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PEDIATRIA

ALEITAMENTO
MATERNO
SUMÁRIO
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES .................................... 3

2. CARACTERIZAÇÃO ....................................................... 3

3. VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO ..... 5

4. TÉCNICA DE AMAMENTAÇÃO ............................... 7

5. CONTRAINDICAÇÕES ................................................. 8

6. SITUAÇÕES ESPECIAIS ............................................... 9


PEDIATRIA
ALEITAMENTO MATERNO

1. Definições importantes
Aleitamento materno
Oferta de leite materno, diretamente do seio ou extraí-
do, mesmo que esteja recebendo qualquer alimento ou
líquido, incluindo leite não humano (complementado ou
exclusivo)

Aleitamento materno exclusivo


Oferta de leite materno diretamente da mama ou ex-
traído, e nenhum outro líquido ou sólido, com exceção
de medicamentos

Aleitamento materno predominante


Oferta de, além do leite materno, água ou bebidas à
base de água, como sucos de frutas e chás

Aleitamento materno complementado


Leite materno e outros alimentos sólidos ou semis-
sólidos (papinhas), ou líquidos, incluindo aleitamento
materno artificial

2. Caracterização
Para melhorar e normatizar a alimentação infantil, a Orga-
nização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da
Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil elaboraram e reco-
mendaram os “10 passos para uma alimentação saudável”
para crianças menores de 2 anos.

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PEDIATRIA
ALEITAMENTO MATERNO

Os 10 passos para uma alimentação


saudável para crianças menores de 2 anos

• Passo 1 Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, sem


oferecer água, chá ou quaisquer outros tipos de alimentos

• Passo 2 A partir dos 6 meses, introduzir, de forma lenta e


gradual, outros tipos de alimento, mantendo o leite materno
até os 2 anos

• Passo 3 Após os 6 meses, dar alimentos complementares


(cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas, legumes),
três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco
vezes se estiver desmamada

• Passo 4 A alimentação complementar deve ser oferecida


sem rigidez de horário, respeitando a vontade da criança

• Passo 5 A alimentação complementar deve ser espessa des-


de o início e oferecida com colher. Começa-se com alimentos
pastosos e gradativamente se aumenta a consistência, até
chegar à alimentação da família. Não oferecer alimentos
batidos ou peneirados

• Passo 6 Oferecer à criança diferentes alimentos no dia; uma


alimentação variada é também uma alimentação colorida

• Passo 7 Estimular o consumo diário de frutas, verduras e


legumes nas refeições

• Passo 8 Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes,


balas, salgadinhos e outras guloseimas no 1º ano de vida e
usar sal com moderação

• Passo 9 Cuidar da higiene no preparo e no manuseio dos


alimentos e garantir o seu armazenamento e a sua conserva-
ção adequados

• Passo 10 Estimular a criança doente e convalescente a se


alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus
alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação

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PEDIATRIA
ALEITAMENTO MATERNO

3. Vantagens do aleitamento
materno
1 Aumenta a sobrevida das crianças, principalmente as que
nascem em condições desfavoráveis e/ou com baixo peso
(< 2.500 g)
2 O leite materno atende a todas as necessidades nutricionais
e metabólicas até os 6 meses de vida, reduzindo a desnutri-
ção e as patologias dela decorrentes
3 É absolutamente viável do ponto de vista econômico devido
ao baixo custo, sem riscos de contaminação e acessível a
qualquer momento
4 Confere proteção imunológica eficaz contra os patógenos
prevalentes na infância, reduzindo significativamente a
morbimortalidade infantil em < 2 anos
5 Confere proteção para as doenças alérgicas e autoimunes
por proporcionar menor exposição a proteínas heterólogas
6 Oferece condições ideais para a interação mãe-filho, refor-
çando o vínculo entre ambos
7 Contribui para o desenvolvimento cognitivo
8 Reduz o sangramento pós-parto e leva à involução uterina
mais rapidamente
9 Aumenta o intervalo entre as gestações
10 Retorno mais rapidamente ao peso pré-gestacional
11 Reduz o risco de câncer de mama e de ovário e pode reduzir
o risco de osteoporose no período pós-menopausa

• Tempo de aleitamento materno exclusivo recomendado


pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da
Saúde do Brasil: 6 meses;
• Duração do aleitamento materno (Organização Mundial
da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministério da
Saúde): preferencialmente, 2 anos ou mais.

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PEDIATRIA
ALEITAMENTO MATERNO

Principais características do leite humano


Desde o nascimento, o leito materno evolui do colostro ao
leite de transição, até tornar-se leite maduro em torno do
final da 2ª semana de vida.
O leite humano maduro apresenta menor quantidade de
proteína, o que diminui a sobrecarga renal do lactente,
além de fornecer aminoácidos essenciais.
Os lipídios são responsáveis por cerca de 50% das calorias
do leite materno e fornecem ácidos graxos essenciais e
colesterol em quantidades suficientes. Os ácidos graxos
exercem importante função no transporte de vitaminas
lipossolúveis e no desenvolvimento do sistema nervoso.
Há presença de fator bífido, que leva à proliferação de
flora bacteriana não patogênica, além de oligossacarídeos
com função de defesa.

Fisiologia da amamentação
A produção do leite é iniciada por meio da sucção do Re-
cém-Nascido (RN), o que irá estimular a hipófise anterior
a secretar prolactina, e esta, por sua vez, estimula a produ-
ção das células secretoras de leite nos alvéolos presentes
na glândula mamária.
O reflexo da descida do leite também se inicia com o
estímulo da sucção, responsável por ativar a secreção de
ocitocina pela hipófise posterior, que atinge os alvéolos,
promove a contração das células mioepiteliais e leva o
leite para dentro dos ductos e então até o RN.

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PEDIATRIA
ALEITAMENTO MATERNO

4. Técnica de amamentação
1 Amamentar em livre demanda. Oferecer um seio a cada ma-
mada, esvaziando-o por completo. Isso estimula a produção
do leite e favorece a sucção do leite posterior, mais rico em
gorduras, o que garante a saciedade e o ganho ponderal
2 A mãe deve estar sentada, com as costas apoiadas
3 O RN deve abocanhar o mamilo e parte da aréola para ter
uma sucção efetiva e evitar fissuras. Habitualmente, nessas
condições, o queixo do bebê toca a mama. Os lábios inferio-
res devem estar evertidos
4 O abdome do RN deve tocar o abdome materno
5 Em caso de excesso de leite com ingurgitação mamária,
realizar compressas mornas, massagem suave e ordenha,
esvaziando parcialmente. Fazer o mesmo procedimento
em caso de mastite asséptica e quando o RN não consegue
sugar, devido à ingurgitação
6 Em casos de fissura do mamilo, iniciar pela mama sem
lesões. Podem-se utilizar analgésicos por via oral e cremes
tópicos à base de lanolina. A exposição solar não parece ser
eficaz

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ALEITAMENTO MATERNO

5. Contraindicações
Contraindicações ao aleitamento materno
Relativas à criança
Galactosemia
Fenilcetonúria (caso não seja possível a monitorização do nível
sérico de fenilalanina)
Síndrome “do xarope de bordo” (leucinose)

Relativas à mãe
Infecção pelo HIV (contraindicação absoluta) e HTLV (atual-
mente, em discussão, porém mantida)

Doenças sistêmicas maternas com risco de vida para a mãe


(insuficiência cardíaca congestiva, eclâmpsia etc.)
Doenças graves ou terminais
Doenças mentais que geram risco no contato mãe-filho
Infecção herpética, quando há vesículas localizadas na pele da
mama

Drogas usadas pela mãe


Isótopos radioativos
Quimioterápicos
Amitriptilina
Lítio
Drogas de abuso

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PEDIATRIA
ALEITAMENTO MATERNO

6. Situações especiais
Drogas que devem ser usadas criteriosamente, mas
que não contraindicam o aleitamento materno
• Aciclovir
• Ácido acetilsalicílico
• Ácido nalidíxico
• Sulfas
• Cloranfenicol
• Metronidazol
• Betabloqueadores
• Sedativos
• Corticosteroides
• Anticonvulsivantes
• Estrogênios
• Diuréticos

Psicose puerperal
Diante de risco de vida para a criança, a amamentação
deve ser suspensa, porém deverá ser retomada assim que
a mãe tiver condições de fazê-lo

Mãe com hepatite B (HBsAg)


O RN deve receber vacina e imunoglobulina hiperimu-
ne específica para o antígeno B ao nascimento e até as
primeiras 18 horas de vida, além de aleitamento materno
liberado

Mãe com tuberculose bacilífera


Deve usar máscara durante a amamentação enquanto for
bacilífera. Iniciar quimioprofilaxia do RN com isoniazida

Mãe com varicela


Se for iniciada 5 dias antes do parto ou até 2 dias depois, o
RN deverá ser isolado da mãe e receber imunoglobulina
específica, podendo voltar a ser amamentado quando
todas as lesões maternas estiverem em forma de crosta

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