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FACULDADE ZACARIAS DE GÓES

EVELIN CAMILE DE SOUSA ANDRADE

EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO PRECOCE NO PACIENTE COM


SÍNDROME DE DOWN: RELATO DE CASO

VALENÇA - BAHIA
2013
EVELIN CAMILE DE SOUSA ANDRADE

EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO PRECOCE NO PACIENTE COM


SÍNDROME DE DOWN: RELATO DE CASO

Artigo apresentado à Faculdade Zacarias de Góes -


FAZAG, como requisito parcial para obtenção do
grau de Bacharel em Fisioterapia.

Orientador: Prof. Ft. Emanuelle Lacerda


Coorientadora: Ft. Camilla Ventura de Oliveira.

Valença - Bahia
2013
EVELIN CAMILE DE SOUSA ANDRADE

EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO PRECOCE NO PACIENTE COM


SÍNDROME DE DOWN: RELATO DE CASO

Artigo acadêmico apresentado para obtenção do grau de Bacharel


em Fisioterapia pela FAZAG – Faculdade Zacarias de Góes.

Apresentado em: ___ / ___ / ___

Conceito: ___________________

Banca Examinadora

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

Contato: Rua Vereador Xerife Musto, nº 123, Areal. CEP: 45400 – 000 Valença – Bahia.
E – mail: evelincamile_12@hotmail.com Tel: (75) 8852-6511 Orientador:
emanuellelacerda@ig.com.br Coorientadora: millafisioterapia1@gmail.com
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 5

METODOLOGIA 8

RESULTADOS 10

DISCUSSÃO 11

CONCLUSÃO 14

REFERÊNCIAS 15

AGRADECIMENTO 16

ANEXO A

ANEXO B

ANEXO C
EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO PRECOCE NO PACIENTE
COM SÍNDROME DE DOWN: RELATO DE CASO

RESUMO

INTRODUÇÃO: A Síndrome de Down (SD) é uma anomalia cromossômica mais


frequente, devido principalmente a trissomia do cromossomo 21. É uma desordem
genética que resulta em 47 ao invés de 46 cromossomos, sendo 95% causados pela
presença de um cromossomo extra, o de número 21 e os 5% restantes referem-se aos casos
de translocação e mosaicismo. A importância da fisioterapia na estimulação precoce e a
eficiência da utilização de técnicas do método neuro evolutivo são importantes para pro-
mover aptidão motora em crianças portadoras da síndrome de Down.
METODOLOGIA: A pesquisa trata- se de um estudo do tipo relato de caso, que foi
realizada em setembro de 2012 á março de 2013, sendo interrompida em dezembro por
20 dias na residência dos pais do paciente na cidade de Valença – BA, após o termo de
consentimento livre e esclarecido, (anexo A) assinado pelos genitores do menor. Foi feita
a adaptação na sala na casa do paciente, utilizando o espelho na parede com dimensão
100 x 80, com o tatame no chão, para a utilização das sessões utilizou- se o rolo, a bola
suíça e os brinquedos sonoros e táteis, com o intuito de mostrar os efeitos da estimulação
precoce no paciente com síndrome de Down. RESULTADOS: Durante todo o processo
da estimulação, foi possível observar uma evolução significativa no desenvolvimento do
paciente. Na primeira avaliação do paciente foi observado de início o tônus muscular e
constatou-se a presença de hipotonia sendo identificada uma diminuição da resistência ao
movimento passivo. Após seis meses, realizando a estimulação precoce, pode – se notar
que houve uma regressão no quadro de hipotonia. DISCUSSÃO: Os resultados deste
estudo revelam que a estimulação precoce é fundamental para o desenvolvimento do
paciente com Síndrome de Down. A estimulação precoce no paciente com Síndrome de
Down se destaca como uma excelente técnica terapêutica que tem como finalidade
aprimorar e intensificar o desenvolvimento motor da criança a partir de seu nascimento,
potencializando o aproveitamento da sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao
meio ambiente. CONCLUSÃO: Conforme foi descrito anteriormente a Síndrome de
Down é uma desordem genética mais frequente que ocorre devido principalmente a
trissomia do cromossomo 21. Portanto a estimulação precoce, uma técnica terapêutica
que tem como finalidade abordar diversos estímulos que podem intervir na maturação da
criança, facilitando posturas que beneficie o desenvolvimento motor e cognitivo da
criança com alguma deficiência. Portanto pode – se comprovar que a fisioterapia através
da estimulação precoce mostrou- se ser uma técnica fisioterapêutica eficaz no
amadurecimento da criança com síndrome de Down.

Palavras - chave: Estimulação Precoce. Síndrome de Down. Desenvolvimento


psicomotor.
1 INTRODUÇÃO

A Síndrome de Down (SD) é uma anomalia cromossômica mais frequente, devido


principalmente a trissomia do cromossomo 21. É uma desordem genética que resulta em
47 ao invés de 46 cromossomos, sendo 95% causados pela presença de um cromossomo
extra, o de número 21 e os 5% restantes referem-se aos casos de translocação e
mosaicismo (RIBEIRO et al, 2007; FILHO et al, 2010). A Síndrome de Down (SD) foi
descrita clinicamente, pela primeira vez, pelo médico inglês John Langdon Down em
1866, mas, apenas em 1959, o francês Jerome Lejeune identificou causas genéticas,
sendo, de todas as síndromes genéticas, a mais comum. (MENEGHETTI et al , 2009). A
Síndrome de Down causa comprometimento intelectual com graus variáveis de
dificuldades físicas e cognitivas. (MATTOS, et al, 2007).
Mancini et al, (2003) relata que a Sindrome de Down é caracterizada como uma
condição genética, que apresenta uma série de características físicas e mentais especificas.
Esta Síndrome é considerada umas das mais freqüentes anomalias numéricas dos
cromossomos autossômicos.
O termo Síndrome de Down foi proposto após diversas outras denominações
terem sido utilizadas, tais como: imbecilidade, mongolóide, idiota mongolóide,
cretinismo, furfuráceo, acromicria congênita, criança mal acabada, criança inacabada,
dentre diversas outras. Muitos desses termos guardam um caráter pejorativo, incluindo
nesse contexto a expressão mongolismo, que foi amplamente difundido até 1961, quando
muitas críticas desfavoráveis ao seu uso foram vinculadas. Em decorrência deste
acontecimento, esta terminologia, foi abolida da Organização Mundial de Saúde (OMS),
desde 1965, sendo implantada a denominação síndrome de Down. (ALVES ;
MARQUES; ALMEIDA, 2009)
As estatísticas em torno do número preciso de quantas pessoas têm a síndrome no
Brasil são nebulosas , e cerca de 8 mil bebês nascem com SD por ano no Brasil. (PAZIN
et al, 2007)
Souza e Junior (2011) afirmar que a Síndrome de Down está entre as mais
frequentes patologias genéticas associadas à deficiência mental, apresenta características
físicas típicas perceptíveis num primeiro contato, além de alterações motoras, cognitivas
e de linguagem.
Segundo Ribeiro et al (2007) e Augusto (2003) o diagnóstico da SD é feito
observando o quadro clinico geral, a aparência da face, as mãos e um retardo no
desenvolvimento psicomotor. Apresenta características essenciais dismorfias (
braquicefalia, inclinação palpebral superior, epicanto, achatamento de base nasal,
protrusão da língua, prega única palmar, dentre outras) e hipotonia muscular, de
intensidade variável, que pode afetar de diversas maneiras o desenvolvimento
neuropsicomotor de seus portadores.
Além disso, indivíduos que apresentam esta síndrome podem apresentar
alterações neuromusculares (diminuição de força e das reações posturais) e osteo-
articulares (frouxidão ligamentar, hipermobilidade articular e deformidades), além de
alterações no sistema nervoso (pequeno peso encefálico, pobre mielinização do sistema
nervoso, enumero reduzidos de neurônios e conexões nervosas) acarretando em atraso do
desenvolvimento motor da criança. (RIBEIRO et al, 2007).
De acordo com Felício et al ,(2008) ainda podem ocorrer instabilidade
atlantoaxial, pé pronado e evertido, arco plantar desabado, baixa estatura, aumento do
peso corporal, comprimento reduzido do fêmur e do úmero, fissuras palpebrais e
distâncias aumentada entre o primeiro e o segundo dedo dos pés.
Existem evidências que o desenvolvimento motor da criança com SD apresenta
um atraso nas aquisições de marcos motores básicos, e isto seria atribuído às alterações
do sistema nervoso decorrentes da síndrome, dificultando a produção e o controle de
ativações musculares apropriadas. É importante salientar que além do atraso nas questões
motoras, a criança com SD apresenta dificuldades de adaptação social, de integração
perceptiva, cognitiva e proprioceptiva (MATTOS e BELLANI,2010).
Pouco se conhece a respeito das causas que levam ao nascimento de crianças com
SD. Um dos fatores mais freqüentes está associado ao avanço da idade materna. Sua
prevalência é de 1 em 700 nascidos vivos, ocorrendo uma leve preponderância no sexo
masculino (DIBAI FILHO et al, 2010).
O primeiro obstáculo que surge ao nascimento ou até antes, quando o diagnóstico
é dado ainda na gestação, e é enfrentado pela família, é a aceitação (PIRES et al,2007).
De acordo com Ribeiro et al, (2007) toda criança com síndrome de Down deve
ser encaminhada, no primeiro ano de vida, à estimulação precoce, realizada por equipe
multiprofissional, apresentando ou não atraso psicomotor até a data do encaminhamento.
O mesmo autor define a estimulação precoce como uma técnica terapêutica que aborda
diversos estímulos que podem intervir na maturação da criança, estimulando e facilitando
as posturas que favoreçam o desenvolvimento motor e cognitivo de crianças com alguma
deficiência.

“A legislação brasileira considera a estimulação precoce como o primeiro


programa de atendimento destinado principalmente à crianças de alto risco ou
possuidoras de deficiências (auditiva, física, intelectual, visual, múltipla,
atrasos no desenvolvimento), na faixa etária de zero a três anos” (SILVA;
AIELLO, 2012).

Programas de reabilitação infantil no Brasil iniciaram nas décadas de 50 e 60, com


a fundação da Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE), mas só em 1975 foi
criado o setor de estimulação precoce, para o início do tratamento de crianças portadoras
de algum atraso ou retardo mental. Hoje a instituição é referência de reabilitação para
pessoas com Síndrome de Down no município do Rio de Janeiro (RIBEIRO et al., 2007).

“A estimulação precoce dentro da fisioterapia é baseada no comportamento


neuromuscular e também nos princípios da plasticidade neural, determinando
períodos do desenvolvimento neonatal como altamente receptivos a
intervenções com exercícios sensórios motores. Dentro da estimulação o
fisioterapeuta conduz uma avaliação inicial e contínua da criança,
desenvolvendo metas e objetivos, utilizando métodos adequados as suas
necessidades” (PERIN, 2010).

Quanto mais imediata for à intervenção, preferencialmente antes dos 3 anos de


idade, maiores as chances de prevenir e/ou minimizara instalação de padrões posturais e
movimentos anormais (HALLAL et al, 2008).

“A importância da fisioterapia na estimulação precoce e a eficiência da


utilização de técnicas do método neuro evolutivo são importantes para
promover aptidão motora em crianças portadoras da Síndrome de Down. A
participação dos pais durante o tratamento fisioterapêutico e acompanhamento
individualizado da criança também são apontados como fatores primordiais
para o sucesso da terapêutica” ( RIBEIRO et al, 2007).

Silva e Aielo (2012) relatam que os primeiros anos de vida são críticos para o
desenvolvimento da criança, o que torna indispensável a implantação de programas de
intervenção precoce tendo como princípios: serviços centrados na família, focalizar
competências e capacidade de recuperação da criança e da família, considerar o sistema
social, ocorrer em nível de interações e relações familiares e ser empiricamente orientado.

“O trabalho de estimulação precoce tem como princípio básico, o


acompanhamento clínico-terapêutico de crianças e bebês de alto risco e com
patologia orgânica, na direção de propiciar, na intervenção junto a estes e sua
família, que os fatores estruturais (maturação, estruturação psíquica e
cognitiva) e instrumentais (linguagem e comunicação, brincar, aprendizagem,
psicomotricidade, início da autonomia e socialização), possam se articular de
forma que a criança consiga o melhor desenvolvimento possível. O ponto
central de referência é a estruturação ou reestruturação da função materna,
abrindo espaço para a constituição da criança como sujeito psíquico capaz de
auto significar-se. ”(PERIN, 2010).

Pazin et al (2007) afirmam que um trabalho de estimulação não é apenas com


características intrínsecas desses indivíduos, mas também aspectos extrínsecos (fatores
ambientais), limitando ou ampliando as possibilidades de desempenho da rotina diária
dessas crianças.
A importância da fisioterapia na estimulação precoce e a eficiência da utilização
de técnicas do método neuro evolutivo são importantes para promover aptidão motora em
crianças portadoras da síndrome de Down. A participação dos pais durante o tratamento
fisioterapêutico e acompanhamento individualizado da criança também são apontados
como fatores primordiais para o sucesso da terapêutica (RIBEIRO et al, 2007).
A estimulação que o bebê recebe nos seus primeiros anos de vida, constitui a base
do seu desenvolvimento futuro. É importante ressaltar que cada criança tem seu próprio
ritmo de desenvolvimento, que deve ser percebido e respeitado e cada criança apresentará
o desenvolvimento neuropsicomotor de forma individual. O que importa é respeitar a
individualidade da criança e determinar a linha de tratamento a partir disso (MATTOS &
BELLANI, 2010).
Pazin et al (2007) afirma que, alguns estudos revelam evidências sobre as
características do desempenho funcional e cognitivo dessas crianças. Estes verificam que
o comprometimento dessas habilidades é influenciado não só pelas propriedades
intrínsecas da criança, mas pelas demandas específicas de tarefas e pelas características
ambientais onde a mesma está inserida, demonstrando, assim, a importância da
estimulação do cuidador no seu desempenho futuro.
Diversas pesquisas vêm demonstrando a necessidade da inserção do paciente com
síndrome de Down em programa de estimulação precoce, composto inicialmente, de
fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. (RIBEIRO, 2007).
Sendo assim o presente artigo tem como objetivo geral descrever os efeitos da
estimulação precoce no paciente com Síndrome de Down.

2 METODOLOGIA

A pesquisa trata- se de um estudo do tipo relato de caso, que foi realizada em


setembro de 2012 á março de 2013, sendo interrompida em dezembro por 20 dias na
residência dos pais do paciente na cidade de Valença – BA, após o termo de
consentimento livre e esclarecido, (anexo A) assinado pelos genitores do menor. Foi feita
a adaptação na sala na casa do paciente, utilizando o espelho na parede com dimensão
100 x 80, com o tatame no chão, para a utilização das sessões utilizou- se o rolo, a bola
suíça e os brinquedos sonoros e táteis, com o intuito de mostrar os efeitos da estimulação
precoce no paciente com síndrome de Down.
O relato de caso foi realizado com um paciente do sexo masculino com faixa
etária de 7 meses á 1 ano no período de 6 meses, duas vezes na semana, com duração de
45 minutos cada sessão, realizada com a fisioterapeuta e observada pela autora.

Sua história gestacional sua genitora relata que o mesmo nasceu em 07.03.12, com
diagnóstico de Síndrome de Down ainda em fase gestacional, através da amniocentese
com estudo de cariótipo, exame que mapeia o DNA. Sua genitora apresentava 42 anos
no momento do parto, com gestação anterior de 9 anos. Após o nascimento, foi detectada
uma atresia de esôfago, (no caso dele, uma ruptura total no canal esofágico) que foi
corrigida aos 4 dias de vida. Por causa disso, houve necessidade de permanência na
Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, por um período de 30 dias, onde foram
iniciadas as intervenções fisioterapêuticas e fonoaudiólogas. No total foram realizadas
60 sessões, com aplicação no início de uma ficha de avaliação (anexo B) logo após
traçados os objetivos e condutas á curto, médio e longo prazo, sendo detectados os desvios
de desenvolvimento motor, segundo a intervenção embasada na fisioterapia baseada em
evidências e na fisioterapia funcional. No final do estudo foi feita uma reavaliação da
ficha de avaliação (anexo C), obtendo os resultados obtidos na pesquisa, foram utilizados
recurso fotográfico (anexo D) mostrando as sessões e a interação do paciente.
Antes das sessões foi realizado um momento de sensibilização com os pais e
familiares, explicando e esclarecendo duvidas da importância da estimulação precoce
para o desenvolvimento global do paciente, proporcionando a motivação e oferecendo
informações objetivas para facilitar o convívio com o mesmo. É bom salientar que os pais
e os demais familiares são os principais agentes para a estimulação do mesmo.

Os objetivos a curto prazo foram a estimulação do rolar, a potencialização da


diminuição da hipotonia. Para que os marcos fossem atingidos foram realizado as
seguintes condutas alongamento global, mobilização articular dos MMSS E MMII,
dissociação da cintura escapular e pélvica com estímulo, transferência de decúbito dorsal
para ventral com a utilização de brinquedos sonoros. Para que houvesse um ganho
significante foram realizados as seguintes condutas potencialização dos objetivos a curto
prazo, fortalecimento abdominal com uso da bola suíça e o rolo, colocando o paciente na
posição de gato com estimulo do brinquedo sonoro em frente ao espelho. No médio prazo
a aquisição do engatiar, da força muscular e a posição de sedestação. No longo prazo
ganhar a postura ortostática e funcional. Para alcançar os objetivos propostos foram
realizados as seguintes condutas potencialização dos objetivos curto e médio prazo,
estimulação com a bola suíça, brinquedos em cima da mesma fazendo com que o mesmo
se apoie e assumisse a posição de ortostática.
Todo o material coletado foi submetido a uma adaptação da análise de conteúdo
em sua modalidade temática, ao final foram expostos os efeitos da estimulação precoce
no paciente, sendo relatados os benefícios da técnica terapêutica.

3 RESULTADOS

As crianças com Síndrome de Down são amorosas depois de conquistada, fazendo


com que a terapia seja uma troca gratificante para o terapeuta a partir do relacionamento
com elas, e para as crianças o alívio que traz a terapia. Antes de qualquer técnica
específica de estimulação, a convivência saudável com a criança deve ser uma das
prioridades da estimulação, pois é a partir dela que ocorre o desenvolvimento.
Durante todo o processo da estimulação, foi possível observar uma evolução
significativa no desenvolvimento do paciente. Na primeira avaliação do paciente foi
observado de início o tônus muscular e constatou-se a presença de hipotonia sendo
identificada uma diminuição da resistência ao movimento passivo. Após seis meses,
realizando a estimulação precoce, pode – se notar que houve uma regressão no quadro de
hipotonia.
Em relação à aquisição do rolar, foi observada a capacidade de realização dos
movimentos de supinação e pronação. De início na posição de supinação o mesmo,
cruzava a linha média, realizava preensão palmar, e movimento de transferência para
decúbito lateral, além de fixar e acompanhar os objetos. Na posição de pronação não
realizava descarga de peso de MMSS E MMII, controle de cervical e transferência para
outras posturas. Ao final do acompanhamento notou – se um aumento do tônus muscular
e da amplitude do movimento, passando a realizar transferência de supino para prono
ativamente sem limitações.
Na pronação passou realizar descarga de peso total de membros superiores e
inferiores liberando um dos membros para exploração de objetos, realizando a
transferência de prono para supino ocorreram ativamente.
Na sedestação ao avaliar a habilidade motora da maturação do reflexo de Landau
observamos que a criança ativava o tronco mais não havia controle. Apos intervenção o
paciente ativava o tronco mais não conseguia sustentar, nesta fase estava ocorrendo o
inicio da maturação do reflexo de Landau, apresentando padrão abdutor com rotação
externa de membros inferiores.
Após a estimulação precoce passou a ter o controle de tronco com descarga de
peso anterior lateral, libera MMSS para explorar objetos, realiza transferência de supino
para sedestação ou vice – versa de forma ativa e de sedestação para ortostase com apoio.
Assume postura de gato mais não engateia, contudo o pivoteio.
Como na primeira avaliação ainda apresentava sete meses não se posicionava em
ortostase, sendo que ao realizar as estimulações e com o aumento da idade do mesmo,
passou a assumir essa postura de forma assistida com descarga de peso total em MMII,
com alargamento de base. Mantém essa postura de forma simétrica, liberando um dos
membros para explorar objetos.
Vale ressaltar que a estimulação precoce visa prevenir e reduzir os atrasos
relacionados à Síndrome de Down, proporcionando um desenvolvimento mais próximo
do normal. É importante destacar que os resultados aqui apresentados, de forma alguma,
concluem a intervenção do paciente, portanto deverá ser continuado.

4 DISCUSSÃO
Os resultados deste estudo revelam que a estimulação precoce é fundamental para
o desenvolvimento do paciente com Síndrome de Down. A estimulação precoce no
paciente com Síndrome de Down se destaca como uma excelente técnica terapêutica que
tem como finalidade aprimorar e intensificar o desenvolvimento motor da criança a partir
de seu nascimento, potencializando o aproveitamento da sua capacidade de aprendizagem
e de adaptação ao meio ambiente.
Uma das principais características da Síndrome de Down, que afeta diretamente o
desenvolvimento psicomotor é a hipotonia generalizada, presente desde o nascimento.
Esta pesquisa conseguiu alcançar os objetivos proposto, de observar os efeitos da
estimulação precoce. É bom salientar a importância de começar o mais cedo possível a
fisioterapia nas crianças que possui essa síndrome.
A maior parte dos programas de estimulação precoce são dirigidos aos pacientes
de 0 a 3 anos. No entanto, é importante salientar que não se pode fixar idade para a
aquisição de habilidade, pois há grande variação no desenvolvimento das crianças com
SD.
Diante disso, o estudo e as informações que foram colhidas, observarmos que os
profissionais da área da saúde possuem um papel essencial no sentido de informar e
prestar esclarecimento as famílias em relação a estimular e o vinculo com a criança.
Sendo assim, quanto melhor forem atendidas as necessidades básicas da criança de amor,
atenção, afeto, carinho, o mais rápido serão as respostas para o seu crescimento, e este
não depende apenas do grau de acometimento, mas também de vários outros fatores,
sendo o mais importante o ambiente familiar.
Na maioria das vezes sem o envolvimento da família no progresso da intervenção,
tende a não obter êxito e os poucos ganhos obtidos tendem a desaparecer quando a
intervenção não é mais continuada. Portanto a participação positiva da família no
processo da estimulação tem contribuído de forma significante para pacientes com atraso
no desenvolvimento psicomotor.
Segundo Mattos e Bellani, os estudos de estimulação que incluíram envolvimento
dos pais indicaram um resultado mais positivo no desenvolvimento da criança com SD,
enquanto estudos de intervenção precoce que não envolvem pais foram menos eficazes.
De tal forma, este artigo comprovou que a família tem um papel essencial para o sucesso
da atuação fisioterapêutica
A atuação do fisioterapeuta como componente da equipe da estimulação precoce
é indispensável no trabalho de crianças com deficiência mental, como no caso da
Síndrome de Down, que tem como objetivo direcionar a facilitação das atividades
motoras adequadas para cada criança, conforme a idade cronológica. Portanto as crianças
que submetidas à estimulação apresentam maior estabilidade no seu desenvolvimento do
que crianças não submetidas a um programa desse tipo. A vida dos portadores da
Síndrome de Down não é tão limitada quanto se acredita.
Santos et al (2010) demonstrou que a aplicação de um programa específico de
desenvolvimento motor, composto por atividades lúdicas, beneficiou significativamente
as crianças com síndrome de Down. De tal maneira, a análise deste estudo verificou um
aumento significativo nas principais áreas motoras do paciente.
No estudo de Silva e Dessen (2003), relatam que apesar da família conhecer pouco
sobre o tema, eles acreditavam na importância e na necessidade de um programa de
estimulação precoce para a promoção do desenvolvimento da sua criança. Segundo este
estudo, os pais e o demais familiares são os principais agentes para estimulação do
mesmo.
Entre outros fatores, uma das características principais da SD, e que afeta
diretamente o desenvolvimento psicomotor, e a hipotonia generalizada, presente desde o
nascimento. Com o passar do tempo, a hipotonia tende a diminuir espontaneamente, mas
ela permanecerá presente por toda a vida, em graus diferentes. O tônus é uma
característica individual, por isso há uma variação entre as crianças com esta síndrome.
A criança que nasceu com Síndrome de Down vai controlar a cabeça, rolar, sentar,
arrastar, engatinhar, andar e correr, exceto se houver algum comprometimento além da
síndrome
De acordo com o estudo de Alves; Marques; Almeida (2009) instrui que as
crianças com síndrome de Down observadas no estudo apresentaram tônus muscular
reduzido, denominado de hipotonia. Tal alteração geralmente afeta todos os músculos do
corpo, e dificulta a realização de movimentos, como sustentar a cabeça em pronação,
manter a cabeça elevada quando no colo, arrastar, sentar, engatinhar, ajoelhar, manter- se
em pé, andar, entre habilidades motoras finas. Porém no estudo de Carneiro (2008) foi
observado que a maioria das características físicas ligadas à síndrome de Down não afeta
a capacidade de crescimento e aprendizagem, porém a hipotonia prejudica o
desenvolvimento de habilidades motoras. O presente estudo comprovou que a hipotonia
não tem cura, entretanto, muitas vezes pode melhorar ao longo do tempo, por meio da
aquisição da estimulação precoce.
O desenvolvimento global da criança com SD depende muito do ambiente em que
ela vive. O ambiente deve ser tranquilo, mas deve fornecer-lhe estímulos variados.
Qualquer coisa pode ser um estímulo conveniente para a criança: brinquedos coloridos,
música, conversam ou o próprio movimento da casa. Porém, não é interessante fornecer
muitos estímulos ao mesmo tempo; por exemplo, muitos brinquedos, rádio e televisão
ligados, outras crianças brincando. O excesso de estímulos pode confundir a criança, que
não conseguirá concentrar-se em um único estímulo em participar e nem perceberá
alterações que ocorreram no ambiente.

5 CONCLUSÃO

Conforme foi descrito anteriormente a Síndrome de Down é uma desordem


genética mais frequente que ocorre devido principalmente a trissomia do cromossomo 21.
Portanto a estimulação precoce é uma técnica terapêutica que tem como finalidade abordar
diversos estímulos que podem intervir na maturação da criança, facilitando posturas que beneficie
o desenvolvimento motor e cognitivo da criança com alguma deficiência.
O profissional fisioterapeuta ajuda no processo de desenvolvimento da criança
com Síndrome de Down em todos os aspectos, abordando como um todo, sendo essencial
para o desenvolvimento. Estimular precocemente uma criança é necessário para a
ampliação do seu desenvolvimento futuro. Ao estabelecer a relação entre o eu e o outro,
fazendo com que reafirme sua identidade, a criança poderá formular esquemas mentais e,
buscar, dessa forma, meios para enfrentar os desafios.
Um bom desenvolvimento motor repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais,
intelectuais e culturais, pois ao ter alguma dificuldade motora faz com que a criança se refugie do
meio o qual não domina, conseqüentemente deixando de realizar ou realizando com pouca
freqüência determinadas atividades.
Portanto pode – se comprovar que a fisioterapia através da estimulação precoce mostrou-
se ser uma técnica fisioterapêutica eficaz no amadurecimento da criança com síndrome de Down.
REFERÊNCIAS

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15. RIBEIRO, C.T. M. et al.Perfil do atendimento fisioterapêutico na Síndrome da


Down em algumas instituições do município do Rio de Janeiro.Rev.
Neurociências, v. 15, n.2, p.114-119, Rio de Janeiro, 2007.

16. SANTOS, A. P. M.D. et al. Avaliação e intervenção no desenvolvimento motor


de uma criança com Síndrome de Down . Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v.16,
n.1, p.19-30, Jan.-Abr., 2010.

17. SILVA, N C.B. ; AIELLO, A.L.R. Ensinando o pai a brincar com seu bebê.
Educar em Revista,n. 43, p. 101-116, jan./mar. 2012.

18. SILVA, N. L.P; DESSEN M. A. Crianças com Síndrome de Down e suas


Interações Familiares. Psicologia: Reflexão e Crítica, v.16, n.3, p.503-514,
2003.

19. SOUZA, A. B de; JUNIOR, G. A. F. A relação entre pai e filho com síndrome
de Down: Uma revisão de literatura. Cadernos de Pós-Graduação em
Distúrbios do Desenvolvimento. n. 1, p.23-27, São Paulo, 2011.
AGRADECIMENTO

Primeiramente agradeço a Deus, a Ele toda honra, adoração e louvor.

A minha mãe,Edna Maria Barbosa de Sousa Andrade pelo ensinamento da vida, pelo
esforço e dedicação para que esse sonho se tornasse realidade.
A meu pai, Edson Andrade pela minha vida e por torcer para que esse sonho se tornasse
real.

Ao meu amor, José Nilton por esta me encorajando em momentos difíceis, pela
compreensão, amor e carinho.

A minha família, por terem torcido por essa conquista.

Aos meus colegas e em especial ao meu grupo de estágio Ana Maria, Eliane, Gleice,
Jamille Juliane e Neila pelo aprendizado, carinho e pelos momentos de descontração.

As minhas amigas, pela amizade e incentivo.

A minha madrinha Francilma pelas palavras de incentivo e pelo apoio.

Aos professores por ter compartilhado comigo suas experiências, em especial a professora
orientadora Emanuelle Lacerda e coorientadora Camilla Ventura que com muita
paciência e atenção dedicou do seu valioso tempo para me orientar em cada passo desse
trabalho.

Aos pacientes, pelas histórias de vida e superação, que me proporcionaram uma das mais
lindas formas de aprendizagem.

A todos que, diretamente e indiretamente, me ajudaram a alcançar essa vitória. Meu muito
obrigada!

ANEXO A

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO


Titulo do estudo:
Efeitos da Estimulação precoce no paciente com síndrome de Down: Relato de Caso.

Investigador principal:
Evelin Camile de Sousa Andrade
Informações sobre a sua participação:
A síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21 é uma alteração genética
causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da
síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Para o diagnóstico
destaca do quadro clínico geral o aspecto da face , as mãos e um retardo variável no
desenvolvimento psicomotor. E tem como características essenciais dismorfias
(braquicefalia, inclinação palpebral superior, epicanto, achatamento de base nasal,
protrusão da língua, prega única plamar, dentre outras), e hipotonia muscular, de in-
tensidade variável, que pode afetar de diversas maneiras o desenvolvimento
neuropsicomotor de seus portadores.
O tratamento proposto por esse estudo é a estimulação precoce que é baseada no
comportamento neuromuscular e também nos princípios da plasticidade neural,
determinando períodos do desenvolvimento neonatal como altamente receptivos a
intervenções com exercícios sensórios motores. Dentro da estimulação o fisioterapeuta
conduz uma avaliação inicial e contínua da criança, desenvolvendo metas e objetivos,
utilizando métodos adequados as suas necessidades.
Para uma avaliação fidedigna do paciente com síndrome de down será aplicada
uma ficha de avaliação e logo após traçados os objetivos e condutas á curto, médio e
longo prazo. Todo o material coletado será submetido a uma adaptação da análise de
conteúdo em sua modalidade temática, ao final foram expostos os efeitos da estimulação
precoce no paciente, sendo relatados os benefícios da técnica terapêutica.
Objetivo do estudo:
Consiste em descrever os efeitos da estimulação precoce no paciente com Síndrome de
Down.
Benefícios:
A inserção nesse projeto proporcionara ao paciente evolução no seu quadro
clínico/funcional, uma vez que será realizada uma avaliação fidedigna, o que dará
alicerce para um tratamento seguro e eficaz. Cumpre ressaltar que o presente estudo
contribuirá para validação de um tratamento fisioterápico.

Compromissos com a confiabilidade da identidade do voluntário:

Quantos os dados confidenciais envolvidos na pesquisa é garantido o sigilo que assegure


a sua privacidade, sendo do conhecimento apenas dos participantes desse projeto.
Novos achados significativos:
Quaisquer informações importantes que surgir durante a sua participação no estudo e que
possa contribuir para um melhor desempenho da Síndrome de Down e em especial
referente a função motora, devera ser levada imediatamente ao nosso conhecimento.
Pessoas e locais a serem constatadas para obtenção de respostas, e
formulação de perguntas e maiores informações.

Por favor, entre em contato com uma das pessoas abaixo caso você necessite de maiores
informações.

Evelin Camile de Sousa Andrade – Graduando em Bacharel em fisioterapia na Faculdade


Zacarias de Goés – FAZAG ( 75) 3641 – 7096 / (75) 8852-6511
Emanuelle Lacerda - Fisioterapeuta e orientadora desse estudo – (75) 8874- 2477
Camilla Ventura - Fisioterapeuta coorientadora desse estudo - (75) 9151-7103

Atesto o recebimento da copia desse acordo, que é constituído pelos termos de explicação
e de consentimento.

Nome do paciente: ____________________________


Assinatura da mãe/ responsável:
________________________________________
Nome do pai/ responsável:
____________________________________________ data:
____________
Nome da testemunha
_________________________________________
Assinatura da testemunha: _______________________________________

ANEXO B

Avaliação Psicomotora

1. Dados de identificação:

Nome: A.C.O

Idade: 7 meses
Genitora: F.C. S

Queixa principal: Não senta ativamente

Diagnóstico Clínico: Síndrome de Down

Diagnóstico Funcional: Atraso do desenvolvimento psico motor

2. História Gestacional:

Sua genitora relata que o mesmo nasceu em 07.03.12, com diagnóstico de


Síndrome de Down ainda em fase gestacional, através da amniocentese com estudo de
cariótipo, exame que mapeia o DNA. Sua genitora apresentava 42 anos no momento do
parto, com gestação anterior de 9 anos. Após o nascimento, foi detectada uma atresia de
esôfago, (no caso dele, uma ruptura total no canal esofágico) que foi corrigida aos 4 dias
de vida. Por causa disso, houve necessidade de permanência na Unidade de Tratamento
Intensivo Neonatal, por um período de 30 dias, onde foram iniciadas as intervenções
fisioterapêuticas e fonoaudiólogas.

3. Medicamentos: se usa qual?

Domperix para refluxo.

4. Exame físico-funcional:

Tônus:

( ) Normal ( ) Hipertonia ( x ) Hipotonia

Reflexos presentes:

( ) RTCA ( x ) Moro ( X ) Landau - Obs: Em maturação (X )


Preensão palmar

Posturas:

A) Supino:

Cruza a linha média, realiza preensão palmar, transfere para decúbito lateral.
Fixa e acompanha objetos.

B) Prono:
Não realiza descarga de peso MMSS e MMII e controle de cervical. Não realiza
transferências.

C) Sedestação:

Ativa tronco contudo não sustenta ( inicio da maturação do reflexo de Landau)


Não possui descarga de peso em MMSS. Padrão abdutor com rotação externa.

D) Ortostase:

Não se aplica

5.Elementos psicomotores:

Sensorial: Deficit sensorial, leve alteração em esquema corporal.

Observações:

Vinculo grande com sua genitora e genitor, presença de choro quando não quer
responder aos estímulos. Boa interação com a sua irmã, o menor é acompanhado
por sessões de fonoaudiólogo.

_______________________________________

Avaliadores

ANEXO C

Avaliação Psicomotora

5. Dados de identificação:
Nome: A.C.O

Idade: 1 ano
Genitora: F.C. S

Queixa principal: Não muda de posição deitar para sentar ativamente

Diagnóstico Clínico: Síndrome de Down

Diagnóstico Funcional: Atraso do desenvolvimento psico motor

6. História Gestacional:

Sua genitora relata que o mesmo nasceu em 07.03.12, com diagnóstico de


Síndrome de Down ainda em fase gestacional, através da amniocentese com estudo de
cariótipo, exame que mapeia o DNA. Sua genitora apresentava 42 anos no momento do
parto, com gestação anterior de 9 anos. Após o nascimento, foi detectada uma atresia de
esôfago, (no caso dele, uma ruptura total no canal esofágico) que foi corrigida aos 4 dias
de vida. Por causa disso, houve necessidade de permanência na Unidade de Tratamento
Intensivo Neonatal, por um período de 30 dias, onde foram iniciadas as intervenções
fisioterapêuticas e fonoaudiólogas.

7. Medicamentos: se usa qual?

Domperix para refluxo.

8. Exame físico-funcional:

Tônus:

( ) Normal ( ) Hipertonia ( x ) Hipotonia

Obs: Mantém mais já houve evolução

Reflexos presentes:

( ) RTCA ( x ) Moro ( X ) Landau ( X ) Preensão palmar

Posturas:

B) Supino:
Fixa e acompanha objetos, tônus muscular aumentou, amplitude de movimento
aumento, grau de força 3, transfere de supino para prono ativamente sem
limitação.

B) Prono:

Descarga de peso total MMSS e MMII com liberação de um dos membros para
explorar objetos. Transfere de prono para supino ativamente.

C) Sedestação:

Controla tronco com descarga de peso anterior lateral, reação de indiretamente


presente, libera MMSS para explorar objetos. Transfere de supino para sedestação
de forma ativa ou vice – versa. Transfere de sedestação para ortostase com apoio.
Assume a postura de gato mais não engateia com tudo, realiza o pivoteio.

D) Ortostase:

Assume essa postura de forma assistida com descarga de peso total em MMII com
alargamento de base. Mantém essa postura de forma simétrica. Libera um dos membros
superiores para explorar objetos.

5.Elementos psicomotores:

Ganho de esquema corporal, responde todos aos estímulos sensórios com


interação do meio. Realiza transferência para sedestação, realiza deambulação, relaxa a
marcha com apoio.

Observações:

Interação social com o meio com tato e visual. Não há presença de choro.
Continua com atendimento fisioterapêutico e fonoaudiólogo.

_______________________________________

Avaliadores