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Transmigrações Interplanetárias

"Não turbe o vosso coração. Crêde em Deus, crêde também em mim.


Há muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito;
pois vou preparar-vos o lugar. E depois que eu me for, e vos aparelhar o lugar,
virei outra vez e tomar-vos-ei para mim, para que lá onde estiver, estejais vós também."

( João, XIV: 1-3.)

"A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os


mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos
Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu
adiantamento.

Enquanto uns, por exemplo, não podem afastar-se


do meio em que viveram, outros se elevam e percorrem o
espaço e os mundos. Enquanto certos Espíritos culpados
erram nas trevas, os felizes gozam de uma luz resplandecente e do sublime espetáculo
do infinito.

Enquanto, enfim, o malvado, cheio de remorsos e


pesares, freqüentemente só, sem consolações, separado dos
objetos da sua afeição, geme sob a opressão dos sofrimentos
morais, o justo, junto aos que ama, goza de uma indizível
felicidade. Essas também são, portanto, diferentes moradas,
embora não localizadas nem circunscritas."

(Extraído da obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap III - Allan Kardec)
"Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os espíritos
endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe perturbações. Deus permitiu que eles
aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegando o
momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem que
ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e
desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se
achavam em condições de aí receber. Serão exilados para mundos inferiores, como o
foram outrora para a Terra os da raça adâmica, vindo substituí-los espíritos melhores.
Essa separação, a que Jesus presidirá, é que se acha figurada por estas palavras sobre
o juízo final: "Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda".

(Extraído da obra "A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo" - Cap. XVII
- Allan Kardec)

A evolução é o motivo de nossa existência e bem como da existência de tudo que nos
cerca, em qualquer plano ou dimensão em que o ser se encontre. É na “Casa do Pai”, o
Universo em que vivemos, que encontramos os instrumentos e as situações através dos quais
nos é possível assimilar o aprendizado necessário à nossa evolução.

Em cada corpo celeste, em cada ser, em cada microorganismo e em cada átomo que
compõe o Universo, existem, intrínsecas, lições a serem aprendidas pelas consciências que nele
transitam, para que possam, através da aplicação destas lições em suas existências, transformá-
las em sabedoria, o que realmente impulsiona a evolução destas consciências.

É a busca da transformação de nossa própria natureza primordial, simples e ignorante (de


falta de saber), conforme criados por Deus, para a situação de seres dotados da Sabedoria
divina que nos move em nossa caminhada evolutiva.

Esta transformação é gradual, e para que ocorra, necessitamos do movimento que só o


próprio Universo, de acordo como foi criado por Deus, nos pode oferecer. É na infinidade de
formas existentes nas mais diversas dimensões que o compõem que encontramos os
instrumentos que nos podem proporcionar o aprendizado para nossa caminhada evolutiva, até o
momento em que transcendamos mesmo a necessidade da utilização destas formas.

São os mundos e as formas de vida que os habitam instrumentos utilizados pelas


consciências em sua busca pela transformação e pelo próprio progresso. Como instrumentos
que são, devemos por eles caminhar e utilizá-los com a leveza, o respeito e o desprendimento
que nos possibilitará o acesso imediato ao próximo nível (mundo, dimensão, plano, etc.) assim
que a natural evolução universal a ele nos chamar.

Por vezes, porém, no decorrer da caminhada dos seres, ocorre de se desenvolverem laços
de apego à determinada forma ou estado consciencial momentâneo, quando passamos a
desenvolver e alimentar, além do próprio apego, limitações outras (a falta de moral e todas as
falhas de caráter como por exemplo o orgulho, o egoísmo, a luxúria, a inveja, o ódio, a
desonestidade, etc.) que nos mantém na situação com a qual nos identificamos, o que,
conseqüentemente, nos desvia a atenção do caminho certo a seguir, temporariamente
atravancando nosso progresso.

É baseado nestas limitações que passamos a forjar um mundo próprio, ilusório, na


medida em que é composto por nossas próprias e falsas formas mentais, falsas por serem fruto
da intenção de prosseguirmos alimentando estas limitações. Estas formações mentais ilusórias,
somadas às emitidas por outros irmãos que também se encontram no mesmo errôneo padrão
mental, passam a dar forma àquilo que chamamos de "Ilusão", ou seja, um mundo próprio,
desequilibrado, onde passam a interagir todos aqueles a ele sintonizados através dos mesmos
tipos de limitações que carregam e das quais não se convenceram ainda que devem esforçarem-
se por livrar-se.

São os Mundos, portanto, as moradas nas quais podemos prosseguir em nossa caminhada
evolutiva de forma reta, ou, dependendo de nosso livre-arbítrio, onde também podemos forjar
nossas próprias limitações e ilusões e onde, conseqüentemente, teremos de nos libertar delas,
mesmos que, em muitos casos, através da dor e do sofrimento, como é comum observarmos nos
Mundos de "Expiações e Provas", que é a categoria em que ainda se encontra o planeta Terra.

A renitência em determinadas atitudes mentais e padrões comportamentais errôneos,


temporariamente nos distancia do caminho certo, o caminho no darma, sendo que, enquanto
assim permanecermos, estaremos nos sujeitando ao karma, a lei de ação e reação, à qual está
ligada aquela que podemos chamar de lei das Transmigrações.

Esta lei, porém, não se verifica apenas cumprindo o destino de seres que se estagnaram
em seu progresso, mas também quando ocorre uma evolução maior do que a média do
ambiente, o que possibilita ao ser que a conquistou, o acesso a níveis superiores de consciência,
e, dependendo de sua própria vontade, a ascensão a mundos mais felizes e equilibrados.

No Universo, tudo se transforma, tudo se renova, sendo uma das leis que cumprem a
Renovação Planetária a lei da Transmigração dos espíritos, os quais, necessitando o
cumprimento dos próprios karmas contraídos devido ao mal uso do livre-arbítrio, muitas vezes
precisam se deslocar a outros campos de trabalho, outros mundos, onde poderão, se assim o
desejarem, prosseguir em seus falsos padrões comportamentais, ou, gradativamente, e
dependendo dos próprios esforços, se reabilitarem, fato que se verifica também para facilitar o
progresso daqueles que já optaram por usar corretamente o livre-arbítrio.

São os constantes movimentos de Emigrações e Imigrações dos espíritos que enriquecem


e impulsionam o progresso dos mundos e das consciências mais novas, que muito ganham com
a chegada em suas moradias planetárias de irmãos para lá exilados de orbes mais adiantados, ao
menos intelectualmente, na escalada evolutiva. Para ilustrar este mecanismo, podemos recorrer
à nossa própria memória espiritual, onde podemos encontrar vivas as lembranças dos exílios
pelos quais passamos e que no planeta Terra aportaram, dos quais, o mais conhecido e
comentado na literatura espiritualista é o dos Exilados de Capela, talvez por ter sido um dos
maiores ou mais recentes.

Dentro do movimento das Transmigrações, fator de grande relevância é o deslocamento


de seres de diversos e sutis níveis evolutivos, sejam trabalhadores abnegados, seres portadores
de conhecimentos avançados ou mestres espirituais, os quais deixam temporariamente seus
planetas de origem para, acompanhando o contingente de exilados, geralmente entes queridos
com os quais tem estreitos laços de afinidade, impulsionar-lhes o progresso e o retorno à antiga
morada, auxiliando, conseqüentemente, com seus exemplos e vibração mais elevada, o
progresso da humanidade do planeta que recebeu o exílio.

São estes irmãos os tão falados extraterrestres, que, atualmente, devido à ignorância e à
falta de visão espiritual da maior parte da humanidade terrena, são pouco compreendidos e
tratados de forma sensacionalista. São eles, no entanto, nossos verdadeiros Irmãos das Estrelas,
os quais nos auxiliam e compartilham conosco a mesma caminhada evolutiva em direção à
sabedoria infinita do Pai Criador.

A única forma de prosseguirmos no crescimento consciencial é a abertura de nossas


mentes para a grande realidade: somos seres universais, do Universo somos parte e nele todo
viajaremos antes que aprendamos a estar nele todo a todo tempo, fato pelo que não devemos
nos apegar à qualquer tipo de forma, seja ela um corpo, um país, uma ideologia, uma cultura ou
uma religião, sendo essencial para isto que tenhamos em mente a transitoriedade destes
conceitos, buscando aproveitar o que de melhor podem nos proporcionar, conscientes, porém,
que devemos utilizá-los apenas como instrumentos para o nosso próprio crescimento, caso
contrário, o sofrimento passará a nos ensinar pelo tempo que optarmos pela não aceitação desta
verdade.

É por carregarmos o servil apego às formas e aos conceitos que devem nos servir
temporariamente, e a eles muitas vezes nos escravizarmos, que passamos a vivenciar em nossas
vidas o sofrimento, mestre escolhido por omissão, que na verdade vem nos mostrar o engano
em que muitas vezes nos colocamos em relação à vida e devido à nossa falta de humildade, a
qual pode nos possibilitar enxergar a única realidade: somos todos Um, partes de um mesmo
Ser, e, por isso mesmo, o que a um afeta, conseqüentemente afeta a todos, o que nos leva à
conclusão de que, enquanto não houver igualdade e fraternidade, não poderá haver real
prosperidade.

É através da Reforma Íntima, a transmutação de nossas imperfeições em fatores


positivos, e da Harmonização Interior, a busca do autoconhecimento e da conexão com a
verdade de nossa essência espiritual, que podemos nos livrar do apego, dos conceitos e das
limitações que nos estancam o progresso e nos dificultam o despertar das potencialidades
divinas que todos nós possuimos em nosso próprio interior.

Foi a partir de uma necessidade dos próprios autores e bem como de recordações
passadas, que surgiu a idéia da realização deste trabalho, o qual tem a humilde intenção de
servir para divulgar uma linha de pensamento e agregar conhecimentos úteis a todo buscador
cuja mente e coração estejam abertos à renovação e ao crescimento espiritual.

Por isto, a princípio, optamos por aproveitar trechos de obras já reconhecidas no meio
espiritualista para compor partes deste trabalho, o que, a nosso ver, pode ampliar o alcance e a
beleza desta linha de pensamento e mesmo confirmar sua presença em diversas linhas
espiritualistas, ressaltando seu caráter Universalista.

O presente trabalho não termina aqui, muito pelo contrário, tem aqui apenas um ponto
inicial, que vem a ser expandido pelo pensamento e por informações afins, sejam elas fruto de
canalizações passadas por nossos Irmãos de Órion, informações provenientes de nossa ciência e
de todos aqueles irmãos que quiserem a ele dar suas contribuições.

Nossos votos são que todos que por aqui passarem possam fazer proveito destas
informações e, se possível, somar a elas vivências e experiências provenientes de recordações
próprias, para que possam trazer reais melhorias, florescendo em um novo mundo, mais pleno e
feliz, onde a paz, o amor, a verdade, a união e a fraternidade sejam a realidade única e
duradoura.

Diversas Categorias de Mundos Habitados

Os diversos mundos
possuem condições muito diferentes uns dos outros, quanto ao grau
de adiantamento ou de inferioridade de seus habitantes. Dentre eles, há os que são ainda
inferiores à Terra, física e moralmente. Outros estão no mesmo grau, e outros lhe são mais ou
menos superiores, em todos os sentidos. Nos mundos inferiores a existência é toda material, as
paixões reinam soberanas, a vida moral quase não existe. À medida que esta se desenvolve, a
influência da matéria diminui, de maneira que, nos mundos mais avançados, a vida é, por assim
dizer, toda espiritual.

Nos mundos intermediários, o bem e o mal se misturam, e um predomina sobre o outro,


segundo o grau de adiantamento em que se encontrarem. Embora não possamos fazer uma
classificação absoluta dos diversos mundos, podemos, pelo menos, considerando seu estado e o
seu destino, com base nos seus aspectos mais destacados, dividi-los assim, de modo geral:
mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana; mundos de
expiações e provas, em que o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda
têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde
o bem supera o mal; mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem
reina sem mistura. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas, e é por
isso que nela o homem está exposto a tantas misérias.

Os Espíritos encarnados num mundo não estão ligados a ele indefinidamente, e não
passam nesse mundo por todas as fases do progresso que devem realizar, para chegarem à
perfeição. Quando atingem o grau de adiantamento necessário, passam para outro mundo mais
adiantado, e assim sucessivamente, até chegarem ao estado de Espíritos puros. Os mundos são
as estações em que eles encontram os elementos de progresso proporcionais ao seu
adiantamento. É para eles uma recompensa passarem a um mundo de ordem mais elevada como
é um castigo prolongarem sua permanência num mundo infeliz, ou serem relegados a um
mundo ainda mais infeliz, por se haverem obstinado ao mal.
Mundos Superiores e Inferiores

A Classificação de mundos inferiores e mundos superiores é antes relativa do que


absoluta, pois um mundo é inferior ou superior em relação aos que se acham abaixo
ou acima dele, na escala progressiva.
Tomando a Terra como ponto de comparação, pode se fazer uma idéia do estado
de um mundo inferior, supondo os seus habitantes no grau evolutivo dos povos
selvagens e das nações bárbaras que ainda se encontram em nosso planeta, como
restos do seu estado primitivo. Nos mundos mais atrasados, os homens são de certo
modo rudimentares. Possuem a forma humana, mas sem nenhuma beleza; seus
instintos não são temperados por nenhum sentimento de delicadeza ou benevolência,
nem pelas noções do justo e do injusto; a força bruta é sua única lei. Sem indústrias,
sem invenções, dedicam sua vida à conquista de alimentos. Não obstante, Deus não
abandona nenhuma de suas criaturas. No fundo tenebroso dessas inteligências
encontra-se, latente, a vaga intuição de um Ser Supremo, mais ou menos
desenvolvida. Esse instinto é suficiente para que uns se tornem superiores aos outros,
preparando-se para eclosão de uma vida mais plena. Porque eles não são criaturas
degradadas, mas crianças que crescem.

Entre esses graus inferiores e os mais elevados, há inumeráveis degraus, e entre os


Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, é difícil reconhecer os que
animaram os seres primitivos, da mesma maneira que, no homem adulto, é difícil reconhecer o
antigo embrião.

Nos mundos que atingiram um grau superior de evolução, as condições da vida moral e
material são muito diferentes das que encontramos na Terra. A forma dos corpos é sempre,
como por toda a parte, a humana, mas embelezada, aperfeiçoada, e sobretudo purificada. O
corpo nada tem da materialidade terrena, e não está, por isso,
sujeito às necessidades, às doenças e às deteriorações decorrentes do predomínio da matéria. Os
sentidos, mais sutis, têm percepções que a grosseria dos nossos órgãos sufoca. A leveza
específica dos corpos torna a locomoção rápida e fácil. Em vez de se arrastarem penosamente
sobre o solo, eles deslizam, por assim dizer, pela superfície ou pelo ar, pelo esforço apenas da
vontade. Os homens conservam à vontade os traços de suas existências passadas, e aparecem
aos amigos em suas formas conhecidas, mas iluminadas por uma luz divina, transfigurados
pelas impressões interiores, que são sempre elevadas. Em vez de rostos pálidos, arruinados
pelos sofrimentos e pelas paixões, a inteligência e a vida esplendem, com esse brilho que os
pintores traduziram pela auréola dos santos.

A pouca resistência, que a matéria oferece aos Espíritos já bastante adiantados, facilita o
desenvolvimen-to dos corpos e abrevia ou quase anula o período de infância. A vida, isenta de
cuidados e angústias, é propor-cionalmente muito mais longa que a da Terra. Em princí- pio, a
longevidade é proporcional ao grau de adiantamen- to dos mundos. A morte não tem nenhum
dos horrores da decomposição, e, longe de ser motivo de pavor, é considerada como uma
transformação feliz, pois não existem dúvidas quanto ao futuro. Durante a vida, não estando a
alma encerrada numa matéria compacta, irradia e goza de uma lucidez que a deixa num estado
quase permanente de emancipação, permitindo a livre transmissão do pensamento.

Nos mundos felizes, as relações de povo para povo, sempre amigáveis, jamais são
perturbadas pelas ambições de dominação e pelas guerras que lhes são conseqüentes. Não
existem senhores nem escravos, nem privilegiados de nascimento. Só a superioridade moral e
intelectual determina as diferentes condições e confere a supremacia. A autoridade é sempre
respeitada porque decorre unicamente do mérito e se exerce sempre com justiça. O homem não
procura elevar-se sobre o seu semelhante, mas sobre si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo
é atingir a classe dos Espíritos puros, e esse desejo incessante não constitui um tormento, mas
uma nobre ambição, que o faz estudar com ardor para os igualar. Todos os sentimentos ternos e
elevados da natureza humana apresentam-se engrandecidos e purificados. Os ódios, as
mesquinharias do ciúme, as baixas cobiças da inveja são ali desconhecidos. Um sentimento de
amor e fraternidade une a todos os homens, e os mais fortes ajudam os mais fracos. Suas posses
são correspondentes às possibilidades de aquisição de suas inteligências, mas ninguém sofre a
falta do necessário, porque ninguém ali entra em expiação. Em uma palavra, o mal não existe.
No vosso mundo, tendes necessidade do mal para sentir o bem, da noite para admirar a
luz, da doença para apreciar a saúde. Lá, esses contrastes não são necessários. A eterna luz, a
eterna bondade, a paz eterna da alma, proporcionam uma alegria eterna, que nem as angústias
da vida material, nem os contatos dos maus, que ali não têm acesso, poderiam perturbar. Eis o
que o Espírito humano só dificilmente compreende. Ele foi engenhoso para pintar os tormentos
do inferno, mas jamais pôde representar as alegrias do céu. E isso por quê? Porque, sendo
inferior, só tem experimentado penas e misérias, e não pode entrever as claridades celestes. Ele
não pode falar daquilo que não conhece. Mas, à medida que se eleva e se purifica, o seu
horizonte se alarga e ele compreende o bem que está à sua frente, como compreendeu o mal que
deixa para trás.

Esses mundos afortunados, entretanto, não são mundos privilegiados. Porque Deus não
usa de parcialidade para nenhum de seus filhos. A todos concede os mesmos direitos e as
mesmas facilidades para chegarem até lá. Fez que todos partissem do mesmo ponto, e não dota
a uns mais do que aos outros. Os primeiros lugares são acessíveis a todos: cabe-lhes conquistá-
los pelo trabalho, atingi-los o mais cedo possível, ou abandonarem-se durante séculos e séculos
no meio da escória humana.

Mundos de Expiações e de Provas

Que vos direi, que já não conheçais, dos mundos de expiações, pois basta considerar a
Terra que habitais! A superioridade da inteligência, num grande número de seus
habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de
Espíritos ainda mal saídos das mãos do Criador. Suas qualidades inatas são a prova de
que já viveram e realizaram um certo progresso, mas também os numerosos vícios a
que se inclinam são o indício de uma grande imperfeição moral. Eis porque Deus os
colocou num mundo ingrato, para expiarem suas faltas através de um trabalho penoso
e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo mais
feliz.

Não obstante, não são todos os Espíritos encarnados na Terra que se encontram
em expiação. As raças que chamais selvagens constituem-se de Espíritos apenas
saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se e desenvolvendo-se ao
contato de Espíritos mais avançados. Vêm a seguir as raças semicivilizadas, formadas
por esses mesmos Espíritos em progresso. Essas são, de algum modo, as raças
indígenas da Terra, que se desenvolveram pouco a pouco, através de longos períodos
seculares, conseguindo algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais
esclarecidos.

Os Espíritos em expiação aí estão, se assim nos podemos exprimir, como


estrangeiros. Já viveram em outros mundos, dos quais foram exluídos por sua
obstinação no mal, que os tornava causa de perturbação para os bons. Foram
relegados, por algum tempo, entre os Espíritos mais atrasados, tendo por missão fazê-
los avançar, porque trazem uma inteligência desenvolvida e os germes dos
conhecimentos adquiridos. É por isso que os Espíritos punidos se encontram entre as
raças mais inteligentes, pois são estas também as que sofrem mais amargamente as
misérias da vida, por possuírem mais sensibilidade e serem mais atingidas pelos
atritos do que as raças primitivas, cujo senso moral é mais obtuso.
A Terra nos oferece, pois, um dos tipos de mundos expiatórios, em que as
variedades são infinitas, mas têm por caráter comum servirem de lugar de exílio para
os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Nesses mundos, os Espíritos exilados têm de lutar,
ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens e a inclemência da natureza,
trabalho duplamente penoso, que desenvolve a uma só vez as qualidades do coração e
as da inteligência. É assim que Deus, na sua bondade, torna o próprio castigo
proveitoso para o progresso do Espírito.

Mundos Regeneradores

Entre essas estrelas que cintilam na abóbada azulada, quantas delas são mundos, como o
vosso, designados pelo Senhor para expiação e provas! Mas há também entre elas
mundos mais infelizes e melhores, como há mundos transitórios, que podemos chamar
de regeneradores. Cada turbilhão planetário, girando no espaço em torno de um centro
comum, arrasta consigo mundos primitivos, de provas, de regeneração e de felicidade.
Já ouvistes falar desses mundos em que a alma nascente é
colocada, ainda ignorante do bem e do mal, para que possa marchar em direção a Deus, senhora
de si mesma, na posse do seu livre-arbítrio. Já ouvistes falar das amplas faculdades de
que a alma foi dotada, para praticar o bem. Mas, ai! existem as que sucumbem! Então
Deus, que não quer aniquilá-las, permite-lhes ir a esses mundos em que, de
encarnações em encarnações podem fazer-se novamente dignas da glória a que foram
destinadas.

Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e


os felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a paz e o descanso, acabando por
se purificar. Sem dúvida, mesmo nesses mundos, o homem ainda está sujeito às leis
que regem a matéria. A Humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos
desejos, mas está isenta das paixões desordenadas que vos escravizam. Neles não há
mais o orgulho que emudece o coração, a inveja que o tortura e o ódio que o asfixia. A
palavra amor está escrita em todas as frontes; uma perfeita eqüidade regula as relações
sociais; todos manifestam a Deus e procuram elevar-se a Ele, seguindo as suas leis.
Nesses mundos, contudo, ainda não existe a perfeita felicidade, mas a aurora da
felicidade. O homem ainda é carnal, e, por isso mesmo, sujeito às vicissitudes de que
só estão isentos os seres completamente desmaterializados. ainda tem provas a sofrer,
mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação. comparados à Terra,
esses mundos são mais felizes, e muitos de vós gostariam de habitá-los, porque
representam a calma após a tempestade, a convalescença após uma doença cruel.
Menos absorvido pelas coisas materiais o homem entrevê melhor o futuro do que vós,
compreende que são outras as alegrias prometidas pelo Senhor aos que se tornam
dignos, quando a morte ceifar novamente os seus corpos, para lhes dar a verdadeira
vida. É então que a alma liberta poderá pairar sobre os horizontes. Não mais os
sentidos materiais e grosseiros, mas os sentidos de um perispírito puro e celeste,
aspirando às emanações de Deus, sob os aromas do amor e da caridade, que se
expandem do seu seio.

Mas, ah! nesses mundos o homem ainda é falível, e o Espírito do mal ainda não
perdeu completamente o seu domínio sobre ele. Não avançar é recuar, e se o homem
não estiver firme no caminho do bem, pode cair novamente em mundos de expiação,
onde o esperam novas e mais terríveis provas. Contemplai, pois, durante a noite, na
hora do repouso e da prece, essa abóbada azulada, e entre as inumeráveis esferas que
brilham sobre as vossas cabeças, procurai as que levam a Deus, e pedi que um mundo
regenerador vos abra o seu seio, após a expiação na Terra.

Progressão dos Mundos

O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da Criação, animados e


inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se
engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece, para os homens, o fim das
coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito,
pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada.

Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos em que


eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas
diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua
constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus
insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais
agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim
marcham, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos
vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário na natureza.
Quanto esta idéia é grandiosa e digna da majestade do Criador! E como, ao
contrário, é pequena e indigna do seu poder aquela que concentra a sua solicitude e a
sua providência no imperceptível grão de areia da Terra, e restringe a Humanidade a
algumas criaturas que o habitam!
A Terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao
de hoje, e atingirá, sob esses dois aspectos, um grau mais avançado. Ela chegou a um
de seus períodos de transformação, e vai passar de um mundo expiatório a mundo
regenerador. Então os homens encontrarão nela a felicidade, porque a lei de Deus a
governará.

(Definições extraídas da Obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. III - Allan
Kardec.)

Emigrações e Imigrações dos Espíritos

No intervalo de suas existências corpóreas, os Espíritos estão no estado de erraticidade, e


compõem a população espiritual ambiente do Globo. Através das mortes e dos nascimentos
estas duas populações contribuem incessantemente uma para a outra. Há, pois, diariamente
emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual, e imigrações do mundo espiritual para
o mundo corpóreo: é este o estado normal.

Em certas épocas, reguladas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações se


operam em massas mais ou menos consideráveis, em conseqüência das grandes revoluções que
fazem partir ao mesmo tempo quantidades inumeráveis, as quais são logo substituídas por
quantidades equivalentes de encarnações. É preciso portanto considerar os flagelos destruidores
e os cataclismos como ocasiões de chegada e de partidas coletivas, meios providenciais de
renovar a população corporal do Globo, de retemperá-la mediante a introdução de novos
elementos espirituais mais purificados. Se nessas catástrofes há destruição de um grande
número de corpos, não há senão vestes despedaçadas, mas nenhum Espírito perece: não fazem
senão mudar de ambiente. Em vez de partirem isoladamente, partem em grande número. Eis
toda a diferença. Pois, quanto a partir por uma causa ou por outra, não iriam deixar de
fatalmente partir ou mais cedo ou mais tarde.

É notável como todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre
seguidas de uma era de progresso na ordem física, intelectual e moral, e, conseqüentemente, no
estado social das nações em que ocorreram. É que elas têm por finalidade operar um
remanejamento na população normal e atuante do Globo.

Essa transfusão que se opera entre a população encarnada e a população desencarnada de


um mesmo globo opera-se igualmente entre os mundos, quer individualmente nas condições
normais, quer em massa, em circunstâncias especiais. Há portanto emigrações coletivas de um
mundo a outro. Delas resulta a introdução, na população de um globo, de elementos
inteiramente novos; novas raças de Espíritos, vindo misturar-se às raças já existentes,
constituem novas raças humanas. Ora, como os Espíritos jamais perdem aquilo que adquiriram,
eles trazem consigo a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem. Imprimem, por
conseguinte, o caráter deles à raça corporal a que vêm dar vida. Para isto não têm necessidade
de que novos corpos sejam criados especialmente para o seu uso; visto que a espécie corporal
existe, acham-os já prontos para recebê-los. São pois simplesmente novos habitantes. Ao
chegarem ao planeta, a princípio fazem parte de sua população espiritual, depois se encarnam
como os demais.

Raça "Adâmica"

Foi uma dessas grandes imigrações, ou, se quiserem, uma dessas colônias de Espíritos,
vindos de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão e, por esta razão,
denominada raça adâmica. Quando surgiu, a Terra já era povoada desde tempos imemoriais,
como a América quando aí chegaram os Europeus.

A raça adâmica, mais adiantada do que as que a haviam precedido na Terra, é com efeito
a mais inteligente. É ela que impele todas as outras ao progresso. A Gênese nô-la mostra, desde
a sua origem, industriosa, apta para as artes e as ciências, sem haver passado pela infância
intelectual, o que não é próprio das raças primitivas mas que concorda com a opinião de que se
compunha de Espíritos que já haviam progredido. Tudo prova que ela não é antiga na Terra e
nada se opõe a que ela esteja aqui apenas há alguns milhares de anos, o que não estaria em
contradição nem com os fatos geológicos nem com as observações antropológicas, tendendo,
pelo contrário, a confirmá-las.

A doutrina que faz todo o gênero humano ter-se originado de uma única individualidade,
há seis mil anos atrás, não é admissível no estado atual dos conhecimentos. As principais
considerações que a contradizem, tiradas da ordem física e da ordem moral, se resumem nos
pontos seguintes:

No ponto de vista fisiológico, certas raças apresentam tipos peculiares característicos que
não permitem que se lhes atribua uma origem comum. Há diferenças que não são
evidentemente efeito do clima, visto que os brancos que se reproduzem na terra dos negros não
ficam negros, e reciprocamente. O ardor do sol queima e escurece a epiderme, mas jamais
transformou um branco em um negro, achatou o nariz, mudou os traços da fisionomia e tornou
encarapinhados e duros os cabelos longos e sedosos. Sabe-se hoje que a cor do negro provém
de um tecido especial subcutâneo próprio da raça.

Deve-se pois considerar as raças negra, mongólica ou caucásica como possuindo uma
origem própria e como tendo surgido simultaneamente ou sucessivamente em diferentes partes
do Globo. Seu cruzamento produziu as raças mestiças, secundárias. Os caracteres fisiológicos
das raças primitivas são índice evidente de que elas provêm de tipos especiais. As mesmas
considerações existem portanto para o Homem como para os animais, quanto à pluralidade dos
troncos genealógicos.

Adão e seus descendentes são representados na Gênese como homens essencialmente


inteligentes, visto que desde a segunda geração construíram cidades, cultivaram a terra,
trabalharam os metais. Os seus progressos nas artes e nas ciências foram rápidos e mantiveram-
se sempre. Não se poderia conceber, pois, que esse tronco tivesse por descendentes povos
numerosos tão atrasados, de inteligência tão rudimentar que até hoje se igualam aos animais;
que houvessem perdido todos os vestígios até a menor recordação tradicional do que faziam os
seus pais. Uma diferença tão radical nas apitdões intelectuais e no adiantamento moral atesta,
com não menos evidência, uma diferença de origem.

Independentemente dos fatos geológicos, a prova da existência do homem na superfície


da Terra anteriormente à época fixada pela Gênese foi tirada da população do Glogo.

Sem falar na cronologia chinesa que remonta - dizem - a trita mil anos, documentos mais
autênticos atestam que o Egito, a Índia e outras regiões eram povoadas e florescentes pelo
menos três mil anos antes da era cristã, mil anos, por conseguinte, depois da criação do
primeiro homem, segundo a cronologia bíblica. Documentos e observações recentes hoje não
deixam dúvida alguma quanto às relações que existiram entre a América e os antigos egípcios.
Donde é forçoso concluir que aquela região já era povoada naquela época. Seria preciso, pois,
admitir que em mil anos a posteridade de um único homem pôde abranger a maior parte da
Terra. Ora, uma tal fecundidade seria contrária a todas as leis antropológicas.

Doutrina dos Anjos Decaídos e do Paraíso Perdido

Os mundos progridem fisicamente pela elaboração da


matéria, e moralmente pela purificação dos Espíritos que
nele habitam. A felicidade neles existe em razão da
predominância do bem sobre o mal, e a predominância
do bem é resultado do adiantamento moral dos Espíritos.
O progresso intelectual não é suficiente, já que com a
inteligência eles podem praticar o mal.
Quando portanto um mundo atinge um de seus períodos de transformação que
deve fazê-lo ascender na hierarquia, operam-se mutações na população encarnada e na
desencarnada. É então que têm lugar as grandes emigrações e imigrações. Aqueles
que, malgrado sua inteligência e seu saber, preseveraram-se no mal, em sua revolta
contra Deus e contra suas leis, seriam dali por diante um entrave para o progresso
moral ulterior, uma causa permanente de perturbação da felicidade dos bons. É por
isso que dele são excluídos e enviados para mundos menos adiantados. Ali aplicarão a
sua inteligência e a intuição dos conhecimentos adquiridos no progresso daqueles
entre os quais foram chamados a viver, ao mesmo tempo que expiarão, numa série de
existências penosas e através de trabalho árduo, as faltas passadas e o seu
endurecimento voluntário.

O que serão no seio dessas tribos, novas para eles, ainda na infância da barbárie, senão
anjos ou Espíritos decaídos enviados em expiação? A terra do qual foram expulsos não é para
eles um paraíso perdido? Não fora para eles um lugar de delícias em comparação com o
ambiente ingrato onde vão achar-se relegados durante milhares de séculos, até ao dia em que
tiverem merecido o seu resgate? A vaga lembrança intuitiva que dela conservam é para eles
como miragem longínqua que os faz recordar aquilo que perderam por culpa própria.

Mas ao mesmo tempo que os maus partem do mundo em que habitavam, são substituídos
por Espíritos melhores, vindos quer da erraticidade desse mesmo mundo, quer de um mundo
menos adiantado do qual merecem sair, e para os quais a sua nova morada é uma recompensa.
Sendo a população espiritual assim renovada e expurgada de seus piores elementos, no fim de
algum tempo o estado moral do mundo se acha melhorado.

Estas mutações são por vezes parciais, isto é, limitadas a um povo, a uma raça, e doutras
vezes são gerais, quando chega para o globo o período de renovação.

A raça adâmica tem todas as características de uma raça


proscrita. Os Espíritos que dela fazem parte foram exilados na
Terra, que já era povoada mas de homens primitivos,
mergulhados na ignorância, aos quais tiveram por missão fazer
progredir trazendo consigo as luzes de uma inteligência
desenvolvida. Não é este, com efeito, o papel que essa raça tem
desempenhado até hoje? A sua superioridade intelectual prova
que o mundo de onde vieram era mais adiantado do que a Terra.
Mas, devendo esse mundo entrar numa nova fase de progresso e
não tendo esses Espíritos, devido à sua obstinação, sabido
colocar-se à altura dele, ali teriam ficado deslocados,
constituindo-se um entrave ao curso providencial das coisas. É
por isso que foram excluídos enquanto outros mereceram
substituí-los.

Relegando essa raça para esta terra de trabalho e de sofrimentos, Deus teve razão em
dizer: "Ganharás o teu sustento com o suor de teu rosto". Em sua mansidão prometeu que lhes
enviaria o Salvador, isto é, aquele que deveria esclarecê-los no caminho a seguir para sair desse
lugar de misérias, desse inferno, e alcançar a felicidade dos eleitos. Este Salvador Ele o enviou
na pessoa do Cristo, que ensinou a lei do amor e da caridade desconhecida para eles e que
deveria ser a verdadeira tábua de salvação.

É igualmente com a finalidade de fazer avançar a Humanidade num determinado sentido


que Espíritos superiores, sem possuírem as qualidades do Cristo, se encarnam de tempos a
tempos na Terra para aqui cumprirem missões especiais que são ao mesmo tempo proveitosas
para o seu adiantamento pessoal, caso as desempenhem de acordo com os objetivos do Criador.

Sem a reencarnação, a missão do Cristo seria um contra-senso, assim como a promessa


feita por Deus. Suponhamos, com efeito, que a alma de cada pessoa seja criada por ocasião do
nascimento de seu corpo e que ela nada faça a não ser aparecer e desaparecer na Terra. Não
haverá nenhuma relação entre aquelas que vieram desde Adão até Jesus Cristo nem entre
aquelas que vieram depois. São todas estranhas umas às outras. A promessa de um Salvador
feita por Deus não poderia aplicar-se aos descendentes de Adão se as suas almas ainda não
estivessem criadas. Para que a missão do Cristo pudesse prender-se às palavras de Deus, seria
necessário que elas pudessem ser aplicadas às mesmas almas. Se estas almas forem novas não
poderão estar maculadas pela falta do primeiro pai, que não é senão o pai carnal e não o pai
espiritual. Do contrário, Deus teria criado almas maculadas por uma falta que não poderia ser
apagada nelas, visto que essas almas não existiam. A doutrina vulgar do pecado original
implica, pois, na necessidade de uma relação entre as almas do tempo do Cristo com as do
tempo de Adão, e, por conseguinte, na reencarnação.

Suponha-se que todas essas almas fizessem parte da colônia de Espíritos exilados na
Terra no tempo de Adão, e que elas estivessem maculadas por vícios que fizeram com que
fossem excluídos de um mundo melhor, e tereis a única interpretação racional do pecado
original, pecado próprio de cada indivíduo e não o resultado da responsabilidade da falta de um
outro que ele jamais conheceu. Suponha-se que estas almas ou Espíritos renascem diversas
vezes na Terra para a vida corpórea, para progredir e purificar-se; que o Cristo veio esclarecer
estas mesmas almas não somente quanto a suas vidas passadas, mas quanto às suas vidas
ulteriores, e só então dareis à sua missão um objetivo real e sério, aceitável pela razão.

À primeira vista, a idéia de queda parece em contradição com o princípio pelo qual os
Espíritos não podem retrogradar. Mas é preciso considerar que não se trata absolutamente de
um retorno ao estado primitivo. O Espírito, embora numa posição inferior, nada perde daquilo
que já adquiriu. Seu desenvolvimento moral e intelectual é o mesmo qualquer que seja o meio
em que se ache colocado. Está na posição do homem do mundo, condenado à prisão por seus
crimes. Certamente ele se acha degradado, decaído no ponto de vista social, mas não se torna
nem mais estúpido nem mais ignorante.

(Extraído da obra "A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo" - Allan


Kardec)

Exilados de Capela
Dentre os vários contingentes de exilados trazidos para o planeta Terra, o caso mais vivo
em nossa memória espiritual, talvez por ter sido o mais recente, é o dos exilados
provenientes do sistema de Capela.

Conforme nos relata Ramatis em "Mensagens do Astral", obra psicografada por Hercílio
Maes, "...temos à disposição em nosso mundo, literatura mediúnica que cita muitos casos de
espíritos expulsos de outros orbes para a Terra, em fases de seleção entre o "trigo e o joio" ou
entre os "lobos e as ovelhas", fases essas pelas quais tereis em breve de passar, para
higienização do vosso ambiente degradado. Entre os muitos casos de exílio que vosso mundo
tem acolhido, ocorreram diversos casos isoladamente (em pequenos contingentes), e bem como
emigrações em massa, como a proveniente do sistema de Capela, as quais constituíram no
vosso mundo as civilizações dos chineses, hindus, hebraicos e egípcios, e ainda o tronco
formativo dos árias. Esse o motivo por que, ao mesmo tempo que floresciam civilizações
faustosas e se revelavam elevados conhecimentos de ciência e arte, desenvolvidos pelos
exilados, os espíritos originais da Terra mourejavam sob o primitivismo de tribos acanhadas.
Ombreando com o barro amassado, das cabanas rudimentares do homem terrícola, foram-se
erguendo palácios, templos e túmulos faustosos, comprovando um conhecimento e poder
evocado pelos exilados de outros planetas."

"No vosso mundo, esses enxotados de um paraíso planetário constituíram o tronco dos
árias, descendendo dele os celtas, latinos, gregos e alguns ramos eslavos e germânicos; outros
formaram a civilização épica dos hindus, predominando o gênero de castas que identificava a
soberbia e o orgulho de um tipo psicológico exilado. As mentalidades mais avançadas
constituíram a civilização egípcia, retratando na pedra viva a sua "Bíblia" suntuosa, enquanto a
safra dos remanescentes, inquietos, indolentes e egocêntricos, no orbe original, fixou-se na
Terra na figura do povo de Israel. Certa parte desses exilados propendeu para os primórdios da
civilização chinesa, onde retrataram os exóticos costumes das corporações frias, impiedosas e
impassivas do astral inferior, muito conhecidas como os "dragões" e as "serpentes vermelhas".

Segundo Edgar Armond na obra "Os Exilados da Capela", "esta humanidade atual foi
constituída, em seus primórdios, por duas categorias de homens, a saber: uma retardada, que
veio evoluindo lentamente através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural
das espécies, ascendendo trabalhosamente da inconsciência para o Instinto e deste para a
Razão; homens, vamos dizer autóctones, componentes das raças primitivas das quais os
"primatas" foram o tipo anterior melhor definido; e outra categoria, composta de seres exilados
da Capela, o belo orbe da constelação do Cocheiro a que já nos referimos, outro dos
inumeráveis sistemas planetários que formam a portentosa, inconcebível e infinita criação
universal."

"Esses milhões de advenas para aqui transferidos, eram detentores de conhecimentos


mais amplos, e de entendimento mais dilatado, em relação aos habitantes da Terra e foram o
elemento novo que arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de
atividade construtiva, para o aconchego da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções
de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora."

"Essa permuta de populações entre orbes afins de um mesmo sistema sideral, e mesmo de
sistemas diferentes, ocorre periodicamente, sucedendo sempre a expurgos de caráter seletivo;
como também é fenômeno que se enquadra nas leis gerais da justiça e da sabedoria divinas,
porque vem permitir reajustamentos oportunos, retomadas de equilíbrio, harmonia e
continuidade de avanços evolutivos para as comunidades de espíritos habitantes dos diferentes
mundos."

"Por outro lado é a misericordia divina que se manifesta, possibilitando a reciprocidade


do auxílio, a permuta de ajuda e de conforto, o exercício enfim, da fraternidade para todos os
seres da criação. Os escolhidos, neste caso, foram os habitantes de Capela que deviam ser dali
expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de vida moral já atingidos
pela evoluída humanidade daquele orbe."

"Mestres, condutores e líderes que então se tornaram das tribos primitivas, foram eles, os
exilados, que definiram os novos rumos que a civilização tomou, conquanto sem completo
êxito."

Vamos prosseguir neste tópico com informações trazidas por Emmanuel em "A Caminho
da Luz", obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, as quais nos proporcionam uma
rápida idéia de como e em que regiões do planeta foram organizados os exilados provenientes
de Capela.

O Sistema de Capela

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-
se desenhada uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o
nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos,
Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol e, se este fosse colocado
em seu lugar, mal seria percebido por nós, à vista desarmada.

Na abóbada celeste está situada no hemisfério boreal, limitada pelas constelações da


Girafa, Perseu e Lince; e quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêminis, Perseu e Tauro. Na
sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando
as glórias do Ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra,
considerndo-se, desse modo, a regular distância existente entre Capela e o nosso planeta, já que
a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo.

Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente,
examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras
dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência, marcham uns contra
os outros ao som de hinos guerreiros, desconhecendo os mais comezinhos princípios de
fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu infeliz
orgulho.
Um Mundo em Transições

Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo
terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As
lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece
convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de
civilização.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução


geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de
piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela
humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados
trabalhos.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar


aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde
aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas
do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

Espíritos Exilados na Terra

Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de
seres sofredores e infelizes.
Com a sua palavra sábia e compassiva, exortou essas almas desventuradas à edificação
da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço
regenerador de si mesmas. Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na
Terra, envolvendo-as no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites.
Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e
prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir.
Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos,
não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face
obscura do planeta terestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da
amargura; reencarnariam no seio de raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso
perdido nos sofrimentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas
trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.
A Civilização Egípcia

Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que


constituíram a civilização egípcia foram os que mais
se destacaram na prática do Bem e no culto da
Verdade.

Aliás, importa considerar que eram eles os que menos


débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em
razão dos seus elevados patrimônios morais, guardavam no
íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os
animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates
resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações
religiosas.

Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em


todos os corações a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais
santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas
civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do
plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados
conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

A Ciência Secreta

Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam


consigo uma ciência que a evolução não comportava.

Aqueles grandes mestres da antiguidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de


suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais
terrríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram
circunscritos ao círculo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo
cuidado no problema da iniciação.

A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e beleza,
através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a
verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de
experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte - fatos esses que, entre os
gregos eram motivos de festas inesquecíveis.
Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações
espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na
oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais
eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. aí residem os
mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios
daquele tempo.

O Politeísmo Simbólico

Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de
então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e
Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos
Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da
existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas.
Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia
politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do
Homem e da Natureza.

As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da


religião.
Já os sacerdotes da época conheciam essa franqueza das almas jovens, de todos os
tempos, satisfazendo-as com as expressões exotéricas de suas lições sublimadas.

Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais,


classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia
da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contato permanente
com a Natureza.

O Culto da Morte e a Metempsicose

Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente e constante da
Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e afrescos
estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo.
Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu
doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante
humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose,
acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por
determinação punitiva dos deuses. a metempsicose era o fruto da sua amarga
impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.
Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o
regresso dos seus irmãos à pátria espiritual.
Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças espirituais
que presidem aos fenômenos da morte.

Os Egípcios e as Ciências psíquicas

As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos


sacerdotes dos templos.
O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das
existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e
conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade
destas noças afirmações. Num grande número de afrescos, apresenta-
se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual. Os
papiros nos falam de suas avançadas ciências nesse sentido, e, através
deles, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados sabiam da
existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das
formas. Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao
magnetismo humano, eram muito superiores aos da atualidade. Desses conhecimentos
nasceram os processo de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na
indiferença e na inquietação dos outros povos.

Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação


enfeixando nas mãos todos os poderes espirituais e todos os
conhecimentos sagrados. É por isso que a sua desencarnação
provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de
cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor
não se traduzia, apenas, nos atos solenes da mumificação. Também o
ambiente dos túmulos era santificado por estranho magnetismo. Os grandes diretores
da raça, que faziam jus a semelhantes consagrações, eram considerados dignos de toda
a paz no silêncio da morte.

As Pirâmides

A assistência carinhosa do Cristo não


desamparou a marcha desse povo cheio de
nobreza moral. Enviou-lhe auxiliares e
mensageiros, inspirando-o nas suas
realizações, que atravessaram todos os
tempos provocando a admiração e o respeito
da posteridade de todos os séculos.
Aquelas almas exiladas, que as mais
interessantes características espirituais
singularizam, conheceram, em tempo, que o
seu degredo na Terra atingira o fim. Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos
iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam como a sua
mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe. Esses grandiosos monumentos
teriam duas finalidades simultâneas: representariam os mais sagrados templos de
estudos e iniciação, ao mesmo tempo que constituiriam, para os pósteros, um livro do
passado, com as mais singulares profecias em face das obscuridade do porvir.

Levantaram-se, dessarte, as grandes construções que assombraram a engenharia de todos


os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões de toneladas de pedra nem o esforço
hercúleo do trabalho de sua justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos
contemplam esses monumentos. As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos
daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par desses conhecimentos,
encontram-se ali os roteiros futuros da Humanidade terrestre. Cada medida tem a sua expressão
simbólica, relativamente aos sistema cosmogônico do planeta e à sua posição no sistema solar.
Ali está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos, e através do qual
se pode calcular a extensão das terras habitáveis pelo homem, a distância aproximada entre o
Sol e a Terra, a longitude percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia,
a precessão dos equinócios, bem como muitas outras conquistas científicas que somente agora
vêm sendo consolidadas pela moderna astronomia.

Redenção

Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano


espiritual, no curso incessante dos séculos.
Com seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos
sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de
Mênfis.
Aos mistérios de Ísis e de Osíris, sucedem-se os de Elêusis, naturalmente transformados
nas iniciações da Grécia antiga.

Em algumas centenas de anos, reuniram-se de novo, nos planos espirituais, os antigos


degredados, com a sagrada bênção do Cristo, seu patrono e salvador. A maioria regressa, então,
ao sistema da Capela, onde os corações se reconfortam nos sagrados reencontros das suas
afeições mais santas e mais puras, mas grande número desses Espíritos, estudiosos e
abnegados, conservaram-se nas hostes de Jesus, obedecendo a sagrados imperativos do
sentimento e, ao seu influxo divino, muitas vezes têm reencarnado na Terra, para desempenho
de generosas e abençoadas missões.

A Índia

Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra,


os que se agruparam nas margens do Ganges
foram os primeiros a formar os pródromos de
uma sociedade organizada, cujos núcleos
representariam a grande percentagem de
ascendentes das coletividades do porvir.

As organizações hindus são de origem anterior à


própria civilização egípcia e antecederam de muito os
agrupamentos israelitas, de onde sairiam mais tarde
personalidades notáveis como as de Abraão e Moisés.
As almas exiladas naquela parte do Oriente muito haviam recebido da misericórdia do
Cristo, cuja palavra de amor e de cuja figura luminosa guardavam as mais comovedoras
recordações, traduzidas na beleza dos Vedas e dos Upanishads. Foram elas as primeiras vozes
da filosofia e da religião no mundo terestre, como provindo de uma raça de profetas, de mestres
e iniciados, em cujas tradições iam beber a verdade os homens e os povos do porvir,
salientando-se que também as suas escolas de pensamento guardavam os mistérios iniciáticos,
com as mais sagradas tradições de respeito.

Os Arianos

Era na Índia de então que se reuniam os arianos puros, entre os quais cultivavam-se
igualmente as lendas de um mundo perdido, no qual o povo hindu colocava as fontes de sua
nobre origem. alguns acreditavam se tratasse do antigo continente da Lemúria, arrasado em
parte pelas águas dos Oceanos Pacífico e Índico. A realidade, porém, qual já vimos, é que,
como os egípcios e os hindus eram um dos ramos da massa de proscritos da Capela, exilados no
planeta. Deles descendem todos os povos arianos, que floreceram na Europa e hoje atingem um
dos mais agudos períodos de transição na sua marcha evolutiva. O pensamento moderno é o
descendente legítimo daquela grande raça de pensadores, que se organizou nas margens do
Ganges, desde a aurora dos tempos terrestres, tanto que todas as línguas das raças brancas
guardam as mais estreitas afinidades com o sânscrito, originário de sua formação e que
constituía uma reminiscência da sua existência pregressa, em outros planos.

Os Mahatmas

Da região do Ganges partiram todos os elementos irresignados


com a situação humilhante que o degredo na Terra lhes
infligia. As arriscadas aventuras forneceriam uma noção de
vida nova e aqueles seres revoltados supunham encontrar o
esquecimento de sua posição nas paisagens renovadas dos
caminhos; lá ficaram, apenas, as almas resignadas e crentes
nos poderes espirituais que as conduziriam de novo às
magnificências dos seus paraísos perdidos e distantes.

Os cânticos dos Vedas são bem uma glorificação da fé e da


esperança, em face da Majestade Suprema do Senhor do Universo. A
faculdade de tolerar, e esperar, aflorou no sentimento coletivo das
multidões, que suportaram heroicamente todas as dores e aguardaram
o momento sublime da redenção. Os "mahatmas" (grandes almas) criaram um ambiente de
tamanha grandeza espiritual para seu povo, que, ainda hoje, nenhum estrangeiro visita a terra
sagrada da Índia sem de lá trazer as mais profundas impressões acerca de sua atmosfera
psíquica. Eles deixaram também, ao mundo, as suas mensagens de amor, de esperança e de
estoicismo resignado, salientando-se que quase todos os grandes vultos do passado humano,
progenitores do pensamento contemporâneo, deles aprenderam as lições mais sublimes.

Renovação Planetária

“Há muitas moradas na casa de meu Pai”. Com estas palavras, há mais ou menos dois mil
anos atrás, o mestre Jesus já buscava a abertura consciencial dos seres humanos para
aquilo que nossa ciência vem aos poucos comprovando nestes últimos séculos a
respeito da infinidade de corpos celestes e mundos que constituem este Universo de
proporções infinitas, do qual o planeta Terra faz parte como simples grão de poeira
cósmica a executar seu bailado sincronizado.
O que nossa ciência não pôde ainda comprovar, ou ao menos se absteve de
emitir um parecer favorável, é para o fato da infinidade de formas de vida e
civilizações que constituem a “Casa do Pai” que é o Universo em que vivemos.

A falta de posicionamento sobre este e outros fatores a respeito do Universo por parte de
nossa ciência, colabora em muito para a manutenção da maior parte dos seres humanos na
ignorância das maravilhosas leis universais que regem a Criação divina, dentre elas, a lei da
transmigração dos espíritos e bem como do intenso intercâmbio existente entre as diversas
civilizações mais avançadas que habitam o Universo. O problema maior não se deve à simples
sonegação de informações, mas sim, à falta do esclarecimento que poderia proporcionar aos
seres humanos o crescimento que o habilitaria ao contato direto com outras civilizações do
Universo.

Isto, em parte se deve ao materialismo pelo qual, há milênios, o homem vem optando, em
detrimento do verdadeiro e único caminho que é o da interiorização e o da busca dos valores
reais, os do Espírito. Em parte, e como conseqüência direta do fato anterior, deve-se também ao
obscurantismo religioso que vem imperando há quase dois mil anos, instituído no atual ciclo da
humanidade através da igreja católica, do qual temos as mais infelizes lembranças na "santa"
inquisição e nas guerras religiosas em nome de Cristo.

Apesar deste estado de inconsciência no qual vem se mantendo a maior parte dos seres
humanos a respeito de si próprios e das leis divinas, elas não falham em sua sabedoria, e vem
cumprindo a risca os ciclos evolutivos do Universo, sejam eles referentes aos instantes de vida
de uma simples bactéria ou aos bilhões de anos que compõem a existência de uma estrela.

Um dos aspectos da evolução da Criação no Universo já observado por diversas escolas


espirituais em nosso mundo, dentre elas o Espiritismo, como pudemos verificar nos três
primeiros tópicos deste site, são justamente os ciclos evolutivos pelos quais passam os planetas
e suas civilizações.

Utilizando como exemplo a escala passada a Kardec pelos Espíritos, onde, para um
maior entendimento, se estabelecem diversas categorias não absolutas de mundos habitados,
podemos observar a existência de diversas etapas pelas quais passam os mundos em sua
caminhada evolutiva.

No período de transição entre uma etapa e outra, podemos notar, mais acentuadamente, o
processo de renovação pelo qual passa um planeta e sua humanidade, devido à necessidade de
se despojar de antigos padrões (vibratórios no caso dos planetas) e conceitos ligados a um nível
(consciencial no caso dos seres humanos) que vai ficando para trás, urgindo que seus habitantes
se adeqüem, tanto consciencial quanto vibratoriamente, para que possam entrar nesta nova fase
ligada à nova categoria à qual passa a pertencer o planeta.

Falando sobre a categoria dos mundos de expiações e provas, que é a que melhor
conhecemos por pertencer a Terra ainda a esta categoria, as mudanças mais visíveis que podem
se processar, tanto durante o período principal de sua transição para a próxima categoria quanto
nos períodos de transição intermediários - prováveis no decorrer de cada ciclo - são as
alterações geológicas, as de meio ambiente e a própria alteração (verticalização ou inclinação)
de seu eixo, fatores que propiciam, com o desaparecimento e o ressurgimento de continentes, a
redefinição parcial ou total da crosta de um planeta, como se deu em nosso mundo com o
afundamento dos continentes da Lemúria e da Atlântida, com a conseqüente aniquilação das
civilizações que na época existiam.

Estas mudanças, obviamente afetam radicalmente os ciclos da vida no planeta,


acarretando a extinção e o aprimoramento de espécies e também o desaparecimento e o
ressurgimento de civilizações que nele se desenvolvem.

Estão portanto os ciclos planetários intimamente ligados aos ciclos pelos quais passam a
humanidade que o habita, sendo, porém, o próprio ciclo planetário que impulsiona o progresso
humano, mesmo que, em casos extremos, devido à falta de abertura consciencial, através das
mudanças bruscas muitas vezes associadas às fases de transição.

Devido à necessidade de equilibrar a vibração conturbada de transição e bem como


auxiliar os seres que habitam o planeta a passar com maior tranqüilidade por esta fase, muitos
seres de distintos níveis evolutivos e procedentes de diversas localidades no Universo estão
atualmente atuando no planeta Terra, muitos dos quais, atendendo às necessidades de renovação
planetária, encarnando, para que possam vivenciar a transição entre os seres humanos,
auxiliando-nos e extraíndo deste momento suas próprias lições.

Os acontecimentos mais relevantes, porém, para o equilíbrio e a renovação em um


planeta, não só em fases de transição, mas durante toda sua história, são as encarnações dos
grandes mestres das ciências humanas, dos mestres espirituais e, principalmente, dos avatares.

Vem daí a grande variação consciencial que podemos observar em nosso próprio mundo,
onde constatamos em certas épocas, a coexistência de Espíritos angelicais como o de nosso
mestre Jesus ou de gênios como Albert Einstein, com tribos de autóctones canibais, mal saídos
da idade da pedra. A passagem desses grandes mestres por nosso planeta, como verdadeiras
luzes condutoras da humanidade, se apresentaria totalmente deslocada em meio às tendências
inferiores e antagônicas desta mesma humanidade, pois, de onde teriam surgido tais mestres
portadores de ensinamentos tão avançados para uma sociedade ainda em estágio evolutivo tão
atrasado? Este fato vem, na verdade, comprovar o intenso intercâmbio existente entre os
diversos mundos, no qual entidades de grande evolução espiritual deixam seus mundos e,
apesar de não mais necessitarem encarnar em mundos de matéria mais densa como o nosso,
submetem-se por vontade própria a encarnações em mundos ainda em estágios evolutivos
inferiores, onde assumem missões de difundir conhecimentos e, desta forma, promover o
progresso nas diversas áreas do conhecimento humano.

Desta forma, concluímos que nem só de exílios são


compostos os intercâmbios interplanetários, mas também pelo
intercâmbio de grandes mestres espirituais e bem como de
trabalhadores abnegados de diversos níveis evolutivos.

Na obra "O Sublime Peregrino", Ramatis faz a distinção


destes dois aspectos, designando-os como "Queda Angélica" - no
caso dos exílios compulsórios; e "Descida Angélica" - no caso de
encarnações de grandes mestres e avatares provenientes de
mundos superiores.

As mais significativas "Descidas Angélicas" ocorrem de


acordo com a necessidade evolutiva da humanidade,
concretizando-se através da encarnação de grandes mestre e avatares do porte de Jesus,
Krishna, Buda, Sai Baba, etc., sendo, porém, processos que dependem única e exclusivamente
da vontade destes Espíritos iluminados. Conforme já citado anteriormente, estão incluídas
também entre estas "descidas" à matéria as encarnações de seres dos mais diversos níveis
evolutivos existentes entre o nível em que se encontra a maioria dos seres humanos e o nível
dos grandes avatares.

Estes seres iluminados que, de tempos em tempos, encarnam entre nós, são na verdade
irmãos que já caminharam pelos mesmos caminhos por onde atualmente caminhamos, com a
diferença de já contarem com a experiência de inúmeras vidas mais em diversos planetas e
dimensões, onde, por mérito próprio, venceram suas próprias limitações e as dificuldades
impostas pela dualidade presente em mundos de níveis semelhantes ao encontrado atualmente
no planeta Terra, o que os credencia a orientar ou conduzir o progresso dos seres que aqui
laboram na atual fase.

Devido ao fato de procederem de outros pontos do Universo, podemos carinhosamente


chamá-los de nossos "Irmãos das Estrelas", nossos irmãos maiores, que por aqui passam ou
aqui encarnam para nos resgatar de nossas próprias limitações e da ilusão gerada por nossos
próprios defeitos, auxiliando também com sua vibração mais elevada a elevar a vibração
planetária como um todo, contribuíndo para que cada ser que esteja aberto à renovação, tenha a
chance de elevar sua própria vibração e, conseqüentemente, possa adequar-se à nova ordem que
se instaura na Terra.

A passagem destes seres iluminados por nosso mundo sempre foi um fator de
fundamental importância para a evolução de nossa humanidade e, ainda mais, durante o período
de transição planetária, quando os seres necessitam realizar a opção entre aceitar a renovação
que bate às portas de seus corações ou permanecerem na vibração mais densa e, desta forma,
serem compulsoriamente transmigrados.
As transmigrações são dispositivos evolutivos universais que visam o aprimoramento dos
mundos e das consciências que os povoam. São na verdade grandes processos de seleção
natural, onde as almas transmigradas nunca se perdem, apenas são levadas a mudar seus
campos de trabalho, deixando suas antigas moradas, sendo que, tanto para os irmãos que ficam
quanto para os que partem, esta separação é a maneira mais adequada para a evolução, pois
cada qual passa a necessitar de experiências diferenciadas para seu próprio aprendizado, fato
que está relacionado ao nível evolutivo ao qual passam a buscar, tornando-se imprescindível
que continuem suas experiências temporariamente sem intervenções mútuas.

Na atual situação de nosso planeta, encontramos seres desenvolvendo-se consciencial e


espiritualmente a níveis elevados, enquanto boa parte dos habitantes continua mantendo-se
presa a níveis de atuação quase completamente inconscientes das leis que regem o universo,
devido à falta de realização de uma verdadeira reforma íntima, e bem como da busca individual
pela harmonização com a Essência espiritual que anima cada ser, processo também conhecido
como auto-realização.

Conseqüentemente, encontramos um quadro onde forças mentais antagônicas coexistem,


forças mentais positivas convivendo com forças mentais negativas, sendo que, estas últimas,
jogadas na natureza do planeta, podem propiciar o aparecimento das grandes catástrofes e
cataclismos prováveis aos finais de ciclos evolutivos planetários, quando se sucedem os
grandes exílios. A atuação simultânea destas forças faz com que as catástrofes ocorram nos
locais onde existe maiores concentrações de energia negativa e, de forma contrária, onde existe
maiores concentrações de energia positiva, a natureza prossegue de forma exuberante.

Portanto, as transformações bruscas pelas quais passam os planetas, são parte de


dispositivos de reajuste cármico de suas humanidades e também da renovação planetária, a qual
é regida por forças universais que constroem e transformam dentro da Criação divina,
configurando, desta forma, ciclos, dentro dos quais a essência das criaturas e da Criação como
um todo tem a possibilidade do aprimoramento.

Além das obras já citadas nos tópicos anteriores, podemos encontrar na literatura
espiritualista outras fontes confiáveis que tratam do presente assunto, como, por exemplo, a
vasta obra do autor Trigueirinho que, dentre outros temas de grande relevância para a
humanidade, trata também da questão da renovação planetária e bem como do surgimento em
nosso planeta de uma nova fase, regeneradora e mais harmoniosa.

A título ilustrativo, vejamos então, a seguir, o que o autor Trigueirinho nos diz a este
respeito em sua obra "Mensagens para uma Vida de Harmonia":

"Convivem harmoniosamente no universo energias que constroem e energias que


destroem. As primeiras criam e alimentam formas - uma atividade, a encarnação de uma
pessoa, os ciclos de uma civilização, por exemplo. As últimas possibilitam que a essência
abandone as formas que já não lhe correspondem, que estejam limitando sua expressão.
Destroem para libertar."

"Ambas as energias são necessárias para que a vida prossiga seu curso. Se não houvesse
a energia que a certa altura destrói nosso corpo, que é apenas a forma externa que tomamos em
determinada encarnação, como seria possível para a essência que o habita continuar um ciclo
criativo numa próxima vida e progredir?"

"Terminado um ciclo, a essência precisa de formas mais perfeitas para manifestar-se de


novo. Em termos planetários, se não houvesse a energia que provoca cataclismos e faz com que
uma civilização desapareça, como a essência daquela civilização poderia reaparecer de maneira
mais perfeita em outra, posterior?"

"Como poderia o espírito que nos move realizar um trabalho de crescente qualidade, se a
certa altura não surgisse outra forma para ele animar?"

Muitas, e por vários profetas, foram as profecias feitas nos últimos tempos a respeito do
presente final de ciclo. Muitos também foram os charlatões e exploradores da boa fé humana,
fato pelo qual devemos manter aguçado o bom senso, sempre utilizando-nos de nossa razão
para analisarmos e do coração para sentirmos o quanto de verdade existe naquilo que nos
chega.

Não deixaram de existir, porém, médiuns e profetas confiáveis que por nosso mundo
passaram com a missão de alertar os seres humanos a respeito das probabilidades dos
acontecimentos futuros, visando com isto, principalmente, abrir nossas mentes para o fato de
que a única forma de evitarmos as grandes catástrofes exteriores é eliminando as catástrofes
interiores, calcadas em nossos próprios vícios e paixões. Desta forma, podemos também
encontrar registrado na literatura espiritualista, diversas profecias e mensagens que apontam
para os prováveis rumos que a humanidade pode tomar em um breve futuro.

Contudo, falar de probabilidades, é algo complexo e nem sempre bem interpretado,


principalmente quando estas probabilidades dizem respeito ao futuro da humanidade, podendo
não ser muito agradáveis do ponto de vista imediatista com o qual está imbuída a maior parte
dos seres humanos. De acordo com o que nos relatam algumas profecias, existem
probabilidades apontando para o exílio compulsório de dois terços da humanidade atual.
Existem também, grandes probabilidades da ocorrência de diversos tipos de adversidades neste
período de transição pelo qual passamos, porém, devemos considerar também a possibilidade
deste exílio poder perfeitamente ser consumado através do desencarne natural dos seres que por
ele terão que passar. Conforme já foi dito anteriormente, tudo vai depender de como será o
empenho de cada indivíduo em sua própria reforma íntima e na busca pela harmonização com a
essência divina que reside em seu próprio interior, para que, todos, unidos em uma só corrente
positiva, possamos instaurar em nosso planeta, a partir de hoje e a partir de cada um, esta nova
fase de paz e de amor.

Também a título ilustrativo, para finalizar este tópico, vejamos, a seguir, primeiramente o
que Ramatis em "Mensagens do Astral", obra psicografada pelo médium Hercílio Maes, nos diz
a respeito das probabilidades que envolvem o momento de transição pelo qual estamos
passando e bem como da seleção que já está se processando em nosso planeta, fato que ficou
conhecido no mundo cristão como "A separação do joio e do trigo", ou ainda pelas palavras de
Cristo: "Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda". Na seqüência, vejamos
também uma bela mensagem de Ramatis psicografada pelo Grupo de Estudos Ramatis, a
respeito das perspectivas positivas que aguardam a humanidade neste novo milênio.
Vejamos então alguns trecho extraídos da obra Mensagens do Astral:

PERGUNTA: - Podeis dizer-nos qual a quantidade aproximada de espíritos que serão


transferidos da Terra para o planeta inferior que se aproxima de nosso mundo?
RAMATIS: - Segundo prevê a Psicologia Sideral, deverá atingir a dois terços da vossa
humanidade o total dos espíritos a serem transferidos. A esses dois terços ainda serão
acrescentados os que deverão ser selecionados, no Espaço (espíritos do plano astral inferior),
entre o conjunto dos espíritos que sempre sobejam nas reencarnações, para então se efetivar a
melancólica caravana dos "esquerdistas" do Cristo.

Os profetas assinalaram essa porcentagem sob vários


aspectos e cada um conforme a sua possibilidade de entendimento
dos símbolos que lhes foram apresentados na tela astral.
Destacamos, principalmente, os seguintes prognósticos: Isaías,
XXIV - 6: "E serão deixados poucos homens". Zacarias, XII - 8 e
9: "Duas partes dela serão dispersas e perecerão; e a terceira parte
ficará nela. E eu farei passar esta terceira parte pelo fogo", ou seja
a parte da "direita" do Cristo, a ser purificada. Apocalipse, VIII -
9: "E a terça parte das criaturas que viviam no mar, morreu, e a
terça parte das naus desapareceu", em cujo simbolismo se percebe
que dois terços dos habitantes da Terra devem desencarnar em
conseqüência de inundações ou de naufrágios.

PERGUNTA: - Esses dois terços de habitantes da Terra serão desencarnados


violentamente, para serem encaminhados ao planeta inferior?
RAMATIS: - Jesus disse: "E serão julgados os vivos e os mortos", isto é, os encarnados
na Terra e os desencarnados que se situarem nas adjacências da Terra. Esse julgamento já se
está processando, pois não será efetuado de modo súbito, mas obedecendo a indescritível
mecanismo que não podemos descrever na exigüidade destas comunicações. No entanto,
muitos estão partindo atualmente da Terra em tal estado de degradação, que a Direção Sideral
terá que classificá-los, no além, como exilados em potencial, dispensados de novos testes!
Sem desejarmos copiar o prosaísmo do mundo material, podemos afirmar que há um
processo de classificação automática, nos planos invisíveis, que revela e comprova as reações
do psiquismo dos desencarnados, em perfeita conexão com o princípio crístico ou então com o
modo de vida bestial que ainda é predominante no orbe intruso.
Diariamente se agravam as condições mentais no vosso mundo, conforme já podeis
verificar sem qualquer protesto de dúvida. Ante a verticalização lenta, mas insidiosa e que já se
manifesta na esfera interior, faz-se a perfeita conexão entre a degradação humana e a comoção
terráquea; orbe e morador sentem-se sob invisível expurgação psico-física! Em breve tempo,
libertar-se-ão da matéria dois terços da humanidade, através de comoções sísmicas, inundações,
maremotos, furacões, terremotos, catástrofes, hecatombes, guerras e epidemias estranhas.

PERGUNTA: - Mas essa reencarnação de espíritos terráqueos em planeta inferior não


implica em involução?
RAMATIS: - Quando os alunos relapsos não conseguem assimilar as suas lições, seja por
negligência, rebeldia ou desafeição para os pais, são porventura contemplados com promoções
para cursos superiores aos quais não fazem jus? Ou vêem-se obrigadas a repetir o mesmo curso,
recomeçando novamente a lição negligenciada? As almas exiladas da Terra para um mundo
inferior não involuem, mas apenas reiniciam o aprendizado, a fim de retificar os desvios
perigosos à sua própria Felicidade. Após se corrigirem, hão de regressar à sua verdadeira pátria
de aprendizado físico no orbe terráqueo, que se tornará escola de mentalismo, para cujo
desiderato a Técnica Sideral exige o sentimento aprimorado.
Aqueles que ainda invertem os valores das coisas mais santificadas para o seu exclusivo
prazer e desregramento, de modo algum desenvolverão o poder mental na aplicação das forças
criativas. Ante a proximidade do Milênio do Mentalismo, a seleção se faz urgente, porquanto as
condições educativas terrenas vão permitir que o homem desenvolva, também, as suas forças
íntimas, para futuramente situar-se na posição de cooperador eficiente do Onipotente. Se os
"esquerdistas" da vossa humanidade ficassem com direito a viver na Terra, no terceiro milênio,
em breve seria ela um mundo de completa desordem, sob o comando da vontade pervertida! Os
maiorais formariam uma consciência coletiva maligna e invencível pelo restante, que se
tornaria escravo desse torpe mentalismo! Seria uma execrável experimentação científica
contínua, de natureza mórbida, uma degradação coesa e indestrutível sob o desejo diabólico,
como se dá com certos magos que hipnotizam o público no teatro e submetem grupos de
homens à sua exclusiva direção mental!

PERGUNTA: - Quais exemplos de progresso que os emigrados da Terra poderiam


proporcionar aos habitantes do planeta inferior?
RAMATIS: - Como a transmigração de espíritos é fenômeno rotineiro no mecanismo
evolutivo do Cosmo, os mundos inferiores se renovam e progridem, espiritualmente, com mais
brevidade, graças a esses intercâmbios, que são constantes. Só as humanidades libertas das
paixões inferiores e devotadas ao Bem espiritual é que dispensam as transmigrações
compulsórias. Os movimentos migratórios dos povos, realizados nas latitudes geográficas do
vosso mundo, encontram analogia nas romagens de almas que se deslocam nas latitudes
cósmicas. A diferença em que estes acontecimentos siderais obedecem, inevitavelmente, a leis e
processos da mais alta técnica de adaptações.

PERGUNTA: - Como poderão os terrícolas retificar-se no planeta inferior, se estarão no


comando de corpos ainda mais primitivos e, conseqüentemente, viveiros de paixões brutais? É
crível que, depois de fracassarem em organismos mais evoluídos, os espíritos terrícolas
consigam a sua alforria espiritual em organismos inferiores? A convivência selvagem não há de
despertá-los psiquicamente para os antigos desequilíbrios e desregramentos?
RAMATIS: - Realmente, a natureza passional do organismo do homem das cavernas há
de predominar com mais vigor do que nos antigos corpos terrestres; o espírito do exilado há de
sofrer maior assédio inferior, sob os estímulos hereditários e irrefreados do psiquismo passional
do homem do sílex; no entanto, assim o determina a sabedoria da Lei e da Técnica Sideral, que
bem sabe do êxito a ser conseguido, pois que apenas se repetem os mesmos acontecimentos,
que em milhares ou bilhões de ocasiões têm sido empregados como recursos de retificação à
rebeldia espiritual, nos mundos materiais e no astral junto à crosta.
O exilado terrícola recebe o corpo na conformidade apenas de sua psicologia espiritual, e
que corresponde à sua estultícia, desregramento e indiferença pelos bens superiores. A alma que
arruína, deforma ou destrói o seu organismo físico no fogo das paixões violentas e destruidoras
deve receber, pela lei de compensação, um corpo desconfortável e primitivo, em
correspondência com a rudeza do seu péssimo comando. Deus seria imprudente ou pouco sábio
se prodigalizasse organismos mais sadios e mais perfeitos às almas que só admitem a orgia
destrutiva dos sentidos animais! Os espíritos que abusam da bênção reencarnatória em um
corpo físico sadio e evoluído não só criam prejuízos para si, como afetam desde o trabalho dos
técnicos responsáveis pela configuração etéreo-astral do molde da carne, até àqueles que
intercedem pela reencarnação. E esses prejuízos ainda se estendem aos próprios pais, que se
sentem subestimados no esforço de criar e educar o descendente que malbarata o vaso físico. O
mau uso do corpo sacrifica laboriosa equipe de trabalhadores, que operam para o bom êxito da
reencarnação, seja qual for a retificação cármica, assim como o malfeitor espiritual, que zomba
do privilégio abençoado no "direito de nascer", sobre outros milhares de espíritos preteridos na
descida.

PERGUNTA: - Quais os traços característicos daqueles que não serão transferidos para o
planeta inferior?
RAMATIS: - Conforme os prognósticos siderais apenas um terço da vossa humanidade
reencarnada estará em condições de se consagrar como o "trigo" e as "ovelhas" ou "direita" do
Cristo, a fim de se juntar à outra porcentagem que será escolhida no Além, entre a humanidade
de 20 bilhões de desencarnados que constituem a carga comum no mundo astral, em torno da
Terra.
Os da direita do Cristo possuem um padrão vibratório, espiritual, acima da freqüência
"mais alta" do magnetismo primitivo do planeta que se aproxima. em conseqüência, não
vibrarão em sintonia com as energias inferiores, que acicatarão o instinto inferior do psiquismo
humano, furtando-se, portanto, à subtração magnética gradativa, do referido planeta. Esse
acicatamento magnetico do planeta primitivo, só encontrará eco nos esquerdistas que, na figura
de "vassalos da Besta", responderão satisfatoriamente a todos os apelos de ordem animalizada.
Entretanto, não penseis que os "direitistas" sejam aqueles que apenas se colocam
rigorosamente sob uma insígnia religiosa ou uma disciplina iniciática; eles serão reconhecidos
principalmente pelo seu espírito de universalidade fraterna e de simpatia para com todos os
esforços religiosos bem intencionados. Pouco lhes importam os rótulos, as bandeiras ou os
postulados particularistas de sua própria religião ou doutrina espiritualista; facilmente se
congregam aos esforços coletivos pelo bem alheio, sem lhes indagar a cor, a raça, os costumes
ou preferência espiritual. São desapegados de proventos materiais, desinteressados de lisonjas e
despreocupados para com as críticas de suas ações; obedecem apenas à índole de amar e servir!
Colocam acima de qualquer feição personalista as regras crísticas do "amai-vos uns aos outros"
e "fazei aos outros o que quereis que vos façam". Esse grupo dos "poucos escolhidos" entre os
"muitos chamados", será a verdadeira falange de ação do Cristo no vosso mundo, na hora
desesperadora que se aproxima. Esse pugilo de almas coesas, decididas e indenes de
preconceitos e premeditações sectaristas, sobreviverá à fermentação das paixões animais
superexitadas sob a influência magnética do planeta inferior.

Terceiro Milênio

Abrir-se-ão as portas da Era de Aquário. Evento


esperado com júbilo pelos homens de bem, abrirá
também os corações para o Amor em sua plenitude.

A verdade sobre a origem do homem terrestre, como


ser cósmico, será restabelecida através da intensificação do
intercâmbio com seres de outros astros. O desenvolvimento
mental surpreenderá a humanidade, uma vez superados os
empecilhos morais que lhe dificultam o progresso. Das ruínas
do ódio, reconstruirão os homens um mundo novo onde os
povos de todos os quadrantes erguerão a bandeira da fraternidade. Uma nação única aniquilará
as demarcações de fronteiras hoje existentes e a geografia do Orbe se reduzirá aos contornos
dos continentes e arquipélagos ao longo dos oceanos. As novas cidades terão concepções
futuristas e não abrigarão população numerosa. Todos, sem exceção, terão assegurados os
direitos à moradia e à educação.

O homem não terá maiores problemas na área de saúde, de vez que, exercitando o Amor
e tendo aprendido a dominar a mente, por si só serão erradicadas as causas das enfermidades
que assolam o Planeta em seu estágio atual.

Os grandes obstáculos e dificuldades surgidos em função das destruições ensejarão


oportunidades novas de trabalho e treinamento mental, com vistas à reedificação do Planeta
dentro de uma visão moderna, prática e higienizada, além da apresentação de padrões visuais
mais harmônicos e agradáveis.

Quanto ao futuro do homem, em seu aspecto moral, as transformações dar-se-ão de


dentro para fora, apesar de estimulados por fatores externos e acontecimentos inusitados,
previstos para o final deste século e início do próximo.

Os agentes causadores da destruição moral do Orbe estarão perdendo força face à


atuação mais ostensiva da Espiritualidade, durante o final do processo de seleção a que está
sendo submetida a humanidade, de modo que a civilização terráquea passe a vibrar dentro de
padrões de Harmonia e Paz.

Assim, o homem do Terceiro Milênio possuirá um coração vazio de ódio e repleto de


Amor e Esperança. Os homens que na Terra viverão, na Era de Aquário, hão de transformar a
humanidade numa única família e o Planeta numa grande Escola de Instrução Superior para o
Espírito, iniciando-os no estudo do Cosmos, e ampliando seus conhecimentos sobre as Leis
Morais da Vida.

Não haverá tristeza nem dor moral a abater-se sobre os novos homens, pois a Lei do
Amor regerá o Planeta e todos se preocuparão com a felicidade de todos. A paz enfim reinará
sobre a Terra.

Se com essas perspectivas vos sentirdes tocados no mais íntimo dos vossos sentimentos
será porque estais sendo convocados a participar dos trabalhos da reconstrução dessa nova
Terra, cujas atividades se iniciam hoje, já! Despertai para os valores espirituais e confrontai
com os que até então têm norteado vossas vidas, avaliando o impacto do resultado de cada um
desses valores, e vereis que vossa opção se fará pelo Bem. Tereis o apoio das Forças Superiores
e estareis protegidos de todo o mal, hoje e sempre.

Ramatis
Mensagem extraída do site do Grupo de Estudos Ramatis.

Irmãos das Estrelas


"Quando surge algo novo que fica apenas um ou dois degraus acima de onde estamos,
não nos é difícil fazer a pequena transição para cima, mas, se surge algo que está
muitos degraus acima do nosso nível atual de compreensão, então a mente humana
se rebela contra a transição. Nossas mentes sentem-se seguras e confortáveis no
degrau inferior da escada. O poder da mente humana de fechar suas portas para o
indesejado, o desconhecido e o temor do que é estranho demais, tem sido
comprovado ao longo de toda a história, especialmente a história da ciência. Hoje
isto está evidenciado na relutância em aceitar a realidade dos fenômenos dos
OVNIs."*
(Dr. J. Allen Hynek)

A existência de seres extraterrestres é fato inquestionável


em nossos dias, não só pela enorme incidência de
aparecimentos e contatos em todo o planeta, pois
bastaria refletirmos um pouco na vastidão do universo
e na infinidade de planetas nele existente, e, pela
lógica, chegaríamos à conclusão que jamais em um
Universo de proporções tão vastas, fosse a Terra o
único planeta provido de vida, e nós, seres humanos, as
únicas formas de vida privilegiadas com a inteligência,
isso levando-se em conta apenas a dimensão da matéria
mais densa (como a nossa), pois, sem dúvida, ela existe
também em dimensões mais sutis do que a que
conhecemos através de nossos sentidos físicos, porque Deus certamente não criaria
mundos apenas para que ficassem pairando no espaço.

São os mundos, portanto, os ambientes propícios ao surgimento e à evolução da vida,


seguido da manifestação do pensamento e ao conseqüente progresso das consciências humanas
que, em determinada etapa evolutiva, passam a povoá-los, de acordo com o plano traçado pela
Providência divina. Constituem estes ambientes etapas de uma verdadeira escola, onde estas
consciências têm sua iniciação evolutiva através das dimensões formadas por matéria mais
densa, das quais, através do esforço próprio em assimilar o aprendizado contido em cada etapa
e vencer suas limitações, emancipam-se, conquistando o direito de transcender e seguir
naturalmente para dimensões constituídas por matéria cada vez mais sutil, propiciando, desta
forma, ao ser que progride, o acesso a ambientes onde sua existência passa a transcorrer de
forma cada vez mais leve, livre e feliz.

Podemos portanto, apenas para fins comparativos,


estabelecer a existência de uma escala evolutiva dimensional
diretamente relacionada à escala atribuída por Kardec às diversas
categorias de mundos habitados, composta por várias dimensões,
a qual segue das dimensões mais densas, como a que habitamos
atualmente, para as mais sutis, onde os espíritos fazem uso de
corpos de matéria mais sutil, imperceptível aos nossos sentidos
grosseiros, chegando a níveis essenciais, onde a utilização de
corpos, por mais sutis que sejam, deixa de ser necessária, pois os
seres conquistam o direito de viverem a realidade de suas essências, passando a existir
puramente como energia, ou luz, quando, então, transcendem também a necessidade de
habitarem mundos, da forma como estamos habituados a considerá-los, passando a vivenciar a
maravilha de poderem habitar e estar no universo todo, a todo tempo.

A evolução dentro desta escala se processa de acordo com o crescimento moral e através
do esforço de cada ser no sentido de compreender as leis universais, que têm como base a lei do
amor e do auxílio ao nosso próximo, como nos ensinaram Jesus e tantos outros mestres que por
amor se submeteram a encarnações em nosso planeta.

Partindo deste princípio, nada mais natural do que


aceitarmos o fato de que seres provenientes de outros mundos, já
mais evoluídos do que o nosso, venham nos auxiliar em
momentos difíceis como o que estamos passando atualmente,
onde a humanidade encaminha-se a passos largos à degeneração
devido a escolhas infelizes por parte da maioria, pois, nada mais
estão fazendo nossos irmãos superiores do que cumprindo
desígnios maiores e universais, que são, como já mencionamos, a
lei do amor e do auxílio ao próximo.

Muitos seres provenientes das mais diversas localidades do Universo vêm, há milhões de
anos, acompanhando a evolução natural do planeta Terra e das consciências que o habitam,
trabalhando e auxiliando no aprimoramento das espécies vegetais, animais e bem como no
aperfeiçoamento dos veículos físicos utilizados pelas consciências em seu aprendizado terreno.

Muitos mais, porém, passaram a atuar em nosso ambiente planetário no decorrer deste
século que findou, devido ao delicado momento pelo qual passa o planeta, conhecido por
“transição planetária”, onde a Terra vem passando da condição de “mundo de expiações e
provas”, para mundo regenerador, passando, conseqüentemente, também por uma sutilização
vibratória e dimensional.

Estes irmãos que ora nos assistem procedem de mundos


onde atualmente impera uma vida mais harmoniosa e feliz do que
a que conhecemos na atual fase em nosso planeta. São movidos a
atuarem aqui por diversos motivos, dentre eles seu próprio
aperfeiçoamento através da prática da lei do amor para com o
próximo que se encontra em condições deficitárias - nós, seres
humanos -, e também pela intenção de auxiliar o progresso (e
“resgate” no sentido de redenção) daqueles seus entes queridos
que, no passado, deixaram seus orbes exilados para o planeta
Terra, onde, há milênios, vêm buscando a redenção e a
possibilidade de retornarem para estes mesmos orbes de origem e
ao convívio daqueles que amam.
Através das potentes energias positivas que trazem e passam a doar em prol do planeta,
buscam auxiliar na elevação vibratória da humanidade, visando despertar os seres humanos e
desta forma auxiliá-los a compreender e alterar em tempo hábil a terrível possibilidade de
autodestruição com a qual se defronta o homem, fruto da atuação descontrolada de seu próprio
ego.

São irmãos que já caminharam pelas estradas que hoje caminham os seres humano,
muitas vezes, aprendendo as lições também pela dor, pois também cometeram erros no passado,
e a dor faz parte do progresso de todos os Espíritos, os quais, criados simples e ignorantes,
tornam-se vítimas de sua própria ignorância, só aprendendo após observarem e sentirem que
não deveriam desta ou daquela maneira caminhar. São, portanto, irmãos que passaram pelo
mesmo burilamento que ora passamos nós humanos.

A maioria destes seres integra organizações e alianças


universais de auxílio a civilizações necessitadas, sendo comum
deixarem seus planetas de origem, viajando para diversas missões
de auxílio, muitas vezes em planetas onde encontram-se grandes
afetos. Muitos pedem também missões em planetas onde exige-se
muita abnegação junto a Espíritos rebeldes e perdidos no mal. Já
outros buscam servir nas mais diversas áreas do conhecimento
humano, como por exemplo a política, a educação, a ciência, a
medicina, etc., variando de acordo com as necessidades do orbe
para onde se deslocam.

São seres procedentes de diversas dimensões, porém sempre


mais sutis do que a encontrada na Terra, em cujos locais de
origem se unem por verdadeira afinidade e afeição, buscando criar
soluções de auxílio a outros mundos. A força mental e o amor nestes seres já são fatores
bastante desenvolvidos, sendo em muitos casos através destas forças que criam (materializam
de acordo com a dimensão que habitam) os corpos sutis utilizados por eles em suas existências.

Apesar da individualidade ser um fator ainda existente, a personalidade já não mais


ocorre, propiciando o deslocamento da atenção de cada indivíduo de si próprio para a
coletividade do grupo, o que propicia a formação de uma união mais real e duradoura, trocando
o EU pelo NÓS.

Esta união ocorre em grupos semelhantes às famílias


terrenas, nos quais porém, seus membros são imbuídos dos
mesmos objetivos, uns apoiando os outros, elevando-se juntos em
aprendizado, encontrando verdadeira satisfação no auto-
aprimoramento e no trabalho de auxílio aos povos menos
favorecidos

De acordo com os objetivos e direcionamento tomados,


diferentes grupos vão se unindo, e, com isto, ampliam suas
possibilidades de realização, fator que confirma a afirmação do
mestre Jesus, que disse que um dia haverá “um só rebanho e um
só Pastor”, pois todos estarão plenamente integrados pelos
pensamentos superiores que serão comuns a todos e pelo amor verdadeiro que ligará os
corações.

São portanto os grupos que passam a buscar e realizar, e não mais as individualidades,
que, mesmo quando em localidades diferentes, continuam unidas pelo pensamento idêntico,
pela comunicação mental permanente e também pelo amor que permeia seus corações, partes
de um mesmo e grande ser, consciente e atuante em cada indivíduo da coletividade.

A partir de um determinado patamar evolutivo atingido pelo aprimoramento constante de


cada ser e grupo, o potencial de realização vai se tornando de tal forma grande, que estes seres
passam a trabalhar como intermediários entre Deus e os mundos físicos, cumprindo os
desígnios divinos de criação, preservação e transformação dentro do universo, sejam estes
desígnios referentes ao desenvolvimento de uma espécie de ser vivente, à criação de um
planeta, de uma estrela ou de uma galáxia.

Buscando novamente referências na obra “Mensagens do Astral", encontramos a


identificação feita por Ramatis a estes grupos de seres como “Engenharia Sideral”. Nesta obra,
Ramatis nos passa uma idéia do potencial realizador destes seres e de como atuam eles dentro
da criação.

Finalizando então este tópico, vejamos a seguir alguns trechos da obra acima citada, a
qual é composta por respostas de Ramatis às perguntas feitas pelo médium Hercílio Maes.

PERGUNTA: - Qual a idéia que poderíamos fazer dos Engenheiros Siderais e de suas
atividades?
RAMATIS: - Os Engenheiros Siderais são entidades espirituais de elevada hierarquia no
Cosmos, as quais interpretam e plasman o pensamento de Deus na forma dos mundos e de suas
humanidades. Através da ação dinâmica do Verbo - que podeis conceituar como pensamento
"fora de Deus" - aquilo que permaneceria em condições abstratas
na Mente Divina revela-se na figura de mundos exteriores.
Embora saibas que o pensamento do Onipotente é o princípio de
todas as coisas e seres, pois "no princípio era o Verbo, e o Verbo
era Deus", como elucida João Evangelista, existem os elos
intermediários entre o "pensar" e o "materializar" divino, que se
constituem de leis vivas, operantes e imutáveis, que dão origem à
matéria e à energia condensada. Esses conjuntos e leis vivas são
os Engenheiros Siderais ou Espíritos Arcangélicos, que
apreendem o pensamento divino e o revelam no plano denso da
Criação, proporcionando até a vida microscópica, para formação
das consciências menores. Essas entidades são dotadas do poder e
da força criadora do "sexto plano cósmico", no qual se disciplina a
primeira descida dos espíritos virginais a caminho da matéria,
através das sete regiões da ascensão angélica. Como os mais altos intermediários do
pensamento incriado do Absoluto, até se plasmar a substância física, os Arcanjos Siderais
consolidam os mundos e os alimentam em suas primeiras asuras constelatórias ou planetárias,
assim como as aves aconchegam os seus rebentos sob o calor afetuoso do amor materno. Todas
as formas de vida estão impregnadas dos princípios espirituais; tudo tem alma e tudo evolui
para estados mais sublimes, desde o elétron que rodopia no seio do átomo até às galáxias que
giram envolvidas pelos poderosos "rios etéricos", que as arrastam como paina de seda ao sabor
da consciência humana.

A separatividade é grande ilusão, uma aparência própria da ignorância humana, que está
situada nos mundos materiais, pois o sonho de Ventura é um só para todos!

Os Engenheiros Siderais, ou Arcanjos da mais alta hierarquia cósmica, como entidades


super-planetárias, ainda condensam e avivam o espírito descido até o microcosmo e ativam-lhe
a dinâmica ascencional.

PERGUNTA: - Poderíeis descrever-nos a figura dessas


entidades superplanetárias?
RAMATIS: - Impossível é descrevê-las em sua exata
estrutura e morfologia sideral, porque na forma do vosso mundo
não há qualquer idéia capaz de identificá-las como Espíritos cujas
auras se extravasam além dos orbes ou das constelações a que dão
forma, ao mesmo tempo que presidem à ascensão de todas as
coisas e seres para a Ventura Eterna. Talvez fosse possível à gota
d'água descrever o seu mundo, que é o oceano, por encontrar-se
ainda ligada ao meio líquido; no entanto, teria de fracassar
lamentavelmente se lhe pedissem que descreves o espírito do
oceano!

PERGUNTA: - Qual seria uma idéia aproximada, para entendermos como esses
Engenheiros Siderais, ou Anjos Planetários, operam na figura de intermediários entre Deus e os
mundos físicos?
RAMATIS: - Esforçando-se para que chegueis a uma compreensão aproximada do seu
modo de agir desde o potencial do Pensamento Original Divino, pedimos que simbolizeis Deus,
o Absoluto que é a Fonte Máxima de energia do Cosmo, em algo semelhante a uma usina
central, da Terra, que produz carga elétrica primária e virgem, em alta tensão, num potencial de
50.000 volts. É óbvio que, em virtude da multiplicidade de aparelhamentos heterogêneos que
vivem na dependência desse potencial energético, há necessidade de ser a corrente elétrica
graduada na voltagem adequada à exigência restrita de cada coisa ou objeto. O modesto
fogareiro doméstico, que se contenta com apenas 110 volts, não suportaria o potencial de
50.000 volts; mesmo os motores de 220 ou mais volts fundir-se-iam sob o impacto direto da
força produzida pela usina central. No entanto, a técnica humana construiu complexo e extenso
aparelhamento que, na figura de condensadores e transformadores, interpõem-se entre a usina e
o fogareiro doméstico, abrandando pouco a pouco a poderosa corrente virgem, desde os
poderosos motores das indústrias gigantescas até o modesto motor
de máquina de costura, cada um contemplado com a sua cota de
energia útil e suportável.

Indubitavelmente, os transformadores que se colocam sob


os primeiros impactos, na alta voltagem da usina produtora,
também devem possuir maior capacidade de suportação e de
receptividade, a fim de não desperdiçarem o potencial mais
vigoroso e poderem graduá-lo como energia de baixa tensão. Sob essa disposição preventiva da
técnica humana, operam-se duas soluções inteligentes e lógicas: - economia de força, aplicada
só ao gasto necessário, e a suportação exata na conformidade receptiva de cada elemento
eletrificado. É óbvio que o modesto aparelho elétrico, de barbear, ignora a complexa
multiplicidade de operações que o antecederam no curso da energia, reduzindo-se até à modesta
cota de força para mover sem perigo o seu delicado maquinismo! Assim também ocorre
convosco: ignorais, na realidade, a complexidade de consciências e de valores espirituais que se
enfileram no Cosmo, absorvendo e reduzindo o "Potencial Virgem" do Criador, para que o
vosso espírito se situe na percepção consciencial humana e possa recepcionar o "quantum"
exato de luz que deve alimentar-vos o psiquismo e a noção diminuta de "ser" ou de "existir".
Assemelhai-vos ao singelo aparelho de barbear, que vive um mundo de emoções com apenas
110 volts de energia elétrica, e ignora o abrandamento dos 50.000 volts, que a usina produz
para verdadeira corrente de sua vida mecânica.

Também viveis a sensação de uma "consciência total", apenas com um modesto sopro de
energia cósmica, mas comumente ignorais a assombrosa Usina Divina, que é verdadeira fonte
criadora do potencial do vosso singelo viver humano! Assim como o modesto aparelho de
barbear se fundiria sob uma carga potentíssima além de sua capacidade mecânica, os vossos
espíritos desagregar-se-iam, retornando à fusão no Cosmo, se fossem submetidos diretamente
ao potencial virgem e poderoso da consciência criadora da Vida, que é Deus! A alma deve
crescer conscientemente em todos os sentidos cósmicos, a fim de desenvolver a sua capacidade
e suportar a progressiva voltagem de energia transmitida pelos transformadores arcangélicos,
que lhe sucedem indefinidamente em potencial cada vez mais alto.

 O trecho encontrado no início deste tópico foi extraído da obra "Alienígenas Entre
Nós", de Ruth Montgomery, publicada pela editora Nova Era.

Nota: Todas as figuras deste tópico foram extraídas do site: SPIRITWEB ORG

Reforma Íntima e Harmonização Interior

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à
perdição, e muitos são os que entram por ela. Que estreita é a porta, e que apertado o
caminho que leva para a vida, e que poucos são os que acertam com ela!"
(Mateus, VII: 13-14)

"A porta da perdição é larga, porque as más paixões são


numerosas e o caminho do mal é o mais freqüentado. A da
salvação é estreita, porque o homem que deseja transpô-la
deve fazer grandes esforços para vencer as suas más
tendências, e poucos se resignam a isso. Completa-se a
máxima: "São muitos os chamados e poucos os escolhidos."
Este é o estado atual da Humanidade terrena, porque, sendo
a Terra um mundo de expiações, nela predomina o mal. Quando estiver transformada,
o caminho do bem será o mais freqüentado."

"Mas quais as faltas de que a Humanidade seria culpada para merecer uma sorte tão triste
no presente e no futuro, se toda ela estivesse na Terra e a alma não tivesse outras existências?
Por que tantos escolhos semeados no seu caminho? É assim que, com a unicidade da existência
estamos incessantemente em contradição com nós mesmos e com a justiça Divina. Com a
anterioridade da alma e a pluraridade dos mundos, o horizonte se alarga, iluminam-se os pontos
mais obscuros da fé, o presente e o futuro se mostram solidários com o passado, e somente
assim podemos compreender toda a profundidade, toda a verdade e toda a sabedoria das
máximas do Cristo."

(Extraído da obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Allan Kardec)

"Os súbitos cataclismas que ocorrem na natureza, provocando devastações e sofrimento


em massa, não são "atos de Deus". Tais desastres resultam dos pensamentos e ações do homem.
Sempre que o equilíbrio vibratório mundial entre o bem e o mal for perturbado por um acúmulo
de vibrações nocivas, resultantes de maus pensamentos e más ações do homem, vocês
presenciarão calamidades."

"As guerras não são ocasionadas por fatídica ação divina, mas pela propagação do
egoísmo materialista...Quando o materialismo predomina na consciência do homem, há uma
emissão de raios negativos sutis; seu poder acumulado perturba o equilíbrio elétrico da natureza
e então acontecem terremotos, enchentes e outros desastres."

Paramahansa Yogananda

Às vezes, temos em mente que é mais fácil ficar na ilusão do que enfrentar-se a si
mesmo. Pode nos parecer infinitamente melhor não ajustar-se às leis de Deus e, em nosso
desajuste, a porta nos parece larga. Quando, ao contrário, nos ajustarmos, teremos que estar do
“tamanho” certo para passar pela ilusão e adentrar a porta estreita, aquela que nos leva à vida.
O preparo que nos possibilita ver a realidade existente além dos sentidos físicos é geralmente
nada convencional, e nos leva a hábitos completamente diferentes dos que estamos
acostumados a presenciar, como por exemplo a maneira de se alimentar, de se relacionar, e boa
parte daquilo que podemos chamar de “rituais diários”.

Na Terra, no período da transição, ainda imperam os estímulos ao largo caminho. Isso


ocorre toda vez que uma pessoa dá mais valor ao que é material do que ao seu verdadeiro eu,
achando encontrar na larga porta da ilusão (larga porque num mundo de expiações a ilusão é
abundante) mais facilidades que se traduzem através do prazer ao se adquirir “algo”. Enquanto
isso, o homem sábio que procura interiorização e plenitude em Deus lhes parece uma grande
incógnita. Inconscientes, desconhecem o quanto é perdurável, interminável, inesgotável e
infinitamente mais satisfatória a luz do Amor do Pai Criador.
Uma vez que a transição é a mudança e o objetivo é a evolução, como podemos
aproveitar a transição vibratória se não mudamos nosso interior? É necessário mudar para
evoluir e sabemos que é muito mais fácil realizar mudanças em ambientes propícios.

A Terra passa por uma transição vibratória evolutiva em que todas as situações estão mais
rápidas para que os seres percebam-na e possam também entrar em transição. Assim,
harmonizar-se é a única maneira de manter-se em um ambiente que se harmoniza e vocês, hoje
encarnados na Terra, têm esta chance primeiramente do que os que não estão, tendo a felicidade
de poder presenciar e utilizar-se do momento de transição para o próprio aprimoramento e
crescimento espiritual, do que unicamente dependerá sua permanência em um ambiente
reformado e mais harmonioso.

O esforço é conquistar a vibração necessária para continuar nesta casa que está se
reformando todos os dias, pouco a pouco.

Irmãos de Órion

Somente conseguindo elevar nossa própria vibração é que conquistamos o direito de


acessar níveis superiores de consciência, pois o nível consciencial em que nos
encontramos está diretamente ligado ao tipo de vibração com a qual nos mantemos
sintonizados.

Aí está a importância da constância no trabalho para a


elevação de nossa própria vibração, pois, no atual estágio
evolutivo em que nos encontramos, a maioria dos seres
humanos, muitas são as ilusões que mantém nossa vibração
no nível vibratório médio da humanidade, o qual,
convenhamos, ainda não é dos melhores, como podemos
observar, por exemplo, através dos inúmeros conflitos
armados que encontramos atualmente em nosso planeta,
frutos do egoísmo e da ganância humana, ou através dos
gostos fúteis e paixões que movem os interesses da maioria,
refletidos neste grande painel que é a mídia, onde, sem
generalizar, podemos encontrar uma programação carregada
de violência e banalidades como a sensualidade.

A vibração e bem como o nível de consciência em que nos encontramos, estão


diretamente ligados àquilo que se passa em nosso interior, ou seja, nossas atitudes mentais,
nossos sentimentos e seus reflexos diretos que são nossas palavras e ações. São basicamente
estes padrões que formam nossa própria vibração e servem de medida para nosso próprio nível
consciencial. É através de nossos próprios exemplos de vida que transparecemos aquilo que
realmente somos e em que estado se encontra nosso interior.

Cada pensamento, cada sentimento, palavra e ação são fatos geradores de energias, as
quais, além de serem enviadas na direção do objeto ou pessoa a que se destinam, passam a
compor nosso campo vibratório. Daí, concluímos que, se os pensamentos, sentimentos,
palavras e ações que praticamos forem de baixo teor ou qualidade, também de baixo teor será
nossa vibração, a qual, portanto, é a resultante das energias geradas por nossos pensamentos,
sentimentos, palavras e ações.

É a somatória do campo vibratório de cada


indivíduo que compõe o campo vibratório que envolve
um planeta, o qual, quando muito negativo, além de
gerar comoções na própria humanidade, como por
exemplo os inúmeros tipos de doenças desconhecidas,
pode gerá-las também na natureza do próprio planeta, os
chamados cataclismos.

Vem daí, portanto, a importância de buscarmos


realizar uma verdadeira reforma íntima, cujo objetivo é
a reforma de nossos padrões de comportamento,
( pensamentos, sentimentos, palavras e ações), para que
nosso comportamento não mais afete negativamente a
nós mesmos, nossos semelhantes e ao meio em que
vivemos, o que, conseqüentemente, nos proporciona a
elevação de nossa própria vibração.

É a reforma íntima, na verdade, a única forma de alterarmos os prognósticos referentes a


nós e ao mundo em que vivemos, quitando karmas que trazemos desde vidas passadas e
evitando a geração de novos com seus conseqüentes sofrimentos.

O objetivo desta reforma é a transmutação em nosso íntimo, de todos aqueles


pensamentos e sentimentos daninhos e destrutivos, como o egoísmo, a maldade, a ganância, o
orgulho, a inveja, o preconceito, a maledicência, etc., para que possamos desta forma instaurar
em nossos corações o AMOR universal e incondicional a todos os seres vivos, pois é somente
através do AMOR incondicional que poderemos construir a PAZ incondicional.

Para que possamos atingir este objetivo, o


primeiro passo a ser dado é a mudança de nossas
atitudes mentais, pois, como tudo no universo é fruto do
pensamento Divino, é justamente na força criadora (ou
destrutiva) de nosso pensamento que está nossa
semelhança com o Criador, estando portanto em nossas
atitudes mentais a chave de nosso próprio equilíbrio.

Sendo a mudança de nossas atitudes mentais a


base de nossa reforma íntima, fundamental é que
procedamos uma análise dessas atitudes mentais com
relação ao mundo em que vivemos, nosso próximo e
para conosco mesmos, eliminando todo o tipo de
pensamentos negativos e perniciosos.
Podemos, por exemplo, iniciar este processo de melhoria de nossas próprias atitudes
mentais verificando os seguintes aspectos:

 Não sermos maledicentes;


 Não mentirmos;

 Não depreciarmos;

 Não inferiorizarmos;

 Não ridicularizarmos;

 Não satirizarmos;

 Não ironizarmos;

 Não procedermos a críticas estéreis;

 Respeitarmos sempre que nos referirmos a qualquer pessoa;

 Não sermos sensuais nem nos engajarmos em jogos sensuais

 Evitarmos cenas de violência, pornografia, futilidade, desonestidade e qualquer tipo de


desrespeito às leis da vida;

 Evitarmos ouvir de violência, pornografia, futilidade, desonestidade e qualquer tipo de


desrespeito às leis da vida.

Muito importante também para fortalecermos nossas intenções de nos tornarmos pessoas
melhores, é o convívio com pessoas que já possuam alguma realização espiritual ou que
também estejam buscando sua própria melhoria, as quais podem nos auxiliar com exemplos,
conselhos e o apoio desinteressado que só aqueles que estejam imbuídos de uma real vontade
de progredir espiritualmente podem prestar. Por isto, vale lembrar a importância de cativarmos
as amizades verdadeiras e nos associarmos com as pessoas com as quais podemos edificar um
verdadeiro trabalho espiritual.

No decorrer do processo de reforma íntima, a partir de um


determinado momento, principiamos a despertar e a adquirir
consciência de nossa própria realidade como essências
espirituais provenientes do Criador, passando naturalmente a
almejar a harmonização e a religação com esta essência
espiritual e com o próprio Criador. Para isto, é fundamental que
prossigamos a nos orientar tendo por base a vida dos grandes
mestres e avatares que por nosso mundo passaram, deixando em
seu rastro luminoso os grandes exemplos de humildade e
sabedoria, de renúncia e desprendimento da vida material, de
serviço altruísta pela humanidade, e bem como de técnicas de
harmonização que vão dos métodos devocionais, passando pelas
práticas de yoga, concentração e meditação, até a utilização de plantas psicoativas para a
expansão da consciência.

Swami Vivekananda em sua obra "Quatro Yogas de Auto-Realização", enfatizou a


importância do trabalho de harmonização interior e da ligação com a essência espiritual da
seguinte maneira: "O mundo externo não passa da forma grosseira do mundo interno, sutil. O
mais fino é sempre a causa, o mais grosseiro é o efeito. O homem que descobre e aprende como
manipular as forças internas, terá toda a natureza sob seu controle."

O despertar de nossas forças internas e de nosso potencial divino, vem através do


autoconhecimento e da auto-realização da essência divina que habita nosso interior, a qual
somente pode ser obtida através de uma persistente disciplina espiritual, o sadhana, ou
"caminho interior", como nos ensina Sathya Sai Baba, da qual, dependendo da predisposição e
do esforço próprio do praticante, é aconselhável que constem práticas como o cântico de
mantras, as técnicas de yoga visando o aprimoramento de nossa concentração mental, a
meditação e o desenvolvimento da projeção da consciência, ou projeção astral.

Em todas estas práticas, porém, são de fundamental importância a dedicação e a


constância, conforme nos esclarece novamente Swami Vivekananda, na mesma obra acima
citada: "A prática é absolutamente necessária. Podeis sentar-vos e ouvir-me uma hora por dia,
mas se não praticardes, não adiantareis um só passo para a frente. Tudo depende da prática.
Jamais compreenderemos essas coisas se não as experimentarmos. Temos que vê-las e senti-las
por nós mesmos. Simplesmente ouvir explicações e teorias ou apenas nos basearmos pela
experiência dos outros, nada adiantará.

Um dos melhores e talvez um dos primeiros métodos utilizados pelo ser humano, por ser
encontrado diretamente na natureza, é o caminho das plantas psicoativas, também conhecidas
como plantas “mestras”, ou “plantas de poder”, justamente pelo fato de atuarem diretamente na
consciência do ser que as utiliza como mestres ou professores, ensinando o direcionamento
certo a tomar e doando a energia necessária ao ser para que ele vença suas limitações e tenha
ampliada sua visão de si mesmo, ampliando desta forma seu poder de reformar-se intimamente
e de autoconhecer-se.

Por seu real potencial de auxiliar os seres humanos no crescimento espiritual e por serem
estas plantas utilizadas por diversas civilizações há milhares de anos, devemos, livres de
preconceitos, reconhecer o papel importante que elas vêm exercendo na caminhada evolutiva
humana desde a aurora dos tempos, saudando o atual resgate destas
preciosas técnicas naturais com o entusiasmo de quem reencontra um
tesouro que permaneceu oculto ou subutilizado, devido à incompreensão
e ao obscurantismo religioso que predominaram principalmente no
mundo ocidental nos dois últimos milênios.

Podemos dizer que este atual resgate de diversas técnicas de


autoconhecimento e aprimoramento espiritual faz parte de um retorno da
humanidade às suas origens, devido à instauração no planeta de uma nova fase, mais pura e
verdadeira, justamente por se assemelhar mais à pureza original da humanidade, contando,
porém, com um cabedal de conhecimentos e sabedoria mais amplos, devido à experiência
acrescentada pelos milênios vivenciados. A este resgate, o etnobotânico Terence Mackenna
chamou de “o retorno à cultura arcaica”, coerentemente observando em sua obra de mesmo
nome que “não é por mera coincidência que está havendo um renascimento do uso destas
plantas no instante em que nos habilitamos tecnologicamente para abandonar este planeta. As
visões propiciadas por elas e a transformação da imagem humana provocada pela exploração
espacial são coisas correlatas. O que está havendo é nada menos que o surgimento de uma nova
ordem humana. Começa a surgir uma cultura humana telepática, compassiva, universalista, que
fará com que tudo o que a precedeu pareça a Idade da Pedra”.

Conforme classificação proposta há pouco mais de vinte anos pela Etnobotânica, a área
do conhecimento humano que estuda o uso destas plantas, a forma mais adequada para designar
as substâncias psicoativas que existem em sua composição é o termo "enteógenos", que é uma
palavra cognata com a palavra "entusiasmo", e quer dizer "tornar-se um com a divindade
interior", ou seja, é a palavra propícia para designar as substâncias que possibilitam a
experiência de contato com a essência divina que existe no interior de cada pessoa,
aproximando-a do Sagrado e ampliando sua capacidade de autoconhecer-se e aprimorar-se. São
substâncias que estão presentes no próprio organismo humano, a exemplo da serotonina, um
neurotransmissor encontrado no sistema nervoso humano, daí o fato de não serem prejudiciais
quando utilizadas em contexto religioso.

Com o intuito de esclarecer um pouco mais a questão da utilização das “plantas de


poder” visando a reforma íntima e a harmonização interior, vejamos a seguir algumas
mensagens dos nossos Irmãos de Órion a respeito do assunto, e mais especificamente sobre a
bebida sacramental Ayahuasca, Hoasca ou Vegetal, e os benefícios que ela proporciona àqueles
que a utilizam de forma correta - justamente dentro do contexto da busca da harmonização e da
religação com Deus.

A Ayahuasca é uma bebida sacramental proveniente da decocção de duas espécies


vegetais da amazônia, o cipó Banisteriopsis caapi e a folha Psycotria viridis, a qual atualmente
é legitimamente comungada por milhares de pessoas ao redor do mundo, contando com
diversos pareceres oficiais e científicos comprovando sua inofensividade e também os
benefícios proporcionados às pessoas que dela fazem uso.

Irmãos de Órion

Conforme pudemos ver nos tópicos anteriores, o Universo é a “Casa do Pai”, onde
existem as muitas moradas, ou mundos que oferecem tanto aos encarnados quanto aos
desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento. Por elas transitam os justos, seres que
conquistaram, por mérito e esforço próprio, o direito de percorrer e desvendar os mistérios
desta grande casa que é o Universo.

Muitos destes seres, provenientes das mais diversas localidades do Universo vêm, há
milhões de anos, acompanhando a evolução natural do planeta Terra e das consciências que o
habitam, trabalhando e auxiliando no aprimoramento das espécies vegetais, animais e bem
como no aperfeiçoamento dos veículos físicos utilizados pelas consciências em seu aprendizado
terreno.
Muitos mais, porém, passaram a atuar em nosso ambiente planetário no decorrer deste
século que findou, devido ao delicado momento pelo qual passa o planeta, conhecido por
“transição planetária”, onde a Terra vem passando da condição de mundo de "expiações e
provas”, para mundo "regenerador", passando, conseqüentemente, também por uma sutilização
vibratória e dimensional.

Cumprindo desígnios superiores, estes seres colocam-se a serviço da Providência divina,


buscando trabalhar pelo progresso das civilizações que, como a terrena, encontram-se ainda em
estágios primários de consciência. Muitos para cá se deslocaram também movidos pelo amor
que os liga a entes queridos, para cá exilados em épocas passadas ou que aqui se encontram em
missões redentoras.

Por outro lado, muitos seres humanos estão atualmente passando por experiências
extrasensoriais nas quais são contatados por seres extraterrestres, irmãos mais adiantados na
escala evolutiva consciencial, provenientes de dimensões mais sutis e harmoniosas, onde
habitam devido justamente à maior clareza consciencial conquistada relativamente ao estado
consciencial humano. Existem muitas pessoas ao redor do mundo, devido ao próprio
merecimento, passando por estas experiências, através das quais lhes são conferidos direitos de
receberem e assimilarem preciosas orientações para sua própria melhoria e progresso, tendo
também, dependendo de sua própria conduta, a oportunidade de propagá-las para auxiliar os
irmãos encarnados. Estas orientações chegam principalmente através dos dons mediúnicos,
dentre eles a psicografia, as canalizações, a intuição, a clarividência e a clariaudiência.

O aumento da incidência destes contatos extrasensoriais está diretamente ligado ao


delicado momento da transição planetária e à sutilização dimensional, o que vem propiciando a
abertura dos dons naqueles que os desenvolveram em existências passadas, os quais são
novamente concedidos como uma nova chance ao trabalho retificador e para que sirvam
também como mais uma maneira de impulsionar o despertar e o progresso humano neste
momento tão importante.

Assim, mais fácil vem se tornando aos encarnados o contato com seres e dimensões
superiores, o que, em futuro não muito distante, será algo mais comum na vida dos seres
humanos, na medida em que melhor compreendido, aceito e trabalhado. Trabalhando melhor
seus dons e tendo-os mais aflorados, poderão os seres humanos receber de forma mais direta as
dádivas provenientes de esferas superiores, sejam estas dádivas, dentre outras, palavras amigas,
conselhos reconfortantes, mensagens e canalizações orientadoras, e, principalmente, a energia
benigna e retificadora que vem implícita nestes contatos, para que possam ser absorvidas e
utilizadas em nosso próprio crescimento vibratório e consciencial.

Infelizmente, poucos são ainda aqueles que despertaram para a realidade universal do
espírito humano, o qual, por já vir de longe em sua caminhada evolutiva, certamente já passou
por diversas moradas nesta grande escola que é o Universo em que vivemos. Isto está
relacionado ao pouco interesse e esforço que a maioria dos irmãos encarnados ainda dedica ao
próprio aprimoramento espiritual, atribuído ao apego à matéria, e à ilusão gerada pela busca
dos prazeres materiais, pelas limitações humanas, pelo dogmatismo e pelo fanatismo, fatores
que, na verdade, vem servindo para prender e manipular a atenção humana, mantendo-a longe
de desvendar as belezas da Criação e bem como de conhecer a realidade divina e universal do
espírito humano. Este apego à matéria e a conseqüente manipulação da atenção humana faz
com que muitas pessoas passem mesmo a rechaçar e a denegrir estes tipos de contatos
extrasensoriais e aqueles a quem é possível mantê-los.

Desta forma vem sendo nosso contato com os "Irmãos de Órion", irmãos aos quais muito
agradecemos pelas palavras amigas, mensagens e preciosos conselhos que vêm nos
concedendo, mas, principalmente pela energia que a eles vem agregada, inspirando-nos e
fortalecendo-nos em nossa caminhada terrena.

Foi através do trabalho harmonizador com a bebida sacramental Ayahuasca e do dom da


mediunidade que começaram os contatos de forma mais direta com esta irmandade, quando
conseguimos reconhecê-los como amigos queridos, mentores dedicados velando por nosso
progresso na atual existência terrena.

Foi pensando em compartilhar as belas mensagens que passamos a receber e bem como
os benefícios que têm nos trazido em termos de reflexão e orientação em nossa própria reforma
íntima, que decidimos criar um espaço para divulgá-las. Aqui se encontram algumas das
mensagens recebidas a partir do ano de 1999, muitas delas tratando de temas ligados à transição
planetária. Outras, de assunto de extrema importância para a humanidade como, por exemplo, a
questão energética, trazendo dicas de como captar e melhor utilizar a preciosa energia
necessária às mudanças interiores e ao crescimento espiritual.

É comum ocorrer de generalizarmos aquilo que vemos a partir de uma primeira


impressão, por isso, queremos esclarecer que as intenções destes irmãos não se resumem
apenas a atuar e passar conhecimentos sobre a atual fase de transição planetária, mas sim,
continuar presentes e ampliar sua atuação direta em nosso planeta confraternizando-se com os
povos da Terra, aos quais, tanto estes irmãos, quanto diversas outras civilizações extraterrestres,
pretendem ensinar sua maneira de viver, trazendo técnicas avançadas que ampliarão
vertiginosamente o progresso humano em todas as áreas do conhecimento.

Assim deve ser, pois é chegada a hora do despertar do ser humano, que, com a gradual
abertura consciencial que vem se verificando e deve se intensificar nos próximos anos, assistirá
em breve tempo sua reintegração ao intercâmbio cultural e espiritual com estas civilizações
irmãs que habitam o universo, tão ligadas e atuantes entre nós, apesar de ainda muito pouco
percebidas e compreendidas. Tudo vai depender de nosso próprio crescimento espiritual, e do
conseqüente merecimento em prosseguirmos neste planeta, ampliando nossa consciência e
abrindo nossa percepção, para que possamos perceber e vivenciar as maravilhas da
Fraternidade universal, a providência divina nos auxiliando e atuando por meio do amor que
emana de nossos irmãos maiores.

Desta forma, esperamos que as mensagens a seguir sirvam para auxiliar a todos aqueles
que buscam compreender um pouco mais a respeito da atual fase planetária, a respeito de
nossos irmãos das estrelas e, principalmente, sobre si próprios.

Concluíndo esta introdução, deixamos aos amigos uma breve mensagem de nossos
Irmãos, onde eles nos esclarecem o motivo das mensagens e a importância de sua divulgação:

A todos os queridos amigos:


O presente trabalho composto pelas mensagens que ditamos, surgiu da necessidade por
parte dos irmãos receptores e ainda da amizade que existe entre nós, estabelecida desde
tempos passados. Com o passar do tempo e com a divulgação de nossas palavras, percebemos
que novas amizades nasceram, pois através do trabalho das mensagens, muitos irmãos foram
se acrescentando e ampliando nossa família de seres afins e, desta forma, fomos abençoados
com a amizade de muitos dos irmãos com quem interagimos por meio da energia que imanta
cada trabalho de desenvolvimento pessoal indicado através das mensagens. Todas as
mensagens aqui contidas possuem uma energia fornecida para o trabalho interno de
entendimento consciente do irmão que procura o autoconhecimento e o auto-aprimoramento.
Este trabalho traz ainda, a todos, o convite de reflexão e a possibilidade de extensão das
amizades a um nível universal, onde barreiras físicas deixam de ser motivo para que o
intercâmbio entre almas que vivem suas experiências em locais diferentes seja possível. Além
destes motivos felizes, queremos dizer que nos sentimos revitalizados na troca constante de
informações que muito provavelmente encontram nos corações dos amigos uma maneira de
germinar para, mais à frente, florescer em um mundo com conhecimento de paz, ou seja, um
mundo capaz de transformar a paz em uma realidade cotidiana. Esta troca gera um bem de
valor incalculável para aqueles que, como nós, podem recebê-lo.

Somos então agradecidos a todos que passam por aqui e enriquecem com sua energia
feliz este trabalho de todos nós, que é a evolução e o alcance do bem maior: o Pai-Mãe Amado.
Irmãos de Órion.
Mensagem recebida em 01/02/2001.

14 de outubro - Dia Confederação Interplanetária - USA.