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FPP – Aula 6 – 29/03/2017

Explicação político-sociológica para funções e inovações em Política Social


(Referência Bibliográfica: Cap. 1 do Problemas Estruturais Offe)

1) Controvérsia em torno de uma teoria sociológica do Estado.

Questionamento inicial do formalismo das definições liberais de Estado (Weber:


“monopólio da violência legítima”; mas quem a exerce? contra quem está dirigida??) e de
Democracia pluralista (Schumpeter: procedimento de seleção/técnica estatal; mas qual o
resultado desse procedimento??)

Disputa teórica entre conceito de Estado Social (definição normativa de conteúdo!) x


Estado de Direito (princípio formal/constitucional)

Ação tática não vinculada a conteúdos é vista como forma empiricamente dominante de
racionalidade administrativa, para a qual não há alternativas.

Ao contrário, a Teoria do Estado proposta por Offe é uma tentativa de iluminar, com os
recursos da pesquisa sociológica, essa “zona cinzenta”: lacuna cognitiva sobre conteúdos e
resultados do procedimento, desprezada pelas ciências sociais liberais.

Interesse nas razões concretas, de conteúdo e os resultados da violência estatal parte de


hipóteses sobre relação funcional entre atividade estatal e problemas estruturais de uma
formação social. No caso do capitalismo, ao elemento de ditadura que toda democracia burguesa
necessariamente carrega no seu bojo (Kirchheimer)

Críticas sociais da literatura político-social alemã ao formalismo liberal pecam


metodológica e politicamente por excesso de valoratividade/normatividade e acabam confirmando
dualidade da ciência social liberal entre fatos e valores; racionalidade formal x material;
procedimento x necessidade.

E evitam responder à pergunta central sobre teoria do Estado (predominantemente feita


pelos marxistas): como surge a política estatal a partir dos problemas específicos de uma
estrutura econômica de classes baseada na valorização privada do capital e no trabalho
assalariado livre? E quais são as funções que lhe competem nessa estrutura?

Ou, em outros termos: como uma sociedade se reproduz? Quais os mecanismos que
geram sua continuidade ou descontinuidade?

Fundamento de qualquer esforço teórico-social está na constatação de que a


continuidade é problemática (= conflituosa) e não está assegurada por dados meta-sociais
(“natureza humana” etc.).

Por meio de quais medidas de integração o sistema social é capaz ou não de resolver
seus problemas estruturais específicos?

Resposta hipotética marxista repousa na força política e no caráter estatal da sociedade


burguesa.

Offe se propõe a confirmar a hipótese por meio da comprovação da função


especificamente repressiva, reguladora, ideológica, etc. do aparelho estatal, de seus
componentes organizacionais e de suas políticas, focando a área das políticas sociais.
2) A função das instituições de política social e o problema dos pontos de referência
funcionais.

Tese (ponto de referência funcional para responder às questões anteriores e que precisa
ser comprovada como instrumento para explicação empírica dos processos políticos): a política
social é a forma pela qual o Estado tenta resolver o problema da transformação duradoura
do trabalho não assalariado em trabalho assalariado!!!

Industrialização capitalista = desorganização (destruição de formas anteriores) e


mobilização da força de trabalho (socialização em massa do trabalho assalariado).

Essa última nunca foi um destino óbvio!

Proletarização passiva (destruição das formas de trabalho e subsistência anteriores) e


ativa (oferecimento da força de trabalho no mercado de trabalho).

Que Mecanismos fizeram trabalhadores desenraizados alienarem sua força de


trabalho a terceiros em troca de dinheiro, já que havia alternativas à proletarização ativa
(migração, roubo, mendicância, rebelar-se/quebrar máquinas)??

Que estruturas parciais da sociedade teriam agido funcionalmente para resolver esse
problema estrutural?

Tese: a transformação em massa da força de trabalho despossuída em trabalho


assalariado não teria sido nem é possível sem uma política estatal voltada à integração da
força de trabalho no mercado de trabalho!!!

Para que a transformação ocorresse era preciso (1) que os trabalhadores tivessem
motivos culturais para se transformar em assalariados; (2) que as formas de organização da vida
externas ao trabalho (certas funções sociais de reprodução: socialização, saúde, formação
profissional e assistência à velhice) fossem assumidas pela política estatal (regulamentação
política/controle sobre os trabalhadores, ao definir quem pode e quem não pode tornar-se
trabalhador assalariado); e (3) correspondência quantitativa entre proletarizados passivos e vagas
de trabalho assalariado.

(Solução do 1º problema estrutural foi dada pelos aparelhos ideológicos e repressivos do


Estado).

Daí porque os Componentes funcionais/estruturais da política social são: preparação


repressiva e socializadora da proletarização, redução/estabilização dos riscos sociais
(desagregadores) inerentes ao processo e controle quantitativo do processo de proletarização.

A política social não é mera reação do Estado aos problemas da classe operária,
mas contribui de forma indispensável para a constituição dessa classe!!! Sua função é
regulamentar o processo de proletarização!!! (22)

Problema estrutural da discrepância quantitativa da força de trabalho (tratada como


mercadoria, sem o ser, de fato – Polanyi!) exige mecanismos reguladores que equilibrem
proletarização passiva e ativa!! “Recolhimento institucional” de parcelas não absorvidas dos
trabalhadores no mercado de trabalho, à vista da perda simultânea da capacidade de
funcionamento das instituições tradicionais de assistência: família, igreja, filantrópicas etc...
A socialização não ocorre somente pelo mercado! Necessita da sanção de uma
associação política de dominação: o poder estatal!!!

Definição hipotética de Política Social: conjunto das relações e estratégias


politicamente organizadas que produzem continuamente a transformação do proprietário
da força de trabalho em trabalhador assalariado, por meio da solução dos problemas
estruturais mencionados!!!

Previdência (28)

3) Tentativas de explicação da inovação em PS: que forças motrizes determinaram o


desenvolvimento histórico dessas instituições??

2 Esquemas/modelos evolutivos problemáticos da Ciência Política:

a) Teoria dos interesses e das necessidades: PS seriam resultado de carga de risco


objetiva e da imposição de exigências políticas (mobilização operária). Como explicar,
nesse caso, que as PS não atendam só operários e outros segmentos organizados?

b) Imperativos do processo de produção capitalista: controle da tendência a destruição


em massa da capacidade de trabalho pro seu uso desmedido/descontrolado. Mas é
pouco crível que agentes do Estado soubesse melhor que os empresários suas
necessidades e fosse capazes de calculá-las com precisão.

Modelo mais completo e menos problemático combinando as 2 (a la Marx sobre jornada


de trabalho normal): resultado das pressões operárias é, a longo prazo, benéfico pro K
(manutenção/preservação da M-O): visão harmonicista K + W

Proposta de Offe: considerar tudo isso e mais a necessidade do processo de


acumulação.

Etapas da análise sociológica: dilema dos agentes do Estado; estratrégias de solução e


efeitos.