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CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA

ARQUITETURA E URBANISMO

CAROLINA ROLIM, GABRIELA ALVES, GISCELI GABARDO,

LUANA OLIVEIRA, MARIA GABRIELA FREITAS

LEITURA E DIAGNÓSTICO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BELÉM

CURITIBA

2019
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SUMÁRIO

1 O RIO BELÉM................................................................................................. 3
1.1 ENQUADRAMENTO SEGUNDO A RESOLUÇÃO CONAMA
20/86.............................................................................................. 5
2 LEITURA E DIAGNÓSTICO DO RIO BELÉM ................................................ 6
2.1 PONTO 1: PARQUE NASCENTES DO BELÉM..............................8
2.2 PONTO 2: LAGO DO PARQUE SÃO LOURENÇO……………….…...9
2.3 PONTO 3: PARQUE LINEAR RIO BELÉM…………………………....11
2.4 PONTO 4: BOSQUE JOÃO PAULO II………………………………....12
2.5 PONTO 5: EIXO DE ANIMAÇÃO DO CANAL BELÉM NORTE ...….14
2.6 PONTO 6: AVENIDA CÂNDIDO DE ABREU………………….……...16
2.7 PONTO 7: PASSEIO PÚBLICO ……………………………….…....….18
2.8 PONTO 8: PROXIMIDADES DA RODOFERROVIÁRIA .................19
2.9 PONTO 9: RUA BRASÍLIO ITIBERÊ...........................................20
2.10 PONTO 10: PUCPR................................................................21
2.11 PONTO 11: EIXO DE ANIMAÇÃO DO CANAL BELÉM SUL.........22
2.12 PONTO 12: PONTE NA RUA ROBERTO HAUER.......................24
2.13 PONTO 13: PONTE NA RUA DR. MANOEL M. ABREU...............25
2.14 PONTO 14: PONTE NA RUA ROBERTO HAUER.......................27
2.15 PONTO 15: PARQUE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS........................29
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1 O RIO BELÉM

O rio mais importante e mais poluído de Curitiba nasce no bairro


Cachoeira (arredores do Parque das Nascentes), recebe inúmeros afluentes de
toda a cidade e tem foz no bairro Boqueirão (onde deságua no Rio Iguaçu).
Devido a ocupação irregular de suas margens ao longo de praticamente toda
sua extensão, a permeabilidade do solo é muito baixa, o que facilita a ocorrência
de alagamentos. Também são recorrentes o despejo de lixo e lançamento de
esgoto em suas águas. As poucas áreas de APP preservadas são o Parque
Nascentes do Rio Belém, o Parque São Lourenço e o Parque São José dos
Pinhais.

Sua primeira obra de intervenção foi a criação do Passeio Público, em


1886, para represar as águas das cheias e evitar que os constantes alagamentos
continuassem a prejudicar a população. Em 1930, um trecho do rio de 17,8 km
localizado no centro da cidade passou a ter 7,2 km, sendo canalizado para dar
espaço às edificações. Já na década de 70, o trecho paralelo a Avenida Mariano
Torres teve seu curso alterado para a infraestrutura subterrânea da Rua Tibagi.
Ao longo da intensa urbanização da capital paranaense, o Belém teve suas
margens devastadas. Atualmente, existem muitos projetos para sua
revitalização, como o já implantado parque que preserva sua origem. Outros, no
entanto, ainda não passam de ideias ou propostas.

Figuras 1 e 2: Inundação da Av. Mariano Torres com Rio Belém entre as duas pistas (lado
esquerdo) e a mesma via nos dias atuais, após canalização (lado direito).
Fonte: Gazeta do Povo.
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Um dos trechos mais críticos do curso d’água fica na região da Vila Torres,
onde grande quantidade de material reciclável coletado pelos moradores acaba
indo parar em suas águas. Outro problema é a proximidade das casas com o
com o leito do rio, o que pode facilitar a proliferação de doenças consequentes
da poluição hídrica. Os próximos pontos do Belém em direção a sua foz também
são bastante precários, principalmente na região dos bairros Uberaba e
Boqueirão, que possuem alto índice de despejo de esgoto irregular proveniente
de indústrias, estabelecimentos comerciais e residências. Também se localizam
nesse trecho, as áreas mais suscetíveis à inundação.

A partir do bairro Guabirotuba, segue completamente retilíneo, até chegar


na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Belém, construída em 1980 pela
Sanepar. O objetivo é tratar as águas do afluente antes da chegada ao seu rio
principal, o Iguaçu.

Figura 3: Macrolocalização da bacia hidrográfica do Rio Belém.


Fonte: Centro Científico Conhecer.
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1.1 ENQUADRAMENTO SEGUNDO A RESOLUÇÃO CONAMA 20/86

Todos os cursos d’água no estado do Paraná foram separados em classes


de usos preponderantes da água, de acordo com a situação da qualidade de
suas águas. As classificações vão de 1 (situação boa) a 4 (poluída). Os rios em
situação muito poluída não possuem classificação numérica. Além disso, cada
classe possui também uma cor correspondente.

O Rio Belém à montante do Bosque João Paulo ll, por sua vez, encontra-
se na classe 2 (cor verde) e suas águas são consideradas pouco poluídas. Já à
jusante do referido bosque, encontra-se na classe 3 (cor amarela), que engloba
aqueles situados em áreas industriais de grandes centros urbanos, e seu leito é
considerado moderadamente poluído.

As águas de classe 2 podem ser destinadas ao abastecimento doméstico


após tratamento simplificado, à proteção da vida aquática, à recreação de
contato primário, à irrigação de verduras e frutas e à criação de peixes e outros
seres usados para alimentação humana. Os usos predominantes da classe 3
são para abastecimento doméstico após tratamento convencional, irrigação de
culturas arbóreas e dessedentação de animais.

Porém, após relatórios do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) de


monitoramento da qualidade da água para o período de 1992 a 2005, foi
observado que os parâmetros utilizados para a classificação, na verdade, não
atendem aos limites das classes acima. Eles acabam extrapolando os limites da
classe 4.
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2 LEITURA E DIAGNÓSTICO DO RIO BELÉM

Os pontos selecionados para vistoria representam locais importantes para


a bacia hidrográfica e seu entorno. O mapa abaixo contém a marcação de todos
os locais ao longo do curso do rio.

Figura 4: Pontos visitados e analisados pela equipe.


Fonte: Google My Maps.

Ponto 1: Parque Nascentes do Belém, no bairro Cachoeira;

Ponto 2: Lago do Parque São Lourenço, de onde segue canalizado até chegar
nos arredores do Parque Linear Rio Belém, onde reaparece;

Ponto 3: Parque Linear Rio Belém, no bairro Bom Retiro;

Ponto 4: Bosque João Paulo ll, no Bom Retiro;


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Ponto 5: Eixo de Animação do Canal Belém Norte, no Centro Cívico;

Ponto 6: Av. Cândido de Abreu, onde seu leito volta a ser canalizado,
Centro Cívico;

Ponto 7: Passeio Público, no Centro;

Ponto 8: Proximidades da Rodoferroviária, onde o rio reaparece, bairro


Rebouças;

Ponto 9: Rua Brasilio Itiberê, ao lado da Vila Capanema, no Rebouças;

Ponto 10: Ponte sobre o Rio Belém na PUC, bairro Prado Velho;

Ponto 11: Eixo de Animação do Canal Belém Sul, bairro Guabirotuba;

Ponto 12: Ponte sobre a rua Roberto Hauer, região com ocupação mais
industrial, no Hauer;

Ponto 13: Ponte sobre o rio na rua Dr. Manoel Magalhães Abreu no bairro
Hauer;

Ponto 14: Ponte sobre o rio na rua José Hauer, no bairro Boqueirão;

Ponto 15: Parque São José dos Pinhais, próximo a sua foz no Rio Iguaçu,
já após a estação de tratamento de esgoto.
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2.1 PONTO 1: PARQUE NASCENTES DO BELÉM

O nascedouro do Rio Belém localiza-se no Bairro Cachoeira, onde faz


divisa com o município de Almirante Tamandaré. O parque foi criado com o
intuito de preservar a origem do rio, portanto tem tamanho inferior aos diversos
parques distribuídos em Curitiba. Foi observado durante a visita que ele se
encontra pouco utilizado, sem a transição de pessoas.

O parque possui espaços com deck para os visitantes, mas sem o intuito
de permanência, pois não há presença de bancos ou espaços de lazer. Já a sua
nascente encontra-se com pouca descida de água até o lago formado, lago este
que possui em toda a sua extensão a formação de algas, dando uma coloração
verde ao rio, mas sem odores ou presença de lixo.

Figuras 5 e 6: Lago da nascente do Rio.


Fonte: Imagem autoral.
Todo o parque possui mata preservada e APP respeitada pelos limites de
30 metros em seus arredores, sem despejo de esgoto e nem assoreamentos,
com vegetação bem cuidada e aparenta receber manutenções constantes.

Figura 7: Entrada do Parque.


Fonte: Imagem autoral.
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2.2 PONTO 2: LAGO DO PARQUE SÃO LOURENÇO

O Parque São Lourenço está localizado no bairro São Lourenço próximo


a grandes casas e comércios. Possui grande extensão com espaços para lazer,
caminhadas, corridas e pista de rolimã, além da presença principal do Rio Belém,
que percorre todo o parque. Vindo de uma canalização, ele percorre todo o
parque e acaba terminando em outra canalização. Todo o rio encontra-se em
bom estado, sem vestígios de assoreamento, despejo de esgoto e maus odores.
Sua APP permanece intacta junto com sua mata ciliar.

A água possui uma coloração em tons de verde e marrom e em alguns


pontos há presença de algas, mas sem lixo. É bastante comum encontrar
marrecos e peixes em toda a extensão do rio, além de sistemas de drenagem
em algumas extremidades, como por exemplo quando o rio chega ao parque
através da canalização.

Figuras 8 e 9: Chegada do rio ao Parque.


Fonte: Imagem autoral.

Figura 10: Sistema de drenagem. Figura 11: Presença de algas nas extremidades do
Fonte: Imagem autoral. rio.
Fonte: Imagem autoral.
10

Figura 12: Sistema de saída para canalização.


Fonte: Imagem autoral.

Figura 13: Sistema de saída para canalização.


Fonte: Imagem autoral.

Figura 14: Sistema de saída para canalização.


Fonte: Imagem autoral.
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2.3 PONTO 3: PARQUE LINEAR RIO BELÉM

Neste terceiro ponto encontra-se um parque linear, Jardinete Erailto


Thiele, também localizado no bairro São Lourenço.

O rio volta a reaparecer dentro da empresa Cotrans, já com um fluxo bem


baixo em vista do que sai do parque São Lourenço. Aqui, sua APP não é
respeitada, contando com muros, prédios, casas e a própria empresa de aluguéis
de carros em seu entorno. Sua água já possui características mais turvas, porém
não há sinais de despejo de esgoto, assoreamento ou fortes odores. Possui
também vários sistemas de drenagem, algumas espécies de árvores e
vegetações acompanhando todo o percurso do rio.

Figura 15: Chegada do rio na empresa Cotrans.


Fonte: Imagem autoral.

Figura 16: Sistema de drenagens.


Fonte: Imagem autoral.
12

Figura 17: Sistemas de drenagem e muro da empresa Cotrans.


Fonte: Imagem autoral.

Figura 18: Continuação do rio e passarela de concreto


para travessia de pedestres.
Fonte: Imagem autoral.

2.4 PONTO 4: BOSQUE JOÃO PAULO II

O quarto ponto visitado foi o Bosque João Paulo II, no bairro Centro
Cívico. Abriga memoriais sobre a imigração polonesa e a visita do Papa ao
Paraná.

Neste trecho, percebe-se que sua APP não é respeitada, mas possui
grandes volumes de vegetações e árvores em toda margem do rio, que no seu
trajeto acompanha uma ciclovia. Aqui suas características permanecem as
mesmas do parque linear: dimensões menores e água mais turva, porém não há
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sinais de despejo de esgoto, assoreamento ou fortes odores. Possui também


vários sistemas de drenagem, algas e plantas aquáticas.

Percebe-se que há manutenções constantes neste percurso, pois há


muita circulação de turistas, moradores, trabalhadores etc., portanto não se vê
vestígios de lixos ou degradações.

Figura 19: Entrada do Bosque João Paulo II.


Fonte: Imagem autoral.

Figura 20: Chegada do rio ao Bosque.


Fonte: Imagem autoral.
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Figura 21: Sistema de drenagem e plantas aquáticas.


Fonte: Imagem autoral.

Figura 21: Margem do rio com ciclovia e calçada para


pedestres. Fonte: Imagem autoral.

2.5 PONTO 5: EIXO DE ANIMAÇÃO DO CANAL BELÉM NORTE

O Eixo de Animação do Canal Belém Norte está localizado ao redor da


Rua Jacy Loureiro de Campos que possui uma ciclovia que acompanha o canal
principal do rio, além de uma praça e jardinetes, no intuito de atrair pessoas a
utilizar essas faixas de proteção de áreas verdes ao longo do rio. Por se tratar
de uma área em que o movimento é constante tanto nos dias de semana como
aos finais de semana, foi implementada uma tecnologia de um piso gerador de
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energia que transforma os impactos recebidos por pedestres em pequenas


potências elétricas e acende a iluminação condutora de LED a noite.

Neste trecho, o rio continua canalizado e com dimensões pequenas como


no anterior, fazendo parte da composição diversificada da paisagem urbana
incluída pelo centro administrativo da Prefeitura Municipal de Curitiba e do
governo do Paraná, pelas áreas comerciais e residenciais existentes.

Entre o eixo e a Avenida Cândido de Abreu, é um ambiente agradável por


conta da vegetação ciliar e pela ausência de automóveis em algumas partes. Já
na margem direita existem algumas edificações na beira do rio, com pouco ou
nenhum recuo. Apesar disso, encontra-se em bom estado, sem assoreamento e
maus odores, com uma coloração um pouco escura, mas devido a profundidade
e não a poluição. Não há despejo de esgoto, apenas tubulações de drenagem
do solo, sem presença de lixo. Contudo, no dia da visita haviam alguns sacos
despejados em um ponto específico.

Figura 22: Ciclovia e mata ciliar que acompanha Figura 23: Piso gerador de energia
o canal principal do rio. aplicado na ponte do rio.
Fonte: Imagem autoral. Fonte: Imagem autoral.
16

Figura 24: Chegada do rio ao eixo de Figura 25: Edificações com pouco recuo,
animação do canal norte. não respeitando a APP.
Fonte: Imagem autoral. Fonte: Imagem autoral.

Figura 26: Sistema de Figura 27: Despejo dos sacos Figura 28: Tubulação de
escoamento de água da de lixo. drenagem do solo.
chuva. Fonte: Imagem autoral. Fonte: Imagem autoral.
Fonte: Imagem autoral.

2.6 PONTO 6: AVENIDA CÂNDIDO DE ABREU


Antes de chegar no sexto ponto foi possível observar que entre ele e o
trecho anterior, houve mudança da paisagem, já que a água começou a se tornar
turva e de odor forte, com maior presença de lixo dentro e ao redor do rio. Uma
tubulação acabou se tornando duvidosa pois em um dia seco e de sol, escoava
uma quantidade considerável de água no rio.
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Figura 29: Tonalidade da água mais turva e Figura 30: Acúmulo de sujeira.
escura. Fonte: Imagem autoral. Fonte: Imagem autoral.

Vindo de uma canalização aberta, o leito do rio corre totalmente submerso


ao longo da região central da cidade. A densa urbanização dos edifícios e
residências ao seu redor com pouco ou nenhum recuo, torna a mata ciliar
escassa, acompanhada de um extenso gramado nas margens, com árvores
esparsas.

Figura 31: Edificações Figura 32: Vista do rio vindo Figura 33: Vista do rio indo
com recuo insuficiente. do trecho 2.5. sentido Passeio Público.
Fonte: Imagem autoral. Fonte: Imagem autoral. Fonte: Imagem autoral.

A tonalidade do rio acaba se tornando mais clara que as anteriores,


apesar de receber toda a precipitação ocorrida ao longo de toda a região central.
Além disso, não possui pontos de assoreamento e apenas a drenagem do solo
deságua nele. Não há despejo de lixo denso, mas em alguns locais próximo ao
leito do rio, é possível observar algumas bitucas de cigarro por conta do horário
de almoço de muitos trabalhadores.
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Figura 34: Tonalidade clara da água. Figura 35: Bitucas de cigarro descartadas
Fonte: Imagem autoral. na beira do rio
Fonte: Imagem autoral.

2.7 PONTO 7: PASSEIO PÚBLICO

Charco do Bitencourt, nome dado na época por ter muitas inundações em


temporadas de chuva, o atual Passeio Público foi drenado e lagos artificiais com
fundo em concreto foram executados, sendo inaugurado em 1886 por iniciativa
do presidente da província, Alfredo d’Escrangnolle Taunay. Foi o primeiro parque
da cidade, com a concepção de uma obra de saneamento e um marco no
processo de urbanização por transformar áreas alagadas em espaços de lazer.

Apesar da sua localização, a APP é totalmente densa, com uma


diversidade de flora e fauna. As dimensões do rio se tornam maiores devido aos
lagos artificia. Com constantes manutenções, sua coloração é de tons normais
e seu odor natural. Sem despejo de esgoto e lixo, há muitos animais como aves
e peixes que utilizam da água nos seus recintos.

Figura 36: Início da lagoa artificial Figura 37: Tonalidade natural da água.
pelo rio. Fonte: Imagem autoral.
Fonte: Imagem autoral.
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Figura 38: ?. Figura 39: ? Fonte: Imagem autoral.


Fonte: Imagem autoral.

2.8 PONTO 8: PROXIMIDADES DA RODOFERROVIÁRIA


Após o ponto analisado na Avenida Cândido de Abreu, o Rio Belém segue
subterrâneo por todo o centro da cidade e reaparece ao lado da Rodoferroviária
de Curitiba próximo a oficina de trens da antiga R.F.F.S.A. (atual Associação
Brasileira de Preservação Ferroviária - Regional Paraná) em um canal aberto
semi retificado.

A cor da água nesse local é mais escura e com aparência opaca. Isso está
associado a redução de intensidade que a luz sofre ao atravessá-la, devido a
presença de sólidos dissolvidos orgânicos e inorgânicos. Além disso, o leito do
rio estava até então em canalização fechada, sofrendo com problemas de
ligações clandestinas e a falta de manutenção da rede de esgotos. Porém, havia
ausência de odor da água e de lixo ao redor.

Figura 40: Sistema de drenagem. Figura 41: Ligação de esgoto


Fonte: Imagem autoral. clandestina no leito do rio. Fonte:
Imagem autoral.
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Figura 42: Presença de assoreamento e Figura 43: Sistema de drenagem.


tonalidade da água média. Fonte: Imagem Fonte: Imagem autoral.
autoral.

2.9 PONTO 9: RUA BRASILIO ITIBERÊ

Nessa área deságuam os três afluentes com maior potencial de poluição


das águas do rio Belém: rios Ivo, Juvevê e Água Verde, os quais drenam as
regiões centrais da cidade de Curitiba e apresentaram as maiores concentrações
de poluentes detectadas no monitoramento do IAP. Curiosidade: rio Belém e rio
Ivo receberam nomes portugueses como forma de demarcar território dos recém-
chegados.

Mesmo com obras de saneamento, o rio continua com um índice de


poluição elevado, pois tem baixa vazão e alta densidade habitacional em suas
margens.

Nota-se a presença de odor bem desagradável e forte, a qualidade da


água é baixa por conta dos rios que deságuam ali e despejo de esgoto
residencial. A água tem uma coloração escura e turva, também havia presença
de lixo nas margens do rio, assoreamento e desrespeito aos 30 metros de APP
para cada lado da margem do rio.
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Figura 44: Sistema de drenagem. Fonte: Figura 45: Presença de assoreamento e


Imagem autoral. tonalidade escura da água. Fonte: Imagem
autoral.

Figura 46: Presença de lixo nas margens


do rio. Fonte: Imagem autoral.

2.10 PONTO 10: PUCPR

Este ponto está situado dentro do campus da PUCPR. Observa-se que o


rio percorre aproximadamente 1 km dentro da propriedade e nesse percurso sua
mata ciliar ainda está preservada.

Por desaguarem três rios com alto índice de poluição, eles contribuem
para alterações na qualidade da água nessa área. A tonalidade da água é
escura, o odor é forte, há despejo de lixo e assoreamento aparente.
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Figura 47: Presença de assoreamento, Figura 48: Esgoto e lixo as margens do rio.
tonalidade escura da água e lixo por todo Fonte: Imagem autoral.
percurso do rio. Fonte: Imagem autoral.

Figura 49: Moradia adaptada dentro de um


sistema de águas pluviais. Fonte: Imagem autoral.

2.11 PONTO 11: EIXO DE ANIMAÇÃO DO CANAL BELÉM SUL

O Eixo de Animação Sul foi implantado com a mesma intenção que o Eixo
Norte (item 2.5) e possui área para caminhada ao redor do leito do rio, que tem
cerca de 8 metros de largura. Não há ocupação imediata de edificações em suas
margens, porém o afastamento não cumpre os 30 metros de cada lado exigidos
por lei. Em um deles está o Horto do Guabirotuba e em outro a Linha Verde,
importante via de Curitiba de fluxo intenso. Em suas margens conta com leve
arborização e um gramado que aparenta receber frequentes manutenções.
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Figura 50: Margem imediata do rio no Eixo Figura 51: Leito do rio, com 8 metros de
Norte.Fonte: Imagem autoral. largura em média. Fonte: Imagem autoral.

A água de coloração marrom escura não possui odor desagradável nem


sinais de assoreamento. Foram encontrados apenas alguns pontos específicos
com despejo de lixo reciclável e proveniente de construções, podendo ser
considerado um local, de forma geral, limpo.

Figura 52: Coloração da água e a


impossibilidade de enxergar o solo abaixo
dela. Fonte: Imagem autoral.

Próximo a ponte da Avenida Salgado Filho existem tubulações de


drenagem do solo e uma adutora de abastecimento de água da Sanepar. As
manilhas de escoamento de água da chuva – que deveriam estar com pouco
fluxo de água devido ao tempo seco no período da visita – tinham escoamento
constante de água em volume maior do que o normal, dadas as condições
24

climáticas até então, o que indica presença de ligações irregulares de esgoto


desaguando no Rio Belém.

Figuras 53 e 54: Tubulação de abastecimento e de


drenagem (lado esquerdo). Detalhe do fluxo de água
saindo da manilha (lado direito). Fonte: Imagem autoral.

2.12 PONTO 12: PONTE NA RUA ROBERTO HAUER


Seguindo o curso do rio em direção a sua foz, o ponto em que ele cruza
com a Rua Roberto Hauer possui cerca de 10 metros de largura, sem locais de
assoreamento. Como na maioria da extensão do rio em Curitiba, sua APP não é
respeitada. Em uma das margens encontra-se o terreno de uma madeireira
desativada e em outra uma via de trânsito local. Em ambas, a vegetação não
recebe manutenções, o que torna o lugar um pouco inseguro e, ao contrário do
Eixo Sul analisado anteriormente, desvaloriza o entorno do rio.

Figuras 55 e 56: Vegetação sem manutenção nas


margens do rio no bairro Hauer. Fonte: Imagem autoral.
25

Não havia despejo de esgoto irregular aparente, porém a


coloração da água é verde acinzentada e opaca, o que não permitia a
visualização do solo submerso. O odor era desagradável e, devido à
proximidade com residências e a maior circulação de pessoas, exis tiam
vários pontos de despejo de lixo domiciliar.

Figuras 57 e 58: Lixo doméstico jogado no rio.


Fonte: Imagem autoral.

Figuras 59 e 60: Coloração da água.


Fonte: Imagem autoral.

2.13 PONTO 13: PONTE NA RUA DR. MANOEL MAGALHÃES ABREU


Neste ponto do rio, o leito possui cerca de 15 metros de largura com águas
verde acinzentadas e opacas bastante escuras. Sem sinais de assoreamento,
foram encontrados pontos de despejo de lixo residencial e de construção civil.
Apesar de sua APP não ser respeitada, existe vegetação nas duas margens,
vegetação essa que não recebe nenhum tipo de manutenção.
26

Figuras 61 e 62: Entorno do rio próximo à Rua Dr.


Manoel Magalhães Abreu. Fonte: Imagem autoral.

Figuras 63 e 64: Coloração da água (lado


esquerdo) e presença de lixo (lado direito).
Fonte: Imagem autoral.

Além das ruas locais paralelas, existe uma residência de madeira


construída precariamente logo na beira do rio e que corre riscos de deslizamento
da área inclinada em que se encontra e de sofrer inundações em períodos de
cheia do rio. Foi encontrada uma tubulação destinada a drenagem do solo com
fluxo constante de água proveniente de esgoto irregular. Pelo trecho passa uma
tubulação adutora de abastecimento de água da Sanepar.
27

Figuras 65 e 66: Manilha de concreto com escoamento de esgoto irregular (lado esquerdo) e
residência de madeira na margem imediata do rio, com despejo de lixo e detalhe para a
tubulação adutora em primeiro plano (lado direito). Fonte: Imagem autoral.

2.14 PONTO 14: PONTE NA RUA JOSÉ HAUER

Neste trecho, o rio passa por baixo da ponte da rua José Hauer, que liga
o Boqueirão ao Uberaba. Estando localizado em uma zona mista, o rio possui
bastante despejo de resíduos sólidos domésticos, trânsito intenso além de
pontos de abrigo para moradores de rua em baixo da ponte.

Figura 67: Passagem do rio por baixo da ponte na Rua Roberto Hauer com destaque para o
lixo presente no rio. Fonte: Imagem autoral.

A água possui coloração cinza escura e é turva, tendo odor ainda que
moderado, desagradável.

Esse trecho não possui sinais de despejo de esgoto visível, porém a


quantidade de lixo em sua encosta é grande, tendo também áreas de
assoreamento.
28

Figura 68: Coloração do rio, com áreas Figura 69: Acumulo de lixo no rio.
de assoreamento. Fonte: Imagem Fonte: Imagem autoral.
autoral.
O rio possui cerca de 15 metros de largura e nenhuma área de APP
respeitada. Logo acima da margem há ruas pavimentadas sem sinalização
adequada ou barreira protetora para segurança da população e motoristas que
por ali circulam, além de árvores quase caindo dentro do rio.

Figuras 70 e 71: Acúmulo de lixo na margem


do rio.
Fonte: Imagem autoral.

Figuras 72 e 73: Acúmulo de lixo no rio (lado esquerdo) e ponto de


assoreamento do rio (lado direito).
Fonte: Imagem autoral.
29

Figura 74: Desrespeito à APP, tendo uma rua muito


próxima à beira do rio. Fonte: Imagem autoral.

2.15 PONTO 15: PARQUE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

Nesse ponto o rio contorna o Parque São José dos Pinhais, que é
bastante frequentado, possuindo em seu interior, parquinhos, quadras, áreas
para churrasqueira, pistas de corrida e lagos e passa pela Estação de
Tratamento de Esgoto do Rio Belém (ETE Belém), da Sanepar. O objetivo dessa
estação é tratar a água do rio mais poluído de Curitiba antes do mesmo desaguar
no Rio Iguaçu, um dos mais importantes do Paraná.

PQ. SÃO JOSÉ DOS


PINHAIS
ETE BELÉM

Figura 75: Localização do rio, do Parque São José e


estação de tratamento do rio.
Fonte: Google Maps.

Este trecho encontra-se quase no final do rio antes de ele passar pela
estação de tratamento. Depois, ele se une com o Rio Iguaçú. Possui água cinza
30

esverdeada e turva, sem odor, com pouco lixo despejado dentro do rio.
Entretanto, em sua margem possui vários focos de lixo, aparentemente
proveniente de usuários de drogas e moradores de rua. Não possui evidente
assoreamento ou despejo de esgoto.

Figuras 76 e 77: Foto do Rio Belém, ao lado


do Parque São José. Fonte: Imagem autoral.
Levando em consideração o parque e a estação de tratamento, ambos os
lados de APP são respeitados, sendo o ponto de menor largura da APP de 60
metros.

Figura 78: Rio Belém visto de dentro do parque.


Fonte: Imagem autoral.