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Uma Defesa Bíblica de Maria

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Gabriel January 30,


2016

I. Indicações Bíblicas sobre a Função de Maria

a) Maria como a Rainha Mãe

Jesus Menino e Nossa Senhora

Existe uma palavra aramaica, Gebirah, que significa “Rainha Mãe. Tradicionalmente, ao
lado do trono do Rei, existe um segundo trono. Muitos afirmariam que o segundo trono
pertenceu à esposa do Rei, mas em Israel ele pertencia à mãe do Rei. A Gebirah era uma
posição oficial e que era conhecida por todos (inclusive por Jesus e seus discípulos). Sua
função era ser advogada do povo; qualquer pessoa que tinha um pedido ou solicitava
uma audiência com o Rei fazia-o através dela. Ela era uma intercessora, apresentando os
desejos e interesses do povo para o Rei. Isto não significa que o Rei era inacessível, ou
que o povo tinha medo ou era incapaz de falar com ele. Isso meramente significava que

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o Rei honrava sua mãe e tratava os pedidos dela com especial consideração. Da parte
das pessoas do povo, elas se sentiam muito próximos à ela, como se fossem também
seus filhos.

Tal função é mencionada em:

1Reis 15,13:

“Até Maaca, sua avó, depôs da dignidade de rainha-mãe”.

2Reis 10,13:

“Somos irmãos de Acazias, e descemos a saudar os filhos do rei e os filhos da


rainha-mãe”.

Jeremias 13,18:

“Dize ao rei e à rainha-mãe: humilhai-vos, e assentai-vos no chão”.

Seu lugar específico de honra e intercessão é dramaticamente ilustrado em 1Reis 2,13-


21:

“Então veio Adonias, filho de Hagite, a Bate-Seba, mãe de Salomão. Perguntou ela: ‘De
paz é a tua vinda?’. Respondeu ele: ‘É de paz’. E acrescentou: ‘Uma palavra tenho que
dizer-te’. Disse ela: ‘Fala’. Disse ele: ‘Bem sabes que o reino era meu, e todo o Israel
tinha posto a vista em mim para que eu viesse a reinar, ainda que o reino se transferiu e
veio a ser de meu irmão; pois foi feito seu pelo Senhor. Agora um só pedido te faço; não
mo rejeites’. Ela lhe disse: ‘Fala’. Ele disse: ‘Peço-te que fales ao rei Salomão (pois não
to recusará), que me dê por mulher a Abisague, a sunamita’. Respondeu Bate-Seba:
‘Muito bem, eu falarei por ti ao rei’. Quando Bate-Seba foi ter com o rei Salomão, para
falar-lhe por Adonias, o rei se levantou a encontrar-se com ela, inclinou-se diante dela, e
se assentou no seu trono. Mandou que pusessem um trono para a mãe do rei, e ela se
assentou à sua mão direita. Disse ela: ‘Só um pequeno pedido te faço, não mo rejeites’. E
o rei lhe disse: ‘Pede, minha mãe, porque não to recusarei’. Disse ela: ‘Dê-se Abisague,
a sunamita, por mulher a Adonias, teu irmão'”.

De particular importância são as seguintes observações:

1. Adonias supunha que a rainha-mãe poderia defender seu interesse perante o Rei;
ou seja, ele confiava nela.
2. A reação do Rei é notável: ele se levantou para vir ao encontro de sua mãe e
prestou-lhe o seu respeito.
3. Um trono foi providenciado para ela; ela se sentou à direita do Rei.
4. Seu poder de intercessão é enfatizado pela repetição da ideia de que o rei “não a
recuse”.

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O mesmo fazemos hoje com Maria. Nós acreditamos que ela se aproximará do Rei para
defender os nossos interesses. Porém, neste instante, muitos protestantes dirão: “Não
podemos chegar até Ele por meio de ninguém; podemos tratar diretamente com Deus”.
Sim, podemos e devemos fazê-lo. Porém, duvido que o mesmo protestante que usou
esse argumento JAMAIS pediu a um amigo seu para que orasse por ele ou com ele.
Pedimos a nossos amigos para que orem conosco ou por nós, não porque achamos que
é impossível se aproximar diretamente de Deus, mas porque formamos uma família em
Cristo e porque é agradável. Nós nos preocupamos com os outros e pedimos sempre a
Deus para que conceda os interesses daqueles que amamos. Por que limitar esse
cuidado e assistência somente àqueles que estão vivos hoje na terra? São Paulo nos diz
que somos rodeados por uma nuvem de testemunhas – será que essas testemunhas não
demonstram um mínimo de preocupação para conosco? O Apocalipse no nos diz que as
preces dos santos elevam-se como incenso perante Deus (Ap 8,4). Por quem estariam
orando? Em Tobias, lemos: “Quando tu e Sara fazíeis oração, era eu (arcanjo Rafael)
quem apresentava as vossas súplicas diante da glória do Senhor e as lia” (Tobias 12,12).

Se pedimos para nossos irmãos vivos para orarem por nós, poderíamos deixar de fazer
o mesmo para aqueles que já se encontram presentes diante de Deus? E se pedimos
para aqueles que estão diante de Deus, como poderíamos deixar de pedir a intercessão
daquela que é a mãe do Rei? A Tradição (aquela mesma Tradição – lembre-se disso – que
nos deu a Bíblia) nos diz que quando Jesus estava agonizando na cruz, disse certas
palavras a seu discípulo [João] que são aplicadas a cada um de nós; tais palavras são:

“Eis aí a tua Mãe…”

b) Maria como a Arca da Nova Aliança


Este ponto nos dirige diretamente para o dogma da Imaculada Conceição de Maria;
entretanto, tratarei mais detalhadamente sobre esse assunto (bem como suas objeções)
um pouco mais abaixo.

A Arca da Antiga Aliança abrigava os Dez Mandamentos, que eram a Palavra de Deus. Na
Bíblia, São João chama também Jesus de Palavra (=Verbo) de Deus e Maria, por carregá-lo
em seu ventre, tornou-se a Arca da Nova Aliança. A Arca da Aliança é santa e pura. Se
Maria tivesse o pecado original, ela não poderia ser pura e, consequentemente, também
não poderia ser a Arca da Nova Aliança. Este conceito é apresentado na Bíblia quando
comparamos o Antigo Testamento com o Novo Testamento. Observe estas semelhanças:

Antigo Testamento: quando a Arca da Aliança foi trazida perante o rei Davi –
“Temeu Davi ao Senhor naquele disse, e disse: ‘Como virá a mim a Arca do Senhor?'”
(2Samuel 6,9).
Novo Testamento: quando Maria foi visitar sua parente Isabel, que estava grávida
de João Batista – “De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?”
(Lucas 1,43).

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Antigo Testamento: quando o rei Davi dançou de júbilo porque ele estava na
presença da Arca, que continha a Palavra de Deus – “Quando a Arca do Senhor
entrava na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela. E vendo
ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração”
(2Samuel 6,16).
Novo Testamento: quando o profeta João Batista saltou de júbilo no ventre de sua
mãe, Isabel. Ele fez isto quando ouviu a voz de Maria, que estava grávida de Jesus, o
qual também é chamado de Palavra (=Verbo) de Deus – “Ao ouvir Isabel a saudação
de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo” (Lucas
1,41).

Antigo Testamento: os israelitas encheram-se de grande júbilo porque estavam


muito próximos da Arca que continha a Palavra de Deus – “Assim Davi e toda a casa
de Israel subiam, trazendo a Arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas”
(2Samuel 6,15).
Novo Testamento: mostra como Isabel e João Batista se encheram de júbilo por
estarem na presença de Maria, que carregava a Palavra de Deus – “Exclamou ela
[Isabel] em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. Ao
chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação a criancinha saltou de alegria no meu
ventre’ (Lucas 1,42.44).

Se tudo isto é verdade, que Maria é a Arca da Nova Aliança, então ela deve ter sido pura
e não poderia haver qualquer tipo de pecado em sua alma. O fato de que Maria tenha
nascido sem pecado original tem sido um ensinamento muito claro não apenas da Igreja
Católica como também dos fundadores do Protestantismo. Apenas recentemente
algumas denominações protestantes se afastaram desta doutrina tradicional do
Cristianismo.

“É uma doce e piedosa crença esta de que a alma de Maria não possuía o pecado
original; assim, sua alma estava completamente purificada do pecado original e
embelezada com os dons de Deus, por ter recebido de Deus uma alma pura. Portanto,
desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo o pecado”

(Martinho Lutero, “Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus”, 1527).

Não há outro “símbolo” que eu gostaria de discutir antes de falar de Maria no Novo
Testamento e tal símbolo é o de Maria como “portão de entrada”. A melhor explicação
que vi sobre esse assunto foi postado em uma lista de discussão – embora não me
lembre qual, nem o nome de seu autor. Apresento essa explicação logo abaixo, com um
mínimo de edição da minha parte, e peço desculpas de não poder dar o devido crédito
ao autor, pelo motivo exposto.

Quando Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém, ele montava um jumentinho, o qual


ainda não havia sido montado por ninguém (Mc 11,2-10). Ele também foi encerrado em
uma sepultura nova, a qual também não havia sido usada antes (Jo 19,41). Estas coisas
não eram necessárias, mas assim aconteceu – tanto com o jumentinho quanto para a
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sepultura usados por Cristo, mas jamais usados por qualquer outra pessoa –
simplesmente para indicar o quanto especial era Jesus.

No Antigo Testamento também existem símbolos que prefiguram pessoas ou eventos do


Novo Testamento. A pessoa ou evento do Novo Testamento que é prefigurada no Antigo
é chamada de arquétipo. O arquétipo no Novo Testamento é sempre importante. Adão,
por exemplo, é símbolo de Cristo, cf. Rm 5,14.

O profeta Ezequiel refere-se a uma porta que é o símbolo de Maria:

Ezequiel 44,1-3:

“Então me fez voltar para o caminho da porta do santuário exterior, que olha para
o oriente, a qual estava fechada. Disse-me o Senhor: ‘Esta porta estará fechada,
não se abrirá; ninguém entrará por ela. Porque o Senhor Deus de Israel entrou por
ela, estará fechada. Quanto ao príncipe, ele ali se assentará como príncipe, para
comer o pão diante do Senhor; pelo caminho do vestíbulo da porta entrará, e por
esse mesmo caminho sairá”.

Ezequiel 46,8.12:

“Quando entrar o príncipe, entrará pelo caminho do vestíbulo da porta… Quando


for o príncipe […], a porta oriental lhe será aberta, […] então ele sairá e a porta
será fechada assim que ele sair”.

O príncipe é o símbolo de Cristo. E a porta prefigura Maria, já que através de seu ventre
que Jesus veio ao mundo. Tal passagem demonstrava que a porta estava reservada para
o príncipe, prefigurando que o ventre de Maria estava reservado apenas para Jesus.
Como no caso do jumentinho e da nova sepultura, como vimos acima, era adequado e
oportuno que a graça de Deus guiou Maria a aceitar uma vida de virgindade consagrada,
de maneira que sua Virgindade Perpétua é sinal que aponta para a extraordinariedade
de Jesus Cristo.

c) Maria como Intercessora


Ainda que todos os cristãos tenham o poder de interceder uns pelos outros, a pureza e
santidade do intercessor aumentam o poder da súplica. A Bíblia está repleta de
exemplos do Senhor “escutando” as preces dos justos. Eis alguns casos:

Provérbios 15,8:

“O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o seu
contentamento”.

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Provérbios 15,29:

“O Senhor está longe dos ímpios, mas escuta a oração dos justos”.

Tiago 5,16-18:

“A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era homem sujeito às mesmas


paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e
seis meses não choveu sobre a terra”.

Provérbios 28,9:

“O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominada”.

1Pedro 3,12:

“Pois os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos à sua
súplica, mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal”

Salmo 32,6:

“Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no
transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão”.

Daniel 9,21-23:

“Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto
na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora do
sacrifício da tarde. Ele me instruiu, e me disse: ‘Daniel, agora vim para fazer-te
entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para
declará-la a ti, porque és muito amado…'”.

2Crônicas 6,29-30:

“Toda oração e súplica que qualquer homem ou todo o teu povo Israel fizer,
conhecendo cada um a sua praga e a sua dor, e estendendo as mãos para esta casa,
ouve tu dos céus, do assento da tua habitação. Perdoa, e dá a cada um conforme a
todos os seus caminhos, segundo vires o seu coração (pois só tu conheces o
coração dos filhos dos homens)”.

Agora, uma vez que a Bíblia demonstra tão claramente que aqueles que são justos ou
corretos são ouvidos pelo Senhor, e já que também sabemos que aqueles que se
encontram no céu não são impuros nem injustos (caso contrário não teriam como
resistir à presença de Deus), então nós podemos afirmar que as preces dos santos têm
um poder e eficácia muito maiores do que às daqueles que ainda se encontram sobre
esta terra, que ainda caminham na imperfeição.

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De acordo com isto, percebemos que as orações intercessórias de Maria, que é a Mãe de
Deus e mais pura que qualquer outra pessoa humana, têm um poder ainda mais
especial.

II. A Antiga Tradição Cristã a respeito de Maria

Santo Inácio de Antioquia

“Filho de Deus pelo desejo e poder de Deus, nasceu verdadeiramente de uma Virgem” (S.
Inácio de Antioquia, “Carta aos Magnésios”, ~110 dC).

São Justino Mártir

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“E novamente, como Isaías havia expressamente previsto que Ele nasceria de uma
virgem, ele declarou o seguinte: ‘Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e
seu nome será chamado «Deus-conosco»’.. A frase ‘Eis que uma virgem conceberá’
significa certamente que a virgem iria conceber ser ter relacionamento. Se ela tivesse
relacionamento com qualquer um que fosse, ela não poderia ser virgem. Mas o poder de
Deus, vindo sobre a Virgem, a encobriu, e a induziu a conceber, embora ainda
permanecesse Virgem” (S. Justino Mártir, “Primeira Apologia”, 148-155 dC).

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São Irineu de Lião

“A Virgem Maria mostrou-se obediente ao dizer: “Eis aqui tua serva, Senhor; faça-se em
mim conforme a tua palavra”. Entretanto, Eva foi desobediente; mesmo enquanto era
virgem, ela não obedeceu. Como ela – que ainda era virgem embora tivesse Adão por
marido… – foi desobediente, tornou-se a causa da sua própria morte e também de todo
gênero humano; então, também Maria, noiva de um homem mas, apesar disso, ainda
virgem, sendo obediente, se tornou a causa de salvação dela própria e de todo o gênero
humano… Assim, o problema da desobediência de Eva foi eliminado pela obediência de
Maria. O que a virgem Eva causou em sua incredulidade, a Virgem Maria eliminou
através da sua fé” (S. Ireneu, “Contra as Heresias”, 180-199 dC)

“A Virgem Maria, tendo sido obediente à palavra de Deus, recebeu de um anjo a alegre
notícia de que iria dar à luz ao próprio Deus” (S. Ireneu de Lião, “Contra as Heresias
V,19,1”, 189 aD).

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São Irineu

Efraim o Sírio

“Apesar de permanecer virgem enquanto carregava um filho em seu ventre, a serva e obra
da sabedoria divina tornou-se a Mãe de Deus” (Efraim o Sírio, “Canções de Louvor 1,20”,
351 aD).

Santo Atanásio

“O Verbo gerado do Pai do céu, inexpressavelmente, inexplicavelmente,


incompreensivelmente e maneira de eterna, nasceu há tempos atrás da Virgem Maria, a
Mãe de Deus” (S. Atanásio, “A Encarnação do Verbo de Deus 8”, 365 dC)

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São Gregório de Nanzianzeno

“Se alguém disser que a Santa Maria não é a Mãe de Deus, ele está em divergência com
Deus. Se alguém declarar que Cristo passou pela Virgem como se passasse por um canal,
e que não se desenvolveu divina e humanamente nela – divina porque não houve a
participação de um homem, e humanamente segundo a lei da gestação – tal pessoa é
também herege” (S. Gregório de Nanzianzeno, “Carta ao Sacerdote Cledônio”, 382 dC)

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Dídimo, o Cego

“Nos ajuda a compreender os termos “primogênito” e “unigênito” quando o Evangelista


diz que Maria permaneceu Virgem “até que deu à luz ao seu filho primogênito” [Mt 1,25].
Nada fez Maria, que é honrada e louvada acima de todas as outras: não se relacionou com
ninguém, nem jamais foi Mãe de qualquer outro filho; mas, mesmo após o nascimento do
seu filho [único], ela permaneceu sempre e para sempre uma virgem imaculada” (Dídimo
o Cego, “A Trindade 3,4”, 386 dC).

Santo Agostinho

“Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser, ao mesmo tempo, Virgem e Mãe, não
somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não
d’Aquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente.
Pois todos os que nele creram – e nesse número ela mesma se encontra – são chamado,
com razão, “filhos do Esposo” [Mt 9,15]. Mas, certamente, ela é a mãe de seus membros,
segundo o espírito, pois cooperou com seu amor para que nascessem os fiéis na Igreja –
os membros daquela divina Cabeça – da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira
mãe” (S. Agostinho, “A Virgindade Consagrada 6,6”, 401 dC)

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Teodoro de Mopsuéstia

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“Entretanto, quando eles perguntaram: ‘Maria é a mãe de um homem ou a Mãe de Deus?’,
nós repondemos: ‘De ambos’. O primeiro pela natureza do que ocorreu e o segundo pela
relação. Mãe de um homem porque era ser humano que estava e que saiu do ventre de
Maria; e Mãe de Deus porque o homem que nasceu era o próprio Deus” (Teodoro de
Mopsuéstia, “A Encarnação 15”, 405 dC)

João Cassiano

“Agora, herético, você dirá (qualquer um de vocês que negar que Deus nasceu da Virgem)
que Maria, a Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, não pode ser chamada de Mãe de Deus,
mas somente de Mãe de Cristo e não de Deus, porque nenhuma mulher – afirmará você –
pode dar à luz a alguém mais velho do que ela própria. A respeito deste estúpido
argumento […] deixe-nos provar por testemunhos divinos de que tanto Cristo é Deus
como Maria é a Mãe de Deus” (João Cassiano, “Sobre a Encarnação de Cristo contra
Nestório 2,2”, 429 dC)

São Cirílo de Alexandria

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“O próprio Verbo, vindo por sua vontade à Bem-Aventurada Virgem, assumiu para si o
seu próprio templo da substância da Virgem e saindo dela, fez-se completamente homem
de modo que todos pudessem vê-lo externamente, mas sendo verdadeiramente Deus
internamente. Portanto, Ele preservou sua Mãe virgem mesmo depois dela ter dado à luz”
(S. Cirilo de Alexandria, “Contra aqueles que não desejam professar que a Santa Virgem é
a Mãe de Deus 4”, 430 dC)

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Santo Tomás de Aquino

“Assim como os marinheiros são guiados ao porto por uma estrela, também os Cristãos
são guiados ao céu por Maria” (S. Tomás de Aquino).
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Também os “reformadores” [protestantes] foram fiéis defensores
de Maria:

Ulrich Zwinglio (citado em “Corpus Reformatorum” v.1, p.424)


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“Creio firmemente que Maria, conforme as palavras do Evangelho que afirmam que de
uma Virgem nos nasceria o Filho de Deus, permaneceu sempre pura e intacta Virgem
durante e depois do nascimento de seu Filho”

Martinho Lutero (“Sermões sobre João”, cap. 1 a 4, 1537-39 d.C.)

“Ele, Cristo, nosso Salvador, era o fruto real e natural do ventre virginal de Maria… Isto
aconteceu sem a participação de qualquer homem e ela permaneceu virgem mesmo depois
disso”

Martinho Lutero (“Sermão do Natal de 1531”)

“[Maria é a] maior e a mais nobre jóia da Cristandade logo após Cristo… Ela é nobre,
sábia e santamente personificada. Jamais conseguiremos honrá-la suficientemente”

Martinho Lutero (“Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus de


1527”)

“É uma doce e piedosa crença esta que diz que a alma de Maria não possuía pecado
original; esta de que, quando ela recebeu sua alma, ela também foi purificada do pecado
original e adornada com os dons de Deus, recebendo de Deusuma alma pura. Assim,
desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo pecado”

João Calvino (“Sermão sobre Mateus”, publicado em 1562)

“Certas pessoas têm desejado sugerir desta passagem [Mt 1,25] que a Virgem Maria teve
outros filhos além do Filho de Deus, e que José teve relacionamento íntimo colo ela
depois. Mas que estupidez! O escritor do evangelho não desejava registrar o que poderia
acontecer mais tarde; ele simplesmente queria deixar bem clara a obediência de José e
também desejava mostrar que José tinha sido bom e verdadeiramente acreditava que Deus
enviara seu anjo a Maria. Portanto, ele jamais teve relações com Maria, mas somente
compartilhou de sua companhia… Além disso, nosso Senhor Jesus Cristo é chamado o
primogênito. Isto não é porque teria que haver um segundo ou terceiro [filho], mas porque
o escritor do Evangelho está se referindo à precedência. Assim, a Escritura está falando
sobre a titularidade do primogênito e não sobre a questão de ter havido qualquer segundo
[filho]”

João Calvino (citado em “Corpus Reformatorum” v.45, p.348)

“Não se pode negar que Deus escolheu e destinou Maria para ser a Mãe de Seu Filho,
garantindo-lhe a mais alta honra. Isabel chama Maria de “Mãe do Senhor” porque a
unidade da pessoa nas duas naturezas de Cristo era tal que ela poderia ter dito que o
homem mortal gerado no ventre de Maria era, ao mesmo tempo, o Deus eterno”
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III. A Virgindade Perpétua de Maria
Todos os cristãos creem que Maria era virgem quando deu à luz a Jesus. “Mas Maria disse
ao anjo: ‘Como pode ser isso se não conheço varão?’ E o anjo lhe respondeu: ‘O Espírito Santo
virá sobre ti e o poder do Altíssimo te encobrirá. Então a criança que irá nascer será chamada
santa, o Filho de Deus'” (Lucas 1,34-35).

Quando José ficou sabendo que Maria estava grávida, ele já era noivo dela, embora
ainda não vivessem juntos. Ele quis romper o compromisso pois sabia que aquela
criança não era sua.

“Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo:
‘José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do
Espírito Santo” (Mateus 1,20).

Tudo isto foi previsto no Antigo Testamento e aconteceu para que se cumprissem as
profecias dadas por Deus ao povo judeu: “Pois sabei que o Senhor mesmo vos dará um
sinal: eis que a virgem concebeu e dará à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emanuel” (Isaías
7,14).

O ensinamento da Bíblia sobre esta matéria é tão claro que todas as denominações
cristãs concordam sobre a sua interpretação.

Os católicos creem que Maria permaneceu virgem e não teve outros filhos. Algumas
denominações, porém, afirmam que Maria teve outros filhos. Elas dizem isto por causa
que a Bíblia às vezes menciona os “irmãos do Senhor”. Mas, nos tempos bíblicos, todos
os membros da família, inclusive primos, eram considerados “irmãos”. E também vemos
que, na Bíblia, o termo “irmão” é várias vezes usado para se referir a pessoas que não
são irmãos no mesmo sentido em que entendemos a palavra hoje.

Eis alguns exemplos bíblicos:

Gênese 14,14:

“Quando Abrão soube que seu IRMÃO fora levado prisioneiro, fez sair seus
aliados, seus familiares, em número de trezentos e dezoito, e deu perseguição até
Dã”.

O “irmão” em questão nesta passagem é Lot. Mas, era Lot irmão de Abrão? Não.
Ele era o filho de Arão, irmão falecido de Abrão (v. Gênese 11,26-28). Portanto, Lot
era sobrinho de Abrão.

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Gênese 29,15:

“Então Labão disse a Jacó: ‘Por seres meu IRMÃO, irás servir-me de graça?
Indica-me qual deve ser teu salário”.

Acaso era Labão irmão de Jacó? Não, ele era seu tio.

A explicação, então, é simples: não existe palavra hebraica ou aramaica para “parente”.
Os escritores teriam assim que usar os termos “irmão” ou “irmã”, ou escrever “o filho da
irmã do meu pai”. É evidente que preferiam usar a palavra “irmão”.

Assim você vê que, em termos bíblicos, “irmão”, “irmã” e “irmãos” pode significa parentes
próximos, parentes de sangue ou até mesmo amigos íntimos como, por exemplo:

1Reis 9,13:

“Ele disse: ‘Que cidades são estas que me deste, meu irmão?’ E deu-lhes o nome
de ‘terra de Cabul’, que persiste até hoje”.

2Samuel 1,26:

“Tenho o coração apertado por tua causa, meu irmão Jônatas. Tu eras
imensamente querido, a tua amizade me era mais cara do que o amor das
mulheres”.

Também pode significar um aliado:

Amós 1,9:

“Assim falou Javé: ‘Pelos três crimes de Tiro, pelos quatro, não o revogarei!
Porque entregaram populações inteiras de cativos a Edom e não se lembraram da
aliança de irmãos'”.

Alguns também veem nas palavras: “José não conheceu Maria até o momento em que
deu à luz a Jesus” um significado de que, após o nascimento de Jesus, ela teve relações
com José. Contudo, na Bíblia, o termo “até que” simplesmente significa “o que se deu no
passado” e não tem a mesma conotação que temos em português, significando “algo
que aconteceu após”. A Bíblia menciona uma mulher que não teve filhos até “o tempo de
sua morte” (v. 2Samuel 6,23). Será, então, que produziu descendentes após sua morte?

Uma pesquisa cuidadosa no Novo Testamento nos mostrará que realmente existe um
exagero de expressão se dissermos que Maria teve outros filhos:

Quando Jesus foi encontrado no templo, com a idade de 12 anos (Lucas 2,41-51), não se
menciona a existência de outros filhos, embora toda a família tivesse peregrinado junto.
O povo de Nazaré refere-se a Jesus como “o filho de Maria” (Marcos 6,3) e não como “um

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dos filhos de Maria”. A expressão grega implica que Ele era seu único filho. Na verdade,
ninguém nos Evangelhos é chamado de filho de Maria, ainda quando são chamados de
“irmãos do Senhor”.

Existe ainda um outro ponto que requer uma compreensão da antiga cultura oriental.
Em tal cultura, o termo “irmão” era usado para se referir aos mais velhos – parentes com
mais idade cuja função era dar conselhos aos mais novos. Em João 7,3-4, encontramos
os “irmãos” de Jesus aconselhando-o a deixar a Galiléia e ir para Judéia, para que seus
discípulos pudessem ver as suas obras. Se os “irmãos” forem compreendidos neste
sentido, conforme a cultura oriental, eles certamente seriam mais velhos que Jesus, o
que elimina de vez a possibilidade de serem seus irmãos de fato, já que todos nós
sabemos que Jesus era o filho primogênito de Maria.

Finalmente, devemos considerar o que aconteceu aos pés da Cruz (João 19,26-27). Se
Tiago, José, Simão e Judas fossem mesmo irmãos de Jesus, porque Jesus fez vistas
grossas a esse fato e confiou Sua mãe ao Seu discípulo João? O Evangelhos nos diz que
“a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa”. Por que ela iria para a casa de
um discípulo se ela tinha pelo menos mais quatro filhos??

IV. Maria, a Mãe de Deus


O fato de que Maria é a Mãe de Deus é meramente lógico:

Uma mulher que dá à luz a um filho é a mãe desse filho


+
Maria deu à luz a Jesus
=
Maria é a Mãe de Jesus
Maria é a mãe de Jesus
+
Jesus é Deus (é uma Pessoa Divina – 2ª Pessoa da Santíssima Trindade)
=
Maria é a Mãe de Deus

Ou, simplesmente, podemos ler na Bíblia:

Lucas 1,42-43: “Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e


bendito é o fruto de teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?'”

Agora, mais um pouco de lógica:

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Maria é “a mãe do meu Senhor”
+
O Senhor é Deus
=
Maria é “a Mãe do meu Deus”

Para contradizer esta verdade é necessário afirmar que Jesus não é Deus ou dizer que
Maria não deu à luz a Jesus.

Algumas denominações protestantes evitam chamar Maria de Mãe de Deus porque eles
acham que isso a coloca no mesmo nível de Deus [como se ela fosse uma deusa]. Ao
invés, eles preferem dizer que ela era a mãe do “homem Jesus Cristo”. Isto, porém, trai a
verdade e coloca a teologia protestante num dualismo previsível. Cristo Jesus é UMA
pessoa e não duas. Ele é UMA pessoa que possui duas naturezas: é inteiramente
humano e inteiramente divino. As duas naturezas, contudo, são unidas em UMA só
Pessoa. Podemos dizer que as nossas mães são mães da nossa “natureza”? Não, mas
simplesmente dizemos que elas são nossas mães – de nós, como pessoas. Eu não estou
dizendo que Maria gerou ou deu vida à natureza divina de nosso Senhor, uma vez que
ele é UMA Pessoa e não duas. A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade “se fez carne” –
isto é o que chamamos de “encarnação” (do latim caro que significa carne. De onde ele
obteve a carne? Se Jesus é Deus e Maria é Sua mãe, como é logicamente possível dizer
que Maria não é a Mãe de Deus?

V. A Imaculada Conceição de Maria

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Imaculada Conceição de Maria (Murillo)

Comecemos com as objeções… A posição protestante pode ser resumida da seguinte


forma:
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Não há qualquer suporte bíblico para se falar de Maria. Paulo afirma em sua carta
aos romanos que “não há nenhum justo, nem um sequer: todos pecaram e estão
privados da glória de Deus”. Logo, se Maria nasceu sem pecado, não precisava de
nenhum Salvador, pois ela estaria salva por si mesma.

Para começar, há evidência escriturística para a pureza única de Maria (imaculada


conceição) – basta comparar a Arca da Aliança que guardava os Dez Mandamentos e
Maria como a Arca da Nova Aliança e como a porta (v. parte I, item b).

Porém, a objeção mais comum é o uso das palavras de Paulo, de que “todos pecaram”. A
palavra usada para “todos”, na versão original em grego, que é a linguagem utilizada por
Paulo, é “pas”. Tal termo, entretanto, não tem caráter exclusivista, que não admita
exceção, mas tem o significado de “esmagadora maioria”. Podemos ver na Bíblia outros
exemplos em que a palavra “todos” é usada, mas claramente admitindo exceção:

“Pessoalmente estou convicto, irmãos, de que estais cheios de bondade e repletos de


TODO conhecimento e em grau de vos poder admoestar mutuamente” (Romanos
15,14).

Neste texto, “todo” certamente não significa “sem exceção alguma”. Se havia todo
conhecimento, sem exceção, então os romanos teriam TODO o conhecimento de Deus!

Como esta última objeção, também não é verdade de que Maria, tendo nascido sem
mancha do pecado original, não precisaria de um Salvador. A redenção vem da cruz de
Cristo, inclusive para Maria. Ele não nasceu sem pecado por seu próprio mérito, mas por
um ato de misericórdia da parte de Deus. Se acreditamos que Jesus nos salva do pecado
e da morte mesmo depois de termos cometido pecados pessoais, porque deveríamos
negar a ideia de que Ele salvou a mulher que escolheu para ser a Sua Mãe do pecado e
da morte antes mesmo do seu nascimento? A Imaculada Conceição de Maria produziu-
se pela graça da Cruz e não por qualquer coisa que ela tenha feito ou por poder próprio
dela. Maria de maneira nenhuma é uma Salvadora. Porém, ela é a Mãe do Salvador e,
como tal, precisava ser tão pura quanto possível.

Nossa fé está repleta de exemplos da obra de Deus em formas misteriosas e


miraculosas, alimentando Seu povo no deserto, concedendo filhos àquelas que são
incapazes de engravidar, curando os doentes, ressuscitando os mortos, recebendo carne
e tornando-se homem… Observe que, em vista de tudo isso, porque nos seria difícil
acreditar que Deus misticamente aplicou os méritos e graças obtidos no Calvário à Sua
Mãe, já que ela foi digna o possível para ser a Arca da Nova Aliança, a Mãe de Deus? Nós
sabemos que, já que Ele é Deus, ele é capaz de fazer isto se assim o quiser. A única
questão que fica remanescente é: “qual a probabilidade de Deus ter desejado para a
mulher que escolheu para trazer Jesus Cristo ao mundo ter sido tão pura e merecedora
de uma graça que nenhum outro ser humano poderia ter?”. Talvez soe melhor fazendo
uma declaração negativa: “qual a probabilidade de Deus ter permitido que Jesus Cristo
viesse à carne, sendo nutrido por nove meses num ventre ou tendo nascido ou sido
amamentado e educado por uma mulher corrompida pelo pecado original?”.
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(Fonte: UMA DEFESA BÍBLICA DE MARIA. Portal Agnus Dei. Escrito por Marissa retirado do
Ssite “The Bible Defends Catholic Church!” e traduzido por Carlos Martins Nabeto)

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