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Epidemiologia: no Brasil, principal causa de internação no SUS após INSUFICIÊNCIA CARDÍACA Critérios diagnósticos = Framingham e Boston

os 60 anos. Elevada morbimortalidade. Incidência e prevalência  Framingham = 2 maiores ou 1 maior e 2 menores


aumentam após os 65 anos. IC com FE reduzida é mais comum em Síndrome que torna o coração  Boston = pontuação de 8-12 → diagnóstico definitivo; 5-7 →provável
homens, pp de etiologia isquêmica. IC com FE preservada ocorre mais incapaz de ofertar O2 em taxa e < 4 → improvável.
em mulheres, idade avançada, hipertensos, obesos, diabéticos, com Classificação:
suficiente aos tecidos ou o faz à
DAC, doença renal e estenose aórtica. Em regiões endêmicas, Chagas; Duração – aguda ou crônica (6 meses)
em zonas rurais, hipertensão; em afro-americanos, DM e HAS. São custa de elevação de sua pressão de Estabilidade – compensada ou aguda = primeira vez (de novo),
fatores de risco: microalbuminúria, IL-6, PCR, presença do vírus da enchimento ventricular. descompensação (agudização).
AIDS, quimioterápicos. VD, VE ou mista –
- Direita: sinais de congestão sistêmica. Causada por DPOC, obesidade,
Etiologia: infarto, HAS, aterosclerose, cardiomiopatias primárias, TEP, pneumopatias, miocardiopatias, hipertensão pulmonar.
cardiomiopatias secundárias, pericardiopatias e endocardiopatias. - Esquerda: maioria dos casos, sinais de congestão pulmonar. Causada por
IAM, estenose mitral com ↑ pressão do átrio esquerdo.
 - IC sistólica: cardiomiopatia dilatada idiopática, isquêmica, Chagas, - Mista: do VE para o VD.
HAS, valvar, alcoólica, miocardite e periparto. Débito cardíaco –
 - IC diastólica: endocardiomiofibrose, cardiomiopatia idiopática, - Alto (perfusão aumentada da pele). Causado por beribéri, hemangioma,
cardiomiopatia hipertrófica, doenças de depósito, pericardiopatia sepse, cirrose, doença de Paget. O DC alto, mas insuficiente.
(pericardite, derrame). - Baixo (pele fria, sudorese, congestão): maioria, disfunção sistólica do VE; na
fase inicial, DC normal no repouso.
Quadro: dispneia aos esforços, ortopneia e dispneia paroxística
noturna, dor torácica (anginosa, atípica ou ventilatório-dependente) e
palpitação. Ao EF: desvio do ictus p/ baixo e p/ esquerda, sopros, estase
jugular, edema de MMII, hepatomegalia dolorosa, reflexo hepatojugular,
estertores, derrame pleural, ascite, taquicardia, galope de 3ª e 4ª bulhas,
pulso alternante, tempo de enchimento capilar lentificado, taquipneia e
cianose.
Fisiopatologia: sobrecarga hemodinâmica, estresse miocárdico e
Fração de ejeção – insuficiência coronariana. infiltração ou depósitos de substâncias no miocárdio
 Fe reduzida = FE <40% + sintomas e sinais ou fibrose localizada.
 Fe preservada = FE ≥ 50% + sinais e sintomas + ↑ BNP +  ICFEP: remodelamento concêntrico. ↑ pressão sem ↑ do volume.
doença estrutural relevante ou disfunção diastólica  ICFEnP: remodelamento excêntrico do VE com consequente dilatação e
 Borderline – FE 40-49% redução da FE. ↑ pressão com ↑ do volume.
3 mecanismos adaptativos:
Rotina: HMG, eletrólitos, função renal e hepática, glicemia, uroanálise, o Frank-starling
perfil lipídico e tireoidiano, sorologia para Chagas (história positiva). o Sistemas neuro-hormonais:
ECG: sem achados específicos. RX de tórax: avalia câmaras o Remodelamento
envolvidas, parênquima e vasculatura, índice cardiotorácico. ECO:  Na fase sintomática da IC, o ventrículo trabalha com pós-carga elevada
apenas para alteração significativa do QC; define ICFEP com o Doppler. devido a 3 fatores:
Ventriculografia radioisotópica estima funções de VE e VD e o Vasoconstrição arteriolar periférica
motilidade regional e é alternativa ao ECO. Angiotomografia o Retenção hídrica
coronária: avaliar função ventricular na indisponibilidade de outros o Remodelamento cardíaco (↑ raio/espessura)
exames e exclui DAC significativa; indicada no paciente com IC e angina Aumento da pressão de enchimento do VE → Sd congestiva pulmonar –
típica. RNM: anatomia, isquemia e viabilidade. Ergoespirometria: congestão venocapilar
capacidade funcional, define prognóstico. Biópsia endomiocárdica: Baixo débito → exaustão, síncope ou choque cardiogênico
não é rotina, uso em IC de etiologia indefinida. BNP: na dúvida entre Hipertrofia → ↑ relação músculo/fibrose sem ↑ da capilaridade → maior
tipos de IC. Polissonografia: detecção de preditores de risco. ECG de distancia → arritmias/isquemias + ↓ complacência ventricular → B3
24h (Holter): não é rotina. Cintilografia de perfusão miocárdica com ↓ DC → sangue acumulado → hipotensão → taquicardia + vasoconstrição
estresse físico ou farmacológico, PET. → ↑ RVP
PROGNÓSTICO: alta mortalidade associada a eventos arrítmicos ou
progressão da doença (agudização). Prognóstico um pouco melhor na
FE preservada;
Tratamento não farmacológico: Tratamento medicamentoso da IC crônica:
Dieta: restrição hidrossalina até 6g de sal/dia. Evitar álcool. • Pré-carga aumentada (usa diurético)
Atividade física: reabilitação cardiovascular em IC crônica estável CF • Pós-carga aumentada (usa vasodilatadores)
II-III. • Contratilidade diminuída (usa digitálicos)
Vacinação: anti-influenza anualmente e antipneumocócica reforço após • FC aumentada (usa betabloq)
os 65 anos. Diuréticos: Os de alça têm início de ação rápido e 1/2 vida curta (Furosemida 20-160 mg 1-2 ampolas IV). Tiazídicos: início
mais tardio e 1/2 mais longa; ruins na descompensação, bons como adjuvantes aos de alça em fases avançadas (HCTZ VO
25-100mg). Poupadores (amilorida, espironolactona VO 25-200mg) tem ação longa, usados em associação.
Tratamento da IC crônica com FE preservada: controle de congestão
Digitálicos (cardiotônicos): inotrópico + ↑ força contrátil e o tempo de condução do impulso (Digoxina 0,125-0,25mg/dia). Indicados na Pacientes
pulmonar, da PA e FC. Melhora com BRA (Candesartana). com FE < 45%, ritmo sinusal, sintomáticos, terapêutica otimizada com BB e IECA, para melhora dos sintomas ou controle da
FC
Tratamento cirúrgico da IC sistólica:
Associar ao tto usual. Aumentam o risco de arritmias por isso devem ser a última opção.
- Ressincronização: disfunção ventricular (FE < 35%), CF III
Betabloqueadores: na cardiomiopatia dilatada, isquêmica e miocardite, com objetivo de remodelamento reverso, impedir
persistente, na vigência de tto otimizado, presença de BRE.
progressão. Inserir na ausência de descompensação, doses baixas, dobrando a cada 2 semanas. Indicados na IC com
- Cardiodesfibriladores implantados: prevenção da TV sustentada ou
disfunção sistólica em monoterapia ou associado com IECA ou BRA.
morte súbita revertida.
 Metoprolol: seletividade B1, dose única diária de 200mg.
- Revascularização miocárdica e aneurismectomia: angina e
anatomia favorável, disfunção de VE e obstrução do tronco da ACE ≥  Bisoprolol: seletividade B1, dose única diária de 10mg.
50% ou estenose > 70% proximal em descendente anterior e  Carvedilol: não seletivo, de 25 à 50mg 2x/dia
circunflexa.  Nebivolol: seletividade B1, vasodilatador, dose única diária de 10mg.
- Correção da insuficiência mitral: na disfunção de VE grave e Ieca: pela vasodilatação ↓ a pré e pós-carga e ↓ do remodelamento. Para disfunção assintomática e sintomática de VE.
insuficiência valvar. Captopril 6,25mg 8/8h → mantém com 25-50mg.
- Dispositivos de assistência ventricular (balão intra-aórtico (BIA) e os BRA: na disfunção sistólica em pacientes intolerantes a IECA exceto por insuficiência renal; melhores efeitos em maiores
ventrículos artificiais): ponte para transplante, para recuperação do doses.
miocárdio ou terapia de destino (IC terminal sem perspectiva). ARA: sintomáticos com disfunção sistólica do VE, CF III e IV, associado ao tto padrão.
- Transplante: única forma de aumentar a sobrevida de pacientes com Vasodilatadores (Hidralazina/nitratos): vasodilatação arteriolar → ↓ RVP e a pressão VE (Hidralazina 100mg 3x/dia) +
IC avançada ou choque cardiogênico. Indicações: CF III e IV refratárias vasodilatação venosa → ↓ retorno venoso (Nitrato de isossorbida). São indicados:
ao tto otimizado, VO2 < 10 mL/kg/min.  Afrodescendentes em CF III – IV em uso de terapêutica otimizada
 Pacientes de qualquer etnia, CF I–IV com contraindicação a IECA ou BRA (insuficiência renal progressiva e/ou
Tratamento da IC descompensada: hipercalemia)
- Quente e úmido → diurético de alça IV + IECA (Captopril). Antiarrítmicos: Amiodarona é a escolha. Indicados junto com BB na IC com disfunção sistólica na prevenção de morte
- Frio e úmido → vasodilatadores + diuréticos parenterais e inotrópicos súbita ou portadores de cardiodesfibrilador implantado
parenterais por curto período. BCC: uso restrito na IC. Nenhuma classe de recomendação Ia.
- Frio e seco → reposição volêmica
 Besilato de anlodipino em pacientes com HAS persistente apesar de tto otimizado com disfunção sistólica
 BCC com efeitos inotrópicos - em = assintomáticos com disfunção sistólica e após IAM.
Morfina: diminui pré e pós-carga, FC, dispneia. Cautela pela evolução
Ivabradina (7,5mg 2x/dia).: reduz a FC. Indicada em pacientes com FC > 70bpm e classe funcional II-IV com disfunção
p/ depressão respiratória, bradicardia e hipotensão. Dose = 2-5mg IV a
sistólica em uso de IECA ou BRA + BB em doses máximas toleradas.
cada 5 a 30’.
Ômega 3: ainda em análise. Pacientes com IC crônica, classe II-III em uso de tto otimizado.
Nitroprussiato de sódio: vasodilatador arterial e venoso,
Inibidores de fosfodiesterase 5: reduzem a degradação do GMPc, preservando NO e mantendo vasodilatação. Bloqueia
especialmente para graves congestão e hipertensão ou grave
sinalização adrenérgica, pró-apoptótica e de hipertrofia do cardiomiócito. Sildenafil (50mg 3x/dia por 3 meses.)
insuficiência mitral. Dose inicial de 0,3-0,5μg/kg/min e usual de 1-5
Moduladores do metabolismo energético miocárdico (trimetazidina): Pacientes com IC sistólica sintomática, em adição à
μg/kg/min.
terapia otimizada, para redução de morbimortalidade. Afeta o uso de substrato energético miocárdico substituindo AGL por
Nitratos: venodilatador, reduz pré-carga, redução do consumo de O2.
glicose.
Bom p/ isquemia miocárdica, hipertensão e grave insuficiência mitral.
Anticoagulantes/antiagregantes plaquetários: p/ ↓ fenômenos tromboembólicos.
Dose inicial de nitroglicerina de 5-10 μg/min e máxima de 100-200
μg/min.  Cumarínicos para FE < 35% em FA paroxística, persistente ou permanente com pelo menos um fator de risco
Furosemida IV: venodilatação com dose inicial maior ou igual a adicional.
habitual. Bolus 20-80 mg e max de 600mg/dia.  Cumarínicos para trombos intracavitários ou embolia prévia
Inotrópicos parenterais e noradrenalina:  Aspirina para cardiomiopatia de etiologia isquêmica com risco de evento coronariano
- Tradicionais: dopamina, dobutamina, milrinona. Indicados para  Aspirina na contraindicação ao uso de anticoagulante oral por risco de sangramento
situações de falência com RVP normal ou aumentada.
- Sensibilizador do cálcio: levosimendan. Indicados no choque
cardiogênico como ponte para transplante.
Obs: na IC grave (emergência) com congestão e hipotensão, resgata PA
com noradrenalina e depois adiciona dobutamina preferencialmente.