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Disciplina: Teoria dos Direitos Fundamentais

Docente: Ana Maria D’Ávila Lopes

Aula: Aula 01

Data: 01/10/2019

PADRÕES ESTRUTURAIS DO DIREITO CONSTITUCIONAL VIGENTE

- Neoconstitucionalismo

Uma teoria (ou um movimento) que considera a Constituição como centro do


ordenamento jurídico, assumindo também um papel harmonizador dentro do sistema do direito.
A primeira menção a este termo se deu por Suzana Pozzolo, em 1998, na ocasião da publicação
de seu artigo.

A autora Ana Paula Barcellos é uma pensadora brasileira defensora do


neoconstitucionalismo, e para argumentar pela sua existência genuína elenca 3 elementos
metodológicos formais, que já existiam nas teorias constitucionalistas, mas para afirmar a
necessidade de levá-los a sério – 1) normatividade; 2) centralidade; 3) superioridade – e 2
elementos materiais – 1) incorporação de valores e opções políticas; 2) expansão de conflitos.

Constitucionalismo é um movimento do final do século XVIII que deflagra o


nascimento das primeiras constituições, como norma que regula, organiza e estrutura
juridicamente o estado democrático de direito. O neoconstitucionalismo é o movimento que
considera a constituição não mais somente como norma formal de estruturação do estado, mas
também a promoção de normas que direcionem a perseguição pelo estado ao estado de
sociedade que o povo espera.

- Ativismo judicial e judicialização da política

Estes são dois fenômenos trazidos propriamente pelo neoconstitucionalismo. O


ativismo judicial ocorre quando o juiz ou tribunal julga além do direito, além da lei. Em poucas
palavras, é quando o poder Judiciário se coloca no papel de legislador, ou seja, implica
diretamente na mitigação da separação de poderes.
A judicialização da política acontece no momento em que o Judiciário julga a
competência política, executando decisões políticas dentro do processo. Entretanto, as decisões
políticas cabem ao Legislativo, e, às vezes, ao Executivo.

- Crítica ao neoconstitucionalismo

O autor Humberto Ávila critica o neoconstitucionalismo a partir de 4 pontos: 1)


normativo: da regra ao princípio (o panprincipiologismo) – há/havia o entendimento
generalizado de que os princípios são superiores às regras, mas não há hierarquia, a diferença
se dá pelas funções que realizam; a CRFB/88 não é principiológica, mas sim regulatória, isto é,
a maior parte das leis constitucionais são normas, não princípios; 2) metodológico: da
subsunção à ponderação – provoca o anti-escalonamento do sistema e reverte a
constitucionalização da ordem jurídica; aniquilamento do princípio democrático (eleito pelo
povo para falar por ele), da legalidade, da separação dos poderes e republicano (alternância de
poder); subjetivismo das decisões, fazendo com que as normas percam a imperatividade; 3)
axiológico: da justiça geral à justiça particular – as regras desempenham função de estabilizar
os conflitos morais e reduzir as incertezas e arbitrariedades; privilegiar a inteligibilidade,
estabilidade e previsibilidade do sistema não é algo necessariamente negativo; 4)
organizacional: do Legislativo ao Judiciário – a pretensão de retomar a importância do poder
legislativo.

Lênio Streck, Friedrich Müller, Hannah Arendt, Antônio Carlos Wolkmer (pluralismo jurídico).

- (Neo)Constitucionalismo latino-americano - Raquel Irigoyen, Gustavo Ferreira Santos

Se entende que não houve um movimento constitucionalista propriamente latino-


americano. Mas há um movimento atual de criar um (neo)constitucionalismo latino-americano
que rompa com o constitucionalismo europeu que foi importado para cá.

Para Nuria Belloso Marín defende como características para este constitucionalismo
latino-americano: direitos e garantias passam a ser o núcleo duro da Constituição; elevar o
estado social em lugar do estado neoliberal; abandono da visão centralista do estado; tutela
pública do meio ambiente no marco de uma economia sustentável; o constitucionalismo latino-
americano centra seu interesse na relação e radicalização democrática; giro decolonial a partir
de uma epistemologia do sul.