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Universidade Federal de Sergipe

Centro de Ciência Exatas e Tecnologia


Núcleo de Engenharia Mecânica

Elementos de Máquina I

Projeto de uma prensa de latas de alumínio

Alunos:
Alexandre Carvalho
Gilsandro Andrade
Jonathan L. Oliveira
Vinicius Cassiano

São Cristóvão / SE
Novembro de 2015
Sumário
INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 3
OBJETIVOS .................................................................................................................................. 6
OBJETIVOS ESPECIFICOS .................................................................................................. 6
DESENVOLVIMENTO ................................................................................................................. 7
Parafuso de potência............................................................................................................. 7
Comportamento das forças no parafuso de potência .................................................. 8
Carga crítica aplicada ............................................................................................................ 8
Rotação ..................................................................................................................................... 9
Torque ..................................................................................................................................... 10
Potência .................................................................................................................................. 12
Eficiência ................................................................................................................................ 13
Tensão nos filetes ................................................................................................................ 13
Propriedades estruturais do aço ...................................................................................... 14
Tensões normais e de cisalhamento em vigas e barras de paredes finas ........... 15
Soldas ...................................................................................................................................... 16
Dimensionamento de Juntas Soldadas .......................................................................... 17
MEMÓRIA DE CÁLCULOS ...................................................................................................... 18
Dados iniciais ............................................................................................................................ 18
Cálculos (Parafuso de potência e motor)....................................................................... 19
Dimensionamento estrutura da prensa .......................................................................... 25
Cálculo de Solda ................................................................................................................... 27
CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................... 29
ANEXOS ...................................................................................................................................... 30
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................... 31
INTRODUÇÃO

Um número crescente de empresas passou a reciclar materiais e sobras de


produção. A reciclagem é um dos passos iniciais dos sistemas de gestão ambiental por
não exigir investimento muito pesado e trazer benefícios rápidos, além de possibilitar
uma enorme economia de matéria-prima e energia elétrica. Para se ter uma ideia, para
cada lata reciclada uma empresa poupa o equivalente ao consumo de uma televisão
durante três horas.
O ciclo de vida de uma lata de bebida de alumínio é de apenas 30 dias, de uma
lata para outra. Nesse período, a lata vai da prateleira para o consumidor e, descartada
corretamente, para uma instalação de reciclagem em que poderá ser refundida e
reformatada em outra lata de alumínio com exatamente as mesmas características
físicas da lata original. Como o alumínio pode ser reciclado sem nenhuma perda de
qualidade, as latas de alumínio são o produto ideal para uma reciclagem de ciclo
fechado.
Em 2012, o Brasil manteve o recorde mundial de reciclagem de latas de alumínio
para bebidas, com o índice de 97,9%. Foram 267,1 mil toneladas de sucata de latas
recicladas, o que corresponde a 19,8 bilhões de unidades, ou 54,1 milhões por dia ou
2,3 milhões por hora.
Figura 1 - Reciclagem de latas de alumínio.

Com os esforços desempenhados pela cadeia de reciclagem - fabricantes de


chapas, de latas, envasadores de bebidas, cooperativas e recicladoras - e pelo
Governo, por meio da conscientização da população, o programa de reciclagem da lata
de alumínio é hoje uma experiência de sucesso com grande influência social,
econômica e ambiental. Em 2012, somente a etapa de coleta (compra de latas usadas)
injetou cerca de R$ 630 milhões na economia nacional, gerando emprego e renda para
milhares de pessoas.

Passo-a-passo da reciclagem de latinhas:

1. COMPRA
O consumidor compra as latinhas de alumínio no supermercado.
2. CONSUMO
Depois de usada, a lata vazia é levada aos postos de coleta ou então vendida aos
sucateiros, gerando renda nesta atividade.
3. COLETA
Nesses locais, as embalagens são prensadas com todas as suas partes (corpo,
tampa e anel).
4. PRENSAGEM
Neste estágio, as latas são prensadas novamente. Desta vez, em grandes fardos,
como são chamados os “pacotes” volumosos e pesados, fáceis de serem
transportados.
5. FUNDIÇÃO
As latinhas são derretidas em fornos especiais para latas de alumínio.
6. LINGOTAMENTO
Aqui todo o material é transportado em lingotes fundidos sob a forma de tiras,
apropriadas para uma refusão ou transformação.
7. LAMINAÇÃO
Os lingotes passam por um processo de deformação no qual o material passa entre
rolos e se transforma em bobinas de alumínio.
8. NOVAS LATAS
As bobinas são usadas para fazer novas latinhas.
9. ENCHIMENTO
Na fábrica de bebidas, as latas passam por um processo de enchimento para
ganhar aquele tradicional formato “oco” que conhecemos.
10. CONSUMO
Depois as latas são distribuídas mais uma vez aos pontos de venda, fechando o
ciclo de reciclagem das latinhas de alumínio.
OBJETIVOS

Esse trabalho tem como principal objetivo desenvolver o projeto e concepção de


uma prensa de alumínio simples e compacta, obtendo com isso um valor competitivo no
mercado, para atender não só as grandes empresas como também as médias e
pequenas.

OBJETIVOS ESPECIFICOS

 Dimensionamento dos elementos utilizados na fabricação da prensa;

 Desenvolvimento do protótipo no software Solidworks de uma máquina de


prensa para latas;

 Desenvolver um sistema simples e barato para viabilização da construção em


larga escala.
DESENVOLVIMENTO

Parafuso de potência

O parafuso de potência ou parafuso de transmissão é um dispositivo utilizado


em máquinas para transformar um movimento angular em movimento linear. Seu
funcionamento consiste em se aplicar um torque à extremidade do parafuso,
movimentando-se a outra extremidade, que realiza trabalho. São exemplos de
aplicações dos parafusos de potência, o fuso do torno, a movimentação do mordente de
uma morsa, o sistema de acionamento de um macaco ou prensa mecânica.

Figura 2 - morsa de bancada, exemplo de aplicação do parafuso de potência.

Figura 3 - Exemplos de aplicações para parafusos de potência.


Comportamento das forças no parafuso de potência

A figura 4 apresenta um parafuso de potência de rosca direita sendo utilizado


para elevar ou descer cargas. Para elevar a carga gira-se o parafuso no sentido
contrário ao filete da rosca e para abaixar, gira-se para a direita, no sentido da
inclinação do filete.

Figura 4 - forças atuantes nos filetes do parafuso de potência.

Carga crítica aplicada

No caso de compressão, o parafuso pode estar sujeito à flambagem. A carga


crítica para flambagem pode ser calculada como:

𝜋𝐸𝐼
𝐹𝑓𝑙𝑎𝑚𝑏 = (1)
4𝑙 2
Para seção circular:

𝜋𝑑𝑟 4
𝐼= (2)
64

Para seção tubular:

𝜋(𝑑𝑟 4 −𝑑𝑖𝑛𝑡 4 )
𝐼= (3)
64

Rotação

Para que possamos selecionar um motor para realizar uma atividade cuja
transmissão será por parafuso de potência, é necessário estimar primeiramente a
potência, o torque e a rotação de funcionamento que o capacita para realizar
determinado trabalho. Para isso necessita-se saber qual o tipo de movimento, qual a
massa do corpo que será deslocado, o tipo, o diâmetro e o número de entradas
adequado do parafuso de potência para a transmissão, a velocidade desejada e até
mesmo a aceleração pretendida. O primeiro passo é determinar o tipo de rosca
adequado para o parafuso de potência. Para uma transmissão suave deve ser utilizado
o de rosca trapezoidal e quando for para transmissão com grandes esforços e/ou
choque deve ser utilizado o de rosca quadrada. Depois, estipula-se a quantidade de
entradas e o passo adequados para a transmissão em função do avanço (A) desejado.
Essa escolha depende da análise da eficiência e do que é encontrado no mercado.

Sabendo o avanço desejado (A) e o espaço linear (ΔS) que o sistema terá que
percorrer, é só determinar a quantidade de voltas (N) que o motor deverá executar para
percorrer esse espaço desejado (equação 4).
∆𝑆
𝑁= (4)
𝐴
Sendo o avanço (A) definido como o produto do passo (p) pelo número de entradas
(Ne), então obtém-se a equação 5:
∆𝑆
𝑁= (5)
𝑝𝑁𝑒

Com o número de rotações do motor para percorrer o espaço desejado e


determinando o tempo que se deseja percorrer esse espaço, pode-se calcular a
frequência de rotação do motor utilizando a equação 6.
𝑁
𝑓= (6)
∆𝑡

Onde:

f = frequência;

Δt = intervalo de tempo.

Uma vez encontrada a frequência, pode-se determinar a rotação (n) através da


equação 7:

𝑛=60. 𝑓 (7)

Torque

Para a determinação do torque a situação é um pouco mais complicada, pois


deve-se levar em consideração, além do esforço para mover a carga, o esforço para
rotacionar o parafuso. Os resultados são diferentes para o movimento vertical
ascendente, o movimento vertical descendente e também para os casos de movimento
horizontal. Além disso, devem ser analisadas as características geométricas do
parafuso que será utilizado na transmissão.

O sistema estará em equilíbrio sobre a ação destas forças.

Para levantar a carga:

Para descer a carga:


Isolando N na horizontal e na vertical e igualando as expressões:

Para levantar a carga:

(8)

Para descer a carga:

Dividindo-se o numerador e o denominador dessas equações por cos e


considerando que tg = L/(dm), tem-se:

(9)

Finalmente, sabendo-se que o torque é o produto de P pelo raio médio dm/2:

Onde T é o torque necessário para vencer o atrito nos filetes do parafuso e levantar ou
descer a carga.

(10)

Em aplicações de parafusos de potência ainda é necessário levar em


consideração um terceiro elemento que altera o torque. Quando o parafuso é carregado
axialmente, emprega-se um mancal de escora, ou colar, entre as peças girantes e as
estacionárias, a fim de eliminar os componentes axiais. A carga é considerada
concentrada no diâmetro médio do colar.

Chamando-se 𝝁𝒄 o coeficiente de atrito do colar:

(11)
Figura 5 - Parafuso de potência com rosca trapezoidal (rosca no padrão Acme americano).

Potência

A potência mecânica (P) é definida como o produto da força tangencial pela


velocidade, então:
𝑃=𝐹𝑇 . 𝑣 (12)

O torque é diretamente proporcional à potência e inversamente proporcional à


rotação:

30𝑝
𝑀𝑇 = (13)
𝜋𝑛

Isolando-se a potência encontra-se outra maneira de calcular a potência, agora


em função do torque e da rotação.
𝑀𝑇 .𝜋.𝑛
𝑃= (14)
30
Essa potência mecânica (P) calculada pela equação 12 ou pela equação 14 é a
potência necessária para realizar o trabalho mecânico, isto é, é a potência útil. A
potência de saída (PS) no eixo do motor deve ser determinada considerando a
eficiência (ε) da transmissão por parafusos de potência. A equação 15 representa o
cálculo da potência de saída.
𝑃
𝑃𝑠 = (15)
𝜀
O torque que o motor deverá possuir para realizar essa atividade é calculado
através da equação 13, mas já considerando a potência de saída (𝑃𝑠 ) no eixo do motor.

Eficiência

A eficiência ou rendimento de um parafuso de potência é a razão entre o


trabalho de saída e o trabalho de entrada (NORTON, 2000, p.767). O trabalho de
entrada (τe) pode ser definido como o produto do torque pelo deslocamento angular
(Δφ) em radianos.
𝜏𝑒 = 𝑇𝑡 . ∆𝜑 (16)
Já o trabalho de saída (τs) pode ser definido como o produto da força de
resistência (R) pelo deslocamento linear (ΔS), conforme equação abaixo.

𝜏𝑠 = 𝐹. ∆𝑆 (17)
Assim, a eficiência de um parafuso de potência é dada pela equação 18.
𝜏
𝜀= 𝑠 (18)
𝜏𝑒

Tensão nos filetes

Supondo-se que a carga seja uniformemente distribuída sobre a altura h da


porca e que os filetes da rosca do parafuso falharão por cisalhamento no diâmetro
menor, então, a tensão média de cisalhamento nos filetes da rosca será:
2.𝑓
𝜏𝑑1 = (19)
𝜋.𝑑1 .ℎ

Os filetes da rosca da porca poderiam falhar no diâmetro maior, neste caso, a


tensão média de cisalhamento será:

2.𝑓
𝜏𝑑 = (20)
𝜋.𝑑.ℎ
Já a tensão de compressão superficial na roca é:
4.𝑝.𝐹
𝜎= (21)
𝜋.ℎ.(𝑑2 −𝑑1 2 )

Propriedades estruturais do aço

As propriedades mecânicas definem o comportamento dos aços quando sujeitos a


esforços mecânicos e correspondem às propriedades que determinam a sua
capacidade de resistir e transmitir os esforços que lhes são aplicados, sem romper ou
sem que ocorram deformações excessivas. Para compreender o comportamento das
estruturas de aço é essencial que o calculista esteja familiarizado com as propriedades
do aço.

Principais requisitos para os aços destinados à aplicação estrutural são:

 Elevada tensão de escoamento;


 Elevada tenacidade;
 Boa soldabilidade;
 Homogeneidade microestrutural;
 Susceptibilidade de corte por chama sem endurecimento;
 Boa trabalhabilidade em operações tais como corte, furação e dobramento, sem
que se originem fissuras ou outros defeitos.

Os aços estruturais podem ser classificados em três grupos principais, conforme a


tensão de escoamento mínima especificada:

Tipo Limite de escoamento mínimo (MPa)


Aço carbono de média resistência 195 a 259
Aço de alta resistência e baixa liga 290 a 345
Aços ligados tratados termicamente 630 a 700
Tensões normais e de cisalhamento em vigas e barras de paredes finas

A tensão normal provocada pela flexão da viga é chamada de tensão de flexão. A


tensão é de compressão (𝜎𝑥 < 0) acima da linha neutra quando o momento fletor M é
positivo, e de tração (𝜎𝑥 > 0) quando o M é negativo.
A relação entre o momento de inercia e a linha neutra depende apenas da geometria
da seção e é chamada de módulo de resistência, representada por W.
𝐼
𝑊= (22)
𝑐
Assim, temos que o módulo de resistência a flexão pode ser obtido por:
1
𝐼 𝑏𝑑 3 1
𝑊= = 12
𝑑⁄ = 𝑏𝑑 2 (23)
𝑐 2 6

Em que b é a base e d a altura da seção transversal retangular.

Com a relação entre o momento fletor e o módulo de resistência obtemos a tensão


máxima da seção.
𝑀
𝜎𝑚 = (24)
𝑊

A distribuição de tensões de cisalhamento em uma seção transversal de uma barra


retangular é parabólica e são iguais a zero na parte superior e inferior da seção
transversal (𝑦 = ±𝑐). Para y=0, obtemos o valor da tensão máxima de cisalhamento em
determinada seção de uma barra retangular.

3𝑉
𝜏𝑚𝑎𝑥 = (25)
2𝐴
Soldas

A união de placas em uma estrutura é conhecida como junta. Uma junta pode ser
obtida utilizando-se os mais variados elementos de fixação: parafusos, rebites, engates,
cordões de solda, etc. Dentre estas, a soldagem é uma das mais utilizadas por sua
facilidade de utilização, confiabilidade e custo.
A vantagem do processo de soldagem em relação a demais processos correntes na
engenharia está na possibilidade de se obter uma união em que os materiais
apresentam continuidade não só na aparência externa, mas também nas suas
características e propriedades mecânicas e químicas, relacionadas à sua estrutura
interna. Apesar da vasta utilização da soldagem, o dimensionamento de juntas soldadas
se baseia, na prática, em simplificações impostas pela grande variedade de arranjos
geométricos e combinação de esforços, tornando impraticável (ou impossível) a
obtenção de soluções baseadas na teoria da elasticidade. Com isso, as técnicas de
dimensionamento mais comuns baseiam-se na obtenção das tensões nominais
atuantes no cordão de solda a partir de carregamentos externos conhecidos.
Relativamente ao tipo de junta, podemos classificá-las em: de topo, de canto, em T,
sobreposta e de aresta, e representadas abaixo, na Figura 6. Estas uniões podem ser
executadas através de três tipos de soldas: solda de topo, de filete e de enchimento.

Figura 6 – Principais tipos de juntas.


Dimensionamento de Juntas Soldadas

A abordagem para o projeto de soldas tem sido a de empregar um modelo simples e


conservador, baseado na hipótese que o carregamento externo gera apenas tensões de
cisalhamento (𝜏) na região da garganta da solda.

A área da garganta da solda onde atuam as tensões de cisalhamento é dada por:

𝐴 = 𝑡. 𝐿

𝐴 = 0,707ℎ. 𝐿 (26)

A tensão admissível recomendada pela AWS é dada por:

𝜏𝑎𝑑𝑚 = 0,30𝐸𝑥𝑥 (27)

O dimensionamento consiste em determinar a dimensão h para a qual a solda resistirá


às tensões atuantes.

A análise geral consiste em:

• identificar o tipo de carregamento,

• determinar as tensões atuantes nos pontos críticos,

• dimensionar a solda para o ponto crítico de maior tensão atuante usando a


seguinte fórmula:

𝜏𝑎𝑑𝑚 0,58𝜎𝑒𝑠𝑐
𝑓𝑠 = → 𝑓𝑠 = (28)
𝜏𝑎𝑝𝑙 𝜏𝑎𝑝𝑙

Onde:

𝜎esc – tensão de escoamento do material da solda (eletrodo);

𝜏apl – tensão de cisalhamento aplicada na área da garganta (que depende do tipo de


carregamento).
A dimensão h deve ser compatível com a espessura dos componentes a serem
soldados. A formula básica de Carregamento estático paralelo ao cordão de solda é
dada por:

𝐹
𝜏𝑎𝑝𝑙 =
𝐴

0,58𝜎𝑒𝑠𝑐 𝐹
=
𝑓𝑠 0,707ℎ𝐿

2,44𝐹.𝑓𝑠
ℎ= (29)
𝜎𝑒𝑠𝑐 .𝐿

MEMÓRIA DE CÁLCULOS

Dados iniciais

Diâmetro da lata = 65 mm
Altura da lata = 124 mm
Força para amassar a lata = 441,45 N
Material do parafuso é o Aço 1020 (E=210 Mpa)
Rosca Acme (trapezoidal)
Fator de segurança = 1,5

O volume da lata, considerando a lata como um cilindro uniforme com a altura e


o diâmetro igual ao especificado acima, pode ser dado pela formula
𝑉𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 = ℎ. 𝜋. 𝑟 2 = 124. 𝜋. 32,52 = 0,000411262 𝑚3
No caso, como comeremos amassar/compactar 200 latas, precisaríamos
multiplicar esse volume por quinhentos.

𝑉200 𝑙𝑎𝑡𝑎𝑠 = 0, 0822523 𝑚3


Supondo que queremos um fardo com base de 300 x 300 mm, e que também
queremos uma redução do tamanho da lata de até 75% temos que
𝑉200 𝑙𝑎𝑡𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑎𝑐𝑡𝑎𝑑𝑎𝑠 75% = 0,0199 𝑚3
Com base no formato do fardo escolhido e nos volumes calculados,
encontramos que se 200 latas forem coladas dentro de um compactador o espaço
ocupado seria de uma base de 300 x 300 mm e uma altura de 920 mm, mas como é
necessário deixar um espaço de folga entre a superfície ligada ao parafuso de potência
e a capacidade máxima de latas de alumínio. Então a folga escolhida foi de 280 mm,
sendo assim a altura total é de 1200 mm, e quando o parafuso desce até 920 mm ele
entra em contato com as latas.
De acordo com o volume de latas compactadas na porcentagem de 75%,
encontramos a altura final de 220 mm, ou seja, o parafuso desce de uma altura de 1200
mm até 220 mm, para compactar 200 latas com as especificidades esperadas. Então o
comprimento do parafuso, L, será de 980 mm.

Cálculos (Parafuso de potência e motor)

Partindo da afirmativa que a força necessária para amassar uma lata é de 441,5
N (o peso de uma pessoa de 45 quilos com a aceleração da gravidade), podemos achar
a tensão de escoamento da lata de alumínio
𝐹1 𝑙𝑎𝑡𝑎 441,5
𝜎𝑒𝑠𝑐.𝑙𝑎𝑡𝑎 = = = 133102,2 𝑃𝑎
𝐴𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 𝜋. (0,03252 )
Agora podemos achar a carga para amassar 200 latas considerando um bloco
quadrado de alumínio, para melhor aproximação.
𝐹 = 𝜎𝑒𝑠𝑐.𝑙𝑎𝑡𝑎 . 𝐴200 𝑙𝑎𝑡𝑎𝑠 = 133102,2.0,3.0,3 = 11979,2 𝑁 (2693,03 𝑙𝑏𝑓)
Com os dados que temos, já podemos encontrar o diâmetro do parafuso para
depois encontrar a melhor rosca para ele.
Tratando-se agora de uma coluna que pode então falhar por flambagem em vez
de por compressão. Podemos usar a formula
𝜋 2 . 𝐸. 𝐼
𝑃𝑐𝑟 =
𝐿2
Para encontrar a carga critica axial, mas como já temos a carga necessária para
amassar a lata, vamos usar essa formula para encontrar o diâmetro de raiz preliminar.

4 64. 𝑃𝑐𝑟 . 𝐿2 64. (11979,2.1,5). 0,982


𝑑𝑟 = = → 𝑑𝑟 = 0,114166 𝑚 (4,4947 𝑝𝑜𝑙)
𝐸. 𝜋 3 𝜋 3 . 210. 106
Pela tabela 15-3 do livro Projeto de Máquinas de Norton, vide tabela 1, temos
que a rosca mais próxima desse valor é a de 4 ½ polegadas que tem 2 roscas (filetes)
por polegadas. Então o passo dela é 𝑝 = 2 𝑓𝑖𝑙𝑒𝑡𝑒𝑠 / 𝑝𝑜𝑙 , sendo o diâmetro externo 4
½ polegadas temos que o diâmetro de raiz é
𝑑𝑟 = 4,5 − 0,5 = 4 𝑝𝑜𝑙
Sendo o avanço definido como o produto do passo pelo número de entradas
(Ne), então, nesse caso, como o número de entradas é igual a um, o passo e o avanço
tem os mesmos valores. Sabendo o avanço desejado (A) e o espaço linear (∆𝑆) que o
sistema terá que percorrer, é só determinar a quantidade de voltas (N) que o motor
deverá executar para percorrer esse espaço desejado.
∆𝑆 38,58
𝑁= = = 77,16 𝑟𝑒𝑣
𝑝𝑁𝑒 1
(2).1
Com o número de rotação do motor para percorrer o espaço desejado e
determinando o tempo que se deseja percorrer esse espaço, 5 minutos foi o tempo
sugerido, pode-se calcular a frequência de rotação do motor por
𝑁 77,16
𝑓= = = 0,25721 𝐻𝑧
∆𝑡 (5.60)
E o número de rotação será
𝑛 = 𝑓. 60 = 0,25721.60 = 15,433 𝑟𝑝𝑚
Tabela 1 - Especificação rosca ACME.

Utilizando o diâmetro primitivo oferecido pela tabela (4,250 pol) e o com o fator
de atrito sendo adotado como para parafusos gerais com superfícies bem lubrificadas,
𝑓 = 0,15, e para todas as rocas ACME o ângulo de rosca, 𝛼, é sempre 14,5°, o torque é
encontrado por
𝐹𝑑𝑝 (𝐿. 𝑐𝑜𝑠 ∝ +𝜋. 𝜇. 𝑑𝑝 2693,03.4,25 (0,5. 𝑐𝑜𝑠14,5 + 𝜋. 0,15.4,25
𝑇=( )[ ]=( )[ ]
2 𝜋. 𝑑𝑝 . 𝑐𝑜𝑠 ∝ −𝜇. 𝐿 2 𝜋. 4,25. 𝑐𝑜𝑠14,5 − 0,15.0,5
= 1107,487 𝑙𝑏𝑓. 𝑝𝑜𝑙 (125,12 𝑁. 𝑚)
E a eficiência com
𝐹𝐿 2693,03.0,5
𝑒𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 = ( )= = 19,36%
2𝜋𝑇 2. 𝜋. 1107,487

Quando um parafuso é dotado de um mancal axial ou colar para apoio devido a


esforços axiais, deve ser considerado um torque adicional, não importando o tipo de
rosca nem o tipo de movimento do parafuso. Escolhendo um colar de bronze com
diâmetro de 6 polegadas, teremos um fator de atrito entre 0,08 e 0,10 que é o caso que
combina aço macio com bronze, vide figura 6, no caso vamos adotar o valor de 0,1. O
valor de 𝑑𝑐 é o valor do diâmetro médio do colar, (6+4,5)/2= 5,25 pol.

Tabela 2 – Tabela de coeficiente de atrito no colar.

𝐹. 𝜇𝑐 . 𝑑𝑐 2693,03.0,1.5,25
𝑇𝑐 = = = 706,92 𝑙𝑏𝑓. 𝑖𝑛 (79,87 𝑁. 𝑚)
2 2
Assim o torque total requerido para girar o parafuso contra a carga é a soma dos
dois torques já calculados.
𝑇𝑡 = 𝑇 + 𝑇𝑐 = 1107,487 + 706,92 = 1814,407 𝑙𝑏𝑓. 𝑖𝑛 (205 𝑁. 𝑚 𝑜𝑢 151,2 𝑙𝑏𝑓. 𝑓𝑡)
E a eficiência do conjunto (parafuso + colar) é dada por
𝐹𝐿 2693,03.0,5
𝑒𝑡 = ( )= = 11,82%
2𝜋𝑇𝑡 2. 𝜋. 1814,407
Para calcular a potência útil usamos
𝑇𝑡 . (𝑛) 151,2.15,433
𝑃= = = 0,4443 ℎ𝑝
5252 5252
Então podemos escolher um motor de 0,5 cv, optamos pelo o IP55 da WEG, e
supomos uma ligação feita por meio de um inversor de frequência, assim podemos
atingir às especificações do projeto. Algumas características do motor podem ser
visualizadas na figura 7.
Tabela 3: motor selecionado.

A fim de reduzir o desgaste do parafuso e da porca, a pressão do rolamento na


superfície do parafuso deve estar dentro dos limites. Na concepção de parafusos de
potência, a pressão do rolamento depende dos materiais do parafuso e da porca, da
velocidade relativa entre os dois e a natureza da lubrificação. Assim a altura e o
comprimento da porta pode ser encontrado com o auxílio da tabela 2 (retirada do livro A
Textbook of Machine Design, página 646).
Assumindo um valor de pressão, 𝑃𝑏 , de 1,21 N/mm² (valor médio de pressão do
intervalo onde a porca é de bronze e o parafuso de aço, Lead screw). Temos que a
espessura dos segmentos é dada pelo valor do passo dividido por dois.
Tabela 4 - Valores limites das pressões dos rolamentos.

𝑝 0,0127
𝑡= = = 6,35 𝑚𝑚
2 2
E o número de filetes da rosca em contato com o parafuso é
𝐹 11979,2
𝑛= = = 4,599 ~ 5
𝜋. 𝑑. 𝑡. 𝑃𝑏 𝜋. (107,94)6,35.1,21
A altura da rosca
ℎ = 𝑛. 𝑝 = 5.0,0127 = 63,5 𝑚𝑚
A tensão de compressão na porca é encontrada pela formula básica de tensão,
considerando que o diâmetro menor da porca é o diâmetro maior do parafuso, no nosso
caso 4 polegadas.
𝐹 𝐹 11979,2
𝜎𝑝𝑜𝑟𝑐𝑎 = =𝜋 =𝜋 = 1,4783 𝑀𝑃𝑎
𝐴 (𝑑 𝑝 )² (0,10162)
4 4
Em um parafuso de potência, se o colar de empuxo possuir um atrito baixo, todo
o torque aplicado à porca criará tensões torcionais no parafuso. Assim, para acomodar
o pior caso de alto atrito nas rocas, utilizamos o torque total aplicado em uma seção
circular.
𝑇𝑡 16𝑇𝑐 16.125,12
𝜏= = = = 607597,14 𝑃𝑎
𝐽 𝜋𝑑𝑟 ³ 𝜋. 0,1016³
A tensão máxima de cisalhamento na porca pode ser dado por
1 1
𝜏𝑚𝑎𝑥 = √𝜎²𝑝𝑜𝑟𝑐𝑎 + 4𝜏² = √(1,47832 ) + 4. (0,60762 ) = 0,95706 𝑀𝑃𝑎
2 2

Dimensionamento estrutura da prensa

Para esse projeto, utilizaremos uma estrutura feita de aço com base de 300x300
mm e uma altura de 1200mm. Escolhemos utilizar o aço SAE 1020 (laminado a quente)
por ser um dos aços carbono mais utilizados em componentes mecânicos além de
serem aços de boa soldabilidade, boa forjabilidade, baixa resistência mecânica e baixa
usinabilidade.
Para o dimensionamento da espessura mínima da chapa que vamos utilizar,
teremos que calcular a área da seção sujeita a força cortante máxima e ao momento
fletor máximo com base nas tensões normal e de cisalhamento admissíveis do aço.
Já sabemos que o fardo das 200 latas tem um peso de 2kg (19,6N) e a força aplicada
pelo parafuso de potência para amassar as latas é de 11979,2N teremos então uma
força P suportada pela chapa de aço de 11998.8N. Para fins de cálculo iremos
arredondá-la para 12000N.

Sendo assim o momento fletor máximo será calculado por:


𝑃. 𝑥 12000.0,15
𝑀𝑚á𝑥 = = = 450𝑁. 𝑚
4 4
E a força cortante máxima será:
12000
𝑉𝑚á𝑥 = 𝑃⁄2 = = 6000𝑁
2
Para o projeto com base na tensão normal admissível, primeiramente
expressamos o modulo de resistência da seção W em termos de altura (espessura) d.
Temos assim:
1 3
𝐼 12 𝑏𝑑 1 1
𝑊= = = 𝑏𝑑2 = (0,3). 𝑑 2 = 0,05𝑑2
𝑐 𝑑⁄ 6 6
2
A tensão de escoamento do aço 1020 (laminado a quente) é dada pela tabela abaixo:

Tabela 5 - Propriedades mecânicas dos aços estruturais.

Como utilizamos no projeto um coeficiente de segurança de 1,5, a tensão admissível


será obtida pela equação:
𝜎𝑒𝑠𝑐 210
𝜎𝑎𝑑𝑚 = = = 140𝑀𝑝𝑎
𝐶. 𝑆. 1.5
Para o 𝑀𝑚á𝑥 e a 𝜎𝑎𝑑𝑚 , escrevemos:
𝑀𝑚á𝑥 450
𝑊= = = 3,214. 10−5
𝜎𝑎𝑑𝑚 140. 106
𝑊 = 0,05𝑑 2 = 3,214. 10−5
𝑑 = 8,01. 10−3 𝑚
𝑑 = 8𝑚𝑚
Agora calcularemos a tensão de cisalhamento admissível:
𝜏𝑐𝑖𝑠 125
𝜏𝑎𝑑𝑚 = = = 83,33𝑀𝑃𝑎
𝐶. 𝑆. 1,5
Com essa tensão, calculamos a espessura pela fórmula:
3𝑉 3.6000
𝜏𝑎𝑑𝑚 = = 83,33. 106 =
2𝐴 2.0,3. 𝑑
𝑑 = 3,6. 10−4 𝑚
𝑑 = 0,36𝑚𝑚
Observando os resultados, concluímos que a espessura utilizada no projeto será
a maior calculada. Portanto a espessura da chapa de aço será: 𝑑 = 8𝑚𝑚.
Cálculo de Solda

Tipo de solda utilizado foi a de canto como mostra a imagem abaixo:

Sendo que solda usada gera apenas tensões de cisalhamento ( 𝜏 ) na região da


garganta da solda. Temos que a área da garganta da solda atuam as tensões de
cisalhamento é dada por:

𝐴=𝑡∗𝐿

𝐴 = 0,707ℎ ∗ 𝐿

Tendo com recomendação da AWS

𝜏𝑎𝑑𝑚 = 0,30𝐸𝑥𝑥

O dimensionamento consiste em determinar a dimensão h para qual a solda resistirá às


tensões atuantes.
𝜏𝑎𝑑𝑚
𝑓𝑠 = 𝜏𝑎𝑝𝑙

0,58 𝜎𝑒𝑠𝑐
𝑓𝑠 =
𝜏𝑎𝑝𝑙

𝜎𝑒𝑠𝑐 – tensão de escoamento do material da solda (eletrodo)

𝜏𝑎𝑝𝑙 – tensão de cisalhamento aplicada na área da garganta

Fórmula Básica
2,44𝐹 ∗ 𝑓𝑠
ℎ=
0,3 ∗ 𝜎𝑒𝑠𝑐 ∗ 𝐿
Escolha do Eletrodo

O eletrodo escolhido foi o E70xx de acordo com a tabela abaixo.

Tabela 6 - Resistência de eletrodos comuns para aços.

Sendo:

𝑓𝑠 = 1,5

𝜎𝑒𝑠𝑐 = 482𝑀𝑃𝑎

𝐿 = 0,12 𝑚

𝐹 = 11979,2 𝑁

Temos:
2,44 ∗ 1,5 ∗ 11979,2
ℎ=
0,3 ∗ 482 ∗ 106 ∗ 0,12
ℎ = 2,52 𝑚𝑚

O cordão de solda terá uma espessura de 2,52 mm.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O campo da reciclagem do alumino é amplo e proporciona diversos benefícios. A


reciclagem serve como meio de sobrevivência para muitos, desde simples catadores
que recolhem pequenas quantidades por dia ou mesmo por mês, e revertem a latinhas
em dinheiro que atenderá as necessidades básicas de sua família, até as grandes
empresas que lucram muito com a reciclagem do alumínio. O trabalho apresentou a
criação de uma prensa pneumática com funcionalidade de amassar latas de alumínio de
até 473 ml. O sistema foi projetado para atuar em pequenos centros de recicladores
com o objetivo de minimizar o tempo, e o esforço muscular do funcionário no processo
de reciclagem das latas.
O trabalho apresentado contribuiu para o aprofundamento da teoria aprendida em
sala pela disciplina Elementos de Máquinas. Podemos colocar em prática o conteúdo
seguindo os passos de um projeto real e os conhecimentos acerca de parafusos de
potência, juntas soldadas, propriedades do aço, bem como todos os cálculos de
dimensionamento vistos.
ANEXOS

Figura 7 – Desenho da prensa.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade -


Abralatas. Apresenta informações gerais de latas de alumínio. Disponível via
URL em: http://www.abal.org.br . Acesso em: 15 de nov. de 2015.

SHIGLEY, Joseph E., Mischke, C. R. e Budynas, R. G., Projeto de Engenharia


Mecânica, Bookman, Porto Alegre, 2005.

COLLINS, Jack A., Projeto Mecânico de Elementos de Máquinas, 1ª edição,


LTC, Rio de Janeiro, 2006.

Ferdinad P. Beer, E. Russel Johnston Jr, John T. DeWolf, David F. Mazurek:


Mecânica dos Materiais, 5ª Ed., Bookman, 2011.

R. C. Hibbeler: Resistência dos Materiais, 7ª Ed., PrenticeHall, 2010.

David H.Myszka. Machines & Mechanisms Applied Kinematic Analysys, 4ª


Ed.,Prentice Hall ,2012

Luciano Galdino, Cálculo da rotação, do torque e da potência de motores


elétricos para transmissão por parafusos de potência, Augusto Guzzo Revista
Acadêmica, 2014, nº 14, 215-227.

TELECURSO 2000. Elementos de Máquinas, aulas. 6, 7 e 8;

PROTEC, Manual do Projetista de Máquinas, São Paulo, 1984


R.S.KHURMI AND J.K. GUPTA, A Textbook of Machine Design, 14ª ed., Eurasia
Publishing House, 2005

Catálogo de motores elétricos da WEG.

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