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Plano de aula – Revolução Russa

Objetivos Gerais:

 Caracterizar os processos revolucionários do século XX de matriz socialista;


 Contextualizar e explicar as mudanças políticas, sociais, culturais e econômicas
que ocorreram antes e após a deflagração das revoluções propostas.
 Conceber a ação de organização dos movimentos sociais e a importância da
participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica no
tempo-espaço. E como isso reflete no nosso tempo.

Objetivos Específicos:

 Relembrar os pressupostos da autocracia monárquica da Europa Absolutista dos


séculos XVI, XVII e XVIII em um panorama moderno e semi-industrial
correspondente à realidade Russa do século XIX-XX;
 Apontar as diversas revoltas populares e os movimentos sociais insurgentes no
início do século XX, o descontentamento de diversas classes da sociedade e
como a falta de direitos de tempo absolutistas são ainda encontrados no século
XXI;
 Demarcar a ineficiente política czarista de contenção popular através da
violência e do autoritarismo e de que forma essa violência é praticada até mesmo
na democracia dos tempos contemporâneos;
 Indicar a radicalização dos movimentos populares como revolta à adesão da
Rússia na Primeira Grande Guerra e seus desdobramentos até a deflagração da
revolução popular-burguesa de fevereiro de 1917;
 Mostrar as linhas e lideranças políticas que compunham o parlamento de
fevereiro de 1917 e de que forma a radicalização popular pode promover a
revolução de Outubro, assim como demonstrar suas conquistas e fracassos que
podem ou não ser reivindicados nos dias de hoje.
Conteúdo Programático

O conteúdo dado nessa aula foi escolhido de acordo com às necessidades do aluno.
Levando em consideração que a turma é de 9º ano do ensino fundamental, o aluno não
tem em vista o Enem ou outro meio de inserção à Universidade, porém está contido em
uma fase (adolescência) de construção e reconhecimento social, moral e ético. Então é
destinado para reflexão, não só de uma determinada situação na história da humanidade,
mas também, para mobilização popular, política mundial atual e em consequência, seu
reconhecimento de direitos, deveres e possibilidade no mundo.

 Primeira tentativa de industrialização da Rússia feudal;


 Criação e Organização dos Sovietes russos, participação popular X partidarismo;
 Criação da DUMA em 1905;
 Insurreições locais, expansão do projeto soviético, ampliação da participação
popular, condenação e repressão do movimento;
 Insatisfação de países dominados pelo Império Russo e o desejo de
independência;
 Difusão de ideais democráticos;
 O fracasso da Primeira Grande Guerra para o Czarismo;
 A falência do modelo absolutista: a Revolução de Fevereiro;
 A insurreição socialista e a Revolução de Outubro;
 Um breve quadro sobre a situação da Rússia pós-revolucionária (antes da
instauração da URSS).

Metodologia:

A duração da aula sobre Revolução Russa compreende dos tempos de 50


minutos, ministrados no mesmo dia ou em dias diferentes, seguindo a cronologia
do calendário proposto pelo currículo mínimo.

Primeira Aula

 Em um primeiro momento se faz necessária a caracterização do termo


“revolução” junto a turma. Revitalizando os conceitos de revoluções histórias
anteriores à Russa, mas que constam no currículo do 9º ano do ensino
fundamental, como por exemplo, Revolução Francesa e Revolução Americana.
Propondo a formulação de um quadro no caderno de “O conceito de Revolução
antes e depois”, caracteriza-se esse conceito universal nesse primeiro momento e
ao final terá a retomada para as constatações das diferenças das revoluções
anteriores para a estudada no decorrer do curso;

 O processo seguinte consiste em contextualizar o universo do Império Russo e


suas características culturais, econômicas, políticas e sociais. Com o auxílio do
livro didático, propõe-se que os alunos sentem-se em duplas e debatam os quatro
eixos propostos para a contextualização do Império Russo. Esse debate ocorrerá
com auxilio do professor que irá resgatar na história momentos importantes que
lembram muito o caso russo, por exemplo o feudalismo e a servidão.

 A partir disso, ocorrerá uma importante etapa de estruturação do pré-revolução.


Seguindo os quatro eixos propostos pela atividade anterior, caracterizaremos as
contradições e transformações do período pré-revolucionário que dialoga de
forma expressiva com as do dia de hoje:
1. Cultura: De que forma a tradição monárquica, os ideais democráticos, a
filosofia liberal e o socialismo se difundem cada vez mais nesse período
de decadência absolutista. De quais formas esses ideais são cerceados ou
reforçados através da democracia burguesa vigente, quais as diferenças?
2. Econômica: As fracassadas tentativas do Czarismo de consolidar uma
indústria de base forte em cidades de aglutinação populacional, como
São Petersburgo. De que maneira as relações de trabalho hoje se
diferenciam do operário russo? Quais os avanços para a nossa sociedade?
De que forma revolução contribuiu para isso?
3. Social: A insatisfação de diversos seguimentos da sociedade pela
austeridade do czarismo, em conjunto ao descontentamento das novas
formas de trabalho impostas forçosamente e seus resultados. Contexto de
Greves gerais, cortes de orçamento, arrocho salarial e cortes de direitos
vividos no Brasil traçam uma linha de relação entre esses dois períodos
da história. De que forma a revolução se relaciona com isso?
4. Política: A representação da monarquia absolutista figurada pelo Czar
estava frágil e decadente. Os setores aliados já estavam insatisfeitos. Os
antagônicos se radicalizavam ainda mais. As falhas tentativas de
organizar e representar todas as camadas através de conselhos
institucionalizados, como a Duma. Em relação com a democracia
burguesa vigente na sociedade contemporânea, de que forma essa
fragilidade política e apresenta? De que forma o plano dos sovietes
representavam as maiores camadas da sociedade? Os movimentos sociais
contemporâneos têm relação com essa representatividade?

Segunda Aula

 Após todo o debate sobre o contexto do Império Russo e o pré-


revolução, propõe-se na segunda aula uma atividade de formação de
um quadro, chamado “Quadro Revolucionário”. Nele os alunos, em
duplas, irão propor mudanças para a sociedade russa baseadas na
sociedade brasileira atual, apresentando uma transformação para cada
eixo temático proposto no debate (Político, Econômico, Social e
Cultural). Exemplo: Dissolução do czarismo e instauração de uma
democracia nos moldes brasileiros; instauração do trabalho
assalariado e fim da repressão aos sovietes; Declaração de
independência dos países do Império Russo e desenvolvimento da
integração dos povos; Liberdade de expressão.

 Após a rápida formulação desse quadro, o debate sobre o ano da


revolução se introduzem e os acontecimentos são cristalizados e eles
podem comparar agora os desdobramentos da revolução (tanto de
Fevereiro e Outubro). Com auxílio do livro didático, o professor
auxiliará os alunos na identificação de acertos e erros desses quadros
assim como a correção ou reformulação de alguns pontos, agora
acertados e materializados.
 A exposição termina com uma pequena apresentação em slides das
conquistas e dos fracassos da revolução. O que se manteve e o que se
dissolveu. Finalizando com uma reflexão da palavra “Revolução”
para os alunos e retomando o quadro inicial de caracterização dessa
palavra. Agora preenchido com as perspectivas dos alunos do que foi
a Revolução Russa para os próprios russos.

Avaliações

A avaliação consistirá em quatro etapas:

1. Observação planejada do desenvolvimento, desempenho e disposição do aluno,


principalmente em relação ao trabalho coletivo (em dupla);
2. Avaliação do quadro sobre a palavra “Revolução”, como a concepção do aluno
se formou sobre a Revolução Russa no decorrer do curso;
3. Avaliação do “Quadro Revolucionário” como o entendimento dos processos de
mudanças possíveis e concretas alcançadas pela Revolução ou pelo menos suas
tentativas e quais suas relações com as visões de transformação do aluno;
4. Prova escrita ao fim do bimestre com o conteúdo trabalhado.