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MONITORAMENTO DE PÁRA-RAIOS DE ZNO EM

SISTEMAS DE ALTA E EXTRA ALTA TENSÕES:


ANÁLISE DAS TÉCNICAS EXISTENTES

Jorge Luiz De Franco


Div. de Equip. para Dist. e Sub-transmissão
INEPAR S.A. Indústria e construções
Av. Juscelino K. de Oliveira, 11.400
81.450-900 - Curitiba – PR
jorgefranco@inepar.com.br

Resumo – Os pára-raios de Óxido de Zinco (ZnO) simples indicadores de falta, para indicação de uma
são equipamentos fundamentais para a falha nos pára-raios completos, até instrumentos de
confiabilidade dos sistemas elétricos de alta e extra alta sensibilidade, que são capazes de medir
alta tensões. Devido ao fato de não apresentarem pequenas variações na componente resistiva da
centelhadores série estes pára-raios, além de corrente ou nas perdas dos pára-raios de Óxidos
expostos às mais adversas condições climáticas e Metálicos.
transitórias, estarão permanentemente submetidos a
tensão de operação do sistema. Eventuais falhas II. FUNCIONAMENTO DOS
poderão ocorrer nos pára-raios e, portanto, técnicas PÁRA-RAIOS DE ZnO
de diagnóstico devem ser desenvolvidas e aplicadas,
para avaliar o desempenho dos pára-raios no campo. O circuito elétrico equivalente simplificado dos
pára-raios de Óxido de Zinco é apresentado na
O presente trabalho aborda as técnicas atualmente Figura 1. Rs representa a resistência dos grãos de
utilizadas para o diagnóstico de pára-raios de ZnO, ZnO, Rp a resistência não-linear da região
com ênfase nas técnicas preditivas, onde não há a intergranular e Cp a capacitância formada pelos
necessidade de desenergização dos sistemas. grãos de ZnO separados pela região intergranular.
Palavras Chave: Pára-raios de ZnO, Técnicas
preditivas, Diagnóstico de falhas.

I. INTRODUÇÃO

A utilização cada vez mais freqüente de pára-raios


de Óxido de Zinco sem centelhadores (ZnO) em
sistemas de alta e extra alta tensões, associada à
necessidade de sistemas cada vez mais confiáveis,
faz com que instituições de pesquisa, fabricantes de Fig. 1 - Circuito equivalente simplificado
equipamentos e empresas concessionárias de energia de um pára-raios de ZnO
elétrica intensifiquem cada vez mais o
aprimoramento de técnicas de manutenção preditivas A corrente de fuga contínua que flui pelo pára-raios
que permitam, de uma maneira fácil e confiável, possui duas componentes: a componente capacitiva,
avaliar o desempenho dos pára-raios de ZnO em predominante na tensão de operação do pára-raios e
serviço. praticamente senoidal quando da aplicação da tensão
de operação do sistema; e a componente resistiva,
A despeito de situações ocasionais, onde os pára- responsável pelas perdas no pára-raios, caracterizada
raios atuam como equipamentos limitadores de por apresentar distorções harmônicas face às
sobretensões é esperado que os mesmos apresentem, características não lineares das regiões
em condições de regime permanente, propriedades intergranulares, e cuja resistividade é fortemente
isolantes. Tais propriedades são essenciais para a dependente do campo elétrico aplicado, da
extensão da vida útil dos pára-raios e para a temperatura e da freqüência. Pára-raios novos
operação confiável de um sistema de potência. geralmente apresentam, para a tensão operativa do
sistema, uma amplitude para componente resistiva
Vários métodos de diagnósticos e indicadores têm na faixa de 10% a 20% da corrente total.
sido utilizados para revelar uma possível degradação
ou falha das propriedades isolantes dos pára-raios de Em condições normais de operação os pára-raios de
ZnO. Os métodos de diagnósticos variam desde ZnO, além da exposição às mais adversas condições
climáticas, podem ser submetidos a diferentes pelas técnicas de diagnóstico, o tempo de vida
solicitações , que impostas aos pára-raios sozinhas remanescente do pára-raios poderá ser aumentado
ou em conjunto podem acarretar no envelhecimento mediante a limpeza do invólucro ou aplicação de
destes. Estas solicitações são: graxa de silicone ou produtos similares neste.

- Tensão normal de operação Ainda hoje, muitas das empresas de energia elétrica
- Sobretensões temporárias e indústrias de grande porte utilizam técnicas
- Descargas de longa duração ou de alta preventivas para “diagnosticar” o estado dos pára-
intensidade e curta duração raios, tais como medição da resistência de
- Contaminação externa do invólucro isolamento e de perdas dielétricas. Apesar destas
- Penetração de umidade por perda de técnicas serem utilizadas a bastante tempo, existem
estanqueidade algumas divergências quanto aos critérios de
avaliação dos resultados, que dependem de
Todas as solicitações acima afetam e alteram comparações entre os valores previamente obtidos
significativamente a característica “tensão x para o pára-raios sob consideração e valores obtidos
corrente” doe elementos de ZnO utilizados na para pára-raios novos de características similares.
montagem dos pára-raios, levando à degradação ou
envelhecimento dos mesmos. Contadores de descarga também têm sido
freqüentemente utilizados nos pára-raios.
Detalhes sobre o efeito de cada tipo de solicitação Dependendo da sensibilidade e do seu princípio de
acima são apresentados na referência /1/. operação, esse instrumento pode ser uma indicação
das sobretensões que ocorrem no sistema, provendo
informações siginificativas sobre o número de
III. TÉCNICAS UTILIZADAS PARA descargas a que um pára-raios é submetido. Porém,
DIAGNÓSTICO DE PR’s DE ZnO para intervalos entre descargas muito curtos (abaixo
de 50 ms), alguns contadores de descarga podem não
Na maioria dos casos, o envelhecimento de um pára- detectar todos os impulsos de corrente. Além disso,
raios provoca um aumento gradual na componente esses contadores não fornecem informações
resistiva da corrente de fuga com o tempo. Portanto, específicas sobre o estado do pára-raios /2/.
a maioria dos métodos de diagnóstico de pára-raios
são baseados na medição da corrente de fuga. Atualmente as empresas vêm implementando cada
vez mais técnicas de diagnóstico / monitoramento
O aumento da corrente resistiva que flui pelo pára- preditivas, as quais permitem avaliar o desempenho
raios pode conduzir à instabilidade térmica do pára- dos pára-raios sem a necessidade de desenergização
raios e a sua falha completa, com possibilidade de dos sistemas. Medições com o sistema energizado
fragmentação e/ou explosão do invólucro isolante no podem ser realizadas através de instrumentos
caso do uso de invólucros de porcelana. Neste caso, portáteis ou permanente instalados /3/. Instrumentos
é importante ressaltar que uma eventual falha do portáteis são geralmente conectados ao terminal de
pára-raios não acarreta somente na perda do mesmo, terra do pára-raios por meio de um miliamperímetro
podendo causar distúrbios severos no sistema e tipo alicate ou por um transformador de corrente
também uma danificação para outros equipamentos, permanentemente instalado.
como por exemplo, buchas de transformadores. A
utilização de pára-raios poliméricos tem reduzido É importante ter-se em mente que os instrumentos
significaticativamente os riscos de danos a outros de diagnóstico devem ser desenvolvidos e
equipamentos devido a fragmentação do invólucro. manuseados de forma a prover segurança do pessoal
durante as medições. No caso de instrumentos
O estabelecimento de procedimentos para permanentemente instalados deve ser levando em
monitoramento dos pára-raios em serviço tem consideração as possíveis solicitações operacionais e
aumentado a confiabilidade dos mesmos e reduzido de curto-circuito. Em alguns casos, um terminal de
os custos operacionais das empresas de energia terra isolado é requerido. Neste caso, estes terminais
elétrica, possibilitando a detecção prévia de pára- devem apresentar um nível de suportabilidade de
raios envelhecidos e, deste modo, permitindo a tensão suficientemente alta, de modo a considerar as
retirada programada dos mesmos de serviço antes da quedas de tensão indutivas que aparecem entre os
ocorrência da falha. terminais e a estrutura aterrada durante o durante
uma descarga /4/.
Por outro lado, técnicas preditivas permitem,
algumas vezes, o diagnóstico prévio de possíveis As técnicas freqüentemente utilizadas para o
causas de degradação dos pára-raios, possibilitando diagnóstico de pára-raios de ZnO estão baseadas na
o aumento da vida útil dos mesmos. Por exemplo, se medição e análise da corrente de fuga /4/, /5/, /6/ e
o envelhecimento causado por poluição é detectado inspeção termográfica /4/, /7/.
III.1 - Medição da corrente de fuga total raios pode ser usada para o diagnóstico das
condições de operação dos pára-raios em serviço. A
A medição da corrente total é realizada por meio de componente resistiva da corrente quando da
miliamperímetros montados nos contadores de aplicação de tensões alternadas é definida como o
descarga e permanentemente instalados aos pára- nível de corrente no instante da máxima tensão.
raios, ou por instrumentos portáteis, que indicam os
valores eficazes, médios ou de pico. Existem vários métodos para a medição direta da
componente resistiva da corrente:
A medição da corrente de fuga total consiste
basicamente da corrente capacitiva, uma vez que a - Usando uma fonte de tensão como referência;
componente resisitiva da corrente corresponde a - Através da compensação componente
uma pequena fração da corrente total. A corrente capacitiva, utilizando-se uma fonte de tensão;
total medida nos terminais de terra de um pára-raios - Através da compensação da componente
depende da permissividade dos elementos de ZnO, capacitiva da corrente sem a utilização de uma
das capacitâncias parasitas para a terra e dos fonte de tensão.
capacitores de equalização, se aplicados.
A medição direta da componente resistiva da
Estudos realizados em laboratórios, mostrando o corrente através de uma fonte de tensão tem sido
efeito da variação da componente resistiva da mais utilizada no campo. O valor de crista da
corrente no aumento da corrente média medida pelo corrente resistiva é obtido no instante em que a
instrumento, associada a experiência de campo, tensão através dos terminais do pára-raios atinge o
indicam uma baixa sensibilidade deste método para seu valor de crista. Os valores medidos para um
detecção da variação da componente resistiva da pára-raios sob análise podem ser diretamente
corrente ao longo do tempo /3/, /5/. Um aumento de comparados com os valores obtidos previamente.
10 vezes na corrente resistiva acarreta, em geral, um
aumento na leitura do instrumento em torno de 10% A dificuldade prática na implementação deste
/4/. Menores sensibilidades são obtidas quando da método, para medições periódicas no campo, está no
utilização de instrumentos para medição do nível de fato da necessidade de medição simultânea da tensão
pico. aplicada ao pára-raios e da corrente total, tornando-
se necessária a utilização de fontes de tensão
Em adição, a medição da corrente de fuga total é móveis, adequadas aos níveis de tensão do sistema.
muito sensível às condições da instalação, uma vez Além disso, as conexões para a medição da tensão
que a corrente capacitiva depende das capacitâncias deverão ser realizadas com o sistema energizado.
parasitas.
A distribuição de tensão não uniforme ao longo do
Outros aspectos que devem ser levados em pára-raios, devido a influência das capacitâncias
consideração quando da utilização deste método, e parasitas para a terra e para equipamentos
que podem acarretar erros significativos na medição adjacentes. Desta forma, o valor de tensão através
da corrente obtida, são os efeitos da poluição - dos elementos de ZnO no terminal de terra do pára-
acarreta um aumento na corrente de fuga externa raios pode desviar do valor médio de tensão ao
pelo invólucro, e do campo elétrico nas longo do pára-raios em amplitude e ângulo de fase,
proximidades do equipamento /4/, /8/. afetando a medição da componente resistiva da
corrente /2/. Da mesma forma, as correntes
A baixa sensibilidade às alterações na componente capacitivas induzidas na conexão de terra do pára-
resistiva da corrente, faz a medição da corrente de raios pelas fases adjacentes reduz a exatidão deste
fuga total apropriada para diagnóstico do método de medição. O efeito da poluição também
desempenho dos pára-raios somente nos raros casos deve ser considerado, pois a poluição altera
em que a componente resistiva da corrente é da significativamente a distribuição de tensão ao longo
mesma ordem de grandeza da componente do pára-raios. Em adição, a presença de harmônicos
capacitiva. na tensão podem reduzir a exatidão desse método.

Maiores informações sobre os outros métodos para


III.2 - Medição da componente obtenção da componente resistiva da corrente são
apresentadas na referência /2/.
resistiva da corrente
Para uma dada condição de tensão e temperatura, a
componente resistiva da corrente de fuga é um III.3 - Medição de temperatura
indicador sensível para prever as alterações nas
características dos elementos de ZnO. Portanto, a A medição da temperatura no pára-raios pode ser
medição da corrente resistiva quer flui pelos pára- executada através de métodos de imagem térmica.
A termografia é hoje uma técnica bastante utilizada indicativo do estado dos pára-raios. Diferentes
para o diagnóstico de diversos equipamentos de métodos de diagnóstico tem sido propostos:
linhas e subestações. A inspeção termográfica em
pára-raios para a detecção de partes aquecidas - Medição de correntes harmônicas de 1a ordem;
(pontos quentes), tem sido bastante aplicada pelas - Medição de correntes harmônicas de 3a ordem;
empresas concessionárias de energia e demais - Medição de corrente harmônica de 3a ordem
usuários de pára-raios. utilizando-se a técnica de compensação

Entretanto, cuidados devem ser tomados com Para os dois primeiros métodos acima descritos,
relação a leitura durante a inspeção, visto que cuidados devem ser tomados com relação a
pequenos diferenciais de temperatura podem indicar quantidade de harmônicos presentes na tensão do
o início de defeitos nos pára-raios: evitar a sistema, que varia com o tipo de carga e com o nível
realização de medições durante períodos do dia de de tensão, e interfere nos harmônicos gerados pelas
alta insolação; ajustar adequadamente o aparelho resistências não-lineares dos pára-raios /5/, /9/.
para o fator de emissividade do objeto sob inspeção;
fazer o referencial de temperatura em relação ao O método de medição de corrente harmônica de 3a
objeto adjacente, etc. Em termovisores modernos ordem utilizando-se a técnica de compensação, tem
alguns ajustes são realizados pelo próprio sido considerado o método mais eficaz e exato
instrumento. atualmente existente. Segundo este método,
correntes harmônicas de terceira ordem geradas
A referência /7/ aborda uma experiência de mais de pelos harmônicos na tensão do sistema são
5 anos na utilização sistemática desta técnica com eliminadas, de modo a obter-se somente a
resultados satisfatórios. Segundo critérios adotados componente de terceira ordem gerada pelo próprio
pela empresa, pára-raios que apresentarem durante pára-raios. O método é baseado na determinação da
as inspeções termográficas a imagem térmica com corrente resisitiva de terceiro harmônico, obtida a
branco saturado, tem a sua temperatura medida, partir da diferença entre a corrente total de terceiro
sendo considerados suspeitos caso esta temperatura harmônico e a corrente capacitiva de terceiro
exceda a 5o C em relação a temperatura ambiente. harmônico. A corrente total de terceiro harmônico é
Neste caso, os pára-raios são retirados de operação, obtida diretamente, a partir da transformada de
através de desligamentos programados, e submetidos Fourier da corrente total medida. A corrente
a ensaios complementares, como por exemplo capacitiva de terceiro harmônico é determinada
medição de perdas. indiretamente por medição de campo elétrico.
Esta técnica tem se mostrado razoavelmente Maiores detalhes sobre os métodos apresentados
consistente para o diagnóstico do estado de pára- podem ser obtidos nas referências /2/, /5/, /6/ e /9/.
raios de ZnO com riscos de falha. No entanto, a
dificuldade de utilização deste método consiste em Informações sobre os métodos de monitoramento
determinar com exatidão o valor de temperatura a dos pára-raios, suas complexidades, eficiência no
partir do qual o pára-raios pode ser considerado diagnóstico e experiência de campo foram
como defeituoso, uma vez que a diferença de apresentadas pelo Grupo de Trabalho WG10 da IEC
temperatura entre os resistores e a superfície do em sua Comissão Técnica TC37 /2/, e estão
invólucro pode ser substancial e variar em função do sintetizadas nas Tabelas 1 e 2.
projeto construtivo do pára-raios.

Em aplicações especiais, onde se requer um controle


mais rígido sobre o desempenho dos pára-raios, é IV RECOMENDAÇÕES PARA O
possível a medição direta da temperatura sobre os MONITORAMENTO
blocos resistores de ZnO, desde que os pára-raios DE PÁRA-RAIOS DE ZnO
sejam equipados com transdutores especiais /2/.
Conforme apresentado anteriormente, na maioria
dos casos, o envelhecimento do pára-raios causa um
III.4 – Harmônicos na corrente de fuga aumento gradual da sua componente resisitiva da
corrente de fuga com o tempo. Desta forma, o
A corrente de fuga que flui pelo pára-raios, quando estabelecimento de procedimentos para a medições
da aplicação de uma tensão senoidal, contém periódicas possibilita a detecção de pára-raios
harmônicos provenientes das características não- envelhecidos ou em início de estado de degradação,
lineares dos blocos de ZnO. A amplitude destas permitindo uma retirada programada dos mesmos de
correntes harmônicas aumenta com a componente serviço antes da ocorrência da falha. O grau de
resistiva da corrente de fuga /5/. Desta forma, a periodicidade no monitoramento depende da
quantidade de harmônicos presentes pode ser um importância da instalação. A seguir, são
apresentadas algumas sugestões que podem evitar a que elimina as correntes harmônicas geradas
falha dos pára-raios em serviço: pelos harmônicos na tensão do sistema, tem se
mostrado como o método mais confiável para o
- Uma vez instalado o pára-raios, a sua diagnóstico de pára-raios em serviço.
componente resistiva da corrente deve ser - Inspeções devem ser realizadas nos pára-raios de
medida em um tempo mais curto possível. Esta forma periódica ou após a ocorrência de alguma
medição é a melhor referência para comparação solicitação severa. O grau de periodicidade
com futuras medições. Devido a influência da depende da importância da instalação.
temperatura sobre a corrente resistiva, é - A avaliação do desempenho de um pára-raios
recomendável corrigir o valor da corrente medida medido utlizando-se técnicas preditivas, deve ser
para uma temperatura padronizada /2/. Para tal, baseada em valores de referência e no histórico
informações adicionais dos fabricantes, de medições sobre o pára-raios em consideração
referentes a dependência da corrente resistiva ou similares. É recomendável a obtenção, junto
com a temperatura são fundamentais. ao fabricante do pára-raios, de curvas que
- Medições sobre os pára-raios devem ser apresentem a dependência da componente
realizadas regularmente, especialmente em locais resistiva da corrente do pára-raios com a tensão e
onde os pára-raios são expostos a contaminação temperatura, de modo a se corrigir as medições
atmosférica. Medições são importantes após efetuadas para valores padrões.
períodos com condições de mau tempo e
descargas externas no sistema causadas por VI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
salinidade e/ou poluição industrial. Decisões
sobre a realização ou não das medições devem /1/ Schei. A, De Franco. J, “Experiência no
ser tomadas por responsáveis pela subestação. Monitoramento de Pára-raios de Óxido Metálico
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sobretensões temporárias de elevada amplitude Section 6: Diagnostic indicators of metal-oxide
e/ou longa duração, que podem impor surge arresters in service”, Amendment 1 to IEC
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1989.
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do(s) pára-raios em intervalos regulares. AC applications and its effects on insulation
- Durante um período de tempo mais longo ou coordination”, CIGRÉ – Working Group
mais curto, para monitorar as condições de 33/15.08, 1990, pp. 27-29.
um pára-raios específico que apresente uma /5/ Landquist, J. et alii, “New Method for
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modo a se obter maiores informações sobre o of Metal-Oxide Surge Arresters in Service”,
seu comportamento. IEEE Transactions on Power Delivery, Vol. 5,
- Permanentes, para registro contínuo de No 4, November 1990, pp. 1811-1819
um pára-raios em subestações de grande /6/ Schei, A. et alii, “Resistive Leakage Current
importância. Measurements on Metal Oxide Surge Arresters
in Service – Measuring Equipment and Results
V. CONCLUSÕES from Measurements in 145 kV and 300 kV
Stations”, CIGRÉ, paper 140-01, Berlim, 1993.
- A grande quantidade de pára-raios de ZnO /7/ Calazans, A. et alii, “Diagnóstico de pára-raios
instalados no sistema elétrico brasileiro, de Óxido de Zinco através de técnicas
associada a necessidade de uma confiabilidade preditivas”, XIV Seminário Nacional de
de desempenho destes cada vez maior, indica a Produção e Transmissão de Energia Elétrica –
necessidade de adoção de técnicas de diagnóstico SNPTEE, Belém – PA, Outubro, 1997.
simples e confiáveis para a avaliação das /8/ de Oliveira, M. J. et alii, “Medidores de Corrente
condições de operação dos pára-raios em serviço de Fuga – Aplicação no Diagnóstico de pára-
- A aplicação de técnicas preditivas para raios Defeituosos”, XIV Seminário Nacional de
diagnosticar o estado dos pára-raios de ZnO Produção e Transmissão de Energia Elétrica –
permite a antecipação de ações que evitam a SNPTEE, Belém – PA, Outubro, 1997.
falha dos equipamentos e conseqüentes /9/ TransiNor As, “Surge Arrester Monitor –
transtornos operacionais para o sistema elétrico. Experience from condition monitoring of metal
- A medição da corrente resisitiva de terceiro oxide surge arresters in service”, Information
harmônico utilizando a técnica de compensação, LCM-98-001, January 1998.
Tabela 1 – Métodos de diagnóstico utilizados em pára-raios de ZnO

Método de diagnóstico Condição de Serviço Experiência no Campo


Desenergizado Energizado
Indicador de falta X limitado
Desligador X extensivo a
Contador de descargas X extensivo
Medição de temperatura X limitado
Medição da corrente de fuga
Usando fonte de tensão externa X ver Tabela 2
Usando a tensão de serviço X ver Tabela 2

Em pára-raios de média tensão a

Tabela 2 - Métodos de monitoramento através da medição de corrente de fuga

Monitoramento da corrente de fuga Sensibilidade Eficiência no Experiên


diagnóstico cia de
Serviço

Corrente superficial
fase na medição da
tensão ou corrente

Complexidade de
Deslocamento de
Harmônicos na

Qualidade de
informação

manuseio
tensão

Fonte de tensão DC externa NA NA Alta Alta Alta Limitada

Tensão de serviço ou fonte de tensão CA externa

Medição da corrente de fuga total Baixa Baixa Média Baixa Baixa Extensiva

Medição da componente resistiva da


corrente

Usando a tensão de referência Média Alta Alta Média Alta Limitada


Usando a compensação capacitiva Média Alta Alta Média Alta Limitada
Usando a compensação sintética Média Alta Alta Média Baixa IND
Usando o método de cancelamento da Alta Alta Alta Baixa Baixa Limitada
corrente capacitiva

Análise harmônica da corrente de fuga

Usando harmônico de 1a ordem Baixa Alta Alta Média Alta Limitada


Usando harmônico de 3a ordem Alta Baixa Baixa Média Baixa Extensiva
Usando harmônico de 3a ordem com Baixa Baixa Baixa Alta Média Extensiva
compensação

Medição das perdas Baixa Alta Alta Média Alta IND