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Apostila do curso de Eletrónica Basica

Elaborado por : António João Nhanga Gomes


Sumário
1. Introdução ............................................................................................................................. 3
1.1. Regras de Segurança ......................................................................................................... 4
2. Unidades de Medida e grandezas elétricas............................................................................ 6
2.1. Grandezas elétricas ........................................................................................................ 7
3. Placa para protótipos .......................................................................................................... 11
4. Estudo dos resistores ........................................................................................................... 12
4.1. Características dos resistores ....................................................................................... 12
4.2. Código de cores e leitura de resistores ........................................................................ 12
4.2.1. Leitura de resistores especiais e potenciômetros ................................................. 13
4.3. Outros tipos de resistores ............................................................................................ 14
4.4. Ohmímetro e teste de resistores........................................................................... 15
5. O multímetro ou multiteste ................................................................................................. 17
5.1. Como usar o multímetro .............................................................................................. 17
5.1.1. Diferença entre medir a corrente e a tensão. ....................................................... 17
6. Capacitor ............................................................................................................................. 19
6.1. Leitura dos capacitores ................................................................................................ 20
6.2. Como testar capacitores com o multimetro ................................................................ 21
6.3. Como testar capacitores com o capacímetro ............................................................... 21
6.4. Capacitores Variáveis .................................................................................................. 22
6.5. Coeficiente de temperatura nos capacitores ................................................................ 22
7. Estudo dos semicondutores ................................................................................................. 25
6.1 Estudo diodo................................................................................................................ 25
7.1.1. Teste de díodos .................................................................................................... 26
7.1.2. Outros tipos de Díodos .................................................................................... 26
7.2. Estudo dos transístores ................................................................................................ 28
7.2.1. Classificação dos transístores de acordo com a potência máxima .......................... 28
7.2.2. Funções dos transístores nos circuitos................................................................. 28
7.2.3. Teste de transístor................................................................................................ 29
7.2.4. Sistemas de identificação dos transístores....................................................... 30
7.2.5. Transístor de efeito de campo (FET) ............................................................... 31
8. Circuito Integrado (CI ou IC) .............................................................................................. 32
8.1. Contagem dos pinos de um CI .................................................................................... 33
8.2. Semicondutores SMD ..................................................................................................... 34
9. Bobinas ou indutores ........................................................................................................... 35
9.1. Careteristicas das bobinas ........................................................................................... 36
9.2. Tipos de bobinas...................................................................................................... 36
9.3. Identificação de bobinas. ..................................................................................... 37
10. Transformador (trafo) ...................................................................................................... 39
10.1. Teste de transformador ............................................................................................ 39
11. Fonte de alimentação....................................................................................................... 40
12. Outros componentes ........................................................................................................ 44
13. Técnicas de soldagem...................................................................................................... 47
13.1. Limpeza da ponta do ferro....................................................................................... 47
13.1.1. Operação correta de soldagem ............................................................................ 47
13.2. Sugador de solda ............................................................................................. 48
14. Treinamento com componentes SMD ............................................................................. 49
14.1. Tipos de componentes SMD ................................................................................... 49
14.1.1. Resistores, capacitores e jumpers SMD. ............................................................. 49
14.1.2. Eletrolíticos e bobinas SMD............................................................................ 50
14.2. Dessoldagem de SMD com soprador de ar quente.................................................. 51
14.3. Soldagem de CI SMD ............................................................................................. 52
14.3.1. Soldagem de SMD - Passo 1 .............................................................................. 52
14.3.2. Soldagem de SMD - Passo 2 .......................................................................... 53
15. Informações de como Diagnóstico e reparação ............................................................... 54
15.1. Passos para detetar avaria ........................................................................................ 54
15.2. Dicas de Reparação ............................................................................................. 55
16. Bibiliografia .................................................................................................................... 56
• Introdução

A obra que aqui apresentaremos tem como objetivo


elevar a Eletrônica a uma categoria que não lhe
corresponde e, para dizer a verdade, tentaremos algo
assim. Fórmulas e cálculos matemáticos à parte, a
Eletrônica pode, e deve ser considerada também como
uma arte.

Embora seja certo que os técnicos mais experientes


nesta matéria poderiam parecer-nos um pouco frios e
calculadores, não o é menos que a mesma tem uma
imperiosa necessidade de se alimentar de engenho e
criação. Daí o nosso interesse em demonstrar, a partir
daqui, duas coisas. A primeira delas é a face oculta e
atraente da Eletrônica, o seu modo de ser, criação,
imaginação e uma forma, se acaso atípica, de arte. A
segunda, e no nosso modo de ver ainda mais importante, é
a possibilidade de interpretar a Eletrônica, isto é, de fazer
ver aos possíveis problemas e darmos a solução.

Este artigo não é novo, mas os procedimentos para a


reparação de equipamentos eletrônicos em sua maioria são
válidos, pois quando reparamos algo, normalmente é
algum equipamento com algum tempo de uso. assim, para
aqueles que querem aprender a consertar, este artigo é de
grande utilidade.
• Regras de Segurança

Este é um dos itens mais importantes quando


trabalhamos com qualquer tipo de circuito ou dispositivo
que esteja ligado a uma rede de energia. É claro que estes
procedimentos também são válidos para equipamentos
alimentados por baterias onde existam setores de alta
tensão. Eletricidade pode matar e o leitor que trabalha com
ela deve saber disso. Não é o fato de se estar mexendo
agora com eletrônica que a eletricidade muda de
temperamento.

Os principais cuidados ao se trabalhar com


eletricidade são os seguintes:

* Nunca ligue um equipamento sem ter certeza de


que você pode fazer isso em segurança. Pense bem no que
está fazendo, analisando a possibilidade de que ele pode
estar em curto ou ter problemas mais graves.

* Não toque em componentes ou partes que você não


sabe para quer servem. Você pode causar um dano maior
ao aparelho, agravando o problema que ele eventualmente
tenha.

* Procure inicialmente por partes danificadas que


possam ser visíveis como por exemplo componentes com
sinais de escurecimento, fusíveis queimados, conexões
soltas, etc. A inspeção visual é o ponto de partida para se
descobrir problemas num equipamento.

* Tenha cuidado ao manusear partes e ferramentas.


Uma chave de fendas que caia num equipamento ligado
pode causar um curto-circuito com danos muito maiores
do que aquele que se pretende corrigir.

* A maioria dos equipamentos modernos trabalha


com partes em módulos. Normalmente, identificando o
módulo que tem o problema, basta fazer sua troca para que
o equipamento volte a funcionar normalmente.

* Não confie totalmente nos seus instrumentos. Às


vezes uma leitura confusa num multímetro pode levar o
profissional a pensar em problemas que realmente não
existem quando na verdade o problema está no modo
como a leitura é realizada. Muitos multímetros "carregam"
os circuitos que estão medindo, modificando as tensões e
resistências lidas, o que leva a falsas interpretações por
parte do profissional.

* O multímetro é o mais útil de todos os instrumentos


com que os profissionais de reparação podem contar, mas
é preciso saber como usá-los. Se você se interessa pela
profissão procure aprender melhor como usar este
instrumento (Sugerimos o livro Instrumentação -
Multímetro do mesmo autor).

* Use sempre pequenos recipientes de plástico como


embalagens de filmes fotográficos, bandejas de ovos e
outros para guardar de forma organizada parafusos e
pequenas partes retiradas dos equipamentos em reparo.
Use um caderno para anotar exatamente a posição de cada
uma, pois em alguns casos poderá ser muito difícil saber
onde cada um se encaixa depois que o aparelho reparado
tiver de ser fechado.

* Não force nenhuma parte do equipamento ao


desmontá-lo. Se é preciso fazer força é porque o
movimento na direção correta não está sendo realizado ou
existem mais parafusos para serem retirados. O
movimento forçado normalmente leva à quebra de partes
delicadas do equipamento, agravando os problemas.

* Descarga Eletrostática (ESD) - muitos componentes


eletrônicos são sensíveis às cargas estáticas que podem se
acumular no seu corpo. Nunca toque diretamente em seus
terminais, pois isso pode causar sua queima. Um
aterramento de seu corpo feito com pulseiras especiais
deve ser previsto quando você for trabalhar com estes
componentes.

* Sempre que possível use um esquema ou um


manual de fábrica para poder obter informações
importantes sobre o circuito e o funcionamento dos
principais componentes. Nos grandes centros existem
"esquemáticas" que são empresas que vendem copias de
diagramas (esquemas) da maioria dos equipamentos
eletrônicos nacionais (e mesmo alguns importados).
Muitas delas atendem pelo telefone e internet, enviando os
pedidos de diagramas pelo correio.
• Unidades de Medida e grandezas elétricas.

Para melhor conhecermos as grandezas físicas, é


necessário medi-las. Há grandezas cuja medição é muito
simples. Por exemplo, para se medir o comprimento, basta
apenas uma régua ou uma trena. Outras grandezas, porém
exigem aparelhos complexos para sua medição.

As unidades de medida das grandezas físicas são


agrupadas em sistemas de unidades onde as medidas
foram reunidas e padronizadas no Sistema Internacional
de Unidades, abreviado para a sigla SI.

Deve se familiarizar com todas as unidades com os


prefixos SI e suas unidades derivadas, pois elas serão
usadas durante todo o curso.
As grandezas formadas com prefixos SI têm múltiplos e
submúltiplos. Os principais são apresentados na tabela a
seguir.
Prefixo SI Símbolo Fator multiplicador
Giga G 109 = 1 000 000 000
Mega M 106 = 1 000 000
Quilo K 103 = 1 000
Mili M 10-3 = 0,001
Micro µ 10-6 = 0,000 001
Nano N 10-9 = 0,000 000 001
Pico P 10-12 = 0,000 000 000
001
Grandezas elétricas

Corrente elétrica ( I ) – É o movimento


ordenado de cargas elétricas. A unidade de medida da
corrente elétrica é o AMPÈRE (A). Porém muitos
circuitos eletrônicos funcionam com correntes menores
que 1 A. Neste caso usamos o MILIAMPÈRE (mA) e o
MICROAMPÈRE (µA). 1 mA = 0,001 A e 1 µA =
0,0.001 A.

Tensão elétrica ( V ) – É a diferença de cargas entre


os pólos da pilha ao lado. A tensão elétrica é medida em
VOLT (V). A tensão age como uma força que faz a
corrente elétrica passar pelo circuito. A tensão da pilha é
de 1,5 V, a da bateria de carro é 12 V e a da rede elétrica é
110 ou 220 V.

Resistência elétrica ( R ) - É a dificuldade oferecida


pelos materiais à passagem da corrente elétrica. A
resistência é medida em OHM (Ω). No desenho acima a
resistência é oferecida pelos átomos do cobre, porém este
material, devido à sua baixa resistência, é chamado de
condutor. Os de resistência média são semicondutores e os
de alta resistência são isolantes.

Resistor – É o componente formado por um material


mau condutor (grafite, níquel-cromo ou filme metálico)
usado para diminuir a corrente e a tensão em determinados
pontos do circuito. O resistor também é medido em OHM
(Ω).

Fonte de tensão contínua uma fonte de tensão


contínua, como a bateria, provoca uma corrente contínua
no circuito, enquanto que, uma fonte de tensão alternada,
como a tomada, provoca no circuito uma corrente
alternada.

Potência elétrica é a capacidade de produzir trabalho,


em um circuito simples é calculada como sendo um
produto da tensão pela corrente (Potência = Tensão x
Corrente). Em um circuito de corrente alternada podemos
encontrar 3 tipos de potência: ativa, reativa, total ou
aparente.

Potência ativa é medida em kW (kilowatts) e é


basicamente consumida na parte resistiva dos circuitos
elétricos, incluindo-se as resistências naturais dos
condutores elétricos. A potência ativa que é consumida em
um determinado tempo nos leva a energia ativa, que é
medida em kWh (kilowatts/ hora).

Potência reativa é medida em kVAr. É utilizada


basicamente para carga nos capacitores e para produção de
campos magnéticos nas bobinas dos motores e
transformadores. Como não é propriamente consumida,
mas temporariamente utilizada e depois devolvida, as
concessionárias de energia elétrica impõe limites a sua
utilização. Como capacitores e bobinas se utilizam da
potência reativa em tempos inversos, usa-se acrescentar
capacitores nas instalações elétricas onde há bobinas, para
que troquem potência reativa entre si, melhorando assim o
fator de potência e evitando-se multas por parte da
concessionária.

Potência total ou aparente é medida em kVA (kilo


Volt Ampére). É a soma vetorial das potências ativa (kW)
e reativa (kVAr).

A frequência é uma grandeza física ondulatória que


indica o número de ocorrências de um evento (ciclos,
voltas, oscilações, etc) em um determinado intervalo
de tempo . Alternativamente, podemos medir o tempo
decorrido para uma oscilação. Esse tempo em particular
recebe o nome de período (T). Desse modo, a frequência é
o inverso do período.

Capacitância ou capacidade elétrica é a grandeza


escalar determinada pela quantidade de energia
elétrica que pode ser acumulada em si por uma
determinada tensão e pela quantidade de corrente
alternada que atravessa um capacitor numa
determinada frequência. Sua unidade é dada em farad.

Indutância é um circuito constituído de uma ou mais


espiras, formando uma bobina perfeita resistência elétrica
igual a zero quando percorrido por uma corrente elétrica
produz um campo magnético, campo este que cria um
fluxo que as atravessa.

Símbolos dos principais componentes eletrônicos.


Veja abaixo os símbolos de outros componentes que
não estão na tabela: chaves, pilhas, bateria, fusível, ci, alto
falante e terra ou massa.

Lei de Ohm -Através dela é possível saber o valor da


corrente que circula por um resistor: I = V/R. Por
exemplo, se um resistor de 10 Ω é ligado numa fonte de 6
V, a corrente que passará por ele será: I = 6/10 = 0,6 A ou
600 mA.
Circuito elétrico é o caminho completo para a
circulação de corrente elétrica. Abaixo vemos um circuito
simples formado por uma bateria ligada num LED e um
resistor:

Tipos de corrente elétrica a - Corrente contínua (C ou


DC) – Mantém sempre o mesmo valor e o sentido, sendo
representada por uma linha reta. É produzida por tensão
contínua de pilhas, baterias e fontes de alimentação.

Corrente alternada (CA ou AC) – Muda de valor e de


sentido no decorrer do tempo. É fornecida pela tensão
alternada da rede elétrica.

Corrente pulsante (CP) – Só muda de valor. Este tipo


normalmente é obtido pela retificação da corrente
alternada. Veja a representação dos tipos de correntes:
Frequência – É a quantidade de vezes que a C.A.
muda de valor e de sentido por segundo. É medida em
HERTZ (Hz). A frequência da rede elétrica é 60 Hz.

A potência é medida em WATT (W). Ela nos dá ideia


do gasto de energia de um aparelho. Por exemplo: um
ferro de solda de 60 W gasta mais energia elétrica que um
de 30 W. Logo o ferro de 60 W aquece bem mais que o de
30 W. Para saber a potência elétrica de um aparelho
eletrônico basta multiplicar a tensão que ele funciona pela
corrente elétrica que passa pelo mesmo. P = V x I
• Placa para protótipos

A ilustração a seguir mostra uma placa para


protótipos:

Placas para protótipos são usadas para as montagens


de circuitos temporários, sem o uso de soldas. Os
terminais dos componentes são introduzidos nos orifícios
da placa, a qual incumbe-se das conexões básicas. É, na
prática, um circuito impresso provisório. Não só os
terminais dos componentes, como também, interligações
mediante fios (jumpers) podem ser espetados nos orifícios
dessa placa.

No interior da placa, conjuntos metálicos fazem


interligações entre os componentes, os quais são
organizados em colunas e canais, como se ilustra abaixo.
Alguns modelos de tais placas têm a base facilmente
removíveis, o que permite observar esses arranjos com
detalhes. De cada lado da placa, ao longo de seu
comprimento, há duas colunas completas. Há um espaço
livre no meio da placa e de cada lado desse espaço há
vários grupos de canais horizontais (pequenas fileiras),
cada um com 5 orifícios.
Que conexões são necessárias para se montar um
circuito? Primeiro, você precisa conectar uma fonte de
alimentação. Em nossas primeiras práticas, tais fontes
serão pilhas ou baterias. A conexão do 0 V (negativo da
fonte) deve ser feita com fio preto utilizando o primeiro
orifício da coluna da esquerda. O terminal positivo da
fonte deve ser ligado com fio vermelho, ao primeiro
orifício da coluna da direita.

• Estudo dos resistores

Como já vimos os resistores têm como função reduzir


a corrente elétrica e a tensão resistor, menor a corrente.

Características dos resistores


Resistência elétrica o valor em ohms indicado no
corpo através de anéis coloridos ou números. Tolerância é
indicada em % é a maior diferença entre o valor indicado e
o valor real da peça. Exemplo: um resistor de 100 Ω e 5%
pode ter seu valor entre 95 e 105 Ω. E a Potência depende
do tamanho da peça. Para os resistores de grafite temos as
potências de 1/16, 1/8, ¼, ½, 1 e 3 W. Os de metal filme
são de 1/3, ½, 1, 1.6, 2 e 3W. Os de fio vão de 2 a 200 W.
Código de cores e leitura de resistores

Os
resistores de grafite e metalfilme possuem anéis coloridos
no corpo para indicar Ω, 0 seu valor em Ohms (Ω). Veja
abaixo a tabela do código de cores usada para a leitura
destes resistores

Conversão de unidade: Quando o valor de um resistor


é maior que 1000 usamos os múltiplos KILO (K) e MEGA
(M). Veja os exemplos abaixo: 2.0Ω = 2K; 10.0.0 Ω =
10M; 6.800Ω = 6K8.

• Leitura de resistores especiais e potenciômetros

Resistores de baixo valor (menores que 10 Ω) - Estes


tipos tem a 3ª listra do corpo ouro ou prata. Ao lado vemos
o exemplo de dois resistores deste tipo. Quando a 3ª listra
é ouro, divida o valor das duas primeiras por 10 e quando
é prata divida por 100.

Resistores de precisão (5 e 6 faixas) - A leitura


começa pela faixa mais fina. O código é o mesmo. Abaixo
vemos como é feita a leitura:
Os resistores SMD têm 1/3 do tamanho dos
resistores convencionais. São soldados do lado de
baixo da placa pelo lado das trilhas, ocupando
muito menos espaço. Têm o valor marcado no
corpo através de 3 números, sendo o 3° a lgarismo o
número de zeros. Ex: 102 significa 1.000 Ω = 1 K.
Veja abaixo:

Potênciômetros são resistores cuja resistência pode


ser alterada ao girarmos ou deslizarmos um eixo. Trimpots
são potenciômetros miniaturas ajustados através de uma
fenda no seu corpo. Os trimpots são ajustados apenas uma
vez ou outra e por isto ficam dentro dos aparelhos, não
sendo acessíveis aos usuários. Abaixo vemos alguns

Potenciômetros deslizantes tem a pista reta, sendo


usados no controle de volume em alguns modelos de
televisores ou no controle de equalização de som em
vários modelos de aparelhos de som. Abaixo vemos alguns
tipos:
Potenciômetros circulares possuem uma pista em
forma de uma circunferência. Têm 300º de giro do cursor
metálico sobre a pista de grafite. Este tipo é o mais usado
nos aparelhos. Abaixo vemos alguns;
Curvas dos potenciômetros de acordo com a variação
da resistência ao girarmos o eixo de um potenciômetro,
podemos classificá-los em "lineares" ou "logatitmicos",
conforme vemos abaixo:

1. Potenciômetro linear - tem a pista no mesmo


diâmetro em todo o percurso. ao girarmos o eixo a
resistência dele varia uniformemente.

2. Potenciômetro logaritmico - tem a pista mais


grossa numa ponta e mais fina na outra. a variação da
resistência é feita de forma desigual. este tipo é o usado no
controle de volume de alguns aparelhos eletrônicos (rádios
televisores, etc).
Potenciômetro multivolta são potenciômetros que
variam sua resistência bem devagar ao girarmos o seu
eixo. Abaixo vemos dois destes componentes:

Potenciômetros estéreos Estes tipos possuem 6


terminais. Cada 3 terminais formam um potenciômetro,
portanto, são dois potenciômetros num só. Pode ter duas
pistas de grafite (duas fileiras de 3 terminais cada) ou uma
só pista (6 terminais numa única fileira). São usados para
controlar o volume dos dois canais amplificadores de um
aparelho de som estéreo. Abaixo vemos alguns destes
tipos;
Varistor é um resistor especial que diminui a sua
resistência quando a tensão nos seus terminais aumenta. É
usado na entrada de força de alguns aparelhos,
protegendo-os de um aumento de tensão da rede elétrica.
Quando a tensão nos terminais ultrapassa o limite do
componente, ele entra em curto, queima o fusível e desliga
o aparelho.

Termístor – Este tipo de resistor varia a resistência


com a temperatura. Existem os termístores positivos
(PTC) que aumentam a resistência quando esquentam e os
negativos (NTC) que diminuem a resistência quando
esquentam. É usado em circuitos que requerem
estabilidade mesmo quando a temperatura de operação
aumente.
Barra de resistores - São vários resistores interligados
dentro de uma única peça, tendo um terminal comum para
todos. É usado em circuitos que requerem economia de
espaço. Também pode ser chamado de resistor package
(pacote de resistores).

Foto resistores – é também chamado de LDR, variam


a resistência de acordo com a luz incidente sobre ele.
Quanto mais claro, menor é a sua resistência. São usados
em circuitos sensíveis a iluminação ambiente.

• Ohmímetro e teste de resistores

Uso do ohmímetro a – Como saber se o ohmímetro


está com a escala queimada – Coloque na escala de X1 e
segure as pontas pela parte metálica sem encostá-las. Se o
ponteiro mexer, a escala de X1 está com o resistor interno
queimado (geralmente de 18 Ω). Faça a mesma coisa na
escala de X10 (resistor desta escala em torno de 200 Ω).

Leitura do ohmímetro - Para usar o ohmímetro,


devemos ajustar o ponteiro sobre o zero através do
potenciômetro na escala que for usada (X1, X10, X100,
X1K e X10K). Se o ponteiro não alcançar o zero, é porque
as pilhas ou baterias estão fracas. Na leitura acrescentamos
os zeros da escala que estiver a chave. Abaixo vemos
como deve ser zerado o ohmímetro:
Usar uma escala adequada ao valor da peça, zerar o
multímetro e medir. A leitura deve estar próxima ao valor
indicado no corpo dele. Abaixo temos duas regras para
escolher a escala: Veja um exemplo do teste dos resistores
abaixo:

• Associações de resistores

A associação é a ligação feita entre vários resistores


para se obter um determinado valor de resistência para o
circuito. Podem ser ligados em série, paralelo ou misto.
Associação em série – É aquela na qual todo estão no
mesmo fio, um após o outro, como vemos ao lado. Neste
circuito a corrente é a mesma em todos e a tensão se
divide entre eles. A resistência equivalente é a soma dos
valores: Rt = R1 + R2

Associação em paralelo – É aquela na qual os


resistores são ligados um ao ntos. A corrente se divide
entre lado do outro, aos mesmos por eles e a tensão é a
mesma em todos. Se os dois resistores tiverem o mesmo
valor, a resistência equivalente é a divisão de um deles
pela quantidade de peças: Rt = R/n, onde n é a quantidade
de resistores em paralelo. Se forem diferentes, divida o
produto pela soma dos valores: Rt = R1 x R2/ R1 + R2.

Dá-se o nome associação mista de resistores à


associação que contém, simultaneamente, associações de
resistores em série e em paralelo. O cálculo do resistor
equivalente deve ser feito a partir das associações, em
série ou em paralelo, tendo em mente que devemos ir,
pouco a pouco, simplificando o esquema da associação.

EXEMPLO 1:
A resistência equivalente do circuito abaixo é de:
• O multímetro ou multiteste

É o aparelho usado basicamente para medir corrente,


tensão e resistência elétrica. A função do multiteste é
escolhida pela chave AMPERÍMETRO (DCmA) ou
(DCA) – Para medir corrente contínua, VOLTÍMETRO
(DCV) – Para medir tensão contínua, ACV – Para medir
tensão alternada e OHMÍMETRO (Ω) Para medir
resistência e testar componentes.

Como usar o multímetro

O principal cuidado que o profissional deve ter ao


usar o multímetro é de não sobrecarregá-lo usando escalas
indevidas ou com medidas que não correspondam ao
dimensionamento do aparelho. Por exemplo, deve-se
cuidar para diferenciar quando se medem tensões e quando
se medem correntes.
Se o multímetro for colocado na escala de correntes e
conectarmos suas pontas para medir uma tensão o
instrumento pode queimar. Da mesma forma, se
ajustarmos o multímetro para medir uma tensão da ordem
de 100 V colocando-o numa escala que vai até 15 V ele
pode queimar-se. Precisamos também observar a
polaridade das pontas de prova quando medimos correntes
ou tensões contínuas.

Se invertermos as pontas de prova a agulha tende a


deflexionar para a direção errada. Alguns multímetros
possuem uma chave no painel com a indicação +/- ou
"pol" que ao ser acionada desinver-te a ligação das pontas
de prova sem que precisemos fazer isso externamente.
• Diferença entre medir a corrente e a tensão.

Nesta medida deve-se ter muito cuidado para escolher


a escala apropriada a ser usada. Se não temos ideia da
intensidade da corrente que vamos encontrar num circuito
devemos sempre começar com a maior. Se for usada uma
escala menor ou o multímetro pode danificar-se ou ainda o
fusível interno pode queimar.

Como medir tensão contínua – Coloque a chave do


multímetro na função de DCV, escolha a escala mais
próxima a cima da tensão a ser medida, ponta vermelha no
ponto de maior tensão e a preta no de menor tensão. Veja
abaixo:
Como medir tensão alternada – Coloque na função de
ACV, escala mais próxima acima da tensão, porém não há
polaridade para colocar as pontas. A leitura da mesma
forma que a função DCV. Veja como medir a tensão AC
num trafo:

Como medir corrente elétrica-Aqui é um pouco mais


difícil. Coloque na função DCmA ou DCA. Corte uma
parte do circuito. Coloque o multímetro em série, com a
ponta vermelha mais próxima do +B. a medida de corrente
não é usada nos consertos, devido ao trabalho de
interromper o circuito e aplicar as pontas. Veja ao lado o
procedimento:
• Capacitor

Capacitores são componentes usados em eletrônica


como reservatórios de cargas elétricas. São formado por
duas placas condutoras separadas por um isolante
chamado dielétrico. As placas servem para armazenar
cargas elétricas e o dielétrico dá o nome ao capacitor
(cerâmica, poliéster, etc.). Em eletrônica há dois tipos de
capacitores fixos: polarizados (eletrolíticos) e não
polarizados. Veja ao abaixo:

Funcionamento do capacitor - aplicando tensão nos


terminais do capacitor, ele armazena cargas elétricas
(negativas numa placa e positivas na outra). Enquanto o
capacitor está carregando, passa uma corrente no circuito
chamada corrente de carga.quando o capacitor já está
carregado não circula mais corrente. para descarregar o
capacitor, basta ligar um terminal no outro e a corrente
que passa chama-se corrente de descarga. Abaixo vemos o
princípio de funcionamento:

Capacitor eletrolítico estes tipos possuem alta


capacitância (valor) e são polarizados. Eles vêm com o
valor indicado em microfarad (µf). São usados em filtros
ou acoplamento em circuitos de baixa frequência ou em
circuitos temporizadores. De acordo com a posição dos
terminais do capacitor eletrolítico, podemos classificá-lo
em radial ou axial.possuem uma faixa no corpo que na
maioriadas vezes indica o pólo negativo dele. Abaixo
vemos esse componente.

Capacitores de poliéster é formado internamente por


uma tirinha de poliéster enrolada com duas tirinhas de
papel metálico. Estes capacitores possuem valor médio,
geralmente entre 1 nanofaraf (nf ou kpf) a 2,2 microfarad
(µf). Não tem polaridade e são usados nos circuitos que
trabalham em frequências mais altas. Antigamente estes
capacitores possuiam anéis coloridos no corpo sendo
chamados de "zebrinha"hoje em dia esse tipo não é mais
usado. Abaixo vemos alguns modelos.
Capacitores de cerâmica possuem internamente um
lâmina de cerâmica. são usados em circuitos que
trabalham com altas frequências. a maioria dos capacitores
de cerâmica usados nos aparelhos eletrônicos possuem
baixa capacitância (menos de 10 nf). Abaixo vemos alguns
destes capacitores
Outros tipos
de capacitores entre os capacitores menos usados,
podemos citar o capacitor a óleo (foi muito usado
antigamente em circuitos de alta tensão) e o capacitor de
"poliestirol" ("styroflex"). A seguir vemos estes tipos:

Capacitância (valor dos capacitores) é a propriedade


do capacitor em armazenar cargas elétricas, quando
aplicamos uma tensão nos seus terminais. é medida em
farad (f). Porém esta unidade é muito grande e na prática
apenas são usadas as sub-unidades abaixo:

1 - Microfarad (µf) – é a maior unidade, sendo usada


nos capacitores de alto valor
(eletrolíticos)
2 - Nanofarad (nf) ou (kpf) – é mil vezes menor que o
µf, sendo usada nos capacitores comuns de médio valor.
3 - Picofarad (pf) – é um milhão de vezes menor que
o µf, sendo usada nos capacitores comuns de baixo valor.

Lembrando que para aumentar a unidade, a vírgula


vai 3 casas para a esquerda e para diminuir a unidade, a
vírgula vai 3 casas para a direita. Como a relação entre
elas é mil, basta levar a vírgula três casas para a esquerda
ou para a direita:
Ex: 0,033 µf = 33 nf ; 1.500 pf = 1,5 nf ; 100 nf = 0,1
µf

Tensão de trabalho é a máxima tensão que o


capacitor pode receber nos seus terminais sem estourar. no
circuito o capacitor sempre trabalha com uma tensão
menor que a indicada no corpo dele. na troca de um
capacitor, sempre o faça por outro com a mesma tensão ou
com tensão superior. veja abaixo:

Leitura dos capacitores comuns

Siga essa regra: o valor é o número indicado no


corpo da seguinte forma: menor que 1 =µf; maior que 1 =
pf. a letra é a tolerância: j = 5%; k = 10%; m = 20%:
Leitura
de capacitores de poliéster os capacitores comuns
(poliéster, cerâmicos, styroflex, etc) normalmente usam
uma regra para indicação do seu valor através do número
indicado no seu corpo: número menor que 1 = µf ; número
maior de 1 = pf ; maior que 1 seguido da letra n = nf.
Observe abaixo:

Leitura de capacitores de cerâmica – alguns têm três


números no corpo, sendo que o último é a quantidade de
zeros a se juntar aos dois primeiros. quando o 3º número
for o “9”, ele significa vírgula:
Leitura de outros capacitores

Leitura dos capacitores zebrinha


Funções do capacitor no circuito eletrônico

Os capacitores podem ser usados com filtro de fonte


de alimentação, transformando corrente pulsante em
contínua e também servem para bloquear c.c. e deixar
passar apenas c.a. quanto maior o valor do capacitor ou a
frequência da c.a., mais fácil para passar pelo capacitor.
Também são usados para sintonizar determinados
circuitos. a seguir vemos os circuitos usando capacitores
para estas finalidades:

Capacitores Variáveis

Capacitor variável é um tipo especial cuja


capacitância em pf pode ser alterada ao girarmos um eixo.
Este eixo movimenta várias placas móveis encaixando-as
em outras placas (fixas). Abaixo vemos dois tipos de
capacitores variáveis: antigos e modernos:
Tipos de
variáveis os capacitores variáveis podem ser classificados
quanto à sua construção (variável com núcleo de ar ou
com núcleo de plático), quanto as sua secções (duplo ou
quádruplo) e quanto ao seu eixo (comum ou trimmer). a
seguir vemos alguns destes exemplos:

Trimmers é um tipo de capacitor variável que não


possui eixo para ajuste. Portanto só pode ser ajustado com
chave de fenda. Servem para calibração dos rádios am e
fm. Geralmente devem ser ajustados com chave isolada
(plástico ou madeira). Abaixo vemos alguns tipos:
Aplicações do variável são usados nos circuitos
sintonizados dos rádios am e fm (sintonia e oscilador
local). Os trimmers são ligados em paralelo com os
variáveis para calibrar estes circuitos. o usuário do rádio
só pode mexer no variável para a troca das estações. o
trimmer é ajustado na fábrica. Veja a seguir um circuito de
um rádio, procure os componentes pelo seu simbolo, assim
você vai se acostumando com os esquemas elétricos, já
que os reparos são feitos, básicamente comparando as
medidas dos aparelhos com as dos esquemas elétricos.

Teste de capacitores

Como testar capacitores eletrolítico começar com a


menor escala (x1) e medir nos dois sentidos. Aumente a
escala até achar uma que o ponteiro deflexiona e volta.
Quanto maior o capacitor, menor é a escala necessária.
Este teste é apenas da carga e descarga do capacitor. Veja
abaixo:

Se o ponteiro não deflexionar ou deflexionar só um


pouco, o capacitor está aberto ou esgotado. Se o ponteiro
deflexionar e não voltar, o capacitor está em curto. veja
abaixo:

Como testar capacitores comum em x10k, medir nos


dois sentidos. no máximo o ponteiro dará um pequeno
pulso se o capacitor tiver valor médio. se tiver valor baixo
o ponteiro não moverá. o melhor método de testar
capacitor é medi-lo com o capacímetro ou trocá-lo. Abaixo
vemos como deve ser feito o teste nestes capacitores
usando o ohmímetro.
Este teste é válido para qualquer tipo de capacitor não
polarizado (cerâmicos, "styroflex", poliéster, papel, óleo,
etc). Apenas os capacitores com valores acima de 4,7 nf
darão um pulso perceptível no ponteiro do multímetro.

Como testar capacitores com o capacímetro

Descarregue o capacitor, tocando um terminal no


outro, escolha uma escala mais acima do seu valor
(independente dele ser comum ou eletrolítico) e coloque
nos terminais do capacímetro (ou nas ponteiras do mesmo
se ele tiver). A leitura deverá ser próxima do valor
indicado no corpo. Se a leitura for menor, o capacitor deve
ser trocado. Veja este teste abaixo:

No caso dos capacitores eletrolíticos, podemos


colocá-los no capacímetro em qualquer posição, conforme
pode ser visto na figura acima.
• Bobinas ou indutores

Bobinas são os componentes de dois terminais


passivas que geram um fluxo magnético, quando eles são
distribuídos por uma corrente eléctrica .Elas são feitas
através do enrolamento de um arame de um núcleo de
material ferromagnético ou ar.Sua unidade de medida é o
Henry (H) no Sistema Internacional, mas são muitas vezes
utilizados submúltiplos:

mH – mili uH – micro nH – nano


Henrio Henrio Henrio
é igual a um
é igual a um é igual a um
bilionésimo de
milésimo de milionésimo de
Henry
Henry. Henry

Símbolos:

Bobina com
HYPERLINK
Bobina Inductancia "http://www.iespana.
es/electronred/"
tomas fijas

Bobina
Bobina com HYPERLINK
com
"http://www.iespana.es/e bobina reforçada
núcleo
lectronred/"núcleo de
ferromag
ferroxcube
nético
Bobina
eletroma Bobina ajustável Bobina variável
gnética

Existem vários tipos de bobinas de núcleo e por tipo


de enrolamento. Encontramos filtros bobinas, circuitos
sintonizados e adaptadores de impedância,
transformadores, etc.

• Careteristicas das bobinas

Permeabilidade magnética é uma característica que


tem uma forte influência sobre o núcleo das bobinas de o
valor da indutância do mesmo. Materiais ferromagnéticos
são muito sensíveis a campos magnéticos e produzem
elevados valores de indutância, mas outros materiais têm
menos sensibilidade a campos magnéticos. O factor que
determina o grau de sensibilidade a estes campos
magnéticos é denominado permeabilidade magnética.
Quando este factor é grande o valor da indutância é
demasiado.

Dois. Fator de Qualidade (Q): Indutância associada


ao valor ôhmico de linha da bobina. A bobina será boa se
a indutância é maior do que o fio - óhmico devido à
mesma.
• Tipos de bobinas

Bobina fixa com núcleo de ar: O condutor é enrolado


sobre um suporte oco e subsequentemente removido de
modo que este tem uma aparência semelhante à de uma
mola. Usado em altas freqüências. Uma variante do acima
é chamada de bobina, e difere no isolamento dos
enrolamentos e a presença de um suporte não necessita de
ser cilíndrico. Usado quando são necessárias muitas
voltas. Estes rolos podem ter torneiras intermediárias,
neste caso, pode ser considerado como dois ou mais
bobinas enroladas num suporte comum e ligados em série.
Também é usado para altas freqüências.

Bobina fixa com núcleo sólido: Têm valores mais


elevados do que a anterior, devido ao seu alto nível de
indutância permeabilidade magnética. O núcleo é
geralmente um material ferromagnético. Os mais
utilizados são de ferrite e FERROXCUBE. Quando
manuseada poderes e freqüências a serem eliminados
consideráveis são baixos como o transformador (fontes de
alimentação em particular) núcleos são usados. Então,
vamos encontrar as configurações próprias deste último.
As secções dos núcleos podem assumir a forma de EI, M e
L. UI.

As bobinas de favo de mel são usadas em circuitos


sintonizadores de rádios nas faixas de média e onda longa.
Graças aos valores do formulário sinuoso alto indutivo são
alcançados em um volume mínimo.

Bobinas toroidais são caracterizadas pelo fluxo


gerado não se disperse para fora, como na forma de um
fluxo magnético fechado, fornecendo-lhes com alto
rendimento e de precisão é criado.

O indutor de ferrite enrolada em núcleo de ferrite,


geralmente cilíndrico, com aplicações em rádio é muito
interessante do ponto de vista prático, uma vez que
permite o uso do conjunto como uma antena, colocando-o
diretamente sobre o receptor.

Bobina de Bobinas de Bobinas com


Bobina de ferrite de favo ferrite para núcleo
ferrite de mel SMD toroidais

As bobinas de cobre gravado na placa de circuito


impresso tem a vantagem de baixo custo, mas são
dificilmente ajustáveis através do núcleo.
Bobinas ajustáveis também são fabricadas.
Normalmente, a variação da indutância produzida pelo
deslocamento do núcleo.

Bobinas blindadas pode ser fixo ou variável,


abrangendo a bobina consiste em uma tampa de metal
cilíndrico ou quadrado, cuja tarefa é a de limitar o fluxo
eletromagnético criado pela própria bobina, que pode
afetar negativamente nas proximidades para os mesmos
componentes.

• Identificação de bobinas.

As bobinas podem ser identificadas por um código


semelhante ao das resistências ou por cores de serigrafia
directa.

As bobinas podem ser identificadas por um código de


cores têm uma aparência semelhante à das resistências.
1ª Cifra y
Color Multiplicador Tolerancia
2ª Cifra
Preto 0 1 -
Marrón 1 10 -
Rojo 2 100 -
laranja 3 1000 3%
Amarelo 4 - -
Verde 5 - -
Azul 6 - -
Violeta 7 - -
Cinza 8 - -
Branca 9 - -
Ouro - 0,1 5%
Prata - 0,01 10%
None - - 20%
Figura 1 ª e 2 ª figura Multiplicador Tolerância.

O valor nominal das bobinas é marcado no mH


microhenry.

O campo magnético produzido pela bobina pode ser


contínuo (igual ao de um imã) ou alternado de acordo com
a corrente que passa por ela. No caso da C.A. o campo
alternado induz uma tensão na bobina que dificulta a
passagem da corrente. É por isto que as bobinas dificultam
a passagem da corrente alternada.

Indutância – É a propriedade das bobinas em criar o


campo magnético e se opor a C.A. Depende da quantidade
de espiras que a bobina tem. As bobinas são medidas em
microhenrys (µH) e as grandes em Henrys (H).

• Estudo dos semicondutores


• Estudo diodo

Componente formado por dois cristais


semicondutores de silício ou germânio. Durante a
fabricação, os semicondutores recebem a mistura de outras
substâncias, formando assim um cristal p e um outro n. o
terminal p recebe o nome de anodo e o n recebe o nome de
catodo. Abaixo vemos o símbolo e aspecto físico.
Funcionamento dos diodos

O diodo só conduz corrente elétrica quando a tensão


do anodo for maior que a do catodo, portanto eles podem
funcionar como chave interruptora. Abaixo vemos o
esquema de funcionamento:
Funções dos diodos

No circuito, eles fazem basicamente o papel de


chaves liga/desliga. Encontraremos em fontes de
alimentação, estabilizadores, circuitos de proteção, etc.
abaixo vemos um exemplo de diodos funcionando como
retificadores de fonte de alimentação (transformando a
corrente alternada em corrente contínua).

Diodos retificadores

São projetados para trabalharem com altas correntes


(1 a para cima). possuem o encapsulamento de "epoxi" e
são encontrados em fontes de alimentação, amplificadores
de potência e outros circuitos de altas correntes.

Alguns representantes desta categoria são: 1n4007


(de 1 a), 1n5404 (para 3 a) e os da série ske. Nestes, o
primeiro número indica a corrente máxima e o segundo, a
tensão máxima. ex: ske1/08 é para 1 a e 800 v. Abaixo
vemos o aspécto físico
Diodos zeners

Estes
diodos podem conduzir corrente no sentido inverso. Para
isto devemos aplicar tensão igual ou maior que a indicada
no corpo dele. Quando um zener está conduzindo no
sentido inverso, ele mantém a tensão constante nos seus
terminais. Portanto ele pode ser usado como estabilizador
de tensão ou em circuitos de proteção. a seguir vemos o
funcionamento e alguns tipos de zener: Os zeners
padronizados são: 2v4, 2v7, 3, 3v3, 3v9, 4v3, 4v7, 5v1,
5v6, 6v2, 6v8, 7v5, 8v2, 9v1, 10, 12, 13, 15, 16, 18, 20

Diodos de sinal

São projetados para funcionarem com baixas


correntes (menos de 1 a). Possuem o encapsulamento de
vidro, podem ser de silício ou germânio e os
encontraremos nos circuitos chaveadores ou retificadores
de baixa corrente. Alguns representantes desta categoria
são: 1n4148, 1n4151, baw62 (silício), 1n60, aa119, oa90
(germânio). Veja abaixo.

Ponte retificadora
São 4 diodos interligados dentro de uma única
cápsula. é usada para substituir os 4 diodos do circuito
retificador de muitas fontes de alimentação. Sua principal
vantagem é ocupar menos espaço que os diodos separados.
Abaixo vemos a ponte e o seu simbolo.

Teste da ponte retificadora


Use a escala de x1, coloque a ponta preta no terminal + e
a vermelha em cada terminal onde entra a alternada. O
ponteiro não deve mexer em nenhum. 19Se mexer em
algum, a ponte está em curto. A seguir coloque a
vermelha no – e a preta nos alternados. o ponteiro também
não deve mexer. Se mexer a ponte esta em curto. Veja
abaixo.

• Teste de díodos

Usar a maior escala (X10K ou X1K) e medir o diodo


nos dois sentidos. O ponteiro só deve deflexionar num
sentido. Como a ponta preta está ligada no positivo das
pilhas, o ponteiro irá mexer com a preta no ânodo.
Observe abaixo.
O teste visto acima é feito com o díodo fora do
circuito. No circuito usamos a escala de X1 e medimos
nos dois sentidos. O ponteiro deve mexer mais num
sentido e menos no outro. Se o ponteiro mexer igual nos
dois sentidos, devemos tirar o diodo e medi-lo fora do
circuito em X10K.

Com multímetro digital – Usamos escala e


medimos nos sentidos. Num sentido ele indica alguma
resistência e no outro nada (aparece apenas o número “1”
no visor).
• Outros tipos de Díodos
LED (diodo emissor de luz) – É um diodo especial
feito de “arseneto de gálio”. Funciona da mesma forma
que o diodo comum e acende quando diretamente
polarizado. Porém para acender necessitam ao menos de
1,6 V. Como o LED não suporta altas correntes, sempre há
um resistor em série com ele. Veja abaixo:
Diodo Varicap os diodos de junção têm uma região de
depleção entre as camadas P e N. Um diodo varicap é um
diodo que tem uma capacidade variável em função da
tensão aplicada. São basicamente diodos construídos
especificamente para funcionarem como condensadores
(capacitores) variáveis cuja capacitância varia de acordo
com a tensão aplicada. Um diodo inversamente polarizado
pode funcionar como um capacitor (condensador), cuja
capacitância varia de acordo com a tensão aplicada.

Símbolo Díodo Schottky nos díodos schottky utiliza-


se em vez de material semicondutor tipo P um metal, não
haverá lacunas que possam armadilha elétrons vindos dos
outros materiais durante a corrente direta. Diodos de
junção metálica e semicondutor não são recentes. Os
primitivos rádios de galena, do início do século XX,
usavam um fio metálico e um cristal de galena (sulfeto de
chumbo) para formar um diodo detector de
radiofrequência. Diodos de metal/semicondutor (diodos
schottky), são obtidos pela deposição, por evaporação ou
por meios químicos, de uma camada metálica sobre a
superfície de um semicondutor. Normalmente há uma
camada de óxido na borda para evitar efeitos indesejáveis
do campo elétrico mais intenso nessa zona.
São diodos de junção PN com elevadas concentrações
de impurezas (dopagem) em ambas as camadas. Nesta
situação, a região de depleção é muito estreita, na faixa de
"algumas dezenas de átomos" de espessura.

Diodo Gunn é um diodo usado como oscilador local


cobrindo as frequências de microondas de 1Ghz a mais de
100Ghz.O diodo Gunn tem uma característica bastante
particular: é construído apenas com semicondutor tipo N,
ao contrário do par PN. Na realidade, é um oscilador de
microondas. Se denominado Diodo Gunn em homenagem
a J Gunn que, em 1963, descobriu o efeito de produção de
microondas por semicondutores N. São construídos com
três camadas. A camada central tem um nível de dopagem
menor. O dispositivo exibe característica de resistência
negativa. O material semicondutor pode ser arsenieto de
gálio (GaAs) ou nitreto de gálio (GaN), este último para
frequências mais elevadas.

Diodo PIN o nome é deve-se à existência de uma


camada I ("intrínseca" - silício sem dopagem) entre as
camadas P e N. Quando diretamente polarizado, buracos e
elétrões são injetados na camada intrínseca I e as cargas
não se anulam de imediato, ficam ativas por um
determinado período. O efeito resulta numa carga média
na camada que possibilita a condução. Na polarização nula
ou inversa, não há carga armazenada e o diodo comporta-
se como um condensador (capacitor) em paralelo com a
resistência própria do conjunto.
Fotodiodo é um dispositivo semicondutor que
converte luz em corrente elétrica. a corrente é gerada
quando fótons são absorvidos no fotodiodo; uma pequena
corrente é também produzida quando nenhuma luz está
presente. Fotodíodo é um componente eletrónico e um tipo
de fotodetector. é uma junção pn designada para responder
a uma entrada óptica.
• Estudo dos transístores

O transistor é um componente formado por três


cristais de silício, sendo dois N e um P ou dois P e um N.
Abaixo vemos os tipos e símbolos dos transístores comuns
usados em eletrônica (bipolares):
• Classificação dos transístores de acordo com a
potência máxima

Transistores de baixa potência – São os transístores


pequenos que não suportam muito calor;

Transístores de média potência – São maiores que os


anteriores e muitos possuem um furo para serem
parafusados num dissipador de calor;

Transístores de alta potência – São aqueles que têm


os corpos grandes e próprios para suportarem altas
temperaturas. Estes trabalham com dissipadores de calor.
Veja abaixo alguns exemplos dos transístores citados:

• Funções dos transístores nos circuitos

Pode funcionar como chave, amplificador de sinais e


regulador de tensão, como vemos abaixo:
Polarização - São as tensões contínuas aplicadas nos
terminais do transistor ara ele funcionar. A polarização do
transistor NPN é o contrário do PNP.

Polarização de um transistor NPN – Tensão mais alta


no coletor, média na base e mais baixa no emissor. A
tensão da base é só um pouco maior que a do emissor (no
máximo 0,8 V a mais).

Treinamento de eletrônica básica do transistor PNP –


Funcionam com tensão mais alta no emissor, média na
base e tensão mais baixa no coletor. Ao lado vemos a
ordem das tensões para os dois tipos de transístores:

Modos de ligar um transistor no circuito – Um


transistor funcionando como amplificador pode ser ligado
no circuito de três formas diferentes: emissor comum – O
sinal entra na base e sai amplificado no coletor, coletor
comum – o sinal entra na base e sai no emissor, porém
apenas com ganho de corrente e base comum – o sinal
entra no emissor e sai amplificado no coletor. Observe
abaixo:
• Teste de transístor

Veja abaixo como é feito o teste em X1. Na página


seguinte teremos a explicação detalhada:

Procurar um terminal que conduz igual com os outros


dois. Este é a . Verificar , o base com qual das pontas na
base o ponteiro deflexiona. Se for com a ponta preta
transístor é NPN. Se for com a vermelha na base, o
transístor é PNP. Com o mitter digital a posição das
ponteiras é ao contrário. Importante: O ponteiro só deve
mexer com uma das pontas na base. Se mexer com as duas
pontas na base, o transístor está em curto. Se não mexer
com nenhuma, o transístor está aberto.

Como achar o coletor e o emissor de um transístor –


Em X10K, coloque a ponta “invertida” na base e a outra
ponta em cada terminal restante. Aquele terminal que o
ponteiro mexer é o emissor. Se o ponteiro mexer nos dois
terminais, o transístor está com fuga ou em curto. Abaixo
temos o teste:
Como testar um transístor com o multímetro digital –
Usar a escala com o símbolo do díodo. Colocar a ponta
vermelha (se for NPN) ou preta (se for PNP) na base e a
outra ponta nos terminais restantes. Ele deve indicar
aproximadamente a mesma resistência nos dois terminais,
sendo que o emissor dará maior resistência que o coletor.
Na página seguinte vemos como deve ser testado um
transístor com este tipo de multímetro.

• Sistemas de identificação dos transístores

Os sistemas mais usados no mundo são: Europeu,


americano e japonês. Veja abaixo:

Sistema europeu – Começa com letras. Se a 1ª letra


for A, a peça é de germânio e se for B, é de silício. A 2ª
letra indica o tipo e a função da peça da seguinte forma: =
diodo, B = diodo varicap, C = transístor de baixa
freqüência e baixa potência, D = transístor de baixa
freqüência e média potência, E = diodo túnel, F =
transístor de alta freqüência e baixa potência, L =
transístor de alta frequência e alta potência, M = elemento
hall (magnético), N = foto acoplador, P = elemento
sensível a radiação, S = transístor de alta potencia para
comutação, = transístor de alta potência para
chaveamento, Y = díodo retificador, Z = U díodo zener.

Sistema americano – Pode começar com 1N se for


díodo ou 2N se for transístor.

Sistema japonês - Pode começar com 1S se for díodo


ou 2S se for transístor. Geralmente este prefixo não vem
no corpo. Apenas uma letra seguida de um número. Se
aparecerem as letras A ou B, será PNP. Se for C ou D, será
NPN. Ex: 2SC1815 é NPN.

• Transístor de efeito de campo (FET)

Possuem os três terminais com nomes diferentes dos


transístores comuns: dreno, source e gate. O dreno
trabalha com a tensão mais alta e o source com a mais
baixa. Aplicando uma tensão média no gate, ele cria um
campo eletrostático que controla a corrente dentro do
componente. Ele é muito parecido com um transístor
comum, porém seu consumo é menor e sua impedância de
entrada é bem mais alta. Veja abaixo:

MOSFET – É um FET com o terminal do gate


isolado dos outros dois por uma fina camada de óxido de
silício. Esta camada é sensível a estática. Os MOSFETs de
potência são usado como chaveadores de fontes de
alimentação devido ao seu consumo reduzido e alta
impedância de entrada. O código dos MOSFETs pode
começar com IRF, 2SK, BUZ, etc. Veja a baixo:

Como testar transístor mosfet

Coloque o multitester em x10k, e verifique se o gate


(g) conduz com algum dos terminais restantes dreno (d) e
source (s). Se o gate conduzir com algum dos outros
terminais, o mosfet está em curto. Veja abaixo:
Observe como aplicando a ponta preta no gate, o
mosfet dispara, ou seja, passa a conduzir nos dois sentidos
entre dreno e source. Aplicando a ponta vermelha no gate,
o mosfet volta a sua condição inicial, ou seja, só conduz
num sentido entre dreno e source (devido a um diodo
interno).

• Estudo dos tiristores

Tiristores São dispositivos semicondutores com


aplicações em controlo da potência CA para cargas
resistivas indutivas, como motores, solenoides e elementos
aquecedores. Eles são compostos por quatro camadas
(PNPN) e podem ter dois, três ou quatro terminais. Entre a
vasta gama de componentes, os principais são: SCR,
DIAC, TRIAC, PUT e SCS. Abaixo vemos o símbolo e o
aspecto físico destes dois tipos de componentes:
Os tiristores mais usados têm o código começando
com TIC. Assim o SCR mais usado é o TIC106 e o
TRIAC mais usado é o TIC226. Os SCRs são usados em
fontes de alimentação chaveadas, circuitos de proteção,
"flashes" de máquinas fotográficas, etc. Já os TRIACs são
usados para controlar a passagem da corrente alternada em
lâmpadas incandescentes, motores, resistências de
chuveiros, etc. Este tipo de circuito controlador recebe o
nome de "dimer". A seguir vamos estudar cada um desses
componentes separadamente.
• Retificador controlado de silício (scr)

Como já explicado, o SCR é um diodo com três


terminais: anodo, catodo e gate. Internamente ele possui 4
cristais de silício interligados, formando uma estrutura
PNPN. O SCR equivale a dois transístores interligados,
sendo um do tipo PNP e outro do tipo NPN. Abaixo
vemos o aspecto físico do componente, a estrutura interna
e o equivalente com transístores:
Funcionamento - Abaixo vemos um circuito simples
com um SCR. Como podemos observar, primeiro
aplicamos uma tensão maior no anodo e menor no catodo,
como em qualquer diodo. Porém o SCR só conduzirá
quando for aplicado um pulso (pequena tensão) no gate.
Quando for retirado o pulso do gate o SCR continuará
conduzindo até a alimentação ser desligada.

O TRIAC é um componente formado basicamente


por dois SCRs internos ligados em paralelo, um ao
contrário do outro. Ele possui três terminais: MT1 (anodo
1), MT2 (anodo 2) e gate (G). Abaixo vemos o símbolo, o
equivalente com dois SCRs e o aspecto físico do TRIAC:

Funcionamento - O TRIAC é usado para chavear


corrente alternada. O gate pode ser disparado com tensão
positiva ou negativa. Após o disparo no gate, o TRIAC
conduz até a corrente alternada mudar de sentido. Quando
isto ocorre, é necessário outro pulso no gate. Geralmente o
gate do TRIAC é disparado por um diodo chamado DIAC.
Este diodo conduz quando a tensão passa de um certo
nível, geralmente 20 ou 30V. Abaixo vemos o esquema de
um "dimer" para controlar o brilho de uma lâmpada
incandescente ou motor elétrico até 200 W. Se o visitante
quiser, pode montar este circuito, porém deve colocar o
TRIAC num dissipador de calor:

Tanto o TRIAC quanto o DIAC são componentes


próprios para tensão e corrente alternada. Quando o ponto
"A" do circuito fica positivo e "B" negativo, P, R1 e R2
carregam C1 e C2 com tensão positiva. Quando C1 e C2
atingem +30 V nos terminais, o DIAC entra em condução,
dispara o gate do TRIAC e este acende a lâmpada. Quando
o ponto "A" fica negativo, o TRIAC pára de conduzir e
apaga a lâmpada. Porém C1 e C2 começam a se carregar
com tensão negativa e quando atingem -30 V, o DIAC
conduz novamente, ativa o gate do TRIAC e este acende a
lâmpada outra vez. Este ciclo se repete 60 vezes por
segundo.
O resultado é que a lâmpada fica acendendo e
apagando, porém a vemos aceso o tempo todo. Quando
aumentamos a resistência de P, os capacitores demoram
mais para carregar, o DIAC demora mais para disparar o
TRIAC e este mantém a lâmpada mais tempo desligada. O
brilho resultante que enxergamos é mais fraco. Quando a
resistência de P é menor, os capacitores carregam mais
rápido, o DIAC aciona o TRIAC mais rápido e este
mantém a lâmpada mais tempo ligada. O brilho que
enxergamos agora é muito mais forte.

• Como testar o scr a frio

Coloque o mitter na escala de X10K e meça: anodo e


catodo nos dois sentidos: o ponteiro não deve mexer em
nenhum. Se o ponteiro mexer, o SCR está em curto. A
seguir, meça o catodo e o gate nos dois sentidos. O
ponteiro só deve mexer num sentido. Se mexer nos dois,
ele está em curto. Se não mexer em nenhum, ele está
aberto. Agora faça o teste do disparo: Coloque a ponta
preta no anodo e a vermelha no catodo e gate ao mesmo
tempo. O ponteiro deve deflexionar. Agora mantenha a
preta no anodo e retire a vermelha do gate sem retirá-la do
catodo. O ponteiro deverá ficar onde está. Se o ponteiro
voltar para o infinito, o SCR está com defeito (não se
mantém disparado). Abaixo vemos como é feito o teste:
O teste do TRIAC também é feito na escala de X10K.
Medindo entre o MT1 e MT2 nos dois sentidos, o ponteiro
não deve mexer. Se mexer, o TRIAC está em curto. Entre
MT1 e G o ponteiro só mexe num sentido, igual ao SCR.
Porém o TRIAC precisao de uma tensão um pouco alta
para o disparo. Portanto com o mitter não é possível fazer
o teste do disparo neste componente. O teste do DIAC é
feito em X10K e o ponteiro não deve mexer em nehnhum
sentido, caso contrário ele estará em curto.

O DIAC (Diode AC) e um dispositivo formado


tambem por quatro camadas, porém pode conduzir nos
dois sentidos e para qualquer polaridade de tensao quando
o valor aplicado ultrapassar a tensao de breakover (UBO).
O DIAC volta a cortar quando a tensao ou corrente fica
abaixo da tensao de manutencao (UH) ou corrente de
manutencao (IH). Em geral, a tensao de disparo e da
ordem de 32 V para a maioria dos DIACs. O DIAC foi
desenvolvido para operar com o TRIAC,

• Circuito Integrado (CI ou IC)

O circuito integrado (ou ci) é um circuito eletrônico


(ou vários circuitos) dentro de uma única pastilha de
silício. é o principal responsável pela miniaturização dos
circuitos eletrônicos. Dentro de um ci tem normalmente
transístores, diodos e resistores ou até outros componentes
como filtro de ceramica.abaixo temos alguns exemplos.
• Estrutura interna do ci

Conforme já explicado um ci possui vários


componentes impressos em sua pastilha de silício usando
uma técnica parecida com "silk screen". Os componentes
são basicamente resistores, transístores e diodos. Porém se
houver queima de algum deles, a peça será trocada toda. a
quantidade de peças depende do tipo do ci. Para dar uma
idéia abaixo vemos o esquema interno de um ci tba120s
(normalmente o esquema interno não aparece
• Circuito integrado digitais

Estes tipos são encontrados em relógios,


calculadoras, microcomputadores, balanças eletrônicas, ou
seja em todos os equipamentos que manipulam dados
digitais chamados "bits". os transístores internos
funcionam como "chavinhas" liga/desliga. alguns tipos
tem transístores bipolares dentro, sendo chamados de cis
ttl.

• Circuito integrado analógicos

Estes tipos são usados em rádios, televisores,


amplificadores, etc. possuem internamente transístores
(bipolares ou mosfets) funcionando como amplificadores,
osciladores ou reguladores de tensão.
• Circuito integrado de potência

São projetados para trabalharem com grande


consumo de energia. Possuem uma aba metálica para
dissipar o calor produzido pela peça. Podem ser usados
como saídas de audío, reguladores de fonte de
alimentação, saida vertical de tv.veja abaixo alguns
exemplos.
• Reguladores de tensão

São usados para estabilizar o valor de uma tensão


contínua (+b) para alimentar um determinado circuito
eletrônico. Recebem uma tensão não estabilizada mais alta
e fornece uma tensão mais baixa, porém constante. Temos
os da série 78 (reguladores positivos), os da série 79
(reguladores negativos) e o lm 317 (regulador com tensão
ajustável). Exemplo: 7805 é para 5 v, 7806 é para 6 v e
assim por diante, sempre os dois últimos números indicam
a tensão de saída da peça. Abaixo vemos alguns.
• Contagem dos pinos de um CI

CI com uma fileira de pinos – Da esquerda para a


direita, com o código para frente;
CI com duas fileiras de pinos. No sentido anti-horário
a partir da direita da “meia lua” ou a partir do pino
marcado com um ponto;
CI com quatro fileiras de pinos – No sentido anti-
horário a partir do pino marcado com um ponto. Veja
abaixo:

• Teste de circuitos integrados

O teste
dos circuitos integrados é baseado em medidas de tensão e
de sinal nos terminais de entrada e saidas do ci e
comparando as medidas com o esquema do aparelho.um
pino de ci com medidas alteradas não significa que o ci
está com defeito, antes de trocar um ci devemos medir
todas as peças ligadas nesse pino resistores, capacitores.
Os CIs têm 2 ou 4 fileiras de terminais. Quando tem 2
fileiras, a contagem começa pelo pino marcado por uma
pinta ou à direita de uma "meia lua". Quando têm 4
fileiras, o 1° pino fica abaixo à esquerda do código. Os
demais pinos são contados em sentido anti-horário. Veja
abaixo alguns exemplos de circuito integrado SMD:

• Transformador (trafo)
Como vemos abaixo, o transformador é formado por
duas bobinas próximas, porém isoladas. Aplicando tensão
alternada no primário o trafo cria um campo magnético
alternado e induz uma tensão alternada no secundário,
podendo ser maior, igual ou menor que a do primário:

Os transformadores que tem o primário igual ao


secundário são de isolação, os de secundário menor são
redutores e os de secundário maior são elevadores.
Teste de transformador
Na escala de X1 ou X10, medir os terminais aos pares
ou aos grupos. Nos transformadores redutores, o primário
tem muito maior resistência que o secundário. Abaixo
vemos como é feito este teste num modelo de trafo:

• Fonte de alimentação

Como vemos abaixo a fonte de alimentação


transforma a tensão alternada da rede em tensão contínua
para alimentar os circuitos eletrônicos
Filtro - Transforma a tensão pulsante em contínua. É
formado por capacitores eletrolítico acima de 100uF.
Abaixo vemos o aspecto físico destes componentes.

Retificador - Transforma tensão alternada em


pulsante. É formado por díodos podendo ser 1, 2 ou 4.

Fonte de meia onda - Possui um único díodo


retificador que aproveita apenas metade da C.A. Veja o
abaixo:

Fonte de onda completa - Possui dois díodos ligados


num trafo com tomada central no secundário. Aproveitam
todo o ciclo da C.A. Fornece um +B melhor que o da fonte
de meia onda. Veja ao abaixo este tipo de fonte:
Fonte de onda completa em ponte - Possui quatro
díodos ligados em ponte que aproveitam do o ciclo da
C.A. Este tipo de circuito não to necessita de
transformador com tomada central. Veja ao lado:

Diodo zener – Como já vimos ele conduz corrente no


sentido inverso quando plicamos tensão igual ou maior
que a indicada no corpo dele. Quando ele conduz, a
mantém a tensão fixa nos seus terminais como observamos
abaixo:

Fonte de alimentação estabilizada - Fornece uma


tensão constante independente das variações da rede.
Possui um transístor chamado regulador de tensão. A base
do transístor é mantida estável através de um díodo zener.
Este transístor fornece a tensão e a corrente para alimentar
o circuito. Veja um exemplo abaixo e indique a tensão em
cada terminal do transístor regulador:
Fontes com CIs da série 78 e 79 – Como podemos ver
abaixo estes CIs fornecem uma tensão estabilizada
positiva (os da série 78) ou negativa ( série 79). A nsão de
saída é indicada pelos dois últimos números no seu corpo.
A tensão de te entrada pode ser até o dobro da tensão de
saída. Veja abaixo:

Fonte simétrica usando os CIS 78 e 79 – No circuito


na página seguinte vai uma pequena sugestão de uma
fonte que pode alimentar um circuito que consuma até 0,5
A (rádios e gravadores). Usando as extremidades da fonte
obtemos 12 V. Usando o fio central e uma extremidade
obtemos 6 V.

Fonte estabilizada usando o CI LM317 – Como


vemos abaixo, o LM317 é um CI regulador, cuja tensão de
saída pode ser ajustada entre 1,25 V até cerca de 37 V. O
ajuste é feito no terminal 1 dele. Também temos o LM337
para tensão negativa.
A tensão mínima de saída é 1,25 V se o pino 1 do CI
for ligado à terra. O valor máximo da saída é determinado
pelo cálculo: (R2/R1 + 1) x 1,25. Quanto maior o valor de
R2, maior a tensão máxima da fonte até 35V. Este CI pode
suportar até 1,5 A

Com o trimpot na posição de baixo, a tensão de saída


será cerca 1,2V. Na posição de cima basta aplicar o
pequeno cálculo para sabermos a tensão máxima de saída:
4700/ 20 = 21,36. 21,36 + 1 = 2,36. 2,36 x 1,25 = 28.
Portanto a máxima tensão que sai é 28 V. Para este CI
trabalhar corretamente, deve ser montado num dissipado
de calor apropriado

Noções de fontes chaveadas – Este é o tipo de fonte


mais usado pelos aparelhos eletrônicos, devido
principalmente ao seu menor consumo de energia elétrica.
Funciona baseada num transístor que faz a corrente variar
no primário de um trafo chamado chopper e no secundário
dele obtemos as tensões para alimentar o aparelho. Veja na
abaixo o princípio de uma fonte destas.
Quando o transístor conduz, o chopper cria um
campo magnético. Quando ele corta, a energia magnética
armazenada no chopper induz um pulso de tensão no
secundário. Tal tensão é retificada e filtrada, resultando
num +B de boa qualidade para alimentar o aparelho. Neste
exemplo, D2 e C2 mantém o oscilador alimentado e desta
forma o funcionamento da fonte. PWM significa
modulação por largura de pulso, ou seja, o valor do +B
desta fonte depende da largura dos pulsos na base do
transístor.

Quanto mais largos, maior a tensão induzida no


secundário e maior o valor do +B. O circuito de controle
altera a largura dos pulsos para corrigir qualquer alteração
no valor do +B.

Esta fonte é usada pelos televisores, DVDs,


microcomputadores, Fax, etc. Em muitos casos no lugar
do transístor comum encontraremos um MOSFET
funcionando como chaveado para um menor consumo da
fonte. O circuito de disparo pode ser formado por um CI
ou por outros transístores, dependendo do projeto da fonte.
Transformador chaveador (chopper) - Como vemos
na figura abaixo, este tipo de transformador tem núcleo de
ferrite, ao contrário dos tipos comuns com núcleo de
lâminas de ferro. É usado em fontes chaveadas onde a
frequência de trabalho é alta e o núcleo de ferrite funciona
melhor.

• Outros componentes

Relê - É um tipo de chave formada por lâminas (duas


ou mais) acionadas pelo campo magnético de uma bobina
próxima. São usados para ligar ou desligar circuitos de
potência mais alta a partir de uma tensão e corrente baixa.
Abaixo vemos a estrutura interna e o princípio de
funcionamento:
Como podemos observar, o relê está sendo usado
para ligar e desligar uma C lâmpada de 110 V a partir de
uma tensão de 12 V aplicada em sua bobina. O transístor
chaveia a bobina. Se ele não recebe tensão na base, não
conduz e a chave do relê permanece desligada. Se ele
recebe tensão na base, conduz e aciona a bobina do relê
que por sua vez acende a lâmpada. Os relês são indicados
pela tensão e corrente em sua bobina. O díodo em paralelo
serve para eliminara tensão induzido na bobina quando o
relê desliga. Tal tensão poderia queimar o transístor.

Transístor “Darlington” - São dois transístores e


alguns outros componentes dentro de uma única peça. É
usado em amplificadores de alta potência. Desta forma os
transístores internos dividem a corrente e não
superaquecem. Dois transístores externos podem ser
ligados para formar um “darlington”. Veja abaixo:
No teste em X1 de um “darlington”, a resistência
entre base e emissor deve ser o dobro da resistência entre
base e coletor.

Fotoacoplador - Também chamado de acoplador


ótico, é formado por um LED e uma foto transístor numa
única peça. É um CI de 4 ou 6 terminais. No circuito, ele
transfere uma informação de um ponto a outro sem
contato elétrico entre eles.

Cristais osciladores – Têm internamente duas lâminas


de cristal de quartzo que vibram com velocidade constante
quando aplicamos uma tensão elétrica nos terminais. São
usados em osciladores que devem trabalhar sempre numa
frequência constante. Tal frequência vem marcada no
corpo do cristal. Veja abaixo:
• Treinamento com componentes SMD

Os componentes SMD ("superficial monting device")


ou componentes de montagem em superfície têm
dominado os equipamentos eletrônicos nos últimos anos.
Isto devido ao seu tamanho reduzido comparado aos
componentes convencionais. Veja abaixo a comparação
entre os dois tipos de componentes usados na mesma
função em dois aparelhos diferentes:

• Tipos de componentes SMD


A maioria dos componentes SMD é feita de silício
(transistores, diodos, CIs) e soldada no lado das trilhas,
ocupando muito menos espaço numa placa de circuito
impresso. Graças a estes componentes foi possível a
invenção to telefone celular, notebooks, computadores de
mão, etc. Veja abaixo o exemplo de alguns tipos de
componentes SMD:

• Resistores, capacitores e jumpers SMD.

Os resistores têm 1/3 do tamanho dos resistores


convencionais. São soldados do lado de baixo da placa
pelo lado das trilhas, ocupando muito menos espaço. Têm
o valor marcado no corpo através de 3 números, sendo o
3° algarismo o número de zeros. Ex: 102 significa 1.000 Ω
= 1 K. Os jumpers (fios) vem com a indicação 000 no
corpo e os capacitores não vem com valores indicados. Só
podemos saber através de um capacímetro. Veja abaixo:
• Eletrolíticos e bobinas SMD

As bobinas tem um encapsulamento de epóxi


semelhante a dos transistores e diodos. Existem dois tipos
de eletrolíticos: Aqueles que têm o corpo metálico
(semelhante aos comuns) e os com o corpo em epóxi,
parecido com os diodos. Alguns têm as características
indicadas por uma letra (tensão de trabalho) e um número
(valor em pF). Ex: A225 = 2.200.000 pF = 2,2 μF x 10 V
(letra "A"). Veja abaixo:

• Semicondutores SMD

Os semicondutores compreendem os transistores,


diodos e CIs colocados e soldados ao lado das trilhas. Os
transistores podem vir com 3 ou 4 terminais, porém a
posição destes terminais varia de acordo com o código.
Tal código vem marcado no corpo por uma letra, número
ou sequência deles, porém que não corresponde à
indicação do mesmo. Por ex. o transistor BC808 vem com
indicação 5BS no corpo. Nos diodos a cor do catodo
indica o seu código, sendo que alguns deles têm o
encapsulamento de 3 terminais igual a um transistor. Os
CIs têm 2 ou 4 fileiras de terminais. Quando tem 2 fileiras,
a contagem começa pelo pino marcado por uma pinta ou à
direita de uma "meia lua". Quando têm 4 fileiras, o 1° pino
fica abaixo à esquerda do código. Os demais pinos são
contados em sentido anti-horário. Veja abaixo alguns
exemplos de semicondutores SMD:

• Bibliografia

www.4shared.com/postDownload/CcFKMJcb/Tipos_
de_bobinas.html
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABgfYAL/tr
einamento-eletronica-basica
www.edtecsoft.com
http://www.ufrgs.br/eng04030/Aulas/teoria/cap_04/di
viteco.htm

http://w3.ualg.pt/~sjesus/aulas/ac/node23.html

http://www.laercio.com.br/artigos/hardware/hard-
052/hard-052.htm

http://www.wikipedia.org.

http://www.areaseg.com/sinais/resistores.html

APOSTILAS
Curso de eletrônica básica (Edmar de Lima).
Treinamento eletrónica básica (Luís Carlos Burgos).
ELETRÔNICA, Roberto Angelo Bertoli –
Departamento de Eletro-
Eletrônica – Colégio Técnico Campina – UNICAMP.
Setembro de 2000.