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E-BOOK

Análise
Fundamentalista
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

O QUE É ANÁLISE FUNDAMENTALISTA?

EM QUAIS PONTOS SE BASEIA A ANÁLISE


FUNDAMENTALISTA?

ANÁLISE QUALITATIVA

ANÁLISES VERTICAL E HORIZONTAL

INDICADORES

CONCLUSÃO

GLOSSÁRIO
Introdução
Quando se fala sobre investimentos, uma das
primeiras coisas que vem à mente são os investimentos
em ações. E junto com este pensamento também
surge um certo receio de que é algo extremamente
perigoso, capaz de destruir seu dinheiro do dia para
a noite.

Sim. Realmente trata-se de um investimento


com risco bem mais acentuado do que “investir” seu
dinheiro na boa e velha poupança. Porém, o que
muitas pessoas não sabem é que existem maneiras
de reduzir esse risco. Obviamente não chegará a
ser tão seguro quanto a poupança ou o Tesouro
Direto, mas seguindo alguns procedimentos para
não correr riscos desnecessários, com certeza lhe
permitirá fazer bons aportes e formar uma sólida
carteira de ativos.
E não caia na velha bobagem que muita gente
desinformada propaga: “Só quem é milionário pode
ganhar dinheiro com ações”. Qualquer um pode gerar
renda através do investimento em ações! O único
bem que você precisa é o conhecimento. Somente
o estudo lhe dará as condições necessárias para
começar a investir de forma segura e atingir a tão
sonhada liberdade financeira.
A leitura deste eBook trará a você, investidor(a),
todo o conhecimento necessário para avaliar bem
uma ação antes de investir. O segredo, já conto
agora: é saber NÃO ERRAR! Acreditamos fielmente
na premissa que “ataques ganham jogos. Defesas
ganham campeonatos”. Portanto, sabendo realizar
uma boa análise, você formará uma sólida base para
se beneficiar ao máximo de seus investimentos.

Então, aproveite!
O que é análise
fundamentalista?
Ao analisar uma determinada ação, podemos
partir por dois caminhos. O primeiro está em
um horizonte de curto prazo, em caráter mais
especulativo. E é justamente este que chama mais
a atenção de quem inicia na renda variável. Isso em
virtude da possibilidade de ganhos expressivos em
pouco tempo.

Esta modalidade de investimento se baseia,


resumidamente, em operações realizadas em curto
período de tempo, a partir do que denomina-se
“análise técnica”. Este tipo de análise é construída
por meio de interpretações gráficas e estatísticas
com o intuito de traçar tendências sobre as oscilações
dos preços dos ativos. As operações sob esta lógica
tendem a ser mais arriscadas e levam grande parte
de seus investidores a perder investimentos.
O segundo caminho a seguir ao se estudar sobre
uma ação é mirar retornos a longo prazo. Para isto,
utiliza-se a “Análise Fundamentalista”, onde se busca
avaliar os fundamentos da empresa a partir de seus
resultados e do ambiente macro-econômico em que
ela está inserida. No final, tem-se uma estimativa
de seu valor intrínseco, munindo o investidor de
indicadores que lhe permitam decidir se a empresa se
valorizará ao longo do tempo. E, consequentemente,
irá gerar valor aos seus acionistas.
Em nenhum dos casos citados o investidor saberá
ao certo o que ocorrerá com o preço de sua ação.
Porém, estatísticas mostram que os investimentos
em sólidas empresas a longo prazo tendem a ser mais
assertivos. E é justamente a análise fundamentalista
que lhe dará as bases para avaliar corretamente uma
companhia.
Em quais pontos
se baseia a análise
fundamentalista?
Entre os principais critérios da análise
fundamentalista,
destacam-se as seguintes
avaliações:

• Histórico da empresa;
• Nível de governança;
• Potencial de crescimento;
• Demonstrativo de resultados;
• Balanço patrimonial;
• Indicadores de preço;
• Indicadores de rentabilidade;
• Indicadores de endividamento;
• Indicadores de retorno do investimento;
• Margens de lucro.

Além dos principais fatores citados, a análise


fundamentalista também deve levar em consideração
os aspectos macroeconômicos, tanto global quanto
no setor em que a companhia está inserida.
Ainda falando sobre o segmento setorial, o
destaque que a empresa possui em relação aos
seus concorrentes pode ser fundamental para
conseguirmos avaliar seu potencial.
Análise qualitativa
A análise qualitativa engloba todos os
fundamentos subjetivos que devem ser
levados em consideração na avaliação de uma
determinada empresa. Em outras palavras, tudo
o que não pode ser mensurado objetivamente
(com números) se enquadra como um estudo
qualitativo.
Na seção anterior, apresentamos alguns
pontos primordiais para a análise. Dentre os
aspectos levantados, os três primeiros possuem
um caráter exclusivamente qualitativo. Além
destes, uma pequena parte do ambiente
macroeconômico também pode ser encaixado
nesta classe.
A seguir, descreveremos brevemente os
pontos a serem considerados em cada aspecto
apresentado.

HISTÓRICO DA EMPRESA

Nos investimentos, principalmente em renda


variável, a velha premissa apresenta-se como
verdade imutável: “O que ocorreu no passado
não garante que também ocorrerá no futuro”. E
realmente não garante.
Entretanto, a trajetória passada de uma
companhia revela muitos dados sobre ela. Além de
descobrirmos alguns dos importantes marcos e
acontecimentos ocorridos durante sua existência,
podemos confrontar seu desempenho com os
diversos cenários econômicos que a empresa
possa ter atravessado. Não talvez somente a
empresa, mas seu setor como um todo.
O mundo está em constante mudança. Portanto,
saber como a companhia vem se modificando de
acordo com as novas necessidades é um ponto
crucial para embasar qualquer análise.
NÍVEL DE GOVERNANÇA

Por definição, governança corporativa é


o sistema pelo qual as empresas e demais
organizações são dirigidas, monitoradas e
incentivadas, envolvendo os relacionamentos
entre sócios, conselho de administração, diretoria,
órgãos de fiscalização e controle e demais partes
interessadas.
Como resumo, a análise da governança
corporativa de uma empresa deixará evidente
seus apectos de gestão e estratégias adotadas.
Uma boa governança atribui características
primordiais para o crescimento.
E, por mais que esta seja uma avaliação
de caráter qualitativo, não é difícil encontrarmos
informações a respeito.
Abaixo, seguem algumas questões que podem
ser facilmente respondidas.

• Como está dividido o quadro societário?


• É uma empresa com fortes ligações familiares?
• O governo tem participação acionária?
• A empresa possui uma boa equipe de executivos?
• A empresa conta com conselheiros experientes?
• Há muita rotatividade de funcionários?
• Os funcionários estão sempre motivados?
• Há boa transparência na divulgação de
resultados ou acontecimentos?
POTENCIAL DE CRESCIMENTO

O potencial de crescimento é um dos fatores
que terá maior peso durante o processo de análise.
Uma empresa gera valor aos seus acionistas
a partir da geração de lucros que fomente o
aumento de seu patrimônio. Não há outra forma
diferente desta. Porém, existem condições e
perspectivas que podem, de antemão, corroborar
ou não a expectativa deste crescimento.
A empresa pode, por exemplo, estar inserida
em um ambiente extremamente competitivo,
onde a guerra por menores preços traz suas
margens de lucro cada vez mais próximas de zero.
E o cenário futuro sugere que cada vez mais esta
competição se acirrará.
Em outro caso quase oposto: a companhia
detém uma enorme parcela do mercado de tal
forma que seja extremamente difícil trabalhar
com estratégias para se expandir ainda mais.
Em ambos os exemplos, o potencial de
crescimento destas empresas encontra-se
limitado. Isto não quer dizer, porém, que ela não
irá crescer. São apenas indicativos que deixam
clara a dificuldade. Mas, em casos da companhia
possuir bons fundamentos, boa governaça e um
histórico excelente de superação, com certeza terá
profissionais competentes que estarão sempre
buscando novas maneiras de se reinventar e
crescer.
DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS (DRE)

De forma resumida, o Demonstrativo de


Resultados do Exercício (DRE) permite aos
investidores identificarem todo o dinheiro que
entra (receitas) e que sai (custos e despesas) da
empresa em um determinado período. O DRE é
uma exigência imposta pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) às companhias de capital aberto,
devendo ser divulgado trimestralmente.
Este demonstrativo, portanto, é uma importante
ferramenta para se avaliar uma determinada
empresa. Com ele, podemos observar, primeiramente,
se o negócio encontra-se saudável ou não, isto é, se
a companhia tem obtido lucros com suas atividades.
Também, os DREs costumam trazer resultados
anteriores para servirem de comparativos com o
atual momento. É permitido, com isso, descobrir se
as receitas, as despesas e os lucros aumentaram
ou diminuiram de um período para o outro (seja de
mês a mês, de semestre a semestre ou de ano a
ano).
Vamos nos atentar a um exemplo prático. A
tabela abaixo mostra os resultados divulgados pela
Ambev no segundo trimestre de 2019 (2T19). Os
valores monetários encontram-se em R$ milhões e
o volume refere-se à quantidade total de bebidas
vendidas, expressa em mil hectolitros.

A intenção, aqui, não é avaliar o DRE


minunciosamente, e sim explicar quais são as
principais informações que são divulgadas pelas
empresas. Portanto, a seguir detalharemos o que
significam estes indicadores e como avaliá-los.
RECEITA

A receita indica todo o faturamento que a


empresa obteve durante um período. Esta receita
pode ser expressa como “Receita Bruta” ou “Receita
Líquida”.
Portanto, a receita só vai nos transmitir as
informações de quanto de dinheiro líquido está
entrando na empresa, sendo um indicador mais
voltado para o ritmo de produção, vendas e geração
de recursos.
LUCRO
A grande maioria das pessoas já, no mínimo,
ouviu falar sobre lucro. O lucro é definido como a
diferença entre a receita líquida e todos os demais
custos e despesas da empresa. Ele é fundamental
para o crescimento do patrimônio e geração de
valor para a companhia. Não há negócio saudável
com um lucro negativo (prejuízo).
Voltando ao nosso exemplo da Ambev, é
comum a divulgação do “Lucro líquido ajustado”.
Todo resultado “ajustado” quer dizer que neste
não foram considerados receitas ou despesas não
recorrentes. No período contabilizado, pode ter
havido alguma receita proveniente de restituições,
por exemplo. Ou de qualquer outro meio que seja
um evento aleatório ou não regular que impactará
positiva ou negativamente, mas que não relata
sobre o operacional em si.
Portanto, o lucro líquido ajustado nos dará a
noção exata dos resultados obtidos pela empresa.
EBITDA

O Ebitda é, talvez, o de mais difícil entendimento.
Porém, é um dos indicadores mais importantes e
utilizados para as análises.

De forma bem genérica, o Ebitda traduz o


resultado operacional da companhia, uma vez
que em seu cálculo estão excluídas as despesas
financeiras (juros de impostos), depreciações e
amortizações. Portanto, o Ebitda representa a
geração de caixa da empresa advinda apenas de
sua atividade produtiva.

O comparativo entre o Ebitda e o Lucro nos dá


os sintomas de possíveis problemas de crescimento
patrimonial. A empresa pode ter bons resultados
operacionais, mas se as despesas com impostos e
depreciação forem muito altas, ela pode apresentar
prejuízo no fechamento do período.
BALANÇO PATRIMONIAL

O balanço patrimonial tem como um de seus


objetivos a avaliação do valor contábil de uma
empresa. Antes de tudo, vamos definir a diferença
primordial entre os valores contábil e de mercado.

O valor contábil, segundo a definição, é a quantia


pela qual um ativo ou passivo está registrado na
contabilidade da empresa. De forma resumida,
o valor contábil é aquele que avalia o real preço
do patrimônio da companhia em um determinado
instante.

Já o valor de mercado engloba, além dos


próprios ativos e passivos, as expectativas do
futuro desempenho da empresa. Pode-se, portanto,
dizer que o valor de mercado agrega um caráter
especulativo.

Voltando a atenção para o patrimônio, torna-
se extremamente importante sua avaliação para
o cálculo de alguns índices que refletem a real
situação da companhia. Com o balanço, é possível:
• ter uma posição patrimonial da empresa e
conhecer todos os bens, direitos e obrigações em
determinado período;
• entender as fontes de recursos para os
investimentos da empresa;
• observar a sua evolução história para o
planejamento e ação futura;
• dentre outras funções.

Como pode ser visto na tabela a seguir, a


estrutura do balanço é dividida em duas partes,
sendo que todos os ativos ficam do lado esquerdo
e os passivos e o patrimônio líquido do lado direito.
As contas são classificadas em termos de prazo,
sendo que as de curta maturação (os chamados
circulantes) ficam na parte superior. As contas da
parte inferior são aquelas de longo prazo.
Tabela 2. Balanço Patrimonial divulgado pela Ambev SA, relativa ao segundo trimestre de 2019. Os valores
mostrados estão em R$ milhões.
ATIVOS

Os ativos representam as aplicações de recursos


da empresa e incluem caixa, títulos comercializáveis,
estoques, equipamentos etc. Como já comentado,
eles são contabilizados na parte esquerda do balanço
patrimonial.

São classificados como ativos circulantes, ativos


realizáveis a longo prazo e ativos permanentes,
conforme o prazo de maturação do ativo. Para toda
aplicação de recursos, é necessário um financiamento.
Desse modo, a soma dos passivos e do patrimônio
líquido de uma empresa deve sempre ser igual ao
montante de seus ativos. Esta talvez seja a regra
mais básica da contabilidade.

Os ativos são separados em duas classes, as


quais estão explicadas a seguir:
• Ativos Circulantes:

Estes são os direitos que a empresa possui e que


consegue realizar, ou seja, transformar em dinheiro
em um período inferior a um ano;

• Ativos não Circulantes:

Já os ativos não circulantes são os bens e direitos


com realização acima de um ano. Nele estão os
direitos de mais longo prazo, no Realizável de Longo
Prazo e os bens da empresa, como o Imobilizado e os
Investimentos.
PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

No lado direito do balanço patrimonial ficam


as contas de financiamento. Elas são divididas em
passivo (capital de terceiros) e patrimônio líquido
(capital próprio). A relação entre essas suas divisões
é importante, pois mostra quão endividada uma
empresa está. Vale citar que companhias com muito
capital de terceiros, em geral, estão mais sujeitas a
riscos, mas seriam financiadas a um custo menor,
por outro lado.

• Passivo Circulante: obrigações com vencimento
de prazo até um ano, tais como: fornecedores,
empréstimos e impostos;

• Passivo não Circulante: composto de obrigações


com vencimento superior a um ano, como
empréstimos de Longo Prazo.

Outra análise que pode ser feita com base
no balanço patrimonial é a do perfil das dívidas.
É possível calcular a parcela de passivos de curto
prazo no montante total, sabendo quantas contas
vencerão nesse e quantas vencerão nos próximos
exercícios. Outro cálculo interessante é a do
capital de giro líquido, ou seja, a diferença entre os
ativos circulantes da empresa e os seus passivos
circulantes. A empresa precisa equilibrar os prazos
de suas aplicações com o de suas origens.
FONTES DE RECURSOS

Uma das coisas mais importantes do Balanço


é analisar as fontes e aplicações de recursos. Para
que se tenha rentabilidade é importante que as
fontes de recursos tenham um custo menor do que a
rentabilidade trazida pela aplicação do investimento.

Consideremos um exemplo prático de como o


balanço pode ajudar neste quesito. Uma empresa
de varejo avalia conseguir mais prazo com seu
fornecedor para comprar mercadoras ou adquirir uma
linha de crédito onerosa com um banco. Com toda
certeza, é melhor ter mais prazo com o fornecedor se
aempresa não tiver que pagar mais por isso. Assim,
pode-se fazer o estoque, revender, receber e ter o
lucro. Esse lucro seria menor se fosse necessário o
pagamento de um empréstimo no Banco.


Outra questão da análise de recursos é o prazo
de maturação dos investimentos. Em caso de compra
de um equipamento que será utilizado por um bom
tempo, o melhor a se fazer é conseguir uma linha de
crédito mais longa e poder pagar os empréstimos
com o resultado do investimento. E tudo isso é
possível analisar olhando para o Balanço Contábil. 
ANÁLISES VERTICAL E HORIZONTAL

Todos os estudos dos resultados e balanços


devem partir do geral para o específico. Após ter
uma visão global da empresa, as análises horizontal
e vertical são aplicadas com o intuito de identificar
as razões e estratégias adotadas pela empresa que
levaram àqueles resultados.
A análise horizontal consiste em realizar um
comparativo relativo a evolução dos números de um
resultado para o outro, em linha. Por exemplo, se
olharmos uma linha da tabela 1 (mostrada abaixo)
podemos ver o quanto evoluiu cada um dos os dados
de um ano para outro. Esta é a razão pela qual
quase sempre há uma coluna mostrando a variação
percentual.
Com a análise horizontal é possível traçar
tendências de crescimento ou retração dos indicadores
da companhia. Esta ferramenta nos permite, de uma
forma bem simples, demonstrar todos os resultados
no tempo, identificando melhoras ou pioras.

Já a análise vertical consiste em calcular o


percentual de cada item resultante de um todo.
Por exemplo, podemos saber quanto cada conta do
ativo e do passivo corresponde do ativo total e do
passivo total, respectivamente. No caso do DRE, a
análise vertical serve para calcularmos as margens,
sejam elas de ebitda ou de lucro, como apresentado
abaixo.


Por meio da análise vertical, podemos identificar
a evolução por níveis dos itens do balanço e dos
resultados. Também torna-se de extrema importância
a composição dos indicadores.

O que pode estar influenciando mais para a margem


de lucro demonstrar este valor? Ao olharmos os itens
superiores podemos saber qual custo ou despesa está
pesando mais neste resultado.

No caso do balanço patrimonial, é possível perceber


como evoluíram os níveis de liquidez dos ativos e dos
passivos da empresa. Assim, teremos a exata noção
de sua estrutura de capital.
Indicadores


Os indicadores nada mais são que métricas a serem
usadas como comparativo. E esta comparação pode ser
realizada entre empresas do mesmo segmento, por
exemplo. Ou até mesmo internamente na companhia,
como no caso de identificação do preço de sua ação
em relação a seu próprio patrimônio líquido.

Dentre todos os indicadores, podemos reorganizá-


los em quatro classes, as quais serão descritas a seguir.
Porém, destacamos que não se deve, sob hipótese
alguma, basear as análises em somente um indicador
separadamente.
INDICADORES DE MERCADO

Este conjunto de índices relacionam alguns dos
valores contábeis com o valor de mercado da empresa.
Eles tendem a refletir, relativamente, a avaliação
de todos os aspectos do desempenho passado e
do esperado para o futuro dos acionistas. Também
servem como comparativo entre companhias do
mesmo setor de atuação.
Abaixo estão listados os indicadores mais
importantes e como eles devem ser utilizados.

• LPA: Indica o Lucro líquido anual por Ação. Serve


apenas como uma forma de normalizar o lucro.

• VP: Indica o patrimônio líquido total por Ação. Ele


dirá qual é o real valor contábil que cada ação possui.
• P/L: Reflete a relação entre o preço da ação (P) e o
lucro por ação (LPA). Esta razão indica quanto tempo
(em anos) é necessário para que o valor despedido
na compra do ativo retorne ao investidor (supondo
que todo o lucro seja distribuído aos acionistas).
Portanto, quanto menor o P/L, mais rápido será
este retorno (“P/L menor, melhor”).

• P/VP: Reflete a relação entre o valor de mercado


e o valor contábil da empresa. Se o indicador for
igual a 1, significa que o mercado está precificando
a companhia pelo seu exato valor de seu patrimônio
líquido. Portanto, quanto maior foi o valor do P/
VP, maior será o grau especulativo da empresa. E
quanto menor for a razão, maior será a margem de
segurança para o investimento (“P/VP abaixo de
um, melhor”).
• Dividend Yield: Mostra a remuneração da ação
em relação a sua própria cotação. Quanto maior
o Dividend Yield, maior será, percentualmente, o
pagamento recebido pelos dividendos da empresa
(“Maior DY, melhor”).

• EV/Ebitda: Indica a remuneração teórica obtida


a partir do somatório do valor de mercado com
a dívida líquida sobre o Ebitda (“Quanto menor o
valor, mais atraente encontra-se a ação”).
INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO

Os indicadores de endividamento nos permitem


calcular o nível de alavancagem da empresa, ou
seja, o montante de empréstimos presente em suas
operações.
Existem vários índices de endividamento. Porém,
a seguir destacaremos um deles que julgamos mais
importante.

Dívida Bruta/Patrimônio: Também conhecido


como índice de alavancagem, mostra o nível entre a
dívida bruta que a empresa possui com seu próprio
patrimônio líquido. Valores inferiores a 1 indicam que
a empresa deve menos do que ela vale (“quanto
mais abaixo de 1, melhor. Valores muito acima de 1,
evitar!”).
INDICADORES DE LIQUIDEZ

Estes indicadores apontam, de forma geral, as


relações entre os ativos e passivos da empresa. Isto
irá indicar, basicamente, a capacidade da empresa
em quitar suas obrigações.
Um dos indicadores mais importante desta
categoria é o indicador de liquidez corrente, o qual
está descrito abaixo.

• Liquidez Corrente: Mostra a capacidade da empresa


de quitar suas obrigações de curto prazo. É a relação
entre os ativos que podem ser convertidos em
dinheiro de curto prazo com as obrigações também
de curto prazo (“Quanto mais acima de 1, melhor”).

INDICADORES DE RENTABILIDADE

Os indicadores de rentabilidade refletem os


retornos obtidos, sejam eles sobre a receita líquida,
sobre o investimento ou sobre o próprio patrimônio
líquido, por exemplo.
A seguir, destacaremos dois indicadores
importantes desta categoria.

ROE: Retorno sobre o patrimônio líquido. O ROE indica


o quanto uma empresa é rentável ao relacionar o
lucro líquido com seu próprio patrimônio. Quanto
maior esta porcentagem, maior será a saúde
financeira (“Maior ROE, melhor”).
• Margem Líquida: Mostra a relação entre o lucro
líquido da empresa com a receita total gerada.
Margens maiores indicam que a empresa possui
poucos custos e despesas relacionadas a sua
operação (“Maior Margem, melhor!”).
Conclusão
Este eBook teve como objetivo apresentar a você,
investidor, todos os argumentos necessários para iniciar seus
investimentos. A partir daqui, é só abrir conta em uma corretora
de valores, realizar o depósito e utilizar na prática os conceitos
aqui discutidos para começar a investir.
As informações passadas neste documento te deram a
base, te munindo com as principais informações e técnicas
para saber, primeiro, a não ser como muitos investidores que
começam errado e terminam perdendo bastante dinheiro.
Repito: Acreditamos fielmente que não perder é o principal
fundamento a ser seguido em qualquer forma de investimento.
Portanto, estudar, se disciplinar e ter paciência são três fatores
que te levarão ao sucesso a longo prazo no mercado financeiro.
Por fim, não deixe de acompanhar nossos relatórios sobre
os fundos imobiliários e demais ativos para continuar sempre
se atualizando e escolhendo as melhores opções.

No mais, lhe desejamos ótimo aprendizado e muito sucesso!

Esse material é de cunho educacional e não representa


oferta, análise ou recomendação de investimentos.

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GLOSSÁRIO

• Dívida Bruta: endividamento total, considerando


empréstimos e financiamentos. Não entra no cálculo o
passivo operacional e não oneroso.

• Dívida Líquida: dívida bruta subtraída de caixa e aplicações


financeiras de alta liquidez. Considera apenas a parte do
endividamento não coberto pelas disponibilidades.

• EBITDA: indicador de geração de caixa operacional bruta.


Considera os ganhos antes de depreciação, amortização,
despesas financeiras e Imposto de Renda.

• Estrutura de Capital: proporção entre capital próprio e


capital de terceiros. Relaciona o endividamento total com
o patrimônio líquido, caracterizando a fonte de recursos
para financiamento das operações.

• Lucro Bruto: resultado após descontar do faturamento


impostos sobre vendas, abatimentos, devoluções,
descontos incondicionais e custos de produtos ou serviços
vendidos.

• Lucro Operacional Líquido: lucro antes de juros e imposto


de renda, descontando apenas o ganho fiscal com as
despesas financeiras. EBIT*(1-alíquota de imposto de
renda).

• Payout: índice de dividendos pagos em relação ao lucro
do período. Divisão entre o montante distribuído aos
acionistas e o resultado líquido auferido pela empresa.

• Resultado Líquido: última linha da demonstração de


resultado da empresa, após somadas todas as receitas
e descontadas todas as despesas. Pode ser lucro caso
seja positivo e prejuízo caso seja negativo.

• ROE (Return On Equity): índice de retorno sobre o


patrimônio líquido. Divisão do lucro líquido divulgado
pela parte residual dos ativos da empresa, resultando
no percentual de retorno ao acionista.

• Valor da Firma: resultado da soma do valor de mercado


das ações com a dívida líquida.

• Valor de Mercado: valor total das ações negociadas no


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Disclosure
Este material foi elaborado pela Capitalizo Consultoria Financeira e não deve ser
considerado um relatório de análise para os fins do artigo 1º da Instrução CVM
nº 483, de 6 de julho de 2010. Este material tem caráter meramente informativo,
não constitui e nem deve ser interpretado como sendo material promocional,
solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo
financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte
dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente
indicativas. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis
na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas
confiáveis. A Capitalizo não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma
expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas
informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação
completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. Os
instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados
para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos
de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer
investidor. Os investidores devem obter orientação financeira independente,
com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de
investimento. A Capitalizo não se responsabiliza por decisões de investimentos
que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime
de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que
venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Os desempenhos
anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. Este relatório
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