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Universidade Federal do ABC Bases Epistemológicas da Ciência Moderna Prof. Valter Teoria do Silogismo

O juízo é uma operação do pensamento, e a proposição é a expressão verbal do juízo.

Classificação das proposições:

(1) Pela quantidade:

afirmativas (“Sócrates é homem”) negativas (“Sócrates não é persa”)

(2) Pela quantidade:

universais (“Todos os S são P”) particulares (“Alguns S são P” ou “Este S é P”) [universais negativas (“Nenhum S é P”)] [particulares negativas (“Alguns S não são P” ou “Este S não é P”)]

Desde os medievais, os quatro tipos de preposições categóricas são indicados por letras: a para universal afirmativa, e para universal negativa, i para particular afirmativa, o para particular negativa.

(3) Pela modalidade:

necessárias (aquelas em que o predicado está incluído necessariamente na essência da coisa) impossíveis (aqueles em que o predicado não pode ser atribuído demaneira alguma ao sujeito) possíveis (aquelas em que o predicado pode ser ou deixar de ser atribuído ao sujeito)

(4) Pela relação:

contraditórias:

uma universal afirmativa e uma particular negativa, cujos sujeitos e predicados são os mesmos em ambas uma universal negativa e uma particular afirmativa cujos sujeitos e predicados são os mesmos em ambas

contrárias:

duas universais, sendo uma afirmativa e uma negativa duas particulares, sendo uma afirmativa e uma negativa subalternas - subordinação ou dependência entre:

uma universal afirmativa e uma particular afirmativa uma universal negativa e uma particular negativa

[Quadrado das oposições]

Estrutura do silogismo:

A idéia geral do silogismo é:

A é verdade de B

A é verdade de C

Logo, B é verdade de C

Um silogismo é uma combinação de premissas das quais é inferida uma conclusão, graças a um termo chamado médio que liga dois termos contidos nas premissas: o termo maior (predicado da conclusão) e o termo menor (sujeito da conclusão). A inferência consiste em mostrar que o termo menor está contido no termo maior, através da mediação feita pelo termo médio. A função do termo médio é conectar os termos maior e menor (na verdade, o termo médio desempenha o papel de causa que liga o termo menor ao maior).

A primeira proposição é dita premissa maior

A segunda proposição é dita premissa menor

A terceira proposição é dita conclusão

Regras de formação do silogismo:

(1) A premissa maior deve conter o termo maior e o termo médio (2) A premissa menor deve conter o termo menor e o termo médio

(3) A conclusão deve conter o termo maior e o termo menor, mas nunca deve conter o termo

médio

Figuras do silogismo (referem-se à posição ocupada pelo termo médio nas premissas)

1a. figura: o termo médio (T) é sujeito na maior e predicado na menor

T — TM

Tm — T Tm — TM

(t. médio é sujeito) (t. médio é predicado)

2a. figura: o termo médio (T) é predicado nas duas premissas

TM — T Tm — T Tm — TM

(t. médio é predicado) (t. médio é predicado)

3a. figura: o termo médio (T) é sujeito nas duas premissas

T — TM

T — Tm

Tm — TM

(t. médio é sujeito)

(t. médio é sujeito)

4a. figura: o termo médio (T) é predicado na maior e sujeito na menor

TM — T

T — Tm

Tm — TM

(t. médio é predicado)

(t. médio é sujeito)

[Note-se que esta é a ordem adotada e popularizada por Boécio (séculos V-VI). A ordem utilizada originalmente por Aristóteles era diferente, pois Aristóteles construía as quatro proposições categóricas usando “pertence”, e não “é”, assim:

“A pertence a todo B” (universal afirmativa), em vez de “todo B é A”; “A pertence a algum B” (particular afirmativa), em vez de “algum B é A”; “A não pertence a nenhum B” (universal negativa), em vez de “nenhum B é A”; “A não pertence a algum B” (particular negativa), em vez de “algum B não é A”.

Dessa forma, os esquemas das 4 figuras ficam “trocados”:

1a.

2a.

3a.

4a.

TM — T T — Tm TM — Tm

T — TM T — Tm TM — Tm

TM — T Tm — T TM — Tm

T — TM Tm — T TM — Tm

Note-se ainda que Aristóteles discute nos Primeiros analíticos apenas as três primeiras figuras.]

Modos do silogismo (referem-se à natureza — qualidade e quantidade — das proposições que constituem as premissas)

Em cada figura, cada uma das três proposições pode assumir quatro formas (as proposições categóricas a, e, i, o apresentadas anteriormente), de sorte que cada figura apresenta 4 x 4 x 4 = 64 modos. Assim, as quatro figuras apresentam ao todo 4 x 64 = 256 modos. Porém as chamadas regras demonstrativas do silogismo excluem vários deles, até restarem 19 modos considerados válidos. Os modos não válidos não logram estabelecer uma relação de dedução entre os termos contidos nas premissas, ou, em outras palavras, não asseguram a verdade da conclusão pela verdade das premissas.

Regras demonstrativas do silogismo:

(1) Só deve possuir três termos (maior, menor e médio) (2) O termo médio (que deve aparecer nas duas premissas) deve ser tomado, pelo menos em uma das premissas, em toda a sua extensão (i.e. deve ser tomado como universal) (3) Nenhum termo pode ser mais extenso na conclusão do que nas premissas (pois do contrário concluiríamos mais do que o permitido) (4) A conclusão não pode conter o termo mnédio, mas apenas os termos maior e menor, que são conectados pelo termo médio (5) Se as duas premissas forem negativas, nada pode ser concluído (6) Duas premissas afirmativas devem ter uma conclusão afirmativa (7) A conclusão sempre acompanha a parte mais fraca, i.e. se houver uma premissa negativa, a conclusão deverá ser negativa; se houver uma premissa particular, a conclusão deverá ser particular; se houver uma premissa particular negativa, a conclusão deverá ser particular negativa (8) De duas premissas particulares (sejam elas afirmativas ou negativas) nada se pode concluir [cf. M. Chauí, Introdução à história da filosofia, Vol. I, p. 370. Ver também Britannica, 15a. ed., Vol. 17, p. 893.]

[Retomando o tema da diferença entre as formulações de Aristóteles e de Boécio, note-se que, no silogismo do 1o. modo da 1a. figura, a transitividade fica evidente na formulação aristotélica: “A pertence a todo B, B pertence a todo C, logo A pertence a todo C”. Já na formulação de Boécio, a transitividade não parece óbvia: “Todo B é A, todo C é B, logo todo C é A”, e fica evidente apenas quando trocamos as premissas de lugar: “Todo C é B, todo B é A, logo todo C é A”.]

Os 4 modos válidos na 1a. figura:

Todo M é P Todo S é M Todo S é P

Todo brasileiro é terrestre (universal afirmativa - a) Todo paulista é brasileiro (universal afirmativa - a) Todo paulista é terrestre (universal afirmativa - a)

Nenhum M é P Todo S é M Nenhum S é P

Nenhum brasileiro é marciano (universal negativa - e) Todo paulista é brasileiro (universal afirmativa - a) Nenhum paulista é marciano (universal negativa - e )

Todo M é P Algum S é M Algum S é P

Todo músico toca algum instrumento (universal afirmativa - a) Alguns paulistas são músicos (particular afirmativa - i) Alguns paulistas tocam algum instrumento (particular afirmativa - i)

Nenhum M é P Algum S é M Algum S é P

Nenhum brasileiro é europeu (universal negativa - e) Alguns esportistas são brasileiros (particular afirmativa - i) Alguns esportistas não são europeus (particular negativa - o)

Exemplo na segunda figura. Nenhum P é M Todo S é M Nenhum S é P

Exemplo na terceira figura Algum M é P Todo M é S Algum S é P

Nenhum brasileiro é asiático Todo coreano é asiático nenhum coreano e brasileiro

Alguns animais são mamíferos Todo animal é vivo Alguns vivos são mamíferos