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Mais de 70% da produção industrial do Brasil está na região Sudeste, e 51,8% da produção nacional tendo como responsável o estado de São Paulo, que detém 40,3% dos estabelecimentos industriais. [8]

A industrialização no Brasil se deu do meio da década de 1950 até o fim da década de

1970, focada em substituição das importações, liderada pelo Estado e com participação estrangeira. [28] Assim, houve uma extraordinária transformação industrial no país nas três décadas após o fim da 2ª Guerra Mundial, tendo um desempenho impressionante mesmo quando comparado com outros países da época, quando a economia mundial passava por

intenso crescimento. [28]

Há quatro interpretações que explicam a industrialização do Brasil: [29]

teoria dos choques adversos: a industrialização do Brasil deveu-se a estímulos à produção industrial vindos de dificuldades no comércio internacional e a uma política interna expansionista; [29]

ótica da industrialização liderada pelas exportações: a indústria brasileira crescia juntamente com as exportações no período em que estas cresciam, e decaía quando as exportações decaíam; [29]

visão do capitalismo tardio: o desenvolvimento industrial do país foi uma etapa do desenvolvimento de uma economia agrícola de exportação; [29]

ótica da industrialização intencionalmente promovida por políticas do governo: a proteção concedida à indústria é que gerou o setor industrial nacional. [29]

O

processo de expansão do capitalismo monopolista no Brasil tem sido realizado pela

subordinação e dependência da agricultura em relação à indústria. [30] O fordismo desenvolveu-se no país com estilos diferentes, em função do regime político e das políticas econômicas vigentes. [31] A produção e consumo de massa têm se restringido ao Sul e Sudeste. [31] A fase inicial de desenvolvimento industrial e gerencial ocorreu em

regimes populistas, que originaram formas paternalistas de relações entre trabalho, capital

e Estado. [31] Com a ditadura, surgiram formas muito diferentes de gerenciamento da

produção, e o período identificou-se fortemente com o fordismo clássico. [31] Com a democratização política na década de 80, o padrão alterou-se, ocorrendo modernização paralela a mudanças nas economias avançadas, incluindo adoção de sistemas de produção flexíveis. [31] Isto porquê os mercados de exportação tornaram-se mais atraentes,

e assim houve estímulo para modernização tecnológica e organizacional, fazendo os

processos de produção ligados à exportação atualizarem-se mais amplamente e rapidamente, e guiando investimentos em qualidade e produtividade praticamente apenas neste sentido. [31] Nessa época, houve maior demanda por trabalhadores mais qualificados nas empresas que adotaram novos métodos de produção. [31]

Após a abertura comercial e a implantação do Plano Real, houve investimentos na indústria durante o triênio 1995-97. [32][33] Com estes investimentos, nesta década, surgiu o toyotismo no Brasil. [26]