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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE PRÓ-REITORIA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO

Modalidade de bolsa - (

)PIBITI

Edital Nº53/2019

( )PIBIC-EM

( )PIBIC-Af

( X )PIBIC ( ) Outro. Qual?

ROTEIRO DE PROJETO DE PESQUISA

1.Título

 

A Governamentalidade dos Algoritmos: vigilância, tecnologia e subjetividade.

2.O projeto é:

 

(

x

) novo

(

) em desenvolvimento/renovação

Em caso de projeto em andamento, indicar o período necessário para conclusão:

3.O projeto foi contemplado com bolsa do CNPq em 2017:

(

) sim

(

x

) não

4.

Resumos dos resultados já obtidos

 
 

-

Não se aplica.

 

5.

Introdução

 

Estamos em um tempo que as pessoas não se espantam com o fato de que são constantemente vigiadas e nem se perguntam pelas razões e causas desse vigilantismo. Se de um lado os governos cada vez mais usam e compartilham nossos dados biográficos e biométricas e não apenas as impressões digitais, mas também outros elementos de reconhecimento e comportamento, como características faciais, registros de íris e retina, voz e até mesmo a maneira de andar de cada cidadão (BRASIL, 2019). Por outro lado, as corporações privadas estão querendo saber mais sobre comportamentos, gostos, preferências morais, estéticas e políticas e assim criar novas formas para recomendar, valorar e estabelecer hierarquias. Desse modo, as corporações privadas buscam afirmar o que é o melhor e o pior para assim definir valores e gostos e claro apontar caminhos e soluções e, por fim, redefinir muitos de nossos valores morais e políticos e vínculos sociais. Nesse processo de controle e constituição de subjetividades que une governos e corporações privadas (o Mercado) as tecnologias e em especial os algoritmos assumem um papel preponderante. É certo que os algoritmos estão por trás de uma “insignificante” pesquisa no portal Google, de anúncios publicitários que estão sempre a nos espionar em qualquer página que clicamos e navegamos, da forma como nossa timeline noFacebook, no Twitter, no Instagram etc é organizada e apresentada para nós, estão por detrás da lista de filmes que o Netflix nos apresenta assim que ligamos asmart tv. Se os algoritmos possuem uma aplicação imediata e relacionada à escolha das ações e a resolução de problemas imediatos, podem também ser os responsáveis pela “lógica” das ações das forças de segurança em uma cidade que definem antecipadamente que são os indivíduos perigosos e as regiões inseguras de uma cidade, pelos métodos de seleção de “suspeitos” nas filas de check in de um aeroporto, pela escolha de uma pessoa, numa lista de candidatos, para ocupar uma vaga de emprego,

1

1 Conferir o Decreto 10.046 de 09 de outubro de 2019 Dispõe sobre a governança no compartilhamento de dados no âmbito da administração pública federal e institui o Cadastro Base do Cidadão e o Comitê Central de Governança de Dados. Acesso em 13/10/2019 http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-10.046-de-9-de-outubro-de-2019-221056841

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pelas pessoas que são indicadas umas às outras num site de relacionamentos, pelos valores dos seguros, baseados na forma como os motoristas dirigem. Outros aspectos do governo dos algoritmos é o protagonismo que assumem na sociedade contemporânea é a invasão virtual do mundo da vida privada e cotidiana pelo Mercado e pelo Estado e

a

precarização do mundo do trabalho e do emprego a partir de plataformas digitais da chamada

“economia do compartilhamento”. Todos esses aplicativos, do Facebook ao Uber, podem ser enquadrados na categoria de killer apps (tipos de apps que se tornam necessários física e psicologicamente) dada a sua capacidade de se inserir no cotidiano da vida privada das pessoas e alterar profundamente as relações de trabalho e os modo como as pessoas consomem produtos e têm acesso às informações e os modos de socialização e organização política. De maneira geral, a pesquisa se justifica e assume o pressuposto de que vivemos em uma era dos algoritmos em um novo tipo de governamentalidade que altera o mundo do trabalho, condiciona as

preferências políticas dos cidadãos (como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e o Brexit noReino Unido), modifica as preferências e as formas de consumo. Portanto, a pesquisa vai procurar investigar os indícios dessa governamentalidade algorítmica que projeta novas formas de constituição

da

subjetividades e da condução das condutas mediante as tecnologias digitais e redefinição de novas

narrativas governamentais e mercadológicas, de novas classificações morais, hierarquias estéticas, princípios organizadores da vida social e, por consequência, na sistematização de visões de mundo a respeito de diferentes questões.

6. Objetivos

 

6.1 Geral

6.2. Específicos

Geral:

 
 

-

Compreender como governamentalidade algorítmica atua em termos de poder e influência na construção da realidade subjetiva e social.

Específicos:

 

- Analisar os impactos das novas Tecnologias de Informação e Comunicação para constituição de valores éticos e escolhas políticas dos sujeitos.

- Interpretar fatos da política atual frente à intervenção algorítmica na privacidade dos cidadãos, identificando os diferentes modos em que se influenciam e se intercruzam a tecnologia computacional, a política e a vida privada e o exercício da cidadania como um todo orgânico.

- Descrever criticamente como os conceito de governamentalidade e biopolítica estão implicados nas formas de vigilância e constituição das subjetividades em uma sociedade tecnológica como a nossa.

7. Fundamentação Teórica.

Este projeto se filia a uma tradição Foucaultiana que segundo (TELES, 2018), quando se trata do conceito de governamentalidade, conceito elaborado, definido e analisado por Michel Foucault, que está implicado em uma lógica de cálculos e estatísticas utilizados para governar a ação dos indivíduos. O sujeito humano mesclado às funções das máquinas autônomas, está sujeitado a um novo regime de produção de subjetividades, isto é, a biopolítica. Nessa nova forma de governar as relações entre o humano e a máquina se fundem em velocidade instantânea de forma que a entrada de informações (input) produz o máximo de informações sobre os interesses e necessidades dos indivíduos (output).

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Em razão disso, “a governamentalidade algorítmica trabalha com a ideia de uma normatividade imanente ao próprio deslocamento e circulação dos dados, bloqueando experiências sociais e políticas com a eliminação das esferas de debates e criação do comum” (TELES, 2018, p. 429). Na mesma toada (FIGUEIREDO, 2019) afirma que os algoritmos assumiram o protagonismo nas discussões sobre tecnologia quando se trata do debate sobre o papel pelas redes sociais no nosso cotidiano. O autor procura analisar a importância dos algoritmos para o capitalismo a partir do que ele classifica como o advento da Terceira Revolução. Para ele há uma colonização exagerada e ampliada do cotidiano pelo mercado e pelo Estado, tarefa anteriormente exercida apenas pela tv, pelo cinema, as chamadas mídias tradicionais. O autor analisa também as consequências para o mundo trabalho quando ele é apropriado o pelo capital e aperfeiçoa formas já existentes de trabalho precário. Escreve:

“Consideramos os algoritmos dispositivos-chave para dois processos separados, embora interdependentes, para o funcionamento do capitalismo contemporâneo: a colonização do mundo da vida pela indústria cultural e a subsunção do trabalho ampliada pela digitalização de diversas tarefas” (FIGUEIREDO, 2019, p. 158). Entre os muitos dispositivos de segurança que operam com tecnologia, (BRUNO, 2013) descreve alguns como as câmeras de vigilância em lugares públicos, semipúblicos e privados. Em continuidade das tecnologias de imagem a autora destaca as webcams pessoais ou institucionais, os sistemas de videovigilância “inteligentes” e programados para monitoramento da atividade humana, usualmente voltados para a detecção de condutas e situações suspeitas ou de risco; Os sistemas de controle de trânsito (câmeras, pardais, radares); sistemas de geolocalização; fronteiras e portões eletrônicos (senhas e cartões de acesso, scanners para pessoas e objetos, sensores de detecção de presença e movimento); mecanismos de autenticação e controle de identidade (cartões de identidade; dispositivos de identificação biométrica como impressão digital, scanner de iris, topografia facial, software dereconhecimento facial, scanner de mão; mecanismos de autenticação da identidade no ciberespaço); redes de monitoramento e cruzamento de dados informacionais (compras, comunicações, trajetos, serviços); sistemas digitais de monitoramento, coleta, arquivo, análise e mineração de dados pessoais no ciberespaço (rastreadores de dados pessoais na Internet, interceptadores de dados de comunicação e navegação, softwares decaptura e mineração de dados; bancos de dados eletrônicos. Dentre esses mecanismos de vigilância , já tradicionais, citados pela autora destaca-se um bastante importante para o escopo desta pesquisa: o profiling. Trata-se de um conceito trazido da engenharia do software queremete constituição do perfil do programa a ser desenvolvido. No caso, dos aparatos de vigilância e captura da vida privada se trata da criação de perfis computacionais que, a partir de bancos de dados alimentados pelos próprios usuários e de seus rastros deixados na internet, projetam padrões estatísticos de categorias diversas, como potencialidade de cometimento de um crime, tendência a consumir certo produto, formas comportamentais e de sociabilidade etc:

Agregados em bancos de dados e submetidos a técnicas de mineração e profiling, tais dados geram mapas e perfis de consumo, interesse, comportamento, sociabilidade, preferências políticas que podem ser usados para os mais diversos fins, do marketing àadministração pública ou privada, da indústria do entretenimento à indústria da segurança, entre outros (BRUNO, 2013, p. 129).

Os algoritmos são responsáveis por essa hierarquização e seleção de dados nas redes, realizados através de cálculos que o próprio usuário alimenta sem que perceba, através das diferentes plataformas – dos motores de busca, aos botões dos sites de rede social. Os cálculos realizados pelos algoritmos de cada plataforma acabam por modelar as formas de visibilidade das informações (CARDÓN, 2015). Buscando compreender os seus efeitos na sociedade, Cardón propõe uma “radiografia crítica” dos

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algoritmos. A hipótese do autor é a de que o processo de personalização gerado por esse modo de seleção de conteúdos cria bolhas de predileção, modelando o modo como as pessoas se relacionam, no contexto de uma “sociedade dos comportamentos”. O autor destaca quatro funções desempenhadas pelos cálculos automatizados, que podem ser entendidos como formas de regulação da circulação dos conteúdos na web: popularidade, autoridade, reputação e predileção (CARDÓN, 2015). Citamos o autor na língua original: “Le parcours que nous allons entreprendre à travers ces quatre manières de classer l’information numérique permettra de dégager les différentes valeurs qui nourrissent les choix que font les algorithmes : la popularité, l’autorité, la réputation et la prédiction” (CARDÓN, 2015, p.

67).

No conhecido texto dos pesquisadores da área de comunicação Antropológica do Espelho (SODRÉ, 2013) o autor se ocupa com o fato de que as mídias constituem uma nova forma de subjetivação, propondo e ao mesmo tempo impondo uma nova forma de vida. Trata-se, para o autor, de um novo Ethos - o ethos midiático, quese articula na captura dos gostos, valores e modos de vida de indivíduos e se articula e vive por meio deles. A mídia, (conceito amplo que se refere tanto aos meios tradicionais quanto às novas tecnologias) consigna o sujeito que passa a usá-la para dar sustentação à cultura e, consequentemente à sua própria capacidade cognitiva de compreender o mundo. O ethos midiático é mais que uma representação da linguagem, é mais que tecnologia. Está para além da pura transmissão e inculcação de uma ideologia. É proposição, direcionamento e execução de uma nova subjetividade totalmente governada. O fato é o postulado dessa nova subjetividade é moldada, dependente e sedenta por informações e pelo consumo de tecnologia no que (SODRÉ, 2013) chama de Ethos Midiático. O conceito deEthos Midiáticoé descrito:

O Ethos Midiático está, pois em jogo um novo tipo de formalização da vida social, que implica uma outra dimensão da realidade, portanto, formas novas de perceber, pensar e contabilizar o real. Impulsionadas pela microeletrônica e pela computação ou informática, as nanotecnologias da informação introduzem elementos do tempo real (comunicação instantânea, simultânea e global) e do espaço virtual (criação por computador de ambientes artificiais e interativos), tornando “compossíveis” outros mundos, outros regimes de visibilidade pública. Mas também intensificando os cenários de antecipação dos acontecimentos, o que de algum modo neutraliza a abertura para o futuro” (SODRÉ, 2013, p. 16).

Por último e não menos importante temos questões relacionadas à chamada Economia de Compartilhamento.Este tema é tratado de forma brilhante por (CARDON; CASILLI, 2013) e (SLEE, 2015). Para os primeiros autores foi o advento dos Smartphones e da Internet das Coisas, que possibilitou o que eles chamam de exploração algorítmica do trabalho que não pressupõe apenas o tranquilo ato de sentar na frente de uma tela. Os usuários estão constantemente transmitindo dados através de seus telefones ou dispositivos incorporados gerando demandas de trabalho e constituição e ordenação do preço e criação de regras que protegem trabalhadores e consumidores por algoritmos, a Uber é o exemplo claro da chamada economia do compartilhamento. Este conceito de economia reúne uma variedade de usos, todos desprovidos de especialização ou qualificação, todos mais ou menos instrumentalizados por tecnologias móveis, pequenas e de uso rápido e produtoras de valor para um novo tipo de negócio: “Le travail de ses adeptes se fonde sur des algorithmes d'appariement qui mettent en contact deux catégories d'usagers (demandeurs et fournisseurs d'un service ou d'un produit) et qui flexibilisant la chaîne logistique” (CARDON; CASILLI, 2013, p. 22). Por seu turno, (SLEE, 2015) faz uma análise do conceito de economia solidária que, nos anos 90, acreditava-se ser um campo de trocas e de constituição de uma alternativa ao consumismo. Porém, o autor se dedica a descrever criticamente empresas como a Uber e a Airbnd se apropriaram do conceito

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para construir um empreendimento bilionário que tem transformado o mundo do trabalho e enfraquecido os direitos trabalhistas: “The Sharing Economy is at the cutting edge of a push for “algorithmic regulation” in which rules protecting consumers and workers are replaced by ratings and software algorithms” (SLEE, 2015, p. 92). Com essa breve análise bibliográfica, portanto, podemos ter uma noção das questões que essa pesquisa vai ter que trabalhar e da interdisciplinaridade que ela evoca: Filosofia, Tecnologia da Informação, Sociologia, Economia, Marketing,Comunicação Social, Ciência Política, Direito etc. Por isso essa investigação não descarta mescla dos modos tradicionais de governamentalidade com os tecnológicos na busca por vigilância e por mais controle das formas de subjetivação na era dos algoritmos.

8. Metodologia

A pesquisa vai fazer uso dos métodos de pesquisas descritivas e explicativas, através dos quais os dados com os quais vai trabalhar serão coletados e analisados, bem como da elucidação de conceitos, abordagens teóricas e ideias a respeito da temática de estudo. As fontes de pesquisa consultadas se dividem em primárias e secundárias, e contemplam livros, artigos, relatórios técnicos, documentos jurídicos, bases de dados, sites jornalísticos, site de rede social (Facebook, Twitter, Instagram) e sites de busca (Google). Portanto, os procedimentos metodológicos utilizados para alcançar os objetivos da pesquisa, serão: revisão bibliográfica sobre as temáticas da governamentalidade em filosofia política, verdade e desinformação no uso e funcionamento de redes sociais online e sites de procura, e atos de governo que análise documental com a finalidade de compreender os assuntos de forma específica e a leitura de pesquisas anteriores que trabalharam com objetivos semelhantes, avaliando os métodos já utilizados, pois a revisão bibliográfica se constitui em um método obrigatório para uma boa fundamentação teórica. A pesquisa documental se fez muito relevante para o desenvolvimento do projeto, ao analisar relatórios técnicos, regulamentos e sites a fim de verificar informações. Em virtude da orientação qualitativa a pesquisa se propõe a uma análise de conteúdo a partir das informações contidas nas Publicações Científicas, Documentos Oficiais. Por isso, a indicação de (SEVERINO, 2007) é importante por caracterizar o que significa encaminhar uma abordagem qualitativa pelo viés da análise de conteúdo: “Trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações. Trata-se de compreender criticamente o sentido manifesto ou oculto das comunicações” (SEVERINO, 2007, p. 121). Em se tratando de uma abordagem qualitativa o pesquisador se converte em instrumento fundamental para a coleta e análise dos dados uma vez que pessoalmente se envolve no ato de recolher as informações de na criação das categorias e padrões de análise. Neste sentido, a observação de (CRESWELL, 2010) oferece um direcionamento a este trabalho que necessita ser considerado,

O processo de pesquisa dos pesquisadores qualitativos é emergente. Isso significa que o plano inicial para a pesquisa não pode ser rigidamente prescrito e que todas as fases do processo podem mudar ou se deslocar depois que o pesquisador entrar no campo e começar a coletar os dados. (CRESWELL, 2010, p. 209).

Outrossim, este estudo também se compromete com os apontamentos de (SILVA; FOSSÁ, 2015) que estabelecem três passos para o correto desenvolvimento de análise de conteúdo documental de orientação qualitativa, quais sejam, a pré-análise, em que o pesquisador sistematiza as primeiras impressões e estabelece indicadores para a interpretação dos dados coletados; a exploração do material a partir da qual se constitui na criação de categorias que permitem agregar as informações por tema sempre em referência ao problema de pesquisa e aos objetivos da pesquisa; por último, a

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interpretação em que há uma apropriação dos conteúdos manifestos e latentes que estão nos documentos investigados e que atendem à temática da pesquisa. Por fim, concordamos com as autoras:

“A análise de conteúdo caracteriza-se como um método específico, que parece mais claro e factível, em função da elaboração esquemática que o sustenta passo a passo, tornando o mais rigoroso e menos ambíguo” (SILVA; FOSSÁ, 2015, p.12).

9. Impacto econômico e social na resolução de problemas locais e regionais

A pesquisa está diretamente relacionada a área de tecnologia da Informação (TI) a partir dos desdobramentos éticos e políticos, portanto, filosóficos nela implicados. Não obstante, parte do princípio de que a TI se tornou uma plataforma vital de funcionamento de processos não só das empresas do setor privado, na forma de comunicação com funcionários, clientes, fornecedores e parceiros, etc, mas também para o funcionamento do Estado e as suas formas de comunicação e nos seus processos de vigilância dos seus cidadãos. Em comum, os setores público e privado fazem uso de tecnologias que funcionam a partir da rede mundial, a Internet para o seu funcionamento se tornaram essenciais para a troca interativa de informações, unindo usuários particulares, entidades de pesquisa, órgãos culturais, institutos militares, bibliotecas e empresas de toda envergadura. Neste sentido, a discussão dos desdobramentos éticos e políticos é necessária e esclarecedora para a sociedade, pois estamos de acordo com passagem que trata exatamente da convergência entre várias áreas da neurociência, genética, engenharia e mídia computacional podem estar mais próximas do que se imagina de uma governamentalidade algorítmica:

Nas sociedades de controle vindouras, o importante não é mais uma assinatura ou um número, mas um código. A linguagem numérica do controle é feita de códigos que marcam o acesso à informação ou o rejeitam operando através da modulação contínua de dados e códigos para monitorar e manipular microestados de afeto e desejo abaixo do nível do indivíduo consciente (LENOIR, 2015, p. 04).

Portanto, a repercussão dessa pesquisa é antes de tudo é social por estar atrelada ao ensino. Os conteúdos a serem desenvolvidos terão espaço de socialização, reflexão e debate em componentes curriculares como Filosofia; Tecnologia e Sociedade; Direito e Ética na computação, Segurança de Sistemas etc. O andamento da pesquisa e seus resultados permitirão ao estudante de Ciência da Computação, entrar em contato com os desdobramento sociais e éticos da sua área de conhecimento, possibilitando a compreensão e a atuação criativa da sua profissão. Por outro lado, em nossa perspectiva teórica, o caminho acadêmico da comunicação não se confina à pura descrição de processos tecnológicos nem ao ensino desses processos, pois inclui necessariamente a educação social para a mutação por eles desencadeada, o que implica uma responsabilidade social e política para o pesquisador no que tange à propagação reflexiva do uso consciente das tecnologias. Trata-se, portanto, de um estudo dos processo de formação de um novo ethos (uso, costumes, doxa), e da forma como ele pode ser governado a partir das tecnologias e como ele é o objeto próprio da tecnocultura, notadamente das tecnologias de comunicação e informação e da realidade virtual e que deve se transformar em socialização sistematizada beneficiando não só a

comunidade interna do campus, mas todos os cidadãos que venham a ter contato com os resultados da pesquisa.

10. Proposta de transferência do conhecimento desenvolvido para o Arranjo Produtivo Local.

Com base no complexo cenário sociotécnico contemporâneo, a pesquisa procura socializar o modo como os algoritmos têm regido e organizado o ambiente da internet, em específico, as redes sociais online. Por isso a sociedade em geral e seus cidadãos precisam entrar em contato com o real

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funcionamento e, assim, compreender como as mídias sociais tem estabelecido novas formas de hierarquizações estéticas, classificações políticas, recomendações de consumo, valoração ética, assumindo, portanto, atribuições que historicamente atribuídas aos gatekeepers, editores, curadores, como aponta um especialista: “as mídias tradicionais, ainda que não sejam as únicas, ainda desempenham um papel significativo como classificadores dos sentidos, baseadas nos fundamentos “algorítmicos” dos gatekeepers dos editores, dos curadores, esse trabalho passa cada vez mais a ser dividido com o nexo algorítmico das máquinas” (CASTRO, 2016, p. 26). Por isso, os usuários (cidadãos) têm sido fundamentais e assumido papéis nesse processo. Diferente das mídias tradicionais, como rádio, televisão e jornal impresso onde o consumidor de informação tem um papel passivo, no cenário atual o usuário de plataformas sociais passar da clássica posição de mero receptor passivo para a de ativos produtores de conteúdo, e propagadores de discursos e valores. Contudo, o "convite" para participar ativamente do mundo da internet depende da submissão dos usuários às regras e aos protocolos instituídos pelos dispositivos, muitos deles funcionando sob a ação silenciosa da captura de dados submetidos às lógicas algorítmicas das empresas e de governos. Sendo assim, a pesquisa será de acesso público através da participação de eventos acadêmicos da área, publicação de artigos em revistas indexadas, publicações de vídeos e textos nas próprias redes sociais de forma a promover a reflexão entre os usuários. Na condução da pesquisa e na sua socialização cabem as seguintes questões: seja sob o capitalismo informacional da iniciativa privada ou sob a atuação vigilante e disciplinar do Estado, como a lógica algorítmica captura os dados de clientes/consumidores/usuários/cidadãos e o que devolve para eles? Como a chamada governamentalidade dos algoritmos impacta as relações democráticas e plurais ou reforça as chamadas bolhas ideológicas, limitando o acesso ao pensamento diferente, a novos conhecimentos e, assim, fomentando conservadorismos, discriminações, injustiças?

11. Processo de Inovação

(

) Inovação Tecnológica

( x ) Tecnologia Social Explique:

Em primeiro lugar porque se trata de uma abordagem que envolve ao mesmo tempo ciência, tecnologia e sociedade. Neste sentido, a pesquisa tem como princípio orientador a perspectiva de que Ciência e a Tecnologia precisam ser conhecidas e amplamente debatidas pelos cidadãos brasileiros individual e nas suas formas de organização coletiva. Trata-se de uma perspectiva que procura envolver não só os membros da comunidade acadêmica, mas um contingente maior de pessoas no que diz respeito à participação ativa na produção do conhecimento, conforme está dito: “A tecnologia social rompe com o modelo convencional e dominante, ao incluir a centralidade dos atores sociais do campo popular na qualidade de sujeitos produtivos” (BOCAYUVA; VARANDA, 2009, p. 06). Decorre desta orientação que, em segundo lugar, se trata de uma pesquisa que evoca a noção de participação democrática por convocar os sujeito para compreensão do uso, produção e disseminação das tecnologias digitais. Por isso, a noção de uma Tecnologia Social que se firma no princípio da pluralidade e da construção de espaços virtuais e físicos onde o diálogo e a reflexão contribuam para fazer progredir as nossas práticas sociais. Portanto, a possibilitando uma compreensão crítico-reflexiva mais além da “Neutralidade e do determinismo tecnológico que comumente influenciam os modelos de ciência e tecnologia hegemônicos nas instituições de ensino e pesquisa” (BOCAYUVA; VARANDA, 2009, p. 06). Por último, não menos importante, vem a noção de educação tecnológica tão necessária não só para o uso, mas pela própria reflexão acerca das consequências da tecnologia para as formas de organização da vida em sociedade e para constituição de valores verdadeiramente humanitários. Neste

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sentido, mais que uma temática estritamente tecnológica, o projeto busca a criação de espaços de de discussão e aprendizado para as pessoas em geral, uma vez que todos de alguma maneira usam e são influenciados por alguma tecnologia digital. Por isso, a relevância social que está para além dos membros da acadêmica, como está escrito: “Parece insustentável continuar pensando que a tecnologia não é um tema central de nossas democracias” (THOMAS, 2009, p. 76).

12.

Impacto no desenvolvimento institucional e do aluno

Um dos grandes desafios para ensino superior, em qualquer área, está na busca de caminhos que possibilitem viabilizar uma aprendizagem capaz de tornar perceptíveis as múltiplas interações do sujeito com o mundo do trabalho, a cultura e as formas de organização social. Assim, entende-se que a pesquisa na formação do acadêmico de ciência da computação estabelece uma estreita relação com o ensino, uma vez que o ato de pesquisar deveria estar presente em todas as ações pedagógicas e é o fator que, em tese, permite que haja um acompanhamento da em complexidade do avanço tecnológico à medida que os níveis educativos se aprofundam, permitindo ao acadêmico o acompanhando do processo de progressão da sua área de conhecimento. Desta forma, este projeto compartilha do princípio de que a pesquisa é entendida como atividade indissociável do ensino e visa à geração e à ampliação do conhecimento, estando necessariamente vinculada à criação e à produção científica e tecnológica, seguindo normas éticas em pesquisas. Da mesma forma, para acompanhar as tendências tecnológicas emergentes e seus impactos na vida ético-política e econômica dos cidadãos a presente pesquisa permite ao acadêmico a formação inicial em pesquisa para poder se apropriar desses impactos e poder formar-se adequadamente através da participação de eventos para a sua própria atualização e a divulgação de resultados dessa pesquisa. Portanto, os princípios que orientam a execução dessa pesquisa buscam consolidar a formação integral e de qualidade do acadêmico. Portanto, os esforços são direcionados para que os conhecimentos produzidos possam contribuir com a missão do IFC, numa perspectiva de reconhecimento e valorização da instituição no plano local e regional bem como para que tenham caráter inovador, para buscar a melhoria contínua dos processos educacionais e da pesquisa.

13.

Expectativa do projeto na geração de propriedade intelectual

(x ) Sim

 

(

) Não

Qual? Comunicações em Eventos de caráter regional, nacional e internacional; produção e publicação de artigos científicos em revistas indexadas.

14.

Quantidade e justificativa do número de bolsas solicitadas

Quantidade

Justificativa

(

x

) Uma

O Acadêmico apresentou interesse pelo projeto de pesquisa e possui tempo disponível para executá-lo, sem prejuízo para suas atividades acadêmicas regulares. Contudo, como lhe serão exigidas 16 horas semanais de dedicação ao projeto, nada mais justo que contribuir financeiramente para que possa desenvolver as suas atividades, comprando livros e participando de eventos.

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(

) Duas

 

15.

Plano de atividades a serem realizadas pelo aluno Bolsista 01

 

Atividades planejadas

 

(Ano)

   

(Ano)

 

A

S

O

N

D

J

F

M

A

M

J

J

01

Revisão do projeto e adequação de objetivos e métodos.

 

x

x

                   

02

Revisão de literatura

x

x

x

x

   

x

x

x

x

   

03

Orientação e prática de pesquisa e escrita científica.

 

x

x

x

     

x

x

x

x

 

04

Procedimento analítico, descritivo e explicativo do objeto da pesquisa.

     

x

x

x

x

x

x

x

     

05

Participação/comunicação em eventos

da

   

x

x

       

x

x

   

área

06

Submissão de Artigo em revista indexada

         

x

x

x

   

x

x

x

07

Escrita do relatório parcial/final

       

x

x

       

x

x

08

                         

09

                         

15.1 Plano de atividades a serem realizadas pelo aluno Bolsista 02, se houver

 

Atividades planejadas

 

(Ano)

   

(Ano)

 

A

S

O

N

D

J

F

M

A

M

J

J

01

                         

02

                         

03

                         

04

                         

05

                         

06

                         

07

                         

08

                         
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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO

 

Este projeto de pesquisa está vinculado, internamente, ao grupo de pesquisa do IFC Análise

 

Ambiental para o Desenvolvimento Humano;

Externamente, a pesquisa está vinculada ao Grupo de

Trabalho: Filosofia Política Contemporânea do qual o coordenador, prof. Sergio é membro desde 2015. O Grupo de Trabalho faz parte da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia - ANPOF e como tal articula pesquisas de docentes e discentes que convergem no esforço teórico de compreensão e discussão crítica dos desafios, questões, conceitos e significados que emergem da dimensão política da existência humana no contexto histórico-filosófico contemporâneo. Abordando variados autores, temas, perspectivas teóricas, problemas e conceitos que emergem da multifacetada

reflexão filosófica sobre a política na atualidade. O Grupo de Trabalho promove o intercâmbio entre pesquisadores, docentes e discentes oriundos de diversas Universidades e Institutos do país e como tal

é

uma grande oportunidade para o crescimento acadêmico do acadêmico bolsista e do coordenador do

projeto.

 

17.

Orçamento Detalhado e Financiamento – com indicação da contrapartida do IFC

 

Há a necessidade de concessão de diárias e passagens para participação de eventos. Como não há um calendário de eventos com locais e datas definidos para o ano de 2020-21 fica impossível a descrição orçamentária.

18.

Descrever a infraestrutura existente para a execução do projeto. Máximo uma página

 
 

Em geral, O Campus Videira do IFC conta com mais de 26 mil metros quadrados de área

construída e com muitos espaços administrativos e pedagógicos. Entre os espaços que podem ser utilizados para fins de promoção de QVT destacam-se Ginásio poliesportivo com 1.592,50 m², o bloco Anexo ao Ginásio com 484,61 m², que atualmente abriga uma academia com aparelhos de boa qualidade, o laboratório de segurança no trabalho, a brinquedoteca, dois lagos com jardim e

arborização e o lago principal conta com uma edificação de

298,84 m² que pode ser usada como local

de convivência e confraternização entre os servidores para comemoração de datas importantes para a

instituição. Recentemente foi inaugurado um refeitório com 509,87 m² que serve refeições balanceadas

e

acompanhamento de nutricionista.

 

Porém, a principal infraestrutura a ser usada é a biblioteca do Campus Videira do Instituto Federal Catarinense a qual tem uma área construída de 630 m², com capacidade para 150 pessoas com sala de processamento técnico, setor de acervo, área de estudo em grupo e individual com 70 lugares, espaço com 10 computadores para consulta aos livros cadastrados no sistema Pergamum, pesquisa na internet

e

digitação de trabalhos, rede wireless para facilitar o uso de computadores pessoais, equipado com

vídeo, DVD, projetor multimídia, televisor, tela de projeção e quadro branco e sanitários adaptados. A

biblioteca abriga um acervo composto de livros, periódicos, folhetos, teses, dissertações, DVDs e CD-ROMs, totalizando aproximadamente 5000 exemplares, que estão organizados segundo a Classificação decimal de Dewey - CDD. O gerenciamento de todos os serviços na biblioteca é automatizado utilizando-se o sistema Pergamum. Sendo assim, procedimentos básicos realizados pelos

usuários tais como consulta ao acervo, reservas e renovações podem ser feitos online.

 

Na biblioteca temos um serviço de apoio à iniciação científica o qual busca a mediação educativa oferecido nas áreas da busca, seleção e uso de informações em produções acadêmicas. São oferecidos treinamentos específicos abrangendo orientações de uso do srecursos da biblioteca, visitas orientadas, uso de bases de dados, pesquisas na internet,normatização bibliográfica e elaboração de projetos de

pesquisa. Será neste espaço de leitura que acontecerão as reuniões e orientações com a bolsista.

 

19.

Limitações e Dificuldades

 
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Considerando que toda pesquisa oferece algum tipo de risco, nesta pesquisa o risco pode ser avaliado como mínimos, principalmente: Invasão de privacidade; responder a questões sensíveis, tais como atos ilegais, violência psicológica ou física, sexualidade; Discriminação e estigmatização a partir do conteúdo revelado. Com o objetivo de minimizar tomaremos as seguintes medidas: garantir o acesso aos resultados individuais e coletivos da pesquisa. Em qualquer fase da pesquisa haverá um estrito

cumprimento da ética em pesquisa e das legislações vigentes.

 

20. Referências

ANDRÉ, Marli. O que é um estudo de caso qualitativo em educação? Revista da FAEEBA-Educação e Contemporaneidade.Salvador, vol. 22, no 40, pp. 95-103, 2013.

BRASIL. Decreto 10.046 de 09 de outubro de 2019. Dispõe sobre a governança no compartilhamento de dados no âmbito da administração pública federal. Diário Oficial da União:

Brasília, DF. Ed. nº 197, seção 1, pp. 2-5, out. 2019.

BOCAYUVA, Pedro Claudio Cunca. VARANDA, Ana Paula de Moura (Orgs.). Tecnologia social, economia solidária e políticas públicas. Rio de Janeiro : FASE: IPPUR, UFRJ, 2009.

BRUNO, Fernanda. Máquinas de ver, modos de ser: vigilância, tecnologia, subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2013.

CARDON, Dominique. A quoi rêvent les algorithmes: nos vies à l’heure des big data. Paris: Le Seuil, 2015.

CARDON, Dominique; CASILLI, Antonio A. Qu'est-ce que le digital labor ? Paris: INA Éditions,

2015.

CASTRO, Paulo César. Algoritmos devem ser debatidos. Revista IHU On-Line, nº. 495, São Leopoldo: Instituto Humanitas Unisinos, pp. 24-31, 2016.

CRESWELL, Jonh. W. Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3.ed. (Trad. Lopes Magda França) Porto Alegre: Artmed, 2010.

FIGUEIREDO, C. Algoritmos, subsunção do trabalho, vigilância e controle: novas estratégias de

precarização do trabalho e colonização do mundo da vida. Revista Eptic, v. 21 n. 1, pp. 156-172,

2019.

LENOIR, Timothy. Neurofuturos para sociedades de controle. (Trad.: Luís Marcos Sander). São Leopoldo: Instituto Humanitas Unisinos, Cadernos IHU ideias, nº 221, vol. 13, 2015.

SLEE, Tom. What’s Yours Is Mine: Against the Sharing Economy. New York and London: OR Books, 2015.

SILVA, Andressa Hennig; FOSSÁ, Maria Ivete Trevisan. Análise de Conteúdo: exemplo de explicação da técnica para análise de dados qualitativos. Qualit@s Revista Eletrônica. Campina Grande - PB, vol.17, no 1, pp. 1-14, 2015.

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SODRÉ, Muniz. Antropológica do Espelho: Uma Teoria da Comunicação Linear e em Rede. 8ª Ed.Petrópolis: Vozes, 2013.

TELES, Edson. Governamentalidade Algorítmica e as Subjetivações Rarefeitas. KRITERION, v. 59, pp. 429-448, 2018.

THOMAS, Hernán Eduardo. Tecnologias para Inclusão Social e Políticas Públicas na América Latina. In.: OTTERLOO, Aldalice. Tecnologias Sociais: Caminhos para a sustentabilidade. Brasília:

Transformação, pp. 25-82, 2009.

FORMATAÇÃO

O projeto de pesquisa deverá ser constituído por, no máximo, 15 páginas, formatado para folhas tamanho A4, em fonte Times New Roman, tamanho 12, ou Ecofont, tamanho 11, com espaçamento simples. Deverão ser utilizadas margens esquerda e superior de 3cm; e margens direita e inferior de 2cm.

Observação: Cada item do Projeto de Pesquisa deve ser conciso e objetivo obedecendo ao limite de páginas indicado e, todas as notas escritas ao lado de cada título devem ser apagada.