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REDES E LIVROS: invenção e circulação do texto poético na contemporaneidade

Projeto de dissertação de mestrado apresentado para


o processo seletivo do Programa de Pós-Graduação
Stricto Sensu – Mestrado em Educação e Formação
Humana, da Universidade Estadual de Minas Gerais

Linha 1 - Culturas, Memórias e Linguagens em


Processos Educativos

Belo Horizonte
2019
RESUMO
O trabalho pretende analisar a forma pela qual a produção literária contemporânea vem sendo
impactada pela criação e difusão de textos produzidos em redes sociais, visto que atualmente
muitos autores vêm divulgando seus textos em meio digital e posteriormente publicando esse
conteúdo em impresso. Busca-se entender como a socialização desse “original” antes de sua
impressão afeta e permite uma alteração nos papéis do autor, leitor e editor. Além disso, o
trabalho refletirá sobre como as novas mídias podem produzir novas lógicas de produção textual
e novas escritas. Será percorrido o caminho do texto em seu processo inicial de produção, ainda
nas redes sociais, até sua publicação como impresso e será examinado o rearranjo que esse tipo
de publicação provoca na “cadeia editorial”. Tal estudo será feito a partir da análise de três
casos: Alô, poeta!, de Ricardo Chacal, www.twitter.com/carpinejar, de Fabrício Carpinejar, e
Antiboi, de Ricardo Aleixo.
Palavras-chave: Literatura Contemporânea; Literatura Digital; Cultura escrita.
INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA
As tecnologias digitais vêm transformando a experiência humana, alterando “nossa forma de ver
o mundo, de morar no tempo, de viver os espaços, de experimentar a vida, seja na realidade viva
das coisas, seja em realidades virtuais, em situações fidedignas” (RӦSING e RETTENMAIER,
2009, p. 9). Devido às possibilidades de adaptação, experimentação e ampliação de sentido por
elas propiciadas, sua influência se ramifica pelas mais diversas áreas da ação humana.
Com a literatura não seria diferente, como sugere Katerine Hayles, ao afirmar que a “literatura
no século XXI é computacional” (2009, p. 61). Ainda em 2009, Hayles já arriscava dizer que “a
literatura digital será um importante cânone do século XXI” (HAYLES, 2009, p.163). Hoje, nove
anos após a referida previsão, poderíamos confirmar que já presenciamos sua concretização na
literatura contemporânea? A resposta não é simples, na medida em que o cânone e o próprio
conceito de literatura são sempre fruto de embates socioculturais, como observa Bernard
Mouralis (1982). A partir da problematização desse autor sobre a instituição literatura, que é
definida e balizada por outras instituições sociais, também podemos pensar nas tensões e nos
interesses em torno da literatura digital. Sem a pretensão de apresentar uma definição
satisfatória para esse conceito, nem mesmo a de classificar determinados textos como literatura
digital ou não-digital, ressaltamos aqui a natureza composta da expressão, que remete a uma
tradição (a Literatura) e a um novo campo das práticas humanas (o digital). É sobre esse
encontro que este projeto se debruça.
Vivemos um período ainda relativamente novo, mas já bastante vigoroso desse encontro, e
visualizamos, ainda que parcialmente, as primeiras ondas aí formadas. “Nessa intermediação de
inteligências, surgem novas possibilidades estéticas que afetam no âmago aquilo que
ilusoriamente parece ter nascido dos livros e para os livros: a literatura” (RӦSING e
RETTENMAIER, 2009, p. 9). Apesar da crescente importância de novos suportes de leitura
(tablets, e-readers, celulares, entre outros), vemos uma forte vinculação da literatura a um
suporte tradicional, o livro, mesmo para esses estudiosos que buscam pensar no fenômeno da
literatura em tempos digitais.
A internet trouxe “novas maneiras de criar (e ler) literatura” (RӦSING e RETTENMAIER,
2009, p.9), sendo que, do ponto de vista da produção, um dos principais aspectos é ter
possibilitado aos escritores um espaço de acesso livre para publicar seus escritos sem a
necessidade de mediações como passar pelo crivo de algum editor, ter conhecimentos para
manipular softwares de edição ou fazer grandes investimentos para publicar seus textos.
Graças a essa facilitação no processo de publicação e por possibilitar um espaço editorial aberto
para seus usuários, praticamente em qualquer lugar do mundo, esse caminho tem sido adotado
por muitos escritores, principalmente os iniciantes, que têm buscado esses ambientes para
publicar seus originais, iniciando um percurso que vem se consolidando na produção literária
contemporânea. Autores iniciantes como Zack Magiezi, Bruna Vieira, João Doederlein, Pedro
Gabriel, Isabela Freitas e tantos outros se apropriaram desse recurso e conseguiram visibilidade
como autores. E mesmo autores já bem estabelecidos, como Chacal, Ricardo Aleixo, André
Vallias e Fabrício Carpinejar, entre outros, têm trabalhado nessas plataformas.
As formas contemporâneas de utilização da internet e de disponibilização online (anterior ao
impresso) do material bruto de livros motivam a reflexão sobre uma reconfiguração das etapas
implícitas no processo de produção de um livro, especialmente porque os originais daquela obra
podem ser acessados (mesmo que organizados e formatados de outra forma). Além disso, a
publicação em livro já surge com um público-alvo principal muito específico e que já conhece o
conteúdo da obra, que são os leitores daqueles textos originais nos ambientes digitais.
Todas essas mudanças mexem profundamente com a cadeia do livro, assim como com grande
parte da literatura contemporânea. “A multiplicação de meio de difusão, a velocidade das
mudanças tecnológicas e a força maior do mercado provocam um aumento vertiginoso do
número de agentes implicados na produção literária” (PERRONE-MOISÉS, 2016, p.12). Mais
do que uma questão de circulação e mercado, destacamos também que o próprio produto
principal veiculado pelo livro de literatura - o texto literário - está suscetível às mudanças
observadas nesse cenário.
Esse novo tipo de processo na produção de um livro coloca para as editoras a necessidade de se
adaptarem e se organizarem para incorporar a suas lógicas de produção essas novas tendências
(tanto de criação literária quanto de consumo). Já para os escritores, as mídias digitais acabaram
se tornando um poderoso cartão de visitas, uma ponte para chegarem até as editoras e uma linha
aberta de diálogo com seus leitores. É importante perceber e buscar entender esse fenômeno
para vislumbrar as possibilidades abertas por essa nova relação entre o público leitor e os demais
atores envolvidos na instituição literária, para que essas potencialidades possam ser exploradas
de forma crítica no contexto escolar.
TEMA
O trabalho reflete sobre como as novas mídias podem produzir novas lógicas de produção textual
e novas escritas que alteram os papéis desempenhados por autor, leitor e editor.

PROBLEMA DE PESQUISA
Apesar de todos os impactos da era da informática, a escrita e o livro ainda permanecem
profundamente ligados ao suporte em papel e parecem encontrar neste o seu lugar preferencial.
“A palavra não foi arquitetada e tramada para o papel, para a folha escrita nem para a página
impressa, mas fez desse espaço sua morada e sítio quase como tivesse sido feita e inventada para
ocupar esse lugar’’ (SANTOS, 2003, p. 67). Talvez porque a escrita esteja há tanto tempo ligada
ao suporte livro, sua força e seu valor simbólico como impresso ainda sejam tão sólidos. Por
isso, um dos aspectos que esse trabalho pretende considerar é o interesse dos leitores em comprar
um livro que já tem seus textos circulando gratuitamente na internet.
Em vista disso, selecionamos para análise autores consagrados que fizeram o referido percurso.
Fabrício Carpinejar foi o primeiro autor consagrado brasileiro a lançar suas frases postadas no
Twitter em livro. O livro www.twitter.com/carpinejar, publicado em 2009 pela Editora Bertrand
Brasil, reúne 416 posts do poeta. Na mesma onda desse fenômeno, o poeta Ricardo Aleixo é um
exemplo de escritor já reconhecido que compilou publicações do Facebook em livro. O livro
Antiboi, lançado pela Editora Crisálida em 2017, é composto por 33 poemas escritos entre 2013 e
2017, com a grande maioria tendo circulado primeiramente nas redes sociais. O poeta Chacal,
por sua vez, que despontou como poeta marginal na década de 1970, também acompanhou essa
tendência de publicar em livro textos que haviam sido divulgados em suas redes sociais. Em
Tudo (e mais um pouco), lançado em 2016 pela Editora 34, a maior parte dos textos referentes à
produção atual do poeta circulou antes em seu Facebook.
Um dos primeiros aspectos a ser considerado é a motivação das editoras de realizar tais
publicações, já que os textos (ou sua maior parte) não são inéditos. Que possíveis interesses do
leitor são considerados para levar a termo tais projetos? Um dos pontos importantes para
entender a relação entre o leitor e o texto impresso parte da noção de que existe uma relação
sensorial entre eles. “O texto eletrônico torna possível uma relação muito mais distanciada, não
corporal’’ (CHARTIER, 1998, p.16). Por isso, talvez, o leitor busque a materialidade do livro,
mesmo já tendo lido seus textos e podendo relê-los online quando desejar.
Mesmo dividindo importância com suas versões digitais, o livro impresso ainda mostra
vitalidade, revelando o equívoco das previsões de que a era digital abalaria seu consumo: “o
número de obras literárias, em livros impressos ou e-books, continua a crescer de modo
espetacular em todo mundo” (PERRONE-MOISÉS, p.8, 2016). Vemos mais uma faceta desse
fenômeno nos casos de publicações como as que este trabalho pretende analisar, em que o digital
tem sido até mesmo a matriz para o surgimento de livros impressos, que muito provavelmente
não existiriam não fosse a motivação do contexto da publicação original na internet.
Quando analisamos os reflexos da contemporaneidade na produção textual, percebemos que, na
literatura, “o digital deixa sua marca no meio impresso por meio de novas habilidades para uma
tipografia inovadora, novas estéticas de modelos de livros e, no futuro próximo, novas formas de
marketing” (HAYLES, p.163, 2009). Outro aspecto que esta pesquisa pretende abordar é a
multiplicidade de marcas que as redes sociais costumam deixar nesse tipo de livro, tanto em
aspectos ligados à concepção, quanto ao design do livro. Além disso, o trabalho reflete sobre
como as novas mídias podem produzir novas lógicas de produção textual e novas escritas.

REVISÃO DE LITERATURA
Hoje mais da metade da população mundial usa internet, e o brasileiro é o segundo povo que
passa mais tempo conectado1. Esse é um dos fatores que faz com que o fenômeno que este
projeto busca investigar tenha um forte destaque no Brasil.
Os caminhos trilhados pelos escritores têm mudado bastante. Além da possibilidade de publicar
de forma independente nos ambientes digitais, os escritores têm encontrado a possibilidade de
um contato próximo com seus leitores, que muitas vezes podem, entre outros recursos oferecidos
pelas redes sociais, acompanhar cada nova publicação, comentá-la e compartilhá-la, quase em
tempo real. Esse feedback quase imediato e individualizado também pode afetar de diferentes
maneiras a produção literária do escritor que escolhe tal meio para publicação.
As novas redes sociais2 tornaram-se o primeiro espaço de publicação para muitos escritores,
consagrados e novatos, devido à posição que atualmente elas ocupam na sociedade. Facebook,

1
Dados do levantamento Digital in 2017 Global Overview.
2
Importante ressaltar que as redes sociais não são uma novidade do mundo contemporâneo. “As redes sociais
sempre existiram, não sendo de outra forma que interagimos no mundo, desde tempos remotos” (RIBEIRO, 2014, p.
165), lembra-nos a pesquisadora Ana Elisa Ribeiro. O que acontece de novo hoje é que a expressão “ganha nova
roupagem na atualidade por conta das tecnologias digitais que as transformam em conexões explícitas em ambientes
eletrônicos” (RIBEIRO, 2014, p. 165).
Instagram e Twitter, que estão entre as redes sociais digitais 3 mais utilizadas atualmente, têm
sido as principais plataformas escolhidas.
Nesse contexto, chamamos de engajamento certo tipo de interação que as publicações online
recebem. O conceito de engajamento é complexo, não sendo “simplesmente audiência, mas
participação, conversação” (RECUERO, 2013). Isso aponta para o fato de que, mais importante
do que ter o maior número de curtidas em uma página, é ter seguidores realmente interessados, a
ponto de falar sobre o assunto. O engajamento “é a construção de laços mais fortes, de capital
social naquele espaço e naquela rede” (RECUERO, 2013). Isso faz com que o conceito de rede
social se amplie. Desse modo, rede social “passa a ser um espaço de comunidade, com
cooperação entre os atores” (RECUERO, 2013).
Dentro dessa lógica, o público-consumidor/público-leitor dos mais diversos produtos passa a
ganhar uma nova força. “Esses usuários deixam de ser mera audiência e passam a ser
construtores do discurso da marca também, porque replicam, comentam, discutem com os
amigos e recomendam a marca ou o serviço” (RECUERO, 2013). Na cadeia editorial, os
impactos disso já podem ser sentidos. As editoras possuem páginas ativas em redes sociais e têm
investido no marketing relativo a essa área. Além disso, cada vez mais elas têm ficado de olho
nas comunidades e nas tendências ligadas a esses espaços.
É importante observar que, dentro da lógica de seu funcionamento nos ambientes virtuais, nesses
locais as pessoas costumam se ligar a páginas e usuários, curtindo sua página ou adicionando os
amigos, formando, assim, algumas comunidades. No Facebook, no Instagram e no Twitter, as
pessoas se reúnem a partir de interesses comuns, o que ocorre quando se “associam” a um
determinado usuário ou página, formando uma pequena comunidade que partilha um atrativo
comum. “As comunidades virtuais eletrônicas são agregações em torno de interesses comuns,
independente de fronteiras ou demarcações” (LEMOS, 2013, p.89). No mundo da literatura,
esses espaços se tornam uma espécie de círculo de leitura ou clube do livro do contexto digital,
acabando por ser espaços de formação de leitores.
Nesses espaços, cada usuário possui um conjunto de possibilidades de expressão e interação: ali,
eles podem interagir com o autor e outros leitores, que podem comentar ou apenas dar um “like”,
formando, assim, uma intrincada rede de comunicação. O processo de dar voz ao leitor, há muito

3
Daqui em diante, por economia de linguagem, adotaremos o termo ‘redes sociais’ na acepção mais comum da
atualidade, fazendo referência a essas redes que se desenvolvem nos ambientes digitais.
almejado, ganha força nesses espaços. São novos papeis que, muitas vezes, se confundem com
aqueles assumidos classicamente por um editor. Além disso, a aceitação prévia do texto nas
redes sociais talvez permita que, quando esse texto for publicado em livro, ele já tenha sido
julgado pelo leitor e, de certa forma, desperte neste uma afinidade prévia.
É importante ressaltar que, muitas vezes, nesses espaços, o leitor possui um alto índice de
engajamento graças a essa relação de aproximação com o texto e o autor, e, por isso, ele é um
dos principais agentes de circulação do texto. Isso ocorre graças ao compartilhamento, que pode
ocorrer dentro da página do seu usuário ou em grupos, quando ele marca pessoas que acha que
podem se interessar por um dado texto, ou, ainda, quando ele faz circular esses textos em outros
ambientes, como e-mail e Whatsapp, ou mesmo despertando interesse através do boca a boca. “A
chegada de tecnologias digitais cria redes de conversação em torno das obras e modos de
distribuí-las que transformam toda a rede editorial, incluindo-se seu processo produtivo mais
original” (RIBEIRO, 2014, p. 164).
Um dos atrativos principais das redes sociais é a interatividade, cujos princípios atuam nos textos
publicados em ambientes virtuais, chegando a possibilitar até mesmo o contato entre escritor e
leitor em tempo real: “Um novo espaço crítico e político nasce desse exercício público da razão
pelas pessoas privadas. A comunicação à distância, livre e imediata, propiciada pelas redes
eletrônicas, dá um novo alento a este sonho, em que toda a humanidade participaria do
intercâmbio dos julgamentos” (CHARTIER, 1998, p.133).
Em tempos de tanta presença do digital, talvez seja possível entender esse novo modelo de se
publicar, como um modelo que pode afirmar e firmar aspectos do texto antes que seja
concretizada sua materialidade impressa, fazendo, assim, com que muito do processo editorial
seja pautado no interesse e nos juízos dos leitores. A utilização do ambiente digital como
primeiro local de divulgação de textos inéditos, portanto, tem sido cada vez mais adotada na
contemporaneidade, talvez para acompanhar as demandas de nosso tempo, que traz a
necessidade de se fazer circular com rapidez as ideias: “A informação chega mais rápido, assim
como os retornos sobre textos publicados” (RIBEIRO, 2014, p. 171).
As novas gerações têm se apropriado fortemente desses recursos, começando nas redes e
migrando para o impresso. Basta olhar, por exemplo, as listas dos livros mais vendidos do
Publish News, portal especializado em notícias e informações sobre a indústria do livro no
Brasil, de cada um dos últimos cinco anos, para encontrar algumas das personalidades do mundo
digital.
Nas diferentes redes sociais de ambientes digitais, é possível observar que muitos escritores
estavam postando textos inéditos em seus perfis e, após alguns anos, muitos desses escritores
compilaram em livro os textos que já circulavam em ambiente virtual. Por observar que esse
novo caminho vem causando um forte impacto na produção editorial contemporânea, assim
como na formação dos leitores literários de hoje, acreditamos que seja de extrema importância,
para a compreensão da criação literária dos nossos dias, o estudo desse fenômeno.

OBJETIVO GERAL
Entender como a socialização de textos literários em ambientes digitais, antes de sua impressão
em livro, afeta o ciclo de produção da obra literária. Tal estudo será feito a partir da análise de
três casos: Alô, poeta!, de Chacal, www.twitter.com/carpinejar, de Fabrício Carpinejar, e Antiboi,
de Ricardo Aleixo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
● Achar pontos em comum e divergentes no processo de edição relacionado a cada rede
social dos referidos poetas;
● Comparar o texto literário veiculado em cada meio (digital e impresso);
● Refletir sobre como as novas mídias podem produzir novas lógicas de produção textual e
novas escritas.

REFERENCIAL TEÓRICO
O trabalho utilizará as noções de literatura contemporânea de Leyla Perrone em diálogo com as
definições de Katerine Hayles para literatura eletrônica na tentativa de definir esse tipo de
literatura que será analisado. Os estudos de Chartier serão utilizados para contextualizar a análise
tendo como referência momentos e questões da história da escrita e do livro. Para pensar sobre o
uso das redes sociais, os estudos de Raquel Recuero e de Henry Jenkins, Joshua Green e Sam
Ford serão utilizados para entender como as redes sociais e a internet influenciam na relação dos
leitores com os livros. Para definir e nortear os processos do mundo editorial, os estudos de Ana
Elisa Ribeiro serão utilizados.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
No primeiro momento da pesquisa, serão analisadas as redes sociais que foram fonte de origem
da obra de cada autor selecionado e, a partir dessa análise, formularemos hipóteses gerais sobre o
papel das redes sociais na produção literária contemporânea, assim como hipóteses específicas
sobre os processos de criação literária e edição de cada um dos poetas em questão. Em seguida,
serão realizadas entrevistas com os poetas para aprofundarmos nossa visão sobre sua relação
com as redes sociais e o processo de escrita nesse tipo de ambiente.
No segundo momento, o objeto de análise será o processo de produção de cada um desses livros.
Para isso, serão realizadas novas entrevistas, agora com os poetas, os editores e os responsáveis
pelo projeto gráfico de cada obra.
No terceiro momento, todo o material coletado será reunido e analisado a partir das referências
teóricas, buscando-se entender como cada obra se comporta em cada mídia, do meio digital ao
impresso.
REFERÊNCIAS
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<https://www.luiscosta.info/dark-social/>. Acesso em: 05 de fevereiro de 2019.

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HAYLES, N. Katerine. Literatura eletrônica: novos horizontes para o literário. Tradução


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Passo Fundo, 2009.

LEMOS, André. Cibercultural, tecnologia na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina,


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JENKINS, Henry; GREEN, Joshua; FORD, Sam. Cultura da conexão: criando valor e
significado por meio da mídia propagável. São Paulo: Aleph, 2014.

MOURALIS, Bernard. A herança. O campo das Contraliteraturas. In:____. As


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PERRONE-MOISÉS, Leyla. Mutações da literatura no século XXI. São Paulo: Companhia


das Letras, 2016.

RECUERO, Raquel. Engajamento x Audiência no Facebook: uma breve discussão. Pelotas:


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RIBEIRO, Ana Elisa. Redes de edição e redes sociais: cruzamentos e questões. Em Tese, v. 20
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