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Agravo Interno no 1.0514.14.

004844-8/004 em Agravo de Instrumento Cível


Comarca: PITANGUI

Agvte(s): BANCO DO BRASIL S/A.

Agvdo(a)(s): Espólio de EDITALMA DE CAMPOS ABREU

Vistos etc.

Trata-se de agravo interno interposto por Banco do Brasil S/A. contra decisão
que, em cumprimento ao que dispõe o inciso I dos artigos 1.030 e 1.040 do Código
de Processo Civil (anterior inciso I do § 7º do artigo 543-C do CPC/73), negou
seguimento ao especial interposto nos autos.

O recorrente pugna pela reconsideração da decisão monocrática e


consequente admissão do Recurso Especial Interposto. Insiste na suspensão do
feito.

O recorrido foi intimado para se manifestar sobre eventual interesse em


aderir ao acordo coletivo firmado para a causa. No entanto, por meio da petição de
fls. 195, houve expressa renúncia ao acordo e pedido para que o feito tenha seu
regular prosseguimento.

É o relatório. Decido.

Conforme já colocado quando da análise de admissibilidade realizada às fls.


(340/343), impende de início afastar a pretensão de sobrestamento do recurso
especial com base no REsp nº 1.438.263/SP, ante a desafetação do mesmo pela
Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça.

Importa registrar que o Superior Tribunal de Justiça, em situação análoga à


destes autos, assim dispôs:

"ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA TRANSITADA EM


JULGADO. EXPRESSA EXTENSÃO DO TÍTULO EXECUTIVO A

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NÃO FILIADOS. ALTERAÇÃO. INVIABILIDADE. LIMITES DA
COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. TEMA
848/STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. Vincula-se ao limite da coisa julgada a pretensão de revisão de
comando sentencial genérico de ação coletiva transitado em julgado
que expressamente estendeu sua incidência a pessoa não filiada ou
associada à entidade postulante, questão que carece de
repercussão geral. Tema 848/STF. ARE-RG 901.963/SC, Rel. Min.
Teori Zavascki.
2. Inaplicável à espécie qualquer manifestação referente ao RE
573.232 e ao RE 612.043, pois não teriam o condão de "rescindir" o
julgado transitado em julgado, pretensão buscada pela agravante,
de maneira absolutamente imprópria.
Agravo interno improvido" (AgInt no RE nos EDcl no AgRg nos EDcl
no AREsp 505.866/SC, Relator Ministro HUMBERTO MARTINS,
CORTE ESPECIAL, DJe 21/03/2017).

Dessa forma, não há que se falar em suspensão do presente processo.

Ressalto que, conforme o artigo 1.030 do CPC/15, cabe ao presidente ou ao


vice-presidente do tribunal recorrido negar seguimento ao recurso especial contra
acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Superior Tribunal de
Justiça exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos (inciso I, alínea “b”)
e realizar o juízo de admissibilidade (inciso V).

No mérito, observo que o acórdão proferido nos autos entendeu, com base
em decisão do STJ proferida sob o rito dos recursos repetitivos, pela legitimidade
ativa dos poupadores de ajuizarem, independentemente de fazerem parte dos
quadros associativos do IDEC, o cumprimento individual da sentença coletiva
proferida na Ação Civil Pública nº 1998.01.016798-9, pelo Juízo da 12ª Vara Cível
da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília/DF.

O posicionamento adotado por este Tribunal reflete exatamente a orientação


que o Superior Tribunal de Justiça firmou no REsp nº 1391198/RS, tema nº 724, daí
a negativa de seguimento quanto a essas matérias, não logrando o agravante
demonstrar qualquer equívoco no enquadramento de seu apelo ao julgamento do
recurso paradigmático mencionado.

Correta, pois, a decisão denegatória do recurso especial, não sendo


hipótese, portanto, de qualquer revisão em seu conteúdo jurídico, o agravo em

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exame deve ser indeferido liminarmente, a teor do que dispõe o artigo 517, §§10 e
11, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Nego seguimento ao agravo interno interposto.

Publique-se.
Intimem-se.
Cumpra-se.

Belo Horizonte, 21 de março de 2019.

DESEMBARGADORA MARIANGELA MEYER


Terceira Vice-Presidente
r/g

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