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J AI ME BALMES

D bras C ompletas
J AI ME BALMES

O bras C o m pletas

t o m o VI I I

B I O G R A F I A S - M I S C E L A N E A

P R I M E R O S E S C R I T O S - P O E S I A S

I N D I C E S

E d ic ió n d e la B ib l io t e c a de A u t o r e s C r i s t i a n o s ,
d ir ig i d a por la F u n d a c ió n B a l m e s ia n a d e B a r ­
celona, SEGÚN LA ORDENADA Y ANOTADA POR EL
P . C a sa n o v a s, S . I .
•NUBIL O B S T A T ;

D r. A n d ré s de L ucas.
Censor.

N / l 'R i M A T l 'R

t Jo sé M \»L\
O b. au .r. y V ic. g ral.
M a d r id , 16 d e d ic ie m b re d e I
I N D I C E G E N E R A L

PAgs.

BIOGRAFIAS
P f iÓ I O G O DF LA ü p r c r 6 ?f «BA l.M ESIA N A » .. . 3

OOonnelí ................................................... 5
O 'C o im c ll e s la l r h m d a — S u n a c ü u ic iitú , i n íu n c ia y e d u c a ­
c ió n p r i m e r a . — U 'C o n n c ll, :ih o ffa d o .— El A c ta do l ’n in n y )«i
s u p r e s i ó n d e l p a r la m e n t o i r l a n d é s . — C r e c ie n te p o p u l a r i d a d
d e C T C om iell. a d q u i r i d a e n s u h - if e tr — C a u s a s d e lo s a tfita
c ió n o s d e I r l a n d a .- i ) '( .o iin c ll l a s r e g u la r iz ó .— S u e lo c u c n c .a .
Su i r o n í a . — S u g e n e r o s i d a d .— S u d u e lo c o n d ’E s te r r c .— S u r e ­
l i g i o s i d a d — S u b u e n h u m o r . — L a g r a n .4 «oc ja c io » d e J r la n
dii Í1 823).— M edio* t* in flu e n c iu r o n q u e c u r n l» .— E l b i l í de
e m a n e p a f l ó n d e lo s ¿ a f ó lle o s (1K2DI.— Su d is c u s ió n o u la
c á m a r a d e lo s r o m u n e s y e n l a d e lo s L o r e s ,— S u cJ r o c ió n
p r im e r a p o r r l c o n d a d o d e C teire e iim o In d iv id u o «le la c á -
in a r a d e lo s in m u n o s . - N n e s a d m i t i d o e n el p a r la m e n to y
s u e le c c ió n e s a n u l a d a . — N u e v a m e n te e le g id o e n 1830 y vi
t i e n d o t i b ilí d e e m a n c i p a c i ó n d e lo s c a tó lic o s i n g le s a c u el
p a r l a m e n t o . — L a v a r i a b i l i d a d a p a r e n t e d e su p o l í t i c a . — S u s
a t a q u e s a l p a r t i d o t o r y — C a r á c te r e x c u s a b le d e l a d e n io
tio ^ ia d r O T .o u n e tl p o r su r e c t i t u d y p u r e z a d e m ir a s . — O T ú n -
n e ll d el len e la r e v o l u c i ó n .- - L a a r i s t o c r a c i a In g le s a so ve
a m e n a z a d a .— (T C o n n e l) y lo s c a r t i s l a s . — L a r e v o tjir ió n p o ­
s i b l e d e I r l a n d a y s u s p r o b a b l e s e fe c to s.

El abale de Ravisnan ........................... ...................... 32


L o s h o m b r e s e m in e n te s d e ln F r a n c i a se h a l l a n c o lo c a d o s en
m e j o r p o s ic ió n p a r a e j e r c e r in f lu jo t-n lo s d e m á s p a ís e s .
K a c im ie n to y p r im e r a e d u c a c ió n d e R a v ig n a n .— R a v ig n a n
a b o g a d o y s u b s t i t u t o d e p r o c u r a d o r d e l R ey e n e l T r i b u n a l
d e l S e n a .— Su r e n u n c i a y e n t r a d a e n e l S e m in a r io d e S an
S ulp ir.il> .— 'C a r ta q tie b» d ir ig '.ó e l p r o c u r a d o r d e l R ry M. R e í-
l a r d - — S u e n t r a d a p o s t e r io r en e l I n s t i t u t o d e lo s j e s u íta s .
R a v ig n a n p r o f e s o r d e e s t u d io s e c le s .á s líe o s . — S-.i p r im e r a
c o n f e r e n c ia e n N u e s tr a S e ñ o r a d e T a r is e l 12 d e f e b r e r o
d e 1&37.— S e g u n d a c o n f e r e n c i a el 10.— lil a s o m b r o s o c o n c u r ­
ro a s u s s e rm o n e a .

M a ria n a ............................ - <í


W a ria u a f u r u n o d e lo s h o m b r e s m á s e x t r a o r d i n a r i o s dtí su
t i c i n p ^ —Su o b s c u r o n a c i m i e n to ,— Su e n t r a d a e n l a C o m p a ­
ñ í a d e J e s ú s .'— M a r ia n a e n e l (Jo tcp io R o m a n o , e n S ic ilia y
e n l a U n i v e r s id a d d e P a r í s . — Se t r a s l a d a a T o le d o a lo s t r e i n ­
ta y s ie te a ñ o s .— E s n o m b r a d o t e n s o r e n l a c u e s tió n d e l a
P o lig lo ta d e A n v b e re s, e n la q u e s e d is e n t í a H a r r e s t o d e s u
d ir e c to r . A r ia s M o n ta n o .— S u j u ic io f a v o r a b le a l c o n ju n to
d e l a o b r a .— P r i m e r a e d ic ió n d e s u / / I j i n p / a <fc E s p a ñ a on
Ja n g u a l a t i n a (159»). - T r a d u c c ió n p o r él m is m o a l ejislelk i-
ÍNDICE GENERAL

P ágs.

110 |1C 01), 1 'u K n iiv u tl<- M u n lu u h o * o bre &st«i o h r a . — lu í


]K irr¡;íIi(l;u l y e s l i t o cl^t 1'. M a r i a n a — Sil li b r o />? Itejje ef
/(cp i* / n x ti t u H o n r (lf>í)9).— L a c u c s lió n «le si es llc ilo e l t i ­
r a n i c i d i o . — S u s l i b r o s i) e tn u U x tio n e tn o ne/<ie y D e m o r ie
•■/ iiu n o r t u li t u t c ú iip r c s o ^ c u ( l o l o i á n — P ro c e s o , p r i s i ó n y
l i h r r l a d d<*l IV M a riu n n .— S n m n e r h 1 <n — O je a rla solin?
s u c íi r á c lc r e in te n c io n e s

El doctor Xewman ••• W


N a r r a c ió n c u r i o s a y t - t lilln m li,— A d m ira b le * disignlú.% d o lu
P r o v i d e n c i a .- l.r o r ió n s e v e ra p a r a a lg u n o s e s c r ito r e s r o ló '
líeo s.

E sp artero ................................ CT
A R T tcrio 1 "—i's p a rtc ro como hom bre y com o general ... 67
S itu a c ió n <lc E s p a ñ a - ID sp a rte io , ( riM in n y D o n C n r lo s .- Ca-
r á c l c r d e l g r a n d o r p e r s o n a l d e F h p u r te io .— « f u l i i l j i i l n pej*-
« o n n lr s do K s p a rte ro -» — lte J I e x io n r s s o b re la h u m ild a d d e s u
e u n a . S u v a lo r .— D if e r e n c ia m i r e e l v a lo r d e u n s o ld a d o y
é l d e 11» g e n e r a l- — K sca*ex <k> s u s h l o n l u s - D u re zn d e eo
n i 2ú u q u e m a m f c » tú e n e l m a n d o — « E s p a rte ro . g e n e ra l.»
M ed io s q u e e m p le ó p a r a e n c u m b r a r s e — Sil d e s i r v a p a r a
a p r o v e c h a r s e d e U n ías l a s s itu a c i o n e s .— Su m é r ito en la b a
líillsk d e L u c ln ilia . — D o c u m e n to * jUM lifliM livos, — E x p e d ic ió n
d e D o n ( .o r lo s .— l . i n i d i i c h d e K s ja iv le ro c o n r e s p e c to a e lla .
P la n d e g u e r r a L a c o m b in a c ió n d e lo s l i e s e j í i v i l o s . — A c­
c io n e s d o ¡ ta m a le s y ( f U a r d a n iin o .- T it u l o d e d u q u e d e 1a
V ic to ria - 1'<-1 ici Ilic ió n a l G o b ie r n o p o r lu s u u r c » ió n d e l
¿H u n j/'W . — D o c u m e n to .iu s liflc a liv o . — A b ra z o en la s C o rle s
d e 1 Nyi> - - ll o j id u r t a d e l 's p n r l e r o en n r e s p e c to a C a b re ra -
C o n c lu s ió n d e 1» tíu e rrn .

A rtíc u lo 2 °— Espartero a m b i c i o n a n d o lu Regencia ................... 85


D e m o n io * p o l í t ic o s d e l l a r r e lú iia .- - V ta .ii‘ d o lu s I lc tn a s u e s ta
c a p it a l - — D e s c r ip c ió n de la c tilr a tld d e L s p u r le r o <*11 B a r c e lo ­
n a e l d ía i:i d o j u n i o d e 18-1 ti.— M olin d e l 18 d e J u lio .— S u s
cau sas l \ c s p o n s a b .l i d n d q u e p e s a s o b r e L s p m l e r o — T im ld c a
d e K x p n rlc ro .— l'.rro rc ü i|\ie s e conieL <eron e o n re s p e c to o 01.
D if e r e n te s i‘»|K4*-ics d e :m n :id » H y d i s l i n l a c o n d u e la q u e n i
e l la s debí* s e p m v s o — L o s m o d e r a d o s y l i ^ p a r le r o .— N o ta b le s
p a l a b r a s d r l s e fio r M a r tín e z d e lo R o s a . - C o n d u c ta d e liig ta -
t o r r a —-IlecTios y d o c u m e n ta * ju s tifíc - a liv u s .— L:i u rv s ld c n c la
s i n c a r te r a .- U n f o lle to n o t a b l e .- A b d ic a c ió n d e la U c lu a
G o b e r n a d o r a .— lu ^ ta la c .'ó u d e l m i n i s t e r i o r e v e n d o e n M a d rid
l A p d r lr r o - C .io n iw ill.—N a p o le ó n - Kl in tr ig a n te y <1 h o m ­
b r e d e E sta d o .-— C a m a r il l a d e E s p a r te r o - — C u e s tió n s o b r e U
R e g e n c ia .— E s p a r t e r o e s e le g id o re c e n te tín ic o .— C a r á c te r d e
ln R e g e n c ia ú n ic a - — L o q u e d i r á lo h is lo r lo

A r t íc u l o 3 - ^ —E spartero y la d i c t a d u r a ....................................................... 102


Si e r a p o s ib le lo d i c t a d u r a eli K s p n ñ ii—C o n d ic ió n '.* <ju? se
n e c e s ita n p a r a bi d le la d u r a d e u n a n a c ió n .— A js c tic lu d e l
r e p r e s e n ta n te «Ir la U -g illn iid a d .- D is o lu c ió n s o c ia l y p uliU -
i*n q u e im p id a el e s ta b le c im ie n to d e u n g o b ie rn o r e g u la r p o r
lo s Irám ilcH o r d i n a r i o s . — <¿ue la n a c ió n d o n d e se e n tr o n ic e
la d i c t a d u r a , o s r h a lle e n c o m p le to a is la m ie n to eo n re n p e c lo
a lu s n u r lo n e s e x t r a n j e r a s , o en p o s ic ió n m l L l a r m u y no*
d e io s ;).— líe n lo R iie rro ro y p o lític o e n la p e r s o n a fiel d i c t a ­
d o r.— P r u e b a s d e e s ta d o c tr in a y s u a p lic a c ió n <•» l\spnf»a.

A r t íc u l o 4-°— E spartero gobernando ....................................... 110


l.a allcK ciicln p r o v i s i o n a l e n su * re la c io n e * c o n lo* p u r ti.lo s ,
c o n el T r o n o y la n n e ió n .» - lir r o n '* d e l a H ogenola p ro v 's io *
ÍNDICL GENERAL VII

Pflfiís

u a ) .- - S u m a n if ie s to .— I„o m u y i m p o l l l i i o (Ir r s t r d o c u n ic u to ..
S u s a ta q u e s ni p a r i d o m o d e r a d o .— S u s I n d e c o ro s a * a l u s i o
lies a l T r n n o .— « E s p a r t e r o y lu r e l ig ió n «>— « N e ^ o cin d e l v ico
gerrento d e l;i N u n c i a tu r a a p o s t ó l i c a , d o n .losé lla m ir e z de
A r e l l a n o »— S in r a z ó n o i n j u s t i c i a d el K o b ie ru o en o sle g ra
ve n e g o c io .'— P o e u m c n to s j u s tif ic a ! v o s .— « C o n d u c ta d e Ks
p a r t e r o c o n el P a p a .» — A lo c u c ió n <IdI S u m o PoniJAct» « n el
c o n s i s t o r i o s e c r e to do l ’ d e m a r z o do 1X-I1.-—M a n ifie sto d e l
g o b ie r n o d e l ;-t0 d e j u l i o d e l m is in o a iío .— S u s r e e r im ln u c lo
ite s r o n lr s i e l S u m o P o n tífic e . - T ra ía a l P u p a «Ir* u n a m a n e
ví\ in d e c e n t e . — C a lu m n ia m is in te n c io n e s . N eg o cio d e la
« l i b r a d e la P r o p a g a c ió n d e la — D n c iin ie iito ju s tif ic a tiv o .
« P r o y e c to s c is m á tic o * .» — I n d ic io s (ju r d e la r g o tie m p o a n d a
h a n r e v f i a n d o in te n c io n e s s i n i e s t r a s . — D o c u m e n to s j ust-íio¡i-
liv o s .— P r o y e c to d el s e ñ o r A lo n s o s o b re J u r is d ic c ió n ocle
siitaU cn p r e s e n t a d o c-n la si*stóii d e « liiiu liid iis e n 31 d e d i
c ie m h r c d e 1K I2.— S o o p o s i c i ó n y s u s a r tíc u lo s . — O frn ¡>ru
yect-o d e l s e ñ o r A lo n so p r e s e n t a d o e n la s e s ió n d e Ift d r
miiTO d e 1842. S u c a r á c t e r c is m á tic o .— E s p a r k - r o y N a p o ­
le ó n c o m p a r a d o s e n tr e s i c o n r e s p e c to o la Iglesia.-— N o ta ­
b le s p a l a b r a s d e N a p o le ó n r n S a n ia E le n a .— D if e r e n c ia e n tr e
l a lis p a ila y -fa F r a n c i a c u n r e s p e c to a la p o s ib ilid a d d e un
c ism a .-— C o n d u c ta d e H o n a p a r tc « o b r e e s te p a r t i c u l a r . — N o ta
b i t1 p a s a j e d r f lo tta e n su H i s t o r ie d t

A rtíc u lo 5 o— O j e a d a so b re la c o n d u c ta de E s p a rte ro ............. l.'íf)

S u a lia n z a c o n lo s h o m b r e s de A y a c u e llo y lo s d e ) a ñ o 12 .— L o
m is t e r io s o d e o s la c o n d u c ía - — C o n jttlu r H S s o b r e lo s m o t i v o *
ile o l la . — I n d ic i o de p r o y e c to s u l t e r i o r e s - - S u c o m p o r t a m ie n ­
to e n ja n o c h e de la in s u r r e c c ió n d e o c t u b r e .— Su in g r a l i
t u d y c r u e ld a d d e s p u é s d e la v i c t o r i a - — D ife r e n t e c o n d u c ta
ile E s p a r te r o ? e g ú n e r a d i s t i n t o e l c a r á c te r d e lo s m o tin e s
R á p id o d e e a im x n t o d e s u p r e s t ig io . — D e s e n c a d e n a m ie n to de
la p r e n s o .— A is la m ie n to d e lís p a r le r o . — Ig n o r a h a s ta lo q u e
se d ic e d e ¿1 en lo s p e r ió d ic o s d e M a d r id -

A r t í c u l o 6 .°— S u c e s o s d e B a r c e lo n a en n o v ie m b re y d ic ie m ­
b r e d p J S4 2 .. I 4 <j

« S itu a c ió n d e B a rc e lo n a .» - s it u a c i ó n d e e s ta c a p it a l a p r in e i
p i ó * d e n o v ie m b r e d e l m is m o a ñ o .— A c t it u d d e lo s r c p J b l l
c a n o s .— D o c u m e n to s ju s t if i c a t i v o s . — S u c e s o s d e l a n o c h e c e r d e j
13 d e n o v ie m b r e . — L a p o c a p r e v is ió n d e l c a p it á n g e n e r a l V a n
H a le n — S u c e s o * d e l V.¡ y d e l 1 6 — T a r A c t r r d e a q u e lla r e v o ­
lu c ió n . — L o q u e h a b ía e n o l f o n d o d r c IJ u .— R a z o n e s q u e lt»
r o n f ir m a ii. ^ - P r e v e n c ió n c o n tr a Z t ir b a n o — L o s c a ta la n e s y la s
q u in t o s . — .J u ic io d e l g e n e r a l V a n H a le n — T r e m e n d a a c t it u d
d e l p u e b lo . — L a J u n ta p r c & id id a p o r d o n J u a n M a n u e l C a ts y .
S u s p r im e r o s a c to s — D o c u m e n to s ju s t if i c a t i v o s . — C o m ie n z a n
la s a m e n a z a s d e b o m b a r d e o — Z o z o b r a d e 1a c iu d a d . — N e g o ­
c iá r o n o s eo n e l c a p itá n g e n e ra l..— C o n d u c ta d e la J u n t a de
g o lu e r n n ..— S u I n c e r t id u m b r e . — N u e v o a l ie n t o q u e to m a e l kc-
n e r a l V a n I l a l c n . — L a J u n t a v a p e r d ie n d o s u fu e r z a .— S a lid a
d e lo s p ris in n e ro » .< — s K s p a r tc r o d e la n te d e B a rc e lo n a ,p — L o
q u e p o d í a h a e e r y lo q u e h iz o ..— S u d u r e z a d e c o r a z ó n .— S u
c e g u e ra in c o m p r e n s ib le — S o lir e é l p e s a la r e s p o n s a b ilid a d
dc.l b o m b a rd e o .- — « U l t im a s n e g o c ia c io n e s .» — H e c h o s n o ta b le *
n a r r a d o s en la R e s e ñ a H i* t ó r ¡ c a t p u b l ic a d a p o r lo s I n d i v i ­
d u o s d e la p e n ú lt i m a J u n t u . — S a lid a d e l v e n e r a b le o b .s p o
I n e x o r a b i lid a d d e F k p a r te r o .— « l i l b o m b a rd e o -» — U lt im á t u m
d e l e a p itá n {tu n e ra ). *— H n r r o r o s a s it u a c i ó n de B a rc e lo n a .
N u e v a s a l i d a d e l v e n e r a b le o b is p o .— E s p e c tá c u lo q u e p r e s e n ­
t a b a l a c a p it a l p o c a s h o r a s a n te s d e l b o m b a r d e o ,— D c sc sp c
r a c i ó n d e la c iu d a d .- —s H in d c s e B a rc e lo n a y e n tr a n 1» n I iv>-
p a * — M a re h a e l R e p e n te y se v u e lv e a M a d r .d .» — S u p u so
vuj ín d ic e general

Páfls

p o r V a le n c ia ,— F r í a a c o g id a q u e e n c u e n tr a e n M a d r id .— I n ­
d ig n a c ió n p r o d u c i d a p o r to d a E s p a r ta p o r «l b o m bafl'deo de
B a rc e lo n a ,

Artículo 7-°—Se p re p a ra lo r e s i s te n c ia ........................................ 200


f t r e ln r n e i d n d e La p r e n s a in d e p e n d ie n te .-—S o b re u n t r a t a d o de
e a m e re jo c o n l a I n g l a t e r r a . — E s f u e r z o s d e E s p a r te r o p a r a d i ­
s i p a r bu* te m o r e s <le La p r o lo n g a c ió n d e ) q m i n e r í a . — N u e ­
v a s e le c c io n c s .— M a n ifie sto d e l p a r t i d o m o d e r a d o .— ManifieK-
lo <le lu s p n jR r e a t a s - * —D u r a s c a lif ic a c io n e s q u e s e d a n a la
f r a c c ió n a l i a d a c o n E s p a rte ro .-—I n d ic a c io n e s q u e e n e l m i s ­
m o d o c u m e n to *<¡ h a c e n e o u tn i el fte g e u te .— I m p o s ib ilid a d
p n q u e K s p a r te r o so e n c u e n t r e d e d i s i p a r e l te m o r d ¿ Ja nn-
r ió u e o n r e s p e c to a l a p r o l o n g a c ió n d e la m in o r in .

A r t í c u l o 8 °— S u s i n t e n c i o n e s v c a í d a .................... .................... 210


l 'x a m iu a s e s i e l R e g e n te a b r ig a b a e n r e a lid a d el p ro y e c to de
p r o l o n g a r l a m in o ria .* — P r e s e n ta s e la c u e s tió n en s u v e r d a ­
d e r o p u n to d e v i s t a . — n á p i d a a je a d a s o lire el p r o n u n c ia ­
m i e n t o d e J u n io .— C o n d u c ta t í m id a y v a c ila n te d e E s p a r te r o .
C .o u d u rta d e N arváez.*—E n t r a d a d e los p r o n u n c ia d o s en M a­
d r i d . — E s p a r t e r o le v a n t a e l s itio d e S e v illa y se refU R Ía a
b u r d o d e l m n i o M a la b a r .

MISCELANEA
P h ó lo g o pe la e d ic ió n « b a lm e s ia n a » 225

De ila originalid ad ....... .............................. ■ 226


T_i. o r i g i n a l i d a d i s s u p e r i o r n l a ím ila e ic ín , p u r la p r e f e r e n c ia
q u e m e r e c e e l la le n to s o b r e la l a b o r io s id a d y p o r la p r o p ia
n a lu r u l e ¿ a - — El a r l e r o m a n o I m i t a r i ó n d e l grie g o -— L a filo
S o fía r o m a n a r e p e tic ió n d e la g r ie g a .— D o n d e Los ro m a n o s
n o t u v i e r o n q u e i m i t a r , e n )n J u r is p r u d e n c ia , se m o s tr a r o n
• / r a i n a l e s .- — P a r a lo s ta l e n t o s s u p e r io r e s la im i t a i i ó n es im a
* -a h u n id a d -— E l K trv ilis m o I m i t a d o r : s u s in c o n v e n ie n te s en
(ns a r te s y e n la s c i e n c ia s .— L a l i t e r a t u r a d e ja d e s e r u n a
c x p u u s ió n d e l a lm a y m a r c h a e n divergenc-.'a con la s o c ie ­
d a d : Hd p u e d e s e r p o p u l a r . — E j e m p lo s s o c a d o s d e l a lite
r a t u r a e s p a ñ o l a .— líl si& lo d e o ro -— F a r r e o d e e r u d ic ió n en
la é p o c a p o s te r io r .'— L a s e rv il im i ta c ió n d e los e s c r ito r a s del
s ig lo d e L u is X IV .— 1.a I m ita c ió n p o lític a 1 rn jo la im ita c ió n
l i t e r a r i a y h a s l u La im i t a c i ó n e n l a le n g u u y e n el p e n s a ­
m i e n t o .— lis oriK cn d e g r a n d e s e x tr a v ío s q u e «los p u e b lo s d e
iliR Ü n ta e iv iliz u c - ó n q u i e r a n a s e m e ja r s e e n cu ltu ra.* — EJwn>
p ío s d e e llo s o n ( j r e c ia y R o m a ; lo s p u e b lo s c r is tia n o s y lo s
p a g a jio s .— E l p a g a n is m o n o p u e d e s e r el a lm n d e b* l i t e r a ­
t u r a m o d e r n a . — E s p a ñ a dct>e l i b r a r s e de la íniH iencip
fru n c e m i . H ay q u e n r m o n jz u r la s o c ie d a d con l a li t e r a t u r a .

I n s titu to H is tó ric o d e P a r is ......... ............... 242


[’] c o n g re s o h i s t ó r i c o r c l e b r a ú i i e n el I n s - titjto H is tó r ic o de
P a r í s d e l 15 d e m a y o a l 12 d e j u n i o d e 1R42,— M e m o ria le íd a
jx>r e l s e ñ o r M a rtín e z , d e l a R o s a s o b r e el t u n a : « ¿ C u á l es
La I n f lu e n c ia d e l e s p í r i t u d e l s ig lo a c tu a l no b re la l i t e r a t u ­
r a 7 &— D is c u s ió n c o n s ig u ie n te y c o n f u s a .— N o s e h a b la f ija ­
d o b ie n la siH n jfie a c ió n d e lnw té r m in o s d e l tenia--—D iv e r s a s
« r e p e lo n e s d e la p a l a b r a l i t e r a t u r a . ^ A rn p c ló n v u l g a r — Q ué
p u e d e e n te n d e r s e p o r t s p t n t u d t l s ig lo a c tu a l.— C o n rc*-
|»<'rto a ja s id e a s es im c a o s >' h a c e e aó tic ti lu lite r a tu r a -
ín d ic e general

P6g$-

L s ta p r é s e n la la c a r a c tc r i> lic a d e te ite r p ftr o b je to p r o f e r t o '


le la sociedad.—Esta c u a l i d a d . m á s q u e del e s p ír itu d e l s i ‘
p ió , n a c e d e l a « iJ r ia r íe n rfel íitf/o .

Manual para la (entactóo formado de trozos wcogidos de


los mejores místicos e sp a ñ o le s....................................... 254
P ró lo g o 254

La palabra filosofía .................................................................. 257


S u • v e rd a d e ro s ig n if ic a d o .— lín «jué c o n s is te la v e r d a d e r a filoso
í i a . — E l c h a r l a t a n i s m o . — lil la lc u lo y r l g e n io .— E l v e r d e -
dt*ro filó s o fo

Albión . • ■■■ ............ ■■ 26°


S o n P a b lo .— W Y s ü iiin s tc r .— E l T u n n c L — E l T ám c& is.— L a p a -
t r i a d e O n m a — I.a p o l í t ic a m o d e s ta d e lo s o r i l l a s d e l S en a .
E s p a ñ a .— S u s n x ru c r d o s v s u s d e s tin o s .— P r o y e c to s d e l n
s l u U T r a .- - .s u p o r v e n ir»

El h u erto de Getsewtaní 265


F r e n o lo g ía ....................................................................................... 270
t*n c u r s o rte f r e n o lo g ía c u B ; i v c d o n a — C u b ) so d e fie n d e d e la
i n c u l p a c i ó n d e i n d i c i o s o — P r i n c ip io s f u n d a m e n ta le s a s e n
la d o s p o r C ul> i: 1 / Q u e e l a lm a o b ra p e r m e d io d e l c erc-
¡>ro*— A c la r a c io n e s s o b r e l a s r e l a c io n e s e n tr e el c e r e b r o y
«1 a l m a — H a q u e s e n tid o p u e d e d c c ir s c q u e el c e r e b r o es
ó r g a n o d e l a l m a .— 2.* Q u e W o lm a p a se e d ife r e n te s f a c u l t a ­
d e s . la s c u a le s tilla m a n i f ie s t a p o r m e d ia d e c o r r e s p o n d ie n ­
te s ó r(ja n ó s c e r e b r a le s , - lis c ie r to q .ie el’ a lm a p o s w d i v e r ­
s a s f a c u l t a d e s — L a d i s t r i b u c i ó n d e l c e r e b r o e n ó rg a n o s p a r
t i t u l a r e s e s u n a c u e s l i ó n d e c ie n c ia e x p e r i m e n t a l . — Un e lla
n o h a y n a d a q u e r e p u g n e a la e s p i r i t u a l i d a d d e l a l m a — C ita
d e H u a r t e .— X n ta n le p a s a j e d e S a n to T o m á s .— Im p e r a m o s h e ­
c h o s q u e d i s í p e n Jn s d u d n s s iis rit.-td a s e n n tr * ln f r e n o lo g ía .

Kstudios freaolócicos 281


A r t íc u l o 1.° ............... ......................................... 28L
S a is p r i n c i p io s « s e n ta d o s p o r el s e ú u r C u b i e n s u M a n u a l de
F r e n o lo g ía ; 1.* Í m s f a c u lt a d e s d e l a lm a s o n i n n a t a s .—N o s
h a l la m o s d r ¿ iru v rd n r o n e l « ‘ñ o r C u b i.— 2 . ' h'l c e re b ro e s el
ó r g a n o d e l a lm a .— lf.n q u é s e n tid o se p u e d e a d m i t i r e s ta a f ir ­
m a c ió n - —-3.* .W iiJlip ííc'tfn * / d e ó r g a n o s d el c e r e b r o ra rre sn o n ^
d ie n t e s a la v a r ie d a d d e fa c u l ta d e s d e l a lm a .— I.a v a r ie d a d
d e f a c u l t a d e s d e l a J u ia c&lá f u e r a d e d u d a . — D iv e r s id a d d e
ta le n t o s .— L a m u l t i p l i c i d a d d e ó r g a n o s e n el c c r c b r o e s d u ­
d o s a .— L a s r a b o n e s d r a n a l o g í a enlrt* la in te lig e n c ia y lo s
s e n t i d o s v a le n p o c o .— L o s h e c h o s a d u o id o s n o p r u e b a n 1»
p r o p o s ic i ó n .— E l a r g u m e n t o s a c a d o d e l .voñur no e s ro n c lu
v e n te .— T a m p o c o lo e s e l q u e s e f u n d a e n la s a fe c c io n e s ce-
r e tír a le s p a r c i a l e s . — L* E l t a m a ñ o d e n n ó r o a n e c e r e b r a l,
tó d o ln d e m á s ig u a l, en la m e d id a d e $u p o te n c ia . E s im p o ­
s ib le d e t e r m i n a r la c o n d ic i ó n s ie n d o lo d e m á s i g u a l E sto
n o l o r e s u e lv e 1» in s p e c c ió n d e l c r á n e o .— E l p r in c ip io , p u e s ,
a u n A iendo v e r d a d e r o , n o n o s d a m e d io s d e c o n j e t u r a r la s
f a c u l t a d e s m e n ta le s .— U n a c o s a es e l -ta m a ñ o d e ] ó rg a n n y
o t r a 6 u p e r f ir r c ló n .— &.* E l ta m a ñ o tt fo r m a d e l c e r e b r o co-
r r e t p n n d e n a l ta m a ñ o ti fo r m a d e la s u p e r fic ie d e la cobe-
a * .—N a d a d e b e m o s p f t a d i r a l a s o b s e r v a c io n e s e m i t i d a s ni
X

p r i n c i p i o 4.*,— tí ' T o d a /¿ ¡c u ita d d e l a h u a tie n e s u Im iyua-


,if e s p e c ia l*-—R s lc p r i n c i p i o p u e d e a d m i t i r s e c o n a lg u n a *
a d o r a c i o n e s . — Kl p r o n o s t i c a r ln s facultado*» m e n ta le s p u r la
in s p e c c ió n d e )ü s u p e r f ic ie d e l r r á u r o e s o p e r a c ió n s u je ta a
m u c h a s c< [iiiv Q c a tio a es ,— N o d e b e o lv id a r s e l a in flu e n c ia dol
te m p e r a m e n to y d o o i r á s c o n d ic io n e s d e s c o n o c id a s re c o n o
c id a p o r <1 í u s m o s e fm r f . u b i '—C o n d ic io n e s a q u e d e b e n
kii j e t a r s e io s e x p e r im e n to s . — Lq s u p e rf ic ie d e l c r á n e o 110
ilo s r e p r e s e n t a e l v o lu m e n d e lo* ó r g a n o s p a r e i a l e v —Loi» es
( lid ie s f r e n o ló g ic o s p u e d e n p r e s t a r a lg u n a u t ilid a d ,

A rtíc u lo 2 p ................................ ....................................................... . ,


lis a c h a q u e a n t ig u o el d e s e o d e c o n o c e r lu s dispo>»¡e¡orieK in-
le le irtu a le s y m o m io s d r l h o m b r e , r u d m ln s e p o r se d a le s ex-
U *rÍores,— Z o p ir o J' S ó c ra te s ,—'¡ ‘l a u t o y lns a d iv in o s .'— R1 m a ­
t e r i a l i s m o y ol f a t a l i s m o s o n d o s e s c o llo s e n q u e p u e d e tr o
(K'Kur la f r e n o l o g í a .- - L a d o c tr i n a d e l s e íu ir C u b í n o h re la*
fa c u l ta d e s i m p u ls n liv a * y a f e c tiv a s o in s t i n t o s c ie g o s.— C o n ­
fe s a m o s la e x i s t e n c ia d e tu le s f a c u lta d e s .— No e s ta m o s de
a c u e r d o e o n é l l i i p o n e r lnp f a c u lta d e s re lig io s o -m o ra le s e n ­
t r e lo s ílist¡jit<vs c i e g o s — N u to lla s e s ta s fa c u lta d le s in ir u n
a l li.e u ;iji‘iiit o a l tie m p o r a l u i o . — N o s ie m p r e e s tá n e n l u ­
c h a lo s im p u ls o s a n i m a le s c o n lo s r e lig io s o - m o r a le s — N o es
c i e r to l o q u e alL rn ia e l s e ñ o r { .u b i q u e e l h o m b r e o b r a n ia l
c u a n t í o s ó lo o b r a p o r el fn le n -s a je n o . V id a s h e ro ic o * c o n ­
s a g r a d a s n i in ic ié * a je n o .

A r T Í C U I .0 X * V Ú L T I M O ......................................................................................................

[.a f r e n o lo g ía y el f a b i l i s u i o ,— L ok f e n ó m e n o s d el u r d e n m o ra ]
y r e lig io s o n o pue*den e x p l ic a r s e c u in o s in p lu s r e s u lta d o s
d e la o r g a n iz a c ió n .— ( io n ic n la r io s a la s K o ritts d e C u h i co n
Ira l a p e n a d e m u e rte .* —Se e x a m i n a n lu s d o c tr in a s d e d ic h o
s e ñ o r s o b r e el Lil>rr a lb e d r í o ,—-L a p r o p e n s ió n a l a u e n ertí-
c ió n , l a co n e ifn c c o A ith id , la u iiirom /JcJáñJtirf. la ?n< /íujdurt'
i i d a d y lo s re s p e c tiv o s ó rg a n o s d e e s ta s fa c u lta d e s s e g ú n
C nJii.-—K r r o r r » e n q n e in c u r r e c o n d u c e n te s :il f a ta lis m o .— La
r e lig ió n 110 e s u n s i m p le ju e g o d e s c itü m ic n lo s n a tu r a le s .
R x u ^ r a n r í i t e l p n ü e r «le lo s ó r g a n o s Re p u e d e lle g a r a lo
n e g a c ió n dr.l l i b r e a l b e d r í o . * E s p r e c i o s a lv a r ln e s p i r i t u a ­
l i d a d d e l a l m a y el li b r e a lb e d r ío .

P e n s a m ie n to s s o b re l it e r a t u r a , filo so fía, p o lític a y relig ió n .

B ibliografía..................................... ........................ ..........


I. «O bservaciones religiosas, m orales, sociales, políticas,
jti¿u5ricu£ y literarias, entresacad as de las obras del v iz­
conde de Bonald», p o r don José F errer y S u birana ...
Kl .señ o r F e r r e r lia s u p e r a d o la s d ifii-u lta d c s d e Ir a d u c c ió u ,
D is c u r s o o r i g in a l q u e p r e c e d e 1.a o b r itn .— O r ig e n y e s p ír itu
tic 1» filo s o f ía «le U o n a ld .— O b s e r v a c io n e s a t u d f lln c ió n del
h o m b r e .— O rig e n d e l a s r* a$ ;er> irjim es d e B o n a ld .

II. Literatura. Obras de don J u a n M anuel de Berriozábal,


m arqués de Casa Jara ............................................................
D e r r i ó m b a l c o n s e r v a l a s c re e n c ia s e n to d o s u v ig o r y la pie*
d a d e n to d a s u t e r n u r a . — Mus tr a d u c c io n e s E l c r u c i f i j o . E l
h i m n o d t i á n n í'l d e l a (ie r r a d e s p u é s d e ia d e s tr u c c ió n fie!
ilto b o , Jil h o m b r e a l o r d f ly r o n .— S u t r a b a j o d e r e c o m p o s i­
c ió n «Vuct'a C r i s t i a n a .'—T r a b a j o s o r i g i n a l e s : E l a itn a d e l
f/u r y o io r io . L o s n i ñ o s .— L a s o b r a s d e l i t e r a t u r a re lig ió n »
d e b e n l l e v a r u n b a r n l* filosófico.
ín d ic e : g e n e r a l

Págs

111 « E n s a y o c n r i c o s o b r e Lxs le c tu ra * de la época»* por


d o t i J o a Q ii í n R o c a y C o r n C l ........... 370

O piniones m odernas sobre el P entateuco - 3ftJ


C lü s iric u c ió a tic lo s exeRLMis m o d e r n o s a le m a n e s . L os í{uc n .e
g n u u n o M o .sés sL«a a u t o r d e lu m a y o r p a r te d e l P e n ta te u c o
Lo« «¡ue s o s tie n e n q u e M n isés es a u to r d e ln p a r te m u y o r y
in ú s im p o rta n te .* —Ln<« <[ !*-• d e f e n d ie n d o s u a u t e n t i c i d a d a d
in ile n lu in t r o d u c c ió n d e p a s a je *

Solem nidad religiosa en la inauguración del cam ino de liie


rro de Estrasburgo a Basilea 383
C ú m o se e n l r e l a / u l u r e lig ió n cqIúI.cm c o n la u u e v a o r ^ u n .n a ­
c ió n s o c i a l.— C o s tu m b r e q u e :>c in lru ilu iie en E u r o p u d e ce le
b r u r e u n u n a s o le m n i d a d r t ' l i ^ ú ^ U ¡a a u R u r a c ió n d e los
g r a n d e s « r U í a c t o s i n d u s t r i a l e s —L a fie sta d e la in a u ñ u iiu
c ió n d e l c a n ú u o d e b u t i r o d e E s tr a s b u r g o h B a s J e u .— P a l a ­
b r a s d e l c r o n i s ta tic la fie sta —L o s h o m b r e s v u e lv e n s u vl>-
la a la r e l ig i ó n .— L j i g le s ia uo ^ m u d a , p.*ro se n ite p ta a
I r s c h c u i iM u n c a s v a r i a b le s .— VA d e s a r r o l l o in d u s t r i a l J n ie r
r a n t i l p r o d u c i r á d e s a s t r o s a s r e v o lu c io n e s si la r e lig ió n no
lo d irig e.

Antigüedades 390

PRIMEROS ESCRITOS
P r ó lo g o de la e d ic ió n « b a l m e s ia x a » ......................................................... 3S5

Fragmentos de autores clásico:»....... .............................................397


Fragmentos literarios 410
La bueno crianza i LO
El corazón hum ano ....................................................................................... 41Ü
Lfri carácter com plejo ... 413
P a trio tism o lite ra rio ................ -............................................. 41t¡
£1 patriotism o <ie V oltaire com parado con el de los jesu íta s 417
T endencia literaria ... 418
Las C ruzada! ................................................................................................... 420
Las /am ilias reales ........ ............................................................................... 424
£1 g e n i o ............................................................................................425
A p u n te s para escribir la tuda de S an ta T eresa 42Ü
t Q u¿ ha d é ser ii.no ló g ica1 42H

Fragmentos de una novela 436


A dvertencia de los editores de E scritos póH um os 450
Apunte» de teoría literaria .................. .......................................... 457
I. delacio n es en tre la sociedad y la lile ra tu ra 437
l.ñ 1¡ tí-tll L ir a y |a socir*lu<Í — I'I'-OU, s ^ lire <1 h u n ih r c do I* fll-
X II ín d ic e o knzral

Pd06

r o ó sfe r a m o r a l q u e le ro d e a .— L e y » d e l o r d en m oral — L as
e ie n u ta » m o r a le s pn c o m p a r a c ió n c o n Ib« n a tu r a le s y la s roa-
te m á tic o s .— L as c ie n c ia s m o r a le s en sa n ch a n el c o r a ió o y
a g r a n d a n r l a lm a .— N o h a y q u e o lv id a r la s r e la c io n a s de la s
c ie n c ia s e n tre s í — U n o de Jos c a r a cte re s d e l s ig lo xvtij es el
h a b er o lv id a d o la le* j el a d e m e s.

IL Influ en cia de. Ja sociedad en la p o e s ía .......................................


L a d u d a a c t u a l es 1a d e l h o m b r e c a n s a d o d a e x t r a v í o s ; ln
•d u d a a n t e r i o r f u é l a q u e p e r v ^ r t e a u n h o m b r e d e b u e n a *
id e a s .— L a p o e s ía e m p e z ó a p r in c i p i o s d e l sig lo x ix a to m a r
u n g ir o re lig io so .-— L a p o e s ía hs u n a e x p a n s ió n d el a lm a y
m e r e c e o c u p a r u n p u e s to d i s t i n g u id o e n t r e lo s fe n ó m e n o s
q u e e x p r e s a n l a s o c ie d a d .— L o s g e n io s n a c e n slel c o n ju n to
y c o m b in a c ió n d e c i r c u n s t a n c i a s en q u e se h a lla J a s o c ie ­
d a d - — E n l a p o e s ía h e b r e a se h a l l a n m a r c a d o s I on c a ra c te r e s ,
r e lig ió n , u s o s y c o s t u m b r e s d e l p u e b lo h e b r e o ,— L a p o e s ía
d e H o r n e r o e s Xa d e l p u e b lo h e le n o c u a n d o a d e la n ta b a H acia
la c u l t u r a c o n s e r v a n d o a ú n l a 1 o sca f is o n o m ía d e lo s a n t i ­
g u o s p e la s g o s -— L a p o e s ía r o m a n a n o fu e s in o I m ita d o r a de
la g r i e g a ; n o o b s ta n te . i n la f o r m a d e V irg ilio a d iv in a m o s
<1 s ig lo d e A u g u s to .

III. L a e s c u e la d e V o lta ire .......................................................


S ig n ific a c ió n d e la p a l a b r a . — L a e s c u e la p o é tic a fíe V o lta ir e
t e n ia p o r o b je to c a r d in a l c e g a r Jas fu e n te s d e la p o e s ía .
P o r in l rn z ó n nr> h a te n id o a l u m n o s p o e lo s .— Lo rtn ie o s ó li­
d o y a p r e c ia b lp d e esc h o m b r e f u é su ta le n to .- La s o c ie d a d
q u e le r o d e a b a f u é íle x n e n to ;i p r o p ó s ito p a r a p ro d u c ir le .

IV. A p u n te s sobre C h a t e a u b r i a n d .............................................................. 475


C h a t e a u b r i a n d <•* la e x p r e s ió n d e u n a g r a n c r is is d e la s o c ie ­
d a d f r a n c e s a . — K l lle g a m eJ m o m e n to q'ue la re lig ió n d e s ­
c e n d ía d<' n u e v e s o b r e )a F r a n c i a .“ L a r e lig ió n n o n e c e s ita
r a s t a u r a d o r e s p o e la s . p e r o a c e p to s u s e ftn tie o s ro m o u n a
o fren d a

Sinnpsis 480
Sermón de la Virgen de los Dolores.................................... soi
S a n ta tr i s t e z a q u e nt>s i n s p i r a n lo» D o lo re s d e M a iia , l£n
M a ria J a s p e o n s e x c e d e n a s u s g o z o s.— D e s p u é s d e l gozo de
la A n u n r ín c ió o v ie n e n la s t e r r ib l e s a n g u s t.a s c a u s a d a s pol­
la s s o m b r a s q u e d i v a g a n p o r la m e n te d e s u e s p o s o .— D e s p u é s
d e l gozo d<l N 'a c im ie n to , las- a flic c io n e s <juc le c a u s a r o n su s
c i r c u n s t a n c i a s y l a p e r s e c u c ió n d e q u e J e s ú s f u é o b je to — D es
p u e s d e la a p a l a b r a s g o z o s a s d e S im e ó n , el a n u n c io d e la
e s p a d a q u e t r a s p a s a r l a su a l m a . — Su v id a a l la d o d e J e s ú s
filé a m a r g a d a c o n s u p é r d i d a e n e l te m p lo .— M ás la rd e v e a
J e s ú s c a l u m n ia d o y p e r s e g u id o - — C u a n d o J e s ú s e x p i r a b a en
e l C a lv a r io , su M a d re e s t a b a a l p ie d e la c r u z .— E l m is te r io
d e lo s D o lo re s d e M aría.-— L a te n r ih le ju s t i c i a d e D io s m a n i ­
f e s ta d a p o r e s le m is te r io . E n el h a lla r e m o s le c c io n e s de
r e s ig n a c ió n y p a c ie n c ia .

Sermón de los santos mártires Luciano y Marciano 512


Máximas entresacadas de las obras de San Francisco de
Sales y distribuidas para todos los dias del año 519
P r ó io g o d e l tr n d iic fo - r e sp n rio l ............................. 51®

Plan de enseñanza para la cátedra de matemáticas de Vich-


ÍNDICE C&NEEUi. X IU

P á g s.

tJ o b je to d e e ste e s t a b l e c im i e n to e s p ro p a g o * ' e l c o u o c L m le u to
d r l a s u ia te m á t i c a s p a r a e l f o ttie n lo d e la s c ie n c ia s y la s
a r t e s . — L o s m é to d o s a d o le c e n d e u n o d e e s lo s d o s v ic io s ;
lu s u p e r f i c i a l i d a d o e s c a s e z y u n e x c e s o d e e le v a c ió n o d e
a b u n d a n c i a . — lis m á s c o m ú n e l v ic io p r i m e r o q u e el s e g u n ­
d o .— L a c n s c ú a n 2ú h a d « s e r la l q u e p u e d a s e r g e rm e n d e u l ­
t e r io r e s e s t u d i o s .— I n g l a t e r r a d e b o e l d e s a r r o l l o d e m i ln
d u s t r i a a lo s c o n o c im ic o ío s m a te m á tic o s - — A ritm é tic o .— A l­
g e b r a . — G c u m e triu e le m c n lttl. — T r ig o n o m e tr ía r e c tilín e a .
G e o m e tr ía p r á c tic a - — A p lic a c ió n d e l á lg c b r u a lú g e o m e tría ,
l 'r i n c l p l o s d e e s t á t i c a y d i n á m ic a

Discurso inaugural de la cátedra de matemáticas de Vich,


pronunciado en 1.“ de octubre de 1831 - ........ 5ü2
1'rodinL oh <jue p u e d e h a c e r lu iriH lru c ció u y f u n e s (o v a c io q u e
d e j a s u o l v id o .— L a s i tu a c i ó n a c tu a l d e l a i n d u s t r i a y d e l
c o m e r c io e x ig e n e l f o m e n t o d e lu s m a te m á tic a s y d e l d i b u ­
j o . — L u s s o c ie d a d e s a n ti g u a s p o d í a n p r e s c i n d i r d e e s to s e le
m e n to s s i n c o m p r o m e t e r s u f c l l c 'd m ) n i sil p r e p o n d e r a n c ia
T ir o , A l e j a n d r í a , R o m a .— E n ly.s *ix:ÍLMtadf* m o d e r n a * s o n
m e d io s p o d e r o s o s d e b r i l l a n t e z y p o d e r lo .— V itíc o la .— 1.a E s ­
p a ñ a d e lo s K eyes C a tó lic o s .— H o la n d a .— I n g l a t e r r a . — N in g ú n
a d e l a n t o d e m o n t a p u e d e n h a c e r e l c o m e rc io y l a I n d u s t r i a
* in e l iiu x lio d r ln s m a t e m á t i c a s y d i b u jo .— D e esta*, c ie n
c i a s d e p e n d e n 1j $ a r to s — Uo e lla s ta m b ié n la m e c á n ic a .
C o n c l i a s e s t á n r e l a c i o n a d a s bi a l b a A ilr r ía y la c u r p i n k r h ,
r l c o m e r c io y l a a g r i c u l t u r a . — l.a s T n a te m d t¿ ro s s o n l a U uve
d e la s íicjicirtH n a t u r a l e s . — N n e s c ie rn o q u e lo* a d e la n to s
c .e n tiíle o s a r r a s t r e n a ev trav lo s» r e l i g i o s o s - D e s c a r te s .— P a s ­
c a l-— L e ib n í* .— N c w to n ,— L u r e lig ió n y Ib n a tu r a le z a , m í a -
n a d a s <!«• m i m is m o p r i n c i p i o , n o te m e n la lu z -— t i r a n d o
a t r a c ti v o d e la s m a t e m á t i c a s . — l o s e s p a ñ o le s n o so m o * in ­
c a p a c e s <1<* ig u a l a r a o tr o s p a í s e s e n s u s a d e la n to s .

Discurso sobre los males causados por la ociosidad ....... 57G


A s o m b r o s o m i s t e r i o el d e ) e o r a ? ú u h u n m n o .-- Y a se no* ve do
m in a d o s p o r u n a c a n t i d a d e x c e s iv a d e m o v im ie n to , y a n o s
s u m im o s e n la in a c c ió n y e n la a p a tía . E l r^cioso, b a jo lu
a p a r ie n c i a d e d e s c a n s o , v iv e e a p e r p e tu a d e s a z ó n .— V iv e e n
u n a e s p a n t o s a s o le d a d , s e m l i a d e te d io s y m e la n c o lía s .
L a o c io s id a d f o m e n ta e l f u o ^ o di* lu im p u r e z a - — l ’l t r a l u j n
e s u n b á l s a m o q u e c u r a l a s lla g a s líb ic r lu s p o r la s p a s i o ­
n e s .— Ln c a r r e r a l i t e r a r i a o f r e c e u j i v a s t o c a m p o p a r a e l
t r a b a j o . — N o d elji-n a r r e d r a r o s la in c o m o d /d a d n i la fn-
titfa .— L a p a t r i a , la r e l i g ió n y l;i s o c ie d a d n e c e s ita n a p o
y o r s c e n v o s o t r o s . — E l s e c r e to «le la le lic d a d e s el c u m p lí
m i e n t o d e l d e b e r , y é s t e m> s e c u m p l e s i n t r a b a j o

Apunten para un tra ía lo de trigonometría 58*


I. Trigonom etría rectilínea 583*
II . Trigútionietría esférica ... 005
Nulas de estudios sobre cantidades variables ... 635
Notas sjb rc algunas cuestiones de geometría y de física. G40

P O E S I A S

PflÓ L O C O £>L LA EDICIÓN « B A L M E S U N . . . «7


Lírico-filosóficas ........
X II INDICE GEKZAAL

m ó s íe r a m o r a l <rue le ro d e a .— L e y e s d el ord en m o r a l— L as
c ie n c ia » m o r a le s e n c o m p a r a c ió n c o n b is n a tu r a le s y la s m a
■tem i t i c a s .^ L a s c ie n c ia s m o r a le s en sa n c h a n el cora zó n y
a g r a n d a n el a lm a .— X o h a y q u e o lv id a r la s r e la c io n e s de la s
c ie n c ia s e n tre tí«— U n o d e l o s c a r a cte re s d el s ig lo x v n i es el
h a b er o lv id a d o ta le s r e la cio n es»

It In flu e n cia de la sociedad en lo poesía ... .......................


L a d u d a a c tu a l es lo. d e l h o m b r e c a n s a d o de e x t r a v í o s ; la
d u d a a n t e r i o r f u é J a q u e p e r v ie r t e a u n h o m b r e d e b u e n a s
id e a s .— L a p o e s ía e m p e z ó u p r i n c i p i o s d e l sig lo m x a to m a r
u ji g ir o re lig io so .-— L a p o e s ía »*s u n a e x p a n s ió n d e l a lm a y
m e r e c e o c u p a r u n p u e s to d i s t i n g u id o e n tr e lo s fe n ó m e n o s
<]ue e x p r e s a n l a s o c ie d a d - — I.n s g e n io s n a c e n d e l c o n ju n to
y c u m b in a c ió n d e c i r c u n s ta n c i a s e n q u e se h a lla Ja s o c ie ­
d a d .— E n l a p o e s ía h e b r e a se h a l l a n m a r c a d o s lo s c a r a c te re s ,
re lifliO n , u s o s y c o s t u m b r e s d e l p u e b lo heb reo * — L a p o e s ía
d e H o m e r o e s l a d e l p u e b lo h e le n o c u a n d o a d e la n ta b a h a c ia
l:i c u l t u r a c o n s e r v a n d o rt^ n l a to s c a fis o n o m ía d e lo s a n t i ­
g u o s p élaseos-*—Lo p o e s ía r o m a n a n o fu é s in o im i t a d o r a de
la g r i e g a ; n o o b s ta n te . e n la f o r m a d e V irg ilio a d iv in a m o s
rl s ig lo di* A u g u s to .

III L a e&cvela de V o l t a i r e ................................................ .................


S ig n ific a c ió n d e la p a l a h r a . — L a e s c u e la p o e lic a d e V o lta ire
te n ía p o r o b je to c a r d in a l c e g a r la s f u e n te s d e lo p o e s ía .
P o r ta l ra?.ón n o h a te n id o a lu m n o s po<-lns.— \x> ú n ic o s ó l i ­
d o y a p r e e ia b lc d e esc h o m b r e f u é s u t a l e n t o . - L a s o c ie d a d
q u e le ro d e a b a fu e e le m e n to a p r o p ó s ito p a r a p r o d u c ir le .

IV. A p u n tes sobre C h a te a u b ria n d ............................................ 475


C h a te a u b r ia n d es l a e x p r e s ió n d e u n a g r a n c r i s i s d e l a s o c ie ­
d a d f r a n c e s a . — K l l l i g a f n e l m o m e n to q u e la r e lig ió n d e s ­
c e n d ía d r n u e v o s o b r e la F r a n c ia . — L a re lig ió n n o n e c e s ita
r n s ta u r a d o r e * p o o la s p e r o a c e p ta s u s c á n tic o s co m o u n a
o fren d a

S in o p s is 450

Sermón de la Virgen de los Dolores ....................................... 501


S a n ta tris te z a q u e n o s i n s p i r a n los D o lo re s d e M a iia . En
M a ría L is p e n a s e x c e d e n a s u s g o zo s.— D e sp u é s d e l gozo de
la A n u n c ia c ió n v ie n e n la s t e r r ib le s a n g u s tia s c a u s a d a s p o r
la s snnU »ras q u e d iiv a g a n p o r la m c u lc d e s u esposo.-—D e s p u é s
d e l gozn i]« 1 N 'a e im ie n tn , las* a flic c io n e s q u e le c a u s a r o n su*
c ir c u n s ta n c ia s y la p e rs e c u e ió n d e q u e .Jesús fu é o b je to .—- D e s ­
p u é s d e la s p a l a b r a s g o z o sa s d e S im e ó n , el a n u n e -o d e la
e s p a d a q u e t r a s p a s a r í a s u a lm a .— Su v id a a l la d o d e J e s ú s
fu é a m a r g a d a c o n s u p é r d id a e n e l te m p lo .-—M ás ta r d e v e a
J e s ú s c a l u m n ia d o y p e rse g u id o .-—C u a n d o J e s ú s e x p i r a b a en
el C a lv a rio » s u M a d re e s ta b a a l p ie fie la c ru z .— .El m is te r io
d e lo s D o lo re s d e M aría.-— L a tw irih le ju s t i c i a d e D o s m a n i ­
fe s ta d a p o r e ste m is te r io . E n el h a lla r e m o s le c c io n e s de
r e s ig n a c ió n y p a r ir n e ia .

Sermón de Jos santos mártires Luciano y Marciano 512


Máximas entresacadas de Jas obras de San Francisco de
Sales y distribuidas p i ra todos los dias del año 519
P ró lo g o d e l tr a d u c lo i e sp a ñ o l ... 515

Plan de enseñanza para Ja cátedra de matemáticas de Vich- 546


ÍNDICE C&NERAL X IU

Págs.

til o b je to de e*te e s t a b le c im ie n t o e s p rop a g o ? e l couocL m .entu


d e la s m a te m á tic a s p a r a el fo m e o t o d e la s c lt a c ia s y la s
a r te s.— L os m é to d o s a d o le c e n d e u n o d e e s lo s d o s v ic io s :
lu s u p e r fic ia lid a d o e s c a s e z y u n e x c e s o d e e te v a c ló o o de
a b u n d a n c ia .— Us m á s c o m ú n e l vlc'.-o p r im e r o q u e e l s e g u n ­
d o .— La c n se fia n 2 0 h a d« s e r ta l q u e p u e d a ser ge rm e n ü e u l
ter lo r e s e s lu d io s .— Iruilaterra d e b e e l d e s a r r o llo d e sai ln
d u s lr ia a lo s c o n o ciD iicftfo s m a tem á tic o » -— A r itm é tic o .— A l­
g eb r a . — G e o m etría e le m e n ta l. — T r ig o n o m e tr ía r e c lílin e a .
G eo m etría p rtícL ca.— A p lú ia d r in d e l ¿ lg e b r u a lu g e o m e tría .
P r in c ip io s d e e s tá tic a y d in á m ic a

Discurso Inaugural de la cátedra de matemáticas de Vich.


pronunciado en 1.° de octubre de 1831 .................... 5G2
P r o d ig io s q u e p u e d e h a e e r lu ír is lr u c e iú u y f u n e s to v u e io qu e
d e j a s u o l v id o .— L a s i tu a c i ó n a c tú a ) d e Ju i n d u s i r l u y d e l
c o m c r e io e x ig e n e l f o m e n to d e l*ts m a te m á tic a s y d e l d i b u ­
j o . — L u s s o c ie d a d e s a n t i g u a s p o d í a n p r e s c in d ir d e e s lo s e le ­
m e n t o s s in c o m p r o m e t e r s u f e l ic i d a d ni v.i p r e p o n d c v n n c ia
T ir o , A le jM n d riu , H o m a .— E n l a s s o c ie d a d e s m o d e r n a s s o n
m e d io s p o d e r o s o s d e b r i l l a n t e z y p o d e r lo .— V e n c c ia .— L a lis -
p a ñ a d o lo s K eyes C a tó lic o s .— H o la n d a .— I n g l a t e r r a . — N in g ú n
a d e l a n to d e m o n in p u e d e n h a c e r e l c o m e r c io y la I n d u s t r i a
s i n e l a u x lio d e l a s m a t e m á ti c a s y d ib u jo . — De e s l a s c ie n ­
c i a s d e p e n d e n la s a r t e s . — D e e l l a s ta m b ié n la m e c á n ic a .
C o n e l l a s e s tá n r e l a c io n a d a s l a a lb a ñ i l e r í u y la c a r p i n t e r í a ,
id (‘o n iiT c ío y la a g r i c u l t u r a . — l.a s m a t e m ^ t i r a s s o n la lla v e
d e la s lic i ic i n s n a t u r a l e s . — X m e s c lrr ^ o q u e lo s a d e la n to s
c.entiflros a r r a s t r e n a extravio** r e lig io s o s * D e s c a r te s . — P a s
c u l.— L e i b n u . — N o v t o n , — L u r e l i g i ó n y la n a tu r a le z a , a m a ­
n a d a s d e u n m is in o p r i n c i p i o , n o te m e n la l u z — t i r a n d o
a t r a c ti v o d e ln* m a t e m á t i c a s . — I.o s e s p a ñ o le s no io n io s i n ­
c a p a c e s <lc i£ u a l;ir n o tr o s p a í s e s e n s u s m ir la m o s .

Discurso sobre los niales causados por la ociosidad 57C


A s o m b r o s o m i s te r i o el d e l e o ru 7 ú u liu n ia n o .- Y a se n o s ve do
m in a d o * p o r u n a c a n t i d a d e x c e s iv a d e m o v im ie n to , y a n o s
s u m im o s e n la i n a c c ió n y e n la a p a llu • E l <~>cíoso, b a j o lu
a p a r i e n c i a d e d e s c a n s o , v iv e e n p e r p e t u a d e s a z ó n -— V iv e e n
u n a e s p a n t o s a s o le d a d . s e m 11» d e te d io s y in c in n e o lia s .
L a o c io s i d a d f o m e n ta e l fu e jín d e la im p u r e z a .— E l tr a lia jo
e s i i n b á ls a m o q u e c u r a l:is lla ^ sts r tb ie r U s p o r la s p a s i o ­
n e s .— L a c a r r e r a l i t e r a r i a o f r e c e u n v a s to c a m p o p a r a el
t r a b a j a —- N o d e h m a r r e d r a r o s la in c o m o d /d a d n i la f a ­
tig a .— L a p a t r i a , l a r e l i g ió n > la s o c ie d a d n e e L s ita n a p o ­
y a r s e e n v o s o tr o s .— l'l s e c r e to d e la F e lic id a d es el c u m p l i ­
m ie n to d e l d e b e r , y é s te n o se c u m p le s in t r a b a j o

Apunten para un tra ta lo de trigonometría 58!


1. T rig o n o m e tría re c tilín e a 58S
II. T r ig o n o m e tr ía e s fé r ic a ... 005

Nulas de estudios sobre cantidades variables ■■■ 035


Notas sjb rc aljjinvis cuestiones de geometría y de física. 040

P O E S I A S

P h ó lo c o de: l_\ e d ic ió n «&u . m e s l in a u . ..


Lí ricofil osóficas
m v ÍNDICE GENERA)*

Pdgj

L as ala s del licm po ... ... ........................................ . 651


F rag m en to d e una oda consagrada al p arecer a la aflicción
y a los recuerdos . ........................... ........................... 652
La vida 652
V anidad do Las grandezas h um anas ... 656
V anidad d e la ciencia hu m an a 658
La voz <iol desengaño • 660
La in q u ie tu d 662
La soledad ............................................................................................ 663
Inscripción com puesta por M W a te lit (trad u cció n ) ................ 668
El saber . .................... ..................... 668
La lira 675
El sueño del p e d a .. 680
El genio 683

EtegiaCAS 686
El río desbordado 686
El h u é rfa n o 6B6
A ln m u erte d e un am igo 688
La víctim a en e l s a n tu a rio 689
E l a ju sticiado ......... 691
U na visión (fragm ento» ... 697
E l castillo ...................... 697
La irru p c ió n d - los b á rb a ro s 698
P o rv e n ir ......... ........ 701
P redicción f r a g m e n t o ' 705
Las ru in a s ... . . . . . . 705

R e lig io sa s TO8
La relig ió n . ... . 7118
La m u e rte del escéptico 712
La m u e rte ...................... ... .............. 713
El a ta ú d ............................... 716
R ecuerdos d el S anto S epulcro ........................................ 717
T raducción ............................ ............................................. 723
A un nuevt) celeb ran te ............................................. 723
La cruz solitaria ........................ ........................................................ 724
San J u a n B autista ................................. ............................................. 726
S an P ab lo on el d esierto ... ............................................. . 726
Ln oració n de Je sú s en el hu e rto d e Gotsem aní ... 730
Lustra t e x qui iam pe reg it... (traducción) .. ......... 73S'
ÍNDICE GUNERAL XV

Págs.

O ración d i Je re m ía s, que em pieza ; Recordare. Dom ine


(trad u cció n libre) ................................................................. 735
Salm o 103> q u e tro p ie z a : B e n e d ic, an im o m ea. Dom ino. .
(traducción libre) .............................................. ......... 736
H im n e: 1e.su, corona V írpinm n .. (traducción 738

Id ílic a s 740
El a m a n e c e r ... ............................ ...................... 740
Una m añ an a d e p rim av era . . 741
El r u i s e ñ o r ............ 741
La flor en el valle ... 743
E l a rro y u e lo 745
L a fuente en el d esierto 745
Una escena dt Edén ......... 746
Una n o c h í en B arcino 748
L a palom a ... 749
El vuelo 740

H u m o r ís tic a s ......... " so


A un im p o rtu n o q u e m e pedia una le trilla 750
Al m ism o a sunto ... ............................................. 750
Un soneto im posible 753
T raducción ........................... 753
El aje d re z (traducción» 753
Epitafios ......... 754
E p ig ram a ... 758
S a tu rn o ... ... 758
E pigram a .................................. 758
U na q u e ja de A tlan te (traducción líb re ) ......... 759
T raducciones v a ria s del p a saje d e J u v e n a l: O sanctas g e n ­
tes, quíbus haec n a scu n tu r in h o r tú ilu m in a / ..................... 7SD
F,1 diálogo ... ......................................................... 760
El poeta hinchado ................................................................................... 7C1
Le oración d e un clásico al pie de H e lic ó n .................................. 764
Apolo m ustio 764
El pobre y el rico .. ... 765
La fábula y la v erdad (traducción) ............................................... 767
L etrilla a las V ariedades d í Lo P az del 7 del co rrien te ab ril 768
A don V alcntl L lo rc r ...................... ........ ............................ 770
P ig s

Arte poética de Horacio (fragmento) ................................. ... T72


T raducción de un fragm ento de la c a rta d e H oracio a los
Pisones, o sea el a rte poética ..................... ........................ ....772

EFEMERIDES E INDICES
P rólogo de L a f.d Ic ' ó k (.r a l m e s i .i n a » 77!t

Efemérides b a im ^ a ia n a s 78?
Efemérides históricas ■ 795
In d ic e alfabético de nombres y cosas 831
Catálogo b ib lio g rá fic o 1011
In d ic e s'.nóptii'o de los ocho v o lú m e n e s 10H
PROLOGO DE LA EDICION
"BALMESI ANA”

Balmes tuvo siempre una predilección por la biografía.


Los primeros libros Que, niño aún, devoró en la Biblioteca
Episcopal de Vich fueron los Diccionarios biográficos, de tos
cuales hay en ella muchas y m uy bellas ediciones. El mismo,
en medio de la extremada pobreza de su casa, compró un
grande diccionario de hombres célebres en nueve tomos.
No es extraño, pues, que también tuviera marcada apti­
tud para escribir biografías. Los caracteres que pinta en El
Criterio son de una perfección artística verdaderamente
ejemplar. Aprovechó las ocasiones que se le ofrecieron para
escribir trabajos más amplios en este género, que son indu­
dablemente dignos de figurar entre los mejores escritos bal-
mesianos.
Por esta razón nos ha parecido conveniente agrupar en
un volumen los cinco esbozos siguientes, encabezados con el
título de B i o g r a f í a s , || .
O ’Connell*

S u m a r io . - —O’C onnell es la Irla n d a. Su n acim iento, in fan cia y e d u ­


cación p rim era. O C o n n e ll, abogado. El A cia de U nión y la
supresión d e l p a rla m e n to irlandés. C recien te p o p u larid ad de
O C onnell, ad q u irid a en su bufele. C au sas de las ag itacio n es de
Irla n d a . O 'C onnell las regularizó . Su elocuencia. Su ironía.
Su generosidad Su duelo con D 'E slerre. Su relig io sid ad Su
buen hum or. La g ran A sociación de Irla n d a (1823). M edios e
influencia con que cuenta. E l bilí de em ancipación de los ca tó ­
licos (1829). Su discusión en la c á m a ra d e los C om unes y en
la de los Lores. Su elección p rim e ra p o r el condado d e C lare
como individuo d e la c ám ara de los Com unes. No es adm itido
en el p a rla m e n to y su elección es an u la d a . N u ev am en te elegido
en 1830, y vigiendo el bilí de em an cip ació n de los católicos in ­
gresa en el parlam en to . L a v a ria b ilid ad a p a re n te de su política.
Sus a ta q u e s a l p a rtid o tory. C a rá cte r ex cu sab le de la dem agogia
de O 'C onnell por su re c titu d y p u rez a de m iras. O 'C onnell d e ­
tie n e la revolución. L a a risto c ra cia in g lesa se v e am en azad a.
O ’C onnell y los c artislas. L a revo lu ció n posible d e Irla n d a y sus
probables efectos.

O’Connell es la Irlanda: he aquí e l verdadero punto de


vista para apreciar en su justo valor a ese hombre célebre;
para estimar debidamente las colosales dimensiones de esa
figura gigantesca, de ese tribuno monstruo, que ha logrado
fundar y afirmar un trono de diamante sobre el movedizo

* [ N o t a f i b l i o c r ^ k i c a .—E sta bio g rafía (B alines m ism o le da este


n o m bre en u n a c a rta ) fué p ublicada en L a Civilización, en e l cu a­
d e rno 4.°. co rre sp o n d ie n te a la seg u n d a q u in cen a de se p tie m b re
d e 1841 (vol. I, pág. 145). Q u ed aro n de ella tan satisfechos, así Bal-
m es com o sus com pañeros de redacció n R oca y F e r re r , q u e d e te r­
m inaron d e c o ra rla con un r e tr a to del h é ro e p agando ellos la p la n ­
cha, tira je y papel. F u é tra d u c id a a l inglés, y c o rrió p o r Irla n d a
con g ra n fo rtuna.
No se hizo otra edición. E l sum ario q u e sigue lo hem os hecho
nosotros.
N o t a h i s t ó r i c a ,—O ’C onnell nació e n C arh en (condado de K e rry )
el 6 de agoste de 1775. Los prin c ip ale s hechos de su vida p ú b lica
van referidos en e l p rese n te articulo. Su o p inión c o n tra ria a los l e ­
v antam ientos a rm ados dism inuyó en los p o stre ro s años su p o p u la ­
ridad. M urió e n G énova el 15 de m ayo de 1847 ]
6 BIOGRAFÍAS [1 2 , 9 - U 1
*

cimiento de la popularidad. O'Connell es la Irlanda: es la


personifica ción de un puehln de siete millones, oprimido
por l| espacio de largos siglos, sufriendo la miseria más ho­
rrorosa que imaginarse pueda, arrastrando una existencia de
infortunio, de calamidad, de dolores sin ejemplo. O’Conne’l
es la Irlanda católica, aplastada durante tres siglos bajo la
planta de hierro de la aristocracia protestante, implacable
en sus odios contra el catolicismo, insaciable en su sed de
oro y de mando, recelosa, suspicaz, tiránica, como poder cul­
pable atormentado por el remordimiento. O’Connell ps la
irlanda; su voz de trueno es la voz de un gran pueblo que
dice basta; basta de injusticia y de opresión, basta de violen­
cia y esclavitud, basta de desnudez y de ham bre: es la voz
de un gran pueblo que se remueve como las olas del océano
al comenzar la borrasca, que brama como el lejano huracán
esparciendo en su carrera la desolación y el espanto, que
muge como subterráneo fragor, indicio del terremoto que
hace hambolear cual leves cañas los torreones y alcázares.
Si no le miráis así, no comprenderéis a ese hombre extraor­
dinario, a ese Hércules de la política, que, infatigable e in­
vencible como el Hércules- de la fábula, lucha hace trein­
ta años con la aristocracia más astuta y poderosa que se
vió jamás sobre la tierra. Si no le contempláis rodeado de
millones de hombres cubiertos de andrajos y transidos
de hambre, clamando por el remedio de sus males, con des­
pecho, con furor y hasta con desesperación, no comprende­
réis esa extraña mezcolanza de entusiasmo religioso y de
exaltación democrática, de dignidad y de grosería, de gene
rosidad y de virulencia, de rasgos sublimes y de dicterios
vulgares, de palabras tiernas y sentidas, y del más cruel sar­
casmo; no comprenderéis !| al grande agitador, como le lla­
man los whigs, al rey mendigo, como le apellidan los torys,
al libertador, como le aclama con frenético entusiasmo el
pueblo irlandés *. ||

1 Como al p u b lic a r en n u e stra R ev ista alg u n as biografías de


p ersonajes célebres, m ayorm ente contem poráneos, no nos p ro p o n e ­
m os o frecer a n uestros lectores a rtícu lo s d e pu ro esp arcim ien to y
recreo, sino d a r a conocer aquellos hom bre» en quienes se p erso ­
nifica un país o una época, logrando de esta m an era n u estro p rin ­
cip al objeto, que es e l ex am en y acla rac ió n de las a lta s cuestiones
sociales y políticas, nos será preciso aco m p a ñ a r las b io g rafías con
algunas notas históricas que ilu s tre n y expliquen la v e rd a d e ra si­
tu ació n del personaje cuya vida y hechos describam os. Al p rin cip iar
la b iografía de O’C onnell hem os pintad o con negros colores la si'
tu ació n de Irla n d a, situación lam e n ta b le donde hem os dicho que se
debía b u sc ar el orig e n de m uchas de las e s tra ñ e z a s y excesos de su
fogoso trib u n o ; y bajo este punto de v ísta p rese n tare m o s a O'C on­
nell tal como nosotros le concebim os, sin a te n e rn o s a lo que pueda
h a b e r dicho en pro ni en co n tra la e x ag eració n o el e sp íritu de p a r­
tido. P e ro con la m ira de que a su vez no se nos tac h e tam b ién de
[1 2 , 12 13] O’CONNELL 7

Nació Daniel O’Connell en el año de 1774, en Carhen.


condado de Kevry, en la provincia de Munster. Su país natal
es montañoso y de aspecto salvaje: digna cuna del hombre
de hierro, no quebrantado todavía con sesenta anos de la
existencia más agitada y borrascosa, en medio de trabajos y
fatigas sin cuento. Era su padre Morgan O'Connell, labra­
dor, que, con título de arriendo, cultivaba la tierra que ha­
bía sido de sus mayores, y perteneciente a la sazón al colegio
protestante de Dublfn. A pesar de la situación lamentable en
que se hallaban los católicos de Irlanda, II la educación e
instrucción de O’Connell no fueron descuidadas, pues que
su padre no carecía de algunos medios para proporcionár­
selas.
, La vida de un hombre se explica muchas veces por las
primeras impresiones que recibió en su infancia; y por cier-
exagerados en lo q u e hem os dicho d e la m iseria d e Irla n d a, c o p ia re ­
mos las pa la b ra s d e u n ilu stre viajero , testig o o cu lar d e los h o rro ­
rosos padecim ientos d e ese in fo rtu n a d o país. Es M. d e B eau m o n t, en
su obra titu la d a L ’Irlande social, poltttq n e et religieuse, p u b licad a
en P a rís en 1839.
«Nada existe m ás infeliz, dice B eau m o n t, que esa m u ltitu d d i
«labradores que pulu lan d o s o b re el terren o , y pegados a él como
»la lepra, au m e n ta n en m iseria a p ro p o rció n q u e se m u ltip lic a n ;
«llegando al ex tre m o de que siendo La p o b lació n de ocho m illones
»de ha b ita n te s se cuente el asom broso n ú m ero de 2.600.000 pobres.
«Todo el país, en todas p a rte s, b a jo todos aspectos, en todos los
«in stantes del día, se ve c u bierto d e m iseria. J e esa m iseria desn u d a
»y h a m b rien ta , ociosa y v a gam unda, que m en d ig a sin cesar, q u e se
»os p rese n ta al lle g a r a las cosías de Irla n d a , que no se a p a rta ja-
»m ás de v u e stra vista, ya en el aspecto del p o b re c u b ie rto de an-
»drajos, y a en las facciones del desgraciad o e n ferm o , q u e os c u en ta
»sus dolencias y os m u estra sus llagas. P o r todas p a rle s os v eréis
«acom pañado, perseguido, con gem idos, con llantos, con qu ejid o s do­
l ie n t e s , que si no os m ueven a piedad, os im p o rtu n a rá n y lle n a rá n
»de espanto. No pa re c e sino que esta m ise ria es in h e re n te al suelo
»y q u e es uno d e sus productos. Cual un a de esas plagas endém icas
»que c o rro m p en la a tm ósfera, marcliiLa todo cu an to toca. H asta el
omismo rico, en m edio d e sus goces no p u ede su b stra erse a la m ise-
»ria del p o b re ; se le pega ten a z m en te como ro ñ a, y son vanos todos
«sus esfuerzos p a ra sacudírsela.
«Como todos aun pobres, se n u tre n con el a lim en to m enos Caro
»del país, que son las p a ta ta s ; pero no se c re a q u e sean todos tan
«dichosos que pu ed an com erlas en a b u n d a n cia : los que p u eden co-
»mi’rías tre s veces al d ía se tie n e n y a por p riv ile g ia d o s ; los h ay que
»sMo las com en dos veces, m uchos un a sola vez, y no son pocos los
»que pasan uno y dos días sin to m a r alim ento.»
R ecuerden n u e stro s lectores que esa h o rro ro sa m iseria es en la
Irla n d a , en uno de los países m ás fecundos, m ás v a riad o s y p in to re s­
cos de Europa, y vea si no es fu ndada la in d ignación, si n o es e x c u ­
sab le el despecho del d e sgraciado irlan d és, q u e, m erced a u n sistem a
d e opresión y de codicia, se ve p recisad o a m o rir de h a m b re en un
país donde p o d ría v iv ir acom odado y ven tu ro so . En la crisis ac tu a l
d e In g la te rra , y q u e ta n ta influencia te n d rá s o b re la p o lítica g en e­
ra l de Europa, es m uy im p o rta n te conocer a fondo la c u estió n de
Irla n d a, qye sera, a no dudarlo, uno d e los p rin c ip ale s em b arazo s
con que ten d rá que lu ch a r el m inisterio P e e l,
8 BIOGRAFÍAS (1 2 , 1 3 -1 4 ]

to que en los primeros años de O’ConnelI encontraremos el


germen de su espíritu agitador y de su odio implacable con­
tra la aristocracia protestante. Cabalmente la época de su
nacimiento y niñez fué una de las más desastrosas para la
Irlanda. Merced a la miseria, a la opresión, a la desapiada­
da exacción del diezmo que el católico irlandés se ve forza­
do a pagar al ulero protestante, es decir, a los ministrois de
una secta que detesta, hubo en 1761, ■on la provincia de
Munstcr, la sublevación de los white-bois, niveladores o mo­
zos blancos: sublevación terrible, en que una muchedumbre
hambrienta, furibunda, abrasada dle sed de venganza, reco­
rría !a Irlanda, degollando los rebaños de sus opresores, in­
vadiendo las casas de los particulares, derribando las cercas
de las dehesas, quemando haciendas y entregándose a todo
linaje de excesos y atrocidades. Por espacio de quince años
duró la insurrección; porque, si bien sofocada a trechos con
la fuerza de las armas y el horror de los patíbulos, volvía
siempre a rebrotar, hasta que en 1775 se presentó todavía
más terrible en los llamados right-bois, defensores del dere­
cho, que, sucesores de los mozos blancos, desolaron la Irlanda
y particularm ente el condado de Kerry, patria de O’Connell.
Ya se deja entender lo que oiría el niño O'Connell sobre
la insurrección de los defensores del derecho; || mayormente
perteneciendo a una familia originaria de la raza irlandesa-
milesiana, y cuyos ascendientes se habían distinguido en las
guerras de la invasión anglo-norrnanda, defendiendo con te­
són y bizarría la independencia de su patria. Oiría sin duda
la insurrección disculpada y excusada pur la desesperación
a que se veían reducidos los pobres paisanos que, en no pa­
gando en el día prefijado el canon bienal, eran lanzados sin
compasión de la miserable choza que servía de abrigo a su
familia ; que al volver desnudos y hambrientos a su campo
para desenterrar algunas patatas con que alimentarse, eran
arrojados por los soldados; y para llevar a colmo la miseria
y la desesperación de esos infelices, hasta se llegaba a la
barbarie de revolver el terreno y quemarles su choza, arre­
batándoles así toda esperanza, echándolos con sus familias a
morir de hambre en el camino real. * ||

* L a in su rrec c ió n ha sido tan fre c u e n te en Irla n d a, q u e en cier-


tas épocas ha llegado a se r como su estado norm al. S obre este p a r­
tic u la r sü h a lla n curiosas no tic ias en un a rtícu lo titu la d o H isto ria
in su rreccio n al de Irlanda (Local D islurbances in Ireia n d ) desde
p rin cip io s del siglo XV U 1, q u e se publicó años pasados en un núm e­
ro de la .Revista Española. AUí se ve que el orig en de las in su rre c ­
ciones y de los crím en e s estaba en la m iseria, en la h o rro ro sa m i­
se ria q u e ag o tab a todo su frim ie n to y p ro d u cía la desesperación.
P ero, a m ás d e los dalos que se e n c u e n tra n en el escrito citado y
q u e se refieren a épaca m ás remota» to d av ía p u ed en p rese n tarse
o tro s m ás rec ie n te s y m ás fijos.
[1 2 , 15-1G] O’CONNELL 9

La primera educación de O'Connell fué encomendada a


un anciano sacerdote católico, a uno de esos sacerdotes irlan­
deses que abrigan en su pecho el más ardiente amor a su
religión y el más acendrado patriotismo, Pobres, perseguidos,
víctimas del odio protestante, sucesores de mártires, no tie­
nen otro consuelo que aliviar el infortunio de sus compatri­
cios, prodigándoles los auxilios de la religión y haciéndoles
entrever la esperanza de mejores días para la Irlanda. El
niño O'Connell, QOn su inquietud incesante, || SU agitación
violenta, su comprensión viva, su corazón sensible y ardien­
te, escucharía con los ojos arrasados de lágrimas los padeci­
mientos de su patria, concebiría una aversión profunda a
sus opresores, y, presintiendo el inmenso porvenir que le
aguardaba, revolvería en su mente la libertad de Irlanda,
como una ilusión encantadora, y diría con lengua balbu­
ciente lo mismo que dice ahora al cabo de sesenta años: «Si
un día sonara la hora del combate de la Irlanda contra la
Inglaterra, yo me hallaría entre los combatientes en pri­
mera fila» 3.
En 1835 se propuso el gobierno inglés fo rm a r cab al co n cep to d i
la v e rd a d e ra situación de Irla n d a , y al efecto o rd en ó u n a in fo rm a ­
ción n pesquisa general. Los com isario s d irig ie ro n a sus co rresp o n ­
sales en cada p a rro q u ia la siguiente p r e g u n ta :
«¿T enéis noticia d e q u e en los últim o s tre s años h a y a n acaecido
alg u n as m u ertes causadas por la necesidad?»
Del ex am en prac tic a d o p a ra s a tisfa c e r a esta p re g u n ta re s u ltó :
que h abían m u erto una infinidad de p e rso n a s p o r la falta de a li­
m en to ; q u e d e éstas, las unas h a b ía n m u erto d e p u ra h a m b re , o tras
cuya m u erte h ab ía sido a c ele ra d a por la m ism a causa, o tra s h a b ía n
p erecido por una larg a ex te n u a c ió n y o tra s, en fin, d e e n ferm ed ad
y de h a m b re a la vez.
De la m ism a pesquisa res u lta ro n o tro s d ato s a c u a l m ás tristes.
En C o n naught la población agrícola carece de tra b a jo seis m eses
al año, y hay u n a p a rro q u ia donde sólo le tie n e n u n m es e n todo
el a ñ o ; y en las poblaciones m ás felices n ad a lien en q u e h a c e r por
lo m enos tre s meses.
E n u n folleto publicado en D ublín e n 1787 se e n c u e n tra u n e s ta ­
do dem o stra tiv o del déficit a n u a l en q u e se h a lla e l la b ra d o r irla n ­
dés p a ra c u b rir sus necesidades m ás p re c isa s; y co m p a ra n d o lo
que g an a con lo que tie n e que p a g a r p o r e l a rre n d a m ie n to d e su
choza, cam po destin ad o a p a ta ta s, diezm os, etc., re s u lta q u e indis­
p e nsablem ente u n a porción co n sid e rab le h a b ía d e m o rir de h am b re.
Los datos recogidos en la in form ación de q u e estam o s h ab lan d o .con­
firm an esta tris te v e rd a d , p re se n ta n d o u n a p ru eb a irre cu sa b le en
el precio d e los jo rnales. P a ra que la s u e rte del la b ra d o r fu ese no
d irem os acom odada, pero solam ente to le rab le , e l jo rn a l d e b e ría ser
de 10 penny, cosa d e 3U c u a rto s ; y por lo eom ún no p a sa de c u a ­
tro p e n n y (12 cuartos), cuando llega al m áx im u m es d e seis p enny
(18 cuartos), pero a veces ba ja h asta dos (seis c u arto s). A ñ á d a se a
esto lo que hem os observado sobre la falla d e tra b a jo y q u e p a ra
cada palm o de te r r e n o hay c ie n p rete n d ie n te s, y véase si es conce­
bible una m iseria m ás horrorosa.
3 Los sacerd o tes católicos d e Irla n d a h an sido m irados p o r los
p ro testan tes como p rom ovedores de desórdenes. No tra ta m o s d e en ­
tra r en u n ex am en d e ta lla d o sobre este p a rtic u la r, ln q u e ad em ás de
10 BIOGRAFÍAS (1 2 , 1 6 -1 8 ]

A la época de que hablamos estaban prohibidos los cole­


gios católicos en Inglaterra, en Escocia e Irlan d a; y así es
que, al llegar a la edad de entrar en un colegio, encontróse
O'Connell en la misma dura alternativa en que tenía a todos
los jóvenes católicos !| la intolerancia protestante: o abjurar
el catolicismo, o ir a buscar la instrucción en tierra extran­
jera. No quiso el padre de O’Connell ni que su hijo abjurase
su religión ni que creciese en la ignorancia; y así le envió
al continente para ser instruido en el colegio de los Padres
Dominicos de Lovaina. Estuvo allí algún tiempo, hasta que
pasó al colegio de los Jesuítas de Saint-Omer, donde conti­
nuó sus estudios por espacio de dos años. Su alma inquieta
y ardiente no se avenía bien con la sujeción del colegio, y
así es que cuentan que no era de los más distinguidos en el
estudio; y no sería tampoco de los más aplicados, cuando
parece que a menudo andaba revuelto con sus colegas, re­
partiendo sendas puñadas. Así es que dejó también la ca­
rrera eclesiástica, a la que le destinaban sus padres, siguió
la del derecho, y, vuelto a su patria, se recibió de aboga­
do en 1798.
Las circunstancias en que comenzaba su carrera en el
mundo el joven O’Connell no podían ser más fatales. La
Irlanda se había sublevado repetidas veces, pero la insurrec­
ción había sido sofocada: los cadalsos continuaban vengan­
do a la Inglaterra ofendida, y la opresión pesaba sobre la
infortunada Irlanda con su mano de hierro. Para mayor des­
gracia, se cerró al joven O’Connell hasta la esperanza de
figurar en el parlamento irlandés; verificándose en aquella
época el Acta de Unión., merced al oro derramado a manos
llenas por el ministerio Pitt. O’Connell, que sentiría ya se­
guramente sus gigantescas fuerzas de tribuno, veía con des­
pecho el Acto de Unión, pues que, suprimido el parlamento
propio, no le quedaba a la Irlanda un órgano de expresión
legal. |t Así es que en una reunión de abogados de Dublín,
convocada para protestar contra el Acta de Unión, se distin­

in ú til s e ría tam b ién im posible; pero sí qu e se puede a seg u ra r que


lo que se ha dicho d e los sacerdotes irlan d eses, gensraLm ente h a ­
b lando. es una calum nia. Sim patizan, es v e rd a d , con el pueblo, pro­
c u ra n aliv iarle, no desp erd ician ocasión p a ra m ejo rar la su e rte de
su p a tria , p e ro p ro cu ra n tam bién c a lm a r la indignación del pueblo
p a ra que no se propase a com eler desm anes. En la in su rrecció n
d e 1775, lejos de pro v o ca r el m ovim iento y d e tom ar p a rte en él. se
le opusieron, aun a riesgo d e p e rd e r su p o p u larid ad . Los in su rg en tes
llegaron a irrita rs e c o n tra ellos y hasta asesin aro n a muchos.
P o r lo dem ás, sí algunos sacerdotes se hubiesen excedido a lg u ­
na vez, ¿no se ría n a lgún tan to d isculp ab les p o r las violencias, p ri­
vaciones y m iseria d e q u e h a n sido v íctim as ellos y su s co m p atri­
cios? ¿S e q u e ría que fueran insensibles a los m ajes de su p atria?
¿ Ig nórase acaso que el patriotism o crece a m edida que se aum enta
la opresión que s j esfuerza en extingu irle?
guió el joven O'Connell por su vigorosa oposición a la des­
aparición del parlamento, y por su lenguaje atrevido y vio­
lento contra la tiranía de los ingleses. Al cabo de cuarenta
años todavía recuerda O’Connell aquella época con -emoción
profunda. En un banquete que le dieron los amigos de la re­
vocación del Acta, en el día 30 del próximo pasado agosto,
pronunció un largo discurso sobre este asunto, y decía:
«Miembro del antiguo parlamento de Irlanda, recuerdo to­
davía mi estreno oratorio y la emoción que se había apode­
rado de mí en aquel momento solemne. Los principios de
entonces son todavía mis principios de ahora; mi cuerpo ha
sentido sin duda la influencia de los años, mi alma no.» El
hecho, sin embargo, llegó a consumarse, y O’Connell quedó
condenado a encerrar su inmensa actividad en el círculo del
foro. Aquella alma impaciente, ¡quién se lo dijera!, había de
esperar para figurar de nuevo en un parlamento, nada me­
nos que hasta 1830.
Curioso es sobremanera observar a O’Connell en sus ta­
reas de abogado, y ver cómo sabe explotar su posición civil,
para granjearse una popularidad inmensa y asentar el pe­
destal de su poderío político. Es notable que la misma into­
lerancia del protestantismo inglés, las medidas de rigor fo-
madas contra los católicos, el sistema de exclusivismo que
contra ellos había establecido, declarándolos indignos de
todo empleo civil y militar, privándolos de todo derecho, su­
jetándolos a una legislación injusta y cruel, y no considerán­
dolos más que como ilotas, este mismo sistema || de injusti­
cia y tiranía contribuyó a que O’Connell pudiese, en medio
de las ocupaciones del foro, asentar las bases de aquella pre­
potencia que un día había de dar tanto que entender a la
opresora metrópoli.
La calidad de «católico rodeaba al joven abogado de nu­
merosas trabas; pero, merced a su talento, a su elocuencia,
a su actividad prodigiosa, a su laboriosidad infatigable, llama
vivamente la atención pública e inspira una confianza tal,
que se halla desde luego rodeado de una numerosa clientela.
Alto de estatura, de formas atléticas, robusto de salud, de
rostro colorado, -de ojos centelleantes con la llama del genio;
parece ya destinado para ser un düa el libertador de Irlan­
da; y los pobres irlandeses se agolpan a pedirle los auxilios
de su saber y elocuencia, mirándole como su protector, como
su amparo, para substraerse a la intrincada red de leyes sus­
picaces y crueles que les salen al paso por todas partes.
Alienta la confianza de los clientes con su semblante ama­
ble, su mirada benévola y aquella sonrisa que jamás se apar­
ta de sus labios; y mezclando sagazmente en todas las
discusiones del foro la causa de la Irlanda, pasando de las
consideraciones del objeto particular que le ocupa a consi-
12 BIOGRAFÍAS [1 2 , 1 9-21]

dcraciones generales sobre la causa de la justicia y de la


humanidad, funda para sí una tribuna política y empieza a
ponerse en posesión del derecho de ventilar con entera liber­
tad todo linaje de cuestiones. Así, personificando en el más
obscuro do sus clientes la Irlanda entera, hablando sin cesar
del Acta de Unión y de la tiranía inglesa, transformaba in­
sensiblemente al abogado en hombre político, 1 y la silla de
jurisconsulto en tribuna de arengas.
Del bufete a las salas de los tribunales, del tribunal a los
banquetes, a las reuniones num erosas; allí improvisando elo­
cuentes discursos, entusiasmando ai pueblo con su palabra
abrasadora, o divirtiéndole con sus salidas graciosas y fami­
liares, siempre incansable, siempre con la Irlanda en los la­
bios, siempre concentrando en su persona todas las simpa­
tías y manteniendo el país en un estado de agitación ince­
sante, he aquí la vida de O’Connell abogado, he aquí cómo
se forma su elevada reputación, cómo se cimenta y se ex­
tiende su popularidad, tan grande y al propio tiempo tan
duradera, que no tenemos un ejemplo semejante en la his­
toria antigua ni moderna \ ||
Sería un error el decir que O'Connell haya sido quien ha
puesto la Irlanda en estado de agitación, quien ha amonto­
nado los combustibles que un día pueden acarrear una con-

‘ L a legislación in ju sla y cruel qu e rey .a en Trlanda c o n trib u y e


so b re m a n era a la elevación d e O'C onnell. P a ra d a r a n uestros Ice?
to res una idea d e la b a rb a rie d e la opresión inglesa citarem os alg u ­
nos hechos. N ingún católico podía p o seer u n caballo cuyo valor
excediese tic cinco lib ra s e sterlin as, unos 47(i reales. Si co n trav en ía
el católico a esta lay llena de suspicacia y ex trav ag an cia, cualq u ier
p ro te s ta n te estaba a utorizado p a ra a p o d erarse del caballo, p a g a n lo
al católico las cinco lib ra s e sterlin as, au n q u e el v alo r fu era de 50.
Ya se d e ja s u p o n e r a cuántas tro p e lía s d eb ía d e a b rir la p u e rta
un a legislación sem ejante.
Los católicos no sólo e ra n Incapaces d e todo carino civil y m ili­
tar, sino tam b ién d e p o se er n in guna pro p ied ad te r r ito ria l; por m a ­
n e ra que el gobierno inglés, no contento con los despojos practica-
líos co n tra los católicos, re p a rtie n d o las tie rra s confiscadas e n tre los
p ro te sta n te s por vía de recom pensa, h a b ía tam b ién tom ado sus m e­
didas p a ra que los católicos no pudiesen e lev arse jam á s a la esfera
de propietarios, es decir, a la de p e rso n as influyentes.
Los sacerdotes católicos, m inistros d e un a religión considerada
como un crim en a n te la lev, e ra n m irados con e x trem a suspicacia y
perseguidos de m uerte. D ejando a p a rte las cru eld ad es com etidas en
tiem po d e Crom w el] y otras épocas d e persecución, podrem os r e ­
co rd a r un hecho rec ie n te , sucedido en 17B7: tan to m ás n otable
cu anto la iniquidad dim anó del m ism o G obierno. Shechie, sacerdote
católico, fue perseguido jud ic ialm e n te d e o rd en del G obierno como
p rom ovedor d e desórdenes. Todo su crim en consistía en hab erse
com padecido d e los pobres lab ra d o re s y dádoles algunos consejos y
so corros; y asi es que fué d eclarado inocente p o r el p rim e r juicio
de jurados. Sus perseguidores, viendo q u e se les escapaba la presa,
hicieron que se le a b rie se otro proceso que, d irigido con m anifiesta
iniquidad, dió por resu lta d o co n tra el desgraciado sacerd o te la pena
113, 2 1 -2 3 ] OCONNELL 13

ílagrueión espantosa; las frecuentes insurrecciones que aso­


laban aquel país antes de nacer O’Connell, y las que se repi­
tieron y costaron tantos torrentes de sangre, antes que él
tuviese edad para ejercer ninguna influencia, prueban bien
a las claras que no es él quien ha comunicado a su patria esa
inquietud que no le deja descanso. N o : la agitación de Irlan­
da procede de su profundo malestar, de su espantosa miseria,
del cansancio de sufrir la esclavitud y las exacciones a que
la condenara el protestantismo inglés arrastrado por su odio
al catolicismo y azuzado por su codicia. La obra de O’Con­
nell, lo que honra sobremanera su talento, lo que ha mejora­
do la suerte política de Irlanda, y que ¡| quizás un día mejo­
rará su estado social, es el haber regularizado la agitación,
es el haber destruido, o al menos atenuado en gran parte,
las insurrecciones parciales, que sólo servían para desolar el
país y hacerle caer de nuevo bajo un yugo más pesado; es
el haber concentrado las miras de los irlandeses hacia ciertos
puntos determ inados; no es precisamente el haberles hecho
sentir con viva fuerza el ultraje de la violencia y esclavitud
particulares, sino el haber dado a los sentimientos más gran­
dor, más designio, imprimiéndoles un sello a la vez religioso
y político, creando de esta manera un verdadero espíritu
nacional. Bajo este punto de vista, la persona de O'Connell.
que ha sido como el resorte del gran movimiento, ha hecho a
la Irlanda un beneficio, beneficio que quizás un día costará
a la Inglaterra lágrimas de sangre.
Esta era su misión, y menester es confesar que reunía en
un grado eminente las calidades necesarias para cumplirla.
Su voz es clara, fuerte, sonora y arm oniosa; su gesto nada
elegante ni gracioso, pero Heno de brío y energía, y hasta
con alguna extravagancia muy a propósito para cautivar el
ánimo de la muchedumbre. Ora tira hacia delante la cabeza y
extiende el brazo derecho, ora le retira, cruzándolos ambos
sobre el pecho; a veces alarga desmesuradamente el cuello y
como que hace visajes. Su lenguaje es rico, brillante, varia­
do, como efusión de una fantasía fecunda, de un corazón que
se abandona sin reserva a sus impulsos generosos. Unid todo
esto con una grande elevación de miras, con una penetra­
ción superior, con un torrente tal de pensamientos robustos
que, según la expresiva frase de Shiel, no tiene |[ mantillas
para cubrirlos; añadid que nada tiene de refinamiento, nada
de artificioso; la naturaleza en su grandor, en su sencillez,

capital. Se le había im p u tad o un a sesin a to ; p e ro alg u n o s años


después cuidó la P ro v id en cia de q u e se m an ifesta se la inocencia del
ajusticiado. B ridge, que se suponía m u erto a m anos d e los m ozós
blancos a caudillados p o r el d e sgraciad o Shechie, viv ía a ú n m uchos
años después del suplicio de éste, v se p rese n tó p ú b lic a m e n te en
Irlan d a.
14 BIOGRAFÍAS [1 2 , 23-241-

la causa de la justicia, de la humanidad, la suerte de su


amada patria, de la infortunada Irlanda; imaginad este con­
junto y concebiréis la elocuencia de O’Connell, esa elocuen­
cia ora tierna y patética, ora imponente y sublime, ora llena
de elevación y majestad, ora descendiendo a la vulgaridad
y al insulto, ora pintando con grandes rasgos escenas gran­
diosas, ora atacando con ironía cruel, con desapiadado sar­
casmo a una clase o a un individuo; entonces concebiréis
esa elocuencia siempre popular, siempre aplaudida, siempre
arrastrando a una muchedumbre inmensa, que le sigue por
todas partes, que le aclama, que le idolatra, que correría fu­
riosa a las armas el día en que él dijese que ha sonado la
hora.
Quéjanse algunos de su ironía cruel, de su sarcasmo pun­
zante, de s u s invectivas violentas, de s u s apodos indecentes;
pero es menester recordar lo que hemos dicho al principio:
O’Connell es la Irlanda, la Irlanda que ha sufrido largos si­
glos, que sufre todavía de un modo que nosotros no podemos
concebir, y que, por consiguiente, no es extraño que se ex­
prese con un lenguaje virulento y de fuego.
Además, y en obsequio de la justicia, es menester adver­
tir que O’Connell no ataca jamás sin ser provocado, y que
si ha cubierto de lodo a la aristocracia inglesa en sus fogosas
declamaciones, ésta a su vez no se ha demostrado muy co­
medida con su adversario. Si los torys no tienen reparo en
llamarle saltt-mbcmqtii? sin pudor, mendigo sin vergüenza,
perro || arisco que debería estar con cadena, no debe tampoco
parecer tan extraño que él tenga la singular humorada de
llamar a algunos lores viejas con pantalones, a otro cabeza
de jabalí y así por este tenor. Sin duda que seria de desear
que el orador no se abandonase a semejantes excesos; pero
seamos justos y reconozcamos que hay ciertas posiciones en
que es muy fácil excederse; y que O’Connell, acosado como
se ha visto por la aristocracia inglesa, no es extraño que se
haya desembarazado de ella, echando mano del primer ins­
trumento que se le haya ofrecido 5. ||
5 Los dem agogos de lus otro» países ex c u sa ría n en vanu sus de­
clam aciones y excesos con el ejem plo de O ’C onnell; la m iseria y la
opresión de que se lam e n ta O 'C onnell es u n a h o rrib le verdad, asi
como lo que se p o n d e ra en o tra s p a rte s es u n a im p u d en te m entira.
¿D ónde se halla, en E spaña por ejem plo, esa a risto c ra cia opulenta
y cruel que viva d e la sangre del pob re y le d e je m o rir d e h a m b re ?
¿D ónde se halla un clero que p ercib a el diezm o de un put'blo de
religión d ife ren te de la del m inistro p ercep to r? C uando se q u iera
im ita r a O ’C onnell es preciso e sta r eji su lugar, es p reciso q u e el
v iaje ro que reco rre la E spaña p u e d a d e c ir lo q u e el v iaje ro que
reco rre la Irlan d a.
O igam os de nuevo al y a citado B ea u m o n t: « ¿ R c ferijé todo ]o
oque h e visto? No. In fo rtu n io s hay superiores a la h u m an id a d y q u í
ola lengua no en c u en tra p a la b ra s p a ra ex p resarlo s. Si re fe rir qui-
[ I I , 25-261 OCONNELL 15

Por lo demás, la generosidad de O’Connell nadie la puede


poner en disputa, y para dar una idea de ella vamos a referir
lo que sucedió en su desafío con D’Esterre. Asistía O’Con­
nell en Dublin a una de aquellas grandes reuniones en que
su voz atronadora se levanta y dirige a su voluntad las pa­
siones populares cual Neptuno las olsis del Océano; y como
en su arrebatada peroración no suele poner gran cuidado en
limitar la violencia del ataque, vínole a la mano la corpora­
ción municipal de aquella ciudad, y la echó el apodo de
mendiga. Un abogado llamado D’Esterre, individuo de la mu­
nicipalidad, se dió por ofendido personalmente y quiso exi­
gir de O'Connell una satisfacción, enviándole cartel de desa­
fío. O’Connell no quiso aceptar, y para satisfacer a su ad­
versario le declaró que no había tenido intención de insultar
personalmente a nadie. D’Esterre no se dió por satisfecho, ]'.
insistió en exigir el desafío; y cuando no, amenizaba a
O'Connell con un bofetón. Tamaña insolencia irritó a los
amigos de O’Connell, le instaron a que aceptase, y O’Con­
nell, que no es nada cobarde, se resolvió por fin a tomar por
árbitro las armas.
Escogióse la pistola, y el enemigo de O’Connell quedó
muerto en el acto. Fué tal la impresión que causó a O’Con­
nell la desgracia de su adversario, que al instante se fué
con todos los testigos a la iglesia y allí juró solemnemente
no batirse jamás, voto que ha cumplido fielmente. Pero no

«siese las escenas d e luto y desolación d e q u e h e sido testigo. Tos


«ayes y g rito s de desesperación que h a n sonado a m is oídos, lo q u e
«ofrece de doloroso la voz d e u n a p o b re m a d re q u e no tie n e p a ra
«sus hijos ham b rien to s un pedazo de p a n ; si en m edio d e ta n e >
«pantosa m iseria h u biese d e p in ta r la in su lta n te opulencia de qu-i
«hacen los ricos público a la rd e ; la in m en sid ad d e sus dom inios
«adonde ha conducido la m ano del h o m b re ab u n d a n te s aguas, donde
«se ofrecen va lle s y colinas a rtific ia le s ; la m agnificencia d e sus tJ'-
«lacios sostenidos por colum nas d e los m ás bello s m árm o les d e la
uG recia y de la Italia, resp lan d ecien tes con e l oro de la A m érica y
» lujosam ente a taviados con las sedas d e F ra n c ia y los tejid o s d e la
»In d ia ; la esp le n d id a m o rad a d e los criados, la h a b ita c ió n to d av ía
»más rica d estinada a los caballos, tod as las m ara v illas del a rte , Iri-
»dos los in ventos d e la in d u stria , todos los cap rich o s d e la v an id ad
:>a cum ulados en estos lu g are s donde el du eñ o n i re sid ir se digna,
»dondc sólo se p re s e n ta d e vez en c u a n d o ; la vid a in d o len te y fas­
t u o s a d e este rico, que h a sta ignora las m iserias q u e causa, que
ano las ha visto siquiera, que no las cree, y que, sin em b arg o , ex-
» trae d e los sudores del pobre cien m il d u ro s d e r e n ta ; en qu ien cada
»goce insensato, cada gasto superfluo re p re s e n ta la r u in a y la mise-
aria d e u n desg raciad o ; y q u e d a cada d ía a sus p e rro s el alim en to
flric1 cien fam ilias, y que, sin em bargo, deja p e re c e r de h a m b re a
«los desgraciados que con su sudor l e p r o c u r a n esa v id a de lu jo y
« o rgullo; e n este raso, si hu b iese yo de re p e tir las sin ie stra s im p re ­
nsiones que e x p e rim e n té con tam años co n trastes, y las te rrib le s
«cuestiones que a m i m ente se ofrecían , la p lu m a m e ca ería d e la
«mano, m e fa lta ría n las fu erzas p a ra c o n tin u a r m i tarca.» ¿H ay altfo
d e se m e jan te e n tre nosotros? ¿Lo hub o jam ás?
16 BIOGRAFÍAS [1 2 , 26-281

paró aq u í; sino que, viendo el desamparo de la viuda dé


D’Esterre, ofrecióle una pensión equivalente a lo que se
calculó que ganaba el difunto m arido: poco menos de 15.000
reales. Verdad es que la municipalidad de Dublín, por cuyo
honor había muerto D’Esterre, no quiso permitir que la viu­
da aceptase nada de O’Connell, y le señaló una pensión de
sus propios fondos; pero por esto no dejó de ser muy sincera
y caballerosa la oferta del ceneroso vencedor.
Ya que hemos tocado un punto de la conducta de O’Con­
nell que se roza con sus ideas religiosas, diremos sobre ellas
cuatro palabras. O’Connell es un tribuno, es un demagogo;
pero es religioso, es católico; y cuando se atiende a sus ideas
políticas y a su conducta es menester no perder de vista esta
circunstancia tan importante. Los radicales franceses, bien
conocidos en su mayor parte por sus ideas irreligiosas o an­
ticatólicas, simpatizan poco con O’Connell. que no se olvida
nunca de considerar el catolicismo como la base de la res­
tauración de la Irlanda; que no se avergüenza del apodo de
papista con que le || apellidan los protestantes; y que si bien
une sus esfuerzos a los de los radicales ingleses, es para de­
rribar la Iglesia protestante, para socavar la aristocracia y
acelerar un cambio de cosas en que saliera gananciosa la
Irlanda. Por esto algunos de los radicales franceses, que to­
davía no aciertan a olvidar la democracia tal como la conci­
biera Rousseau, y que con sus ideas de libertad llevan casi
siempre más o menos enlazadas las viejas preocupaciones
irreligiosas de la escuela de Voltaire, dicen que O’Connell
es un espíritu estrecho, de pocos alcances, servido por mag­
níficos órganos y con la cabeza imbuida de viejas preocupa­
ciones de secta, i O’Connell un espíritu estrecho... él, que ha
comprendido su posición politica y religiosa mejor que nin­
gún hombre del mundo! ¡O’Connell de pocos alcances... él,
que ha organizado en una especie de insurrección legal y per­
manente a un pueblo de siete millones, que ha hecho cara y
ha humillado a la aristocracia más poderosa y más sagaz que
recuerda la historia!... ¡Sólo servido por órganos magni-
ficos... él, que dispone del corazón de sus oyentes con un
hechizo irresistible, cuya palabra remueve y agita un inmen­
so auditorio como una chispa eléctrica o un agente galváni­
co; que si quiere hace vibrar las cuerdas más delicadas del
corazón, que ccn períodos breves y pastosos encanta el oído
de un concurso de cuarenta mil almas; él, cuyo lenguaje es
extremadamente conciso, porque toda la abundancia de sus
palabras le bastan apenas para acanalar su raudal de pen­
samientos! ¡El lleno de viejas preocupaciones de secta!...
Y ¿por qué? ¿Porque es católico, porque conserva la reli­
gión de sus padres, porque conserva || aquella creencia, úni­
co consuelo que ha quedado a la desgradada Irlanda?
112, 2 8 -2 9 ] O'CONNELL 17

Por sus mismas ideas religiosas puede explicarse la fide­


lidad con que ha cumplido su voto de no aceptar jamás otro
desafío; sin que sea necesario achacarle que se atrinchera
tras su voto para insultar a mansalva. Sabida es la severi­
dad de las doctrinas y preceptos católicos con respecto al
duelo; ¿qué extraño, pues, que O’Connell, de cuya sinceri­
dad de creencias nadie duda, haya querido observar religio­
samente un voto, confirmado además con sagrados preceptos
y ligado con un recuerdo doloroso?
Pero digan lo que quieran la mayor parte de los radicales
franceses, ni los torys ni los whigs, ni los mismos radicales
ingleses, que le tienden la mano con alguna desconfianza;
poco le importa a O’Connell: la Irlanda le aclama por su
libertador, allí tiene un verdadero tro n o ; y si la reina Vic­
toria manda en la Gran Bretaña, dista mucho de hacer en
sus dominios tan ampliamente su voluntad cual O’Connell
lo verifica en Irlanda. Ni los insultos, ni los apodos, ni los
contratiempos, nada le abate, ni le entristece; se asegura
que tiene la fortuna de m irar siempre las cosas por el lado
alegre, y que abriga una fe tan viva en el triunfo de la
causa de la justicia y de la humanidad, que jamás desconfía
un momento.
En su misma ironía y sarcasmo, y en los expedientes de
que echa mano para salir de pasos apurados, se conoce que
tiene un fondo inagotable de buen humor. Como es calvo y
lleva una peluca no muy disimulada, hallándose un día en
una de aquellas grandes reuniones que son el elemento pro­
pio de su || alma tempestuosa, uno de . los concurrentes le
llamó cairo. ¿Qué hace O’Connell? Se quita al instante la
peluca y se queda con la calva en presencia de todo el audi­
torio, con aquella sonrisita que no se aparta jamás de sus
labios, y con un semblante bañado de satisfacción y amabi­
lidad. El auditorio se puso loco de entusiasmo y con ruido­
sos aplausos confundió al insolente, mientras O’Connell con
ambas manos se calaba de nuevo y con pausa su triunfante
peluca. Disputaba un día con un adversario que por desgra­
cia era cojo; atacando éste a O’Connell se dejó decir: «Mi
lenguaje es severo, pero justo.» «Sí, como vuestras piernas»,
replicó con viveza O'Connell.
Pero volvamos a la política, verdadera vida de nuestro
héroe. La obra maestra de O’Connell, la gran palanca que
le sirve para multiplicar inmensamente sus fuerzas, es la
grande Asociación de Irlanda, que se llamó Asociación- Ca-
lóíica en 1829, Asociación General de ía Irlanda en 1837;
que en 1839 tomó el nombre de Sociedad de los Precursores
y que actualmente se apellida Asociación Nacional. La Ir­
landa, desde el Acta de Unión, no tiene parlamento propio;
y los ingleses sin duda se harán de rogar para otorgárselo,
2
18 BIOGRAFÍAS L12, 29-31]

y quizás arrostrarán cualquier peligro antes que restable­


cerle. Pero menester es confesar que la Asociación Nacional,
tal como la tiene organizada O’Connell, suple la falta del
parlam ento; y si a la muerte de este hombre célebre en­
contrase la Irlanda un digno sucesor, tal vez esta asociación
sería mejor arma que un parlamento, para ir quebrantando
los anillos de la cadena con que la tiene oprimida la Ingla­
terra. Declarada asociación || ilegal, se la ha disuelto va­
rias veces, pero en v ano: siempre ha vuelto a renacer la
misma, bien que cambiado el nom bre; y los mismos peligros
que la amenazan, la misma falta de legalidad quizás la ha­
cen más popular, menos accesible a la corrupción, más a
propósito para escapar de los tiros de la refinada astucia del
gabinete de San-James, que no lo fuera un parlamento
legal.
Por lo demás, y aunque establecida sin formas legales,
es admirable su regularidad. Tiene su junta central que
puede considerarse como un verdadero gobierno; su presu­
puesto, su tesoro, sus periódicos, que son como sus gacetas
oficiales; en fin, nada le falta. Carece, es verdad, de la facul­
tad de hacer leyes obligatorias, pues no tendría tampoco
medios coercitivos para hacerlas ejecutar; pero ¿que le im­
porta esta falta, si toda la Irlanda obedece sus insinuaciones
como leyes? Tampoco posee la facultad legal de imponer
contribuciones, pero, sin embargo, la cuota de sus reparti­
mientos se cobra con harto mayor facilidad, y se paga con
mucho más gusto que los impuestos votados por el parla­
mento inglés. La sola existencia de esta asociación, de orga­
nización admirable, de profundo arraigo en el país, y que
ejerce una influencia sin limites, manifiesta el talento de
O'Connell, y el alto beneficio que ha dispensado a su patria
convirtiendo en oposición semilegal lo que antes eran insu­
rrecciones armadas, y trocando en agitación política, en re­
uniones animadas y ruidosas las antiguas escenas de incen­
dios y de sangre.
Y no se crea que por esta mudanza baya perdido la Irlan­
da nada de su fuerza y energía; al contrario, || se le han
aumentado todavía más, en una proporción muy grande;
porque reunidas las fuerzas antes diseminadas, centralizada
en la junta principa] toda la vida política, regularizado el
movimiento y dirigido por manos hábiles y experimentadas,
se ha conseguido levantar más y más el espíritu público, dar­
le el sentimiento de su fuerza, crear una opinión nacional
distraer al pueblo de insurrecciones desastrosas y sin nin­
gún provecho, y de este modo se ha obtenido de la aristo-1i-a­
cia inglesa, sin sangre ni trastornos, lo que no se había po­
dido obtener jamás con la fuerza de las armas. De la pre­
visión y tino con que fué creada y organizada la Asociación,
[1 2 , 3 1 -3 3 ] O’CONNELL 19

de cuán profundamente sabe conocer O’Connell las necesi­


dades y circunstancias de su país, de cuánto es su arte de
adaptarse a éstas para satisfacer aquéllas, son prueba irre­
cusable los prodigiosos resultados que había dado la Aso­
ciación. a poco tiempo de su establecimiento. Escasamente ha­
bían transcurrido seis años desde que, reunidos veinte indi­
viduos en la fonda de Dempsey, en Dublín, se ocupaban de
su fundación, realizando el proyecto concebido y roncería-
do por O’Connell y Shiel, y ya la Asociación se había ex­
tendido de tal manera, era tal su inHuencia y poderío, que
obligaba a la aristocracia inglesa a abandonar su envejecido
sistema de la opresión de los católicos. Era en 1829, y Wel-
lington y Peel presentaban a las cámaras el bilí de emanci­
pación de los católicos; lo hacían a su pesar, pero era una
necesidad indeclinable, era preciso ceder ||
La medida de la emancipación de los católicos no debe
ser mirada como una concesión generosa de la aristocracia
inglesa, sino como un paso focado que no se podía diferir
más, atendida la actitud imponente que iba tomando la Ir­
landa, removida por la gran palanca de la Asociación. Esta
palanca la movía principalmente O’Connell, y su influencia
y popularidad, cada día crecientes, acabaron por llevar a
Wellington a la cámara de los Lores y a Peel a la de los Co­
munes a declarar que era ya imposible resistir más. «El es­
tado de Irlanda se ha agravado, decía Peel el 5 de marzo
de 1829, al presentar a la cámara de los Comunes el proyecto
de emancipación: las reclamaciones son cada día más ur­
gentes y apremiadoras, ¿no vale más otorgar de buen grado
lo que quizás un día nos veríamos precisados a conceder por
necesidad?» La Irlanda, la Asociación, O’Connell era lo que
inspiraba a Peel tantos temores y lo que había producido su
cambio de opinión <«n respecto a la emancipación de los
católicos.
El origen de esta medida, es decir, la necesidad, se mani­
festó todavía más en la cámara de los Lores. I’ Allí la oposi­
ción fué terrible, como era de esperar, pero nada se consi­
guió. O’Connell estaba al otro lado del estrecho, al frente de
' H asta el orig e n d e la /Isoctactóre p are c e te n e r algo d e e x tra ­
ord inario. S hiel y O’C onnell se e n c o n tra ro n c a su a lm e n te en casa de
un am igo com ún, en las m o n tañ as d e W icklow . Con la e n trev ista,
y con aquellos se n tim ie n to s q u e in sp ira a dos ad v e rsa rio s la p re­
sencia d e un am igo que está dispensán d o les h o sp italid ad , b ien p ro n ­
to se rec o n c ilia ro n O 'C onnell y S hiel, q u e e stab an a n te s algo re ñ i­
dos; y a llí m ismo concibieron la gigan tesca id ea de la Asociación.
Al h a b la r d e O ’C onnell es m en ester h a c er ju sticia al ta le n to y p a ­
trio tism o d e su c o m pañero Shiel, quien no sólo le ha serv id o m ucho
p a ra le v a n ta r del suelo al p a rtid o católico p o r m edio de la Ávono-
ciótiy sino q u e con su a d m ira b le elocuencia, casi riv a l d e la d e
O ’Connell. ha c o n tribuido so b rem an era, así en el p a rla m e n to como
en las reuniones populares» al triu n fo d e la causa d e Irla n d a.
20 BIOGRAFÍAS [1 2 , 33-341

siete millones de almas, en actitud imponente, como un ge­


neral al frente de su ejército, y que aguarda la respuesta
de un parlamentario para obrar en consecuencia; y a este
argumento no le encontraba solución la cámara de los Lores.
En vano el arzobispo de York y el obispo de Durham, teme­
rosos del golpe que amenazaba a la Iglesia protestante, com­
baten el bilí de emancipación porque no deja a la Iglesia
establecida las suficientes garantías; en vano se esfuerza
lord Eldon en suscitar obstáculos, alarmando la conciencia
de los lores con el recuerdo del juramento que prestan sus
señorías, en que declaran que las prácticas de la Iglesia ro­
mana son idólatra-s; todo es en vano: ni el gobierno ni la
cámara podían olvidar las significativas escenas de la elec­
ción de Clare.
Ya que hemos pronunciado este nombre, quizás no des­
agradará a nuestros lectores el que les demos noticia del
ruidoso suceso que acabamos de mentar, porque al paso que
retrata al vivo la popularidad de O'Connell y lu fuerza de la
Asociación, sirve a fijar el momento decisivo en que princi­
piaron la derrota de la aristocracia inglesa y la libertad de
Irlanda.
A la época de que hablamos (en 1828) estaban los católi­
cos privados de ejercer cargos civiles y militares; pero para
entrar de miembro de la cámara de los Comunes tenían,
además, otro embarazo, que era el que todo diputado antes
de ocupar su puesto en la cámara debía prestar juramento a
la Supremacía protestante: o, en otros términos, al supremo
poder !| del rey de Inglaterra en materias eclesiásticas. Es
decir, que O’Connell encontraba dos barreras antes de en­
trar en la cám ara: la una el ser católico, que por consi­
guiente podía acarrear la anulación del acta electoral, y des­
pués la del juram ento; porque es bien claro que O’Connell
no quería reconocer la Supremacía protestante, pues que en
tal caso se hubiera separado de Roma y dejado de ser cató­
lico, haciendo asi traición a su conciencia y perdiendo de
un golpe toda la popularidad en su patria. A pesar de ta­
mañas dificultades, O’Connell no se arredró, y ofreciéndose
la oportunidad de las elecciones del condado de Clare se pre­
sentó como candidato en competencia con Fitz-Gerald. El
golpe era atrevido, pero no podía ser más acertado. Triunfan­
do O'Connell en las elecciones, se ponía a la cámara inglesa
en un conflicto muy duro; porque, o había de luchar abier­
tam ente con el pueblo irlandés, rechazando al nuevo elegi­
do. o había de abrir un camino de conciliación. Es decir,
que había de reform ar la legislación relativa a los católicos,
había de emanciparlos.
La Asociación tomó sus medidas, la Irlanda se puso en
agitación y la Inglaterra fijó sus miradas sobre lo que iba a
suceder en aquella escena. Sale O'Connell de Dublin acom­
pañado de otros jefes católicos, y a su paso todo se pone en
movimiento; su tránsito es un continuado triunfo, el entu­
siasmo llega a su colmo. Los pueblos de la carrera se ilumi­
nan como por encanto, una muchedumbre inmensa se agolpa
para, verle de cerca, los párrocos salen a recibirle como si
fuera una autoridad de primer orden, y le dirigen afectuosas
y entusiastas alocuciones. || O'Connell entra en las iglesias,
asiste al santo sacrificio, y al salir dirige a la muchedumbre
su palabra inflamadora. «¡La redención de la Irlanda se acer­
ca!», exclama con acento profétioo, y el pueblo se agita como
la selva azotada por el huracán, levántanse al cielo millares
de brazos y es interrumpido a cada paso con estrepitosos
aplausos. Todos los que pueden ponerse en camino acuden a
ÍLnnis, o para tomar parte en la elección o para presenciar­
la; y los que no pueden siguen con ávidos ojos a la triun­
fante comitiva, invocando sobre ella la bendición del cielo.
Llega, por fin, O'Connell; amanece el día de la elección.
Una muchedumbre inmensa se agolpa por todas partes; lle­
gan los electores con los sacerdotes al frente, con las ban­
deras en alto, en medio del más estrepitoso ruido de aclama­
ciones, de alaridos y al son de las gaitas y de todo linaje de
instrumentos. No es posible concebir la alegría de aquel
pueblo sencillo, tan cansado de padecer y embriagado a la
sazón de entusiasmo y de esperanza. Todos los resortes se
habían puesto en movimiento. Los amigos de O’Connell. los
miembros de la Asociación, arengaban a los electores; el
religioso carmelita, el P. Lestrange, se empleaba con ardien­
te celo para sostener la decisión de la muchedumbre, y el
P. Maguire, franciscano, hombre de mucha influencia en Ir­
landa por sus sermones y por una ventajosa controversia
sostenida en Dublín contra un ministro protestante, arenga­
ba también al pueblo para alentarle y enardecerle,
No tenía que habérselas O’Connell con un adversario poco
temible. Fitz-Gerald, aunque protestante, no dejaba de ser
estimado en Irlanda, a causa de mostrarse |¡ en política favo­
rable a los católicos, lo que en lenguaje irlandés es sinónimo
de hombre de bien. Tenía además relaciones abundantes, y
en el discurso pronunciado antes de la elección supo intere­
sar el ánimo de los electores con la memoria de los servicios
prestados al país por él y su familia, y conmovió el corazón
del auditorio cuando con voz trémula y los ojos arrasados de
lágrimas recordó que su anciano padre, hombre muy vene­
rado en el país, estaba a la sazón enfermo y en las agonías
de la muerte.
Pero ¿qué podía la palabra de Fitz-Gerald contra la pa­
labra de O’Connell? Apenas comenzó su discurso el grande
agitador, se borraron todas las impresiones producidas por el
22 BIOGRAFÍAS [ 1 ? , 3 6 -3 8 ]

discurso de su adversario. El auditorio se olvidó bien pronto


del protestante honrado, de la /amilia benéfica y del ancia­
no moribundo; la muchedumbre recibía las palabras de
O’Connell como la tierra sedienta los raudales de lluvia; el
orador, tocando todos los resortes del corazón, conmovía el
auditorio con todo linaje de sentimientos; al mover de su
brazo nervudo y de sus espaldas atléticas, al girar de su vista
vibrante, al sonido de su voz robusta, sonora, rápida como
un to rró te , el auditorio, o se agitaba como impulsado por un
movimiento mágico, o se quedaba profundamente silencioso,
quieto, como petrificado, como herido de un rayo; y cuando
el orador conoció que habían vibrado ya todas las cuerdas
del corazón calló, y en pos del estrepitoso hurra para O’Con-
nell, que se levantó por todas partes, quedó elegido por una
mayoría de mil setenta y cinco votos.
Vencida la primera dificultad quedaba la segunda, |] no
menos embarazosa y que parecía insuperable. Bien lo sabía
O’Connell, bien sabía que negándose a prestar el juramenta
protestante no se le permitiría sentarse en los escaños del
parlam ento; pero la osada empresa se habia comenzado, y
comenzado b ien ; y era menester llevarla a cabo. De todos
modos estaba resuelto O'Connell a reclamar su puesto de
diputado, pero los acontecimientos marchaban aprisa, puts
que entre tanto se aprobó en las cámaras inglesas el bilí do
emancipación de los católicos, merced en buena parte a la
ruidosa clccción de Clare. ¿Qué lograba O’Connell presen­
tándose a reclamar su puesto en la cámara de los Comunes,
y arrostrando una negativa segura? Mucho, muchísimo;
porque, provocando una escena en que se 1c veía salir de la
cámara por no querer prestar el juramento, interesaba en su
favor a todos los hombres amantes de las convicciones sin­
ceras y de la firmeza de ánimo en defenderlas, ponía eD
abierta lucha a la Inglaterra con Irlanda, enardecía el espí­
ritu público del país, presentaba en escena al derecho lu­
chando cuerpo a cuerpo con la le y ; en su persona y en la del
presidente de la cámara se personificaba vivamente la Ir­
landa católica oprimida por la Inglaterra protestante; es
decir, que desacreditaba la ley, manifestaba a la luz del día
su injusticia y tiranía, la hacía imposible.
Preséntase O’Connell en la sala del parlam ento; la ley
de emancipación se había votado ya, pero como él había sido
elegido antes, el presidente, fundado en que la ley no podía
tener efecto retroactivo, le exige el juramento. O’Connell se
niega a prestarle; el presidente le intima que se retire, y
O’Connell se II retira seguido por la vista de un inmenso
concurso que no se sacia de contemplarle. Así, aunque dero­
gada ya de antemano la ley opresiva, acabó O’Connell de
hacerla pedazos, asegurando el completo triunfo y desarrollo
[1 2 , 3 8 -3 9 ] O'CONNELL 23

del sistema de libertad que había empezado a recabar en


favor de los católicos. Anulada su elección, vuelve a Irlanda
a pedir de nuevo los sufragios de los electores de Clare.
Ningún triunfador del mundo se vio jamás rodeado de ma­
yor entusiasmo. Figúrense nuestros lectores a O’Connell atra­
vesando la Irlanda en un coche descubierto, escoltado por
más de cuarenta mil personas, saliendole los pueblos al en­
cuentro embriagados de contento y de esperanza, arrojando
flores al libertador y colmándole de bendiciones; figúrense,
si pueden, a la tumultuosa comitiva entrando en Clare a la
una de la noche, rodeado el carro triunfal de hachas, de pal­
mas, en medio del bullicio de toda la población del condado,
entre el estrépito de las aclamaciones y de las m úsicas; a
los hombres levantando sus brazos y sus picas, las mujeres
agitando sus pañuelos y alzando en alto a sus niños para
mostrarles al libertador; y figúrense sobre todo a O'Connell,
en pie sobre su carro triunfal, exaltada su alma con el gran­
dor del espectáculo y con la embriaguez del triunfo, cente­
lleando en su rostro y en sus ojos las emociones tiernas, los
sentimientos generosos, el ardor tempestuoso que a porfía
agitan su pecho; contemplen su fisonomía realzada por el
resplandor de las antorchas, sus gestos irregulares por la agi­
tación y el movimiento y arengando entre tanto a la multi­
tud, dominando con su voz el estrépito que le rodea; figú­
rensele empleando aquella I1 elocuencia a la vez elevada y
familiar, a la vez aterradora y tierna, a la vez enérgica y
blanda, con que sabe remover el corazón de las masas;
figúrense, si pueden, este cuadro y vean si les presenta la his­
toria otro más grandioso e interesante.
Nadie se atrevió a competir con O’Connell; y a la verdad
que era excusado. Después de tanto triunfo, hasta las formas
hubieran podido ahorrarse. Aquella segunda elección produ­
jo en O’Connell una emoción profunda; y en el discurso di­
rigido a la inmensa muchedumbre que le rodeaba, se elevó
su elocuencia a un punto en que nada tenía que envidiar a
los más ilustres oradores antiguos y modernos. Creemos que
los lectores nos agradecerán el que les presentemos una
breve m uestra; he aquí cómo terminaba su discurso dirigido
a un auditorio de cuarenta mil almas; «En presencia de mi
Dios, y con el más profundo sentimiento de la responsabi­
lidad que consigo llevan los solemnes deberes que por dos
veces me habéis impuesto, irlandeses, yo los acepto; y la se­
guridad que tengo de cumplirlos la fundo, no en mis fuer­
zas, sino en las vuestras. Los hombres de Clare saben que la
sola base de la libertad es la religión; habéis triunfado, pero
vuestro triunfo es debido a que la voz que se levanta en fa­
vor de la patria se había exhalado de antemano en plegarias
al Señor, Los cánticos de libertad se oyen ya en nuestras
24 BIOGRAFÍAS L l í . 39-411

verdes campiñas, recorren las colinas, han llenado los valles,


murmullan en las ondas de nuestros ríos; y nuestros torren­
tes responden con voz de trueno a los ecos de nuestras mon­
tañas : ¿Lo Irlanda es libre/» ||
Entró O’Connell en la cámara de los Comunes en marzo
de 1830; y en su nueva posición ha sabido conservar el alto
concepto que antes se había adquirido. Su elocuencia, más
propia para las reuniones populares que para una asamblea
de fríos políticos, se hu mantenido, no obstante, en su eleva­
da reputación; y el tribuno de Irlanda ha sabido manifes­
tarse también como distinguido orador parlamentario. Con­
servando en la cámara aquella superioridad que le granjean
sus talentos, su elocuencia y la energía de su carácter, es el
caudillo único del partido irlandés; y su voto es el voto de
todos los diputados irlandeses. Por esto se ha llamado a esta
fracción de la cámara la .rola de O’Connell.
Seguirle en su vida pública desde que entró en la cámara
sería trazar la historia de las vicisitudes políticas de la Gran
B retaña; porque es imposible dar un paso, ni en las discu­
siones más importantes ni en las crisis ministeriales, sin en­
contrarse con O'Connell; con ese O’Connell que persigue,
que acosa a todos los partidos que se suceden en el poder,
que no les deja descanso hasta haberles arrancado una con­
cesión, o haberlos derribado del mando. Largo, sería el entrar
en pormenores sobre la vida pública de O’Connell en los
últimos once años; y además fuera inútil, porque su historia
es demasiado conocida. Así, nos limitaremos a señalar en ge­
neral el rumbo de su política, presentando además algunas
reflexiones que, sin 'd ar sobrada extensión a nuestro trabajo,
no carecerán quizás de provecho.
Se ha dicho que la política de O’Connell ha sido variable;
esto es verdad hasta cierto punto, y no || depende de otra
causa sino de la misma fijeza del pensamiento, única guía
de su conducta. La mejora de la suerte de Irlanda.- éste es
su norte, y a él se dirige por el camino que le parece más
conveniente, Se modera o se ex alta; forma alianza con un
ministerio o le declara guerra a m uerte; demuestra simpa­
tías por un partido o rompe bruscamente con él y le ataca
sin miramiento: todo es cuestión de circunstancias, y éstas
subordinadas siempre al interés de Irlanda, ¿Las circuns­
tancias reclaman templanza? El ímpetu del orador se mode­
ra, su lenguaje es pacífico, sus consejos rebosan de pruden­
cia ; en las reuniones populares, en los banquetes, en el par­
lamento emplea aquel género de elocuencia que amansa las
pasiones populares, que sólo tiene fuerza para mantenerlas
en el grado de calor y de movimiento necesarios para pre­
servar de la flojedad y descuido, ¿Amenaza el peligro? El rio
que corría pacíficamente por el hondo cauce con sosegado
murmullo se hincha, se levanta, espuma contra las rocas que
le encajonan y se desborda con estrepitoso bramido.
¿Creéis que en su alianza con el partido whig había per­
dido O’Connell su primitiva energía, o que los años habían
enfriado su corazón? Os engañabais: el león dormía, y a su
primer rugido tembló el ministerio tory, aun antes de tomar
las riendas del mando. Era en la sesión del 27 del pasado
agosto, y el viejo tribuno rompía ya las hostilidades con el
futuro ministerio Peel, haciéndolo con todo el arte de que
es capaz su talento amaestrado con tan larga experiencia y
con todo el brío y energía de su corazón fogoso. Las leyes so­
bre cereales habían sido || el principal tropiezo del ministerio
whig; quiere O’Connell concitar contra el ministerio tory
las pasiones de la clase menesterosa y hácelo presentando la
cuestión bajo su aspecto más crudo e irritante. «La cuestión,
dice el sagaz orador, no puede ser más sencilla: trátase de
si el pueblo ha de comer el pan barato o caro; si se quiere
que viva o que muera.» Ataca en seguida al partido tory con
toda la vehemencia de un joven de treinta años, y manifiesta
los temores que le atorm entan con respecto a la suerte de la
Irlanda; pero tomando nuevo aliento a la vista del peligro,
termina su discurso con las siguientes palabras, que produ-
oen en la cámara una sensación profunda: «Jamás ministe­
rio alguno se habrá visto rodeado de mayores peligros; sean
cuales fueren los ministros, los invito a pesar bien en su áni­
mo la verdad siguiente: el hombre reducido a la extremi­
dad aprovecha la ocasión de Dios; tarde o temprano será
preciso hacer justicia a la Irlanda.»
La vehemencia con que ataca O'Connell a los torys se
explica fácilmente considerando que no todos los hombres
de este partido son tan templados como Peel, y que a la som­
bra del nuevo ministerio esperan los protestantes más faná­
ticos empezar de nuevo su conducta reaccionaria contra los
católicos. Sabido es que uno de los principales embarazos
con que tiene que luchar la prudencia y firmeza de Peel es
la exaltación de algunos de sus partidarios; y aunque no
dudamos que este hombre ilustre sabrá mantenerse en el sis­
tema de moderación que ha anunciado en su famoso dis­
curso, no debe admirarnos que se ponga en actitud hostil
contra el nuevo ministerio el hombre || sobre quien gravita
la responsabilidad de los intereses de Irlanda. Si duros y
violentos nos parecen sus ataques, debemos también recor­
dar que son en gran parte provocados por esc partido furio­
so que declama todavía contra el catolicismo con toda la
fogosidad y ■virulencia que pudo hacerlo el mismo Lutero.
¿Quiérese que la Irlanda se mantenga en calmosa indiferen­
cia cuando todavía oye decir «que el catolicismo es la reli­
gión del diablo, que sus sacerdotes no tienen más honradez
26 BIOGRAFÍAS [1 2 , 4 3 -4 4 ]

que los de Mahoma, que no son más puros que los del pa­
ganismo, que son tan inhumanos como los de Jaggernaut»?
¿Cuándo uno de los nuevos ministros, el lord Canciller, lord
Lyndhurst. se ha mostrado tan ciego enemigo de los irlan­
deses Humándolos «extranjeros por la sangre, por la lengua
y por la religión»? Sin duda que ningún hombre sensato
aprobará el lenguaje virulento y hasta injusto de O’Connell,
cuando atacando a los torys les echa en cara nada menos
que el feo borrón de traidores a su reina, y cuando proclama
la libertad civil y religiosa con una exageración que no po­
dría ser de provecho ni a la misma Irlan d a; pero unos ex­
cesos se explican por otros excesos, y cuando la provocación
es tan irritante no es extraño que el ataque sea también des­
medido y violento
A pesar de los excesos que hemos reconocido en || O’Con­
nell, y que somos los primeros en desaprobar, no puede ne­
garse que su demagogia ofrece un carácter que hace sumo
honor a la rectitud y pureza de sus miras, y que muestra so­
bremanera lo saludable de la influencia del catolicismo;
carácter sobre el que no sabemos que se haya llamado to­
davía la atención, sin embargo de que presenta un contras­
te rrtuy notable entre O’Connell y los demás tribunos anti­
guos y modernos, y entre el catolicismo y todas las sectas,
ya religiosas, ya filosóficas.
Jam ás pueblo alguno se quejó con más razón que el pue­
blo de Irlan d a; jamás hombre alguno alcanzó popularidad
tan grande y duradera como O’Connell; jamás se amontona­
ron más combustibles para una conflagración espantosa; sin
enrtbargo, y a pesar de tantos años como lleva ya la lucha,
a pesar d e que bastaría que O’Connell gritase «a las armas»,
todavía se conserva en paz la Irlanda, todavía no ha reven­
tado la revolución. Recórrase la historia antigua y moderna,
y es bien seguro que no se encontrará un ejemplo semejante.
Los demagogos no se han contentado jamás con meros dis­
cursos ; cuando se han sentido con bastante influencia sobre
el pueblo, cuando han visto que la revolución sería popular
y encontraría a,poyo en las masas, han pasado siempre a vías
de hecho; y el poder, atacado primero con discursos, lo ha
sido en seguida con las armas. En Irlanda al contrario: a

* H ablando el Tim es, periódico lory, de los in su lto s dirigidos


por los pro te sta n te s a los católicos, d ic e : «Sem ejante len g u a je es
in sensato y p ro fa n o ; y excita un ve rd a d e ro disgusto en las p erso ­
n as juiciosas. Los ag itad o res de la asociación p ro te sta n te han hecho
más papistas que p ro te sta n te s... ¿Cóm o p u e d e m enos de irrita rs »
hasta el ú ltim o e x tre m o el c a rá c te r im petuoso de los irlan d eses al
v er que los m inistros de la Iglesia establecida agotan el diccionario
de tab e rn a p a ra in su lta r lo m ás sagrad o q u e h ay a los ojos de los
católicos?»
112. 4 4 -4 6 ] O’CONNELL 27

medida que se ha creado un gran centro de agitación política


y religiosa en la II •Asaciiarión Nocional, las insurrecciones
parciales se han disminuido notablemente; y se ha visto el
extraordinario fenómeno de siete millones de hombres opri­
midos y hambrientos, limitándose por espacio de muchos
años a quejas y amenazas. Recientes son las guerras civiles
provocadas por los protestantes, recientes son las revolucio­
nes promovidas por los llamados filósofos; y por cierto que
no pueden presentarnos ejemplo de tanta paciencia y longa­
nimidad. Lóase la historia y se verá que tanto el protestan­
tismo como la filosofía para acudir a las arm as sólo han es­
perado ser fuertes; para ambos nunca ha sido cuestión de
moralidad, sino de oportunidad.
Consignamos este hecho notable, que en nuestro juicio es
el resultado natural de haberse combinado en Irlanda el ele­
mento democrático con el religioso-católico, y de que la fo­
gosidad del primero ha sido templada y detenida por el es­
píritu pacífico y prudente del segundo. En efecto, la norma
de conducta del catolicismo en la civilización de los pueblos
es é sta : reformar sin d estru ir; regenerar, pero contando
con la acción del tiempo, nunca con trastornos, nunca con
baños de sangre.
No obstante, y a pesar de la influencia amansadora del
catolicismo, no nos hacemos ilusiones sobre la verdadera si­
tuación de las cosas; y mucho dudamos que el animado
drama en que ha ñgurado O’Connell como el principal per­
sonaje pueda llegar a un desenlace pacífico. En el porvenir
de Irlanda hay la revolución. Los católicos están emancipa­
dos, disfrutan de los mismos derechos civiles y políticos que
los protestantes; pero la cuestión no está toda aquí; la ||
cuestión de Irlanda es más profunda, afecta el corazón de la
sociedad, como que está íntimamente enlazada con el siste­
ma de propiedad territorial. La cuestión de Irlanda es cues­
tión de p a n : cerca de tres millones de mendigos con dos
millones más de miserables poco menos desgraciados que los
primeros, en un pueblo cuyos propietarios cuentan su renta
anual por millones, es un problema demasiado grave para
las fuerzas hum anas; la política del hombre no alcanza a
resolverle pacíficamente; sólo nos falta saber cuándo sona­
rá la hora en los arcanos de la Providencia, o, para valernos
de las proféticas palabras de O'Connell. cuándo vendrá la
ocasión de Di os. Cuando llegase esta hora sería un inmenso
beneficio para la Irlanda el que tuviese a su frente a un
hombre ramo O’Connell; que si tal dicha pudiera caber a
ese desgraciado país, no sería perdido el sacrificio que hicie­
ra. soportando por algún tiempo más la pingüe renta con
28 BIOGRAFÍAS [1 2 , 46-481

que todos los años asegura la subsistencia, el decoro y el


esplendor de su tribuno rey \ 1!
Las clases, como los individuos, expían sus crímenes; y la
aristocracia inglesa, que, según la expresión de sir Francis
Burdett, ha dejado en Irlanda una huella sangrienta, se ve
amenazada de recibir el castigo. Con las expoliaciones y
con un sistema opresor y cruel ha llegado a arraigar en Ir­
landa el pauperismo, como una lepra incurable: pero el
pauperismo se ha pegado también a la Inglaterra y progre­
sando de un modo espantoso amenaza su porvenir con funes­
tas catástrofes. Su actual crisis es más bien social que polí­
tica, porque no se trata ya de la abolición de privilegios más
o menos honoríficos, o de extensión de derechos que garanti­
cen más o menos influencia; la cuestión se ha colocado en
un terreno resbaladizo, altamente peligroso, donde toman
parte muy fácilmente las pasiones de la clase más numero­
sa. Cuando lord Russcll para conservar el poder y O’Connell
para atacar a los torys han || dicho que la cuestión estaba
en si el pueblo había de tener el pan barato o caro, pueden
estar seguros de ser entendidos por todas partes y de excitar
en las clases menesterosas simpatías vivísimas.
La aristocracia inglesa se ha lamentado amargamente de
O’Connell; pero se ha olvidado de que la muerte de su temi­
ble adversario, que seria una calamidad para la Irlanda, qui­
zás lo fuera también para la Inglaterra. En efecto: supón­
gase que muere O’Connell y que, heredando algún otro más
• El v e rd a d e ro rey de Irla n d a no podia e s ta r sin su lisia c iv il;
y en efeclo, el pueblo irla n d és paga todos los años a O ’C onnell u n a
c recid a sum a p a ra q u e pueda a lte rn a r d ig n am en te con los a ris tó ­
c ra ta s ingleses. El hecho es digno de se r contado.
Si bien no p u e d e d e c irse q u e O ’C onnell fuese rico, no o b stan te
su p a d re le h ab ía d e ja d o lo necesario p a ra v iv ir a c o m o d ad am en te;
y h a biendo h e re d a d o de un tío suyo bienes de alg u n a co n sid era­
ción. y e je rc ie n d o la profesión de abogado, que p o r sí sola le p ropor­
cionaba crecido lucro, podía sostener su posicion p a rtic u la r con de­
cencia y h asta con esplendor. P ero consagrado e n te ra m e n te a La
causa de Irla n d a , h a ten id o que a b a n d o n ar su profesión y d escu id ar
sus in te rese s; y asi es q u e p a ra q u e p u d iera m an te n e rse e n su a lta
posición política ha sido m en e ster q u e se le ay u d ase con u n crecido
subsidio. El pueblo irla n d és se le ofrece con m ucho gusto, llegando
al ex tre m o de que h asta los m endigos, al rec ib ir la lim osna, sepa­
ran una p a rte de e lla p a ra la ren ta de O ’C onnell. Ha sucedido a
varios viajero s que, dando algunas m onedas a un m endigo, le han
visto poner alg u n a cosa a p a rte , d icien d o : «Esto p o ra la re n ta de
O 'C onnell» H asta los m onacillos de las iglesias recogen p a ra este
o b je to ; y gracias a la b u e n a voluntad del pueb lo se reú n e cada año
una sum a m uy crecida. E n 1835 pasó de 514000 francos. Esto da
m otivo a los to ry s p a ra lla m arle el rey m endigo; P-IO hecha la cosa
con ta n ta p u b licidad, con tan b uena v oluntad de p a rte d '1 pueblo,
y m ediando la necesidad evid e n te en un h o m bre que h ace tantos
viajes, d e tan ta s relaciones y qua ocupa u n a posición en q u e son
indispensables crecidos gastos, no vem os que resu lte al h o nor de
O ’C onnell ni m engua n i desdoro.
[ I I , 4 8 -5 0 ] O’CONNELL 29

o menos parte de su popularidad, no se contentase con in­


vectivas y amenazas, sino que, prevaliéndose de la eferves­
cencia de los ánimos en alguna de aquellas situaciones criti­
cas que tan a menudo se ofrecen en un país como la Irlanda,
provocase una revolución, ¿qué podría suceder? La Ingla­
terra ha sofocado muchas insurrecciones, pero no le fuera
tan fácil ahogar una revolución. Antes había el hambre,
la desesperación, la sed de venganza; ahora mediarían
también estas causas, pero secundadas por el espíritu nacio­
nal creado por O’Connell, dirigidas por la Asociación, que
tan vastas y profundas relaciones tiene en el p aís; antes te­
nía que habérselas la Inglaterra con obscuros conspiradores,
ahora se encontraría con revolucionarios entendidos, con
hombres amaestrados en los debates, en los manejos de la
carrera política. Lo que antes eran bandas de insurgentes
podria convertirse en cuerpos de ejército, y las nocturnas
reuniones de los conjurados en imponente asamblea na­
cional.
Todos los revolucionarios de Inglaterra tienen la vista fija
en Irlanda, todos la consideran como la H gran palanca que
ha de ejercer la principal fuerza en el movimiento trastor­
nados Léanse los discursos de los cartistas pronunciados en
las turbulentas reuniones en que procuran inflamar el áni­
mo de la muchedumbre: la mejora del estado de Irlanda, la
revocación de la unión, la alianza con la Irlanda, claman a
voz en g rito; y no siempre se encontrarán hombres tan ín­
tegros como O’Connell que rechacen con loable franqueza
tamañas ofertas. La conducta de O'Connell ha sido en estas
circunstancias muy noble y consecuente. Nunca ha tenido
reparo en prestarse a ciertas avenencias que, sin comprome­
ter sus principios, pudiesen ser provechosas a su p a tria ; pero
al presente se trataba de que el pueblo irlandés se aliase
con hombres de principios irreligiosos, y e] honrado y reli­
gioso tribuno no ha querido permitirlo. He aquí sus palabras
en un discurso que pronunció en una reunión tenida en Du-
blín a principios del corriente mes: «M. Hayes, en una re­
unión tenida poco ha en Cork, recomendó at pueblo la alian­
za con los cartistas, que quieren abreviar la duración del
parlamento y dar más extensión al derecho electoral. Por lo
que a mí toca, rechazo esta moción; no quiero asociarme con
los cartistas. porque soy el enemigo de la fuerza. No quiero
ni la cooperación ni el socorro de parte de unos hombres cu­
yas declamaciones antirreligiosas me inspiran un profundo
desagrado. El pueblo irlandés es moral y religioso, y no ne­
cesita semejantes auxiliares. La conciencia de los cartistas
está manchada con demasiados crímenes para que pueda yo
jamás aceptarlos como aliados.»
En otra reunión numerosa tenida en Londres el 1 30 del
30 BIOGRAFÍAS [1 2 , 5 0 -5 1 ]

pasado agosto, después de haber pintado con los más negros


colores la injusticia y crueldad de que por tanto tiempo ha
sido víctima la Irlanda, y de haber manifestado su firme pro­
pósito de trabajar incansable para obtener la revocación
del acia de unión, decía estas notables palabras: «Para hacer
cesar la esclavitud y restablecer la independencia nacional
no debemos apelar a la violencia ni a la efusión de sangre;
lo proclamo aq u í; la mejora de nuestras instituciones no po­
demos obtenerla sino por medios virtuosos.» Hombres que al
comenzar la oposición contra un ministerio del cual nada se
prometen de bueno se expresan, no obstante, con un lengua­
je tan noble y templado, son acreedores a la estimación ge­
neral y merecen que se les toleren con indulgencia los exce­
sos a que los arrastra su posición difícil y resbaladiza.
Lo repetimos: el día en que baje a la tumba el adalid de
Irlanda, el día en que se vea a un pueblo inmenso llorando
inconsolable sobre las cenizas de su libertador, el día en que
haya desaparecido de la arena ese adversario tan temible
a la aristocracia inglesa, este día podrá ser el principio de
una nueva dirección del espíritu público en Irlanda y de
gravísimas complicaciones para el Reino Unido. La demo­
cracia es un elemento difícil de conservarse en su pureza:
está siempre en inminente peligro de ser extraviado por in­
tenciones pérfidas, de ser corrompido por pasiones bastardas.
La revocación de la unión va haciéndose cada día más popu­
lar ; en las actuales circunstancias un parlamento irlandés
se convertiría desde luego en asamblea constituyente, || y la
revolución política llevaría por necesario resultado una re­
volución social de las más profundas. ¿Y quién asegura que
en medio de la tempestad pudiera hacerse oír la voz del ca­
tolicismo y que no fuesen desoídas sus severas doctrinas so­
bre el respeto que se debe a la propiedad? Una revolución
en Irlanda gravitaría precisamente hacia ese punto fa ta l:
la violación de la propiedad; es decir, que tendría uno de
los caracteres más terribles que puede presentar una revo­
lución.
La Inglaterra conoce estas verdades, y se opondrá con
todas sus fuerzas a que se dé el primer paso en la peligrosa
pendiente. Con los trastornos que hemos indicado se vería
gravemente comprometida su tranquilidad interior, de suyo
ya bastante amenazada por funestos gérmenes que se van
desarrollando, y además dejaría de ser inaccesible a los ata­
ques de las potencias del continente. ¿Conseguirá llegar
salva a puerto en medio de tantos escollos? Este es un se-
creto de la Providencia; pero si la orgullosa Babilonia pe­
reció, si Roma fué aplastada bajo la planta de los bárbaros,
la reina de los mares podría también tener señalado un
momento fatal en los decretos del Eterno. Una revolución
[1 2 , 5 1 -5 2 ] O'CONNELL 31

podría desarrollar más y más los numerosos gérmenes de


muerte que abriga en su seno y llevarla a la disolución; y
una expedición afortunada conducida por un nuevo Hoche
y apoyada en la Irlanda podría quizás m anifestar que el
enorme coloso tiene los pies de barro. Entonces, cuando ven­
drían los viajeros del Oriente y del Ocaso, del Aquilón y del
Sur. a contemplar el abatimiento de lu altiva Albión. pasa­
rían a Irlanda a visitar el I! sepulcro de O’Connell, y d iría n :
«Aquí yace el hombre que prejiaró la caída del coloso; O’Con­
nell no pensaba ser más que él libertador de Irlanda, y Ju¿
el vengador del mundo.» ||
El abat e de Ravignan*

S u m a r i o .—Los hom bres em inentes de la F ran cia se h allan colocados


en m ejo r posición pa ra e je rc e r influjo en los dem ás países. N a­
cim iento y p rim e ra educación d e R avignan. R avignan. abo g a­
do y substituto de p ro cu ra d o r del Rey en el T rib u n a l d el Sena.
Su ren u n c ia y e n tra d a en e l S em in ario de San Sulpicio-. C arta
q ue le dirig ió el p ro cu ra d o r del Rey M. B ellard. Su e n tra d a
p o ste rio r en e l In stitu to de los jesu ítas. R avignan, p ro feso r de
estudios eclesiásticos. Su p rim e ra co n feren cia en N u estra Señora
de P a rís el 12 de feb re ro de 1837. Segunda co n feren cia el 19
El asom broso concurso a sus serm ones.

Nada de cuanto puede influir sobre los destinos de la


Francia debe ser indiferente a los ojos de un observador de
las sociedades modernas, porque lo que tiene acción sobre
aquélla lo tiene sobre éstas. Así es de la mayor importancia
el fijar la atención sobre los grandes hombres que descue­
llan en este país, porque, aun suponiéndolos de dimensiones
más pequeñas que los hombres eminentes de otros países,

* ( N o t a b i b l i o g r á f i c a . —Estos a p u n tes (asi los llam a Balm esi


fueron fechados en P a ris el día 28 de m ayo de 1842 y publicados en
La Civilización, c uaderno 21, c orrespo n d ien te a la p rim e ra quincena
d e julio del m ism o año (vol. II, pág. 403). Al llegar B alm es a P aris
en su p rim e r viaje e n contró al P. R avignan en la p len itu d de su
apostolado apologético en la c áted ra de N u estra S eñ o ra, y asistió
con g ran d e a fá n a sus conferencias, en co n tran d o alli lo m ás granado
d e la sociedad francesa de C h a te au b rian d p a ra abajo. Fue in tro d u ­
cido tam bién al tra to fam ilia r con el insigne jesuita. Con esto q u e ­
da explicado el c a lo r de sim patía que resp ira n estas páginas. E n el
m ism o c uaderno de Lo C ivilización (págs. 417 y siguientes), don
Jo aq u ín Roca y C ornet e x tra c ta y com enta algunas de las co nferen­
cias de este ciclo, que ya era el quinto.
N'o se hizo otra edición. El sum ario q u e sigue lo hem os hecho
nosotros.
N o t a h i s t ó r i c a .—El P. G ustavo J a v ie r L acroix d e R avignan na­
ció en B ayona el día 1.° de diciem bre d ; 1795. En 1814 sentó plaza
de volu n tario realista, llegando al grad o de lu g arten ie n te de caba­
llería. D espués siguió la m ag istra tu ra , hasta que el día 2 de no­
v iem bre de 1822 e n tró en la Com pañía de Jesús. T erm in ad a la ca­
r re r a enseñó dos años teología. F.l 1838 em pezó sus conferencias en
N u estra S eñora de P arís, que d u ra ro n hasta 1S46, en q u e cayó en­
ferm o. M urió en P a rís el día 2G de ü»brer» d e 1858.]
[1 2 , 5 5 -5 7 ] EL ABATF. DE RAVIGNAN 33

se hallan indudablemente colocados en una posición más a


propósito, sea para el bien, sea para el mal. Sin entrar aho­
ra en investigaciones sobre el conjunto de causas morales y
aun físicas que contribuyen a la producción de semejante
fenómeno, causas en cuyo señalamiento andarían muy dis­
cordes las opiniones. || menester es confesar un hecho que
salta a los ojos de todo el mundo, cual es que la nación fran­
cesa tiene algo de más cowumcotiuo que las demás de Euro­
pa. Esto ni es un título de superioridad ni tampoco es siem­
pre una ventaja; no juzgo el hecho, no hago más que con­
signarlo. Pero lo cierto es que si una idea, si una institución
se han de generalizar, si han -de extenderse por todo el mun­
do. es necesario que vayan a Francia a buscar, por decirlo
asi, el sello de C G stiiopoH tisw io; cuando se hayan difundido
por la Francia pueden estar seguras de su propagación por
el universo. Para este efecto no sirven tanto ni la altanera
seriedad del inglés, ni la meditabunda flema del alemán, ni
la sesuda gravedad del español; necesitase algo de aquella
flexibilidad, de aquella ligereza, de aquella prontitud y vi­
vacidad que caracterizan el genio francés; a veces hasta
conviene aquel entusiasmo que en otros países se calificaría
de atolondramiento y que, no obstante, es uno de los vehícu­
los más seguros y eficaces de una propagación rápida y ex­
tensa.
Cuando diño esto, que es como un preámbulo de la grave
materia que me va a ocupar, no tengo la insensata preten­
sión de explicar por causas naturales los prodigios de la gra­
cia en los grandes senderos marcados por la Providencia
para el progreso del catolicismo. Semejante pretensión esta­
ría en desacuerdo con mis creencias, pues que convertiría la
obra de Dios en obra de la mano de los hombres. Pero ¿por
que no me ha de ser permitido hacer observar la sabiduría
de Dios en escoger por foco de una regeneración religiosa y
social el mismo país que || medio siglo antes lo fuera de im­
piedad y de ateísmo? ¿Por qué dejaríamos de adm irar los
altos designios del Eterno en hacer servir para el bien las
mismas calidades que sirvieron para el mal? ¿No es esto,
por ventura, lo mismo que en cierta manera ha reconocido
el Vicario de Jesucristo, dejando que continuase en Francia
el centro directivo de la Obra de !a Propagación de la Fe,
que tantos y tan pingües frutos ha producido en la viña del
Señor? La gracia no destruye la naturaleza: Dios-en la pro­
fundidad de sus arcanos se vale de las causas naturales para
contribuir a los efectos sobrenaturales, porque, como centro
infinito de luz y de vida, fecunda con su palabra omnipo­
tente la naturaleza, como fecundó en el principio de los
tiempos el caos y la nada.
Estas reflexiones eran indispensables para comprender en
3
34 BIOGRAFÍAS [1 2 , 5 7 -5 9 ]

toda su extensión la importancia del objeto que nos va a


ocupar, y para que se conociese que los grandes hombres
suscitados en Francia por la diestra del Excelso para la de­
fensa y esplendor de la religión católica son como otras tan­
tas lumbreras colocadas sobre el candelabro para la ilumi­
nación del mundo. Asi debemos esperarlo cuando vemos que
la patria de Voltaire es también la patria de Ravignan.
Este nombre ilustre es ya conocido en España, pero qui­
zás no lo sea lo bastante para excitar todo el interés a que
se ha hecho acreedor. No me propongo escribir una biogra­
fía cumplida, sino consignar algunos apuntes, por si en algo
pudiesen interesar la curiosidad de los lectores. Aún más:
el escribir esta biografía no fuera posible tampoco, por II la
sencilla razón de que fallan noticias detalladas sobre la vida
del hombre que es su objeto. Difícil se hace de creer que un
hombre de celebridad europea sea casi desconocido del pú­
blico en lo tocante a las particularidades de su persona; y,
no obstante, nada hay más cierto; bastando decir que en la
biografía del clero contemporáneo que se está publicando en
esta capital se encuentran muy escasas noticias sobre los por­
menores de la vida de este hombre extraordinario. ¡Tanto
es el retiro en que vive! ¡Tanto el cuidado que emplea su
humildad en ocultarse de los ojos de los hombres! La exis­
tencia de Ravignan pasaría desapercibida como un grano de
arena en la inmensidad del océano si, no apareciendo de vez
en cuando en la cátedra de la verdad como un ángel del cie­
lo para anunciar la palabra del Señor, no fijase por algunos
momentos la atención de un mundo ligero y corrompido,
atrayéndole como por encanto alrededor de su humilde per­
sona, teniéndole suspenso de sus labios con el hechizo de su
palabra, y arrancándole un homenaje a la verdad con la
irresistible fuerza de su lógica elocuente.
M. de Ravignan nació en Bayona en 1795. Sus primeros
años nada ofrecen de particular, y por ahora no se cuentan
de él ninguna de aquellas anécdotas interesantes de que,
con más o menos fundamento y verosimilitud, suele com­
placerse la admiración pública en rodear la cuna de los gran­
des hombres. Sin embargo, no puedo pasar por alto una par­
ticularidad que conviene notar como de alta importancia
para demostrar una verdad muy sabida por cierto, pero no
bastante atendida, cual es la influencia || de las madres en
los destinos de sus hijos. La respetable madre de M. de Ra­
vignan era una mujer sobremanera piadosa que procuraba
educar a sus hijos en el santo temor de Dios y en la práctica
de las virtudes cristianas. Así, después de haberse observado
ya la influencia que tuvieron la madre de Voltaire y la de
lord Byron podrá también notarse la que ejerció la madre
de M. de Ravignan. Es preciso no olvidarlo: a la formación
[1 2 , 59 601 EL ABATE DE RAVIGNAh 35

del hombre intelectual y moral contribuyen un sinnúmero


de causas cuya influencia es tanto mayor cuanto es más con­
tinua y cuanto más encuentra nuestro entendimiento des­
provisto de ideas y nuestro corazón más tierno para recibir
todo linaje de impresiones. Y he aquí por qué las madres
son las que forman principalmente al hom bre; he aquí por
qué no pocas vcccs debe buscarse en ellas una de las princi­
pales causas de la dirección que toma en la carrera de la
vida. Pero volvamos a nuestro objeto.
Por más escasos que sean los pormenores que se tienen
de la vida de M. de Ravignan, sábese, sin embargo, que en
su primera juventud y mientras seguía sus estudios de abo­
gado conservaba en su corazón la enseñanza recibida en la
casa de sus padres, y lo que es más, procuraba ponerla en
práctica, no queriendo que quedase estéril como semilla
arrojada en terreno pedregoso. Todos los que tuvieron el
gusto de conocerle cuando seguía sus estudios recuerdan to­
davía con placer la noble sencillez, los modales apacibles,
la interesante modestia que formaban el adorno de sus ele­
vados talentos, que se iban desenvolviendo cada día más con
su aplicación asidua y constante. Concluida su carrera, y
habiendo obtenido el ], diploma de licenciado en derecho, re­
cibióse de abogado en París, y empezó a ejercer su profe­
sión con aquel lustre que habían prometido sus felices dis­
posiciones. El abogado de veintidós años, que empezaba a
granjearse una nombradla brillante, que se veía respetado
de cuantos le rodeaban, que colocado en París miraba abier­
ta ante sus ojos la doble carrera de la magistratura y de la
política, ¿quién dijera que pudiese abrigar ñi el más remoto
pensamiento de abandonar el mundo, de vestirse una humil­
de sotana y de consagrar el resto de sus días al Señor en la
obscuridad del más profundo retiro?
Crece todavía de punto la admiración cuando se sabe
que, lejos de frustrársele las bellas esperanzas de un brillante
porvenir, se le fueron confirmando cada día más, y que
apenas se había presentado en la escena del mundo, las dis­
tinciones y los honores venían a favorecerle a porfía. A la
edad de veintitrés años fué nombrado consejero auditor, y
no tenía más que veintiocho cuando ocupaba ya el distin­
guido puesto de substituto de procurador del Rey en el Tri­
bunal del Sena. En ambos casos portóse de tal suerte que no
desmintió las esperanzas que se habían fundado mucho an­
tes en las bellas disposiciones de su esp íritu ; y cuantos le
conocían no abrigaban la menor duda de que el joven juris­
consulto iba a encumbrarse rápidamente a los primeros pues­
tos de la magistratura.
Habría pasado un año desde su nombramiento para subs­
tituto de procurador del Rey, cuando la gracia había llevado
36 BIOGRAFÍAS [1 2 , 6 0 -6 2 ]

a complemento la admirable obra que había de desconcertar


los livianos pensamientos de un mundo que no conoce otro
brillo que || el esplendor de una gloria pasajera, ni otros go­
ces que los que alcanza a proporcionar un pedazo de oro.
Difundióse de repente entre los amigos y conocidos de
M. de Ravignan una noticia que los dejó fríos de asombro.
El joven magistrado había hecho renuncia de su destino y
había entrado en el Seminario. Su justificación y delicadeza
en el ejercicio de sus funciones judiciales, la severa morali­
dad de su conducta privada, su estricto cumplimiento de los
deberes religiosos, manifestaban ciertamente desde mucho
tiempo que M. de Ravignan abrigaba en su mente algo de
más grave y elevado de lo que suele acompañar a edad tan
temprana y a posición tan halagüeña; pera de aquí a re­
nunciar completamente todas las ilusiones de un brillante
porvenir, de aquí a entrar en un Seminario y a sepultarse
en el retiro para meditar y orar, había una distancia inmen­
sa, y pocos hubieran creído que M. de Ravignan la hubiese
salvado tan pronto. Hízolo sin embargo, y no alcanzaron a
apartarle de su propósito todas las reconvenciones que le
dirigieron hasta personas muy sabias y religiosas. He aquí
lo que le escribía el procurador del Rey, M. Bellard, contes­
tando a la carta en que le había enviado su renuncia, junto
con la noticia de su resolución: aMi querido Ravignan: Si
yo, lo mismo que vos, no estuviese desengañado de las ilu­
siones humanas, vuestra carta me hubiera afligido profun­
damente, y sentiría sobremanera para mí y para el mundo
la pérdida de un joven que prometía ser el ornamento de
la magistratura y dispensar al país señalados servicios. Sen­
tiría vivamente que vos mismo pusieseis tan pronto fin
a una carrera empezada || con tan brillantes auspicios y que,
lisonjeando noblemente vuestro orgullo, os hubiera ofrecido
mil ocasiones de ser útil a la religión, a la sociedad y al Rey,
con la profesión de las buenas doctrinas y con una ilustrada
distribución de la justicia. Pero por más que me sienta in­
clinado a aplaudiros, por el disgusto que me inspira el es­
pectáculo de demencia y perversidad a que asisto, creo, sin
embargo, que debo en conciencia elevarme sobre esta espe­
cie de egoísmo que me lleva más bien a envidiar vuestra re­
solución que no a desaprobarla, e invitaros, mi querido Ra­
vignan, a que meditéis de nuevo sobre ella. Pensad que es
muy grave, que va a imponeros deberes muy austeros, mu­
chas privaciones sobrehumanas, y que es menester que os
veáis bien seguro de plegaros a ellos hoy, mañana, muchos
años, para siempre, vuestra vida entera, sin quejas y sobre
todo sin arrepentimiento.
»Por lo que a vos toca, si estáis seguro de vuestra perse­
verancia, os considero muy feliz en salir de ese tumultuoso
[1 2 , 62 64] EL ABATE DE RAVIGNAN 37

teatro, donde siento yo con demasiada frecuencia el tedio de


la vida, para no apreciar en su justo valor la dulce paz del
alma de que debe de gozar el que, favorecido de Dios, es
capaz de vivir lejos de esa desenfrenada escena de pasio­
nes, de crímenes y de locura tales, que no creo se haya visto
jamás cosa igual en ninguna época. Pero ¿no sería posible
que en vuestra resolución cupiera también alguna parte al
egoísmo? A buen seguro que, conquistando una posición di­
chosa en que escapareis a todos los peligros, habréis sacado
buen partido de las ventajas de la sociedad hum ana; pero
¿estáis bien seguro de |] que no sacrificáis a vuestro gusto
algunos deberes?
»Yo venero en el fondo de mi alma a los héroes de la
religión que se consagran a esta vida de perfección y de
continuos sacrificios, en la que pueden haccr tanto bien a
sí mismos y a los demás, con tal que no tengan otras miras
que las del cielo y de la caridad; pero un heroísmo semejan­
te sólo puede dimanar de la gracia del Todopoderoso, pues
que si el héroe da un paso atrás, si vuelve a ser hombre,
queda todavía menos que hombre. Mi tierna y sincera amis­
tad, mi querido Ravignan, es quien me sugiere esas refle­
xiones ; meditadlas b ien ; es posible que vuestra empresa
espante demasiado mi imaginación, porque no me siento
como vos capaz de acom eterla; como quiera, mi afección
paternal me obliga a expresarme con tanta libertad. No
combato vuestro designio, sólo os invito a que le maduréis
bien ; el empeño no está contraído aún, pero si lo fuere al­
gún día, yo sólo procuraré afirmaros en él, ansiando viva­
mente que en el nuevo estado hagáis tanto bien como podéis
hacer en el que vais a dejar.»
Reflexiones tan graves y sentidas de parte de un amigo,
y de un amigo tan respetable como ¡VI Bellard, una de los
magistrados más distinguidos que hayan honrado la Fran­
cia, natural era que produjesen en el ánimo del joven Ra­
vignan una impresión profunda, Iba a dejar el mundo, iba
a renunciar una carrera brillante para entregarse en la
obscuridad del santuario a la oración y al retiro; y si des­
pués no tuviera bastantes fuerzas para proseguir el penoso
camino que iba a emprender, ¿qué dirá el mundo?, ¿cómo
le será posible soportar la maligna sonrisa de la disipación ||
y del vicio, que se gozarán en la derrota que en cierto modo
sufriría el espíritu de abnegación cristiana? Así es que la
sensible alma del joven Ravignan se encontró vivamente
afectada al leer las paternales advertencias de un hombre
que le amonestaba, con toda la efusión de su alma, de la gra­
vedad del empeño que iba a contraer. Pero la gracia del
Todopoderoso alcanza infinitamente más allá de las fuerzas
humanas. Confirmándose, pues, M. de Ravignan en su pri­
33 BIOGRAFÍAS [1 2 , 64-651

mera resolución, entró en el Seminario de San Sulpicio.


Permaneció allí un año y, pasado éste, abrazó el Instituto
de los jesuítas.
Los curiosos se han ocupado en averiguar las causas de
este último paso, entrando, con esta ocasión, en cotejos y
en conjeturas de que se abstendrá el que escribe estas líneas.
En asuntos de esta clase es necesario mantenerse en pru­
dente reserva; éstos son secretos del interesado y nadie
puede lisonjearse de aclararlos con visos de probabilidad.
Mejor diremos, son secretos de la Providencia, que hace del
hombre lo que quiere conforme a sus insondables designios.
Sea de esto lo que fuere, lo cierto es que la Compañía de
Jesús pudo aplaudirse por adquisición tan preciosa; y se ve
por aquí que la Compañía, salida de sus ruinas, conserva
todavía el don que de antes la había distinguido, y es el con­
tar entre sus miembros hombres eminentes. El marqués de
Pombal y el conde de Aranda no pensaban a buen seguro
que en el primer tercio del siglo xix hubiesen de realizarse
hechos semejantes. ¡Es tan escasa la previsión del hombre!...
Pero volvamos al intento.
Ya se deja suponer que el ilustre substituto de || procura­
dor del Rey. trocado en novicio de jesuítas, debía de excitar
la curiosidad del público y particularmente de cuantos te­
nían proporción de verle de cerca. Pero M. de Ravignan no
había entrado en los jesuítas para captarse vana celebridad;
su abnegación no era la de los filósofos antiguos, que se ocul­
taban para ser buscados ; era una abnegación enteramente
cristiana, que abraza la cruz y sigue a Jesucristo. Asi es
que, presentando el modelo de las virtudes de un verdade­
ro religioso, procuró ocultarse cuanto le fué posible. Y esto
con sinceridad, con espíritu de humildad cristiana, dejando
a la Providencia el cuidado de ponerle algún dia cual luz
sobre el candelabro.
Rígido observante de las reglas de su Instituto, como el
menor de sus hermanos, parecía haberse olvidado completa­
mente de que había vivido en el mundo ocupando una posi­
ción distinguida. Así es que, al paso que excitaba la admira­
ción de todos, se granjeaba también su afectuoso aprecio,
adquiriendo al propio tiempo sobre sus compañeros aquel as­
cendiente suave y decisivo que sólo puede nacer de una su­
perioridad formada de un talento elevado, de una índole
amable y de una virtud acrisolada. Nombrado admonitor al
cabo de poco tiempo de su entrada en el noviciado, aprove­
chó sus felices disposiciones para contribuir al bien de sus
hermanos, ejerciendo sus funciones cual era de esperar de
su prudencia y de su celo. Su mejor consejero era la ora­
ción; allí iba a beber las santas inspiraciones, no sólo para
la dirección de su conducta, sino también por lo que le in­
[1 2 , 6 5 -6 7 ] e l a d a t e d e r a v ig n a n 39

cumbía de la de los otros. Al pie de la cruz aprendía || el


sublime enlace de la prudencia de la serpiente con la senci­
llez de la paloma.
La verdadera sabiduría, aquella sabiduría que reconoce
por principio el temor de Dios y que está destinada por la
Providencia para producir frutos de salud, no entra en un
alma malévola, según la expresión del sagrado tex to ; seme­
jante luz no se alberga en el entendimiento cuando no está
puro el corazón. Por esta causa se preparaba M. de Ravi­
gnan con el ejercicio de todas las virtudes, antes de acome­
ter la difícil tarea de los estudios eclesiásticos, que debían
habilitarle para el ejercicio del santo ministerio. Pero cuan­
do llegó la hora de empezar su obra se dedicó a esa clase de
estudios con todo aquel ardor de que es capaz un alma gran­
de que, guiada por una inspiración sublime, se adelanta ge­
nerosa hacia el cumplimiento de un alto destino. La Sagrada
Escritura, los Santos Padres, los concilios, la historia ecle­
siástica formaban el objeto de sus asiduos trabajos, mostran­
do en su nueva tarea la misma laboriosidad, el mismo ardor,
la misma constancia que había manifestado en el estudio de
la jurisprudencia. Que los jesuítas tuvieron en M. de Ravi­
gnan un alumno muy aprovechado, y que al ser promovido
a profesor se 'granjeó el aprecio y la admiración de sus dis­
cípulos, inútil es decirlo, y los lectores lo habrán adivinado
desde que le habrán visto entrar en la Compañía. Voy, pues,
a fijar la atención sobre el punto de vista bajo el cual ha
considerado el P. Ravignan sus estudios eclesiásticos, y cuál
ha sido la dirección que ha creído conveniente darles.
El dogma de la Iglesia católica es inmutable, porque ti
este dogma es la verdad, y la verdad es siempre la misma.
La moral de la Iglesia es también inmutable, porque esta
moral es el dogma aplicado a los actos humanos, y así es que
está también comprendida en el dogma. Depósito sagrado
que la Iglesia ha recibido de Jesucristo y que ella no puede
enajenar ni m u tilar; depósito que ha de comunicar incesan­
temente a los fieles transmitiéndole de generación en genera­
ción hasta la consumación de los siglos. Por esta causa la
Iglesia no puede transigir en materias de dogma ni de mo­
ral, y los doctores y los oradores católicos no pueden, sin ab­
dicar de este carácter, enseñar a los pueblos otra doctrina
que la misma que se ha enseñado desde el principio de la
Iglesia. Esto es muy cierto, pero también lo es que la mis­
ma doctrina es susceptible de exposiciones muy diferentes,
sobre lodo cuando se trata de hacerla plausible a los ojos
de la razón y de acomodarla a la capacidad y aun al gusto
de cada época. San Cipriano, San Agustín, San Juan Damas-
ceno, Santo Tomás de Aquino, todos son doctores católicos,
todos explican y apoyan la doctrina de la Iglesia, pero, no
40 BIOGRAFÍAS [1 2 , 67-601

obstante, la diferencia entre sus escritos es incontestable, no


sólo por lo que toca al estilo, que es propio de cada época y
de cada autor, sí que también con respecto a las razones que
alegan y al punto de vista bajo el cual presentan la verdad
de la doctrina de la Iglesia. Andando el tiempo han ido apa­
reciendo otros doctores insignes que han consagrado su vida
a la defensa de la fe católica, y en todos se ha podido obser­
var el mismo sistema de conducta, esto es, de acomodarse
a las necesidades y al gusto de cada época, y no transigien­
do [[ en puntos de dogma, no haciendo al error concesiones
sacrilegas, pero sí empleando en pro de la causa de la ver­
dad todos los medios que se empleaban de la parte opuesta
en apoyo del error.
Infiérese de aquí la necesidad que tienen también los
escritores y oradores de nuestro tiempo de imitar la con­
ducta de sus predecesores, y que, por tanto, deben procurar
colocarse en el verdadero punto de vista para apreciar debi­
damente el espíritu y las tendencias del siglo en que viven,
conociendo los elementos que abriga, así buenos como ma­
los: aquéllos para aprovecharlos en la ocasión oportuna, és­
tos para que no se ignore dónde debe aplicarse el remedio.
He aquí lo que ha procurado hacer M. de Ravignan. ¿Que­
réis persuadiros de la exactitud de esta observación? Leed
los temas sobre que giran sus discursos, ved las proposicio­
nes que asienta, las razones en que las apoya, y notaréis
que él ha comprendido el espíritu del siglo y que conoce de
qué manera debe lucharse contra ese espíritu con las armas
del espíritu de Dios.
En su primera conferencia, tenida en 12 de febrero
de 1837, ya manifestó el orador su alta penetración cuando
sé propuso examinar las dos cuestiones siguientes: ¿Cuáles
son los elementos favorables ai catolicismo que abriga la so­
ciedad actual? ¿Cuáles son los contrarios? He aquí dos cues­
tiones grandes, inmensas, a la par que difíciles y delicadas:
cuestiones sobre que debe fijarse la primera mirada del es­
critor y del orador cristiano, pues que de ellas depende nada
menos que el acierto en la elección del camino que ha de
seguir; cuestiones que no pueden || resolverse por el mero
estudio de la historia, porque la historia de lo presente no
existe aún, y lo que pasa a nuestros ojos es muy diferente
de lo que vieron nuestros m ayores; cuestión que demanda
nada menos que una atenta observación de los hechos que
nos rodean, una apreciación tranquila de los acontecimientos
que se verifican, sin exagerar ni el bien ni el mal, sin trans­
formar en realidades lo que no es más que un temor o un
deseo. Cuestiones hay que honran, no diremos a quien las
resuelve, sino a quien solamente las propone; porque una de
las pruebas de la superioridad es colocarse de golpe en el
r 12. 6 9 -7 1 ] EL ABATE DE RAVIGNAN 41

verdadero punto de vísta para la contemplación de los ob­


jetos,
En su segunda conferencia, tenida en 19 del propio mes,
asentó M. de Ravignan esta proposición: El dogma del pe­
cado original p s la verdadera base de la filosofía de la his­
toria. Proposición digna de ser como el punto de partida, de
seguir inmediatamente a la propuesta en la conferencia an­
tecedente en que el orador se había como preguntado:
¿Dónde estoy? ¿Qué camino debo seguir para llegar al tér­
mino que me propongo? El anhelo, o si se quiere el prurito
de este siglo, es el de las investigaciones filosófico-históricas.
Hay en esto, sin duda, algo de hueco, como en todo lo que
pertenece a una época en extremo ligera y movediza, pero
en el fondo se descubre un desengaño, fruto de dolorosos
escarmientos, un deseo inspirado por necesidades apremiado­
ras, un profundo sentimiento del vacío que abrigan en su
corazón la sociedad y la ciencia. Sin duda que desde la cá-
tec’ra del Espíritu Santo no se debe halagar las tendencias
y el gusto del siglo en lo que tengan de frívolo II y de noci­
vo; pero ¿por qué el orador que se encuentra con un audi­
torio que no respira otro ambiente que el de la época no de­
berá colocarse al nivel de sus oyentes, trayendo las verdades
católicas al terreno donde puedan ser examinadas y desen­
vueltas del modo más a propósito para que, haciéndose pri­
mero plausibles y agradables al espíritu, produzcan con el
tiempo pingües frutos?
Así ha considerado M. de Ravignan su posición de pre­
dicador evangélico en presencia de un siglo que, sumergido
en la incredulidad legada por el anterior, está sediento, sin
embargo, de encontrar la verdad y se afana en buscarla en
los inextricables laberintos de la filosofía. Salirle al paso
en medio de este mismo laberinto, presentarle el hilo miste­
rioso para sacarle de él y conducirle por suaves senderos a
los brazos de la religión, he aquí lo que debe hacer un ora­
dor cristiano que se encuentra en presencia de lo que se
llama gran mundo y que con razón o sin ella presume de
ilustrado. Y no se crea que M. de Ravignan procure deslum­
brarle con la ostentación personal; no se crea que olvide que
uno de los milagros del Altísimo en la conservación y pro­
pagación de la fe cristiana es confundir lo fuerte con lo dé­
bil: no lo olvida por cierto el hombre que vive en el más
profundo retiro, que sale de su humilde celda y se endereza
al pulpito sin otros auxiliares que un entendimiento lleno
de luz, que un corazón rebosante de caridad y de celo, y
alentado con la esperanza en la omnipotencia de Dios, en
cuyas manos están los corazones de todos los hombres. Y,
sin embargo de esta sencillez apostólica, logra reunir en
torno de su || cátedra lo más escogido de la capital, viéndose,
42 BIOGRAFÍAS [1 2 , 7 1 -7 2 ]

junto con los obispos y el nuncio del Papa, Chateaubriand,


Hannequin, Berryer, Lamartine, Cofarelli, Dupin y Guizot.
Sin duda que el asombroso concurso que asiste a los ser­
mones y conferencias de M. de Ravignan es debido, en parte,
a la curiosidad que excita naturalmente un orador distin­
guido ; pero, sin hacernos ilusiones sobre la verdadera situa­
ción de las cosas y sin pretender atribuir al espíritu religio­
so lo que pertenece a la curiosidad y a la moda, menester es
confesar que hay en el fondo algo de sólido y consolador
y que las palabras del nuevo apóstol no caen todas en terre­
no estéril. Más de mil ochocientos hombres, la mayor parte
jóvenes, recibieron la sagrada comunión en los ejercicios
que se hicieron en la iglesia de Nuestra Señora de París, en
la última cuaresma, bajo la dirección del P. Ravignan; este
hecho, por sí solo, dice más que todos los comentarios.
Es sumamente consolador el ver que la religión vuelve a
recobrar su ascendiente sobre los espíritus, y lo es todavía
más cuando esto se verifica con respecto a jóvenes pertene­
cientes a aquellas carreras que forman los hombres destina­
dos a ser dueños un día de los destinos de la sociedad. De
esta clase eran en su mayor parte los jóvenes de que acabo
de hablar, cursantes de leyes, de medicina, alumnos de la es­
cuela politécnica, de la normal, literatos, empleados en las
administraciones públicas, en una palabra, un escogido con­
junto que, desparramado dentro pocos años por toda la so­
ciedad francesa, y ocupando una posición influyente, no po­
drá menos de ser muy || útil a la extensión y arraigo de las
creencias y prácticas religiosas.
No me extiendo más sobre este particular porque no me
propongo tocarlo sino por lo que tiene relación con M. de
Ravignan; fácil me será, sin embargo, presentar sobre este
asunto detalles muy interesantes, porque, hallándome en el
mismo terreno de los hechos y en posición bastante favora­
ble para examinarlos de cerca, podré consignar algunos tan
preciosos como poco conocidos con respecto al movimiento
religioso que se realiza en París en un círculo escogido de
jóvenes. Este número no 'es, por cierto, tan crecido todavía
como fuera de desear; pero aumentándose como se aumenta
de continuo y en una dirección no sólo de fe, sino también
de piedad, ofrece a los ojos del observador un verdadero mi­
lagro de la gracia.
Según todas las apariencias, una buena parte está reser­
vada a M. de Ravignan en el adelanto y la consumación de
la grande obra de la Providencia; y sin duda que ya en este
mundo Dios quiere recompensar abnegación tan sublime con
los inefables consuelos que le proporcionará la contempla­
ción del fruto de sus palabras. Luego de haber entrado en la
Compañía quiso M. de Ravignan desasirse de todos sus bie-
[1 2 , 7 2 -7 3 ] EL ABATE DE RAVIGNAN 43

ncs, y cuando el escribano hubo extendido el acta que los


transm itía a sus herederos naturales se dice que exclamó:
«Gracias a Dios, ya no tengo nada, ya soy libre»; pero en él
se han verificado al pie de la letra las palabras del divino
Maestro, de que quien deja por Dios todas las cosas recibe
el céntuplo de lo que ha dejado. Cuanto más pobre y más
humilde se || presenta, más grande parece a los ojos de to­
dos; y su completo desasimiento de las cosas terrenas hace
más fecunda su palabra que todo el fausto y ostentación de
que pudieran rodearle las grandezas humanas. ||
Mariana*

S u m a r i o . —M arianafué uno de los hom bres m ás e x tra o rd in a rio s de


su tiem po. Su obscuro nacim iento. S u e n tra d a en la Com pañía
de Jesús. M a riana en el Colegio Rom ano, en Sicilia y en la U n i­
v e rsid a d d e P arís. Se tra sla d a a Toledo a las tre in ta y siete
años Es nom brado censor en la cuestión de la P oliglota de Am-
beres, en la que se discu tía el a rre sto d e su d ire c to r A rias M on­
tano. Su juicio fav o ra b le al conjunto de la obra. P rim e ra edición
de su H istoria de E spaña en len g u a latin a ' 15f)5V T raducción por
é l m ism o al castellano (1601). Polém ica de M antuano sobre esta
obra. Im p a rcia lid a d y eslilo del P. M ariana. Su libro De Rege
e t Regis /nst!Ht(t07¡e <1599). L a cuestión de si es licito el tira n i­
cidio. Sus libros De m u ta tío n e m onetae y D i m arte et im m orta-
lile, im presos en Colonia. Proceso, p risió n y lib e rta d d e l P. M a­
ria n a . Su m u erte en 1623. O jead a sobre su c a rá c te r e in te n ­
ciones.

En Mariana todos conocen al historiador, muchos no co­


nocen al hom bre; el autor de la Historia de España es céle­
bre entre nacionales y extranjeros, pero muchos de éstos y
no pocos de aquéllos están lejos de pensar que el jesuíta de
Toledo haya sido uno de los hombres más extraordinarios
de su tiempo. Y no es porque no se halle escrita su vida, ni
porque sus obras yazgan en la obscuridad; al contrario, se
ha tenido el cuidado de escribir la vida de este hombre
ilustre con mucha diligencia y notable esmero, y en cuanto a
sus obras forman todavía nuestra lectura cotidiana. t| ¿Qué

’ Í N o t a b i b l i o g r á f i c a .—Estando Balm cs en P a ris el añ o 1B42 fué


p ronto conocido y a dm irado de los p rin cip ales apologistas y d e la
ju v e n tu d fervorosa que se educaba en la lucha religiosa. Uno de
los núcleos m ás vivos era la C ofradía de S an Pablo, fo rm ad a por
escritores jóvenes, que publicaban la R e v u e C ritique et Litíéraire.
Estos acudieron a Balm es pidiéndole u n tra b a jo p a ra su revista, y
él escribió el p resente artícu lo sobre M ariana, que luego trad u jo al
castellano y envió a J>a Ciuilisaciórc c o rresp o n d ien te a la p rim era
q u in ce n a de noviem bre del m ism o a ñ o (vol. III, pág, 193). P o n d eran
los biógrafos que Balm es redactó esta b iografía sin te n e r libro al­
guno. B alm cs Llevaba a M ariana en el corazón, p o rq u e le era p ro ­
fu n d am e n te sim pático, pero adem ás h ab ía leído la n ía m e n te sus li­
bros. de los cuales qu ed an todavía e n tre sus papeles n u eve folios d e
c itas y referencias.
No se liizo o tra edición. El siguien te su m ario es n u estro .]
112, 78-79J MARIANA 45

falta, pues, para conocerle debidamente? Fulla, en nuestro


entender, la cabal apreciación del conjunto de sus cualida­
des, de su talento, de su carácter, de su espíritu de altanera
independencia, calidades que le crearon una posición par­
ticular y le mantuvieron en ella durante su dilatada carrera.
No nos proponemos hacer esta apreciación, cosa que exigiría
más tiempo y que no podría encerrarse en los límites de un
artículo; sin embargo, como dicho escritor es una de las
figuras más interesantes de nuestra historia literaria, vamos
a trazar algunos de sus rasgos, siquiera para comunicar a
los demás las impresiones que hemos sentido al pararnos no
pocas veces a contemplarla. Además que Mariana es una de
nuestras glorias y el recordar su nombre es recordar uno
de los más bellos títulos de nuestra pasada grandeza. ¡La
España ha caído en tanto abatimiento, es tan desgraciada,
y los desgraciados toman tanto gusLo en alimentarse de re­
cuerdo !
Por de pronto es bien singular el conjunto que se nos
ofrece en M ariana: consumado teólogo, latinista perfecto,
profundo conocedor del griego y de las lenguas orientales,
literato brillante, estimable economista, político de elevada
previsión; he aquí su cabeza; añadid una vida irreprensible,
una moral severa, un corazón que no conoce las ficciones, in­
capaz de lisonja, que late vivamente al solo nombre de li­
bertad, como el de los fieros republicanos de Grecia y Roma,
una voz firme, intrépida, que se levanta contra todo linaje
de abusos, sin consideraciones a los grandes, sin tem blar
cuando se dirige a los reyes; y considerad que todo esto se
halla reunido en un hombre [| que vive en una pequeña
celda de los Jesuítas de Toledo, y tendréis ciertamente un
conjunto de calidades y circunstancias que rara vez concu­
rren en una misma persona. v
La reputación de Mariana no se debió al lustre de su fa­
milia : tuvo la desgracia de no poder señalar sus padres,
desgracia que no obscureció la gloria de su carrera; de na­
die necesitaba; su fuerza estaba en su cabeza, la hidalguía
en su corazón. Echósele en cara que había nacido de un ex­
tranjero: esto no es verdad; como quiera, entre los que re­
cordaron al ilustre escritor su nacimiento oculto deseáramos
no encontrar un nombre tan esclarecido como el de don
Antonio Hurtado de Mendoza. Nadie ignora que los padres
de Mariana eran españoles y que nació en Talavera. diócesis
de Toledo, en 1536. El recordaría seguramente lo que debió
a su país natal cuando aprovechó la ocasión de dejamos una
descripción hermosa de Talavera y sus alrededores.
Siéntese en el fondo del carácter del ilustre escritor cier­
ta agrura que parece deslizarse en sus obras, comunicando
a muchos pasajes un dejo sentido y acerbo: quizás pueda
46 BIOGRAFÍAS [1 2 , 7 9 -8 1 ]

esto atribuirse a aquellas gotas de amargura que se derra­


man en el corazón de un niño cuyo llanto no fuera jamás
acallado con las caricias de la ternura maternal. Quien no
tiene familia menester es que sienta en su corazón un pro­
fundo vacío; desde el momento que conoce su existencia se
encuentra solo, abandonado, despegado de todo el mundo:
esto ha de producir naturalmente una reacción. El infortu­
nado se repliega sobre sí mismo y se endurece contra todo.
El escritor tenía ya setenta |;, y tres años, y e] recuerdo de
su nacimiento resonaba quizás tristemente en su alma cuan­
do, dirigiéndose al papa Paulo V, se apellidaba íníímae con-
dttionis homo.
No diremos al lector que Mariana mostró desde luego las
disposiciones más felices; bien lo dará por supuesto aunque
no se lo dig a; sin embargo, observaremos que a la edad de
diecisiete años debía de prometer mucho, pues que, habiendo
a la sazón entrado en la Compañía de Jesús, cuenta se que
el santo Fundador recibió esta noticia con satisfacción muy
particular, enviándole desde Roma su bendición. Hizo sus
estudios con mucho lustre, y se entregó al trabajo con aque­
lla decisión que podía esperarse de su carácter de hierro. La
filosofía y teología de las escuelas no bastaban a su avidez
de aprender, quizás no satisfacían cumplidamente su espí­
ritu ; así es que, al propio tiempo que estudiaba con ardor
esta ciencia, no olvidaba ocuparse en las lenguas y en la li­
teratura. El joven teólogo no tenía más que veinticuatro
años; pero ya no podía temer que se le hiciese el cargo que
Melohor Cano dirigía a algunos teólogos de su tiempo, di-
ciéndoles que para combatir con Jos herejes no tenían otras
armas que largas cañas, arundines lorigas. Por lo que toca
a su moral severa y a su irreprensible conducta, pudo apren­
derlas en excelente escuela; pasó su noviciado bajo la di­
rección de San Francisco de Borja.
Los jesuítas, que entendían en materia de hombres y ta­
lentos, no se habían equivocado sobre las brillantes disposi­
ciones del joven estudiante; y así es que, cuando en tiempo
del general Lame fundaron el |! Colegio Romano proponién­
dose reunir allí la ñor de los talentos de la Compañía, fija­
ron los ojos en Mariana, nombrándole profesor a la edad de
veinticuatro años. Se ha dicho que entre sus discípulos contó
al célebre Belarm ino; lo que hay de cierto es que, mien­
tras nuestro profesor enseñaba teología en Roma, el insigne
controversista seguía el curso de filosofía en el mismo Cole­
gio. Consérvase un interesante pasaje en que Mariana se
complace en recordar al cardenal aquellos tiempos felices
que echaba menos todavía en su vejez. «Quisiera, le dice,
solazar un poco mi espíritu con la memoria de las cosas pa­
sadas ; permítasele ese recuerdo a un anciano.» Nombra en
[12, 81-83] MARIANA 47

seguida a P arra, Ledesm a, Toledo, que después fué carde­


nal ; P erera, Acosta, ai m atem ático Clavio, a B autista, p ro ­
fesor de h e b re o ; al valenciano Esteve, m aestro de griego ; a
O rgantino, que m urió en el Japón, y por fin al insigne Mal-
donado, y luego exclam a: <(¡Oh qué tiem pos, qué hom bres!
Yo los recuerdo con frecuencia, y ese recuerdo fortifica mi
corazón.»
La salud de M ariana se alteró notablem ente en Roma, o
a causa del clima, o bien por el excesivo trab ajo d e las ta ­
reas de su c á te d r a : quizás co n tribuyeron las dos co sas; y
así parece creerlo él mismo cuando d ic e : «El tra b a jo exce­
sivo de enseñar, y el clim a malsano, sobre todo para los ex­
tranjeros como yo, d eb ilitaro n desde un principio mis fu er­
zas.» Precisado a salir de Roma, pasó a Sicilia, donde enseñó
una tem porada, hasta que fu é llam ado a la U niversidad de
París. En ese vasto te a tro confirmó la ju sticia de su rep u ­
tación, siendo de ello la m ejo r p rueba el gran núm ero de
discípulos que acudían a sus lecciones. || A llí fué donde su­
cedió aquel hecho extraño que bien m erece recordarse por
re tra ta r el espíritu de la época. Uno de los estudiantes más
aplicados llegó un d ía dem asiado tarde, y no pudo e n tra r
p a ra oír la explicación del profesor. ¿Q ué hace el estudian­
te? V uelve a trá s a toda prisa, va en busca de u n a escalera,
la a rrim a a la pared y sube a la v en tan a, colocándose de
su erte que pudiese oír la lección. M ariana ad v ierte el raro
expediente del alum no, in terru m p e su discurso, dale una
m irada y le dirige aquellas p alab ras del E vangelio: «Quien
no en tra por la p u erta es u n ladrón. —Sí, señor, replicó con
viveza el estudiante, para ro b a r v u estra doctrina.»
Bien se deja en ten d er que si el profesor de la U niversi­
dad de P arís hubiese deseado figurar en el mundo, ora conti­
nuando su enseñanza en las m ás distinguidas escuelas de
Europa, ora elevándose a los m ás altos rangos de su O rden,
la posición que había conquistado le h u b iera ofrecido en
abundancia los medios de satisfacer su am bición. Su nom ­
bradla, establecida ya m u y sólidam ente, se iba ensanchando
cada día m ás y más, y ligado en am istad con los hom bres
más distinguidos de su siglo no h u b iera escaseado de apoyo
para levantarse a los puestos m ás im portantes. P ero su genio
pensador, su carácter indom able, su deseo de independencia
se avenían m ejor con la soledad, con la obscuridad mism a,
donde podía e n treg arse sin reserv a a la m editación y al es­
tudio. Esto explicaría quizás por qué a la edad de tre in ta y
siete años se resolvió a d ejar París, donde podía prom eterse
un porvenir ta n lisonjero, bien que m ediaba otra causa po­
derosa que le obligaba a volver a su p atria. El || clima de las
m árgenes del Sena no era m enos contrario a su salud que
el de las orillas del T íb er; una g rav e enferm edad, que le
48 BIOGRAFÍAS [12. 83-84]

forzó a interru m p ir todos sus trabajos, le dió a conocer la


necesidad de resp irar el aire de su país natal, y así, después
de u na ausencia de trece años, volvió a España y se fijó en
Toledo. Esta ciudad no yacía entonces en el abatim iento en
que ahora se e n cu e n tra; descendía, sí, la dolorosa pendiente
que la llevaba, de un rango tan elevado en tre las ciudades,
a no ser m ás que un re c u e rd o ; pero no estaba todavía tan
lejos de la cum bre de su gloria, que no se la rodease de
consideración y respeto. La antigua corte de los reyes era a
la sazón una reina viuda, cuya belleza se ha m architado con
los años, pero en cuyo sem blante se descubren aún los ras­
gos que recuerdan la diadema. Por esta causa no se hallaba
m al en Toledo el profesor de Roma y París ; su espíritu po­
día vivir en una esfera en que no le faltab an los medios de
nutrirse y de d erram arse ; tal vez encontraba allí las ven­
tajas de la corte sin su frir sus inconvenientes. La abundan­
cia de libros, el trato con personas instruidas, no le faltab an
en una población donde existían tribunales superiores, un
clero rico y numeroso, com unidades religiosas en un estado
b rillante, fam ilias ilustres y tantos restos de una antigua
grandeza que el tiem po no había consumido, que el soplo de
las revoluciones no había dispersado.
El alto m érito de M ariana fué apreciado cual m e re c ía ;
no se presentaba un negocio grave y espinoso que no fuera
enviado a su c o n su lta ; y sabida es la confianza que le dis­
pensaba el cardenal de Quiroga, arzobispo de Toledo, quien
se aprovechaba de sus luces || en los negocios más im portan­
tes. U na prueba de la reputación que disfrutaba M ariana fué
el nom brarle censor en la ruidosa cuestión de la Poliglota de
A m beres, llam ada B iblia Regia o Filipina, del nom bre de
Felipe II, que fom entó y sostuvo la em presa. Nadie ignora
cuán graves cargos se hacían al insigne A rias M ontano, que
había dirigido la edición por orden expresa del monarca.
El texto, los prefacios, los com entarios, todo era objeto de la
crítica m ás d u ra ; la fe del ilustre sabio se había hecho sos­
pechosa para alg u n o s; acusábanle de haber bebido en las
fuentes de los rabinos y de los herejes, y aun se llegaba a
decir que se inclinaba al judaism o. P o r más predilección que
m ereciese a Felipe II A rias M ontano, las acusaciones eran
tan graves y la disputa se había em peñado de tal suerte,
que fué preciso fijar en ella la atención y tom ar decidida­
m ente un partido, para saber si había de continuar o no la
circulación de la nueva Biblia. Instruyóse el debido expe­
diente con la idea de sacar en claro la ju sticia o sinrazón
de las inculpaciones dirigidas contra M o n tan o ; pero los
ánim os se hallaban tan exaltados con el calor de la disputa,
que no era fácil tarea distinguir en tre la voz del celo y el
grito de la envidia. Además, para resolver una cuestión se­
[12, 84-86] MARIANA 49

m ejante no bastaba una consulta ce teólogos que no cono­


ciesen m ás que la V ulgata; el negocio pedía por juez compe­
ten te un hom bre versado en las lenguas contenidas en la
Poliglota, instruido en la ciencia de los rabinos,^ conocedor
de los antiguos padres de la Iglesia, que adem ás reuniese
la erudición necesaria para fo rm ar paralelo en tre la nueva
edición y las antiguas, y dotado por fin I! de una com prensión
bastante para a b arcar y pro fu n d izar la cuestión en todas sus
ramificaciones, y de un juicio m aduro, p rudente, y sobre todo
firme e im parcial, para no d ejarse doblegar ni a rra s tra r por
las pasiones o intereses d e partido. Las m iradas se fijaron
sobre M ariana, el resultado justificó la elecciórt.
Bien se alcanza con cuánto ard o r se en treg aría a su ta­
rea, no sólo p ara sostenerse con dignidad en presencia de los
contendientes, sino para h acer frente, si necesario fuese, a
un hom bre cuya fam a ray ab a ta n alto como Arias M ontano.
Al cabo de dos años la censura salió a luz, y fué tan aplaudi­
da que, habiendo llegado a Roma la noticia de su m érito, el
papa Gregorio X III deseó verla y pidió u n a copia, que en
efecto le fué enviada. Los lím ites del articulo no perm iten
en tra r en sus porm enores sobre el contenido de la c e n s u ra ;
pues aun Cuando nos contentásem os con el ex tracto que de
ella se encuentra en la Vida de M ariana, que precede a su
H istoria de España en la edición d e V alencia publicada
en el últim o tercio del pasado siglo, llenaríam os con exceso
el espacio de este núm ero. B astará decir que, sin disim u­
lar lo que le pareció reprensible en la edición de M ontano,
dió un juicio fav o rab le a la totalidad de la o b ra ; siendo de
notar que la Poliglota continuó circulando, cortándose por
la autoridad de un solo hom bre u n a cuestión que al parecer
debía de h ab er ocupado una num erosa junta. Un docum ento
como éste debía h aberse im preso a su debido tiem po y no
dejarle expuesto a p erd erse: a fines d el pasado siglo el ma­
nuscrito se había hecho m uy raro y costaba y a dificultad el
procurárselo. ||
Algunos h an dicho que los jesuítas se habían entrom etido
en el negocio y que se habían esforzado en doblegar contra
M ontano la re ctitu d del censor. No ignoramos que M ontano
no era amigo de los je s u íta s ; pero no vemos que puedan
producirse documentos fehacientes de la supuesta intriga,
Al menos el au to r d e este artículo no los conoce, y cuando se
quiere hacer un m érito a la im parcialidad de M ariana, di­
ciendo que todo el ascendiente de su O rden no alcanzó a
torcerla, nos inclinam os a creer que hay aquí más bien el
prurito de inculpar a los jesu ítas que el interés por el jesuí­
ta. H ay quien funda sem ejante car®] diciendo que M ariana
sabía anticipadam ente su nom bram iento p ara la censura, pues,
como él mismo dice, se prep arab a de antem ano a desem pe­
4
50 BIOGRAFÍAS [ 12, 86 88]

ñ a rla ; pero esto en nuestro juicio nada p ru eb a; pues que


es claro que antes del nom bram iento oficial debieron de me­
diar algunas pláticas en que se h ab laría d e la persona que se
consideraba más a propósito, y que e n tre los sabios capaces
de corresponder a tan distinguida confianza se designaría a
M ariana. Este, por o tra parte, conocía sus fuerzas y no sería
extraño que pensase que al fin el negocio había de p a ra r en
sus manos. Si, como quieren suponer algunos, el nom bra­
m iento de M ariana fu é procurado por intrigas de los jesuí­
tas, no m ostraron m ucha habilidad designando a un hom bre
cuyo inflexible carácter bien habían podido conocer y de
quien debía constarles que nada podían esperar.
En 1595 publicó la prim era edición de su H istoria de Es­
paña; escribióla en latín por dos razones: prim era, porque
ésta era la costum bre d e la época; segunda, para facilitar
su circulación en el e x tra n je ro ; ti pues, como él mismo nos
dice, había conocido en sus viajes que las demás naciones
tenían vivos deseos de saber la historia de un pueblo que se
había levantado a ta n alto punto de esplendor y pujanza. La
prim era edición no contenía más q ue veinticinco libros;
pero, queriendo com prender la historia d e l reinado de F er­
nando el Católico y de Isabel, añadió otros cinco, que se pu­
blicaron en las ediciones siguientes. T radújola él mismo
en castellano y la dió a luz en Toledo en 1601. La H istoria
de España es un glorioso m onum ento que aseguró al autor
la inm ortalidad, por m ás que digan críticos des contentadi­
zos que salen ahora protestando contra el fallo d e los siglos.
No nos es dable hacer en este lugar ni la apología ni la críti­
ca de la H istoria de M a ria n a ; no p ertenece a aquella clase
de obras que se juzgan de paso, como se leen cam inando;
diremos, sin em bargo, dos palabras sobre ello, pues que sería
extraño consagrar un artículo al au to r y p asar por alto su
obra m aestra.
Severos cargos se han hecho al historiador por lo que toca
al fondo de la o b r a ; y nadie ignora que no son de hoy, como
lo acredita la acalorada polémica de M antuano, en vida del
mismo autor. Pero si se quiere ju zg ar con im parcialidad es
necesario colocar la cuestión en el verdadero terreno, y no
discutir si M ariana bebió o no siem pre en m anantiales p u ­
ros, si fué extraviado por su nim ia deferencia a los escritores
que le habían precedido, ni tampoco si desde su tiem po se
han aclarado varios puntos de n u estra historia, poniendo
de manifiesto las equivocaciones del h isto ria d o r; lo que con­
viene hacer es colocarse en el puesto de M ariana y exam inar
si hizo todo lo que hacer || podía, atendidos los medios que
tenía a la mano. No le faltaro n ni detenido estudio de la
m ateria, ni un juicio severo, ni una im parcialidad inflexi­
ble: es decir, que reunió las principales calidades del histo­
[12, 80-89] MARIANA 51

ria d o r; lo dem ás no debe achacarse a él, sino al atraso de


su tiempo. Sabido es que el mismo confiesa que algunas ve­
ces habia caído en erro r, y que señala la causa de ello en
haber fiado en dem asía en la au to rid ad de los antiguos cro­
nistas. «Y aun por seguirlos habrem os alg u n a vez tropezado,
y erro digno de perdón, p o r hollar en las pisadas de los que
nos iban delante.» (Prólogo dirigido al rey.) En su respuesta
a M antuano dice ex p resam en te que su intención no había
sido fo rm ar u n a historia, sino ú n icam en te poner en buen or­
den y estilo lo que hab ían recogido los otros. Q uería levan­
ta r un edificio cuyos m ateriales tom aba prestados. Si el
au to r no tuvo o tra intención, m enester es confesar que ex­
cedió en m ucho el fin que se hab ia propuesto, dado que nadie
puede negar a su obra el m érito de una v erd ad era historia.
Sea cual fuere el juicio q ue sobre ella se form e, nunca se
d irá que no sea algo m ás que una colección bien ordenada.
P or m uy m odesta que fuese la idea del autor, no dejó de
satisfacerle sobrem anera cuando la vió eje cu ta d a : «La gran­
deza de E spaña conservará esta obra», dice en su prólogo, y
la España no h a desm entido su pronóstico. H asta se inclina
uno fácilm ente a perdonarle esa jactan cia: un m érito m uy
alto se conoce a si mismo, y no siem pre tiene la superiori­
dad necesaria para hacer el sacrificio de callar. Oímos con
dem asiada frecuencia aquello de exeg i m o n u vien tu m oere
perennius de Horacio. |;
P o r lo que toca a la im parcialidad, una do las calidades
m ás indispensables y m ás ra ra s en los historiadores, M aria­
na la poseyó en alto g ra d o ; y de él no puede decirse, como
de tantos otros, que a l escribir la historia de su p a tria bien
se conocía que estaba h ablando de su m adre. A l contrario,
fué en esta p a rte tan severo, que hirió vivam ente el orgullo
n a cio n al; y con esta ocasión se le dijo que su odio contra
España m ostraba a las claras SU origen ex tran jero . H asta
llegó a discutirse en el seno del Congreso si convendría su­
p rim ir una obra que m ancillaba el honor de la nació n : la
Providencia, que v ela sobre n u estra p atria, ap artó segura­
m ente de tan d esatentada m edida a los buenos consejeros.
El estilo y el lenguaje d e M ariana no están exentos de
defectos: expresóse a veces de una m an era sobrado cortada
y afecta en dem asía el género sentencioso; su habla, por
herm osa que sea, no es siem pre ta n sonora y co rrien te cual
dem anda el genio de la lengua. G usta m ucho de las p alab ras
anticuadas, lo que hizo decir m uy felizm ente a S aav ed ra:
«que así como otros se tiñen las b arb as p ara p arecer mozos,
así él para hacerse viejo». Y a se h a observado en defensa
de M ariana que estos defectos, sobre todo lo tocante a las
sentencias, eran m ás bien d e la época que s u y o s: Tácito e ra
un autor de moda. Q uizás las cosas estaban en buen punto,
52 D10GHAFÍAS [12. 89-91]

si la gravedad de aquellos tiem pos pudiese comunicársenos


algo a nosotros, p a ra n eu tralizar la excesiva ligereza que,
por desgracia, se nos va pegando de u n a nación vecina. To­
davía puede hacerse otra reflexión en favor de M ariana por
lo perteneciente al estilo : su H istoria fué escrita en || la tín ;
tem eroso de que no cayese en m anos d e algún m al traductor
la puso el mismo en español, y claro es que el lenguaje
debía resentirse algún tanto del molde en que por prim era
vez se había vaciado la obra, y que la im itación de los au­
tores latinos debía re su lta r m ás sensible. Seguram ente no
fuera m uy difícil descubrir en d iferentes pasajes de la obra
castellana el dejo de la latina. El carácter grave y severo de
M ariana le inclinaba al estilo sentencioso y al lenguaje an­
ticuado ; parece que se h allaba m al con todo lo que le rodea­
b a ; echaba menos los tiem pos pasados; priscac granitotis
exem plum , como dice él mismo. Por esto le gusta el arcaís­
mo, por esto procura d a r a su estilo un aire anticuado, y le
agrada vestir el tra je del siglo xiv. Sea como fuere, el len­
guaje de M ariana puede serv ir de m odelo; y hasta es digno
de elogio el autor, por haberse opuesto ya de antem ano al
pru rito de desn atu ralizar n u estra lengua con la introducción
de palabras e x tra n je ra s y dejando sin uso el riquísim o cau­
dal de voces que, aprovechadas cual conviene, podrían darle
decidida superioridad sobre los dem ás idiom as de Europa.
No se crea que el au to r de la H istoria de España desconocie­
se esta calidad de su lenguaje, ni dejase de prev er la crítica
que por esta razón podría dirigírsele. Todo cuanto se diga
sobre el p a rtic u la r lo adelantó él mismo con las siguientes
p a la b ra s: «Algunos vocablos antiguos se pegaron de las
orónicas de España, de que usamos p or ser m ás significativos
y propios, por v a ria r el lenguaje y por lo que en razón de
estilo escriben Cicerón y Quintiliano.»
Llegamos al famoso libro De Rege et Regis Institutione.
quem ado en P a rís por la mano d el verdugo, de orden del
p a rla m e n to ; preciso es confesar que esta corporación no se
alarm ó sin m otivo; un país donde habían sido asesinados
en pocos años dos reyes debía n atu ralm en te tem blar a la
lectura de algunos capítulos de dicha obra. Estrem ecim iento
causan las páginas donde resuelve la cuestión de si es lícito
m a ta r al tira n o ; en la m anera con que habla de Jacobo Cle-
m en t bien se echa de v er que no m iraba en el asesino aquel
m onstruo de que nos habla Carlos de Valois cuando, refi­
riéndonos que le había encontrado al dirigirse al palacio del
rey para eje cu ta r su form idable proyecto, dice que la n atu­
raleza le había hecho de tan m ala catadura, que su rostro
parecía más bien de un demonio que de hombre. A los
ojos de M ariana se presentaba como un héroe que da la
m uerte y la recibe p ara lib e rta r su patria. ¿Q ué pensarem os
[12, 91-93] MARIANA 53

de M ariana? L a respuesta no es d ifíc il; hay épocas de v é rti­


go que trasto rn an las cabezas, y aquélla lo era. P o r cierto
que el au to r no está solo en el negocio. Cuando se supo en
P arís la nueva de la m uerte del rey, m adam a de M ontpen-
sier, en coche, con su m adre m adam a de Nemours, andaba
de calle en calle g ritan d o : «Buena noticia, am igos míos,
buena n o tic ia : el tiran o es m uerto, y a no hay en F ran cia
E nrique de Valois.» N adie ignora lo que en seguida se prac­
ticó en P a rís ; el térm in o fué digno del principio. Las sim pa­
tías de España estab an en contra de E nrique I I I ; por consi­
guiente, nada e x tra ñ o es que el espíritu del escritor se re ­
sintiese de la atm ósfera que le rodeaba. No quiero decir por
esto que sus doctrinas sean el fru to de un m om ento de a rre ­
bato ; al |! contrario, basta leer la obra p ara a d v ertir que
sus m áxim as están ligadas con su teoría sobre el poder, y
que las defiende con p rofunda convicción. V erd ad es que, al
a bordar de fren te la terrib le dificultad, se exalta su ánim o
como si quisiera tom ar aliento p ara s a lv a rla ; pero no es la
exaltación lo que les sugiere las doctrinas, an tes bien son
éstas lo que le enardece y ex alta. Es lam entable, p o r cierto,
que M ariana no haya tra ta d o la cuestión con m ás tino y que
haya sacado ta n form idables consecuencias de sus principios
sobre el p o d e r; sin la doctrina del tiranicidio su libro fuera
en verdad m uy d em ocrático; pero a lo menos no esp an taría
al lector con el siniestro reflejo de un p u ñ al que hiere. En
dicha obra se en cu en tran lecciones de que pueden aprove­
charse los reyes y los dem ás g o b e rn a n te s; feliz e l au to r si
no hubiese dado a su enseñanza una sanción ta n terrib le.
Una p articu larid ad se h alla en dicha obra, digna de no
ser pasada por alto. El au to r se p reg u n ta sí es lícito m a ta r al
tirano por m edio del veneno, y resuelve que n o ; quizás se
trasluce aquí un rasgo de su carácter, quizás deseaba que
quien tenía bastante audacia p ara m a ta r tuviese la fo rtale­
za de m orir. Esto podría p arecer un freno p a ra los asesinos;
desgraciadam ente La H istoria y la experiencia de cada día
nos m uestran que ese fren o no basta.
El alm a de M ariana, su índole inflexible, su carácter alti­
vo, se pintan en su obra. Complácese en recordar a los reyes
que han recibido del pueblo su auto rid ad y que deben v aler­
se de ella con m ucha tem planza, s in g u la r i modestia: que de­
ben m andar a sus súbditos, no como a esclavos, sino como
a hom bres I! lib res; y que, habiendo recibido del pueblo su
poder, deben p ro cu rar toda su vida conservar esa buena vo­
luntad de sus vasallos. E t (¡ui a populo potestatem- accepil id
in pnm js, curae habet. u t p e r totam v ita m vo le n ü b vs impe-
ret. Un análisis de este libro d aría lu g ar a m uchas y graves
consideraciones.
Es bien notable que una obra tal pudiese publicarse en
54 BIOGRAFÍAS [12, 93-94]

España con todas las condiciones requeridas. La edición de


Toledo lleva el privilegio otorgado por el rey, la aprobación
del P. Fr. Pedro de Oña, provincial de los m ercenarios de
M adrid, y es dedicada al rey Felipe III. A dvertiré, de paso,
que el autor de la vida de M ariana que precede la edición
de V alencia de la -Historia de España se equivocó afirm ando
que este libro se había publicado en vida de Felipe I I ; ver­
dad es que fu é compuesto en el reinado de este príncipe, por
insinuación de Loaisa, preceptor a la sazón del heredero de
la corona, después Felipe III, pero cuando el libro salió a
luz Felipe II ya no existía. El título de la obra es: De Rege
et Regis Institu tio n e ad Philippum III, libri 3. La impresión
es de Toledo en 1599.
Esta tolerancia será inconcebible para aquellos que no
conocen nuestra historia política y literaria sino por medio
de los autores que no saben escribir una página sin hacem os
erizar los cabellos con las hogueras de la inquisición y el
sombrío despotism o de los m onarcas; para quien haya me­
ditado fríam en te sobre el espíritu de aquella época, califican­
do con im parcialidad los hom bres y las cosas, el fenóm eno
no es tan inexplicable. C reerán quizás algunos que se toleró
la obra de M ariana por sostenerse en ella || el partido de la
L ig a; pero entonces la L iga había dejado de existir, y ade­
m ás el a u to r habla en general y no se concreta a la Francia
sino para ofrecer un ejem plo que, por ser tan reciente y
ruidoso, le viene a la m ano. De seguro que otros pensarán
que M ariana se guardó m uy bien de decir una palabra con­
tra los reyes de España, o de asen tar nada que tendiese a
lim itar su a b so lu tism o ; pues muy al contrario, si habla recio
contra los reyes d e Francia, no tiene m ucho m iram iento
con los de España. A l tra ta r de las contribuciones, punto
siem pre m uy delicado y quisquilloso, se expresa con atrev i­
m iento increíb le: no quiere que el derecho de las Cortes
sea m eram ente nom inal, reprueba severam ente los hechos
que conducían a la pérdida de la lib ertad y se q u eja sin ro­
deos de que se nos quisiese im portar de Francia la costum­
bre de im poner los reyes los trib u to s de la autoridad pro­
pia, sin el consentim iento d e la nación. «Cuando menos, di­
rían otros, el clero debe ser m uy bien tratad o en esta obra,
y el autor habrá conseguido la tolerancia, obligándose a no
decir la m enor p alab ra que pudiese desagradar a esa clase
entonces ta n poderosa.» N ada de esto; cuando se le ofrece
la ocasión habla del uso que debe hacerse de los bienes ecle­
siásticos con entera lib e rta d ; y donde le parece v er un abu­
so le condena sin consideración a nadie. Esto nos pinta Ma­
riana ; pero tam bién nos re tra ta la España.
El atrevido escritor tocaba al térm ino de su larga carrera
sin haber sufrido ninguno de aquellos grandes infortunios
[12, 94-96] MARIANA 55

que son com únm ente e l patrim onio de ios grandes hom bres
y que dan a su m érito m ás || esplendor y realce. H abía cum ­
plido setenta y dos años, y su alm a de fuego, que abrigaba
todavía el ard o r de la ju v en tu d , no podía e sta r tra n q u ila y
m editaba la publicación de o tras obras. El fogoso anciano no
se h allaba en disposición de em p ren d er largos v iajes para
llevar a im prim ir fuera de España escritos que le habían de
a carrear la enem istad d e los poderosos; conocía, adem ás,
que si éstos llegaban a te n e r noticia del contenido de los
nuevos escritos, im pedirían su publicación en España. ¿Qué
hace, pues? Dispone las cosas de m an era que la edición se
haga en Colonia, quedando satisfecho que salieran a luz, sin
curarse de las consecuencias que podían acarrearle. P erm a­
nece tran q u ilam en te en Toledo, y, resuelto a no desconocer
su obra, aguarda im pávido que estalle sobre su cabeza la
oólera de los m agnates. «Lo que a otros h ubiera asustado,
dice el intrépido viejo, a mí me incita y alien ta. ¿Q ué hay
que hacer? Este es mi genio.» Quot alíos terrere potuisset.
m e m a gis ad conandum incitan it. Quid /acias? Ita es i inge-
nium .
En tiem po de Felipe III hízose u n a m udanza en la m one­
da, aum entando la cantidad de la de vellón, que por otra
parte era de ley inferior a lo que correspondía, Los resu lta­
dos fueron los que son siem pre que los gobiernos se aven­
tu ran a esas desastrosas m edidas; la m oneda crece nom i­
nalm ente, pero perm anece la misma en re a lid a d ; la ley le
señala un valo r m ás alto de lo justo, pero los interesados ele­
van en la m ism a proporción los precios, reduciendo de esta
m anera la estim ación del dinero y esforzándose a establecer
el debido equilibrio. De esto dim ana la alteración de todos
los valores, el trasto rn o en las relaciones II m ercantiles, el
desorden, la desconfianza y, p or consiguiente, la m iseria del
pueblo. M ariana había sido testigo de esos males, y en el
libro De m utatione m onetae lev an ta su voz con el valor acos­
tum brado, En su libro De m orte et im m c n a lita te habló tam ­
bién con su n a tu ra l o sad ía; y así es que el gobierno se dió
por ofendido y se tra tó de fo rm arle causa. Ya se d eja supo­
n er que su obra De Rege e t Regis in stitu tio n e debía de h a­
ber llam ado la atención en España y excitado m ayores rece­
los desde que el parlam en to de P a ris le había condenado
con ta n ta severidad. Este conjunto de causas decidieron la
form ación del proceso, y el au to r fu é preso en septiem bre
de 1609 y conducido al convento de S an Francisco, de M a­
drid. No cabe en los estrechos lím ites de un articulo hacer
la historia de este pro ceso ; basta decir que el reo contestó
a todos los cargos con su acostum brada firmeza, y que si
bien recordó a los jueces sus antiguos servicios en pro de la
religión y de las Letras y h asta su avanzada edad, sin em­
56 BIOGRAFÍAS [12, 96-98}

bargo no hizo traición a sus sentim ientos, y se confesó pala­


dinam ente au to r de los escritos que se le atribuían. Es nota­
ble que uno de los cargos consistía en que M ariana había
echado en cara a los procuradores a Cortes el ser hom bres
viles, livianos y venales, que sólo cuidaban de alcanzar la
gracia del rey, sin pensar en los intereses del pueblo; el
acusado respondió osadam ente ser verdad que había dicho
todo esto, y, lejos de excusarse, anadió que asi se deoia pú­
blicam ente, sobre todo en Toledo, lugar de su residencia.
No deja de ser peregrino encontrarse con un jesuíta que
aboga por la causa del pueblo contra el rey |[ y contra los
procuradores a Cortes. Como quiera, ahi está la historia
que depone de la v erdad del hecho, y a buen seguro que,
si en aquellos tiempos hubiese tenido la España sus procura­
dores a C ortes del tem ple del jesuíta, el poder de los priva­
dos hubiese encontrado un freno, y no es poco lo que hubie­
ra ganado la nación en b ienestar y en gloria. Es digno de
notarse cuán adelante llevaba su previsión política el reli­
gioso de Toledo. En nuestros días se ha hecho la observación
de que una de las causas de la decadencia de las antiguas
Cortes de Castilla fué el haber sido excluido de ellas, en
tiempo de Carlos V, la nobleza y el c’ero, m edida que a p ri­
m era vista podría parecer m uy favorable a la democracia,
pero que en realidad prep arab a su abatim iento, quitando de
en medio el principal obstáculo form ado por las clases aris­
tocráticas. Un paso sem ejante debía halagar n atu ralm en te el
ánim o de M ariana, poco adicto de suyo a distinciones de ran ­
go-; no obstante, su en tendim iento dominó en esta p a rte su
corazón; y e n su libro De Rege e t R e g is Institutione pronos­
tica que el abatim iento de la aristocracia ahogará la libertad.
D urante el proceso, el em bajador de España en Roma,
conde de Castro, seguía m uy activam ente una negociación
para obtener que se condenasen las obras del acusado. El
conde había recibido la orden de ped ir al Papa los ejem pla­
res existentes, p ara entregarlos a las llam as; pero antes de
e n tab lar oficialmente la dem anda se dirigió al auditor de la
Rola, don Francisco de la Peña, pidiéndole sus luces y conse­
jos. En la respuesta de don Francisco de la Peña se nota
que a M ariana no le faltaban sim patías en Roma y que i| no
se quería a g ra v ar la penosa situación del afligido anciano.
Recogiéronse al fin' los libros, bien que, según parece, el em­
bajador desistió de pedirlos al Papa p ara quem arlos, movido
sin duda de las reflexiones que le había hecho sobre este
p a rticular don Francisco de la Peña, diciéndole que el Papa
no accedería a la dem anda. No debe pasarse por altó una de
las razones sentadas p or don Francisco de la Peña de la in­
dulgencia con que era favorecido en Roma el acusado, a sa­
ber, la pureza de su vida y su conducta sin tacha. Después
[13, 98-99] MARIANA 57

de un año de prisión.1 fué puesto en libertad, y volviendo ;i


su retiro de Toledo publicó, a la edad de ochenta y tre s años,
sus Escolios sobre el V iejo y N uevo Testam ento, y m urió
en 16 de febrero de 1623, edad de ochenta y siete años.
A ntes de concluir detengám onos un m om ento a d a r una
ojeada sobre el carácter y dem ás calidades de este hom bre
singular. Descúbrese en todas sus obras un espiritu elevado,
pero profundam ente religioso. A cabamos de recordar la pu ­
reza y severidad de sus co stu m b res; y por lo que toca a sus
funestas doctrinas sobre u n a gravísim a m ateria es preciso
confesar que. al trav és de un tono atrevido y fogoso, y que
no asienta m uy bien a su profesión y estado, se manifiesta,
no obstante, una intención recta, un ard ien te celo p o r el bien
de los reyes y de las naciones. Echase de v e r que no escribía
sus obras como folletos incendiarios, sino con la m ira de que
sirviesen de rem edios cáusticos, o p ara a ta ja r el mal o para
evitarle si fu era posible. Los desórdenes y calam idades del
tiempo de la Liga atrib u íalo s M ariana a E nrique I I I ; por
esta causa se expresa con ta n ta d u reza y exaltación, ]| y en
cuanto a España, al v e r el ascendiente que iban tom ando los
privados y esa dejadez en que se sum ía el Gobierno, y que
por desgracia se hizo h ered itaria, levantábase su pecho con
generosa indignación, tem iendo, no sin motivo, que así se
obscurecía nu estra gloria, se enflaquecía nuestra pu jan za y
vendría a] suelo toda n u estra grandeza. «G randes m ales nos
am enazan», d e c ía ; desgraciadam ente su previsión no ha sa­
lido fallida, porque si bien es verdad que la revolución nos
ha causado firandes desastres, tam poco lo es m enos que los
reyes no cuidaron siem pre cual debían el magnífico patrim o­
nio que a sus descendientes leg aro n F ern an d o e Isabel. El
reinado de Carlos II, últim o vástago de la raza austríaca, y
los de Carlos IV y F ernando V II no nos han dejado recu er­
dos m uy gratos. M ariana asistía al comienzo de esta deca­
dencia, creía v e r sus causas y señalaba los preservativos.
Form ado su espíritu en el estudio de los g randes aconteci­
m ientos nacionales, no podía su frir las pequeñas intrigas de
palacio, ni las tortuosas y m ezquinas m iras de ambiciosos
cortesanos; quería que el trono salido de Covadonga se
asentase sobre cim ientos sólidos y a n ch u ro so s: la religión,
la justicia, las libertades antiguas. Im aginábase en sus bellos
sueños que el trono de Pelayo no debía ser ocupado por in ­
dignos sucesores, y la indignación latía en su pecho al ver
que el im puro aliento de u n a corte corrom pida y aduladora
comenzaba a em p añ ar la diadem a de Isabel de C astilla. P o r
esto gritaba con fuerza, a veces con arrebato, levantando su
voz más alto de lo que convenía al reposo del escritor y al

[P rw iónJ. M tsión ciicé ]a edición «balm esiana».


58 BIOGRAFÍAS [12, 99-100]

bien del público: así lo reconoce é l mismo escribiendo al


cardenal || B elarm ino. Sin m ás arm as que su plum a, sin
m ás apoyo que e l testim onio de su conciencia, llegó a for­
m arse una especie de poder tribunicio, m uy exactam ente ex­
presado por e l famoso dicho del presidente del Consejo de
Castilla, don Francisco de C onlreres, cuando, al saber la
m u e rte de M ariana, exclamó : «Hoy ha perdido el freno nues­
tro Consejo.» ||
El doctor Newman, el puscísmo y una
retractación extraordinaria *

S u m a r i o .—N a rrac ió ncuriosa y edificante. A d m irab les designios de


la Providencia. Lección severa p a ra algunos e scrito re s católicos.

R epetidas voces hem os llam ado la atención de nuestros


lectores sobre la revolución religiosa que se está verificando
en Inglaterra, cayendo m ás y más en descrédito la Iglesia
establecida y aum entándose las tendencias hacia el catolicis­
mo. Sabido es que el célebre doctor Pusey, teólogo de Ox­
ford y sabio distinguido, h a dado el n om bre a u n a escuela
que, sin condenar decididam ente el anglieanism o, le abre sin
cesar profundas h e rid a s ; así como de o tra p arte v a h acien­
do, en cierto modo, la apología de la Iglesia católica, sin que
se resuelva a e n tra r en su seno. A l lado de Pusey figura un
escritor que se ha señalado sobrem anera en prom over el
desarrollo de esas doctrinas que tan to se aproxim an al ca­
tolicism o; teólogo de la m ism a U niversidad, y ejerciendo
con sus escritos poderosa influencia sobre el clero anglicano,
se encuentra en excelente posición p a ra serv ir de in stru m e n ­
to II a la Providencia el día que la infinita bondad de Dios
se digne conducir de nuevo a l red il las ovejas extraviadas.
Este doctor se llam a N ewm an, y acaba de ofrecer a la
In g laterra y a la Europa un espectáculo tan singular, que
nos atreveríam os a decir que carece de ejem plo. En un tra-

’ [N ota b ibl io g r á fica .— Este a rtíc u lo es fru to d j l v iaje q u e Bal-


mes hizo de P a ris a In g la te rra desde el d ía 29 d e ju n io hasta el
día 19 de ju lio d e 1842. F ué p ublicado en el c u a d ern o 4.» de La S o ­
ciedad, que lleva la fecha de 15 d e a b ril de 1843 (vol. ), p ág .1 8 1 ).
A dm ira la p e n e tra ció n apologética con qu e B alines se a d e la n ta a las
d o c trin as d e su tiem po, y la se g u rid a d con q u e p rev io la com pleta
conversión del g ran N ew m an. Pocos m eses d esp u és de p u b licarse
este escrito, en se p tie m b re d e l m ism o añ o 1843, N ew m an ren u n ció
la p arroquia anglicana de S a n ta M aría de Oriel. El dfa D de o c tu ­
b re de 1845 fué recibido en la Iglesia católica y fundó en Edgbaston
u n a casa del O ra to rio de S an l'e lip e N eri. El añ o 1B79 L eó n X III
le dió el capelo cardenalicio. M urió en 1890. a la ed ad de o chenta y
n u eve años.
No se hizo o tra edición. El sum ario es de B alm es.l
(iü BIOGRAFIAS lia, 1U4-1U3I

bajo que tiene por título Lira Apostólica había llam ado a la
Iglesia rom ana iglesia perdido; en u n a obra sobre los arria-
nos había hablado de la apostasía papal; en o tra titulada
Tracts for The Tim es declaraba que Roma era hereje, que
había apostatado en la época del Concilio de T rento, que la
com unión rom ana se había ligado p a ra siem pre con la causa
del /4nticristo, Que había substituido la m entira a la verdad
de Dios y que era m enester huir de ella como de una peste.
Las expresiones que se acaban de leer no las habia soltado el
au to r en sus más recientes publicaciones, dadas a luz con
m ás conocimiento de causa y con más espíritu de justicia en
favor de la verdad. Sin em bargo, lo que había dicho en los
últim os años en fav o r del catolicismo no ha sido bastante
para apaciguar su conciencia con respecto a lo que se había
perm itido en los a n te rio re s ; y así ha creído de su deber bo­
rrarlas de sus obras en cuanto le es posible, destruyendo de
esta suerte el m al efecto que pudieron causar en el ánimo
de los lectores. Para esto ha apelado al medio más sencillo y
expedito, y al mismo tiem po m uy honroso a La rectitud de
sus intenciones, publicando en los periódicos una solemne
retractación de cuanto había dicho.
Conócese que el doctor Neu-man sen tía no leves escrúpu­
los al perm itirse tan destem pladas expresiones II contra la
Iglesia ro m a n a ; y es carioso el oírle cuando nos explica con
cándida sencillez lo que a la sazón estaba pasando en su
e s p íritu : «Si me p reguntáis cómo puede perm itirse un sim­
ple individuo pensar y mucho menos publicar sem ejantes co­
sas sobre una comunión tan antigua, tan extendida y que ha
producido tantos santos, responderé con el mismo lenguaje
de que me valía entonces p ara mí mismo cuando me d e cía :
«Las p alabras que yo publico no son mías, yo no hago más
que seguir las opiniones de los teólogos de mi Iglesia, quie­
nes, sin excep tu ar ni aun los más distinguidos y más sabios,
han hablado siem pre contra Roma en térm inos extrem ada­
m ente vio len to s; yo deseo ad o p tar su siste m a ; cuando repi­
to lo que ellos han dicho estoy en toda seguridad, pues que
en nuestra posición el ab razar sus m iras es cosa poco menos
que necesaria.
»Tengo tam bién, continúa el doctor Newm an, razones para
tem er que este lenguaje pueda ser atribuido en gran p arte
a un carácter ard ien te y a la esperanza de v e r m i conducta
aprobada por personas que respeto. Además, quería al mis­
mo tiem po ponerm e a cubierto de la nota de romamsrno.»
Las palabras quo preceden no necesitan comentarios,
m ayorm ente cuando se sabe q ue este hom bre no se ha con­
vertido todavía al catolicism o; m ien tras hace estas confesio­
nes tan consoladoras oírnosle que dice que no entiende por
esto re tra c ta r lo que ha escrito en defensa de la Iglesia an-
[12, 105-107 J EX DOCTOR NEWMAN 61

glíeana. T al vez nos engañem os, pero nos parece colum brar
aquí algunos indicios de vastos designios de la Providencia.
Los enem igos del catolicismo, siguiendo su acostum brado ||
sistem a -de difam ación y de calum nia, se em peñan en p re­
se n ta r los triunfos de la religión verd ad era como resultados
de sórdidas in trig as o efectos de u n fanatism o desatentado.
Si la In g laterra se hubiese convertido rep en tin am en te hu-
biérase dicho, a no dudarlo, que no m ediaba en ello el dedo
de Dios, que no debía atrib u irse a la gracia el prodigioso
acontecim iento, sino que e ra necesario buscar su origen en
m iras y com binaciones políticas que, con más o menos es­
peciosidad, se hu b ieran indicado desde luego, dejando al
porvenir la aclaración de lo dem ás que se h ab ría supuesto
oculto en las som bras. L a Providencia h a querido que las co­
sas m archasen por otro sendero: se h u b ieran atribuido las
conversiones a la influencia política, y Dios ha m antenido
ta n separados estos extrem os, que, lejos de aliarse, han vivi­
do enem istados. Se hu b iera dicho que el cam bio se había
verificado por m edio de sorpresa, que los ánim os no hab ían
podido prepararse, que el tiem po no había m adurado las co­
sas, y que, por tanto, las nuevas convicciones se resen tirían
de la precipitación con que h a b ía n sido concebidas; y Dios
ha querido que el tiem po dem andado transcurriese en ab u n ­
dancia ; que, después de siglos de e rro r y de fan ática ex alta­
ción, comenzase la saludable m udanza, prim ero calm ándose
los ánimos, cediendo de su p rim itiv a irritación, exam inando
con menos parcialidad e injusticia la causa de los católicos,
y llam ando al trib u n al de u n a razón ilu strad a lus calum nias
de .que se los ag o b iab a; que en seguida se pasasen a inves­
tig ar los m otivos que se hab ían tenido p a ra separarse de la
Iglesia rom ana, y que se palpase la sinrazón de un cisma
que || sólo h an podido sostener las im posturas de los in tere­
sados en p ro lo n g a rle ; y que, en fin, ora por ab iertas conver­
siones, ora por confesiones m ás o menos explícitas, se a n ­
duviese propagando la doctrina católica, p reparándose el
afortunado día en que, según la expresión de un g ran d e es­
critor, la In g la te rra se h a rá católica, y, deshecho tam bién el
cism a de O riente, la Europa asistirá al tedéum que se can
tará en S anta Sofía.
Ved lo que está indicando la célebre U niversidad de Ox­
ford, lo que nos está diciendo la escuela de Pusey, lo que
nos está revelando lu notable retractació n del doctor Nevv-
man. Las palabras, las ingenuas confesiones del distinguido
escritor nos hacen asistir a una conversión sosegada, lenta,
en que la Providencia se com place en m anifestar la tran sfo r­
mación que se va realizando en los esp íritu s con el auxilio
de las luces y de la gracia. En e fe c to : notam os en p rim er
lugar qué el doctor N ewm an, al escribir sus invectivas con­
62 BIOGRAFÍAS [12, 107-109]

tra la Iglesia católica, al llam arla Iglesia perdida, apóstata


y de la cual e ra necesario h u ir como de una peste, siente ya
en el íondo de su alm a una voz que está clam ando contra
tanta in ju stic ia ; puede apenas sosegar su espíritu agitado
por un vivo rem ordim iento, viéndose precisado a apoyarle
en la autoridad de los hom bres m ás distinguidos de la Igle­
sia anglicana, quienes al h ab lar de la Iglesia católica se han
expresado con la m ay o r violencia. Es decir, que el doctor
no se sentía ya con bastantes fuerzas para atacar por sí solo
la Iglesia rom ana, ya no estaba seguro de lo mismo que de­
cía, sus convicciones eran tan débiles que habían m enester
el sostén de la || au to rid ad ajena. Además, ya no procedían
de lo íntim o del alma, ya no eran la expresión del pensa­
miento, eran un medio p ara congraciarse con las personas a
quienes respetab a y p a ra p recaver la tacha de romanísmo.
Malo como era sem ejante proceder, anunciaba, no obstante,
que la obstinación no tenía asiento en el ánimo del escritor,
que sus ojos com enzaban a abrirse, que la luz de la verdad
descendía del cielo sobre su ía b e z a ; y que Dios, al perm i­
tir su extravio, no quería, sin em bargo, dejarle en aquella
horrible tranquilidad que, d isfrutada en medio del m al, es
señal funesta de que el nom bre del culpable está borrado
del libro de la vida.
La retractación que acaba de hacer el doctor N ewm an
de las proposiciones vertid as contra la Iglesia católica, tiene
más peso en la actualidad que si lo hubiese verificado des­
pués de su conversión que con tan fundados m otivos espe­
ram os. Si un paso sem ejante lo hubiese dado después de
abrazada decididam ente la fe de la Iglesia rom ana, sería una
consecuencia muy legítim a de su cam bio de religión, y qui­
zás no ofrecería tan ab u n d an te pábulo de serias inflexiones
a los que están observando la m archa de los espíritus. Un
hom bre que se acabe de hacer católico, n a tu ra l es que ma­
nifieste profundo respeto a la verd ad era Iglesia y que re-
p ruebe lo que antes había aprobado. P ero un protestante
que, perm aneciendo todavía en su falsa secta, re tra c ta lo
que ha dicho contra la Iglesia católica, y lo re tra c ta de
una m anera pública y solem ne, es el espectáculo más raro
que en este género pueda ofrecerse, es una clarísim a señal
de que la verdad se va abriendo paso al través || de todos
los obstáculos, y que la Providencia va adelantando su ad­
m irable obra por caminos incom prensibles al hombre.
Y esta resolución del doctor N ew m an es de tan ta más
im portancia cuanto que, atendida la situación de los espíri­
tus en Inglaterra, no podrá menos de acarrearle un diluvio
de insultos y sarcasm os por p arte de los protestantes, que,
vivam ente alarm ados del progreso del catolicismo en aquel
país y de las buenas tendencias que se m anifiestan en la
[12, 109-111] EL DOCTOR NEWMAN 63

escuela puscísta, clam an con la m ayor violencia contra los


m ales que están am enazando a la Iglesia anglicana. Se ha
trabado ya u na ard ien te lucha sobre este p u n to ; y los es­
critos contra los católicos y los puscístas se d erram an con
gran profusión p ara a ta jar la co rrien te de las sanas ideas,
que de tal modo p e rtu rb a el reposo de los discípulos del
error. E n tre los m uchos folletos publicados ú ltim am en te se
nota uno que m erece ser copiado p or lo que dice y por lo
que deja entender. Lo insertarem os ta l como lo hemos visto
en los periódicos ex tra n je ro s: «M iem bros de la Ig lesia: lla ­
m amos seriam ente v u estra atención sobre u n a confesión he­
cha recientem ente con respecto al verdadero objeto q ue se
propone el partido cismático, que de algún tiem po a esta
p a rte ha pertu rb ad o y dividido de u n a m anera ta n lam en­
table la Iglesia nacional.» E ste manifiesto se en cu en tra en el
B ritish Critic, núm. 59, pág. 45. Helo a q u í:
«Nosotros debem os separarnos más y m ás de los princi­
pios, si tal nom bre m erecen, de la R eform a inglesa.» «El que
lee, entienda; en vano se p ara la red a la vista de las aves,» ||
Continúa el celo p ro testan te recom endando la circulación
de dicho folleto, el que se h alla de v en ta en todas las libre­
rías de Londres, a razón de un chelín cada cien ejem plares,
para hacer fren te de esta m anera, y a favor de la b a ra tu ra ,
a las ten tativ as de los agitadores eclesiásticos, que no se aver­
güenzan de com er el p a n de La Iglesia p ro testan te m ien tras
trabajan por arruinarla. M anifestando finalm ente en cuán­
to apuro se halla la causa d e l error, exclam a el a u to r del fo­
lleto: «Dios, en su m isericordia, conserve entre nosotros la
verdadera religión protestante.»
Echase de v er la indignación con que se le v a n tarán con­
tra el doctor N ewm an los sostenedores del anglicanism o y
que agotarán el diccionario de in ju rias de la rencorosa R e­
form a, para presen tarle a los ojos del público con los más
negros colores, Pero Dios, cuya gracia le ha dado fuerza
bastante para d ar en el cam ino de la verdad u n paso tan
costoso, se la otorgará tam bién p a ra s u frir con resignación
los insultos que se le prodiguen, p reparando poco a poco su
espíritu para que se decida de u n a vez a ab razar la fe de
esa san ta Iglesia a cuyo seno el S eñor le está llam ando con
ta n patentes señales. E ntre los que p articip an de las ideas
puseístas, la resolución del doctor N ew m an h a encontrado
m uy lisonjera acogida, y hasta se añade que ese acto tan
recom endable h allará bien pronto im itadores. Ya que la infi­
nita m isericordia su fre tan b enignam ente las dilaciones, y
la indecisión de esas ovejas ex traviadas, sufrám oslo tam bién
nosotros; aguardem os con paciencia el día de bendición en
que b rillará con toda claridad a sus ojos la luz divina, y en­
tre tanto oremos por ellos, como están orando los || católicos
tu BIOGRAFÍAS [12, 111-112]

de aquel país y de otras p artes para que el Señor se digne


consolar su Iglesia con la conversión de tantos desgraciados,
tanto 'm ás dignos de compasión cuanto han nacido en un
reino envuelto en las tinieblas del error, y donde las pre­
ocupaciones contra la fe católica habían echado más profun­
das raíces. No preguntem os por que tard a tan to el cum pli­
m iento de nuestros deseos y esp eran za: ¿qué es el hom bre
para pedir cuenta a Dios?
La retractación del doctor N ew m an nos ofrece un modelo
que debieran im ita r todos los católicos que, habiéndose des­
lizado en algún e rro r o perm itido expresiones m alsonantes,
han podido escandalizar a los sencillos, poniendo quizás en
peligro su fe o dism inuyendo el respeto que deben profesar
a la Iglesia. Si N ewm an, todavía protestante, que declara
expresam ente no ser su ánim o el cam biar de comunión, re­
prueba de una m anera pública y solem ne las expresiones
vertidas contra la Iglesia rom ana, no porque esté ya adhe­
rido a ella, sino por conceptuar injustos los cargos que le
había hecho, y calum niosas las calificaciones con que la
había ofendido, ¿con cuánta más razón deberán los verda­
deros católicos proceder con m ucho cuidado en desfigurar
la historia eclesiástica, desencadenándose contra los Sumos
Pontífices y contra la Sede R om ana o contra el cuerpo del
Episcopado en general? Por desgracia no siem pre se anda en
estas m aterias con el tiento d eb id o ; y libros existen de auto­
res que se apellidan católicos, y a quienes nosotros no ne­
garem os tampoco este título hasta que la Iglesia se lo haya
tam bién negado, que se expresan con tanta desenvoltura en
estas m aterias, que difícilm ente II pudiera creerse q ue fuera
autor católico quien no ha reparado en consignar sem ejantes
palabras en sus escritos. Y no pretendem os por esto que al
exam inar la historia de la Iglesia se proceda con parciali­
dad, ni se dispensen elogios a quien no los merezca, o se
tra te con excesiva indulgencia al que de ella se haya hecho
indigno por su c o n d u cta ; pero sí es bien claro que, al tra ­
tarse ciertos puntos delicados, no asienta bien a un hom bre
que se apellida hijo de la Iglesia e l d esatarse en invectivas
contra este o aquel Pontífice, esta o aquella clase. Conviene
recordar que sin fa lta r en nada a la verdad histórica, sin
torcer la rectitu d del juicio y hasta sin escasear el corres­
pondiente vituperio de las m alas acciones, cabe em plear cier­
to lenguaje en que se trasluzcan a un mismo tiem po e l am or
de la verdad y e l cclo de la justicia, herm anados con el cui­
dado de conservar el decoro y buen nom bre de la Ig lesia;
cabe em plear cierto lenguaje en que se conozca que a l na­
rr a r los excesos, al exponerlos a la reprobación pública, se
cumple con un d eb er doloroso, como el hijo que se ve pre­
cisado a confesar la ignom inia de su padre. Los que conocen
[1 !, 112-114J EL DOCTOR NEWMAN 65

estas m aterias ju zg arán si es oportuno lo que acabam os de


indicar. El curso de los acontecim ientos ha puesto dem asia­
do en claro los resultados de sem ejante conducta p ara que
sea excusable nadie q u e en ad elan te la siga. Hubo un tiem ­
po en que algunos católicos poco avisados, o seducidos qui­
zás por el pru rito de h a b la r con en tera lib ertad m anifes­
tando un espíritu su p erio r a las preocupaciones vulgares
e inaccesible a la lisonja, pudieron creer que no era m ucho
el daño que ocasionaban dando a luz escritos que !¡ sin repa­
ro habrían podido a d o p ta r como suyos los p ro testan tes y los
incrédulos. P ero en la actu alid ad la situación se h a aclarado
de tal m anera, se h a m anifestado con ta n ta evidencia cuál
era el blanco d e los que aplaudían estrep ito sam en te estás
publicaciones, que la fa lta de circunspección es un v erd ad e­
ro delito a los ojos d e Dios.
Es ya muy consolador para un ánim o fiel y piadoso el
observar que se van convenciendo de estas verdades todos
los hom bres de intenciones leales y sinceras. Fíjese la a te n ­
ción sobre el lenguaje de los escritores católicos y se n o tará
que se van desviando del errad o cam ino d e insistir dem asia­
do sobre ciertos puntos en los que les parecía desahogar
inocentem ente su celo, cuando en realidad contribuían al
descrédito de las instituciones más augustas, y por tanto da­
ñaban gravísim am ente los intereses de la fe católica. A ntes
de los horrorosos acontecim ientos presenciados en revolucio­
nes recientes hab ían llegado las cosas a un punLo escandalo­
so, siendo difícil de concebir cómo se había apoderado de
los ánim os tan funesto p ru rito de exageración y m aledi­
cencia.
Es m enester d e se n g a ñ arse ; si se declam a mucho contra
los Papas, al fin se vendrán a suscitar dudas sobre la legiti­
m idad del V icariato q ue e je rc e n ; si se habla incesantem en­
te contra sus pretendidas usurpaciones tem porales y espiri­
tuales, al fin se llegará a p oner en cuestión su prim ado d e
jurisdicción y de honor. No ignoram os lo que a esto stiele res­
ponderse. no desconocemos que los vicios y las faltas de un
P ap a nada tiene que v e r eon el pontificado; pero tam poco
se nos oculta que cuando las cosas se llevan hasta cierto !|
punto hay distinciones que es más fácil hacerlas de palabra
que de corazón, y que cuando nos hayam os acostum brado a
m irar a u n a serie de hom bres con aversión y desprecio, se
nos hará difícil el acatarlos como vicarios de Jesucristo.
Cuando ocurra calificar los procedim ientos de este o aquel
Papa, cuando sea m enester designar y condenar u n abuso
que en este o aquel tiem po se hu b iere introducido, quien
sienta que su plum a destila am arga hiel, qu ien llevado por
el celo indiscreto se ex alte en dem asía y se d eje a rra s tra r a
expresiones exageradas, recuerde que un p ro testan te uos ha
66 BIOGRAFÍAS [12, 114]

dado el ejem plo del respeto con que debe h ablarse d e la Igle­
sia, y que no sólo no h a tenido reparo en desaprobar su an­
terior conducta, sino que antes bien h a llegado a exponer­
nos con la m ayor sencillez los motivos que le hacían obrar de
aquella suerte, sin callar ni aun aquellos en cuya ocultación
se interesab a vivam ente su am or propio. A l reflexionar so­
bre la elocuente y saludable reflexión que resu lta de hecho
tan singular como el que hemos consignado, ocúrrenos n atu­
ralm ente aquella profunda sentencia de San A gustín, a sa­
ber : que Dios es tan bueno, que no p erm itiría el m al si del
mismo m al no pu d iera sacar un bien, ||
Espartero*

ARTICULO 1.»

Espartero como hom bre y como general

S u m a rio -— S itu a c ió n d e España. E sp artero , C ristin a y Don Carlos.


C a rá cte r del gran d o r pe rso n a l de E sp artero . Calido de i p erso n a ­
les de Espartero. Reflexiones sobre la h u m ild ad de su cuna. Su
valor. D iferencia e n tre el v a lo r de u n soldado y el de un g en e­
ral. Escasez de sus talentos. D ureza da co razón q u e m an ifestó
en el m ando. Espartero, general. M edios q u e em pleó p a ra en ­
cum brarse. Su de stre za p a ra a p ro v e c h a rse d e todas las situ acio ­
nes. Su m érito en la b a ta lla de L uch an a. D ocum entos ju stific a ­
tivos. E xpedición d e Don Carlos. C onducta de E sp a rte ro con
resp ecto a ella. P lan de g u e rra . L a com binación de los tre s
ejércitos. Acciones de R am ales y G u ard am in o . T ítu lo de d u ­
que de la V ictoria. F elicitación al G o b iern o por la su p resió n
del G uirigay. D ocum ento justificativo. A brazo en las C o rtes
de 1839. C onducta de E sp a rte ro con resp ecto a C ab rera. C on­
clusión de la gu erra.

Cayó E spartero, y con su caída entram os en u na nueva


fase de la revolución, fase que, por desgracia, no ha term i­
nado aún. Inciertos y perdidos en la confusión que nos en ­
vuelve desde la m uerte de Fernando, consolémonos los es­
pañoles con m aldecir el banco de aren a o el puntiagudo
escollo cuya proxim idad puso en inm inente riesgo a la com-

' [ N o t a b i o l t o c r j í f i c a . —El año 1843 Balm es salió dos veces de


B arcelona, agitada por la re v u e lta c e n tra lista o de la jam an cio . La
p rim e ra fué del 5 al 14 de agosto. D u ra n te estos d ias estu v o re fu ­
giado en el P r a t de D alt de S an F elíu de Codines, d o n d e escribió
la m ayor p a rte de este estudio, o sea los seis p rim e ro s a rtíc u lo s ;
el séptim o debió red actarlo » en e n e ro o feb re ro d e 1844. Era. m ate ria
c andente por la recien te c aíd a de E sp a rte ro , a qu ien B alm cs com­
b atió siem pre h a sta lle g a r al vilipendio. Dudó m u cho si lo p u b lic a ­
ría en un folleto separado, p e ro luego se decidió a esta m p arlo en
Lo Sociedad, porque le pareció d a ría in te rés de actu alid ad a su re ­
vista. Salió en los cu ad ern o s 13, 14. 15, 16 y 17, fechados resp e c ti­
v a m e n te a 21 y 30 de d icie m b re de 1843, 17 y 29 de e n e ro y i.® de
feb rero de 1844 (vol. II, págs. 3. 49. 97, 106, 137, 145 y 213).
68 BIOGRAFÍAS [12, 1 1 7-í 19]

batida n a v e; || olvidando los nuevos peligros que vam os a


correr, sólo fijamos la vista en el que acabam os de evitar.
Las proscripciones y em igraciones se suceden con espanto­
sa rap id ez; pocos recu erd an el día de ayer, p ara conjeturar
sobre el dia de m a ñ a n a; parece que u n a venda fatal tie^e
cubiertos los ojos de los que figuran en la escena politica,
para que no vean la cadena que los a rra stra a la sima donde
sus antecesores se hundieron. Espartero, que habia em puja­
do a Don C arlos hasta la frontera de F ran cia y acom pañado
a la Reina M adre al em barcadero de V alencia, no pensaba
que estuviese tan cerca su precipitada fuga hacia el navio
Malabar.
Al em puñar las riendas del gobierno, todavía le era posi­
ble a E spartero hacer olvidar los medios de que echara mano
para e n cu m b ra rse ; que las naciones, como los individuos,
inclínanse fácilm ente a disim ular lo reprensible en obsequio
de lo beneficioso. O no com prendió su posición, o quizás se
a venturó a com prom eterla con la esperanza de elevarla.
Cuando, alejándose de las playas españolas, estaba apenas
recobrado del tem or que le infundieran los jin etes ¿e Con­
cha. y veía centelleando en la orilla las vencedoras es­
padas, sin duda que debió de recordar tristem ente su des­
a tentada conducta, y d a r u na m irada de indignación a los
m iserables consejeros que p o r espacio de cinco años habian
turbado la nación, urdiendo las pérñdas intrigas que al fin
habían de lleg ar a desenlace tan desastroso y hum illante.
No insultam os al in fo rtu n io ; sólo indicamos su origen. C uan­
do los culpables están sometidos a solem ne expiación,- los
m iram os bajo la mano de la ju sticia d iv in a ; allí cesa I' la
acción del hombre. P ero la historia y la filosofía tienen sus
d e re ch o s; aquélla n arra los sucesos, ésta los exam ina.
E spartero carece de grandor p e rso n a l; pero su nombre
está vinculado con g randes acontecim ientos, por cuyo moti­
vo ocupará u n lugar en la historia. Esto es p ara él una des-

A lguna m odificación liem os introducido. Hem os uniform ado los


títulos en q u e había a lguna d iferen cia m aterial. A l su m ario d tl
artícu lo 4.a hem os añadido el ep íg ra fe su m anifiesto, p o rq u e de o tra
m an e ra carecía d e sentido el ep íg rafe siguiente. F in a lm e n te hem os
descom puesto e n das el artícu lo G.a, d e ja n d o al p rim e ro el titu lo a n ­
tig uo y lom ando p a ra e l segundo el ep íg ra fe del su m ario se p re ­
para lo resistencia. Con este desdoblam ien to el a rtic u lo 7.° pasa a
ser 8A H em os hecho esto porque la m ate ria p arece p edirlo y porque
creem os, q u e B alm es hizo aquella acu m u lació n p o r exigencias ma­
teria le s de la confección de la revista. P a ra las refe ren c ia s de h e ­
chos y p ersonas el lec to r podrá se rv irse de las E fem érid es históricas
d e l volum en X X X III.
L a edición d e esta biografía se ha rep etid o m uchas veces, des­
p u és d e la m u erte de B alm es. en las ediciones de Lu Sociedad, pero
no e n tró en los E scritos políticos. P o r lo tan to , hem os tom ado como
típica la p rim e ra edición de la revista. Los su m ario s son de Dalmes.]
[12, 1 1 9 -1 2 0 ] ESPARTERO 09

gracia. La gloria no es sinónimo de fam a. Q uien h a figura­


do en los sucesos y m ostrádose indigno de su posición no
aparece en los cuadros históricos sino como expuesto a la
censura pública.

C alidades personales de Espartero


Se ha echado en cara a Espartero su nacim iento hum il­
de ; a los ojos de la razón esto no significa nada. Al contra­
rio, si el ex regente hubiese m anifestado con sus obras que
la fortuna no le había elevado sin m erecerlo, la m ism a obs­
curidad de la cuna fuera un bello tim b re de su gloria. ¿De
qué le sirve al im bécil el lu stre de su alcurnia? ¿ P a ra qué
necesita un g rande hom bre los títulos de sus m ayores? La
nobleza que no está sostenida por las cualidades personales
del que la posee es un nom bre v a n o ; los m éritos de nues­
tros antepasados no son nuestros, y sólo se nos aplicarán si
los im itam os. El hom bre de h um ilde cuna que se eleva a en­
cum brados puestos, por solas sus prendas, será tan to m ás
digno de ioa cuanto no ha tenido en su apoyo ni el favor
que dispensa el m undo a los vástagos de ilu stre prosapia, ni
los medios de instrucción y educación que proporcionan las
grandes riquezas; en tal caso la hum ildad ' del nacim iento
más bien debiera ser excusa de algunas faltas que cargo
para agravarlas.
La vida p rivada de E spartero ha sido atacada tam bién,
señalándose el m edio poco decoroso con que había m ejorado
su fortuna. No sabiendo hasta qué punto sea esto verdad,
nos abstendrem os de com entarios; m ayorm ente cuando la
historia y la experiencia nos enseñan que los que m edran en
el torbellino d e las revoluciones y en el estrépito de los com­
bates no siem pre se distinguen por u n a conducta m uy ajus­
tada. Como los hom bres públicos son juzgados por lo que
hacen en público, si E spartero hubiese m erecido bien d e la
patria poco se cuidaran la generación p resen te ni las veni­
deras de su afición al juego. D esgraciadam ente, tan to los con­
tem poráneos como la posteridad suelen ser indulgentes en
dem asía con los que llevan a cabo em presas grandes, por
más que sean injustas y desastrosas. ¿No vemos otorgado el
título de héroes a los devastadores de la tierra? Pocos re­
cuerdan la severa pero exacta sentencia de San A gustín:
«Faltando la justicia, ¿que son los reinos sino grandes la­
trocinios?» Mucho menos se rep ara en los vicios p a rtic u la ­
re s; no em bargante que estos vicios son a m enudo el origen
de faltas de gobierno y de calam idades públicas. P ero el
hom bre resiste con dificultad al prestigio de lo g rande y es­
plendoroso ; la m ism a tem pestad que tala los campos y pone
70 BIOGRAFÍAS [12, 120-122]

en peligro las vidas es contada con pavoroso entusiasm o por


las víctim as de su furor. O lvídanse por un mom ento las des­
gracias y riesgos pasados, con e l recuerdo de la n egrura de
las nubes, de la aterrad o ra calm a que precedió la torm enta,
d e l deslum brante || resplandor d e los relám pagos, del vivo
estallido de los truenos, de su estrepitoso y prolongado re ­
tum bar.
¿E ra valiente? No le negarem os esta calidad; pero tam ­
poco nos resolvem os a otorgársela sin hacer alguna distin­
ción. Si de su valor hubiésemos de ju zg ar por su conducta
en la noche del 7 de octubre, y d u ra n te los dos meses del
pronunciam iento que le h a derribado, m enester es confesar
que el fallo no le seria favorable. A decir verdad, hacemos
poco caso de las cargas a la cabeza de la escolta y de uno
que otro acto .de a rro jo ; lo prin cip al de los sucesos lo sabía­
mos por conducto del mismo in teresad o : ¿qué pensarem os
de los partes después de haber visto los m anifiestos?
N ada decidimos sobre el p a rtic u la r; a los jefes que le
vieron de cerca cuando subalterno, y a los subalternos que
pudieron observarlo cuando jefe, toca el apreciar su v a lo r ;
actos aislados, y en circunstancias muy criticas, no T c v c l a n
la existencia de una calidad. La piedra más com ún arroja
tal vez alguna chispa si se la hiere con viveza. Los muros
d e V alencia y Sevilla le presentaron herm osa ocasión para
m ostrar su a rro jo ; y cuando N arváez m archando sobre Ma­
drid y Concha persiguiéndole hasta la orilla del m ar no des­
p ertaron en su alm a el antiguo valor, lícito es sospechar que
no debió de ser tanto como se nos quiso d ar a entender en
pomposas relaciones.
Q uizás no sería av enturado decir que Espartero tenía el
valor de un soldado, que no le faltaba el suficiente arrojo
p a ra echarse sobre la boca de un cañón, y que, sin embargo,
carecía del valor propio de general y m ucho más de quien
se halla al fren te de una nación ¡ de catorce millones. Estos
dos valores nada tienen de sem ejan te; el prim ero está en
la sangre, en el corazón; el segundo es inseparable del sen­
tim iento de la propia capacidad, de la ojeada vasta y pene­
tra n te que com prende la situación, que ve los medios más
a propósito p ara dom inarla. A l soldado intrépido que m ar­
cha sin alterarse a una m u erte segura elevadlo de repente
a un puesto im p o rta n te : dudará, vacilará, c o n su ltará ; poco
a ntes no conocía el miedo, pero ahora lo sentirá por prim era
vez, para sí y para sus subordinados.
El hom bre cuya capacidad es inferior a su posición no
sabe qué hacerse en e lla ; y por lo mismo es indeciso, irre­
soluto, tímido. Si es general en jefe, m aniobrará de suerte
que no pueda com prom eterse a trances peligrosos, m ientras
[12, 122-1241 ESPARTERO 71

a esto no le obligue la indeclinable fuerza de circunstancias


im periosas; si se halla al fren te del poder, tom ará por pen­
sam ientos de gobierno los recursos de la intriga. L a luz del
día le será ab o rrecib le; n ecesitará o cu ltar su m iseria en la
obscuridad; d ejará que las cosas vayan siguiendo su cu rso ;
y, no sintiéndose con fuerzas propias, lo esp erará todo de los
favores de la fo rtuna. En ofreciéndose u na crisis complica­
da no acertará a o b rar en ningún sentido, se quedará como
atontado: parecerá cobarde, y más bien será indeciso.
La escasez de talentos de E spartero no ofrece la duda
que su vali>r: es negocio que ha pasado, por decirlo así, a
estado de cosa juzgada. A p esar de su elevación, no se ha
rem ontado nunca la fam a de su capacidad; cuando general
la m anifestó lim ita d a ; pero la nulid ad del regente ha dejado
m uy a trás la II cortedad del caudillo. T a n ta era la evidencia
de] hecho, que lo han reconocido sus mismos partidarios, y
si bien es probable que d u ra n te la prosperidad se aleg ra­
rían de esta circunstancia q ue les facilitaba el hacer serv ir
de instrum ento y ju g u ete al mismo a quien afectaban acatar,
no lo es menos que en los m om entos de ap u ro se llenarían
de despecho al v e r que ta n lastim osam ente representaba su
papel el m alaventurado protagonista.
Cuantos han hablado con E spartero confiesan que no han
visto en él sino un hom bre m uy común, y esto debe de ser
verdad, supuesto que no pudo d eslum brar a los observado­
res, ni el prestigio de la elevación ni el grandor de los re ­
cuerdos. Es cierto que p ara juzgar a un personaje no siem ­
pre es suficiente una e n tre v ista; pero si no basta p ara cali­
ficar con exactitud, al m enos hace v islum brar. Sobre todo
en mom entos críticos, en circunstancias solemnes, el talento
brilla, o cuando menos chispea.
En este suelo clásico de generosidad y desprendim iento
las calidades del corazón pueden suplir en bu en a p a rte los
defectos de la c ab e z a ; desgraciadam ente la pequeñez de
alcances de E spartero tenía un digno com pañero en la estre­
chez y dureza de su corazón. De bronce nos dijo que lo te­
nía, en uno de sus últim os m anifiestos; y de bronce lo ha
m ostrado, no para a rro stra r el peligro, sino para causar fría ­
m ente el daño. La palab ra perdón no la acertaro n a pro n u n ­
ciar sus labios. ¿Qué sentim ientos se ab rig arían en el pecho
de quien fusila a su gallardo com pañero de arm as, y des­
pués de ocho días de la insurrección, cuando los a rra n q u e s
de cólera debían estar || va sofocados p or la conm iseración,
avivada con los recuerdos de la am istad y de los servicios?
¡Ligera, ligera por cierto h a sido la expiación de quien pudo
hacerse sordo a las súplicas de todo M adrid, a la m ediación
de los mismos adversarios del infortunado general, que. he­
ridos y desde el lecho de m uerte, im p lo rab an clem encia!
72 BIOGRAFÍAS [12, 124-125]

Los bom bardeos d e Barcelona y Sevilla h an venido a m a­


n ifestar que quien tan inhum anam ente sacrificaba a los in­
dividuos sabía con no menos crueldad d e stru ir los pueblos
en masa.

Espartero, general

E spartero escaló la regencia sin m éritos para obtenerla


ni capacidad p a ra desem peñarla; y así no es de ex trañ ar
que adelantase en su carrera con más rapidez de lo que era
justo. Si carecía de talentos, poseía el a rte de intrigar, la
calm a necesaria p ara esperar el curso de los acontecim ien­
tos y el secreto de explotar en su favor los m erecim ientos
ajenos. H asta que llegó al m ando en jefe del ejército no sa­
bemos que m anifestase en ninguna ocasión las prendas de
un gran general. Si un as veces fué afortunado, otras experi­
m entó dolorosos reveses. Se le dispensaron con frecuencia
lisonjeros elogios, m as en esto corrió parejas con los demás
jefes, a quienes así el general como el gobierno no escasea­
ban las recom endaciones y los premios. Tal era la situación
de los negocios públicos, tanto era el tiento que convenía em ­
p lear con la m ira d e que el enem igo no pasase de la igualdad
a la preponderancia, que am bos partidos b eligerantes [ apro­
vechaban con afán todo cuanto podía servirles, y se afana­
ban en crear reputaciones, por m ás que no debieran d u rar
sino en m uy escaso tiempo. De éstas han quedado en pie las
adquiridas con justicia, indem nizándolas la opinión pública
de los desdenes de la in g ratitu d y de los sufrim ientos del in­
fo rtu n io ; pero, ¡cuántas y cuántas otras se han hundido en
el polvo para no lev an tarse jam ás!
Una de las principales operaciones que se encom endaron
a E spartero antes de o btener el m ando en jefe fu é la perse­
cución de G óm ez; pero Gómez atravesó el reino de A stu­
rias, penetró en Galicia, ocupó poblaciones im portantes, re ­
volvió sobre C astilla, y cuando acabábam os de leer pompo­
sos partes en que se suponía que la división expedicionaria
había sufrido fuertes descalabros, la vimos in tern arse hasta
el corazón de España, d e stru ir com pletam ente la columna
de López en Jad raq u e, m arch ar en dirección de Valencia,
y con aliento b a stan te para pasearse por A ndalucía y E x tre­
m adura, a pesar del desastre de V illarrobledo. El general Es­
partero había a la sazón caído enferm o, y entregado el m an­
do a A la ix ; pero los resultados de la cam paña indicaban que
no fué m uy bien principiada. Ignoram os si la enferm edad
sería m uy g ra v e ; pero lo cierto es que vino m uy a tiempo.
Con ella logró E spartero dos objetos: precaver los peligros
de m ala fortu n a que afligió a otros generales d u ran te las co­
rre ría s de la expedición carlista, y hallarse a las inmediacio­
nes del cuartel general p ara ocupar el m ando que d ejab a va­
cante el m alogrado Córdoba.
A poco de ascendido a general e n je fe fuéle propicia [| la
fortuna en el levantam iento del sitio de B ilb ao ; pero es de
notar que, habiendo comenzado el fuego a las cuatro d e la
tarde, no se presentó E spartero en el campo de batalla h as­
ta cerca la una de la m adrugada, pues que se h allab a impo­
sibilitado de hacerlo a causa d e alguna indisposición. No se
halló, pues, en la refriega en los m om entos de m ás porfiado
combate, cuando convenía desplegar el plan de operaciones
y q u e b ra n ta r el brío de las fuerzas sitiadoras. Ofreció la ba­
ta lla de L uchana u n a de aquellas escenas de valo r y cons­
tancia que caracterizan al soldado esp añ o l: españoles pelea­
ban de una y o tra p arte, y fué necesario todo e l fu ro r de los
elem entos para que el sol no los encontrase todavía en en­
carnizada lucha. ¿H asta qué punto influyeron en la victoria
el valor y la habilidad del general de la R eina? Lo ignora­
mos : sólo, sí, direm os que aquellos lau reles fueron horrible­
m ente costosos, que la sangre corrió con espantosa ab u n d an ­
cia, que al día siguiente el g en eral vencedor sentía am arga­
do el triu n fo por la pérdida de tantos valientes, y d erram ab a
lágrim as sobre su tum ba, y que la nación, conmovida y an­
gustiada, celebró solem nes exequias por los que habían pe­
recido en la san g rien ta batalla. T a n ta efusión de sangre
indica bastan te claro que la v ictoria se debió m ás bien al
tenaz arrojo del soldado que a la pericia del caudillo. E l tí­
tulo de conde de Luchana fu era sin d u d a m ás glorioso si
recordase hábiles com binaciones y m aniobras que hubiesen
ahorrado llanto y luto a m illares de fam ilias.
No puede negarse que en aquella m em orable b atalla se
llevaron a cabo operaciones muy o sad a s; pero ’ leyendo
con atención el p arte dado por el mismo Espartero, encontra­
mos que la gloria que resu lta de las principales m aniobras
no corresponde al g en eral en jefe. O ráa, el barón de M eer y
otros habían m erecido tan to y más que él ser agraciados
con el título de conde de Luchana. Al com enzar las difíciles
y arriesgadas operaciones p ara el paso d el río y restable­
cimiento del puente, no las dirigía E spartero, sino O ráa *. Es

1 «Los reconocim ientos que h ab ía p rac tic a d o v a ria s veces a cos­


ta d e acciones form ales so b re las lineas enem igas a la d e re c h a c iz­
qu ierd a del N ervión, form ando puentes p a ra los d ife ren te s pasos del
ejército, m e convencieron de que el restab lecim ien to del de Lucharía
era el único, a u n q u e a rriesgado, m edio de sa lv a r a la h ero ica Bilbao
y a su b iza rra guarnición. P a r a ello acam pé ú ltim a m e n te en la lla ­
nu ra d e Alzaga y en los m ontes d e Aspe y A rria g a a la d e re c h a del
ex presado río, em pleando algunos días y v enciendo infinitas dificul-
ta d e s p a r a conducir la a rtille ría y esta b lec e r las b a te ría s inglesas y
españolas que ha b ía n d e p ro te g e r tan a tre v id a operación.
«El señalado 24 dispuse qu - la b rig ad a del co ro n el don B a u d ilii
74 BIOGRAFÍAS [1 2 , 127-1281

preciso no perd er de vista tan n táblc || circunstancia para


no p riv a r de su gloria al respetable general, a quien en los
últim os tiem pos le hemos visto alejado del suelo patrio, des­
tinándole a un m ando que no parecía m uy a propósito para
su quebrantad a salud y edad muy avanzada.
Form idable era el trance en que las ocho compañías de
cazadores se em barcaron en lanchas para saltar en la orilla
enem iga; fueron necesarios actos d J m ayor arrojo, y a la
vista de un adversario a quien por cierto no faltaban la in­
teligencia y el v a lo r: m as no era tampoco E spartero ni quien
ejecutaba ni quien dirigía *. ||

M aynl, q u e se hallaba acantonada en Sestao, p asase la ría d e G a-


lin do por un p uente de pontones, que estab leció con a d m irab le p ro n ­
titu d fre n te del D esierto la m arin a re a l inglesa, au x ilian d o tam b ién
a esta fu erz a con m edia b a le ría de lomn servida p o r individuos de
la m ism a nación. La orden que tuvo fué d e situ arse en la a ltu ra que
da fre n te a la desem bocadura de la ria de Azua, y d e colocar tira ­
d o res en lo to rre a rru in a d a de Luchana y en Las casas q u e están
c erca d e la ría de B urceña. El o bjeto e ra lla m ar la aten ció n del
enem igo por la izquierda del M crvión p a ra que dism in u y ese las
fu erzas que tenia sobre las líneas d e mi p ro y ectad o ataq u e, y p ara
q u e a l m ism o tiem po p ro teg iese el paso de la expedición que había
d ispuesto a ñn de e c h ar el pu e n te de L uch an a. Difícil y tem e ra ria
em presa, a la vista del enem igo, q u e se hallab a fortificado a la
p a rte opuesta de la c o rta d u ra d e un arco del p u en te de m ás d e
c u a re n ta pies d e d iá m e tro ; posesionado de v a ria s casas inm ediatas
a él, y colocado en zanjas y p arapeto s d iestra m e n te establecidos,
con la protección de una b a te ría a cincu en ta pasos sobre el cam ino,
y d e o tra en la falda del m onte de C abras. P e ro yo contaba con
soldados in tré p id o s que a rd ía n en deseo do sacrificarse por sa lv a r
a sus com pañeros d e a rm as, y no dudé el acom eterla fiando su di*
recctó n al general don M arcelino Orúa, je fe de la p lan a m ayor geni*
ral este ejército» por hallarm e yo e n fe r m o .» (G acela de M adrid
del 23 de e nero de 1837.)
3 «Ocho com pañías de cazadores fu ero n d estin ad as para la a tre ­
vida e m p re sa : la l.*-y 2.Cl del p rim e r reg im ien to d e la G u a rd ia R »al;
la 1.a y 2.*1 del d e S o ria ; La l-u y 2.a del de Borbón, eslas seis de
la 2 a d iv isió n ; la del te rc e r batallón de Zaragoza y la d el segunda
del 4 ligero. T am bién fuó d estin ad o al em b arq u e el ten ie n te d e
o rtille ria don M anuel A lvarez M nldonado, con algunos a rtille ro s
p a ra se rv ir las piezas q u e se contaba to m ar al enem igo, com o así
lo verificó. Esta v alien te colum na de cazadores, al m ando d el co­
m an d a n te del regim iento in fa n tería d e So ria don S ebastián Uliba-
rre n a y del d ¿ Z aragoza don Francisco Jurado» m u erto s g a n o s a ­
m ente. de b ía n a las c u a tro de la ta rd e em b a rc arse en lanchas p a ra
s a lta r en la o rilla enem iga, a p o d e ra rse de sus o b ras y p ro te g e r la
reh ab ilitació n del puenle. En el m om ento d e la ejecución se p ro n u n ­
ció d¿ una m an era espantosa el tem p o ral q u e ya rein ab a. La n iev e y
el granizo, a com pañada d e l h u r a tá n , b a sta b a n p ara in tim id a r el e s­
p íritu m ás fu erte. N uestros cazadores, s u p e rio re s a lodo, d iero n las
p rim e ra s m uestras de su a rd im iento con fre c u e n te s vivas y a c la m a'
ciones p recu rso ras de la victoria. M ajestuoso fu é el acto de z a rp a r
las lanchas guiadas y escolladas por Las trin c ad u ra s de la m arin a
nacional, al m ando del b rig a d ier don M anuel de C añ as y d e su se­
gundo el b rig a d ier don Jo sé M orales. En el m ism o in stan te redobla*
ro n el fuego todas n u e stra s b a te ría s, y los lira d o re s do la d erech a
e izquierda del N ervión. En b reve se situ a ro n las trin c a d u ra s en dis-
[12, 129-130] ESPARTERO 75

D esem barcados los cazadores en la orilla opuesta, y due­


ños de las posiciones enem igas, se reh ab ilitó el puente, pasa­
ron al otro lado las tro p as de la Reina, con o rden de apode­
rarse del m onte de San P a b lo ; quien las conducía a la sazón
era el barón de M eer s.
Encarnizóse entonces la refriega ; la sangre corría a to­
rren tes en am bas fila s ; pero las tropas de la R eina I1 se ha­
llaron en tan grave conflicto, que sólo pudieron salvarse con
la decisión y pericia de los que las m andaban, En el prolon­
gado y sangriento choque recibió el b aró n de M eer u n a he­
rida que le forzó a re tirarse del campo
Las m aniobras continuaban, el fuego y la furia de los
•elementos diezm aban h o rrib lem en te el e jé rc ito ; eran más
de las doce de la noche, y el general en jefe no se había

posición de p ro te g e r con sus fuegos e l d e sem b arco de nu estro s_ v a-


lientes, que, a rro s tra n d o el de fusilería y d e sp recian d o e l de cañón,
sa lta ro n an im o sam en te en tie r ra vito re an d o en tu siasm ad o s a la
Reina y a la lib e rta d .
«A terra ti o el enem igo con tan to a rro jo , y so rp ren d id o con tan
in esperado a ta q u e , fué de cortos m om entos su resisten cia, d an d o
lu g ar con su fuga a que los b iza rro s cazadores se p osesionasen de
las fortificacíanes del puente, de los p arapetos' de las casas in m e d ia ­
tas y de las b a te ría s del cam ino y m onte d e C ab ras. Dignos del m a­
yor* elogio son, Excm o. Sr., todos los q u e rea liz a ro n el atre v id o
a s a lto ; pero lo m erece p a rtic u la rm e n te el c a p itá n d e fra g a ta don
F rancisco A rm ero, quien, a p e s a r de h a lla rse h erid o , fué el p rim e ro
que puso el pie so b re la b a te ría enem iga, ap o d erán d o se de u n a de
sus piezas.» (Id.)
5 aA gravado p o r m is m ales en aq u e lla la rd e , co n tin u ó d irig ie n ­
do las operaciones d g e n e ra l O rá a . Los m a te ria le s p a ra el p u e n te
esta b a n preven idos. N uestros activos in g en iero s lo fo rm aro n p ro n ta ­
m en te y con solidez. Los m arin ero s ingleses, d irig id o s p o r su digno
com andante don G uillerm o Lapidge, fo rm a ro n o tro d e p o n to n es con
a d m irab le celeridad, en tan to que el p rim e r b a ta lló n de S o ria m a r­
ch aba em barcado en refu erzo de los cazadores. L as m ism as lan ch as
qu e los ha b ía n conducido tu v ie ro n que v o lv er p a ra lle v a r este b a ta ­
llón. Y el general b a ró n de M eer, com andante general de la biza-
rra división, pudo, a beneficio de aquellos Fiaínlilados paso*, tra s ­
la d a rla al otro lado de la ría con orden d*= a p o d e ra rse dpi m o n te de
S an Pablo.» (id.)
1 «Los enem igos, h a biendo v u e lto d e su so rp resa, y refo rzad o s
co nsiderablem ente, d escendieron de la em in e n te c o rd ille ra d e B a n ­
d e ra s, tom ando posición en los p a ra p e to s y o tro s p untos, d o m in an d o
•a a ltu ra que h a b ía n ganado n u e stra s tropas. La b ata lla se em p eñ ó
entonces con en carn izam ien to . U na b a le ría enem iga, colocada so­
b re el flanco derecho a re ta g u a rd ia de las fu erzas reb eld es, causaba
estragos en las nuestras. A pecho d e scu b ie rto recib ían n u estro s v a ­
lientes el h ie rro y el plomo. Las ca rg a s a la b a y o n e ta fu e ro n r e p e ­
tidas de una y otra p a r t e ; pero n i los enem igos p u d iero n ser des­
alojados, ni la valiente 2.“ división pu d o ser lan zad a del cerro , cuya
defensa fué encom endada a su heroico esfuerzo. C en te n are s de h e ­
ridos llenaron los hospitales d e s a n g re ; el cam po estaba sem b rad o
d e cadáveres, y en el sa n griento, en el pro lo n g ad o choque, h ab ía
sido ya herido el g e n e ra l b a ró n de M eer, y p o ste rio rm en te contuso
e l b ric a d ie r don F ro ilá n M éndez Vigo, q u e h ab ía q u edado m an d a n d o
la división.» (Id.)
76 BIOGRAFÍAS [12, 130-132]

presentado todavía. Estam os seguros que se lo im pedían sus


males, agravados en aquella ta rd e ; pero sea como fuere, la
historia no debe olv id ar que, habiendo durado once horas
la acción, no se encontró Espartero en el campo sino por es­
pacio de tres y m e d ia ; y que, por fin, al d arse las cargas
a la bayoneta que decidieron la victoria, si E spartero con­
ducía una colum na, m archaba al fren te de la otra el general
O ráa \ !¡
E xtenuado e l ejército con aquella costosa victoria, perm a­
neció inactivo en B ilbao por espacio de tres meses, hasta
que se movió hacia el centro de las provincias p ara la fam o­
sa combinación de los tres cuerpos que, atacando a un tiem ­
po por tres puntos diferentes, |] debía p re p a ra r un golpe
decisivo. No fuera justo acusar a E spartero d e l m al éxito de
u n plan que, si bien podía ser realizable tratándose de atacar

4 «Sin em bargo de] e stado t*n q u e m e hallab a, tem iendo que un


re v é s m alograse las v e n ta ja s obtenidas p o r la tard e , di o rd en al ge­
n e ra l don R afael Ceballos E scalera p a ra q u e hiciese m arc h a r rá p i­
d a m e n te al punto d¿l com bate la 1.a b rig ad a de su división, y que
siguiese é l a l m ism o con la o tr a ; m andando tam bién u n a y u d a n te
du c am po a re u n ir lanchas, p a sarlas al D esierto y seg u ir e n busca
d e la b rig a d a M ayol, con o rd e n de que, d ejan d o sólo u n b a ta lló n
e n las posiciones, p asase con los otro s dos al lu g ar del com bate,
a tra v e sa n d o la ría de G alindo por el p u e n te d e pontones, y la de
B ilb a o en las lanchas, pues el tem p o ral había deshecho el g ran
p u e n te de quechem arines. P e ro no pud ien d o resistir al deseo de im ­
p o nerm e p e rsonalm ente del astado de la batalla, e im p a cien te por
las horas de continuado fuego, m o n té a cab allo entre doce y una dz
la noche, y m e p rese n té e n la a ltu ra de S a n P a b lo e n ocasión en
q u e fué c onveniente y necesaria mi presen cia. D efendía la posición
el coronel don A ntonio V ald erram a, c o m an d an te de la G u a rd ia Real
d e in fa n te ría , con un v a lo r ad m irab le , después de las sensibles b a ­
ja s que h ab ía sufrido la b rilla n le 2.a división q u e ento n ces esta b a
a su cargo. E l fuego continuó a lgún tiem po produciendo los m ism os
estragos, porque la m ucha nieve hacía p e rc ib ir los o b jeto s; m as h a ­
b iendo llegado la brigada del v a lie n te coronel M inuisir, en v irtu d
d_' la o rden q u e d i a l g en eral E scalera, d eterm in é a ta c a r decid id a­
m ente aL enem igo p a ra g a n a r la co rd illera de B an d eras y apoderar^
m e d e los p a ra p e to s y de su b a te ría . M ereced o r es dicho coronel
de la g ra titu d de la p a tria por la seren id ad con que se co n d u jo fo r­
m ando los cuerpos después d^l paso d e u n te rrib le desfiladero. El
soldado, a l escuchar mi voz, cobró nu evo a lie n to ; sus aclam aciones
fu ero n el a u g u r d e l m ás com pleto triu n fo , y puesto a la cabeza de
la p rim e ra colum na, ^eT-i/tcándoIo a la de o ira el g e m r a l Oráa, se
dió la m ás brillante cn r '',i a la bayoneta, siguiendo las aclam aciones
d e entusiasm o acom pa sadas del paso de a taq u e, a rro lla n d o a l en e­
m igo hasta la cu lm in an te a ltu ra v lanzándolo en deso rd en por el
descenso de la p a rte opuesta, en dire c c ió n de los puebLos de Azua,
H erandio y Dorio, qued an d o en nu estro p o d e r la b a te ría que ten ían
en la cúspide. Desc*'? entonces todo cedió a l esfu erzo de estas biza­
rra s tro p a s q u e instn itá n c a m e n te se h iciero n du eñ as del p u n to fo rti­
ficado de B anderas. Owce horas d u ró ta n sangrienta lucha, la m ayor
p a rte de ellas d e noche» con un frío in soportable, y sin que la
n ieve cesase de c a er en tal abundancia, que sepultó m uchos de los
cadáveres, asi nuestros como enemigos,» (id.)
[12, 132-133] ESPARTERO 77

un sim ple ejército, era en extrem o descabellado teniendo


que habérselas con uno que estaba apoyado por el país, Pero
desde luego salta a los ojos que el g en eral en jefe no debía
em prender sem ejante operación, y que por m ás vivas que
fuesen las instancias con que le aprem iase el gobierno p ara
em prender un ataq u e decisivo, e ra -de su obligación resistir­
se a com eter tam aña im prudencia, presentando, si hubiese
sido neoesaria, la renuncia de su puesto, antes que em p eñ ar­
se en u na combinación que fu é m uy desastrosa para el e jé r­
cito invasor y que todavía h ubiera podido serlo m ucho más.
Ora E spartero concibiese el plan, ora lo adoptase concebido
por otros, m anifestó bien a las claras que no conocía el ca­
rá c te r de aquella g u e rra ; y si penetrado de sus inconve­
nientes se prestó a ejecutarlo, no m ostró la firmeza que en
sem ejantes circunstancias debe ten er un g en eral en jefe. El,
que lo era d el ejército del N orte, podía siem pre contar cor:
m ucha consideración de p arte del gabinete de M adrid, por
motivo de la alta im portancia que había tom ado la lucha en
N av arra y Provincias V asco n g ad as; siem pre que el general
hubiese m anifestado que una operación era m uy arriesgada,
y que i con ella se iba a com prom eter la causa, es bien se­
guro que las instancias h ab rían cesado, o hu b ieran perdido
de su tono im perativo. En todo caso, los deberes de un gene­
ra l en jefe son de una esfera superior a los de un su b alter­
n o ; en tre la obediencia ciega y la resistencia a b ie rta se le
ofrece siem pre un m edio decoroso: sacrificar los atractivos
de la am bición a los deberes del honor.
L a dura lección que se acababa de recib ir hizo que se cam ­
biase el plan de operaciones y que, abandonando la idea de
los ataques combinados, se adaptase el sistem a de re u n ir la
m ayor p a rte de las fuerzas y dirigirlas de un golpe sobre un
punto im portante. Resolvióse, pues, el ataq u e de la línea de
H ernán i. Pero es de n o ta r que, si bien E sp artero se apode­
ró de ella sin m ucho trab aje, fu é por coincidir su operación
con la salida de la expedición d e Don Carlos, con lo cual
quedaba la línea, si no abandonada, al m enos m uy desguar­
necida.
Como quiera, form arem os concepto sobre la im previsión
con que, por aquel tiem po, eran dirigidas las operaciones,
considerando que cabalm ente se em prendía u n ataq u e contra
el norte de las provincias al mismo tiem po que el enemigo,
con num eroso y escogido ejército, se encam inaba hacia el
A lto Aragón, am enazando d ar un golpe decisivo a C ataluña,
que a la sazón se h allaba m uy desm antelada. Si la prudencia
y habilidad del barón d e M eer, auxiliadas con el arro jo del
general León, no hu b ieran queb ran tad o algún tanto el ím pe­
tu del ejército carlista en las campos de G ra, si en el centro
de C ataluña se hubiesen repetido las escenas de Huesca y
B arbastro, en pocos || días habría caído en poder de Don
Carlos la m ayor p a rte del P rin cip ad o ; y e l ejército que,
después de la b atalla de G ra, del ham bre de Solsona y del
revés de Chiva, conservó todavía bastan tes fuerzas para
hacer frente a las de Oráa, Espartero y B uerens, derro tar
cum plidam ente a éste y m arch ar sobre la capital, es proba­
ble que no se hu b iera detenido con débiles tap ias si, salien­
do de C ataluñ a victorioso y bien abastecido, hubiese podido
m archar en derechura hacia M adrid.
Por cierto que no son necesarios conocimientos m ilitares
para entender que no convenía entretenerse en operaciones
secundarias, cuando el enem igo estaba preparándose a inten­
tarlas decisivas. Se h u b ieran prevenido gravísim os riesgos
y evitado considerables pérdidas, si al acom eter Don Carlos
su em presa se hubiesen hallado las tropas de la Reina ocu­
pando los puntos convenientes p ara recibir con v e n taja al
ejército invasor. Fué preciso m arch ar a ocuparlos a toda
prisa, según lo dem andaba la urgencia deí peligro y lo per­
m itían las circunstancias, corriendo en tre tanto el trono de
Isabel tan terribles azares, que no se alcanza cómo de ellos
salió b ien parado, sino atendiendo a la m ala dirección que
presidió a los negocios de Don Carlos desde la m u erte de
Zum alacárregui.
Es curioso observar la conducta de E spartero en aquella
cam paña: fuese plan, fuese casualidad, lo cierto es que nun­
ca tuvo con el ejército expedicionario una b atalla formal.
Iribarrcn, M eer, Oráa, Buerens, todos m idieron sus fuerzas
con el enem igo, con buena o m ala fo r tu n a ; sólo Espartero,
general en jefe, y llevando a sus inm ediatas órdenes tropas
escogidas, II m aniobró de tal m anera que no se vio nunca
em peñado en un lance decisivo. Diráse que el enem igo le
huía el c u e rp o ; pero cuando atravesó por el centro de la
P enínsula no parece que debiera de ser tan difícil precisarle
a pelear, y lo que lograron los subalternos no habia de ser
imposible al jefe. Además que un ejército ta n numeroso, y
que am enaza la capital de la m onarquía, no se escurre y
desbanda a m anera de pelotones de som atén. ¿Sería aven­
turado sospechar que Espartero, siguiendo su sistem a fa­
vorito, dejó para los otros los compromisos y riesgos, reser­
vándose recoger el fruto si es que llegara a sazón? Para
aclarar estas dudas veamos lo que nos indican los aconte­
cimientos sucesivos.
Vueltos a las provincias del N orte los ejércitos belige­
rantes, castiga Espartero los asesinatos de Sarsfiel y Esca­
lera. A quellas escenas, a la p a r grandiosas y terribles, con­
tribuyeron de una m anera m uy particu lar al realce de su
nombre, restableciendo y afirm ando la disciplina, tan rela­
jada por las revueltas civiles y las mismas circunstancias de
[12, 135-137] ESPARTERO 79

la guerra. Con tan ju sta severidad se afianzó en su puesto el


general en jefe, y labró la m ayor p a rte de su afortunado
porvenir. M as no se em paña el elogio por haberse enlazado
en la acción aplaudida los intereses de quien lo m erece con
los derechos de la ju sticia y con la conveniencia pública.
En adelante redújose el plan de cam paña de E sp artero a
m antenerse en la defensiva, cubriendo la línea de fortifica­
ciones que circuían el país enem igo, y esperando que algu­
na nueva te n ta tiv a de invasión llevase a las fuerzas de Don
C arlos a operar en terren o I' p ara ellas menos ventajoso.
Este sistem a de guerra, si bien fastidioso y estéril, era el
único posible, atendido el esp íritu y la posición d el país, los
num erosos y aguerridos batallones que lo d e fe n d ía n ; pero
adoptándole E spartero no hizo más que seg u ir lo que le h a­
bía enseñado el general Córdoba, con la p ráctica y por es­
crito. La experiencia de la gu erra con los franceses, la del
año 22, y sobre todo los desastrosos principios de la presen­
te, estaban confirm ando la opinión del ilu stre caudillo; pero
leída su fam osa M emoria, ad q u irían los hechos ta l grado de
evidencia, que era preciso cerrase los ojos quien quisiese
resistir a la fuerza de la verdad. Si el ejército de la R eina
se hubiese desviado de este sistem a, h ubiéranse repetido las
escenas de las A m ezcuas, y quizás fu e ra n todavía m ás ca­
lam itosas; porque si bien estaba m ejo r organizado y disci­
plinado que en tiempo de Valdés, en cam bio, los batallones
de Don Carlos eran m ás num erosos, contaban con m ás for­
tificaciones y otros medios de defensa, hab ían adquirido la
convicción de que ocupaban posiciones inexpugnables y ha­
brían sabido ap rovechar m ejo r la victoria que no se hizo en
aquella desastrosa retirad a. El mismo Z um alacárregui no
estuvo a la sazón b astan te penetrado de la fuerza' propia y
de la debilidad de su enem igo.
D espués de larga inacción, sólo in terru m p id a p o r sucesos
de escasa im portancia, hiriéro n se grandes p rep arativ o s para
dar otro golpe que, si no fuera decisivo, in clin ara un tanto
la balanza a favor del ejército de la R eina. Estella. M orella
y Solsona debían ser atacad as a un tiempo. Solsona fué to­
mada por || el barón de M c e r; O ráa sufrió un descalabro en
el asalto de M orella, y se vio precisado a re tir a r s e ; E sp arte­
ro, que tan grandes y ruidosos prep arativ o s había hecho para
ata ca r a Estella, no atacó. De esta su erte quedó desvirtuado
el general del ejercito de A ragón y V alencia, cuya re p u ta ­
ción m ilitar podía serv ir de estorbo al del N o rte ; y no co­
rrió escaso riesgo de la misma suerte el de C ataluña, cuya
fam a iba creciendo hasta u n punto que debía de in fu n d ir
recelos a la am bición desapoderada.
Los dos generales que operaron no contaban con fuerzas
y recursos bastantes para acom eter sus respectivas em pre-
80 BIOGRAFIAS [12, 137-139]

sas; las acom etieron, sin embargo, uno con próspera, otro
con adversa fo rtu n a ; ¿ p o r qué no desempeñó E spartero la
parte que le cabía? ¿No fu era lícito sospechar que entonces
como an tes trató de elu d ir compromisos, m anteniéndose en
expectativa, y no poniendo en peligro ese m ando que tan
caro le era y que ta n ambiciosos proyectos le inspiraba?
A dem ás que no fué pequeño triunfo el deshacerse de un
general tan entendido como O ráa, y cuya severa, probidad
no infundiría m uchas esperanzas de que, con el tiem po, se­
cundase designios villanos. P o r lo tocante al barón de Meer,
bien pronto debía llegarle su tu rn o ; y entonces Espartero,
cuya im perativa influencia h ab ría hecho ya desaparecer el
ejército de reserva comenzado a organizar por N arváez, que­
daba sin rivales tem ibles, único dueño de la situación, pu-
diendo ensayar sus fuerzas sobre la C orte que tan ciegam en­
te se había entregado en sus manos. E levado al m inisterio
el general Alabe, íntim o allegado || de E spartero, fué una es­
pecie de inauguración del poder del general en jefe. C abal­
m ente el nuevo m inistro se encargó de su alto puesto inm e­
diatam ente después de haber sufrido un encuentro desgracia­
do : esta circunstancia, que por cierto no era m uy favora­
ble al prestigio d el secretario del despacho, no podía ser
desagradable a quien lo hacía n o m b ra r; cuanto menos b ri­
llase la persona de A laix, tanto m ás resaltaba la preponde­
rancia de quien lo enviara.
N ada direm os del m érito de las acciones de R am ales y
G u a rd a m in o ; a ellas debió Espartero el títu lo de duque de
la V ic to ria ; observarem os, no obstante, que no habían tran s­
currido dos meses desde los fusilam ientos de Estella, y que
a la vuelta de tres el jefe del ejército enem igo se entregó a
E spartero, con todos los batallones que le fué posible reunir.
E ntre tales sucesos no asienta m uy bien el titulo de duque
de la Victoria. Como quiera, seria de desear que el general
Maroto, que tan escaso fru to reportó de las negociaciones,
franquease los secretos de su cartera a los que intentasen
escribir la historia. Es sensible que un acontecim iento tan
trascendental como el de V ergara esté envuelto todavía en
densa o b scu rid ad ; M aroto llegó al térm ino de su carre ra mi­
lita r y política el día que se abrazó con Espartero, y a éste
le cupo la misma su erte al em barcarse en el P u erto de San­
ta M a ría ; perteneciendo ambos personajes a la historia,
fuera muy del caso que vieran la luz documentos que no
podrían menos de ilu strarla. Las revelaciones de A viraneta
podrían aclararse con las de M aroto. No sabemos si la políti­
ca inglesa tendrá in terés en que so guarde el secreto ; pero
en ta l | caso existe u n nuevo motivo para avivar la curio­
sidad.
Luego del abrazo de V ergara comenzó el puritanism o can.--
[12, 139 140] ESPAHTERO 81

titucional de E sp artero ; desde entonces ya no fué el gene­


ral que, celoso del orden publico, felicita al gobierno por
haber dado un golpe anticonstitucional al G uirigay ’ ; es
un parlam entario [| rígido que nada quiere hacer sin el
consentim iento de las Cortes, es un fiel observador de los
principios liberales, au n cuando p or ellos deb iera encenderse
de nuevo la g u e r r a ; la Constitución y nada m ás que la Cons­
titución ; el héroe de las cien batallas, en el m om ento de
hallarse en el apogeo de su prestigio y poderío, se siente

* In seríam o s a continuación el siguiente n o tab le docum ento en


el cual no escasea E sp a rte ro las más d u ras calificaciones al m ismo
partid u a q u ien luego aduló con tan ta afectació n . E x tra ñ a coinci­
d e n c ia ; la com unicación es de fecha 18 de ju lio de 1839; en 18 de
julio de 1840 tu v ie ro n lu g ar los a contecim ien to s de B arcelona.
O/icio que pasó el general e n je fe del ejército d ? l N o rte al señ o r
m inistro de la G u e rra, felicitan d o a l g o b iern o p o r la en erg ía que
desplegó a l su sp en d e r la p u b licació n del perió d ico ex a lta d o El
G uirigay.
«Excmo. Sr. H abiendo llegado a m i noticia q u e e l g obierno de Su
M ajestad a cordó se suspendiese la pu b licació n del p erió d ico titu ­
lado Et G u irig a y , a consecuencia de h a b e rse a tre v id o sus re d a c to ­
res a dirig ir infam es y b a ja s in ju ria s a la a u g u sta R eina G o b e rn a ­
d o ra, pro cu ré la adquisición del n ú m ero de dicho p e rió d ico que
contenía tan in audito u ltra je , y su lec tu ra ha p roducido en m i á n i­
mo la ju sta indignación que no puede m enos de e x c ita r ta n escan­
daloso desacato.
»Yo fa lta ría , Excmo. Sr., a uno de mis p rim ero s d e b e re s si en
esta ocasión g uardase silencio y no elevase m i voz p a ra h a c er p a r­
ticipe de m is sentim ientos a l gobierno de Su M ajestad, a l e jé rc ito y
a l público. Mi m anifestación se rá fra n c a y sin cera, a u n cu an d o los
p erversos q u e se com placen en la ruin a de esla d e sv en tu rad a p a tria
q u ie ra n a tr ib u ir torcidas in tenciones y b astard o s fines a lo q u e es
un celo p u ro y deseo a rd ie n te de su p ro sp erid ad .
»La m ayoría de los españoles, q u e desea v e r afian zad a la Cons-
lilución q u e nos rige, y con ella el tro n o leg itim o de Isab el II. d e ­
p lo ra rá com o yo esa perniciosa licencia, ese d esen fren o de la m i­
serab le p a n dilla que, escudada de la lib e rta d d ' im p re n ta , d e s g a rra
y escarnece hasta lo m ás sagrado con sus fu rib u n d o s ata q u e s, e m ­
po nzoñadas m áxim as y a n á rq u ic as contestaciones. Esa d esp re c ia b le
fracción d e hom bres inm orales que, p ro clam án d o se defensores del
pueblo, todo lo a tro p e lla n p a ra llegar a sus rep ro b ad o s fines y s u ­
m irlo en m ayores desgracias, no puede t itie r o tra m ás ju sta califi­
cación que la de tra id o ra a la noble causa que m alicio sam en te a p a ­
ren ta defen d er. Esta clase de h om bres sin títu lo s que reco m ien d en
sus personas, sin pro p ied ad q u e aseg u re la bu-?na fe d e sus e x a g e ­
rad a s m áxim as, sin com prom isos y sin v irtu d e s reconocidas p o r h e ­
chos consum ados, q u iere n a r r a s tr a r y so m eter a su tirá n ic o yugo
a la m asa g e n e ra l de los españoles qu» sostienen el E stad o o le d e ­
fienden. exponiendo todos los días su existencia. La lib e rta d de es­
c rib ir y de p u b lic a r las ideas d e b ' p ro teg erse cu an d o n o p e rju d ica
a la salud de la p a tria. A esta salud d eb en ced er todas las co n sid e­
raciones ; y las leyes, p o r m ás ju sta s y c o n v en ien tes que S 2 c re y e ra n
al rec ib ir su sanción! tie n e n que q u e d a r de h echo su sp en d id as c u a n ­
do el bien de la p a tria lo reclam a.
uLa nación española, ta l vez la p riii" 'rn d e la oullii E u ro p a nue
reconoció sus derechos y las v e n ta ja s del aubierno :< 'nrcsem a’ivn
6
82 BIOGRAFÍAS [12, 140-1421

acom etido de los escrúpulos constitucionales || de una m ane­


ra tan delicada y ejem plar, que deja edificados y confun­
didos a los m ás ardientes liberales. Un abrazo en V ergara
term inó una e ra ; un abrazo en las Cortes inauguró otra. El
p rim er abrazo arrojó de la Península a Don C arlos; el se­
gundo abrazo señalaba a C ristina el camino de || V alencia;
¡cosa notable!, fervientes reconciliaciones, nuevos abrazos,
condujeron a Espartero a bordo del M alabar...
N uestros lectores no h abrán olvidado que en octubre
de 1839 tuvo lugar en las Cortes una escena tan ruidosa
como tierna. Pronunció el señor Olózaga un largo discurso
en que m anifestó algunas sospechas sobre el ministerio, no
sólo por el modo con que se había formado, sino tam bién
por la conducta que observaba. M ediaron contestaciones,
acaloróse el d e b a te ; pero al fin. m erced a declaraciones con­

ha sido c onstantem ente presa de la escla v itu d ; y las transiciones


favorables que, como au reo la d e su felicidad, se han rep ro d u cid o en
el siglo p rese n te, fueron com batidas p ara vo lv er al d ep resiv o estado
que im prim e el despotism o.
ut.as opiniones se dividen, q u erien d o cada cual según su prism a
de observación se ñ ala r las causas exclusivas de la p erd id a lib e r ta d ;
pero yo en c u en tro en esa misma división una esenciallsim a que
puede b a sta en el día h a c er se m alogren tan to s sacrificios y sangre
v e rtid a por consolidar n u e slra s instituciones. La ex p erien cia de
clásicos e rro re s no ha serv id a de m a e stra ; y ni aun e l te rrib le des­
en gaño de que algún periódico como El Z u rriad o , d e tris te re c u e r­
do. era el instru m en to asala ria d o p a ra e n cen d er la d iscordia y en­
tro n iz ar el despotism o, sirv e de lección p a ra a lz a r un. grito u n á n i­
m e que re p ru e b e y p roscriba a tod i el q u e p ro n u n cie e l desorden
con escritos incendiarios y toda m áxim a q u e p e rju d iq u e en lo m ás
m ínim o al p ro n to y seguro triu n fo de la causa que defendem os.
»Sí fu era n necesarias pru eb as p a ra convencer d el daño que la
o casionan los escritas a la rm a n te s y calum niosos, b a sta ría el exa­
m en d e los boletines rebeldes, atestados d e copias de lo m ucho que
p u blican algunos periódicos coco circunspectos o guiados del espí­
ritu d e partido. P e ro lo que no podia concebirse ni e sp era rse era el
rem a rc a b le escándalo de verse públicam en te u ltra ja d a la sag rad a e
in violable persona de la R eina G o b e rn a d o ra ; y si el gobierno, en
las críticas circunstancias en que se en c u en tra la nación, no hubiese
p rescindido de consideraciones que p o d rían ten ? r lu g ar en un e s ta ­
do norm al, ata ja n d o el escándalo que com prom etía el o rd en y p re ­
c ipitaba la causa, h a b ría , a mi modo de ver, com prendido m al sus
d eberes resp ecto de la dignidad de la co rona y las facu ltad es que le
concede el articu lo 45 de la C onstitución ju rad a.
«Como g en eral en jefe de este e jé rc ito creo con v en ien te felicitar
tan o p orluna determ inación, y no a v e n tu ro nad a aseg u ran d o a
V uestra E xcelencia que éstos son los sentim ientos de todos los in ­
d ividuos que están a mis órdenes, tan dispuestos a com batir a los
rebeldes com o a toda clase de enem igos de la C onstitución y del
tro no legitim o de Isabel II. sea la qu e q u iera la m áscara con que
se encubran. D ígnese V u esíra E xcelencia a d m itir esta exp resió n
p u ra y sincera de m is sentim ientos, qu e hago pública, p o r creer asi
contribuyo al bien de m i pa tria y de mi R eina. Dios g u ard e a
V u e s f a E xcelencia m uchos añas. C u a rte l g en eral d e A m u rrio 18 d s
julio d e 1839.—Excmo. Sr-—El duque d “ la V ictoria.—Excmo. Sr. Se­
cre ta rio d e E stado v del D espacho de la G u e rra n
[12. 142-143] ESPARTERO 83

ciliadoras y amistosas, se abrazaron el señor Olózaga y el


señor A laix, im itando en seguida el ejem plo los dem ás dipu­
tados y m inistros, en medio de los aplausos de las galerías,
Los mismos que se abrazaban no sabían, lo que significaba
a quel abrazo. El poder m ilitar, cada d ía m ás pujante, y que
am enazaba invadirlo todo, se aliaba entonces con un partido
a quien antes tra ta ra con la dureza que acabam os de ver,
Esto auguraba a la infeliz España m ales sin cuento. Con no
menos gracia que verdad dijo a la sazón el festivo A bena-
m ar, hablando de la que él apellida escena tierna y lagri­
mosa.
«L loraban los diputados,
llo ra b a n las galerías,
llo ró la m esa y los bancos,
lloró del trono la silla,
los taq u ig rato s llo ra b an
y llo ra b a n las cu a rtillas,
y por llo ra r, todo E sp añ a
a su tiem po lloraría.»

Pacificadas com pletam ente las provincias del N orte, la


opinión pública creía e sta r y a viendo al g en eral || d e los
ejércitos reunidos cuál se arro jab a con la velocidad del rayo
sobre C abrera y en seguida sobre el conde de España, apro­
vechando la terrib le im presión que en las fuerzas carlistas
de A ragón y C atalu ñ a acababan de producir los colosales
sucesos del N orte. P o r más fu erte que se quiera suponer a
C abrera, encastillado en M orella y C antavicja. ¿quien podía
pensar que se em plearían ocho meses en desalojarle del
país? ¡Y cuánto ap arato ! ¡C uántos preparativos para el si­
tio! Las cartas del cuartel general y el manifiesto del Mas
de las M atas bien claro indicaban que E spartero no perdía
el tiempo y que su inacción m ilitar ocultaba la actividad de
las intrigas que debían com enzar a desem bozarse en B arce­
lona para llegar al triste desenlace de las playas de Valencia.
Ignoram os si hay algo de v erdad en lo que se ha dicho
sobre inteligencia en tre E sp artero y C a b re ra ; no ha faltado
quien sospechara que este últim o había cedido a las propo­
siciones del general enemigo, y que su paso por C ataluña
no fué sino para llevarse a F ran cia los batallones de C ata­
luña. Sea como fuere, no deseamos que se nos achaque que
nos hemos propuesto re b a ja r en todos los acontecim ientos el
m érito de E sp a rte ro ; y así nos abstendrem os de fo rm ar
juicio sobre aquellos hechos, no teniendo a la vista datos
suficientes. La enferm edad de C abrera sobrevino tam bién en
ocasión m uy oportuna p ara los designios del afortunado jefe
de los ejércitos re u n id o s; y la conducta observada en B erga
por el caudillo carlista fué. cuando menos, algún tan to m is­
teriosa. P a ra ab andonar la plaza y m arch ar precipitadam en­
84 BIOGRAFÍAS [12, 143-145]

te ¡i al ex tran jero al presentarse las guerrillas del enemigo,


no necesitaba C abrera h a ce r a sus subordinados tan anim o­
sas promesas, y divertirlos con festivas y bulliciosas demos­
traciones. Fuese convicción de la inutilidad de la resistencia,
fuese otro el motivo, lo cierto es que los sucesos m anifes­
taron que C abrera, al atrav esar el Ebro, no tenía in ten ­
ción ce pelear más. N ada sucedió que pudiera hacerle cam-
b 'a r de plan, porque la fuga de Segarra, general de los car­
le ta s ce C ataluña, m ás bien le dejaba el terreno despejado
o.ue no se lo em barazaba. La prueba más clara de que po-
cía contar con la decisión de todos los batallones catalanes
la tenín en cue e] caudillo que m editaba proyectos de
transacció-. tuvo que escaparse solo, sin poder llevar consigo
ni una escoltj ele cuatro caballos, y con gravísim o riesgo de
la vida. A ñáJase a esto que E spartero le dejó libre a Cabre­
ra el paso del Ebro, obstante de que. al parecer, le inte­
resaba cerrárselo p ara im pedir su reunión con las fuerzas de
C ataluña, m ayorm ente cuando, tom ados los fuertes, le era
muy fácil destru irlo en pocos días, contando como contaba
con u n ejército tan im ponente, y teniendo en su apoyo el
irresistible curso de tantos y ta n prósperos acontecimientos.
Nos abstenem os de ju z g a r; pero consignamos los hechos por
si pueden a rro ja r alguna luz.
La lentitud de operaciones, que tan beneficiosa fué a Es­
partero, podía ser m uy fatal a la causa de la R e in a ; porque
no habiendo desistido Don Carlos de su pretensión, antes
continuando con empeño en a le n tar a sus defensores, podía
acontecer m uy bien que se encendiese de nuevo la guerra
civil en las provincias " donde se había logrado sofocarla, y
se aplazara para m ucho m ás tard e su decisiva term inación.
Es indudable que con los sucesos de las provincias del Nr.rte
la causa carlista había sufrido u na pérdida irrep a ra b le ; pero
tam bién lo es que las fuerzas de Aragón y C ataluña no eran
para d espreciad as; y que si se hubiesen visto apoyadas por
una nueva insurrección en N avarra, por poco considerable
que hubiera sido, se habría hecho m uy difícil el hacerles
abandonar el campo. La fuerza m oral del suceso de Vergara,
que en septiem bre de 1839 era irresistible, había perdido ya
mucho en febrero de 1840; y sabido es que en todas las
guerras, m ayorm ente en las civiles, la fuerza m oral es a me­
nudo m ás decisiva que la realidad de los hechos. Más de
trein ta batallones le quedaban todavía a Don C arlos des­
pués de la defección de M aro to ; y. sin em bargo, no resistió a
la ate rra d o ra fuerza m oral de tam año acontecim iento: pero
es bien seguro que si en la prim avera de 1840 se hubiesen
visto de nuevo en cam paña una docena de batallones nava­
rros, habrían cobrado ta l ánim o los defensores de este p rín ­
cipe, que la guerra civil no habría term inado aquel año. Las
[12, 145-147) ESPARTERO 85

mism as circunstancias que se m iran como m uy difíciles en


la caída de u n a causa, cuando en ella ha em pezado a cundir
el desaliento, son consideradas como m uy ventajosas en los
m om entos de esperanza. Así, quien debía salv a r el trono de
Isabel lo exponía con su le n titu d a nuevos y gravísim os pe­
ligros. ||

ARTICU LO 2.°

Espartero am bicionando la regencia

S cmahio .—E lem entos políticos d e B arcelo n a. V iaje d e las rein a s a


esta c a p ita l D escripción de la e n tra d a d e E sp a rte ro en B a rc e ­
lona e l día 13 d e ju n io d e 1840. M otín del 18 d e julio. S u s c a u ­
sas. R esponsabilidad que pesa sob re E sp a rte ro . T im idez d e E s­
p a rte ro . E rro re s que se com etieron con resp ecto a él. D ifcren-
tes especies d e asonadas y d istin ta c o n d u cta q u e en ellas debe
seguirse. Los m oderados y E spartero . N otables p a la b ra s del
señor M a rtínez d e la Rosa. C onducta d e In g la te rra . H echos y
docum entos justificativos. L a presid e n cia sin c a rte ra . U n fo lle­
to notable. A bdicación d í la R eina G o b ern ad o ra. In stalació n
del m iniste rio -re g e n c ia en M adrid. E sp artero . C rom w ell. N a­
poleón. E l in trig a n te y el ho m b re d e Estado. C am a rilla d e Es­
p a rte ro . C uestión sobre La regencia. E sp a rte ro es elegido r e ­
gente único. C a rá c te r d e la regen cia única. Lo qu e d irá la
historia.

Fuéronsele redondeando a E spartero los negocios de tal


m anera que, en el m om ento de concluir la gu erra civil, se
halló con unas Cortes in su ltad as por la prensa y el popula­
cho, con un m inisterio heterogéneo, m ás bien tolerado que
no sostenido p or los cuerpos colegís la do r e s ; con las reales
personas a larga d istancia de M adrid, puestas a discreción
del general de los ejércitos reunidos, en u n lu g ar donde se
habían [| despertado y avivado todos los elem entos que po­
dían c o n tra ria r a la A ugusta G obernadora, y en el cual se
hallaba fa lta de personas que en tan críticos m om entos pu­
dieran aconsejarla.
Barcelona, ciudad rica y populosa, célebre por su flore­
ciente industria, cuenta en su seno u n a escogida porción de
hom bres distinguidos por sus conocim ientos; pero como ciu­
dad subaltern a y principalm ente dedicada a las ta re a s fa­
briles escasea de elem ento p o lítico ; porque si bien se ha
hecho famosa por sus frecuentes revueltas, efecto de dife­
rentes causas que no es oportuno explicar, esto p rueba lo
mismo que acabam os de decir, supuesto que la m ayor p arte
de ellas se han realizado contra la v o lu n tad de la m ayoría
¿e la población. Lo que indica que esta carece de la habili­
86 BIOGRAFÍAS [12, 147-149]

dad necesaria p ara lo g rar que prevalezcan en el orden políti­


co los elem entos que de cierto dom inan en el social. De aquí
ha dim anado que B arcelona se hallase en u n a situación
anóm ala que no han podido com prender los que no la hayan
estudiado de c erca ; habiéndose visto caer en gravísim as
equivocaciones no sólo al general Seoane, sino tam bién a
otros jueces más competentes.
Conocida es la discordancia en que se hallaban el gobier­
no de C astro y el cu artel g en eral; no siéndolo menos las
duras dem ostraciones que la Reina G obernadora habia teni­
do que soportar procedentes -de aquellos que sim patizaban
con las opiniones afectadas p or E spartero. Si en algunos la
oposición al gobierno procedía de p a rticu lar afición a un sis­
tem a más lato y de la creencia de que se había infringido
la C onstitución y se abrigaban planes contra la existencia ||
de ella, en E spartero dim anaba de ambiciosos designios, de­
signios que se m anifestaron desde luego con toda evidencia,
y que últim am ente habían llegado a tal extrem o, que han
provocado la más explícita reprobación de p arte de los mis­
mos que m ás contribuyeron a encum brarle.
La e n tra d a de E sp artero en Barcelona el día 13 de julio
de 1840 reveló a todos los hom bres observadores lo que po­
día esperarse del desinterés y abnegación del que deseaba
retirarse a desoansar en el hogar doméstico, contentándose
con ejercer las m odestas funciones de alcalde de un pueblo
de segundo o rd e n ; los generales que nada am bicionan no
se complacen en recibir u n a estrepitosa ovación, cuyo cla­
m oreo debía afligir a la angustiada señora, que habia tenido
que d evorar una serie de penosas hum illaciones.
M archaba el ostentoso general, con el b rillan te y num e­
roso séquito de su estado m ayor y escolta, recogiendo con
avidez las aclam aciones de la incauta m ultitud. A delantá­
base buen trecho a su acom pañam iento, y estrechado su ca­
ballo por el considerable núm ero de jornaleros que se habían
apiñado alrededor, podía apenas andar, siendo levantado en
alto en brazos de los circunstantes. A llí era de v er cómo, ol­
vidado de su dignidad, se dejaba m anosear por los mismos
hom bres a quienes dos años después fusilaba b árbaram ente
en la explanada, después de haber incendiado las fábricas
en que se libraba la subsistencia de aquellos desgraciade®.
Con extraños y afanosos gestos dirigíase el general a los bal­
cones atestados de curiosos, y como que les suplicaba contri­
buyesen tam bién por su p arte al brillo y solem nidad de la
ovación. || Bien pudo ad v ertir que no toda B arcelona estaba
alu c in a d a ; y en la severidad de muchos rostros bien debió
de leer que en presencia de una señora y de una Reina no
era ésta la conducta propia de un m ilitar y de un caballero.
«La tranquilidad, dijo, no será tu rb ad a por nada ni por
[12, 149-150] ESPARTERO 87

nadie», y el día siguiente de su en trad a se ponía y a en ru i­


doso desacuerdo con la R eina G obernadora, y presentaba
u na renuncia que significaba pronunciam iento. En la noche
del 18 de julio, estando él d en tro de Barcelona, él, que acau­
dillaba un ejército de cien m il hom bres, él, que ten ía a la
sazón en el casco de la ciudad y en sus cercanías fuerzas
m uy num erosas, él, que para sostener el orden estaba apo­
yado por la m ilicia obra del barón de M eer, a su presencia,
bajo los balcones de su alojam iento, estalló un m otín que
clamaba: ¡Viva Espartero.1 ¡Abajo el M inisterio! Estos hechos
son públicos, notorios, en ellos no cabe discrepancia para
am igos ni enem igos del m o v im ien to ; ('[mócenlos así los que
estaban en Barcelona como los que se hallab an a larg a dis­
tancia. Ellos bastan para fo rm ar concepto sobre e l origen y
el objeto de la asonada: ni consienten réplica ni necesitan
com entario.
Pero si los hechos son evidentes y palpables p a ra todo el
mundo, ofreciéronse, no obstante, con m ás feos colores a los
ojos de los que pudieron presenciarlos: en obsequio del e jé r­
cito cuyo buen nom bre no alcanzan a m an cillar los extravíos
de algunos pocos, en obsequio del ejército, repetim os, con­
viene co rrer un velo que cubra lo que c u b rir no pudieron
las tinieblas de aquella noche. No, no culpemos al pueblo,
no culpemos [| al ayuntam iento, no culpem os a los c lu b s :
que no descargue E spartero su responsabilidad sobre ningu­
na persona, sobre ninguna corporación, sobre ninguna socie­
dad secreta, sobre nin g ú n p a rtid o : los hechos h a b la n ; el
impulso partió del punto a que debían confluir los provechos
del movimiento. Q ue no había pensam iento fijo, ni voluntad
decidida, ni resolución tom ada, sino en el cu artel general,
lo prueba un hecho que nadie puede c o n tra d e cir: de todas
las asonadas de alguna g ravedad que se han verificado en
B arcelona desde 1834, ninguna hubo menos num erosa que la
de la noche del 18 de julio. E spartero no h ab rá olvidado sin
duda que, hallándose en palacio hablando con la R eina Go­
bernadora sobre los medios de sosegar el alboroto, poco faltó
si el reducido núm ero no desapareció com pletam ente, m a r­
chándose cada cual por su lado y dejando sin objeto ni p re­
texto la m isión del general tribuno. Además, ¿quién de
cuantos nos hallábam os en esta capital ignora una m u ltitu d
de vergonzosos porm enores?
Cayó el m inisterio, como no podía menos de suceder, y
desde entonces quedó E sp artero en teram en te dueño de la
situación, Algunos ilusos que no se im ag in ab an que la cues­
tión fuese todavía de regencia, fácilm ente podían echar de
ver que desde el 18 de julio el verdadero regente no era ya
C ristina, sino el general de los ejércitos reunidos. Ya que de
ilusos h a b im o s , preciso es fijar un m om ento la atención
88 BIOGRAFÍAS [1 2 , 150-152]

en el m inisterio C astro y en el partid o que se hallaba am e­


nazado de m uerte. ¿V eían la tem pestad que estaba p ronto a
descargar sobre sus cabezas? Parece que asi debía d e ser, su­
puesto que no se necesitaba II prever, sino ver. Y siendo así,
¿qué precauciones se tom aron? Sancionáronse los famosos
decretos después de la en trad a de E spartero, lo que prueba
una de dos co sas: o que el m inisterio se lisonjeó con la idea
de que el general no abrigaba ulteriores designios, lo que
habría sido incom prensible ceguera, o bien que se tenían es­
peranzas de co n trastar la resistencia. Esto ú ltim o parecían
indicar unas palabras que se dijo h ab er proferido el m inis­
tro C astro: «Ya sabem os que el cuartel general está en
contra...», pues entonces, ¿con qué contáis p ara neu tralizar
su poderosa influencia? ¿Tenéis combinado algún plan con
alguno de los generales subalternos, de gran prestigio en el
ejército, y de cuya decisión y lealtad no podéis dudar? ¿Es­
táis prevenidos p ara el caso de una renuncia? ¿Qué in stru c­
ciones habéis comunicado a esos caudillos que m andan nu­
merosas tropas, que no tem en a E spartero porque abrigan
el sentim iento de la propia superioridad, que reprueban sil
conducta ra stre ra y desleal, que son capaces.de hacerle fre n ­
te en todo evento, que aun en los últim os extrem os ofrecen
sus espadas a la Reina, que un año después se levantan en
las provincias y en M adrid, corriendo intrépidos a una m uer­
te segura? Si la situación os pareció desesperada, ¿p o r qué
la arrostrasteis? ¿Tem íais los pronunciam ientos? Pero ¿no
veis que, a pesar de la asonada de Barcelona, no estalló el
m ovim iento en M adrid h asta el 1.° de septiem bre, y que sus
caudillos andaban inciertos y desalentados, viendo la reserva
del que, queriendo incitarlos, no se atrevía a declararse
abiertam ente, siguiendo su favorito sistem a de d ejar hacer, ¡I
y de explotar en provecho propio y sin riesgo los com prom i­
sos y peligros ajenos? 1 ¿No veis que, si no tiene bastante
grandeza de alm a para resignarse al cum plim iento de sus
deberes, carece de ]a osadía necesaria p ara quebrantarlos

1 L a conducta de E sp a rte ro fué tan tím id a, q u e al e s ta lla r el


p ronunciam iento de M adrid todavía ig n o rab an los sublevados cuáles
e ra n a p unió fijo las intenciones del gen eral. El com unicado de
Lina ge, los sucesos de B arcelona y otros hechos nad a equívocos no
d e ja b a n du d a de que E sp a rte ro se decidla p o r los p ro n u n ciad o s;
sin em bargo, é l continuaba en su sistem a favorito de cautelosa r e ­
serva, y se a b stenía de d a r pasos q u e p u d ie r a n . c o m p ro m eterle en
dem asía. Véase en p ru eb a d e esta v erd ad lo que decía en las Cortes
el señor C ortina en la sesión del 5:
«Yo c ontrib uí, com o he indicado antes, a la revolución de 1.» de
s e p tie m b re ; yo e stuve en una ju n ta d<? los co m an d an tes de la m ili­
cia de M adrid a q u e fui citadu, y los co m an d an tes de la m ilicia no
sólo no e stab an de acu erd o con el duque de la V ictoria, sino que
ignoraban com pletam ente cuál e ra su opinión. Algunos señores que
me escuchan, que m e desm ientan si pueden.»
[13, 152-1541 escak tk ro 89

sin rebozo y consum ar su atentado? Quizás nos engañem os;


pero estam os en la convicción de que u n golpe atrevido de­
cidiera entonces la cuestión, cayendo el ambicioso general
con ta n ta m engua como ha sucum bido el regente. A hora es­
taba más desacreditado, es cierto ; faltáb ale el apoyo de m u ­
chos que entonces le eran afectos, es v e rd a d ; pero, en cam ­
bio, era ya un poder establecido, siem pre m uy difícil de de­
rrib a r ; había creado intereses que se identificaban con los
s u y o s; existían clubs organizados que le sostenían por todos
los medios im aginables; cuando entonces em puñaban Las
riendas del m ando la viuda del R ey y la m adre de la Reina
ocupaban m uchos de los puestos im portantes || resueltos de­
fensores del sistem a e stab lecid o ; y, por fin, la m asa del p a r­
tido progresista estaba m uy lejos de hallarse form alm enie
comprom etida, y no pensaba todavía en q u ita r la regencia
a la excelsa señora que la había obtenido d u ran te siete
años. H ubiéralo pensado m ucho E spartero antes de d e clarar­
se en abierta in su rre c ció n ; y e n tre los expresos m andatos
de la R eina G obernadora y los manifiestos del g en eral en
jefe, el ejército habría escogido sin duda el cam ino de la
lealtad y del honor.
Si el m inisterio estuvo en inacción no m ostró tampoco
m ucha energía el p artid o que servía de blanco a l ataque. Vió
con inquietud y zozobra la salida de las reales personas, es­
tuvo m irando cómo se desplegaban los ambiciosos proyectos
del general en jefe, y con los brazos cruzados asistió al des­
enlace del trágico dram a, no perm itiéndose otros actos que
algunas sentidas q uejas a m anera de consuelo y desahogo.
«La prudencia, se dirá, aconsejaba esta conducta; no co n v e­
nía irrita r al enemigo, precipitando los acontecim ientos con
indiscretas provocaciones.» Dado q ue de prudencia se tra ta , y
que tan a m enudo se encarece esta v irtu d cuando se tienen
a la vista torm entas políticas, direm os nuestro hum ilde pa­
recer sobre esta delicada m ateria. Las rev u eltas y sacudi­
m ientos que tien d en a d e stru ir el orden existente los divi­
dimos en dos c lases: unos que proceden de las pasiones po­
pulares conmovidas y exaltadas, otros que d im an an de un
p lan prem editado. En lo tocante a las prim eras, im porta no
llevar la firmeza hasta el e x tre m o ; es necesario a veces que
en los m om entos críticos y de g rande efervescencia la au to ri­
dad disimule, || tolere, ceje u n tanto, y a veces h asta será
m uy prudente que desista de sus intentos. L a razón de esto
es m uy sencilla. La obstinada resistencia provoca m ayor ím­
petu ; cuando, a l contrario, si se deja p asar el p rim er a rra n ­
que, el calor m engua, los ánim os se calman, los am otinados
se fatigan de la asonada, los negocios p articu lares llam an de
nuevo y distraen a una g ran p arte de los sublevados, y lo que
hoy es un borrascoso tum ulto, dispuesto a lanzarse a los m a ­
90 BIOGRAFÍAS [12, 154-155]

yores excesos y a rro stra r todo linaje de peligros, será ma­


ñana un pueblo sosegado, tranquilo, que reconocerá su sin­
razón, o dem andará p o r medios pacíficos lo que entiende
que es un derecho, que se som eterá gustoso al consejo de
varones prudentes y acatará de nuevo la ley y la autoridad
de los m agistrados. Tales solían ser las asonadas que ocu­
rrían en tiem po del antiguo sistem a, y en que los gobernan­
tes y aun los mismos reyes en persona no se desdeñaban de
acom odar su conducta a la regla que hem os indicado.
Pero cuando se tra ta , no de pasiones, sino de designios
conccbidos con toda la calm a de la fría razón, y q ue se van
poniendo en p lan ta con m aquiavélicas in trig as; cuando los
tum ultos populares no son más que un fantasm a con que se
inten ta a m e d re n tar; cuando el m ovim iento no presenta nin­
guno de aquellos caracteres con que se da a conocer la im­
ponente oleada de la verdadera m ultitud, entonces el disim u­
lar, el callar, es favorecer los designios del enem igo; el
cejar es alentarle a que prosiga con m ás osadía su intento
hasta conseguir la victoria. N inguna m anifestación de parte
del gobierno ni de las C ortes hubiera || llevado m ás allá los
acontecim ientos que a un cambio de regencia y universal
destitución de empleados; no deseaba m ás el ambicioso gene­
ral que elevarse al m ando suprem o y asegurarse en él colo­
cando en los destinos públicos a los interesados en sostenerlo.
Se creyó que convenía ab an d o n ar el campo sin p elear;
pero confiésese al menos que, a consecuencia de aquel paso,
la nación y el trono han corrido en el últim o período funes­
tos a za re s; si la nación no se ha visto entregada a dura tira­
nía. si el trono no ha sucumbido, débese a la hidalguía y de­
nuedo que caracterizan al pueblo español, débese al pro­
fundo arraigo del sentim iento m onárquico, débese al escaso
talento del hom bre afortunado que no ha sabido com prender
su posición y explotar p ara su ensalzam iento y gloria los
muchos elem entos de que podía disponer.
Respetam os como el que más los sentim ientos de abne­
gación y d e sin terés; pero lo que es una v irtu d en los sim­
ples particulares, puede a veces ser culpable debilidad en los
hom bres públicos; quien ha contribuido a crear situaciones
nuevas, y desea m an d ar cuando vengan las épocas bonanci­
bles. es m enester que eche el pecho al agua si se presentan
borrascosas*. ||

2 C uando esto decim os no in te n tam o s e c h ar ln culpa a todos


los hom bres del n om brado p a rtid o ; sabem os q u e algunos se porta*
ro n con una intre p id e z m uy digna de a la b a n z a ; pero no deb iero n
de h a c erlo todos así, y a q u e Su M ajestad la Reina C ristin a, en su
m anifiesto de M arsella de 8 de noviem b re de 1B40, a l paso q u e hizo
ju sticia a los prim eros, se p e rm itió con resp ecto a los o tro s una
indicación b a sta n te grave»
[ l í , 156-1571 ESPARTERO 91

A propósito de los acontecim ientos del año 40, bien m ere­


ce un recuerdo la política observada por el gabinete inglés.
T erm inada la g u erra civil, creyó la In g la te rra que era lle­
gado e l m om ento de d ar un golpe decisivo para aseg u rar su
influencia en la Península. D esesperanzada de alcanzarlo
m ientras ocupase la regencia la viuda de F ernando, resolvió
tra b a r alianza con el Soldado de fo rtuna, haciéndole servir
a un |¡ tiem po p ara d e rrib a r a la A ugusta G obernadora y des­
tru ir la influencia francesa. No concebían los m inistros in ­
gleses que su protegido estuviese ta n escaso de las dotes
necesarias para rep resen tar su papel, y por lo mismo debie-

«Mi constancia en re s is tir lo q u e no m e p e rm itía n a c e p ta r ni mis


d e b e re s ni m is ju ra m en to s, n i los m ás caro s in te rese s de la m o n ar­
quía, ha tra íd o so b re esta flaca m u je r q u e hoy os d irig e su voz., un
Lesoro de tribulaciones tal, q u e no p u edan e x p re sa rlo los vocablos
d e ninguna lengua hum ana. B ien lo rec o rd a ré is, e s p a ñ o le s : yo he
llevado m i in fo rtu n io d e c iudad e n ciudad, rec o sien d o la b 'fa y el
b aldón p u r el cam ino, p o rq u e Dios, po r uno de sus decreto s, q u e son
p a ra los hom bres un arcano, habia p e rm itid o q u e la in iq u id a d y la
in g ra titu d prev a le cie ran . P o r ésto sin du d a se h a b ía n a le n ta d o los
poco# que 7ríe a b o rre c ía n , hasíti el p u n to de esca rn e c erm e; y $e h a ­
bían acobardado los m uchos que m e am aban, Iiasía el p u n to de no
o frecerm e. en testim onio de su am or, sino u n com pasivo silencio.
Algunos hubo que m e ofre c ie ro n su e sp ad a ; pero no ac ep té su
oferta, prefirie n d o yo s e r sola m á r tir a v e rm e co ndenada u n día
a le e r un n uevo m artirologio d ; la lea lta d española. P u d e en c en d e r
la g u e rra c iv il; p e ro no debía en c en d e rla la q u e a c ab ab a d e daros
u n a paz como la ape te c ía su corazón, paz c im en tad a en el olvido de
lo p a sad o : p o r eso se a p a rta ro n d e p en sam ien to tan h o rrib le mis
ojos m ate rn a le s, diciéndom e a m í pro p ia q u e. cuando los hijos son
in g ratos, d eb e una m ad re p a d e ce r h asta m o rir; p ero no deb e e n ­
ce n d er la g u e rra e n tre sus hijos »
El se ñ o r M artínez de la Rosa, en su d isc u rso de 11 d e l c o rrien te
d iciem bre, hab laba sobre este asunto en los térm in o s sig u ien tes:
«Si en una ocasión señalada no acudim os en defensa del trono,
cuando veíam os v e n ir los peligros que le am en azab an , no fu é p o r
falta d? p rev isió n ni por falta d e a lie n to ; n u e stro resp eto religioso
al tro n o íu é quien nos ató las m anos y nos e n tre g ó com o v íctim as
a n te u n soldado ing rato que no se p rese n tó como u n am biciosa a u ­
daz, a la luz del dia, n o ; se a rra s tró liso n jero p o r las g rad a s del
trono, p a ra m ira rlo después con ojos codiciosos. No faltó p rev isió n ,
y puesto q u e se han c itado hechos p a ra h a c e r cada cual su apología,
yo voy a c ila r uno que h ace años le tengo pesan d o so b re m i alm a.
El año d e 1838, cuando el m in isterio del se ñ o r co nde de O falia, e m ­
pezó el gen eral E sp a rte ro a q u e re rse e n tro m e te r en la a d m in istra ­
ción d e l E s ta d o ; em pezó a m o strar enem iga co n tra dos m in istro s
q u e hoy se s ie n ta n en estos bancos. Su M ajestad se sirv ió c o n su lta r
al m inisterio am enazado, a alg u n as p e rso n as d el n u evo qu e p u d iera
form arse, y a otras q u e ten ía n la h o n ra d e ser consejeros h o n o ra ­
rios d e Estado. E n tré yo en este nú m ero , y con la fra n q u e z a que
acostum bro (porque nunca adulo a los poderosos ni soy c o rtesan o en
los palacios n i en las plazas) voté qu e se m an tu v iera el m in isterio ,
porqíie yo no reconocía m ás regla p a ra q u e un g ab in e te se r e tira r a
sino la v o lu n ta d de Su M ajestad y las m ay o rias p a rla m e n ta ria s.
Voté por que al g e n e ra l E s p a rte ro , p o r los m edios co n v en ien tes, se
le hicieran co ncebir estas ideas sin h e rir su su sce p tib ilid a d ; p ero
q u e si hacia dim isión, y a u n cuando su b le v a ra el ejé rc ito , se le ad -
92 b io g r a f ía s (12, 157-159]

ron de considerarle seguro en el m ando du ran te la minoría


de la R e in a ; previendo, adem ás, que al cum plir los catorce
años la augusta N iña no faltarían pretextos para prolongar
la regencia, |' si es que acontecim ientos im previstos no hu­
biesen ya levantado m ás alto al que debía servirles de ins­
trum ento. Sólo así puede explicarse la protección que le
dispensaran, favoreciéndole con a ltas consideraciones al mis­
mo tiem po que la E uropa presenciaba con escándalo las es­
cenas de Barcelona. D ejem os ap arte los num erosos indicios
que m anifiestan la mano de la In g laterra en el encum bra­
miento de E sp a rte ro ; hechos hay que no necesitan comen­
tarios, siendo uno de los más notables el h ab er sido con­
decorado con la g ran cruz de la orden m ilitar del Baño,
cabalm ente en los m om entos críticos en que, hallándose en
abierto desacuerdo con Su M ajestad la Reina G obernadora,
parecia n a tu ra l que la In g laterra esperase al menos el des­
enlace de los acontecim ientos. El m otín de Barcelona tuvo
lugar en 18 de julio, y las comunicaciones del duque de Sus-
sex y de lord P alm crston son del 11 de agosto; es decir, que
cuando toda la prensa de España y de Europa se ocupaba
de las ocurrencias de la capital del Principado y de los sín­
tomas por cierto bien alarm an tes que se notaban en el resto
de la P enínsula, cuando este era el principal negocio que
llam aba la atención de la política por las gravísim as conse­
cuencias que no podía menos de tra e r, entonces echa la In­
g laterra su voto en la balanza, haciendo a l general ambicio­
so u na m anifestación en extrem o lisonjera, que le asegurase
del beneplácito de una gran potencia y que, por tanto, le aní­
mase a proseguir con más brío en la carrera comenzada.
La significación política de este paso no podía ser más
expb'cita; tanto el duque de Sussex como lord || Palm erston
tuvieron buen cuidado de hacérselo en ten d er así a E sp arte­
ro. explayándose en sus comunicaciones respectivas, en con­
sideraciones políticas que no eran ciertam ente de aquel lu­
gar, A llí se le dice a E spartero que la Reina de la G ran
B retaña aprecia y a p ru eb a su conducta; que el gobierno de
Su M ajestad B ritánica contem pla con adm iración su carrera

m ili e r a ; porgue p a ra mí h a b ia una cosa su p erio r a todo, y e ra la


dignidad y e l decoro de la potestad real. V d ije m ás; no o b rar asi
es lo m ism o que si Su M ajestad la Reina a rr o ja r a ñ o r la v entana
la corona de su Augusta H ija... E sta íu é la ex p resió n de que me
v a lí : díganlo los señores que m e oy eron, que iodo» viven, m enos
un o.i
Nos com placem os en h a c er la debid a ju sticia a la firm eza m an i­
festada por el ilu stre d ip u ta d o ; ojalá q u e en 1840 todos los hom bres
qu e veían claro el p o rv en ir se hubiesen resuelto a h acerle tre n te
con la generosa osadía q u e lo hizo en la indicada ocasión el señor
M a rtínez de la Rosa. Es p robable que no h u b iéram o s ten id o que
p a sar tre s añ o s tan funestos.
[12, 159-160] ESPARTERO 93

m ilitar y política; que su nom bre es pronunciado siem pre


con elogio en aquel país, que en todas sus acciones públicas
se reconocen los fru to s de u n súbdito fiel, de un p a trio ta
verdadero, de un buen caballero y d e u n general tan háb il
como d istin g u id o ; y que, con aquel acto, la Reina V ictoria
se proponía nada menos que confirm ar la buena inteligencia
entre dos naciones que deben q uererse y re s p e ta rs e 3. ||
Vean nuestros lectores si todo esto, dicho e n In g la te rra
cuando se ten ía ya allí perfecto conocimiento de los sucesos
y se había podido m editar sobre ellos, véase si p rueba que
el ensalzam iento de E sp artero e ra m uy del agrado del ga­
binete de San-Jam es.
Se nos o b je ta rá que la com unicación d e lord Jo h n Rus-

* «El d u q u e de Sussex al d u q u e de la V icto ria.—P alacio d e K en-


singlon, 11 de agosto d e 1840.—S eñor du q u e.— H abiendo recib id o ó r­
denes de Su M ajestad la R eina de la G ran B re ta ñ a , m i so b rin a, para
tra n s m itir a V u estra E xcelencia, por m an o del coronel W ildc. las
condecoraciones de la G ra n C ru z d e la m u y h o nrosa o rd en m ilita r
de] Baño, en p ru e b a d e su a u g u sto a p re c io hacia v u estra p ersona,
como tam b ién de su a p robación por la leal conducta q u e habéis
m ostrado hacia v u e s tra S o b e ran a Su M ajestad C atólica, y p o r h a ­
beros consagrado e n te ra m e n te a v u e stra P a tria , m e ap resu ro , con
p lac e r extremo» a e je c u ta r esta com isión ta n h o n ro sa com o a g ra d a ­
ble pa ra m í, en calidad d e G ran M aestre in te rin o . No p u edo m c-
nus, señor du q u e, d e a p ro v e c h a rm e d e u n a c o y u n tu ra lan a g ra d a ­
b le p a ra m an ifesta r a V u estra E xcelen cia m i m ay o r consideración»
como tam b ién la ad m iració n con q u e e l G o b iern o d e Su M ajestad
B ritán ica m ira v u estra c a rr e ra ta n to m ilita r com o política. V u estro
nom bre sie m p re se p ro n u n cia con elogio en este país, d o n d e se
cree reconocer en todas v u e s tra s acciones p ú b lic a s (q u e son b ien
num erosas) los fru to s d e un sú b d ito ficlT d e u n p a trio ta v erd a d e ro ,
d e un b u e n cab allero y d e un g e n e ra l tan h á b il como distin g u id o .
H abéis com batido, señor du q u e, por el T ro n o d e E sp añ a, p o r la
C o nstitución q u e habéis ju ra d o defe n d e r y p o r la lib e rta d d? vu es­
tro p a is ; en ftn, habéis com batido p a ra c o n q u istar la p az in te rio r,
y por este m edio habéis c ó n tribuído a a s e g u ra r la paz g e n e ra l de
E u ropa, y creo, com o lo deseo, q u e lo h a b é is conseguido con u n a lu ­
ch a tan im p o rta n te como gloriosa.—Con esta convicción, y a n im ad a
d e los se ntim ientos m ás am istosos h acia Su M ajestad la R eina Isa­
bel, como tam bién hacia la nación española, la R eina V ictoria de
In g la te rra en v ía a V u estra E xcelencia el c o rd ó n d istin g u id o (que
yo tengo e l p lac e r de transm itiros)» c re y e n d o p o r este acto de su
benevolencia c o n fe rir a u n g e n e ra l distin g u id o , a u n bu en p a trio ta ,
confirm ar la bu e n a inte lig e n c ia e n tre dos n aciones q u e d eb en res­
p e ta rse y q u e re rse , y a ñ a d ir por este m edio un nuevo lu stre a la
o rd en m ilita r de su país, q u e c u e n ta y a tan to s h o m b res d istin g u id o s
en e l nú m ero de sus m iem bros, hacien d o in sc rib ir en su lib ro el
n o m bre d e l d u q u e de la V ictaria y de M.orella.— H aciendo los votos
m ás sinceros por v u estra felicidad y gloria, com o tam b ién p o r la
conservación d e la salu d y d e la vida de V u e stra E xcelencia, tan
im p o rtan tes p a ra los in te rese s de v u e stra S o b e ran a com o preciosos
para v u e stra valerosa n a c ió n ; y desean d o p o d áis gozar p o r m uchos
añ os de esta p ru eb a pública d e l alto a p re c io en q u e la Reina d ;
In g la terra tien e vuestros servicios, como ig u alm en te d e todas las
distinciones con q u e os ha h o n rad o v u e s tra m ism a S o b eran a (con
aclam ación g e n e ra l de v uestros c o m p atrio tas), distin cio n es q u e no
94 BIOGRAFÍAS [12, 160 162]

scll es de fecha 16 de julio, y, por consiguiente, anterior a


los sucesos de B arcelona; pero a esto responderem os; 1." No
dam os im portancia a la condecoración, sino a los térm inos
con que fué comunicada, ]| y estos térm inos eran, del 11 de
agosto. 2.° La comunicación del lord John RusscU, aunque
sea del 16 de julio, no debió de ser tran sm itid a desde luego,
pues es notable que la contestación de E spartero es del 25 de
a g o sto ; y coincidiendo esta fecha con la de las contestacio­
nes al duque de Su-sscx y a lord Palm crston, es probable
que todos los pliegos no saldrían de Londres hasta después
del 11 de agosto.
Lord Palm erston se m uestra m uy celoso de que la España
siga u na política independiente y española; y todos recorda­
mos que en el lem a adoptado por las ju n tas y por el mismo
E spartero figuraba la independencia nacional*. ||
El gabinete francés, fiel a su sistem a de socorrer a sus
aliados con solas sim patías, apresuróse a com batir la política
inglnsa, m anifestando cariñoso afecto al poder que expiraba.
solam ente habéis m erecido, sino g a nad o ; tengo el p lac e r de ofre-
cerm e, señor duque, de V uestra E xcelencia el m ás apasionado y
sin cero a d m irad o r y am igo.—A ugusto F ederico, d u q u e de Sussex.»
4 El lord P alm ersto n a l d uque de la V ic ia ría : «Oficinas de N e­
gocios E x tra n je ro s. 11 de agosto de 1840.—S eñ o r d u que.—H allán d o ­
se los reglam entos de la O rden del B año anejos al m in isterio del
Lord Jo h n ftussell. c orresponde a el y no a m í el com unicaros que
S u M ajestad se ha dignado co n feriro s aq u ella m uy honrosa y d is­
tinguida O rden. P e ro m e ha cabido en suerte, como encarg ad o de
La dirección de las relaciones e x tra n je ra s de In g la terra, p a rticip a r
o ficialm ente d e las transacciones en el curso de las cuales habéis
p restado ta n gran d es servicios y a d q u irid o la elevada rep u tació n
q u e han inclinado a Su M ajestad a d e sea r que v u estro n o m bre se
a ñ adiese a la lisia de los hom bres em in en tes a q u ienes se ha con­
ferido la O rden del B a ñ o ; y creo, p o r lo tanto, qu e co n sid eraréis
muy n a tu ra l que os d irija algunos ren g lo n es p a ra m an ifestar el p la ­
c e r que m e causa el m otivo que conducb al coronel W ilde a B arce­
lona^—Mis deseos han sido q u e la influencia de In g la te rra se e x te n ­
diese a a y u d a r al pueblo español en lus esfuerzos q u e ha hecho por
conseguir c o n stitucionalm ente su felicidad dom éstica como tam b ién
la p ro sp e rid a d n acio n al; he deseado v e r a España o cu p ar el nuevo
lu g ar que la c orresponde e n tre las p rim e ra s potencias de E u ro p a y
seguir una política in d ependiente y española: p o rq u e estoy p e rs u a ­
dido que el poder y la p rosperidad de España co nstitucional serán
u n elem ento m ás de seguridad p a ra la paz g eneral de E u ro p a, y de­
ben co n trib u ir a prom over el progreso de la civilización p o r todo
el m undo.—Estoy ig u alm en te convencido de que a m edida q u e los
v erd a d e ro s intereses de la E spaña d irija n su política, deben e s tre ­
ch a rse m ás los vínculos que la unen con la In g la terra, p o rq u e n u es­
tros dos países se h a lla n ligados por in tereses recíprocos ta n im p o r­
ta n te s como num erosos.— Con la m ás co rd ial satisfacción, p o r lo ta n ­
to, he visto el triunfo com pleto y final de la causa de Su M ajestad la
R eina Isa b e l; y por lo m ism o me regoCiju de que se rne hay a p ro ­
p orcionado esla ocasión de ofreceros, señ o r duque, las expresiones
d e m i a p re c io hacia la persona d e V u estra E x celen cia; pues que
p o r v u e stra p ersev eran cia e n las dificultades m ás e x tra o rd in a ria s,
p o r la pericia y tin o de v u e stro s piones, p o r el a c ierto y valor
Vino el em bajador, llegó a Barcelona en el acto que a rra s­
traban por las calles el ensangrentado cadáver de Balmes.
colocóse al lado de la R eina, siguióla a V alencia, y asistió al
triste desenlace que con sardónica sonrisa contem pló gozosa
su rival la Ing laterra. El em bajador francés vino a llev ar el
duelo de la causa por la cual se interesaba. A hora, que el
pueblo español ha triu n fad o solo, en teram en te solo, no fal­
tará algún m inistro de allende el Pirineo que hable de p re ­
visiones cum plidas y quizás de firmeza y energía que esta­
ban en reserva p or si hubiese sonado la hora del p e lig ro ;
bien podrá ser asi, mas como en estas m aterias cada cual
tiene el derecho de o p in ar como m ejor le ag radare, nos in ­
clinam os a creer que si E spartero no hubiese contado con
otros enem igos que el gobierno francés, si no ' hubiese teni­
do que habérselas con un pueblo como el español, habría
podido establecer en la P en ín su la el sistem a del Dey de
Argel, sin que los españoles recibieran m ás auxilio que los
desventurados polacos: sim patías en los discursos de aper­
tu ra de las cám aras, afectuosos recuerdos en los discursos de
contestación. Q ue la nación y el gobierno no olviden estas
v e rd a d e s ; en lo sucesivo puede sernos m uy ú til su recuerdo.
Como e ra im posible que previese E spartero la resolución
de la R eina G obernadora, y no siendo prudente, ni tampoco
m uy conform e con la tim idez que le distingue, el av en tu ­
ra rse a un golpe atrevido, tuvo la idea de colocarse al lado
de Su M ajestad después de haberla hecho p asar por una
serie de hum illacio n es; y y a fu era con el título de cor re c en ­
te, ya con el de presidente sin cartera, an d ar socavando y
desm oronando el poder que le hacía sombra, h asta que el
curso de los acontecim ientos le deparase ocasión oportuna
para obtener el m ando supremo, sin asociado de n in g u n a
clase. Las indicaciones que com enzaron a circu lar con res­
pecto a la necesidad de n o m b rar corregentes an unciaban con
claridad bastan te el proyecto que m editaba, siendo m uy no­
table que m ucho antes del decreto de la R eina en que nom ­
braba a E spartero presidente del Consejo de m inistros, m an ­
dando que no se encargase de ningún despacho en p a rtic u ­
lar, se im prim ió en Z aragoza un folleto que proponía esta
m edida como m uy conducente p ara salv ar la lib ertad y el
país J. ||
qu e habéis m ostrado al e jecutarlos, y so b re todo p o r v u e stra m o­
deración y generosidad en la victo ria , h ab éis co n trib u id o ta n p o d e­
ro sam ente al logro d e un resu lta d o ta n g ran d e como glorioso.— T e n ­
go la honra de ser, señor duque, v u e stro m uy fiel se rv id o r.—P al-
m erston, m inistro de Negocios E xtran jero s.»
1 El notable folleto a q u e aludim os se titu la : M a n ifesta ció n d e ­
clam atoria contra el despotism o m in isteria l, e indicación del m edio
de contenerle. N o lleva n o m b re de a u to r, y al fin de é l se en cu en ­
t r a : Zaragoza. Im p re n ta de D. F. A. Af. y C. J 840 E stá e scrito con
BIOGRAFÍAS [12. 164 1«51

Esta presidencia que levantaba a E spartero a u n a esfera


superior a la de m inistro era una especie d e corregencia dis­
frazada ; no podrem os decir si en este paso cedió la Reina
a insinuaciones que directa o indirectam ente II procediesen

g ran d es a p arien cias de esp íritu d e im p a rcia lid a d ; el estilo es muy


sosegado; pero el a u to r se propone n ad a m enos que d e sac re d ita r a
todos los hom bres públicos y a todos los p a rtid o s; cita porción de
hechos singulares, p rete n d e te n e r datos seg u ro s en q u e apoyarlos,
y se refiere m ás d e una vez a lo q u e consta en las se cre ta ria s de
Estado. Después de h a b e r hecho u n a rese ñ a d e los m in isterio s q u e
se han sucedido desde 1834, achacándoles a todos gravísim os cargos,
concluye proponiendo u n rem edio pereg rin o , que consistía en la
creació n d e una nueva m ag istra tu ra , cuyo c a rá c te r y tendencias
a d iv in a rá n fácilm ente n u e stro s lectores. T ra n sc rib irem o s el final de
dicho folleto, porq u e, a tendida la época en q u e salió a luz, lo can-
sideram os de algún in te r é s :
«Fíjese aho ra, pues, d e te n id a m e n te la co n sid eració n sobre los
efectos y consecuencias que h a produ cid o el despotism o y a rb itra ­
riedad m in iste ria l, eje rc id a con tan to desp recio d e los pueblos, d e
lodas las clases y con d escréd ito y m en g u a de las resp e tab le s p re ­
rro g a tiv a s de la corona, y se v e rá q u e el desco n ten to de los p rim e ­
ros va llegando a su colmo, q u e casi no hay clase ni p ersona q u e no
se h a lle por algún concepto ag ra v ia d a, los españoles todos re c a rg a ­
dos p o r e x o rb itan te s pechos y contrib u cio n es, los q u e dep en d en del
E stado y las infelices viudas y h u é rfa n o s sin p e rc ib ir su legitim o
h aber, n o hay persona q u e no tenga m otivos de q u e ja y de descon­
fiar de esas ostentases y fem entidas prom esas con que se p ro cu ra
artificiosam ente pe rsu a d irn o s de que v a a se r feliz n u e stra fu tu ra
su erte, cuando sólo ellos son los únicos q u e m ed ra n y progresan.
S e m eja n te conducta p o r p a rte de los g o b ern an tes no h a serv id o h a s­
ta a h o ra m ás que p a ra desco n c e p tu ar la ap reciab le fo rm a d el go­
b iern o rep re se n ta tiv o , que en rea lid a d no ha existido h a sta a l p re­
s ente en E spaña, ni e.s posible que exista m ien tras se consienta que
el poder e jecu tiv o sea en m anos de los m in istro s un com odín aue
sólo tenga v a lo r en el juego de sus in tereses o afecciones p a rticu -
lares.
»Conviene tam bién te n e r p rese n te q u e y a son m ás los vicios v
abusos establecidos desde el año 34 acá. q u e los a u e nos habian
d ejado el prín c ip e de la Paz y el inm oral e ig n o ra n te Calom arde.
y q u e a quél sufrió los golpes del látigo de un calesero valen cian o en
A ranjuez, y éste se vio p recisado a escap arse v estid o d e fraile
francisco. R ecuerden tam bién los q u e h an ejercid o y p rete n d e n e je r­
cer d espóticam ente a lgún m inisterio, quje y a h an comido p o r dos ve­
res el pan de lág rim a s en sus em igraciones, hab ien d o sido aú n m ás
a m argo el qu-í com ieron los que no d e sam p araro n su p a tria y p e r­
m anecieron baj'o el fé rre o yugo del g o bierno absoluto, cuyo r e ­
c u erdo no dudam os convencerá a todos que es forzoso, procediendo
de bu e n a fe, co n v e n ir en que no es posible q u e bajo tan to desorden
Y desconcierto, en q u e no sólo no se castiga el crim en , sino que se ve
d istinguido y condecorado en las m ism as p ersogas que lo co m e tie ­
ron. pu e d a e s ta r se cu ra y seguir su cu rso la nav e d el Estado.
»Así es q u e hace seis años que en VjZ de a v a n za r en su v iaje
ba retrocedido, aleján d o se siem pre del p u n to de su destino, consu­
m iendo en 61 e n tre ta n to sus víveres y el a p a re jo de su m aniobra.
D eterio rad a en todos conceptos, está e x p u esta a su cu m b ir al m en o r
tem poral, d e que no p odrá lib e rta rla el piloto, p o rque, a te rro riza d o
éste con la m ala íe d e ;u s m arinero s, desconfía d>¿ la ex actitu d y
p u n tu alid ad en sus m aniobras, quá d e ja n de o rd in a rio y cuando
m ás se necesita, su tra b a jo p a ra .^tender a la pesca o al despacho
[ t í , 165 166) ESPARTERO 97

del in teresado ; pero lo cierto es que con él abdicó p arte de


la regencia. No debía contentarse, empero, el ambicioso sol­
dado con tam año a lla n am ien to ; los acontecim ientos se h a­
bían [| adelantado m ucho; la am bición podía lle v a r m ás allá

d el c o n trabando, bajo cuya tác ita condición p arece q u e e n tra ro n


a l servicio de este buque.
íD ejem os la alegoría. C uando se tra ta de d a r fu erz a y v ig o r a la
corona es m ás ú til y eficaz la indicación de los m edios positivos q u e
la vacia elocuencia de u n discurso fraseológico. Los hechos siem ­
p re convencen m ás que las p a la b r a s ; así vem os que, h abiéndose em ­
pleado éstas con a rtim a ñ a p a ra p e rsu a d ir a los españoles q u e s e ría ­
mos felices bajo el E statuto, después bajo la C o n stitu ció n y ú ltim a ­
m en te bajo el p ro g ram a de paz, o rden y ju stic ia , creem os m ás en
los m ales y desgracias que se nos h a n causado y q u e hem os su frid o
p o r la inobservancia de estas leyes y principios, q u e en los bienes
y v e n ta ja s con ta n ta seguridad ofrecid as, sin que hasta a h o ra h a y a ­
mos visto una sola realizada.
»E1 m al, como s h a observado, no consiste en las leyes y si
ú n ica m e n te en los in fra cto res de ellas, y en los abusos y d em asías
de los gobernantes, em pleados y e ncarg ad o s d e su p rotección y d e ­
fensa, com o lo han prese n c ia d o y e x p e rim e n ta d o los m ism os p u e­
blos. a los cuales y a es tiem po de p re se n ta rle s la esp eran za d e a l­
g ú n consuelo, q u e ño quede sólo en p alab ras, y sí que lo rec ib a n ta n
r e a l y v e rd a d e ra m e n te como an sio sam en te apetecen.
»Un gobierno ju sto que cum pla y h ag a e je c u ta r e stric ta m e n te la
C onstitución y las le y e s ; un gobierno en érg ico y vigoroso q u e dé
el sabio y p ru d e n te m ovim iento que n ecesitan todas las ru ed a s de
esta g ran m áquina, y, por últim o, un g obierno in ex o rab le y sev ero
q u e coptenga con m ano fu e rte la am bición y p etu la n c ia de esa in­
m unda y co rro m p id a chusm a que tan to tiem po hace se está e n ri­
queciendo a costa de la nación. H e aquí, h o n rad o s co m p atrio tas, *1
único a rb itrio qu¿ nos queda p a ra a h u y e n ta r esa d en sa n u b e de
m ales y d esg racias que todo ho m b re sen sato v e v e n ir so b re n u es­
tra s cabezas. Los que h a sta aquí hem os to le rad o con ta n ta re s ig n a ­
ción y sufrim ien to , todos h a n proven id o , como q u ed a d im o stra d o ,
d el abuso que e n el espacio d e seis años h a n hecho casi todos los
m inistros, de la confianza con q u e los h a b ía h o n rad o la co ro n a:
autorizados con ta n resp e tab le nom bre, h an dispuesto de todo d e
iin m odo tan injusto y ta n in m o ra l como, p o r d e sg ra c ia , hem os v is­
to confirm ado en estos últim os d ías, con el doble p e sa r de h a b e r
v isto tam b ién a lu m ayoría d e l C ongreso o p onerse a los justos c la ­
m ores de la m inoría que con so b rad a razó n p re te n d ía q u e las C or­
tes e n tra sen en el conocim iento de tan to d esorden.
«U rgente es, pues, lib e rta r a la nació n to d a d e u n estad o tan
d egra d a n te en que tantos m illones de individuos se v en som etidos
a l c a pricho d e seis hom bres que de o rd in a rio no han sido los m ás
buenos ni los m ás capaces de g o b e rn a rn o s : tén g a n se siem p re d is­
tan te s del tro n o y d e la in te rv en c ió n en el alto g o b iern o a las p e r ­
sonas q u e h a n señalado su vida pública con sem e jan te s defectos.
»P ara q u e Su M ajestad la R eina G o b e rn a d o ra p u ed a rea liz a r
unas m edidas tan justas y de las cuales p en d en la salv ació n de
E spaña y la seg u rid ad del tro n o d e su excelsa hija, n ecesita p o n er
a l frente de los m inistros u n individ u o de a lta categ o ría, d e a c re ­
d itada propiedad, y q u e e n los distin to s gobiernos y carg o s q u e
h aya desem peñado, sus pro v id en cias siem p re h u y an llev ad o consigo
el sello de la razón y la ju sticia, y m an ifestad o en la a d m in istració n
de ésta conocim ientos sobresalientes en la m ilicia, en la política y
econom ía, sin h a b e rse a d h e rid o n u n c a a los principios de p a rtid o
alguno, y cum plido siem pre e x a cta m e n te las ó rdenes d el suprem o
7
98 BIOGRAFÍAS [12, 166-168]

sus esperanzas. M archa a M adrid, organizase e i m inisterio, la


infortunada Reina se ve agobiada con nuevas exigencias,
conoce que se la quiere h acer re p re sen ta r || un p apel que
acabe de hum illarla y a b a tirla ; y en tan angustioso apuro
prefiere resignarse a l doloroso sacrificio de abandonar el
m ando, de separarse de sus hijas, entregando el sagrado de­
pósito |¡ a manos de la in g ra titu d ; pero dirigiendo a la na­
ción sentidas palabras para que no estuviese desprevenida
la lealtad.
¡Qué conducta m ás fea y m iserable la observada por Es­
partero en el curso de este negocio! Ni un pensam iento
grande, ni un paso atrevido, ni un compromiso arro strad o de
frente, una renuncia, un m otín en las tinieblas de la noche,
una serie de obscuras in trig as en dos meses de inacción en
Barcelona, un. escandaloso m anifiesto después que los pro­
nunciados de M adrid hab ían dado ya la cara, excitaciones
gobierno sin haber faltado n unca a la C onstitución n i a las leyes.
Un hom bre de tales circunstancia;: y ad o rn ad o d e tan ta s v irtu d e s
es el único que puede cooperar con la R eina G o b e rn a d o ra a sa ca r­
nos del g ran conflicto y peligro a q u e nos ha tra íd o la d esen fren ad a
in m o ralid ad e ignorancia de cien m in istro s que h a sta a h o ra han
desgobernado la España e n esta te rc e ra época co nstitucional.
»Su M ajestad la R eina G o b ernado ra, en uso d e su reg ia a u to ri­
dad y a lta p re rro g a tiv a , p uede e le g ir y n o m b ra r a este p erso n aje
p resid e n te del Consejo de m inistros s in despacho de se c re ta ria a l­
guna.
«A utorizado ún ica m e n te p a ra la dirección y gobierno de esa p r i­
m era corporación del Estado, o bligará a sus individuos a q u e cada
uno dé e x a cta c uenta de sus respectiv as negocios al Consejo, y ac o r­
dados por votos queden éstos registrad o s en su c o rresp o n d ien te libro
p a ra que, c o n fro n tad a después con ellos la resolución que obtenga
de Su M ajestad el m in istro proponen te, pueda conocer si éste h a
procedido en justicia o abusado d e la confianza de la corona. A d v er­
tid a la R eina p o r el presid e n te de alg u n a falta n otable com etida
po r a lguno de las m inistros, no sólo d e b e rá desp ed irlo , sino s u je ta r­
lo a se r j u z g a d o p 0 r e i trib u n a l com petente.
»E1 presidente q u e indicam os tiene la g ran v e n ta ja d e conocer a
m uchos españoles de m érito y conocim ientos, de qu ien es tan to nece­
sita el servicio público en tre g a d o en el d ia a m anos in ep tas y a l­
gunas im puras. Sólo la ocupación de tan útiles brazos c e rra rá la
p u e rta a la in trig a y b o rra rá la idea d el influjo de la ca m a rilla en
la resolución de asuntos de intereses p ecuniarios y pro p u estas d e
altos em pltoo cosa q u e tie n e irrita d a so b rem an era la opinión p ú ­
blica.
aR esta sólo a h o ra b u sc ar y lla m a r a u n hom bre q u e tan to in te ­
re sa a la nación y al trono. El vive y e x iste lleno de rep u ta c ió n y
gloria ad q u irid a con sus buenas acciones y serv icio s; proporcionó­
se le. pues, la ocasión de co n tin u ar éstos en fav o r d e u n a p a tr ia que
lan ío los necesita y reclam a.
»E1 gobierno constitucional de la R eina G o b ern ad o ra, fortificado
y vigorizado con un m edio ta n sencillo, es el único d el cual po­
dem os e s p e ra r el rem ed io de los m ales pasados, e v ita r las d e sg ra ­
cias con q u e nos a b ru m a el prete n d id o Consejo d e Estado, que.
com puesto, com o es n a tu ra l, de algunos ex m inistros o individuos
d e la a risto c ra cia , sólo a sp ira n al goce de gran d es sueldos y a u n ­
cirnos al c arro de su d o m inante despotism o.»
a la insubordinación m ilitar en cuanto po¿ía serle favora­
ble ; pero siem pre timidez, siem pre irresolución, siem pre
em bozo; en todo pequenez de espíritu, m ezquindad de sen­
tim ientos; en todo la infracción del || d eb er sin la im ponen­
te audacia que distinguir suele a los hom bres de genio que
am bicionan el m ando de la república.
El, o sus m enguados consejeros, hab rían leído en alguna
p a rte que para escalar el poder en tiem pos revueltos es ne­
cesario granjearse popularidad, vociferar Las libertades pú­
blicas, hacerse el defensor de los oprim idos, clam ar contra
los desm anes de los gobernantes, an atem atizar la tira n ía y
ocultar profundam ente el deseo de m a n d o ; y hacíalo a s í ;
pero ¿de qué m anera? Como actor d e comedia, repitiendo
eternam ente las p alab ras de soldado español, patria, liber­
tad, siem pre con la misma combinación, siem pre con los mis­
mos térm inos, sin un pensam iento nuevo, sin una inspira­
ción feliz, sin un rasgo que m ereciera referirse, sin nada
que pudiera producir entusiasm o, ni siquiera ex citar interés.
Llegado a M adrid, presid en te del m inisterio-regencia, re­
gente ya en la realidad, cruza de nuevo los brazos, y a tru e ­
que de no av en tu ra r lo adquirido y de no com prom eter su
porvenir, satisface todo lin aje de pasiones e intereses que
le ofrezcan apoyo, deja que continúe el desgobierno, que
cunda la a n a r q u ía ; y cuando to m ar debiera con mano firme
el tim ón del Estado, abandona la com batida nave a m erced
de las olas, sin com prender lo que su nueva posición recla­
maba, lo que exigen su in terés y su gloria. No tardó la p ren ­
sa en pagarle con la m ism a m oneda que a la au g u sta pros­
crita ; pero é l se resigna flem áticam ente a su destino, y como
expuesto a la vergüenza pública consiente que se le prodi­
guen los m ás bajos denuestos y que con cien y cien e x tra ­
vagantes j caricatu ras se le haga objeto de desprecio y b u r­
la. No obran así los dictadores, no fué ésta la conducta de
C rom w ell y Napoleón. Ya que con inconcebible necedad tra ­
ducíais literalm en te los discursos del c ap itán del siglo, de­
bíais tam bién estudiar los prim eros pasos de su consulado.
¿Era el respeto a la ley lo que os detenía? N o ; que bien su­
pisteis pisarla cuando os tuvo c u e n ta ; lo que os detenía era
el sentim iento de v u estra debilidad, ese sentim iento que no
abandona jam ás a los hom bres pequeños, p o r grande que sea
su vanidad y o rgullo; era que no sabíais que hacer e n la
posición a que os acababais de encum brar, e ra que confun­
disteis el fiero orgullo del m ando con las delicias y la vani­
dad de espléndidos salones, era que tom abais la ra stre ra li­
sonja por la respetuosa obediencia, que im aginabais que el
incienso de vuestros servidores era el acatam iento de la na­
ción ; erais bastan te pequeño p a ra ser vano y fastuoso, mas
no erais bastan te g rande p ara a b rig a r una am bición eleva­
100 b io g r a f ía s [12, 170-1721

da. P or esto no im itabais a los hom bres insignes que solían


distinguirse por la sencillez y desaliño del tra je ; necesita­
bais el ostentoso uniform e, las cruces, las condecoraciones;
porque una voz secreta os decía en el fondo del alm a que
no podíais m ed rar por lo que valíais, sino por lo que des­
lum braseis. IA h ! ¿Q uién os engañó para que no os re tira ­
seis a tiempo, p ara que al concluir la guerra no entraseis
en la vida privada? L levarais al hogar doméstico el recuerdo
de Luchana y V ergara, dijérase que habíais puesto fin a u na
guerra de siete años, y que en el apogeo de vuestro poderío
habíais sido bastan te generoso y desinteresado para aban­
donar el || terren o de la am bición, para presentar caballero­
sam ente a vu estra R eina una espada vencedora, p ara resig­
n a r un m ando en que acaudillabais a cien mil com batientes;
y en obsequio de v u estra hidalguía los contem poráneos y la
posteridad quizás os expidieran títulos que estabais lejos de
merecer.
L a travesu ra del in trig an te nada tiene de común con el
talento del hom bre de Estado ; aquélla no escaseaba en la
cam arilla de E spartero y quizás hasta cierto punto la poseía
tam bién él m ism o ; pero la capacidad política fué cosa desco­
nocida para él y sus consejeros. Cuando la famosa disputa
sobre la conveniencia de nom brar regencia única o trina,
E spartero, que vió tom ar a la discusión un aspecto grave en
dem asia, y que por medios honrosos nada había sabido ha­
cer p a ra que se sintiese la necesidad de dejarle m an d ar solo,
acudió al peligro apelando a los recursos que ten ía de cos­
tu m b re ; u n comunicado cuya letra afectaba sum isión y des­
prendim iento, pero cuyo sentido envolvía una grave am ena­
za. Así, después de seis meses en que había podido m erecer
y obtener sin contradicción la regencia única, por un medio
digno y glorioso, cual era gobernar, no supo alcanzarla de
otra m anera que intrigando; pues como in trig a debe figurar
tam bién el insidioso comunicado que incluía el amago de la
solapada renuncia. Cuando Cromwell am enazaba lo hacía ce­
rrando el parlam ento, haciendo d espejar la sala de sesio n es;
cuando N apoleón am enazaba lo hacia a la cabeza de sus gra­
naderos y obligando a los diputados a buscar los caminos
m ás cortos para evacuar el local de las deliberaciones y sal­
varse con la fuga. ||
No negarem os que la posición de los partidarios de la
regencia trin a fuese a la sazón un tanto peligrosa; cierto
prestigio m ás bien de los acontecim ientos que de los actos
rodeaba todavía al candidato de la ú n ica; pero mucho du­
damos que, si sus adversarios tuvieran m ás unión y firmeza,
se hubiese él av enturado a un golpe decisivo. Q uizás ya en
mayo de 1841 se habría m anifestado en toda su pobreza el
hom bre de Albacete.
[12, 172-173] ESPARTERO 101

Como quiera, fué nom brado E spartero reg en te único, y


la necesidad de gobierno, de orden, inspiraba todavía a no
pocos la lisonjera esperanza de que. llegado al codiciado
puesto el ambicioso soldado, p ro cu raría in au g u rar una era
que hiciese olvidar su origen y comenzase a la b ra r la v en ­
tura de esta nación infortunada. ¡Vanas ilusiones que las ca­
lidades personales del reg en te no debían ya p erm itir y que
sus prim eros pasos vinieron bien pronto a disipar! ¡Qué
ocasión más bella p ara ad q u irir glorioso renom bre! No era
necesario ni alto gen'o m ilitar, ni político, ni ad m in istrati­
vo; bastaban talento claro, intención leal y carácter ju sti­
ciero y firme. Todos los partidos tenían un profundo sen ti­
miento de su d e b ilid a d : el carlista acababa de perder cu an ­
to p o se ía ; el moderado era víctim a del pronunciam iento, y
el progresista, llam ando en su auxilio al jefe de los ejérci­
tos, se había creado una posición que no le perm itía rebe­
larse contra su protector. U na p alab ra que hubiese indicado
el conocimiento de las v erdaderas necesidades de la nación,
y sincero deseo de satisfacerlas, un acto en que se hubiese
m anifestado energía y tesón, fueran entonces m ás que sufi­
cientes p a ra ro d ear a l I1 poder de inm enso prestigio y g ran ­
je a rle las m ayores sim patías. Para desfiracia de España y
m engua propia no conoció E spartero su posición, no com­
prendió lo que valía y podía, haciendo su am bición estéril
nos tTajo dos años de m alestar, de terribles insurrecciones, y
se preparó el cam ino de vergonzoso destierro.
Cuando un historiador desee caracterizar en breves pala­
bras la regencia única d irá : «Nombrado refíente el general
E spartero, estuvo m uchos días sin sab er cómo organizar un
m in iste rio ; y a l fin salió con el nom bram iento de seis hom ­
bres m edianos, cuyo único pensam iento de gobierno fué
presentarse hum ildem ente a las C ortes nacidas de la revo­
lución im plorando apoyo.» Y e l lector entendido que tales
principios verá en un m ilitar regente c erra rá buen am en te el
libro, dando por leída la historia de su m ando y a d iv in an ­
do sin dificultad el desenlace del P u erto de S an ta M aría. ||
102 BIOG RADÍAS [1 2 , 174-175]

ARTICULO 3 “

Espartero y la dictadura

S cmario .— Si e ra pos ib i 1 la d icta d u ra en España. Condiciones que


ae n ecesitan p a ra la d ictadura de u n a nación. A usencia del r e ­
p re s e n ta n te d e la legitim idad. Disolución social y política que
im p id a el establecim iento de u n gobierno re g u la r p o r los trá m i­
tes ordinarios. Q ue la nación donde se e n tro n ice la d ictad u ra,
o se h a lle en com pleto aislam iento con respecto a las naciones
e x tra n je ra s, o en posición m ilitar m u y poderosa. Genio g u e rre ­
ro y político en la persona del dictad o r. P ru e b as d e esta d o ctri­
na y su aplicación en España.

Ya que hemos llegado a la época d e la regencia única


conviene hacer alto en esa im p o rtan te fase de la vida pú­
blica de E spartero, en ese mom ento crítico que decidió de
su p orvenir y que m ostró la cum plida medida de sus alcan­
ces. Comparemos lo que hizo con lo que pudo y debió hacer.
En p rim er lu g a r: ¿érale posible im itar a César, Crom-
vvell o Napoleón? Estam os convencidos que no: las circuns­
tancias en que él se h allaba eran m u y d ife re n te s; ni el ge­
nio de esos hom bres le hu b iera bastado para sem ejante em­
presa. Con lo cual se com prenderá que no le exigimos cosas
irrealizables, y que al censurar su conducta no nos com­
placem os en || achacarle cargos infundados, m ostrándole
como inferior a su posición por haber dejado de ejecu tar lo
que conceptuam os imposible.
Todas las grandes revoluciones nos presentan un desenla­
ce bastan te análogo: después de larga tem porada de an ar­
quía viene el despotismo, ora p ara establecerse definitiva­
m ente en el país, ora p ara servir de transición a un régim en
tem plado y suave. Así los m iem bros dislocados o rotos, para
recobrar su m ovim iento n a tu ra l necesitan estar sujetos m u­
chos días con apretad a ligadura. Las lecciones de la razón y
de la historia hacían creer que la revolución española no
podría exim irse de ests le y ; y al v e r en 1840 encum brarse
a l m ando suprem o al jefe de la fuerza arm ada, n atu ralm en te
debió de o cu rrir el pensam iento de que íbamos a e n tra r en
el período del vigor gubernativo. De aquí dimanó que, a pe­
sar de los antecedentes que debían desvanecer la ilusión,
todavía la opinión pública se m antuvo unos m om entos en
inquieta e x p e c ta tiv a ; prim ero, después de la abdicación de
V alencia, y en seguida, después del nom bram iento de la re­
gencia única. Lo que acontecería, nadie se atrevía a pronos­
ticarlo ; pero m uchos e ra n los que creyeron que tom arían
los acontecim ientos un rum bo m uy diferente. Los nom bres
[12, 175 177] ESPARTERO 103

de César, C rom w ell y Napoleón salían inv o lu n tariam en te de


algunas bocas, no obstante la inm ensa desem ejanza que se
palpaba e n tre aquellos personajes y nuestro protagonista.
Ya llevam os indicado que le fuera im posible a E spartero
establecer una v erd ad era dictadura, y vam os a dem ostrarlo
a la luz de la historia. Si m ucho II no nos hem os engañado
en el estudio do esta, necesítense p a ra el efecto cuatro con­
diciones: 1.', ausencia d el rep resen tan te de la leg itim id ad :
2.*, disolución social y política, que im pida el establecim ien
to y sostén de u n gobierno reg u lar por los trám ites ord in a­
rios; 3.1, que la nación donde el fenómeno se verifica, o se
halle en com pleto aislam iento con respecto a las naciones ex­
tranjeras, o en posición m ilitar m uy p o d ero sa; 4.*, genio
guerrero y político en la persona del dictador.
.Ausencia del representante de la legitim idad.—El poder
dictatorial propiam ente dicho expresa la absorción de todos
los poderes, la suspensión de todas las leyes, u n gobierno
em inentem en te discrecional. Los títulos populares con que
suele disfrazarse sólo sirven a ensanchar los lím ites de sus
fa c u lta d e s; personificación de esa form idable soberanía que
no se ejerce sino m oviendo tem pestades, que no habla sino
con el bram ido del trueno, no tolera resistencia, ni consiente
re stricciones; a sus ojos la ley es una p alab ra vana, un pe­
dazo de papel, no conoce m ás ley ni se acomoda a o tra re ­
gla que a lo que apellida la salud del pueblo, «¿P or qué no
tom asteis el título de rey, y os contentasteis con el de pro­
tector?», le p reg u n taro n un día a C rom w ell. «Porque, res­
pondió, todo el m undo sabe hasta dónde se extienden las
facultades de un rey, y nad ie sabe h asta dónde llegan las de
un protector.» U na potestad discrecional, que no reconoce
límites, difícilm ente puede e x istir teniendo a su lado la le­
gitim idad : la sola presencia de ésta es una verd ad era re s­
tricción. H abrá ta l vez poderosa privanza, m as no dictadura,
Sólo después del suplicio de || C arlos I ocupó el puesto su­
premo el Protector; y cuando Napoleón alcanzó el poder so­
berano había caído en un cadalso la cabeza d e Luis X VI, y
proscritos vagaban por tie rras ex trañ as todos los príncipes
de_ la real fam ilia. M ientras una nación ha sido b a stan te
juiciosa para conservar siquiera un tierno vástago de la san­
gre de sus m onarcas, no ha sonado todavía la hora fa ta l en
que, hecho imposible el im perio de la ley, se hace necesario
el imperio del hom bre.
Disolución social y política que im pida el establecim iento
de J--ti gobierno re g u la r p or los trám ites ordinarios.—E stu­
diando la época en que se entronizó en Rom a la d ictad u ra,
échase de ver que aquella república no ten ía otro m edio de
salvación que echarse en brazos de un soldado. La a n arq u ía
de las ideas, la corrupción de las costum bres, el desbordam ien­
104 BIOGRAFÍAS [12, 177-179]

to de las ambiciones, la venalidad de las masas, habían des­


m ontado e inutilizado com pletam ente la m áquina política.
Era imposible que continuase funcionando; y los mismos
acontecim ientos, con su irresistible tendencia al despotismo,
m anifestaban que había llegado a ser necesario. Sólo era pre­
ciso regularizarlo, pues de hecho ya existía; al menos dándole
estabilidad y fijeza se podía conseguir que fuera menos vio­
lento y perseguidor. Lo que en tiem pos anteriores era una
necesidad pasajera había pasado a ser una necesidad p er­
m a n e n te: antes se establecía una dictadura tem poral, ahora
debía ser perpetua.
El profundo sacudim iento que recibiera la nación inglesa
con las innovaciones religiosas, e l espíritu revolucionario que
le com unicó el despotismo no menos revolucionario de E nri­
que V III, cam biando profundam ente II la organización social
sin m ás ley que su capricho, sin más regla que la llam ada
salud del pueblo y salvación del Estado, el fanatism o de sec­
ta prom ovido por el fu ro r de leer e in te rp reta r la B iblia con
solas las luces del esp íritu privado, habían hundido a la na­
ción inglesa en un abism o de que le era imposible salir. Vol­
cado el trono, decapitado el m onarca, Hotaba la infortunada
sociedad a m erced de la locura y del c rim e n ; y en medio
de sus trem endas calam idades no veía medio de re stañ a r la
sangre que corría a to rren tes y de lograr que cesase el in­
sensato afán de d e rrib a r todavía más, cuando por todas p a r­
tes estaba el terren o cubierto de ruinas. Los partidos políti­
cos nacidos en el seno de la revolución pregonaban, cada
cual por su lado, la seguridad de los rem edios con que se
proponían c u rar el d a ñ o ; pero ta n pronto como ensayaban
su obra sentía la nación y sen tían ellos propios su com pleta
impotencia. Allí, como en todas partes, eran dem asiado d é ­
biles para gobernar, siendo dem asiado fu ertes p ara hacer
im posible que otros gobernasen. Sólo del exceso del m al de­
bía nacer e l re m e d io : la sociedad no podía p e re c e r; sus in­
tereses estaban sin am paro, no había quien los defendiese;
ansiaban por u na protección, por m ás negro que fu era su
origen y duras sus condiciones. U n hom bre de vasta capaci­
dad, de corazón osado, de brazo de hierro, le ofreció esta pro­
tección, la sociedad no vaciló en aceptar y encum bróse el
Protector.
En pos de un siglo de corrupción cortesana y de doctrinas
anárquicas e impías desencadenóse sobre la Francia la revo­
lución más colosal que presenciara el || mundo. El trono ha­
bía venido a l suelo con estrepitoso fracaso; la diadem a y el
cetro estaban salpicados con la sangre de la real fam ilia y
era n pisoteados por desenfrenada plebe. Fundábanse de con­
tinuo nuevas instituciones, alzábanse al m ando suprem o nue­
vos hom bres; pero todo tem blaba en el m om ento de levan­
tarse, todo se hundía un in stan te después. L a an arq u ía en lo
in te ro r, el enem igo en las fro n te ra s ; imposible la paz, peli­
grosa la guerra ; anhelo de orden y m anía rev o lu cio n aria; la
postración que sigue al delirio y la in q u ietu d de la fie b re ; he
aquí la situación de la F ran cia después de diez años de re ­
volución. Un soldado de genio y fo rtuna, que se había in­
m ortalizado en las cam pañas de Italia, que había paseado
su gloriosa nom bradla por los arenales de la S iria y los m ár­
genes del Nilo hasta el pie de las gigantescas pirám ides, se
le presenta y le d ice: «Yo te d aré orden y g lo ria; tú m e d a­
rás tus hijos y tu lib e rta d » ; y la F ran cia le dió sus hijos y
hum illó su cerviz; y el g en eral B onaparte fué desde luego
p rim er cónsul, y en seguida em perador.
One la nación donde se entroniza la dictadura, o se halle
en com pleto aislam iento con respecto a las ilaciones e xtra n ­
jeras, o e n posición m ilitar m u y poderosa.—La independen­
cia de un gobierno es condición indispensable p a ra su p resti­
gio; si ésta le fa lta a la d ictad u ra no podrá lle n a r su misión,
porque la legitim idad y legalidad que no tien e ha m enester
suplirla m ostrándose a los ojos de los pueblos con a te rra d o ra
fuerza, con im ponente grandor. Y el gobierno no es resp eta­
do en el e x tra n je ro si no lo es la n a ció n ; si ésta no es in­
dependiente, no lo será tam poco II el gobierno. La España, y
¿por qué ocultarlo?, la E spaña no se h alla en esta situación,
ni se hallaba tam poco al te rm in a r la gu erra civil. E ra n de­
masiado escandalosas n u estras discordias intestinas, eran de­
masiado públicos los apuros del erario, dem asiado palpable
nuestra desorganización política y a d m in istrativ a, dem asia­
do chocante la com pleta fa lta de m arin a en una posición
peninsular, para que pudiéram os lisonjearnos de no e sta r m ás
o menos som etidos a influencias ex trañ as. A demás, ¿cómo
e ra dable blasonar de independencia, cuando ta n recien­
tem ente pelearan en nuestro suelo legiones inglesas, fran ce­
sas y p o rtu g u e sas; cuando el gobierno hab ía solicitado repe­
tidas veces la cooperación; cuando en las cám aras de F ra n ­
cia servía de etern o tem a a los debates p arlam en tario s, y
hasta de caballo de b atalla a los partidos, la cuestión d e si
se había de in te rv e n ir o no en España? Llegada la nación a
tan doloroso abatim iento, ¿podíam os pensar en una de aque­
llas grandes dictaduras en que un soldado, te rrib le personi­
ficación de un pueblo poderoso, hace tem b lar el m undo con
la fam a d e su nombre?
Vano es prom eterse la independencia contando con la
neutralidad de los vecinos: la no intervención es u n a p ala­
bra v a n a; la diplom acia la em plea, no p ara ex p resar lo que
genuinam ente significa, sino para d a r a e n ten d er que ella
quiere substituirse a la g u erra, que con negociaciones y p ro­
tocolos pretende su p lir las batallas cam pales. P o r lo dem ás,
106 BIOGRAFÍAS [12, 180-182]

nadie d eja de pro cu rar in terv en ir en aquello que le intere­


s a ; y fuera m uy sin g u lar que este interés no existiese tra ­
tándose de u n a nación envuelta en disturbios || civiles, los
cuales, según sea su desenlace, pueden tra e r resultados de la
m ayor trascendencia. En circunstancias críticas, es p ara los
individuos la m ejor g aran tía de independencia la firmeza de
carácter apoyada por la riq u e z a ; para los Estados lo es un
espíritu nacional, fiero y brioso, que cuenta con grandes re­
cursos y tem ible pujanza.
Genio guerrero y político en la persona del dictador.—La
dictad u ra sólo puede ejercerla un m ilita r: la inteligencia y
el carácter por sí solos son insuficientes para dom inar si­
tuaciones difíciles; es necesaria una espada. El brazo sin
cabeza es fuerza b ru ta l; pero la cabeza sin brazo es puro
pensam iento, y en el m undo no rein a el pensam iento solo.
Cuando los más ardientes partidarios de la revolución abo­
gaban por la regencia trin;i andaban guiados por un instinto
m uy certero, pues que, no queriendo un poder demasiado
fu e rte y no siéndoles posible excluir el elem ento m ilitar, tra ­
taban al menos de m ezclarle con otros que le tem plasen y en­
flaqueciesen; pero cuando, perdida la votación y precisados a
d a r sus sufragios a u n a persona sola, favorecían en crecido
núm ero a A rguelles con este acto, que pudiera creerse de des­
esperación y despique, m anifestaron adm irablem ente el ins­
tinto revolucionario: la revolución buscaba un servidor, no un
amo. Mas la revolución tem iendo a E spartero le hacía dema­
siado h o n o r; el secreto d e d e stru ir su fuerza consistía en po­
nerla a p ru e b a : no pocos abogados form ados en el retiro
de su bufete hab rían m ostrado más energía y tesón que el
hom bre criado en la crudeza de los cam pam entos y los peli­
gros de las batallas. ||
L a espada es necesaria, mas no bastante para llen ar las
funciones de la dictadura. Es preciso genio m ilitar, pensa­
m iento organizador al ap restar los ejércitos a la pelea, eléc­
trico al conducirlos al combate, penetrante, vivo, certero, en
el m om ento decisivo p ara la victoria. El entusiasm o del sol­
dado, aquel entusiasm o que le hace m archar a la m u erte vi­
toreando al caudillo que le guía, que nace de la ilim itada
confianza en las av en tajad as cualidades del jefe, inspira
u na ciega obediencia a sus m andatos, coloca a éste en una
situación prepotente y dom inadora, le hace tem ible a los
enemigos interiores y exteriores, le concilia el respeto y ad­
m iración de sus conciudadanos, colocándole en la a ltu ra con­
veniente para que pueda ejercer sin rivales la suprem a ma­
gistratura. U na cilatad a carrera m ilitar llena d e honrosos
servicios, una conducta sin m ancha, largo tiem po de obtener
elevados puestos en el ejército, no son suficientes a form ar
una reputación ap ta p ara la d ic ta d u ra ; es necesaria incon­
[12, 182-184] ESPARTERO 107

testable superioridad sobre todos los dem ás jefes m ilitares,


es necesario el genio p ropiam ente dicho, el genio que con
su brillo deslum brante y fascinador legitim a en cierto modo
la usurpación y encubre la n eg ru ra de la tiran ía con e l es­
plendente m anto de la gloria. Los pueblos no se resignan a
la obediencia de u n poder ilegítim o y a rb itrario sino b ajo
condiciones que los indem nicen de la in ju sticia, y no lleven
consigo el baldón de la ignom inia; y esta indem nización no
puede en contrarse cuando el poder no es capaz de grandes y
provechosos pensam ientos que suplan la ausencia de la le y ;
y esta ignom inia existiera si la com pleta abdicación d e la
libertad, si la I] sum isión a u n a potestad discrecional no es­
tuviese acom pañada del grandor que a la nación com unica
el te n e r a su frente un héroe insigne, si los pueblos preci­
sados, por decirlo así, a som eterse a la ordenanza no creye­
ra n m ilita r bajo una enseña vencedora.
La gloria m ilitar d e slu m b ra ; pero nunca e l m ando del
ejército debe confundirse con la m ag istratu ra su p re m a ; la
organización política de un país jam ás puede te n e r por base
la ordenanza m ilitar. P o r cuyo motivo, a m ás del genio gue­
rrero, ha m enester el dictador el genio político, calidad ra ra
que en pocos se en cu en tra y que difícilm ente se aviene con
los talentos y las inclinaciones de u n soldado.' E n un país
trabajado por las revoluciones, tina capacidad común no basta
para gobernar, porque todos los medios ordinarios se h a n he­
cho in ú tile s ; todos los resortes están g a sta d o s; la m áquina
está desm ontada y ro tas bu en a p arte de sus piezas; es nece­
saria lina ojeada vasta, p en etran te, que ab arq u e el conjunto,
que alcance el conocim iento de cada una de sus p artes, que
so in tern e h asta el corazón de la sociedad, p a ra que, descu­
briendo el m al en su raíz, se aplique a ella e l rem edio. Des­
tru ido el gobierno antiguo y subvertido el orden legal, con­
tin ú a por algún tiem po e l frenesí revolucionario, y p or do
pronto no todos sien ten como conviene la necesidad de llen ar
el hondo vacío. P ero las calam idades públicas, los desastres
continuados, las asonadas sin térm ino, la inq u ietu d y desaso­
siego en que la sociedad se agita, hacen entender, a no ta r­
dar, que es preciso, indispensable, crear un poder, establecer
u n gobierno. Entonces acuden en tropel los em piristas con
sus remedios s e g u r o JJ sus form as legales, su m ilagrosa pa­
nacea, los años pasan, los m ales se aum entan, la nación se
desengaña, el descontento crece; y, desvanecidas las ilusio­
nes y aburridos los ánimos, la nación se en treg a sin reserva
en manos del prim ero que le ofrece g aran tías de orden y es­
tabilidad. Entonces ha sonado la hora do la d ic ta d u ra ; los
pueblos la aceptan au n q u e sea ilegitim a, y hasta previendo
que ella a su voz será tam bién tra n sito ria ; dichosos si en
ta n aciagas circunstancias pueden d a r en una com binación
108 BIOGRAFÍAS [1 2 , 184 186]

feliz donde se en cu en tre la fuerza en manos de la legiti­


m idad...
En España, en 1840, el trono había perdido de su pujanza
y esplendor, mas no había caíd o ; había desorganización so­
cial y política, mas no disolución; el establecim iento de un
gobierno reg u lar por los trám ites ordinarios era difícil, mas
no im posible; la nación ni se h allab a en completo aislam ien­
to con respecto a las extranjeras, ni era m uy poderosa; y,
sobre todo, el hom bre que se halló en oportunidad de dom i­
n a r la siluación carecía en teram en te de genio m ilitar y po­
lítico. Por esto fué imposible la d ictad u ra; por esto no se
verificó en España lo que en Francia e Inglaterra.
Si E spartero hubiese com prendido su posición, si hubiese
conocido bien e l lím ite de su fuerzas y tenido bastante gran­
deza de alm a para som eterse a lo que reclam aban sus debe­
res, cabíale todavía un papel bello, decoroso, b rillan te ; una
especie de dictadura que cubriera de lu stre su persona, real­
zara el esplendor de la diadem a y restitu y era el sosiego a la
nación. Toda vez que el trono no estaba vacante, y que |
estaba ocupado por una huérfana de pocos años, podíase co­
locar a su lado como su adalid m ás decidido y pundonoroso.
Sin descender a la arena de los partidos podía im ponerles
respeto a todos; aquella espada cuyo tem ple respetaban no
pocos podía, sin desenvainarse, p restar a la Reina y al pais
im portantes servicios. Se necesitaba fortalecer el trono, y él
llevaba a su alrededor un ejército de cien m il hom bres que,
desem barazado de las atenciones de la guerra, se podía con­
v e rtir en defensor de las le v e s ; y las facciones anárquicas se
hubieran anonadado, y el orden hu b iera renacido, y quizás
sin nuevos disturbios recobrárase la nación de tantos que­
brantos y desastres. Entonces E spartero rep resen tara el pa­
pel que más entusiasm o excita e n tre los españoles: el de
un soldado leal a u n a R eina niña, el de un caballero que
defiende a una augusta señora.
Jam ás se desperdició más bella ocasión para lab rarse con
facilidad un nom bre ilu stre ; jam ás se m alogró m ejor opor­
tunidad de conservar y ensanchar la gloria ganada an terio r­
m ente. y de d arle una apariencia de g ran d o r y solidez de
que en realidad carecía; jam ás se reunieron más estrecha­
m ente los intereses de una nación y de u n hom bre, si éste
hubiese sabido e n fren ar su desm esurada ambición y consa­
grarse al bien y sosiego de su p atria. Lleno d e riquezas, de
honores y condecoraciones, ocupando el p rim er puesto de la
m ilicia española, lisonjeado por los partidos, tratad o con la
m ayor consideración por la misma Reina, ¿qué m ás podía
desear el soldado de fortuna? ¿Acaso era pequeña satisfac­
ción para un pecho noble la de afianzar el orden público, in­
tim id ar ¡; las facciones, poner coto a las exigencias de los
[1 2 , 186] ESPARTERO 109

partidos, sostener y afirm ar el trono, y co n trib u ir eficazmen­


te a la inauguración de u na e ra de reorganización y de v er­
dadero gobierno? La lealtad, los sentim ientos generosos, los
más sagrados deberes, sus propios intereses, todo se combi­
naba para indicar a E spartero el cam ino q ue debía seg u ir;
todo le am onestaba p a ra que se pusiese en guarda co n tra los
dañosos consejos de sus aduladores, contra las peligrosas ins­
piraciones de la am bición propia.
No era capaz de elevarse a ta n ta a ltu ra el que, sin estre­
mecerse, hacía conducir al suplicio a sus m ás bravos cam ara­
das: aveníase m ejor con sus ideas y sentim ientos el oficio
de c o n sp irad o r; y encum brado al m ando suprem o creyó to-
dav.a que gobernar era conspirar. Sus m ás ard ien tes defen­
sores de otro tiempo, los hom bres que m ás contribuyeron a
ensalzarle, estos mismos nos han dicho lo que encontraron
en su íc o lo ; ellos nos h an hecho espantosas revelaciones al
propio tiem po que, levantándose contra él, lo echaban al
suelo y lo hacían pedazos. Q ue no lo olviden los m ilitares
pundonorosos; todavía h ay leyes que escudar y una hu érfa­
na inocente que d e fe n d e r; la pequeñez de E sp artero ha de­
jado todavía lugar a que aparezcan en la escena figuras
grandiosas y b rillan te s; las am biciones legítim as tienen
abierto un hermoso campo donde el deber anda herm anado
con la g lo ria ; la turbación de los tiem pos no dejará de b rin ­
d a r con oportunas ocasiones a los pechos generosos. ||
110 BIOGRAFÍAS 112, 187-188 J

ARTICULO 4.°

E spartero ge burilando

S u m a rio . —La Regencia provisional en sus relaciones con los partí-


dog, c o t í el Trono y la noción. Errores de la Regencia provisio­
nal. Su manifiesto. Lo muy impolítico fli este documento. Sus
ataques al partido moderado. Sus indecorosas alusiones al Tr J-
no. Espartero y la religión. Negocio del viceg eren te de la N u n ­
ciatura apostólica, don José R a m íre z de ArdlílnC). Sinrazón e
injusticia del gobierno en este grave negocio. Docum entos justi­
ficativos. Conducía de Espartero con el Papa. Alocución riel
Sumo Pontífice en el consistorio secreto de 1.» de marzo de 1841.
Manifiesto del gobierno del 30 de julio del mismo año. Su? r e ­
criminación es contra el Sumo Pontífice. Trata al Papa de una
manera indecente Calumnia sus intenciones. Negocio de la
«Obra de la Propagación de la Fe». Documento justificativo
Proyectos cismáticos. Indicios que de largo tiempo andaban re­
velando intenciones siniestras. Docum entos justificativos. Pro­
yecto del señor Alonso sobre jurisdicción eclesiástica presentado
en la sesión de diputados en 31 de diciem bre de 1B42. Su expo­
sición y sus artículos Otro proyecto del señor Alonso presen­
tado en la sesión de 10 de enero de 1842. Su carácter cism ático.
Espartero y Napoleón comparados c it r e si coii respecto a la
Iglesia. Notables palabras de Napoleón en Santa Elena. D ife­
rencia entre la España y la Francia con respecto a la posibilidad
de un cism;i. Conducta de Bonaparte sobre este particular. No­
table pasaje de Botta en su Historia de Italia- ||

La R e g e n c ia p r o v is io n a l e n s u s r e la c i o n e s c o n l o s p a r tid o s ,
co n e l T h o n o y la n a c ió n

Después del triu n fo de septiem bre, el p rim er pensamien­


to que debía ocurrir, no diremos a un hom bre de genio ex tra­
ordinario. pero ni siquiera de talento m edianam ente previ­
sor, era el de hacer olvidar los sucesos anteriores, tender
sobre ellos un velo, logrando de esta su erte o cu ltar su ilegi­
tim idad, y sobre todo p rep arar los ánim os a la reconcilia­
ción y a la calma. Este sistem a deb a comenzar a plantearlo
el presidente ¿e la Regencia provisional y llevarlo a cabo el
regente único.
Veamos cómo se llenó este objeto. El p rim er acto de la
Rege icia provisional fué una serie de recrim inaciones las
más duras, una tea de discordia arro jad a en medio de la na­
ción para que las pasiones, ya tan encendidas, se inflamasen
todavía m ás y llegasen al colmo de la exasperación y del
furor.
[1 2 , 1 8 8 -1 9 0 ] ESPARTERO 111

Y a que se h ab ía derrocado a un partid o num eroso, que


contaba en su seno reputaciones ilustres, y a q ue los venci­
dos se hallaban a la sazón b ajo la m ano de las Juntas, o es­
condidos, o buscando u n asilo en países extranjeros, n a tu ­
ral parecía que el gobierno suprem o los tra ta se eon alguna
consideración e indulgencia, o dism inuyendo la gravedad
de los cargos que se les d irig ían , o salvando la intención sí
se querían condenar los actos. La Regencia provisional, a
cuya cabeza se hallaba E spartero, y que estaba personificada
en el jefe de los ejércitos, tom ó el cam ino |¡ directam ente
opuesto; buscó las p alab ras m ás du ras p ara añ ad ir aflicción
al afligido, para h acer m ás hu m illan te su derrota, p ara con­
citar contra él las pasiones revolucionarias. V éase cómo se
expresaba en su famoso m anifiesto de M adrid del 2 de no­
viem bre de 1840:
«A nadie parecía ya posible que la nación se salvase de
la re d en que la ten ían en v u elta los enem igos de sus dere­
chos: ocupados tenían todos los resortes y medios de go­
bierno, dom inando exclusivam ente en los cuerpos legislati­
vos por m edio de m ayorías facticias artificiosam ente combi­
nadas ; entregados los m inisterios a ciegos esclavos suyos, y
lo que era aún m ás triste, seducido y enconado a fu erza de
sugestiones insidiosas el po d er suprem o del Estado, Y a los
españoles veían v en ir el m om ento ce rep etirse el escándalo
del año 14; y por descanso de siete años de fatigas y de com­
bates, y por recom pensa a su constancia, a su fidelidad y
servicios, contem plábanse atados o tra vez al yugo de la ser­
vidum bre con los lazos form ados por su m ism a lealtad.
»Pero al v e r am enazada de m u e rte la Constitución en que
la España tenía cifrada la estabilidad de su fo rtuna, el pue­
blo de M adrid exclamó d en odadam ente: Eso no, y se arro jó
a la arena para defender ileso el cepósito de su libertad.
Eso no, repitieron las provincias y el ejército, respondiendo
bizarram ente a aquel noble llam am ien to ; y a u n a voz los
españoles todos que am an la paz, el decoro y el bien de su
pais dijeron re su e lta m e n te : Eso no. P uestos asi, de u n a p a r­
te la ley fund am en tal con la nación e itera alrededor, y de
la otra el gobierno con sus consejos y proyectos Ir infelices,
el gobierno se estrem eció de verse solo, y, abandonando el
campo que ya no podía m an ten er, dejó a la nación libre y a
la C onstitución vencedora.»
C uando se debía p ro cu rar la reconciliación de los p a rti­
dos se echa un guante al derribado, se le declara perju ro , se
le precisa a salir a la palestra, y a que no con las arm as, al
menos para defenderse de las im putaciones que le hace el
mismo gobierno. ¿Cómo q u ería E spartero conservar su dig­
nidad si em pezaba calum niando, hasta el p in to de p recisa-
112 BIOGRAFÍAS [12, 190-192]

a los agraviados a que le desm intiesen con una ruidosa pro­


testa? 1 |[
H asta el m ism o B onaparte se ocupó en los prim eros días
de su gobierno de an u d ar las relaciones con las dem ás po­
tencias; E spartero comenzó dirigiéndoles una am enaza tan
innecesaria como im potente.
«Las naciones todas, decia la Regencia, respetan a un pue­
blo que, después de haberse dado una ley fundam ental, irabc
sostenerla con Ira las oscilaciones e inquietudes de dentro,
y está resuelta a rep eler arm ada y unida en masa los am a­
gos y las am enazas de afuera.»
N ada hay en aquel m alaventurado escrito que pudiese
excitar el entusiasm o ni aun las sim palías de los españoles,
porque, si bien se hace en él un recuerdo de la gloriosa gue­
rra de la independencia, se hiere " vivam ente la susceptibi­
lidad m onárquica de este gran pueblo, que, ya que sabe su ­
fr ir con sensata longanim idad las flaquezas de sus reyes, no
puede m enos de llevar muy a m al que se rem uevan y se ex-

1 « M a n i f e s t a c i ó n . — Los que suscriben, individuos que han sido


del últim o Congreso de diputados, y que han acostumbrado a votar
con su m ayoría, no habían creído hasta ahora oportuno contestar
a los diversos cargos y acusaciones que les han dirigido algunas
juntas y corporaciones populares en sus alocuciones y manifiestos.
Seguros con el testim onio de su conciencia, y mirando aquellas acu­
saciones o como desahogos del espíritu de partido, o como recunsos
y medios necesarios de propia justificación, aguardaban tranquilos
e l juicio del país y el fallo imparcial de la posteridad. Pero han
creído ahora de sú obligación romper e l silencio, al ver que el
Consejo de ministros que ha nombrado Su Majestad la augusta R ei­
na Doña M aría C ristina de Borbón, y con arreglo al articulo 58 de
la Constitución, gobierna provisionalm ente e l reino hasta e l nom­
bramiento de la Regencia, ha estam pado en un manifiesto, que ha
dirigido a los españoles, las cláusulas siguientes:
«A nadie parecía ya posible que la nación se salvase de la red
en que la tenían envuelta los enem igos de sus derechos: ocupados
tenían todos los resortes y medios de gobierno, dominando exclusi­
vam ente en los cuerpos legislativos por m edio de mayorías facti­
cias artificiosam ente combinadas; entregados los m inisterios a c ie ­
gos esclavos suyos, y lo que es aún más triste, seducido y enconado
el poder supremo del Estado. Ya las españoles veían venir el mo­
m ento de repetirse el escándalo del año 14. y por descanso de siete
años de fatigas y de combates, y por recompensa a su constancia,
a su fidelidad y servicios, contem plábanse atados otra vez al yugo
de la servidumbre con los lazos [orinados por su misma lealtad.»
«Las acusaciones en este párrafo contenidas son graves. Lo son
en sí mismas, y lo son por emanar del gobierno que a nombre de
Su Majestad La Reina está rigiendo la monarquía. Los que suscriben
declaran bajo su honor, por lo que a ellos toca, que son de todo
punto falsas; y crcen que no deben permi'.ír que su silencio pueda
en ningún tiem po alegarse como prueba de unas aserciones que no
se fundan en ninguna otra. Por lo mismo, protestan ante los co­
legios electorales que los han nombrado, protestan ant¿ la nación
y protestan a 1<» faz del mundo entero contra sem ejantes im putacio­
nes, seguros de que ni el Consejo de m inistros ni nadie, ni ahora
[12, 192-193] ESPARTERO 113

pongan al ludibrio público, cenizas augustas. La severidad


de la historia im pone al escritor deberes penosos, obligándo­
le a consignar hechos que caen como negra m ancha sobre
el rostro de elevados personajes: pero nunca, jam ás, fué lí­
cito a u n gobierno suprem o, hablando a la nación, recordar
las escenas lam entables que d eslu straro n un día el regio a l­
cázar. ¡Que intención conducía la plum a del au to r del m a­
nifiesto cuando decía! :
«Treinta y tres años ha que en estos mismos días se dió la
señal a las agitaciones que nos com baten con el desorden y
las pasiones que h ervían en la fam ilia real, antes ocultas en
los lares domésticos, y estallando entonces de pronto y m a­
nifestándose al público con una violencia y un escándalo
nunca vistos entre nosotros. El heredero del trono acusado
de parricida |l por su p a d re : ¡el m onarca destronado cinco
meses después por su h ijo !» ... Colocados a las g rad as del
trono, ejerciendo el poder en nom bre de la augusta h ija de
cien reyes, ¿era conveniente, efti decoroso, era siquiera to­
lerable que recordarais el desorden y pasiones que hervían
en la fam ilia real, y las violencias y escándalos nunca vis­
tos? ¿T an poco respeto nos inspiraba la augusta h u érfan a,
que en su presencia, y ejerciendo sus veces, le echasen en
cara que su padre destronó a su abuelo y que fue por este
acusado de parricida? ¿No os hab íais cebado b astan te con el
infortunio de la esposa, que debieseis p re sen ta r al m undo a
su difunto esposo como e l m ayor de los crim inales? No, no
era éste ciertam ente el cam ino p ara conciliaros la benevo­
lencia del pueblo español, que en grado tan em inente posee
las dotes de am o r a sus reyes, de respeto y generosa hidal­
guía con todo linaje de infortunios.

ni nunca, podrá presentar la más ligera prueba de tan graves


como gratuitas e inconcebibles acusaciones. Madrid, 6 de noviem bre
de 1840.
»Pablo A y a la y Moría, ex diputado por Jaén. M ariano Roca To-
gores, ex diputado por Murcia. Diego L ó p e z Ballesteros, ex diputa­
do por Pontevedra. Pedro José Pidal, ex diputado por Oviedo. .J- Et
d u que de Gor, ex diputado por Granada. A le ja n d ro M on, ex dipu­
tado por Oviedo. Juan Pablo R iv ed . ex diputado por Navarra. R a ­
m ón L ópez V asquez, ex diputado por Pontevedra. Juan Palarea, ex
diputado por Murcia. Florencio G arcía Goyena, ex diputado por N a­
varra. José M uñoz de Sa?i Petíro, e x diputado por Cáceres. Fran­
cisco Tam és H evía, ex diputado por Oviedo. Francisco C a r d a H id a l­
go, e x diputado por Alm ería. R afael D íaz A rg u elles, e x diputado por
Oviedo. R ufino Corría Carrasco, e x diputado por Cáceres. Ju a n M o­
desto de la Mota, ex diputado por Albacete. Dief/o de A lv e a r , ex
diputado par Córdoba. J o a q u ín Eugenio de Castro, ex diputado por
Orense. Diego Medrarlo, ex diputado por Ciudad Real. G regorio P é­
rez Aloe, ex diputado por Badajoz. Luis Armero, ex diputado por
Pontevedra. Francisco Curado, ex diputado por Jaén. M iguel J o v en
de ¿'alas, ex diputado por Canarias. A n to n io de los Jiíos, ex diputa­
do por Córdoba. Juan F ernández del Pino, ex diputado por Málaga.»
8
114 BIOGRAFÍAS [12, 193-195]

E spartero y la r e l ig ió n

Negocio del vicegerente de la N unciatura

La nueva situación le ofrecía a E spartero una excelente


oportunidad para a tra e rse muchos partidarios, supuesto que,
habiendo tan to que re p a ra r y ordenar, bastábale dedicarse
a un punto cualquiera de estas reparaciones y arreglos para
que desde luego se hubiese creído que tratab a de inau g u rar
una era de gobierno. H asta se le hubiera disimulado cierta
tim idez c irresolución en acom eter la gloriosa em presa, [|
atribuyéndolo a consideraciones que la fuerza de las circuns­
tancias le im ponía con respecto a la revolución, y a la polí­
tica previsora y cuerda que andaba preparando lentam ente
el cam ino para llegar al punto deseado.
La exacerbación a que habían sido conducidas las cues­
tiones religiosas por las desacertadas e injustas m edidas de
los gobiernos anteriores, y sobre todo por los atropellam ien-
tos y desm anes a que se habían arrojado las ju n tas en el
pronunciam iento de septiem bre, b rin d ab an al jefe del nue­
vo gobierno con hermosísima ocasión p ara que sin ladearse
a ningún partido, ni infringir la Constitución, sin que se le
pudiese tach ar de reacción, se a trajese las sim patías de todos
lus hom bres religiosos y m ereciese la aprobación y asenti­
m iento de los sensatos, cualesquiera que fueran sus opiniones
sobre tan graves m aterias. Creyóse que tom ando el camino
directam ente opuesto se añanzaba la situación creada por
el pronunciam iento, lisonjeando las pasiones revoluciona­
rias ; y en realidad no se logró contener a éstas, y adem ás se
presentó d e 'ta n mal aspecto el nuevo gobierno a los ojos de
la inm ensa m ayoría de los españoles, que ya se hacía muy
difícil rehabilitarlo para lo sucesivo en el trib u n al de la
opinión pública.
El vicegerente de la N unciatura apostólica, don José R a­
m írez de A rellano, no pudo m irar con indiferencia los aten­
tados cometidos por las ju n tas contra las cosas y las perso­
nas eclesiásticas, y en cum plim iento de su deber dirigió, con
fecha 5 de noviem bre de 1840, u na a ten ta comunicación al
excelentísim o señor secretario del Despacho del Estado, en
que se lam entaba || en térm inos sentidos, pero m uy m esu­
rados, de que la Ju n ta de M adrid hubiese suspendido a don
M anuel Ribote. don Ju liá n Pinera y don Félix José Reinoso,
jueces del Tribunal de la Rota, a don A ntonio R am írez de
A rellano, de abreviador interino, y aun al mismo comuni­
cante. de la fiscalía de la N u n ciatu ra; bien que hacía notar
el señor vicegerente que, en cuanto a esto último, no había
[1 2 , 1 9 5 -1 9 6 ] ESPARTERO 115

podido su rtir efecto la providencia de la J u n ta , porque ha­


d a Veintiún meses que él había cesado en el ejercicio de las
funciones de fiscal, por ser éstas incom patibles con las de la
vi ce ge re n d a , añadiendo que las desem peñaba don José Ma­
nuel Gallego, m inistro honorario d el T rib u n al de la Rota.
Las razones alegadas por el señor de A rellano no tienen
réplica, siendo adem ás rep arab le que procuró salv ar la bue­
na fe de la m ism a Ju n ta atrib u y en d o su providencia a que
no estaría enterad a del modo y form a con que existía en
estos reinos el m encionado trib u n al.
«La Ju n ta, sin duda, al d ictar u n a m edida sem ejante, dice
la citada comunicación, debió creer de buena fe que estaba
sujeta a sus determ inaciones civiles, p orque nada tiene de
extraño que no supiesen los individuos que la componen que
el T rib u n al de la R ota existe en estos reinos y en la capital
de la m onarquía en v irtu d de u n a ley canónica. En efecto,
un breve de nuestro santísim o P ad re C lem ente X, de feliz
recordación, su fecha 26 de m arzo de 1771, le creó m otu pro-
prio. Los jueces que le h an de com poner no son de n o m b ra­
m iento re a l: se reservó Su Santidad hacerlo a presentación
dei R ey de España, como tam bién se reservó las plazas de
asesor, a udito r d e l Nuncio, de fiscal !l de la N unciatura y de
la Rota, y la de abre viador, recayendo en personas que sean
del agrado y aceptación de Su M ajestad. Como de n o m b ra-'
m iento de Su S antidad, y d el rango que ocupan en el orden
jerárquico de la Ifilesia son inam ovibles, no pueden reem p la­
zarse por la potestad civil, y vacan sólo por m uerte, ascenso,
renuncia o deposición canónica, que no puede efectuarse le­
galm ente sin form ación de causa y por sentencia que m e ­
rezca ejecución.
»E1 trib u n al es apostólico; sus jueces lo son ig u alm en te;
ejercen la autoridad pontificia, conocen de causas p u ram en ­
te eclesiásticas, en n ad a se m ezclan en las atribuciones c iv i­
les. y no tienen influencia alg u n a en el orden político. Es
m uy im portan te que desem peñen sus cargos p ara que no
padezca retraso la p ro n ta adm inistración de ju s tic ia ; pues
ha quedado uno en cada sala de las dos que com ponen el
tribunal, y me prom eto de la rectitud de V uestra Excelencia
que, elevándolo a conocimiento de la Regencia del Reino, se
dictará la oportuna m edida p a ra que se lev an te la suspen­
sión y concurran todos los individuos a l exacto desem peño
de sus respectivos cargos.»
Estas palabras son la m ejo r contestación al trem endo dic­
tam en de los fiscales don José Alonso y don Jo aq u ín M aría
López, que provocó la consulta del T rib u n al Suprem o da
Justicia de 26 de diciem bre de 1840. conform e al cual la
Regencia provisional del Reino expidió el decreto de 29 del
propio mes y año, de que nos ocuparem os más abajo.
116 BIOGRAFÍAS [13, 196-198)

Cumplidos los deberes que le im ponía la vicegerencia, no


pudo el señor de A rellano abstenerse de hacer al m inistro
una comedida reclam ación contra II los destierros, confina­
m ientos y deposiciones que se habían perm itido v a r’as
Juntas.
«Yo quisiera, dice, dispensarm e de angustiar más el co­
razón católico de V uestra Excclcncia con los hechos a que
han avanzado otras Ju n tas, porque no tocan inm ediatam en­
te al m inisterio d el cargo de V uestra Excelencia; pero esta
vicegerencia no tiene otro conducto p ara entenderse con la
Regencia del Reino. La de D íceres ha desterrado y confina­
do a su propio reverendo o b isp o ; las de G ranada, La Coruña.
Málaga, Ciudad Real y otras han depuesto al deán, digni­
dades, canónicos de las santas iglesias, de las colegiatas, cu­
ras y dem ás m inistros del Suntuario, y han puesto otros en
su lugar. Si estos hechos fuesen de los que pudieran to lerar­
se v llorarse en secreto, c a lla ría ; pero es h arto obvio a
V uestra Excelencia que se ha invadido el territo rio de la
Iglesia y se ha trastornado el orden que Dios ha establecido
para g o b e rn a rla ; pues que establecer sus m inistros, desti­
tuirlos o suspenderlos, con causa, es potestad que la compe­
te exclusivam ente. El subordinar la potestad de los pastores,
jueces y dem ás m inistros en cuanto a su ejercicio y sus fun­
ciones a la potestad tem poral, es lo nvsm o que no reconocer­
la. V uestra Excelencia no ignora que se ha tom ado un camino
intransitable, en el que los hom bres verdaderam ente católi­
cos están persuadidos que la Regencia le rep arará librando a
los Heles del cisma en que indefectiblem ente se caería, si se
intentase que se cam inase por é l; porque los beneficios to­
dos que están conferidos con título perpetuo por m edio de la
colación que se dió a los agraciados no pueden ser suspen­
sos ni destituidos sino p or sus legítimos obispos, y con for­
m ación de causa, sin que |l m ientras vivan, no m ediando
ésta, puedan recibir otros misión alguna legítim a. Es muy
clara la m ateria p ara que me detenga en alegar ra z o n es: es­
tán al alcance de la Regencia, y por lo mismo confío en su
catolicismo y me prom eto una contestación satisfactoria, tri­
butando e n tre tanto a Su Excelencia los respetos de la m ás
alta consideración.»
Si no hubiesen pesado en el ánim o de la Regencia las ra­
zones canónicas alegadas p o r el vicegerente, debía, cuando
menos por motivos de hum anidad, aten d er a reclamaciones
tan justas ; pero obraba en las altas regiones del poder un
espíritu m ezquino y revolucionario, y asi se prefirió hacer ne­
gocio ruidoso y em plear como tea de discordia lo mismo que
servir pudiera para calm ar los ánimos y tra n q u ilizar las con­
ciencias. A presurábase el gobierno a adoptar todo cuanto
podía herir la susceptibilidad religiosa de los esp añ o les;
[1 2 , 198-2 0 0 J ESPARTERO 117

pues que en los prim eros mom entos de su establecim iento en


la capital, cuando al parecer debían llam arle la atención
tantos y tan graves negocias, se ocupaba, no obstante, en to ­
m ar bajo su protección a un gobernador eclesiástico, que
había em itido en actos judiciales proposiciones que el cabil­
do de la catedral había creído dignas de censura, y d en u n ­
ciándolas en consecuencia a la au to rid ad eclesiástica por re­
dolentes e t sapientes haeresim . L a Regencia provisional, no
obstante hallarse encausado dicho señor, m andó p o r con­
ducto de la secretaría de G racia y J u stic ia que se encargase
del gobierno eclesiástico. lo que movió o tra com unicación
del señor don José R am írez de A rellano, de fecha 20 del
propio mes, donde exponía, con el debido com edim iento, las
razones que I' im posibilitaban al pretendido gobernador para
que pudiese encargarse del gobierno de la diócesis®.
Tan desatentadam ente se había em peñado la Regencia
provisional en llev ar a cabo su m alhadado sistem a, que al
parecer andaba buscando todos los medios de p e rtu rb a r las
conciencias. Con fecha 14 del mismo noviem bre expidióse
un decreto por la secretaría de la G obernación, establecien­
do veinticuatro p arro q u ias en la Corte, y acompafianc.o el
acto innovador con do ctrin as anticatólicas, o cuando menos
susceptibles de m uy m al sentido. Así lo evidenció el mismo

: s V i c e g e r e n c i a de l a N u n c i a t u r a A P O S ió u c A . — E xcelentísim o s e ­
ñor.—El decreto de la Regencia provisional del Reino expedido por
la secretada de Gracia y Justicia en 1.» del corriente, para que don
Valentín Ortigosa se encargue del gobierno eclesiástico d el obispa­
do de Málaga, no puede surtir otro efecto canónico que turbar las
conciencias de aquellos fieles, hacer nulos todos sus actos y causar
males espirituales sin cuento en aquel territorio. Don V alentín O r­
tigosa no tiene misión ni puede recibirla para gobernar la diócesis
de Málaga, porque lo prohíben los sagrados cánones y las determ i­
naciones pontificias. La diócesis de Málaga tiene un vicario capitu­
lar canónicam ente electo, y la Iglesia no perm ite que otro se intru­
se obstinadamente sin que experim ente su reprobación. Ha em itido
en actos judiciales proposiciones que el cabildo de M álaga ha creido
que no están exentas de censura, y las ha denunciado a la autori­
dad eclesiástica en concepto de tenerlas por redolentes et sapiente*
haeresim Está encausado por lo mismo, y censuradas en su contra
según tengo entendido; no es posible, pues, que se adm ita como
doctor y m aestro al que no enseña doctrina pura según entiende el
que tiene en sí radicalm ente la jurisdicción en Sede Vacante. Son
demasiado públicos los antecedentes en esta linea de don V alentín
Ortigosa, y la prensa periódica se ha ocupado de ellos con repeti­
ción. Me parece que no pueden ser desconocidos a los individuos
que componen la Regencia, y por lo mism o me prom eto de su sabi­
duría que lo tomarán en consideración, y acordarán la correspon­
diente medida para que no ejerza acto alguno en un territurio para
el que no se halla enviado por la Iglesia, única que puede dar ju­
risdicción en las m aterias de su competencia.—Dios guarde a Vues­
tra E xcelen ciam uchos años. Madrid, 20 de noviem bre de 1840.—E x­
celentísim o señor.—José Ram írez de Arellano.—Excelentísim o señor
primer secretario de Estado y del Despacho.»
118 b io g r a f ía s [12, 2 0 0 -2 0 2 ]

vicegerente en otra comunicación que, con fecha de 17 del


mismo mes, dirigió ;il excelentísim o señor p rim er secretario
de Estado y del Despacho, en la cu al probaba que el men­
cionado dccrcto era contrario a los sagrados cánones, y que
de ninguna m an era podía s u rtir efecto, ya por la. incompe­
tencia de la potestad civil, y a tam bién p or la situación par­
ticular en que se h allab a el A rzobispado*. ||
Como un desacierto conduce a otro, se había empeorado
en pocos días la situación de la Regencia con respecto a los
negocios eclesiásticos. Así es que cuando en 5 de noviem bre
podia hacer un acto de ju sticia y de hum anidad, sin verse
precisada a revocar sus propios decretos y sólo atendiendo a
las reclam aciones del vicegerente p ara que se reparasen los
desm anes de las ju n tas, ahora por las comunicaciones de
17 y de 20 de noviem bre se ve m ás y m ás estrechada por el
señor R am írez de A rellano, y en la a ltern ativ a de retroce­
d er o lanzarse a un escandaloso rom pim iento. No era difícil
adivinar que se adoptaría e l últim o extrem o, dado que se
andaba a caza de ocasiones en que se pudiera lucir el lujo
de persecución religiosa. |] No se hizo esperar mucho la m al­
hadada resolución, pues que al día siguiente de la comuni­

3 «V ickgürl' ncia de i * N u n c i a t u f a a p o s t ó l i c a . —E xcelentísim o se­


ñor.—tíl decreto de la Regencia provisional del Reino expedido por
la Secretaría de la Gobernación en 14 d-?l corriente, estableciendo
veint.icnini.ro parroquias en esta Corte, por estar persuadido de que
el asunto de divisiones territoriales en lo eclesiástico es de disciplina
externa y de la legítim a competencia de la potestad civil, me impo­
ne el deber, como vicegerente de La Nunciatura apostólica en estos
Reinos, de hacer presenta a Vuestra Excelencia para que se sirva
elevarlo a conocim iento de la Regencia del Reino, que esta propo­
sición puede ser susceptible de diversos sentido.®, pues si sólo abra­
za La facultad de hacer presente a los reverendos obispos lo con­
veniente que será distribuir de este u otro modo el territorio pa­
rroquial dejando a sil autoridad la determ inación que conceptúe
necesaria, conforme a lo prescrito por los sagrados cánonesTes cierta
y está fuera deL alcance de toda censura ; pero sí en ella se quiere
dar a entender que la disciplina exterior de La Iglesia es de la com­
petencia legítim a de la potestad civil, de modo que ésta pueda mu­
darla y establecerla como m ejor le pareciere, es doctrina que está
condenada» y no es licito a los católicos profesarla.
»T_,a demarcación d j las parroquias de esta capital está hecha
por ln autoridad eclesiástica corno de su competencia; las de todas
las diócesis del Reino lo están por sus reverendos obispos como ob­
jeto de su jurisdicción, y a óstos atribuye el Concilio de Trcnto la
autoridad de variarla.
^Jesucristo, al tiempo que instituyó su Iglesia, concedió a los
apóstoles y a sus sucesores una potestad independiente de toda
otra, que ha sido reconocida unánim emente par lodos los padres
con Osio y San Atanasio, cuando previnieron a los emperadores
que no se m ezclasen en los asuntos eclesiásticos.
»Ln división de los partidos para la jurisdicción civil de ningún
mnd<j «írve de regla para fijar la extensión y lím ites de la juris­
dicción eclesiástica: díce San Ignacio 1 que no se ha tenido por
conveniente que la Iglesia de Dios s? sujete a las mudanzas intro-
[13, 202-203] ESPARTERO 119

cación del señor R am írez de A rellano, relativ a a don Va­


lentín O rtigosa, se notició al vicegerente, e n térm inos secos
y desabridos, que la Regencia provisional del R eino había
acordado p asar el negocio al T rib u n al Suprem o de Justicia,
previniendo a dicho señor que no se le a d m itiría ninguna
o tra comunica d o n hasta que, oído el T ribunal, se tom ase la
resolución conveniente *.
Cuando la Regencia provisional determ inó d a r este paso
lo hizo sin d u d a con previsión de todo lo que había de su­
ceder; siendo notable que no se pasaron al T rib u n al Supre­
mo todas las comunicaciones d el vicegerente, sino la relativ a
a l negocio del señor don V alentín O rtigosa, como deseando
concentrar la atención sobre lo q ue podía d a r lu g ar a m ás
am plias consideraciones en el dictam en fiscal, con respecto
a gravísim os puntos de dogm a y disciplina. ||
El negocio tuvo el lam entable resultado que desde un
principio era fácil p re v e r; opinaron los fiscales, como se su­
pone, contra la conducta del vicegerente, calificándola con
los térm inos más duros, no salvando siquiera su intención,
y h asla achacándole m ala fe y hostilidad bastante evidente
al gobierno, o sea a lo Regencia. El T rib u n al, de conform idad
con sus fiscales, y adoptando las razones en que éstos se
fundaban, propuso a la Regencia las medidas que se adopta­
ron en el decreto de 29 de diciem bre, llevando todavía más
allá que los fiscales la anim osidad co n tra el vicegerente. Es­
tos, al proponer el ex trañ am ien to del R eino y ocupación de
tem poralidades, lo hacían con cierta t'm idez, indicando que

ducidas por necesidad en el gobierno civil, pues que los honores y


divisiones eclesiásticas no dependen de las que tenga a bien esta­
blecer el Emperador por sus intereses.
»En la actualidad en este Arzobispado nada puede hacerse aún
por la autoridad eclesiástica, porque se halla vacante la S illa . y,
según prescribe el Concilio de Trento citado, en este estado nada
puede innovarse.
«El infrascrito se promete d¿ la bondad de Vuestra Excelencia
que influirá en e l ánimo de la ñegencia provisional del Reino para
que se aclare en favor de la potestad de la Iglesia el verdadero
sentido de la proposición c ita d a ; y que se mande que se espere a
que se llene la Silla para tratar asunto tan importante cual corres­
ponde, que nu dudo será conforme a los deseos del Gobierno.— Dios
guarde a Vuestra Excelencia muchos anos. Madrid, 17 de noviem ­
bre da 1640.—E xcelentísim o señor.—José Ramírez de Arellano.—E x­
celentísim o señor primer secretario de Estado y del Despacho.»
1 «lim o. Sr : La Regencia provisional del Reino ha acordado
pasar al Tribunal Suprem o de Justicia la com unicación ds V. S. I. de
fecha de ayer, juntam ente con el expediente relativo a la autoriza­
ción de V. S. I. para ejercer la Vicegerencia, a fin de que dé su
dictam en; resolviendo, además, que, hasta que oído el Tribunal se
tome la resolución conveniente, no s a d m i t a ninguna otra com uni­
cación de V. S. I. Lo que de orden de la m isn a Regencia digo a
V. S. I. para su con jeinoiento—Dios, etc.—Palacio. 21 de noviem bre
de 1840—Al vicegerente de la Nunciatura apostólica.»
120 BIOGRAFÍAS [12, 203-204]

quizás sería bastante que se le rep ren d iera y desaprobara su


conducta en térm inos enérgicos y conminatorios, haciéndole
e n tender que se le im pondrían aquellas penas si por cual­
quier medio o concepto volviese a im pugnar las resoluciones
del g o b ie rn o ; mas el T rib u n al propuso a secas que el señor
R am írez de A rellano fuese extrañado de estos reinos y ocu­
padas sus tem poralidades. La Regencia adoptó en todas sus
p artes la consulta del T rib u n al Suprem o, y en su consecuen­
cia expidió el famoso decreto en que se m andaba cesar al
señor de A rellano en la viccgerencia, se aprobaba en todas
sus partes el dictam en del T ribunal en lo relativo al asunto
del señor don V alentín O rtigosa, se m andaba cerra r la N un­
ciatura, se disponía que cesase el T rib u n al de la Rota, y, en
fin, se extrañab a de estos reinos a don José R am írez de Are-
llano, ocupando y reteniendo sus rentas eclesiásticas y los
sueldos y obvenciones que recibía del Estado, y cualesquie­
ra || o tras tem poralidades que como eclesiástico le corres­
pondieran \
Las disposiciones contenidas en el m encionado decreto se
efectuaron del modo más pronto y ruidoso que decirse pue­
da. Es hasta ridículo ver aquella ostentación de actividad y
energía p a ra e x tra ñ a r al vicegerente de la N unciatura, cual
si se tra ta se de una persona cuya presencia en la capital pu­
diera com prom eter por instantes la tran q u ilid ad de la na­
ción. Después que hemos visto ta n ta hum illación a n te las
exigencias y desm anes de la G ran B retaña, tan tas vergon­

3 «Atendiendo a los sólidos fundamentos de la consulta del Tri­


bunal Supremo de Justicia, de 26 del actual, la Regencia provisional
del Reino, a nombre y en la menor edad de Su Majestad la Reina
Doña Isabel II, vien e en decretar:
»1.° Se declara insubsistente, y en casa necesario se revoca el
asentim iento regio para que don José Ramírez de Arellano despa­
chase los negocios de la Nunciatura apostólica en estos Reinos.
d2.° Cesará inm ediatam ente este sujeto en la Vicegerencia, y se
declara que, aunque hubiese tenido una personalidad legal, no se re­
conocería en él el derecho de oficiar a l Gobierno en los términos
en que lo hizo por sus comunicaciones de 5. 17 y 20 de noviembre
último. ' , .
»3.® Se aprueba en todas sus partes el dictam en del referido Tri­
bunal Supremo de Justicia en lo relativo a la orden comunicada
por el Ministerio de Gracia y Justicia en 1.° del citado mes, y a lo
demás concerniente al asunto del reverendo obispo electo de Má­
laga don Valentín Ortigosa, con las prevenciones y protestas que
propone dicho Tribunal.
b4.° Se procederá a cerrar la Nunciatura y se dispondrá que cese
el Tribunal de la Rota, poniéndose en segura custodia lodos sus pa­
peles, archivos y efectos; y recogiéndose los breves de 11 y 14 de
marzo de 1839 que conferían ciertas facultades al Ramírez de Are-
llano, en las cuales cesa, pero sin que por ello se cause perjuicio a
los actos ya consumados en favor de terceros.
»5." El Tribunal Supremo de Justicia, previa la instrucción del
oportuno expediente, consultará lo que se le ofrezca y parezca para
[12, 2 0 4 -2 0 6 ] ESPARTERO 121

zosas transacciones con los motines, ta n ta im potencia, ta n ­


ta indecisión y tim idez a la vista de graves peligros, es cu­
rioso recordar ¡a firm eza y valentía de |] que se hacía gala
para un eclesiástico indefenso. Sin dem ora debía nom brarse
un jefe que se hiciese cargo y respondiera de la persona
del señor R am írez de A rellano. y que con la fuerza de un
subalterno y veinte caballos del ejército le condujese a la
frontera, y en e l e n tre ta n to que se prep arab a para em p ren ­
der la m archa el jefe nom brado por el capitán general, de­
bía quedar encargado de la custodia del señor R am írez de
A rellano el sargento m ayor de la plaza, quien debía h acer la
entrega del mismo ai citado jefe. La orden es com unicada
el 31 de diciem bre, y el señor de A rellano salía de M adrid a
las seis de la m añ an a deí día 1.“ de enero. H ay en estos su­
cesos ta n ta pequenez, que ni siquiera m erecen que los ca­
lifiquemos de injustos y crueles. |

C onducta de E spartero con el Papa

Tan tem eraria conducta no podía menos de producir fru ­


tos m uy amargos. En e fe c to : Su S antidad, cuyo ánim o a lta ­
m ente afligido por los excesos de la revolución d u ra n te seis
años, estaba siguiendo con ansiosa m irada el curso que iba i
a tom ar los negocios u n a vez concluida la gu erra civil, se
alarmó, no sin justísim o m otivo, al v e r la m archa a n tirre li­
giosa y perseguidora em prendida por la Regencia provisional.
S em ejante conducta debía causar ta n ta m ayor extrañeza. in­
fundiendo recelos de u lterio res designios, cuanto que el go­
bierno obraba de propio impulso, sin que pudiese a le g ar la
excusa de que le andaban em pujando las oleadas d e la revo­
lución. Esta, si bien exigente en otros puntos, se m ostraba
con bastan te indiferencia en lo tocante a negocios eclesiás­
ticos ; por m anera que en las Cortes, que fueron e l producto
del pronunciam iento de septiem bre, recibió posteriorm ente
el señor Alonso una lección m uy dura, por q u erer a rro ja rse

que ninguno de los negocios pertenecientes al Tribunal de la Rota


sufra retraso, ni falten a los españoles las g rad as que concedían
los muy reverendos nuncios, y por los citados b T e v e s Ramírez de
Arellano, sin necesidad de acudir a Roma, lo cual evacuará el T ri­
bunal Supremo como lo requiere la urgencia e importancia del
asunlu.
»Y 6» Se procederá sin dilación a extrañar de estos Reinas al
don José Ramírez de Arellano. ocupando y reteniendo sus rentas
eclesiásticas, los sueldos y obvenciones que recibía del Estado, y
cualesquiera otras tem poralidades que le correspondan como ec le ­
siástico. pero sin comprender en la ocupación sus bienes propios,
patrimoniales o adquiridos por otro título, de cualquiera clase que
sean. Tendréislo entendido, y dispondréis lo necesario a su cum pli­
miento.—El duque de la Victoria, presidente.—Palacio, a 29 de di­
ciembre de 184U.— A don Joaquín María de Ferrer.»
123 BIOGRAFÍAS [12, 206-208]

al planteo de un sistem a cismático. El Sumo Pontífice creyó


llegado el caso de lev an tar su voz p ara que el silencio no se
atrib u y era a debilidad o aq u iescen cia; y en el Consistorio
secreto de 1.° de m arzo de 1841 dirigió a. los cardenales una
sentida alocución en que se lam entaba de la d ilatada -serie
de atentados que se habían cometido y se estaban com etien­
do en España contra los derechos de la Iglesia. Figuraban
e n tre los agravios d e que se quejaba el Santo P a d re el re­
ciente extrañam ien to del señor R am írez d e A rellano, || vice­
g erente de la N unciatura, y demás providencias sobre el Tri­
bunal de la Rota, todo lo cual calificaba el Papa de violación
m anifiesta de su jurisdicción sagrada y apostólica, ejercida
sin obstáculo en E spaña desde los prim eros tiem pos de la
Iglesia.
Publicada la alocución de Su Santidad, preciso es confe­
sar que el gobierno habia recibido una herida profunda, pues
que no sólo se había perdido toda esperanza de que du ran te
su adm inistración se restableciesen las relaciones am istosas
con la C orte de Roma, sí que tam bién las desavenencias ha­
bían llegado a un punto de tal gravedad y acritud, que era
m uy tem ible no viniésem os a p a ra r a un escandaloso rompi­
m iento. E ste era el p rim er resultado de la conducta ilegal,
injusta e im política del gobierno presidido por E sp a rte ro :
la nación, que tenía derecho a exigir de quien la había re­
vuelto para apoderarse del m ando que al menos la gober­
nase conform e a sus verdaderos intereses, veía con dolor que
se la llevaba a u n cisma religioso, exponiéndola a una dis­
cordia intestina que podía encender de nuevo la guerra
civil.
Ya que la Regencia había provocado el golpe, estaba en
su interés el que procurase a ten u ar sus efectos por medio
de una conducta digna y m esurada. Pero m uy al contra­
rio ; creyó rem ediarlo todo publicando el famoso manifiesto
de 30 de julio de 1841 firmado por el m inistro d r G racia y
Justicia don José Alonso, donde se prodigan a 1 j C uria Ro­
m ana los m ayores denuestos, y se le achacan al Sum o Pon­
tífice segundas intenciones, que ni tenían cabida en el ánimo
de Su S antidad, ni se hallaban en la letra ni en el espíritu
de la alocución im pugnada. ||
F iel la pandilla dom inante a su sistem a favorito de con­
v e rtir en cuestiones de partido y en elem entos de discordia
los negocios m ás grandes, se empeñó en d ar a entender que
la alocución d el Sumo Pontífice debía considerarse «como
una declaración de guerra contra la R eina Isabel II, contra
la seguridad pública y contra la Constitución del Estado;
como un manifiesto en favor del vencido y expulsado preten­
diente, y una provocación escandalosa de cisma, de discor­
dia, de desorden y de rebelión». Imaginóse el gobierno que
con ta n crueles invectivas lograría in te re sar en su favor la
m ayoría del pueblo español; como si éste no hubiese leído
con sus propios ojos la alocución de Su Santidad, en la cual
se tenía sumo cuidado de sep a ra r la cuestión religiosa de
la política ; de m anera que, tratándose de los eclesiásticos
expulsados de España, se advierte ex p resam en te que algu­
nos lo habían sido, «no porque hubiesen tom ado p a rte en la
querella civil con uno u otro partido, sino porque defendie­
ron valerosam ente la causa de la iglesia contra las p re te n ­
siones del gobierno».
Deseosa la Regencia de acrim in ar de todos modos al Sumo
Pontífice, se dejó llev ar h asta el extrem o de a trib u irle no
sólo intenciones, sino expresiones que jam ás figuraron en la
alocución m encionada, diciendo que el manifiesto «era en
realidad una violenta invectiva en que el gobierno y la na­
ción española se ven acerbam ente acusados de perseguido­
res de la Iglesia, de sospechosos en la fe. y como am enaza­
dos de ser excluidos del grem io de la cristiandad si no vuel­
ven sobre sí». Esta insigne falsedad, que bien fu era m erece­
dora de calificación m ás severa, está desm entida por || las
palabras de la alocución del San to Padre. No es v erdad que
se am enace con censuras a los autores de los h e ch o s; se Ies
recuerda, sí, que éstas existen p ara los p erp etrad o res de se­
m ejantes atentados, q ue se in cu rren ipso /acto en fuerza de
lo prevenido en las constituciones apostólicas y en los decre­
tos de los concilios ecum énicos. M as el Sumo Pontífice se
abstiene de conm inar, y hasta tiene la dignación de d iri­
girse a los mismos que le insultan, hablándoles un lenguaje
tierno, sentido, digno del Sum o Sacerdote y d el P a d re co­
m ún de los Heles. «En cuanto a los au to res de estos hechos,
dice, que se glorían en el nom bre de hijos de la Iglesia cató­
lica, les invitam os y suplicam os en el Señor que a b ra n sus
ojos hacia las heridas hechas a esta m ad re bienhechora, y
que se acuerden sobre todo de las censuras y de las penas
espirituales que las constituciones apostólicas y los decretos
de los concilios ecum énicos im ponen ipso /acto a los invaso­
res de los derechos de la Iglesia ; que cada uno de ellos tenga
piedad de su alma, presa con lazos invisibles, y que piensen
que el juicio es más du ro contra los que m andan si conside­
ra n seriam ente que hay u n a presunción poderosa en el mismo
juicio, si alguno de ellos llega a m orir lejos de la com unión y
preces de la com unidad y comercio religioso.» ¿D ónde está
la am enaza, dónde está la acerba acusación de perseguidores
de la Iglesia, de sospechosos en la fe? ¿Cómo se atrevió el
gobierno a a se n ta r que el Sum o Pontífice hubiese dirigido
una violenta invectiva a la nación española cuando le ha­
cía justicia del modo m ás te rm in an te? «También alabam os
igualm ente, dice, al pueblo católico, cuya inm ensa mayoría
124 BIOGRAFÍAS [12, 209-211]

persiste ,j en su antiguo respeto hacia los obispos y pastores


de menos dignidad eanónicam cntc instituidos, y estam os es­
peranzados que el Señor, rico siem pre de m isericordia, m ira­
rá su viña con ojos propicios.» Lejos el gobierno de im itar
sem ejante lenguaje, lejos de buscar palabras que suavizasen
algún tanto la dureza del sentido, anduvo en busca de las
más fuertes que le fué posible encontrar, como si le tardase
el día en que pudiera arro jarse a un rom pim iento deñnitivo.
Allí se habla de «tea incendiaria a rro ja d a por el P ad re co­
m ún de los fíeles sobre el no bien apagado incendio, p ara que
no deje de v e rte r sangre el pueblo cristian o » ; allí se dice
que «por fortu n a no estamos ya en los tiempos, de odiosa
m e m o ra , en que u un amago del V aticano tem blaban los
tronos y se ag itab an las naciones»; allí se califica la conduc­
ta del Papa de «dura e injustam ente ob stin ad a» ; allí se re­
cuerda «la eterna d isp u ta en tre el sacerdocio y el imperio
sobre lo tem poral de la Iglesia, la contienda inacabable en­
tre las pretensiones de la C uria R om ana y las regalías de los
príncipes», añadiendo que «de las quejas que acum ula Su
Santidad en su escrito no hay una sola en verdad donde no
tran sp ire esta idea, no hay una sola donde no vaya envuelta
]a intención de una m ejora, de una usurpación eclesiástica
sobre la autoridad civil»; allí niega e] gobierno que el Sumo
Pontífice haya ejercido en España su jurisdicción sagrada y
apostólica desde los prim eros tiempos de la Iglesia, allí se
asegura que «nuncu como ahora se atropellaron con ta n poco
m iram iento los fueros y facultades de la potestad tem poral,
ni se ha hecho insulto m ayor a las regalías siem pre recono­
cidas || de la España y de sus monarcas»; allí se insulta hasta
de un modo grosero al Sum o Pontífice, preguntando «cuál es
el origen de esta rep en tin a y desusada confianza e n la C uria
Romana, si es por v en tu ra la situación de nu estras cosas pú ­
blicas la que le da tales bríos, y espera que, aun cuando no
encuentre eco que la ayude, esta reclam ación orgullosa pa­
sará cuando menos sin notarse o sin vindicarse por medio
del conflicto ruidoso de los partidos»; allí, tom ando un tono
indigno de la persona a quien se dirige y que asienta muy
mal en boca de un gobierno, se añ ad e: «Engáñase mucho
el Santo P ad re si así lo p ie n sa : y esté seguro de que no
habrá opinión, no habrá partido, no habrá individuo, a me­
nos que pertenezca al interés más v il o a la superstición
m ás inm unda, que no ayude y sostenga a la R eina Doña
Isabel II y a su gobierno contra esta inaudita agresión.»
¡Qué olvido más lam entable de todas las leyes del de­
coro! ¡H ablando con un soberano, con el Sum o Sacerdote,
con la cabeza de la Iglesia católica, con el jefe de la religión
profesada por todos los españoles, decirle que se declaran
contra él todas las opiniones, todos los partidos, todos los in­
[1?. 211-213] E5FARTER0 125

dividuos, a menos que pertenezcan al interés más uil o a 'la


superstición m ás inm unda,' Q uien a tatito se atrev ía no es
e xtraño que recordara con m aligno placer las p alab ras del
Rey de C astilla Ju a n II, al verse reconvenido por la prisión
de un p re la d o ; no es ex trañ o que procurase recopilar en
pocas palabras todas las desavenencias que m ediaron e n tre
los papas y los reyes de España, desde F ern an d o el Católico
hasta Isabel II.
Si los intereses de la religión y el respeto debido ! al
Sum o Pontífice no b astab an a detener a la Regencia provi­
sional, por lo menos debiera ser más circunspecta en d a r
otros pasos que la presentasen como poco cuidadosa de los
intereses de la civilización y de la h u m an id ad ; debiera no
obrar de tal suerte que d esterrase de E spaña aquellas salu­
dables instituciones que se hallan establecidas en casi todos
los países del m undo, sin exceptuar los protestantes. Pero
tal era el encono con que procedía la Regencia, tanto el
ahinco de m ortificar de todas m aneras a los católicos, que
no quiso ni aun to lerar que disfrutasen lo que no se les nie­
ga bajo ningún gobierno m edianam ente civilizado. Saben
nuestros lectores que con la m ira de favorecer las misiones
católicas, difundidas por toda la faz de la tierra, se ha for­
mado, de algunos años a esta p arte, la asociación que se
titu la O bra cíe la Propagación de la Fe. E x trañ a esta pia­
dosa asociación a todo cuanto no sea contribuir con lim os­
nas al socorro de las necesidades de las misiones, parece que
no debía insp irar recelos de ninguna clase a la Regencia pro­
visional, m ayorm ente cuando el centro de la asociación no
está en Roma, que es lo que podía a la rm a r a quien con tal
dureza tra ta b a al Sum o Pontífice. Sin em bargo, y a pesar
de tan particu lares circunstancias, no quedó tra n q u ila la sus­
ceptibilidad del señor B e c e rra ; e ra preciso aprovechar to­
das las ocasiones y pretextos para h e rir la religiosidad de
los españoles, y la Regencia provisional quiso valerse de la
que se le presentaba. España había sido uno de los últim os
países católicos donde se había introducido la Obra de la
Propagación de la Fe; pero la piadosa institución comenzaba
a ser conocida, y al || p arecer llevaba señales de extenderse
y arraigarse. La R egencia acudió al peligro con la firm eza y
energía que se d eja suponer, saliendo a luz una severa circu­
lar que, acom pañada de u n prólogo h arto significativo, y no
m uy favorable a los d irectores de la asociación, m andaba
que no se consintiese ni tolerase en España la soeiedad de la
Propagación de la Fe *.

6 «Las leyes del Reino prohíben expresam ente qu; se establez­


can y toleren cofradías, congregaciones, juntas o sociedades de cual­
quier denom inación, ni aun con pretextos espirituales y piadosos,
126 BIOGRAFÍAS [12, 213-214]

No sabemos qué escándalos y bullicios podía producir la


O bra de la Propagación de la F e ; y no debía o lv id ar la Re­
gencia que las leyes a que se refiere eran p ara otros casos y
otros tiempos. Lo que no m iraban con recelo los gobiernos
p rotestantes no parece que debiera causarlos a un gobierno
católico; y si tan escrupulosa era la Regencia para que se
observasen || las leyes, podía m an d ar que los asociados pi­
diesen la autorización, de cuya fa lta se queja. Pero no era
esto lo que se q u e ría ; no era e l celo de la observancia de
las leyes lo que dictaba la circu lar; y así es que los artícu­
los se extendieron m ucho m ás allá que el mismo prólogo en
que se los m otivaba. Se deseaba que la asociación desapare­
ciese, para no ren acer jam ás, y así se la prohibió term in an ­
tem ente sin ninguna clase de lim itaciones; se ofrecía, ade­

sín que preceda la autorización y consentim iento del gobierno en­


cargado de evitar escándalos, bullicios y otros m ales y daños en los
pueblos. También prohíben las leyes que los extranjeros hagan cues­
taciones ni pidan lim osnas en España, cualquiera que sea el objeto,
sin obtener previam ente real licencia. Sin embargo, es ya un hecho
averiguado que se ha introducido en España una asociación con el
título de la Propagación de la Fe, que, nacida en Lyon de Francia,
y teniendo a llí su junta directiva, ha encontrado apoyo y protec­
ción en algunos eclesiásticos españoles y en otras personas que por
su influjo y relaciones llevan en pos de si a las clases sencillas y
candorosas. Aun ha habido algún prelado que, llevado de un celo
indiscreto, y no teniendo en cuenta las consideraciones debidas a la
potestad temporal, ha prescindido enteram ente de lo que mandan
las leyes, y ha dirigido sus exhortaciones por escritos impresos y en
actos públicos para que sus diocesanas se inscriban en la sociedad
m encionada. Rl obje'o de esta institución en su últim o térm ino po­
drá ser santo y laudable; pero en su térm ino inmediato no es otro
que el de sacar dinero a los españoles para enviarlo a Francia, sin
darles en los negocios de la sociedad otra parle ni intervención que
la de contribuir con las limosnas. Considerándolo todo con la m e­
ditación que exige su importancia, y en el deber de hacer que se
cumplan y ejecuten las disposiciones legales, ha resuelto la Regen­
cia provisional del Reino:
mI.» Que nr> se consienta ni tolere en España la referida sociedad
de la Propagación de la Fe.
»2.° Que las autoridades asi civiles como eclesiásticas impidan
su existencia, sus reuniones y comunicaciones.
>3.<> Que impidan también la introducción y circulación de sús
escritos y papeles.
»4.° Que los jueces y alcaldes procedan a ocupar y remitir al
M inisterio de Gracia y Justicia todos los relativos a la sociedad en
cualquier parte que se hallen.
»5.° Que del mismo modo ocupen, embarguen y depositen cua­
lesquiera fondos o caudales que puedan descubrir pertenecientes a
aquólla, dando cuenta al mismo Ministerio.
»6 ° Que las Audiencias y jefes políticos, según sus respectivas
atribuciones, cuiden y dispongan lo conveniente para que todo lo
referido se cumpla y ejecute como corresponde.
»De orden de la Regencia provisional lo digo a usted para su in­
teligencia y cum plim iento en la parte que le toca. Dios guarde a us­
ted muchos años. Madrid, 19 de abril de 1841.—Alvaro Gome*.—
Señor...»
[1?, 214-2161 KSPARTERO 127

más, la oportunidad de zah erir a la Ju n ta directiva, y oca­


sión ta n bella no debía m alograrse, ya que se tra ta b a de una
cosa francesa, y el m inistro tenía la pueril com placencia de
decir que el «térm ino inm ediato de la asociación e ra H sacar
dinero a los españoles p a ra e n ria rlo a Francia».
Así com prendían estos hom bres sus d eb eres; así obraba
la Regencia, personificada en su presid en te E s p a rte ro : así
entendía, este hom bre el la b ra r la prosperidad de la nación
y a b rir para sí un p o rv en ir de v e n tu ra y gloria.

Proyectos cismáticos

L as vejaciones, los atropellam ientos, las ruidosas causas


contra personas eclesiásticas de todas categorías, no eran
m ás que aplicaciones p articu lares d e l sistem a g en eral adop­
tado por el gobierno; sin em bargo, todavía se abstenía éste
de adoptar providencias universales que pudiesen conducir
inm ediatam ente al c ism a ; y, a decir verdad, quedaba algu­
na esperanza p ara cuando fuese nom brado R egente único el
general Espartero. «Quizás, se decían a sí mismos los hom ­
b res de sanas intenciones y de juicio sosegado y cuerdo, qui­
zás en habiendo llegado ‘al encum brado puesto que su am bi­
ción anhela, el soldado de fo rtu n a conocerá sus propios in­
tereses. v en obsequio de ellos p ro cu rará que am aine esta
tem pestad que ahora se m ueve sin motivo ni pretexto. Q ui­
zás en la actualidad, sim ple presidente de la Regencia pro­
visional, juzga necesario contem porizar, h alag ar algún ta n ­
to las pasiones revolucionarias, con la m ira de que no le
salgan al paso tem erosas de una reacción y le im pidan levan­
tarse al m ando suprem o. Quizás, cuando lo ocupe sin com­
pañeros ni rivales, adoptará una nueva política más conforme
con las |[ ideas y sentim ientos de la inm ensa m ayoría de los
españoles, m ás propia p a ra cim en tar y d a r consistencia a l
poder, para hacerle respetable a los ojos de nacionales y ex­
tranjeros.» ¡V anas ilusiones! T an p ronto como e l m inisterio
del R egente único tomó en boca el clero, le lastim ó con pa­
labras h arto descom edidas: aseguraba con la fórm ula acos­
tum brada que pro cu raría a ten d er a su subsistencia, pero a l
propio tiem po se tom aba la lib e rta d de am enazarle con seve­
ridad, para e l caso que se olvidase d e l cum plim iento de sus
deberes. Así se expresaba el p residente del Consejo d e m i­
nistros al p re sen ta r a las Cortes su program a de g o b ie rn o :
«Protección absoluta p a ra todas las c la se s; p a ra el clero, p ro ­
tección condicional.» O como si dijéram os: en una m ano el
pan, en otra el palo.
G raves síntom as indicaban bastan te claro que e l gobierno
se proponía d ar un golpe atrevido tan pronto como se le
128 BIOGRAFÍAS [l'£, 2IK -2 1 8 J

ofreciese la oportunidad. Conocíase que E spartero no había


com prendido su posición, que no tratab a de ahogar las ideas
revolucionarias, sino de fom entarlas en cuanto no am enaza­
sen su poder de una m an era in m ediata y d ire c ta ; que, m uy
a l contrario, in ten tab a rem over todos los elem entos de dis­
cordia y anarquía, p a ra que en medio de la confusión pu ­
diere él continuar con m ás desem barazo la obra, de llev ar
a cabo los ambiciosos designios que m editaba. Echábase de
ver que d u ra n te el periodo de la Regencia, hasta La época
en que debiera prolongarse la m inoría de la Reina, se había
propuesto red u cir todo su sistem a político a la fórm ula si­
guiente : «Sostenedme, y haced lo que queráis.» P ero todavía
quedaba alguna duda de si llevaría ta n lejos su desatiento [:
en los asuntos religiosos y su encono contra Ja Iglesia, que
se atreviera a to m ar la iniciativa p ara a rro ja r la nación a
un abism o insondable, haciéndola abrazar sin rodeos ni di­
sim ulo el cisma con respecto al Sum o Pontífice.
Ya en el dictam en fiscal sobre el negocio dei vicegerente
don José R am írez de A rellano se notaban expresiones m uy
alarm antes que revelaban con bastan te claridad los designios
que se abrigaban en elevadas regiones. En otro dictam en que
se publicó en la Gaceta de 4 de enero de 1841 se h alla nada
menos que un extracto de la Disertación sobre el poder de
los reyes españoles en la división de obispados, publicada
por L lórente en 1810, dedicada al rey José y escrita «para
p re p a ra r y disponer la fácil y gustosa ejecución de sus rea­
les decretos», siendo de n o tar que los fiscales llevan todavía
m ás allá sus doctrinas que no lo había hecho el bien conoci­
do L lórente, que por cierto no escrupulizaba m ucho en pun­
to a ortodoxia. En el citado inform e se atrev ían los fiscales
a establecer «que Jesucristo ciñó la potestad de su Iglesia
dentro de los estrechos lim ites de lo espiritual, interno y
m e n ta l; dijo que su reino no era de este m undo; mandó
d a r al C ésar lo que era del César, y El mismo dió una prue­
ba de esta obediencia pagando los tributos de su capitación
y la de San Pedro». Estas palabras, que son poco menos que
una copia en teram en te literal de las que se h allan en L ló­
rente, no están siquiera explicadas en el sentido que lo hace
este escritor cuando añade que «la potestad espiritual, in ter­
na y m ental de la Iglesia incluye la de todos los actos ex ter­
nos sin Jos cuales fa lta ría su eje rc icio ; |[ que el gobernar es­
piritu alm en te la Iglesia com prende la facultad de congre­
garse Jos obispos y establecer reglas para gobernar, sin con­
tradicción a las leyes civiles que no se opongan al dogma y
buena moral». El T rib u n al Suprem o, en la consulta motivada
por el inform e de los fiscales, se atrevió a decir «que e l pa­
tronato univ ersal en las iglesias de España que tienen nues­
tros reyes no le tienen por concesiones o privilegios de la
C orte de Roma, sino por otros títulos, a la p a r que gloriosos,
independientes de todo origen». No lo entendía así Felipe II,
quien por cierto no era poco celoso d e las regalías, cuando en
la ley 4.a, tít. 17, lib. 1.°, de la Novísim a Recopilación decía
que era p atró n de las iglesias de estos reinos por derecho y
antigua costum bre y justos títulos y concesiones apostólicas.
Todavía estos indicios no eran bastan tes para que se
pudiese aseg u rar que E spartero abrigase expresam ente el
designio de h acer de la Iglesia de España una Iglesia protes­
tante. El tuvo buen cuidado de no dejarnos en la incertidum -
b re sobre este p a rticu lar ; así es que cuando se creyó asegura­
do en el mando, es decir, después de la victoria conseguida
sobre los sublevados d e octubre, y después d e apaciguada
la revolución de Barcelona, dirigió sus tareas al prem edita­
do intento. El prim er paso que se dió en el negocio fu é el
proyecto de ley sobre jurisdicción eclesiástica, leído por el
señor m inistro de G racia y Ju sticia don José Alonso, en la
sesión del 31 de diciem bre en el Congreso de diputados. In ­
creíble parecía que a tanto llegase la audacia del m inistro,
bien que a l som eter a la deliberación del Congreso el pro­
yecto m encionado | nos advierte que lo hace con la compe­
tente autorización del R egente del Reino y del Consejo de
m inistros. E ste m alhadado proyecto era digno precursor del
otro que se presentó a las C ortes por el mismo m inistro
en 20 de enero de 1842, donde se proclam aba el cisma de la
m anera m ás escandalosa. Bien valen la pena estos dos pro­
yectos de que nos ocupemos un ta n to de su exam en, pues
que de él resu ltará dem ostrado hasta la evidencia que Es­
partero tenía el designio de abolir la religión católica en
E sp a ñ a ; y que si no in tro d u jo el protestantism o en la P en ­
ínsula fué porque no pudo, porque aquella planta m aligna
no encuentra dónde arraig arse en este suelo clásico de fe ca­
tólica ; porque la Providencia, que vela sobre los destinos
de esta nación desventurada, no quiso que a ta l extrem o lle­
gase n uestra cadena de infortunios.
Dos p artes contiene el proyecto de 31 de d ic ie m b re : la
expositiva y la d isp o sitiv a; en am bas se descubre bien a las
claras cuál es el espíritu que guía la plum a d e su autor.
En la exposición comienza el señor Alonso asentando que
en los obispos reside esencialm ente la plenitud del sacerdo­
cio cristiano, dejando en ten d er con bastan te claridad que en
un principio lodos los obispos eran iguales y que ninguno
entre ellos obtenía el prim ado de honor y jurisdicción. «Su­
cesores de los apóstoles, dice, tienen la m ism a potestad que
a los últim os comunicó el divino Fun d ad o r de la Iglesia,
cuando les transm itió el E spíritu Santo, los envió del mismo
modo que había sido enviado por su Padre, les concedió la
facultad de a ta r y desatar, y los constituyó vicarios suyos,
9
130 BIOGRAFÍAS [12, 219-221]

pastores y rectores de su Iglesia. || Así es cómo se estableció


en ésta u n solo obispado, en el que cada uno solidariam ente
tiene una parte.»
«Siglos pasaron antes que la Iglesia introdujera otra je ­
rarquía diferente, que, sin em bargo, no m enguaba la potes­
tad de los obispos.» ¿D ónde está la au to rid ad del Sumo Pon­
tífice? ¿D ónde está el prim ado de San Pedro y de sus suce­
sores, constantem ente reconocido en la Iglesia como dogma
católico?
Explica después a su m an era el origen de la jurisdicción
eclesiástica en lo to can te a negocios tem porales, resolviendo
con rápidas plum adas cuestiones gravísim as; y pasando a )a
jurisdicción sobre causas p u ram en te espirituales, falsea las­
tim osam ente la historia de España, afirm ando que la au to ri­
dad del R om ano Pontífice no tuvo ejercicio entre nosotros por
espacio de muchos siglos, y establece con e l m ayor desenfa­
do que la potestad civil está en su derecho haciendo de los
tribunales eclesiásticos privilegiados lo que bien le parecie­
re, otorgándole nada menos que la facultad de a lte ra r la ac­
tu a l disciplina de la Iglesia, volviendo a la que, en sen tir del
m inistro, sé reconocía y observaba en otros tiempos.
Eñ cuanto a la p a rte dispositiva es tanto el atrevim iento
del señor Alonso, resuelve con ta n ta ligereza los negocios
m ás graves, concentra de ta l modo e n las m anos de la potes­
tad civil la jurisdicción eclesiástica, que basta la sim ple le o
tu ra de los artículos d e l proyecto p ara convencerse de que a
los ojos del gobierno nada era la a u to rid ad d e l Sum o Pontí­
fice, nada los cánones, nada los co ncordatos7. ||
Parecía im posible lle v a r m ás allá el encono contra Rom a

7 «Articulo l.” No habrá en España para los juicios eclesiásticos


otra jurisdicción que la ordinaria de los diocesanos, con las apela*
ciones a los superiores inmediatos, según los cánones de la Iglesia
española.
»Art. 2.° La nación no consiente por lo mismo los Juicios ecle­
siásticos peregrinos, y en su consecuencia se terminarán éstos en las
provincias m etropolitanas de España.
»Art. 3.° La nación renuncia al privilegio y gracia que a ins­
tancia del señor Rey Don Carlos III se le dispensaron por el breve
de 2G de marzo de 1774; y por consecuencia queda abolido e] Tri­
bunal de la Rota de ta Nunciatura apostólica de estos Reinos.
»Art, 4.° Renuncia igualm ente la nación el privilegio obtenido
por el señor Hey Don Carlos I, de que los nuncios de Su Santidad
en estos Reinos ejerciesen jurisdicción; y, por consiguiente, queda
abolida ésta en la Nunciatura española.
»Art. 5.° La nación no perm ite que continúe la jurisdicción
eclesiástica privilegiada de las órdenes m ilitares; y en su conse­
cuencia quedan abolidos el Tribunal especial de las Ordenes, ni de
la Real Junta apostólica, el de las Asambleas de San Juan de Jeru-
salén y las vicarias subalternas de éste y de aquél, asi como las de
los prioratos de las mismas Ordenes.
»Art. 6 ° La adm inistración de las iglesias del territorio de las
112, 2 2 1 .2 2 3 ] ESPARTERO 131

y el deseo de sep a ra r la España de la comunión con la cáte­


dra de San P e d ro ; pero el gobierno se reserv ab a d a r todavía
otro paso m ucho m ás adelantado, || cual fué la exposición y
proyecto de ley presentados a las C ortes por el señor m inis­
tro de G racia y Ju sticia en la sesión de 20 de enero de 1842.
A llí p a ra negar el prim ado del P ap a no se anda el gobierno II
con rodeos y disimulo, sino que asienta expresam ente que «la
potestad de a ta r y d esatar concedida a los apóstoles lo fué
igualm ente a los sucesores d e éstos, los ob isp o s; que envia­
dos aquéllos p or el m undo a p redicar el Evangelio eje rc ita ­
ron plenam en te sin reserv as ni restricciones aquella m ism a
potestad, que sin contar con el prim ado de Rom a no sólo los
apóstoles, sino tam b ién sus discípulos elevados al obispado, II

Ordenes m ilitares, y la jurisdicción eclesiástica en el m ismo, que­


dan agregadas a los diocesanos en que aquel territorio está respec­
tivam ente enclavado.
»Art. 7.° N o reconoce la nación las reservas de Espolios y V a­
cantes de las prelacias del Reino, ni, por consiguiente, la Colecturía
general de aquellos ramos, ni las abusivas com isiones de la reve­
renda Cámara Apostólica, que para la recaudación de los Espolios
y Vacantes se conferían antes del establecim iento de dicha Colectu­
ría, que, por lo tanto, queda suprimida.
»Art. 8 “ Tampoco consiente la nación exención de los obispados
de Oviedo y León, ni su pretendida inmediata dependencia de la
Silla A postólica; en su consecuencia tendrán la misma dependencia
de los m etropolitanos en cuyas provincias están enclavados por los
dem ás sufragáneos con arreglo a los cánones,
»Art. 9.° D el mism o modo no puede consentir la nación que
cohtinúeo los tribunales contenciosos de los conservadores eclesiás­
ticos, ni los llam ados de la Visita e clesiá stica ; y en su consecuencia
cesarán todos los de esta clase que hoy existan en cualquiera dió­
cesis.
»Art. 10. Los prelados desem peñarán gubernativam ente el car­
go pastoral de la visita de las iglesias de sus diócesis respectivas,
bien por sí, bien por visitadores delegados suyos, circunscribiéndose
los unos y los otros a lo que sea puram ente espiritual v eclesiástico.
»Art. 11. En su consecuencia ni los obispos ni los visitadores po­
drán exigir la presentación de testam entos ni de otras cualesquiera
disposiciones de esta clase, como abusivam ente se ha ejecutado has­
ta aquí; pero podrán tomar noticias privadas acerca de] cum pli­
miento de las cargas de m isas-u otras puram ente eclesiásticas, y
oficiar a l juez secular com petente para que lo haga efectiv o si no­
taren om isión en los herederos, legatarios o cualesquiera otras per­
sonas a quienes correspondiere.
»Art. 12. Se suprime el vicariato general de los ejércitos nacio­
nales! los capellanes de los regim ientos serán los párrocos de esta
feligresía; las causas eclesiásticas que ocurran corresponden al co­
nocimiento del diocesano en cuyo territorio se ha lle el regim iento,
con las apelaciones al superior inmediato.
»Art. 13. Queda suprimido el tribunal contencioso de cruzada,
pero ilesa al comisario general la autoridad gubernativa del ram o:
de las causas tocantes a la hacienda de las bulas y composiciones
particulares y cuentas de ellas conocerán los ju eces de primera ins­
tancia d i la hacienda pública, con las apelaciones a los tribunales
superiores respectivos.
>Art. 14. Desde la publicación de esta ley la Iglesia de España
132 b io g r a f ía s [12, 224-225]

decidían en m aterias de fe, dispensaban en lo que se presen­


taba necesario, y creaban obispos que para ejercer su po­
testad no necesitaron ob ten er de Rom a ni la confirmación
ni las bulas que la a cred itase n ; que Roma, halagada con las
doctrinas de las falsas decretales, se arrogó las facultades es­
pirituales concedidas como a él a sus coepíscopos»; sigue
después una serie de violentas invectivas contra la C orte de
Roma, || am ontonando las v ulgaridades que se encuentran
en algunos libros, y, pasando después a h a b la r d irecta­
m ente del actual Pontífice y expresándose en los térm inos

sólo ejercerá jurisdicción contenciosa en las causas espirituales o


puram ente eclesiásticas.
»Art. 15. Para evitar todo m otivo de duda se declara que las
causas de que trata el artículo anterior yon las siguientes:
»1> Las de herejía o error en el dogma, con tal que haya per­
tinacia.
»2 a Las relativas a los sacramentos, sin entrom eterse en la par­
te de contrato civil que tiene el de matrimonio.
»3.a Las de corrección y castigo de delitos puram ente eclesiás­
ticos cometidos por personas tam bién eclesiásticas.
»Art. 16. En las causas enum eradas en el artículo anterior sólo
podrán im poners 2 penas espirituales, que son las únicas propias de
la potestad eclesiástica* de ningún modo las que sean temporales.
#Art. 17, Se abstendrán los prelados de publicar censuras y e x ­
comuniones sin previa formación de causa y audiencia del interesa­
do por los trám ites canónicos y legales, y sólo en los casos sujetos
a su jurisdicción espiritual o puram ente eclesiá stica ; y más particu­
larm ente se abstendrán de decretar entredichos que perturban la
tranquilidad y quietud de los pueblos.
*Art. 18. Los abusos o excesos en conocer y en la observancia
de los concilios» los del modo, y d¿ no otorgar las apelaciones que
sean procedentes, y cuantos otros se cometen en e l ejercicio de la
jurisdicción eclesiástica, se reprimirán por medio de los respectivos
recursos de fuerza en los tribunales superiores nacionales del distri­
to en que resida el prelado qu¿ los cometiere, o en el Supremo res­
pecto de los de la Corte, los cuales, además de la facultad de alzar
las fuerzas, la tendrán para corregir los excesos por medio de aper­
cibim ientos, condenación de costas, multas y hasta extrañam iento
del reino y ocupación de tem poralidades según la gravedad del
asunto.
»Art. 19. Los abusos en el ejercicio de la potestad espiritual que
sean públicos y salgan de la esfera de reservados» en que no quepa
recurso de fuerza, se reprimirán por el de protección.
»Art. 20. Los diocesanos o sus provisores no podrán proceder a
formación de causa por obras, escritos o papeles que se suponga
contener errores acerca del dogma, sin que primero sean calificados
por e l sínodo diocesano y oído el autor, a quien para la defensa
de su obra, escrito o papel se le entregará la censura, y después
de amonestado para que deponga su error, si no hubiere contes­
tado satisfactoriam ente, persista en aquél.
»Art. 21. La degradación, consignación y libre entrega de los
eclesiásticos condenados por delitos comunes en los tribunales secu­
lares, la acordarán y ejecutarán los respectivos diocesanos a sim ple
requerim iento de aquéllos, por medio de oficio acompañado de tes­
tim onio d e la sentencia ejecutoriada, sin entrom eterse a examinar
la causa ni a formarla sobre este particular.
»Art. 22. La jurisdicción eclesiástica, reducida según queda a
[12. 225-226] ESPARTERO 133

m ás duros, afirm a que la España no tiene otro m edio para


salvar su honnr c independencia que cortar toda comuni­
cación co.n la C orte de Roma, pasando en seguida a som eter
el proyecto cism ático a la deliberación de las C o rtes; advir­
tiendo, adem ás, que p ara el efecto se halla autorizado por
S u A lteza el R egente del Reino. || En él quedan desconocidas
y resistidas las reservas apostólicas, prohibida toda la corres­
pondencia que se dirigía a obtener de la Curia R om ana g ra ­
cias, indultos, dispensas y concesiones eclesiásticas de cual­
quiera clase que s e a n ; se prohibe acudir a Rom a en solicitud
de dispensas de im pedim entos; se prescribe a los m uy reve­
rendos arzobispos y reverendos obispos que dispensen por
sí o por sus vicarios ín terin el código civil regulariza los im­
pedim entos, y determ ina la autoridad que ha de dispensarlos
y el m odo; se declara que la nación no consiente la reserva
introducida de confirm ar en Roma y expedir bulas a los pre-
ludus presentados p ara las iglesias de España y sus domi­
nios ; se im pone la pena de ex trañ am ien to del R eino y oeu-

sus términos propios, se ejercerá en España con arreglo a los cá­


nones en primera instancia por los obispos a sus provisores, y en
segunda por los metropolitanos o los suyos.
»Art. 23- Las apelaciones de las causas de que conocieren en
primera instancia los m etropolitanos en su diócesis propia, se admi­
tirán para el m etropolitano de la provincia eclesiástica más inm e­
diata.
»Art. 24. Contra la sentencia dada en secunda instancia por el
m etropolitano sólo cab *::
»1.° La revisión en el concilio provincial de aquellos juicios que
según los cánones puedan tratarse en él.
»2.,J F.l recursa de protección en los tribunales reales.
»Art. 25. Los tribunales eclesiásticos se arreglarán en los trá­
m ites de las causas a los prescritos por las leyes, y a su tiempo
por los códigos; y en la exacción de derechos a los aranceles de los
tribunales seculares, y se usará en aquéllos también el papel se­
llado, exceptuándose únicam ente los que estén situados en provin­
cias que por las leyes tengan exención expresa d i usarlo.
»Art. 2G. Los pleitos pendientes en los tribunales que por esLa
ley quedan suprimidos, y que versen sobre m aterias que por la
misma no quedan atribuidas a los tribunales eclesiásticos, se pasa­
rán para su continuación, si pendieren en primera instancia, a los
jueces seculares de ésta que sean com petentes, y los que en segunda
a los tribunales superiores de la misma clase.
»Art. 27. Las causas pendientis en la Rola al tiempo en que fué
cerrado este tribunal de orden de la Regencia provisional, pertene­
cientes según esta ley al conocim iento de los tribunales eclesiásti­
cos, sí pendieren en instancia de apelación de sentencia pronunciada
por los diocesanos hasta aquí exentos de Oviedo y de León, se re­
mitirán al m etropolitano de Santiago.
»Sí en grado de segunda o de tercera o ulterior apelación, ya
sean de aquellas diócesis, ya de otras, pasará al m etropolitano más
vecino o proximo al de la diócesis en que respectivam ente se hubie­
ron principiado las causas; y con la sentencia de aquél quedarán
ejecutoriadas, salvo los recursos preservados en el articulo 24.
»Art 28 Quedan derogadas todas las leves que sean contrarias
a esta. Madrid, 30 de diciem bre de 1841.—jo s é Alonso.»
134 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 2 6 -2 2 7 ]

pación de tem poralidades a l eclesiástico presentado que in­


ten tare su confirm ación en Roma o la expedición de bulas,
o al m etropolitano que gestionase p a ra o btener el p a lio ; se
suprim en las agencias de preces a Roma, establecidas en
aquella C orle y en M ad rid ; se derogan todas las leyes con­
tra ria s y se renuncian todas las concesiones hechas a la na­
ción por la Silla apostólica, y se am enaza la pena de e x tra ­
ñam iento del Reino y ocupación de tem poralidades a los pre­
lados que se negasen a l cum plim iento de lo dispuesto en
aquella ley. Como si no bastasen tantos desmanes, como si
no fuera suficiente el haber desconocido de una m an era tan
escandalosa la autoridad del Sum o Pontífice, no p arece sine
que se tra tó de in su ltarle y escarnecerle, estam pando en el
artículo 11 lo sig u ie n te : «Respetando en el Sumo Pontífice
la calidad de centro de la Iglesia»... ¿Q ué centro de unidad
era el P ap a u n a vez p lanteado el proyecto del gobierno? ||
N ada le quedaba que hacer con respecto a la Iglesia de Efe-
p a ñ a ; su auto rid ad resu ltab a tan n u la como p udiera serlo
e n la de In g laterra *.
# «Art. 1.» La nación española no reconoce y en su consecuen­
cia resiste las reservas que se han atribuido a la Silla apostólica
con mengua de la potestad de los obispos, bajo cuyo título se ha
tenido y tiene hostilm ente desatendida la Iglesia de España en sus
más importantes necesidades.
i>Art. 2.° Se prohíbe toda correspondencia que se dirija a ob­
tener de la Curia romana gracias, indultos, dispensas y concesiones
eclesiásticas de cualquiera clase que sean, y los contraventores se­
rán irrem isiblem ente castigados con las penas señaladas en la Ley 1.»,
título 13, libro 1.° de la N ovísim a Recopilación.
»Art. 3-® Los breves, rescriptos, bulas y cualesquiera otras le ­
tras o despachos de la Curia romana que, sin haber sido solicita­
das directam ente desde España, vinieren a personas residentes en
este Reino, no sólo no podrán ser cumplidas, ejecutadas ni usadas,
pero ni aun retenidas en poder de las personas a quienes viniesen,
por más tiempo que el de veinticuatro horas, que se señalan de
término para entregarlas a la autoridad superior política, a ñn de
que las remita al gobierno. Toda infracción a lo dispuesto en este
artículo será asim ism o castigada con las penas establecidas en
el anterior.
»Art. 4.“ Se prohíbe acudir a Roma en solicitud de dispensas
d e impedim entos, y no se dará curso a ninguna solicitud de esta
clase.
»Art. 5.° Por ahora, y mientras que en el código civ il se hace
la debida distinción entre el contrato y el sacram ento del matri­
monio, se regularizan los impedim entos y determ ina la autoridad
que ha de dispensarlos y el m odo; los muy reverendos arzobispos
y reverendos obispos de España usarán por sí o sus vicarios de
las facultades que les com peten para dispensar, siguiendo la con­
ducta en este punto observada por prelados predecesores suyos, y
arreglándose en ello a lo ordenado en el Concilio de Trento, que
dispone que rara vez y siem pre gratuitam ente se dispense.
»Art. 6.° Por ningún título ni bajo ningún concepto volverá a
enviarse de España ni por cuenta de España dinero alguno a Roma
directa ni indirectam ente con destino a aquella Corte y su Curia
por m otivos religiosos, bajo la pena de perder con otro tanto lo que
[12, 227 228] ESPARTERO 135-

Espartero, que a l parecer se había propuesto re m e d a r a


Napoleón, no debiera h a b er olvidado cuál fu é la conducta de
éste ya desde los prim eros m om entos de e m p u ñ a r las rie n ­
das d e l m ando. L a idea dom inante del p rim er cónsul fué’
a n u d a r las relaciones con la C orte de Roma, no o b stan te la s
m uchas dificultades de todos géneros que era preciso supe­
ra r, an tes de ob ten er el resu ltad o que deseaba. En aq u ella
nación habían tomado m ucho arraig o las ideas de la escuela
de V oltaire, que, com binadas con las del II jansenism o y del
galicanism o, form aban un conjunto capaz de a rre d ra r a hom­
bres m enos atrevidos que B onaparte. M as e ra ta n p rofundo
el convencim iento q ue éste había adquirido de que para or­
ganizar y cim en tar un poder era indispensable a b rir de nue­
vo los templos, le v a n tar del suelo los altares, re s titu ir al cul­
to su esplendor y rep o n er a l clero en la categoría corres­
pondiente a su elevada clase, que, a rro stra n d o todos los obs-

se envíe, si fuere aprehendido, o de pagar una m ulta del dublé de


lo enviado, y de sufrir adem ás el castigo que corresponda con arre­
glo a la citada ley 1.a, til. 13, libro I.°, de la N o tísim a Recopilación-
»Art. 7.a En ningún tiempo se admitirá e n España nuncio o le­
gado de Su Santidad con facultades para conceder dispensas ni
gracias, aunque sean gratuitas; las facultades que se les concedie­
ren a este fin serán retenidas cuando presentaren sus bulas al pase.
»Art. 6 ° La nación no consiento la reserva introducida de con­
firmar en Roma y expedir bulas a los prelados presentados para lós
iglesias de España y sus dom inios; debiendo arreciarse este punto
a lo dispuesto en el canon 6 del concilio XII de Toledo, y a la
más pura disciplina de la Iglesia de España.
»Art. 9 ° El eclesiástico presentado para alguna de dichas ig le­
sias que Intentare su confirmación en Roma, o la expedición de
bulas tanto para ésta cuanto los m etropolitanos para obtener el
palio, y Jos que las obtuvieren subrepticiam ente, serán extrañados
del Reino y sus tem poralidades ocupadas.
»Art. 10. Las m ism as penas expresadas en el artículo anterior
serán aplicadas a los prelados que se negaren al cum plim iento de
lo dispuesto en esta ley.
»Art. 11. Respetando en e l Sum o Pontífice la calidad de centro
de unidad de la Iglesia, tendrán curso todas las comunicaciones
terminen a puntos de esta naturaleza; pero deberán dirigirse to­
das por conduelo del gobierno, el cual las exam inará para calificar
las que sean de esta clase; las que no pertenecieren a ellas serán
retenidas.
»A rt 12- Quedan suprimidas las agencias de Preces a Roma, e s­
tablecidas en aquella Corle y en la de Madrid.
»Arl. 13. Se derogan todas las leyes, renuncia la nación ludas
las concesiones hechas a su favor por la Sitia apostólica, y no con­
siente las reservas contrarias a lo que en esta ley se establece y
determina.
»Art. 14. Se expedirán las oportunas circulares a los m uy r ev e­
rendos arzobispos y reverendos obispos del Reino para que cumplan
con lo dispuesto en esla ley, y cooperen con la m ayor eficacia a
que se conserve la tranquilidad de las conciencias entre sus respec­
tivos diocesanos, y les hagan conocer la justicia y necesidad con que
las Corles y el Gobierno han tenido que tomar estas disposiciones.
(Madrid, 20 de enero de 1842.—José Alonso.»
136 BIOGRAFÍAS [12, 228-231]

táculos, despreciando los m urm ullos, así de los impíos como


de los refractarios y descontentos, trató de afianzar su do­
m inación sobre la anchurosa || base que debían prepararle
el restablecim iento de las relaciones con la Corte de Roma
y consecuente solución de las inm ensas dificultades am onto­
nadas por la d ilatada serie de espantosos trastornos. Tan
acertada fué en este punto la política de B onaparte, que, a
pesar de haber seguido u n a linea de conducta m uy diferen­
te en los tiem pos sucesivos, jam ás se arrep in tió de haber
dado aquellos prim eros pasos, que tan to contribuyeron a su
propio engrandecim iento calm ando |l la ansiedad de los án i­
mos, tranquilizando las conciencias y haciendo que la reli­
gión con su influencia benéfica y suave rem ediase lo que re­
m ediar no podía la débil mano del hom bre. «Nunca se ha
arrepentido B onaparte, se lee en las Memorias de Napoleón
escritas en Santa Elena, de h ab er ctlebrado el concordato
de 1801; y las palabras que se le atrib u y en con este m oti­
vo son falsas; no ha dicho jam ás que el concordato era la
falta m ás grave que hubiese cometido du ran te su reinado.»
Sabido es que Napoleón, am aestrado por la experiencia, y tal
vez exasperado por los infortunios, desaprobaba en su des­
gracia algunos de los actos de su política de la época de la
fo rtu n a; m as por lo tocante al restablecim iento de las rela­
ciones con la Corte de Roma y arreglo de los asuntos ecle­
siásticos. nunca le pesó de h ab er echado mano de los medios
de conciliación, chocando con el encono del viejo liberalismo
y de los jansenistas, eternos enem igos de la paz de la Iglesia.
M uy diferente era la situación de España. E ntre nosotros
ni estaban arraigadas las doctrinas de Voltaire, ni tenían
los jansenistas hom bres de gran valía, ni se contaban entre
los individuos del clero muchos que se distinguiesen por
sus doctrinas contrarias a la reconciliación con la Sede Apos­
tólica. La inm ensa m ayoría del pueblo español anhelaba vi­
vam ente el arreglo de los negocios eclesiásticos; y tan lejos
estaba de pensar en proyectos de cis&ia, que al oír m en tar
este nom bre funesto se estrem ecía m ás que si le hubiera
am enazado otra calam idad cualquiera. H asta los mismos que
tom aron un día más o menos p arte en el em puje del carro
de la revolución, que prom ovieron || la persecución del cle­
ro secular y la destrucción del regular, que m ás declam aron
contra los bienes de la Iglesia, instando con impaciencia para
que se los incorporase al erario público, estaban ya fatigados
de su propia obra. Satisfecha su codicia, calm adas sus pa­
siones o escarm entada su inexperiencia, suspiraban por una
nueva era de paz y tra n q u ilid a d ; y ya que algunos de en­
tre ellos quisiesen continuar apartados de la fe de sus pa­
dres, deseaban al menos que no se pertu rb asen las concien­
cias de los que la habían conservado. P o r m anera que, quien
[1 2 , 2 3 1 -2 3 3 ] espa rtero 137

a la sazón se hubiese propuesto restab lecer las relaciones


con Roma, apenas hu b iera encontrado resistencia que ven­
cer p o r p a rte de la n a ció n ; m uy al revés, esta le h ab ría ayu­
dado y anim ado en la em presa, aplaudiendo con gozo y ale­
gría los esfuerzos que a tal objeto se dirigieran, y contri­
buyendo a rem over los obstáculos que pudiesen entorpecer
el pronto y feliz desenlace.
La popularidad de E spartero habría subido a un punto
difícil de describir, se hab rían olvidado las circunstancias
que le favorecían, para a trib u ir el buen resultado a la recti­
tud de sus intenciones, a la habilidad de su política, a la
firmeza de su carácter. En un pueblo como el español todo lo
que se asienta sobre la anchurosa base de la religión adquie­
re una estabilidad y robustez en que se estrellan los esfuer­
zos de los hombres. Bastábale al R egente hacerles creer a
los españoles que, una vez satisfecha su am bición de m an­
do. se proponía e jercer sus altas funciones cual cum plía al
prim er m agistrado de España, bastábale probarles con algún
acto positivo que deseaba || sinceram ente re p a ra r los daños
causados a la religión por los an terio res gobiernos, p a ra que
se hubiesen excitado en su favor las sim patías de un in­
menso núm ero y el entusiasm o de no pocos. E ntonces nada
tuviera que tem er del partid o a quien había derribado para
encum brarse, porque este p artido no tenía fuerza sino en
cuanto se hacía el centinela avanzado de los intereses reli­
giosos, el cam peón celoso de los sentim ientos nacionales. Así
es de observ ar que la prensa que m ás vivam ente com batía
al nuevo poder tom aba por frecuente tem a de sus fulm i­
nantes discursos los proyectos o los actos del gobierno ofen­
sivos de La religión. Y era porque conocía que así tocaba
una cuerda que vibra fácilm ente en los corazones españoles,
que el secreto p ara haocr al poder g u erra a m uerte, p ara
presentarle a los ojos de la nación cual m onstruo aborrecible
y detestable, era ofrecerle m editando designios impíos. Des­
de que se arraigó el convencim iento de que efectivam ente el
gobierno de E spartero se proponía sep a ra r a la nación de
la unidad con la Sede Apostólica, desde que se le hizo n o t a T
que la serie de vejaciones y u ltra je s contra los m inistros
del santuario indicaban de una m an era nadd equívoca que el
poder intentab a que desapareciese de E spaña la religión, o
que al menos de católica se trocase en p ro testan te, desde en­
tonces se hizo ya imposible que continuase por m ucho tiem ­
po la dominación del soldado de fo rtuna, porque es impo­
sible que un hom bre continúe rigiendo los destinos de un
gran pueblo cuando este pueblo considera al Suprem o go­
bernante con la fre n te h erid a por el anatem a. |l
Y ya que la oportunidad se ofrece, no será m alo reco rd ar
al partido que tan cruda g u erra le hizo al caído R egente, no
138 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 3 3 -2 3 4 ]

se rá m alo recordarle ahora, que se halla dueño de la situa­


ción, las te rrib les lecciones que ha podido a p ren d er con el
infortunio d e su a d v ersa rio ; no será m alo recordárselas p ara
que no olvide ja m á s lo que v ale la religión a los ojos de los
españoles, que no olvide jam ás que las arm as que con tanto
éxito esgrim iera contra su enemigo se volverán indefectible­
m ente contra todos los gobiernos que se obstinen en dejar
a la religión en el lastimoso estado de abatim iento a que la
han conducido en España la turbación de los tiempos, el fu ­
ror de la revolución y la m ala fe de muchos gobernantes. En
medio de la dicha im porta no olvidar el in fo rtu n io ; siquiera
por interés propio, es preciso m uchas veces h acer el bien:
m ejor será si éste es hijo de las convicciones y de la rectitud
de la v o lu n ta d ; pero, sea como fuere, si la nación experi­
m entara buenos resultados, bendeciría la m ano que se los
proporcionase, sin cuidarse m ucho de la intención que la di­
rigía.
P ero volvam os a la comparación del p rim er cónsul con el
R egente único.
Es curioso co tejar la conducta de E spartero con la d e Bo-
naparte, vencedor de Europa. E spartero decía por boca de su
m inistro A lo n so : «La nación no consiente la reserva in tro ­
ducida de confirm ar en Roma y expedir bu las a los prelados
presentados p ara las iglesias de España y sus dominios, de­
biendo arreg larse este pun to a lo dispuesto en el canon 6 del
concilio X II de Toledo y a la m ás pu ra disciplina de la Igle­
sia de España {proyecto de ley de 21 de enero, || artículo 8.").
El artículo 4.” del Concordato d e d a : «El p rim er cónsul nom­
b rará, en el térm ino de tres meses después de publicada la
bula de Su Santidad, a los arzobispados y obispados de la
nueva demarcación. S u Santidad conferirá la institución ca­
nónica según las form as que se observaban respecto de F ra n ­
cia antes de la m udanza acaecida a su gobierno.» «Los nom ­
bram ientos, continuaba el artículo 5.“, para los obispados que
vacaren en lo sucesivo, se h a rá n igualm ente por el prim er
cónsul, y la S an ta Sede dará la institución canónica con arre­
glo al artículo anterior.»
P o r m anera que Espartero, débil, insulta y u ltr a ja ; Bona-
parte, fuerte, respeta y venera. Espartero, m al seguro en su
puesto, se a tra e el odio de la inm ensa m ayoría de la nación;
Bonaparte, acatado en F rancia y tem ido por la Europa, se
apresura a echar mano de la religión p ara restablecer el
orden y afianzar su propio porvenir. Y lo consiguió en efec­
to, «porque, como dice De Pradt, de todos los actos de Napo­
león fué el Concordato el que más le concilio el afecto de
los pueblos, pues que era el que más adelantaba en el cami­
no de la civilización; y se hallab an los ánim os altam ente
ofendidos por considerar la fa lta de religión como cosa irra ­
cional e injusta». «Preveía, dice B otta en su H istoria de Ita ­
lia, que así como la paz con los reyes sería p ara él un m e­
dio excelente de acrecen tar su poderío, fu era m ayor todavía
la piiz con la Ig le sia ; cuando después llegó a su noticia que
el cardenal C hiaram onti había sido elevado a la silla de
Roma, concibió m ayores esperanzas porque conocía que esta­
ba dotado de piedad sincera, y II que, por tan to , sería m ás
fácil hacerle concurrir a sus designios.» Estas lecciones no
debía olvidarlas E sp a rte ro ; pero, desgraciadam ente, toda su
carrera nos ha estado dem ostrando que no podía reco rd ar­
las porque carecía de capacidad p ara aprenderlas. ||

ARTICULO 5.°

O jeada sobre la conducta de E spartero

S umario.—Su alianza con los hom bres de Ayacucho y los del año 12.
Lo m isterioso de esta conducta. Conjeturas sobre los m otivos
de ella- Indicio de proyectos ulteriores. Su comportam ien­
to en la noche de la insurrección de octubre. Su ingratitud y
crueldad después de la victoria. Diferente conducta de Espar­
tero según era distinto el carácter de los motines. Rápido d e­
caim iento de su prestigio. D esencadenam iento de La prensa.
Aislam iento de Espartero. Ignora hasta lo que se dice de él en
los periódicos de Madrid.

A poco de entronizado E sp artero se echó de v e r que ni


ten.a a rrojo bastan te p a ra aliarse francam ente con la revo­
lución y m arch ar a su cabeza, ni suficiente osadía p a ra rom ­
p e r con ella y ahogarla de u n golpe. El p artid o progresista,
reducido como era, parecióle, sin em bargo, dem asiado g ra n ­
de ; no había m en ester tan to esp acio ; viv ien te de escasas di­
mensiones y de poco m ovimiento, bastábale un elem ento de
pequeña extensión. P a ra un cetáceo colosal no es suficiente
el M editerráneo, necesita el O céano; p ara el pececillo una
m ezquina balsa equivale a u n m ar.
Ya que no q u ería ni sabía ponerse al fren te de la nación,
al m enos debía esforzarse en acau d illar u n |¡ p a rtid o ; al
menos d^bía rodearse de los hom bres m ás distinguidos c in ­
fluyentes, y tan tear, si era posible, e l modo de establecer un
gobierno. Ni a esto alcan zar p u d o ; incapaz p ara ser jefe de
un partido, se convirtió en centro de pandilla. Y ¡qué pan­
dilla! No parece sino que estuvo discurriendo de qué m ane­
ra podía desacreditarse m ás cum plidam ente y hacerse odio­
so a la nación. Los hom bres de A yacucho y los incorregibles
del año 12; los prim eros, em blem a de nuestro abatim iento
140 BIOGRAFÍAS [12, 2 3 7 -238J

nacional, y los segundos, de n u estra anarquía. ¿Asi com pren­


díais la gloria m ilitar y política? P rim er m agistrado de la
nación, ¿éstos eran los títulos que 1c presentabais p ara que
os juzgase digno del m ando? A los descendientes de H ernán
Cortés y Pizarro, ¿queríais halagarlos con recuerdos de de­
rrotas? Al pueblo de la religión y de la lealtad, ¿creíais
halagarle con las personificaciones de la an arq u ía política y
doctrinas volterianas?
i5s cosa digna de notarse, y que seguram ente no carece
de misterio, la tenacidad con que se aferró el R egente a su
desastroso siste m a ; al parecer debía convenirle ex citar en
su favor las sim patías nacionales, borrando el recuerdo de su
encum bram iento, despertando los sentim ientos religiosos y
monárquicos, haciéndose el cam peón del orden público y de
las doctrinas organizadoras, y procurando rodearse de los
hom bres más cuerdos e influyentes; pero nada de esto; no
daba un paso que no llevase el sello de una m ezquindad ren­
corosa, no desplegaba sus labios sino para h erir la religiosi­
dad española, p ara avivar los odios políticos y presentarse
como la bandera del viejo liberalism o, tan profundam ente
despreciada por || todos los hom bres de claro talento, ta n
aborrecido por los corazones rectos y generosos.
H emos dicho que sem ejante conducta no carecía de mis­
terio, y nos lo hace sospechar la reflexión de que sólo se
necesitaba sentido común para conocer que era errada, si
no se hubiese creído conveniente seguirla, a causa de que se
debió de considerarla como la única a propósito p ara lograr
el fin apetecido. Con deseos de prolongar la minoría, y con
ulteriores designios para después de term inada la prolon­
gación, no consideró político la cam arilla de E spartero rem o­
ver y poner en acción los sentim ientos nacionales, porque
en trab an en estos sentim ientos un vivo apego a la m onar­
quía y un tierno afecto a los vástanos de la real fam ilia;
sentim ientos que en la situación presente subían a más alto
punto, por e sta r interesada la caballerosidad española a la
vista de la debilidad del sexo, de la orfandad y de la ino­
cencia. ¿Con quién podía aliarse m ejor quien abrigase si­
niestros planes, que con los declarados y personales enem i­
gos del padre de la augusta niña, con los que odian profun­
dam ente la dinastía, con los que profesan terrib le aversión
a todos los recuerdos m onárquicos, los que llam an baldón
a nuestra gloria, los que en los prodigios de El Escorial no
ven m ás que un padrón de ignominia levantado por el des­
potismo y la superstición?
El odio a la religión de los españoles, el rencor y la in­
solencia contra el P ad re común de los fieles, eran consecuen­
cias del mismo p rin c ip io ; los que profanaban las regias mo­
radas. los que habían logrado volverlas casi desiertas, los que
[1 2 . 238 2 4 0 ] espa rtero 141

tal vez se gozaran ' en el cruel pensam iento de verlas un


día com pletam ente deshabitadas, ob rab an m uy ace rtad a ­
m ente en m ostrarse recelosos contra los hom bres de fe reli­
giosa : estos hom bres no sirven para traidores.
El desvio, la desconfianza, el tem or con que eran m ira­
das todas las personas notables p or su saber, v irtu d es o ele­
vada posición es tam bién uno de los cargos característicos
de la Regencia única. Sólo los gigantes pueden presentarse
sin recelo de que nadie levante más que e llo s ; el pigmeo
que ocupaba la suprem a m ag istratu ra se helaba de espanto
de pensar que en el consejo o en el campo podía en co n trar­
se con hom bres aventajados.
T anta m ezquindad y m alicia excitó hasta un punto difí­
cil de p in ta r la indignación pública, porque en este país don­
de, como ha dicho un distinguido escritor, los hom bres son
todo corazón, nada cautiva tan to los ánim os como la lealtad
y la hid alg u ía; nada los irrita tanto como la perfidia y los
m anejos innobles. Sólo así puede explicarse aquel anhelo tan
universal, tan vivo, tan im paciente que se apoderó de la na­
ción, de v e r la caída de un hom bre que había escalado un
inm erecido puesto, p ara m engua propia y d esv en tu ra de Es­
paña. Los mismos que le habían elevado le hab rían despo­
seído de muy buena gana, si se les hubiese ofrecido un me­
dio para derrocarle sin exponerse a que se ap o d eraran de la
situación sus adversarios políticos. Los partidos necesitan
un punto de apoyo, y él se lo prestaba, aunque m uy m a lo ;
su regencia era una b an d era de que se servían, no porque la
estim asen, sino por carecer de otra.
C uando estalló la insurrección de octubre, el partido |l
que le sostenía pudo convencerse de lo poco que v alía Es­
partero, ni aun para defenderse a si mismo, cuanto menos
para serv ir a nadie de escudo. ¿Qué m edidas supo ad o p tar
para p re v e n ir el golpe? ¿Qué rasgo de valor personal se le
vió en los m om entos críticos? Rodeado de guardias, encasti­
llado en u na casa erizada de cañones, dejó que tra n scu rrie ­
ra la noche y que la suerte, que tan propicia se le m ostraba
siem pre, le trajese tam bién entonces un desenlace favorable.
¿No llamó traidores y regicidas a los que invadieron el real
palacio? Pues él, que de lealtad blasonaba, ¿debía acudir al
punto am enazado, y a rro stra r todo linaje de peligros, antes
que p e rm itir que por largas horas estuviesen peleando en las
escaleras del regio alcázar los pretendidos traidores? C uan­
do ya la insurrección se hallaba com pletam ente desbaratada,
cuando los principales caudillos estab an fuera de M adrid
buscando su salvación en la fuga, cuando la luz del día per­
m itía ver bien claros los objetos y no consentía emboscadas,
nada menos que a las seis de la m añana, entonces se dejó
v er E spartero y fué a presentarse a las excelsas huérfanas.
142 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 4 0 -2 4 2 ]

E sta no era la conducta de un caballero que se hubiese pro­


puesto defender a u n a R eina niña.
Sucum bieron los sublevados de octubre, no por la habili­
d a d y energía del Regente, sino p or habérseles desbaratado
los planes, cosa m u y peligrosa siem pre en tan arriesgadas
em presas: de cien conspiraciones Las noventa y nueve pue­
den calcularse desgraciadas. La v ictoria tan fácilm ente al­
c a n z a d a por E spartero proporcionóle ocasión oportunísim a
p a r a a f i a n z a r su dom inación: m ostrándose generoso con ||
los vencidos, se captara la benevolencia del público, y diera
realce al prestigio de su p e rso n a ; abriendo un tanto los ojos
para conocer la e rra d a senda en que se había em peñado, hi­
ciera concebir esperanzas de un m ejor porvenir. Después de
una derrota tan com pleta, los partidarios del vencido se in­
clinan fácilm ente a tran sig ir con el vencedor, y m iran como
arranques de generosidad las concesiones m ás insignifican­
tes. E spartero no era capaz de com prender estas verdades,
porque era incapaz de s e n tirla s ; así es que fusila, deporta,
destituye, cebándose con increíble sañ a en los infortunados
que no pudieron fugarse. Pero la sangre de las víctim as
cayó sobre su cab e z a : el pueblo y el ejército al m irarle vié-
ronle m anchado con la sangre de sus m ejores amigos, y esto
nunca lo olvidan los corazones generosos. ¡Son tan negras la
in g ratitud y la cru eld ad !...
Tan inexorable como se m ostró con los vencidos, se ma­
nifestó d éb il con la revolución dondequiera que levantaba la
cabeza ; y si en mom entos críticos se le escaparon expresio­
nes severas, bien pronto tuve cuidado de enm endarlas con su
conducta. La clave de su política con respecto a las p e rtu r­
badores del orden público fu e: indulgencia com pleta para
cuantos no ataquen mi perm anencia en el p o d e r; castigo sin
m isericordia a quien ate n tare contra mi regencia. Vieronse
disturbios y desm anes escandalosos en d iferentes lugares;
esto nada im p o rtab a; pero hay quien se atreve a decir:
¡Abajo Espartero!; el poder rugía de cólera, estaba en peli­
gro de que le arreb atasen la presa, y él no q u ería soltarla.
R ecobrado del susto el general E spartero, y || creyéndose
asegurado en el m ando, conLinuó en su m alhadado sistem a
con incorregible obstinación. Desgobierno en el país, hum i­
llaciones en el e x tra n je ro ; he aquí com pendiada su política.
Ya hemos visto que, im aginándose sin duda que había lle­
gado la oportunidad de d a r un golpe decisivo, y con la m a­
ligna idea de h alag ar todas las pasiones rencorosas, autorizó
el famoso proyecto de Alonso sobre asuntos eclesiásticos,
proclam ando el cisma de la m anera más ab ierta y escanda­
losa. ¿Pensaba ta l vez el desatentado Regente que su men­
guado prestigio alcanzaría adonde alcanzó el poder de E n­
rique V III, y que su autoridad saliera bien parada de tan
(12, 242 244] ESPARTERO 143

arriesgado trance? P a ra fortuna suya y bien de la nación, el


descabellado proyecto encontró en todas p a rte s la acogida
que m erecía; los hom bres religiosos lo rech azaro n por cis­
m ático, los políticos p o r trasto rn ad o r, y hasta los m ás ard ien ­
tes revolucionarios lo m iraro n con desden, como contrario
por su intolerancia a l esp íritu del siglo. ¡E l hom bre llam ado
por las circunstancias a reo rg an izar la sociedad, e x tin g u ir
odios, reconciliar los ánim os y tra n q u iliz a r las conciencias,
lanzaba con m ano im pía una tea incendiaria, y pedía a las
C ortes que le autorizasen p a ra v io len tar las creencias de
la inm ensa m ayoria de los españoles!... Incapaz e indolente
en el gobierno, proponíase m an ifestar u n a energía facticia
oprim iendo a los débiles y castigando a los inocentes. Olvi­
dándose de las funciones de la Suprem a M ag istratu ra, soli­
citaba autorización p a ra p e rs e g u ir; y m ien tras se postraba
a los pies del gabinete de S an-Jam es y esperaba sum iso las
órdenes de la aristocracia inglesa hu b iérase !| em peñado de
buena gana en un ruidoso cism a p ara h acer ridículo alarde
de fuerza e independencia. La revolución misma fue m ás
cuerda y generosa que él, m anifestándole con adem án se­
vero que, si bien había destruido al clcro reg u lar y despo­
jado y abatido al secular, no quería encarnizarse con los
vencidos, hasta el punto de en treg arlo s a m anos de u n p er­
seguidor, por el delito de co n tin uar fieles al dictam en de su
conciencia.
De molde le viniera a E spartero el desastroso cism a para
llevar adelante sus designios. Entonces hu b iera tenido ab u n ­
d ante cosecha de enem igos de la libertad que com batir, de
encubiertos conspiradores que c a s tig a r; entonces habría
podido desarro llar en toda su am plitud el m aquiavélico sis­
tem a de fingir tram as ajen as para o cu ltar las propias. El
episcopado, todo el clero con rarísim as excepciones, hab rían
podido ser tra ta d o s de desobedientes y refractarios, y un in­
m enso núm ero de españoles h ab ría participado más o menos
de la sangrien ta tiranía de los procónsules del dictador. L i­
bertad. ley, reacciones, inquisición, Don Carlos, la Curia Ro­
mana, todas estas p alab ras resonaran incesantem ente p ara
encubrir m edidas arb itrarias y cru eles; la b astard a firmeza
de carácter que ordena y ejecuta destierros, fusilam ientos
y bom bardeos h ab ría cam pado a su s anchura's; y en tre
tanto se o cultara la debilidad que se h um illa ante la altivez
de los motines, y que m archa a escape hacia las orillas del
m ar, sin volver la cara al enem igo que viene con espada en
mano.
Entre tan to el prestigio del R egente andaba perdiendo
c a d a dia, y su poder se encam inaba a la ru in a guiado por
su nulidad jam ás desm entida, y que se I1 confirm aba a cada
paso, con algún solemne desacierto. C undía visiblem ente en
144 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 4 4 -2 4 5 ]

las filas del progreso la división, em peñándose unos en sos­


tener sem ejante sistem a, y arrojándose otros a com batirle con
energía y calor. Y a de mucho antes los periódicos habían to­
m ado de su cuenta a E sp artero ; los graves lanzándole fu l­
m inantes anatem as, y los satíricos exponiendo al público su
pequeñez y haciéndole objeto de ludibrio; pero en las Cor­
tes, y en los circuios políticos a la sazón influyentes, todavia
era respetada su p e r s o n a , todavía se echaba m ano de la dis­
tinción entre los m inistros y el poder irresponsable. Débil
reparo para cu b rir al Regente, y que el curso de los sucesos
habia de rem over bien p ro n to : el sistem a político no era
de los m inistros, era de E sp artero ; era la expresión r!e su
persona, la medida de su capacidad, el indicio de sus u lterio­
res proyectos. P o r eso, cuando la coalición d erribó al mi­
nisterio G onzález nada obtuvo sino escarnio y b e fa ; no se
quería el gobierno de una pandilla, y no parece sino que el
poder anduvo buscando los medios m ás a propósito p ara
que esta pandilla resultase más dominadora, con más exclu­
sivismo, con m ás aislam iento de todos los partidos, convir­
tiendo el centro del gobierno en un verdadero cuartel ge­
neral. Entonces e m p e z a r o n a v er claro hasta los m ás alu­
cinados; entonces conocieron, palparon, que elevando a
Espartero a la regencia habían hecho gobierno el foco de
intrigas del Mas de las M atas; entonces, preciso es hacerles
esta justicia, entonces se avergonzaron de su obra, entonces
retrocedieron, protestando a la faz de la nación que su inten­
to no habia sido su jetarla a tam aña ignominia. ||
No em bargante la oposición que cada día se presentaba
más grave, el poder cobraba aliento y brío, m ostrándose me­
nos comedido y recatado de lo que era de esperar, atendida
su n a tu ra l timidez. No le faltaba:! ni órganos en la prensa,
ni sostenedores en la trib u n a ; y ambos m anifestaban una
osadía que bien anunciaba un próxim o y estrepitoso rom pi­
miento. Al pensar en los peligros que podrían am enazarle,
recorrería E spartero las listas ce los afiliados, recordaría el
tiento con que se había procedido en la distribución d e los
em pleos para que recayesen en personas de confianza, la
completa seguridad que se podía ten er en los que ocupaban
los destinos m ás im p o rtan tes; reflexionaría sobre la dificul­
tad de que ni por un m om ento llegasen a coligarse republi­
canos, progresistas descontentos, moderados y c a rlis ta s ; pen­
saría en las destituciones y substituciones que había ejecu­
tado en el ejército, desde octubre de 1841 ; y con tam años
medios, auxiliados por la influencia y el apoyo de una na­
ción poderosa, debía de parecerle que sus enemigos, o no se
atrev erían a m overse, o, si tan to osaran, sufrirían el condig­
no castigo. ¡Vana ilusión en que v iv ir suelen cuantos habi­
tan dorados techos, respirando el perfum e de las lisonjas!
¡Vana ilusión que menos que nadie debía a b rig ar E spartero,
que, salido de] pueblo y educado en los cam pam entos, podia
conocer otros medios p ara alcanzar la verdad, de los que
acostum hran las personas criadas en el regio alcázar!
No damos exagerada im portancia a los clam ores de la
p re n s a ; sabemos que a menudo resp iran en ella la cólera
de los partidos, la saña de las facciones y II hasta el m ezqui­
no rencor o interesadas m iras de los p a rtic u la re s; pero hay
ciertos casos en que es tan ta la unanim idad, en que es tanto
el clamoreo, en que ab andonan a un gobierno hasta los más
decididos defensores, que entonces preciso es reflexionar so­
bre este h e c h o ; preciso es investifiar si la voz de la prensa
no podría ser el eco de la indignación pública. Esto le acon­
tecía a E spartero : en la capital, como en las provincias, la
prensa se había desencadenado co n tra é l ; ya se creía dispen­
sada de todo linaje de consideraciones y m iram ie n to s; y el
jurado, absolviendo los m ás vivos ataques contra la perso­
na del p rim er m agistrado de la nación, declaraba con sus fa­
llos que la irresponsabilidad había desaparecido.
Pero ¡cosa ex tra ñ a ! Este hom bre apenas sabía nada de
cuanto se decía contra él, ni a u n e n los periódicos de Ma­
drid ; así. unos con la m ira de evitarle disgustos y enojos, y
otros tal vez con interesados designios; le ocultaban la v er­
d a d : le dejab an cam in ar a su ru in a con los ojos vendados,
hasta que el clam or de la nación en tera le puso sobre sí y le
hizo m ira r en su alrededor, para no ver ya m ás que el abis­
mo en donde se iba a h u ndir. ¡T riste condición de los que
ocupan puesto elevado! Les es sobrem anera difícil el sab er
la verdad, contribuyendo a ocultársela los mismos en quie­
nes depositan su m ayor conñanza. C ontaba un íntim o alle­
gado de B uenavista que cierta persona que en la actuali­
dad com parte el infortunio del caído procuraba recoger de
antem ano todos los periódicos, y cuando el R egente pedía
alguno para leer se excusaba de traérselo, alegando extravío
u otro pretexto cualquiera. ¿T anto daño le I1 hu b iera hecho
el enterarse de las sesudas am onestaciones de El Correspoiv-
sal. el reflexionar algún tan to sobre las a terrad o ras invecti­
vas de El Heraldo y de El Sol, y hasta el m irar de vez en
cuando algunas caricaturas de La Posdata? La infatuación es
el peligro inm inente p ara los hom bres que se han levantado
con rapidez a puestos m uy e n cu m b rad o s; el m ejor modo de
precaverla es m ortificar con frecuencia el am o r propio. II
146 BIOGRAFÍAS [ 1 2 , 2 4 8 -2 4 9 ]

A RTICULO 6.»

Sucesos de Barcelona en noviembre y diciembre- de 1842

S u m a r io *—Situación
de Barcelona. Situación de esta capital a prin­
cipios de noviem bre del mismo añu. A ctitud de los republica­
nas. Documentos justificativos. Sucesos del anochecer del 13 de
noviembre. La poca previsión del capitán general Van Halen.
Sucesos del 15 y del 16. Carácter de aquella revolución. Lo
que habí» en el fondo de ella. Razones que lo confirman. Pre­
vención contra Zurbano. Los catalanes y las quintas. Juicio
del general Van Halen. Tremenda actitud del pueblo. La Junta
presidida por don Juan Manuel Carsy. Sus primeros actos. Do­
cum entos justificativos. Comienzan las am enazas de bombardeo.
Zozobra de la ciudad. Negociaciones con el capitán general.
Conducta de la Junta de gobierno. Su incertidumbre. Nuevo
aliento que toma el general Van Halen. La Junta va perdien­
do su fuerza. Salida de los prisioneros. Espartero delante de
Barcelona. Lu que podía hacer y lo que hizo. Su dureza de co­
razón. Su ceguera incomprensible. Sobre él pesa la responsa­
bilidad del bombardeo. Ultimas negociaciones. Hechos notables
narrados en la Reseña Histórica, publicada por los individuos de
la penúltim a Junta. Salida del venerable obispo. Inexorabili­
dad de Espartero. El bombardeo. U ltim átum del capitán gene­
ral. Horrorosa situación de Barcelona. Nueva salida del vene­
rable obispo. Espectáculo que presentaba la capital pocas ho­
ras antes del bombardeo. Desesperación de la ciudad. Ríndese
Barcelona y entran las tropas. Marcha el Regente y se vuelve
a Madrid. Su paso por Valencia. Fría acogida que encuentra
en Madrid. Indignación producida por toda España por e l bom­
bardeo de Barcelona, j!

S it u a c ió n de B arcelona

La situación se iba em peorando por momentos, e l des*


contento se hacía m ás vivo y se expresaba do una m anera
harto significativa; la p ren sa bram aba de cólera, los p arti­
dos se rem ovían; se com unicaban, se ponían de acuerdo para
a p restarse a una b atalla que, m ás o m enos decisiva, se había
hecho ya inevitable. E spartero había arrojado el guante, y la
nación lo recogió.
Erase a principios de noviem bre de 1842, y encontrábase
la ciudad de Barcelona en aquel estado de agitación y zozo­
bra en que tan a m enudo ha solido hallarse esta población
infortunada, A suntos m unicipales de una p arte y cuestiones
políticas por o tra tenían divididos y enconados los ánimos
hasta un punto difícil de e x p re sa r; el lenguaje de la prensa
estaba indicando bien a las claras que el encono ra y a b a en
[1 2 . 2 4 9 ] ESPARTERO 147

exasperación, y que bien p ronto la discusión se e n tab laría


en las calles y plazas. El partid o que a la sazón bullía y que
hacía cara al gobierno era el m ás extrem ado e n principios
dem ocráticos: la república era encom iada sin rodeos, la in­
surrección excitada sin r e b o z o L a inm ensa m ayoría de
B arcelona no sim patizaba por cierto con las doctrinas repu­

1 Para formarse una idea del lenguaje de la prensa léase el


siguiente plan de revolución que publicaba cada día El Republicano:
« P l a n d e r e v o l u c i ó n . — Cuando e l pueblo quiera conquistar sus
derechos debe empuñar en masa las armas al grito de i viva la Re­
pública !
E N TON CES SER Á O CASIÓN DE CANTAR EN CATALUÑA

Ja la campana sona,
Lo cañó ja rctrona...
A n e m , anem , r e p u b i i e a n s , anem !
A lo victo ria anem !

1
Ja es a rribat lo día
Q ue el poblé tant uolia:
F ugiu, ttTiiTis, Jo poblé vol ser reí.
Ja la campana joña...

II
La bandera adorada
Que jau allí empolvada,
Correm, germans, a Taire enarbolem !
Ja la campana...

III
MLreu-la que és galana
L'ensenya ciutadana.
Que llibertnt nos prom et si l'alcem.
Ja la campana...

IV
Lo garrot, l’escopela,
La fale i la forqueta.
Oh catalans!, amb valor em punyem !
Ja la campana...
Debe dar m uerte a todos los que hagan arm as contra él.
De&c aniquilar o inutilizar todo lo que conserve algún poder
su» o sea todo lo que depende det actual sistema,
la* Cortes, el trono, los ministerios, los tribunales, en
una palabra, toaos los funcionarios públicos.

V
La Cort i la nobles a,
L'orgull de la riquesa,
Caigan d'un eop fins al nostre nivell.
Ja la campana ••
148 BIOGRAFÍAS [ 1 2 , 2 4 9 -2 5 1 ]

blicanas; pero tampoco se ponía del lado del gobierno. Muy


al |' contrario, le odiaba profundam ente por su sistem a po­
lítico, por su deferencia a los extranjeros, por sus designios
de sacrificar la in d u stria c a ta la n a ; y para || colm ar la medi­
da y acrecentar el peligro le despreciaba por su impotencia.

Debe atacar no más que a los hombres del poder y evitar los
actos de venganza personal: es indigno de la majestad del pueblo
atacar a los indefensos de los partidos vencidos.
Debe apoderarse de todas las plazas fuertes y amalgamar la
fuerza papular con la del ejército fiel al pueblo.
A los caudillos que le dirijan sólo debe obedecerlos mientras
dure la insurrección y fusilarlos si quieren dejar en ejercicio algu­
na autoridad del régimen actual
Inmediatamente después del triunfo, en cudu pueblo se nombran
a pluralidad de votos tres sim p lís administradores, uno de ellos
presidente, que absorban toda la autoridad; en las grandes pobla­
ciones éstos publican un estado de los dem ás funcionarios locales
indispensables, y a los dos dias convocan al pueblo para su nombra­
m iento; si trataren de ejercer por sí este acto de soberanía, se les
fusila y se eligen otros.
A los ocho días debe reunirse nuevam ente e l pueblo para la
elección de los representantes en el Congreso Constituyente, y a
éstos se les libran poderes en que se diga; «Discutiréis y form ula­
réis una Constitución republicana bajo las siguientes bases; La na­
ción única soberana; todos los ciudadanos iguales en derech o s;
todas las leyes sujetas a la sanción del pueblo sin discusión y revo­
cables todos los funcionarios elegidos por el pueblo, responsables
y am ovibles; la república d e b i asegurar un tratam iento a todos
sus funcionarios, educación y trabajo o lo necesario para vivir a
todos los ciudadanos. Dentro de tres meses debe estar terminado
e l proyecto de Constitución y presentado a la sanción del pueblo.»

VI
La m ilicia i lo clero
No tinga m és que un fuero:
Lo poblé sois d’unn i altres és lo rei.
Ja la campana ...

VII
Los públics funcion an5
No tingan amos varis;
Depéngan tots del popular congrés
Ja la campana .

VIH
Los ganduls que es mantenen
D el poblé, i luego el venen,
Morin cremats, sinó pau no tíndrem.
Ja la cam pana...

IX
I los que tras ells vínguian
Bo será que entes tingan
Que son criáis, no senyors de la grei.
Ja la campana ..
[ 1 2 . 2 5 1 -2 5 3 ] ESPARTERO 149

En crisis tan form idable, a la víspera de una tem pestad ho­


rrorosa, cuando e ra necesario exquisito tacto político, esta­
ban al fren te de Barcelona V an H alen y G utiérrez. Increí­
ble parece que las autoridades no viesen todo lo grave e l'
inm inente del p e lig ro ; increíble parece que ellos solos no
v ieran lo que todo el m undo p a lp a b a ; increíble parece que
e l general encargado de conservar el orden se m antuviese
tra nquilo con la esperanza de dom inar con facilidad cual­
quiera te ntativ a de rebelión política. He aquí, no obstante,
cómo explica su modo de m irar las cosas el general V an H a­
len en su D iario razonado de los acontecim ientos que tu v ie ­
ron lugar en Barcelona. 1 Después de h ab er dicho cuatro p a­
labras sobre lo que él juzga verdaderas causas de la insu­
rrección, continúa:
«Todo esto y aun m ucho "más que seria largo re fe rir fué
con destreza puesto en juego p ara que produjese lo que des­
pués se vió. Pero ceñido yo a las funciones de mi m ando,
bien m arcadas por las instituciones y leyes que nos rigen,
veía m archar la revolución, sin serm e dado im pedir los ac­
tos que la p re p a ra b an : si bien con la fran q u eza que me es
propia confesaré que la misma odiosidad y división de p a rti­
dos, cuyos fines parecían tan opuestos, me hizo creer que
ninguno por sí solo sería b astan te fu e rte p a ra hacer una re­
volución im ponente; no pudo o cu rrirm e jam ás que depu­
siesen sus odios inveterados uniéndose estrecham ente p a ra
hacer una guerra asesina y traid o ra a un as tropas modelo de
virtudes y que por tantos años, a consta de inm ensos p eli­

X
U n sol pago directe
I un sol ram que el colecte:
Tothom d a llí será pagat com deu.
Ja la campana...

XI
Que paguia qui té renda
O bé alguna prebenda.
Lo qui no te tampoc deu pagar rís.
Ja la campana ...

XIT
Lo d ílm e, la gabella.
Lo dret de la portella.
No, jornalers, mai m es no pagarem.
Ja ]a campana..
El pueblo perm anece con las armas en la mano, pronto a ser­
virse de ellas si sus mandatarios no respetan aquellos principios.
D e este modo el pueblo por si mism o puede hacer la revolución» sin
dejarla en manos de corifeos am biciosos que le estafen, como los
a e septiembre, y sólo aseguren su dom in ación—A . T.i>
150 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 5 3 -2 5 5 ]

gros, fatigas y de todo género de sacrificios, habían tra b a ­


jado p a ra d a r a lu nación Las instituciones que nos rigen y
que deben hacer su prosperidad y grandeza.
«Conocía la historia, y no olvidaba la de los acontecim ien­
tos II de B arcelona y resto de C ataluña desde 1638 al 1640,
pero m e parecía im posible que pudiesen reproducirse pasados
dos siglos, en que tan tas razones d e conveniencia recíproca
debían estrechar los la 7os frate rn a le s en tre todo los habi­
tantes de la nación española. En esta convicción reposaba
tranquilo, lisonjeándom e dom inaría con facilidad cualquiera
ten tativ a de rebelión por causa p o lític a ; pues a la fuerza
del ejército contaba se le uniese la de todos los hombres hon­
rados de los dem ás partidos; con ta n ta más razón cuanto que,
rígido observador de la Constitución y de las leyes que de
ella em anan, cuando llegase a em plear la fuerza sería en
completa observancia de ellas, y nunca el agresor ni el pro­
vocador. Incapaz de perfidia y de traición, nunca las creo en
nadie m ientras no las veo d em o strad as; pero repito y repe­
tiré m il veces que jam ás esperaba la conducta observada en
los días 14, 15 y 16 por la m ayoría inm ensa de una población
de ciento sesenta m il alm as como es la de Barcelona, en
cuyo obsequio en el largo período de mi m ando he hecho
cuanto ha estado a mi alcance p ara contribuir a su bien y
prosperidad.»
Llegó el anochecer del 13 de n o v ie m b re ; una insignifi­
cante pendencia se convirtió en amagos de asonada. L a no­
che fué inquieta, las autoridades estaban en alarm a, la ciu­
dad en z ozob ra; pero al v e r al d ía siguiente la conducta de
V an H alen y G utiérrez, al v er que los grupos se aum enta­
ban, que se construían barricadas, que se am ontonaban rá ­
pidam ente los elem entos de trastorno, ios recelos se troca­
ron en serios tem o res; no cabía duda de que am enazaba un
grave conflicto. II
Sin haberlo presenciado es imposible concebir el des­
aliento con que procedió a la sazón el capitán general. C uan­
do los grupos eran insignificantes, cuando no estaban pose­
sionados de los puestos, cuando no se habían construido ba­
rricadas, cuando la masa del pueblo estaba com pletam ente
pasiva, esperando el desenlace de un dram a cuyo principio
no com prendía, entonces la autoridad m ilitar se m antuvo en
inacción, m irando al enemigo que se reunía, se organizaba,
se parapetaba, y que sin ambages ni disimulo retaba al com­
bate. Sólo en la m añana del 15, cuando las cosas presenta­
ban ya un carácter m uy grave, cuando la insurrección toma­
ba ya un aspecto algo imponente, bien que no tanto como se
im aginó V an H alen, cuando era m enester an d ar con mucho
tiento en disparar, entonces el capitán general desplegó os­
tentosam ente sus fuerzas y m archó con sus batallones, es­
112, 2 5 5 -2 5 7 ] ESPARTERO 151

cuadrones y b aterías a deshacer lo que pocas horas an tes no


h u b ie ra resistido a u n a com pañía de granaderos*. H
El estruendo de las d escargas y e l estallido de los caño­
nes anunciaron a la ciudad consternada e l principio de la
re frie g a : con fu n d am en to o sin él corrieron voces a la rm a n ­
tes que acaloraron los ánim os y |1 dieron al com bate c ierta
popularidad. Las tropas fueron hostilizadas desde las casas,
e l tiroteo resonaba e n d iferen tes puntos de la c a p ita l; los
m uertos y heridos era n y a en n úm ero co n sid erab le; V an

1 He aquí el parte que e l capitán general daba al gobierno con


fecha del 14. En él se halla una relación de los primeros pasos del
levantam iento y se echa de ver cuán m al prejuzgaba los sucesos que
habían de sobrevenir e l 15.
«Ejército de C ataluña—E. M.—Excmo. Sr.— Hace algunos días
que se anunciaba un alboroto, para el que debían aprovechar la
primera coyuntura favorable» ya fuese con pretexto del embarque
del tabaco de la suprimida fábrica, ya por oponerse a la quinta, y
tam bién hicieron correr voces de que e l gobierno había impuesto
una contribución para reedificar la Ciudadela. Al anochecer de ayer»
entrando por la puerta del A n gel el considerable número de gente
que acostumbra a salir a las inm ediaciones de la plaza los días fes­
tivos, trataron algunos paisanos de introducir vino de contrabando
aprovechando la confusión que produce en la puerta la muchedum­
bre ; un individuo del resguardo detuvo a uno de los contrabandis­
tas, quien, resistiéndose, se puso a luchar con é l. por lo que tuvo
que acudir la guardia a su socorro, y, queriendo otros paisanos pro­
teger al contrabandista, tuvo la guardia que hacerlo al resguardo,
de lo que tomaron pretexto algunos prom ovedores de desórdenes
para llevar a cabo el alboroto premeditado. Tiraron algunas piedras
a la guardia, y ésta, sin hacer uso de sus armas, despejó el frente
del puesto y mandó un soldado a dar parte a la p la z a ; pero al
atravesar éste un grupo se le echaron encim a y tuvo qu^ meterse
en la guardia de prevención del 5.° batallón de M. N., donde fué
protegido.—Sabedor de esta ocurrencia mandé reforzar aquella i¡uar
dia, y el señor jefe político, tomando fuerza del regim iento de Gua-
dalajara, m archó a la plaza de la Constitución, donde me dió aviso
el alcalde constitucional de que se habían reunido en grupos como
unas trescientas a cuatrocientas personas de todas clases, y algunas
con armas, pidiendo que se constituyase en sesión el Ayuntam iento.
El jefe político me pidió cincuenta caballos, los que le mandé inm e­
diatamente, así como dispuse desde luego poner la guarnición so­
bre las armas. Al entrar aquella autoridad con setenta hom bres y
un ayudante mío en la referida plaza se oyó un tiro, por lo que
mandó cargar las armas, a cuya orden se dispersaron los grupos.
Poco después supe que en el cuartel del 3." de la M. N., que es
de los republicanos, se reunieron tum ultuariam ente varios indivi­
duos de dicho batallón y que habían arrestado a algunos oficiales,
sargentos y soldados que se dirigían a sus cuarteles, o iban a llevar
a sus oficíales la orden de concurrir a ellos, quitándoles las armas
y teniéndoles como rehenes o prisioneros, dirigiéndoles expresiones
que sólo a la mucha disciplina de los cuerpos de este ejército se
debe el que no se sigan roás desagradables consecuencias. A poco
tiempo, sin embargo, los soltaron, y habiendo marchado a dicho
cuartel el jefe político, prendió a unos cuantos nacionales que ha­
bían quedado en él, contra los que se sigue causa, así com o contra
los redactores de El Republicano y varias personas sospechosas que
se hablan reunido en la redacción de aquel periódico, donde encon­
152 BIOGRAFÍAS [12, 257-2581

H alen se amilanó. Al cabo de pocas horas ccsó el fuego, re*


plegáronse las tropas, y tom ando b río la insurrección, que
se creyó ya vencedora, aprovechóse de la agitación de los
ánimos, del odio general contra el gobierno, y la ligera chis­
pa se convirtió en incendio espantoso.
En la tarde del 15 y m añana del 16 era difícil concebir lo
que había sucedido y estaba sucediendo en Barcelona. Nadie
sabia a pu ito Hp por qué ni p ara q u é ; pero lo cierto es
que la ciudad y sus alrededores estaban levantados en m a sa :
que las tropas estaban encerradas en los fuertes, y que el
gobierno no tenía una sola voz en su favor. Jam ás se vió
un m ovim iento m ás rápido, m ás sim ultáneo, más im ponente;
la población estaba convertida en un cam p am en to ; |[ ciuda­
danos, por otra p arte, m uy pacíficos se hallaban en actitud
de recibir a balazos al enemigo, si se av en tu rab a a una
te n ta tiv a ; y el ensayo de a rro ja r los muebles por la venta­
na, estropeando im punem ente a los agresores, había corrido
de boca en boca, siendo m uy crecido el núm ero de los re­
sueltos a em plear este medio de defensa, i Nadie pensaba en
M ontjuicb! 3 |.:

tró también armas y m uniciones, algunas de la M. N. y otras pro­


hibidas, de todo lo que es consiguiente dará cuenta al gobierno.—
Las tropas permanecieron sobre las armas hasta las seis de la ma­
drugada, en que sólo quedaron retenes en todos los cuarteles.—A las
once recibí los oficios del jefe político, cuyas copias son adjuntas,
asi como de los que le he dirigido (números 2, 3. 4, 5 y 6>; he vu el­
to a poner la guarnición sobre las armas, y espero el resultado de
las disposiciones de la autoridad civil para obrar en consecuencia.—
No ha ocurrido otra novedad ni creo llegue a alterarse el orden
de un modo que comprometa gravem ente la tranquilidad pública:
pero si esto se verificase pu>do asegurar a Vuestra Excelencia que
haré respetar las leyes y el gobiernu, y quedarán de tal modo es­
carmentados los alborotadores, que no volverán a reproducirse los
desórdenes.—Dios guarde a Vuestra Excelencia muchos años.—Bar­
celona, 14 de noviem bre de 1842—Excmo. Sr. Secretario d ’ Estado
y del Despacho de la Guerra.»
a Hemos visto el parte del 14; el del 15 demuestra cuán errado
anduvo en su conducta el general Van Halen:
«Ejército de Cataluña.— E. M.—Excmo. Sr.—Por el correo de
ayer di a Vuestra Excelencia conocim iento de lo que sabia ocurría
hasta aquella hora, con respecto a la tranquilidad pública, la cual
cada vez se fué alterando considerablem ente, reuniéndose en la pla­
za de San Jaim e y otros puntos de la ciudad los diez batallones
de la M. N. y muchos que no le pertenecían; por lo que pasé a la
habitación del jeíe político, dnnde también acudieron los alcaldes y
comandantes de aquélla, llam ados por él, para prestarle cuanto apo­
yo estuviese a mi alcance; a eso de las diez de la noche dieron
parle todos los comandantes de haberse retirado a sus casas la ma­
yor parte de sus respectivas fuerzas, que ya habían construido ba­
rricadas en todos los alrededores de la plaza de la Constitución.
Mas, sin embargo, de todos los mismos batallones, sin querer obe­
decer a sus comandantes, quedó una Rran parle de la fuerza en la
plaza de San Jaime e inmediaciones, cuyo número no puede calcu­
larse por estar ocupadas las casas. A las siete de la mañana de hoy.
259 J ESPARTEHO 153

¿ E ra republicano el m ovim iento? B asta conocer a Barce­


lona para convencerse de que su inm ensa m ayoría estaba
m uy lejos de p ro h ijar sem ejantes ideas. Que la ciudad se
levantase en favor de la república es un absurdo que no
m erece refutación. C ierta au to rid ad tuvo la hum orada de

perdidas todas Las esperanzas de Q u e los sublevados obedeciesen n


las autoridades civiles, fué indispensable em plear la f u e r z a , atacan­
do a la plaza de San Jaime en tres direcciones con la fuerza dispo­
nible de los regim ientos de Zamora» Sabaya y G uadalajara, y «a
artillería; pero, encontrando una resistencia que no era de espe-
rar, y saliendo de todas las casas y azoteas que podían ofendernos
en todas direcciones un nutrido fuego, acompañando a él arrojar­
nos cuanto tenían a la mano ya preparado, todos los esfuerzos del
valor más decidido no tuvieron olro resultado que e l aproximarnos
hasta las primaras casas que daban al Cali, haciendo en ellas unos
ciento vein te prisionerus, y en la dirección opuesta hasta la plazuela
del Angel, sufriendo por ello pérdidas de consideración en oficiales
y tropa, pidiéndome los coroneLes de los cuerpos dichos, refuerzos
que no podía darles, porque la única reserva que m e quedaba eran
unos doscientos hom bres del regim iento de Almansa que en la
Rambla, con la caballería, hacían frente al ataque que se nos hacía
por todas Las calles que dan a ella y desde edificios de la m ism a;
en esta situación, los reunidos en la plaza, que se habían aum enia-
do considerablem ente, pidieron se suspendiese el ruego, dando mil
protestas de que acto continuo se restituirían a sus casas, ofreci­
miento que las circunstancias m e obligaron a ac?ptar, mas no cum ­
plieron ninguno de ellos, encontrándose en una anarquía espantosa,
y a fin de ver si era posible conseguir n.-> se repitiesen las hostilida­
des, reuní mis fuerzas en su punió de partida; pero como éstas lle­
vaban dos días con sus noches de estar sobre las armas sin el m e­
nor descanso hom bres y caballos, y viendo que la insurrección era
general, aun cuando no se hacía fuego mas que en alguna que
otro punto distante, donde escalaban la muralla por diferentes pa­
rajes batallones y gente armada de los pueblos de Las inm ediacio­
nes, reuní las tropas en la Ciudadela, Atarazanas y cuartel de Estu­
dios, reforzando a Mantjuích, después de treinta m il ofrecim ientos
de que todos entrarían en el orden; mas esto. Lejos d¿ cum plirse,
ha continuado el fuego sin interrupción al frente de esta Ciudadela,
pero sólo de algunos tiradores cubiertos en las casas, sin tener con
quién entenderm e en la ciudad, porque e l jefe político está aquí y
algunos aLcaldes en Atarazanas. La fuerza que tengo en esta Ciuda-
dela no pasa de m il trescientos hombres, a que tengo que dar de
comer mañana, y siguiendo el estado de hostilidad en que se halla
el pueblo no espero lograr víveres de él- El provincial de Salam an­
ca acaba de llegar a estas inmediaciones, y le h» prevenido lo con­
veniente para que entre en la madrugada de mañana con los víveres
que pueda reunir.—Nada ha dejado que desear el comportam iento
de las tropas y su adm irable disciplina, siendo por lo mismo más
sensible que sus esfuerzos y la sangre que se ha derramado no haya
producido el feliz resultado que sería de desear.—He pasado com u­
nicación a los com andantes generales de las provincias para que.
reuniendo todas las fuerzas que tengan después de dejar cubiertas
las plazas, acudan a estas inmediaciones.—No sé cómo se presentará
e l día de m añana; pero haré cuanto pueda por sacar e l m ejor par­
tido posible de esta situación.—Dios guarde a Vuestra Excelencia
muchos años.—Ciudadela de Barcelona, 15 de noviem bre de 1842.
Excelentísim o señor.—El conde de Peracamps.—E xcelentísim o señor
Secretario de Estado y del Despacho de la Guerra.»
154 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 5 9 -2 S 1 ]

h ablar de carlistas y de clero que tocaba a re b a to ; la i n o


eentada es p e rd o n a b le ; es de aquellas que por ridiculas no
dañan.
¿Tratábase de re sta u ra r ]" .esen c ia d e C ristina? Así lo
d ijeron tam bién los que am algam aban a Don |] Carlos con
l a república. Esto no necesita comentarios. S in embargo,
consúltense los docum entos de la época, véanse las opinio­
nes y antecedentes de los hom bres que estaban al fren te del
m ovim iento, y se echará de ver que l a conspiración C r i s t i n a
no tenia m ucha m ayor verosim ilitud que la carlista. A demás,
que no indagam os aquí cuáles fuesen las m iras de los que
com enzaron el levantam iento, sino que buscamos e l pensa­
miento que anim aba e im pulsaba a la m ayoría de la pobla­
ción ; y en este sentido puede afirm arse con en tera seguri­
d ad que el m ovim iento no fué cris ti no, por l a sencilla razón
de que nadie soñaba entonces en p ro clam ar a C ristina.
Se ha tenido por cierto que el instinto de conservación y
de defensa de la propiedad, que se creyó am enazada, había
puesto sobre las a rm as a B arcelona y dado al movim iento
u n a popularidad que sin esta circunstancia no h u b iera a l­
canzado. Es decir, || que se h a supuesto que la cuestión fué
principalm ente social, m as no política. Jam ás hemos po­
dido convencernos de e sta aserción; jam ás hemos podido
ace^ var como satisfactoria una explicación sem ejante. Es
bien posible, y se ha dado como seguro, que uno que otro
soldado cometiese desm anes al e n tra r en las casas situadas
en el lugar de la re frie g a ; pero dudam os m ucho que la ge­
neralidad de la población llegase a tem er seriam ente que se
la entregase al saqueo.
Las quintas, los algodones, las disputas sobre intereses
locales, bastab an para popularizar el m o v im ien to ; pero en
el fondo de los espíritus, en el entendim iento de los previ­
sores y en el corazón de los sencillos se abrigaba o tra co sa ;
lo que para unos era una conjetura, era p ara otros una es­
peranza instintiva. H abía un deseo inexplicable de desha­
cerse del poder que pesaba sobre la n a ció n ; todo lo que
tendía a este blanco, todo lo que d ejab a en trev er la posi­
bilidad de que contribuyese a d e rrib a r a Espartero, todo e ra
acogido con avidez, aplaudido con entusiasm o. La prensa
que com batía a E spartero era la expresión de la opinión pú­
blica; esta prensa no se cuidó m ucho de an alizar el origen
del alzam iento, sólo atendió al fru to que de él se podía sa­
car. Pues b ie n : lo mismo mismísimo aconteció en Barcelo­
na : se creyó que quizás existirían combinaciones al intento,
que en otros puntos estallarían insurrecciones sem ejantes,
y la esperanza pública adivinaba ya en noviem bre lo que
debía suceder en junio. Todo estaba indicando que un poder
ta n desacreditado no resistiría a la prueba de un pronuncia­
[1 2 . 2(31-263] ESPARTERO 155

m iento de algunas ciudades im portantes. ¿Q uién no re c u er­


da la || viva ansiedad con que se ag u ard ab an los correos?
P a ra quien haya visto de cerca los últim os acontecim ientos
que han derrib ad o a E sp artero es ind u d ab le que el pensa­
m iento, el instinto d el público, eran entonces Los mismos que
ahora. El mismo esp íritu de tolerancia, el mismo grito de
unión, la m ism a tendencia a coligar los partidos contra el
enem igo común. Y es que el pueblo, no el pueblo facticio,
sino el verdadero pueblo español, había resuelto y a la cues­
tión m ucho an tes que no lo h icieran la prensa y las Cortes.
No son la p ren sa y las C ortes quien ha guiado a la n a c ió n ;
la nación es q u ien h a guiado a las C ortes y a la prensa. An­
tes que los periódicos se coligasen, an tes que en el Congre­
so se le v a n tara el g rito de alarm a, la nación hab ía tom ado
ya su partido. A los ojos de la España e l poder de E sp artero
era caduco, y sobre caduco d añ o so : in ú til p ara todo lo bue­
no, eterno obstáculo a toda m ejora, núcleo de elem entos no­
civos, sem illa de inextinguibles discordias; a ltam en te peli­
groso para la independencia d el país y la seguridad d el tro ­
no. L a nación se reía y a de la inocente candidez de los que,
siendo enem igos de la situación, esperaban, no obstante, que
se desenlazaría por los trám ites legales. Los pueblos están
dotados de adm irables instintos, y el verdadero pueblo es­
pañol se distingue m uy v en tajo sam en te por esta calidad, so­
bre todo en las grandes crisis. Ya en 1808, cuando no pocos
de los que leían los periódicos nacionales y ex tran jero s, y
que estaban al corrien te de la situación de Europa, m iraban
como insensata la resistencia al poder d e Napoleón, e l pue­
blo que no sabia ta n to se arro jó a la palestra a im pulsos de
su lealtad y de II su b r ío ; el resultado m anifestó de p a rte
de quién estaba la previsión. Ahora, cuando en los altos
círculos todavía se hacían combinaciones m in isteriales y se
pre p a ra b an b a ta llas de urn as, la nación estaba viendo que
todo era inútil, y que lo im p o rtan te era salir al cam po y em ­
plazar con las a rm a s en la m ano al soldado d e B uenavista.
L am entam os como el que m ás la sangre de los soldados
que, obedientes a la voz de sus jefes, perecieron en las ca­
lles y en las plazas defendiendo la causa d el gobierno. M u­
chos de aquellos pundonorosos m ilitares reconocieran, lo
propio que los paisanos, e l origen ilegítim o y las m enguadas
calidades del poder q ue em puñaba las rien d as del E s ta d o ;
m as no eran ellos quienes debían lev an tar el grito, cuando
a la sazón no existía o tra b a n d era a la cual p u d ieran aco­
gerse. No es v erdad que B arcelona los odiase, no es verdad
q.ue hubiesen resucitado en toda su viveza las antiguas a n ­
tip atías e n tre catalanes y castellanos; si algún soldado solo
caía en m anos d el paisan aje no era a tro p e lla d o ; y hasta los
heridos eran tratad o s con compasivo m iram ien to d u ra n te el
156 BIOGRAFÍAS L12, 2 6 3 -2 6 5 }

calor de la refriega. Es cierto que los paisanos se batían con


e ncarnizam ien to ; fué posible que uno que otro se abando­
nase a excesos hijos de un fu ro r m o m en tán eo ; m as ta n
pronto como se h allab an cara a cara con los soldados sin
a rm a s ; tan p ronto como no veían en ellos un defensor de
Espartero o un satélite de Z urbano, los tra ta b a n con la más
afectuosa cordialidad.
Ya que hemos m entado un nom bre propio, que en aque­
llos días era de execración, y que volvió a serlo en el pro­
nunciam iento de junio, no será fuera del ¡! caso decir sobre
él cuatro palabras. C r e e m o s que la Ilefiada del general Z ur­
bano a B arcelona no tendría otro objeto, como añrm a el señor
V an H alen, que p asar a T arragona p ara inspeccionar las
aduanas y el resguardo, y que serían voces alarm an tes y di­
fundidas adrede por los autores de la revolución las que
circularon sobre la quinta, fusilam ientos y otras cosas seme­
jantes. No dudam os que Zurbano estaba a la sazón en acti­
tud inofensiva y que no habia recibido del gobierno la mi­
sión que el público su p o n ía; sin em bargo, nos atreverem os
a p re g u n ta r al señor V an H alen si no fué altam ente impo­
lítico que en circunstancias tan críticas, y en que los ánimos
andaban tan suspicaces y exasperados, se presentase en la
capital el hom bre cuyo sistem a de gobernar se habia hecho
tan famoso, d urante sus correrías en las provincias del N or­
te, su m ando en Bilbao después de los sucesos de octubre, y
m uy p articu larm en te en la m ontaña de C ataluña y en la
provincia de G erona, Se hablaba a la sazón de realizar la
quinta, cuyo solo nom bre basta para ex altar a los catalanes,
y en el m om ento que se suponía decisivo se p resenta Zurba-
no y se difunde rápidam ente la voz de que él viene para
obligar a los mozos a m eter la m ano en el cántaro.
Es preciso h ab er vivido en este país largo tiempo p ara
conocer todo el efecto que debía de producir sem ejante no­
ticia. Al catalán nada le im porta to m ar las arm as, batirse en
las calles y en los campos, consum ir largos años de su juven­
tud en m edio de las fatig as m ilitares; en u n a palabra, nada
le im porta se r soldado, con ta l que no se le fuerce a serlo y
no se le apellide con este nom bre. Será m iguelete, será volun­
tario individuo de cuerpos francos o de otro que tenga u n a
denom inación c u a lq u ie ra ; él propio co irerá a alistarse p ara
servir bajo la b an d era levantada, h asta sufrirá que le suje­
téis a cierta disciplina, que le llevéis a países d istan tes del
suyo, que lo conduzcáis a los m ayores p eligros; haced de
él lo que queráis, m ientras os guardéis de llam arle quinto,
de decirle que le ha caído la su erte de soldado. Al oír estas
p alabras se indignan y se am otinan o huyen los mozos, llo­
ran de desesperación y desconsuelo las m adres y herm anas,
los ancianos recuerdan orgullosos que esto jam ás se hizo en
[1 2 , 2 6 5 -2 6 7 ] ESPARTERO 157

Cataluña, que los mismos reyes no pudieron nunca lograrlo,


y añaden que esto no se debe consentir, y así hablan hom ­
bres cargados quizás de heridas en la guerra de la Indepen­
dencia, de la C onstitución de 1820 y de los últim os siete
años. Esto será un m al ta n grave como se quiera, pero es
un hecho positivo; la q u in ta es im popular tanto en las ciu­
dades como en los cam p o s; tales son las ideas y costum bres
del país, que quien resista al gobierno por m otivo de la
q u in ta encuen tra p or todas p artes sim patías y apoyo.
Júzguese ahora de la indignación q ue habia de producir
la noticia de que se tra ta b a de e je cu ta r la quinta y de que
el ejecutor era Zurbano. Estam os p rofundam ente convenci­
dos de que si los hom bres que se pusieron al fren te del mo­
vim iento hubiesen sabido p re sen ta r a todo el Principado de
C ataluña estas dos ideas con toda claridad y viveza, remo­
viendo con ellas el descontento y el encono que se abrigaba
en el corazón de la inm ensa m ayoría del pueblo, bastaban
ellas solas p a ra le v a n tar el P rincipado y consum ar en |] no­
viem bre lo que se llevó a cabo en junio. Porque preciso es
confesarlo: Z u rb an o había com prendido m uy m al el carác­
te r de Los catalanes. El sistem a de los palos y fusilam ientos
prueba m uy mal e n tre n o so tro s: no están acostum brados los
catalanes a besar la mano que los a z o ta ; cuando se les tiene
el pie sobre la cerviz y se los su jeta am arrados con cadenas
de hierro, ya que no pueden h acer o tra cosa, echan sobre el
opresor una m irad a fulm inante. ¡Ay d e él el día que se rom ­
pa la c ad e n a ! Los hom bres insultados en las m ontañas y for­
zados por algún tiem po a com prim ir su indignación y des­
peche) sabrán p resen tarse en las a ltu ra s del B rueh con el
gorro e n carn ad o ; y aquellos pobres aldeanos que anduvie­
ron m aniatados por las cárceles y asistieran a horrorosos su­
plicios de sus herm anos em p u ñ arán briosos el fusil, disputa­
rá n a palmos el terreno a las tropas m ás escogidas, y con
u na m ala escopeta ten d rán b a stan te a rro jo para en cararse
con la más av en tajad a lanza.
Ya que el general V an H alen afirm a que no ignoraba la
historia de C ataluña, no debía tampoco desconocer el carác­
te r de los catalanes. P o r am or a la conservación del orden
debía avisar al general Z urbano que o no entrase en B arce­
lona o saliese cuanto a n te s; tenerle a su lado d u ra n te Las
horas de com bate era d a r pábulo a las voces que por desgra­
cia habían cundido dem asiado e n tre el vulg o ; era d e ja r que
se creyese que la llegada de Zurbano tenía un objeto p ar­
ticular para Barcelona, que él era quien debía encargarse
de su jetar la ciudad, si in ten tab a oponerse a las disposicio­
nes del gobierno.
L lam a el general V an H alen al levantam iento de I' B ar­
celona la rebelión más in/am e, injusta y traidora de que hay
158 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 6 7 -2 6 8 ]

ejem plo en la h is to ria ; y, sin em bargo, afirm a en otros luga­


res de su Diario razonado que tomó p a rte en ella la inm en­
sa m ayoría de la población, lo que d eb iera hacerle conside­
ra r que una ciudad de ciento sesenta m il alm as no es proba­
ble que se arro je en m asa a una infam ia, a u na injusticia,
a u n a traición in a u d ita s; debía hacerle en ten d er que causas
m uy graves hab ían prom ovido irritación m uy f u e r te ; que
se abrigaba en el fondo d e los esp íritu s un pensam iento po­
lítico m ás o m enos determ inado, pero bastan te a lev an tar la
indignación p o r m ucho tiem po com prim ida, y a rro ja r el
g uante al hom bre de fu n esta m em oria que, habiendo comen­
zado su ensalzam iento por medio de un tenebroso m otín, go­
bernaba la nación con ta n ta flojedad y desacierto.
Juzgúese lo que se q u iera de la insurrección de Barcelona
y alrededores; califíquesela d e ju sta o de injusta, de noble
o de infam e, de leal o de traidora, lo cierto es que fu é un
acontecim iento de colosales d im en sio n es; y que si no tiene
ejem plo en la historia, como dice el señor V an H alen, en
lo infam e y en lo injusto, tam poco tiene muchos en lo im­
ponente y aterrad o r. Todavía recordam os con profunda emo­
ción aquellos dos días de conflagración espantosa; todavía
recordam os el aspecto form idable de u n a ciudad d e ciento
sesenta m il h ab itan tes, encastillados en las calles y en las
casas, haciendo fren te al ejército, peleando prim ero con a rro ­
jo y en seguida retán d o le a l combate, cuando las tro p as se
andaban replegando como el león herido y acosado por el
cazador ; todavía recordam os el estrépito atro n ad o r que no
cesaba || de noche ni de día, y el ruido de los tam bores, y el
sonar de los clarines, y el galope de los caballos, y la grite­
ría de la m ultitud, y los alaridos d e los que en todas direc­
ciones construían barricadas, y el estrépito de las descargas,
y el re tu m b a r de los cañones; todo dominado, enardecido,
electrizado po r el fragoroso reso n ar de innum erables cam pa­
nas. Sobrevenía a veces u n m om ento de silen cio ; el corazón
se a b ría a la esperanza de que españoles cesaban de comba­
tir con españoles y herm anos con h erm anos; pero un ins­
ta n te después se rom pía m ás vivo el fuego, y resonaban de
nuevo las cam panas, y con m ás fuerza, y con m ás brío, y
más aprisa, como llam ando a las arm as p ara un peligro d e­
cisivo, como diciendo q ue era indispensable vencer o m orir
en la dem anda. Y otra vez p arab an u n in stan te y o tra vez
volvían a resonar, comunicando a los corazones enardeci­
m iento y furor. Y cuando e n tre todas las de la capital des­
collaba la voz hondam ente atronadora de la Tomasa, parecía
que uno estab a oyendo el clamoreo de un gigante que, acau­
dillando num erosas huestes, las an im ara a la pelea.
No, no es ex trañ o que el general V an H alen se am ilanase,
no es extrañ o que no viera otro m edio de salvación que re­
[1 2 , 2 6 8 -2 7 0 ] ESPARTERO 159

plegarse a los fu e rte s y luego ab an d o n a rlo s; no es ex trañ o


que en lo sucesivo no concibiese posible otro plan p ara su­
je ta r a B arcelona que la b a rb a rid a d de un b o m b a rd e o ; no
es extraño, no, porque debe de reso n ar a ú n en sus oídos
aqueL form idable cam paneo que, ayudado de los alaridos de
la m uchedum bre y del fuego q ue salía de todas direcciones,
e ra por cierto capaz de in tim id ar a hom bres |] rnás resueltos
que quien a la sazón se h allab a a l fre n te del ejército de Ca­
taluña. M ucha razón tenía el señor V an H alen e n h ab er
aflojado algún tan to en su altivez después de h ab er presen­
ciado escena ta n terrib le. Asi es que al verse en cerrad o e n la
C iudadela y a no se avergonzaba de d irig irse a la J u n ta de
gobierno de Barcelona inv itán d o la a u n a transacción en tér­
minos am istosos y hasta hum ildes*. ||
Un carácter notable p resen ta la revolución de noviem ­
bre, y es una generosidad p or p a rte del pueblo y u n a suavi­
dad de lengu aje y de acción de los que se colocaron a la
frente, que co n trasta de una m a n e ra sin g u lar con el espí­
ritu perseguidor y sanguinario que con h a rta frecuencia he­
m os tenido que la m e n tar en otras. N i u n acto de crueldad,
ni una palab ra dirigida a en conar los ánim os salía de la
boca de los caudillos d el m o v im ien to ; unión de todos los

* «Ejército de Cataluña.—E, M.—Cien vidas que tuviera habria


dado con gusto antes de que tuviera lugar el acontecim iento que
afligirá el corazón de cuantos m erezcan el nombre de liberales es­
pañoles. Nada h e om itido por mi parte cum pliendo cuanto ofrecí
cuando se suspendió el fuego; y o conozco muy bien que en estado
sem ejante es difícil im pedir hagan fuego aquellos que no desean la
paz entre los que tantos sacrificios han hecho unidos para defender
la Constitución, la Reina Isabel II y la Regencia que la representa­
ción nacional se ha dado; pero es preciso poner térm ino a una si­
tuación tan crítica que am en aza' los m ayores m ales a la población
más rica e industriosa de España, a cuyo fin me encontrarán siem ­
pre dispuesto cuantos en Barcelona deseen el triunfo de nuestra
c a u sa ; para ello es preciso nos entendamos, empezando por suspen­
der toda hostilidad y esos continuos tiros sin otro objeto que man­
tener la alarma. D ecidido como lo estoy con todos m is subordinados
a cum plir con los deberes que nuestros juram entos nos imponen,
cuando se nos obligue a ello, si esto no sucede pronto, olvidando lo
pasado, juntos estarem os dispuestos a com batir por la libertad, más
expuesta que nunca cuando no manda la ley ni existe el orden.
Nombre la autoridad que más influjo ejerza ahora en la ciudad los
comisionados que elija, para que nos pongamos de acuerdo, como
lo espero de españoles leales, y todos a la vez harem os un gran ser­
vicio a la patria.—Los que batiéndose fueron hechos prisioneros en
las casas que defendían han sido tratados del m odo con que se con­
ducen siem pre los verdaderos liberales, y se conservaron en donde
más seguridad propia ten ían; y hubieran sido puestos ya en liber­
tad si, como se m e ofreció, hubiese cesado el fuego por parte de los
habitantes. En fin, todo se arreglará dosde e l m omento que nos
entendam os, lo que para bien de la población urge sea cuanto antes.—-
Dios guarde a esa Junta m uchos años.—Ciudadela de Barcelona,
15 de noviem bre de 1842.—E l conde de Peracamps.— A la Junta do
gobierno de Barcelona.»
160 b io g r a f ía s [12. 270.271]

partidos. s!n exceptuar ninguno, sin zaherir a ninguno: éste


era el lem a del levantam iento.
En el mismo dia 15. un instante después de haber cesado
el fuego, se publicó una alocución de don Ju an M anuel Car-
sy dirigida a la M ilicia N acional para que, nom brando cada
cuerpo un representante, se constituyese una J u n ta que dic­
ta ra las m ás enérgicas m edidas y proporcionase cuantos bie­
nes su penetración le sugiriera en ta n críticas circunstan­
cias 5. ||
En aquel docum ento no se trasluce todavía el blanco de
la insurrección, no se tra ta sino de organizaría para darle
consistencia; las tropas ocupaban aún gran p arte de la ciu­
dad ; la población estaba conmovida, pero no b astan te re­
suelta para que p udiera contarse de seguro con su ap o y o ;
y asi debió de creer p ru d en te el señor Cai'sy no so lta r todo
su pensam iento para no asu star a los tímidos y poner en
guardia a los enemigos.
Constituida ya la Ju n ta el dia 16, no se aventuró tampoco
a ningún program a político; contentóse con lam entarse de
que la autoridad local hubiese abandonado su puesto, con
pon d erar la necesidad de unión y constancia y con d a r al­

1 «Ciudadanos: valientes nacionales: catalanes todos: la hora


es llegada de combatir a los tiranos que bajo el terreo yugo m ilitar
intentan esclavizarnos.
»Con toda la emoción del placer he visto prestar, exponiendo
vuestras vidas, los m ayores sacrificios en favor de nuestra nacional
independencia: sí. os he visto llenos del mayor entusiasm o, brio­
sos, lanzaros al fuego de los que, alucinados por jefes tan déspotas
como titanos, quisieron hollar vuestros más sagrados derechos. No,
no les dictaba su corazón el hostilizaros; una mano de hierro les
impuso tan interna! y abominable crimen. Puesto que mostrado
habéis que queréis ser libres, lo seréis a pesar de un gobierno im­
bécil que aniquila vuestra industria, menoscaba vuestros interesas
y trata, por fin, de sum iros en la más precaria y lastimera situación,
en la más degradante miseria.
«Una sola sea vuostia divisar hacer respetar el buen nombre
catalán; unión y fraternidad sea vuestro lema, y no os guien, her­
manos míos, las seductoras palabras de la refinada ambición de
unos y la perfidia y maledicencia de otros
vGuiado de las más sanas intencianes he creído oportuno diri­
girm e en estos m omentos a los batallones, escuadrón, zapadores y
artillería de M. N , para que. sirviéndose nombrar un representan­
te por elección en cada uno de ellos, se constituyan en Junta, dic­
ten las mas enérgicas m edidas y os proporcionen cuantos medios
su penetración les sugiera en estas críticas circunstancias
i>Al momento, no hay duda, sentiréis las mejoras. Vosotros, los
que. abandonando una triste subsistencia que os produce quizás un
miserable jornal, habéis preferido quedaras sin pan antes que su­
cumbir a infernales m aquinaciones, sois dignos de todo elogio, ha­
béis despreciado la muerte con bizarría, justo es quedéis indem­
nizados de vuestras fatigas y penalidades. No dudéis levantará su
enérgica voz en vuestro apoyo vuestro hermano y compañero de
armas.
«Barcelona. 15 de noviembre de 1842.—Juan Manuel Carsy.»
[ 12, 271 273 ] ESPARTERO 161

gunas disposiciones relativ as || a la organización deL levan­


tam iento y a la conservación del orden en. lo in te rio r de la
ciudad*. ||
P o r m ás reserva que se notase en los que debían expre­
sar el pensam iento de la insurrección, todos cuantos cono-
d a n la verdad era situación de los espíritus, apreciando de­
bidam ente la gravedad de la crisis, echaban d e v er que era
de todo punto im posible p a ra r el carro d e la revolución que
tan vehem ente impulso acababa de recibir. Era im posible
que el levantam iento, fuera cual fuese su origen y las in te n ­
ciones de los prom ovedores, y hasta aun cuando se su p u ­
siera que fué un incendio en teram en te casual, era imposi­

* «C atalanes: La J u n ta p o p u la r d ire c tiv a p ro v isio n al os d irig e


la p a la b ra con la em oción que es con sig u ien te en la g rav e crisis en
qu e nos encontram os por las viles m aqu in acio n es d e la tira n ía .
uUnión y constancia es lo que principalm ente os encarece esta
Junta; unión y constancia salvará el bajel que ha estado a pique
de naufragar.
«La a u to rid a d local elegida p o r el p u eb lo p a ra su apoyo, su sos­
té n y su salv ag u ard ia nos ha ab a n d o n ad o : no seguirem os n o so tro í
tan indigno e je m p lo ; a v u e stro fre n te estam o s p ro n to s a m o rir
a n te s q u e h a c er tra ició n a la confianza q u e hem os m erecido.
»Los jornaleros que con tanto desprendim iento han acudido a
poner freno a la arbitrariedad, dando pruebas inequívocas de cor­
dura y sensatez, serán sin demora socorridos.
uAdemás. m ovida de interés por lus nacionales que han salvado
la libertad con peligro de su vida, la Junta popular directiva tomará
desde luego las disposiciones necesarias para que no quede la m i­
licia en el estado de desorganización en que se encuentra a h o ra ; y
al efecto autoriza a cada batallón para que elija un representante
que exponga las reformas que crea conducentes para la completa
organización de dicha fuerza y la m ayor satisfacción de todos sus
individuos.
«Ciudadanos: valientes y entusiastas nacionales: toda vez que
a vuestro valor y a vuestros esfuerzos se debe la salvación de Bar­
celona, la Junta directiva de las fuerzas reunidas de todo el pue­
blo para sostener la tranquilidad y el orden que tan cum plidam ente
sabéis guardar, se ve en la precisión de mandar lo siguiente:
»1.° Todos los comandantes de M. N. se presentarán inm ediata­
m ente a recibir órdenes de esta Junta popular.
»2.° Asim ism o lo verificarán los alcaldes de barrio y depen­
dientes de la M unicipalidad y Alcaldía.
»3.° Las personas que se sorprenda robando o com etiendo cual­
quier otro exceso, o quede convicto de algún feo crim en, se le apli­
cará sum ariam ente todo el rigor de la ley.
W4." Interin la Junta dicta otras providencias, todos los jefes y
oficiales de Milicia Nacional detendrán a cuantos ciudadanos que.
sin pertenecer a la misma, se hallen armados y sueltos por las
calles sin ocupar punto alguno, y los destinarán a donde crean más
conveniente.
»5.” y último- El que contravenga a los artículos precedentes
será puesto a disposición de la Junta.
«Barcelona, 16 de noviem bre de 1842.—El presidente, Juan Ma­
nu el C n rsy —F ernando Aballa.— R am ón C artrc.— A «ionio Bruneí.—
Jaim e l ’ídnl y Gual.— Bernardo X u ix o la .— Benito Corriga. — Josc
Prals.— J aim e Girtzl, secretario.»
11
102 BIOGRAFÍAS [ 1 2 , 2 7 3 -2 7 5 ]

ble, repetim os, que el levantam iento no tom ase un color po­
lítico, y que no se tratase de d e rrib a r al gobierno de todos
odiado. A sí es no tab le lo m ucho que había adelantado el
negocio el dia 17 con respecto al 16, pues que en una nueva
proclam a de la J u n ta se declaraba ya C ataluña independien­
te con respecto a la C orte, hasta que se restableciera un go­
bierno justo, protector, libre e independiente, con nacionali­
dad, honor e inteligencia \ |!
Q ue la J u n ta no se proponía a rro ja rse a m edidas sangui­
narias y expoliadoras, a más de haberlo evidenciado sus ac­
tos. lo indicaban ya desde entonces el lenguaje de que se
valía y sobre todo el proyecto anunciado || de rodearse de
personas de luces y prestigio, nom brando inm ediatam ente
un a J u n ta au x ilia r consultiva, cuyos nom bres debían publi­

1 «Catalanes; Los individuos que forman la Junta, hasta ahora


provisional, colocada a vuestro frente, desearían retirarse al seno de
sus fam ilias pasado ya e l momento del peligro; pero el clamor ge­
neral se lo impide, obligándola a constituirse en Junla central de
gobierno que reasumirá todo poder y se dirigirá a los pueblos y
provincias de Cataluña sujetándose a las bases siguienles, estando
pronto» a retirarse sus individuos a la menor indicación del pueblo.
dDases .— 1.a U nión y puro españolism o e n tre todos ]ds cata la ­
nes libres, e n tre los españoles lodos que am en sin ceram en te la li­
b e rta d , el bien positivo, el honor d í su país, y que odien la tira n ía
y la perfidia del poder q u e ha conducido a la nación a l estado m ás
d e p lo ra b le , ruinoso y d e g ra d a n te, sin a d m itir e n tre nosotros la dis­
tinción d e ningún m atiz político o fracción, con tal qu* pertenezca
a la g ran com unión lib e ra l española.
»2-3 Independencia de Cataluña, con respecto a la CorU. hasta
que se restablezca un gobierno justo, protector, libre e independien­
te. con nacionalidad, honor e inteligencia; uniéndonos estrecham en­
te a todos los pueblo» y provincias de España que sepan proclamar
y conquistar esta misma independencia, imitando nuestro heroico
ejem plo.
»3.a Como consecuencia m aterial de las bases que anteceden,
protección franca y justa a la industria española, al comercio, a la
agricultura, a toda» las clase» laboriosas y productivas; arreglo en
la adm inistración, justicia para lodos sin distinción d? clases ni ca­
tegorías. Integridad y orden, para justificar ante la Europa entera
la pureza d e vuestras intenciones, la nacionalidad y la grandeza de
sentim ientos que os animan e inflaman al acometer tan ardua em ­
presa, digna de un pueblo tan laborioso y libre como valiente, in­
trépido e invencible, tan generoso como honrado.
* Estas son las bases generales que abrazan los más ardientes
deseo» del gran pueblo catalán. Para llevarlas a cabo, deseosa ia
Junla de rodearse de personas de luces y prestigio, nombrará in­
mediatamente otra Junta auxiliar consultiva, cuyos nombres se pu­
blicarán desde luego. La Junta provisional cree de buena fe en su
íntima convicción ser fiel intérprete d¿ vuestros sentim ientos, y
con la decisión y cooperación activa de todas las persona» que sin
di»tinción de color politico puedan ayudarla desde este instante
a completar la grandiosa empresa que habéis comenzado con una
gloria que ni la m aledicencia ni la vil impostura podrán obscurecer
jamás, cuando los hechos hablan, y vuestra conducta os justifica
ante los pueblos libre»; aunque en medio del triunfo honroso qut
habéis alcanzado es lam entable la sangre preciosa, sangre de valien­
[ l í , 2 7 5 -2 7 7 ] ESPARTERO 163

carse desde luego. Y a que la situación era em inentem ente


revolucionaria, creemos ’ue no fu é un paso m uy acertado el
proyecto de u n a J u n ta consultiva, m ayorm ente cuando el
curso de los acontecim ientos m anifestó que no e ra éste un
designio prem editado y que no se podía contar con unidad
de pensam iento e n tre la J u n ta de gobierno y la consultiva.
Los mom entos eran críticos; era indispensable, urgente,
aprovechar el tiem po, o b rar con rapidez y energía, soste­
n e r el entusiasm o de la capital y alrededores, acosar al
general V an H alen, provocar m ás y m ás un levantam iento
en masa, a islar a M ontjuieh, propagar el incendio a lo res­
ta n te del Principado, e n u n a palab ra, h acer que ni por un
m om ento se durm iese la insurrección sobre la |¡ victoria,
sino que m archase siem pre adelante, no dejando que cesasen
ni el movim iento, ni e l fuego, ni el toque de rebato. No se
hizo, no se com prendió toda la gravedad d el p elig ro ; se con­
sintieron treguas, se pensó en negociaciones; y el entusias­
mo se am ortiguó, comenzó a cu n d ir el desaliento, y la ciu­
dad de B arcelona del día 19 ya no era la ciudad d el 16.
En aquella fecha se publicó la proclam a de la J u n ta en
que se decía expresam ente abajo Espartero y su gobierno.
ya era ta r d e ; este grito debía lev an tarse el mismo día 16, o
no levantarse nunca. Si se tem ía a su star a los medrosos, pre­
sentándoles un compromiso dem asiado grave, no era segu­
ram ente buen sistem a el a g u ard ar a ofrecérselo cuando ha­
bía comenzado y a a cundir el m iedo *. i
Los sucesos m archaban con rapidez en sentido favorable
a l general V an H a len ; y a ten ía abastecido a M o n tju ieh ; >a
podía, cuando bien le pareciese, d a r u n día de llan to y .lu to
a una ciudad de ciento sesenta m il alm as y que encerraba
adem ás inm ensos intereses. Preciso es hacer justicia a E spar­
tes españoles, en cuya efusión espantosa no aparece más que el im-
pulsu abom inable de un gobiernu im bécil y corrompido, o m ás bien
de un maléfico desgobierno que se ha atraído la pública execración.
_»¡ Unión, valientes catalanes, unión fraternal entre todos los k.‘s-
pañoles libres! Las tropas del ejército que permanecen en la ca­
pital adm iten nuestra causa y están convencidos con esta Junta,
previas las formalidades del caso: mirad como hermanos a esos
leales jefes, oficiales y soldados. Entero y absoluto olvido de lo pa­
sado, confiad en el éxito feliz de vuestra santa causa, la causa del
pueblo, de la nación entera, que no tardará en seguir vuestro ejem ­
plo imitando vuestro asombroso valor.
«B arcelona, 17 de no v iem b re d e 1842.—El p resid e n te , Jtsan Af«-
nuel Car su.—F e rn an d o A b e lla .— R a m ó n C artro.— A ntonio B ru n - í .—
Jaim e V idal y Gua?. — B e rn a rd o X inxola. — B en ito Garriga. — José
Proís.-—Ja im e C iral, secretario.»
k «Catalanes: La ansiedad pública está clam ando y hasta e x i­
giendo de esta Junta una m anifestación franca y sincera del objaio
a que se dirigen nuestros esfuerzos y sacrificios. Justa es la dem an­
da y vam os a revelaros, con toda la pureza d ' nuestro? s - -; i-
tos, el lem a o la divisa que desde este momento inscribimos tu la
bandera que enarbolamos, a cuya benéfica sombra no habrá un solo
164 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 7 7 -2 7 8 ]

te ro : la idea de bom bardear la ciudad no salió de su cabeza:


fué invención exclusiva del general V an H alen, pues que el
día 20 de noviem bre, cuando el gobierno de M adrid no ha­
bía tenido el tiem po suficiente p ara trazarle la línea de con­
ducta, ni aun p ara contestarle a las comunicaciones en que
le noticiaba el resultado de la insurrección, y a se dirigía a
la D iputación provincial en estos térm inos:
«En vista de todo lo dicho, ruego a V uestra Excelencia
contribuya por cuantos medios estén a su alcance a fin que
se restablezca el orden, pues que, no debiendo d a r |l tiempo
a que se realicen m is tem ores expresados sobre los carlistas
en todas las provincias de C ataluña, me veré forzado a ho s­
tilizar esa ciudad h asta som eterla a la obediencia al go­
bierno nacional, p or m ás sensible que sea a m i corazón, aun
cuando sus habitantes, que un día m e llam aro n héroe y a
quienes siem pre he procurado el m ayor bien, me m erezcan
la m ayor com pasión; pero la salu d de la p a tria puede exi­
girm e este sacrificio, y los que, obcecados, me obliguen a
ello habrán llenado los deseos, ta n to de los que quieren vol­
vem os al absolutism o como de aquellos que se proponen la
destrucción de n u estra in d u s tria ; pues una vez roto el fu e­

liberal español que no abjure para siem pre las miserables disiden­
cias de partido, y que con la fe y el entusiasm o que inspira el sa­
grado nombre de libertad y justicia vacile en estrechar ese lazo
que ha de afianzar nuestra independencia, nuestra prosperidad y
nuestra gloria.
»Unión entre todos los liberales; abajo Espartero y su gobierno;
Cortes coustiluyenl.es; en casu de Regencia, más de uno; en Caso
de enlace de la Reina Isabel II, con español; justicia y protección
a la industria nacianal. Este es el lema de La bandera que tremola­
mos, y en su triunfo está cifrada la salvación de España.
»La Junta no cree necesario exponer las razones públicas en las
que se encierran sus deseos y esperanzas, porque públicas son por
desgracia para todas las clases del pueblo español las perñdias del
poder, nuestra visible y ruinosa decadencia, los amagos de tiranía
y, sobre todo, ese descontento universal, ese clamor que resuena en
todos los ángulos de la Península contra las tenebrosas maldades
de un fatal y abominable desgobierno. Libertad, ley y buen régi­
m en adm inistrativo querem os; y en tan noble demanda, por tan
sagrados objetos, con denuedo y constancia combatiremos hasta
morir.
«¡Esforzados catalanes! ¡V aliente y libre ejércitol ¡Españoles
todos los que odiáis la tiranía! Unios con la confianza y firmeza de
cora20nes libres, y abrazad el pendón que enarbolamos, en el que
está escrita la mas lisonjera esperanza de ese pueblo tantas veces
sacrificado y tantas veces vendido. Venzamos e l destino de la fata­
lidad que preside las calamidades de nuestro país, y consolidemos
de una vez la paz, el Teposo, la justicia pública, la libertad, la suer­
te de las clases laboriosas y el engrandecim iento de esta desventu­
rada nación.
•B arcelo n a, 19 de noviem bre de 1842.—El p resid e n te , Ju a n Ma­
nuel Caray.—Fernando AbcUa.—Jlam ó n C nrlro.—A m onio Brv.net —
Ja im e V idal y G ual. — B ernardo X inxota. — B enito Corriga. — José
Proís.—J a im e G ira!, se cre ta rio »
[1 2 , 2 7 8 -2 7 9 ] espa rtero 1 65

go no cesará h asta ob ten er la sum isión de los que q uieran


continuar en rebeldía, y el incendio y la destrucción de fá­
bricas y edificios que son consiguientes.»
Y m ás abajo añadía p alab ras que deseáram os no hubiesen
salido de la boca de qu ien m andaba un ejército e sp añ o l:
«Por más que repugne a mi corazón, si se me obliga a ello,
estoy decidido a hacer quem ar a los enem igos de la Reina
Isabel TI, de la C onstitución y de la Regencia que la rep re­
sentación eligió entre las llamas de la ciudad.»
D esgraciadam ente no eran las p alabras del señor V an H a­
len una sim ple am enaza, sino la expresión de u n firme pro­
pósito que a su tiem po comenzó a realizar, y que si no
llevó e n teram en te a cabo no fué por fa lta de voluntad, sino
porque se lo im pidieron las circunstancias. N ada ex trañ o
fuera que. hallándose eL capitán g en eral arrojado de B ar­
celona y colocado en situación sum am ente crítica, hubiese
procurado in tim id ar la ciudad con am enazas de bom bar­
deo, |¡ con la m ira de que la generalidad de sus habitantes,
deseosos de salv a r sus vidas e intereses, in terp u sieran su me­
diación con los caudillos d el m ovim iento p ara lleg ar a una
transacción razonable que, sin desdoro d el jefe de las arm as,
librase la población de tan espantosa catástrofe. Estamos
íntim am ente convencidos de que las am enazas eran suficien­
tes para m a ta r la insurrección, y que si se llegó a realizarlas
fué por un lujo de crueldad tan innecesario como incom­
prensible.
P a ra evidenciar más y m ás estas verd ad es sigamos el cu r­
so de los acontecim ientos.
T an pronto como circuló p or la ciudad la noticia de que
el general V an H alen estaba resuelto a b o m b ard earla si no
se efectuaba la rendición, se apoderó de la m ay o ría de los
habitan tes un te rro r tal, que contrastaba v iv am en te con el
entusiasm o y denuedo que se m an ifestaran cuatro días an*
tes. Desde aquel m om ento la revolución quedó m u erta, por­
que m uere una revolución tan pronto como retrocede o vaci­
la, y vaciló y retrocedió la de Barcelona porque se halló sin
las sim patías y apoyo que an terio rm en te le d ieran tan to
brío y osadía.
Viéndose que e ra n serias las am enazas d el capitán ge­
neral, comenzó la m ediación de los cónsules ex tran jero s, lo
que si bien in fu n d ía alg u n a esperanza, tam b ién indicaba la
gravedad del peligro ||

’ «Consulado británico de Barcelona.—20 de noviem bre de 1842.—


Los súbditos ingleses que se hallan bajo mi protección están en
grande alarma. Creo de mi deber, bajo el carácter de cónsul, pedir
a Vuestra Excelencia, según las leyes de las naciones, me dé aviso
para que se retiren, si Vuestra Excelencia piensa sitiar, atacar o
bombardear esta ciudad.— Tengo el honor de ser de Vuestra Exce-
166 BIOGRAFÍAS [1 2 , 2 8 0 ]

Las contestaciones del señor V an H alen a los cónsules de


Francia e In g laterra no eran nada a propósito p ara tra n ­
quilizar la ciudad, pues el general afirm aba en ellas que no
podía g a ra n tir si h aría o no fuego, ni tam poco anunciarlo con
anticipación a los cónsules cuando fuese a rom perlo contra
la plaza, añadiendo que estaba decidido a hacerlo sin dila­
ción en caso que los sublevados no se sometiesen a las leyes
y al legítim o gobierno en m uy corto tie m p o ; previniendo
que si éstos no se hallaban dispuestos a aceptar dentro de
pocas horas las proposiciones que había hecho por medio de
la Excelentísim a Diputación, reclam asen los extranjeros el
perm iso de evacuar la ciudad, verificándolo lo más pronto
posible. Estas comunicaciones son del 21 y por ellas se echa
de ver que el general cobraba aliento y osadía en proporción
que los sublevados iban cejando ||

leticia con los más altos sentimientos vuestro obediente servidor.—


Juan Story Penleaze.—A Su Excelencia el conde de Peracamps, ca­
pitán general del Principado de Cataluña.»
«Consulado de Francia en Cataluña.—Barcelona, 20 de noviem ­
bre de 1842.— Señor capitán general.—En el caso de que las hosti­
lidades hayan de principiar, y por las que tin g a que comenzar un
bombardeo, suplico a Vuestra Excelencia se sirva m anifestarm e sus
intenciones en los térm inos convenientes, a fin de preservar la vida
de los num erosos franceses que residen en Barcelona.—Yo espero
que esta súplica no será negada al agente de la Francia y al que
ha tenido la fortuna de poner al abrigo de todo peligro la familia
de Vuestra Excelencia, así como la del señor gobernador comandan­
te general y la d¿l señor jefe político.— Sírvase Vuestra Excelencia
aceptar, señor capitán general, las nuevas pruebas de mi alta con­
sideración.—El cónsul de Francia.—Fernando Lesseps.—Excelentí­
sim o señor capitán general de Cataluña.»
10 «Ejército de Cataluña.—E. M.—Y o no puedo garantir a V ues­
tra Señoría si haré o no fuego, y monos anunciarle con anticipación
si voy a romperlo contra la plaza, pues estoy decidido a hacerlo sin
dilación, no som etiéndose los sublevados a las leyes v al legítim o
gobierno en m uy corto tiempo, pues los carlistas han empezado a
sacar la cabeza, armándose los indultados en Vich v sus inm edia­
ciones, que han quedado sin tropas; y sólo al patriotismo del A yun­
tamiento y M. N. de la misma ciudad se ha debido e l que sean des­
armados y puestos en prisión. Vuestra Señoría, dentro de la plaza,
puede conocer si están dispuestos a aceptar dentro de pocas fwras
las proposiciones que he hecho por m edio de la Excelentísim a Dipu­
tación; en caso contrario puede reclamar el permiso para que la
evacúen todos los súbditos de su nación, procurando que lo hagan
lo más pronto posible.—Acompaño a Vuestra Señoría las alocucio­
nes que he dirigido al país y al ejército, y luego que se imprima
mi correspondencia con la Diputación provincial, las piezas justifica­
tivas, la proclama y bando del Ayuntam iento y M. N. de Vich, se lo
facilitaré a fin de que quede convencido, así como el mundo entero,
de que nada he omitido para evitar más desastres.—Dios guarde a
Vuestra Señoría muchos años. Cuartel general de Sans, 21 de no­
viem bre de 1842.—El conde de Peracamps.—Señor cónsul de Ingla­
terra en Barcelona.»
«Ejército de Cataluña.—E. M.—Yo no puedo garantir a \u e str a
Señoría si haré o no fuego, y menos anunciarle con anticipación si
voy a romperlo contra la plaza, pues estoy decidido a hacarlo sin
P o r m om entos se au m en tab an la zozobra y espanto en la
infortunada ciudad: cuantos podían se ap resu rab an a h u ir
de u n a m ansión que de un in stan te a otro corría peligro de
convertirse en un campo de devastación y d e h o rro r; la in­
quietud estaba pintada en todos los sem blantes, y si bien
no faltab an algunos que ab rig ab an la esperanza de que no
existía el verdadero || designio del bom bardeo, y que sólo
se tra ta b a de am edrentar, el m ayor núm ero no prestaba cré­
dito a estas p alab ras consoladoras, como dom inado p or un
presentim iento de la catástrofe que habia de realizarse en
breves días. Y ten ían sobrada razón los que ab rig ab an es­
tos tem ores, los que se prom etían poco de la h um anidad del
general. Su propósito era serio, firme, y así lo m anifestaba
en las comunicaciones dirigidas al gobierno, las cuales, no
habiendo de ser leídas por los sublevados, no contenían va­
nas am enazas, sino la fiel expresión de lo que el general
in te n ta b a : «Estoy decidido a h acer cuanto he anunciado a
la D iputación provincial y a los cónsules, decía en su p a rte
del 21 de noviem bre, pero no puedo fijar el m om ento en que
rom peré el fuego co n tra la plaza; pues, resistiéndosem e, como
es n a tu ra l, el h acer la ru in a de esta herm osa y rica ciudad,
pienso darle un p a r d e días pura que resu elv an definitiva­
m ente su rendición, si an tes no ocurriese el m enor acto hos­
til I1 por su parte, o supiese había estallado algún m otín en
otro punto del interior, en cuyo caso, a fin de sofocar esto
lo m ás pronto posible, dándoles pocas horas de térm ino,
rom peré el fuego, que no cesará h asta obtener la sum isión
más c o m p le ta ; pues p ara que la tran q u ilid ad esté bien ase­
gurado en Barcelona, y m ucho m ás después de haber sabido

dilación, no som etiéndose los sublevados a las leyes y al legítim o


gobierno en muy corto tierjipo, pues los carlistas han empezado a sa­
car la cabeza, armándose los indultados en Vich v sus inm edia­
ciones, que han quedado sin tropas; y sólo al patriotism o del A yu n­
tamiento y M. N. de la misma ciudad se ha debido el que sean des­
armados y puestos en prisión. Vuestra Señoría, dentro de la plaza,
puede conocer si están dispuestos a aceptar dentro de pocas horas
las proposiciones que he hecho por medio de la E xcelentísim a Dipu­
tación; en caso contrario puede reclam ar el permiso para que la eva­
cúen todos los súbditos de su nación, procurando qu? lo hagan lo
más pronto posible.—Ya he m anifestado a Vuestra Señoría mi gra­
titud por cuanto ha hecho para salvar a mis hijas y otras señoras
de las manos de los sublevados, que tuvieron la osadía de arran­
carlas a viva luerza bajo el pabellón fra n cés; éstas las repito, lo
mismo que al comandante Gatier, que tanto se desvela por su cui­
d a d o— Acompaño a Vuestra Señoría las alocuciones que he dirigido
al país y al ejército, y luego que se imprima mi correspondencia
con la Diputación provincial, las piezas justificativas, la proclam a y
bando del Ayuntam iento y M. N. de Vich, se lo facilitaré a fin de
que quede convencido, así como el mundo entero, de que nada he
omitido para evitar más desastres.—Dios guarde a Vuestra Señoría
muchos años. Cuartel general de Sans, 21 de noviem bre de 1842.—El
conde de Peracamps.—Señor cónsul ríe Francia en Barcelona.»
por experiencia lo que v ale un pueblo cuando quiere hostili­
zar la Guarnición, o ésta ha de ser m uy num erosa, o no puede
h ab er un solo h ab itan te arm ada, hasta que se acostum bre
al uso de ia verd ad era libertad.»
Y es notable que el general abrigase designios tan te rri­
bles, cuando él mismo confesaba que no era obra del mo­
m ento acceder a sus exigencias, aun cuando se hubiese que­
rido de buena fe. «Conozco que en el estado de Barcelona,
decía en el p a rte arrib a citado, aun cuando de buena fe (cosa
que jam ás podTÍa esperar de los que han dirigido y ejecuta­
do esta revolución) quisiesen hacer lo que ofrece la D iputa­
ción provincial, no es obra del m om ento; mas, sin em bargo,
m ás dilación en rom per el fuego de las cuarenta y ocho ho­
ras que me propongo la creería excesiva, y así m añana por
la m añana ad v ertiré que si a las doce del día siguiente no
está com pletam ente som etida la ciudad, en aquella hora
rom peré el fuego y no cesará h asta conseguirlo.»
Si conocíais que le era imposible a la ciudad el som eter­
se desde luego, aun cuando hubiese querido de buena íe,
¿con qué principios de justicia y de hum anidad os atrevíais
a sum ir en llanto y luto a una población de ciento sesenta
m il alm as, y a d e stru ir e incendiar incalculables intereses? II
Supuesta la actitud que había tom ado el capitán general
y el desaliento y postración que habían cundido por la ciu­
dad, e ra preciso optar e n tre dos m edios: o tra ta r seriam ente
de una transacción, apresurando cuanto fuese posible un
desenlace pacífico, o crear una situación en teram en te revo­
lucionaria, saltar por encim a de todas las consideraciones y
m iram ientos, rom per todas las negociaciones, m andar bajo
severas penas que nadie se atreviese a com unicar con el
enemigo, retándole al propio tiem po para que comenzase el
fuego cuanto antes, provocándole a t i l o con el toque de re­
bato. Este últim o medio era sin duda te rrib le ; de un. mo­
m ento a otro podía poner la ciudad en espantoso conflicto;
pero los acontecim ientos habían llegado a una crisis en que
e ra preciso resolverse por la paz o por la g u e rra ; y esto sin
vacilar, porque nada había peor que la prolongación de aquel
estado de agonía en que ni se alcanzaba ni alcanzarse podía
un m om ento de tranquilidad, ni se atajab a el inm inente
riesgo.
Los directores del m ovim iento no com prendieron su po­
sición ; todo se hizo a m e d ia s; el general se fué envalento­
nando, y, lo que es m ás sensible, no se pudo e v itar la espan­
tosa catástrofe.
E l día 20 de noviem bre se publicaron los nom bres de los
señores que debían com poner la J u n ta co n su ltiv a; y en la
alocución que precedía a la expresada lista m anifestaba la
[12. 284 286] ESPARTERO 169

Junta central de gobierno su propósito de llevar adelante


la revolución del 15 de noviembre ". ||
Mientras la Junta de gobierno manifestaba al público que
la Ju n ta consultiva había sido creada para vencer, la Dipu­
tación provincial comunicaba al general Van Halen que la
misma Junta había sido nombrada || para transigir, como se
infiere evidentemente de la comunicación que le dirigía
con la misma fecha del 20. Era de todo punto imposible que
triunfase ni marchase una revolución que consentía a su
lado un poder que hablaba de transacciones con el jefe de
las fuerzas sitiadoras. Creemos que en esto mediaban inten­
ciones leales y miras filantrópicas; mas por esto no es me­
nos claro que con un sistema tan indeciso y vacilante sólo
se conseguía complicar más y más la situación, no adelan­
tándose mucho para llegar a un desenlace pacíñco, y ha­
ciendo entender al general que la ciudad, de altiva e impe­
tuosa, había pasado a medrosa y suplicante. La Junta de go­
bierno, ¿quería transigir o no? Si lo primero, era preciso
ponerse francamente de acuerdo con la Junta consultiva y

11 a C atalanes: He aq u í la lisia de los señores c o n su lto ras que,


elegidos p o r los electores de cu a rte le s, y cuyos no m b res, esculpidos
con letras de oro, legarem os a la p o ste rid a d , h a n de fo rm a r n u e s tra
sabia, ju sta y f ra te rn a l J u n ta consultiva.
»Ya nos lanzam os sin tem or a la a rrie sg a d a em p re sa q u e m otivó
n u e stra decisión y patriotism o. Si, sus sabias lecciones, sus sanos
consejos nos conducirán, no hay duda, a n u e s tra salvación y p ro s­
peridad. Seguros podem os d ecir, si bien lam e n ta n d o las triste s v io
tim as, TR IU NFA M O S. ¡P rom ovim os la rev o lu ció n d el QU INCE DE
NOVIEM BRE! Y si n u e stra s débiles fu erzas nos h iciero n v a c ila r en
o b ten e r un feliz resu ltad o , dire m o s con o rg u llo : «Con el apoyo, con
las luces de n u e s tra J u n ta consultiva, alcan zam o s la victoria.» jQ u é
m ayor gloria, qué m ayor dich a q u e ju n to s c e ñ ir los lau re le s!
»Oid la e x p re sió n del pen sam ien to b arcelonés.
»1. D. José X ifré , p ropietario.— 2. D. Jo sé M alu q u er, abogado y
p ro p ietario .—3. D. J a im e B adía, p ro p ie tario y co m ercian te.—4. Don
F rancisco V iñas, p ro p ie tario y com ercian te.—5. D. A gustín Yáñez,
c ated rático d e farm acia.—6. D. Tom ás Com a, c o m ercian te y fa b ri­
cante.—7. D. J u a n A gell, pro p ie tario .—8. D. J u a n M onserdá, m e r­
cader.—9. E l b rig a d ie r M oreno d e la P e ñ a , m ilita r.— 10. D. J u a n
Tom ás A lfaro, m agistrado.— 11. D. V a le n tín L lo zer, m ag istra d o y
p ro p ie tario .— 12. D. J u a n G üell, com ercian te.— 13. D. P a b lo T o rren s
y M íralda, com erciante.— 14. D V a le n tín E sparó, fab ric a n te y p ro ­
p ietario. — 15. D. M anuel T o rre s y S e rra m a le ra , co m ercian te.—
16. D. M acario C odoñct, m erc a d e r y p ro p ie tario .— 17. El m a rq u ís d e
Lió.— IB. D. V icente Z u lu e ta , a rq u itec to .— 19. D. Ig n acio Sanpons,
abogado y p ropietario.— 20. D. E leodoro M orata, m ilita r.—21. Don
B ern ard o M untadas, fab rica n te y p ro p ie tario .—22. D. N icolás Tous,
fab rica n te y pro p ietario .—23. D. P e d ro T e rra d a , m édico y p ro p ie ta ­
rio .—24. D. J a im e C odina, farm acéu tico .—25. D. S a lv ad o r A rólas,
m ercader.»
«B arcelona. 20 d e n o viem bre d e 1842.—El p resid e n te , Jiu tn M a­
n u el C arsy.— Fernando A be lia.— R am ón C a rtro .— A ntonio flru n e l.—
Ja im e V idal y G u a l.— B ernardo Xinjrola. — B en ito C o r r ija . — José
Prats.—J a im e G iral, secretario.»
170 BIOGRAFÍAS [12, 286-287]

con la Diputación provincial, ocuparse en calmar los ánimos


y tom ar las medidas más conducentes para preparar la so­
lución definitiva; si lo segundo, entonces no debía permitir
que la Diputación se dirigiese al capitán general con propo­
siciones pacíficas, antes debía intimarle que o tomase parte
directa en la revolución o que se retirase. Atenerse en un
término medio era prolongar la agonía de la ciudad sin pro­
babilidad de alcanzar ningún resultado, porque bien podía
conocerse que en. la situación en que se encontraba el gene­
ral Van Halen no bastarían a cambiar su resolución las re­
presentaciones y súplicas de la Diputación provincial. ¿Qué
conccpto debió de formar de la situación de la ciudad el
jefe de las fuerzas sitiadoras, cuando de una parte leía la
proclama de una Junta de gobierno animando a los habi­
tantes con la esperanza de triunfo, y de otra se hallaba
con || las amistosas representaciones de la Diputación, y con
la súplica de que no ensordeciera a los gritos de la huma­
nidad, asegurándole que se trataba de los medios de conci­
liar el restablecimiento del orden con el derecho que asiste
a la población, para manifestar sus quejas y necesidades, y
se le lisonjeaba con la esperanza de que instalada la Junta
consultiva se allanarían muchas dificultades, facilitándose
un pronto y feliz desenlace? ’2 |l

ia «D iputación P ro v in cial de B arcelona.—Excelentísim o señor.—


A ntes de rec ib irse el oficio d i V uestra E xcelencia d e hoy, el instin­
to d e sensatez de este v ecindario y la intención de la J u n ta p o p u lar
se_ h abían com binado felizm ente p a ra la elección de las p ersonas
m ás n otables que, re p re se n ta n d o a todas las opiniones e intereses,
se ocupasen en los m edios d í conciliar el restab lecim ien to del orden
con e l derecho q u e asiste a la población p a ra m an ifesta r sus q u ejas
y necesidades, form ando una J u n ta que deb e in stalarse m añ an a con
la denom inación de a u x ilia r consultiva.—Sus n om bres Conlinuados
en el a d ju n to im preso son la p ru eb a m ás rele v a n te del bu 'n espí­
ritu publico de esta herm osa cuanto desg raciad a cap ital, cuyos h a ­
b ita n tes en m edio y después de las últim as lam en tab les escenas han
a cre d ita d o de un m odo positivo, no sólo el m ás alto g rad o d c i v i l i ­
zación y cu ltu ra, sino la nobleza y g enerosidad de sus sen tim ien ­
tos, tra ta n d o a los p risio n ero s con la m avor fra te rn id a d y d eján ­
dolos en la m ism a lib e rta d que a las d em ás ciudadanos.—E stas
c ircu n stan cias, cuya rea lid a d no puede esconderse a V uestra E x ­
c elencia como testigo oc u la r de los sucesos, y la consideración de
los g ran d e s intereses que e n c ie rra esta vasta población, ale ja n de
Lodo pecho sensible el funesto p rese n tim ie n to de q u e pued a v e ri­
ficarse la am enaza de som eterla a la obediencia del p o d e r c e n tra l
p o r cuantos m edios pe rm ite en o tra s situ acio n es el d erech o te rri­
b le de la g u e rra . No consiste la ciencia d i l g o b iern o en el sim ple
a p a ra to y ejercicio de la fuerza m ate ria l c o n tra los pueblos que
con razón o s in e lla in te n tan desobedecer a las a u to rid ad e s co n sti­
tuidas. U n e x a m e n filosófico de las causas conduce n a tu ra lm e n te al
h allazgo de los rem edios; y d e éstos el m ejo r sin d u d a es seguir
con caim a y prudencia el curso de los acontecim ientos, a fln de p ro ­
c u ra rle s una solución suave, tra n q u ila y h o nrosa a todos sus a u to ­
res.—G rande es el paso que se hp dad o con el nom b ram ien to de
[ 12 , 288 - 289 ] ESPARTERO 171

Es bien extraño que la Junta, toda vez que se había eri­


gido en gobierno, permitiese comunicaciones continuas en­
tre la Diputación y el capitán general, y que así consintiese
que en el recinto por ella dominado se desconociese abierta­
mente su autoridad, perdiendo de esta manera la fuerza y
energía, únicas condiciones que en tales casos pueden sacar
airoso a quien se ha empeñado en una crisis extraordinaria.
Sin embargo, las comunicaciones continuaron cada día más
activas, y los parlamentos del general dirigidos a la Diputa­
ción entraban y salían a cada momento, |¡ aumentando con­
siderablemente la alarma y haciendo cundir la desconfianza
de la victoria cuando se veía que se estaba tratando de com­
posición amistosa. Sabedor el general Van Halen del efecto
que producían en la ciudad sus continuas y terribles am ena­
zas, proseguía menudeándolas y tomando por instantes una
actitud más imponente. «Me proponía, dice él mismo, que
la alarma continua en que los tenía por temor de las bom­
bas aumentase el número de sus enemigos, haciendo de
este modo más difícil el que, aprovechando la abundancia de
elementos que había en Barcelona, se organizasen de tal
modo, que hubiesen podido hacer mucho más larga la resis­
tencia» ; y lo conseguía en efecto, pues que la insurrección
iba perdiendo por instantes su concepto y prestigio. Pocos
eran los que esperaban que se obtendría algún resultado;
los deseosos de la paz ansiaban por una capitulación pronta,
y los que anhelaban que se derribase de aquella vez a Es­
partero contemplaban con dolor aquella prolongación de un
estado indefinible, que tenía a la ciudad en intolerables an-

tantos c iudadanos resp e tab le s por su sa b er, a rra ig o , p ro b id ad y ci­


vismo. La D iputación e sp era que con él se a lla n a rá n m u ch as difi­
cultades, facilitándose la consecuencia d e u n p ro n to v feliz d esen la­
ce, o bjeto com ún de los votos de V u estra Excelencia y de lodo
español q u e an h e le por la p ro sp e rid a d y v e n tu ra d e su p a tria. Tan-
t» por esta causa como po rq u e al efecto co n tin ú a la D ip u tació n
p rac tic a n d o todos los m edios que se h a lla n a su a lcan ce en la re d u ­
cid a esfera de su a u to rid ad y posición q u e ocupa, le es im posible
d a r a V u estra E xcelencia p o r ahora u n a co n testació n ta n sa tis fa c ­
to ria y g en eral como h u b iera apetecid o , p ero no du d a q u e V u e stra
E xcelencia se ha rá carfio d e la tris te situ ació n en q u e se v en to ­
das las clases d e esta laboriosa y c u lta ciudad, en n o m b re d e las
cuales, de la h u m anidad y de la p a tria , a cuyo g rito ja m á s V u estra
Excelencia ha ensordecido, no p uede m enos de rec o m e n d arle las
v id as y fo rtu n a s d e esta escogida porción d e sus rep re se n ta d o s, con
la esperanza de e n c o n tra r e n el filantró p ico corazón d e V u e stra E x ­
celencia la m ás fav o ra b le acogida.—Dios g u a rd e a V u estra E x c e le n ­
cia m uchos años. B arcelona, 20 d e n o v iem b re d e 1842.—E x c e le n tí­
sim o señor.—E l p resid e n te accidental, Jo sé P a s c u a l—Jo sé B orre 11.
M anuel T o rre n ts. — F é lix Ribas. — M anuel C abane lias. — A n to n io Gi-
berga. — José Llacayo. — M anuel P e r s .—'J o sé V e r g é s.— M anuel T o ­
r r e n ts .— F rancisco Soler, secretario . — E xcelen tísim o señ o r c a p itá n
g e n e ra l d e este distrito m ilitar.»
372 BIOGRAFÍAS [.12, 289-291]

gustias y que al fin no debía producir otro efecto que aca­


rrearle una catástrofe.
Dirigiéndose el general al pueblo de Sans se colocaba
en posición más ventajosa y más a propósito para amenazar
de cerca la dudad y aum entar si cabia su zozobra y alarma.
Establecido en dicho punto dirigió, con fecha 21 de noviem­
bre, otra comunicación a la Diputación provincial, repitien­
do sus acostumbradas amenazas, haciéndolo de una manera
muy apremiante, fundado en que la unión de los carlistas,
republicanos y moderados para destruir la Constitución || y
el gobierno existente no podía dar otro resultado que con­
ducirnos al espantuso absolutismo. No sabemos dónde veía el
general Van Halen a los carlistas hostilizándole ya dentro
de la ciudad, ya en el resto del Principado. En la misma tar­
de del 15 nos dice Su Excelencia que concurrieron a la Ram­
bla un gran número de persunas que, aunque sin armas la
mayor parte, se conocia las acababan de tener en la lucha,
asi como se veía en sus semblantes el odio a las tropas, y que
entre estas gentes se encontraban, con aire de satisfacción,
infinidad de personas pertenecientes a los partidos moderado
y hasta carlista. Como suponemos que Su Excelencia no
estaría en aquella tarde con ánimo muy tranquilo para an­
dar mirando si los semblantes eran de exaltado, moderado o
carlista, y que, por otra parte, atendida su posición, no era
natural que conociese personalmente a estas gentes, nos in­
clinamos a creer que los emisarios le informarían mal, pues
no podemos persuadimos que Su Excelencia faltase a la ver­
dad. Como quiera, lo cierto es que la ciudad de Barcelona
en masa vió con sus ojos si eran o no los carlistas los que
hostilizaron a las tropas; y hasta se puece añadir que, para
quien conozca el espíritu de la población y las particulares
circunstancias en que se encontraba al estallar la insurrec­
ción de noviembre, será tan extraña la imputación hecha por
el señor Van Halen a los carlistas, que no merecerá la pena
de ser refutada y desmentida, de puro extravagante y ri­
dicula. Pues ¿que no sabemos todos qué opiniones profesa­
ban los que rompieron el fuego contra la tropa, los que lo
continuaron, los que se pusieron al frente del movimiento? ||
En cuanto a los moderados, a quienes no escasea el señor
Van Halen las acriminaciones, bien puede asegurarse que
no le hostilizaron, que no fueron ellos quienes comenzaron el
levantamiento, ni quienes le sostuvieron por algunos días.
Las personas más conocidas c influyentes de dicho partido
pertenecen casi todas a las clases más acomodadas y tienen,
por consiguiente, poca afición a los disturbios. Mucho ¡nenos
son a propósito para empuñar el fusil y batirse con la tropa
en las calles y en las plazas. En sobreviniendo una crisis, su
primer paso suele ser poner en salvo sus familias, retirar su*
[12, 291 - 292 ] ESPARTERO 173

intereses y abandonar la ciudad amenazada. En aquellas cir­


cunstancias en que la insurrección dominaba dentro, el ge­
neral intimidaba desde fuera, y en que el cañón de Mont-
juich podía tronar de un momento a otro, bien seguro podía
estar el jefe de las fuerzas sitiadoras que los moderados de
Barcelona no formaban proyectos de resistencia: unos ha­
bían salido ya, otros trabajaban por salir.
La situación del general era cada día más ventajosa; las
comunicaciones de la Diputación eran más explícitas en fa­
vor de un arreglo amistoso, siendo notable que con fecha
del 21 decía esta corporación que desde el momento que se
reunió por mandato de la Junta popular y directiva, cono­
ció la necesidad de calmar la efervescencia de las pasiones y
disponer los ánimos al restablecimiento del orden, y que
para el logro de este patriótico objeto no había perdonado
ni perdonaba medio alguno, Estas palabras tan conciliadoras
las acompañaba la Diputación con poderosas reflexiones para
impedir que no se llevase a cabo ¡I el horroroso intento de
bombardear la ciudad ” .
Con el oportuno recuerdo de la conducta que observaron
los franceses en el asedio de 1823, la consideración de que

11 «E jército da C ataluña.—E. M.—D ip u tació n p ro v in c ial de B a r­


c e lo n a —E xcelentísim a señor.—D esde el m om ento que la D iputación
se reu n ió por m andato expreso d e la J u n ta p o p u lar y d ire c tiv a , cu-
noció la necesidad de c a lm a r la efervescen cia d e las p asiones y d is­
p o n e r los ánim os al restab lecim ien to d el orden. A este p a trió tic o
objeto no h a p erdonado ella n i p e rd o n a m edio alguno, y co n el
m ism o h a tenido el h o n o r d e d irig irse a V u estra E x celen cia en v a ­
ria s com unicaciones. L a D ipuiación no desconfia d e lle g a r, a u x i­
liad a d e las luces, sensatez y patriotism o d e las p erso n as influyentes
no m b ra d a s pur el pueblo, a u n térm in o ta n a p etecid o d e todos los
hom bres h o n rad o s; pero V u estra Excelencia, conocedor de las rev o ­
luciones y del cu razón hum ano, debe c o n sid e rar q u e u n cam bio tan
absoluto no p u e d e ser re p e n tin o , sino ob ra d e la convicción, q u e
pa ra form arse necesita algún tiem po. Se h a c e preciso, p u e s, que
V u estra E xcelencia e v ite a quellas m edidas e x tre m a s au to riza d a s p o r
el derecho de la g u e rra en c ie rta s ocasiones, y p a rtic u la rm e n te en
g u e rra s e x tr a n je r a s ; p e ro rep ro b a d a s p o r la h u m an id a d y por el in ­
te ré s nacional, y jam á s p u estas en p rá c tic a en casos como el n u es­
tro en las naciones cultas, siendo esto tan p ositivo qu e en el año
de 1823. a pesar d e ser e x tra n je ro s los qu e ased iab an esta bella,
ric a y papulosa ciudad, no lle g a ro n a] ex tre m o fata l d e a rr o ja r con­
tra ella proyectiles d e stru c to re s.— Si p o r estas cortas p ero po d ero ­
sas reflexiones no se resuelva- V u estra E xcelencia a o b ra r según
los deseos que la m ism a D iputación d e ja m anifestados, la E u ro p a
e n te ra a hora, y a su tiem p o la histo ria im p arcial, ju z g a rá n a V ues­
tra E xcelencia y d e c id irá n a q u ién fu é deb id a el éx ito feliz o d e s­
g raciado de los acontecim ientos.—Con ]o qu e se contesta a l oficio de
V uestra E xcelencia de hoy.—Dios gu a rd e a V uestra E x celen cia m u ­
chas años.— B arceluna, 21 de no v iem b re d e 1842.— Excelentísim o s ;-
ñor.—José BorreU .— José Pascual-—Fran cisco B oh ¡gas— FéJír Ribas.
M anuel P crs.—José V ergés.—M anuel C abanellas.— M anuel Torrente.
José H a c a y o .—E n to n to G iberga.—F ran cisco S o lc r. se cre ta rio .—E x­
celentísim o señor cap itán g en eral d e este distrito.»
no era posible llegar de repente a un cambio tan absoluto
en la opinión para obtener un || desenlace pacífico, la segu­
ridad de que la Diputación, auxiliada por las luces, sensatez
y patriotismo de las personas influyentes nombradas por el
pueblo, procuraba secundar los deseos del general para po­
ner término a aquella situación tan violenta, se obtuvo de
éste un pequeño plazo, bien que acompañado con la ame­
naza de que si el 24, al amanecer, la ciudad por sí misma no
había restablecido el orden y dado las garantías necesarias
que no dejasen motivo a desconfiar del cumplimiento de
sus ofertas, se rompería el fuego hasta conseguir su sumi­
sión H. ||
Es imposible describir el terroroso efecto que produjo en
lu ciudad la difus'.ó.i de esta noticia. Estaba ya fijado el día
para la horrible catástrofe, estaba señalada la hora, ya no
era posible impedirlo sino prestándose a una condición que
en tan breve tiempo So era dado realizar. La consternación,
el espanto tenían embargados los ánimos, mayormente sien­
do tantos los obstáculos que encontraban los Que deseaban
abandonar la ciudad.
11 «E jército d e C ataluña. — K M. ■ — Excelentísim o señor. — Des­
pués de c uanto tengo dicho a esa E xcelen tísim a D iputación pro v in ­
cial. nada me q ueda q u e añadirle. N adie m e g an a en sentim ientos
d e h um anidad, n i en in te rés por esa herm osa y desg raciad a pobla­
ción, pero la salud d e la p a tria y el sostenim iento del tro n o de
Isabel II, de la C onstitución q u e hem os ju ra d o y de la Regencia
m e im pone el sagrado d e b e r de som eter la ciudad al o rd en legal.
He hecho m ás de lo que estaba a mi alcance p a ra e v ita rle in a le s :
mi deseo es conseguirlo sin. m ás desgracias, y si lu ese n sinceros los
q u e dirig en los acontecim ientos de B arcelona, n ad a m ás fácil que
lo grarlo.—El sacrificio d e un pueblo q u ; asi lo q u ie re es p refe ren te
a la su e rte de toda una nación : lo q u e ha hecho B arcelo n a es r e ­
probado por fodo ella, incluso el resto del P rin cip ad o , p robándolo
en p a rte el m anifiesto que acaba de p u b licarse en T arrag o n a, el
del A y u n tam iento rte Vich, y cuantos d alo s recibo de lod is los d e ­
m ás puntos del P rin c ip a d o ; desde Zaragoza se m e h an ofrecido lo­
dos los recursos de A ragón p a ra a p o y a r n u estro s ju ra m e n to s ; por
lo tanto, m e h a ría h a sta c rim inal si om itiese los m edios que tengo
a mi alcance p a ra red u c ir a la obediencia a los a u to re s de lautas
desgracias. Asi, pues, anuncio a esa C orp o ració n q u e si p a ra el ju e ­
ves, 24, al am anecer, esa c iudad por si m ism a no ha restab lecid o el
orden y dado las g a ra n tía s necesarias que no d ejen m olivo a d e s ­
confiar d ‘1 cum plim iento de sus ofertas, se ro m p erá el fuego hasta
conseguir su sum isión; entonces, los que hay an podido im pedir
d esastres que yo deploro m ás que nadie se rá n resp o n sab les d e ellos
an te la ley, a n te Dios y antsí el m undo entero..—No pido o tra cosa
al pueblo de B arcelona que la fidelidad a sus ju ram en to s.
#Se m e h a dicho desde el p rim e r m om ento que éstos era n sus
m ism os deseos; y a una porcion d i p erso n as influyentes de B arce­
lona en estos acontecim ientos no les es dado d ic ta r leyes a la na­
ció n : éstas se hacen en las C ortes y por todos sus rep re se n ta n te s,
de o tro m odo no hay sociedad posible.—Dios g u ard e a V uestra E x­
celencia m uchos años. C u artel gen eral de San F elíu de L lobre-
gat. 22 de n o viem bre d e 1042.—El conde de P eracam p s.—E x celen ­
tísim a D iputación provincial de Barcelona.»
El insistir el genera; en su malhadaco prepósito, la repe­
tición incesante de la cruel amenaza, si bien producía el
efecto de desaliento y postración en la mayoría de los habi­
tantes, también comenzaba a irritar algunos ánimos, lleván­
dolos al furor de la desesperación. Ya hemos visto cuán
amistosas eran las comunicaciones de la Diputación provin­
cial, cuán comedido el lenguaje con que se dirigía a un hom­
bre que. ciego de cólera, se obstinaba en no escuchar los con­
sejos de la prudencia y de la humanidad. Levantaba la in­
dignación el pecho al ver que un general que mandaba
fuerzas españolas se iba a arrojar al inaudito atentado de re­
ducir a cenizas una de las más ricas y más bellas ciudades
españolas. Así es que la || misma Diputación no pudo menos
de cambiar su lenguaje, dirigiéndose al general con tono más
firme que no lo había hecho hasta entonces, haciéndole sen­
tir Lo inhumano y horrible de la medida que se proponía
consumar. Acto bárbaro e insensato apellidaba la Diputa*
ción al bombardeo, amenazando que la execración del m u i­
do civilizado y la de la imparcial historia aguardaban inde­
fectiblemente a los que por un ciego frenesí o funesto ren­
cor habrían aconsejado o disputsto semejante barbarie, y
que sobre sus cabezas caería de gota en gota la sangre de
las víctimas inocentes sacrificadas a su venganza e inmora­
lidad ,s. ||

_li «Núm. 3. D iputación pro v in cial de B a rc e lo n a —E x celentísim o


señor.— En los varios escritos que la D iputación h a tenido el h o nor
d e d irig ir a V uestra E xcelencia sobre la situ ació n a c tu a l de B a rc elo ­
na ha p ro cu ra d o inculcarle que todos los prin cip io s de san a política,
los sagrados derechos de la hu m an id a d y el ejem plo m ism o de uno
de lus in stru m e n to s de que se valió la S an ta A lianza para la re d u c ­
ción de esta plaza al gobierno absoluto co n d e n ab a n los espantosos
m edios que V uestra E xcelencia p arecía disp u esto a a d o p ta r hB sta
h a b e r vuelto las cosas al ser y estado en q u e se h a lla b a n a n te s
del 15 de este mss. E l bom bardeo de una ciudad, acaso la m ás p r e ­
ciosa joya de la nación española, seria u n a c to tan b á rb a ro e in ­
sensato (fuerza es ya d e c irla a s i' que la D iputación, cu a lq u ie r
h om bre nacido con un corazón recto y sensible, se re sistie ra a c re e r­
lo, si V uestra E xcelencia e n su oficio de hoy no an u n ciase de nuevo
su ejecución, y p recisam en te p a ra el ju ev es próxim o, d esp recian d o
el juicio de los contem poráneos y de la im p a rcia l po sterid ad . Este
cu erpo pro v in cial 'se halla y a en el caso d i t r a e r la c u estió n a su
v erdadero te rre n o y de in d ic a r a V u estra Excelencia e l ún ico m e­
dio tal v e 7. posible de fac ilitar su decoroso térm in o . N acida d e una
lucha e n tre el pueblo y sus a u to rid ad e s, que no lo g raro n d o m in a r
la situación, contando con fuerzas y recursos d e q u e esta D ip u ta ­
ción carece, ha venido al p u n to d i no poderse d e te rm in a r pacifica
,v honrosam ente, sino con la in te rv en c ió n de p erso n as e x tra ñ a s a
los acontecim ientos. P e n s a r que un pueb lo su b lev ad o q u ie ra tra ta r
eon los m ism os hom bres de quienes lia recib id o v erd ad ero s o su p u e s­
tos agravios, es desconocer las revolu cio n es y la Indole d el corazón
hum ano. P o r otra p a rte , a b ie rta s están las C ortes, e n d o n d e el go­
bierno no p o d rá m enos d e s u fr ir ené rg ic as y m erecid as in te rp e la ­
ciones. Negocio d e tan to bulto bien deb iera se r co n su ltad o p o r V ues-
176 BIOGRAFÍAS [12, 296-297]

El deseo de salvar las vidas y haciendas de sus respecti­


vos súbditos, animado y avivado por la compasión que ins­
piraba la infortunada ciudad, motivó la famosa reclamación
de los cónsules extranjeros residentes en Barcelona, en que
demandaban más tiempo, procurando juntamente inclinar el
ánimo del general a que no se decidiera a consumar una
catástrofe que, como decian los cónsules, era espantosa e
inaudita.
Aquella comunicación, que era una solemne protesta de la
civilización europea contra un acto bárbaro l| que la afligía y
deslustraba, nada pudo obtener del señor Van Halen. «Re­
soluciones de esta naturaleza, decía contestando a los cónsu­
les. me es muy duro tomarlas, pero como ellas son produci-
d?s por la convicción y por el deber, una'vez anunciadas ja­
más me vuelvo atrás, si por parte del enemigo no se dan
suficientes garantías que hagan conocer la sinceridad de sus
ofertas.» Sin embargo, es de sospechar que el general no es­
taba a la sazón tan animoso y resuelto como aparentaba,
pues que cuando de una parte decía a los cónsules que no le
era posible revocar su resolución y que las personas que
quisiesen salir con sus efectos preciosos bien podían hacerlo
en barcos de cruz remolcados por los tres vapores en el tiem­
po que quedaba hasta mañana al ser de día. se ablandó al­
gún tanto con las palabras fuertes y enérgicas que le dirigió
la Diputación, como se echa de ver por el tono conciliatorio
y suave que emplea en su comunicación de fecha 23 de no­
viembre

ira E xcelencia. ¿Y qué m inistro q u e rrá to m a r sobre sus hom bros


la responsabilidad del bom bardeo de B arcelona? Y a que V uestra
E xcelencia tie n e p revenido a este c uerp o p rovincial qu e no se v al­
ga de la m ediación de los señorea cónsules, significando q u e los
e x tra n je ro s no pueden a b rig a r sentim ien to s d e benevolencia hacia
n u estra p a tria , séale lícito m anifestar que el p en sam ien to de anona-
d a r a esta bella, rica e industriosa capital, sólo p u ede ser sugestión
de los m ismos e x tra n je ro s interesado s en la ru in a de n u e stra s fá­
b ricas y de cuyos p erv erso s designios se h aría V uestra E xcelencia
in strum ento. P e ro la D iputación rep ite q u e la ex ecració n del m u n ­
do civilizado y la de la im parcial histo ria a g u a rd a in d efectib lem en ­
te a los que, por un ciego fren esí o un funesto rencor, h a b rá n aco n ­
sejado o dispuesto sem ejan te b a rb a rie , y q u e sobre sus c ab eras cae­
rá de gola en gota la sangre de las víctim as inocentes sacrificadas
a su venganza e in m oralidad.—Dios g u ard e a V uestra Excelencia
m uchos años.—B arcelona, '¿2 de noviem b re de 1642.—Excelentísim o
señor.—El presid e n te accidental. Jo sé Pascu al.—F élix Ribas.—M a­
nu el C abantllas.—Jóné R orre.ll.^M anu el Torrents.— F m ncU co B o k i-
gas.—Jo sé V ergés.— A n to n io G iberga,— M anuel T o rren ts.—Francisco
Soler, se c re ta rio .—Excelentísim o seño r ca p itá n g en eral d j este dis­
trito.»
J# «Núm. 4. E jercito d e C ataluña.— E. M.—Excelentísim o ssfior.—
P a ra conocim iento de esa D iputación y el de todos los hom bres que
en B arcelona pueden influir pa ra e v ita r los d esastres qu e am enazan
le acom paño un e je m p la r del m anifiesto de la D iputación pro v in cial
[12, 297-299J ESPARTERO

' Es verdad que con la misma fccha se dirigió a la ¡| Dipu­


tación procurando sincerarse de los cargos que ésta le ha­
bía hecho y disculpando su conducta para el caso que hu­
biese de realizar el bombardeo. Mas, a pesar de todo, se
echa de ver que había cejado en vista de la actitud resuelta
que acababa de tomar lu Diputación, pues que para no rom­
per el fuego ya no exigía que se le rindiese desde luego la
ciudad, sino únicamente que se permitiese la salida a todos
los jefes y oficiales que capitularon o fueron cogidos en sus
casas y alojamientos, con sus armas, equipo y cuanto les
perteneciese, como y también a los demás militares y em­
pleados de los otros ramos que quisiesen verificarlo.
Esta conducta, después de tan perentorias intimaciones,
indicaba bastante claro que si. toda vez que no se quería
capitular por de pronto, no se hubiese manifestado tanto te­
mor a las bombas y se hubiese tomado una actitud imponen­
te y amenazadora, es probable que el jefe enemigo lo hubie­
ra meditado mucho antes de resolverse a dar la orden fatal,
y que si a tanto llegara, conservando aún algunos elementos
de vida la insurrección de Barcelona, quizás se reanimara
con la exasperación y, combinándose la irritación que en
todo el Principado debía producir el bombardeo, tal vez se
promoviera el levantamiento que amenazó con tan graves
síntomas en la tarde del 3 de diciembre y que contribuyó no
poco a que Espartero mandase cesar el fpego, apresurándo­
se a penetrar en la ciudad. Mucho dudamos que lo hubiese
pasado bien el general Van Halen si el bombardeo comen­
zara al amanecer del día 24: sus fuerzas eran pocas, su
prestigio ninguno; hallábanse todavía al frente de || la in­
surrección los jefes del movimiento; la milicia nacional no
estaba ni de mucho tan desorganizada como el día 3 de di­
ciembre; en el casco de la ciudad había muchos más hom­
bres capaces de empuñar las armas, no se habían verificado
aún las reacciones interiores que se encaminaban a una
transacción; y, sobre todo, se abrigaba todavía no poca es­
peranza de que el levantamiento sería secundado en otros
puntos de España; no existía ni de lejos la convicción dolo-
rosa y desesperante de que Barcelona quedaba enteramente

de T a rra g o n a , y o riginal, p a ra q u e no q u e d e la m sn o r d u d a , la co­


m unicación q u e acabo d e re c ib ir d e la d e L érid a. A h ó rre m e esa
h erm osa población el g ra n d e sacrificio q u e la p a tria y mi d eber
m e e x ig e n ; concluyam os con a b ra z a m o s como h erm an o s, aseg u ra n ­
do pa ra lo sucesiva la paz en B arcelo n a d e u n m odo estab le, cosa
q u e tan to necesita p a ra su riqueza, a u m en to de s u in d u stria y fo­
m ento del com ercio.—Dios g u a rd e a V u estra E xcelencia m uchos
anos.—C u artel gen eral d e S an F e líu d e L lo b re g a t, 23 d e n o v iem b re
de 1842. El conde d e P e rac a m p s.—E x celen tísim a D ip u tació n p ro ­
vincial d e Barcelona.»
178 BIOGRAFÍAS (12, 299-300]

sola, desamparada, abandonada a todo el horror de su in­


fausta suerte.
La situación del general, su conducta y su lenguaje, todo
contribuía a persuadir que si se le hubiese echado el guante
para el día 24, si se le hubiese negado lo que exigía de que
se permitiese salir a todos los jefes y oficiales que capitu­
laron o fueron cogidos en sus casas y alojamientos, y a los
demás m ilitares y empleados, no se hubiera atrevido a rom­
per el fuego.
Desde el momento que cediera, que vacilara ante la im­
ponente actitud tomada de nuevo por la revolución, estaba
irremisiblemente perdido: dando un paso atrás hubiera en­
contrado un abismo.
La Junta creyó conveniente ceder a las exigencias, ha­
ciendo que la Diputación pudiese contestar al general de
una manera satisfactoria ||
Bien pronto se pudo conocer el mal efecto producido por
semejante conducta, pues que el lenguaje del general, en su
comunicación de fecha 23 de noviembre, se hacia mucho
más exigente que en la anterior, queriendo que salieran de
la ciudad hasta los sargentos, cabos, soldados, tambores y
cornetas, alegando que éste era el sentido de su primera co­
municación, pero que al poner en limpio el borrador se ha­
bia omitido la palabra tropa. Este olvido es bien notable en
documentos que naturalmente debieron de copiarse con mu­
cho cuidado, siendo más extraño que cabalmente el descuido

17 «Núm. 6. Diputación, provincia] d i B arcelona.—E xcelentísim o


s e ñ o r — La D iputación provincial, ta n luego como se ha en te ra d o de
los dos oficias que V uestra E xcelencia se ha servido p asarla con
fecha de hoy, ha enviado una com isión su seno a la J u n ta po­
p u lar dire c tiv a , para q u e en vista de lo m anifestado p o r Vuestra
E xcelencia reso lv iera lo que esta D iputación po d ría c o n te star con
c erteza y seguridad, y ha tenido la satisfacción de sa b er que la
J u n ta había dado h asta ah ara pasap o rte a cuantos jef^s oficiales,
em pleados y dem ás d e pendientes del e jé rc ito lo h an solicitado con­
form e a las cap itu lacio n es; y q u e iba a p u b licar un b ando p a ra
que a c u d ie ran a ped irlo los restan tes, tan to c a p itu lad o s como no,
d ep en d ien tes del gobierno, q u e lib re m e n te q u ieran s a lir de esta
ciudad, seguros de que s ; les lib ra rá p a ra donde ap etezcan . La
D iputación se lisonjea d e h a b e r c o n trib u id o tan d ire c ta m e n te al
logro de los deseos de V uestra E xcelencia en esta p a rte , y esta
p ro n ta, como tiene indicado, a c oop erar en lo que pueda a cuanto
convenga al feliz desenlac:- d e tan triste s acontecim ientos. Con lo
cual contesta esta D iputación a sus dos citados oficios, reserv án d o se
h acerlo so b re ciertos extrem os del ú ltim o recibido q u e la han afsc-
tado sensiblem ente. — Dios g u a rd e a V u estra E xcelencia m uchos
a ñ o s —B arcelona, 23 d e noviem bre d e 1842.—E xcelentísim o señor.—
El presid e n te accidental, Jo sé P ascual.—F é f ir R ibas.—Jos¿ B orre!!
M anuel C abanpllas.— A nto n io G iberg a.--M an u el T o rren ts.—F ran cis­
co Bohigas.—José V ergés.—Aíunuel T o rren ts,—Francisco Soler, se­
c re ta rio .—E xcelentísim o señor c a p itá n g en eral de este d istrito m i­
li lar.»
[12, 300 302] ESPARTERO 179

recayese sobre la palabra tropa, es decir, sobre la que conve­


nía callar por de pronto para tantear primero el ánimo de
Ja Junta y ver si se prestaba a la exigencia de la salida de
los jefes, || con la idea de exigirle luego que soltase también
la tropa. Se había conocido ya que las bombas hacían mie­
do, y así es que, empleando un lenguaje altanero y resuelto,
decía el señor Van Halen: «Prevengo por última vc-z que
si para las doce del día de mañana no se hallan incorporados
en este ejército todos sus individuos existentes en Barcelo­
na, en la forma que llevo referida, más cuantos empleados
por el gobierno quieran salir de la plaza, a esa misma hora
infaliblemente se romperá el fuego.»
Parécenos que. teniendo enfrente un general que recu­
rría al medio de alegar que se había omitido al poner en lim­
pio el borrador la palabra más capital que éste comprendía,
y que logrado parte de su objeto continuaba en sus exigen­
cias y amenazas, hubiera sido mejor no am edrentarse tanto
por la m/aJibtlidad de la hora, y reflexionar que la salvación
de la ciudad no estribaba en ceder el terreno a medida que
el enemigo avanzaba, sino o en resolverse francamente a ca­
pitular o en prepararse para vigorosa defensa. Muy al con­
trarío, el secretario de la Diputación le escribía con premu­
ra al general, suplicándole por Dios que suspendiese siquiera
por una hora dar la seña para el bombardeo ls, y en seguida
se le contestaba de la manera más satisfactoria, prestándo­
se |[ a todas las condiciones que se había servido im poner1'.

18 f l X ú m . 3 . D iputación pro v in cial de B a r c e l o n a . - —Mi ap reciad o


g en e ra l: T*e ruego por Dios tenga líi b u ndad de su sp en d er siq u iera
por una. h o ra dnr la seña p a ra el bom bardeo, pues se está acab a n d o
de c onvenir en los m edios de d a rn u s el fra te rn a l a b ra ¿o q u e con
V uestra E xcelen cia deseam os. C reo q u e d a rá V uestra E x celen cia sa­
tisfecho de lo que espero c o m unicarle a n tes de una hora» que p a s a ­
ré a ésa quizás acom pañado.— Suyo, F ran cisco Soler.- Son las diez
y m edia d¿ la m añ an a del 24.»
_’9 *Núm. 4. D iputación pro v in cial d e B a rcelo n a.—E xcelentísim o
señor.—H asta Las ocho de esta m añ an a no se ha podido h a c e r p re ­
sente a la J u n ta p o p u lar d ire c tiv a el oficio d e V u estra E xcelencia
recibido a las once y m edio de la noche pasad a, y de q u e fu é co n ­
ductor el s e cre ta rio d e esta D iputación, pues en a q u e lla h o ra n j se
Tallaba reu n id a dicha Ju n ta , la cual acaba de a seg u ra r a este cu erpo
provincial que h ace desde luego extensiv o el a d ju n to aviso a todas
■as clases d e tropa que V uestra E xcelencia e n u m e ra , e n treg án d o les
pase lib re juntos o in d iv id u a lm en te p a ra sa lir d e e sta ciudad, por
ú q u iere n reu n irse al e jé rc ito del digno m ando de V u estra Exce­
lencia. La D iputación ha dado este nuevo paso en obsequio a esta
lesg ra cia d a población y a los vivos deseos q u e la im p u lsan p a ra
evitar la ru in a de la in d u stria del país y los terrib le s m ates que
«m enazan al vecindario.—Dios g u a rd e a V u estra E xcelencia m uchos
rnos. B arcelona, 24 d e n o viem bre d e 1842.—E xcelen tísim o se ñ o r.—
ron queo Borugas.— José B o r r e II.—M anuel T u rrcn ts.— M anuel Caba-
’i ella& .^'Felix kU>¿ls.—José Vergés.—Francisco S o ler, s e cre ta rio .—
Excelentísim o señor c a p itá n g e n e ra l de este distrito.»
180 BIOGRAFÍAS [12. 302-304]

Lástima daba el curso que iban siguiendo las negociacio­


nes: primero se exige la salida de los militares, después la
de la tropa, y por fin se quiere que esta vaya a reunirse al
ejército sitiador con armas, vestuario y equipo. Para quien
no descase capitular al instante era ya humillarse en dema­
sía el prestarse a tamañas exigencias, y así es que se acordó
tomar una resolución definitiva en una reunión de alcaldes
de barrio, comandantes de la milicia nacional, comisión mu­
nicipal e individuos de la Junta, en la que se adoptó el tér­
mino medio de perm itir la salida de la tropa, pero sin ar­
mas. conforme a lo estipulado, y con eí.as en el caso de que
no se hostilizase la ciudad y se evacuase Montjuich por las
tropas del ejército.
Entre tanto se había constituido ya al lado del || general
una comisión de Barcelona que mediaba en las negociacio­
nes, lo que era un paso muy adelantado, supuesto que indi­
caba el mal estado en que se hallaba la población. En los
días 24 y 25 de noviembre incorporó el general a su ejército
nada menos que ocho jefes, cuarenta y seis oficiales y ade­
más dos mil quinientos noventa de la clase de tropa, los
cuales, si bien desarmados, daban mucha fuerza moral al
ejército sitiador, pues que eran una prueba patente de que
la Junta se iba plegando poco a poco a lodas las exigencias
del jefe enemigo.
La paciencia, no obstante, se iba acabando por momentos,
la exasperación de los sublevados crecía por instantes y,
cual si se arrepintiesen de haber cedido tanto, intentaban al
parecer reanimar el entusiasmo que se había apagado para
no enmendarse más. Conocióse por fin que los numerosos
parlamentos enviados por el general que bloqueaba la plaza
eran ardides para esparcir rumores de consternación. El
día 25 dió muestras la Junta de haber comprendido un tanto
lo crítico y peligroso de su situación, conoció que los enemi­
gos del movimiento la iban minando a toda prisa, que se
trabajaba en desacreditarla por todos los medios posibles, y
así procuró neutralizar el golpe, publicando un manifiesto
en que se decidía por fin a arrostrar el bombardeo y en que
. se mostraba el propósito de llevar a cabo la empresa comen­
zada 30. 1]
Ya era tarde: la Junta había perdido su fuerza; ya no
le era posible dominar la situación; sus manifestaciones eran
leídas con frialdad y desconfianza: sus animosas protestas
de que quería combatir y esperaba triunfar eran ya aprecia­

30 «C iudadanos: Los enem igos de la p a tria, de la noble causa


nacional d e que liemos lev an tad o la enseña, d isc u rre n todos los a r ­
dides p a ra a b a tir el lau d a b le o rgullo que es la consecuencia de la
v ictoria. Kilos hacen c irc u la r voces vagas, falsas, suposiciones que
[1 2. 304 305] espa rteh o 181

das en su justo valor: quien había dejado incorporar al


ejército enemigo dos mil seiscientos prisioneros mal podía
persuadir que estaba resuelta || a sostenerse con fundadas
esperanzas de triunfo.
En la noche del 27 al 28 se manifestó la reacción contra la

ni h a n sido ..naginadas, y llegan al e x tre m o de h a c e r a c re d ita r


com o un hecho el soborno de q u e se ha v alid o la J u n ta p a ra in cli­
n a r al jefe de las fuerzas enem igas a e v ita r u n bom b ard eo a la
ciudad.
»Sabed, pues, ciudadanos, q u e todas estas voces son p rete x to s
p a ra adorm eceros y sum iros en la a p a tía , cu an d o os a d m ira el
m undo e n te ro por v u e stro v alo r y cordura.
yIJna d e las p rim e ra s deliberacion es d i la J u n ta fuó la de no
h a c er uso d e fondos sino p a ra las necesid ad es p e re n to ria s, y su n
asi con la m ás d e licada circunspecció n y fiscalización.
»Los ciudadanos a quienes una voz sed u cto ra hay a p o d id o res­
f ria r d eben p e rsu a d irse de q u e todas e stas m aq u in acio n es son u r­
d idas p o r la astucia y p o r los deseos de a d q u irir una g lo ria que,
en despecho de sus a utores, se ha eclipsado p a ra siem pre.
^ C iu d ad a n o s: V uestros la u re le s son inm arcesibles. E l e jé rc ito
co ntem pla con ad m iració n v u e stra s acciones. N u n ca h a b é is dad o
p ru eb a s de m ayor valor. Con esta v irtu d co n seguirem os el triu n fo
d e n u e stra causa enla z a d a in tim a m en te con la p ro sp e rid a d de la
in d u stria española y de la ca ta lan a que fo rm a su m ay o r p a rte , sino
d e todas las q u e p o r su suelo o posición co rresp o n d en a cad a u n a
de las p ro v in c ias q u e com ponen este herm oso p aís, cuya riq u e z a
os q u e ría n a rr e b a ta r p a ra beneficio de los am biciosos e x tra n je ro s .
Estos votos unidos con la consolidación del tro n o de Isabel II, con
su s consecuencias em an ad as del voto de u n a s C o rtes co n stitu y en tes,
son los q u e ha p roclam ado la J u n ta , d estru y e n d o la a rb itra rie d ? d
y los abusos de u n poder ficticio.
»La J u n ta no os ha dad o conocim iento de las com unicaciones
recib id as por los p a rla m e n to s, p o rq u e n o las h a rec ib id o d ire c ta ­
m ente y porque el jefe que les oc u lta la v e rd a d reh ú sa rec o n o c e r­
la. E llas h a n sido tra n sm itid a s, no o b sta n te , p o r la E x celen tísim a
D iputación, y las contestaciones h a n sido d icta d a s p o r los sen tim ien ­
tos de la J u n ta . E ste je fe que se m u estra tan ex ig e n te d e lejos d e ­
m u estra su situación c ontem plando esta c iu d ad desde u n cam po q u e
h ace p a lp a b le n u e stro glorioso triunfo.
»La J u n ta , q u e siente la sa n g re q u e p u ed a d e rra m a rs e de cu a l­
q u iera q u e sea y que desea e v ita r desgracias, a d v ie rte a los dueños
de las casas de p u e rta d e calle que, en el caso q u e la obstinación
llegase e n el e x tre m o (lo que no esp eram o s) d e d irig ir bom bas,
a b ra n las p u e rta s p a ra que se refu g ien los q u e pasen, o de lo con­
tra rio se v ería e n la necesidad d e h a c e rla s a b rir.
«F uerza nu m ero sa de c a b allería e in fa n te ría se está o rg an iz a n ­
do, descansad tra n q u ilo s, m uy luego h a b rá la co rresp o n d ien te ca­
b a lle ría a g u e rrid a , que con los diez m il h o m b re s que e m p u ñ a n las
a rm a s p o d rán fo rm a r una división capaz d e h o stiliz a r y b a tir a
los que, m al aconsejados, osasen co m b a tir la ju sta y noble causa
de los pueblos, a cuyo fre n te se h a lla g lo rio sam en te la cu lta B a r­
celona. o b jeto d e la codicia e x tr a n je r a y m u ro d o nde se e stre lla n
los tiranos.
« P a tria y lib e rta d . B arc elo n a . 25 d e n o v iem b re d e 1842 —E l p re ­
sidente, J u a n M anuel Carsjr.— F e rn an d o A b ella .—R a m ó n C artro .—
A ntonio B ru n e t •—Jaim e V idal y Gtial.-—B ern a rd o Xínjrola.—-Benito
G a rrig a . —Jaim e G iral. —P o r disposición de la J u n la , B e rn a rd o X in -
■Tola, secretario.»
182 BIOGRAFÍAS 12, 305 306]

Junta. A la una y media de la madrugada se presentó al


general Van Halen, como dice él mismo en un parte al go-
b'erno, el comandante de un batallón tic la milicia nacional,
manifestándole en nombre de una gran parte de la misma
que quedaba toda formada, decidida a deshacerse de la Jun­
ta y la pillería que la sostenía, para de este modo prestar su
sumisión al gobierno. Bien parece que con estas noticias y
otras que iba recibiendo de continuo podía darse por satis-
fecho el general, supuesto que era ya evidente que la entre­
ga de la plaza no podía hacerse esperar [¡ mucho. A pesar de
todo, dió la orden para que se rompiese el fuego, y ya esta­
ban las mechas encendidas, ya las tenían los artilleros en
la mano para disparar, cuando mandó que se suspendiese la
ejecución, temeroso de que la reacción que se había pro­
nunciado en favor del gobierno no se malograse si el bom­
bardeo principiaba.
En efecto, no cabía ya duda de que la Junta -de gobierno
había desaparecido, de que los partidarios de la capitulación
eran dueños de la ciudad y de que la entrada de las tropas
se facilitaría cuanto antes. La Junta había sido derribada de
una manera viólenla, y era ya imposible que volviese a apo­
derarse de la situación, a no mediar sucesos imprevistos y
nada verosímiles. Van Halen tenía noticia de todo lo ocu­
rrido hasta los últimos pormenores, como se echa de ver por
la relación circunstanciada que recibió de los sucesos de la
larde del 27, en la cual se le detallaban de tal manera las
medidas tomadas contra la Junta, que ya le era imposible
dudar de que se procedía de buena fe 41. 11

21 «Núin. á. A yer. 27. a las c u a tro d e la tard e, s í reu n ie ro n los


b atallones nacionales y nom braron (ios com isionados cad a u n o : h e­
cho el n o m bram iento se p rese n taro n en las Casas C onsistoriales,
in tim ando a la J u n ta que cesase; pero ósta se resistió am enazando
d e m u erte a las com isiones, apoyada p o r unos sesenta hom bres r e ­
publicanos, arm ado» de puñales y pistolas En v ista de esto se tra s ­
ladaron a C apuchinos, dund j existe el p rin c ip al de c a b allería, ha­
biendo en la Ram bla una gran p a rte de la m ilicia fo rm ad a, cuyos
com andantes e stab an reunidos ya en el pro p io lucal con dichas co­
m isiones. y todas las pu ertas de la ciudad, m u ralla, C iudadela y
A tarazanas guarnecidas por la m ism a m ilicia. En este estado se llam ó
a C arey, q uien, a presencia de la m ilicia form ada, p reg u n tó qué
q u e ría n , y respondiendo q u e allí e sta b a n las com isiones p a ra m a­
n ifestarlo, se avistó con ellas, las cuales hicieron p rese n te que la
vo luntad del pueblo y de la m ilicia e ra que se re tira se la J u n ta y
se pasase el n om bram iento de o tra co m p u esta de p ersonas de p res­
tig io p a ra que con la D iputación pro v in cial, alcaldes de b a rrio y
c o m andantes de m ilicia resolviese lo m ás co n veniente p a ra la ciudad.
»C arsy pidió m edia hora de tiem po p a ra tra sla d a rlo a la J u n ta ;
pero, conociendo que esta tre g u a podía se r un a rd id p a ra b u r la r el
p royecto que se ten ía form ado y r e u n ir e n tre tan to fuerzas de su
p a rtido, se tom aron las avenidas de la plaza de S a n Ja im e p o r los
nacionales, y a fin d e no m alo g rar la ocasión p en etró e n la Casa
de la C iudad una com pañía de zapadores con las c o m isio n es; y al
[12 307-308] E5PAKT5HO i 83

Así las cosas, se andaba trabajando con actividad para


llegar a la capitulación deseada: sólo faltaba saber quién
se encargaría de entablar y dirigir las negociaciones, opinan­
do unos que debía llamarse de nuevo a la Junta consultiva,
siendo otros de parecer que se formase otra nueva a causa
de haber desaparecido casi todos los individuos de aquélla,
mientras otros || creían que lo más expedito era que la Dipu­
tación provincial se encargase por sí sola de term inar el ne­
gocio. Al fin se acordó que la comisión de la Milicia Nacio­
nal y alcaldes de barrio nombrasen una nueva Junta com­
puesta de veintiún individuos, quienes debían dar cima al
desenlace de la espinosa situación en que se encontraba la
ciudadiJ. |t

e n tr a r en el Salón da Ciento, en donde se h a lla b a n reunidos los in­


dividuos de la J u n la , algunos d e l nuevo A y u n ta m ie n to y v ario s re ­
publicanos fu ero n acom etidos p o r éstos con sables y p u ñ a le s; m as
al v e r dicha com pañía de zap ad o res a la b a y o n eta se in tim id aro n ,
a rro ja ro n las a rm a s y p rete n d ie ro n fugarse, verificándolo los de
la J u n ta , a excepción de p a rte de ella, que eslá p resa e n la a c tu a ­
lidad. F o rm an la rep re se n ta c ió n d e la ciudad y m ilicia las com isio­
nes y alcaldes de barrio, co rrien d o en arm o n ía con la D iputación
pro vincial, a fin de a rre g la r d e finitiv am en te el negocio y e n tra d a
de las tro p a s de la m an e ra que lo exige el buen n o m bre d el pueblo
y pacífico com portam iento de los pro p ie tario s, q u ienes en estos días
h an lam entado las desgracias ocurridas, tem ién d o las m ay o res si hu­
biesen perm an ecid o en el poder los sublevados. Todas las to rre s de
las iglesias e stá n tom adas por p erson as de confianza p a ra im p ed ir
q u e alg ú n osado toque a rebato. L a ciudad sigue m uy tra n q u ila , y
h ay fu ertes relen es d e nacionales con o b jeto d > eviLar lodo d e s­
o rd en, esp eran d o por m om entos la e n tra d a d e las tropas.»
2J «Núm. 1. Com isión de M N. y de alcald es de b a rrio de la
ciudad de B arcelona.—E xcelentísim o señor.— Esla com isión, conse­
c u ente a la com unicación que h a d irig id o a V u estra E x celen cia esta
m añana, ha p ro cu ra d o re u n ir la J u n ta con su ltiv a sin p o rtillo con­
seguir, a p e sar de hab erlo p ro cu ra d o p o r cuantos m edios h a n estado
a su alcance. En esta situación, y viendo que era preciso n o m b ra r
in m ed iatam en te una J u n ta de gobierno, ha recibido u n a com isión
cada uno du lus cuerpos d e M. N., y en unió n con ellas acab a de
fo rm arla, eligiendo al efecto v e in tiú n individuos, cuyos nom bres
tiene el h o n o r d e aco m p a ñ a r a V uestra E xcelencia con la a d ju n ta
alocución. En este concepto, esta com isión esp era q u e V u estra E x ce­
lencia se se rv irá d irig irse desde a h o ra a la citada J u n ta , q u e ha de
in sta la rse m añ an a a las diez de ella.—Dios g u ard e a V u estra Exce­
lencia m uchos años.
«B arcelona, 28 de noviem bre d e 1842.—El p resid e n te , R am ón Ne-
g rev ern ís.—P or a c u erd o d e la com isión, el vocal se cre ta rio , Jo sc
S e r r a —Excelentísim o se ñ o r don A ntonio V a n H alen, conde de P e ­
ra campa.»
«B arceloneses: Las com isiones de los b a ta llo n e s de M. N. y los
alcaldes do b a rrio en rep re se n ta c ió n de esta ciu d ad a c ab a n de e le ­
g ir v e intiún individuos p a ra fo rm a r la J u n ta de g o bierno que ha de
d irig irn o s en la crisis en q u e nos hallam os.
»Sólo el deseo del a c ierto ha a nim ad o a las com isiones y r e p re ­
sen tantes al h a c er este nom bram iento. O jalá se v e a n cum plidos sus
votos, que son los d e la sa lvación del país. la d efensa de las líb e r-
184 DIOGRAFÍAS [12, 309-310]

ESPARTEHO Dlil.ANTE DE BARCELONA

Llegó por fin Espartero al campo del ejército bloquea-


dor; Espartero, que tanto se había hecho esperar y que por
cierto en su lento viaje de Madrid a Barcelona se olvidó de
volar para ahogar la insurrección. Preciso es que nos deten­
gamos un instante en examinar su torpe conducta en aque­
llas circunstancias que de tal suerte le brindaban con exce­
lente oportunidad para rehabilitarse algún tanto en la opi­
nión pública. Los jefes del movimiento se habían fugado, la
llamada Patulea había sido desarmada, hallábanse al frente
de Barcelona hombres que inspiraban la mayor confianza y
de cuyas intenciones pacíficas y leales no dudaba el mismo
general Van Halen, como lo asegura en su comunicación de
fecha 29 de noviembre. En semejante situación, ¿cuál era la
conducta que debía observar un Regente? ¿Debía ocultarse,
hacerse invisible a todas las comisiones que salían de la ciu­
dad sitiada para tratar de capitulación? ¿Debía |] no escu­
char a los hombres de cuya adhesión no le cabía duda, ni a
respetables eclesiásticos, ni al venerable obispo, que solici­
taba una audiencia para interceder por su rebano? ¿Qué
representa ese ser misterioso que a nadie quiere ver ni es­
cuchar, que niega lo que otorgan todos los jefes que se ha­
llan sitiando una plaza, que no quiere conceder lo que con­
cedieron siempre los más altos reyes y emperadores? Los
caudillos de las hordas bárbaras que en tiempos antiguos
inundaron la Europa prestaban gustosos atento oído a las
súplicas de un obispo, de un eclesiástico, de un monje, y su
brazo de hierro, presto a descargar el terrible golpe, se de­
jaba desarmar por las palabras de un enviado del Señor que

tades p a tria s y la p ro sp erid ad de los h a b ita n te s de esta populosa


c apital.
»He aquí la lista de los señoras q u e h an de com poner la J u n ta
d e g o b iern o : señor b a ró n d e M aldá; d o n S alv ad o r B o n ap lala. fa­
b ric a n te y p ro p ie ta rio ; don Dom ingo S e rra . fab rica n te y p ro p ie ta ­
r io ; don V a lentín Esparó, fab rica n te y p ro p ie tario ; don Sebastián
M artí, abogado; don A gustín Yáñez, farm acéu tico y c a te d rático ;
d o n C ayetano R ov iralta, abogado; don M anuel G ib e rt. abogado y
p ro p ie ta rio ; don N icolás Tous, fab ric a n te ; dnn S a lv ad o r A rólas,
m e rc a d e r; don J u a n M onserdá. te n d e ro ; don José T o rres y Riera,
c o m e rc ia n te; don J u a n M anuel C a rsy ; don M anuel Senillosa, h a ­
c e n d ad o ; d o n J o a q u ín Góm ez, m ilita r; don Jo sé A rm en ter, físico;
señor o b isp o ; don J u a n de Z aío n t. a b a te de S an P a b lo ; don B a rto ­
lom é Com as, c o m e rc ia n te; dnn Jo sé V entosa, ab o g ad o ; don P e d ro
N olasco V ives, abogado.
«B arcelona, 20 de n oviem bre de 1842.—El p resid en te, R am ón Ne-
íre v e rn is .—P o r acuerdo de l a ' com isión, el vocal secretario , Jo sé
Serra.»
le demandaba paz y perdón; y Espartero, hijo del pueblo,
hombre que ayer formaba en humilde rango del ejército, que
acaba de ser elevado al mando supremo por una revolu­
ción; Espartero, hallándose al frente de la nación española,
en el siglo xix, a la vista de la Europa y del mundo, se en­
castilla en su alojamiento de Sarria, y allí se aisla do cuan­
tos pudieran darle consejos de humanidad y de prudencia;
alli se establece como un genio maléfico cuya voz no han de
oír los pueblos sino en el instante de mandar el incendio y
ruinas. ¡Ah! La Providencia habia permitido que se cegase
a la vista de los muros de aquella misma ciudad donde co­
menzara a desplegar los proyectos de su ambición desapode­
rad a; allí, tal vez agobiado por terribles remordimientos,
echaría una ojeada a su conducta de julio de 1840; allí Ic
interrum pirían el sueño la imagen de una Reina proscrita y
las ensangrentadas sombras de León y de sus compañeros
de infortunio; y || por esto cayó en una estupidez inexplica­
ble, no viendo ío que todo el mundo palpaba, no conociendo
cuál era su deber y su propio interés, no advirtiendo que su
desatentada conducta, si bien podía dar algunas horas de
luto a la infortunada capital del Principado, también debía
por necesidad conducirle a él a indefectible y estrepitosa
caída.
¡Cuán fácil le fuera presentarse con dignidad y hasta
con severidad, alcanzando el mismo resultado! Debiera escu­
char personalmente a los comisionados de Barcelona, repren­
der con lenguaje firme y mesurado la conducta de la ciudad,
intimarles que se rindiesen dentro un breve plazo, y, ya que
se le ofrecía la entrada, aprovechar la ocasión, colocarse a la
cabeza de sus numerosos batallones, penetrar en la ciudad,
publicar una amnistía exceptuando a los jefes del motín si
le hubiese parecido conveniente, desarmar en seguida la Mi­
licia Nacional, enterarse por sí mismo de las causas del des­
orden, atender a las quejas que contra esta o aquella auto­
ridad le hubiese dirigido la población representada por per­
sonas ilustres, templar la justicia con la clemencia, arreglar­
lo todo, reorganizarlo todo, y en seguida dirigir a la nación
un manifiesto en que le anunciase la feliz terminación del
levantamiento de Barcelona, sin derramamiento de sangre
ni de lágrimas, en que se amenazase a los revoltosos que
en un punto cualquiera tratasen de alterar el orden, en que
se mostrase el firme propósito de m antenerle a toda costa,
marchando, sin ladearse a derecha ni izquierda, por solo el
camino de la ley. Entonces se realzara su prestigio, entonces
se diera a la España y a la Europa una alta idea de lo que II
valía Espartero, pues que su sola presencia había bastado
para term inar de un soplo una insurrección tan im ponente:
entonces no cayera sobre su cabeza el anatema que le ful­
186 BIOGRAFÍAS [1?, 312 318]

minaron los hombres de todos los partidos; entonces no se


convencieran sus adversarios de que a quien no empleaba
otros medios que hierro y fuego se le debía también comba­
tir con fuego y hierro.
Dícenos el general Van Halen que la llegada del gobierno
en nada alteró las atribuciones del mando de que se hallaba
revestido, ni la más líbre dirección de las operaciones, y que,
antes al contrario, le proporcionaba la satisfacción de oír
constantemente la aprobación de cuanto había hecho y se­
guía haciendo. Creemos que es inexacta esta aserción, y
quien la establece se daña a sí propio gratuitamente, cargan­
do con responsabilidad que no le pertenece del todo. Ya he­
mos visto más arriba que el mérito del pensamiento del
bombardeo es realmente debido al señor Van Halen, y he­
mos probado que sus amenazas en los primeros días del
bloqueo de Barcelona andaban acompañadas del firme pro­
pósito de poner en obra aquella horrenda atrocidad. Mas,
por lo tocante a su ejecución, estamos convencidos que no
es tanta su culpa como él propio se ha querido echar, y que
tanto dista de ser verdad lo que él afirma de que la llegada
del gobierno no alteró las atribuciones de su mando, que si
el Regente no hubiese llegado al cuartel general no se hu­
biera llevado a cabo la terrible medida. Si, el Regente y sólo
e] Regente es el principal responsable del bombardeo de
Barcelona. Van Halen no fué más que un simple instrumen­
to que obedeció hasta con || cierta repugnancia, que prefirió
manchar su carrera con aquel acto de crueldad a desagradar
a un hombre que al cabo de dieciocho días le había de tra­
tar con tanto desdén, diciendo!c con sequedad, en su decre­
to de Sarriá de 21 de diciembre, que había tenido a bien
relevarle de los cargos de capitán general del 2* distrito
y general en jefe de Cataluña, sin ni siquiera honrarle con la
acostumbrada forma de que estaba satisfecho de su lealtad
y buenos servicios.
Para convencerse de que el señor Van Halen no es tan
culpable de la ejecución del bombardeo, como él mismo nos
ha querido dar a entender, basta una ligera reseña de lo
acontecido desde el día 29 de noviembre hasta el 3 de di­
ciembre, y de las negociaciones que mediaron al efecto de
tantear si sería posible obtener una capitulación que evitara
la catástrofe.
U l t im a s n e g o c ia c i o n e s

La Junta elegida el día 27 de noviembre no pudo conti­


nuar por falta de individuos; así es que en la noche del
29 al 30 fué nombrada otra, que se instaló desde luego y se
ocupó de los medios de poner pronto término a la violenta
[12, 313 314] FSHAHTERO 187

situación en que se encontraba la ciudad; los señores que


la componían eran los siguientes: presidente, barón de Mal-
dá, don Salvador Arólas, don José Armenter, don Juan de
Zafont, don José Torres y Riera, don José Soler y Matas,
don José Llacayo, don Antonio Giberga y el vocal secretario
don Laureano Figuerola.
En prueba de que la nueva Junta deseaba vivamente |¡ la
terminación pacífica de la crisis, hay un hecho que no con­
siente réplica, cual es que desde los primeros momentos de
su instalación procuró que se retirase don Juan Manuel
Carsy, quien, no obstante los últimos acontecimientos, había
sido nombrado para formar parte de ella. Negáronse los
demás individuos a ser miembros de una Junta en que el
señor Carsy tomara parte, creyendo que, habiendo sido él
quien había estado a la cabeza del movimiento, bastaba su
nombre para imposibilitar un amistoso arreglo.
Tan pronto como se hubo establecido dicha Junta encon­
tróse con un parlamentario del capitán general que le exi­
gía que, como primera m uestra de intenciones pacíficas,
debía permitirse la ocupación del fuerte de Atarazanas, in­
dicando que se asegurasen las personas de los autores prin­
cipales de la insurrección 23. |'

51 «E jército de C atalu ñ a.—E. M.—S on las seis de la m añana,


y cuando tan to in te resa a esa ciu d a d el p o n e r térm in o a la situación
espantosa en q u e se e n c u en tra, ev ita n d o de este m odo los d e sastre s
que la a m enazan, a u n n c h e recibido la co n testació n te rm in a n te y
decisiva, según p ed ía a esa nu e v a J u n ta en m í escrito de a y e r m a ­
ñana. siendo así q u e a las dos d e la ta rd e y a e stab a c o n s titu id a ; p o r
lo tan to , y teniendo so b ra d a s p ru e b a s de q u e los que se llam an
rep ublicanos se h a n unido a los p a rtid a rio s d el E statu to y sólo
esp eran la llegada (sí es q u e no e s tá n ya en B arcelona^ d e los m is­
mos caudillos que se p ro n u n cia ro n en o c tu b re del a ñ o a n te rio r, p a ra
lev a n ta r su b a n d e ra , p re v e n g o a usted es m e d e n co n el oficial p o r­
ta d o r una contestación te rm in a n te ; y si ésta se d irig e a l térm ino
pacífico como p ru e b a de q u e sus se n tim ie n to s son v e rd a d e ro s, y
p a ra a p o y a r los m ism os deseos d e la J u n ta y a cu an to s individuos
en B arcelona q u iera n so ste n e r la fidelidad a sus ju ra m en to s, me
m an ifesta rá n ustedes su conform idad a q u e ocupe el fu e rte de A ta ­
razan as la fu erz a q u e yo destine a él. tom ando p o r su p a rte todas
las m edidas c o nvenientes p a ra e v ita r que individuo alg u n o h ag a el
m enor acto de hostilidad, pues en este caso, en u n a s c u a n ta s h o ­
ra s de fuego, sería a rra s a d a la ciudad. A las diez en p u n to debo te ­
n e r la contestación a esta com unicación, y de no acced er p a ra
esta hora a cuanto tengo exigido, y a la in m e d iata ocupación d e
A tarazanas, com o p rim e ra g a ra n tía d e la disposición a p o n e r té r­
m ino pacifica a tantos desastre s, en c u m p lim ien to de m is d eb eres
y da las órdenes de Su A lteza e l R egente d e l R eino, que me han
sido com unicadas por e l m in isterio de la G u e rra , me v e ré en la
sensible necesidad de ro m p er el fuego ac to continuo. Los a u to re s
p rin cip ales de los m ales que afligen a la m ay o ría in m en sa de B a r­
celona no pueden q u e d a r im p u n e s: esa J u n ta , y c u a n ta s de c o ra ­
zón sean fieles a la Reina, a la C onstitución y a la R egencia e s ta b le ­
cida por la m ism a, deben conocerlos y a s e g u ra r sus p erso n as p a ra
188 BIOGRAFÍAS [12. 315-3161

No pudo la Junta satisfacer los deseos del general, ni


aun cuando hubiese podido no le pareció decoroso apode­
rarse de la persona de Carsy, porque, en efecto, semejante
proceder habría sido indigno de hombres generosos. Y así es
que, procurando convencer al parlamentario de las razones
que la asistían para no acceder a las exigencias del señor
Van Halen, procuró ganar algunos momentos, que era lo ||
que importaba en situación tan angustiosa y apremiante.
Deseosa, empero, de preparar el desenlace pacífico y de
ofrecer al general prendas seguras de lealtad y buena fe,
se ocupó desde Juego del desarme de la fuerza que podía opo­
nerse a la capitulación, publicando en el mismo día 30 un
bando en que se mandaba que entregasen las armas todas
las personas que las hubiesen tomado desde el 14 del mismo
mes en adelante34.
Salieron de la ciudad don Juan de Zafont, don Antonio
Giberga, don José Soler y Matas y don Laureano Figuerola,
que componían la comisión de la Junta que debía conferen-

q u e s u fra n e t castigo q u e las leyes les im ponen p o r tan ta san g re


com a han hecho d e rra m a r, y por la h o rro ro sa e in ju sta in su rrecció n
q u e h a n ocasionado con su conduela y m aq u in acio n es; en esle nú­
m ero e n tra n cuantos com ponían la J u n ta q u e se titu la b a d irectiv a,
cuya b a n d e ra m e es bien conocida, h a b ien d o in te rce p ta d o u n a c a rta
de su presid e n te C arsy a u n indiv id u o de la J u n ta rev olucionaria
q u e se form ó en G erona, y que fué d isu elta a las pocas h o ras por la
lea lta d de lu M. N. y h a b ila n te s de aquella ciudad. Su A lteza
S erenísim a el R egente del Reino llegó a y e r ta rd e a m i cu artel gene­
ral, donde h a establecido el suyo, hab ien d o rev istad o antes, en m edio
del m ay o r entusiasm o, a todas las tro p as q u e encontró en el trá n ­
sito y a las a cantonadas en Sans y L a B ordeta.— Dios g u a rd e a u s ­
tedes m uchos años. C u a rte l g e n e ra l de E splugas de L lo b reg at, 30 de
n oviem bre de 1842.—El condc de P e rac a m p s.—A la titu la d a J u n ta
d e gobierno de Barcelona.»
«B ando .— C onstituida la J u n ta de gobierno de esta ciudad,
d eb e a n te lodo a d u p la r m edidas que aseg u ren la tra n q u ilid a d in te ­
r io r d e B arcelona y den a todos sus h ab ita n te s la g a ra n tía de que
p ueden pe rm a n e ce r tran q u ilo s en el ho g ar dom éstico. P o r tan to , vie­
n e en d e c re ta r:
«A rtículo 1.° Todas las personas q u e desde el d ía 14 del c o rrie n te
en a d e la n te h a y a n tom ado las a rm a s las e n tre g a rá n in m e d iata m e n te
en el c u a rte l d e A ta ra z a n a s a la persona desig n ad a p o r la Ju n ta .
El q u e de je de cu m p lir esta disposición será castig ad o con todo el
rig o r de la ley.
»Art. 2.° S e ex c ep tú a n ú n icam en te d e la disposición a n te rio r
las personas q u e hayan m erecido la confianza de los señ o res alcaldes
d e barrio .
»Art. 3." El térm in o p a ra e n tre g a r las arm as q u ed a fijado d e s­
d e las tre s h a sta las cinco horas de esta tarde.
xArt. 4.o S e rá tam bién castigada se v era m e n te toda p ersona que,
b ajo cu a lq u ie r p rete x to , tra te de p e rtu r b a r e l o rd en .—B arcelo ­
na, 30 de noviem bre de 1042.—E l presid en te, barón d e Maldá.—S a l­
v a d o r A r ó la s — José So ler y M atas.— José Puig-—Jo sé A rm e n te r.—
Ju a n de Z a fo n t.—J o s é T orres y Riera.—J osé L lacayo .—Antonio G v
berga.—L a u rea n o Fipuerola, vocal secretario.»
[1 2 . 316-318] ESPARTERO 189

ciar con el general Van Halen y con el mismo Regente. No


cabía exigir mejor garantía || de sinceros deseos de transac­
ción que el bando que acababa de publicar la Junta y que
se estaba ejecutando en todas sus partes, mientras La expre­
sada comisión andaba en busca del capitán general. En La
Reseña Histórica publicada por los individuos de la expresa­
da Junta se refiere que el jefe de E. M. don N. Martínez, con
quien conferenciaron los comisionados antes de avistarse con
el señor Van Halen, les manifestó que no serian bien acogi­
das las proposiciones de que las tropas que guarneciesen Bar­
celona no fuesen las mismas que la ocupaban antes y que no
entrasen en la ciudad el general Zurbano ni el jefe político.
No parece que fueran humillantes para el gobierno seme­
jantes proposiciones, dado que, más bien que como condicio­
nes de capitulación, se las debía considerar como miras de
prudencia, mayormente en lo que tocaba a la entrada de
Zurbano y de Gutiérrez. La exasperación de los ánimos con­
tra aquel general había llegado a un punto difícil de des­
cribir, y bien claro es que no era fácil desarraigar la creen­
cia que tenía el vulgo de que toda la dureza, toda la cruel­
dad venía de Zurbano. El pueblo se acordaba apenas de
Van Halen en los días del levantamiento: sólo pensaba en
Zurbano, sólo nombraba a Zurbano; en su concepto Zurba-
no era quien dirigía las tropas para hostilizarle, quien que­
ría saquear la ciudad, quien estaba encargado de verificar
la quinta, quien debía subir a Montjuich para realizar el
bombardeo, quien debía encargarse del mando de Barcelona
para castigar a los revoltosos; en una palabra, Zurbano lo
hacía todo, Zurbano lo era todo. En esto podía haber toda la
falsedad, toda Ja || inverosimilitud, toda la ridiculez que se
quiera; pero, supuesto que el pueblo lo imaginaba así, ¿era
por ventura tan impolítico que se hubiese mandado al gene­
ral Zurbano que no entrase en Barcelona hasta pasado el
tiempo necesario para calmar los ánimos y desvanecer los
rumores que circulaban sin fundamento? Semejante medi­
da, ¿era acaso humillación del gobierno ni desaire del gene­
ral que era objeto de ella? Todo el mundo hubiera visto
aquí una providencia dirigida a tranquilizar la ciudad en lo
tocante a la política que se proponía seguir el gobierno. En
cuanto a Gutiérrez, he aquí cómo se expresan los indivi­
duos de la Junta en su Reseña Histórica: «Todavía era ma­
yor si cabe, más unánime y compacto el anatema popular
contra el jefe político Gutiérrez. A su carácter arrebatado, a
su brutal ignorancia, atribuía todo el vecindario los inmen­
sos males que sufría, y no podía perdonar a la persona que,
en vez de dispersar y neutralizar los elementos de desorden,
había servido de mecha incendiaria para que se combinaran
y estallaran.»
190 BIOGRAFÍAS 112, 318-32U]

La negativa con respecto a estas proposiciones indicaba


bastante claro que el gobierno no trataba de calmar las pa­
siones y que no le importaba nada el provocar de nuevo la
efervescencia popular. El bombardeo era tal vez una medida
decretada, quizás era preciso llevarla a cabo de todos mo­
dos ; y por esto convenía presentar de mal aspecto el nego­
cio, infundir temores de terribles castigos para que la deses­
peración sucediese al abatimiento de los espíritus, apresu­
rándose la hora en que tronar pudiese el cañón de Mont­
juich. ||
El señor Van Halen afirma en su Diario razonado que sus
justas observaciones no persuadieron el ánimo de los comi­
sionados que insistían en su opinión de que la milicia con­
servara las armas, tomándose la libertad de decir lo siguien­
te: «Me propusieron que, sin decir desde luego mi resolu­
ción de desarmar la milicia, permitiese que ésta formase
para recibir a Su Alteza y a las tropas en la ciudad, y que
luego, pasando seis u ocho dias, se procediese al desarm e;
a lo que les contesté que su proposición era muy ajena de
mi franco modo de proceder, y que parecía una felonía el
verificar el desarme después de haberles dado la más míni­
ma esperanza de que no lo haría.» Pero estas palabras del
señor Van Halen son rechazadas vivamente y desmentidas
de la manera más explícita por los señores de la comisión.
«La verdad, dicen, puesta en sus términos precisos y no con­
tradictorios con la garantía que se pedía en la proposición
segunda e r a : desde luego que pudiéramos asegurar a los na­
cionales que conservarían las armas, saldría la milicia a reci­
bir a Su Alteza, formaría pabellones en el glacis y paseo de
Gracia, se abrazarían con los soldados los naMonales y entra­
rían en la ciudad interpolados los batallones. Los comisiona­
dos y demás miembros de la Junta se ofrecían en rehenes,
marchando al frente del ejército para ser fusilados al m e­
nor desacato que se cometiera, y finalmente que, verificada
la entrada y tranquilizado el vecindario sobre las siniestras
intenciones que se atribuían al ejército, la Diputación y
Ayuntamiento dentro ocho o quince días procedieran a la
organización de la milicia. Si esto no se realizaba, los co­
misionados manifestaban || que la Junta se retiraría, porque
no tenía fuerza física ni moral para hacerse obedecer de
otra suerte; los ánimos se irritarían, la desconfianza contra
el gobierno renacería violentamente y la ciudad iba a ser
presa de la anarquía interior, al par que de los ataques ex­
teriores.
Semejantes proposiciones ng eran ciertamente para des­
preciadas, y así es que el general Van Halen resolvió consul­
tarlas con el gobierno del Regente, pidiendo a éste audiencia
en nombre de la comisión. Esta audiencia fué negada; sólo
el ministro dio la contestación e instrucciones, reducidas a
que Barcelona se rindiera a discreción, y que sólo así podía
contar con la clemencia del gobierno.
Entre tanto lleco a la comisión la noticia de que los ba­
tallones de tiradores y el pelotón de provinciales de caballe­
ría habían entregado las armas, que todos los oficiales de di­
chos cuerpos estaban ya embarcados; en una palabra, que
el bando estaba en ejecución en todas sus partes. Tan plau­
sible nueva, que manifestaba bien a las claras la actitud
pacífica de la ciudad, sorprendió al general Van Halen, quien,
según se lee en la citada Reseña Histórica, pronunció estas
term inantes palabras: «Esto ha cambiado de aspecto.» Des­
de entonces pareció decidido el señor Van Halen a term inar
en breve la crisis; se prestó a acompañar los comisionados
a avistarse con el presidente del Consejo de ministros, an­
duvo con ellos en un mismo coche desde Esplugas, y plati­
caba con ellos de tal m anera que sus palabras no dejaban
duda de que consideraba ya terminado el negocio. Así les
hablaba de asuntos que sólo podían tener lugar || dando por
ñnida la crisis, y les decía amistosamente que tendrían que
preparar alojamiento para el duque, como lo refieren los se­
ñores de la Ju n ta en la Reseña Histórica ya mencionada. Sin
embargo, el señor Van Halen se engañaba lastimosamente;
ignoraba que el jefe del Estado, el que debia dar ejemplo
de miras elevadas y conciliadoras, el que debía complacerse
en señalar su carrera pública con rasgos de política y gene­
rosidad, se proponía tratar a la infortunada Barcelona con
inexorable dureza, con crueldad inaudita. El general Rodil
se había constituido el intérprete de los sentimientos del
Regente, y así comenzó por no recibir a los comisionados,
por hacerlos aguardar en medio de la calle durante las altas
horas de la noche, como nos refieren ellos mismos. Vueltos
a la ciudad comunicaron a la Junta el resultado de su come­
tido, convocando para las ocho de la misma mañana a todos
los señores alcaldes de barrio y comandantes de la milicia
para resolver lo que debía hacerse en situación tan aflictiva.
Nos compadecemos profundamente de la angustiosa posi­
ción de cuantos debían dar su voto en tan formidable trance.
¡Una ciudad de ciento sesenta mil almas, la capital del prin­
cipado de Cataluña, la industriosa, la bella, la rica Barcelo­
na, podía convertirse de un momento a otro en una pira
fúnebre, en un montón de ruinas!... ¡Ah! En tan angustio­
sos lances, cuando no hay consuelo sobre la tierra, cuando
no hay que esperar en los hombres, cuando en éstos sólo se
encuentra crueldad inexorable, el mortal levanta los ojos al
cielo, invoca al Dios de justicia y de bondad; para aplacar
su cólera anda en busca |¡ de sus ministros, a quienes ruega
también para que interpongan con los poderosos obstinados
192 b io g r a f ía s [12, 322-323]

su mediación augusta. Nadie había podido convencer al mi­


nistro, nadie había podido lograr una audiencia del Regente;
los individuos de la reunión se volvían en todas direcciones
para encontrar un medio de evitar la catástrofe. Hallábase
todavía en la ciudad el venerable obispo; presentóse su ima­
gen a los individuos de la reunión, pareciéndoles que si la
comisión volvía al cuartel general con el respetable acompa­
ñamiento de las canas y de las virtudes del prelado era im­
posible que no se enternecieran los corazones más empeder­
nidos. Espartero no había querido ceder a los ruegos de los
hom bres; pero se le presentaba un ministro de un Dios de
paz y de amor, un pastor que suplicaba por su rebano, un
sucesor de los apóstoles, un enviado del cielo, que hablaba a
un hombre poderoso, en nombre de un Dios omnipotente.
Ceder a los ruegos de un obispo no era transigir, no era hu­
m illarse; era prestar el tributo de homenaje a la religión
que am paraba a la humanidad, era engrandecerse a los ojos
de la España, de la Europa, del mundo entero. Cuando la
fama hubiera publicado que el Regente se hallaba a la cabe­
za de un ejército numeroso delante los muros de una ciudad
sublevada; cuando se hubiera dicho que el dictador, irrita­
do, tenia a su disposición una fortaleza inexpugnable, que
en breve tiempo podía arrasar la ciudad; cuando se hubie­
ra dicho que, indignado por los desmanes de la insurrección,
por la sangre de los soldados vertida en las calles, no había
querido ni escuchar a nadie ni creer a nadie, que sólo que­
ría sumisión completa, rendición || sin ningún género de
condiciones, que se proponía castigar con mano fuerte a los
rebeldes para asegurar de una vez el imperio de la ley, la
España y la Europa hubieran dicho: He aquí un carácter
firme hasta la obstinación que sabe hacer respetar la autori­
dad que las Cortes depositaron en sus m anos: la suerte de
Barcelona es triste, es espantosa; pero Espartero presen­
ta algo de tiránico y cruel que envuelve por lo menos cier­
ta apariencia de grandor terrib le; la suerte de Barcelona
es bien triste. ¿Qué será de Barcelona? Pero un momento
después la fama hubiera publicado una nueva consoladora
expresándose en estos términos: «Ya las mechas de Mont-
juich ardían en las manos de los artilleros, ya el ejército es­
taba sobre las armas, ya el Regente a caballo, a la cabeza de
sus soldados, daba las disposiciones para atacar al mismo
tiempo la ciudad, ya echaba una mirada fulminante sobre
aquellos muros en que ondeara poco antes el lema de abajo
Espartero y su gobierno ya parecía que estaba cebándose en
el cadáver de su víctima, que pisaba su ensangrentada cerviz
con orgullosa p lan ta; cuando he aquí que salen de nuevo
los embajadores de la ciudad, acompañados del venerable
anciano que viene a interceder por sus ovejas descarriadas.
[12, 323-325J ESPARTERO 193

Solicita hablar con el Regente, y la audiencia le es otorgada;


pronuncia las palabras de paz y de perdón, y el semblante
airado se calma, y sus palabras se ablandan, y dudando
un momento y resistiendo todavía, cesan las amenazas, y
envaina su espada, y responde por fin al prelado suplican­
te: «No por los hombres, sino por Dios, en cuyo nom­
bre me habláis, concedo perdón |¡ y paz; idos al templo a
dar gracias al Todopoderoso, rogad por el sosiego de Barce­
lona, por la tranquilidad de España, y no olvidéis a los va­
lientes que perecieron pocos días ha en las calles y en las
plazas defendiendo el orden y las leyes.» ¡Qué espectáculo
más bello! ¡Qué escena más digna y más grandiosa! Enton­
ces los amigos de Espartero hubieran dicho a sus adversarios:
«¿Veis al hombre a quien queríais derribar, a quien insulta­
bais y escarnecíais; veis cómo sabe sostener la altura de su
posición? ¿Veis al hombre a quien achacabais que se humi­
llaba ante los motines, cómo sabe refrenarlos con mano fuer­
te, cómo sabe ser inexorable con los revoltosos? ¿No com­
prendéis su tacto político y su religiosa generosidad en no
dejarse ablandar por las súplicas de nadie y en condescen­
der luego que le habla el venerable prelado?» ¡Vanas ilusio­
nes! Vanas ilusiones que los hechos desmintieron de una
manera atroz, que nos dolemos que no se convirtieran en
realidades, para bien de España, para salvación de Barcelo­
na, para gloria de Espartero. Sí, y nos duele profundamente,
porque ya que los diez años de revolución habían turbado
el suelo de la infeliz España, ya que una cadena de miserias,
de crímenes y desastres habían inundado de amargura nues­
tra desventurada patria, agradáranos sobremanera que en el
desenlace del formidable drama se hubiese presentado una
figura digna, gigantesca, que con su grandor nos indemniza­
ra de tanta mezquindad y pequeñez, porque cuando tra7a-
mos con severa mano los tristes rasgos de la fisonomía del
ex regente no lo hacemos con secreta complacencia, sino con
el vivo pesar de que || en la persona del soldado de fortuna
no nos deparase la Providencia un hombre grande.
Ni los comisionados ni el obispo pudieron ver al Regente,
ni obtener del ministro una palabra consoladora; rogaba el
obispo, rogaban con él otras personas respetables; y el pre­
sidente del Consejo nada sabía responderles, sino la España
toda, la Europa entera nos está mirando; nada puede conce­
derse; sumisión completa, rendirse a discreción.,. Sí, razón
tenéis, la España toda, la Europa entera os está mirando,
absorta, pasmada, al ver que españoles vais a incendiar la
más bella ciudad española; sí, razón tenéis, la España toda,
la Europa entera os están m irando; y esas palabras salidas
de vuestra boca, en un sentido que por decoro nos abstene­
mos de calificar, entrañan para vos y para el hombre a
194 BIOGRAFÍAS [13, 325-3261

quien servís algo de fatídico y terrible; la España toda os


está mirando, para lanzar sobre el Regente su anatema tan
pronto como estalle el cañón de Montjuieh. Jefe de la na­
ción. vais a destruir una de sus más preciosas joyas; dice
bien vuestro ministro: la España toda os está mirando y se
están dando también todos los españoles una mirada de inte­
ligencia, para concertarse, para prestarse al combate, para
levantarse todos juntos como un solo hombre, para haceros
huir de Madrid, para empujaros hasta las playas gaditanas,
para lanzaros con espada en mano a un navio extranjero;
para deciros en viéndoos ya en salvo: Idos, no queremos de­
rram ar vuestra sangre, no queremos entregarnos a la ven­
ganza; idos, que vuestro castigo sea el recuerdo de las llamas
de Barcelona y Sevilla, que nuestra venganza sean los re­
mordimientos || que roerán vuestro pecho, allá bajo las tinie­
blas de la sombría Albión.

El b o m b a rd e o

Pero sigamos el hilo de la historia. Volvieron los comisio­


nados. a Barcelona, y en cumplimiento de su deber pusieron
en conocimiento del público el verdadero estado de las cosas
y los trám ites que había seguido el negocio. Con fecha 1.® de
diciembre publicó un manifiesto donde en breves palabras
refiere la historia y el resultado de los pasos que acababa de
dar para la salvación de B arcelona's. ||
21 «Barceloneses: La Junta que vosotros elegisteis os debe una
maní/estación franca y sincera de todos sus actos, dirigidos única­
mente a term inar la situación critica en que la ciudad se encuentra.
Apenas instalada en el dia de ayer, procuré ponerse en comunica­
ción con el excelentísimo señor capitán general don Antonio Van
Halen, y proponerle las bases de un arreglo, bases que, aunque so­
lamente presentadas de palabra, se reducían a correr un velo sobre
los hechos que han pasado, que la M. N- continuara tal como esta­
ba el día 14 de noviembre y que se tuviera toda la consideración
posible con los oficiales y soldados del ejército que hubiesen con­
tribuido a aquellos hechos.
«Viendo que no podían ser admitidas, formalizó la comisión en­
viada al cuartel general otras más sencillas y que reasum ieran los
principales puntos en que creía deber insistir, tales son: l.” Que
la ciudad de Barcelona y su vecindario no sufriría castigo alguno
por los hechos que han pasado, promovidos por los enemigos de su
prosperidad. 2.‘ Que los milicianos nacionales que tenían las armas
antes del 14 de noviembre último las conservarían, mientras que la
Excelentísima Diputación provincial y Ayuntamiento organizaban
la fuerza ciudadana conforme a reglamento. Su Excelencia consultó
estas bases con el gobierno de Su Majestad, y manifestó que por
las instrucciones que acababa de recibir no podía tampoco admi­
tirlas y nos comunicó el siguiente escrito:
(Que únicamente como medio que garantice el deseo de someter­
se a la ley debe llevarse inmediatamente a efecto el depósito en Ata-
Estando las cosas en situación tan desesperada, todavía
trabajaba la Junta, todavía trabajaban de acuerdo con ella
muchos ciudadanos, aconsejando una sumisión completa que
previniese la horrorosa catástrofe. Eran las doce del d ia :
cuando los ánimos se inclinaban ya a someterse a la exigen­
cia del gobierno, cuando eran muy pocos los que trataban
de resistencia, || cuando había fundadas esperanzas de que
se allanarían todas las dificultades, entró en la ciudad un
oñcial parlamentario llevando el ultimátum del capitán ge-
neral, cuyo contenido, terriblem ente amenazador, fué cono­
cido por la población muy antes que el pliego fuese entrega­
do al secretario de la Junta. Prescindiremos de quién fué el
indiscreto o malicioso que en circunstancias tan críticas di-

razanas de todas las armas sacadas de aquel parque, tomadas d i los


cuerpos y que han sido entregadas a la M N. desde octubre de 1840
hasta el día. permitiendo la ocupación d i dicho punto de Atarazanas
para hacerse cargo del arm amento y demás efectos de guerra toma­
dos de los almacenes y de las tropas que capitularon; que los pro­
movedores y directores principales de la insurrección serán casti­
gados con arreglo a Jas leyes; que los habitantes de Barcelona so­
metiéndose al gobierno podrán contar con su clemencia, no debien­
do dudar de la disciplina do las tropas, que no sólo respetarán la
propiedad de todos los habitantes, sino que la defenderán igual­
mente que las personas, según lo han hecho siempre.
»Que no se adm itirá más contestación que la ejecución en todas
sus parles de cuanto va expuesto, o la negativa en el término de
veinticuatro horas.»
«Como la Junta nada podía resolver por si, llamó a su seno a
los señores comandantes de batallón y alcaldes de barrio para en­
terarles del resultado de sus operaciones y explorar la voluntad ge­
neral a fin de saber si se adherían o no a las condiciones del citado
escrito. Discutida detenidam ente la cuestión, presentándola con toda
verdad y sin hacerse ilusión alguna, se resolvió en sesión de esta,
mañana que otra vez se presentara al cuartel general la misma co­
misión de la Junta, acompañada de Su Excelencia el señor obispo,
a quien se suplicó se dignara dar fs te paso en bien de una ciudad
tan importante, I.a comisión, si bien con desconfianza, no ha vaci­
lado en ver por segunda vez no sólo al conde de Peracamps, sino
que también dirigirse al presidente del Consejo de ministros. El
resultado ha sido insistir en las mismas proposiciones que habia m a­
nifestado anteriormente.
xSabida esta resolución, el único deber de ta Junla es comuni­
carla al pueblo de Barcelona para que la milicia ciudadana, repre­
sentada por sus comandantes, y el vecindario entero por los señores
alcaldes de barrio, manifiesten a la Junta si se someten a las órde­
nes del gobierno de Su Majestad para que pueda así com unicár­
sele.
»En el caso contrario, la Junta cesa de hecho, porque no ha
podido realizar su cometido, y debe m anifestar que el gobierno ha
indicado que desde luego va a empezar las hostilidades contra la
ciudad.
»La Junta se abstiene de Lodo com entario: Barcelona entera
está interesada v ella debe decidir de su suerte.—Barcelona, 1.® de
diciembre de 1842.—Ju an de Z afont.— José S o le r y M atas.— A t-
m en íer.— Antonio (jib e rg a .—José Puijj. S a lva d o r A rólas.—La ureano
Fipuerolo. vocal secretario.»
196 BIOGRAFÍAS [12, 328-3301

fundió la alarm a; sea como fuere, consignamos este hecho


por lo que pueda valer, advirtiendo que la Junta, en su Rese­
ña Histórica, lo hace notar como cosa muy significativa; no
sabemos si con datos particulares, o bien por mera sospecha
fundada en la extrañeza del caso; debiéndose añadir que el
contenido del ultim átum se supo literalmente, como se ex­
presa en la mencionada Reseña. ||
Entonces comenzó el terrible estado de indignación, de
furor y anarquía en que se vió sumida la ciudad por espa­
cio de largas horas. Inútil fué la voz de los prudentes, ya na­
die escuchaba a los que aconsejaban sumisión completa: era
sumamente peligroso pronunciar esta palabra, porque la de­
sesperación y el despecho señoreaban los ánimos, cegándolos
con espantoso frenesí. Suena de nuevo la campana de reba­
to, el ruido de cornetas y tambores atruena la ciudad, las
turbas desbandadas corren en todas direcciones pidiendo ar­
mas, alentándose unos a otros, bramando de rabia contra el
Regente y el general sitiador. Doloroso es recordar las esce­
nas de aquella tarde, no porque aquellos desventurados de­
rramasen ni una gota de sangre, no porque atropellasen las
casas particulares ni insultasen a los transeúntes, sino por­
que es siempre cosa horrible ver a una población como Bar­
celona en manos de fuerzas abandonadas a sí mismas, sin
una autoridad, sin un jefe, sin un director siquiera. La Mi­
licia Nacional ya no existía; no hubiera sido posible re­
unir cien hombres con alguna apariencia de organización;
no había más que grupos, individuos sueltos, que no sabían
qué hacerse ni adonde acudir, aun cuando muchos de ellos
no rehusaban arrostrar el peligro. Formóse una nueva Junta
de la manera que se deja suponer; dio ésta algunas provi­
dencias que nadie obedecía, como que intentaba tomar una
actitud imponente, y llamaba a las armas, y mandaba for­
mar barricadas, y amenazaba con pena de muerte a los que
se negasen a acudir en el momento del peligro, y publicaba
otras providencias semejantes, que bien se || podían compa­
rar a las últimas convulsiones de un moribundo.
Todavía salió otra vez de la ciudad el venerable obispo
para ver si era posible detener el golpe; el ilustre prelado
se presentó al alojamiento del Regente, pidió audiencia y le
fué negada.
Llegó la noche, que parecía cubierta con doble velo: las
tinieblas aumentaban el horror en que estaba sumida la ciu­
dad; de un momento a otro aguardábamos que tronara el ca­
ñón de Montjuieh y que empezaran a caer los proyectiles que
por espacio de tantos días estaban como suspendidos sobre
nuestras cabezas. Amanece, y el bombardeo no ha comenza­
do aú n ; la esperanza volvía a renacer; el sol no se levan­
taba claro y despejado sobre el bello horizonte de Barcclo-
(12, 330-332] ESPARTERO 197

na, como que el ánimo se resistía a creer que el astro del


día hubiese de presenciar la horrenda catástrofe. ¡Qué es­
pectáculo tan desgarrador presentaba la infortunada ciu­
dad en las horas que precedieron al primer estallido! Casi
todas las puertas estaban cerradas, las calles desiertas; sólo
las cruzaban de vez en cuando algunos paisanos con su ca­
nana y fusil; algunos hombres que conducían enfermos a
lugar seguro; alguna madre que, pálida y llorosa, iba a
ocultar sus hijos debajo de una bóveda; algún ministro del
altar que iba a ofrecer el sacrificio de paz y de amor, supli­
cando al Omnipotente para que detuviera el cruel propósi­
to de un hombre desatentado. Pasaban las horas y el cañón
no tronaba; Barcelona se parecía a un ajusticiado a quien
se prolongan las angustias del cadalso, haciéndole aguardar
mientras se preparan a su vista los instrumentos || del supli­
cio. Todos cuantos podían ver el formidable castillo, todos
Jijaban en él su mirada, como el infeliz que va a expirar en
el patíbulo no aparta los ojos del verdugo.
Sonó, por fin, la hora fatal, tronó el cañón, zumbó el
proyectil, y el estrépito del derribo de ios edificios no dejó
duda que la catástrofe comenzaba. Levantóse en muchos
puntos de la ciudad una confusa gritería, un fatídico alari­
do, en unos de espanto y horror, en otros de rabia y despecho,
saludando al primer mensajero de incendio y devastación.
Pero un momento después sobrevino un silencio profundo,
cual si Barcelona hubiese dejado de existir. Es imposible for­
marse idea de lo que estaba sucediendo; es imposible conce­
bir toda la barbaridad, todo lo gratuito y voluntario de aque­
lla atroz medida, a no haber estado dentro de la ciudad en
aquel formidable trance, a no haber recorrido sus calles du­
rante las aciagas horas. Espartero se complacía en bombear
una ciudad abandonada, donde apenas existían enemigos a
quienes combatir, donde no había un jefe obstinado a quien
fuese preciso doblegar. Bastaba dar una ojeada en todas di­
recciones para convencerse de que nadie m andaba: ningún
medio de defensa; ningún resguardo contra los proyectiles;
todas las puertas cerradas; ninguna protección para soco­
rro de los transeúntes; nadie podía contar sino con sí mismo,
porque faltaba la autoridad tutelar, que en semejantes ca­
sos disminuye las desgracias y hace menos horrible el infor­
tunio. Y suerte que todavía hubo quien providenció para
acudir a los incendios que tan pronto se presentaron y que
con tal rapidez || se propagaban; pero tal era la situación de
la ciudad, tal la falta de medios y prevenciones, que si al
día siguiente hubiese continuado el bombardeo es probable
que sufriera Barcelona un espantoso incendio que la borra»
ra del mapa de España.
Pero no, no era posible que continuasen las bombas otro
198 BIOGRAFÍAS [12, 332-333 J

■día; a muchas Leguas alrededor se oía el estruendo del ca­


ñón; la sangre de los catalanes hervía en sus venas; los
pueblos se conmovían; la compasión excitaba el furor y la
rabia contra el autor de tamaña catástrofe. Si Van Halen no
m andara suspender el fuego, si no aprovechara el primer
momento de penetrar en la ciudad, quizás un somatén gene-
ral anunciara el momento de una conflagración espantosa,
y la crueldad obcecada habría experimentado lo que puede
la cólera de los catalanes tan indignamente provocada. Más
diremos, Barcelona se rindió, abrió las puertas a las tropas,
no precisamente por los proyectiles de Montjuich, sino por
hallarse sin un caudillo que la alentase y dirigiese; por ver
que aquella resistencia era estéril, sin ni aun remota espe­
ranza de algún resultado. No sabemos lo que le habría su­
cedido si en aquella tarde hubiese desembarcado alguno de
los caudillos que llegaron en junio a las costas de Valencia;
si se hubiese difundido la voz de que Narváez o Concha u
otro general afamado acababan de llegar a la ciudad, y de
encargarse del mando, y que recorría los puntos de la mu­
ralla. Una chispa eléctrica arrojada sobre un montón de
pólvora no hubiera producido un efecto más vivo e instan­
táneo ; los hombres más pacíficos hubieran corrido a las ar­
mas y hubieran clamado que || se los condujese al encuentro
del bárbaro que tan impunemente incendiaba sus hogares.
Porque era cruel, era atroz, era desesperante, el pasar las
horas con los brazos cruzados, oyendo un estallido y otro es­
tallido, un zumbido y otro zumbido, y un estruendo y otro
estruendo; y ver que unos edificios se desplomaban y que
se incendiaban otros, y que se estremecían todos; era deses­
perante el estar aguardando el momento fatal en que el
proyectil caería envolviéndonos en las ruinas de la habita­
ción sin poder resistir, sin saber adonde atacar, viendo de
una parte una montaña inexpugnable vomitando hierro y
fuego, y de otra al hombre feroz que contemplaba con cruel
sonrisa su obra de devastación y de luto.

R ín d e s e B arcelona y en tra n las t r o pa s. M archa


el R eg ente y se v uelve a M a d r id

Rindióse la ciudad, entraron las tropas; mas parecía im­


posible que el Regente, que había venido en persona a sojuz­
garla, se volviese a la capital de la monarquía sin haber vis­
to con sus ojos la desgracia que acababa de causar. Hízolo
así, no obstante; siguiendo una línea de conducta tenebrosa,
suspicaz, indescifrable, se mantuvo encastillado en Sarria,
sin que los barceloneses supieran de su existencia sino por
[12, 333-335) ESPARTERO 199

algún decreto que los afligía. Sin hablar a Barcelona, sin ha­
blar a Cataluña, sin hablar a la nación, y después de tan,
graves y tan dolorosos acontecimientos emprende su camino
de Valencia, silencioso, mudo, como avergonzado de lo que
acababa de hacer, [] y llevando en su corazón un punzante
remordimiento, y presintiendo quizás su propia ruina, corre
a distraerse pasando por debajo de los arcos de cartón, que,
a despecho del pueblo de Valencia, le ha preparado uno de
sus más humildes servidores. Espera una ovación, saluda a
los circunstantes, se esfuerza en inspirarles entusiasmo.
¡Vanos esfuerzos! Los valencianos veían a la espalda del Re­
gente la llama de los edificios de Barcelona. Cuando el grito
de los desgraciados hacia estremecer a la nación entera mal
podía ser vitoreado por hombres generosos el que tan gratui­
tamente había querido ser la causa de tantas calamidades.
El agudo grito de indignación y de horror, levantado en
los cuatro ángulos de la nación al difundirse la noticia de la
catástrofe de Barcelona, fué la señal de alarma para derribar
un poder que afeaba la legitimidad de su origen con la ne­
grura de su conducta. Desde entonces ni paz ni tregua; de­
sertaron de las banderas del Regente crecido número de sus
antiguos defensores; todos los partidos estaban acordes en
que era preciso aventurar una batalla decisiva, o para de­
rribar a un poder incorregible o para forzarle a entrar en un
sendero menos indigno de la nación-
Entre tanto, cegado Espartero de una manera incompren­
sible, como que se esforzaba en exasperar más y más la in­
dignación pública con la arbitrariedad de sus medidas, había
impuesto a Barcelona la escandalosa erogación de doce mi­
llones, y se empeñaba en llevar a cabo la injusta exacción,
a pesar de la resistencia que encontraba en la ciudad. De-
esta || suerte, provocando a cada momento escenas desagra­
dables y hasta peligrosas, dando lugar a reclamaciones de las
corporaciones populares y de otras que se interesaban en el
negocio, ocasionando que la prensa se ocupase de continuo
de tamaña injusticia e ilegalidad, prestaba motivo a que le
abandonasen hasta los puritanos constitucionales y a que
pusiesen el grito en el cielo los que se gozaban ya en la
próxima ruina del odiado enemigo.
_A su vuelta en Madrid encontró una acogida fría y des­
deñosa, a pesar de los amigos que por diferentes causas se
habia granjeado en la Corte: tanta era la fuerza de los
acontecimientos, que no fué posible no diremos excitar el
entusiasmo, mas ni siquiera la apariencia de la más ligera
simpatía. Habiendo entrado por la puerta de Atocha, no obs­
tante la concurrencia atraída por la curiosidad y la hermo­
sura del día, no pudo el bombardeador de Barcelona recabar
200 BIOGRAFÍAS [12, 335 337]

algunos vivas de la multitud. Sólo uno que otro muchacho


daba de vez en cuando algunas voces, que el Regente se
apresuraba a contestar con amables saludos, esperanzado de
que siquiera por cortesía le habia de dirigir algunos víto­
res e] pueblo de la heroica villa. Todo fué en vano: la mul­
titud se mantuvo silenciosa y sombría, y fuerza le fué al Re­
gente cesar en sus saludos y trocar su semblante risueño en
aspecto grave y disgustado. «¡Qué contraste tan significativo,
decía a la sazón un periódico, presentan la entrada que ayer
hizo el Regente del Reino y la que en octubre de 1840 hizo el
duque de la Victoria! Si este personaje que hoy rige los des­
tinos de España comprendiera y diese todo su valor a las
causas j[ que producen tan grande diferencia, quizás cambia­
ría de rumbo la nave del Estado y cesarían en gran parte
los males que nos afligen.» Tan fría acogida, tan chocante
diferencia entre la entrada de 1840 y la de 1843 revelaban
coa bastante claridad que el Regente estaba desconceptuado
aun entre los mismos progresistas, los que no querían ya
lisonjear a un hombre que tenia contra sí el anatema de la
nación. [|

ARTICULO 7.“

Se prep ara la resistencia

S u m a rio .—Declaración de la prensa independiente. Sobre un tra ­


tado de comercio con la Inglaterra. Esfuerzos de Espartero para
disipar los temores de la prolongación de la minoría. Nuevas
elecciones. Manifiesto del partido moderado. Manifiesto de los
progresistas. Duras calificaciones que se dan a la fracción aliada
con Espartero. Indicaciones que en el mismo documento se ha­
cen contra el Regente. Imposibilidad en que Espartero se en­
cuentra de disipar el temor de la nación con respecto a la pro­
longación de la minoría.

Por aquellos tiempos corría muy válida la voz de que el


gobierno, prescindiendo de los trám ites constitucionales, se
proponía celebrar con la Inglaterra un tratado de comercio,
y daba más robustez a dicha noticia la conducta que se aca­
baba de observar con Barcelona. La prensa independiente,
justam ente alarmada y deseosa tal vez de aprovechar la
oportunidad que se le ofrecía, publicó una protesta contra
cualquier tratado de comercio con la Inglaterra que no se
hiciese con arreglo a la Constitución y que no fuese ratifica­
do por las Cortes con plena libertad de deliberar y resolver.
Los términos de la manifestación indicaban la m a y o r des­
[12, 337-339] ESPARTERO 201

confianza || y dejaban entrever temores de nuevas y funestas


arbitrariedades
Ya no le era posible al gobierno presentarse ante unas
Cortes que habían desairado de un modo tan escandaloso,
obrando de una manera diametralmente opuesta a las indi­
caciones que le habían hecho los comisionados del Congreso.
Así ya nadie dudaba de que serían disueltas cuanto antes,
como en efecto lo fueron el día 3 de enero.
Conocía a la sazón Espartero la impresión irritante que
habían producido las voces de que trataba de prolongar la
minoría de la Reina. Asi es que en ofreciéndosele la ocasión
procuraba convencer de que no abrigaba tales intenciones,
y que tan pronto |¡ como llegase el momento de cumplir Su
Majestad los catorce años dejaría de ser Regente y entrega­
ría a Su Majestad las riendas del Estado. Así lo aseguraba
en el discurso con que contestó a la felicitación de los jefes
y oficiales de la Milicia Nacional de Madrid el día de los San­
tos Reyes. Hacía, sin embargo, estas protestas en tales térmi­
nos. que bien dejaba conocer que con el tiempo sobreven­
drían nuevos peligros para el trono y la Constitución que le
obligarían a salir de nuevo del hogar doméstico, cuyo reposo
anhelaba con tanto ardor. «Yo soy jefe de Estado, decía, Re­
gente del Reino por la voluntad nacional, durante la menor
edad de nuestra augusta Reina; veintidós meses faltan, se­
ñores, para que Su Majestad llegue a la mayor edad, porque
la Constitución del 37, esa bandera que yo he sellado con mi
sangre, marca la mayor edad de la Reina a los catorce años,
y tan pronto como llegue aquel momento dejo de ser Regente;
Mi corazón, señores, me anuncia que entonces podré decir:

1 « D e c l a r a c i ó n d e l a i m p k e n t a i n d e p e n d i e n t e . —En el estado de
dependencia en que aparece constituido el gobierno español respec­
to del gobierno de la Gran Bretaña, y en vista de la próxima ruina
que amenaza a nuestra industria, y del peligro de que una cuestión
tan ardua y de tan Irreparable trascendencia como la de un tra ta ­
do de comercio con la Inglaterra se resuelva sin ninguna garantía
de acierto y acabe de convertirse en una cuestión de fuerza y de
influencia extraña, la im prenta independiente, guiada por un senti­
miento de nacionalidad y ñel a su deber de prevenir y resistir, denT
1ro de los limites de la ley, todos lus actos arbitrarios y funestos
que puedan decretarse por el gobierno actual, se considera obligado
a hacer la siguiente declaración :
»La im prenta independiente protesta de la m anera más solemne
y enérgica contra la celebración de cualquier tratado de comercio
con la Inglaterra que no se haga con arreglo a la Constitución y
que no sea ratificado por las Cortes con plena libertad de deliberar
y resolver.
«Madrid. 2 de enero de 1843— El Feo del C o m ercio .—£1 H eraldo.
202 b io g r a f ía s [12, 339-341]

Señora, tengo la gloria de entregar a Vuestra Majestad una


nación grande, independiente, tan grande, señora, que no
solamente es respetada por las demás naciones extranjeras,
sino que es temida también.
»Esto me dice mi corazón y creo no me engañará. Para-
conscguirlo cuento con los esfuerzos de mis compatriotas.
¡Dichoso yo si así sucede! Entonces, al entregar las rien­
das del Estado a Su Majestad, me retiraré al hogar domésti­
co, me confundiré entre mis compatriotas y nada me que­
dará que desear. Pero si desde el rincón de mi casa viere
que peligraba el trono o esa Constitución que todos hemos
jurado, volveré en su defensa, presentaré este pecho de dia­
mante ante || nuestros enemigos y sacrificaré mil veces la
vida, si es necesario, por salvar la libertad, el trono de Doña
Isabel II y la Constitución que nos rige.»
Estas últimas palabras eran profundamente maliciosas.
«Me retiraré», decía, pero al propio tiempo anunciaba peli­
gros que le harían necesario y que podría dar lugar a repetir
las escenas de Barcelona en julio de 1840, cuando el general
-en jefe de los ejércitos reunidos, movido por el entusiasmo
de la libertad, preparó a la augusta Gobernadora el camino
«de la emigración y allanó para sí el de la Regencia única. Es
decir, que si la Reina hubiese cumplido los catorce años sin
que hubiese sido expulsado el Regente, al otro día de expira­
do el término fatal para la ambición desapoderada hubiera
estallado un motín demandando que con uno u otro título se
encargase otra vez del mando Espartero, por ser éste el úni­
co medio de salvar la Constitución de la monarquía.
De mal agüero era para un poder tan débil y desacredita­
do el aspecto que acababa de tomar la nación entera, prepa­
rándose para las elecciones, de las que había de resultar un
fallo de muerte. Los manifiestos menudeaban, los programas
eran muchos, y en todos dominaba la idea de poner freno a
las demasías del poder e impedirle que no consumase una
usurpación que el instinto popular pronosticaba. La comi­
sión central del partido monárquico constitucional se dirigía
a los electores, no con el deseo de prevalecer por entonces,
sino con la mira de conseguir una representación suficiente
en el parlamento, por sostener sus principios en la época
nebulosa que se aproximaba, y para contrarrestar y desva­
necer al lado de hombres II leales, y cualesquiera que fuesen
sus disidencias en puntos subalternos, las maquinaciones en­
caminadas a trastornar el orden legal y para hacerse escu­
char en caso necesario de la nación, a quien toca volver por
sus intereses, o por los intereses del trono, que también son
los suyos, si por suerte los viese comprometidos o amenaza­
dos. Con semejantes palabras no podia caberle duda a la na­
ción de que se la amonestaba para que estuviese prevenida
[12, 3 41-3421 ESPARTERO 203

en la época crítica de la mayoría de la R eina; sin embargo,


se formulaba el pensamiento de la comisión en términos to­
davía más claros y precisos*.
Nada extraño era que los hombres del partido monárqui­
co constitucional abrigasen semejantes recelos |[ con respecto
a la futura conducta del Regente, y procurasen infundirlos a
la nación, si no hubiese habido más que la autoridad de los
jefes de un partido irreconciliable enemigo de E spartero;.
pero sí lo es que los caudillos de los progresistas se expresa­
sen, bien que no con tanta dureza, de una manera si cabe más
significativa. El manifiesto publicado en Madrid el día 26 de
enero, firmado por don Joaquín María López y sus demás
compañeros de comisión, es uno de los documentos más
curiosos que se han publicado en esta época. Allí hay una
reseña de los sucesos posteriores al pronunciamiento de sep­
tiembre, tales como los concebían los comisionados, y en
ella se encuentra la condenación más terminante de la con­
ducta de Espartero; en ella se echa de ver que el Regente
no había logrado contentar a los hombres de uno ni otro
partido, y que con todas sus demostraciones de tribuno no'
había podido eximirse de la tacha de enemigo de la sobera­
nía popular. «Los mismos hombres, dice el manifiesto, que
poco antes proclamaban el principio de la soberanía nacio­
nal en todo tiempo y circunstancias, entonces no vacilaron
en negarlo o eludirlo, y los pueblos, con esta primera aunque
dura lección, pudieron convencerse de que, cuando creían
haber trabajado por las doctrinas, no habían hecho otra cosa
que levantar personas.» Claro es que esta indicación hería
al Regente, sin que bastase la protesta de que no se quería
traer a la escena a una persona sagrada, ni colocarla al al­

3 «Los candidatos de este partido serán contribuyentes al pago


y sostenimiento de las cargas públicas, hombres de probidad, de
saber, de legalidad y de acreditado am or a la patria y al noble
vástago de nuestros reyes, que es su personificación y la esperanza
de su porvenir.
üY la divisa de los electores reunidas en Madrid, que la comisión
propone a la aceptación de todos sus amigos políticos, será bien
explícita.
«Constitución de 1837, franca y religiosamente observada; firme
resistencia a toda infracción de ella o a toda modificación que prive
a los españoles del derecho que han adquirido, a que reine la excel­
sa e Inocente Doña Isabel II al cumplirse la edad de sus catorce
años; e independencia del pais de cualquier influjo extranjero que
tienda a menoscabar su decoro, o a perturbar la tranquila consoli­
dación de sus instituciones, o contrariar el desarrollo de su indus­
tria y la conciliación de los recíprocos intereses materiales de todas
las provincias, cual corresponde entre hermanos.
xMadrid, 17 de enero de 1843.—El marqués de Casa-Irujo.—F ran ­
cisco Javier Istúriz.—Manuel de la Rivaherrera.—Pedro Pidal.—José
María Alvarez Pestaña.—A lejandro Olivan.—Juan José García Ca­
rrasco.—Antonio de los Ríos Rosas.—Luis José Sarturkis.»
204 BIOGRAFÍAS [12, 342-344J

cance de la discusión y de la censura. Todavía nos duele que


se estampase en un manifiesto la expresión de persona sa-
grada hablando de E spartero; creemos que, aun " suponien­
do la irresponsabilidad, no debía hacerse uso de una voz
que, a lo más, sólo es aplicable a un verdadero m onarca:
como quiera, al través de esta lisonja se descubría la ver­
dad ; la comisión narraba los acontecimientos, y éstos no
eran nada favorables para persuadir del puritanismo consti­
tucional del Jefe del Estado 5. ||
No escaseaba la comisión las más duras calificaciones a la
fracción del partido progresista que había continuado soste­
niendo y ayudando la política del Regente. «Aquí empieza,
dice, la lastimosa crónica de que todos hemos sido especta­
dores o víctimas; aquí empiezan las aberraciones que el
partido verdaderamente progresista rechaza y condena para
que jam ás se le acuse de contemplación, ni menos de com­

3 «Nombrada a poco la nueva regencia, se empezó faltando a


ludas las reglas parlam entarias en la elección de su prim er minis­
terio. Repetidas y acaloradas cuestiones en el cuerpo popular h a­
bían hecho conocer bien el espíritu que en él dom inaba; mas cuan-
du se escogieran individuos de su seno pur .1 llevarlos de los bancos
d e la discusión a la silla ministerial no se sacaron de los que perte­
necían a la opinión triunfadora, sino que se buscaron entre los que
m ás notablemente habían sido vencidos en aquella asamblea.
»Y no se pretenda que otro fué el espíritu que dominó en la re­
unión de ambos cuerpos snbre la resolución decisiva: aquella re ­
unión limitada por la ley al ceñido acto a que se contrajo, ni deter­
minó la ñ8onomía del pensamiento legislativo, ni pudo llevarse en
la significación de su acuerdo más allá del punto aislado e impro­
rrogable a que term inantemente habia de reducirse. No imitarán
aquí los que suscriben el peligroso ejemplo que tantas veces han
dado los inadvertidos órennos del poder, presentando en escena a
una persona sagrada y colocándola al alcance de la discusión y de
la censura. Fieles a sus doctrinas, miran al poder supremo del Es­
tado muy sobre el nivel de la discusión, como lo está sobre la es­
fera de la responsabilidad, y hacen recaer sus observaciones en los
ministros que aconsejan y que debieran ser, aunque no lo son, res­
ponsables por su consejo.
«Pasando el poder a las manos de los ministros, se envolvieron
éstos en su obcecación y en la esterilidad de sus concepciones. El
campo de las ideas se convirtió en un terreno fangoso en que lucha­
ron las ambiciones individuales; el exclusivismo y el egoísmo se
pusieron a la orden del día; y encerrándose el gobierno en el re­
ducido círculo de pocos y favorecidos adeptos, consagró el acta de
desheredación para la nación entera, respecto a los bienes y venta­
jas que le daban derecho a reclam ar el dogma de la igualdad ante
la ley y sus sacrificios. Los que así explotaron y monopolizaron el
alzamiento más desinteresado y noble, acaso sin haber concurrido
a él, construyeron sobre el magnífico edificio que acababa de le­
v an tar el pais la mansión de su poderío, y desde aquella altura no
miraron al cimiento sino para lacharlo de irregular y tosco, y tal
vez para esculpirlo. No es extraño, pues, que aquel acontecimiento
haya sido el blanco de las acriminaciones de sus adversarlos, cuan­
do se ha visto también negada o escarnecido por los mismos que le
debieron su importancia y elevación.»
(12, 344 345] ESPARTERO 205

plicidad. El sirve a la causa de las iceas y en ella a la cau­


sa del pueblo, y no a las miras de engrandecimientos perso­
nales, trátese de amigos o de enemigos. Altados suyos serán
siempre los que defiendan la libertad y trabajen por loí
adelantamientos y mejoras sociales; los que bajo el mentido
nombre de progresistas quieran el poder para íí, la esclaui-
tud, la degradación y la miseria para el pueblo, no aspiren a
otro bautismo que al de desertores y apóstatas.»
Continúa la comisión quejándose altam ente de los esta­
dos de sitio y demás infracciones de la Constitución, echan­
do en cara a los amigos de Espartero la inconsecuencia en
que incurrían, practicando o apoyando lo que condenarán
en otro tiempo.
El proyecto de ley de diputaciones, la oposición a las re­
formas acordadas por las Cortes, la continuación || de tribu­
nales, oficinas y dependencias que se habían suprimido, la
suspensión y disolución, de la representación nacional, el
cobro de contribuciones no autorizadas, las contratas clan­
destinas de préstamos y anticipaciones* y cuanto se puede
echar sobre el rostro de un partido para convencerle de in­
justo, de ilegal y sobre todo de inconsecuente, todo se lo
echa la comisión progresista a los hombres que fueron un
día sus amigos y herm anos4. II

* «¿Y han parado aquí por ventura las contradicciones de los


que m ilitaron bajo la bandera del progreso, hasta que la descono­
cieron y negaron en el humo de bu elevación? Si echamos una m i­
rada sobre sus actos hallaremos que lus que con tanto empeño
sostuvieron los fueros e independencia de las municipalidades p re­
sentaron después a la deliberación legislativa un proyecto de ley
de diputaciones más depresivo e inconstitucional que el de ayun­
tamientos, que decidió el alzamiento de 1.° de septiembre. H alla­
remos que los que repetían la palabra mágica de economía y
arreglo en la administración se han opuesto después a rostro fírme
a las reformas acordadas por las Cortes, despreciando su poder,
continuando tribunales, oficinas y dependencias que se habían su ­
primido. y pagando de imprevistos, sin atrasos ni descuentos, lo
que antes se pagaba del presupuesto, con notable retardo y de­
ducciones ; hallaremos que los que proclamaban como el paladión
de la libertad y el freno de las arbitrariedades la facultad del
Congreso en votar los presupuestos, después se han mofado de
esa paladión y han roto ese freno suspendiendo y disolviendo la
representación nacional, sin cuidarse para nada de aquella auto­
rización que creyeron suplir con su voluntad omnipotente; halla­
remos que los que hacían alarde de nuestra independencia han ve­
nido después a comprometerla presentándola en el mercado de las
especulaciones europeas, no de otro modo que como se presenta
una m ercancía; hallaremos que los que en 1C40. fundados en la
Constitución que hoy rige, predicaban a los pueblos desde la t r i ­
buna la resistencia al pago de contribuciones no votadas por las
Cortes en medio del peligro de la guerra civil, que hacia urgente
la necesidad de los sacrificios. ahora en el seno de la paz apre­
mian con dureza al pago de unos impucstns que no cuentan con la
autorización legal, porque el gobierno ha dispersado el poder pú­
206 BIOGRAFÍAS [12, 346-347]

Pasa en seguida la comisión a examinar la conducta del


gobierno en los sucesos de Barcelona, condenando de la ma­
nera más explícita y terminante la ilegalidad y crueldad
con que se había procedido. Obsérvase todavía el deseo de
distinguir algún tanto el ministerio y el poder irresponsable;
mas, a pesar de todo, tal es el sentido de las palabras y tan
graves las indicaciones que se hacen, que quien leyese el pá­
rrafo a que nos referimos, por cierto que no ha de pensar
que los tiros se dirigen a R o d i l | |
Concluye por fin la comisión exhortando a los electores
a que se preparen a la lucha, en la cual, según dice, no puede
esperarse del gobierno ni moralidad ni justicia, y sí úni­
camente que tratará de falsear en las elecciones el voto pú­
blico, acusándole de que nada le importaba que se desmora­

blico que debió acordarla; y asi se obra, sin recordar siquiera que
los nombres estampados en la votación en que se consignó aquella
resistencia son la condenación más indeclinable de la conducta
que hoy se sigue; hallaremos, por último, que los que levantaban
el grito hasta el cielo contra las contratas de préstamos y antici­
paciones engendradas en la clandestinidad, después han redoblado
esos mismos contratos tan obscuramente tejidos, y acaso con más
perjuicio para el erario, que debe sentir su enorme peso. El parti­
do progresista condena estas deplorables inconsecuencias; niega
como producto de sus doctrinas unos hechos tan inconciliables con
ellas; por eso merece a sus adversarios el nombre de inquieto y
perturbador. Nada le im porta; abrazado con sus convicciones, no
inciensa jamás a los falsos ídolos, no transige con sus convicciones,
y oye en calma que se le acuse de que no deja gobernar, cuando
sabe que lo que no perm ite en su línea es despotizar.»
* «Pronunciado un grito de alzamiento en la capital del antiguo
Principado, emporio de nuestro comercio y centro de nuestra indus­
tria, grifo que sin duda contribuyeron en gran m anera a producir
los repetidos desmanes del régimen que alli se ejercía, el gobierno
acudió a sofocarlo, aconsejando que fuera a presidir una catástrofe
al que, imagen de la divinidad en la nación, sólo debe dejarse ver
como un genio tutelar y benéfico. El Congreso de los diputados, que
seguramente conocía lo inconstitucional de este divorcio entre el
poder real y parte del ejecutivo, no menos que lo inconciliable con
los principios en el aventurado paso de rebajar hasta la esfera de
acción a) que en el lugar que ocupa es irresponsable y sagrado, al
paso que presentó esta justa idea en una proposición que quedó sin
discutir, ofreció al gobierno la cooperación más franca y leal, aun­
que con la cláusula expresa de que se obrase dentro del círculo de
la le y ; y el poder, como si quisiera hacer alarde de desmedida
arrogancia, como si quisiera dar en cara con aire de escarnio a la
representación nacional, ha declarado estados de sitio, ha impuesto
y cobrado por sí pesados tributos, arrogándose atribuciones judi­
ciales en la aplicación de las penas, y ha consumado can sus ilegales
disposiciones en el triunfo los irreparables danos que antes produje­
ran sus bombas en el furor de la hostilidad. Sin miramiento alguno
a su palabra, solemnemente empeñada, de que la suspensión en las
tareas legislativas sólo durarla el tiempo que durasen aquellas cir­
cunstancias, ha concluido por acallar la voz de los representantes
del país, para que éste no pudiera oír la verdad de labios indepen­
dientes a través del eco de ciegas parcialidades y de los arrullos de
la lisonja.»
[12, 347-349] ESPARTERO 207

l'.zase el pueblo enseñando la humilde deferencia ¿e los es­


clavos o el tráfico vil de su conciencia., y afirmando que lo
que el poder quería era triunfar y que el país entero se in­
clinase para levantar sobre sus hombros el sistema que lo
arruinaba y los hombres que lo despreciaban.
Trazado un cuadro tan lamentable y tan a propósito para
exasperar los ánimos, recopilaba en pocas palabras las te­
rribles acusaciones con el lenguaje apasionado y enérgico
que nos revela la mano de uno de los principales tribunos
de la revolución. «Se nos |l dice que hay Constitución, excla­
ma, y la Constitución se ha convertido en una medida clásti­
ca que se acomoda a los designios de los que con ella en­
cubren y excusan su arbitrariedad, Se nos dice que hay
seguridad personal, y se prodigan los estados de sitio, los
encarcelamientos, los destierros y las persecuciones, Se nos
dice que hay respeto por los cuerpos deliberantes, y se les
suspende y disuelve cuando lo difícil de nuestra situación
hacía más indispensables sus trabajos y su concurrencia, Se
nos dice que hay milicia nacional, a quien está encargada
la c o n s e r v a c i ó n de los derechos y garantías, y la milicia es
desatendida en todas partes y desarmada en muchas por la
sola voluntad de los que la aborrecen porque la temen. Se
nos dice que rige el dogma santo de la igualdad ante la ley,
y la nación toda es la herencia de una familia favorecida y
privilegiada. Se nos dice que éste es un sistema en que está
abierta ia puerta al mérito y a la virtud, sistema de capaci­
dades y ce desarrollo, y el mérito y la virtud son posterga­
dos. cuando no perseguidos, en tanto que parece buscarse de
propósito por lo común para los destinos públicos las me-
dioiTidades más insignificantes o las nulidades más com­
pletas.
#Se nos dice que se trabaja por la dicha y prosperidad
del pueblo, y el pueblo paga hoy tal vez más y sufre más
que cuando la guerra civil, llevada a toda su pujanza y en­
crudecimiento, reclamaba inmensas exacciones y costosos sa­
crificaos, en tanto que se patrocinan y perpetúan los abusos,
ne san cose a las economías que debieran aliviar la suerte de
los contribuyentes.» [|
Para que no pudiese dudarse de que el partido progresis­
ta abrigaba los mismos temores que el resto de la nación
con respecto a los designios de prolongar la minoría, conclu­
ye ya la comisión exhortando a sostener la Constitución en
toda su pureza, en la más escrupulosa y rígida observancia,
así como el trono de Isabel II, al cual deben servir de escuda
todos los pechos leales, y la regencia del duque de la Vic­
toria hasta el momento mismo en que termine la minoridad.
Llegadas las cosas a este extremo, verificado un rompi­
miento tan estrepitoso entre el Regente y lo más granado del
partido progresista, quedaba el poder sin ninguna clase de
apoyo, dado que por nulo podía considerarse el que recibía
de la clicntcla que se había creado, y de algunos ilusos que
se le conservaban adictos por antiguos recuerdos. A pesar
del aliento que procuraba ostentar en todos sus actos y pa­
labras, conocíase, no obstante, que no se ocultaba del todo la
terrible tempestad que bramaba sobre su cabeza. Volvíase
en todas direcciones clamando auxilio; esforzábase en des­
acreditar a sus enemigos, en mostrar como criminal y nefan­
da la liga que contra él acababan de formar todos los parti­
dos; trabajaba en desunirlos, evocando los recuerdos de las
pasadas discordias, y tomaba de vez en cuando un tono
amenazador, probando si le sería posible intimidar a los que
desesperaba de seducir.
Parecióles a los hombres de la situación que un manifies­
to firmado por el mismo Regente podría producir un efecto
muy ventajoso para influir en las próximas elecciones, y así
no repararon en hacerle descender al rango de un ministro
de la Gobernación || o de un jefe político, exhortando a los
electores a que no se dejasen engañar por los enemigos de la
libertad. Respiran en aquel malaventurado documento el
mismo encono, el mismo rencor de todos los otros que salie­
ron de la boca de aquel funesto poder. Comienza por tratar
de una reconciliación entre los progresistas, entre los renee-
dores de septiembre, como él los llama, de quienes s« lamen­
ta que se hayan dividido estando tan acordes en los gran­
des objetos políticos, bien que tan extraña y lastimosamente
hostiles en puntos secundarios de administración y de orden.
Recuerda con maligna complacencia los alevosos intentos de
los que en octubre atentaron el sagrado del regio alcázar, y
cual si no estuviese satisfecha todavía su venganza con la
sangre del infortunado León, menta la temeridad y el so.rri-
íegio de los ejecutores <¿u tan abominable designio, y hace
memoria de su ruina y oprobio. Atribuye después el levan­
tamiento y todos los sucesos de Barcelona a los hombres del
partido derribado en septiembre, procurando de esta manera
encubrir sus atentados achacándolos a las víctimas.
Pero lo que fuera ridículo, si no se presentara demasiado
lamentable, es el pomposo elogio que escribe de su persona,
para convencer que sus consejos son dados con la más per­
fecta imparcialidad y con la más pura buena fe. ¿Qué pue­
do yo desear?, decía; lo que podéis desear es bien sencillo:
es lo mismo que deseáis, lo mismo que os imputan los parti­
dos todos; deseáis la prolongación de la minoría; deseáis
continuar con uno u otro título en ese mando que tanto os
halaga; deseáis que de un modo u otro se os libre II de vol­
ver a la vida privada, porque veis con toda claridad que en
llegando aquel término fatal no os será posible substraeros
(12, 351-352] ESPARTERO 209

a los efectos de la indignación pública que contra vos habéis


concitado. En vano protestáis que mantendréis ileso el trono
constitucional de Isabel II, y que depondréis a sus pies la
autoridad que ejercéis en su nombre en el punto mismo que
lo dispone la ley fundam ental: la nación está justamente
alarmada, y su desconfianza y sus temores no bastarán a di­
siparlos las palabras de un manifiesto. La nación no ha ol­
vidado todavía que también protestabais en otro tiempo que
luego de terminada la guerra civil os iríais a disfrutar en el
hogar doméstico las dulzuras de la vida privada: que vues­
tra ambición quedaría satisfecha si en un pueblo de segundo
orden vuestros conciudadanos os dispensasen la confianza de
nombraros alcalde; y ahora os ve levantado a la primera
magistratura, ejerciendo las funciones de Rey, y recuerda
que os opusisteis a que se os diesen compañeros en la Regen­
cia. La nación no ha ( Ividado que en 1840 protestabais hasta
el fastidio que queríais defender a todo trance la Constitu­
ción de 1837, el trono de Isabel II y la regencia de su augus­
ta madre, y que, sin embargo, provocasteis motines contra
esta augusta señora, la desamparasteis en la época de los
pronunciamientos, hallándoos a la cabeza de un ejército
de cien mil hombres, os negasteis a obedecerla cuando
os mandó que marchaseis a sofocar la sublevación de Ma­
drid, permitisteis que se la ultrajara del modo más villano
y que. por fin, consumasteis vuestra obra exigiéndole cosas
a que no podía acceder sin degradarse y la obligasteis || a se­
pararse de sus excelsas hijas; la condenasteis al más duro
ostracismo y ocupasteis su lugar, sin consideración ninguna
a los deberes que os imponía vuestra situación y a los sen­
timientos de un soldado fiel, de un español leal y de un
caballero pundonoroso. ¿Cómo podíais, pues, esperar que
vuestras palabras fuesen creídas, cuando eran recientes los
hechos que inspiraban desconfianza? Si no habíais respetado
a la augusta madre, ¿era de creer que respetaríais a su ex­
celsa hija, huérfana de trece años, que no contaba con otro
amparo que el amor y la hidalguía del pueblo español? No
se os creía porque vuestras palabras estaban desmentidas
por vuestros hechos: la misma frecuencia con que os defen­
díais de la imputación mostraba bastante claro que lo que
apellidabais calumnia era un grave cargo a que vos mismo
dabais elevada importancia, y que temíais efectivamente que
la nación desconfiaba de la lealtad de vuestros designios.
Concluía el Regente manifestando la seguridad que abri­
gaba de triunfar de todos sus enemigos, y «esta seguridad,
españoles, decía, no nace de una vana confianza en mi
fuerza, en mi acierto, en mi fortuna. No. ¿Qué soy yo solo
sin vosotros? Pero por el raudal de los acontecimientos que
no ha estado a la mano de nadie ni dirigir ni contener, yo
14
210 BIOGRAFÍAS [12, 352-355]

he venido a ser en algún modo el representante de aquella


opinión y voluntad popular que hace treinta años se levan­
tó a defender su honor y su independencia contra la agre­
sión espantosa de Napoleón, y a despecho del abandono de
m s principes y del desaliento y tristes auspicios de los poli-
ticos pudo más que aquel coloso». || Complaceos enhorabue­
na. en recordar a la nación el abandono de sus príncipes,
como ya otra vez le recordasteis los escándalos de la real
fam ilia; pero vivid seguro que la nación se sonríe de lás­
tima al ver que os hacéis el representante de la opinión
y voluntad popular que triunfó de Napoleón en la inmortal
guerra de la Indepéndencia; vivid seguro que la nación, le­
jos de mirar en vos la personificación sublime de los héroes
de Bailen, Zaragoza y Gerona, presiente ya las pobres es­
cenas de Albacete y del Puerto de Santa María. ||

ARTICULO 8.”

Sus intenciones y caída

S u m a r i o . —Examínase
si el Regente abrigaba en realidad el proyecto
de prolongar la minoría. Preséntase la cuestión en su verdade­
ro punto de vista. Rápida ojeada sobre el pronunciamiento de
junio. Conducta tímida y vacilante de Espartero. Conducta de
Narváez. Entrada de los pronunciados en Madrid. Espartero
levanta el sitio de Sevilla y se refugia a bordo del navio Malabar.

Repetidas veces nos hemos propuesto la cuestión de si


efectivamente abrigaba Espartero torcidos designios para
cuando llegara el caso de term inar su regencia, conforme a
lo prevenido en la Constitución. A decir verdad, no damos
mucha importancia a lo que pudo afirmarse o indicarse en
este o aquel periódico, ni a las voces que hicieron circular
los enemigos de] Regente, ni tampoco a las insinuaciones más
o menos significativas que se creyeron facultados a emitir
los autores de ciertos manifiestos. Por desgracia, sabemos
que el espíritu de partido ciega con harta frecuencia a los
hombres de una manera incomprensible, haciéndoles ver ob­
jetos que no existen en realidad, o cuando menos desfigurán­
doselos de un modo lastimoso; no siendo tampoco muy raro
el que, arrastrados || por este mismo espíritu, se arrojen por
el camino de la mala fe y de la calumnia. Así es que, si no
obraran en contra de Espartero otros cargos que los que aca­
bamos de indicar, bastarían apenas para fundar una sospe­
cha. Todos los personajes colocados en elevada situación, so­
bre todo en épocas tan agitadas y turbulentas como las que
trabajan a nuestra infortunada patria, son el objeto de en­
112, 355-356] ESPARTERO 211

venenados tiros que les dispara el odio, la envidia y todo li­


naje de pasiones. Por estos motivos creemos que la cuestión
no se ha de resolver por lo que de si arroja el dictamen de
la llamada opinión pública que tan fácil es suponer y falsear,
simo por lo que de suyo ofrece la situación en que el Regente
se encontraba, y por lo que nos dejaran columbrar sus pro-,
pios actos.
En primer lugar, es cierto que algunos de los órganos de
Buenavista se permitieron indicaciones más o menos explí­
citas sobre prolongación de minoría, indicaciones que alar­
maron sobremanera a la prensa de la oposición y que inspi­
raron serios temores y suspicaz desconfianza a cuantos se
gloriaban de amor y fidelidad al augusto vástago de la real
prosapia. No es menester recordar aquí las discusiones que
con este objeto se suscitaron y las declaraciones que'con
apremiante urgencia se exigieron de los que se habían ade­
lantado a insinuaciones que, si no eran maliciosas, eran, por
lo mismo, mucho más imprudentes. Es de suponer que ni el
Regente ni sus consejeros debían ignorar que numerosos ad­
versarios no los perdían de vista; que seguían con ojo vigi­
lante todos sus pasos, y que estaban preparados a asirse de
cuanto pudiera dañar al poder aborrecido, y presentarle || a
los ojos de la nación como conspirador contra la autoridad
de la Reina. Esta consideración demuestra cuán natural era
que se procediese oon mucho tiento en todo lo que pudiese
prestar asa a los enemigos; y así es que las indicaciones que
se permitían los órganos de Buenavista eran mucho más
significativas, y no sin razón eran miradas como tanteos
para explorar la disposición de los ánimos y ver hasta qué
punto encontrarían resistencia los proyectos que tendiesen
a prolongar el poder de Espartero. Verdad es que a esto se
nos puede responder que muchas veces, aun en las publica­
ciones más autorizadas, se desliza la pluma del escritor,
arrastrado por sus opiniones particulares o por su celo des­
medido en favor del sistema o persona a quienes se propone
defender. Sin embargo, preciso es confesar que no se inclina
fácilmente el ánimo a suponer deslices de esta clase en el
asunto que nos ocupa, ya por ser el negocio demasiado gra­
ve, en cuyo manejo debieron de andar con mucho cuidado
los escritores, ya porque después de diez años de revolución
es el entusiasmo cosa muy rara, ya también por la conocida
organización en que estaba el parLido sostenedor del Regente.
Como quiera prescindiremos de todas estas consideracio­
nes y reduciremos la cuestión a un punto de vista muy sen­
cillo, resolviéndolo con un dilema que a nuestro juicio no
deja salida. ¿Era Espartero hombre de virtud heroica, sí
o no? En el primer caso, claro es que no se le pueden supo­
ner intenciones perversas, ni miras ambiciosas, ni aun poco
212 BIO GRA FÍAS [12, 356.358]

delicadas. Si suponéis que Espartero se olvidaba completa­


mente de sí mismo para no pensar sino en el bien de su ||
p atria; que no fijaba la vista ni en su interés, ni en su
gloria, ni en su porvenir cuando se atravesaba la razón, la
justicia o la conveniencia pública; si suponéis que Esparte*
ro estaba dotado de suficiente elevación de ánimo, de tem­
ple bastante alto y virtuoso para sacrificarse en las aras del
bien común, para ofrecerse en holocausto a sus deberes, en­
tonces será muy cierto, será evidente que era negra calum­
nia cuanto dijeron sus adversarios. Mas recordad que estáis
haciendo vuestras suposiciones tratándose de un hombre que
no dejó pasar una sola ocasión de encumbrarse sin aprove­
charla con avidez; que no vaciló en condenar al ostracismo
a lu augusta princesa que tanto le había favorecido; que
permitió que sus compañeros de armas comiesen el amargo
pan de la em igración; que no reparó en llevar al cadalso a
los que se propusieron derribarle, sin que pudieran apartar­
le de su propósito los ruegos y las lágrimas de todo linaje de
personas; de un hombre cuyas protestas de abnegación y
desprendimiento merecían tanto menos crédito cuanto se
veían desmentidas por sus obras de una manera tan patente.
Podréis otorgarle, si os place, cierto grado de honradez, de
buena intención, deseos de conciliar el bien público con su
propio esplendor y grandeza; pero concederle virtud he­
roica, esa virtud que tan rara es entre los humanos, esto fue­
ra ya demasiado: esto fuera contradecir el buen sentido y
establecer una paradoja que ni refutación mereciera. Ahora
bien : esta virtud y nada menos que ella necesitaba Esparte­
ro para no abrigar proyectos de prolongar la minoría y hacer
durar su dominación todo el tiempo que le fuese posible. Un
hombre que tiene || que estar entre el poder supremo y el
destierro, virtud heroica necesita para decidirse por lo segun­
do; en este caso se hallaba Espartero, lo que bastaba para
inspirarle ambiciosos designios. Si no los tenía al principio
debió de conseguirlos después. Atendida la humana flaqueza
y la critica situación en que él se encontraba, era imposible
que no brotasen en su m ente; era imposible que no lisonjea­
sen su amor propio, que no halagasen su corazón, haciéndole
concebir esperanzas de salir airoso de la terrible alternativa.
¿Que suerte le esperaba a Espartero si al cumplir la
Reina los catorce años hubiese dejado el poder y entrado en
la condición privada? Es evidente que con la mayoría de
Isabel corría peligro de perder su preponderancia el partido
en cuyas manos se había encomendado el Regente. Decimos
que corría peligro, para que puedan convenir en la aserción
los hombres de todas las opiniones, pues en nuestro concepto
no sólo existía este peligro, sino que era absolutamente cier­
to que, faltándole al partido indicado el apoyo de Espartero.
112, 358-36U] ESPARTERO 212

por inevitable necesidad debía caer o en profundo abati­


miento, o cuando menos ser apartado de las inmediaciones
del trono. Y preguntaremos ah o ra: Espartero, que se había
colocado a la cabeza de los progresistas en 1840: Espartero,
que había gobernado la España por espacio de cuatro años,
teniendo desterrada a la Reina m adre y a sus adictos, ¿po­
día permanecer en Madrid ni en otro punto de la Península,
cuando la excelsa huérfana, cediendo a los impulsos más
naturales del corazón, llamase a su lado a su augusta madre
y viniesen con ella || los proscritos que por necesidad debían
de abrigar vivos recelos sobre ía futura conducta del ex Re­
gente, ya que no sentimientos de exasperación y venganza?
Atendamos a lo que ha sucedido y calculemos lo que habría
debido suceder. Cayó Espartero coligándose los partidos con
más o menos buena f e ; pero siempre de tal modo, que tu­
vieron el tiempo necesario para tem plar su encono durante
la refriega en que lucharon contra el enemigo común; y,
sin embargo, apenas conseguida la victoria, mal decimos,
aun antes de haberla conseguido, comenzó la desconfianza,
entró la división, se formaron nuevos bandos, hasta que al
fin han llegado al estrepitoso rompimiento, a la excesiva irri­
tación que estamos presenciando. ¿Qué habría sucedido,
pues, si los partidos no hubiesen tenido siquiera esa ocasión
de aproximarse lentamente, de cobrarse sus prohombres
aquella simpatía que, cuando menos por algunos instantes,
dan siempre los peligros comunes? Claro es que la escisión
no hubiera venido poco a poco, sino que, presentándose de
improviso, debía por necesidad, por imprescindible necesi­
dad, trabarse la lucha, invocando unos a Espartero tomándo­
le por punto de apoyo, y mirándole otros como el enemigo
más temible, como la bandera que convenia rasgar y hacer
trizas, para que se dispersaran los que pudieran reunirse a
su sombra. Es evidente, pues, que Espartero debía optar en­
tre la prolongación de la Regencia o la emigración. Si se nos
dice que él no preveía tan dura alternativa, se nos dará una
nueva prueba de la escasez de sus talentos; mas como quie­
ra que se nos haga difícil de conceder que a tan poco alcan­
zase su cortedad, se nos hace también ¡| recio de creer que
estuviese efectivamente resuelto a dejar la Regencia en el
momento que la Reina llegase a los catorce años, y que no se
agitasen en su mente designios, formulados con más o menos
precisión, de prolongar la minoría bajo una u otra forma.
Laméntanse algunos de que la caída de Espartero fuese
debida a un pronunciamiento, y miran el de junio como una
calamidad pública, supuesto que, por más odioso que fuese
el poder, su derribo no valía la pena de un desquiciamiento
universal, supuesto que, conforme a lo prescrito en las leyes,
debía expirar en tan breve plazo. Nosotros miramos la cosa
bajo un punto de vista muy diferente: creemos que con el
pronunciamiento de junio no sufrió la nación una calamidad
más; y que únicamente le vino por adelantado lo que debió
experimentar en octubre de 1844, y quizás con menos pro­
babilidades de próspera fortuna. Jam ás pudimos convenir
en que la situación creada en septiembre pudiera deshacerse
por medios pacíficos y legales. Se había apelado a las armas,
y sólo las armas podían resolver el negocio. El ejército y los
pronunciamientos habían encumbrado a Espartero; sólo los
pronunciamientos y el ejército podían derribarle. Esta es la
verdad; estn es lo que de sí arrojan los hechos; esto es lo
que han venido a confirmar Jos acontecimientos sucesivos:
todo lo demás snn palabras sin sentido que, si se quiere hon­
rarlas más de lo que merecen, se las deberá apellidar poesía
política. Ya que acabamos de mentar el pronunciamiento de
junio, echemos una ojeada sobre sus causas, principio y des^
arrollo, poniendo fin de esta manera a la reseña que nos
propusimos escribir de la vida militar y política |¡ de Espar­
tero, conduciéndole hasta el navio Malabar, donde pudo em­
barcarse para fortuna propia y decoro de sus mismos adver­
sarios que no tuvieron ocasión de ejercer un acto de ven­
ganza.
Ya hemos visto en el artículo anterior el rompimiento que
se había verificado entre el Regente y Jo más granado del
partido progresista, Apenas es dado concebir cómo no vió
aquél, ni vieron los prohombres de septiembre, el abismo a
que se encaminaba declarándose en abierta pugna. Tal era
la situación, tal la manera con que se lo había creado y con­
tinuado, que en 1843 era ley necesaria de su existencia la
unión entre el Regente y el partido progresista. EL apoyo que
se dispensaban era recíproco: ni aquél podía pasar sin el de
éste, ni éste sin el de aquél; desde el momento en que los
progresistas llamaron en su auxilio a los demás partidos, la
caída de Espartero era inevitable, y en pos de Espartero
debía caer por necesidad el partido progresista. Preciso era
no conocer la España para no convencerse de estas verdades,
y la conducta que observaron el Regente y los jefes del pro­
greso indica que se equivocaban sobre los elementos de su
propia fuerza, que se lisonjeaban con simpatías de que es­
taban enteramente faltos, que no extendieron su mirada
más allá del pequeño círculo en que se habían encerrado,
que decían «la nación somos nosotros: fuera de nosotros no
hay nada». Y, sin embargo, había mucho, y mucho que no
esperaba sino la primera oportunidad de declararse, primero
contra unos, después contra otros, arrojándolos a todos del
poder y hundiéndolos a todos para mucho tiempo y quizás
para siempre. |!
A la sazón anduvo en boga el famoso programa del minis-
[12, 362-363] ESPAHTBHO 215

tcrio López, y no (altaban almas cándidas que se lisonjeaban


de que el caballo de batalla, el punto de la cuestión estaba
realmente en si había de prevalecer o no el programa del
nuevo gabinete, en si habían de presidir el Consejo López,
González o Rodil, Unión de todos los españoles, había clama­
do el ministerio López; amnistía para todos los proscritos;
y estas palabras encontraron, la más ardiente acogida en to­
dos los corazones. Pero ¿qué veía la nación en pos del pro­
grama? ¿Qué significaba la unión? ¿Qué esperanzas hacía
concebir la vuelta de los emigrados? Veía la nación el prin­
cipio de una nueva e r a ; ensanchábase su pecho con la idea
de que quizás se iba a crear una situación menos estrecha y
exclusiva; veía que la entrada de los enemigos jurados del
ominoso poder constituía a éste en una posición menos ven­
tajosa ; veía que en llegando el momento crítico de la ma­
yoría de la Reina serían en mucho mayor número los que de­
fendieran al Trono contra los ambiciosos proyectos del sol­
dado de fortuna, si es que antes no se ofreciera ocasión de
despojarle del poder y arrojarle a países extraños. Esto veía
la nación, y si al comenzar el pronunciamiento sólo se acla­
maba el ministerio López fué porque era preciso alzar una
bandera que se opusiese al gobierno de Madrid, y además
porque, siendo incierto el resultado, no todos tenían resolu­
ción bastante para arrostrar sus últimas consecuencias. Po­
dríase también añadir que en el comienzo de la insurrección
no se dijo en muchos lugares ¡Abajo Espartero? porque sus
partidarios, más o menos embozados, no perm itían [: que se
llevasen las cosas al último extremo, temiendo perder la
preponderancia que habían obtenido desde 1840. Porque no
todos fueron tan ciegos que no previesen lo que podían alcan­
zar aun los menos avisados, y así es que, apenas se levantó
el prim er grito, se traslució que muchos retrocedían de es­
panto, que temían colocarse en la rápida pendiente donde
sabían que no les era posible detenerse a su arb itrio ; y bien
seguro es que, si muchos hubiesen previsto el curso de los
acontecimientos durante el mes de junio, observaran muy
diferente conducta en abril y mayo.
Cabalmente el héroe de la situación en sus discursos últi­
mamente pronunciados en las Cortes se ha dejado llevar a
revelaciones curiosas. El señor López nos ha dicho que con­
sideraba como una calamidad pública el que los moderados
se apoderasen del mando, que miraba como una necesidad, si
es que había de hacerse la felicidad de España, el que los
progresistas continuasen en é l ; que en su famoso programa
no se proponía cambiar radicalmente la situación, sino darle
más regularidad, solidez y ensanche; que aun después de su
caída no entraba en sus miras el pronunciamiento; que no
contribuyó al desenlace de la crisis, y que al subir al poder,
216 BIOGRAFÍAS [1 2 , 363.365]

después de los sucesos de Torrejón de Ardoz. no hizo más


que aceptar la situación tal como la encontró y como la ha­
bían creado los acontecimientos, más bien que los hombres.
Las palabras del señor López, pronunciadas en época en que
no debía de tem er la irritación del caído magnate, manifies­
tan bien, a las claras que los prohombres del partido progre­
sista, cuando se pusieron en desacuerdo con el Regente, no
se imaginaron || que la complicación pudiese llegar a un
desenlace tan extremado. Para ellos las desavenencias eran,
por decirlo así, entre miembros de una misma familia, y
quizás hasta llegaron a lisonjearse de que, amedrentado Es­
partero por los primeros síntomas de insurrección, cejaría
entregándose resignadamente en brazos de sus antiguos ami­
gos, que se proponían castigarle, mas no perderle.
Sea como fuere, si existieron esos cálculos, la nación cui­
dó bien pronto de demostrarlos fallidos. Comenzado el movi­
miento en Málaga, propagóse a Granada y otros puntos; y
si bien no se había levantado aún el grito de /'Abajo Espar­
tero/. la nación en masa estaba esperando el momento en
que una voz osada se atreviera a ello para agolparse en tor­
no de la nueva bandera. Primero en Reus y después en Va­
lencia se proclamó la mayoría de la Reina, lo que equivalía
a decir que la Regencia había terminado, y desde aquel ins­
tante la palabra ministerio López no fué más que una pala­
bra v an a: nadie recordaba el programa del gabinete caído
sino en cuanto había podido sen.'ir de punto de partida para
derribar el poder de todos odiado.
Levantada la bandera de insurrección, era ya muy difí­
cil que resistiese Espartero a los embates de tantos y tan-
poderosos elementos como se habían reunido contra é l ; sin
embargo, menester es confesar que, manifestando desde los
principios mayor actividad y energía, quizás le fuera dado
conjurar la espantosa tormenta. El recuerdo del mal éxito
de las conspiraciones de octubre y el haberse malogrado los
esfuerzos de los sublevados de Barcelona obraban sobre || los
espíritus, abatiéndolos a la vista de ese hombre a quien hasta
entonces le había bastado entregarse en brazos de la fortu­
na para salir airoso de las situaciones más arriesgadas. «Hay
muchos elementos contra él, decían las gentes; pero es tan
afortunado...» As! es que, si a la primera noticia del movi­
miento de Málaga acude en posta el Regente presentándose
en pocas horas delante de los muros de la ciudad sublevada,
se hubiera sofocado indudablemente la insurrección de An­
dalucía, dado que la vimos retroceder más de una vez, es­
pantada de sí misma.
El pronunciamiento de Reus era de suyo más grave a cau­
sa de haberse proclamado sin rebozo la mayoría de la Rei­
na ; pero la incertidumbre que trabajaba los ánimos no per>
[12, 365-367] ESPARTERO 217

mitía que las simpatías se trocasen en decidido apoyo, como


se echó de ver cuando dirigiéndose Zurbano contra dicha
villa la tomó, y el jefe que se había colocado a la cabeza
del movimiento se hubiera visto en terrible apuro a no venir
en su auxilio los acontecimientos de Barcelona.
Más de dieciocho días transcurrieron desde el pronuncia­
miento de Málaga hasta los de Valencia y Barcelona; si Es­
partero lograra sofocar» lo de Andalucía le sobraba tiempo
para deshacer lo de Reus, asegurar mejor Valencia y la capi­
tal del Principado, mayormente teniendo en Montjuieh y
en la Ciudadela jefes decididos a guardarle fidelidad. No es
esto decir que, ni aun desplegando mucha energía y obrando
con extremada rapidez, tuviese seguridad de apagar el incen­
dio, pero es indudable que las probabilidades en su favor no
eran pocas, y que no podía tomar más errado camino que el
de la inacción y expectativa. ¡ Esta política de mañas e in­
trigas le había salido muy bien contra Don Carlos, contra la
Reina madre, contra el partido de la Regencia trina y tam­
bién contra los sublevados de octubre. Pero esta vez las cir­
cunstancias eran diferentes; existía una coalición, si bien
poco sincera, bastante fuerte para comenzar el movimiento;
y una vez hubiese prendido el fuego en el montón de com­
bustibles era de temer que no alcanzarían a apagarlo los
sordos manejos de su desacreditada camarilla.
Hasta el día 21 de junio no se decidió a salir de la capi­
tal, es decir, que abandonó el centro cuando los sucesos iban
afectando todos los puntos de la circunferencia, y, por con­
siguiente, era preciso mantenerse en él para conservar el
prestigio del poder y dar mayor rapidez y viveza a los mo­
vimientos que se emprendieron contra los pronunciados.
Con fecha 14 del propio mes habia dirigido £ la nación un
manifiesto que más bien podía apellidarse defensa. No se
presenta en él con la dignidad que cumple al jefe de una
nación de catorce millones, sino con la humildad de un reo
que, citado a un tribunal, procura desarmar a sus jueces
con palabras blandas y seductoras. Como pidiendo licencia
para hablar, «¿Guardaré, dice, por más tiempo el silencio?
¿No es deber mío levantar mi voz y oponer simples hechos
a los tiros alevosos que contra mí asesta la calumnia? Con
este deber, aunque penoso, cumpliré, españoles; penoso,
aunque siento como siempre la satisfacción de hablar a mis
conciudadanos.» Después de un exordio tan lánguido comien­
za su apología a guisa de articulista que se propone defen­
der una mala causa. |i Recuerda el juramento de observar
la Constitución que prestó en el seno de las Cortes, y de
consagrar toda su existencia a la observancia de las leyes,
y promoción de cuantas medidas pudiesen influir en la feli­
cidad y prosperidad del Estado. «Este juramento, exclama.
218 BIOGRAFÍAS [12. 367-36B]

que a presencia de la España entera presté, con toda la efu­


sión de un alma conmovida, fué desde entonces el norte de
mi conducta, el que guió mis pasos por esta senda difícil y
espinosa, donde me condujeron los destinos.» Tomando en
seguida un aire compungido y humilde, continúa: «Jamás
la he infringido, españoles; ante vosotros, a la faz de todo el
mundo puedo protestar, dar los más altos testimonios de
que jamás la idea de su tnolactón acupó un momento mi
cabeza.» Que no la había infringido, decirlo podía con más
o menos visos de verdad; pero añadir que podía dar los más
altos testimonios de que jamás la violación de ella había
ocupado un momento su cabeza, es llevar las cosas a una
exageración que raya en ridiculeza. Hasta los santos más
abrasados en el amor de Dios han tenido un momento ocu­
pada la cabeza de la tentación de ofenderle, y a Espartero
no le ocurrió nunca el pensamiento de infringir la Consti­
tución, cuando tantos otros españoles han tenido vivos de­
seos de hacerla trizas. Este es un puritanismo constitucional
capaz de edificar a los más celosos liberales, mayormente si
se considera que quien se expresa en estos términos es un
hombre educado en los campamentos y entre los peligros de
las batallas. ¿De qué servía todo eso para sofocar el pro­
nunciamiento?
Prosigue el Regente ponderando la fidelidad con |! que en
todos los tiempos ha observado la Constitución, descendien­
do a discusiones que más bien asentarían en un artículo de
periódico que no en un manifiesto del jefe del Estado. «En
la Constitución me apoyo, decía, y con su cscudo impenetra­
ble estoy cubierto»; olvidando que cuando la cuestión estaba
en el terreno de los hechos, cuando en todos los ángulos de
la Península resonaba el grito de alarma, era la Constitución
un escudo muy débil en caso de que efectivamente se opu­
siese ella a la caída del Regente; un escudo de papel que
bien pronto se rasga.
Ningún efecto produjeron las palabras del manifiesto
de 14 de ju n io ; y era preciso que sucediese así, dado que
nada se decía en él que pudiese apartar a la nación del pro­
pósito de apoyar a los pronunciados, ni tampoco contenía
aquel lenguaje firme y amenazador que revela las fuerzas
y la osadía de quien lo usa. Los acontecimientos marchaban
con tal rapidez, que ya no era posible dejar de resolverse a
una medida decisiva. Así es que el Regente se determinó a
dejar la capital publicando antes de su salida otros varios
manifiestos. Conócese en ellos la mira de anudar las relacio­
nes de amistad con el partido progresista, apelando, como él
dice, al gran partido liberal que marchaba por la senda de
la legalidad. «Hoy os juro del modo más solemne, decía, ho­
llar con pie firme cuantos obstáculos se opongan a la liber­
[12, 368-370] ESPARTERO 21»

tad, a la grandeza, a la gloria de esta nación tan digna de ser


feliz y venturosa.# «Yo salgo a ponerme a vuestro frente,
exclamaba dirigiéndose a los soldados, a la cabeza de unas
tropas que siempre llevé a la victoria. Ella coronará también
esta vez el noble cuanto sensible sacrificio II que ofrecemos
en las aras de la patria; y cuando los pueblos respondan,
como todos responderán a mi voz, protegidos por vuestro es­
fuerzo, huirán despavoridas las pandillas que han procurado
esclavizarnos.» Veamos cuáles serán las proezas de ese hom­
bre que tan animoso marcha a sofocar la insurrección y que
asegura que «existe todavía un corazón de bronce que sirva
de escudo a los buenos y salve las instituciones conquista­
das con la sangre del ejército y los sacrificios de los pue­
blos», ¿Volará hacia el Norte? ¿Se dirigirá con la veloci­
dad del rayo sobre Andalucía? ¿Se arrojará impetuosamente
sobre Valencia, o se plantará en pocas horas en Zaragoza
para obrar desde allí sobre Navarra y Cataluña? Nada de
eso: sale de Madrid, se endereza pausadamente hacia Alba-,
cete, y allí se para. Llégale entre tanto la noticia de que han
desembarcado en Valencia Narváez, Pezuela, Concha y otras
jefes emigrados; diríase que esta nueva le ha llenado de
estupor y helado la sangre; ni tiene aliento para pasar ade­
lante, ni se resuelve a retroceder sobre Madrid, ni se deter­
mina a m archar hacia la capital de Aragón, donde le espe­
raban numerosos partidarios, ni a impulsar las operaciones
del brigadier Enna, que está operando sobre Teruel. Madrid
se le conservó adicto; Cádiz se resiste a todo pronunciamien­
to ; en muchos puntos importantes ondea todavía su bande­
ra ; tiene aún a sus órdenes una división escogida; Seoane y
Zurbano se hallaban al frente de fuerzas respetables; Mont-
juich domina y amenaza a Barcelona; la importante plaza
de Lérida está ocupada por sus tropas y es su punto de apo­
yo para obrar sobre Aragón o Cataluña; la división comien­
za || a introducirse entre los pronunciados: no todos levan­
tan una misma enseña, algunos recelan ya de los resultados
que puede acarrear el levantamiento; en medio del inmi­
nente peligro que corre la Regencia son todavía muchos y
muy poderosos los elementos con que püede contar. ¿Dónde
está Espartero? Deberá de estar en los puntos más avanza­
dos, a la cabeza de las columnas que se hallen en posición
más arriesgada. El pueblo, la milicia, el ejército deberán de
verle, de oírle por todas partes, acudiendo a todas las necesi­
dades, arrostrando todos los peligros, volando al combate en
busca de una muerte gloriosa. Nada de eso: Espartero no se
ve, ha desaparecido de la escena ; cual si no se tratase de su
interés y de su persona, permanece inactivo en un pueblo de
escasa importancia, y deja que cundan los pronunciamientos,
y que las Juntas organicen sus fuerzas y que se pongan en
220 BIOGRAFÍAS 112, 370-372]

comunicación, y que se le vaya cercando en todas direccio­


nes,-sin quedarle apenas punto por donde salir. ¿Dónde está
Espartero?, preguntan las gentes. ¿Se ha presentado delante
de Valencia? N o ; está en Albacete. ¿Acude a socorrer a Zur­
bano? No: continúa en Albacete. ¿Marcha al encuentro de
Narváez, que ha salido en dirección de Teruel? No; pro­
sigue en Albacete. ¿Retrocede al menos para cubrir la ca­
pital y hacer allá una resistencia desesperada, pelear con
denuedo y vencer o morir? No ; todavía en Albacete. Preciso
era que sus enemigos cobrasen ánimo y que sus partidarios
desmayasen viendo tan incomprensible conducta en un hom­
bre que acababa de prometer triunfos sin cuento, de asegu­
rar que estaba resuelto a hollar con planta II firme la cabeza
de la insurrección y oponer un corí.'ián de bronce a los tiros
de sus adversarios. Casi toda la España está pronunciada
contra Espartero, y Espartero prosigue en Albacete. Ya que
no su propio interés ni su gloria, ni la defensa de sus ami­
gos, al menos debía impulsarle a obrar con jnás decisión la
vergüenza de representar tan triste papel a los ojos de la
Europa entera. Los hombres que se habían comprometido a
sostenerle debían de abrigar mucho coraje y despecho cuan­
do le veían desperdiciar todos los elementos de triunfo, de­
jando que viniese el golpe, sin levantar la mano para dete­
nerle.
Entre tanto los pronunciamientos se multiplicaban, to­
mando un carácter más amenazador y sobre todo más fijo;
el grito de /Abajo Espartero! resonaba ya en todas partes;
ya había desaparecido aquella timidez e irresolución que a
los principios se notaran: faltaba un hombre que con ímpetu
y arrojo acometiese la empresa de decidir la contienda; este
hombre existía, y desde el año 38 Espartero había conocido
que tenía en él un rival temible. Los sucesos justificaron su
previsión.
Al parecer era una indiscreción el que Narváez saliese de
Valencia, pues que dejaba desprovista una plaza importante,
amenazada por el Regente en persona, y no podía llevar con­
sigo sino fuerzas muy escasas para hacer frente a las mul­
tiplicadas necesidades que llamaban su atención. Un jefe
menos activo hubiera dicho que primero convenía asegurar
la ciudad cuyo pronunciamiento había tomado tanta impor­
tancia por su carácter y tendencia; que era preciso reorga­
nizar las fuerzas pronunciadas y examinar || hasta qué pun­
to se podía depositar en ellas la confianza; que era indis­
pensable ponerse en combinación con las demás Juntas de
España, con los caudillos de las fuerzas que operaban en
varios puntos, y andar con mucho tiento en lanzarse a una
empresa que, si llegara a desgraciarse, podía malograr el
pronunciamiento. Narváez comprendió su verdadera sitúa-
[12. 372-373) ESPARTERO 221

ción: vió las cosas tales como eran en s í ; comprendió que


en crisis semejantes la victoria es de aquel que obra con más
rapidez y osadía; que cuando se tiene en presencia a un
enemigo que sólo confía en la lenta acción de intrigas sub­
terráneas es preciso no perder tiempo, no dejarle que pue­
da m inar el terreno y atravesar velozmente el paso peligroso
antes que la mina pueda reventar. Sale de Valencia, marcha
sobre Teruel, ahuyenta a Enna; revuelve sobre Calatayud,
desde allí dice que marcha sobre Madrid, fija el día en que
se hallará a las puertas de la capital, y como lo promete lo
realiza. Encuentra resistencia: primero halaga, después ame­
naza de una manera terrib le; entre tanto siente a sus espal­
das el ruido de un ejército numeroso que viene en socorro de
los sitiados; dice que va a vencerle: le sale al encuentro en
Torrejón de Ardoz, le acomete, le envuelve, le fascina a fuer­
za de arrojo y de palabras ardientes, le incorpora al suyo,
que era mucho menor, y marcha con los dos reunidos sobre
la capital, que le abre sus puertas y recibe la ley del vence­
dor. ¿Dófide está Espartero? Cuando Seoane y Zurbano vue­
lan a libertar a Madrid por en medio de una línea de pue­
blos pronunciados, cuando los hombres más señalados por su
adhesión al Regente no han tenido reparo en encerrarse !|
en la capital y arrostrar las consecuencias de un desenlace
que podía ser muy trágico, ¿no debía Espartero acudir con su
división y, colocado a la cabeza de sus amigos, pelear hasta
el último trance y correr con ellos una misma suerte? ¿No
es probable que Narváez se hubiera visto en compromiso
muy arriesgado si, al encararse con la división Seoane y
Zurbano, hubiese teñid® a su espalda al mismo Espartero
con todas las fuerzas que a la sazón se hallaban en Madrid,
aumentadas y sostenidas con el numeroso y brillante ejér­
cito que se llevó el Regente a Andalucía?
Mientras sucumbió la capital se hallaba éste delante de
los muros de Sevilla, cerrando con un bombardeo tan cruel
como estéril su triste e incomprensible carrera. La ciudad
de San Fernando tuvo el aliento de defenderse el tiempo
preciso para que pudiese llegar la noticia de que la Reina
estaba en poder de los pronunciados. Esta nueva produjo su
efecto de una manera instantánea. Espartero levanta el sitio
y huye presuroso hacia las orillas del mar, pudiendo apenas
salvarse de la espada de Concha. Allá, abandonando a tos je­
fes y a las tropas que le siguieron hasta el último momento,
se embarca, pide asilo a un navio inglés, y desde su bordo
contempla las costas de esa patria a la que perturbara con
su ambición y afligiera con su desgobierno, sin que él alcan­
zase aquella gloria que hubiera merecido si, comprendiendo
su situación, hubiese sabido hermanar el interés propio con
la conveniencia pública. ||
MISCELANEA
P R O L O G O DE LA EDICION
«BALiMESIANA»

Ya en vida Bahnex habia tenido la intención de formar un


volumen de escritos suyos con el título de Miscelánea. En el
Epistolario, número 284, pueden verse las materias Que pen­
saba incluir en el mismo. Este plan no se realizó hasta el
año 1863, después de su m uerte, y entonces fué m uy diverso
el índice de trabajos que se publicó.
Este tomo nada tiene que ver con ninguna de estas dos co­
lecciones. Nuestra Miscelánea es un centón de escritos bal-
mesianos dispersos que no han encontrado lugar adecuado
en ninguno de los volúmenes de esta colección. Era necesario
dar a cada tomo cierta unidad, dentro de la extensión prefi­
jada, lo cual naturalmente ha dejado como al margen frag­
mentos preciosos que se han recogido aquí como en una po­
liantea. ||
S u m a r i o . —L a
orig in alid ad e s s u p e rio r a la im itación, por í a p re fe ­
ren c ia que m erece el ta le n to subre la laboriosidad y p o r su p ro ­
pia n a tu ra le z a .’ El a rte rom ano im itación del griego. La filo­
sofía rom ana repetición de la griega. Donde los rom anos no
tu v ie ro n que im ita r, en la ju risp ru d e n c ia , s¿ m o straro n o rig i­
nales. P a r a los talen to s superiores la im itación es u n a calam i­
dad. El servilism o im ita d o r: sus inco n v en ien tes en las a rte s y
en las ciencias. La lite ra tu ra deja de ser u n a e x p an sió n del
alm a y m arch a en divergencia enn la sociedad: no puede ser
popular. E jem plos sacados de la lite ra tu ra española. El siglo
de oro. F á rra g o de erudición en la época p o sterio r. L a serv il
im itación d e las escritores del siglo de Luis X IV . La im itación
política tra jo la im itación lite ra ria y hasta la im itación en la
lengua y en el pensam iento. Es orig en d ; g randes e x trav ío s que
dos pueblos de d istin ta civilización q u iera n asem ejarse en c u l­
tu ra . E jem plus de ello son G recia y R om a; los puoblos c ristia­
nos y los paganos. El paganism o no p u ede ser el alm a de la
lite ra tu ra m oderna. E spaña debe lib ra rse de la influencia f ra n ­
cesa. H ay qu^ arm o n iza r la sociedad con la lite ra tu ra .

Hay en la originalidad algo de tan seductor y brillante,


que en cierto modo puede decirse que ella, ya por sí, cons­
tituye un verdadero mérito. Leed la obra más bella que po­
dáis imaginar, donde campeen a la par el ingenio, la fantasía
y los sentimientos del corazón. ¡Ay de esa gloria si al tra­
vés de los disfraces en que la habilidad del escritor ha. sabido
encubrir || los lineamientos del modelo, alcanzáis a conocer
que no es en su mente donde se ha vaciado por primera vez
la obra! Desde entonces podrá mereceros aprecio, pero no
admiración ; leeréis con gusto, mas no con entusiasmo.
* [ Noi'.i b i k l i o g h á k i c a .—El día 25 de en ero de 1B41 don Jo a q u ín
Roca y C ornet firm a la p ro p u esta de Balm es p a ra la A cadem ia
d ¿ B uenas L e tra s de B arcelona, que fué leitfa en la sesión del 13 de
feb rero y votada por unanim idad el 26 del mismo mes. El trab ajo
d e e n tra d a fué este discurso De la origíwzlidfiri, el cual no fué leído
hasta el día 11 de feb re ro d e 1842, a p js a r de q u e Balm es asistió
an te s a alg u n as sesiones.
Fuó publicado por única vez en La C ivilización, c u ad ern o 3, co­
rre sp o n d ie n te a la segunda q u incena de ju n io de 1842, vol. II, p á ­
gina 3B5. E ste textn reproducim os nosotros. El sum ario es n uestro !
[14. 10 11] DE LA ORIGINALIDAD 227

A esta diferencia entre lo original y lo imitado contribu­


yen dos causas: es la primera una inclinación natural que
nos lleva a adm irar al genio; que nos embriaga de entu­
siasmo al contemplar sus rasgos; que nos asombra y anona­
da ante la fuerza creadora. ¡Cosa admirable! El trabajo, es
decir, aquello en que nosotros tenemos una parle positiva,
aquello en que contraemos un verdadero mérito y que no
es un don de la naturaleza, el trabajo, por útil, por digno
que sea, nunca logra de nosotros la misma admiración que
la fecundidad del talento natural, y es fácil observar este
hecho aun en los actos más comunes de la vida; en el terre­
no de la naturaleza, es decir, de la verdad. «Este mozo, deci­
mos. es muy aprovechado, tan estudioso, tan asiduo... Aquél
tiene un talento brillante, bastárale quererlo para aventa­
jarse a todos sus compañeros.» Lo primero es el elogio de
la aplicación, lo segundo es un tributo pagado al talento, y
¿cuál, sin embargo, se tiene por más halagüeño? Es tan
palmar la diferencia, que aquél se recibe con frialdad, si no
con disgusto, cuando el otro se recoge con avidez. El hombre
se complace en sacrificar el sólido mérito de la laboriosidad
al brillante título del talento; ambición, si se quiere, ca­
prichosa, llena de orgullo, de vanidad; pero que muestra
el grandor del alma, sus deseos sin límites, su expansión
que no cabe en el [ mundo, el ansia de parecer grande,
cuando no pueda serlo. Todos queremos ocultar el sudor
que nos cuestan nuestras producciones, todos abrigamos la
secreta ambición de acercarnos a la fuerza creadora que
dijo: Hágase la luz. y la luz fue.
Pero este entusiasmo por la facultad creatriz no es el úni­
co manantial de las ventajas de la originalidad sobre la
imitación, tiéncle en sí misma, en su propia naturaleza, sin
que hayamos de achacar la culpa a la preocupación o al or­
gullo. Lo que es original, si es bello, es más agradable por­
que es más bello; y sí es grande es más admirado porque es
más grande. El mérito de la literatura consiste en la perfecta
y atinada imitación de la naturaleza, pero el imitador de
la literatura no imita a la naturaleza, imita al literato. Esta
indicación señala una diferencia inmensa. Desenvolvamos
este pensamiento. Los trabajos literarios, tomando esta pala­
bra en su extensión más lata, y si se quiere más vaga, no
son más que la expresión de nuestro pensamiento, compren­
diendo en este vocablo toda operación o pasión de nuestra
alma. Pues b ien ; esta expresión nunca será la verdadera, la
propia, si no es original; fallárale más o menos la primera
de las calidades de toda buena producción, la naturalidad,
la verdad. Cada individuo; cada nación, cada época tiene su
carácter, tiene su modo de ver las cosas, de imaginarlas, de
sentirlas. Prestar lo del uno al otro es transformar el or­
228 MISCELÁNEA [1 4 , 11.13]

den natural y por lo tanto poner en tortura las faculta­


des del alm a; es atajar su expansión, es secar las fuentes
de lo bello y de lo sublime. Y cuenta que no se trata aquí
de desterrar del mundo la || imitación, sólo sí de indicar sus
inconvenientes y ponderar sobre todo las ventajas de la ori­
ginalidad. El que se propone un modelo, por el mismo acto
se doblega bajo su autoridad, y cuando se trata de rasgos
felices y osados, no es buen agüero empezar bajando la ca­
beza: sin advertirlo, sin pensarlo, es entonces el modelo
el bello ideal, no procuramos hacerlo bien sino en conformi­
dad a lo que a la vista tenemos, y lo que es más, copiamos
por lo común los defectos, sin copiar las bellezas. Este es el
resultado natural de querer violentar las cosas. Los retóricos
han escrito largos tratados sobre la imitación: respetando
su m érito y sin negar su importancia, nos parecen más pro­
pios para una literatura convencional, que para otro objeto.
La ideología podría suministrarnos en esta parte abundan­
tes reflexiones, pero deseamos huir del árido y escabroso
terreno de la abstracción y espaciarnos por el ameno campo
de la historia literaria.
Respetamos la literatura romana, y no intentamos dispu­
tarle el alto punto de gloria a que se elevó en su siglo de oro:
sin embargo, todavía nos atrevemos a observar que no tomó
el rumbo más acertado para granjearse un renombre que
hubiera sido más justo. Y ¡qué! ¿Será quizás esta proposi­
ción demasiado avanzada? Puede ser así, pero al menos no
la dejaremos sin apoyo. ¿Q'ué es la literatura romana? Gene­
ralmente hablando, un traslado de la griega. Poetas, orado­
res, filósofos, todos son griegos que hablan en latín ; y esto,
a nuestro juicio, fué un mal, y mal gravísimo, porque si bien
con esto se aseguraron los romanos una regularidad, una
belleza artificiosa que de || otra manera no hubieran alcan­
zado, perdieron todo el mérito de la originalidad, no se
abandonaron lo bastante a su propio pensamiento, a sus pro­
pias inspiraciones, y asi todo lo que ganaron en la forma, lo
perdieron en el fondo, tuvieron más regularidad, menos de­
fectos, pero, en cambio, sacrificaron una buena parte de la
elevación, del fuego, del grandor, que en otro caso hubieran
tenido en mayor abundancia.
Despojémonos por un instante de las preocupaciones que
se nos han comunicado desde nuestra infancia, atrevámonos
a pedir a la antigüedad los títulos con que exige nuestra ad­
miración, no desechemos como una tentación de orgullo el
pensamiento de ¿quién sabe si los antiguos que tanto admi­
ramos no hubieran andado mejor por otro camino?, discu­
rramos con la debida independencia, y entonces no nos pa­
recerán osadas paradojas lo que son verdades inmensas. Es
innegable que las ideas romanas, y sobre toda las mitológi­
[14, 13-15] DE LA ORIGINALIDAD 229

cas, tienen mucha semejanza con las de *os griegos, y que


por esta razón sus producciones literarias no podrán menos
de presentar muchos puntos de contacto; pero no nos es
dado persuadirnos que el genio romano, ese genio que había
conquistado el mundo, no hubiera encontrado en si propio
más recursos que el genio griego; no nos es dado persua­
dirnos que a ese pueblo que había llevado sus armas desde
las columnas de Hércules hasta el corazón del Asia, desde
los arenales del Africa hasta lo más hondo de los bosques
de la Germania, a ese pueblo que hasta en el tiempo en que
más se desplegaba su espíritu, tenía todavía ante los ojos
el inmenso espectáculo de || tanto grandor, no nos es dado
persuadirnos, repetimos, que le fuera ventajoso ceñirse a la
imitación de los griegos, de los griegos que a la sazón sólo
vivían de recuerdos, y por cierto no tan grandiosos cual los
recuerdos y la realidad de la señora del orbe. Si en vez de
ceñirse los poetas romanos a traducir e im itar de los grie­
gos, si en vez de tener fijas sin cesar las miradas en ese
pequeño recinto que se apellida Grecia, se hubiesen espacia­
do por los arenales de la Libia, por los campos de la Iberia,
por los bosques de la Germania y por las nebulosas orillas
del Tám esis; si hubiesen estudiado el Asia por sí mismos y
no entregándose ciegamente a las relaciones de los griegos,
al través de las preocupaciones de ese pueblo tan amable,
pero amable como un niño, según la expresión de Bacon;
sí, aprovechándose de laa curiosas relaciones que debían de
oír de boca de los soldados de las legiones que batallaron en
todos esos países, nos hubiesen presentado interesantes cua­
dros de costumbres, descripciones de nuevos países; si hu­
biesen dado una forma poética a las inspiraciones de César,
¿qué interés tan nuevo no hubieran ofrecido? ¡Cómo se hu­
biera desatado su alma tan llena de fuego a la vista de unos
lugares testigos de la gloria de un padre, de un hermano o
de un amigo, regados quizás con su sangre, o consagrados
con sus despojos mortales! Recorred las sublimes odas de
Horacio; ¿ cuándo es más bello?, ¿ cuándo es más sublime?
Cuando canta las grandezas y las victorias de Roma, cuan­
do es romano, solamente romano; cuando olvida un poco
aquel su celebrado precepto; Vos exemptarja Graeca noc­
turna || versate mana vérsate diurna. ¿Es griego Tácito, ese
escritor entregado tan sólo a merced de un pensamiento pro­
fundo y sombrío y de un corazón exasperado por la vista de
la tiranía y agriado por la corrupción? Y, sin embargo, ¿cuál
es el autor romano que se hace leer con más gusto? ¿Quién
no ha devorado con avidez aquellas páginas en que, pintan­
do tan admirablemente su objeto, retrata con tan vivos co­
lores su grande alma?
La filosofía de los romanos se resiente un poco del mis­
230 MISCELÁNEA [14, 15-171

mo defecto; es una repetición de la de los griegos y nada


más. O, si no, ¿qué es lo que ha creado de original? Uno de
ios más claros talentos de la antigüedad, el filósofo más
aventajado de Roma, Cicerón, ¿qué nos ha dicho que no se
halle en los griegos? ¿Brilla en sus obras una filosofía nue­
va, cual parece era de esperar de su portentoso ingenio? No
seremos nosotros quienes le juzguemos acerca de este pun­
to, no será tampoco un hombre desafecto a los antiguos, será
un escritor muy versado en la literatura romana, muy afi­
cionado a e lla : D’Aguesseau.
«Cicerón, dice el ilustre canciller, más orador que filóso­
fo, propio más era para exponer los pensamientos ajenos
que para pensar por sí mismo.» Estas son sus palabras en
su instrucción, tratando del estudio del derecho, juicio seve­
ro sin duda, quizás demasiado duro. No estuvo el mal en la
falta de genio, como parece pretenderlo D’Aguesseau, sino
en las circunstancias en que se hallaba Cicerón. Cicerón
hubiera sido más filósofo si se hubiese parado más en el
fondo que en la forma, y hubiese pensado mucho || más por
sí mismo; si no teniendo la cabeza tan henchida de conceptos
ajenos, y no tan preocupado por el mérito de los filósofos
que le habían precedido, se hubiese arrojado por el difícil,
sí, pero fecundo camino de la invención.
Es esto tanta verdad, que es bien notable que los roma­
nos se aventajaron más en aquellos ramos en que tuvieron
poco que imitar. Sabido es que la jurisprudencia, en su
parte propiamente científica, en cuanto constituye una se­
rie de estudios sobre los ramos de legislación, y muy par­
ticularmente sobre el derecho privado, se debe principal­
mente a los romanos; aquí puede decirse que fueron origi­
nales ; pues bien, aquí mismo cabalmente es donde fueron
más grandes.
Conviene notar que, para ciertos talentos, es un gran re­
curso la imitación, a veces es imposible la originalidad, y
bueno es que, si no pueden acuñar nueva moneda, al me­
nos sirvan para dar circulación a la corriente. Pero para los
talentos superiores es una verdadera calamidad la imitación;
es abandonar su puesto, es no querer aprovechar los dones
•con que les ha favorecido el autor de la naturaleza, y de
aquí es que debe considerarse como un mal muy grave para
la gloria literaria de una nación el que se arroje a imitar,
porque, como es sobremanera difícil que los hombres, por
superiores que sean, alcancen a sobreponerse a la atmósfera
que les rodea, todos im itarán; aun los primeros talentos se­
rán arrastrados por la corriente, y los que podrían produ­
cir obras originales de insigne mérito consumirán sus fuer­
zas en imitaciones más o menos felices. ||
Si hay una literatura verdaderamente nacional, si los
[•14, 17-18] DE LA ORIGINALIDAD 231

modelos se escogen dentro del mismo país, los inconvenien­


tes no son tantos, porque entonces el escritor lleva siempre
en sí algún germen de originalidad, pues que imitando lo
que está pintado sobre los mismos objetos que le afectan^
no tendrá que hacerse violencia,1y se desenvolverán más
fácilmente sus talentos naturales.
Cuando se habla del renacimiento de las ciencias y de
las letras en Europa, se pondera como una felicidad sin lí­
mites cada hallazgo que se va haciendo de las obras de los
antiguos: se asegura que la toma de Constantinopla, arro­
jando a las costas de Italia los últimos restos del saber grie­
go, produjo a la Europa beneficios inmensos.
Confesaremos que contribuyó mucho al desenvolvimien­
to del espíritu humano en Europa el hallazgo y la circula­
ción de las obras de los antiguos; confesaremos también
que los espíritus siguieron la dirección que era regular en
aquellas circunstancias; pero juzgamos que aquélla no fué
la más acertada. No era la más acertada, pero la más natu­
ral ; porque natural es que lo muy brillante deslumbre, que
la novedad interese, y que rindamos una especie de venera­
ción a todo cuanto se eleva mucho sobre nosotros. Y tales
circunstancias reunía, sin duda, a la sazón la literatura an­
tigua. Convenía, sin duda, cultivar la antigüedad, saludable
era el entusiasmo que por semejante cultivo se excitaba,
pero ese entusiasmo fué excesivo, y no contribuyó poco a re­
tardar la marcha de los conocimientos. Rico caudal ofrecían
los manuscritos || de los antiguos, pero la Europa poseía
también caudales inmensos, y si se ponían a logro los prime­
ros. necesario era hacerlo sin embargar el fruto de lo se