Вы находитесь на странице: 1из 24

VII Simpósio Reflexões Cênicas Contemporâneas - 2018

CAROLINE HOLANDA
DRAMATURGIA DA IMANÊNCIA:
REFLEXÕES E DESDOBRAMENTOS
METODOLÓGICOS PARA A CRIAÇÃO
PONTOS DE PARTIDA -APRESENTAÇÃO

* HÍBRIDA ENTRE DANÇA, MARIONETE, CIRCO E (BAIXA)


TECNOLOGIA
* ARTES CÊNICAS E INSTALAÇÕES TÉCNICO TELECOMUNICAÇÕES.
PEDAGOGA. MESTRE EM TEATRO

* CHÃO DE DANÇA E MARIONETE: CORPO-MATÉRIA-


MOVIMENTO-IMAGEM
* DIRETORA-COREÓGRAFA NO GRUPO SCENOGRAMAS
* PROFESSORA BACHARELADOS DE TEATRO 2010-2015
* PROFESSORA SUBSTITUTA UFC DANÇA 2016-2017
COMPOSIÇÃO. ANÁLISE DE MOVIMENTO. TECNOLOGIA.
TEXTO

* TRANSFORMEI TRÊS DISCIPLINAS EM ATELIÊS DE CRIAÇÃO:


DISCIPLINAS DE:
DANÇA E MULTIMÍDIA (+ LABORATÓRIO CORPO EXPANDIDO)
LABORATÓRIO DE ESTUDOS COMPOSITIVOS
LABORATÓRIO DE PESQUISA CORPORAL

O CARÁTER DE LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO TINHA COMO FUNÇÃO O


ESTUDO DOS OBJETIVOS DAS DISCIPLINAS A PARTIR DOS
PROCESSOS DE CRIAÇÃO DOS ESTUDANTES.
PONTOS DE PARTIDA - CONTEXTO

MEU OBJETIVO COM A PRESENTE PESQUISA ERA


ENTÃO LEVANTAR NOMEIOS PARA MEU FAZER
ARTÍSTICO E PARA DAR SUPORTE À APRENDIZAGEM
DOS MEUS ESTUDANTES:
NOMEAR ELEMENTOS CONSTITUINTES DE UMA
COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA E QUESTÕES DE
CONSTITUIÇÃO DE DRAMATURGIAS NA DANÇA.
PONTO DE PARTIDA

MAS EIS QUE ORGANIZANDO ESSE MATERIAL, UMA


OUTRA DRAMATURGIA TOMA FUNDAMENTAL
IMPORTÂNCIA NO QUE CONCERNE AOS PLANOS
COMPOSITIVOS E ÀS LINHAS DRAMATÚRGICAS.

UMA IMANÊNCIA QUE ERA MAIS QUE AQUELA


IMANÊNCIA COMO ORIENTAÇÃO INTERNA DOS
TRABALHOS CÊNICOS EM CRIAÇÃO (IMANÊNCIA INTERNA
COMO DIRETIVA, MAS NÃO IMPOSTA, CONTRAPOSTA A ORIENTAÇÃO
REPRESENTATIVA
PONTO DE PARTIDA

IMANÊNCIA PERTINENTE AOS PROCESSOS EXTERNOS,


MAS QUE APONTAM E INTERFEREM, SENÃO MESMO,
DEMARCAM, OS PRIMEIROS GRANDES CORTES NO
CAOS EM DIREÇÃO AOS PLANOS AMPLOS
COMPOSITIVOS DE CADA ESTUDANTE-CRIADOR:::
AS RELAÇÕES TENSIONADAS, POR VEZES
CONTRADITÓRIAS, ENTRE AS CONCEPÇÕES
“TEÓRICAS” DE DANÇA E OS DISCURSOS ESPACIAIS,
ACCIONAIS E ESTRUTURANTES DE GRADES
CURRICULARES, ETC.
estudante 1
ex-estudante

estudante 1

ex-estudante
estudante-professor
estudante1

estudante-professor
CITAÇÃO PAULO FREIRE

Mas quase sempre, durante a fase inicial do combate, em lugar de lutar


pela liberdade, os oprimidos tendem a converter-se eles mesmos em
opressores ou em "subopressores”. A própria estrutura de seu
pensamento viu-se condicionada pelas contradições da situação
existencial concreta que os manipulou. Seu ideal é serem homens, mas,
para eles, serem homens é serem opressores. Este é seu modelo de
humanidade. Tal fenômeno provém de que os oprimidos, num dado
momento de sua experiência existencial, adotam uma atitude de
"adesão" em relação ao opressor.

In: CONSCIENTIZAÇÃO
Teoria e Prática da Libertação

Uma Introdução ao Pensamento de Paulo Freire
Paulo Freire, p. 31.
PERGUNTA

COM QUEM APRENDERAM ESSE DISCURSO TÃO


INSTITUCIONAL E RESTRITIVO?
VEJAMOS…

A SALA - COM SEU LINÓLEO- NÃO PODE:

· USAR LÍQUIDOS
· NEM SAPATOS
· NEM TESOURAS
· NEM MÓVEIS
· NEM PROJEÇÕES
· NEM TRAMPOLINS
· NEM ESTRUTURAS AÉREAS
· NEM TEM COMO PENDURAR LUZ OU PEQUENOS ELEMENTOS CENOGRÁFICOS
ONDE NASCE A DRAMATURGIA?

O QUE PODE (N)ESSA SALA?


O QUE PODE (N)ESSE CORPO-SALA?

QUE DRAMATURGIA PODE EMERGIR (N)ESSA SALA?


DANÇA CONTEMPORÂNEA

ENTÃO, QUAL É A CONCEPÇÃO DE DANÇA


CONTEMPORÂNEA QUE PERPASSA ESSE AMBIENTE
DE FORMAÇÃO?

E QUE ATITUDE E LIMITES INVESTIGATIVOS SÃO


ESTIMULADOS NESSA ESCOLA DE FORMAÇÃO EM
ARTE?
ASSIM, A PESQUISA COMEÇA A ESTRUTURAR-SE POR DELINEAR CONCEPÇÕES:
OS CORTES COMPOSICIONAIS DE FORÇA EXTERNA PARA INTERNA

PARTE 1

· CONCEPÇÃO DE DANÇA CONTEMPORÂNEA DA PESQUISA

· CONCEPÇÃO DE INTÉRPRETE-CRIADOR
· O PRIMEIRO TERRENO DRAMATÚRGICA: O ESTUDANTE
SOCIAL (MAUSS), H.G, CONHECIMENTO DE DANÇA, ÍNDICE DE ABERTURA E CURIOSIDADE, DESEJO,
CAPACIDADE DE AÇÃO

· SEGUNDO TERRENO DRAMATÚRGICO: O AMBIENTE DE


FORMAÇÃO ESPAÇO, CONCEPÇÕES GERAIS. GRADES CURRICULARES. PEQUENO E GRANDE
DISCURSO CORPORAL DO PROFESSOR.

·
EM SEGUIDA, TEM APONTES METODOLÓGICOS PEDAGÓGICOS:

PARTE 2-

· DESENVOLVER /FORTELECER PENSAMENTO CRÍTICO, POSTURA DA PESQUISA

INVESTIGATIVA - DESEJO DO INTERLOCUTOR PARA O ESTUDANTE


· DESENVOLVER/FORTALECER AUTOCRENÇA EM SEU POTENCIAL, DESEJO,
AUTONOMIA/CAPACIDADE DE AÇÃO - DESEJO DO INTERLOCUTOR PARA O ESTUDANTE
· BAIXO ÍNDICE IMPOSITIVO - POSTURA INTERLOCUTOR
· ESCUTA AMPLIADA - POSTURA INTERLOCUTOR
· DESATIVAR O DISPOSITIVO JULGATÓRIO - POSTURA INTERLOCUTOR
· PEDAGOGIA DA PERGUNTA - POSTURA INTERLOCUTOR
· MESTRE IGNORANTE - POSTURA INTERLOCUTOR
E POR FIM: APONTES METODOLÓGICOS DA CRIAÇÃO EM ATELIÊ

· DANÇA CONTEMPORÂNEA: PENSAR EM CORPO E CENA E NÃO EM CORPO


E MOVIMENTO. PARTE 3 -

DA PESQUISA

AINDA MISTURADO A
· MAPA DE AFETOS UM CRIADOR

COM ELEMENTOS

· DISPOSITIVOS DE ENTRADA
· NÃO EXISTE IDÉIA RUIM, EXISTE TRABALHO PARA CONSTRUÍ-LA FORTE
EM CENA - SUBSTITUIR OS ESTADOS DE JULGAMENTOS IMPRODUTIVOS
POR PLANOS DE TRABALHO E EXPERIMENTAÇÃO: A IDÉIA SAI OU FICA POR
MEIO DE UMA EQUAÇÃO ENTRE QUANTO TEMPO QUER GASTAR OU NÃO
PARA TRABALHÁ-LA E, DE OUTRO LADO, A COERÊNCIA DRAMATÚRGICA.
DRAMATURGIA: MODOS DE
RELACIONAR OS DIFERENTES
· TODA PRIMEIRA IDÉIA DEVE GANHAR CARNE: DISPOSITIVO NÚMERO UM
ELEMENTOS E CENAS DE UM
DISPOSITIVO CÊNICO/CENA

DE EXPERIMENTAÇÃO. ELEMENTOS COMPOSITIVOS:


ELEMENTOS A SEREM LIGADOS
CONSTITUIÇÃO DE UMA
DRAMATURGIA.

· NOÇÃO DE PROTOTIPAGEM PLANO DE COMPOSIÇÃO OU


PLANO COMPOSITIVO:

CAMPO ONDE SE ENCONTRAM


UMA DIVERSIDADE DE
POSSIBILIDADES RELATIVA AQU
PROCESSO DE CRIAÇÃO. ELE É
APONTES METODOLÓGICOS

· A TEORIA PODE FICAR DE LADO SE ELA GERA PARALISIA NO PROCESSO, DEPOIS


ELA VOLTA.
· A INTUIÇÃO É MUITO BEM ACEITA.
· NÃO SABER EXPLICAR ‘AINDA’ NÃO É UM PROBLEMA. O ENTENDIMENTO DO
TRABALHO CHEGA COM O PRÓPRIO TRABALHO.
· CLICHÊS - NÃO TER MEDO - SOMOS CLICHÊS- SEM ACESSO A CULTURA E ARTE,
SOMOS AINDA MAIS - BIOPOLÍTICA (BIOCONTROLE).
· GASTAR OS CLICHÊS/ GASTAR TEMPO: GESTO POLÍTICO, GESTO DE QUALIFICAÇÃO
· MAPA DA IMANÊNCIA: MAPA DO QUE TEM NO TRABALHO - UM OLHAR DE RECUO
· O TRABALHO COMEÇA A DIZER DE SI: APRENDER A ESCUTAR O TRABALHO. ÀS
VEZES O INTÉRPRETE QUIS CRIAR UMA COISA, MAS O QUE LÁ ESTÁ É OUTRA:
PERCEBER, ACEITAR, DECIDIR O QUE FAZER (RECOMEÇAR OU ACOLHER O QUE TEM)
EX: RAQUEL, QUE QUERIA ESTUDAR OS EFEITOS DA COMUNICAÇÃO PELO CELULAR, ETC. NO CORPO PORQUE ERA JORNALISTA, FAZIA SENTIDO TEÓRICO, MAS NA CENA, O
QU ELA GOSTAVA ERA DE PEQUENAS CENAS DE COMICIDADE CRIADAS, SIM, A PARTIR DA SUA BUSCA PELO TEMA, MAS O QUE TEM NÃO É O TEMA EM CENA OU PELO
MENOS, NÃO EXPLICITAMENTE.
APONTES METODOLÓGICOS
· DUAS PROPOSIÇÕES QUE PARECEM NÃO CONVERSAR NÃO PRECISAM SER ELIMINADAS: EXPERIMENTAR
PARA VER SE SEUS DESENVOLVIMENTOS LEVAM A CRUZAR-SE MAIS ADIANTE, SÓ ENTÃO DECIDIR -
CONSIDERAR TEMPO QUE TEM PARA ISSO.
· EXPOR O TRABALHO A PÚBLICO É PARTE DO PROCESSO NÃO O FIM. APRENDER A DESSACRALIZAR O
TRABALHO ARTÍSTICO. ENTENDER QUE ARTE É TRABALHO, GASTO DE TEMPO.
· ENTRADA: ONDE EU ESTOU PARA VER SEU TRABALHO? VOCÊ JÁ ESTÁ QUANDO EU ENTRO, SENTAMOS EM
CÍRCULO, PALCO ITALIANO? VOCÊ SE DIRIGE DIRETAMENTE A NÓS OU NÃO? QUE AMBIENTE LUMINOSO
TEM?
· OLHAR: O OLHAR É GESTO, ONDE E QUAL É A QUALIDADE DO GESTO DO OLHAR DE CADA MOMENTO DO SEU
TRABALHO?
· CUIDAR DO GESTO: DEPOIS QUE EMERGE UMA CENA E ELA PARECE FICAR, CUIDAR DO GESTO, DOS
ENTRES, DAS TRANSIÇÕES, TOMAR CONSCIÊNCIA DAS REVERBERAÇÕES E AJUSTAR.
· CRIAR POR DENTRO: DEPOIS DA APARIÇÃO DE PRIMEIRAS “COISAS”, MAPA DE IMANÊNCIAS,
EXPERIMENTAR VARIAÇÕES É UMA POSSIBILIDADE DE AMPLIAR O TRABALHO POR DENTRO.
· OS TRABALHOS EMERGIDOS DE CONCEITOS OU TEMAS TEM DE TER CLAREZA DO QUANTO SERÁ MAIS OU
MENOS DIRETO, MAIS OU MENOS EXPLÍCITO O DISCURSO. SE FOR O CASO DE NÃO TER MEDO DE
OBVIEDADES, COMEÇAR LOGO NARRANDO O TEMA, UMA EXPLANAÇÃO ORAL E IR DEPURANDO DEPOIS.
SENÃO, O PASSO É MESMO CRIAR UM DISPOSITIVO DE EXPERIMENTAÇÃO. MUITAS VEZES, BASTANTE
CALCADO EM RELAÇÕES METAFÓRICAS, FISICALIZADAS NA CENA, COM MELHORES OU PIORES DISPOSITIVOS DE FISICALIZAÇÃO DA METÁFORA/
CONCEITOS. O CONCEITO É AMPLO. UMA AÇÃO FISICALIZADA PODE RE,METER A VÁRIAS RELAÇÕES E CONCEITOS E NÃO FICAR EVIDENTE UMA ÚNICA.
APONTES METODOLÓGICOS

· VIEWPOINTS E LABAN SÃO CAIXAS DE FERRAMENTAS QUE DISPONIBILIZO NA MEDIDA DO


POSSÍVEL DO TEMPO
· AS VEZES, O AGRANDAMENTO DO TRABALHO:
CRESCE POR DENTRO, POR VARIAÇÕES DOS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA CENA
POR UMA ORGANIZAÇÃO DE DISPOSITIVOS DE JOGOS
POR UMA NARRATIVA CRIADA (EX: HISTÓRIA DE VIDA DE MONICA, ASSEDIO NO PERCURSO NA
RUA DE WLADIA)
POR ARTICULAÇÃO DE UM PERCURSO DE UM TEMA OU CONCEITO
· DISPOSITIVO DE EXPERIMENTAÇÃO DRAMATÚRGICA NÚMERO UM: APÓS HAVER ALGUM MATERIAL LEVANTADO, EXPERIMENTAR
DIFERENTES COMBINAÇÕES ENTRE ELES, ESTABELECENDO DIFERENTES DISPOSITIVOS DE EXPERIMENTAÇÃO DRAMATÚRGICA, ACOLHENDO O QUE INTERESSA, O QUE PARECE FORTE,
DESENVOLVENDO MAIS MATERIAL A PARTIR DAS ESCOLHAS FEITAS E DA ESCUTA DO TRABALHO, ABANDONAR OU GUARDAR NA GAVETA DE PROJETOS O QUE ACREDITA NÃO FAZER MAIS SENTIDO.

· TRABALHO QUE ACONTECE EM DIÁLOGO COM PLATÉIA, DEVE SER CONSTRUÍDO COM ELA
· O TRABALHO DEVE ESTAR DESDE INÍCIO COM O MÁXIMO DO QUE SE VISUALIZA NELE. OS
ELEMENTOS SÃO CONSTITUTIVOS DO TRABALHO, DA COREOGRAFIA:, OBJETOS, FIGURINOS,
TEXTOS, LUZ. ISSO É CONSIDERAR A CRIAÇÃO A PARTIR DAS RELAÇÕES MATÉRIAS QUE
CONTINUEM A CENA.
APONTES METODOLÓGICOS

· A DRAMATURGIA PODE PRIVILEGIAR


TRANSIÇÕES POR MANUTENÇÃO DE FLUIDEZ (MESMO QUANDO HÁ CORTE, NÃO É O RECURSO, MAS O
PENSAMENTO DRAMATÚRGICO)
POR CORTE, INTERRUPÇÕES
MISTA DAS ANTERIORES

· A DRAMATURGIA PODE PRIVILEGIAR


TRANSFORMAÇÃO DE UM MESMO GESTO
POR COLAGENS DE ELEMENTOS MAIS DÍSPARES

CONCOMITÂNCIAS DE CENAS
REPETIÇÃO GESTUAL
REPETIÇÃO COMO RETORNO NA DRAMATURGIA DO TRABALHO
APONTES METODOLÓGICOS

· HÁ DRAMATURGIAS QUE SÃO DILATAÇÕES E DESDOBRAMENTOS DOS


CÓDIGOS.
· OUTRAS QUE DANÇAM QUESTÕES.
· OUTRAS MEMÓRIAS SENSORIAIS.
· MEMÓRIAS CONSTITUÍDAS EM AÇÕES-IMAGENS.
TEXTO
TEXTO