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Grupos pequenos e evangelização

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GRUPOS PEQUENOS E EVANGELIZAÇÃO

Texto básico: Atos 16.11-15

Texto devocional: Romanos 16.3-16

Versículo-chave: “Saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles ” (Rm 16.5).

Alvo da lição: Ao estudar esta lição, você terá condi​ções de saber por que grupos
peque​nos são uma excelente estratégia para a evangelização.

Leia a Bíblia diariamente


SEG – Mt 8.14-15
TER – Mt 9.10-13
QUA – Mt 9.18-26
QUI – Mt 10.12-15
SEX – Lc 7.36-50
SÁB – Lc 10.38-42
DOM – At 16.27-34

INTRODUÇÃO

A casa foi um cenário muito usado por Jesus e Seus discípulos e pelas igrejas do Novo
Tes​tamento para a evangelização. Muitas pessoas receberam Jesus e os discípulos em
suas casas, e muitas foram convertidas ao Evangelho em casa. Jesus disse a Zaqueu:
”Hoje, houve salvação nesta casa” (Lc 19.9).

Howard Snyder escreveu que “a fé é contagiante quando a comunhão é genuína”. A


igreja nos lares é uma enorme oportunidade para ver o Evangelho “funcionando” de
maneira simples e muito prática.

O propósito desta lição é enfatizar os grupos pequenos como meio eficaz para
evangelização. Vamos conceituar e mostrar como eles podem ser usados no
cumprimento da Grande Comissão.

I – QUE É UM GRUPO PEQUENO

Grupos pequenos, pequenos grupos, grupos fa​miliares, koinonias, células, culto nos
lares, igreja nos lares, classes e tantos outros nomes têm sido dados ao que Roberta
Hestenes definiu assim:

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“O grupo cristão pequeno é uma reunião intencio​nal de 5 a 20 pessoas, face a face, em
base regular e horário determinado, com o propósito comum de descobrir e crescer nas
possibilidades da vida abundante em Cristo.”

Observe que há um número mínimo e um máximo de pessoas, lembrando que isso não
é um dogma, e que o “face a face” significa a proximidade que as pessoas estarão umas
das outras. Para isso, as reuniões precisam ser feitas, de preferência, nos lares. O
importante é que não se reúnam no templo. O culto no domingo já proporciona o
encontro de todos.

A informalidade e o ambiente onde pessoas possam se sentir mais à vontade vão


proporcionar uma convivência em que todos podem abrir o coração com segurança e
liberdade.

Para pensar
O fato das pessoas estarem reunidas não significa que haja comunhão e crescimento. O que
vai determinar esse processo é a motivação e a maneira como convivem durante o encontro.

II – BASE BÍBLICA PARA GRUPOS PEQUENOS

Uma visão panorâmica de como o Evangelho é endereçado a casas inteiras e não apenas
a indivíduos é o que vamos ver a seguir.

1. Jesus e Seus discípulos nas casas

“Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar ” (Mc 3.14). A
convivência de Jesus com os doze é um referencial de como o Senhor valorizou a
companhia de um grupo pequeno. Ao enviar Seus discí​pulos, o Senhor orientou: “Ao
entrardes numa casa” (Lc 10.5).

Observe como Jesus foi recebido em diversas casas.

a. Na casa de Mateus (Mt 9.10)

b. Na casa de Simão, o leproso (Mc 14.3)

c. Na casa de um fariseu (Lc 7.36)

d. Na casa de Marta e Maria (Lc 10.38-39)

e. Na casa de um líder fariseu (Lc 14.1)

f. Na casa de Zaqueu (Lc 19.7)

g. Numa casa em Emaús (Lc 24.29-30)

2. A igreja nas casas

Cristãos se reuniam em casas.


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a. A igreja reunida na casa de Maria, mãe de Marcos (At 12.12)

b. A igreja na casa de Lídia (At 16.40)

c. A igreja na casa de Priscila e Áquila (Rm 16.5; 1Co 16.19)

d. A igreja na casa de Ninfa (Cl 4.15)

e. A igreja na casa de Filemom (Fm 2)

Leia Lucas 7.36 e 15.1-2 e compartilhe com a classe: O que podemos aprender com Jesus
que aceitava convite para ir à casa de “pecadores” (na época, o mesmo que “não
religiosos”)?

III – DECISÕES IMPORTANTES NO FUNCIONAMENTO DOS GRUPOS PEQUENOS

Usar casas para evangelização requer alguns cuidados que, se não forem observados,
poderão comprometer não apenas os frutos, mas continuidade dessa obra.

1. Onde acontecerão as reuniões?


Pode-se fazer em cada semana numa casa diferente, ou na mesma casa em duas
semanas seguidas, ou durante um mês no mesmo lugar. É melhor fazer um rodízio
semanal ou quinzenal. Muitas vezes, a melhor maneira da pessoa participar é fazer na
casa dela.

2. Terá um tempo definido ou será contínuo?


O grupo é para evangelização, comu​nhão e crescimento em Cristo, então, será contínuo.

3. Quem vai liderar os grupos?


Mais do que “boa vontade”, o líder de grupos pequenos precisa ter algumas
qualificações indispensáveis.

a. Compromisso com a igreja local


O líder precisa ser comprometido com sua igreja e ter o apoio do pas​tor e/ou liderança
para exercer esse ministério.

b. Dependência de Deus
A obra de Deus é feita no poder de Deus. Pregar o evangelho exige a ação do Espírito
Santo para que se obtenha frutos (At 1.8).

c. Conhecimento bíblico
Num estudo bíblico mais interativo, o líder precisará ter conhecimento bíblico suficiente
para responder (ou ser capaz de pesquisar) às questões que vão surgir e combater as
heresias que possam querer entrar no grupo.

d. Cuidado pastoral
Líder de grupo pequeno precisa gostar de estar com as pessoas, ter paciência para ouvi-
las, preocupar​-se com elas, interessar-se pelos seus problemas, tratá-las bem e dar
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atenção a todas.

e. Relacionamentos interpessoais sadios


São fundamentais à boa convivên​cia. Algumas atitudes que o líder precisa ter para bons
relacionamen​tos estão a seguir.

1. Amor
Não adianta você dizer a uma pessoa que Jesus a ama se você não demonstra amor por
ela. Ela não vai acreditar no que você está pregando.

2. Flexibilidade
Dizem os mais experientes que “o amor dobra para não se deixa quebrar”. Flexibilidade
é sinal de maturidade e não de fraqueza.

3. Sensibilidade
O líder deve ser sensível para per​ceber o que é mais importante para o grupo em cada
momento. Muitas vezes, o estudo bíblico, a apostila ou o livro vão ter que ficar de lado,
por​que, naquele momento, as pessoas estão precisando de abrir o coração. Mas,
também, deve cuidar para que não se crie o hábito de nunca ter tempo para o estudo
bíblico.

4. Autenticidade
As pessoas não esperam perfeição de seus líderes, mas também não aceitam que eles
preguem uma coisa e vivam outra. Não há problema em compar​tilhar as próprias lutas e
derrotas com seu grupo, uma vez que essas não o desqualifiquem para estar à frente.

4. O grupo atuará com supervisão?


O pastor e/ou os líderes da igreja pre​cisam saber o que está acontecendo nos grupos
pequenos. Os convertidos precisam ser trazidos à comunhão da grande congregação.

5. O grupo aceitará crianças ou não?


Pode parecer uma questão simples, mas, se não houver uma decisão acer​tada sobre as
crianças, poderá se tornar um problema e um peso para o grupo. Algumas
considerações sobre o traba​lho com as crianças.

a. Elas não têm o mesmo tempo de atenção dos adultos para um estudo bíblico.

b. Elas não têm maturidade para ouvir o “desabafo” dos adultos.

c. Se a reunião do grupo é durante a semana, no outro dia muitas terão que acordar
cedo para ir à escola.

Pode ser necessário uma pessoa res​ponsável para dirigir, ao mesmo tempo da reunião
dos adultos, um momento bíblico com as crianças em outro local da casa. Mas cuidado
para que seja algo edificante e não desgastante para o líder e as crianças.

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Para pensar
É necessário tomar essas decisões respeitando a característica de cada grupo e em harmonia
com o pastor e/ou líderes da igreja local.

IV – POR QUE EVANGELIZAÇÃO NOS LARES É TÃO EFICIENTE?

Christian A. Schwarz cita o resultado das pesquisas de Win Arn, um estu​dioso de


crescimento de igreja. Ele apresenta algumas razões pelas quais o fator “casa” é tão
eficiente. Chama de “fator oikos” e nos ensina que ”oikos é a palavra grega para ‘casa’. Na
cultura greco-romana o termo oikos não se referia somente à família direta com a qual a
pessoa morava, mas também incluía escravos, amigos e até colegas de trabalho. Oikos
descrevia a esfera de influência de uma pessoa, a rede de seus relacionamentos”.
Apresentamos um resumo do que está nas páginas 31-32 do livro Evangelização Básica,
Editora Evangélica Esperança (usado com permissão).

A evangelização nos lares é eficiente pelos seguintes motivos:

1. Integrantes do seu círculo de amizade (parentes, amigos, vizinhos e colegas de


trabalho) são pessoas mais abertas. Há uma diferença muito grande entre ouvir o
Evangelho por meio do teste​munho de um amigo e ouvi-lo como uma “apresentação
religiosa” de uma pessoa totalmente estranha.

2. Quando a pessoa chega a Jesus a partir da sua própria rede de relacio​namentos,


naturalmente ela recebe apoio. Quando um amigo ou parente chega a Jesus, ele tem
pelo menos um cristão na rede de relacionamentos que está perto e se interessa pelo
crescimento espiritual de sua vida.

3. Os relacionamentos conduzem a uma integração bem-sucedida do novo convertido


na igreja. É natural que novos convertidos se associem a igrejas às quais também
pertencem os seus amigos e parentes. Por meio dessa ponte, fica mais fácil a conexão
deles com outros membros da igreja.

4. Os relacionamentos oikos têm a tendência de ganhar famílias intei​ras. Depois de uma


ou duas pessoas da família aceitarem a Jesus, muitas vezes a família toda é alcançada.

5. Evangelizar parentes, amigos e colegas de trabalho proporciona a oportunidade


singular de adaptar a apresentação do Evangelho às reais necessidades da pessoa que
se quer alcançar. Dificilmente há um aspecto tão decisivo na evangeliza- ção de uma
pessoa quanto orientar os esforços evangelísticos para as necessidades dela.

As pessoas procuram na igreja a paz com Deus e relacionamentos com outros. Você
concorda com essa afirmação? Como os grupos pequenos podem colaborar?

CONCLUSÃO

Nesta conclusão, vamos deixar mais uma frase para você pensar com sua classe:

“Se você fizer, pelos próximos dez anos, o mesmo que você tem feito nos últimos dez
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anos, que diferença isso fará em sua cidade e sua nação?” (Wolfgang Simson – autor do
livro Casas que transformam o mundo, Editora Esperança)

A verdadeira comunhão começa onde termina o individualismo. O que você já fez ou


está disposto a fazer a fim de contribuir na evangelização de pessoas em grupos
pequenos?

Autor da lição: Pr. José Humberto de Oliveira


>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista “Ide e
Pregai”, da série Adultos. Usado com permissão.

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