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p;J

e usao

unc1ona

Da ATM ao Desenho do So rriso

Peter E. Dawson

p;J e usao • unc1ona Da ATM ao Desenho do So rriso Peter E. Dawson

O lus-o Funcional -

DaATM

ao Desenho do Sorriso

O lus-o Funcional - DaATM ao Desenho do Sorriso
O lus-o Funcional - DaATM ao Desenho do Sorriso

Introdução

A fo rn, a, a fun ção, e a a lteração do s is te ma masti ga tó rio

fu nc io na l co mpreendem uma das á reas de estu do ma is fas-

cinantes. bá icas e importa nte na Odonto logia. A ex pi o ão do desenvol imentos tecnológicos e metodológicos. em

a ume nto na cons- saúde buca l e seu

papel na aúde gera l anunc iam um a nova e ra na Odonto lo-

gia. A lém disso, a união da c iê ncia com a arte promoveu o

mode lo clín ico-cientis ta

na O donto logia. em busca de uma

"Odontologia abra ngente" para os pacientes. As me tas de uma Odonto logia abra ngente inc luem a o tim ização da saúde

a natô mi ca e func io na l. es ta bil idade o rto-

buca l. harmonias

conjunto com mate riais ciência coletiva sobre a

me lho res e um importâ ncia da

pédica

e estét ica na tu ra l. Es tá c laro qu e, para o bte r essas

metas,

o

c irugião-dentista com empo râneo deve se to rn ar

mais que um méd ico do siste ma esto matognático. Ao lon-

o Dr. Dawso n te m precon izado es te co ncei-

to. Especia lmente, a chaves para os resultados previsíveis

no trnta mento fora m expostas em seus tra ba lhos prév ios,

ressa ltando q ue um a fo rm a ser ob ti da e m d etrim e nto à

princípios básicos da Odontologia abrangente que podem

se r aplicados na prá ti ca diá ri a. ind epe nd ente me nte do nível cultural e ex pe ri ênc ia do c lí nico.

c have para um tratame nto bem-s uce-

go dos anos.

me lho rada (es té ti ca) não deve fun ção. Neste li v ro, e le ex põe

O

d iagnós tico é a

d ido. A menos que a lgué m não ente nd a a saúde do siste ma . será d ifici l reconh ecer a d oe nça e desenvo lver um pl ano de

trata mento es pec ífico e baseado e m prin cí pi os. O Dr. Da-

wson fez u m traba lho mag is tra l, o rgani za nd o es te li vro d e

fo rma fáci l de se acom pa nh a r, lógica, co meça nd o com um

exame completo. Cada ca p ítul o está o rga ni zad o d e m ane ira

a melhorar a compreensão do leitor sobre como os com-

po ne ntes inter- re lac io nad os d o s is te ma masti ga tó ri o ftmc io-

nam na saúde. Co m a ajuda de exce lentes desenhos e foto- grafias, o lei tor pode ter um entendimento claro das re lações

a natôm icas importa ntes e ga nhar um a me lhor aprec iação dos princípios ortopédi cos básicos. O texto ex plica nitida-

mente como a disfunção/doença de um componente pode ter impacto sobre todo o sis tema. As seqü elas relacionadas ãs ma loclusões são multi fa- cetadas. Os comprometimentos pode m ocorrer em urna ou mais das inter faces oclusa is, qu e inc lue m: inte rface de nte- dente, dente com as estruturas de supo rte, interface neuro-

m uscula r e/ou inte r face co m a a rti c ul ação tempo ro ma nd i-

bu lar (ATM). Sabe-se q ue a causa pa ra o comprome time nto

ortopéd ico ocorre e m função do estresse mecânico o u sobre-

ca rrega me nt o. Uma vez qu e o desequi lí brio se desenvo lve

no s istema esto ma tognáti co, o pacie nte pode apresentar uma ou ma is das di versas condi ções pa tológicas das desorde n

te mporoma ndibul a res (DTMs). Pa ra desenvolver um pla no

ser específi-

de tra ta me nto indi v idua lizado, o c líni co deve

co em relação ao diagnóstico, reconhecendo que a DTM representa diversas condições artrogênicas e miogênicas. Os sintomas associados a essas condições freqüentemente

rep resenta m um dil e ma d iagnós tico com p lexo para o ciru-

g ião-de nti sta e o médi co. Mesmo qua ndo os fato res causa-

do res são a pa rentes, a imple me ntação de med idas tera pêuti -

ca a pro priad as pode ser dific il. Co nt r ib ui ções im po rtan tes

neste livro re presentam:

1. Esquema de classificação da oclusão.

2. Sistema de classificação para as patologias da ATM.

3. Discussão detalh ada so bre as fo rmas de DT M mi ogê-

ni ca.

diagnós tico, com base no

exame detalhado de todos os aspectos do sistema esto-

ma togná ti co.

4. Tratamento es pecífico pa ra o

5. Reconhecimento de outras causas potenciais. condições

de co-morbidade, fatores perpetuadores relacionados

ou não ãs DTM s.

6. Revisão do exame

por imagem das AT Ms

saudáveis e

com patologias.

A

través destes m e ios pa ra um di agnós ti co

ind iv idu a li-

zado , o le ito r recebe pe rs pectivas ana tô micas. fis io lógicas e neuro lóg icas impo rtantes, qu e certame nte me lh o rarão suas

habilida des diag nósticas.

U ma parte impo rta nte d este livro é a di sc ussão de ta lhada

que re prese nta m os desa fi os restau rado res ma is co-

muns. Cad a um é aprese ntado co m um a d esc rição deta lhada

dos proble mas, d iagnóstico apropriado e conside rações sobre

s um a impo rtâ nc ia, os pe ri go po tenc ia is que

podem surgir no tratamento destes casos também são di cuti-

dos. O tratame nto pós-operatório é delineado indiv idualmen- te. O Dr. Dawson também fo rnece medida o bj e ti vas que ex- plicam os crité rios espec íficos de s uces o.

O Dr. Dawson disse uma vez ··se vocc vai me citar,

o tratam e nto. De

d os casos

me convide". Está c laro que es te texto é a coroação de um

verdadeiro pione iro da Odonto logia e ilustra seu co mpro-

mi sso c m s er um estud a nte e te rno. É raro

e ns in a e estuda de te rminad o ass unto co m

excelê nc ia qu e o prati ca. Ne te li vro , e le co mpartilha s ua a-

bedo r ia, co nheci me nto e

te s ua imin ente ca rre ira,

e o li v ro me rece se r recmn e nd ado

pela seqüência lógica dos capítulos, discus ão detalhada de cada conceito, de acordo com o conhecimento atua l, e pe lo estil o de le itura a mi gá ve l. Es te tex to certamente serv irá de refe rênc ia impo rta nte para aque les que desej a m reconhecer

um indi víduo que o mes mo ní ve l de

as habi lida de qu e a dquiriu duran -

Prefácio

Ex i te uma premissa bá ica que engloba a oclusão, das

ATMs até o de enho do sorri o. Significa que . o dentes são

apena

estão cm equilíbrio com as outras partes do sistema, algo pode entrar em colapso. 1 to significa que, para ser "douto r de dente "ve rdadeiramente. é prec iso ser " do utor em s iste-

ma m astigatóri oº'. e nhum a especialidade na Odontologia

de

pode er prati cada com eficiênc ia no seu ma is a lto ní vel

competência sem um entendimento de como os dentes se relacionam com o resta nte do s iste ma mastigató rio, inclu in-

do as ATMs.

uma parte do sistema mas tiga tó rio e, se os de ntes não

O leitor de te texto deve

• Visão clara de como o

em harmonia.

ter as seguintes expecta ti vas:

s istem a mastiga tó rio fun c io na

• Ente ndime nto detalhado de co mo dizer o que está erra-

is tema não está funcionan-

do

quando alguma parte do

do em pleno conforto e estabilidade longitudinal.

• Um processo especifico para o desenvoh imento de um plano de tratamento abrangente para cada tipo de de-

so rdem oc lusa l. desde a mais s imples até a mais co m-

plexa.

• U ma pro fi ciênc ia co mpree nsível n o diag nóstico e tra- tamento da dor orofacial, incluindo o tratamento das DTMs. Todo cirugião-dentista deve saber disso.

• E li m inação de todo o processo de ad ivi nha ção no dese- nho da maioria dos sorrisos func ionais e estéticos, inde-

pendentemente do ponto de partida inic ia l.

• Informações científicas con fi áve is sobre co mo a nalisa r conce itos clínicos e procedimentos indicados que vio- lam os princípios da harmonia funcional, e que podem

instabilidade. desconforto, dis função ou in atis-

leva r à

fação do paciente.

O Dr. L.D. Pankey escreveu que apenas 2% dos cirur-

Um mes tre tratamento ,

e motivar os pac ie ntes para um plano de tra tamento abran-

giões-denti stas atinge m o estatus de pode faze r a anamnese. diag nos ti car,

'·mestre". pla nejar o

to, enq ua nto . em gra nde parte da literatura, conc lu sões têm

s ido feitas e m falsas premissas. Os absurdos mais prevalcn-

tes na literatura estão na disciplina de Oclusão e na entre Oclusão. ATMs e dor oro facial. É me u obj e ti vo esc larecer

es tes mal-entendidos e mostrar aos

não necessariamente existe um grande mistério acerca da causa ou trata mento das DTMs. Esta situação é abso luta- me nte necessá ri a se o profissional deseja ser bem-sucedido no tratamento do problemas da oclusão porque toda a ná-

li se oc lusa l ini cia-se pe las ATMs. Todo tipo de DTM pode

ser e nte ndido e c lassifi cado hoj e em dia; isso pode ser feito pelos clínicos gerais e deve ser fe ito por qualquer cirugião- dentista que aspira o nível de mestre. Na era da " revo lução

es tética" e da " mud a nça ex tre ma". a

·'desenho do sorriso'' a o utros

bilidade oc lusal é um conv ite à desarmonia. que pode, na-

parte

mais fraca do sistema. Freqüentemente. a parte mais fraca

está representada pe los dente . ATMs ou ambos.

as ATMs, nunca po-

dem ser competentes no dese nho do sorri so ou no diagnóstico

e tratame nto das ocl usões. Os c irurg iões-dentistas que igno-

competentes no diagnós tico

ou tratamento dos problemas das ATMs. Os cirurgiões-dentis- tas que ignoram a relação entre a oclu ão e a posição e condi-

ATMs apenas adivinham no diag nós tico de uma mi ría-

problemas como

quele momento, resultar em disfunção e co lapso na

c irurg iões-den tistas que.

falha e m re lacio nar o que controla m a esta-

fa to res

Os cirurg iões-dentistas que igno ram

ram a oc lusão, nun ca podem se r

ção das

de de problemas vistos na prática diária

o desgaste

fraruradas, dentes abalados, dor nos mú culos da mastigação.

e uma variedade de outras dores o rofaciais. Ma , entend er o

meca ni 1110 que mantém o is tema ma tigatório cm harmon ia traz con eqüência po iti vas além da meta de uma neuromu -

c u latura fi s io lógica. É abso lutam e nte fund ame ntal determin a r

boa parte das decisões que envolvem a estética e o alinha-

me nto dentário, incluindo a po içào e o contorno preci o do dentes a nte riores.

A min ha missão é exc luir a adivinhação que tudo o que

dentário excessivo, dentes sens íve is. re tauraçõe

gente

mas. acima de tudo. executar os serviços necessá-

a

equipe odontológica

deve fazer para

ter uces o na c línica

rios com 11111 nível muito afro

de previs ibilidade 110

s ucesso.

d

iária.

e você estudar as pág inas que

estão por, ir e seguir

A m oti vação primá ria pa ra escrever este texto fo i forn e-

cer condições para que qua lquer cirugião-dentista pudesse se torna r um mestre. o meu papel como c irugião-de ntis ta

restaurador, tenho a oportunidade de tratar centenas de pro-

blemas oclusais complexos e desordens da

ATM. Co mo um

estudante apaixonado pela literatura, tenho a oportunidade

de avaliar os esforços de pesquisa por mais de 50 anos, para

ao encontro da rea lidade c línica.

verificar se a literatura vai

Em muitos casos, ela abre novas portas para o entcndimen-

os princípios comprovado pelo tempo. e liminará a fonte número um da fru stração e do desga te na prática odontoló- gica: a falta de pr ev i s ibilid ade. Atingir aq u e le 11il'e l d e alta

Dr. Pankey fa lou, não é

uma s imples s upo ição. É a meta fundament a l de qualquer

mest:e, e é minha pai ão fervo ro a ajudar, ocê

conl'undir os resultados c línicos porque o alívio

dos intomas pode não igniftcar que um problema já tinha ocorrido. Temo aprendido atravé da ob eí\ ação longitudi-

previsibilidade 110 .rnce so que o

E fáci l

a atingi- la.

Agradecimentos

Fico

a

feli.l

ão

por

que

cx

1s t1re m

e

tan tas

me nt es

a

brilh a nt es e m

compart ilhar

particulam,ente,

no

profi

ti, eram

dis postas

a.

Eu,

conhecimento de

forma tão genero

ob re a análise e tratamento das deso rden s temporoman-

tar agradecida pe-

dibularcs, toda a Odontologia de veria e

la

contribuiçõe

do

Dr.

lark Piper.

lark

é

um cirurgião

ou abençoado por ter entrado

na profis

ão

num momento

em

que

grande

mudança

e

ta\'am

ocorre ndo. A jornada

tem sido constantemente excitante.

Meu

ol hos

fora m abertos pa ra a importância da Oclu-

ão

pelo

Dr.

igurd RamGord muito cedo

uma

meus anos

relação próxima até sua morte.

no

de clínica, e ti ve mos

bri lhante e o mel hor profis!>ional de diagnóstico que eu co-

nheço.

maçõe

o padrão-ouro

para as deso rdens temporoma ndib ularcs. e é um pri vi légio

apresentá-lo neste texto.

tremenda-

ua

abordagens inovadoras para o reparo das defor-

I

ão apenas uma

é

faceta

lark

é

da sua

complexas da AT

ge

nia lidade. O se u sis tema de classificação

experiência de

Atra,

é

de

ig,

encontrei

e

desenvoh i uma

am izade

ma- men te mel horada pelo

eu en tendi mento detalhado e adesão

ra, ilho a com o Dr. Henry Beyron, da

uécia. considerado

aos princípios da

Oc lusão e,p licados aq ui.

Eu tenho apre-

por muito

como

o

"Pai

da

Oclu

ão''.

Ele

empre

foi

um

ciado sua amizade e relacionamento

profis

ional próximo.

fone defen

or das minhas alterações em referência

à

relação

que tem

ido o e

tímulo para mui tas

tempe

tades mentais'·.

cêntrica e guia ante rior, as

e um clinico pen

Uma das gra ndes

im como um gra nde est imulador

foi

o

Dr.

an te.

inAuências em minh a vid a

L.D. Pankey.

o meu primeiro ano de profis

modelo de propósito e um dos meus amigos mais próximos.

Através de

Anderson. Henry Tanner. Haro ld Wirth e tantas outras s upe- restrelas daquela época. que me convidaram para faze r parte

Fu i muit o afortun ado em encontrá- lo durante

ão. e logo ele

L.D.,

fu

i

apresentado

à

Clydc

e tomou o meu

chuyler,

Jo hn

do se u enlllsiasmo

na asce nsão do estatus da Odo ntologia.

O Dr. Pankey foi o líd er dos lí deres. As suas co ntribui ções

Odontologia re cladas com uma

como

tituto L.D.

que muitos outros têm a mesma gratidão que cu possuo.

à

tau radora, Ocl usão e tratamento foram mes-

filosofia

de vida

que ainda afeta

Eu

so u verdade iram ente gra to.

o modo

O

Ins-

nós

vivemos.

Pankey permanece como uma pro va tangível de

Tenh o o lhado no se u mi croscópio durante

e posso testemunhar sobre a integridade dos seus

pecávei

resultados excepcionais. O Dr. Parker Mahan merece um reconhecimento espe-

c ial por tudo o que tem feito pela Odontologia e para o meu

Far-

maco logia no contexto c linico.

co ntri-

buiçõc

reco nhec idas internacional mente.

( Budd y)

contri-

buições

de laborató-

princípios

sólido

e

para o diagnóstico e tratame nto da dor oro fac ial são

amigos ma is próx imos e

entendimento

ua

ci rurgias im-

de

nat0mia,

um

Fisio logia.

1

eurologia

e

Ele tem s ido um

a liado

valoroso.

dos meus

uas

Um

agradec imen to

e

pcc ial vai para

Vemon

ua

hafcr, CDT, pelo

rio.

Ele tem

de uma

eu a poio constante e pela

ta-técnico

o

à

inte rface cirurgião-de nti

s ido

um

dína mo,

incorporando

no

Odon tologia abrangente

laboratório.

ua inAuência tem afe tado mu itos cirurgiõe -denti tas e clí-

O

Dr. Clyde Schu yler fornece u

à

Odo nto logia

os pri-

nicos.

meiros

princípios sólidos da

Oclusão,

e muitos dos pensa-

Lcc Culp, C DT, também

tem

ido

uma

fon te de \'a lor

mentos e conceitos começaram com as sementes plantadas

tremendo para mim e para a Odontolog ia.

Um profe sor e

pelo

Dr.

Clyde.

Fui

privi legiado

em tê- lo

como

am igo, e

inovador mestre, Lee

é

um dos lidere

mai

re

peitado

e m

suas

visi tas ao

meu

co nsultório,

que acabaram

cm

longas

toda a

Odonto log ia.

ou gra to por toda a in formação awa-

noites, são memórias valio

as.

No princí pio da minh a carrei ra, e u pas

ci

hora

incon-

táve is apre nd endo so bre g na to log ia, pa rti c ul a rme nt e com o

Iizada que

especial que deu a e Recrute i di ve rsos

ele me

fornece e

o agradeço

pe la cont ribuição

para

fornecer

te texto. c línicos es peciali sta

Dr. Charles Stuart, ma

ta mbém co m os Drs.

Peter K. Tho-

as

informaçõe

di

poní ve i

mais

atua lizada

ao texto.

O

mas, l larvey Paine,

Eamest G range r, e outros.

O Dr.

iles

Dr. Glenn DuPont. parceiro

ên ior em minha profi

ão, tem

Guichet e eu desenvo lve mos

com o

Dr.

Frank Ce len.la,

próxi ma

até hoje. Sou grato a

eles pelo tempo que passa mos co nsolidando nossas próprias

uma re lação

mui to

que dura

conclusões sobre diver os aspectos da Oclusão.

Em muitas ocasiões, obte r o me lho r pl ano de tratamen-

to em olve graus variados de On odonti a.

inicio da minha carreira foi o Dr. Cla ir McCrcay, e cu ai nda uso muitos conce itos que aprendi , ma is o s upo rte adi ciona l

fornecido pelo Dr. Gcrry Francatti .

O meu men tor no

s ido uma

Odontologia no Ce ntro Daw

tico"

fo nte e contribuição tremenda

inar a lgu ns do

. Co mo Diretor de

o n. e le tem um currículo "prá-

e téc-

taurador

excepcional para cn

conce ito

ni cas mais impo rt ant es.

É um ciru gião-dent i ta re

meticuloso,

s uas contribuições

que exe rce a es té tica

func ional , e desta forma,

. O Dr. DeWitt Wi- a tua li Lação

de

como

e

é

um

à ·

centena

ão muito apreciada

uma g rande

te tex to.

o

Witt

fo nte

de

lkerson tem sido

colaborador de

ci

rurgiõc

-dcnt i ta

tem ensinado

da

fundamento

Oclusão e

Sumário

PARTE I

Hdr monic1 Fune rondl I

Capítulo I

O

Concei to de Odo nt o log ia Comp leta. 3

Capítulo 2

Perspecti,a

na Oclusão e na

"Odonto logia Diária". 11

Capítulo 3

Pato logia Oclusal. 17

Capítulo 4

Os

Detem,i nante da Oclusão. '27

Capítulo 5

A

Art iculação Temporo mandibul ar. 33

Capítu lo

6

A

1usculatura Mastigatória. -15

Capítu lo

7

Re

lação Cên tri ca. 57

Capítu lo

8

Postura Cêntrica Adaptnda, 69

Capítulo 9

Determinando a Re lação Cên trica, 75

Capítulo 10

Tes

te de Carrega men to para Ve rifi cação

da

Re lação mrica. 85

Capítulo 11

Registrando a Relação ntri ca. 9 1

Capítu lo 12

Classificação das Oclusões. 103

Capítu lo

13

Dimen ão Ve rtica l. 113

Capítulo 14

A

Zona

eutra, 13 1

Capítu lo

15

O

Ell\elope de Função. 1-J I

Capítulo 16

Desenho Funcional do Sorriso, 1-19

Capítulo 17

Gu

ia Anterior e

eu Relacionamento

com o Desenho do Sorri o. 159

Capítu lo

18

Res

taurando os Dentes Anteriores

 

Inferiores, 177

Ca pítulo

19

Cêntrica Longa, 1 9

Cap ítulo

20

O

Plano

Oclusa l. 199

Capít ulo

21

Oclusão nos Dentes Posteriores, 207

Capítulo 22

Simpli fica ndo a ln trumcmação para Aná li se e Tratame nto Oc lusa l, 233

PARTE li

Ül'>ÍUllÇdO 257

Capítulo 23

Diagnóstico Diferencia l das Desordens Temporomandibulares, 259

Capítulo 24

Desordens Oc lusomuscu lares. 265

Capítulo 25

Desorde ns l ntracaps ulares da ATM, 277

Capítulo 26

Classificação das Desordens lntracapsulares. 307

Capítulo 27

Capítu lo 28

PARTE Ili

Exame por Imagem das ATMs. 321

Bruxismo. 333

TrdtdlllPn

Cap ítulo

29

Requisitos para a Estabi lidade Oclusal.

 

345

Capítulo 30

Re olvendo os Problema

Oclusais

Através do Plano de Tratamento

Programado, 349

 

Capítulo 31

O

Enceramento Diagnóstico. 365

Capítulo 32

Placas Oclusais. 379

 

Capítulo 33

Ajuste

Ocl usa l. 393

Capítulo 34

Odontologia euromu cular:

 

Instrumentação Bioeletrônica. 419

Capítulo 35

Re olve ndo os Oclu ai. 429

Prob lem as

de Desgaste

Capítulo 36

Reso lvendo os

Problemas do Trespasse

Vert ical Profundo, -153

 

Capítulo 37

Resolvendo os Problemas do Trespasse Horizontal Anterior, -l67

Capítulo 38

Resolvendo os Problemas Aberta Amerior, 479

de

lord ida

Capítu lo

39

Tratando as Oclu õe Topo a Topo. -193

Capítul o

40

Trata ndo

os Dente Ante riores

 

E palhado

ou

eparado . 501

Capítu lo

it

Tratando o Paciente com Mordida Cruzada, 5 13

Capítul o 42

Capítulo 43

Capítulo 44

Capítulo .is

Capítulo 46

Capítulo -'7

Tratando o

Dentes

pinhado . lrregulare

ntcriores ou Travados, 525

evero Rel acio nament o lntermaxila r. 5-17

Usando a Cefa lometria para a náli e Oclu ai, 565

Re olvend o o

Problema

de

Tratamento Pó -operatório do Pacientes com Terapia ocl usal. 577

O Futu ro Tecnológico para a

Resta uração Ocl u oi. 5 1

Critério

Oc lu ai, 595

para o

uce

o no Tratamento

Parte

Harmonia Funcional

Parte Harmonia Funcional
Parte Harmonia Funcional

Capítulo

1

O Conceito de Odontologia Completa

Capítulo 1 O Conceito de Odontologia Completa -- PRIN CÍPIO --- A m eta fin al

--

PRIN CÍPIO

---

A m eta fin al para ca d a pac iente deve se r um a sa úde susten táve l em

to d o o si stem a m as t i ga tó r i o.

Func ionJI

4 Parte I

H,1m10111J

istcm cm problemas que

imediatas. Fstas con

lmp licaçõe

estão no estagio all\O da doença ou deformação progrcss1-

l OLOGIA COMPLEl A

000

fator causador para a dor ou

ou desordens que são um

, a.

uma preocupação ho-

A filosofia defin1L1,a que e:\emplifica

e os desordens nesta categoria não são

para o desconlorto.

pode ser resumida cm uma pal ,n ra :

nesta para os pac1cme

postergar o

é que

a implicação

como prioridade.

tratadas

tratamen to resultará em um problema maior e mais comple-

completa.

de Odontologia completa sempre

A adoção do concc110

s1tará de 5oluçõcs mais

ou no aumen to da dor. ou nece

xo.

plano. pois ela di.t qut.: cada pa-

coloca o paciente cm primt.:1ro

po s1b1-

demoradas e mais complicadas, como

a

onerosas. lidadc de os re

e um entt.:ndimcnto

ciente e dctl\ o para um c:\ame completo

serem tão

ultado · no tratamento tardio não

também re-

que de, ena ser tratado. e

claro de cada problema

nu atenção imediata .

seriam alcançado

bons como os que

dentária tem uma grandt.: chanct.:

conhece que cada desordem

Tais decisões não podem apenas ser baseadas naquilo que o

que , ai aumentar os pro-

pmgrt!.1.1i1·a.

de ser uma de ·ordem

requerem uma busca

··ctesejo", poi

paciente entende como

blemas e não detectada e tratada cm um período ra7oá, el.

cientes.

gera lmen te não estão

con

inais. que os paciente

por

percebam a nece -

não

E .L:\10111n11co que os pacientes

do dano ocorrem antes de os sin1omai:,

ercm

inai

já que os

entendem claramente quais

·e não

de

tratamento

sidade

percebidos.

ito primário do

o propó

é

e!ilàO pre

ente

problema

. o que

pacientes não po-

e sobrt.: i to: o

la

e.xame completo.

pen

de problemas que

consi

tem

Esta ·

tardias.

lmplicaçõe

obre

, erdadciramente consciente

dem tomar uma deci

ão

er postergados sem

poderiam

er tratados, ma

arão

prt.:ci

imp/1carõe1

que pos am entender a

o tratamento. n meno

ad iamento

O ca usar problemas mais complexos, e

por um

o

período.

determinado

tratar cada problema em

não

de

bem-

ultaria em tratamento meno

período r.voá, el não re

implicações com

egurança.

clmicm, não podem pre, er a

problemas com implicação imediata podem

·ucedido. Algun

tigatório.

i tema ma

uem conhecimento do

se eles não po

pela intervenção con ervadora que interrompe ou

ser adiado

. as artic ul ações

dente

que inclui o relacio namen to entre o

ta eja tra-

ão da de ordem. de modo que e

retarda a progre

culo , e os tec idos de

Is). o

(AT

tempo romandibulare

terior.

tada eficazmente num momento po

e efeitos

u te111açào. além de urna imagem clara da

cau a

doenças oc lu ais.

da

ão in-

opcional. E ta

trata mento

lm plicaçõe

para o

·ão problema

. mas não

eriam imere · ante

dicaçõc

que

I Examinando com um "Quadro de Implicações"

ejam tratado

o caso não

i,

que levam ao dan o progrc

.

com o propó ito

laurações cos mé 1ic a s realizadas

a pe na

fun- re

Urna que tão-chave no exame odont o lógico completo

é

Uma

ta categoria.

de melhorar a e tética enq uad ram-se

nc

io-

relação pacien te-profi

damental para a integridade da

e in

inais de es tabilidade

ta-

do

cuidado a

ob crrnção

sistema mastiga-

os cornpone11tes do

que todos

··será

nal:

deci

ão

ante

o de

do proce

é uma parte critica

bi lidade

Isto requer uma aná lise

11ste111á1•el'!"

saúde

á ri o

tório

é nece

o tratamento não

possuem

de info rmar no paciente que

de não tratar a lguma

partes

imp li caçõe

para detcm1inar a

ignifica que o

não

longo prazo,

aúde a

o que

uma

as para

. Res ponder a es

ordem ou patológica

que estão em de

é apropriado. e

feito puramente pe la e té ti ca não

tratamento

ame nta l de um exame co m-

tões co nsti tui a pedra fund

pacientes

que

er honesto com o

a e,periênc ia tem mostrado que

é também a mola-me tra para formu lar qual tipo de

pleto e

ário raramente impede

é nece

obre o qL~c é ótim?

e o que

tratamento de,·e ser iniciado. o que de ve ser postergado.

e O

para melhorar

que o paciente acene um tratamento e tetico

pode

sário para sa h ar o den te

, ma

que pod~ não ser nece

ua aparencia.

er deseJado para melhorar a estética.

e longo pra.ws de cada

implicações a curto

. Entender as

D\ ODONTOLOGIA COMPLETA

r as pri ori-

tipo de desordem dentária é a base para estabelece

OBJETIVOS

é uma infonnação esse ncia l usada para

dades no tratamento , e

e identifica todo

é abrage ntc

odontológico

O pacieme

segmentado" para

que Um_ e.,ame

e _cabelecer o tratamento

deterio-

os ~atores c~pazes de cau ar ou contribuir para a

ua totalidade.

exten o em

nao proceder ao tratamento

con trapartida,

fun ção ora l. cm

11e10

aude ou da

da

r.açno

deterioração atirn

inal de

e:\por cada

e não

e c,,,nplew_

I Tipos de Implicações

não se

Um e,ame co mpleto

ti gatório.

de?~ro do

I tema ma

inn is

e sempre

intom.a

qua

• porq ue o

apo ia apenas

n_os

em oi, er uma ima-

Todoi:, cirurgiões-dentistas precisam de

E re

do c,aminador

precedem o obscn ar os

·

·

nb1lidade

I oma

pon

tema mastigat ório es tá\el e

111

um si

gem clara do que significa

.

antes de e le

causarem

inai da deterioração

ustenta, cimente saudá, el ; não ape nas os dentes. mas todas

de

em oh cr p lano

c l de

Í\

é po

. a fom, a.

De

pro blemas.

cada parte do

as partes do siste ma. Em um e,amc co mpleto,

dos

o timi za t.la

ili dadc

, i a m um a s u tc n1ab

1ra1a mc nt o

sina ·

q ue

,erificar se e,istcm

sistema deve ser anal isada para

1

dentes e da

ele objetl\OS e · pecifkos

t

e t

,- is

de ordem ou di s r

ru uras te supo n c.

.

s intomas que indi ca m doe nça,

Se ou

de, cm estar no tra tamen to do pacicmc :

un çao.

d

. 1

q

for obse n ado

à saúde

cm

es, io em relação

ua quer

e o tratam ento

a cha, e para o diagnóstico

qual~uer parte.

1. Aus.::ncia de doenças cm toda

do s istema

as estrutura

estara ~irctamentc rela~ionada às implicações de não tra tar a

mnstigatorio

desor?cm em tempo hab il , ai:, qua is podem se r cl ass1 fi ca das

Pcriodonto sa ud,h c l.

cm trcs llpos

3.

T Is está, eis.

Capítulo 1

O Conce.110 df> Odontologia Completa

5

4. Oclusão está\el.

5. Dentes saudheis.

6. Função confoná,el.

7.

E

tética otirninda.

O

estabelecimento de as metas é a base da Odomologia

completo. e com um objetivo claro o suficiente. ele pode e de làto dcl't! ser, isualizado. Uma regra interessante é não iniciar

o tratamento até que o resultado deseJado seja claramente \,i-

suali1ado, quando o clínico tiver uma idéia clara sobre como cada tecido parece e age quando está saudável. não haverá um quadro de referência para saber qual tratamento é necessário ou se o tratamento é bem-sucedido quando ap licado. Objeti- vos claramente definidos dão propósito ao plano de tratamen- to e o tomam altameme direcionado. e quando tais objetivos são preenchidos. a conseqüência será o preenchimento de ou- tro objetivo essencial para a estabilidade e o conforto a longo

prazo. Isto se traduz em uma 11euromusculoturo pacifica.

Quando todo o sistema mastigatório está saudável e exis-

te hannonia de forma e fun ção, e as relações são estáveis, o

tratamento pode ser considerado completo. Além disso. as

necessidades estéticas. incluindo o melhor desenho funcio- nal do sorriso. também podem ser preenchidas porque todas as diretrizes para um sorriso naturalmente belo dependem da mesma harmonia de forma, a que é necessária para a har- monia da função.

a análise de qua lquer diagn óstico oral, cada um dos

objeti, os citados de, e ser avaliado em relação à sua obten- ção. e a a, afiação não será falha se as ra::ões para a relação emre forma e função sejam entendidas em conjunto com a natureza de causa-efeito na relação saúde x doença. Esse

tipo de análise elimina a dependência de um tratamento empírico ou que os pacientes atinjam resultados-pad rão. Existem muitas dentições saudáveis estáveis que não se en-

nas médias. não são oclusões classe J. e não viola m

as diretrizes tradicionais normais. Tentativas de '·corrigir" essas dentições geral mente resu ltam em fracasso, e a har- monia existente entre a forma e a função pode ser prejudica- da pelo tratamenLo, mas tais enganos podem ser impedidos,

e um alto grau de previs ibi li dade pode se r desenvo lvido se

os objeti, os do tratamento forem baseados na premissa do •·porquê·· em vez de ··como". Existe uma razão compreens ível para cada pos ição, co n- torno e alinhamen to de cada pane do sis tema estoma togná ti- co. e sempre existe uma razão para cada posicionamento da borda incisai. cada contorno labial, cada contorno lingual e cada posição da ponta de cúspide, como também ex is te uma razão pela qual alguns dentes tomam-se abalados e outros sofrem desgaste. e uma pela qua l as ATMs doem. porque

os músculos da mastigação tomam-se dolorosos. e porque os dentes tomam-se sensíveis, e ainda uma razão pela qual cenas oclusões permanecem está, eis e outras não. Tratar o

sem tratar a ca usa. raramente, fo rn ece um resultado

efeito

contram

sausfatório. e quase nunca é necessário. Cada diagnóstico ou decisão de tratamento de, e ser feito com base no entendimento das raLões do problema. e nas razões para o tratamento. Todo tratamento deHi ser consis- tente com o obJeu,o de fornecer e manter o n1vel mais alto de saúde oral posshel. A eliminação total dos faLores causa-

dores até a reversão completa da deterioração nem sempre c possível. e os problemas de a lguns pae1enles são tão se,eros ou estão muito adiantados para se esperar um retorno com- pleto à saúde ideal. Mas o grau de eliminação das cau.w, da deterioração estará diretamente relacionado com o no· o grau de sucesso na transformação de bocas doentes em bo- cas sa udáveis.

I Causas da Deterioração

As doenças dentárias raramente são uma entidade única. Quase sempre res ultam de uma combinação de fatores. pois

o mesmo insulto causador pode produL1r uma vanedade de

respostas em função das diferenças na res istência do hospe-

deiro. e a resposta também pode ser alterada por variações na intensidade ou na duração do insulto. algumas "ezes de

ta l form a que um conju nto de si ntomas totalmente diferentes

pode resultar da alta imensidade do mesmo fator causador. Já que si ntomas si milares podem resu ltar de causas di- fere ntes, e uma variedade de sintom as pode resultar do mesmo fator ca usador, o trata mento apenas dos sintomas geralmente

representa um tratamento a curto prazo. É sempre vantajoso determin ar a causa dos sinais e sintomas; se o insulto causa- dor pode ser completamente elim inado (como a sobrecarga ocl usal em um dente abalado e dol oroso co m uma restauração '"alta"). a resposta adaptativa normal do organismo deve tra-

zer confono e hipermobilidade reduzida quando a sobrecarga for elim inada. É cla ro que a inda pode se r necessário reparar os tecidos danificados. mas isto pode ser feito com uma chan- ce maior de sucesso a longo prazo no tratamento. Muito da confusão sobre a relação causa-efeito resu lta da

fa lha na diferenciação entre os fatores caw,adores e os con-

tribuintes. Um fa tor contri buinte por si só não causa

ao contrário. ele diminui a resistência do hospedeiro ao fator causador ou aumenta a intensidade da função ou tensão. Os fatores conLribuimes podem diminuir a resistência bioquími- ca do hospedei ro ou au menta r a intensidade bioquímica, e a resistência pode estar diminuída em determi nado tecido ou em todo o s is tema. Geralmenle. o elo mais fraco entra em co- lapso. po is a gra nde s usceti bi lid ade à doença oco rre quando um fa tor causador está presente no hos pedeiro com estresse aumentado e resistência diminuída. Tanto os fatores causa- dores como os contribuintes devem ser cons iderados quando

se opta por um tra ta mento, mas a abordagem mais efeti "a é priorizar aos fa tores causais diretos. Tentat ivas de aumentar

a resistência do hospedeiro e diminuir o níveis de estresse

devem ser colocadas em perspectiva como terapia adjunta. Usaremos um caso simples para mo~trar como um fator causador direto simples pode produzir vános sinais e sintomas. dependendo de como cada paciente responde. Em um paciente sa udhel com dentição perfeita. obser- ve a , ariedade de respostas que pode ocorrer se uma única res tau ração al ta com uma interferência dcíletiva na vencnte do segundo molar. E,istem muitas maneiras diferentes por meio das quais os pacientes podem responder ao mesmo fa- tor causador ( Fig. 1-1 ):

doença,

1. O denll! pode se tomar sensí,e l aos estímulos frios quente~.

ou

6 Parte

I HJrmo111a Func ional

dos os s1na1s e s1 .·ntomas prc, iamente listados

. podem

.

.

.

fi

~

o d.

direto do me

làtor

cm1.rndor.

a inter e-

mo

ulta, i°no se ,undo molar.

s: r ~re

Na verdade. nenhum dos

ren c 1a oc lu sa

g

c,111w1·a

osta

, re

o pro-

.

fatores

cm1tnlna11tes

que altera,a a

I ai

deílct1,o )

p

blema

e o insu lto causador

(o contato

oc us

.

.g ido ante do dano irreversível,

todo

r

s1_nt~m~s

o

,

1osse com

r 's1stcncta

apareci ºd

m quai quer a teraçoes

1

-

tenam de

na

.

e

o

se

.

do ho

pedeiro ou nos nhei

de estre

se e~o~1onal.

.

d o

I o pedeiro

i a umca , ana,el.

não

1ste nc1a

as

.

.

re

1

vanaçoes na in en s· i dade da função podem alterar

t

-

posta

a re

.

.

'

1

1

' tº

mo tipo de interferenc1a oc usa

.

0 me

de modo

d rama

1co.

pode pas ar completamente de

.

aperc:bi~a em um ~ac1entc

muito relaxado.

que não possu i tendcnc1a

bru,1smo. O

ao

la boca ou outra pe

soa que dorme com a boca

que respira pe

.

aberta terá pouco

.

ou nenhum dos si ntomas

citados po~q~e

e se ou dano na au ência de contato dentano .

t

-

nao ex iste es r

.

A

ob coação pode começar a

me ma pes oa

apertar ou ran-

ger. colocando o

cu los em sobrecarga oclu

ai.e em um

adrão de fuga que produz

si ntoma

nos dente • musculos e. .

1

p po

si,e lme nte, na

-

art1c u açoes.

.

.

.

Ape ar da comple xidade

do conceito de multtcau

al~da-

de.

ainda

é possível simplificar nos

a abordagem ao

d_iag-

nó tico e plano de tratamento, se

entend:rmo

como o . 1ste-

ma mast iga tório foi desenhado para

fu ncionar.

o ca~1tulos

seguinte , você aprenderá como todas a

partes do s1~t~ma

FIG.

1·1

Int e r ferência defleti,a no H!r!Cnte do seg u~d ~ mo l_nr pode

e tão relacionada

desenho

funciona l

em

log1~0.

tão

um

O fator causador primário que resulta

ser

em mu11os sinais e s intomas

que será aparen te quanto

exi

tir um

dese~uilíbrio

fu~c 10-

diferentes no sistema mostigotório.

nal.

través do conhecimento de como o s istema íunc1 ~na ,

e rá ób, io o que es ti Yer errado quando

o si

tema ~ão

~un:

O dente pode se tornar doloroso

ligação.

à ma

cionar corretamente, causando cstres e

,

dentro de

1. ao e

3.

O dente pode se tornar

abalado.

po si

e l eliminar o e

tresse completamente, ma

o pla~o de

O dente pode ser desgastado

4.

excessivamente. tratamento de, e

er emprc direcionado para a reduçao do

mandíbula pode ser defletida

5.

A

ao redor da interferência

e tresse no nÍ\ el não destruti vo.

e certificar-se de que todo o

para outros dente

, que podem e tornar abalados.

sistema está cm equilíbrio

é a mera da Odontologia.

6. Outros dente

podem

ser desgastados

a É

à medida

muito com um culpar o

que

es tresse e111ocio11al

por muita

mandíbula é defletida para a frente.

de ordens que, na verdade,

são cau

ada

pelo de equ iIíbrio

7. Outros dentes podem se tomar

hei

à medida que

en

estrutural.

cnhuma da

já li

tada teria ocorrido

po ta

rc

são traumatizados no final do desvio.

se a ve rtente deíleti,a no dente "a lto" não estive

e presen-

8. Odes, io fo rçado da mandíbula pode

deixar o

mú sc ul os

independentemente do e

te,

lado emocional do paciente,

o

da mastigação doloro amen te hiperati vos. ou até me mo

ignifica que o estre se emocional

que não

não po

a cau-

causar espasmos.

sa r dor ou de conforto. O importante

é que

é po

ivel i olar

O tri smo pode resultar

9.

de uma mu c ulatura com e pa

estrut urai

da

· as ca u as

dor ou

da

di fun ção

e corrigi-la ·.

mo.

e o tratamento

limitado ao

e

al i\ iodo.

intornas pela

dor es d e cabeça d o tip o ten são pode m se de

I O. As

cnvol- med icação,

a de

armon ia estrutu ral con tinua a deformação

, er.

iva dos dente

, da

articulações e do · tecido

progre

de

A combi nação de nt es e mú sc ul os dol o rid os,

11 .

u-

e as dore s

ex periência tem mo trado que, quando

porte.

a dor ou a

de cabeça podem cau ar estresse

e tensão.

di s fun ção

el imin adas,

são

Ire

·e e moc io nal

é

a li via do

o e

A ten

12.

ão e o estres

podem

lc, ar à dcpre

e constante

· em muitos pacientes, e ao

ico

o e tre

que parece.

e p

são.

o-

cial é fruto e não cau ·a da dor orofacial.

A combinação

13.

da

musc ulatura

se m coorde nação e ela

O pac ientes pe rde m o dentes

de dua · forma

po r co lap- s implc

:

mandíbula defletid a podem co ntribuir para um desa rran-

so do

dente · ou da

truturas de

uporte. Por mai

e

jo

có ndil o/disco.

e exc lui mio

as de

que possa

orden

oa r.

ncoplá

ica · e a

O deslocamento

14.

e, ent ual

do

disco

pe la hiperati, idade

condições patológicas específica

, apro,imadamcntc

cada

da musc ulatura masti gatória

cm coo rdenação pode ini -

e feito deteriorador no

dente

estrutura · de suporte

o u na

ciar uma compressão dolorosa no

tecidos rctrod iscais.

prove m diretamente de um ou dois fatore

adores:

15.

As alterações

cau

artríticas

dcge ncrat1, as

na AT

I pode m

tra7er deslocamento do disco e perfu ração subseqüente

1. Estresse pro, cniente do microtrnumatismo

ou lesão fí,1-

dos tecido~ retrod isca is.

ca (macro iraumat ismo).

16. Todos os itens anteriores.

t-. l icrorga nismo

• incluindo a

doença

gc ng1\'ai

de ori-

17. Ne nhum dos itens anteriore

s.

gens ba1.:tcriana,, ira i ou fún g1ca.

o res ul-

o tra-

tamento da de.,armonia oclusa l serão detalhados nos outros

tado da -.obrecarga oclusal

O c-.t rcsse prO\cnicn te do

ma crotraumati smo

é

(o

diag nóstico

e

repetida

cap11ulos).

.\

medida

que os

fatores

da sobrecarga

oc lusal

·ão

e ntend idos

e a

e, 1dê nc ia dc s truti, ·a da

doe nça

oc lu sa l

e mdhor reconhecida, sem pre e,iste uma tendência em m1-

11im11:1r ou tras ea u

as de deterioração igualm ente importan-

tes. O pape l dos mic rorganismos

nw\lma

trotame nt o.

cm todo o

c:-.amc

cmpre de, e ter prio rid ade

de

odonto lógico e

no protocolo

I O Papel dos Microrgani-.mos

ão ha

dú,

ida!-. de

que

a

eliminação

da placa

bacteriana

e

para a ma nutençã o da

crobia no

da

uma

hmpc,a detalhada do

essenciais

aúde buca l. Os produ tos tóxicos mi-

de cárie através mas causam tam-

upone

sulco gengi, ai

são

ác idos não apenas cau am lesõe

de calc,fieaçào da superfície dentária,

mole

e

bém inflamação nos tecido

destruição

ao

ó

eo.

Odonto logia não pode

cr cons iderada "comp leta"

se

folha cm eliminar e te importa nte fator cau

ador.

<)ualquer wndiçào que impeça uma limpe,a detalhada de qualquer superlic1e dentária ou de qualquer porção do sul-

co de, e

er con iderada um fator causador que pode lc, ar

à perda dentária.

Capi tu lo

1

O

Conceito

cll'

Odontnlo1,;1c1

Com plPIJ

7

aquém da s ustemabi lidadc a longo prato. que pode ser obti-

da quando as

ser ilusorias. pois

o

ser impres-

s ionantes. mas anos de observação cuidadosa quase sempre

mostram uma situação diferente de colapso progressivo se

ambas as abo rdage ns

quando

há uma co mb inação do s fa tores penodon tal e oc lusa l.

ocl usa l como

forças oclusais e:-.ccss l\ as são rcdutidas.

a

curto

prato podem

As

me lho ras

resu ltados

q ue podem

pela

ser obtidos tanto pel o tratamento

placa podem

são

igno radas

el11ni nação de

de tratamento

pode transfor-

mar uma ge ng iva cdcmatosa e com sangramento num tecido

de aparê nc ia sa udáve l. Alé m di sso. o ajuste oclusa l pode me-

Um programa

de

hi giene

bucal específico

lhorar muito o conforto dos den tes. e até mesmo eliminar a hi-

permobilidade. Mas tal me lhora pode ser ilusó ria se, embaixo

dos tecidos de aparência saudável. existir uma lesão intra-óssea não tratada. e não importa o quanto a gengiva pareça saudável.

osso a lveo lar e das estruturas pcriodomais

con tinua rá se todo o sulco não for limpo. A aparência exte rna

sa udá, el produz uma sensação fa lsa de segurança, enqu anto a

deterioração continua na intimidade da lesão.

o quanto o controle de placa seja meticu-

a dete rioração do

ão importa

loso, mes mo se combinado com um tratamento oclusa l per-

feito, isto significa uma Odontolog ia incompleta se existem

lesões profundas ca pazes de uma dete ri o ração contínua .

I Traumatismo Oclusal e

Formação de Bolsa

ada

como uma boca "saudá ,el"' que

possui

dcpó

itos

Apesar dos padrões de mobilidade extrema que podem

ser

e'\lenso

de

placa bacteriana. contanto

que

a

ma

sas

de

causados

pela

desannon ia oclu

ai.

é

du, idoso que

o trau-

microrgani mo

e tejam pre

ente

.

o colap

o progressivo

mati smo oclusal

possa causar aumento na profu ndidade da

dos tecidos de supo11e

é

quase inevitá, e l.

A única , ariá, e l

bolsa. a menos

que a inflamação esteja presente dentro do

é a ta,a

de deterioração.

que pode

, ariar de paciente para

sulco. Se a inserção conjunti, a csti,er 111Lacta. e c,isLe os o

paciente

ou

ali.:

de

dente

para dente

na

me

ma

arcada. A

de

suporte remanescente

suficiente,

me mo

os dentes com

re

po

ta

do

tecido

ao

produtos nocivos da

co lônias

m i-

mobilidade severa podem ser traz id os à co ndi ção fi s iológ ica

crobiana

depe nde da re

i

tênc ia geral do ho pedeiro

e da

por meio da correção da oclu ão.

Com uma higiene meticu-

re 1stência de áreas específicas que estão sujeita

mi crobia nas.

às to,inas

1esmo

em

uma

dentição coberta

pela

A des- ser se- ou pan e

que a imensidade do ataque micro-

un iformemente

ser desiguais.

placa,

tru

ição

seu

os defeito

de trnth os podem

pe ri odontal ao

outro

uporte ós eo.

e a me

redor de algu ns dentes pode

podem

ma nter todo

ma ao redor de todos

os dentes.

de nte

, era. enquanto

do

biano é qua

ha, cr uma di l"êrcnça entre os dentes na resistência à

de, e

to,inas

na intensidade do cs tres e ocl usa l.

m1crob1ana . e a diferença nesLa resistência geralmente e

relacionada as diferença

É um achado clínico comum que o gra u de de

seJa diretamente proporcional

em

intensidade

e

truiçã o óssea

direção à

obrccarga oclusal em cada dente.

lmbora pareça ha, er uma relação clínica e ntre o estre -

lo a para manter o sulco sem placa.

impedida. Lindhe

que

a inflamação pode ser

co nclus iva mente

tipo alternado, mesmo com

e

yman

1

do

mo traram

o

traumatismo

ocl usal

um periodonto de suporte con idera,clmente reduzido. não

ca

do s ido

usa uma destruição posterior do aparel ho de inserção, ten-

pela placa. En-

induzida pela placa

mais progressi, a da

e liminada

a periodontite

induLida

tretamo, a combi nação

e

do traumat ismo oclu

da pcriodontite

ai

ca u a pe rda

inserção co njunti rn do que no

dent e

nã o traum a ti zado

.~

Ob

ervações clínicas e dados científico

à

relação entre as

Ludo

tram

que

recente

têm da-

oclusais e o

do credibilidade

dano periodontal. cm e

se exis te uma as oc 1ação ent re o Lraumati

n odon11te~ mo

va.

obrecarga

comparati, o

ha, er uma

para detenninar

a i e a pe-

definiu-

com uma combinação de mobilidade funcional e

mo oc lu

ligação

parece

Dente

e

oclusal

e

a

quanudade de

da no

mic robia no.

o

es tre sse

alargamento do e paço do

ligamento periodontal

mo traram

oc

lusal não e um

fa to r necessário no

dan