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Prova Escrita de Português, 9.

º ano [EI] (Para)Textos

Correção da Prova escrita de Português


9.º ano
Fevereiro de 2019

GRUPO I

Transcrição do texto ouvido:

Fundação Gulbenkian expõe peças e objetos raros dos Descobrimentos

Imponente no peso como no porte, era o primeiro rinoceronte vindo da


Índia. Chegava a Lisboa no século XVI, em plena era dos Descobrimentos.
“Há um sentido de surpresa, de espanto, de otimismo, nisto que se está a
ver, nisto que se está a descobrir que é muito, muito impressionante.”
Novos animais e plantas, novas terras e povos, nada voltou a ser como
dantes numa Europa até então fechada em si mesma.
Um novo mundo descoberto a partir da Península Ibérica, como mostra a
primeira carta náutica, feita por portugueses, da costa atlântica.
“O que interessa a estes homens, aqui, é, claramente, o Atlântico. Então,
vemos a costa de África já toda, já muito bem cartografada, muito
detalhadamente. Isto é, obviamente, o resultado de muitas viagens de
exploração e que não tem o Mediterrâneo.”
A curiosidade levava, agora, portugueses e espanhóis a outras paragens.
“Sublinhamos aqui a presença da pimenta dioica, portanto, a pimenta da
Jamaica e do piripiri, que era um cápsico, e os cápsicos foram todos
descobertos, portanto, encontrados pelos espanhóis na América.”
“Pessoas de níveis sociais baixos vão começar a trazer informação certa
sobre a Natureza e, de repente, começa-se a perceber que a construção do
conhecimento sobre o mundo pode ser feito por pessoas que não são instruídas.”
Missionários, soldados, marinheiros, quase todos heróis sem rosto e sem
nome. Pela primeira vez, os eruditos perdem o exclusivo de ver e documentar
as novidades da Natureza.
“Todas essas informações que foram recolhidas localmente por feitores,
por boticários foram depois comunicadas aos médicos que testaram e validaram
este novo saber.”
Uma ciência a caminho da modernidade que beneficiou das observações,
do progresso dos utensílios e instrumentos das Descobertas, que, agora, podem
ser vistos em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian. Uma exposição que
mostra algumas peças raras como o único manuscrito que se conhece do
matemático Pedro Nunes.
“Esta exposição é um convite, é um convite a que as pessoas venham
ver, saber um pouco da sua história, da história portuguesa, sem cair em dois

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extremos, que são igualmente errados: o extremo de um triunfalismo, de pensar


que é uma história de génios, científica, essa não, não é a história portuguesa…
Mas o outro extremo é igualmente errado, que é o extremo de pensar no
derrotismo total e de pensar que não houve nada.”
Um convite que se estende até dia 2 de junho.

in https://sicnoticias.sapo.pt/incoming/2013-03-02-Fundacao-Gulbenkian-expoe-pecas-e-objetos-
raros-dos-Descobrimentos (consultado em 10-02-2019)

1.1. (A) 1.2. (A) 1.3. (A) 1.4. (B)

GRUPO II

Texto A

1.1. (O) 1.2. (F) 1.3. (O) 1.4. (F)

2.1. (V) 2.2. (F) 2.3. (V) 2.4. (F)

3.1. (B) 3.2. (A)

Texto B

4. A. narração; B. pessimistas; C. mãe; esposa.

5.1. (B)
6. (A)

Texto C

7.1. Fernando Pessoa, em “Mar português”, mostra que os portugueses desbravaram e


superaram os obstáculos com que se depararam. Para levar à reflexão sobre os
sacrifícios inerentes à conquista do mar foi introduzida a pergunta retórica “Valeu a
pena?” à qual o sujeito poético dá resposta: os perigos eram muitos, mas, depois
de ultrapassados, elevaram os lusos à categoria de heróis.
[60 palavras]

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GRUPO III

1. A. Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo


B. Pretérito perfeito composto do indicativo

2.
A. B. C. D.
4 1 3 2

3.1. a. Confia-mo! – pediu o marinheiro a Vasco da Gama.


b. Confia-me o leme do navio! – pediu-lhe o marinheiro.

3.2. a. Os marinheiros desejá-lo-ão para a viagem.


b. Os marinheiros não o desejarão para a viagem.

4.
A. B. C. D.
6 2 4 5

GRUPO IV

1.1. Proposta de resposta:

Desde o início da sua história que a Humanidade sempre se aventurou, cheia de


curiosidade, no desconhecido. Com determinação, os portugueses conquistaram muito
território, indo por “mares nunca dantes navegados”.
Tantos nautas partiram rumo a um quase total desconhecido, sem instrumentos de
navegação avançados ou um conhecimento científico alargado, e utilizando
embarcações tão frágeis que são, muitas vezes, comparadas a cascas de noz. A
insegurança de ter de cruzar um mar pleno de surpresas faz com que a sua resiliência
em chegar mais longe e explorar outros continentes, pelo mar, nos pareça ainda mais
impressionante.
Ao contrário dos astronautas que contavam com o avanço tecnológico e com uma
equipa de centenas de pessoas que, com eles, preparavam a viagem espacial, os
navegadores só podiam, praticamente, contar consigo e com a pequena tripulação nas
viagens que empreendiam, nunca sabendo se regressariam sãos e salvos.
Assim, esta solidão e a imprevisibilidade, associadas às duras condições das
viagens, fazem com que, na minha opinião, as Descobertas sejam a mais ousada e
desafiante aventura humana.
[171 palavras]

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