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Legislação Aplicada a Conab XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;


XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador,
1 Constituição Federal de 1988 – Capítulo II – Dos direitos sociais. sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em
2 Lei no 8171, de 17 de janeiro de 1991 – Dispõe sobre a política dolo ou culpa;
agrícola, e alterações posteriores. XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de traba-
lho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e
rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de traba-
lho;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000)
CAPÍTULO II
a) (Revogada). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de
DOS DIREITOS SOCIAIS
25/05/2000)
b) (Revogada). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o 25/05/2000)
trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010) XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e cri-
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de ou- térios de admissão do trabalhador portador de deficiência;
tros que visem à melhoria de sua condição social: XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e inte-
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem lectual ou entre os profissionais respectivos;
justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a meno-
compensatória, dentre outros direitos; res de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;(Redação dada pela
III - fundo de garantia do tempo de serviço; Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores
atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com mora- domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI,
dia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as
previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimen-
aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; to das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da rela-
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do traba- ção de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX,
lho; XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência soci-
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou a- al. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 72, de 2013)
cordo coletivo; Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o se-
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que per- guinte:
cebem remuneração variável; I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder
valor da aposentadoria; Público a interferência e a intervenção na organização sindical;
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua reten- qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na
ção dolosa; mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou emprega-
XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remune- dores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;
ração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou
definido em lei; individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de
baixa renda nos termos da lei;(Redação dada pela Emenda Constitucional categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema
nº 20, de 1998) confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e contribuição prevista em lei;
quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindica-
redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de traba- to;
lho; (vide Decreto-Lei nº 5.452, de 1943) VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações cole-
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos inin- tivas de trabalho;
terruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organi-
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; zações sindicais;
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do re-
cinqüenta por cento à do normal; (Vide Del 5.452, art. 59 § 1º) gistro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se
a mais do que o salário normal; cometer falta grave nos termos da lei.
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organiza-
com a duração de cento e vinte dias; ção de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as condi-
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; ções que a lei estabelecer.
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incenti- Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhado-
vos específicos, nos termos da lei; res decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no míni- devam por meio dele defender.
mo de trinta dias, nos termos da lei; § 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá so-
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas bre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
de saúde, higiene e segurança; § 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalu- lei.
bres ou perigosas, na forma da lei; Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregado-
XXIV - aposentadoria; res nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissio-
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nasci- nais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
mento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas; (Redação Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegu-
dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) rada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de traba- promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
lho;

Legislação 1
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LEI Nº 8.171, DE 17 DE JANEIRO DE 1991. VII - compatibilizar as ações da política agrícola com as de reforma
Dispõe sobre a política agrícola. agrária, assegurando aos beneficiários o apoio à sua integração ao sistema
produtivo;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: VIII - promover e estimular o desenvolvimento da ciência e da tecnolo-
gia agrícola pública e privada, em especial aquelas voltadas para a utiliza-
CAPÍTULO I ção dos fatores de produção internos;
Dos Princípios Fundamentais IX - possibilitar a participação efetiva de todos os segmentos atuantes
no setor rural, na definição dos rumos da agricultura brasileira;
Art. 1° Esta lei fixa os fundamentos, define os objetivos e as compe-
tências institucionais, prevê os recursos e estabelece as ações e instrumen- X - prestar apoio institucional ao produtor rural, com prioridade de
tos da política agrícola, relativamente às atividades agropecuárias, agroin- atendimento ao pequeno produtor e sua família;
dustriais e de planejamento das atividades pesqueira e florestal.
XI - estimular o processo de agroindustrialização junto às respectivas
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei, entende-se por atividade áreas de produção;
agrícola a produção, o processamento e a comercialização dos produtos,
subprodutos e derivados, serviços e insumos agrícolas, pecuários, pesquei- XII - (Vetado);
ros e florestais. XIII – promover a saúde animal e a sanidade vegetal; (Inciso incluí-
Art. 2° A política fundamenta-se nos seguintes pressupostos: do pela Lei nº 10.298, de 30.10.2001)

I - a atividade agrícola compreende processos físicos, químicos e XIV – promover a idoneidade dos insumos e serviços empregados na
biológicos, onde os recursos naturais envolvidos devem ser utilizados e agricultura; (Inciso incluído pela Lei nº 10.298, de 30.10.2001)
gerenciados, subordinando-se às normas e princípios de interesse público, XV – assegurar a qualidade dos produtos de origem agropecuária,
de forma que seja cumprida a função social e econômica da propriedade; seus derivados e resíduos de valor econômico; (Inciso incluído pela Lei
II - o setor agrícola é constituído por segmentos como: produção, nº 10.298, de 30.10.2001)
insumos, agroindústria, comércio, abastecimento e afins, os quais respon- XVI – promover a concorrência leal entre os agentes que atuam nos
dem diferenciadamente às políticas públicas e às forças de mercado; setores e a proteção destes em relação a práticas desleais e a riscos de
III - como atividade econômica, a agricultura deve proporcionar, aos doenças e pragas exóticas no País; (Inciso incluído pela Lei nº 10.298,
que a ela se dediquem, rentabilidade compatível com a de outros setores de 30.10.2001)
da economia; XVII – melhorar a renda e a qualidade de vida no meio ru-
IV - o adequado abastecimento alimentar é condição básica para ral. (Inciso incluído pela Lei nº 10.298, de 30.10.2001)
garantir a tranqüilidade social, a ordem pública e o processo de desenvol- Art. 4° As ações e instrumentos de política agrícola referem-se a:
vimento econômico-social;
I - planejamento agrícola;
V - a produção agrícola ocorre em estabelecimentos rurais heterogê-
neos quanto à estrutura fundiária, condições edafoclimáticas, disponibilida- II - pesquisa agrícola tecnológica;
de de infra-estrutura, capacidade empresarial, níveis tecnológicos e condi- III - assistência técnica e extensão rural;
ções sociais, econômicas e culturais;
IV - proteção do meio ambiente, conservação e recuperação dos
VI - o processo de desenvolvimento agrícola deve proporcionar ao recursos naturais;
homem do campo o acesso aos serviços essenciais: saúde, educação,
segurança pública, transporte, eletrificação, comunicação, habitação, V - defesa da agropecuária;
saneamento, lazer e outros benefícios sociais.
VI - informação agrícola;
Art. 3° São objetivos da política agrícola:
VII - produção, comercialização, abastecimento e armazenagem;
I - na forma como dispõe o art. 174 da Constituição, o Estado exercerá
função de planejamento, que será determinante para o setor público e VIII - associativismo e cooperativismo;
indicativo para o setor privado, destinado a promover, regular, fiscalizar, IX - formação profissional e educação rural;
controlar, avaliar atividade e suprir necessidades, visando assegurar o
incremento da produção e da produtividade agrícolas, a regularidade do X - investimentos públicos e privados;
abastecimento interno, especialmente alimentar, e a redução das dispari- XI - crédito rural;
dades regionais;
XII - garantia da atividade agropecuária;
II - sistematizar a atuação do Estado para que os diversos segmentos
intervenientes da agricultura possam planejar suas ações e investimentos XIII - seguro agrícola;
numa perspectiva de médio e longo prazos, reduzindo as incertezas do
XIV - tributação e incentivos fiscais;
setor;
XV - irrigação e drenagem;
III - eliminar as distorções que afetam o desempenho das funções
econômica e social da agricultura; XVI - habitação rural;
IV - proteger o meio ambiente, garantir o seu uso racional e estimular XVII - eletrificação rural;
a recuperação dos recursos naturais;
XVIII - mecanização agrícola;
V - (Vetado);
XIX - crédito fundiário.
VI - promover a descentralização da execução dos serviços públicos
de apoio ao setor rural, visando a complementariedade de ações com Parágrafo único. Os instrumentos de política agrícola deverão orientar-
Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, cabendo a estes assumir se pelos planos plurianuais. (Incluído pela Lei nº 10.246, de 2 de julho
suas responsabilidades na execução da política agrícola, adequando os de 2001)
diversos instrumentos às suas necessidades e realidades; CAPÍTULO II
Da Organização Institucional

Legislação 2
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Art. 5° É instituído o Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA), nhamento, o controle e a avaliação de atividades específicas. (Inciso
vinculado ao Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Mara), com as renumerado de II para III, pela Lei nº 10.327, de 12.12.2001)
seguintes atribuições:
Art. 7° A ação governamental para o setor agrícola desenvolvida pela
I - (Vetado); União, pelos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, respeitada a
autonomia constitucional, é exercida em sintonia, evitando-se superposi-
II - (Vetado); ções e paralelismos, conforme dispuser lei complementar prevista no
III - orientar a elaboração do Plano de Safra; parágrafo único do art. 23 da Constituição.

IV - propor ajustamentos ou alterações na política agrícola; CAPÍTULO III

V - (Vetado); Do Planejamento Agrícola

VI - manter sistema de análise e informação sobre a conjuntura eco- Art. 8° O planejamento agrícola será feito em consonância com o que
nômica e social da atividade agrícola. dispõe o art. 174 da Constituição, de forma democrática e participativa,
através de planos nacionais de desenvolvimento agrícola plurianuais,
§ 1° O Conselho Nacional da Política Agrícola (CNPA) será constituído planos de safras e planos operativos anuais, observadas as definições
pelos seguintes membros: (Vide Decreto nº 4.623, de 2003). constantes desta lei.
I - um do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento; § 1° (Vetado).
II - um do Banco do Brasil S.A.; § 2° (Vetado).
III - dois da Confederação Nacional da Agricultura; § 3o Os planos de safra e os planos plurianuais, elaborados de acordo
IV - dois representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores com os instrumentos gerais de planejamento, considerarão o tipo de produ-
na Agricultura (Contag); to, fatores e ecossistemas homogêneos, o planejamento das ações dos
órgãos e entidades da administração federal direta e indireta, as especifici-
V - dois da Organização das Cooperativas Brasileiras, ligados ao setor dades regionais e estaduais, de acordo com a vocação agrícola e as ne-
agropecuário; cessidades diferenciadas de abastecimento, formação de estoque e expor-
tação. (Redação dada pela Lei nº 10.246, de 2 de julho de 2001)
VI - um do Departamento Nacional da Defesa do Consumidor;
§ 4° Os planos deverão prever a integração das atividades de produ-
VII - um da Secretaria do Meio Ambiente;
ção e de transformação do setor agrícola, e deste com os demais setores
VIII - um da Secretaria do Desenvolvimento Regional; da economia.
IX - três do Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Mara); Art. 9° O Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Mara) coordena-
rá, a nível nacional, as atividades de planejamento agrícola, em articulação
X - um do Ministério da Infra-Estrutura; com os Estados, o Distrito Federal, os Territórios e os Municípios.
XI - dois representantes de setores econômicos privados abrangidos Art. 10. O Poder Público deverá:
pela Lei Agrícola, de livre nomeação do Ministério da Agricultura e Reforma
Agrária (Mara); I - proporcionar a integração dos instrumentos de planejamento agríco-
la com os demais setores da economia;
XII - (Vetado);
II - desenvolver e manter atualizada uma base de indicadores sobre o
§ 2° (Vetado). desempenho do setor agrícola, a eficácia da ação governamental e os
§ 3° O Conselho Nacional da Política Agrícola (CNPA) contará com efeitos e impactos dos programas dos planos plurianuais.
uma Secretaria Executiva e sua estrutura funcional será integrada por CAPÍTULO IV
Câmaras Setoriais, especializadas em produtos, insumos, comercialização,
armazenamento, transporte, crédito, seguro e demais componentes da Da Pesquisa Agrícola
atividade rural.
Art. 11. (Vetado).
§ 4° As Câmaras Setoriais serão instaladas por ato e a critério do
Parágrafo único. É o Ministério da Agricultura e Reforma Agrária
Ministro da Agricultura e Reforma Agrária, devendo o regimento interno do
(Mara) autorizado a instituir o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária
Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) fixar o número de seus
(SNPA), sob a coordenação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuá-
membros e respectivas atribuições .
ria (Embrapa) e em convênio com os Estados, o Distrito Federal, os Territó-
§ 5° O regimento interno do Conselho Nacional de Política Agrícola rios, os Municípios, entidades públicas e privadas, universidades, coopera-
(CNPA) será elaborado pelo Ministro da Agricultura e Reforma Agrária e tivas, sindicatos, fundações e associações.
submetido a aprovação do seu plenário.
Art. 12. A pesquisa agrícola deverá:
§ 6° O Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) coordenará a
I - estar integrada à assistência técnica e extensão rural, aos produto-
organização de Conselhos Estaduais e Municipais de Política Agrícola, com
res, comunidades e agroindústrias, devendo ser gerada ou adaptada a
as mesmas finalidades, no âmbito de suas competências.
partir do conhecimento biológico da integração dos diversos ecossistemas,
§ 7° (Vetado). observando as condições econômicas e culturais dos segmentos sociais do
setor produtivo;
§ 8° (Vetado).
II - dar prioridade ao melhoramento dos materiais genéticos produzi-
Art. 6° A ação governamental para o setor agrícola é organizada pela dos pelo ambiente natural dos ecossistemas, objetivando o aumento de sua
União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, cabendo: produtividade, preservando ao máximo a heterogeneidade genética;
I - (Vetado); III - dar prioridade à geração e à adaptação de tecnologias agrícolas
II – ao Governo Federal a orientação normativa, as diretrizes nacionais destinadas ao desenvolvimento dos pequenos agricultores, enfatizando os
e a execução das atividades estabelecidas em lei. (Inciso incluído pela alimentos básicos, equipamentos e implementos agrícolas voltados para
Lei nº 10.327, de 12.12.2001) esse público;

III - às entidades de administração direta e indireta dos Estados, do IV - observar as características regionais e gerar tecnologias voltadas
Distrito Federal e dos Territórios o planejamento, a execução, o acompa- para a sanidade animal e vegetal, respeitando a preservação da saúde e do
meio ambiente.

Legislação 3
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Art. 13. É autorizada a importação de material genético para a agricul- Art. 21. (Vetado).
tura desde que não haja proibição legal.
Art. 21-A. O Poder Público procederá à identificação, em todo o territó-
Art. 14. Os programas de desenvolvimento científico e tecnológico, rio nacional, das áreas desertificadas, as quais somente poderão ser explo-
tendo em vista a geração de tecnologia de ponta, merecerão nível de radas mediante a adoção de adequado plano de manejo, com o emprego
prioridade que garanta a independência e os parâmetros de competitivida- de tecnologias capazes de interromper o processo de desertificação e de
de internacional à agricultura brasileira. promover a recuperação dessas áreas. (Incluído pela Lei nº 10.228, de
29.5.2001)
CAPÍTULO V
§ 1o O Poder Público estabelecerá cadastros das áreas sujeitas a
Da Assistência Técnica e Extensão Rural processos de desertificação, em âmbito estadual ou municipal. ((Incluído
Art. 15. (Vetado). pela Lei nº 10.228, de 29.5.2001))

Art. 16. A assistência técnica e extensão rural buscarão viabilizar, com § 2o O Poder Público, por intermédio dos órgãos competentes, promo-
o produtor rural, proprietário ou não, suas famílias e organizações, soluções verá a pesquisa, a geração e a difusão de tecnologias capazes de suprir as
adequadas a seus problemas de produção, gerência, beneficiamento, condições expressas neste artigo. (Incluído pela Lei nº 10.228, de
armazenamento, comercialização, industrialização, eletrificação, consumo, 29.5.2001)
bem-estar e preservação do meio ambiente. Art. 22. A prestação de serviços e aplicações de recursos pelo Poder
Art. 17. O Poder Público manterá serviço oficial de assistência técnica Público em atividades agrícolas devem ter por premissa básica o uso
e extensão rural, sem paralelismo na área governamental ou privada, de tecnicamente indicado, o manejo racional dos recursos naturais e a preser-
caráter educativo, garantindo atendimento gratuito aos pequenos produto- vação do meio ambiente.
res e suas formas associativas, visando: Art. 23. As empresas que exploram economicamente águas represa-
I - difundir tecnologias necessárias ao aprimoramento da economia das e as concessionárias de energia elétrica serão responsáveis pelas
agrícola, à conservação dos recursos naturais e à melhoria das condições alterações ambientais por elas provocadas e obrigadas a recuperação do
de vida do meio rural; meio ambiente, na área de abrangência de suas respectivas bacias hidro-
gráficas.
II - estimular e apoiar a participação e a organização da população
rural, respeitando a organização da unidade familiar bem como as entida- Art. 24. (Vetado).
des de representação dos produtores rurais; Art. 25. O Poder Público implementará programas de estímulo às
III - identificar tecnologias alternativas juntamente com instituições de atividades de interesse econômico apícolas e criatórias de peixes e outros
pesquisa e produtores rurais; produtos de vida fluvial, lacustre e marinha, visando ao incremento da
oferta de alimentos e à preservação das espécies animais e vege-
IV - disseminar informações conjunturais nas áreas de produção tais. (Redação dada pela Lei nº 10.990, de 2004)
agrícola, comercialização, abastecimento e agroindústria.
Art. 26. A proteção do meio ambiente e dos recursos naturais terá
Art. 18. A ação de assistência técnica e extensão rural deverá estar programas plurianuais e planos operativos anuais elaborados pelos órgãos
integrada à pesquisa agrícola, aos produtores rurais e suas entidades competentes, mantidos ou não pelo Poder Público, sob a coordenação da
representativas e às comunidades rurais. União e das Unidades da Federação.
CAPÍTULO VI CAPÍTULO VII
Da Proteção ao Meio Ambiente e da Conservação dos Recursos Naturais Da Defesa Agropecuária
Art. 19. O Poder Público deverá: Art. 27. (Vetado).
I - integrar, a nível de Governo Federal, os Estados, o Distrito Federal, Art. 27-A. São objetivos da defesa agropecuária assegu-
os Territórios, os Municípios e as comunidades na preservação do meio rar: (Incluído pela Lei nº 9.712, de 20.11.1998) (Regulamento)
ambiente e conservação dos recursos naturais;
I – a sanidade das populações vegetais;
II - disciplinar e fiscalizar o uso racional do solo, da água, da fauna e
da flora; II – a saúde dos rebanhos animais;

III - realizar zoneamentos agroecológicos que permitam estabelecer III – a idoneidade dos insumos e dos serviços utilizados na agropecuá-
critérios para o disciplinamento e o ordenamento da ocupação espacial ria;
pelas diversas atividades produtivas, bem como para a instalação de novas IV – a identidade e a segurança higiênico-sanitária e tecnológica dos
hidrelétricas; produtos agropecuários finais destinados aos consumidores.
IV - promover e/ou estimular a recuperação das áreas em processo de § 1o Na busca do atingimento dos objetivos referidos no caput, o Poder
desertificação; Público desenvolverá, permanentemente, as seguintes atividades:
V - desenvolver programas de educação ambiental, a nível formal e I – vigilância e defesa sanitária vegetal;
informal, dirigidos à população;
II – vigilância e defesa sanitária animal;
VI - fomentar a produção de sementes e mudas de essências nativas;
III – inspeção e classificação de produtos de origem vegetal, seus
VII - coordenar programas de estímulo e incentivo à preservação das derivados, subprodutos e resíduos de valor econômico;
nascentes dos cursos d'água e do meio ambiente, bem como o aproveita-
mento de dejetos animais para conversão em fertilizantes. IV – inspeção e classificação de produtos de origem animal, seus
derivados, subprodutos e resíduos de valor econômico;
Parágrafo único. A fiscalização e o uso racional dos recursos naturais
do meio ambiente é também de responsabilidade dos proprietários de V – fiscalização dos insumos e dos serviços usados nas atividades
direito, dos beneficiários da reforma agrária e dos ocupantes temporários agropecuárias.
dos imóveis rurais.
§ 2o As atividades constantes do parágrafo anterior serão organizadas
Art. 20. As bacias hidrográficas constituem-se em unidades básicas de de forma a garantir o cumprimento das legislações vigentes que tratem da
planejamento do uso, da conservação e da recuperação dos recursos defesa agropecuária e dos compromissos internacionais firmados pela
naturais. União.

Legislação 4
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Art. 28. (Vetado). VI – a representação do País nos fóruns internacionais que tratam da
defesa agropecuária;
Art. 28-A. Visando à promoção da saúde, as ações de vigilância e
defesa sanitária dos animais e dos vegetais serão organizadas, sob a VII – a realização de estudos de epidemiologia e de apoio ao desen-
coordenação do Poder Público nas várias instâncias federativas e no âmbi- volvimento do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária;
to de sua competência, em um Sistema Unificado de Atenção à Sanidade
Agropecuária, articulado, no que for atinente à saúde pública, com o Siste- VIII – a cooperação técnica às outras instâncias do Sistema Unificado;
ma Único de Saúde de que trata a Lei no 8.080, de 19 de setembro de IX – o aprimoramento do Sistema Unificado;
1990, do qual participarão: (Incluído pela Lei nº 9.712, de
20.11.1998) (Regulamento) X – a coordenação do Sistema Unificado;

I – serviços e instituições oficiais; XI – a manutenção do Código de Defesa Agropecuária.

II – produtores e trabalhadores rurais, suas associações e técnicos § 5o Integrarão o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecu-
que lhes prestam assistência; ária instituições gestoras de fundos organizados por entidades privadas
para complementar as ações públicas no campo da defesa agropecuária.
III – órgãos de fiscalização das categorias profissionais diretamente
vinculadas à sanidade agropecuária; § 6o As estratégias e políticas de promoção à sanidade e de vigilância
serão ecossistêmicas e descentralizadas, por tipo de problema sanitário,
IV – entidades gestoras de fundos organizados pelo setor privado para visando ao alcance de áreas livres de pragas e doenças, conforme previsto
complementar as ações públicas no campo da defesa agropecuária. em acordos e tratados internacionais subscritos pelo País.
§ 1o A área municipal será considerada unidade geográfica básica § 7o Sempre que recomendado epidemiologicamente é prioritária a
para a organização e o funcionamento dos serviços oficiais de sanidade erradicação das doenças e pragas, na estratégia de áreas livres.
agropecuária.
Art. 29. (Vetado).
§ 2o A instância local do sistema unificado de atenção à sanidade
agropecuária dará, na sua jurisdição, plena atenção à sanidade, com a Art. 29-A. A inspeção industrial e sanitária de produtos de origem
participação da comunidade organizada, tratando especialmente das se- vegetal e animal, bem como a dos insumos agropecuários, será gerida de
guintes atividades: maneira que os procedimentos e a organização da inspeção se faça por
métodos universalizados e aplicados eqüitativamente em todos os estabe-
I – cadastro das propriedades; lecimentos inspecionados. (Incluído pela Lei nº 9.712, de
II – inventário das populações animais e vegetais; 20.11.1998) (Regulamento)

III – controle de trânsito de animais e plantas; § 1o Na inspeção poderá ser adotado o método de análise de riscos e
pontos críticos de controle.
IV – cadastro dos profissionais de sanidade atuantes;
§ 2o Como parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agro-
V – cadastro das casas de comércio de produtos de uso agronômico e pecuária, serão constituídos um sistema brasileiro de inspeção de produtos
veterinário; de origem vegetal e um sistema brasileiro de inspeção de produtos de
origem animal, bem como sistemas específicos de inspeção para insumos
VI – cadastro dos laboratórios de diagnósticos de doenças; usados na agropecuária.
VII – inventário das doenças diagnosticadas; CAPÍTULO VIII
VIII – execução de campanhas de controle de doenças; Da Informação Agrícola
IX – educação e vigilância sanitária; Art. 30. O Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Mara), integra-
X – participação em projetos de erradicação de doenças e pragas. do com os Estados, o Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, man-
terá um sistema de informação agrícola ampla para divulgação de:
§ 3o Às instâncias intermediárias do Sistema Unificado de Atenção à
Sanidade Agropecuária competem as seguintes atividades: I - previsão de safras por Estado, Distrito Federal e Território, incluindo
estimativas de área cultivada ou colhida, produção e produtividade;
I – vigilância do trânsito interestadual de plantas e animais;
II - preços recebidos e pagos pelo produtor, com a composição dos
II – coordenação das campanhas de controle e erradicação de pragas primeiros até os mercados atacadistas e varejistas, por Estado, Distrito
e doenças; Federal e Território;
III – manutenção dos informes nosográficos; III - valores e preços de exportação FOB, com a decomposição dos
IV – coordenação das ações de epidemiologia; preços até o interior, a nível de produtor, destacando as taxas e impostos
cobrados;
V – coordenação das ações de educação sanitária;
IV - valores e preços de importação CIF, com a decomposição dos
VI – controle de rede de diagnóstico e dos profissionais de sanidade preços dos mercados internacionais até a colocação do produto em portos
credenciados. brasileiros, destacando, taxas e impostos cobrados;
§ 4o À instância central e superior do Sistema Unificado de Atenção à V - cadastro, cartografia e solo das propriedades rurais: (Redação
Sanidade Agropecuária compete: dada pela Lei nº 9.272, de 03/05/96)
I – a vigilância de portos, aeroportos e postos de fronteira internacio- VI - volume dos estoques públicos e privados, reguladores e estratégi-
nais; cos, discriminados por produtos, tipos e localização; (Redação dada
pela Lei nº 9.272, de 03/05/96)
II – a fixação de normas referentes a campanhas de controle e erradi-
cação de pragas e doenças; VII - (Vetado);
III – a aprovação dos métodos de diagnóstico e dos produtos de uso VIII - (Vetado);
veterinário e agronômico;
IX - dados de meteorologia e climatologia agrícolas;
IV – a manutenção do sistema de informações epidemiológicas;
X - (Vetado);
V – a avaliação das ações desenvolvidas nas instâncias locais e
intermediárias do sistema unificado de atenção à sanidade agropecuária; XI - (Vetado);

Legislação 5
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XII - (Vetado); Art. 39. (Vetado).


XIII - pesquisas em andamento e os resultados daquelas já concluí- Art. 40. (Vetado).
das.
Art. 41. (Vetado).
XIV - informações sobre doenças e pragas; (Incluído pela Lei nº
9.272, de 03/05/96) Art. 42. É estabelecido, em caráter obrigatório, o cadastro nacional de
unidades armazenadoras de produtos agrícolas.
XV - indústria de produtos de origem vegetal e aninal e de insu-
mos; (Incluído pela Lei nº 9.272, de 03/05/96) CAPÍTULO X

XVI - classificação de produtos agropecuários; (Incluído pela Lei nº Do Produtor Rural, da Propriedade Rural e sua Função Social
9.272, de 03/05/96) Art. 43. (Vetado).
XVII - inspeção de produtos e insumos; (Incluído pela Lei nº 9.272, Art. 44. (Vetado).
de 03/05/96)
CAPÍTULO XI
XVIII - infratores das várias legislações relativas à agropecuá-
ria. (Incluído pela Lei nº 9.272, de 03/05/96) Do Associativismo e do Cooperativismo

Parágrafo único. O Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Mara) Art. 45. O Poder Público apoiará e estimulará os produtores rurais a se
coordenará a realização de estudos e análises detalhadas do comporta- organizarem nas suas diferentes formas de associações, cooperativas,
mento dos mercados interno e externo dos produtos agrícolas e agroindus- sindicatos, condomínios e outras, através de:
triais, informando sua apropriação e divulgação para o pleno e imediato I - inclusão, nos currículos de 1° e 2° graus, de matérias voltadas para
conhecimento dos produtores rurais e demais agentes do mercado. o associativismo e cooperativismo;
CAPÍTULO IX II - promoção de atividades relativas à motivação, organização, legis-
Da Produção, da Comercialização, do Abastecimento e da Armazenagem lação e educação associativista e cooperativista para o público do meio
rural;
Art. 31. O Poder Público formará, localizará adequadamente e mante-
rá estoques reguladores e estratégicos, visando garantir a compra do III - promoção das diversas formas de associativismo como alternativa
produtor, na forma da lei, assegurar o abastecimento e regular o preço do e opção para ampliar a oferta de emprego e de integração do trabalhador
mercado interno. rural com o trabalhador urbano;

§ 1° Os estoques reguladores devem contemplar, prioritariamente, os IV - integração entre os segmentos cooperativistas de produção,
produtos básicos. consumo, comercialização, crédito e de trabalho;

§ 2° (Vetado). V - a implantação de agroindústrias.

§ 3° Os estoques reguladores devem ser adquiridos preferencialmente Parágrafo único. O apoio do Poder Público será extensivo aos grupos
de organizações associativas de pequenos e médios produtores. indígenas, pescadores artesanais e àqueles que se dedicam às atividades
de extrativismo vegetal não predatório.
§ 4° (Vetado).
Art. 46. (Vetado).
§ 5° A formação e a liberação destes estoques obedecerão regras
pautadas no princípio da menor interferência na livre comercialização CAPÍTULO XII
privada, observando-se prazos e procedimentos pré-estabelecidos e de Dos Investimentos Públicos
amplo conhecimento público, sem ferir a margem mínima do ganho real do
produtor rural, assentada em custos de produção atualizados e produtivida- Art. 47. O Poder Público deverá implantar obras que tenham como
des médias históricas. objetivo o bem-estar social de comunidades rurais, compreendendo, entre
outras:
Art. 32. (Vetado).
a) barragens, açudes, perfuração de poços, diques e comportas para
Art. 33. (Vetado). projetos de irrigação, retificação de cursos de água e drenagens de áreas
§ 1° (Vetado). alagadiças;

§ 2° A garantia de preços mínimos far-se-á através de financiamento b) armazéns comunitários;


da comercialização e da aquisição dos produtos agrícolas amparados. c) mercados de produtor;
§ 3° Os alimentos considerados básicos terão tratamento privilegiado d) estradas;
para efeito de preço mínimo.
e) escolas e postos de saúde rurais;
Art. 34. (Vetado).
f) energia;
Art. 35. As vendas dos estoques públicos serão realizadas através de
leilões em bolsas de mercadorias, ou diretamente, mediante licitação públi- g) comunicação;
ca.
h) saneamento básico;
Art. 36. O Poder Público criará estímulos para a melhoria das condi-
i) lazer.
ções de armazenagem, processamento, embalagem e redução de perdas
em nível de estabelecimento rural, inclusive comunitário. CAPÍTULO XIII
Art. 37. É mantida, no território nacional, a exigência de padronização, Do Crédito Rural
fiscalização e classificação de produtos animais, subprodutos e derivados e
seus resíduos de valor econômico, bem como dos produtos de origem Art. 48. O crédito rural, instrumento de financiamento da atividade
animal destinados ao consumo e à industrialização para o mercado interno rural, será suprido por todos os agentes financeiros sem discriminação
e externo. (Redação dada pela Lei nº 9.972, de 25.5.2000) entre eles, mediante aplicação compulsória, recursos próprios livres, dota-
ções das operações oficiais de crédito, fundos e quaisquer outros recursos,
Parágrafo único. (Vetado). com os seguintes objetivos:
Art. 38. (Vetado).

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I - estimular os investimentos rurais para produção, extrativismo não épocas normais de comercialização dos bens produzidos pelas atividades
predatório, armazenamento, beneficiamento e instalação de agroindústria, financeiras.
sendo esta quando realizada por produtor rural ou suas formas associati-
vas; § 1° (Vetado).

II - favorecer o custeio oportuno e adequado da produção, do extrati- § 2° Poderá exigir-se dos demais produtores rurais contrapartida de
vismo não predatório e da comercialização de produtos agropecuários; recursos próprios, em percentuais diferenciados, tendo em conta a nature-
za e o interesse da exploração agrícola.
III - incentivar a introdução de métodos racionais no sistema de produ-
ção, visando ao aumento da produtividade, à melhoria do padrão de vida § 3° A aprovação do crédito rural levará sempre em conta o zonea-
das populações rurais e à adequada conservação do solo e preservação do mento agroecológico.
meio ambiente; Art. 51. (Vetado).
IV - (Vetado). Art. 52. O Poder Público assegurará crédito rural especial e diferenci-
V - propiciar, através de modalidade de crédito fundiário, a aquisição e ado aos produtores rurais assentados em áreas de reforma agrária.
regularização de terras pelos pequenos produtores, posseiros e arrendatá- Art. 53. (Vetado).
rios e trabalhadores rurais;
Art. 54. (Vetado).
VI - desenvolver atividades florestais e pesqueiras.
CAPÍTULO XIV
§ 1o Quando destinado a agricultor familiar ou empreendedor fami-
liar rural, nos termos do art. 3o da Lei no 11.326, de 24 de julho de Do Crédito Fundiário
2006, o crédito rural terá por objetivo estimular a geração de renda e o Art. 55. (Vetado).
melhor uso da mão-de-obra familiar, por meio do financiamento de ati-
vidades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários, desde CAPÍTULO XV
que desenvolvidos em estabelecimento rural ou áreas comunitárias
Do Seguro Agrícola
próximas, inclusive o turismo rural, a produção de artesanato e asse-
melhados. (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) Art. 56. É instituído o seguro agrícola destinado a:
2o
§ Quando destinado a agricultor familiar ou empreendedor fami- I - cobrir prejuízos decorrentes de sinistros que atinjam bens fixos e
liar rural, nos termos do art. 3o da Lei no 11.326, de 24 de julho de semifixos ou semoventes;
2006, o crédito rural poderá ser destinado à construção ou reforma de
moradias no imóvel rural e em pequenas comunidades ru- II - cobrir prejuízos decorrentes de fenômenos naturais, pragas, doen-
rais. (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) ças e outros que atinjam plantações.

Art. 49. O crédito rural terá como beneficiários produtores rurais extra- Parágrafo único. As atividades florestais e pesqueiras serão ampara-
tivistas não predatórios e indígenas, assistidos por instituições competen- das pelo seguro agrícola previsto nesta lei.
tes, pessoas físicas ou jurídicas que, embora não conceituadas como Art. 57. (Vetado).
produtores rurais, se dediquem às seguintes atividades vinculadas ao setor:
Art. 58. A apólice de seguro agrícola poderá constituir garantia nas
I - produção de mudas ou sementes básicas, fiscalizadas ou certifica- operações de crédito rural.
das;
CAPÍTULO XVI
II - produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;
Da Garantia da Atividade Agropecuária
III - atividades de pesca artesanal e aqüicultura para fins comerciais; (Redação dada pela Lei nº 12.058, de 2009)
IV - atividades florestais e pesqueiras. Art. 59. O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária -
§ 1o Podem ser beneficiários do crédito rural de comercialização, PROAGRO será regido pelas disposições desta Lei e assegurará ao produ-
quando necessário ao escoamento da produção agropecuária, beneficiado- tor rural, na forma estabelecida pelo Conselho Monetário Nacio-
res e agroindústrias que beneficiem ou industrializem o produto, desde que nal: (Redação dada pela Lei nº 12.058, de 2009)
comprovada a aquisição da matéria-prima diretamente de produtores ou I - a exoneração de obrigações financeiras relativas a operação de
suas cooperativas, por preço não inferior ao mínimo fixado ou ao adotado crédito rural de custeio cuja liquidação seja dificultada pela ocorrência de
como base de cálculo do financiamento, e mediante deliberação e discipli- fenômenos naturais, pragas e doenças que atinjam rebanhos e planta-
namento do Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pela Lei nº ções; (Redação dada pela Lei nº 12.058, de 2009)
11.775, de 2008)
II - a indenização de recursos próprios utilizados pelo produtor em
§ 2o Para efeito do disposto no § 1o deste artigo, enquadram-se como custeio rural, quando ocorrer perdas em virtude dos eventos citados no
beneficiadores os cerealistas que exerçam, cumulativamente, as atividades inciso anterior.
de limpeza, padronização, armazenamento e comercialização de produtos
agrícolas. (Redação dada pela Lei nº 11.775, de 2008) Art. 60. O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro)
será custeado:
Art. 50. A concessão de crédito rural observará os seguintes preceitos
básicos: I - por recursos provenientes da participação dos produtores rurais;

I - idoneidade do tomador; II - por recursos do Orçamento da União e outros recursos que vierem
a ser alocados ao programa; (Redação dada pela Lei nº 12.058, de
II - fiscalização pelo financiador; 2009)
III - liberação do crédito diretamente aos agricultores ou por intermédio III - pelas receitas auferidas da aplicação dos recursos dos incisos
de suas associações formais ou informais, ou organizações cooperativas; anteriores.
IV - liberação do crédito em função do ciclo da produção e da capaci- Art. 61. (Vetado).
dade de ampliação do financiamento;
Art. 62. (Vetado).
V - prazos e épocas de reembolso ajustados à natureza e especifici-
dade das operações rurais, bem como à capacidade de pagamento e às Art. 63. (Vetado).
Art. 64. (Vetado).

Legislação 7
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Art. 65. O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) Art. 77. (Vetado).
cobrirá integral ou parcialmente:
Art. 78. (Vetado).
I - os financiamentos de custeio rural;
Art. 79. (Vetado).
II - os recursos próprios aplicados pelo produtor em custeio rural,
vinculados ou não a financiamentos rurais. Art. 80. (Vetado).

Parágrafo único. Não serão cobertas as perdas relativas à exploração Art. 81. São fontes de recursos financeiros para o crédito rural:
rural conduzida sem a observância da legislação e das normas do Proa- I - (Vetado).
gro. (Redação dada pela Lei nº 12.058, de 2009)
II - programas oficiais de fomento;
Art. 65-A. Será operado, no âmbito do Proagro, o Programa de
Garantia da Atividade Agropecuária da Agricultura Familiar - PROAGRO III - caderneta de poupança rural operadas por instituições públicas e
Mais, que assegurará ao agricultor familiar, na forma estabelecida pelo privadas;
Conselho Monetário Nacional: (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) IV - recursos financeiros de origem externa, decorrentes de emprésti-
I - a exoneração de obrigações financeiras relativas a operação de mos, acordos ou convênios, especialmente reservados para aplicações em
crédito rural de custeio ou de parcelas de investimento, cuja liquidação seja crédito rural;
dificultada pela ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças que V - recursos captados pelas cooperativas de crédito rural;
atinjam rebanhos e plantações; (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
VI - multas aplicadas a instituições do sistema financeiro pelo des-
II - a indenização de recursos próprios utilizados pelo produtor em cumprimento de leis e normas de crédito rural;
custeio ou em investimento rural, quando ocorrerem perdas em virtude dos
eventos citados no inciso I; (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) VII - (Vetado).
III - a garantia de renda mínima da produção agropecuária vincula- VIII - recursos orçamentários da União;
da ao custeio rural. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
IX - (Vetado).
Art. 65-B. A comprovação das perdas será efetuada pela institui-
X - outros recursos que venham a ser alocados pelo Poder Público.
ção financeira, mediante laudo de avaliação expedido por profissional
habilitado. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) Art. 82. São fontes de recursos financeiros para o seguro agrícola:
Art. 65-C. Os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento I - os recursos provenientes da participação dos produtores rurais,
- MAPA e do Desenvolvimento Agrário - MDA, em articulação com o Banco pessoa física e jurídica, de suas cooperativas e associações;
Central do Brasil, deverão estabelecer conjuntamente as diretrizes para o
credenciamento e para a supervisão dos encarregados dos serviços de II - (Vetado).
comprovação de perdas imputáveis ao Proagro. (Incluído pela Lei nº III - (Vetado).
12.058, de 2009)
VI - dotações orçamentárias e outros recursos alocados pela União; e
Parágrafo único. O MDA credenciará e supervisionará os encarre-
gados da comprovação de perdas imputáveis ao Proagro, devendo definir e VII - (Vetado).
divulgar instrumentos operacionais e a normatização técnica para o dispos- Art. 83. (Vetado).
to neste artigo, observadas as diretrizes definidas na forma
do caput. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) § 1° (Vetado).
Art. 66. Competirá à Comissão Especial de Recursos (CER) decidir, § 2° (Vetado).
em única instância administrativa, sobre recursos relativos à apuração de
CAPÍTULO XIX
prejuízos e respectivas indenizações no âmbito do Programa de Garantia
da Atividade Agropecuária (Proagro) . Da Irrigação e Drenagem
Art. 66-A. O Proagro será administrado pelo Banco Central do Brasil, Art. 84. A política de irrigação e drenagem será executada em todo o
conforme normas, critérios e condições definidas pelo Conselho Monetário território nacional, de acordo com a Constituição e com prioridade para
Nacional. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) áreas de comprovada aptidão para irrigação, áreas de reforma agrária ou
de colonização e projetos públicos de irrigação.
CAPÍTULO XVII
Art. 85. Compete ao Poder Público:
Da Tributação e dos Incentivos Fiscais
I - estabelecer as diretrizes da política nacional de irrigação e drena-
Art. 67. (Vetado).
gem, ouvido o Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA);
Art. 68. (Vetado).
II - coordenar e executar o programa nacional de irrigação;
Art. 69. (Vetado).
III - baixar normas objetivando o aproveitamento racional dos recursos
Art. 70. (Vetado). hídricos destinados à irrigação, promovendo a integração das ações dos
órgãos federais, estaduais, municipais e entidades públicas, ouvido o
Art. 71. (Vetado). Conselho Nacional de PolíticaAgrícola (CNPA);
Art. 72. (Vetado). IV - apoiar estudos para a execução de obras de infra-estrutura e
Art. 73. (Vetado). outras referentes ao aproveitamento das bacias hidrográficas, áreas de rios
perenizados ou vales irrigáveis, com vistas a melhor e mais racional utiliza-
Art. 74. (Vetado). ção das águas para irrigação;
Art. 75. (Vetado). V - instituir linhas de financiamento ou incentivos, prevendo encargos
Art. 76. (Vetado). e prazos, bem como modalidades de garantia compatíveis com as caracte-
rísticas da agricultura irrigada, ouvido o Conselho Nacional de Política
CAPÍTULO XVIII Agrícola (CNPA).
Do Fundo Nacional de Desenvolvimento Rural Art. 86. (Vetado).

Legislação 8
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CAPÍTULO XX IV - aprimorar os centros de ensaios e testes para o desenvolvimento


de máquinas agrícolas;
Da Habitação Rural
V - (Vetado).
Art. 87. É criada a política de habitação rural, cabendo à União desti-
nar recursos financeiros para a construção e/ou recuperação da habitação VI - divulgar e estimular as práticas de mecanização que promovam a
rural. conservação do solo e do meio ambiente.
§ 1° Parcela dos depósitos da Caderneta de Poupança Rural será CAPÍTULO XXIII
destinada ao financiamento da habitação rural.
Das Disposições Finais
§ 2° (Vetado).
Art. 97. No prazo de noventa dias da promulgação desta lei, o Poder
Art. 88. (Vetado). Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei dispondo
sobre: produção, comercialização e uso de produtos biológicos de uso em
Art. 89. O Poder Público estabelecerá incentivos fiscais para a empre- imunologia e de uso veterinário, corretivos, fertilizantes e inoculantes,
sa rural ou para o produtor rural, nos casos em que sejam aplicados recur- sementes e mudas, alimentos de origem animal e vegetal, código e uso de
sos próprios na habitação para o produtor rural. solo e da água, e reformulando a legislação que regula as atividades dos
Art. 90. (Vetado). armazéns gerais.
Art. 91. (Vetado). Art. 98. É o Poder Executivo autorizado a outorgar concessões remu-
neradas de uso pelo prazo máximo de até vinte e cinco anos, sobre as
Art. 92. (Vetado). faixas de domínio das rodovias federais, para fins exclusivos de implanta-
CAPÍTULO XXI ção de reflorestamentos.

Da Eletrificação Rural Parágrafo único. As concessões de que trata este artigo deverão
obedecer às normas específicas sobre a utilização de bens públicos e
Art. 93. Compete ao Poder Público implementar a política de eletrifica- móveis, constantes da legislação pertinente.
ção rural, com a participação dos produtores rurais, cooperativas e outras
entidades associativas. Art. 99. A partir do ano seguinte ao de promulgação desta lei, obriga-
se o proprietário rural, quando for o caso, a recompor em sua propriedade a
§ 1° A política de energização rural e agroenergia engloba a eletrifica- Reserva Florestal Legal, prevista na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova
ção rural, qualquer que seja sua fonte de geração, o reflorestamento ener- redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989, mediante o plantio, em cada ano,
gético e a produção de combustíveis, a partir de culturas, da biomassa e de pelo menos um trinta avos da área total para complementar a referida
dos resíduos agrícolas. Reserva Florestal Legal (RFL).
§ 2° Entende-se por energização rural e agroenergia a produção e § 1° (Vetado).
utilização de insumos energéticos relevantes à produção e produtividade
agrícola e ao bem-estar social dos agricultores e trabalhadores rurais. § 2° O reflorestamento de que trata o caput deste artigo será efetuado
mediante normas que serão aprovadas pelo órgão gestor da matéria.
Art. 94. O Poder Público incentivará prioritariamente:
Art. 100. (Vetado).
I - atividades de eletrificação rural e cooperativas rurais, através de
financiamentos das instituições de crédito oficiais, assistência técnica na Art. 101. (Vetado).
implantação de projetos e tarifas de compra e venda de energia elétrica, Art. 102. O solo deve ser respeitado como patrimônio natural do País.
compatíveis com os custos de prestação de serviços;
Parágrafo único. A erosão dos solos deve ser combatida pelo Poder
II - a construção de pequenas centrais hidrelétricas e termoelétricas de Público e pelos proprietários rurais.
aproveitamento de resíduos agrícolas, que objetivem a eletrificação rural
por cooperativas rurais e outras formas associativas; Art. 103. O Poder Público, através dos órgãos competentes, concede-
rá incentivos especiais ao proprietário rural que:
III - os programas de florestamento energético e manejo florestal, em
conformidade com a legislação ambiental, nas propriedades rurais; I - preservar e conservar a cobertura florestal nativa existente na
propriedade;
IV - o estabelecimento de tarifas diferenciadas horozonais.
II - recuperar com espécies nativas ou ecologicamente adaptadas as
Art. 95. As empresas concessionárias de energia elétrica deverão áreas já devastadas de sua propriedade;
promover a capacitação de mão-de-obra a ser empregada nas pequenas
centrais referidas no inciso II do artigo anterior. III - sofrer limitação ou restrição no uso de recursos naturais existentes
na sua propriedade, para fins de proteção dos ecossistemas, mediante ato
CAPÍTULO XXII do órgão competente, federal ou estadual.
Da Mecanização Agrícola IV - adotar, em sua propriedade, sistemas integrados agroflorestais,
Art. 96. Compete ao Poder Público implementar um conjunto de ações agropastoris ou agrossilvopastoris voltados para a recuperação de áreas
no âmbito da mecanização agrícola, para que, com recursos humanos, degradas ou em fase de degradação. (Incluído pela Lei nº 12.805, de
materiais e financeiros, alcance: 2013) Vigência

I - preservar e incrementar o parque nacional de máquinas agrícolas, Parágrafo único. Para os efeitos desta lei, consideram-se incentivos:
evitando-se o sucateamento e obsolescência, proporcionando sua evolução I - a prioridade na obtenção de apoio financeiro oficial, através da
tecnológica; concessão de crédito rural e outros tipos de
II - incentivar a formação de empresas públicas ou privadas com o financiamentos, bem como a cobertura do seguro agrícola concedidos pelo
objetivo de prestação de serviços mecanizados à agricultura, diretamente Poder Público.
aos produtores e através de associações ou cooperativas;
II - a prioridade na concessão de benefícios associados a programas
III - fortalecer a pesquisa nas universidades e institutos de pesquisa e de infra-estrutura rural, notadamente de energização, irrigação, armazena-
desenvolvimento na área de máquinas agrícolas assim como os serviços de gem, telefonia e habitação;
extensão rural e treinamento em mecanização;
III - a preferência na prestação de serviços oficiais de assistência
técnica e de fomento, através dos órgãos competentes;

Legislação 9
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IV - o fornecimento de mudas de espécies nativas e/ou ecologicamen- PAA - Programa de Aquisição de Alimentos
te adaptadas produzidas com a finalidade de recompor a cobertura flores- PGPM - Política de Garantia de Preços Mínimos
tal; e PGPAF - Política de Garantia de Preços da Agricultura Familiar
Prohort - Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro
V - o apoio técnico-educativo no desenvolvimento de projetos de Refap - Rede de Fortalecimento do Comércio Familiar de Produtos Básicos
preservação, conservação e recuperação ambiental. Gestão de Estoques Públicos
Art. 104. São isentas de tributação e do pagamento do Imposto Terri- Contrato de Opção de Venda
torial Rural as áreas dos imóveis rurais consideradas de preservação Programa de Vendas em Balcão
permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a Adicionalmente, a Companhia tem a responsabilidade de executar algumas
nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. das estratégias de inclusão social adotadas pelo Governo Federal, com
Parágrafo único. A isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) estende- ênfase na geração de emprego e renda. Além disso, a Conab participa,
se às áreas da propriedade rural de interesse ecológico para a proteção como órgão executor, de programas e ações governamentais que contribu-
dos ecossistemas, assim declarados por ato do órgão competente federal am para o bem-estar de comunidades socialmente vulneráveis, tais como:
ou estadual e que ampliam as restrições de uso previstas no caput deste 05. Distribuição de cestas de alimentos, compostas por 22kg de produtos
artigo. da linha básica de consumo, destinadas à suplementação alimentar de
Art. 105. (Vetado). segmentos da população em situação de vulnerabilidade social, tais como
comunidades indígenas, comunidades remanescentes de quilombos,
Art. 106. É o Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Mara) autori- famílias desalojadas de áreas ocupadas por barragens, pescadores artesa-
zado a firmar convênios ou ajustes com os Estados, o Distrito Federal, os nais e comunidades de terreiros. Compete à Conab adquirir, guardar,
Territórios, os Municípios, entidades e órgãos públicos e privados, coopera- transportar e repassar os alimentos às entidades encarregadas da sua
tivas, sindicatos, universidades, fundações e associações, visando ao distribuição aos beneficiários.
desenvolvimento das atividades agropecuárias, agroindustriais, pesqueiras
e florestais, dentro de todas as ações, instrumentos, objetivos e atividades 06. Distribuição de alimentos, em caráter emergencial, a comunidades que
previstas nesta lei. se encontrem em situação de insegurança alimentar e nutricional por força
de adversidades climáticas ou de outra natureza. Cabe à Conab, fazendo
Art. 107. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. uso de estoques originários de produtos da agricultura familiar e aquisições
Art. 108. Revogam-se as disposições em contrário. no mercado tradicional, disponibilizar os alimentos aos coordenadores
locais das operações de apoio às comunidades assistidas.
Brasília, 17 de janeiro de 1991; 170° da Independência e 103° da
República. 07. Direcionamento do saldo dos estoques de produtos originários de
aquisições da agricultura familiar, depois de atendidas prioritariamente as
PROVA SIMULADA demandas das ações de distribuição de cestas de alimentos e dos atendi-
Nas questões que se seguem, assinale: mentos emergenciais, para a suplementação da oferta de alimentos a
C – se a proposição estiver correta entidades públicas e às de interesse social, com a atuação direta em ações
E – se a mesma estiver incorreta de segurança alimentar e nutricional.
08. Fornecimento, em caráter emergencial, de alimentos básicos a países
01. A CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) é uma empresa vitimados por calamidades públicas ou em situação de vulnerabilidade
pública, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - social. A Companhia atua na disponibilização e no apoio logístico para o
Mapa, criada por Decreto Presidencial e autorizada pela Lei nº 8.029, de 12 embarque dos alimentos doados, incluindo a formalização dos instrumen-
de abril de 1990, tendo iniciado suas atividades em 1 de janeiro de 1991. tos legais para a liberação dos produtos, a certificação de sua qualidade, a
avaliação do seu acondicionamento e a emissão da documentação fiscal
02. A Conab se originou da fusão de três empresas públicas, a Companhia requerida.
Brasileira de Alimentos (Cobal),a Companhia de Financiamento da Produ-
09. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) é uma instituição
ção (CFP) e a Companhia Brasileira de Armazenamento (Cibrazem), que
pública através da qual o governo pode gerenciar as políticas agrícolas e
atuavam em áreas distintas e complementares, quais sejam, abastecimen-
de abastecimento, com o intuito de salvaguardar as necessidades básicas
to, fomento à produção agrícola e armazenagem, respectivamente. Atual-
da sociedade, preservando e estimulando os mecanismos de mercado.
mente, a Companhia, que é uma empresa oficial do Governo Federal, é
encarregada de gerir as políticas agrícolas e de abastecimento, visando
assegurar o atendimento das necessidades básicas da sociedade, preser- 10. Merece enfoque é a Lei Agrícola (Lei nº. 8171 de 1991), a qual estipula
vando e estimulando os mecanismos de mercado. Sua missão é contribuir a política agrícola a ser desempenhada pelo Estado, por exemplo, as
para a regularidade do abastecimento e garantia de renda ao produtor rural, atribuições institucionais da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuá-
participando da formulação e execução das políticas agrícola e de abaste- ria e Abastecimento, órgãos que tem conexão com as empresas da Conab.
cimento no país. Com sede em Brasília, a Companhia implementa ações
em todo o território nacional por meio de sua rede de 25 superintendências Art. 3°. São objetivos da política agrícola:
regionais e mais de 90 unidades armazenadoras, realizando ainda ações
de cooperação internacional. 11. na forma como dispõe o art. 174 da Constituição, o Estado
03. Para embasar as decisões e a formulação de políticas públicas, a exercerá função de planejamento, que será determinante para o
empresa fornece ao Governo Federal informações detalhadas e atualizadas setor público e indicativo para o setor privado, destinado a promo-
sobre a produção agropecuária nacional, por meio de levantamentos de ver, regular, fiscalizar, controlar, avaliar atividade e suprir necessi-
previsão de safras, de custos de produção e armazenagem, de posiciona- dades, visando assegurar o incremento da produção e da produtivi-
mento dos estoques e de indicadores de mercado, além de estudos técni- dade agrícolas, a regularidade do abastecimento interno, especial-
cos que viabilizam a análise do quadro de oferta e demanda, dentre outros mente alimentar, e a redução das disparidades regionais;
dados. As pesquisas e estudos realizados pela Conab estão disponíveis
para toda a sociedade, no portal da Companhia na internet, possibilitando a
12. As ações e instrumentos de política agrícola referem-se a:
difusão geral da informação.
(…).
04. A empresa atua também na execução das políticas públicas traçadas V - defesa da agropecuária;
pelo Governo Federal. Participa da administração da logística de escoa- VI - informação agrícola;
mento da safra nacional, da formação de estoques públicos e de sua co- VII - produção, comercialização, abastecimento e armazenagem;
mercialização, de acordo com a dinâmica de mercado. Sua atuação se dá
por meio de diversas políticas e programas, tais como: (…).

Legislação 10
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13. Dentre as atividades da Conab, alguns órgãos reguladores têm maior 07. C 17. C
ou menor importância. Dentre esses, merece menção o MAPA (Ministério 08. C 18. C
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que mantém uma atuação 09. C 19. C
estratégica na determinação das políticas agrícolas adotadas pelo país. A 10. C 20. C
Conab é uma instituição pública federal. Embora, sua atuação seja regiona-
lizada, possui superintendências nas unidades da federação. Para que sua
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atuação seja fortalecida, foram criados sub-órgãos.
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14. A Conab está vinculada ao Poder Executivo, por estar incluída na ___________________________________
esfera administrativa. Todavia, como disciplina a CF/88, os Poderes Execu-
tivo, Legislativo e Judiciário devem ser harmônicos e independentes entre ___________________________________
si. Assim sendo, mesmo que esteja vinculada diretamente só ao Poder ___________________________________
Executivo, indiretamente está sujeita aos outros.
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15. A Conab é um dos meios, de qual dispõe o Estado brasileiro para poder _______________________________________________________
atuar diretamente na economia. As áreas em que a ela atua são aquelas
para as quais o Governo a criou, ou então, para que dela precise, porém, _______________________________________________________
que se vê impedido de fazê-lo diretamente sob pena de assim o fazendo _______________________________________________________
perder credibilidade e afastar investidores. Pois a intervenção estatal na
economia gera efeitos imediatos e futuros, que podem ser positivos ou _______________________________________________________
negativos, e isso afeta desde o cidadão comum até grandes empreendedo- _______________________________________________________
res.
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16. Através dessa política, a Conab garante a compra dos produtos de _______________________________________________________
pequenos produtores por determinado preço de acordo com o mercado,
dando a possibilidade de permanência do trabalho nas suas propriedades.
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Como a capacidade de concorrência com grandes produtores é pequena, e _______________________________________________________
a maior demanda de alimentos para consumo interno é justamente da
agricultura familiar, a Conab, assim, garante a permanência na terra, evi- _______________________________________________________
tando um problema de êxodo rural e consequente problema social com a _______________________________________________________
vinda desses trabalhadores para os centros urbanos.
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17. O programa Fome Zero é um programa criado pelo governo federal _______________________________________________________
como forma de diminuir as desigualdades sociais. Nesse programa, tem
grande atuação a Conab. Em nome do governo federal, pode ela adquirir _______________________________________________________
produtos de pequenos agricultores, distribuí-los aos mais carentes atendi- _______________________________________________________
dos pelo programa, além de captar doações e realizar sua distribuição. A
ação da Conab torna-se facilitada mediante as muitas unidades que possui _______________________________________________________
pelo território nacional, o que facilita uma maior integração e cobertura do _______________________________________________________
país.
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18. A Conab foi criada como forma de facilitar as atividades do governo _______________________________________________________
federal nas áreas supramencionadas. É uma instituição autônoma, porém, _______________________________________________________
encontrase vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimen-
to e em última análise ao Poder Executivo. _______________________________________________________

19. É um instrumento governamental, pois o governo não tem como atuar


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nos diversos setores da economia, e apenas com a criação de autarquias e _______________________________________________________
órgãos públicos especializados é que poderá atuar organizadamente em
todos os setores nos quais objetiva. _______________________________________________________
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20. Apesar de ligada ao Poder Executivo, por ser considerada um órgão
administrativo, sofre regulamentações do Poder Legislativo, através de leis
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ordinárias e complementares, que instituem políticas agrícolas e sociais. E _______________________________________________________
é óbvio que também pode sofrer interferência do Poder Judiciário em casos
de irregularidades administrativas e ilegalidades. Sua atuação não interfere _______________________________________________________
apenas em âmbito federal, mas localizado, atingindo, por exemplo, direta- ______________________________________________________
mente os cidadãos mais comuns, que estão sujeitos a aumentos ou declí-
nios de preços, afetando a sua possibilidade de adquirir determinados _______________________________________________________
produtos. Com a sua capacidade reguladora, a Conab garante preços
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estabilizados.
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RESPOSTAS _______________________________________________________
01. C 11. C
02. C 12. C _______________________________________________________
03. C 13. C _______________________________________________________
04. C 14. C
05. C 15. C _______________________________________________________
06. C 16. C

Legislação 11

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