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FPP – Aula 7 – 03/04/2017

Estado do Bem-estar, desenv. econ. e cidadania. Lições da Lit. contemp.


(Referência Bibliográfica: Cap. 1 do PPB – Sonia Draibe)

Panorama da literatura contemporânea sobre welfare state.

Existe isso na AL?

Retrenchment: retração de políticas sociais no período da hegemonia neolib.

Novo ciclo desenvolvimentista de bem-estar?

Eixos Analíticos apresentados/aplicados no artigo:

1 – Análise integrada da economia e da política social:

Longa tradição na sociologia histórica e do desenvolvimento: Marx, Weber,


Durkheim, Polanyi. Na economia: Keynes.

Anos de apagamento da relação (80s/90s).

Retomada recente, com importante ajuda da ONU: tese de que política social
é condição do desenvolvimento econômico (antigamente = desenv. social; hoje,
“desenv. humano”, inserção produtiva – 3ª via; ênfase na geração da própria renda
– e desenvolvimentismo – atributos de Estado de bem-estar).

Amartya Sen: PS como inversão em K humano e social: ampliar as


capacidades das pessoas para participar com liberdade do processo produtivo (≈
abordagem dos direitos humanos).

Pensar sistemas de proteção social, não em PSs isoladamente!! Perspectiva


histórica de longo prazo.

2 – Análise histórica comparada dos tipos e regimes de bem-estar social:

Durante muito tempo se viu Welfare como atributo exclusivo de países


desenvolvidos (criatura da social-democracia europeia).

Estudos mais recentes sobre regimes de bem-estar mostram que países


modernizados tardiamente também usaram tais políticas.

Tipologia dos 3 regimes (Esping-Andersen): critérios de diferenciação:


relação público-privado na provisão social; grau de desmercantilização dos bens e
serviços sociais; e seus efeitos na estratificação social.
- liberal: mercado;

- conservador-corporativo: família (?); corporações (≈ sindicatos);

- social-democrata: Estado.

“Regime” como categoria teórica de nível intermediário (middle range


theory): entre o conceito mais abstrato (Welfare) e os casos concretos.

Regimes mediterrâneos e do Leste asiático pondo à prova a teoria:

Mediterrâneos: grande economia informal, familismo, provisão social


incompleta, influência política na distribuição de benefícios sociais, influência
católica, fragmentação corporativa do sistema, clientelismo, reduzida presença do
Estado, burocracia ineficiente.

Leste asiático: Estados desenvolvimentistas: ênfase no crescimento


econômico, com baixos gastos sociais; menos Estado e mais família e empresas na
provisão social; foco nos trabalhadores assalariados e reduzidos direitos sociais
universais.

Distintas rotas históricas para a modernidade: Goran Therborn.

3 – Dimensões de família e gênero do Estado de bem-estar social:

Família e gênero se relacionam com a esfera doméstica da reprodução social


(cuidados domésticos)

Diferentes tipos de regimes de welfare correspondem a diferentes estruturas


familiares e de situação social das mulheres.

Crítica feminista à teorização dos regimes de bem-estar: sistemas de


proteção social se erigem sobre dada divisão sexual do trabalho, que reflete
estrutura de poder nas famílias: trabalho assalariado (masculino) gera proteção
social e trabalho doméstico (feminino) não-remunerado, não!!

Contribuição decisiva à análise comparada dos Estados de bem-estar:


relações de mútua influência entre instituições de PS e relações entre gênero e
família; várias dimensões do relacionamento das mulheres com o Estado; tensão
entre igualdade e identidade;

Teorizações de Regimes de Gênero e regimes de bem-estar.

Therborn e os 5 sistemas familiares: