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Tipos de Motores Elétricos

Aluno - Fabrício

Disciplina – Máquinas elétricas

Turma – Técnico em mecatrônica – 2017.2

Data: 11/03/2019

 Corrente Pulsante

1. Motor de passo (Step motor)

Dispositivo eletro-mecânico de posicionamento que converte sinal elétrico (digital) em


torque, rotacionando um incrementos precisos (step) uma carga
O rotor é construído em duas secções, cada seção possuí 50 dentes. O Estator, que é a
carcaça, possuí 8 polos , cada um com 5 dentes, perfazendo um total de 40 dentes. As
bobinas são enroladas sobre os dentes do estator e estão conectadas aos pares. Desse
modo, quando a corrente atravessa um par de espiras do estator, atrairão os dentes de
polaridade opostas em cada extremidade do rotor. Então energizando alternadamente
um e depois duas espiras o rotor se desloca um incremento de 1.8o em cada estágio.
O número de passo que o Motor gira, teoricamente é exatamente igual ao número de
pulsos recebidos. A velocidade do motor é exatamente igual a frequência de entradas
dos pulsos. A precisão do motor de passo é de 3 a 5% do valor de um passo, valor não
acumulativo.

Vantagens: Precisão de posicionamento; Excelente repetibilidade; Ótimo controle de


velocidade, visto que a velocidade do motor está diretamente relacionada com a
frequência de acionamento das fases; Permite que o sistema de controle seja aberto, pois
na maioria dos casos dispensa realimentação; Pode manter-se imóvel sem causar danos;
Elevado torque de retenção e para rotações baixas.

Desvantagens: O torque diminui rapidamente com o aumento da rotação; Ocorrência de


ressonância se o controle do motor for inadequado; Baixa eficiência; Pode perder passos
se não for bem dimensionado.

2. Motor de passo híbrido

Os motores de Passo Híbridos são de 2 fases. Sua construção é bem simples, são
constituído por um rotor, um estator, tampa de montagem , flange e rolamentos.
Os motores de passo híbridos são de longe os mais utilizados na indústria. Composto
por um rotor, estator com enrolamento dos fios (bobinas), rolamentos e carcaça. São
geralmente de 2 fases, sabendo que existe também motores de passo de 3 fases e 5 fases
(não muito comum). A revolução é de 1.8 graus, e é conseguida devido a geometria do
rotor, o qual é composto de 50 dentes conjugados com o estator (Bobinas A e B), ou
seja A+,A-,B+,B- , obtém o resultado de 200 PPR (pulsos por uma revolução).
Os motores de passo são usados em: Drives de disquetes; Scanners planos; Impressoras;
Injeção eletrônica nos automóveis e muitos outros dispositivos; Motores de automóveis;
3. Motor de relutância

Usa o torque de relutância. O conjugado de relutância é o conjugado induzido em um


objeto de ferro na presença de um campo externo, levando ao objeto se alinhar com o
campo externo. O campo externo induz um campo no interior do objeto de ferro. Por si
só não tem torque de partida. Motor de relutância com partida própria pode ser
construído incluindo os enrolamentos amortecedores.

4. Motor variável

É o tipo mais simples, o estator é formado, em geral, por quatro polos usinados de
forma que apresentem ranhuras, chamadas dentes devido ao seu aspecto. O rotor é
também dentado, lembrando uma engrenagem, onde cada dente corresponde a um polo
saliente, assim, o número de dentes do rotor determina o número de passos do motor.
O controle deste tipo depende unicamente da ordem de energização das bobinas e dos
detalhes mecânicos.
5. Motor de ímã permanente

Similar ao motor de relutância variável, porém o rotor é construído com ímãs


permanentes, o que determina uma característica importante deste tipo, que é a de
manter a última posição mesmo quando não energizado. O torque (binário) proveniente
dessa característica é conhecido torque de detenção.

 Corrente alternada

6. Motor Monofásico de Anel em Curto

O motor monofásico de anel em curto é um motor de indução de rotor tipo gaiola de


esquilo e seu estator é de polos salientes com cavidades, onde são colocados anéis de
cobre ou latão, que abraçam pouco menos da metade de cada polo. É criado pelos anéis,
um fluxo, devido as correntes induzidas produzida pelo fluxo variável, defasado em
atraso do fluxo originado pelas bobinas dos polos indutores, surgindo com a resultante,
um campo giratório. O rotor dentro dele é forçado a girar no mesmo sentido devido ao
campo produzido pelas correntes induzidas nas barras alojadas nas ranhuras do rotor. A
aplicação desses motores se faz em pequenas máquinas tais como: toca-discos, relógios,
servo-mecanismos, etc; porque é um motor de baixo conjugado de partida e baixo
rendimento.

7. Motor Monofásico de Fase Auxiliar


O motor de fase auxiliar é um motor de indução constituído de um rotor tipo gaiola de
esquilo e um estator formado por coroas de chapas isoladas de ferro-silício, com
ranhuras na parte interna, fixadas numa carcaça. Os enrolamentos, principal e auxiliar
são alojados nas ranhuras isoladas, deslocadas de um ângulo de 90º elétricos um do
outro. Os motores monofásicos de indução sem dispositivos de partida, não tem
arranque próprio, por não produzir campo rotativo, daí a necessidade, de se utilizar a
fase auxiliar com características diferentes do principal, para que os campos magnéticos
defasados entre si, produzam uma resultante rotativa, que por indução movimente o
rotor tipo gaiola colocado dentro dele. O enrolamento principal é calculado de modo
preciso, mas o auxiliar é conseguido de maneira empírica, mas sempre em relação ao
principal, isto é, o auxiliar vai de 34% a 80% do número de condutores do principal e a
seção do condutor varia de 30% a 50% do condutor empregado no principal, calculado
para 110V. Os motores monofásicos de indução de fase auxiliar são utilizados em
máquinas de lavar roupas, em eletrobombas, em geladeiras, enceradeiras de potência
elevadas, etc.

8. Motor monofásico de indução rotor gaiola de esquilo fase dividida

Este motor possui um enrolamento principal e um auxiliar (para a partida), ambos


defasados no espaço de 90 graus elétricos. O enrolamento auxiliar cria um
deslocamento de fase que produz o conjugado necessário para a rotação inicial e a
aceleração. Quando o motor atinge uma rotação predeterminada, o enrolamento auxiliar
é desconectado da rede através de uma chave que normalmente é atuada por uma força
centrífuga (chave ou disjuntor centrífugo) ou em casos específicos, por relé de corrente,
chave manual ou outros dispositivos especiais (figura 9.2). Como o enrolamento
auxiliar é dimensionado para atuação somente na partida, seu não desligamento
provocará a sua queima.

O ângulo de defasagem que se pode obter entre as correntes do enrolamento principal e


do enrolamento auxiliar é pequeno e, por isso, estes motores tem conjugado de partida
igual ou pouco superior ao nominal, o que limita sua aplicação.

9. Motor monofásico de indução rotor gaiola de esquilo de capacitor de


partida (capacitor-start)
É um motor semelhante ao de fase dividida. A principal diferença reside na indução de
um capacitor eletrolítico em série com o enrolamento auxiliar de partida. O capacitor
permite um maior ângulo de defasagem entre as correntes do enrolamento principal e
auxiliar, proporcionando assim, elevados conjugados de partida. Como no motor de fase
dividida, o circuito auxiliar é desconectado quando o motor atinge entre 75% a 80% da
velocidade síncrona. Neste intervalo de velocidades, o enrolamento principal sozinho
desenvolve quase o mesmo conjugado que os enrolamentos combinados. Para
velocidades maiores, entre 80% e 90% da velocidade síncrona , a curva de conjugado
com os enrolamentos combinados cruza a curva de conjugado do enrolamento principal
de maneira que, para velocidades acima deste ponto, o motor desenvolve menor
conjugado, para qualquer escorregamento, com o circuito auxiliar ligado do que sem
ele. Devido ao fato de o cruzamento das curvas não ocorrer sempre no mesmo ponto e,
ainda, o disjuntor centrífugo não abrir sempre na mesma velocidade, é prática comum
fazer com que a abertura aconteça, na média, um pouco antes do cruzamento das curvas.
Após a desconexão do circuito auxiliar o seu funcionamento é idêntico ao do motor de
fase dividida. Com o seu elevado conjugado de partida (entre 200% e 350% do
conjugado nominal), o motor de capacitor de partida pode ser utilizado em uma grande
variedade de aplicações e é fabricado em potências que vão de 1/4cv a 15cv.

10. Motor monofásico de indução rotor gaiola de esquilo de capacitor


permanente (permanent-split capacitor)

Neste tipo de motor, o enrolamento auxiliar e o capacitor ficam permanentemente


energizados, sendo o capacitor do tipo eletrostático. O efeito deste capacitor é de criar
condições de fluxo muito semelhantes as encontradas nos motores polifásicos,
aumentando, com isso, o conjugado máximo, o rendimento e o fator de potência, além
de reduzir sensivelmente o ruído. Construtivamente são menores e isentos de
manutenção pois não utilizam contatos e partes móveis, como nos motores anteriores.
Porém seu conjugado de partida, normalmente é inferior ao do motor de fase dividida
(50% a 100% do conjugado nominal), o que limita sua aplicação a equipamentos que
não requeiram elevado conjugado de partida, tais como: máquinas de escritórios,
ventiladores, exaustores, sopradores, bombas centrífugas, esmeris, pequenas serras,
furadeiras, condicionadores de ar, pulverizadores, etc. São fabricados normalmente para
potências de 1/50 a 1,5cv.
11. Motor monofásico com dois capacitores (two-value capacitor)

É um motor que utiliza as vantagens dos dois anteriores: partida como a do motor de
capacitor de partida e funcionamento em regime como a do motor de capacitor
permanente (figura 9.5). Porém, devido ao seu alto custo, normalmente são fabricados
em potências superiores a 1cv.

12. Motor monofásico de indução de fase dividida (split-phase)

Este tipo de motor contém 2 enrolamentos muito distintos. O principal ocupa 2/3 das
ranhuras do estator e tem grande reatância e baixa resistência. O auxiliar cobre o
restante das ranhuras e tem baixa reatância e grande resistência, além de ficar ligado
em série com um interruptor centrífugo.

O ângulo formado pela corrente do enrolamento principal é superior, por causa de sua
reatância maior. Na prática, o ângulo entre as correntes é próximo de 30° e como os
enrolamentos estão dispostos espacialmente a 90° no estator, resulta num campo
giratório elíptico, que é suficiente para iniciar a rotação.
Assim que o rotor alcança 80% da velocidade nominal, o interruptor centrífugo, situado
no eixo do motor, desliga o enrolamento auxiliar, pois este é constituído com fio mais
fino e é incapaz de suportar o funcionamento contínuo. Devido a este aquecimento, o
motor de fase dividida é adequado para o funcionamento contínuo, pois só pode ser
ligado a intervalos razoáveis de tempo, depois que a bobina auxiliar esfriou.

Estes motores podem inverter sua rotação trocando-se os polos de qualquer um dos
enrolamentos, enquanto o rotor está parado. É a partida que dá o sentido de rotação.
Estes motores costumam emitir mais ruídos que os outros modelos que utilizam
capacitor e é utilizado com cargas de pequena potência e moderada necessidade de força
de arranque, como em esmeris, compressores herméticos, ventiladores, exaustores,
bombas centrífugas, lavadoras de pratos etc.

Em esmeris, por exemplo, é fácil perceber este tipo de motor, pois além do barulho
elevado, ao serem desligados chega um momento que o eixo começa a ser travado, já
que a chave centrífuga volta à posição original e as escovas que ligam o enrolamento
auxiliar funcionam como freio. Normalmente são feitos para potências mais baixas, por
volta de 1 CV, e são constituídos por chapas de aço, não de ferro fundido. Outra forma
de efetuar a defasagem da corrente no estator dos motores de indução é ligar o
enrolamento de arranque em série com um capacitor.

13. Motor monofásico de indução rotor gaiola de esquilo de campo distorcido


ou polos sombreados (shaded-pole)

O motor de campo distorcido se destaca entre os motores de indução monofásicos, por


seu processo de partida, que é o mais simples, confiável e econômico. Construtivamente
existe três tipos: de polos salientes, tipo esqueleto e de enrolamento distribuídos. Uma
das formas mais comuns é a de polos salientes, ilustrada esquematicamente na figura
9.6. Observa-se que uma parte de cada polo (em geral 25% a 35% do mesmo) é
abraçada por uma espira de cobre em curto-circuito. A corrente induzida nesta espira faz
com que o fluxo que a atravessa sofra um atraso em relação ao fluxo da parte não
abraçada pela mesma.

O sentido de rotação, portanto, depende do lado em que se situa a parte abraçada do


polo. Consequentemente, o motor de campo distorcido apresenta um único sentido de
rotação. Este geralmente pode ser invertido, mudando-se a posição da ponta de eixo do
rotor em relação ao estator. Outros métodos para se obter inversão de rotação são
possíveis, porém, tornam-se proibitivamente onerosos. Quanto ao desempenho, os
motores de campo distorcido apresentam baixo conjugado de partida (15% a 50% do
nominal), baixo rendimento e baixo fator de potência. Devido a esse fato, eles são
normalmente fabricados para pequenas potências, que vão de alguns milésimos de c.v.
até 1/4cv. Pela sua simplicidade, robustez e baixo custo, são idéias em aplicações tais
como: movimentação de ar (ventiladores, exaustores, purificadores de ambiente,
unidades de refrigeração, secadores de roupas e de cabelo), pequenas bombas e
compressores, projetores de slides, toca-discos e aplicações doméstica.
14. Motor Universal

O motor universal é um motor com enrolamento série, o qual pode operar tanto em
corrente contínua como em corrente alternada, apresentando aproximadamente a mesma
velocidade e resposta. Estas condições devem ser encontradas quando tensão contínua e
tensão alternada são aproximadamente iguais em valores eficazes e médios e a
frequência da tensão alternada não ultrapassar 60 ciclos por segundo. A operação em
corrente contínua é idêntica ao de um motor CC série. Aplicações: Aspirador de pó,
aparelhos domésticos, furadeiras, aparelhos portáteis.

15. Motor polifásico indução (assíncrono) de rotor gaiola ou em curto-circuito

O enrolamento do induzido deste tipo de motor é formado por barras de alumínio ou


cobre, colocadas dentro das ranhuras do rotor e tendo suas extremidades reunidas
através de anéis de curto circuito; as barras, quando de cobre, são soldadas aos anéis.
Este motor é também chamado rotor em curto circuito.

A velocidade do motor é praticamente constante, pois o escorregamento varia pouco


com a carga. O fator de potência aumenta com a utilização do motor até próximo à
plena carga nominal, quando alcança o seu máximo; a partir de então elevando-se a
carga, diminuirá o valor de cos ϕ. O rendimento cresce, com a carga, até determinado
ponto, também vizinho à plena carga nominal quando as perdas fixas e variáveis se
equivalem; além deste ponto o rendimento passa a baixar. As características acima
podem ser observadas no gráfico seguinte, onde 3 curvas relacionam o rendimento, a
velocidade e o fator de potência com a potência solicitada ao motor.

O conjugado que vem relacionado com o escorregamento, no gráfico seguinte é baixo


no início do funcionamento, sendo próprio para arranques sem carga. Quando se
necessita maior conjugado no início do funcionamento eleva-se a resistência do
induzido usando-se rotores com dupla ou tripla gaiola, ou ainda com ranhuras
profundas.

O motor de indução com o rotor em curto circuito é próprio para comando de eixo de
transmissão, acionando bombas centrífugas, compressores de ar, ventiladores, tornos
mecânicos etc.

16. Motor polifásico indução (assíncrono) rotor enrolado ou bobinado

O enrolamento do induzido é constituído por condutores de cobre isolados entre si e


montados nas ranhuras do rotor. O conjugado no arranque, deste tipo de motor, é bem
melhor que o anterior porque podemos inserir resistores em série com as fases do
enrolamento do rotor. Há tipos em que os resistores são montados no rotor e eliminados,
quando a máquina atinge a sua velocidade normal, através de mecanismos centrífugos.
Outro tipo de rotor bobinado é aquele em que seus enrolamentos se ligam à anéis
coletores sobre os quais apoiam-se as escovas. Para entes tipos usam-se reostatos, em
estrela (Υ), ligados em série com os enrolamentos do rotor através de escovas e anéis
coletores. A medida que o motor aumenta a usa velocidade, manobra-se o reostato a fim
de retirar gradativamente os resistores do circuito até ligar os enrolamentos em estrela.
Em alguns tipos de motores, para que as escovas não fiquem desgastando-se durante a
marcha normal, elas são suspensas e, através de alavancas, os anéis são curto
circuitados. Com a adição de reostatos além de se melhorar o conjugado do motor pode-
se variar a velocidade do mesmo, porém com o inconveniente de aumentar a perda por
efeito Joule nos resistores, diminuindo o seu rendimento. O motor com rotor bobinado é
usado quando se necessita arrancar com carga e ainda quando se precisa variar a
velocidade, como no caso das gruas, elevadores, etc. Os motores de indução, gaiola ou
rotor bobinado, apresentam as seguintes vantagens: São simples, robustos, de arranque
próprio e bom rendimento. O tipo gaiola de esquilo deve ser utilizado em todos os
locais onde haja perigo de explosão, visto não produzir faíscas, pois não contém
contatos deslizantes (coletor, escovas, etc.). O tipo com rotor bobinado é empregado
quando há necessidade de arranque e paradas frequentes (serviço intermitente) que
exige maior conjugado inicial. Além disso, com reostatos se tem velocidade regulável.
Como desvantagens dos motores assíncronos citamos: o fator de potência não igual a
unidade, sendo baixo nos motores de pequena potência, salvo no caso de serem bem
construídos. O tipo gaiola de esquilo apresenta um baixo conjugado inicial, exceto nos
de gaiolas especiais, e sua velocidade não pode ser regulada por meios comuns. Quando
for necessário a velocidade na proporção de 2 para 1 ou vice-versa, usa-se efetuar
enrolamentos especiais de estator.
17. Motor polifásico síncrono;

Os motores síncronos polifásicos têm estatores e enrolamentos de estator (enrolamentos


de armadura) bastante similares aos dos motores de indução. Assim como no motor de
indução polifásico, a circulação de corrente no enrolamento distribuído do estator
produz um fluxo magnético com polaridade alternada norte e sul que progride em torno
do entreferro numa velocidade diretamente proporcional a freqüência da fonte de
alimentação e inversamente proporcional ao número de pares de polos do enrolamento.

Este motor muito útil e confiável com uma grande aplicação na indústria. Entretanto,
pelo fato de ser raramente usado em pequenas potências e de muitos consumidores
resistirem à sua adoção do mesmo por estarem bem acostumados com o motor de
indução por causa de suas experiências com acionadores menores, há uma certa
resistência à sua utilização. É bastante semelhante ao motor de indução no seu aspecto
geral, embora usualmente os motores síncronos possuam potência elevada e/ou rotação
muito baixa quando comparado com o motor de indução normal.

Tipicamente, o motor síncrono tem um comprimento de núcleo pequeno e um diâmetro


grande quando comparado com o motor de indução.

O rotor do motor síncrono difere consideravelmente do rotor do motor de indução. O


rotor tem polos salientes correspondentes ao número de polos do enrolamento do
estator. Necessita de duas fontes de alimentação, uma no estator e outra no rotor. A
alimentação do estator é trifásica e o enrolamento de excitação (ou indutor), que se
encontra no rotor, é alimentado por corrente contínua através de anéis coletores (figura
84), sobre os quais deslizam escovas.

18. O motor elétrico síncrono

Usa um rotor bobinado, no qual bobinas são colocadas nas ranhuras deste rotor. O rotor
por sua vez é excitado por uma fonte de alimentação contínua CC externa, utilizando
anéis deslizantes e escovas para fornecer corrente ao rotor. Estes motores são projetados
para operar a uma velocidade constante específica em conformidade com o campo
magnético rotativo. Um motor síncrono não é um motor de partida automática porque o
torque só é desenvolvido quando ele funciona a uma velocidade síncrona; Assim, a sua
partida pode ser feita através de um motor cc comum acoplado em seu eixo. Um motor
síncrono é frequentemente usado onde necessita-se de uma velocidade exata.

19. Motor monofásico síncrono de imã permanente

Motores síncronos a ímãs permanente s (Permanent Magnet Synchronous M otor -


PMSM) alimentados por inversor de frequência podem ser utilizados na indústria, onde
a variação de velocidade com torque constante e alto desempenho são requerido s, como
em compressores, esteiras transportadoras, etc. Os PMSMs também estão sendo usados
em aplicações onde confiabilidade, torque suave, baixos níveis de vibração e ruído são
fundamentais, como em elevadores. Além disso, são muito atrativos para aplicações
com espaço reduzido e necessidade de eliminação de redutores, pois os PMSMs
possuem tamanho e volume reduzidos e podem funcionar em uma ampla faixa de
velocidades, sem necessidade de ventilação independente. Há dois tipos principais de
PMSM: brushless DC e brushless AC.

20. Motor monofásico síncrono de histerese

O rotor do motor de histerese é um cilindro com uma superfície suave de material


magnético sem dentes, protuberância ou enrolamentos. Possuem o estator (polifásico
ou monofásico) semelhante ao motor de Indução. Normalmente se usa o tipo de fase
auxiliar com capacitor permanente. O rotor formado por um cilindro liso de aço de
material ferromagnético duro. Geralmente parte devido à formação de correntes
induzidas no núcleo, até atingir a velocidade síncrona quando o material do rotor ficou
magnetizado. “Motores de histerese possuem rotor cilíndrico, liso em aço
magneticamente duro, sem enrolamentos nem dentes. Ele é colocado no interior de um
estator ranhurado, tendo enrolamentos distribuídos, projetados para produzir, tão
aproximadamente quanto possível, uma distribuição de fluxo senoidal espacial. O motor
de histerese é inerentemente silencioso e produz rotação suave em sua carga”.

O rotor pode ser construído por um cilindro sólido, geralmente um núcleo (pode não ser
magnético) tem uma camada de material com histerese. O campo magnético do estator
magnetiza o rotor e induz polos nele. Quando o campo magnético varre a superfície do
rotor, o fluxo do rotor não pode acompanhá-lo porque o metal do rotor tem perda por
histerese. Como o campo do estator e do rotor estão em ângulos diferentes, um torque é
formado.

21. Motor monofásico síncrono de relutância

Possuem o estator (polifásico ou monofásico) semelhante ao motor de Indução. Motores


de relutância sem gaiola necessitam de um conversor para funcionar Há rotores dos
motores de relutância com gaiola de partida a relutância do entreferro varia de acordo
com a posição do rotor. Princípio de Funcionamento: no motor síncrono de polos
salientes, o torque tem duas componentes: o torque fundamental e o torque de
relutância.

22. Motor monofásico síncrono indutor

Solução para as mais diversas aplicações, tais como: esteiras, equipamentos médicos,
alimentador de arames entre outras.
O torque produzido pelo motor quando inicia a aceleração, para tirar a massa movida da
posição de repouso é definida como Torque de Partida. A carga a ser movida, nunca
deve exceder o torque de partida. O Torque de Pico será obtido na máxima tensão
nominal (220VAC) e frequência nominal (60Hz).
Caso o motor receba uma carga maior que a sua capacidade de pico (do motor em
movimento), imediatamente o motor irá parar.
23. Motor trifásico síncrono de imã permanente

Possui extra alto rendimento, baixo volume e peso, torque suave, baixo nível de
vibração e ruído, ampla faixa de rotação com torque constante e , com o advento, a
partir dos anos 80 , dos ímãs de Neodímio Ferro Boro (NdFeB), de elevada energia,
elevado número de aplicações, onde se utiliza esta tecnologia.

Para motores elétricos de alto rendimento é de grande interesse que os ímãs


permanentes apresentem um elevado campo c oercitivo ou coercividade (Hc) e elevada
indução remanente ou remanência (Br). Um elevado Hc impede que o ímã seja
facilmente desmagnetizado e um alto valor de Br resulta em um fluxo magnético
elevado.

24. Motor Sincronizado AC de Três Fases

Estes motores são semelhantes aos motores de indução, mas nele o rotor é formado por
imãs permanentes e o estator possui enrolamentos de fase, conforme mostra a figura
abaixo:
Os enrolamentos do estator são energizados de modo sincronizado criando um campo
rotativo que interage com os campos dos imãs permanentes fazendo o rotor girar.

Como a excitação é feita por correntes senoidais o funcionamento deste tipo de motor é
mais suave do que os motores que operam com controles do tipo PWM.

25. Motor trifásico síncrono de relutância

Possuem o estator (polifásico ou monofásico) semelhante ao motor de Indução. Motores


de relutância sem gaiola necessitam de um conversor para funcionar. Há rotores dos
motores de relutância com gaiola de partida a relutância do entreferro varia de acordo
com a posição do rotor.

O motor é levado ao sincronismo pelo conjugado de relutância que se gera, porque o


campo girante tenderá a manter o rotor em uma posição em que seja mínima a
relutância ao fluxo que atravessa o entreferro em direção ao rotor. Essa posição será
alcançada quando o rotor girar em sincronismo com o eixo do fluxo magnético.

Quando o motor está em carga, o eixo dos polos do rotor (e.d.) atrasa-se em relação ao
eixo do fluxo estatórico. Este ângulo de atraso é chamado de ângulo de carga. Em uma
máquina de rotor cilíndrico e sem barreiras de fluxo, o torque de relutância não aparece
porque a posição do rotor em relação ao campo do estator é indiferente.

O campo magnético de uma máquina de relutância sem ímãs no rotor é criado somente
pelo fluxo magnético do estator.

Deste modo, para criar o seu campo magnético, a máquina absorve da rede corrente
reativa e trabalha com um baixo fator de potência, em comparação com as máquinas
síncronas convencionais.

26. Motor trifásico de indução de rotor bobinado

O rotor é composto de enrolamentos distribuídos em torno do conjunto de chapas do


rotor. O motor de indução é o motor de construção mais simples. Estator e rotor são
montados solidários, com um eixo comum aos “anéis” que os compõem. O estator é
constituído de um enrolamento trifásico distribuído uniformemente em torno do corpo
da máquina, para que o fluxo magnético resultante da aplicação de tensão no
enrolamento do estator produza uma forma de onda especialmente senoidal. A onda
eletromagnética produzida pelo enrolamento é uma função senoidal do espaço e do
tempo. Como o valor das tensões induzidas no rotor no caso de rotor bobinado
dependem da relação de espiras entre o rotor e o estator, o estator pode ser considerado
como o primário de um transformador e o rotor como seu secundário.

Velocidade de sincronismo, também chamada de velocidade síncrona, é a velocidade de


rotação do campo girante. O valor desta velocidade depende da maneira como estão
distribuídas e ligadas as bobinas no estator do motor, bem como a frequência da
corrente que circula no enrolamento do mesmo. É calculada pela seguinte expressão:
Ns=(120.f)/P

O motor de indução de rotor bobinado difere do motor de rotor em gaiola de esquilo


apenas quanto ao rotor. O rotor é constituído por um núcleo ferromagnético laminado
sobre o qual são alojadas as espiras que constituem o enrolamento trifásico, geralmente
em estrela. Os três terminais livres de cada uma das bobinas do enrolamento trifásico
são ligados a três anéis coletores. Estes três anéis ligam-se externamente a um reostato
de partida, constituído por resistências variáveis, ligadas também em estrela. Deste
modo os enrolamentos do rotor também ficam em circuito fechado. A função do
reostato de partida, ligado aos enrolamentos do rotor, é a de reduzir as correntes de
partida elevadas e ao mesmo tempo elevar o torque, possibilitando a partida de cargas
pesadas, no caso de motores de elevada potência.

27. Motor trifásico de indução de gaiola de esquilo;


Em um motor de indução, a criação do torque no rotor baseia-se na lei de indução de
Faraday e na lei de Lenz. O princípio de funcionamento de um motor de indução pode
ser entendido com a ajuda da figura abaixo, onde se mostra um imã permanente em
formato de ferradura que está suspenso, através de um fio, sobre um leve disco metálico
que pode girar facilmente em torno de seu eixo, graças a uma suspensão cônica apoiada
em uma base fixa.

Imagine que o imã permanente começa a girar em torno de seu eixo, por exemplo
torcendo-se o fio, enquanto o disco está parado. O fluxo magnético NS produzido pelo
imã começa a varrer a superfície do disco, caracterizando um fluxo variável ao longo do
tempo. Essa variação produz a indução de uma tensão no disco, pela lei de Faraday, e
consequentemente a circulação de correntes, pois o disco é metálico. Essas correntes
induzidas têm sentido de circulação determinados pela lei de Lenz (o fluxo criado por
elas deve se opor à variação do fluxo), de tal modo que criam no disco polaridades
magnéticas opostas aos polos do imã permanente. Sob o polo norte do imã cria-se um
polo sul no disco, que se atraem. No outro polo acontece a mesma coisa. Em
consequência, o disco gira no mesmo sentido do movimento do imã. Se o sentido de
rotação do imã permanente for invertido, também inverte-se o sentido de giro do disco.

A gaiola possui aros metálicos na tampa e na base, de tal modo a curto-circuitar as


varetas e permitir a circulação de correntes por elas.

O princípio de funcionamento do motor de indução trifásico é o mesmo de todos os


motores elétricos, ou seja, baseia-se na iteração do fluxo magnético com uma corrente
em um condutor, resultando numa força no condutor. Esta força é proporcional às
intensidades de fluxo e de corrente. O estator está ligado à fonte de alimentação CA. O
rotor não está ligado eletricamente a nenhuma fonte de alimentação.

Quando o enrolamento do estator é energizado através de uma alimentação trifásica,


cria-se um campo magnético girante. À medida que o campo varre os condutores do
rotor, é induzida uma fem nesses condutores ocasionando o aparecimento de uma
corrente elétrica nos condutores. Os condutores do rotor, percorridos por corrente
elétrica, interagem com o campo magnético girante do estator para produzir um torque
eletromagnético que atua sobre os condutores do rotor fazendo-o girar. Entretanto,
como o campo do estator gira continuamente, o rotor não consegue se alinhar com ele.
A velocidade do rotor é sempre menor que a velocidade síncrona (velocidade do campo
girante).
Rotor em gaiola: a gaiola possui anéis metálicos na tampa e na base, de tal modo a
curtocircuitar as barras e permitir a circulação de correntes por elas. O rotor em gaiola
de esquilo é constituído por um núcleo de chapas ferromagnéticas, isoladas entre si,
sobre o qual são inseridas barras de cobre, dispostas paralelamente entre si e unidas nas
suas extremidades por dois anéis condutores, que curto-circuitam as barras. As barras da
gaiola de esquilo podem ainda ser fabricadas de alumínio injetado ou liga de latão. As
barras do rotor tipo gaiola de esquilo nem sempre são paralelas ao eixo do rotor. As
mesmas podem ser deslocadas ou colocadas segundo um pequeno ângulo em relação a
ele, para produzir um torque mais uniforme e para reduzir o ruído magnético durante a
operação do motor. O estator do motor é também constituído por um núcleo
ferromagnético laminado, nas cavas do qual são colocados os enrolamentos alimentados
pela rede de corrente alternada trifásica.

28. Motor Trifásico Assíncrono

O motor trifásico se compõe de um estator com ranhuras no seu interior, onde são
alojadas várias bobinas perfeitamente isoladas da massa estatórica e entre si,
devidamente distribuídas e ligadas formando três circuitos distintos e simétricos
chamados fases. Estas fases deverão estar ligadas em triângulo (∆) ou estrela (Υ) a uma
rede trifásica para que suas bobinas produzam um campo resultante giratório de valor
invariável. O motor trifásico de aplicação mais comum tem seu rotor do tipo gaiola de
esquilo, podendo também ser do tipo bobinado com anéis para controlar o arranque por
intermédio de reostato. O campo giratório ao passar pelas barras ou condutores produz
nestes correntes induzidas, fazendo com que o rotor crie um campo magnético que
acompanhe seu sentido de giro.

 Corrente Contínua

29. Motor Universal

O enrolamento de campo é ligado em série com o enrolamento da armadura e a


intensidade do campo varia com as mudanças na corrente da armadura.
Quando sua velocidade é reduzida por uma carga, o motor série passa a desenvolver
maior torque. Seu torque de partida é maior do que os dos outros tipos de motores de
CC
Seu princípio de desenvolvimento de torque pode ser obtido referindo-se à figura 8.1,
onde mostra um motor série de dois polos.

O motor também irá funcionar se uma corrente alternada é aplicada. A corrente no


circuito da armadura inverte 120 vezes por segundo (para 60 ciclos), mas a excitação de
campo e o fluxo do estator também invertem 120 vezes por segundo, e estas reversões
acontecem em fase com a corrente de armadura. Em corrente alternada, o torque varia
instantaneamente 120 vezes por segundo, mas o torque desenvolvido é sempre
uniderecional. Aplicações: Aspirador de pó, aparelhos domésticos, furadeiras, aparelhos
portáteis.

30. Motor Série

Neste tipo de motor o induzido e o campo são ligados em série, portanto toda a corrente
do induzido circula também pelo campo. Esquematicamente à máquina série é assim
representada:

Sendo:

u = queda de tensão no induzido;

E = f.c.e.m (aplicada a resistência fictícia);

U = tensão aplicada às escovas;

ucs = queda de tensão no campo série;

uL = tensão da linha aplicada no motor.

O par motor é dada pela expressão C = K x φ x I . Como neste tipo de motor o fluxo
depende diretamente da corrente do induzido, pode-se afirmar que o conjugado varia
diretamente com o quadrado da corrente C = Kl2 . O motor série possui portanto um
grande conjugado inicial.
O rendimento alcança sua máximo valor quando as perdas joule se equivalem às perdas
por atrito e no ferro. Os motores com excitação série são usados onde se exige grande
conjugado inicial: tração elétrica, gruas, pontes rolantes, guinchos, etc.

O circuito do enrolamento de campo que produz a excitação está em série com o


circuito de armadura, sendo assim necessário apenas uma fonte para alimentar o circuito
de campo e da armadura. Como neste caso a corrente que circula no enrolamento de
campo que produz a excitação é a mesma corrente que circula no enrolamento da
armadura, é necessário um enrolamento próprio para o circuito de excitação, capaz de
suportar correntes relativamente altas da armadura.

Os motores série de pequena potência que possuem o campo laminado servem para
funcionar com C.A. e são chamados de motores universais. Dispensam reostatos de
arranque.

31. Motor de imã permanente sem escova (brushless)

Os motores de corrente contínua sem escovas ou motores BLDC (brushless DC)


são motores elétricos síncronos alimentados por inversor (driver) através de alimentação
de corrente contínua normalmente de baixa tensão. Oferecem diversas vantagens sobre
os motores de corrente contínua com escovas, dentre as quais se podem destacar a
confiabilidade mais elevada, o ruído reduzido, a vida útil mais longa (devido a ausência
de desgaste da escova), a eliminação da ionização do comutador, e a redução total de
EMI (interferência eletromagnética).

A desvantagem principal do motor sem escovas é o custo mais elevado, a qual se deve a
dois fatores: primeiramente, estes motores requerem dispositivos MOSFET de alta
potência na fabricação do controlador eletrônico de velocidade. Por outro lado, os
motores de corrente contínua com escovas podem ser regulados por um resistor variável
simples (potenciômetro ou reostato), mesmo sendo ineficientes, eles também pode ser
satisfatórios para algumas aplicações dependendo do custo-benefício.
Os motores BLDC necessitam de um mais caro circuito integrado, chamado de
controlador eletrônico de velocidade para oferecer o mesmo tipo de controle variável.
Em segundo, ao comparar técnicas de construção e manufatura entre BLDC e os
motores escovados, muitos projetos de BLDC requerem trabalho manual, no caso de
fixação das bobinas no estator. Por outro lado, os motores com escovas usam
enrolamentos que podem ser bobinados automaticamente e são portanto mais
econômicos.
Os motores BLDC são considerados mais eficientes do que os motores de corrente
contínua escovados. Isso significa que para a mesma potência de entrada, os motores
BLDC converterão mais energia elétrica em energia mecânica do que um motor de
corrente contínua escovado. A eficiência é maior na região de "baixa-carga" e "à vazio"
na curva característica do motor. Sob cargas mecânicas elevadas, os motores BLDC e os
motores escovados de alta qualidade são equivalentes em eficiência.
Os motores BLDC podem ser aplicados em toda função que seja atualmente feita pelos
motores de C.C. com escovas. Por enquanto o custo é o maior impedimento para que os
motores BLDC substituam os motores com escovas, na maioria das áreas comuns de
uso. No entanto, estes motores BLDC dominam muitas aplicações existentes em
computadores, tais como dispositivos de movimentação dos HDs, CDs e DVDs.
Também é usado na refrigeração dos PCs por meio dos Coolers (ventiladores) que usam
os motores BLDC quase exclusivamente. Para baixa velocidade e baixa potência, os
Motores sem escovas são usados em toca-discos.
Motores BLDC de alta potência são encontrados em veículos elétricos e alguns
maquinários industriais. Estes motores são essencialmente motores CA síncronos com
rotores de ímã permanente.
Estão também a ser muito usados em modelos rádio controlados (barcos, aviões e
carros).
Os atuais recordes mundiais de velocidade em nautimodelos, aeromodelos com
propulsão a hélice e automodelos são todos com motores elétricos brushless, provando a
eficiência destes motores sobre os tradicionais motores DC com escovas para este tipo
de aplicação.
Para aplicações de modelismo atualmente o custo entre configurações com motores DC
com escova e brushless está sendo alterada, sendo comum encontrar conjuntos de
motores brushless com controlador de velocidade mais baratos do que os equivalentes
para motor com escova na mesma capacidade, tornando-se altamente vantajoso o uso
dos brushless, pela maior eficiência, menor peso, maior potência disponível, maior
durabilidade e ampla gama de possibilidades em tamanhos e configurações de potência
e rotação.
Atualmente se estuda aplicar estes motores sem escovas em mecanismos, tais como:
Motores para injeção de combustíveis; Motores de acionamento de fluidos, tais como
bombas de água; Motores de ventilação; Motores de bicicletas elétricas; Motores para
aplicação em equipamentos eletro-médicos.

32. Motor de campo girante

É baseado no conceito físico de indução eletromagnética, inicialmente proposta por


Michael Faraday, cujo fenômeno origina a produção de uma força eletromotriz (f.e.m.
ou voltagem) num meio ou corpo exposto a um campo magnético variável. Três
correntes alternadas senoidais, com mesma amplitude e defasadas de 120º, circulando
por três bobinas fixas, cujos eixos magnéticos distam 120º entre si, produzindo um
campo magnético girante de intensidade constante.

33. Motor de campo paralelo (Shunt)


Neste tipo de motor o campo e o induzido são ligados em derivação, a corrente da linha
bifurca-se passando parte pelo campo e o restante pelo induzido. A corrente do campo
independente da corrente do induzido. Esta por sua vez, é uma função da carga.
Esquematicamente o motor com excitação paralelo é representado como mostra-se
abaixo:

A fórmula do par motor, como já vimos, é: C = K x φ x I. O fluxo é invariável pois,


como dissemos acima, a corrente do campo independe, praticamente da carga, resulta
que o par motor é diretamente proporcional à corrente, C = K x I. A velocidade é
praticamente constante com a variação da carga. O numerador, pelas mesmas razões,
vistas no motor série, permanece invariável. O fluxo também não varia por ser
independente da carga.

Os motores com excitação paralelo são usados onde se requer pequeno par motor inicial
e uma velocidade praticamente constante, como nos ventiladores, bombas centrífugas,
máquinas ferramentas, etc.

34. Motor independente

Nesta configuração o circuito de excitação da máquina é alimentado por uma fonte


adicional independente ou separada da fonte de corrente contínua que alimenta a
armadura. Em geral o enrolamento de campo que produz a excitação é constituído de
condutores que não suportam grandes correntes, pois a excitação em geral utiliza
correntes baixas para produzir o campo magnético em comparação com as correntes que
circulam no enrolamento de armadura.

35. Excitação shunt ou em derivação (paralelo)

O circuito do enrolamento de campo que produz a excitação está em paralelo ou em


derivação com o circuito de armadura. Nesta configuração, é necessário apenas uma
fonte de corrente contínua para alimentar o circuito de armadura e de campo, pois
ambos os circuitos estão em paralelo. Como o enrolamento de campo está em paralelo
ou em derivação com o circuito de armadura, é possível utilizar o mesmo tipo de
condutor do caso de excitação independente.

36. Motor compound

O motor compound é composto do campo em serie e em paralelo, no motor cumulativo


o fmm(força contra eletromotriz) dos campos é somada.
O campo shunt é sempre mais forte do que o campo série. A figura abaixo mostra os
diagramas de conexão e esquemática de um motor composto. Quando o motor funciona
sem carga a corrente de armadura na série de enrolamento é baixa e a fmm do campo
série é insignificante. No entanto, o campo shunt é totalmente excitado por I e assim o
motor se comporta como uma máquina shunt, não tendem a dar partida sem carga. A
medida que a carga aumenta, a fmm do campo série aumenta, mas o mmf do campo
shunt permanece constante. A velocidade do motor cai com o aumento da carga e a
velocidade de queda do motor sem carga quando é colocada a plena carga é geralmente
entre 10 e 30 por cento.
37. Motor com excitação mista

Este tipo de motor possui dois campos: um em série e o outro em paralelo com o
induzido. Esquematicamente a máquina com excitação mista pode ser representada por:

O par motor e a velocidade são valores intermediários aos motores séries eparalelo.
Quando se necessita controlar a velocidade age-se sobre o campo paralelo através do
reostato. Os motores mistos são usados em máquinas que necessita um moderado par
motor inicial. Por exemplo: guindastes.

Referências

[1] PINTO, Joel Rocha. Apostila de Maquinas Eletricas_FACENS (FACULDADE


DE ENGENHARIA DE SOROCABA- MÁQUINAS ELÉTRICAS.

[2] WILDI, Theodore. Electrical Machines, drives and power systems. 2ed. Prentice
Hall: 1991. 727p.

[3] WEG. Motor de Ímãs Permanentes e Inversor de Freqüência. WEG


Departamento de P&D do Produto – Motores – WEG Equipamentos Elétricos S.A.

[4] Charles K. Alexander; Matthew N. O. Sadiku (2013). Motores Elétricos e


Acionamentos: Série Tekne. books.google.com. p. 105. ISBN 978-85-8055-258-4.

[5] SILVA, Margareth N. Máquinas Elétricas. ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL


FERREIRA VIANA \u2013 FAETEC

[6] https://www.robocore.net/tutoriais/97.html

[7] https://www.kalatec.com.br/definicao-de-motor-de-passo/

[8] http://www.abraman.org.br/arquivos/25/25.pdf

[9] https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_de_passo

[10]http://eel.arrozcru.org/eel7073/Motores%20de%20Reluta%CC%82ncia&de%20His
terese

[11] https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=1838932

[12]https://www.iltec.com.br/noticias/como-funciona-o-motor-monofasico-de-fase-
dividida-o-split-phase/
[13]http://eel.arrozcru.org/eel7073/Motores%20de%20Reluta%CC%82ncia&de%20Hi
sterese.ppt

[14] https://www.kalatec.com.br/motor-de-inducao/

[15]http://sinop.unemat.br/site_antigo/prof/foto_p_downloads/fot_13704maquinas_pyo
nto_pdf_MAQUINAS_PRONTO.pdf

[16] www.newtoncbraga.com.br/index.php/.../9435-todos-os-tipos-de-motores-mec149