todas as
situações. Antônio Candido (1993) caracteriza o malandro como um "aventureiro
astucioso, cuja malandragem visa quase sempre ao proveito ou a um problema
concreto, lesando frequentemente terceiros na sua solução". Afirma que este
malandro "seria elevado à categoria de símbolo por Mário de Andrade, em
Macunaíma".
Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3527862> Acesso 21 jan. 2014.
(Adaptado).
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Texto 3

Disponível em:
<http://www.ivancabral.com/2011/09/charge-do-dia-etica-e-educacao.html>. Acesso 13 jan. 2014.
Texto 4

A ética é um conjunto de princípios e disposições, cujo objetivo é balizar as


ações humanas. Existe como referência para os seres humanos em sociedade, de tal
modo que esta possa se tornar cada vez mais humana. A ética pode e deve ser
incorporada pelos indivíduos, sob a forma de atitudes do dia-a-dia e tanto quanto a
moral, não é um conjunto de verdades fixas, imutáveis, mas é dinâmica, se amplia e
se adensa. É importante que a sociedade considere os princípios éticos como uma
janela aberta para a implantação de uma sociedade com mais igualdade, mais
respeito à pessoa e, sobretudo, com mais diálogo.

Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Etica/1_rel_etica.pdf >. Acesso 13 jan. 2014.


(Adaptado).

Texto 5

Acreditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela


tampouco a sociedade muda. Se a nossa opção é progressiva, se estamos a favor da
vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da
convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não
viver a nossa opção. Encarná-la, diminuindo, assim, a distância entre o que dizemos
e o que fazemos.

Disponível em: <www.http://pensador.uol.com.br/poema_de_paulo_freire/>. Acesso 13 jan. 2014.

Texto 5 A
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Disponível em: <http://ribeirobr.blogspot.com.br/2010/10/etica-moral-politica-e-cidadania.html.>. Acesso 13 jan.


2014.

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A partir da leitura dos textos motivadores apresentados e dos conhecimentos


construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-
argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema “O
JEITINHO BRASILEIRO E A SOCIEDADE ÉTICA QUE ALMEJAMOS”,
apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione
coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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