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Coletânea de Artigos sobre como escrever melhor

Como escrever melhor

Os grandes escritores possuem tal convívio e domínio da linguagem escrita como maneira de manifestação que não

se preocupam mais em determinar as partes do texto que estão produzindo. A lógica da estruturação do texto vai determinando, simultaneamente, a distribuição das partes do texto, que deve conter começo, meio e fim.

O aluno, todavia, não possui muito domínio das palavras ou orações; portanto, torna-se fundamental um cuidado

especial para compor a redação em partes fundamentais. Alguns professores costumam determinar em seus manuais de redação outra nomenclatura para as três partes vitais de um texto escrito. Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, ainda, início, desenvolvimento e

fecho. Todos esses nomes referem-se aos mesmos elementos. Parece-nos que irrelevante o nome que cada pessoa atribui. O importante é que as pessoas saibam que elas devem existir em sua redação.

Vejamos, sucintamente, cada uma delas.

A. INTRODUÇÃO (início, começo)

Podemos começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que vamos desenvolver.

Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação dever ter trinta linhas, aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória.

DEFEITOS A EVITAR

I. Iniciar uma idéia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação.

II. Iniciar com digressões (o início dever ser curto).

III. Iniciar com as mesmas palavras do título.

IV. Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento d primeira frase.

V. Iniciar com chavões

Exemplos:

- Desde os primórdios da Antigüidade

- Não é fácil a respeito de

- Bem, eu acho que

- Um dos problemas mais discutidos na atualidade

B. DESENVOLVIMENTO (meio, corpo)

A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a oportunidade de

colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar

o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma.

DEFEITOS A EVITAR

I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão.

C. CONCLUSÃO (fecho, final)

Assim como a introdução, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas.

Na conclusão, nossas idéias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão.

Se alguém introduz um assunto, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma conclusão: o leitor sentir-se-á perdido, estupefato.

DEFEITOS A EVITAR

I. Não finalizar (é o principal defeito)

II. Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou "Concluindo"

Como Escrever Melhor

Escrever bem é saber expressar idéias clara, rápida e persuasivamente. Uma boa redação revela capacidade de raciocínio e esforço pessoal - mesmo para aqueles que têm mais facilidade.

1.

Tenha sempre em mente que o tempo do leitor é limitado.

O

que você escrever deve ser entendido na primeira leitura.

Se você quer que seu trabalho seja lido e analisado por seus superiores, seja breve. Quanto menor o texto, maior a chance de ser lido por eles. Durante a 2ª Guerra Mundial, nenhum documento com mais de uma página chegava à mesa de Churchill.

2. Saiba onde você quer chegar.

Antes de redigir, faça um esboço, listando e organizando suas idéias e argumentos. Ele lhe ajudará a não se desviar da questão central. Comece parágrafos importantes com sentenças-chave, que indiquem o que virá em seguida. Conclua com parágrafo resumido.

3. Torne a leitura fácil e agradável.

Os parágrafos e sentenças curtos são mais fáceis de ler do que os longos. Mande telegramas, não romances. Para enfatizar, sublinhe sentenças e enumere os pontos principais (como fizemos com essas "dicas").

4.

Seja direto.

Sempre que possível, use a voz ativa.

Voz Passiva - "Estamos preocupados com que nosso projeto não seja aprovado, o que poderia afetar negativamente nossa fatia de mercado".

Voz Ativa - "Acreditamos que esse projeto é necessário para manter nossa fatia de mercado".

5. Evite "clichês".

Use suas próprias palavras.

Clichê - O último, mas não menos importante

Direto - Por último

6. Evite o uso de advérbios vagos.

E não esclarecedores, como "muito", "pouco", "razoavelmente".

Vago - O projeto está um pouco atrasado.

Direto - O projeto está uma semana atrasado.

7. Use uma linguagem simples e direta.

Evite o jargão técnico e prefira as palavras conhecidas. Não esnobe o seu português.

Jargão - Input, Output.

Português comum - Fatos/informações, resultados.

8. Ache a palavra certa.

Use palavras de que você conheça exatamente o significado. Aprenda a consultar o dicionário para evitar confusões. Palavras mal-empregadas são detectadas por um bom leitor e depõem contra você.

9. Não cometa erros de ortografia.

Em caso de dúvida, consulte o dicionário ou peça a alguém para revisar seu trabalho. Uma redação incorreta pode indicar negligência de sua parte e impressionar mal o leitor.

10. Não exagere na elaboração da mensagem.

Escreva somente o necessário, procurando condensar a informação. Seja sucinto sem excluir nenhum ponto- chave.

11. Ataque o problema.

Diga o que você pensa sem rodeios. Escreva com simplicidade, naturalidade e confiança.

12. Evite palavras desnecessárias.

Escreva o essencial. Revise e simplifique.

Não Escreva / Escreva

Plano de Ação / Plano

Fazer um debate / Debater

Estudar em profundidade / Estudar

No evento de / Se

Com o propósito de / Para

A nível de Diretoria / Pela Diretoria

13. Evite abreviações, siglas e símbolos.

O leitor pode não conhecê-los.

14. Não se contente com o primeiro rascunho.

Reescreva. Revise. Acima de tudo, corte. Quando se tratar de um trabalho importante, faça uma pausa, entre o primeiro e o segundo rascunho, de pelo menos uma noite.

Volte a ele com um olhar crítico e imparcial.

15. Peça a um colega para revisar seus trabalhos mais importantes.

E dê total liberdade para comentários e sugestões.

Como Escrever Bem

Dicas para uma boa redação:

1. Desnecessário

faz-se

empregar

estilo

de

escrita

demasiadamente

rebuscado,

conforme

deve

ser

do

conhecimento de V. Sa. Outrossim, tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

2. Evite abrev., etc.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia carlos machado, meu professor lá no colégio santa efigênia, em

salvador, bahia.

5. Fuja dos lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out, palavras de origem portuguesa estão in.

8. Seja seletivo ao usar palavras de gíria, bicho, mesmo que sejam maneiras. Sacou, mané?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto num cocô.

11.

Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar repetitiva. A repetição vai fazer com que a palavra

seja repetida.

12. Não abuse dos citações como costuma dizer meu pai: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

13. Frases incompletas podem causar.

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes, isto é, basta mencionar cada

argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas um palavra? Corta!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de

interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Nunca use siglas desconhecidas, conforme recomenda a A.G.O.P.

21. Exagerar é 100 bilhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises, evitá-las-ei"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Seu texto fica horrível!!! Sério!

25. Evite frases exageradamente longas, por dificultarem a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a orthographia para não estrupar a língua.

27. Seja incisivo e coerente. Ou talvez seja melhor não

Dicas para um bom texto na Internet

Evite rodeios: seja curto e preciso, pois os internautas tendem a fazer uma leitura rápida ao invés de ler o conteúdo com atenção. Além disso, a velocidade da leitura na tela do micro é 25% menor do que no papel. Por isso transmita a idéia de maneira fácil e rápida, sem rodeios;

Escreva parágrafos e sentenças curtos: nos parágrafos use no máximo 400 caracteres, o que significa 6 linhas de texto. As frases devem conter uma ou duas idéias, não mais para facilitar a leitura;

Sem floreios: o texto só deve ter as palavras suficientes. Cada frase, cada palavra deve lutar para sobreviver. Se não fizer diferença, corte;

Transforme grandes parágrafos em listas com destaque: as pessoas compreendem melhor a informação dividida;

Use verbos fortes em lugar de fracos e sempre a voz ativa: os verbos fortes dão credibilidade ao texto e a voz ativa traz agilidade na leitura, além de evitar a monotonia;

Use sempre palavras curtas ao invés de seu sinônimos maiores: substitua todas as expressões e palavras grandes por palavras curtas e fáceis;

Evite metáforas elaboradas: muitas pessoas passam os "olhos no texto", não lendo todo o conteúdo. Assim, os leitores podem pular trechos do seu texto e perder o fio da meada;

E, por último, imprima o texto e corrija-o: a tela do micro dificulta a leitura, imprima para correção. Você também

deve ler seu texto em voz alta para descobrir as frases mal escritas;

COMO ESCREVER O TEXTO PARA UMA PALESTRA

Tenha em mente que o material escrito pode soar bem diferente quando apresentado ao público de forma verbal. Aprenda a escrever sua palestra em estilo oral, que siga padrões naturais de fala e seja adequado a apresentação.

COMO ESCREVER O TEXTO

O Primeiro Rascunho

Uma vez que a pesquisa e o esboço da estrutura da apresentação tenham sido completados, você está pronta para começar a escrever. Tente imaginar as palavras como você gostaria que fossem ouvidas pela platéia. Passe um momento sozinho pensando sobre o que escrever, então rabisque um primeiro rascunho anotando - sem parar- tudo que deveria ser incluído, Se você não está suficientemente seguro, estude a diferença entre as linguagens faladas e escritas.

Corte o Texto

Terminado o primeiro rascunho, é hora de começar aparar os excessos. Leia-o do começo ao fim para assegurar-se de que os fatos estão corretamente priorizados e toda informação essencial esteja incluída. Preencha o material com exemplos relevantes para reforçar os conceitos centrais. Por fim, use itens de interesse ou apelo particular, que não são essenciais mas aumentam o prazer da platéia em ouvi-lo devido ao bom humor e especialidade.

Escreva de Forma Natural

O melhor ponto de partida para uma palestra bem-sucedida é se sentir seguro e relaxado quanto às palavras que

você estará falando. Assim, ao escrever o discurso, construa as frases de forma simples. Pense na platéia como uma única pessoa -isso contribuirá para criar um "clima" de intimidade. Oradores de sucesso fazem os membros da

platéia sentir que a mensagem é dirigida exclusivamente para eles, o que ajuda a prender a atenção. Para ter certeza de que você soa natural, grave uma fita cassete lendo o rascunho do discurso, então escute-o e emende o texto onde for necessário.

Lembretes

Lembre-se de que o discurso escrito é diferente de um falado. Encontre jeitos diferentes de dizer a mesma coisa.

Use o mais natural. Decida sozinho o que incluir na palestra. Certifique-se de que a estrutura não seja complexa demais, o que pode causar confusões.

Como escrever o necessário em poucas palavras?

Há autores que apresentam uma característica expressiva em seus textos: gastam muitas palavras para comunicar suas idéias. São detalhistas, preferem explorar as idéias em várias facetas. Outros têm características opostas:

expressam suas idéias em poucas palavras; comunicam o essencial; vão direto ao raciocínio. Se há o exagero expressivo, comete-se o erro chamado prolixidade. Se há muita economia de idéias, caimos no erro do hermetismo. Entre esses dois extremos, há os textos mais fluentes e cheios de palavras ou os mais densos e contidos. Assim, começamos a falar em concisão e precisão da linguagem.

1. Concisão e precisão

Concisão é a qualidade de dizer o máximo possível com o mínimo de palavras. Precisão é a qualidade de utilizar a palavra certa para dizer exatamente o que se quer.

Podemos considerar a concisão e a precisão como qualidades que caminham juntas, têm afinidade. Mas a concisão verifica-se na frase e a precisão, no vocábulo.

1a. Texto conciso e texto preciso

Um texto conciso é aquele em que as idéias se condensam em frases e períodos que expressam o essencial do que

se quer comunicar. Em um texto preciso, todas as palavras traduzem exatamente as idéias do autor e não entram em choque com conceitos estabelecidos.

Para lembrar:

O

antônimo ou o contrário da concisão é a prolixidade. O contrário da precisão é a imprecisão ou o óbvio.

 

2.

Quando a redundância é necessária

A

redundância é uma das falhas mais comuns na falta de concisão. Ser redundante significa dizer a mesma coisa

mais de uma vez. Geralmente a redundância prejudica um texto. Mas há situações em que ela é justificável e

necessária, como em um texto didático em que o autor repete de propósito conceitos ou os redige em outras palavras, usando a repetição como um recurso para acentuar pontos importantes do assunto.

3. A fala e a escrita

Não podemos estabelecer um paralelo exato entre a fala e a escrita. Há pessoas que são prolixas na expressão oral, outras são de poucas palavras. Mas isso não quer dizer que elas se comportarão do mesmo modo ao redigir. Muitas vezes, pessoas falantes são concisas ao redigir e vice-versa.

4.

As características do redator

O

redator precisa identificar as suas características ao escrever, ficando atento para reconhecer se é prolixo ou

conciso demais. Assim, fica mais fácil controlar os excessos ou contornar as falhas. O prolixo vai precisar reler seus textos e cortar o que é excessivo. O conciso deve observar se não está sendo sintético demais, a ponto de dificultar a compreensão do leitor, e se é necessário desenvolver mais alguns trechos de seu texto.

5.

Redação é concisão

O

ato de redigir ou o momento em que o autor cria o texto é solitário. É uma situação de escolha e síntese de

palavras, normalmente muito menos espontânea do que a fala. Escrever pressupõe também um trabalho lento de aprendizagem e de consciência de elaboração do texto. É um processo conciso por sua própria natureza.

6. Liberdade de expressão

A necessidade de ser conciso não deve ser uma limitação à liberdade de expressão do redator. Por isso, pense no

seu modo de redigir, na sua personalidade de escritor — que jamais poderá ser moldada por imposições teóricas. A

concisão como qualidade somente será atingida se você respeitar seu modo de ser quando estiver escrevendo.

A concisão, portanto, não é linguagem de telegrama, é uma forma particular de buscar a linguagem mais econômica, com o único intuito de conseguir uma comunicação mais eficiente.

7. A imprecisão

Com freqüência ouvimos frases como: "Tá na ponta da língua

é que eu digo isso?"; "Esqueci

indicar que o nosso vocabulário é insuficiente ou impreciso.

"Como é mesmo o nome daquela coisa?"; "Como

e tantas outras. Essa sensação de que as palavras de repente fogem de nós pode

";

";

7a. Ampliação do vocabulário

A limitação do vocabulário não impede um raciocínio inteligente e incisivo. Em tese, nosso vocabulário é

suficiente para desenvolver nossas tarefas. Quando ele é insuficiente, pesquisamos e estudamos.

Quando dominamos bem o nosso vocabulário, conseguimos ser mais precisos; ou seja, a precisão depende mais do domínio do vocabulário que temos do que do conhecimento de um grande número de palavras.

8.

Terminologia

A precisão é um aspecto importante da linguagem. Mas, se pensamos no vocabulário específico de uma ciência ou

de uma área de conhecimento e no conteúdo que esses termos expressam, a precisão se relaciona diretamente com a terminologia — que é outro critério de avaliação da qualidade do texto.

"Berlim tem dois rostos. Durante o dia inteiro, o que se vê pelas ruas são os velhos. A partir de oito da noite, os velhos desaparecem e surgem os jovens, tomando conta de tudo. A cidade se recicla a cada dia. Até mesmo nos cafés kneipes e restaurantes, muda-se a forma de atendimento. À tarde, é comum os garçons serem pessoas de meia-idade. À noite, o serviço geralmente é feito por universitários. Aliás, é bem maior o número de mulheres nesses serviços, que de homens."

Ignácio de Loyola Brandão, trecho extraído do livro O Verde Violentou o Muro

Em O Verde Violentou o Muro, Ignácio de Loyola Brandão dá um bom exemplo de texto conciso

Glossário

Hermetismo: qualidade de hermético. Aqui tem o significado de obscuro, de difícil compreensão. Prolixidade: qualidade de prolixo. Significa muito longo ou difuso; excessivo; demasiado; enfadonho.

DESENVOLVENDO UMA REDAÇÃO

1. Leia com atenção o tema proposto. Lembre-se que na introdução, desenvolvimento e conclusão, você deve

escrever dentro do tema.

2. EVITE COMEÇAR DE IMEDIATO A REDAÇÃO. Logo após o tema ser apresentado, alguns minutos, no

máximo 10, devem ser reservados para a "tortura" da procura de idéias. Chamamos esse processo de "tempestade cerebral", onde você deve fazer uma lista de tudo que lhe vier à memória; quanto mais idéias, melhor. Use frases curtas. Depois, volte ao início e elimine as idéias que fogem do tema. Numere as idéias na seqüência que você irá colocar na redação.

3.

Faça a "tempestade cerebral" pensando, meditando, raciocinando e bombardeando-se de perguntas como:

O

que é isso?

Sou contra?

Sou a favor?

Há semelhanças?

Há contrastes?

Quem?

Quando?

Onde?

Como?

Isto é justo?

Posso enumerar exemplos?

Quais as causas?

Quais as conseqüências?

Qual a mensagem que desejo transmitir?

4.

Observe bem a introdução. Muitas vezes erramos, iniciando com uma idéia genial, mas que não se relaciona com

a

segunda parte da redação.

5.

Tome cuidado, evitando iniciar com as mesmas palavras que o título. Também observe se você não está

aproveitando o título, como se este fosse um elemento da primeira frase.

6.

Fique atento aos chavões. Procure não utilizá-los. Exemplo: Desde primórdios da Antigüidade

Não é fácil falar

a

respeito de

Um dos problemas mais discutidos na atualidade

Bem, eu acho que

7.

Coloque ordem ao caos após a "tempestade cerebral". Selecione as idéias tendo em mente que o trabalho

dissertativo consta de três partes: Introdução (início), desenvolvimento(meio), conclusão(desfecho). A introdução tem que sintonizar com a conclusão.

8. Seja breve na introdução. Numa redação de vinte linhas, não deve ultrapassar a cinco linhas: um parágrafo; dois

no máximo. Você tem que despertar no leitor, o desejo de prosseguir a leitura. Assim, a introdução deve cativar a

simpatia do mesmo.

9. Faça o desenvolvimento entre dez a quatorze linhas, numa redação de vinte linhas, pois tem que ser a parte maior

da redação. Debata, discuta, comprove o que afirmou na introdução. Lembre-se dos defeitos a evitar: pormenores,

divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão.

10. Escreva a conclusão tão breve quanto o início. Nela, confirme o que se expôs na introdução e/ou sintetize as

idéias do desenvolvimento. Deve-se, no final, oferecer ao leitor uma descoberta, uma teoria, uma questão que o desafie, ou a solução de um problema. A conclusão deve ser como um círculo, arrematada com o início. É o momento mais importante, o ápice da matéria tratada, pois o sucesso daquilo que escrevemos depende dessa última palavra. Não avise que vai concluir utilizando expressões como – em resumo, ou concluindo.

11. Fique atento(a) em não escrever com letra de forma, que dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas.

Uma boa grafia - legível e sem floreios - e limpeza são fundamentais. Cuidado com os pingos nos "i": não vale usar bolinhas no lugar deles, nem algo parecido com o acento agudo.

12. Inicie com períodos curtos, exponha logo suas idéias. Não use expressões como "eu acho", "eu penso" ou

"quem sabe", que mostram dúvidas em seus argumentos.

13.

Seja claro: evite usar palavras cuja grafia você não tenha certeza. Tenha em mente que sua redação deve se

destacar pela unidade, clareza, coerência e concisão.

14.

Evite gírias - elas não fazem parte da norma culta da Língua Portuguesa. Exemplo: "legal", "massa", "sinistro",

etc.

15.

Confira se você escreveu o título e cuidado para não colocá-lo entre aspas.

16.

Leia atentamente toda redação rascunhada antes de passar a limpo, observando a introdução, desenvolvimento e

conclusão; os mesmos devem estruturar-se em blocos (parágrafos) articulados entre si, de maneira que se obtenha como resultado um conjunto coerente. Nessa leitura, faça as devidas correções gramaticais, trocas de palavras, mudanças na ordem dos termos e das orações, enxertos, tudo o que for necessário para a redação definitiva apresentar-se, posteriormente, com todas qualidades de uma boa linguagem.

ESCREVENDO UM ROMANCE

Não há uma fórmula pré determinada para se escrever um romance.

Cada escritor tem sua maneira de proceder, e normalmente eles não abrem o jogo quanto a isso.

Para chegar a um romance, procure começar com textos curtos; como poesia, crônicas, e contos.

Depois de um bom número de trabalhos escritos, você naturalmente se sentirá mais capaz de tentar algo maior. Outras dicas: Defina bem os personagens; decida como será o âmbiente; pense o ínicio, meio e fim; escolha a melhor pessoa a ser usada pelo narrador; procure dividir a trama em capítulos.

Mas o principal é, sem dúvida, abrir espaço para a sua imaginação.

Escritores e roteiristas

A maioria absoluta das pessoas acha que escrever é simplesmente pôr palavras no papel. Todo ano, as editoras recebem milhares de manuscritos impublicáveis: ou porque são muito chatos, ou porque o público-alvo é indefinido, ou simplesmente porque não têm pé nem cabeça. Não é porque os autores em potencial sejam inteiramente desprovidos de talento: é porque eles nunca pararam para refletir sobre a estrutura narrativa e os elementos importantes da história.

Escrever é uma daquelas coisas enganosas que TODO MUNDO acha que pode fazer.

Basta ter um lápis (ou teclado) na mão e uma idéia na cabeça, certo? Errado.

Escrever - bem - exige dedicação, concentração, esforço e reflexão.

Como saber se o livro que você já escreveu - ou pretende escrever - é bom?

Idéias, onde buscá-las?

Elas estão em todos os lugares. Na rua. No jornal. Na tevê. Em outro livro que você leu. Na fofoca que o vizinho contou. Um bom gerador de idéias é o bom e velho "E se ?"

um dia você usar a

tecla e a ligação, ao invés de cair na casa da sua irmã, cair numa agência de seguros de vida? Ou de garotos de

programa? Quem poderia ter ligado para estes lugares? E

Você já usou a tecla redial do telefone, aquela que redisca o último número discado? E se

com que intenções?

Você nunca acreditou em vida extra-terrestre. Mas muita gente jura de pés juntos ter visto discos-voadores. E se os discos voadores não forem discos voadores? O que eles poderiam ser?

Você acredita na lei de Murphy? E se

rolando no sofá com outra pessoa? Qual seria sua reação?

você fizer uma visita-surpresa ao seu namorado e descobrir que ele está

Avaliando a idéia

Sim, você pode escrever um livro que só tenha importância e significado para você mesmo. Mas, geralmente, o objetivo do livro é ser lido por outras pessoas.

Pense no leitor ao decidir sobre o que escrever. Você realmente acha que as pessoas querem ler um descritivo sobre a vida rural da sua bisavó materna? Sobre um monótono e obscuro personagem histórico que só você conhece? Sobre a variação dopreços do café no decorrer da história? Sobre um cara que tem uma vidinha tão tranqüila que até você, ao escrever, fica com sono? Tenha dó do leitor. Ponha-se no lugar dele.

1ª LIÇÃO: NÃO MATE O LEITOR DE TÉDIO

Dê ao leitor emoção, novidade, um ponto-de-vista diferente, uma jornada que nunca foi feita. A maior parte das pessoas lê para se divertir, para escapar do tédio do cotidiano. Ler é uma viagem. Não faça da viagem do leitor uma volta pelo quarteirão - a não ser que a sua volta pelo quarteirão seja feita de uma maneira nunca antes imaginada.

Idéias, onde guardá-las?

No caderninho. Ao terminar de ler esse capítulo, vá arrumar um caderninho. Ou um bloco de papel. Ou um laptop. Qualquer coisa que você leve sempre junto com você. Nunca se sabe quando ou como uma idéia pode surgir. E elas têm o péssimo hábito de desaparecer sem avisar.

Em qualquer momento de sua vida, você pode imaginar um ótimo final. Descobrir uma doença rara que é exatamente o que um personagem misterioso estaria sofrendo. Presenciar a briga de namorados mais ridícula que você já viu. Ler uma placa de trás pra frente e conseguir um ótimo nome para seu vingador marciano. Viu, gostou? Anote.

Vamos por partes, como diria o esquartejador

Todo escritor iniciante que escrever o próximo "As Brumas de Avalon" ou o novo " imensos, trabalhosos e danados de complicados.

E o Vento Levou". Épicos

Isso é ótimo. Mas vamos ser realistas: ser ambicioso demais pode ser o caminho mais fácil para o fracasso. Vamos por partes. Concentre-se no primeiro episódio da sua saga. Com começo, meio e fim. Escreva. Se você conseguir, aí você parte para as continuações. Planejar de cara a vida com detalhes de três gerações, com árvore genealógica, brasão e lema, é o tipo de coisa que serve para adiar indefinidamente o dia no qual você vai se sentar e realmente começar a escrever. Ou desistir logo de cara, porque quem não se assusta com a perspectiva de escrever uma obra em sete volumes?

Fazendo gênero

Como escritor iniciante, todos os gêneros estão abertos para você. Romance, supense, horror, sobrenatural, drama, histórico? Você escolhe.

Escolher ajuda a selecionar suas idéias. Se você quer escrever um romance, já fica de olho nos casaizinhos românticos e nas viagens inspiradoras. Mas lembre-se que os gêneros se interpenetram. Romance com suspense? Ótimo. Sobrenatural dramático? Perfeito. E um horror histórico pode ser muito, muito interessante. Cada gênero tem suas regras. Em um drama romântico, o enfoque é no casal, no relacionamento e no final feliz. Em um suspense, a atenção vai para o desvendar do mistério. Assim, quando você escolhe um gênero, parte do trabalho duro já está feito para você. Algumas convenções já estão estabelecidas, o que significa que você não precisa partir do zero. Pesquise um pouco o seu gênero; descubra suas características. Ainda que seja para desobedecê-las. Por outro lado, você não pode se tornar um escravo dos gêneros.

Quem vai ler sua história?

Escolheu seu gênero? Muito bem. Agora pense em quem vai ler sua história. Adultos? Jovens? Crianças? Homens? Mulheres? Professores cultíssimos? Pré-vestibulandos? Todas as opções acima?

Você tem que ter sempre em mente o seu público-alvo. Essa decisão vai determinar:

- qual será a linguagem adequada;

- como sua idéia será desenvolvida;

- o tom de sua narrativa.

Fontes:

http://www.algosobre.com.br/ler.asp?conteudo=352&Titulo=Como%20Escrever%20Bem%20uma%20Reda%C3

%A7%C3%A3o

http://www.algosobre.com.br/livros/

O texto "Como Escrever Melhor" foi obtido a partir do livro de mesmo nome, de autoria de Ivan René Franzolim. http://www.bestreader.com/port/txcomoescrever.htm

http://www.vicosa.com.br/lerbr/h_escreverbem.html

http://www.texbr.com/portrasdopano/como_artigos.htm

http://www.alcione.adm.br/texto.html

http://www.espirito.org.br/portal/palestras/klickeducacao/actr17.html

http://www.sabido.com.br/artigo.asp?art=2217

http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_professor_virtual_perguntas_escrever_livro.html

http://www.leituracritica.com.br/leituracritica/como.htm