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O Enigma do Eneagrama

Quando Um se tona nove


Então nove se torna doze,
Quando dois se torna três
Então três se torna quatro,
Quando quatro se torna um
Então um se torna todos,
Quando todos se tornam Um
O enigma é solucionado!

Este enigma do Eneagrama contém as luzes


vibrantes das perguntas sagradas que
carregam a possibilidade de nos guiar para a
terra das luzes e sombras que é a criação da
alma.
Criação da alma é um processo de reflexão e ação, de pensar, de sentir e fazer com liberdade e
criatividade...
Todos aqueles que ja questionaram o sentido da vida estão convidados a caminhar conosco na
jornada apaixonante e bela da criação da alma por meio do Eneagrama...

...Criando a Alma
Criar a alma é o centro da essência da sabedoria do Eneagrama. Nosso corpo vive no tempo e
no espaço, governado pelo mundo material. O espírito humano, ao contrário, vive na verdade
eterna. Somente a alma tem a habilidade de fazer a ligação e, portanto, de estabelecer a
comunicação entre o corpo e o espírito.

A maioria das pessoas nunca se detém para fazer a distinção entre espírito e alma. Dentre
aquelas que o fazem, algumas chegam a considerar a alma inferior ao espírito. Nessa época
crucial da História precisamos reexaminar essas palavras que descrevem a nossa vivência
interior para ver o que elas podem nos dizer sobre nós mesmos e os nossos recursos. Vamos
então, examinar as descrições e as definições de alma e de espirito e abordar historicamente
essas noções.

Segundo a visão antiga, o espirito se refere ao ao reino humano não material que focaliza a
eternidade, e a alma é aquele reino humano não material que está interessado nas coisas da
Terra. Além disso. Embora todos tenham uma alma, esta deve ser fortalecida e ampliada para
fazer uma ponte entre o mundo espiritual e o material. Criar a alma é jornada interior rumo a
consciência, à plenitude e à cura.

O viver mecânico e inconsciente desvia os olhos da alma para o mundo exterior onde ela é
mantida refém pelas exigências egocêntricas da personalidade. O Eneagrama descreve
claramente o comportamento mecânico, compulsivo e inconsciente que é a expressão da alma
no mundo exterior e que nos acaba aprisionando nele. O Eneagrama fornece também a chave
que pode abrir os portões da prisão, deixando que os olhos da alma se voltem para dentro,
onde, ao procurar a honestidade, a sinceridade e a verdade, a pessoa descobre a verdadeira
liberdade.
Estando num ambiente de reflexão, a alma floresce, pois é livre para procurar e descobrir o
propósito, o sentido da vida e o destino. A alma, que esta baseada no corpo físico, também
pode ser libertada para voar para o reino do espírito e voltar para casa carregando os fios
dourados da fé, da esperança e do amor que ligam e unem o mundo interno ao mundo
externo. Dessa maneira a alma pode se tornar a Grande Ponte entre a realidade visível e
invisível. Essa é a essencia da criação da alma...

...O mundo ocidental – que idolatra a exteriorização de tudo – entende muito pouco o
significado, o propósito e a função da alma. Jung, o famoso psicológo suiço, reconheceu
claramente esse fato quando disse que a humanidade moderna está em busca da sua alma. A
Jung, junto com freud, cabe o mérito de tornar prioritária no pensamento moderno ocidental
essa busca da alma através da exploração consciente.

Quando foi que nós, como uma civilização, perdemos a percepção da alma, e por que se torna
tão crucial resgatar e entender o valor da alma nesse ponto da nossa evolução?

Durante centenas e centenas de anos, as pessoas do mundo ocidental tem sido culturalmente
privadas do entendimento de quão importante é a alma para se obter a plenitude, cura,
liberdade e união. Essa privação da alma que já ocorria nos idos do ano 500 a.C. acabou
ficando firmemente enraizada no pensamento ocidental 787 d.C., numa reunião de
preeminentes líderes da igreja católica em Nicéia, na atual Turquia.

Essa assembleia tentou resolver a contovérsia iconoclasta (literalmente “destruidor de


imagens”), - debate muitas vezes violento que durou vários séculos, sobre se era ou não
apropriado usar imagens no culto cristão. Em todo mundo antigo, tanto nos cultos pagãos
quanto no cristianismo, todos os tipos de imagens – pinturas, icones, estátuas – haviam sido
usadas na adoração da divindade. Por volta do final do século VII, por muitas razões políticas e
religiosas complicadas, o uso de imagens se tornou suspeito, e o imperador Leão III decretou
ilegais as imagens.

Para resolver esse conflito, os bispos reunidos nesse concílio geral da igreja católica mediavam
entre aqueles que queria sancionar o uso de imagens e aqueles que queriam banir essa
prática. Eles diziam que as imagens eram apropriadas para o culto, por serem produzidas pela
imaginação humana, o meio mais imediato pelo qual a alma se revela, mas não por elas
mesmas. Todos tinha de entender que venerar imagens era dirigir-se, por meio delas, para a
verdade eterna que representava, e que vive no mundo do espírito.

A relevância da conclusão deles para a nossa discussão sobre a perda da alma é sutil, mas
importante. A alma não deve ser estimada por ela mesma, mas somente por aquilo que ela
revela sobre o espírito. O velho conceito que via a natureza humana composta de corpo, alma
e espirito, tendo a alma e espírito igual importância, sofreu uma modificação sutil, mas
duradoura. Todas as pessoas do mundo ocidental, sejam ou não cristãs, são hoje afetadas pelo
pronunciamento desses homens de há mais de mil anos, pois, daquele dia em diante, a alma
foi lentamente denegrida, colocada de lado, incluída no espírito e confundida com espírito.
Sem ter vida própria, a alma se perdeu. Por fim a maioria das pessoas redefiniu a natureza
humana como um corpo físico imbuído de um espírito racional, intelectual.
Aproximadamente oitenta anos mais tarde, em 869 d.C., uma reunião semelhante de lideres
da igreja foi convocada em Constantinopla. Os pronunciamentos do segundo concílio de Nicéia
não haviam resolvido o desacordo. As pessoas do mundo cristão repudiavam os decretos do
concílio- desde Carlos Magno, na França, e o papa Adriano II, em Roma, até vários bispos que
tinham estado presentes no concílio. A controvérsia novamente foi intensa e muitas vezes
sangrenta. Reafirmando os decretos de Nicéia II, os participantes do quarto concílio geral da
igreja católica, em Constantinopla, estabeleceram o dualismo ou a idéia de que os seres
humanos são compostos exclusivamente de espírito (mente) e corpo (matéria) – um modo de
pensar que controlaria o cristianismo e o Ocidente pelos séculos vindouros.

Assim a alma, a anima, que reflete as qualidades e virtudes femininas da humanidade e nos
apresenta as imagens da Face feminina de Deus, foi banida do Reino, aparentemente para
sempre. O espírito, que reflete as qualidades e virtudes masculinas da Face de Deus, recebeu a
supremacia exclusiva na tradição cristã ortodoxa, filosofia que deu forma ao pensamento da
sociedade ocidental.

A responsabilidade pela perda do entendimento da alma não pode, porém, ser atribuída
exclusivamente a tradição ortodoxa cristã. A própria sociedade, baseada como estava nos
princípios do império Romano, durante séculos havia exaltado o masculino e denegrido o
feminino verdadeiro. Não podem ser encontradas num único lugar as razões da abordagem
extrovertida da vida da civilização ocidental – resultando na fascinação contemporânea pela
ciência, pela tecnologia e pelo materialismo. Mas a Igreja cristã – a guardiã da doutrina, a
comunidade encarregada de comunicar a verdade teológica, filosófica e antropológica para a
civilização ocidental – tornou-se o órgão por meio do qual se manifestou mais nitidamente
essa mudança intensa no pensamento. Assim, ela exerceu grande influência sobre a mente dos
indivíduos e sobre as estruturas da sociedade ocidental.

Consequentemente, é na natureza da alma que se encontra nosso dilema e a nossa


investigação. O corpo e toda matéria são objeto de muitas ciências. Como na cultura ocidental
são estudados separadamente de seus componentes não materiais, até a matéria é mal
entendida.

O espírito, as vezes chamado inapropriadamente de mente ( o dicionário indica como


sinônimo as palavras alma, psique e mente), é aquela parte não material dos seres humanos
que alcança o reino da disciplina, inspiração e união com o Outro Sagrado transcedental. Ele é
voltado para o mistério – fé, orações, visões, revelações, êxtase e meditação. Sua única
intenção é a busca pela excelência e é inspirado para a dedicação. Ela é abordada como um
movimento ascendente – construir e fortalecer, buscar o eterno. Está comprometido com a
verdade e o amor, justiça e misericórdia como maneiras de inspirar uma vivência do Divino.

A alma é o reino do sentir, da emoção e da imagem. Está voltada para as limitações e


realidades da vida. Abarca muitas preocupações e caminha à vontade pelo meio delas para
investigar, questionar e descobrir. A abordagem que se dá à alma é multidimensional,
labiríntica e muitas vezes confusa, e até necessariamente, pelo menos por algum tempo,
confundida com a do espírito. A alma é a amante comprometida da arte, da cultura, do
aprendizado, da música e da imaginação. Todos esses, enquanto fundamentados na expressão
do humano, são também condutores da intuição – e intuição é a voz da alma, enquanto a
consciência é a voz do espírito.

Na alma reanimada em em crescimento, a intuição atinge o reino superior e inspiracional do


espírito. Então, a alma nos guia com sua voz silenciosa na nossa viagem para a cura, para o
significado da vida, para o destino e finalmente para a plenitude.

A sociedade começou a descobrir, de início por meio dos esforços brilhantes de Jung em
quebrar preconceitos, que a visão dualista da natureza humana – espírito e corpo somente –
não funciona porquê não está certa.

Do Livro: Meu Eu Melhor – Kathleen Hurley & Theodore Dobson – Ed. Mercuryo