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UMA QUESTÃO SOLENE !

Podem os Protestantes Conscientemente Construir as Igrejas do Papa?

POR

REV. CHARLES HODGE, D. D.


Princeton, N. J.

REV. CHARLES CHINICUY


St. Anne, Kankakee, ILL.

_______________

HALIFAX
NOVA SCOTIA PRINTING COMPANY
CORNER SACKVILLE AND GRANVILLE STREETS
1873
Tradução
Marcos Simas Iozzi Dias

2013

Obra de Domínio Público Universal


Podem os Protestantes Conscientemente
Construir as Igrejas do Papa?

________________

CARTA DO REV. DR. HODGE.

Meu Caro Senhor,

A pergunta proposta em sua carta é uma para a qual homens sábios e bons têm dado diferentes respostas.
Alguns dizem que, uma vez que a Igreja Romana ensina graves erros; que a influência desta Igreja está em
toda parte e que, dada a sua natureza hostil às liberdades civil e religiosa, seria, por conseguinte, errado
conceder-lhe qualquer apoio voluntário ou encorajamento direto.
Outros afirmam que, pelo fato de a Igreja Católica Romana ensinar verdade suficiente para salvar as almas
dos homens (do que eu não tenho dúvida); por proclamar a autoridade Divina das Escrituras, a obrigação do
Decálogo e a retribuição na eternidade, e, por conclamar os homens a adorarem a Deus o Pai, Filho e
Espírito, é indizivelmente melhor ter a ela do que não ter igreja alguma. Portanto, quando a escolha for entre
ela e nenhuma, seria sábio e correto encorajar o estabelecimento de igrejas sob o controle dos sacerdotes
Católicos.
Por mim mesmo eu fico com esta última visão. É insustentável o princípio de que não se deve encorajar
qualquer igreja que ensine erros. Se agíssemos assim, não poderíamos ajudar nenhuma igreja que não fosse a
nossa própria; e este princípio implica no absurdo de que um pequeno erro é mais poderoso para o mal do
que uma maior quantidade de verdade para o bem.
É claro que os homens públicos deveriam agir de acordo com os princípios Cristãos, e se for errado para
um Cristão em particular ajudar uma Igreja Católica, deve ser errado para uma corporação fazer o mesmo.
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Enquanto, portanto, eu repudie as influências da Igreja Romana e reconheça as suas corrupções na doutrina
e adoração, eu, não obstante, acredito que é de longe muito melhor que os homens sejam Católicos Romanos
do que infiéis ou ateus. Os Romanistas ensinam o povo a adorar a Cristo, a considerá-Lo e reconhecê-Lo
como o Salvator Hominum.

Sinceramente, seu amigo,

CARLES HODGE.

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RÉPLICA DO REV. C. CHINIQUY.

Caro Senhor,

Desde que aceitei, pela grande misericórdia de Deus, a verdade como ela está em Jesus e renunciei aos
erros de Roma, tenho de vez em quando ouvido muitas coisas estranhas a respeito da doutrina daquela Igreja.
Nada, porém, me pareceu tão estranho e triste quanto a carta que o Dr. Hodge, de Princeton, escreveu para
aprovar os protestantes que constroem as igrejas de Roma. Acabei de ler a carta na sua publicação de 2 de
Agosto, e embora pareça um ato de insensatez de minha parte protestar publicamente contra as visões de tão
erudito teólogo, a minha consciência me diz que é um imperioso dever levantar minha débil voz contra os
erros tão manifestos e perigosos contidos naquele documento.
Se Dr. Hodge não tivesse tantas distinções de respeito e gratidão da comunidade Protestante; se ele não
fosse verdadeiramente uma das luzes mais brilhantes do nosso firmamento, e se os seus longos e
incomparáveis serviços na defesa da verdade não tivessem lhe proporcionado um voto justo da confiança de
todos, o seu erro não teria sido tão fatal e deplorável, e eu permaneceria em silêncio. A minha humilde
posição, minha própria insignificância, seriam as desculpas aos meus próprios olhos para permanecer tão
mudo quanto um cão na presença do perigo. Ainda hoje sou tentado a dizer para a minha consciência
alarmada: “contenha sua língua; fique imóvel e quieto, – você está na presença de um Gigante que, com um
golpe do seu dedo mínimo, pode pulverizá-lo. Deixe esses erros seguirem o seu caminho e espalharem-se, –
você não pode remediar. Essas pedras repulsivas, vindo de tão alta montanha, rolam com um poder
irresistível; certamente você será esmagado se for tolo o suficiente para colocar-se em seu caminho e tentar
detê-las”.
Mas eu vejo claro demais os erros do Dr. Hodge. Sei muito bem as feridas que eles irão produzir para a
causa de Cristo, para permitir-me ser guiado por qualquer medo egoísta. Embora seja o mais simples e o
mais débil soldado de Jesus, tenho ouvido-O dizer para todos aqueles alistados sob as suas bandeiras: “Não
temais”. Muitas vezes a sentinela mais humilde, do posto avançado mais ignorado, salvou o exército ao tocar
o alarme no tempo oportuno.
Dr. Hodge deu três razões principais para aprovar os Protestantes que constroem as Igrejas de Roma: 1ª. A
Igreja de Roma ensina verdades suficientes para salvar as almas dos homens; 2ª. Ela proclama a autoridade
Divina das Escrituras – as obrigações do Decálogo, etc.; e 3ª. Os Romanistas ensinam o povo a adorar a
Cristo e reconhecê-Lo como o Salvador do mundo.
Se essas afirmações fossem corretas, então Lutero e Calvino, Knox e etc., seriam os mais culpados dos
homens dos tempos recentes, e os milhões de mártires, os quais Roma abateu, não seriam mais do que
rebeldes punidos de forma justa. Se os ensinos da Igreja de Roma podem salvar almas, por que deveríamos
continuar a protestar contra uma grande Igreja salvadora de almas? E porque não vamos aos pés do Papa
para fazer as pazes com ele?
Dr. Hodge é um poderoso teólogo, eu sei disso, e ele provavelmente possui brilhantes teorias armazenadas
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para apoiar sua posição. Mas, por mais argumentos que ele possa trazer para provar que Roma é uma igreja
salvadora de almas, e que ela é uma verdadeira adoradora de Cristo, mais ele provará que Lutero e Calvino,
juntamente com suas centenas de milhões de seguidores Protestantes, incluindo o Dr. Hodge, foram e são, na
atualidade, os maiores tolos e os mais ímpios dos homens, por terem feito tanto alarido e causado tanto
derramamento de sangue para se livrarem das cadeias de Roma; mais ele comprovará o veredito do Rev. Sr.
Ecker: “O Protestantismo é um fracasso’’. E se o erudito teólogo de Princeton pode persuadir os Protestantes
de que eles fazem bem em construir igrejas para os Romanistas, mais cedo ele fará com que se cumpra outra
profecia de Ecker: “Antes de 25 anos os Estados Unidos será Católico Romano!’’
Se o Dr. Hodge tivesse sido, como eu fui, um Sacerdote de Roma por um quarto de século, ele não teria
sobressaltado seus amigos e admiradores com a surpresa e tristeza que caímos diante das suas estranhas
visões sobre o tema.
Não pretendo dizer que estou perfeitamente seguro sobre o que o erudito Teólogo quer dizer com “Verdade
suficiente para salvar a alma”, e gostaria de conhecer mais positivamente a sua mente sobre este assunto.
Mas, antes que me conceda tal favor, devo dar testemunho da verdade e dizer: “Depois de 25 anos de
experiência e estudo como Sacerdote de Roma, eu não conheço uma única verdade que esta Igreja Apóstata
tenha mantida intacta e não misturada com os mais diabólicos e destruidores erros”. Vamos tomar, por
exemplo, a natureza, eternidade, santidade e independência de Deus, como revelados em Cristo e por Cristo.
Qual é a visão da Igreja Católica Romana a respeito de Deus, como revelada através da doutrina da
Transubstanciação? Um Deus transformado em um pedaço de pão, por um homem! Exatamente como Aarão
tomou o ouro dos Israelitas, fundiu-o, transformou-o em um bezerro de ouro, e disse ao povo: “Este é teu
Deus, Ó Israel, que te tirou da terra do Egito”.
Assim o Sacerdote de Roma diz para a sua moça serviçal: “Quero carregar o bom Deus (La Bon Dieu),
amanhã, para um homem doente, mas não tem mais no tabernáculo. Faça-me cinco hóstias ou pãezinhos,
para que eu possa consagrá-los”. Então a moça doméstica mistura farinha com um pouco de água, cozinha a
massa entre dois ferros avermelhados, nos quais há uma cruz gravada com um nome abreviado de Cristo;
então ela pega a sua tesoura e corta aqueles wafers que possuem originalmente cerca de 5 polegadas de
largura; corta-os em pequenos pedaços de wafers com uma polegada de diâmetro e respeitosamente os
entrega ao sacerdote. Na manhã seguinte em que este mesmo sacerdote leva aqueles pequenos wafers
redondos para o altar, pronuncia cinco palavras mágicas, mostra ao povo os wafers, que agora são
transformadas no próprio Deus, ele diz: “Este é o vosso Deus – este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado
do mundo – adorem-no”. E todo o povo, junto com o próprio Sacerdote, dobram seus joelhos e com o rosto
no pó “reverenciam e adoram o recém-nascido, ou recém-feito, Deus!”
Pergunto: Onde está a diferença entre essa abominação moderna e a idolatria dos Israelitas? A única
diferença é que a idolatria Judaica foi uma de curta duração; eles não persistiram nela; eles desistiram dela
no dia seguinte e derramaram lágrimas de arrependimento. Mas a iniquidade, a terrível idolatria de Roma, é
um fato permanente. Seu Deus-wafer – seu Deus feito por um Sacerdote com a ajuda da sua serviçal é a
base, a vida, o grandioso, constante e público objeto da sua adoração!
Bem sei que os Romanistas e os Jesuítas possuem vários argumentos curiosos, ainda que mui ridículos,
para acorrentar os pobres escravos do Papa e provar para eles que a adoração do Deus-wafer não é idolatria.
Mas eu espero que o Dr. Hodge não vá prostituir sua elevada inteligência tentando ajudar os sofistas de
Roma nos esforços que fazem para provar ao mundo que um homem pode tomar um wafer, transformá-lo em
Deus e adorar este Deus que ele mesmo fez, sem ser um idólatra. Contudo, se o Dr. Hodge confessa que a
adoração do Deus-wafer é um ato idólatra, como pode ele dizer que Roma ensina verdade suficiente para
salvar a alma?
Através do seu sacrílego e idolátrico sacrifício da Missa, a Igreja de Roma não apenas arrastou o mundo
moderno de volta à idolatria do antigo paganismo, como também restabeleceu os brutalizantes e degradantes
dogmas dos Sacerdotes de Júpiter e Vênus. Durante os 25 anos em que fui sacerdote de Roma, quase toda
manhã eu tive que transformar em Deus um wafer feito pela minha serviçal. Eu estava seguro, pela minha
Igreja, que aquilo era o meu verdadeiro Salvador, meu verdadeiro Deus! Depois eu o comia, do mesmo
modo que como a comida que está em minha mesa! E existem mais de 100.000 Sacerdotes de Roma que
atualmente acreditam e pregam as mesmas coisas monstruosas.
Não, você provavelmente não encontra um único sacerdote, nas ruas ou nas carruagens, que não carregue
uma dúzia desses Deuses-wafers em suas túnicas ou nos bolsos de suas calças! E nos é dito solenemente que
essa igreja ensina verdades salvadoras sobre Deus! Bem, se o reverenciado Teólogo de Princeton realmente
acredita que os Sacerdotes de Roma possuem o poder para transformar a água em seu próprio Salvador e
Deus, por que ele não vai adorá-lo aos pés dos seus altares? Mas se, como estou certo, aquele grande homem
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cristão preferiria ser lançado numa fornalha ardente do que adorar o Deus-wafer de Roma, como poderia nos
dizer que não existe pecado em ajudar a construir templos para uma adoração tão sacrílega e idólatra?
Aquela carta nos diz gravemente que os Romanistas “ensinam sobre Cristo e o consideram como o
Salvador do mundo!” Estranhas são as ilusões que homens bons e estudados são algumas vezes levados a
cair! Ao escrever aquelas linhas, sem dúvida o celebrado Teólogo consultou mais as amáveis disposições de
seu coração cristão do que o seu vasto conhecimento.
Quando os Protestantes encontram seus vizinhos Católicos Romanos, escutam as suas interessantes
preleções ou leem alguns dos seus livros elaborados; quando contemplam seus lábios sorridentes e suas
maneiras refinadas, eles gostam de concluir que tais homens amáveis e letrados são verdadeiros adoradores
de Cristo. Faz bem a eles viverem nessa ilusão; eles nem ao menos aceitam ouvir qualquer coisa contrária
àquilo que consideram ser o único modo caridoso e Cristão de pensar sobre seus vizinhos. Desse modo
Roma possui muitos meios de iludir até mesmo os mais inteligentes e letrados – ela é muito hábil na arte de
cativar e capturar as almas! Não está escrito a respeito dessa igreja deslumbrante que ela “virá segundo o
poder de Satã, com todos os sinais, poder e maravilhas, com todo engano e injustiça”? Mas os sentimentos
amáveis e Cristãos (embora equivocados) do Dr. Hodge e de alguns outros Protestantes em relação aos
Católicos Romanos não farão mudar essa terrível verdade. A Igreja Apóstata de Roma desde há muito
abandonou e esqueceu o verdadeiro Cristo Divino do Evangelho e forjou um outro Cristo adaptado ao seu
orgulho, sua luxúria e sua insaciável sede de poder e glória humanos.
O Cristo do Evangelho é a única pedra angular da sua Igreja. Mas a Igreja de Roma concedeu este
privilégio para Pedro. O Cristo do Evangelho é a única Cabeça da sua Igreja, mas o Cristo de Roma disse:
“A Cabeça da Igreja é o Papa”. O Cristo do Evangelho prometeu seu Espírito Santo para todos os seus
Discípulos, até mesmo para o mais humilde deles, para guiá-los em todos os seus caminhos e para ensinar-
lhes o sentido de suas Santas palavras. Mas o Cristo de Roma prometeu seu Santo Espírito apenas para o
Papa, que sozinho possui a inteligência para interpretar as Escrituras e o conhecimento da verdade. O Cristo
de Roma diz ao pecador: “Vá para Maria e serás salvo”. O Cristo do Evangelho é o amor encarnado em
direção aos pecadores. Ele os ama – Ele gosta de ser chamado de amigo – Ele intercede constantemente por
eles com um amor e misericórdia que nenhuma linguagem humana poderia exprimir. Mas o Cristo de Roma
está constantemente zangado com os pecadores – ele não ouve suas orações; ele taparia os ouvidos para as
suas humildes súplicas se a sua Mãe não estivesse constantemente lembrando-o do preço que pagou e do
sangue que derramou por eles. O Cristo do Evangelho é Deus e homem; como Deus Ele é eterno, como Seu
Pai, e não poderia ter uma mãe. Mas o Cristo de Roma é um Deus bastante recente; ele nasceu há cerca de
1872 anos; sua mãe é Maria, que em toda parte é invocada e chamada de Mãe de Deus pelos Romanistas.
Como o Dr. Hodge é um excelente lógico, ele facilmente concluirá que se Maria é a Mãe de Deus, Santa
Ana, que é a mãe de Maria, e Joaquim, que é seu pai, têm que ser verdadeiramente a Avó e o Avô do Deus
de Roma, e Adão seu Tatatataravô! Um fato muito maravilhoso que, quando bem compreendido, irá fazer
mais cristãos Protestantes construírem templos para um Deus que possui tão gloriosos Avós e Avôs!
É verdade, como diz Dr. Hodge, que a Igreja de Roma chama o seu Cristo de “O Salvador do mundo”. Mas
isso da mesma forma que os seus executores o chamaram de “Rei de Israel”. É um escárnio, pois, no
momento seguinte em que Ele é chamado “Cristo o Salvador do mundo”, ela vai para Maria e também a
chama de “A Salvadora do mundo”.
Roma diz de forma bem eloquente em muitos de seus livros que Jesus é a esperança, o refúgio e a
salvação dos pecadores. Mas isso é apenas para lançar poeira nos olhos de homens bons e de boa fé, como
Dr. Hodge. Vire a página e você verá que com eloquência ainda maior ela chama Maria de “a única
esperança, refúgio e salvação dos pecadores – a porta para o Céu”!
Se alguns Papas dizem para você que é através de Jesus que cada graça vem aos homens e que Ele é o
fundamento mais seguro da nossa esperança, essa gloriosa verdade, na Igreja de Roma, é apenas um artifício
para iludir – pois muitos Papas infalíveis irão assegurar a você, em suas infalíveis encíclicas, que o mais
seguro fundamento da sua esperança é Maria. Não vou insultar o Dr. Hodge citando os nomes dos Papas e
os documentos que proclamam de forma clara e límpida essas doutrinas blasfemas, pois ele os conhece muito
bem.
Pelo fato de Aarão ter chamado o seu bezerro de ouro de “O grande Deus que tirou Israel do Egito”, estaria
o Doutor Hodge pronto para dizer que Aarão estava realmente adorando o Deus do Céu quando sacrificou ao
Deus-bezerro? Como pode, então, este homem erudito nos dizer que os Romanistas adoram o verdadeiro
Jesus Cristo do Evangelho, quando eles adoram o seu Deus-wafer? É fato que eles chamam este wafer-Deus
de Jesus o Salvador do mundo; mas chamar esse wafer de Salvador do mundo, o Deus-homem, mudaria a
natureza do wafer e faria dele realmente o Filho de Deus e o Salvador do mundo? Se assim fosse, teríamos
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de ir e adorar este novo Deus feito pelo Sacerdote de Roma em seus tabernáculos. Quem praticaria
semelhante ato de idolatria?
Permitam-nos então confessar que esse wafer não pode ser Cristo e Deus. Contudo, esse wafer é o único
Cristo que os Romanistas têm – é aos seus pés que eles rezam dia e noite, através de suas “Sociedades de
Adoração Perpétua”; através deste wafer-Salvador e Deus é que eles oferecem suas rezas para o Pai! Eles
proclamam todos os dias, de um lado ao outro do mundo, que o Jesus que eles entendem estar no céu não é
outro além daquele que o Sacerdote fabricou com um pouco de farinha, e que o Cristo que está em seu
tabernáculo é o mesmo que está no Céu.
Mas, novamente, estaria o homem erudito, que é a glória Cristã mais brilhante do nosso continente, pronto
para confessar que este wafer-Deus de Roma é realmente o Filho de Deus, o Salvador do mundo, o Jesus real
sob cujo nome todo joelho há de se dobrar?
Então, novamente, como pode ele nos dizer que Roma indubitável e corretamente reconhece o Cristo do
Evangelho e o adora, quando, na verdade, ela adora nada mais do que um pequeno ídolo de farinha? Cada
página da história da Igreja de Roma nestes últimos milhares de anos prova que o Cristo a quem Roma adora
não é o Cristo do Evangelho, e que o Evangelho que ela prega não é o Evangelho que Cristo nos deu.
O verdadeiro Cristo era manso, humilde e piedoso. Ele repreendeu seus apóstolos quando eles quiseram
punir aqueles que o rejeitavam; Ele proclamou a liberdade de consciência entre os homens. Mas o Cristo de
Roma é um monstro sanguinário que através do seu vigário infalível, o Papa, aprovou o massacre de São
Bartolomeu e cobriu a Europa com rios de sangue e lágrimas.
Não! O Cristo de Roma com o seu ódio pela liberdade, sua constante oposição a cada progresso humano,
seu Papa infalível, sua Santa Inquisição, seu ódio pela Bíblia, não pode ser o verdadeiro Cristo que é adorado
no Seminário de Princeton. É um deus falso, contrabandeado do antigo Panteão de Roma pelo Papa e
apresentado ao mundo sob o nome de Cristo!
Não! O Cristo que eu fabriquei durante vinte e cinco anos com a ajuda da minha serviçal e com um wafer –
o Cristo que através do seu vigário, o Papa, fez-me acreditar nas mais monstruosas mentiras; que me
persuadiu que o seu corpo, seu sangue, sua Divindade, poderiam ser verdadeira e substancialmente comidos
por mim – não pode ser o Filho do Deus da verdade. Ele é o pai das mentiras e desilusões; e os discípulos do
verdadeiro Cristo que levantam templos para aquele Cristo espúrio dos Papas podem ser os melhores, mais
honestos e sinceros Cristãos, mas estão enganados. Estão dando uma mão de ajuda para o maior inimigo do
Evangelho; eles edificam a igreja incendiária de Bíblias! Eles fortalecem aqueles que após terem destruído a
Bíblia não irão descansar até que eliminem cada vestígio de liberdade e do verdadeiro Cristianismo sobre a
terra, ainda que tenham de caminhar com o sangue dos discípulos do Evangelho até seus joelhos. Os
Protestantes que constroem as igrejas de Roma dão auxílio e força ao inimigo.
O Rev. Dr. Hodge diz sobre a Igreja de Roma: “Ela proclama a autoridade divina das Escrituras”, e toma
isso como fundamento para aprovar aqueles que constroem as igrejas do Papa. O que o bom Doutor iria
pensar e declarar se eu fosse até ele com um cálice de ouro, metade enchido com a mais pura água, mas,
depois de ter completado a outra metade com arsênico, lhe dissesse: “Por favor, senhor, beba, esta é uma
água boa e refrescante”? Não iria repelir-me com horror e acertadamente me chamar de assassino?
Agora, o que a Igreja de Roma faz com o Evangelho? Ela não o oferece ao povo somente depois de tê-lo
misturado com a sua tradição venenosa? Não tem a Igreja de Roma dito do modo mais absoluto e positivo
que o Evangelho escrito (ao qual chamamos de Escrituras) é apenas uma parte, um fragmento inconcluso do
Evangelho? Pode o Dr. Hodge ignorar que o Concílio de Trento colocou a tradição (a qual eles chamam de
palavra não-escrita de Deus) no mesmo nível do Evangelho escrito? Pode ignorar que um é tão autoridade
divina quanto o outro; que um tem que ser recebido com o mesmo respeito que o outro; que rejeitar a um é
rejeitar o outro e que ao Católico Romano não é permitido beber das águas da vida, exceto quando
misturadas com as venenosas preparações mortais do Papado?
O erudito Teólogo diz que Roma proclama a autoridade divina das Escrituras, mas ele esquece que isso
ocorre apenas sob a condição de recebermos a santa Escritura à luz das tradições Romanistas. Roma
proclama a autoridade divina das Escrituras, mas apenas sob a condição de aceitarmos igualmente a origem e
autoridade Divinas das tradições sobre o purgatório, transubstanciação, indulgências, confissão auricular,
imaculada conceição, infalibilidade do Papa, etc., etc. Ele realmente aceita os significados que aquela Igreja
acrescenta à Palavra de Deus – as Santas Escrituras? Acredita ele que ao rejeitar a autoridade de uma está
rejeitando a autoridade da outra? Se assim for, ele é um bom Católico Romano; ele está perfeitamente
correto quando se posiciona ao lado dos Sacerdotes de Roma e aprova os Protestantes que gastam seu
dinheiro construindo Igrejas do Papa. Mas, se ele rejeita com horror, para longe de seus lábios, o cálice de
ouro que Roma oferece aos seus escravos cegos, então ele está errado. O erro do Dr. Hodge é muito comum
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entre os Protestantes honestos e de boa fé dos Estados Unidos. Eles mui facilmente esquecem que a Igreja de
Roma com frequência diz uma coisa e dá o significado completamente diferente. Quando ela fala das Santas
Escrituras com um aparente respeito e proclama a sua divindade, muitos pensam que ela se refere apenas à
bendita palavra de Deus que está contida na Santa Bíblia, como acontece no Princeton College. Mas não é
esse o caso.
Quando Roma fala da palavra de Deus, as Santas Escrituras, ela que dizer as “Escrituras transmitidas
através da tradição escrita e não-escrita”. Ela quer dizer os Apócrifos, purgatório, celibato, absolvição, missa,
água benta, obras de supererrogação, adoração de Maria, infalibilidade, etc., etc.
Roma pretende obter o maior respeito por aquelas duas coisas quando perfeitamente unidas em um só
corpo de doutrina, mas ela não esconde o seu ódio implacável pela verdadeira Escritura, a Bíblia, como a
que o Dr. Hodge possui em suas mãos. O homem erudito parece ignorar que as Escrituras, a Bíblia, separada
das tradições e comentários Romanistas, é declarada de forma absoluta por Roma como um livro perigoso e
autodestrutivo, e que o Concílio de Trento proibiu o povo de lê-la em sua língua materna. Ele também parece
ter esquecido que a Sociedade Bíblica, cujo objetivo é fornecer as Santas Escrituras não misturadas com
tradições, observações e comentários, tem sido constantemente declarada pela Infalível Igreja de Roma como
um instrumento do Diabo para destruir as almas dos homens. Sem dúvida alguma o livro do “Índex de
Roma” está na Biblioteca de Princeton. Então, deixe-o consultar a longa lista de livros proibidos por sua
impiedade e imoralidade, e ele descobrirá que a Bíblia está encabeçando a lista! Deixe-o consultar as páginas
da história da França, Itália, Espanha, Irlanda, Inglaterra, Canadá e até mesmo a história dos Estados Unidos,
e verá que Roma, tão logo encontra sua oportunidade, ao invés de proclamar a autoridade divina das
verdadeiras e não misturadas Escrituras, as queimou e destruiu como queimamos e destruímos uma víbora.
Assim, deixe-o abrir os depósitos de sua memória e do vasto conhecimento, e ele se lembrará de que Roma
não apenas destruiu a verdadeira e pura Santa Escritura todas as vezes que pôde fazer isso de forma segura,
mas também invariavelmente condenou à morte aqueles que foram achados culpados por lerem a Bíblia.
A memória do Dr. Hodge não pode ser tão ruim para fazê-lo esquecer do Madiai de Florença e dos 12
jovens nobres na Espanha que apenas há pouco tempo foram condenados à morte pela Santa Inquisição, por
causa dos imperdoáveis crimes de possuir e de ler a Bíblia.
O grande Teólogo, seguindo mais os instintos de sua amável natureza e sentimentos Cristãos do que os
ensinos da história, assegura-nos que a Igreja de Roma “proclama a autoridade divina das Escrituras”! Mui
estranhas as ilusões que os melhores homens são algumas vezes levados a cair! A Igreja de Roma
proclamando a autoridade divina das Escrituras!!! Sim, colocando as Santas Escrituras no Índex, no topo dos
livros mais nocivos que o inferno jamais inspirou! Roma proclamando a divindade das Escrituras!!! Sim,
torturando em suas masmorras escuras e imundas; massacrando em suas forcas; queimando em seus autos da
fé os Discípulos do querido Salvador que se atreveram a ler, amar e seguir as Santas Escrituras. Roma
proclama a autoridade das Santas Escrituras, diz Dr. Hodge, – sim, diz a história desse último milhar de
anos; sim, responde os milhões de mártires; ela proclama e reconhece a Divindade das Escrituras exatamente
como os Judeus reconheceram e proclamaram a Divindade de Cristo, cuspindo em sua face, acoitando-o,
pregando-o numa cruz como um criminoso e assassinando-o entre dois ladrões!
Existem muitas coisas deploráveis para serem observadas entre os Protestantes dos Estados Unidos; mas
uma das mais deploráveis é a tendência mortal de muitos ignorarem as grandes apostasias e abominações de
Roma. Na Europa, onde Roma é mais bem conhecida, o Principal Cunningham chamou esta igreja de “obra-
prima de Satanás” – e seguramente ela é a obra-prima de Satanás. Que triste espetáculo temos sob os nossos
olhos neste continente! Em quase toda parte a igreja incendiária de Bíblias do Papa, ao invés de ser
severamente objetada pelos filhos de Deus, é estimada, auxiliada, enriquecida, encorajada, fortalecida e
louvada pela maior parte deles. Em todo lugar, com bem poucas exceções, os Protestantes, fechando seus
olhos para o silencioso, mas rápido progresso de Roma, dormem quando o inimigo está se erguendo e
armando suas cidadelas impenetráveis, treinando suas inumeráveis legiões e afiando sua espada para a
aproximação do inevitável embate.
Em breve virá um despertamento, e este será terrível. Quando os protestantes virem a extensão da sua
inacreditável insensatez, a tamanha traição dos interesses da Verdade e da Liberdade nas mãos do seu maior
inimigo, não será tarde demais? Haverá, então, um Presidente Católico Romano em Washington. Os
exércitos da Grande República serão, assim, comandados pelos generais e oficiais Católicos Romanos; as
frotas serão comandadas por Almirantes Católicos Romanos e as fortalezas estarão nas mãos de traidores
Católicos Romanos. Então os tesouros e os imensos recursos deste magnífico país ficarão à mercê dos
Jesuítas a serviço do Papa, e a bandeira da liberdade será pisoteada no pó. Então o povo Americano, que hoje
é vendido nas mãos de Roma por seus Políticos e entorpecido por seus Teólogos, vai entender que quando
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Roma fala da autoridade Divina das Escrituras ela apenas quer dizer que a Bíblia deve ser expulsa das
escolas e retirada das mãos do povo, para fazer uma boa fogueira.
Existem duas coisas que Roma odeia com ódio implacável: a Bíblia e a Liberdade. A qualquer custo Roma
está destinada a lutar contra estas duas coisas até que elas sejam completamente destruídas. Mas, quanto
mais ela odeia a nossa querida Bíblia e a nossa gloriosa liberdade, mais ela oculta o seu ódio sob palavras
enganosas e intensas demonstrações fictícias de amor e respeito. É exatamente quando ela coloca em prática
seus mais pérfidos e eficazes planos para expulsar a Bíblia da escola e da casa particular, que ela proclama
mais eloquentemente a sua autoridade divina. Age exatamente como o assassino que dissimula no semblante
um sorriso amigável ao se aproximar de sua vítima, fazendo o melhor para impedi-la de ficar prevenida. E
tudo isso graças à traição dos políticos e a ilusão dos teólogos, a menos que Deus opere um milagre para
impedir que a Bíblia e a liberdade sejam exterminadas nos Estados Unidos.
Até recentemente eu tinha minhas dúvidas sobre essa publicação deplorável, mas esses últimos anos de
estudo das atitudes dos homens faz com que seja impossível cogitar qualquer dúvida sobre a mesma. Cego,
na verdade, deve ser o homem que não vê os prodigiosos sinais que prenunciam que os dias de liberdade
estão contados, e que serão muito curtos. Com as centenas de milhares de Protestantes que dão suas filhas,
seus filhos e seu dinheiro para os Jesuítas; e com o consentimento, o silêncio, quiçá mesmo a aprovação
pública de milhares de ministros que não ousam falar, Roma está levantando seu orgulhoso estandarte sobre
cada monte e sobre cada vale dos Estados Unidos.
Vejam como Roma está regulando entre as névoas de todas as nossas grandes cidades; de Nova York a São
Francisco, de Quebec a São Jago! Seriam necessários esforços em conjunto e severa energia de todos os
discípulos do Evangelho para colocar um basta no gigantesco poder e agressivo trabalho de Roma; mas, ao
invés de tentar frustrar a grande e pública conspiração do Papado contra a Liberdade e a Bíblia, os
Protestantes, com pouquíssimas exceções, estão disputando uns com os outros quem dará mais
eficientemente auxílio e alento ao inimigo.
Acaso Dr. Hodge ignora o fundamento pelo qual a Igreja de Roma proclama a autoridade divina das
Escrituras? Mas não existe um único estudante de Princeton que não saiba que a fé de Roma nas Santas
Escrituras e a assim chamada proclamação, por parte dela, da sua autoridade divina, estão fundamentadas
sobre aquilo que os lógicos chamam de Círculo Vicioso.
Não se gaba Roma de receber as Santas Escrituras porque estas apontariam para ela como sendo a única
Igreja Infalível, quando, ao mesmo tempo, ela nos reporta às Escrituras para reafirmar o título que possui de
modo a validar o respeito supremo e a submissão das nações? Pergunto-lhe, Sr. Editor, e a cada um de seus
inteligentes leitores, o que vem a ser esta bombástica fé de Roma na divindade das Escrituras, senão um
castelo construído numa nuvem obscura suspensa no ar? Quem pode acreditar na divindade de uma coisa em
favor da qual nem uma única razão pode ser dada para que seja aceita pelo senso comum? Quem irá acreditar
que Roma proclama a autoridade divina das Escrituras, quando ela não oferece outro argumento ou razão
para a nossa inteligência que não seja um círculo vicioso?
Não é esta própria proclamação da divindade das Escrituras, por parte de Roma, um círculo vicioso, um
insulto ao senso comum, um ultraje ao homem e a Deus, um convite público de Satanás para a rejeição das
Santas Escrituras?
Não é a proclamação da divindade das Santas Escrituras, por parte de Roma, quando ela não possui outro
fundamento da sua fé que não seja um círculo vicioso, o modo mais infalível de fazer das Escrituras um
objeto de desprezo para todo homem inteligente? Não é o caminho mais curto para plantar as sementes da
infidelidade por todo o mundo?
Tendo o círculo vicioso por fundamento da sua fé, quanto mais Roma falar das suas Santas Escrituras
menos o mundo acreditará nelas – quanto mais alto fizer sua proclamação, mais certamente o mundo rirá da
Santa Escritura e mais será prejudicada a causa de Cristo. Se a França, Itália e Espanha estão povoadas por
infiéis, os quais, sob o nome de Católicos Romanos, rejeitam a Cristo e Seu evangelho, isto é devido a essa
proclamação das Santas Escrituras fundadas em uma mentira – uma impostura, um círculo vicioso.
Chega a ser próximo do impossível, para um homem inteligente, aceitar a Divindade das Escrituras quando
esta é apresentada por uma igreja que não possui outro argumento para a sua fé além de uma grotesca
absurdidade. Se um lógico profundo, como Dr. Hodge, considerasse este fato com atenção, ele não colocaria
nas mãos de Roma um documento que ela usará com efeitos desastrosos nos Estados Unidos.
Embora exista uma grande quantidade de espetáculo na Igreja de Roma, não existe fé real nem mesmo
entre os sacerdotes. A pequena fé que permanece não possui mais solidez do que a de um prédio erguido
sobre areia movediça. Do grau mais elevado de Roma ao menor, com pouquíssimas exceções, reina, como
regra, a infidelidade e o ceticismo; pouquíssimos atualmente, mesmo entre os sacerdotes daquela igreja
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apóstata, têm alguma consideração pelas Escrituras.
Eles não perguntam: “O que disse o Senhor?”, mas perguntam: “O que disse o Papa?” não é necessário ser
um lógico tão profundo quanto o celebrado Teólogo de Princeton para entender que se existe um “Papa
Infalível” não há necessidade de uma Bíblia infalível. Exatamente por causa de as Escrituras terem cessado
de ser uma autoridade na Igreja de Roma é que foi necessário providenciar uma outra autoridade para guiar o
intelecto humano; como a santa Bíblia deixou de ser o oráculo, a fonte de verdade entre os Católicos
Romanos, é que se tornou uma questão de vida ou morte encontrar ou inventar um novo oráculo, uma nova
fonte de verdade e vida. Sim, tornou-se uma necessidade proclamar um Papa infalível no mesmo dia em que
as santas Escrituras deixaram de ser o guia infalível.
Muitos têm compreendido mal a terrível lógica que obrigou os Católicos Romanos a proclamarem a
infalibilidade do Papa. Para cada pensador sério a proclamação deste dogma é um fato muito natural, muito
lógico. Nestes últimos dez séculos as nações Católicas Romanas tentam severamente, mas em vão, resistir às
consequências lógicas dos princípios falsos e anticristãos que sua igreja aceitou como verdades divinas. A
proclamação da infalibilidade do Papa não é apenas a consequência lógica da rejeição da autoridade divina
das Escrituras na Igreja de Roma, mas também é o esforço último e final da igreja apóstata para se livrar
definitivamente das santas Escrituras e de cada página na qual ela encontra escrita a sua condenação. Desde
o profundo pensador Bossuet, ao erudito Montalembert, muitos Católicos Romanos lúcidos anteviram e
profetizaram que a proclamação da Infalibilidade seria um golpe de mortal na autoridade das Escrituras, e
que seria varrido de sua igreja o último princípio Cristão.
A lógica, porém, é mais forte do que os homens. Quando os homens, em um momento de cegueira, aceitam
um princípio falso para substituir um princípio Cristão que rejeitaram, eles são arrastados, apesar de si
mesmos, para consequências fatais. Ao admitir a Divindade das tradições que são opostas às santas
Escrituras, os Católicos Romanos se prepararam para a rejeição da autoridade daquele oráculo infalível e
para a necessidade de encontrar algum outro guia infalível.
De um abismo, os Católicos Romanos caíram em um outro ainda mais profundo, seguindo a mesma
necessidade fatal e lei irresistível pelas quais uma pedra tem que rolar para o fundo da cova no mesmo
instante em que é removido, desfazendo-se, o apoio no qual descansava à beira do precipício.
Ao proclamar a autoridade Divina das tradições que lhes proporcionam um Papa Infalível, e ao aceitar este
homem como igual a Deus em sabedoria e conhecimento, a Igreja Católica Romana caiu para o fundo de um
incomensurável abismo. A tolice e a depravação humanas não poderiam ir mais longe. O último elo que unia
Roma ao mundo Cristão foi cortado. Não é mais de Cristo, falando através do Espírito Santo, nas Escrituras,
que o Católico Romano receberá a verdade, – é através do Papa. Cristo e seu Evangelho não são mais o
caminho, a verdade e a vida, – é o Papa infalível. Lançando para longe a Pedra de Esquina, Cristo, a quem o
Pai estabeleceu como o fundamento da Sua Igreja, para poder dar lugar ao seu Papa infalível, Roma reviveu
na terra a terrível rebelião de Lúcifer no Céu. E os Protestantes que constroem as igrejas desse Lúcifer
moderno, como também aqueles que os aprovam, podem ser homens honestos e eruditos, mas são homens
enganados. Eles dão auxílio e alento ao inimigo! Eles são aqueles de quem Cristo falou sobre a cruz: “Pai,
perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”.

C. CHINIQUY

St. ANNE, KANKAKEE, CO., ILLINOIS, 10 Out., 1872.