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DIPLOMA INÚTIL

O aluno estuda da educação básica ao nível médio 12 anos, mais 5 (em média) de faculdade
são 17 anos, ao longo desse tempo só lhe é dado um objetivo: passar de ano para obter o
famoso diploma. Aprendizado virou sinônimo de certificação ou diplomação. O ensino não é
priorizado.
A nossa legislação educacional coloca como prioridade a promoção do aluno em detrimento
do aprendizado, os planos e programas de governo exigem para repasse de dinheiro às escolas
públicas: um mínimo de evasão e reprovação. Proclama, também, a transversalidade a
interdisciplinaridade e incita à avaliação por competências, embora os cursos de Pedagogia do
País não ensinem aos professores o "como aplicar" essa transversalidade e o "como avaliar
essas competências" e o sistema de educação continue obrigando ao professor a utilização do
diário de classe com notas bimestrais, publicação de boletins escolares e a criação de
aplicativos informatizados que só tomam por padrão a nota alcançada nas disciplinas cursadas
pelo aluno.
O resultado é que as disciplinas continuam estanques e cada professor só sabe avaliar pela
única velha forma, a "avaliação por nota", embora insistam os técnicos em educação que se
avalie também as competências (???????).
Uma coisa é ou não é, ou existe ou inexiste, não dá para existir e não existir , a educação não é
um experimento de Schrodinger. Precisa ser encarada com seriedade, obter resultados
palpáveis, concretos e reais, não resultados estatísticos acondicionados à questões financeiro-
administrativas ou políticas.
Numa escola pública o que menos se vê, verdadeiramente, é preocupação com o aprendizado
do aluno, o sistema não permite, não há tempo: são avaliações, reuniões infindáveis, falta de
estrutura física e funcional, conflitos intersubjetivos, interesses escusos e uma legislação que
não procedimentaliza, nem fiscaliza, nem organiza, mas, magnanimamente, abriga a mixórdia
sob a égide da democracia dos problemas irresolvíveis.
Afora, toda essa absurdidade, prevalece no Brasil ainda a profunda diferença entre a política
educacional pública da que é aplicada no âmbito privado, o que torna impossível para a
primeira atingir qualquer resultado efetivo pela quantidade de "caciques" gerindo o sistema
educacional direta ou indiretamente. Falhas que não ocorrem no âmbito privado (neste as
falhas são outras, embora permaneça também a certificação e a diplomação como objetivo).
Para efetivar qualquer mudança em nosso sistema educacional, por mínima que fosse, ter-se
ia que extinguir todos os lobbies que se locupletam dele como "aparelho político" e passar a
fazer o que é para ser feito numa escola pública: ensinar.
Diploma inútil? Sim, porque o que temos para oferecer aos nossos jovens não atende a
realidade do país e às exigências do mercado de trabalho. Diplomamos a frustração porque a
criamos e alimentamos, promovendo estudantes ano a ano, tornando-os analfabetos
funcionais. Dando a eles a falsa crença de que aprenderam, enquanto nós sabemos que não
ensinamos, maquiamos.
Para exemplificar o que falo acima, renovo a pergunta que já fiz anteriormente noutro artigo:
Por que um aluno que passa 12 anos estudando dois idiomas, sai da escola sem ter aprendido
a falar, escrever ou ler nenhum dos dois?

(Credential Society – Randall Collins/Sociedade sem Escola – Pe. Ivan Illich)