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raciocínio lógico
Lógica de argumentação

Livro Eletrônico
RACIOCÍNIO LÓGICO
Lógica de Argumentação
Prof. Josimar Padilha

SUMÁRIO
Lógica da Argumentação..............................................................................3
Apresentação do Professor............................................................................3
Formas de Argumentos ............................................................................. 10
O Que É um Silogismo?.............................................................................. 14
Validade de um Argumento......................................................................... 15
Questões de Concurso – Lista 1................................................................... 17
Gabarito – Lista 1...................................................................................... 23
Gabarito Comentado – Lista 1..................................................................... 24
Diagramas Lógicos..................................................................................... 40
Quantificadores Lógicos.............................................................................. 42
Aplicação dos Quantificadores Lógicos.......................................................... 53
Negação dos Quantificadores Lógicos........................................................... 60
Questões de Concurso – Lista 2................................................................... 62
Gabarito – Lista 2...................................................................................... 65
Gabarito Comentado – Lista 2..................................................................... 66
Autoavaliação........................................................................................... 71
Gabarito – Autoavaliação............................................................................ 75
Resposta do Desafio.................................................................................. 76

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Lógica de Argumentação
Prof. Josimar Padilha

CLAUDIO
JOSIMAR ZORZO
PADILHA
Bacharel
Professor emdoCiências
Gran Contábeis, pós-graduado
Cursos Online. Ministraemaulas
Análisepresenciais,
Gerencial,
Docência para Nível
telepresenciais Superior,
e online Auditoria e Perícia
de Matemática Básica,Contábil. É ex-servi-
Raciocínio Lógico,
dor público doFinanceira
Matemática Executivo eFederal – Ministério
Estatística para do Exército seletivos
processos e ex-servidor
em
público do públicos
concursos Legislativo Federal e– federais.
estaduais Assessor Além
Parlamentar.
disso, éAtualmente,
professor deé
professor de Contabilidade e Auditoria Pública e Privada.
Matemática e Raciocínio Lógico em várias faculdades do Distrito
Federal. É servidor público há mais de 20 anos. Autor de diversas obras
e palestrante.

LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO

Lógica da Argumentação
Conceitos, demonstrações e aplicações. Construção de argumentos, sabendo

reconhecer sua estrutura e identificando seus elementos. Definição de argumentos

dedutivos e indutivos. Verificar quanto à validade dos argumentos dedutivos. Re-

alizar inferências lógicas por meio de métodos práticos para otimização do tempo,

isto por aplicação de teoria de conjuntos e técnicas inovadores.

Apresentação do Professor
Em continuação ao nosso curso de Raciocínio Lógico, teremos pela frente mais

um desafio. Como de costume, vamos dar continuidade aos nossos estudos com

muito entusiasmo e dedicação. Este módulo é muito importante devido à grande in-

cidência de questões nas provas de concursos, independente da banca examinadora.

Aproveito mais uma vez para citar um material de apoio que confeccionei: Raciocínio

Lógico Matemático – Fundamentos e Métodos Práticos, Editora Juspodivm- 2016.

Seguindo a mesma linha de pensamento e com uma linguagem totalmente

acessível, clara, simples e bem objetiva, iremos aprender o que é lógica de argu-

mentação e suas particularidades.

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Para que o estudo seja produtivo e dinâmico, iremos apresentar alguns teore-

mas da lógica formal, bem como métodos e caminhos práticos que serão essenciais

nas resoluções de questões.

Exposição do assunto – conceitos – de forma esquematizada;

1. Definições;

2. Métodos e dicas de resolução rápida;

3. Esquemas estratégicos;

4. Autoavaliação.

Nessa nossa aula complementar, iremos abordar os seguintes assuntos:

Lógica de Argumentação (primeira parte): Compreensão do processo lógi-

co que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a conclu-

sões determinadas.

Diagramas Lógicos (segunda parte): Linguagem natural, linguagem simbólica,

representação das proposições categóricas por diagramas lógicos. Análise de argumen-

tos (validade) construídos por diagramas lógicos, inferências lógicas e suas negações.

Mais uma vez, lá vem o professor Josimar Padilha lhe desafiar com uma questão

bem interessante, sendo assim, fique bem à vontade:

DESAFIO

Cadê a saída?

Em cada uma de cinco portas A, B, C, D e E, está escrita uma sentença, confor-

me a seguir:

Porta A: “Eu sou a porta de saída.”

Porta B: “A porta de saída é a porta C.”

Porta C: “A sentença escrita na porta A é verdadeira.”

Porta D: “Se eu sou a porta de saída, então a porta de saída não é a porta E”.

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Porta E: “Eu não sou a porta de saída”.

Sabe-se que dessas cinco sentenças há uma única verdadeira e que há somente

uma porta de saída. A porta de saída é a porta

a) D.

b) A.

c) B.

d) C.

e) E.

RESPOSTA NO FINAL DO MÓDULO.

Argumento Lógico

Um argumento possui a estrutura apresentada abaixo em que algumas proposi-

ções são denominadas premissas (hipóteses) e outra denominada de conclusão (tese).

P1: Proposição → Premissa (Hipótese)

P2: Proposição → Premissa (Hipótese)

P3: Proposição → Premissa (Hipótese)

P4: Proposição → Premissa (Hipótese)

P5: Proposição → Premissa (Hipótese)

Pn: Proposição → Premissa (Hipótese)

C: Proposição → Conclusão (Tese)

 Obs.: Os argumentos muitas vezes podem começar pela conclusão para depois

apresentar as premissas, isto fica claro com a presença de termos que são

responsáveis em apresentar as premissas e a conclusão.

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A Lógica formal também chamada de lógica simbólica preocupa-se, basicamente,

com a estrutura do raciocínio. Os conceitos são rigorosamente definidos, e as senten-

ças são transformadas em notações simbólicas precisas, compactas e não ambíguas.

Argumento é a relação que associa um conjunto de proposições P1, P2, P3, ... Pn,

chamadas premissas (hipóteses), a uma proposição C, chamada conclusão (tese)

do argumento. Isso significa que para ser um argumento basta ter estrutura.

ESTRUTURA DO ARGUMENTO

p 1 ^ p 2 ^ p 3 ^ p 4 ^ p 5 ... p n → C

(Premissas/Hipóteses) (Conclusão/Tese)

Vejamos um exemplo para melhor compreensão.

1. (FUNPRESP-EXE/2016) Considerando as características do raciocínio analítico e

a estrutura da argumentação, julgue o item a seguir.

O raciocínio nenhum peixe é ave. Logo, nenhuma ave é peixe é válido.

Certo.

Partindo da premissa “nenhum peixe é ave” representada abaixo pelo seu respecti-

vo diagrama lógico, assunto que veremos no próximo módulo, podemos inferir que

não há elementos em comum entre os dois con­juntos:

Dessa forma, a conclusão “nenhuma ave é peixe” apresentada pelo termo “logo” é con-

sequência da premissa, o que faz o raciocínio ser válido, ou seja, um argumento válido.

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O objetivo até o momento é que você consiga identificar um argumen-

to, uma vez que, no exemplo apresentado, temos apenas uma premissa

e uma conclusão.

Vejamos mais um exemplo para que você perceba que se trata de um argumen-

to, porém nós iremos no decorrer deste módulo detalhar tudo sobre argumentação

e até mesmo inferência lógica.

2. (MEC/TEMPORÁRIO/2015) O texto “O homem inteligente nunca recebe penali-

dades, pois somente o homem que erra recebe penalidades e o homem inteligente

jamais erra” apresenta um argumento válido.

Certo.

Esta questão é importante para que possamos obervar que existem argumentos

que começam com a conclusão, deixando claro que as bancas estão a cada dia exi-

gindo mais dos candidatos os conceitos, princípios e fundamentos.

Representando o argumento: o termo “pois” anuncia premissas dentro de um ar-

gumento, dessa forma podemos representá-lo da seguinte maneira:

Premissa 1: Somente o homem que erra recebe penalidades.

Premissa 2: Homem inteligente jamais erra.

Conclusão: O homem inteligente nunca recebe penalidades.

Para que possamos verificar a validade do argumento, assunto detalhado mais à

frente, iremos construir o diagrama abaixo:

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Por meio do diagrama podemos inferir que a conclusão é consequência necessária

das premissas, dessa forma o argumento é válido.

DICA DO PADILHA!

Termos que anunciam premissas em um argumento: “pois” e “porque”.

Termos que anunciam conclusão em um argumento: “logo”, “assim”, “por-

tanto” e “então”.

É importante ressaltarmos também algumas regras de inferências lógicas, isto

se deve a presença de algumas questões de concursos que exigem dos candidatos

tais conceitos.

Regras de Inferência

1. Modus Ponens

A, A → B ∴ B

2. Generalização Universal

A∴ⱯxA

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Teoremas

Nos teoremas a seguir, para compreendermos as notações, temos que:

• As premissas estão sempre à esquerda do sinal ∴ (lê-se, portanto), que anun-

cia uma conclusão.

• Uma vírgula separa duas premissas (hipótese).

• Rec. significa teorema recíproco do apresentado na linha anterior.

T1: A ∴ A

T2: ~(~A) ∴ A

REC: A ∴ ~(~A)

T3: A, B ∴ A ^ B

T4: A ∴ A ∨ B

T5: A ^ B ∴ A

T6: A ∨ B, ~A ∴ B

T7: A → B, B → C ∴ A → C

T8: A, (A → B) ∴ B

T9: (A ∨ B), B → C ∴ (A ∨ C)

T10: A → B ∴ ~B → ~A

REC: ~B → ~A ∴ A → B

T11: A → B, (~A → B) ∴ B

T12: (A ^ B) → C ∴ A → (B → C)

REC: A → (B → C) ∴ (A ^ B) → C

T13: (A ^ ~B) → (C ^ ~C) ∴ A → B (Princípio da não contradição)

T14: A → (B ∨ C, ~B ∴ A → C)

É notável nas provas de maior de complexidade que as bancas têm cobrado do

candidato uma interpretação do que é uma inferência lógica. Sendo assim, torna-

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-se necessário entendermos que uma inferência lógica é constituída de premissas

verdadeiras para se deduzir uma conclusão também verdadeira, uma vez que a

lógica afirma: “se as premissas fornecem bases ou boas provas para a conclusão,

se a afirmação da verdade das premissas garante afirmação da verdade da con-

clusão, então o raciocínio é correto”.

Formas de Argumentos

É importante entendermos as formas como são construídos os argumentos para

que possamos analisá-los corretamente, uma vez que nas provas recentes temos

questões que exigem do candidato os conceitos abaixo.

Argumento Dedutivo

Um argumento será dedutivo quando sua conclusão traz apenas informações

obtidas das premissas, ainda que implícitas. É um argumento de conclusão não

ampliativa. Para um argumento dedutivo válido, caso se tenha premissas verdadei-

ras, a conclusão será necessariamente verdadeira.

Geralmente os argumentos dedutivos são estéreis, uma vez que eles não apre-

sentam nenhum conhecimento novo. Como dissemos a conclusão já está contida

nas premissas. A conclusão nunca vai além das premissas. Mesmo que a ciência

não faça tanto uso da dedução em suas descobertas, exceto a matemática, ela

continua sendo o modelo de rigor dentro da lógica.

Argumento Indutivo

Um argumento é dito indutivo quando sua conclusão traz mais informações

que as premissas fornecem. É um argumento de conclusão ampliativa.

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É o mais usado pelas ciências. Por meio dos argumentos indutivos é que as ciên-
cias descobrem as leis gerais da natureza. O argumento indutivo geralmente parte
de dados da experiência e desses dados chega a enunciados universais. Além disso,
todas as conjecturas que a ciência faz têm por base a indução. Com base em dados
particulares do presente, as ciências fazem as conjecturas do futuro.
Os argumentos indutivos, ao contrário do que sucede com os dedutivos, levam
a conclusões cujo conteúdo excede os das premissas. E esse traço característico
da indução que torna os argumentos indispensáveis para a fundamentação de uma
significativa porção dos nossos conhecimentos. (SALMON, 1969, p. 76)
O grande problema da indução é que ela é probabilística. Não há a necessidade
como na dedução. Como vimos na dedução, a conclusão decorre necessariamente
das premissas. Já na indução, isso é impossível, uma vez que ela enumera casos
particulares e por probabilidade ela infere uma verdade universal. A conclusão da
indução tem apenas a probabilidade de ser verdadeira.
A partir das definições acima vamos comentar a questão seguinte:

3. (CESPE/2006) No Brasil, os pobres têm mais poder que os ricos. Isso ocorre
porque o sistema político adotado no Brasil é a democracia, no qual a vontade da
maioria prevalece, e, no Brasil, existem mais pobres que ricos. Com relação ao ar-
gumento anterior, julgue o item seguinte.
A afirmativa “No Brasil, os pobres têm mais poder que os ricos”, é uma premissa.

Errado.
Temos que esta afirmativa é a conclusão do argumento. Isto é perce­bido pela pre-

sença da palavra “porque”, que anuncia premissas dentro de um argumento.

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4. (CESPE/2006) No Brasil, os pobres têm mais poder que os ricos. Isso ocorre
porque o sistema político adotado no Brasil é a democracia, no qual a vontade da
maioria prevalece, e, no Brasil, existem mais pobres que ricos. Com relação ao ar-
gumento anterior, julgue o item seguinte.
A oração “no Brasil, existem mais pobres que ricos” é a conclusão do texto.

Errado.
Temos que esta oração é uma premissa do argumento, que fundamenta a conclusão.

5. (2006) O trecho “o sistema político adotado no Brasil é a democracia, no qual a


vontade da maioria prevalece” é uma hipótese.

Certo.
A frase se trata de uma premissa, ou seja, hipótese.

6. (CESPE/2006) No Brasil, os pobres têm mais poder que os ricos. Isso ocorre
porque o sistema político adotado no Brasil é a democracia, no qual a vontade da
maioria prevalece, e, no Brasil, existem mais pobres que ricos. Com relação ao ar-
gumento anterior, julgue o item seguinte.
O argumento apresentado no texto é um exemplo de argumento indutivo.

Errado.
Sua conclusão não traz mais informações que as premissas fornecem. É um argu-

mento de conclusão não ampliativa, um argumento dedutivo.

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7. (TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) Ado­


tando-se o pro-

cesso de inferências do tipo indutiva, usado em ciências experimentais, parte-se

do particular para o geral, ou seja, a partir da observação de casos particulares,

chega-se a uma conclusão que os trans­cende.

Certo.

Um argumento é dito indutivo quando sua conclusão traz mais informa­ções que as

premissas fornecem. É um argumento de conclusão ampliativa.

É o mais usado pelas ciências. Por meio dos argumentos indutivos é que as ciências

descobrem as leis gerais da natureza. O argumento indutivo geralmente parte de

dados da experiência e desses dados chega a enuncia­dos universais. Além disso,

todas as conjecturas que a ciência faz têm por base a indução. Com base em dados

particulares do presente as ciências fazem as conjecturas do futuro.

8. (2014/PROCEMPA/TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ASSISTENTE EM DIVERSAS

ÁREAS DA EMPRESA) Assinale a opção que indica, dentre os textos listados a se-

guir, o que se apoia no método indutivo.

a) “Os campeonatos esportivos são muito mal organizados no Brasil, daí que não

se deva esperar uma tabela bem elaborada para o campeonato brasileiro de 2015.”

b) “Os dias de inverno são bastante frios na Europa, daí que seja necessária a

compra de agasalhos bem encorpados para nossa viagem de férias. ”

c) “O supermercado da esquina de minha rua abriu hoje às seis horas da manhã,

daí que a vizinhança tenha pensado numa modificação do horário do comércio nos

fins de semana. ”

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d) “A obra poética de Manoel de Barros é de muita sensibilidade, daí que seu último

livro tenha atingido ótimos índices de venda. ”

e) “As guerras modernas mostram alto desenvolvimento tecnológico, daí que se possa

esperar intenso uso de armas sofisticadas na guerra contra os extremistas árabes.”

Letra c.

Como já dito anteriormente, um argumento é indutivo quando sua conclusão traz

mais informa­ções que as premissas fornecem. É um argumento de conclusão am-

pliativa, ou seja, na letra c, a premissa “O supermercado da esquina de minha

rua abriu hoje às seis horas da manhã” traz um pensamento particular e uma con-

clusão de sentido ampliativo “daí que a vizinhança tenha pensado numa modifica-

ção do horário do comércio nos fins de semana”.

O Que É um Silogismo?

É importante sabermos o que vem a ser um silogismo, pois bem, é uma forma

de raciocínio dedutivo. Na sua forma padronizada, é constituído por três propo-

sições: as duas primeiras denominam-se premissas e a terceira, conclusão. As

premissas são juízos que precedem a conclusão. Em um silogismo, a conclusão é

consequência necessária das premissas.

P1: premissa

P2: premissa

C: conclusão

Vejamos um exemplo:

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P1: Todos os homens são racionais (V)

P2: Todos os racionais precisam de Deus (V)

-----------------------------------------------------------------------------

Conclusão: Todos os homens precisam de Deus (V)

Validade de um Argumento

É importante ressaltar que as proposições, as premissas e a conclusão serão

formadas pelos conectivos lógicos, logo é necessário que você tenha domínio da

linguagem da lógica formal, bem como as tabelas-verdade.

Validade de um Argumento

Primeiramente é necessário que você saiba o que é um argumento válido, legí-

timo ou bem construído, ok? Vamos lá! Quando a conclusão é uma consequência

obrigatória do seu conjunto de premissas, temos que o argumento é válido.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamen-

te que a conclusão será verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre

as premissas e a conclusão.

p1 (V) ^ p2 (V) ^ p3(V) ^ p4(V) ^ p5(V) ^ ... ^ pn(V) → C(V)

De acordo com a ilustração acima, percebemos que existe um conectivo de

conjunção que opera as premissas, logo, para que a conclusão seja verdadeira,

torna-se necessário as premissas serem verdadeiras, até mesmo porque, se uma

das premissas for falsa, isso tornará a conclusão falsa. Logo, temos que a verdade

das premissas garante a verdade da conclusão do argumento.

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Para que você possa compreender melhor o que é um argumento válido, iremos

comentar algumas questões.

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QUESTÕES DE CONCURSO – LISTA 1

9. (TSE /2007) Assinale a opção que apresenta um argumento válido.

a) se estudo, obtenho boas notas. Se me alimento bem, me sinto disposto. Ontem

estudei e não me senti disposto, logo obterei boas notas, mas não me alimentei bem.

b) se ontem choveu e estamos em junho, então hoje fará frio. Ontem choveu e

hoje fez frio. Logo, estamos em junho.

c) choveu ontem ou segunda-feira é feriado. Como não choveu ontem, logo segun-

da-feira não será feriado.

d) quando chove, as árvores ficam verdinhas. As árvores estão verdinhas, logo choveu.

10. (POLÍCIA FEDERAL/2009). Uma sequência de proposições A¹, A², ..., Ak é uma

dedução correta se a última proposição, Ak, denominada conclusão, é uma conse-

quência das anteriores, consideradas V e denominadas premissas.

Duas proposições são equivalentes quando têm os mesmos valores lógicos para

todos os possíveis valores lógicos das proposições que as compõem.

A regra da contradição estabelece que, se, ao supor verdadeira uma proposição P,

for obtido que a proposição P (¬P) é verdadeira, então P não pode ser verdadeira;

P tem de ser falsa.

A partir dessas informações, julgue o item subsequente.

Considere as proposições A, B e C a seguir.

a) Se Jane é policial federal ou procuradora de justiça, então Jane foi aprovada em

concurso público.

b) Jane foi aprovada em concurso público.

c) Jane é policial federal ou procuradora de justiça.

Nesse caso, se A e B forem V, então C também será V.

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11. (POLÍCIA FEDERAL/2009) A sequência de proposições a seguir constitui uma

dedução correta.

Se Carlos não estudou, então ele fracassou na prova de Física.

Se Carlos jogou futebol, então ele não estudou.

Carlos não fracassou na prova de Física.

Carlos não jogou futebol.

12. (TRE-RJ/2012) O cenário político de uma pequena cidade tem sido movimenta-

do por denúncias a respeito da existência de um esquema de compra de votos dos

vereadores. A dúvida quanto a esse esquema persiste em três pontos, correspon-

dentes às proposições P, Q e R, abaixo:

P: O vereador Vitor não participou do esquema.

Q: O prefeito Pérsio sabia do esquema.

R: O chefe de gabinete do prefeito foi o mentor do esquema.

Os trabalhos de investigação de uma CPI da câmara municipal conduziram às pre-

missas P1, P2 e P3 seguintes:

P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o prefeito Pérsio não sa-

bia do esquema.

P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou o prefeito Pérsio sabia do

esquema, mas não ambos.

P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe de gabinete não

foi o mentor do esquema.

Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte, acerca de proposi-

ções lógicas.

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A partir das premissas P1, P2 e P3, é correto inferir que o prefeito Pérsio não sabia

do esquema.

13. (PC-ES/2010) Para descobrir qual dos assaltantes – Gavião ou Falcão – ficou com

o dinheiro roubado de uma agência bancária, o delegado constatou os seguintes fatos:

F1 – Se Gavião e Falcão saíram da cidade, então o dinheiro não ficou com Gavião.

F2 – Se havia um caixa eletrônico em frente ao banco, então o dinheiro ficou com

Gavião.

F3 – Gavião e Falcão saíram da cidade.

F4 – Havia um caixa eletrônico em frente ao banco ou o dinheiro foi entregue à

mulher de Gavião.

Considerando que as proposições F1, F2, F3 e F4 sejam verdadeiras, julgue o item

subsequente, com base nas regras de dedução.

A proposição “O dinheiro foi entregue à mulher de Gavião” é verdadeira.

(DELEGADO PF/2004). Uma noção básica da lógica é a de que um argumento é

composto de um conjunto de sentenças denominadas premissas e de uma senten-

ça denominada conclusão. Um argumento é válido se a conclusão é necessaria-

mente verdadeira sempre que as premissas forem verdadeiras. Com base nessas

informações, julgue os itens que se seguem.

14. Toda premissa de um argumento válido é verdadeira.

15. Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido.

16. Se a conclusão é verdadeira, o argumento é válido.

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17. (POLÍCIA CIVIL – CE/2012) O exercício da atividade policial exige preparo téc-

nico adequado ao enfrentamento de situações de conflito e, ainda, conhecimento

das leis vigentes, incluindo interpretação e forma de aplicação dessas leis nos casos

concretos. Sabendo disso, considere como verdadeiras as proposições seguintes.

P1: Se se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões, então o policial toma de-

cisões ruins.

P2: Se não tem informações precisas ao tomar decisões, então o policial toma de-

cisões ruins.

P3: Se está em situação de estresse e não teve treinamento adequado, o policial se

deixa dominar pela emoção ao tomar decisões.

P4: Se teve treinamento adequado e se dedicou nos estudos, então o policial tem

informações precisas ao tomar decisões.

Com base nessas proposições, julgue o item a seguir.

Considerando que P1, P2, P3 e P4 sejam as premissas de um argumento cuja con-

clusão seja “Se o policial está em situação de estresse e não toma decisões ruins,

então teve treinamento adequado”, é correto afirmar que esse argumento é válido.

18. (ANATEL/2012) Em ação judicial contra operadora de telefonia móvel, o defen-

sor do cliente que interpôs a ação apresentou a argumentação a seguir.

P1: A quantidade de interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastra-

dos em planos tarifados por ligações é quatro vezes superior à quantidade de in-

terrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos tarifados

por minutos.

P2: Se ocorrer falha técnica na chamada ou a operadora interromper a chamada de

forma proposital, então ocorrerá interrupção nas chamadas de meu cliente.

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P3: Se a quantidade de interrupções em chamadas realizadas de aparelhos cadas-

trados em planos tarifados por ligações for quatro vezes superior à quantidade de

interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos tarifa-

dos por minutos, então não ocorrerá falha técnica na chamada.

P4: Ocorre interrupção na chamada de meu cliente.

Logo, a operadora interrompeu a chamada de forma proposital.

Com base nas proposições acima, julgue o item subsecutivo.

Em face das proposições apresentadas, é correto afirmar que o argumento do de-

fensor é um argumento inválido.

19. (TRE–MA/2009) Gilberto, gerente de sistemas do TRE de deter­minada região,

após reunir-se com os técnicos judiciários Alberto, Bruno, Cícero, Douglas e Ernes-

to para uma prospecção a respeito do uso de siste­mas operacionais, concluiu que:

• se Alberto usa o Windows, então Bruno usa o Linux;

• se Cícero usa o Linux, então Alberto usa o Windows;

• se Douglas não usa o Windows, então Ernesto também não o faz;

• se Douglas usa o Windows, então Cícero usa o Linux.

Com base nessas conclusões e sabendo que Ernesto usa o Windows, é correto con-

cluir que

a) Cícero não usa o Linux.

b) Douglas não usa o Linux.

c) Ernesto usa o Linux.

d) Alberto usa o Linux.

e) Bruno usa o Linux.

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20. (PREFEITURA DE SÃO PAULO/2016). As proposições seguintes constituem as

premissas de um argumento.

• Bianca não é professora.

• Se Paulo é técnico de contabilidade, então Bianca é professora.

• Se Ana não trabalha na área de informática, então Paulo é técnico de conta-

bilidade.

• Carlos é especialista em recursos humanos, ou Ana não trabalha na área de

informática, ou Bianca é professora.

Assinale a opção correspondente à conclusão que torna esse argu­mento um argu-

mento válido.

a) Carlos não é especialista em recursos humanos e Paulo não é técnico de conta-

bilidade.

b) Ana não trabalha na área de informática e Paulo é técnico de contabili­dade.

c) Carlos é especialista em recursos humanos e Ana trabalha na área de informática.

d) Bianca não é professora e Paulo é técnico de contabilidade.

e) Paulo não é técnico de contabilidade e Ana não trabalha na área de informática.

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GABARITO – LISTA 1

1. C

2. C

3. E

4. E

5. C

6. E

7. C

8. c

9. a

10. E

11. C

12. E

13. C

14. E

15. E

16. E

17. C

18. C

19. e

20. c

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GABARITO COMENTADO – LISTA 1

9. (TSE /2007) Assinale a opção que apresenta um argumento válido.

a) se estudo, obtenho boas notas. Se me alimento bem, me sinto disposto. Ontem

estudei e não me senti disposto, logo obterei boas notas, mas não me alimentei bem.

b) se ontem choveu e estamos em junho, então hoje fará frio. Ontem choveu e

hoje fez frio. Logo, estamos em junho.

c) choveu ontem ou segunda-feira é feriado. Como não choveu ontem, logo segun-

da-feira não será feriado.

d) quando chove, as árvores ficam verdinhas. As árvores estão verdinhas, logo

choveu.

Letra a.

Para analisarmos a validade dos argumentos abaixo, iremos partir de premissas

verdadeiras para verificar se a conclusão também é verdadeira, observando que

as premissas são proposições construídas por operadores lógicos, logo temos que

aplicar as regras de valorações vistas nas tabelas-verdade.

a) Certa. Se estudo, obtenho boas notas. Se me alimento bem, me sinto disposto.

Ontem estudei e não me senti disposto, logo obterei boas notas, mas não me ali-

mentei bem.

Temos:

P1: estudo → obtenho boas notas.

P2: me alimento bem → me sinto disposto.

P3: Ontem estudei ∧ não me senti disposto.

Conclusão: Obterei boas notas ∧ não me alimentei bem.

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Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: Estudo (V) → obtenho boas notas. (V) = (V)

P2: Me alimento bem (F) → me sinto disposto. (F) = (V)

P3: Ontem estudei (V) ∧ não me senti disposto (V) = (V)

Após a valoração das premissas, podemos verificar se a verdade das premissas

realmente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Conclusão: Obterei boas notas (VERDADE) ∧ não me alimentei bem. (VERDA-

DE) = VERDADE.

Sendo assim, o argumento é válido.

b) Errada. Se ontem choveu e estamos em junho, então hoje fará frio. Ontem

choveu e hoje fez frio. Logo, estamos em junho.

Temos:

P1: (ontem choveu ∧ estamos em junho) → hoje fará frio.

P2: ontem choveu ∧ fez frio.

Conclusão: estamos em junho.

Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: (ontem choveu (V) ∧ estamos em junho (V/F) → hoje fará frio. (V) = (V)

P2: ontem choveu (V) ∧ fez frio (V) = (V)

Conclusão: estamos em junho(V/F)

Após a valoração das premissas podemos verificar se a verdade das premissas re-

almente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Logo, C: estamos em junho (V/F)

Sendo assim, o argumento é inválido.

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c) Errada. Choveu ontem ou segunda-feira é feriado. Como não choveu ontem,

logo segunda-feira não será feriado.

Temos:

P1: (choveu ontem ∨ segunda-feira é feriado).

P2: não choveu ontem.

Conclusão: segunda-feira não é feriado.

Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: choveu ontem (F) ∨ segunda-feira é feriado (V). = (V)

P2: não choveu ontem = (V)

Conclusão: segunda-feira não é feriado (F).

Após a valoração das premissas podemos verificar se a verdade das premissas re-

almente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Conclusão: segunda-feira não é feriado = F

Sendo assim, temos que o argumento é inválido.

d) Errada. Quando chove, as árvores ficam verdinhas. As árvores estão verdinhas,

logo choveu.

Temos:

P1: (Chove ∨ árvores ficam verdinhas).

P2: As árvores estão verdinhas.

Conclusão: Choveu.

Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: Chove (V/F) ∨ árvores ficam verdinhas (V). = (V)

P2: As árvores estão verdinhas.

Conclusão: Choveu (V/F).

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Após a valoração das premissas podemos verificar se a verdade das premissas re-

almente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Conclusão: Choveu (V/F).

Sendo assim temos que o argumento é inválido.

10. (POLÍCIA FEDERAL/2009). Uma sequência de proposições A¹, A², ..., Ak é uma

dedução correta se a última proposição, Ak, denominada conclusão, é uma conse-

quência das anteriores, consideradas V e denominadas premissas.

Duas proposições são equivalentes quando têm os mesmos valores lógicos para

todos os possíveis valores lógicos das proposições que as compõem.

A regra da contradição estabelece que, se, ao supor verdadeira uma proposição P,

for obtido que a proposição P (¬P) é verdadeira, então P não pode ser verdadeira;

P tem de ser falsa.

A partir dessas informações, julgue o item subsequente.

Considere as proposições A, B e C a seguir.

A: Se Jane é policial federal ou procuradora de justiça, então Jane foi aprovada em

concurso público.

B: Jane foi aprovada em concurso público.

C: Jane é policial federal ou procuradora de justiça.

Nesse caso, se A e B forem V, então C também será V.

Errado.

Representando as proposições com seus respectivos operadores lógicos temos:


V/F V

Premissa A: [ (Jane é policial federal) v (Jane → [ (Jane é aprovada em concurso) ] = V

é procuradora de justiça)]

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Premissa B: [ (Jane foi aprovada em concurso) ] = V


V/F

Conclusão C: [ (Jane é policial federal) v (Jane é procuradora de justiça) ]

Valorando as premissas com verdadeiro, conforme a estrutura acima, aplicaremos

as tabelas-verdade. Dessa forma, verifica-se que a verdade das proposições A e B

não garante a verdade da proposição C.

11. (POLÍCIA FEDERAL/2009) A sequência de proposições a seguir constitui uma

dedução correta.

Se Carlos não estudou, então ele fracassou na prova de Física.

Se Carlos jogou futebol, então ele não estudou.

Carlos não fracassou na prova de Física.

Carlos não jogou futebol.

Certo.

Uma dedução correta, argumento válido, é quando a conclusão é consequência

obrigatória do seu conjunto de premissas. Sendo as premissas de um argumento

verdadeiras, isso implica necessariamente que a conclusão será verdadeira. A va-

lidade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as pre-

missas e a conclusão.

Argumento é a relação que associa um conjunto de proposições P1, P2, P3, ... Pn,

chamadas de premissas (hipóteses), a uma proposição C, chamada de conclusão

(tese) do argumento, nesse caso dedutivo.

Representando as premissas e aplicando as tabelas-verdade teremos:

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F F

Premissa 1: Carlos não estudou → ele fracassou na prova de Física = V.


F F

Premissa 2: Carlos jogou futebol → ele não estudou = V.


V

Premissa 3: Carlos não fracassou na prova de Física = V.

Conclusão: Carlos não jogou futebol – será verdadeira.

Valorando as premissas como verdadeiras, verificamos que a conclusão foi verda-


deira, logo a dedução é correta.

12. (TRE-RJ/2012) O cenário político de uma pequena cidade tem sido movimenta-
do por denúncias a respeito da existência de um esquema de compra de votos dos
vereadores. A dúvida quanto a esse esquema persiste em três pontos, correspon-
dentes às proposições P, Q e R, abaixo:
P: O vereador Vitor não participou do esquema.
Q: O prefeito Pérsio sabia do esquema.
R: O chefe de gabinete do prefeito foi o mentor do esquema.

Os trabalhos de investigação de uma CPI da câmara municipal conduziram às pre-


missas P1, P2 e P3 seguintes:
P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o prefeito Pérsio não sa-
bia do esquema.
P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou o prefeito Pérsio sabia do

esquema, mas não ambos.

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P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe de gabinete não

foi o mentor do esquema.

Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte, acerca de proposi-

ções lógicas.

A partir das premissas P1, P2 e P3, é correto inferir que o prefeito Pérsio não sabia

do esquema.

Errado.

DICA DO PADILHA!!!

Representando as premissas e a conclusão, podemos analisar da seguinte for-

ma: por exclusão, ou seja, se a verdade das premissas não garantir a ver-

dade da conclusão, se tratando de um argumento será inválido. Logo, iremos

tentar invalidar o argumento, ou partir de uma conclusão falsa, caso

seja uma inferência. Caso não consigamos, então o argumento será válido

ou a inferência estará de acordo.

Isso se torna muito eficiente uma vez que temos todas as premissas (proposi-

ções) compostas em que para serem verdadeiras temos mais de uma possibili-

dade, logo gastaríamos muito tempo testando.

Veja alguns exemplos abaixo.

Representando

P1 = FP → FQ = V

P2 = FR ˅v Q = V
P3 = FP =V

C= ¬Q(F)

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Vamos tentar contradizer a conclusão. Se conseguirmos, então o item estará errado.

Ao valorar as premissas como verdadeiras e a conclusão como falsa, percebemos

que não tivemos nenhum problema e partir de premissas verdadeiras e chegar em

uma conclusão falsa. Dessa forma, podemos inferir que a conclusão é falsa, não

podemos inferir que o prefeito Pérsio não sabia do esquema, e, se tratando de um

argumento, poderíamos afirmar que é inválido.

DICA DO PADILHA!!!

Quando tivermos que realizar uma inferência lógica, ou analisarmos

um argumento e tivermos entre as premissas, alguma delas, “simples”

podemos de uma maneira convencional partir das premissas verda-

deiras e verificar se a conclusão é também verdadeira, porém se achar

melhor ir pela exclusão, tentar mostrar o contrário, fique à vontade.

13. (PC-ES/2010) Para descobrir qual dos assaltantes – Gavião ou Falcão – ficou

com o dinheiro roubado de uma agência bancária, o delegado constatou os seguin-

tes fatos:

F1 – Se Gavião e Falcão saíram da cidade, então o dinheiro não ficou com Gavião.

F2 – Se havia um caixa eletrônico em frente ao banco, então o dinheiro ficou com

Gavião.

F3 – Gavião e Falcão saíram da cidade.

F4 – Havia um caixa eletrônico em frente ao banco ou o dinheiro foi entregue à

mulher de Gavião.

Considerando que as proposições F1, F2, F3 e F4 sejam verdadeiras, julgue o item

subsequente, com base nas regras de dedução.

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A proposição “O dinheiro foi entregue à mulher de Gavião” é verdadeira.

Certo.

Vamos fazer essa questão pela forma convencional, isto é, partir de premissas ver-

dadeiras e verificar se a conclusão é também verdadeira, até mesmo porque temos

premissas simples na questão em lide, F3, terceira premissa.

Trata-se de uma inferência, logo temos as proposições sendo verdadeiras e

iremos verificar se a conclusão: “O dinheiro foi entregue à mulher de Gavião”

também será verdadeira.

Dadas as proposições temos:

F1 – Gavião e Falcão saíram da cidade (V) → o dinheiro não ficou com Gavião (V)

=V

F2 – havia um caixa eletrônico em frente ao banco (F) → o dinheiro ficou com Ga-

vião (F) = V

F3 – Gavião e Falcão saíram da cidade = V

F4 – havia um caixa eletrônico em frente ao banco (F) v o dinheiro foi entregue à

mulher de Gavião (V) = V

Logo, podemos inferir que a proposição “o dinheiro foi entregue à mulher de Ga-

vião” também será verdadeira.

(DELEGADO PF/2004). Uma noção básica da lógica é a de que um argumento é

composto de um conjunto de sentenças denominadas premissas e de uma senten-

ça denominada conclusão. Um argumento é válido se a conclusão é necessaria-

mente verdadeira sempre que as premissas forem verdadeiras. Com base nessas

informações, julgue os itens que se seguem.

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14. Toda premissa de um argumento válido é verdadeira.

15. Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido.

16. Se a conclusão é verdadeira, o argumento é válido.

14. Errado.

15. Errado.

16. Errado.

FIQUE LIGADO!!!!

Para uma análise mais profunda referente a validade de um argumento, temos

uma tabela retirada do livro: Introdução a Lógica de Irving M. Copi, que nos

proporciona informações valiosas para responder uma questão de Delegado da

Polícia Federal, confeccionada pela banca CESPE. Vejamos abaixo:

A tabela abaixo resume as possíveis situações de um argumento quanto a sua va-

lidade, sendo importante para questões de concursos de maior complexidade.

Quando um argumento é E as hipóteses… Então a tese será:


Válido São todas verdadeiras Necessariamente verdadeira
(Bem construído)
Não são todas verdadeiras Ou Verdadeira ou Falsa
Inválido São todas verdadeiras Ou Verdadeira ou Falsa
(Mal construído) Não são todas verdadeiras Ou Verdadeira ou Falsa

De acordo com a tabela, analisando cada situação, podemos responder tranquila-

mente os itens, logo temos:

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14. Toda premissa de um argumento válido é verdadeira.


De acordo com a segunda linha, podemos ter premissas também falsas e ainda
assim, termos um argumento válido, logo este está item errado.
15. Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido.
De acordo com a segunda linha, podemos ter premissas também falsas e, ainda
sim, termos um argumento válido, logo este está item errado.
16. Se a conclusão é verdadeira, o argumento é válido.
De acordo com a terceira e quarta linha da terceira coluna, podemos ter a possibi-
lidade de uma conclusão verdadeira e ainda assim o argumento ser inválido, logo
este item está errado.

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nico adequado ao enfrentamento de situações de conflito e, ainda, conhecimento
das leis vigentes, incluindo interpretação e forma de aplicação dessas leis nos casos
concretos. Sabendo disso, considere como verdadeiras as proposições seguintes.
P1: Se se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões, então o policial toma de-
cisões ruins.
P2: Se não tem informações precisas ao tomar decisões, então o policial toma de-
cisões ruins.
P3: Se está em situação de estresse e não teve treinamento adequado, o policial se
deixa dominar pela emoção ao tomar decisões.
P4: Se teve treinamento adequado e se dedicou nos estudos, então o policial tem
informações precisas ao tomar decisões.
Com base nessas proposições, julgue o item a seguir.
Considerando que P1, P2, P3 e P4 sejam as premissas de um argumento cuja con-
clusão seja “Se o policial está em situação de estresse e não toma decisões ruins,

então teve treinamento adequado”, é correto afirmar que esse argumento é válido.

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Certo.
Representando as premissas e a conclusão, podemos analisar da seguinte forma
por exclusão: se a verdade das premissas não garantir a verdade da conclusão, o
argumento será inválido. Logo, iremos tentar invalidar o argumento. Caso não con-
sigamos, então o argumento será válido.
Vamos tentar então invalidar o argumento: as premissas verdadeiras e a con-
clusão falsa.
P1: se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões → então o policial toma de-
cisões ruins = V.
P2: não tem informações precisas ao tomar decisões → então o policial toma deci-
sões ruins = V.
P3: (está em situação de estresse ^ não teve treinamento adequado) → (o policial
se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões) = V.
P4: (teve treinamento adequado ^ se dedicou nos estudos) → (o policial tem infor-
mações precisas ao tomar decisões) = V.
Conclusão: (o policial está em situação de estresse ^ não toma decisões ruins) →
(teve treinamento adequado) = F.

Valorando as proposições de acordo com as premissas temos:

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Percebemos que, ao tentarmos invalidar o argumento, verificamos uma contradi-

ção, ou seja, uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo,

fere um dos princípios fundamentais da lógica proposicional. Logo, se o argumento

não é inválido, será válido.

18. (ANATEL/2012) Em ação judicial contra operadora de telefonia móvel, o defen-

sor do cliente que interpôs a ação apresentou a argumentação a seguir.

P1: A quantidade de interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados

em planos tarifados por ligações é quatro vezes superior à quantidade de interrupções

nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos tarifados por minutos.

P2: Se ocorrer falha técnica na chamada ou a operadora interromper a chamada de

forma proposital, então ocorrerá interrupção nas chamadas de meu cliente.

P3: Se a quantidade de interrupções em chamadas realizadas de aparelhos cadas-

trados em planos tarifados por ligações for quatro vezes superior à quantidade de

interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos tarifa-

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dos por minutos, então não ocorrerá falha técnica na chamada.

P4: Ocorre interrupção na chamada de meu cliente.

Logo, a operadora interrompeu a chamada de forma proposital.

Com base nas proposições acima, julgue o item subsecutivo.

Em face das proposições apresentadas, é correto afirmar que o argumento do de-

fensor é um argumento inválido.

Certo.

Vamos fazer mais uma vez uma questão pela forma convencional, isto é, partir de pre-

missas verdadeiras e verificar se a conclusão é também verdadeira, até mesmo porque

temos premissas simples na questão em lide, P1 e P4, primeira e quarta premissas.

Representando as proposições e considerando que todas as premissas são verda-

deiras vamos verificar se a conclusão também será verdadeira:


V

P1: A quantidade de interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados = (V)


em planos tarifados por ligações é quatro vezes superior à quantidade de
interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos
tarifados por minutos.

F ? V

P2: [(ocorrer falha técnica v (a operadora  [ocorrerá interrupção nas = (V)


na chamada) interromper a chamada chamadas de meu cliente]
de forma proposital)]

V V

P3: [(a quantidade de interrupções em chamadas realizadas ([não ocorrerá =(V)


de aparelhos cadastrados em planos tarifados por ligações falha técnica na
for quatro vezes superior à quantidade de interrupções nas chamada)].
chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos
tarifados por minutos)]

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P4: Ocorre interrupção na chamada de meu cliente. = (V)


Conclusão: a operadora interrompeu a chamada de forma proposital. = (?)
A verdade das premissas não garante a verdade da conclusão.

19. (TRE–MA/2009) Gilberto, gerente de sistemas do TRE de deter­minada região,


após reunir-se com os técnicos judiciários Alberto, Bruno, Cícero, Douglas e Ernes-
to para uma prospecção a respeito do uso de siste­mas operacionais, concluiu que:
• se Alberto usa o Windows, então Bruno usa o Linux;
• se Cícero usa o Linux, então Alberto usa o Windows;
• se Douglas não usa o Windows, então Ernesto também não o faz;

• se Douglas usa o Windows, então Cícero usa o Linux.

Com base nessas conclusões e sabendo que Ernesto usa o Windows, é correto concluir que

a) Cícero não usa o Linux.

b) Douglas não usa o Linux.

c) Ernesto usa o Linux.

d) Alberto usa o Linux.

e) Bruno usa o Linux.

Letra e.

Representando as proposições temos:

(V) (V)

P1: Alberto usa Windows → Bruno usa Linux = V

(V) (V)

P2: Cícero usa Linux → Alberto usa Windows = V

(F) (V)

P3: Douglas não usa Windows → Ernesto não usa Windows = V

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(V) (V)
P4: Douglas usa Windows → Cícero usa Linux = V
(V)
P5: Ernesto usa o Windows = V
Considerando que as proposições são todas verdadeiras, partindo de P5 podemos
valorar as demais. Analisando as opções temos:
a) F
b) V/F (não temos certeza)
c) V/F (não temos certeza)
d) V/F (não temos certeza)
e) V
20. (PREFEITURA DE SÃO PAULO/2016). As proposições seguintes constituem as
premissas de um argumento.
• Bianca não é professora.
• Se Paulo é técnico de contabilidade, então Bianca é professora.
• Se Ana não trabalha na área de informática, então Paulo é técnico de conta-
bilidade.
• Carlos é especialista em recursos humanos, ou Ana não trabalha na área de
informática, ou Bianca é professora.
Assinale a opção correspondente à conclusão que torna esse argu­mento um argu-
mento válido.
a) Carlos não é especialista em recursos humanos e Paulo não é técnico de conta-
bilidade.
b) Ana não trabalha na área de informática e Paulo é técnico de contabili­dade.
c) Carlos é especialista em recursos humanos e Ana trabalha na área de informática.
d) Bianca não é professora e Paulo é técnico de contabilidade.

e) Paulo não é técnico de contabilidade e Ana não trabalha na área de informática.

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Letra c.

Considerando todas premissas verdadeiras e valorando-as conforme as tabelas-

-verdade temos:

P1: Bianca não é professora. = V

P2: Se Paulo é técnico de contabilidade (F), então Bianca é professora (F). = V

P3: Se Ana não trabalha na área de informática (F), então Paulo é téc­nico de con-

tabilidade (F). = V

P4: Carlos é especialista em recursos humanos (V), ou Ana não trabalha na área

de informática (F), ou Bianca é professora (F). =V


A partir das premissas verdadeiras vamos encontrar uma conclusão também ver-
dadeira, logo temos:
f) Certa. Carlos é especialista em recursos humanos (V) e Ana trabalha na área de
informática (V) = V
a) Errada. Carlos não é especialista em recursos humanos (V) e Paulo não é téc­
nico de contabilidade (F) = F.
b) Errada. Ana não trabalha na área de informática (F) e Paulo é técnico de conta­
bilidade (F) = F
c) Errada. Bianca não é professora (F) e Paulo é técnico de contabilidade (F) = F
d) Errada. Paulo não é técnico de contabilidade (V) e Ana não trabalha na área de
informática (F) = F.

Diagramas Lógicos

Diagramas Lógicos: Linguagem natural, linguagem simbólica, representação


das proposições categóricas por diagramas lógicos. Análise de argumentos (valida-
de) construídos por diagramas lógicos, inferências lógicas e suas negações.

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Friedrich Ludwig Gottlob Frege construiu uma maneira de reordenar várias sen-
tenças para tornar sua forma lógica clara, com a intenção de mostrar como as
sentenças relacionam-se em certos aspectos. Antes de Frege, a lógica formal não
obteve sucesso além do nível da lógica de sentenças: ela podia representar a es-
trutura de sentenças compostas de outras sentenças, usando os conectivos lógicos:
“e”, “ou” e “não”, mas não podia quebrar sentenças em partes menores. O trabalho
de Friedrich Ludwig Gottlob Frege foi um dos que deu início à lógica formal contem-
porânea. Sendo assim, percebemos a grande incidência de questões de concursos

públicos voltadas para esta linguagem e raciocínio.

O grande contributo de Friedrich Ludwig Gottlob Frege para a lógica matemática

foi a criação de um sistema de representação simbólica (Begriffsschrift, conceito

grafia ou ideografia) para representar formalmente a estrutura dos enunciados

lógicos e suas relações, e a contribuição para a implementação do cálculo dos

predicados. Esta parte da decomposição funcional da estrutura interna das frases

(em parte substituindo a velha dicotomia sujeito-predicado, herdada da tradição

lógica Aristotélica pela oposição matemática função-argumento) e da articulação

do conceito de quantificação (implícito na lógica clássica da generalidade), possi-

bilitou sua manipulação em regras de dedução formal (as expressões “para todo o

x”, “existe um x”, que denotam operações de quantificação sobre variáveis, têm na

obra de Frege uma de suas origens)1.

Nesta 2ª parte, iremos entender como são formadas as proposições categóricas

a partir dos quantificadores lógicos, suas simbologias, além da representação geo-

métrica, ou seja, seus diagramas lógicos.

1
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Aplicações das proposições categóricas na construção de argumentos, sabendo re-

conhecer sua estrutura e identificando seus elementos, além da validade do argumento.

Será apresentada as negações das proposições categorias e suas aplicações. As

inferências lógicas serão realizadas por meio de métodos práticos (diagramas lógicos).

Quantificadores Lógicos

Em um texto escrito pela banca CESPE temos:

Na linguagem falada ou escrita, o elemento primitivo é a sentença, ou proposição simples,


formada basicamente por um sujeito e um predicado. Nessas considerações, estão inclu-
ídas apenas as proposições afirmativas ou negativas, excluindo, portanto, as proposições
interrogativas, exclamativas etc. Só são consideradas proposições aquelas sentenças bem
definidas, isto é, aquelas sobre as quais pode-se decidir serem verdadeiras (V) ou falsas
(F). Toda proposição tem um valor lógico, ou uma valoração, V ou F, excluindo-se qualquer
outro. As proposições serão designadas por letras maiúsculas A, B, C etc.
Há expressões às quais não se pode atribuir um valor lógico V ou F, por exemplo: ‘Ele é
juiz do TRT da 5ª Região’, ou ‘x + 3 = 9’. O sujeito é uma variável que pode ser substi-
tuído por um elemento arbitrário, transformando a expressão em uma proposição que
pode ser valorada como V ou F. Expressões dessa forma são denominadas sentenças
abertas, ou funções proposicionais.
Pode-se passar de uma sentença aberta a uma proposição por meio dos quantificadores
‘qualquer que seja’, ou ‘para todo’, indicado por Ɐ , e ‘existe’, indicado por ∃.
Exemplo: a proposição Ɐ(x)(x ∈ R)(x + 3 = 9) é valorada como F, enquanto a proposição
∃(x)(x ∈ R)(x + 3 = 9) é valorada como V.

Nesse momento, nos deparamos mais uma vez com as sentenças abertas, po-

rém, nessa parte, iremos lançar mão dos quantificadores lógicos, que são res-

ponsáveis em transformar sentenças abertas em sentenças fechadas.

Será de suma importância a questão da linguagem, ou seja, a representação

simbólica, vejamos alguns exemplos abaixo:

Exemplos:

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“Todos os seres humanos são mortais” se torna “Para todo x, se x é ser humano,

então x é mortal.”, o que pode ser escrito simbolicamente como: Ɐx(H(x) → M(x)).

“Alguns humanos são vegetarianos” se torna “Existe algum (ao menos um) x tal

que x é humano e x é vegetariano”, o que pode ser escrito simbolicamente como:

∃x(H(x) ∧ V(x)).

Não fique assustado(a) com as simbologias acima, pois iremos, no decorrer

deste módulo, explanar de forma simples e prática.

As proposições categóricas são formadas pelos quantificadores lógicos, ou seja,

os quantificadores lógicos são: todo, algum e nenhum.

Esses quantificadores são classificados em Universais e Particulares, sendo tam-

bém subdivididos em afirmativos ou negativos.

 Obs.: é importante ressaltar que não temos proposições formadas com conecti-
vos, e sim proposições formadas com quantificadores. Dessa forma, não
teremos uma interpretação lógica por meio de tabelas-verdade, e sim por
intermédio dos quantificadores lógicos, isto é, os diagramas de Euller Veen.

As quatro proposições categóricas possíveis, em suas formas típicas, são dadas


no quadro seguinte:

Proposições Afirmativas Proposições Negativas


(E) Nenhum “A” é “B”
Proposições Universais (A) Todo “A” é “B”
Todo “A não é B”
(O) Algum “A” não é “B”
Proposições Particulares (I) Algum “A” é “B”
Nem todo A é B

Podemos observar no quadro acima que cada uma das proposições categóricas
na forma típica começa por “Todo” ou “Nenhum” (chamados de quantificadores
universais) ou por “Algum” (chamado de quantificador particular).

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As vogais {a,e ,i ,o} que aparecem são denominadas de vogais de quantificação


e aparecem em algumas provas, inclusive no concurso da Polícia Civil de São Paulo
em 2013 , realizada pela banca Vunesp.
Vamos falar de cada uma das proposições categóricas e seus respectivos dia-
gramas lógicos:

1. Universal Afirmativo: Todo A é B

(A U B = B) e (A ∩ B = A)

INCLUSÃO DE CONJUNTOS (A ⊂ B)

Temos também duas relações importantes para entendermos como é formada a

proposição categórica Universal afirmativa.

Dica!!!

Alguns termos que podem substituir a palavra “todo” nas provas de concur-

sos públicos:

• para todo;

• qualquer que seja;

• tudo.

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Simbologicamente, temos a seguinte representação: Ɐ(x) (A(x) → B(x))

Obs.:
 Ɐx(A(x) → B(x)) ≠ Ɐx(B(x) → A(x)) não possui a propriedade comutativa.

Vejamos um exemplo.

Representar a proposição: “Todo aluno dedicado é bem sucedido”

Simbologia: Ɐx(A(x) → B(x)), em que temos A(x) a proposição: “aluno

dedicado” e B(x) a proposição: “aluno bem-sucedido”.

2. Universal Negativo: Nenhum A é B

Conjuntos Disjuntos

O termo “nenhum” pode ser substituído pelas palavras “não existe”, “não

há”, “ninguém” nas provas de concursos públicos:

A e B são disjuntos se A ∩ B = ∅ conjunto vazio)

Simbologicamente: ¬∃x (A(x) ∧ B(x))

Obs.:
 ¬∃x (A(x) ∧ B(x)) ↔ ¬∃x (B(x) ∧ A(x)) possui a propriedade comutativa.

Temos também duas relações importantes para entendermos como são forma-

das as proposições categóricas.

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Vejamos um exemplo.

Representar a proposição: “Nenhum aluno dedicado é bem-sucedido”

Simbologia: ¬∃x (A(x) ∧ B(x)) em que temos A(x) a proposição: “alu-

no dedicado” e B(x) a proposição: “aluno bem-sucedido”.

3. Particular Afirmativo: Algum A é B

Alguns termos que podem substituir a palavra “algum” nas provas de concur-

sos públicos:

• ao menos um;

• pelo menos um;

• existe;

• alguém.

INTERSEÇÃO (A ∩ B) ≠ { } “conjunto vazio”

O conjunto interseção é formado pelos elementos que pertencem aos conjuntos

A e B simultaneamente.

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(A ∩ B) = {x / x ∈ A e x ∈ B}

Obs.:
 ∃x (A(x) ∧ B(x)) ↔ ∃x (B(x) ∧ ¬ A(x)), possui a propriedade comutativa.

Temos também duas relações importantes para entendermos como são forma-

das as proposições categóricas.

Vejamos um exemplo.

Representar a proposição: “Algum aluno dedicado é bem-sucedido”

Simbologia: ∃x (A(x) ∧ B(x)) em que temos A(x) a proposição: “aluno

dedicado” e B(x) a proposição: “aluno bem sucedido”.

4. Particular Negativo: Algum A não é B

Alguns termos que podem substituir a palavra “algum” nas provas de concur-

sos públicos:

• ao menos um;

• pelo menos um;

• existe;

• alguém.

A – B = {x/x ∈A e x ∉ B}

Em teoria de conjuntos significa que temos elementos que pertencem ao con-

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junto A e não pertencem ao conjunto B, isto é, operação de diferença.

Simbologicamente: ∃X (A(X) ∧ ¬B(X))

Obs.:
 ∃x (A(x) ∧ ¬ B(x)) ↔ ∃x (B(x) ∧ ¬A(x)), NÃO possui a propriedade

comutativa.

Temos também duas relações importantes para entendermos como são forma-

das as proposições categóricas.

Vamos treinar um pouco!


A linguagem das proposições categóricas é de suma importância para
entendermos as inferências, deduções e negações que virão pela frente.
Considere-se que U seja o conjunto de todos os policiais, P(x) seja a proprie-
dade “x é um policial dedicado”, Q(x) seja a propriedade “x tem disposição para
trabalhar” e R(x) “x passa em concurso interno para promoção”. Desse modo, es-
creva na linguagem da lógica formal, ou seja, simbolicamente.
a) Todo policial dedicado passa em concurso interno para promoção.

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Ɐx(P(x) → R(x))

b) Alguns policiais que têm disposição para trabalhar não são dedicados.
∃x(Q(x) ∧ ¬ P(x))

c) Nenhum policial dedicado é disposto para trabalhar.


¬∃x(P(x) ∧ Q(x))

d) Todo policial que tem disposição para trabalhar não passa em concurso inter-
no para promoção.
Ɐx(Q(x) → ¬R(x))

e) Existem policiais que passam em concurso interno para promoção que são
dedicados.

∃x(R(x) ∧ P(x))

f) Todos policiais que são dedicados e têm disposição para trabalhar, passam em

concurso interno para promoção.

Ɐx[(P(x) ∧ Q(x)) → R(x)]

1. (2008) Algumas sentenças são chamadas abertas porque não são passíveis de

interpretação para que possam ser julgadas como verdadeiras (V) ou falsas (F).

Se a sentença aberta for uma expressão da forma Ɐx P(x), lida como “para todo x,

P(x)”, em que x é um elemento qualquer de um conjunto U, e P(x) é uma proprie-

dade a respeito dos elementos de U, então é preciso explicitar U e P para que seja

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possível fazer o julgamento como V ou F. A partir das definições anteriores, julgue

o item a seguir.

Considere-se que U seja o conjunto dos funcionários do INSS, P(x) seja a proprie-

dade “x é funcionário do INSS” e Q(x) seja a propriedade “x tem mais de 35 anos

de idade”. Desse modo, é correto afirmar que duas das formas apresentadas na

lista abaixo simbolizam a proposição “Todos os funcionários do INSS têm mais de

35 anos de idade. ”

I – Ɐx (se Q(x) então P(x)).

II – Ɐx (P(x) ou Q(x)).

III – Ɐx (se P(x) então Q(x)).

Errado.

A proposição: “Todos os funcionários do INSS têm mais de 35 anos de idade” é

um quantificador Universal Afirmativo, em que temos a seguinte simbologia:

Ɐx ((P(x) → Q(x)) ou pode ser escrita Ɐx (se P(x) então Q(x)).

Sendo assim, analisaremos os seguintes itens:

I – Ɐx (se Q(x) então P(x)): esta forma não simboliza corretamente a propo-

sição, pois o quantificador universal afirmativo não permite a propriedade

comutativa.

II – Ɐx (P(x) ou Q(x)): esta forma não simboliza corretamente a proposição, pois

o quantificador universal afirmativo não é uma união de conjuntos, mas sim

uma inclusão de conjuntos.

III – Ɐx (se P(x) então Q(x)): esta forma está correta.

Logo, o item está errado, pois não temos duas formas que representam a pro-

posição encontrada no enunciado.

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2. (2008) Algumas sentenças são chamadas abertas porque não são passíveis

de interpretação para que possam ser julgadas como verdadeiras (V) ou falsas

(F). Se a sentença aberta for uma expressão da forma Ɐx P(x), lida como “para

todo x, P(x)”, em que x é um elemento qualquer de um conjunto U, e P(x) é

uma propriedade a respeito dos elementos de U, então é preciso explicitar U e

P para que seja possível fazer o julgamento como V ou F. A partir das definições

anteriores, julgue o item a seguir.

Se U for o conjunto de todos os funcionários públicos e P (x) for a propriedade “x é

funcionário do INSS”, então é falsa a sentença Ɐx P (x).

Certo.

Construindo um diagrama para representar a sentença correta, temos:

O elemento x pode pertencer ao conjunto P, o que pertence também ao conjunto

U, mas temos a possibilidade do elemento x pertencer somente ao conjunto U, o

que torna a sentença falsa, uma vez que ser funcionário público não garante ser

funcionário do INSS. Logo, o item está certo.

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3. (2008) Julgue o item. Suponha-se que U seja o conjunto de todas as pessoas,

que M (x) seja a propriedade “x é mulher” e que D(x) seja a propriedade “x é de-

sempregada”. Nesse caso, a proposição “Nenhuma mulher é desempregada” fica

corretamente simbolizada por ¬∃x(M(x) ∧ D(x)).

Errado.

A simbologia utilizada está correta, pois temos o quantificador universal negativo

¬∃x e as propriedades (proposições) M (x) “x é mulher” e D(x) a propriedade “x é

desempregada”.

Item correto.

4. (2008) Julgue o item. A proposição “Não existem mulheres que ganham menos

que os homens” pode ser corretamente simbolizada na forma ∃x (M (x) ∧ G(x)).

Errado.
A simbologia utilizada errada, uma vez que o correto seria: ¬∃x (M (x) ∧ G(x)).

5. (2008) Julgue o item. Se R é o conjunto dos números reais, então a proposição


(Ɐx) (x ∈ R)(∃y)(y ∈ R)(x + y = x) é valorada como V.

Certo.
Nesse item é importante saber interpretar a simbologia para que se possa julgar
corretamente o item, logo vou explicitar o significado da proposição (Ɐx) (x ∈ R)
(∃y)(y ∈ R)(x + y = x) :

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Para todo x, pertencente ao conjunto dos números reais, existe um y também per-
tencente ao conjunto dos números reais, em que x somado com y será igual ao
próprio x. Temos uma soma em que x + y = x, ou seja, podemos inferir que y é o
elemento neutro da adição (o número zero), pois para qualquer x, existe um y igual a
0 que se somarmos x+ y (0) = x. Essa proposição realmente é verdadeira, pois qual-
quer valor real somado com o número zero, será o próprio zero. O item está certo.

Aplicação dos Quantificadores Lógicos


Vamos realizar algumas inferências utilizando os diagramas lógicos, ok?

6. (PC-ES/2010). Um argumento constituído por uma sequência de três proposi-


ções – P1, P2 e P3, em que P1 e P2 são as premissas e P3 é a conclusão – é consi-
derado válido se, a partir das premissas P1 e P2, assumidas como verdadeiras, ob-
tém-se a conclusão P3, também verdadeira por consequência lógica das premissas.
A respeito das formas válidas de argumentos, julgue o próximo item.

Considere a seguinte sequência de proposições

P1 – Existem policiais que são médicos.

P2 – Nenhum policial é infalível.

P3 – Nenhum médico é infalível.

Nessas condições, é correto concluir que o argumento de premissas P1 e P2 e con-

clusão P3 é válido.

Errado.

Dadas as proposições categóricas P1, P2 e P3, temos os seguintes diagramas que

as representam:

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P: Policiais.

M: Médicos.

I: Infalível.

Segundo os diagramas acima, podemos inferir que P3 não é uma consequência das

premissas P1 e P2, logo o argumento não é válido.

O conjunto infalível pode ficar nas posições pontilhadas, o que não garante a ver-

dade da conclusão.

7. (PC-ES/2010) Se as premissas P1 e P2 de um argumento forem dadas, respec-

tivamente, por “Todos os leões são pardos” e “Existem gatos que são pardos”, e a

sua conclusão P3 for dada por “Existem gatos que são leões”, então essa sequência

de proposições constituirá um argumento válido.

Errado.

Temos os diagramas abaixo que representam as proposições do argumento e verifi-

camos que P3 pode ser verdadeira ou não. Logo, o argumento não pode ser válido.

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8. (2008). Considere as seguintes proposições:

I – Todos os cidadãos brasileiros têm garantido o direito de herança.

II – Joaquina não tem garantido o direito de herança.

III – Todos aqueles que têm direito de herança são cidadãos de muita sorte.

Supondo que todas essas proposições sejam verdadeiras, é correto concluir logica-

mente que

a) Joaquina não é cidadã brasileira.

b) Todos os que têm direito de herança são cidadãos brasileiros.

c) Se Joaquina não é cidadã brasileira, então Joaquina não é de muita sorte.

Letra a.

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Pelas as premissas podemos construir o diagrama acima.

Pela premissa I, temos a inclusão de dois conjuntos: Todo cidadão brasileiro tem

garantido o direito de herança. Cidadão brasileiro está contido no conjunto garantia

de direito de herança.

Pela premissa II, temos que Joaquina não pode pertencer ao conjunto “Garantia de

direito de herança”, podendo assim ficar nas duas posições indicadas no diagrama.

Pela premissa III temos que o conjunto: Cidadãos de muita sorte pode possuir ou

não Joaquina.

Julgando os itens, temos:

a) Certo. Joaquina não pertence ao conjunto: Cidadão brasileiro.

b) Errado. Foi comutado o quantificador universal afirmativo, em que o mesmo

não aceita tal propriedade.

c) Errado. Pelo diagrama podemos inferir que Joaquina não é uma cidadã brasilei-

ra, porém pode ser ou não uma cidadã de muita sorte.

9. (ESAF) Nenhum matemático é aluno. Algum administrador é aluno, logo:

a) algum administrador é matemático.

b) todo administrador é matemático.

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c) nenhum administrador é matemático.

d) algum administrador não é matemático.

e) todo administrador não é matemático.

f)

Letra d.

Da mesma forma que analisamos as premissas formadas com os conectivos lógi-

cos (utilizando as tabelas-verdade) para que possamos encontrar uma conclusão

verdadeira, analisaremos as premissas formadas com os quantificadores lógicos.

Cada premissa será representada pelo seu diagrama lógico, sendo cada um deles

verdadeiro para que tenhamos uma conclusão verdadeira.

O que analisar?

Vamos construir os diagramas para cada premissa:

P1: Nenhum matemático é aluno (não há nada em comum).

P2: Algum administrador é aluno (pelo menos um {x}. Conjunto unitário).

Relacionando as duas premissas (diagramas lógicos), temos:

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A conclusão será fruto da relação entre as premissas, sendo que essa deverá ser
uma nova proposição, consequência de uma certeza. Não podemos concluir o que
não temos certeza, e, dessa forma, a resposta da questão será: Algum administra-
dor não é matemático.

10. (ESAF) Em uma comunidade, todo trabalhador é responsável. Todo artista, se


não for filósofo, ou é trabalhador ou é poeta. Ora não há filósofo e não há poeta que
não seja responsável. Portanto, tem-se que, necessariamente:
a) todo responsável é artista.
b) todo responsável é filósofo ou poeta.
c) todo artista é responsável.
d) algum filósofo é poeta.
e) algum trabalhador é filósofo.

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Letra c.

De acordo com o enunciado da questão, um artista só pode ser trabalhador, filóso-

fo ou poeta, ou seja, são conjuntos disjuntos. Assim, os respectivos conjuntos (T,

F e P) interceptam o conjunto dos artistas sem deixar vazios e sem superposição,

porque um artista não pode ser mais de um desses ao mesmo tempo. O enunciado

também diz que trabalhador, filósofo e poeta são responsáveis. Denominando R o

conjunto dos responsáveis, tem-se:

T ⊂R

F ⊂R

P ⊂R

Ou seja, T, F e P são subconjuntos de R.

Todo artista é responsável: correto, porque T, F e P são subconjuntos de R e o ar-

tista só pode ser um deles.

a) Errada. Todo responsável é artista: não necessariamente, porque o quanti-

ficador Universal afirmativo não aceita a propriedade comutativa, uma vez que há

elementos que são responsáveis que não trabalhadores.

b) Errada. Todo responsável é filósofo ou poeta: não. Pode ser trabalhador.

d) Errada. Algum filósofo é poeta: pode ser ou não. Os conjuntos F e P podem

ter interseção, embora não indicado na figura.

e) Errada. Algum trabalhador é filósofo: pode ser ou não, de forma similar à do

item anterior.

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Negação dos Quantificadores Lógicos

Negação das Proposições Categóricas


Duas proposições categóricas distintas que tenham o mesmo sujeito e o mesmo
predicado serão sempre opostas quando negarmos pela contradição, ou seja, pro-
posições contraditórias: cada uma delas é a negação lógica da outra (A – O e E – I).
Para um melhor entendimento, iremos apresentar o quadrado dos opostos ex-
plicando detalhadamente para que você aprenda definitivamente essas negações,
o que por sinal é muito fácil. Vamos lá!
As quatro proposições categóricas possíveis, em suas formas típicas, são dadas
no quadro seguinte:

Proposições Afirmativas Proposições Negativas


(E) nenhum “A” é “B”
Proposições Universais (A) todo “A” é “B”
Todo “A não é B”
(O) algum “A” não é “B”
Proposições Particulares (I) algum “A” é “B”
Nem todo A é B

Entre parênteses estão as vogais que representam quantificação.

Dica!!!
Para realizar as negações é só seguir as setas

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NEGAÇÃO UTILIZADA EM CONCURSOS PÚBLICOS:

Respondendo, temos que a negação será pela contraditória, ou seja, temos que

negar as duas relações que formam uma proposição categórica, isto é, negamos a

quantidade (o “todo” vira “algum”, ou vice-versa) e negamos também a qualidade

(A é B vira A não é B, ou vice-versa).

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QUESTÕES DE CONCURSO – LISTA 2

11. (CESPE/2008). Considere a seguinte proposição: “Ninguém será considera-

do culpado ou condenado sem julgamento.” Julgue o item que se segue, acerca

dessa proposição.

A proposição “Existe alguém que será considerado culpado ou condenado sem julga-

mento” é uma proposição logicamente equivalente à negação da proposição acima.

12. (CESPE/2008). Considere a seguinte proposição: “Ninguém será considera-

do culpado ou condenado sem julgamento.” Julgue o item que se segue, acerca

dessa proposição.

“Todos serão considerados culpados e condenados sem julgamento” não é uma

proposição logicamente equivalente à negação da proposição anterior.

13. (CESPE/2008). Com relação à lógica formal, julgue o item subsequente.

A negação da proposição “Ninguém aqui é brasiliense” é a proposição “Todos aqui

são brasilienses”.

14. (2016/COPERVE) A negação da proposição “Ninguém aqui é argentino” é a

proposição:

a) nenhum aqui é argentino.

b) estes aqui são argentinos.

c) alguém aqui é argentino.

d) todos aqui são argentinos.

e) nenhuma das opções anteriores.

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15. (2016) A negação de “Todos os alunos vão gabaritar a prova de matemática” é

a) “Todos os alunos não vão gabaritar a prova de matemática”.

b) “Nenhum aluno vai gabaritar a prova de matemática”.

c) “Existe apenas um aluno que não vai gabaritar a prova de matemática”.

d) “Existe apenas um aluno que vai gabaritar a prova de matemática”.

e) “Existem alunos que não vão gabaritar a prova de matemática”.

16. (2016) A negação de “Todas as pessoas gostam de ler livros de aventura” é

a) “Existem pessoas que não gostam de ler livros de aventura”.

b) “Nenhuma pessoa gosta de ler livros de aventura”.

c) “Todas as pessoas não gostam de ler livros de aventura”.

d) “Existe apenas uma pessoa que não gosta de ler livros de aventura”.

e) “Existe apenas uma pessoa que gosta de ler livros de aventura”.

17. (2016) Do ponto de vista da lógica, a negação da frase “alguns dos meus ir-

mãos não vão ao cinema nos sábados à tarde” é

a) excetuando um dos meus irmãos, os demais vão ao cinema nos sábados à tarde.

b) alguns dos meus irmãos vão ao cinema nos sábados à tarde.

c) todos os meus irmãos não vão ao cinema nos sábados à tarde.

d) todos os meus irmãos vão ao cinema nos sábados à tarde.

e) somente um dos meus irmãos não vai ao cinema nos sábados à tarde.

18. (2016) A negação da sentença “algum empregado está em situação irregular” é:

a) todos os empregados estão em situação irregular.

b) nenhum empregado está em situação irregular.

c) nem todos os empregados não estão em situação irregular.

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d) algum empregado não está em situação irregular.

e) existe pelo menos um empregado em situação irregular.

19. (DEPEN/2013) A negação da proposição “Todos os detentos considerados pe-

rigosos são revistados diariamente” é equivalente à pro­posição “Nenhum detento

perigoso é revistado diariamente”.

20. (2016) Qual é a negação da frase “Todas as pessoas gostam de assistir televisão”?

a) Existem pessoas que não gostam de assistir televisão.

b) Existe apenas uma pessoa que não gosta de assistir televisão.

c) Existe apenas uma pessoa que gosta de assistir televisão.

d) Nenhuma pessoa gosta de assistir televisão.

e) Nenhuma pessoa assiste televisão.

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GABARITO – LISTA 2

1. E

2. C

3. E

4. E

5. C

6. E

7. E

8. a

9. d

10. c

11. C

12. C

13. E

14. c

15. e

16. a

17. d

18. b

19. E

20. a

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GABARITO COMENTADO – LISTA 2

11. (CESPE/2008). Considere a seguinte proposição: “Ninguém será considerado

culpado ou condenado sem julgamento.” Julgue o item que se segue, acerca dessa

proposição.

A proposição “Existe alguém que será considerado culpado ou condenado sem julga-

mento” é uma proposição logicamente equivalente à negação da proposição acima.

Certo.

A negação da proposição “Ninguém será considerado culpado ou condenado sem

julgamento” será pela negação contraditória “Existe alguém que será considerado

culpado ou condenado sem julgamento”, uma vez que nega quantidade e qualidade.

12. (CESPE/2008). Considere a seguinte proposição: “Ninguém será considerado

culpado ou condenado sem julgamento.” Julgue o item que se segue, acerca dessa

proposição.

“Todos serão considerados culpados e condenados sem julgamento” não é uma

proposição logicamente equivalente à negação da proposição anterior.

Certo.

Tomando como base a questão anterior, podemos concluir que “Todos serão consi-

derados culpados e condenados sem julgamento” não é a negação da proposição

proposta pela questão.

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13. (CESPE/2008). Com relação à lógica formal, julgue o item subsequente.

A negação da proposição “Ninguém aqui é brasiliense” é a proposição “Todos aqui

são brasilienses”.

Errado.

A proposição “Ninguém aqui é brasiliense” trata-se de quantificador universal ne-

gativo. Se quisermos a negação, torna-se viável negarmos pela contraditória, uma

vez que temos a certeza que será por quantidade e qualidade. Logo, a negação

será: “Alguém aqui é brasiliense”.

14. (2016/COPERVE) A negação da proposição “Ninguém aqui é argentino” é a

proposição:

a) nenhum aqui é argentino.

b) estes aqui são argentinos.

c) alguém aqui é argentino.

d) todos aqui são argentinos.

e) nenhuma das opções anteriores.

Letra c.

Temos que a negação de “nenhum A é B” será “algum A é B”, conforme a dica apre-

sentada. Dessa forma a negação de “Ninguém aqui é argentino” será “alguém aqui

é argentino”.

15. (2016) A negação de “Todos os alunos vão gabaritar a prova de matemática” é

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a) “Todos os alunos não vão gabaritar a prova de matemática”.

b) “Nenhum aluno vai gabaritar a prova de matemática”.

c) “Existe apenas um aluno que não vai gabaritar a prova de matemática”.

d) “Existe apenas um aluno que vai gabaritar a prova de matemática”.

e) “Existem alunos que não vão gabaritar a prova de matemática”.

Letra e.

Temos que a negação de “Todo A é B” será “algum A não é B”, conforme a dica

apresentada. Dessa forma a negação de “Todos os alunos vão gabaritar a prova de

matemática” será “Existem alunos que não vão gabaritar a prova de matemática”.

16. (2016) A negação de “Todas as pessoas gostam de ler livros de aventura” é

f) “Existem pessoas que não gostam de ler livros de aventura”.

g) “Nenhuma pessoa gosta de ler livros de aventura”.

h) “Todas as pessoas não gostam de ler livros de aventura”.

i) “Existe apenas uma pessoa que não gosta de ler livros de aventura”.

j) “Existe apenas uma pessoa que gosta de ler livros de aventura”.

Letra a.

Temos que a negação de “Todo A é B” será “algum A não é B”, conforme a dica

apresentada. Dessa forma a negação de “Todas as pessoas gostam de ler livros de

aventura” será “Existem pessoas que não gostam de ler livros de aventura”.

17. (2016) Do ponto de vista da lógica, a negação da frase “alguns dos meus ir-

mãos não vão ao cinema nos sábados à tarde” é

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a) excetuando um dos meus irmãos, os demais vão ao cinema nos sábados à tarde.

b) alguns dos meus irmãos vão ao cinema nos sábados à tarde.

c) todos os meus irmãos não vão ao cinema nos sábados à tarde.

d) todos os meus irmãos vão ao cinema nos sábados à tarde.

e) somente um dos meus irmãos não vai ao cinema nos sábados à tarde.

Letra d.

Temos que a negação de “algum A não é B” será “Todo A é B”, conforme a dica apre-

sentada. Dessa forma a negação de “alguns dos meus irmãos não vão ao cinema

nos sábados à tarde” é “todos os meus irmãos vão ao cinema nos sábados à tarde.”

18. (2016) A negação da sentença “algum empregado está em situação irregular” é:

a) todos os empregados estão em situação irregular.

b) nenhum empregado está em situação irregular.

c) nem todos os empregados não estão em situação irregular.

d) algum empregado não está em situação irregular.

e) existe pelo menos um empregado em situação irregular.

Letra b.

Temos que a negação de “algum A é B” será “Nenhum A é B”, conforme a dica

apresentada.

Dessa forma a negação de “algum empregado está em situação irregular” é “ne-

nhum empregado está em situação irregular”.

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19. (DEPEN/2013) A negação da proposição “Todos os detentos considerados pe-

rigosos são revistados diariamente” é equivalente à pro­posição “Nenhum detento

perigoso é revistado diariamente”.

Errado.

A negação da proposição universal afirmativa é dada pelo particular negativo, em

que devemos negar a quantidade e a qualidade. Logo a nega­ção será “Alguns de-

tentos considerados perigosos não são revistados dia­riamente”.

20. (2016) Qual é a negação da frase “Todas as pessoas gostam de assistir televisão”?

a) Existem pessoas que não gostam de assistir televisão.

b) Existe apenas uma pessoa que não gosta de assistir televisão.

c) Existe apenas uma pessoa que gosta de assistir televisão.

d) Nenhuma pessoa gosta de assistir televisão.

e) Nenhuma pessoa assiste televisão.

Letra a.

Temos que a negação de “todo A é B” será “algum A não é B”, conforme a dica

apresentada.

Dessa forma, a negação de “Todas as pessoas gostam de assistir televisão” é “exis-

tem pessoas que não gostam de assistir televisão.”

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AUTOAVALIAÇÃO

1. (2015/VUNESP) Se corro e pedalo aos domingos, então será feriado na segun-


da-feira seguinte. Uma conclusão lógica dessa condicional é:
a) se não corro aos domingos, então também não pedalo.
b) se hoje é feriado, então ontem corri e pedalei.
c) se corro e pedalo, então é feriado no dia seguinte.
d) se hoje não corri e não pedalei, então hoje não é domingo.
e) se uma segunda-feira não é feriado, então não corri ou não pedalei no dia anterior.

2. (2015/VUNESP) Zeca, Pedro, Daniela e Isabel seguem rigorosamente os seguin-


tes hábitos:
I – Se Pedro vai ao teatro, então Isabel estuda.
II – Se Zeca estuda, então Daniela limpa a casa.
III – Se chove, Isabel não estuda.
IV – Aos domingos, Isabel estuda ou Zeca estuda.
Sabe-se, com certeza, que, neste último domingo, choveu. Pode-se concluir corre-
tamente que
a) Daniela limpou a casa, e Pedro não foi ao teatro.
b) Zeca estudou, e Pedro foi ao teatro.
c) Daniela não limpou a casa, e Zeca não estudou.
d) Daniela não limpou a casa, e Pedro não foi ao teatro.
e) Pedro foi ao teatro, e Zeca não estudou.

3. (2015/VUNESP) Se todo estudante de uma disciplina A é também estudante de


uma disciplina B e todo estudante de uma disciplina C não é estudante da disciplina

B, então é verdade que

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a) algum estudante da disciplina A é estudante da disciplina C.

b) algum estudante da disciplina B é estudante da disciplina C.

c) nenhum estudante da disciplina A é estudante da disciplina C.

d) nenhum estudante da disciplina B é estudante da disciplina A.

e) nenhum estudante da disciplina A é estudante da disciplina B.

4. (2015/VUNESP) Se Márcio é dentista, então Rose não é enfermeira. Débora não

é médica ou Marcelo não é professor. Identificado que Marcelo é professor e que

Rose é enfermeira, conclui-se corretamente que

a) Débora não é médica e Márcio não é dentista

b) Débora é médica e Márcio é dentista.

c) Débora é médica e Márcio não é dentista.

d) Débora não é médica e Márcio é dentista

e) Se Débora não é médica, então Márcio é dentista

5. (2015/VUNESP) Considere as afirmações a seguir.

I – Se Célia é assistente, então Dalva é escrivã.

II – Aline é juíza ou Dalva é escrivã.

Sabe-se que a afirmação (I) é verdadeira e a afirmação (II) é falsa. Sendo assim,

é possível concluir, corretamente, que

a) Aline é juíza ou Dalva não é escrivã.

b) Célia é assistente e Dalva é escrivã.

c) Se Célia não é assistente, então Aline é juíza.

d) Aline é juíza ou Célia é assistente.

e) Ou Aline não é juíza ou Célia não é assistente.

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6. (2015/VUNESP) Se Cláudio é auxiliar de fiscalização, então Adalberto é dentista.

Mário é bibliotecário ou Adalberto é dentista. Se Adalberto não for dentista, então

é verdade que

a) Cláudio será auxiliar de fiscalização ou Mário não será bibliotecário.

b) Cláudio será auxiliar de fiscalização e Mário não será bibliotecário

c) Cláudio não será auxiliar de fiscalização e Mário não será bibliotecário.

d) Cláudio será auxiliar de fiscalização e Mário será bibliotecário.

e) Cláudio não será auxiliar de fiscalização e Mário será bibliotecário.

7. (2015/VUNESP) Se Cláudio é auxiliar de fiscalização, então Adalberto é dentista.

Mário é bibliotecário ou Adalberto é dentista. Se Adalberto não for dentista, então

é verdade que

a) Cláudio será auxiliar de fiscalização ou Mário não será bibliotecário.

b) Cláudio será auxiliar de fiscalização e Mário não será bibliotecário

c) Cláudio não será auxiliar de fiscalização e Mário não será bibliotecário.

d) Cláudio será auxiliar de fiscalização e Mário será bibliotecário.

e) Cláudio não será auxiliar de fiscalização e Mário será bibliotecário.

8. (2014/VUNESP) Considere verdadeiras as quatro afirmações seguintes:

I – Ou Luíza é médica ou Márcia é advogada.

II – Carlos não é dentista e Luiz é engenheiro.

III – Se Carlos é dentista, então Márcia não é advogada.

IV – Luíza não é médica.

A partir dessas afirmações, pode-se concluir corretamente que

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a) Luiz é engenheiro e Carlos é dentista.

b) Márcia é advogada e Luiz é engenheiro.

c) nem Luíza é médica nem Luiz é engenheiro.

d) Luíza não é médica, mas é dentista.

e) Carlos é dentista ou Márcia não é advogada.

9. (2014/VUNESP) Considere verdadeiras as premissas I, II e III.

I – Se Cláudio é médico, então Ana é advogada.

II – Se Marcelo é professor, então Débora é dentista.

III – Ana não é advogada ou Débora não é dentista.

A alternativa que contém uma conclusão que pode ser associada às premissas

apresentadas, de modo a constituir um argumento válido, é:

a) Marcelo não é professor.

b) Cláudio é médico e Débora não é dentista.

c) Marcelo é professor e Ana é advogada.

d) Cláudio não é médico ou Marcelo não é professor.

e) Cláudio é médico e Marcelo é professor.

10. (2014/VUNESP) João e Maria são músicos e viajam frequentemente para tocar

com a orquestra de que fazem parte.

Assinale a alternativa que apresenta a negação da proposição “João e Maria vão

viajar no fim de semana”.

a) João não vai viajar com a orquestra na terça-feira.

b) João e Maria certamente vão viajar na terça-feira.

c) Maria e a orquestra vão viajar durante a semana.

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d) João e Maria vão viajar apenas no domingo.

e) João e Maria não vão viajar no fim de semana.

GABARITO – AUTOAVALIAÇÃO

1. e

2. a

3. c

4. a

5. a

6. e

7. e

8. b

9. d

10. e

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RESPOSTA DO DESAFIO

Porta A: “Eu sou a porta de saída.”

Porta B: “A porta de saída é a porta C.”

Porta C: “A sentença escrita na porta A é verdadeira.”

Porta D: “Se eu sou a porta de saída, então a porta de saída não é a

porta E”.

Porta E: “Eu não sou a porta de saída”.

Sabe-se que dessas cinco sentenças há uma única verdadeira e que há so-

mente uma porta de saída. A porta de saída é a porta

Conforme o enunciado, temos que apenas uma sentença é verdadeira, logo

tenho uma estratégia bem interessante. Se observarmos a sentença escrita na

porta D, que é uma condicional, sabemos que existe apenas uma possibilidade

para que uma proposição condicional seja falsa, que é o antecedente verdadeiro

e o consequente falso. Logo vamos tentar essa possibilidade, se der certo, damos

continuidade, porém, se não der certo, a sentença escrita na porta D é verdadeira

e consequentemente as demais são falsas, conforme o comando da questão.

Vamos lá!

1ª POSSIBILIDADE: A SENTENÇA da porta D SER FALSA.

Porta D: Eu sou a porta de saída (V) → a porta de saída não é a porta E (F) = F

Podemos inferir que segundo os valores dados as proposições (antecedente e

consequente): Eu sou a porta de saída (V) e a porta de saída não é a porta E

(F), teremos um problema, pois teremos 02 portas de saída, ou seja, a porta D

e a porta E, uma vez que quando se fala “a porta de saída não é a E “é falsa, nos

deparamos com uma dupla negação, que do ponto de vista lógico temos uma afir-

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mação. Assim a sentença da porta D não pode ser falsa, logo será verdadeira e

acabamos de encontrar a única sentença verdadeira da questão, sendo as outras

obrigatoriamente falsas.

2ª Possibilidade: A sentença ser verdadeira.

Porta A: “Eu sou a porta de saída.” = F

Porta B: “A porta de saída é a porta C.” = F

Porta C: “A sentença escrita na porta A é verdadeira.” = F

Porta D: “Se eu sou a porta de saída (F), então a porta de saída não

é a porta E (F) ”. =V

Porta E: “Eu não sou a porta de saída”. =F

Conforme as valorações das as sentenças em cada porta podemos inferir que

pela sentença da porta E, que é uma dupla negação, pois é falso que ela não é a

porta de saída, logo ela é a porta de saída.

Logo, a resposta é a letra E.

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