Вы находитесь на странице: 1из 8

EINSTEIN

rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

Nome: ________________________________ Realizado em: ____/____/____

Nome: ________________________________ Entregue em: ____/____/____

Nome: ________________________________ EXPERIÊNCIA 2

Nome: ________________________________ NOTA: ___________________


Recorte este cabeçalho e anexe ao seu relatório.

Experiência 2
Retificador de Meia-Onda com Diodo

Objetivo
Nesta experiência vamos observar as propriedades de um circuito retificador de meia-
onda monofásico, usando diodo, com carga resistiva e indutiva. Utilizando este circuito faremos
alguns cálculos de desempenho.

Introdução

O circuito retificador de meia-onda, mostrado na figura 1a, é o mais simples dos


conversores AC-DC. Utilizando apenas um diodo, é possível obter uma tensão unipolar na carga.

fonte conversor carga

(a) (b) (c)


Figura 1 – Retificador de meia-onda a diodo. (a) Com carga RL. (b) Fase de condução. (c) Fase de bloqueio.

Para uma carga puramente resistiva, tanto a tensão quanto a corrente na carga são
sinais pulsados unipolares com ângulo de extinção =180º. A aparência dos sinais de tensão e
corrente pode variar bastante conforme a carga que é alimentada na saída do conversor. Por
exemplo, uma carga RC em paralelo alisa a tensão, possibilitando que a tensão de saída seja
contínua e aproximadamente constante (figura 2a). No entanto, a corrente terá a forma de um
breve sinal pulsado, ou seja, o ângulo de extinção  será bem menor 180º. Por outro lado, uma

Experiência 2 pág. 1 de 8
EINSTEIN
rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

carga RL série alisa a corrente. Nesse caso, o ângulo de extinção varia entre 180º e 360º,
conforme a figura 2c.

(a)

Vfonte
Vdiodo
(b)

180º

(c)
 > 180º

Figura 2 – Sinais de saída. (a) Tensão sobre a carga para a carga RC paralela. (b) Tensão sobre a carga e sobre o
diodo para carga RL série. (c) Corrente sobre a carga para a carga RL série.

Observe na figura 2b que, curiosamente, o diodo conduz mesmo para uma tensão de
entrada no semiciclo negativo. Isso só é possível porque o indutor descarrega a sua energia
como se fosse uma fonte de corrente, ou seja, a tensão no indutor inverte a sua polaridade para
dar continuidade à corrente. O diodo permanecerá conduzindo até que toda a energia
armazenada no indutor durante o semiciclo positivo seja descarregada na resistência.
O ângulo no qual a corrente se extingue, ou seja, se torna nula, é de difícil cálculo. A
melhor maneira de obtê-lo é através do uso de um gráfico. Considerando que o diodo seja ideal
𝜔 ∙𝐿
e sabendo o valor de 𝜙 = 𝑎𝑟𝑐𝑡𝑎𝑛 , podemos achar  pelo gráfico da figura 3.
𝑅

Experiência 2 pág. 2 de 8
EINSTEIN
rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

Figura 3 – Relação entre ângulo de carga () e ângulo de extinção ().

De posse do valor do ângulo de extinção, podemos calcular algumas medidas elétricas


importantes para mensurar o desempenho deste circuito. É possível mostrar que a tensão média
e a tensão eficaz na carga valem, respectivamente:

𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 ≅ 0,225 ∙ 𝑉𝑜 ∙ 1 − 𝑐𝑜𝑠 𝛽

𝑉𝐿𝑒𝑓 ≅ 0,4 ∙ 𝑉𝑜 ∙ 𝛽 − 𝑐𝑜𝑠 𝛽 ∙ 𝑠𝑒𝑛 𝛽

A corrente média pode ser obtida através da expressão 𝐼𝐿𝑚𝑒𝑑 = 𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 𝑅 . A corrente
eficaz é mais difícil de ser calculada. Normalmente usamos o gráfico normalizado da figura 4
para obter 𝐼𝐿𝑒𝑓 .

Corrente Eficaz Normalizada

2 ∙ 𝑉𝑜
𝐼𝐿𝑒𝑓 = ∙ 𝐼𝑒𝑓
𝑅2 + 𝜔 ∙ 𝐿 2

𝜔∙𝐿
𝜙 = 𝑎𝑟𝑐𝑡𝑎𝑛
𝑅

Figura 4 – Corrente eficaz normalizada em função do ângulo de carga.

Experiência 2 pág. 3 de 8
EINSTEIN
rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

Quando a carga for puramente resistiva, as equações ainda acima são válidas fazendo
𝛽 = 𝜋, obtendo-se:

𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 ≅ 0,45 ∙ 𝑉𝑜
𝑉𝐿𝑒𝑓 ≅ 0,707 ∙ 𝑉𝑜
𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑
𝐼𝐿𝑚𝑒𝑑 =
𝑅
𝑉𝐿𝑒𝑓
𝐼𝐿𝑒𝑓 =
𝑅

Com a obtenção dos valores de 𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 , 𝑉𝐿𝑒𝑓 , 𝐼𝐿𝑚𝑒𝑑 e 𝐼𝐿𝑒𝑓 podemos mensurar o
desempenho deste circuito em relação a outros circuitos e em relação ao conversor ideal. Os
índices de desempenho são classificados como índices AC (na fonte), índices do conversor e
índices DC (na carga). As figuras 5 e 6 ilustram como um retificador ideal e um retificador real,
respectivamente, deveriam se comportar em relação a esses índices.

Figura 5 – Comportamento ideal de um retificador.

Figura 6 – Comportamento real de um retificador.

Experiência 2 pág. 4 de 8
EINSTEIN
rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

A tabela a seguir resume alguns dos índices que estudaremos.

Tabela 1
Índice Expressão Significado Valor Ideal
Distorção 2
Mede o percentual de
𝑉𝐴𝐶 distorção dobre o valor na
Harmônica 0%
Índice AC

𝑇𝐻𝐷 = 100 ∙ −1 harmônica fundamental do


Total 𝑉1𝑒𝑓 sistema.
Fator de 𝑃 𝑇1 ∙ 0𝑇 𝑣 𝑡 ∙𝑖 𝑡 ∙𝑑𝑡 Mede qual é a parcela de
𝑃𝐹 = = potência útil entregue por 1
Potência 𝑆 𝑉𝑒𝑓 ∙ 𝐼𝑒𝑓 certa potência total.
Conversão
Índice de

Razão de 𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 ∙ 𝐼𝐿𝑚𝑒𝑑 Mede a efetividade da


𝜎= 1
Retificação 𝑉𝐿𝑒𝑓 ∙ 𝐼𝐿𝑒𝑓 retificação.

Mede o valor eficaz da


Ripple RMS 𝑉𝐿𝑎𝑐 = 𝑉𝐿𝑒𝑓 2 − 𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 2 parte alternada do sinal.
0V
Índice DC

𝑉𝐿𝑒𝑓 Indica a distorção da


Fator de
𝐹𝐹 = forma de onda em relação 1
Forma 𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 ao ideal.
Fator de 𝑉𝐿𝑎𝑐 Mede o grau de regulação
𝑅𝐹 = = 𝐹𝐹 2 − 1 0
Ondulação 𝑉𝐿𝑚𝑒𝑑 de certa função contínua.
OBS: Os valores de THD, VLac, FF e RF foram definidos na tabela para a variável tensão. Porém, é possível
definir essas medidas para a variável corrente trocando o valor V por I.

Procedimento

Parte I
Na primeira parte iremos testar o retificador de meia-onda com carga resistiva.

Atenção!
Só ligue o variac na carga depois de acertar corretamente o valor da tensão de saída do variac.

Ajuste o variac até obter uma tensão alternada de 10Vrms na saída do equipamento. Em
seguida, use as placas disponíveis para montar o circuito mostrado na figura 7. Observe na
figura 8 qual será o diodo utilizado na experiência (diodo D3).

CH1 CH2

GND

Figura 7 – Circuito de teste com carga R.

Experiência 2 pág. 5 de 8
EINSTEIN
rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

Utilize o osciloscópio para medir as formas de onda da fonte (CH1) e sobre a carga
resistiva (CH2). Esses pontos estão marcados na figura 7 por setas vermelhas. A seta azul na
figura 7 mostra a posição do terra. Atenção para os ajustes da ponteira: acoplamento DC e
resistência de entrada 10MΩ.

Figura 8 – Placa de retificadores.

Registre as formas de onda visualizadas e utilize os recursos de medição do


osciloscópio para preencher a seção A da tabela a seguir. Para preencher a seção B da tabela,
utilize o multímetro. Os espaços hachurados não devem ser preenchidos.

Tensão de pico da entrada:___________________.


Valor da resistência: ___________________.
Seção A Seção B Calculado/
CARGA R
Medido no osciloscópio Medido no multímetro Esperado
Tensão DC
Tensão RMS
Tensão AC†
Corrente DC
Corrente RMS
Corrente AC

Medido no osciloscópio com acoplamento AC da ponteira.

Experiência 2 pág. 6 de 8
EINSTEIN
rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

Parte II
Na segunda parte iremos testar o retificador de meia-onda com carga RL série.

Atenção!
Só ligue o variac na carga depois de acertar corretamente o valor da tensão de saída do variac.

Se necessário, ajuste novamente o variac até obter uma tensão alternada de 10Vrms na
saída do equipamento. Em seguida, modifique as ligações das placas disponíveis para montar o
circuito mostrado na figura 9. Utilize o mesmo diodo da primeira parte.

CH1a CH2a

GND
CH1b CH2b

Figura 9 – Circuito de teste com carga RL.


Atenção!
Observe que os sinais (+ e −) da placa de carga estão trocados.

Primeiramente, utilize o osciloscópio para medir as formas de onda da tensão na fonte


(CH1a) e da tensão sobre a carga (CH2a). Esses pontos estão marcados na figura 9 por setas
vermelhas. A seta azul na figura 7 mostra a posição do terra. Atenção para os ajustes da
ponteira: acoplamento DC e resistência de entrada 10MΩ.
Registre as formas de onda visualizadas e utilize os recursos de medição do
osciloscópio para preencher a seção C da tabela a seguir. Para preencher a seção D da tabela,
utilize o multímetro. Os espaços hachurados não devem ser preenchidos.

Tensão de pico da entrada:___________________.


Seção C Seção D Calculado/
CARGA RL
Medido no osciloscópio Medido no multímetro Esperado
Tensão DC
Tensão RMS
Tensão AC†

Medido no osciloscópio com acoplamento AC da ponteira.

Experiência 2 pág. 7 de 8
EINSTEIN
rev. 2-09/2011
Eletrônica de Potência I rev. 3-09/2017
Prof. André Fortunato rev 4-10/2019

Em seguida, utilize o osciloscópio para medir as formas de onda de tensão na carga


(CH1b) e corrente na carga (CH2b). Esses pontos estão marcados na figura 9 por setas verdes.
O ponto de terra não deve ser alterado de lugar e os ajustes da ponteira são os mesmos que os
anteriores.
Registre as formas de onda visualizadas e utilize os recursos de medição do
osciloscópio para preencher a seção E da tabela a seguir. Para preencher a seção F da tabela,
utilize o multímetro. Os espaços hachurados não devem ser preenchidos.

Tensão de pico da entrada:___________________.


Valor da indutância: ___________________.
Valor da resistência: ___________________.
Seção E Seção F Calculado/
CARGA RL
Medido no osciloscópio Medido no multímetro Esperado
Corrente DC
Corrente RMS
Corrente AC†

Medido no osciloscópio com acoplamento AC da ponteira.

Por fim, utilizando a mesma montagem, meça com o osciloscópio as harmônicas da


corrente na carga (até a 5ª harmônica é suficiente). Verifique se a expressão a seguir é
verdadeira.

2 2 2 2 2 2
𝐼𝐿𝑒𝑓 = 𝐼𝐿𝑚𝑒𝑑 + 𝐼𝐿1 𝑒𝑓
+ 𝐼𝐿2 𝑒𝑓
+ 𝐼𝐿3 𝑒𝑓
+ 𝐼𝐿4 𝑒𝑓
+ 𝐼𝐿5 𝑒𝑓
+⋯

Utilizando apenas as fórmulas de 𝐼𝐿𝑚𝑒𝑑 e 𝐼𝐿1𝑒𝑓 , verifique se é possível obter uma

fórmula aproximada para 𝐼𝐿𝑒𝑓 . Faça uma estimativa do erro da aproximação.


Repita a parte II utilizando uma indutância maior.

Relatório

Faça um relatório comparando todos os valores medidos e valores calculados. Explique


as formas de ondas observadas. Apresente a dedução da aproximação de 𝐼𝐿𝑒𝑓 . Calcule os
índices de desempenho da Tabela 1 utilizando os dados obtidos nas partes I e II e compare a
evolução dos valores.

Experiência 2 pág. 8 de 8