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Manual de Formação

“Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho”

Módulo – Organização da Segurança: Prevenção de


Incêndios
Ficha Técnica:

Titulo: Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

Módulo: Prevenção de Incêndios

Nº de páginas: 24

Revisão Técnico Pedagógica: fevereiro de 2017

Edição: 2ª Edição de 2017

Kmed Europa - Serviços Externas de Segurança e Saúde no Trabalho, Lda

Rua Jorge Barradas, 41 - A, 1500-369 Lisboa

Telefone: 217 622 356

Fax: 217 604 008

Email: geral@kmedeuropa.pt

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Índice
ORGANIZAÇÃO DA SEGURANÇA: COMBATE A INCÊNDIOS 3

Física e Química do Fogo 4

Classes de Fogo 6

Métodos de Extinção 7

Medidas de Prevenção 7

Formação 7

Medidas de Prevenção a adotar no local de trabalho 10


Medidas de Proteção 11
Agentes extintores 14

Extintores 17

Referências Bibliográficas 23

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ORGANIZAÇÃO DA SEGURANÇA: COMBATE A INCÊNDIOS
A salvaguarda da vida humana está acima de todas as prioridades em matéria de segurança. Mesmo que se
tenham cumprido todas as normas e recomendações no projeto e construção de edifícios, se tenham tomado os
maiores cuidados na prevenção do risco de incêndio, sabemos que nunca se está seguro de que não ocorram
acidentes. As medidas de proteção contra o risco de incêndio concebidas na fase de projeto e concretizadas na
obra de construção são medidas de natureza física, usualmente divididas em:

 Disposições construtivas, principalmente medidas passivas de segurança


 Segurança das instalações e equipamentos técnicos dos edifícios
 Sistemas de equipamentos de segurança, essencialmente medidas ativas de segurança

A disponibilidade dessas medidas para os utilizadores dos edifícios, só será efetiva se forem verificadas
cumulativamente diversas condições, nomeadamente:
 Os utilizadores terem conhecimento dessas medidas e saberem utilizá-las em proveito da segurança
 As medidas serem mantidas ao longo do tempo, de modo a garantir a sua operacionalidade permanente

Mesmo que existam as referidas garantias ainda é necessário criar condições para reduzir a probabilidade de
ocorrência de incêndios, sendo para tal essencial que os utilizadores dos edifícios adotem medidas preventivas
dimensionadas face ao risco efetivo de cada situação. Em suma, as medidas de segurança a adotar no decurso da
exploração de edifícios são essencialmente de natureza humana, pelo que exigem, regra geral, a modificação de
comportamento das pessoas, de modo a que possam adotar as atitudes e a cumprir os procedimentos
adequados à redução do risco de incêndio.

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Física e Química do Fogo

O conhecimento dos fenómenos físico-químicos da combustão é a base teórica da prevenção e do combate aos
incêndios. Só conhecendo bem a ameaça, se pode evitá-la e fazer-lhe frente convenientemente e de um modo
eficaz. Importa então conhecer e aprofundar os conhecimentos neste domínio.

O fogo (combustão) do ponto de vista químico e simplesmente uma reação de oxidação-redução em que os
elementos da matéria em reação se juntam ao oxigénio do ar para produzir óxidos, libertando calor.

Triângulo do Fogo

Um fogo não pode ocorrer sem a conjugação simultânea de três elementos:

1. Combustível
Pode ser qualquer substância que, na presença de oxigénio e fornecendo-lhe uma certa energia de ativação, é
capaz de arder. Existem combustíveis sob o estado líquido (exemplo: gasolina), sólido (exemplo: madeira) e
gasoso (exemplo: hidrogénio, metano).

2. Comburente
Substância em cuja presença o combustível pode arder. De uma maneira geral, considera-se o oxigénio como o
comburente que existe na atmosfera numa proporção de 21% (em volume).

3. Energia de ativação
Fontes de energia que, ao manifestarem-se em forma de calor, provocam a inflamação dos combustíveis, tais
como: chispas mecânicas, soldaduras, etc.

Se falta algum destes elementos, a combustão não será possível.


Cada um destes elementos representa-se como um dos lados de um
triângulo. A esta representação simplificada, chama-se triângulo do
fogo.

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Existe ainda outro fator que intervém de forma decisiva no incêndio que é a
reação em cadeia, tratando-se da transmissão de calor de umas partículas
do combustível para outras. Logo, se de alguma maneira se interrompe a
referida cadeia, não é possível a continuação do incêndio.
Neste caso, amplia-se o conceito de triângulo do fogo, passando agora a
existir quatro fatores que se representam pelo tetraedro do fogo.

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Classes de Fogo
A Norma Portuguesa NP EN 2 classifica os fogos em quatro classes que são definidas pela natureza do
combustível. A norma Portuguesa em vigor refere apenas as classes A, B, C e D, embora exista na literatura uma
quinta classe (E - incêndios em equipamento elétrico sob tensão). Esta classificação é muito útil, no domínio do
combate ao incêndio, para a escolha do agente extintor mais adequado.
As designações têm como finalidade classificar os fogos de diversa natureza e simplificar a sua referência:

Classe A: Fogos de materiais sólidos, geralmente de natureza orgânica, em que a combustão se faz normalmente
com a formação de brasas (por exemplo: madeira, carvão, papel, etc.).
Classe B: Fogos de líquidos ou sólidos liquidificáveis (por exemplo: gasolina, éteres, álcoois, ceras, parafina, etc.).
Classe C: Fogos de gases (por exemplo: propano, butano, acetileno, metano, etc.).
Classe D: Fogos de metais (por exemplo: sódio, potássio, magnésio, alumínio, etc.).

Classe
Fogos de materiais sólidos, geralmente de «Madeira «Carvão «Papel
A natureza orgânica e com formação de
brasas, como por exemplo: «Matéria Têxtil

Classe Fogos de líquidos ou sólidos liquidificáveis, «Acetona «Vernizes «Gasolina

B como por exemplo: «Ceras «Pomadas

Fogos de gases, como por exemplo: «Metano «Propano «Butano


Classe C
«Acetileno

«Sódio «Magnésio «Potássio


Classe D Fogos de metais, como por exemplo:
«Urânio «Alguns tipos de plásticos

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Métodos de Extinção
O princípio básico de extinção de um fogo consiste em eliminar ou isolar um dos lados do triângulo do fogo.
Assim, o triângulo ficará desfeito e será anulada a possibilidade de fogo.
 Inibição
Utilização de certos agentes extintores à base de compostos químicos que reagem, neutralizando-os,
interrompendo assim a reação em cadeia.
 Isolamento
Retirar o material combustível ainda não atingido, da área de propagação do fogo.
 Arrefecimento
Diminuindo a temperatura do material combustível, abaixo da temperatura de combustão, deixa de
haver libertação de vapores necessários à manutenção da combustão.
 Abafamento ou Asfixia
Diminuir o contacto do comburente com o combustível. Eficaz em fogos de pequenas dimensões

Medidas de Prevenção
Conjunto de medidas que visam limitar a probabilidade da ocorrência de um incêndio no local de trabalho.

Formação
A formação deverá ser contínua visando o aperfeiçoamento permanente dos colaboradores, valorizando a sua
eficácia nos respetivos postos de trabalho.
Paralelamente ao regime jurídico de segurança contra incêndio em edifícios, também o regime jurídico da
promoção e prevenção da segurança e da saúde no trabalho que o Artº 15 da Lei n.º 3/2014) exige…

…“O empregador deve estabelecer em matéria de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação
as medidas que devem ser adotadas e a identificação dos trabalhadores responsáveis pela sua aplicação, bem
como assegurar os contactos necessários com as entidades externas competentes para realizar aquelas
operações e as de emergência médica”.

A formação em segurança é uma das prioridades de qualquer sistema de organização e gestão da prevenção e
de controlo de riscos. A prevenção, segurança e intervenção só são praticáveis se as pessoas que utilizam e
ocupam os edifícios tiverem consciência dos riscos, compreenderem as medidas de segurança e forem capazes
de executar os procedimentos de prevenção e emergência.

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O quadro legal e normativo evolui-o nesta vertente designadamente com a publicação da portaria nº 1532/08 de
29 de Dezembro no domínio da segurança e incêndios em edifícios.
Particularmente o artigo 206º ao indicar os destinatários que devem possuir formação da segurança contra
incêndios de acordo com as funções que desempenham.

Devem possuir formação, no âmbito da Segurança contra Incêndios:

o Todos os funcionários e colaboradores das entidades exploradoras dos espaços afetos às Utilizações-
Tipo.
o Todos que exerçam atividades profissionais nesses espaços por períodos superiores a 30 dias por ano.
o Todos os elementos com atribuições previstas nas atividades de autoproteção.

Todos os elementos devem ter conhecimento dos riscos de incêndio com que lidam.
Entender as medidas de segurança adotadas, saber atuar (cumprindo os procedimentos) em caso de incêndio ou
de emergência e colaborar na evacuação são responsabilidades de todos dentro da organização.

Estas ações de formação podem consistir em:

o Sensibilização para a Segurança contra Incêndio, com o objetivo de familiarizar os ocupantes com os
espaços e com a identificação dos respetivos riscos de incêndio;
o Cumprimento dos procedimentos e planos de prevenção contra incêndio;
o Procedimentos de alarme;
o Procedimentos gerais de atuação em caso de emergência;
o Instruções básicas de utilização dos meios de primeira intervenção, designadamente dos extintores
portáteis.

As ações de sensibilização devem ser programadas de modo a que...

a) Incluam como destinatários, nas utilizações-tipo I das 3.ª e 4.ª categorias de risco, os ocupantes dos
fogos de habitação.
b) Incluam como destinatários, nas utilizações-tipo IV, os alunos e formandos que nelas permaneçam por
um período superior a 30 dias.
c) Incluam como destinatários, nas utilizações-tipo IX, os frequentadores dos espaços que neles
permaneçam por um período superior a 30 dias.

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d) Os seus destinatários as tenham frequentado no prazo máximo de 60 dias após a sua entrada em serviço
nos espaços da utilização-tipo, com exceção dos referidos da alínea b) em que as ações devem ser
realizadas no primeiro período do ano escolar.

Formação específica

o Destinadas aos elementos que, na sua atividade profissional, lidam com situações de maior risco de
incêndio.
o Destinada aos elementos que possuem atribuições especiais de atuação em caso de emergência
(emissão do alerta, evacuação, utilização dos comandos de meios de atuação em caso de incêndio e de
segunda intervenção)

Os grandes objetivos da formação passam pela:


o Sensibilização das regras de prevenção;
o Desenvolvimento da cultura de segurança;
o Aquisição fundamentais de segurança contra incêndios.

Consolidação de procedimentos de atuação:


o Alarme
o Alerta
o 1ºintervençao
o 2ºintervençao
o Evacuação das instalações

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Medidas de Prevenção a adotar no local de trabalho

 Realizar a manutenção periódicas das instalações para evitar fugas de líquidos ou gases combustíveis;
 Impedir a formação de resíduos inflamáveis;
 Afastar os combustíveis das fontes prováveis de inflamação;
 Armazenar e transportar combustíveis em recipientes estanques;
 Ventilar os locais onde se podem, formar misturas inflamáveis;
 Sinalizar adequadamente recipientes e condutas de combustíveis;
 Quando possível, substituir combustíveis inflamáveis por outros que não o sejam.
 Proibição de fumar, por exemplo, nas bombas de gasolina;
 Proibição de fumar ou foguear, por exemplo nas matas e florestas;
 Ventilação dos espaços;
 Instalações elétricas de acordo com as normas de segurança;
 Não ligar muitos recetores elétricos a mesma tomada de energia;
 Instalações elétricas com ligações à terra;

NÃO empilhe papéis indiscriminadamente. Mantenha limpo e arrumado o seu local de trabalho.
NÃO despeje cinzeiros sem antes se certificar que as cinzas e pontas de cigarro* estão completamente apagadas.
NÃO efetue reparações improvisadas na instalação elétrica. Substitua tomadas defeituosas ou contacte um
eletricista.
EVITE cabos elétricos desordenadamente estendidos pelo chão.
NÃO faça ligações diretas, nem reforce fusíveis. Quando estes queimam é sinal de perigo.
NÃO ligue vários aparelhos na mesma tomada. A sobrecarga do sistema elétrico pode provocar um incêndio.
NÃO obstrua o acesso aos extintores e as colunas-de-incêndio.
MANTENHA livres os caminhos de evacuação e as saídas de emergência.

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Medidas de Proteção
Conjunto de medidas que têm como finalidade minimizar as consequências de um incêndio.

Proteção Estrutural

Conjunto de peças e elementos construtivos que constituem uma barreira ao avanço do fogo, confinando-o a um
sector e limitando as consequências do mesmo.

 Estruturas em ferro com revestimentos isolantes à base de gesso, betão ou calcário


 Madeira e Tintas Ignífugas, ou seja, isolante e resistentes ao fogo
 Utilização de portas corta-fogo - confinam o incêndio num determinado espaço
 Aplicação de dispositivos de evacuação de fumos e fogos

Deteção e Alarme

Uma instalação de deteção de incêndio tem por objetivo descobrir e sinalizar, o mais cedo possível, o
aparecimento de um fogo, para que possam ser tomadas medidas necessárias à salvaguarda das vidas dos
utentes do edifício e à proteção dos bens materiais, num curto espaço de tempo.
A deteção de incêndios é uma das mais importantes medidas de segurança, uma vez que permite detetar
precocemente um fogo para de seguida ser pronta e facilmente extinto.
A deteção pode ser humana ou automática, mas a experiência mostra como é arriscado contar unicamente com
a intervenção humana. Na maior parte dos casos, os sistemas de deteção parcial ou totalmente automáticos são
preferíveis.

Uma instalação de deteção automática de incêndios deve possuir três qualidades fundamentais:
 Rapidez;
 Fiabilidade;
 Credibilidade.

Sendo fiável, tem-se a certeza de não se ser traído num momento crucial. Sendo rápido, o incêndio será
sinalizado num intervalo de tempo muito curto. Para ser credível deve basear-se num funcionamento seguro,
eliminando deste modo os alarmes intempestivos.

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As manifestações físicas de um fogo são apercebidas de diferentes formas por um indivíduo:
 os gases são detetados pelo odor;
 os fumos são visíveis, logo a deteção é ótica;
 as chamas ainda são mais visíveis, uma vez que emitem luz; a sua deteção é igualmente óptica em
qualquer circunstância, seja direta ou indiretamente;

O homem pode ser substituído por equipamentos. Os gases são sinalizados por detetores iónicos que analisam a
presença de certos produtos estranhos no ar e assinalam a sua presença. Os fumos serão «vistos» pelos
detetores óticos de fumos dotados de células elétricas. As chamas serão igualmente «vistas» por detetores
óticos de chamas, dotados de células fotossensíveis. Por fim, o calor pode ser apercebido por detetores térmicos
que assinalam uma determinada temperatura ou por detetores termovelocimétricos que analisam uma rápida
elevação de temperatura.
Os sistemas automáticos de incêndio (SADI) são aparelhos eletrónicos que se apercebem, como os nossos
sentidos, dos fenómenos do fogo, tendo em conta as suas diferentes propriedades físicas. Asseguram a vigilância
de um local ou de uma determinada zona e comunicam, através dos fios elétricos, as informações à central que
os traduz em alarme.
Para transmitir as informações recebidas pelos detetores e para comunicar as ordens do «cérebro» (painel de
sinalização), existe um conjunto de «nervos» ao mesmo tempo sensitivos e motores, que são as cablagens de
ligação elétrica.
A central de deteção e alarme de incêndio recebe a informação dos detetores e permite localizar o incêndio.

Deve assegurar as seguintes funções:


 A alimentação elétrica dos detetores e dos periféricos. Assegura em permanência a energia necessária
ao funcionamento dos detetores que trabalham em tensão reduzida (12 a 18 V);
 A sinalização dos alarmes e das avarias, através de sinais luminosos. Os sinais transmitidos pelos
detetores são recebidos na central por órgãos eletrónicos que desencadeiam a ação dos sinalizadores e
o alarme, através de sinais luminosos e sonoros simultâneos;
 O comando de dispositivos complementares de proteção de incêndio e de transmissão de alerta.

Atua, seguindo um programa que varia segundo as características próprias de cada estabelecimento, sobre os
sistemas de alarme local ou à distância e sobre os automatismos de proteção contra o fogo.
As alterações do sistema (por exemplo, a retirada de detetores) e as avarias são sinalizadas através de sinais
óticos e sonoros.

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A central, destinando-se principalmente a controlar o estado de funcionamento da instalação e a dar o alarme,
deve ser posicionada num local ocupado em permanência e situado junto de um dos acessos ao edifício.

Alimentação elétrica
A condição de funcionamento sem intermitências de uma instalação de deteção de incêndios exige a
continuidade absoluta de alimentação de energia elétrica da Central de Deteção e Alarme. Deste modo, a
alimentação elétrica pode ser assegurada por:

Fonte principal: A energia elétrica é normalmente fornecida pela rede pública de distribuição.

Fonte de socorro: É prevista para fazer face a todas as falhas da rede de distribuição e entra automaticamente
em serviço. Deve ser capaz de manter a instalação de deteção em funcionamento durante o tempo de falha da
rede com uma autonomia mínima de 72 horas.

Dispositivos complementares: São de duas ordens, tendo em conta se são comandados pelos detetores ou pela
Central deDeteção de Incêndios.

Elementos associados aos detetores: São principalmente os repetidores de ação que acendem em caso de
funcionamento do detetor.

Elementos associados à Central:


 Painéis repetidores e os sinópticos;
 Dispositivos de comando à distância de:
o Fecho automático de portas corta-fogo
o Abertura de exautores de fumo
o Acionamento dos extratores de fumo
o Paragem automática de equipamentos
 Dispositivos de extinção;
 Alarmes sonoros ou luminosos à distância.

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Agentes extintores

Conhecidos os fenómeno do fogo e as classes de fogo que dependem do tipo de combustível em causa e os
processos de extinção, resultará mais fácil selecionar o tipo de agente extintor a aplicar, conhecendo
previamente os efeitos destes sobre o fogo e as suas características.

Principais agentes extintores


o Água em jato ou pulverizada (extinção por arrefecimento)
o Dióxido de Carbono (CO2) (extinção por asfixia)
o Pós químicos secos (extinção por inibição)
 Pó ABC
 Pós especiais
o Espuma (extinção por abafamento)
o Areia (extinção por abafamento)

Água em Jacto ou Pulverizada

Atua por arrefecimento


Tem uma elevada capacidade de absorção de calor.
Quando pulverizada essa capacidade aumenta 15 vezes o que faz baixar a temperatura mais depressa, sendo
mais eficaz.
Excelente em fogos de CLASSE A;
Pulverizada é também utilizada em fogos de CLASSE B (se + densos que o gasóleo)

NÃO USAR EM:


 Fogos de origem elétrica (água é boa condutora da eletricidade havendo
risco de electrocução).
 Jacto, sobre líquidos inflamáveis porque espalha as chamas.
 Produtos que reajam com ela (ácido sulfúrico, metais alcalinos, etc.)

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Dióxido de Carbono (CO2)

Não é condutor de eletricidade, não é corrosivo, não deixa resíduos, tem ação química nula.
Indicado para material elétrico.
Pouco eficaz em fogos de classe A

Atenção:
 Em espaços confinados pode asfixiar
 Riscos de queimadura por frio, choque térmico nos equipamentos (temperatura de descarga – 80ºC.

Pós Químicos

 ABC ou polivalente - Utilizados nos fogos de classe A,B e C (sólidos,


líquidos e gasosos) base de compostos de amónio.
 D (especiais) - Utilizados nos fogos de classe D (metais
combustíveis), havendo um produto extintor específico para cada
metal.

Atenção:
 Deixam resíduos difíceis de limpar o que pode danificar os equipamentos elétricos e eletrónicos.
 Fazem uma nuvem opaca que limita a propagação de energia radiante mas que também dificulta a
visibilidade, podendo provocar o pânico.

Espuma

Fogos de CLASSE A, B
o Atua por asfixia
o Impede o contacto com o comburente, pára emissão de vapores inflamáveis,
o Isola as chamas do combustível) e arrefecimento;
o Reduz a densidade da água provocando a sua flutuação em líquidos inflamáveis.
Atenção:
A espuma é obtida através da adição de produtos espumíferos à água - não usar em fogos de origem elétrica.

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Areia

o Atua por abafamento;


o Fogos de CLASSE A, D (sólidos e metais combustíveis.)
o Manipulação pouco prática.

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Extintores

A N.P. 1589 define extintor como:


“… Um aparelho que contém um agente extintor que pode ser projetado e dirigido
sobre um fogo por ação de uma pressão interna”

Para uma rápida intervenção em caso de incêndio todos os trabalhadores devem:


o Conhecer os locais onde estão colocados os extintores;
o Saber escolher o agente extintor adequado ao fogo;
o Saber utilizar um extintor.

O extintor é o meio mais adequado para atacar um incêndio na sua fase inicial. A sua devida utilização permite
atacar as chamas incipientes e controlar ou conter o seu desenvolvimento. Um extintor de incêndios pode salvar
vidas, extinguir um fogo ou controlá-lo até à chegada dos bombeiros.
Os extintores são classificados como meios de primeira intervenção de combate ao incêndio e devem ser
instalados independentemente de qualquer outra medida de proteção julgada necessária.

Chama-se carga de um extintor à massa ou volume do agente extintor contido no extintor.

Os extintores podem classificar-se em:


 Extintores manuais: extintores cujo peso é igual ou inferior a 20 kg;
 Extintores dorsais: extintores cujo peso é igual ou inferior a 30 kg e que estão equipados com um
dispositivo que permite o seu transporte às costas;
 Extintores móveis: extintores com peso superior a 30 kg dispõem de rodas para a sua movimentação,
podendo consoante as suas dimensões ser puxados manualmente ou rebocados por viaturas.

Onde devem estar localizados os extintores?


Os extintores devem estar instalados em locais bem visíveis, desobstruídos e sempre que possível ao longo dos
caminhos de evacuação e na proximidade dos locais de maior risco.

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Ao redor dos equipamentos de combate a incêndios, deverá ser sempre garantida uma área desimpedida de
1m2.
Todos os extintores devem estar colocados, em suporte adequado, para que o seu manípulo fique a uma altura
não superior a 1,2 m do pavimento e sinalizados com placas fotoluminescentes de localização e identificação
do material.
Quando os extintores são instalados em locais cujas condições ambientais possam originar danos físicos ou
acelerar a sua deterioração, devem ser dotados de meios de proteção.
Sinalização de localização dos extintores deverá ser colocada a uma altura a variar entre os 2,10 m e os 3,00 m.
No caso de espaços amplos, o limite superior de 3,0 m pode ser excedido, mediante justificação fundamentada.
A placa com identificação do material extintor deve estar colocada a 1,5 m do pavimento. Esta sinalização deve
encontrar-se por cima dos extintores

Manutenção e Inspecção Extintores

Inspeção
É uma operação rápida, efetuada por pessoas não especializadas, pela que se verifica se um extintor está em
condições de operacionalidade.

Manutenção
É uma operação detalhada, efetuada por pessoas especializadas que por vezes desencadeia uma recarga,
reparação ou substituição.

Manutenção dos extintores


Manutenção anual obrigatória ou sempre que o extintor for utilizado.
A manutenção deve ser efetuada por empresa especializada com o serviço de manutenção certificado no âmbito
da norma NP 4413.

Recarga
É uma operação detalhada, efetuada por pessoas especializadas que substituem ou reabastecem o agente
extintor e o gás propulsor.
Todos os extintores que tenham sido utilizados têm que ser sempre recarregados.

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Etiqueta de manutenção
Os dados de manutenção devem registar-se numa etiqueta adesiva, de fundo branco, com as dimensões
indicadas na Figura 1. A sua colocação deverá ser lateral, permitindo uma fácil visibilidade e não impedindo a
legibilidade do nome do fabricante nem de nenhuma parte do rótulo do extintor.

Na etiqueta deverão constar os dados a seguir indicados e dispostos conforme a Figura 1:


Espaço A:
Identificação e eventual inclusão da marca de
serviço certificado da empresa de manutenção
autorizada.
Espaço B:
Carregado em;
Revisto em;
Válido até.

Os discos informativos, a colocar nos círculos do


espaço B, devem ser do mesmo material da
etiqueta e conter a informação do mês, ano e
identificação da empresa (ver exemplo da
figura 2).

Espaço C:
Identificação do extintor.

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Como utilizar um Extintor

1º Transporte-o na posição vertical, segurando o manípulo

2º Retire o selo e a cavilha de segurança

3º Pressione a alavanca

4º Aproxime-se do foco de incêndio progressiva e


cautelosamente

5º Não avançar enquanto não tiver seguro que o fogo não


o atingirá pelas costas

6º Dirigir o jato para a base das chamas

7º Varrer devagar toda a superfície das chamas

8º Atuar sempre no sentido do vento

9º Dar por terminada a atuação só depois de se assegurar


de que o fogo ficou completamente extinto, ou seja, há
que prever a possibilidade de reignição

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20
Atenção!
Quando utiliza a água como agente extintor, é necessário verificar sempre se há aparelhos elétricos sob tensão.
No caso dos líquidos inflamados, deve ter um cuidado especial com o uso da água, para evitar projeções.

Bocas de incêndios e sistemas fixos de extinção

Bocas de Incêndio

As redes de incêndio armadas são canalizações fixas e rígidas em carga, instaladas nos edifícios, associadas a
bocas-de-incêndio armadas que permitem uma primeira intervenção em caso de incêndio. Uma instalação deste
tipo é constituída por fonte de alimentação, uma coluna em carga e bocas-deincêndio armadas (tipo carretel ou
teatro).

As bocas-de-incêndio armadas devem ser posicionadas junto das saídas dos edifícios e nas circulações
horizontais comuns, junto aos acessos às escadas. O número e a localização das bocas-de- incêndio a instalar
deve ter em linha de conta que todas as zonas do local a proteger devem ser cobertas pelo menos por uma boca-
de-incêndio. A distância, medida ao eixo das circulações comuns, entre bocas-de-incêndio deve ser inferior a 40
metros, de modo que os jatos das mesmas possam entrecruzar-se.

Sistemas Fixos de Extinção

Canalizações fixas instaladas nos edifícios, que são accionadas automaticamente quando a temperatura atinge
um determinado valor.

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Reconhecimento, combate e alarme interno

Qualquer pessoa que se aperceba de um foco de incêndio deve de imediato avisar o (Delegado/Responsável de
Segurança).
Verificar se existem pessoas em perigo, a fim de lhes prestar apoio, e utilizar os meios de extinção disponíveis.

O departamento responsável pela segurança deve certificar-se sobre a localização exata, extensão do sinistro e
se há vítimas a socorrer. De acordo com as características e dimensão da situação deve avisar os coordenadores
de piso em caso de existir, acionar o alarme interno e alertar os bombeiros.

Os coordenadores de piso acionam as equipas de evacuação e 1.ª intervenção que vão atuar em simultâneo,
bem como as equipas de corte de energia e de concentração e controlo.
A equipa de 1.ª intervenção deve utilizar de imediato os extintores e/ou redes de incêndio mais próximas do
local do sinistro; Se não for possível controlar o foco de incêndio, informa o coordenador de piso ou bloco e
abandona o local.
Para além dos procedimentos acima referidos, compete à direção da Empresa determinar, após indicação dos
Bombeiros, o regresso às instalações.

Se detetar um foco de incêndio Como agir?

Se notar indícios de incêndio (fumo, cheiro a queimado, estalidos, etc.)

 Aproxime-se a uma distância segura para ver o que está queimando e a extensão do fogo.
 Dê o alarme pelo meio disponível aos responsáveis pela segurança da empresa e/ou telefone aos
Bombeiros - Telefone 112.
 Acione a betoneira manual de alarme mais próxima
 Alerte um colega na proximidade
 Socorra as pessoas que se encontrem em perigo.
 Tente apagar os fogos com os extintores existentes no local, mas não corra riscos.
 Se não souber combater o fogo, ou não puder dominá-lo, saia do local, fechando todas as portas e janelas
atrás de si para prevenir a propagação do incêndio (sem trancá-las)
 Sempre que possível desligue a eletricidade e o gás
 Alerte os demais ocupantes.
 Não perca tempo tentando salvar objetos, salve sua vida.

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Referências Bibliográficas

 FREITAS, Luís Conceição; CORDEIRO, Telma Costa: Guia para micro, pequenas e médias empresas – Lisboa
: ACT, 2013.

 AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO CIVIL (2008): Plano de Prevenção e Emergência para


Estabelecimentos de Ensino

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