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Refrigeração, Ventilação e Ar condicionado

Tiago G. Goto
Aplicações da psicrometria

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Serpentina de Aquecimento
ou Resfriamento

Trocadores de calor empregados para aquecer ou
esfriar correntes de ar são elementos básicos em todos
os sistemas de AVAC. Uma disposição comum consiste
na passagem do ar através de uma série de tubos
finos. No interior desses tubos circula um fluido quente
como vapor, ou um fluido frio como água gelada. Esses
trocadores de calor são, normalmente, chamados de
serpentinas porque os tubos “serpenteiam” para a
frente e para trás através da corrente de ar.
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Serpentina de Split

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Serpentina de Aquecimento
ou Resfriamento

Em uma serpentina de aquecimento, a corrente de
ar experimenta um processo de aquecimento
sensível. O termo “sensível” indica que somente a
temperatura da corrente de ar se eleva. Em uma
serpentina de resfriamento ocorrem tanto o
resfriamento sensível quanto o resfriamento
latente.

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Serpentina de Aquecimento
ou Resfriamento

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Serpentina de Aquecimento
ou Resfriamento
Em uma situação típica de projeto ou de análise, precisam ser calculados
o fluxo de calor sensível e latente e a quantidade de umidade condensada
a partir da corrente de ar. Um volume de controle adequado é aquele que
envolve o “caminho do ar” das superfícies da serpentina e que não inclui a
corrente do fluido frio.
O princípio da conservação da massa se aplica tanto ao ar quanto à água
transportados pelo ar. Para o ar seco, a vazão que entra é igual à que sai:
ṁ ar ,1=ṁ ar ,2 =ṁ ar
O balanço de massa da água, para o fluxo condensado, fornece a
seguinte equação:
ṁ ar ω1 =ṁ ar ω2 + ṁ água
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Serpentina de Aquecimento
ou Resfriamento
Explicitando a vazão de água condensada em função
da vazão de ar e das razões de umidade, temos:
ṁágua =ṁar ( ω 1− ω2 )
O balanço de energia para o volume de controle é:

ṁar h1 −ṁar h2 −ṁágua h água −Q̇=0

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Serpentina de Aquecimento
ou Resfriamento
A taxa de transferência de calor pode ser escrita
como:
Q̇=ṁ ar (h 2−h 1 )− ṁar (ω 1−ω 2 )h 3

A carga da serpentina é então calculada por:

Q̇ serpentina =ṁ ár (h 1−h 2 )

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Serpentina de Aquecimento
ou Resfriamento
A transferência de calor sensível ou carga sensível é:
Q̇ s =ṁár (h x −h2 )

A temperatura é constante para essa avaliação e a


carga latente é dada por: Q̇ L =ṁár (h1−h x )
É útil definir uma razão de calor sensível que é a
relação entre a carga sensível e a carga total na
Q̇ s Q̇ s
serpentina: RCS= =
Q̇ serpentina Q̇ s + Q̇ L
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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Em muitas aplicações diferentes de AVAC, ocorre o resfriamento por
meio da evaporação de água em uma corrente de ar. Em uma torre
de resfriamento, uma corrente de água relativamente quente é
esfriada pela evaporação de uma pequena quantidade de água em
uma corrente de ar fluindo sobre a água.

A evaporação de uma pequena quantidade de água transfere uma
grande quantidade de calor da corrente de água e, como resultado,
uma torre de resfriamento é mais compacta que um trocador de calor
considerando a mesma transferência de calor. Torres de resfriamento
são muito comuns em grandes sistemas de água gelada.

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Em um condensador resfriado por evaporação, a água é
borrifada em direção ao ar que flui sobre a superfície do
condensador. A emanação do calor que parte do refrigerante
de condensação não só aquece o fluxo de ar como também
evapora a água. A evaporação da água permite que o
refrigerante condense a uma temperatura mais baixa que a
temperatura de condensação quando a superfície da
serpentina está seca. Os condensadores resfriados por
evaporação são empregados em sistemas de resfriamento de
porte médio.
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Condensador evaporativo:

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Resfriadores evaporativos são empregados,
normalmente, em climas quentes e secos para
produzir uma corrente de ar frio para
condicionamento ambiental.

A corrente de ar que penetra em um resfriador
evaporativo é resfriada pela passagem por uma
matriz que é continuamente molhada por água ou
pela passagem através de água borrifada.
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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Todos esses dispositivos se baseiam na
evaporação de água resultando na umidificação e
na alteração de energia de uma corrente de ar.

Na figura do próximo slide um sistema que poderia
representar tanto uma torre de resfriamento
quanto um resfriador evaporativo.

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação
Volume de controle:

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Uma corrente de ar úmido penetra no dispositivo e sai
com um grau de umidade mais elevado.

Entra também uma corrente de água e, por causa da
evaporação, o fluxo em massa de água que sai é menor.
A temperatura da água que sai do dispositivo pode ser
mais elevada ou mais baixa que a temperatura que
entra, dependendo da temperatura e da umidade do ar
de entrada e da temperatura da água que entra.
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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Mais uma vez, os princípios de conservação de
massa e de energia são usados para determinar
as equações entre os vários estados.

A conservação da massa para o ar estabelece
que a vazão seja constante através do dispositivo:

ṁár ,1= ṁar ,2= ṁar

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Para a vazão da água, o princípio de conservação
da massa determina a taxa de evaporação dentro
da corrente de ar:

ω 1 ṁar + ṁágua ,3= ω2 ṁar + ṁágua ,4

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

A equação de conservação de energia aplicada ao
volume de controle que circunda o dispositivo para
o processo é
ṁar h1 + ṁágua ,3 h3 = ṁar h2 + ṁágua ,4 h 4

em que h1 e h2 são as entalpias do ar úmido e h3 e


h4 são as entalpias da água líquida.

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Em um resfriador evaporativo, a vazão de entrada
da água é controlada de modo que toda a água de
entrada se evapora.

Não há água na saída do dispositivo (ou
seja, ṁ4 =0 ), acarretando a simplificação do balanço
de energia.
h 2=h1 +( ω 2− ω1 )h 3

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Em um resfriador evaporativo, a vazão de entrada
da água é controlada de modo que toda a água de
entrada se evapora.

Não há água na saída do dispositivo (ou
seja, ṁ4 =0 ), acarretando a simplificação do balanço
de energia.
Valor pequeno
h2=h1 +( ω 2− ω 1) h3

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o processo de um
resfriador evaporativo
É essencialmente
Um processo de
entalpia constante

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

A eficácia normalmente é definida em função da
temperatura como a queda de temperatura real da
corrente de ar com relação à máxima queda
possível:
(T 1−T 2 )
ε=
(T 1−T bu )

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Dispositivo de resfriamento
por evaporação

Em uma torre de resfriamento, em comparação
com um resfriador evaporativo, as vazões de água
são muito maiores que a quantidade de água que
é evaporada.

O balanço de energia total,pode ser escrito para
uma torre como:
ṁar (h 2−h1 )=ṁágua (h3 −h 4 )

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O balanço de energia
mostra que a queda de
entalpia do fluxo de ar
pela adição de umidade
e pela transferência de
calor do fluxo de água é
compensada pela
queda de temperatura
da corrente de água.

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Exercícios 1

Um fluxo de ar de 0,235974 m3/s, a uma
temperatura de 32,22°C, com 10 % de umidade
relativa e sob pressão absoluta de 101,3kPa, entra
em um resfriador evaporativo cuja eficácia é de 85
%. A água entra a 21,11°C. Calcule a temperatura
na saída, a umidade relativa do ar e a quantidade
de água necessária.

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Exercícios 2

Um fluxo de água de 2 kg/s deixa o condensador de
uma unidade de água gelada a 45ºC e entra em uma
torre de resfriamento. Um fluxo de ar de 1.500 L/s a
30ºC com bulbo seco e 20ºC com bulbo úmido entra
na torre. Considerando que um dos dois fluxos atinge
o equilíbrio térmico, calcule a temperatura da água
que sai da torre de resfriamento, a capacidade da
torre e a perda de água.
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Exercício 3

Numa torre de arrefecimento entra água de
arrefecimento proveniente do condensador de uma
central térmica a 35ºC, com um caudal de 100
kg/s. A água é arrefecida na torre para 22ºC pelo
ar que entra a 1atm, 20°C e 60% de umidade
relativa, saindo saturada a 30°C. Desprezando a
potência fornecida à ventoinha, determine:

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a) Calcule a vazão
volumétrica de ar na
entrada da torre.

b) Calcule a vazão
mássica de água de
reposição exigido.

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Exercício
A água que sai de um condensador a 38°C de uma
planta termoelétrica, entra em uma torre de
resfriamento com uma vazão mássica de 4,5X107
kg/h. A corrente de água resfriada pela torre de
resfriamento retorna ao condensador com uma
temperatura de 30°C e com a mesma vazão
mássica devido a reposição de água com uma
temperatura a 20°C. O ar da atmosfera entra na
torre a 25°C e 35% de umidade relativa. O ar deixa
a torre de resfriamento a 35°C e 90% de umidade
relativa. Determine o fluxo de massa de ar seco e
o fluxo de água de reposição, em kg/h. A torre de
resfriamento opera em regime estacionário. A
transferência de calor com o ambiente e a potência
do ventilador podem ser desprezados, assim como
a energia cinética e potencial do escoamento. A
pressão mantém constante a 1 atm.

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Carga térmica de
resfriamento

A expressão “carga térmica de resfriamento” se
refere à taxa de energia* necessária para
compensar os ganhos de calor e de umidade em
determinada zona de uma edificação e mantê-la nos
níveis desejados de temperatura e de umidade.

Como acontece em uma serpentina de resfriamento,
a carga térmica de resfriamento é, normalmente,
dividida em cargas sensível e latente.
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Carga térmica de
resfriamento

A expressão “carga térmica sensível” se relaciona
com a energia necessária para atender os ganhos
de calor decorridos da transmissão de calor
através da envoltória do edifício, à liberação
térmica interna e ao aquecimento solar.

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Resfriamento Aquecimento

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Carga térmica de
resfriamento

A expressão “carga térmica latente” está vinculada
à energia necessária para retirar a umidade
gerada pelas pessoas e outros processos
geradores de umidade existentes no interior da
edificação.

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1

2 Desumidificação e
Resfriamento

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água
Em muitos componentes de um sistema de AVAC, a
transferência de calor está associada à evaporação ou
condensação de vapor de água. Cálculos das taxas de
transferência de água e dos correspondentes fluxos de
energia são importantes para o projeto desses
componentes que adicionam ou retiram água de uma
corrente de ar.

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

Os mecanismos da transferência de massa por
convecção são muito semelhantes aos da
transferência de calor por convecção.

Um exemplo de transferência de vapor de água
para o ar é mostrado na Figura do próximo slide.

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Essa figura pode representar o que ocorre no interior de
uma torre de resfriamento na qual a água evapora de
uma camada na superfície para uma corrente de ar.

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

Na interface entre a água líquida e o ar úmido, o ar
está saturado, a umidade relativa é 100 % e a
razão de umidade é o valor de saturação
correspondente à temperatura da camada líquida.

A difusão do vapor de água no ar é semelhante à
difusão de calor em um sólido.
c= ω
ν =ρ ω
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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

A taxa de transferência de massa é expressa pela
lei de Fick, que é semelhante à lei de Fourier para
a condução de calor. O fluxo de massa (vazão por
unidade de área) na direção vertical (y) é dado
por:
n ∂C
ṁ =− ρ D AB
∂y

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

Pode-se definir um coeficiente de transferência de
massa, semelhante ao coeficiente de transferência
de calor que vai permitir expressar a vazão de
vapor em função da área da superfície e da
diferença em concentração de vapor de água entre
a interface e a corrente de ar distante da interface:
ṁágua = ṁnágua A=hd A (C s −C ∞ )

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

A transferência de massa a partir da superfície é,
então, expressa em função da diferença entre as
razões de umidade, conforme a seguir:

ṁágua =hm A (ω s −ω ∞ ) Unidade de hm = kg/m²*s

No livro do Çengel, hm esta na unidade m/s


devido a isso se multiplica pela massa específica
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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

O fluxo de calor para a superfície, com a
transferência de calor por convecção expressa
pela equação da taxa de convecção, e os fluxos
de massa de água expressos como o produto do
fluxo de massa evaporado pela superfície são
dados por:
Q̇=h conv A (T s −T ∞ )+ ṁ nágua (hν , s −h f , s )

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

A taxa de transferência de calor pode ser expressa
em função dos coeficientes de transferência,
conforme segue:

Q̇=h conv A (T s −T ∞ )+hm A ( ω s −ω ∞ )h fg , s

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

O número de Lewis que relaciona a difusão do
vapor de água com o fluxo de calor é um
parâmetro não dimensional definido como:

Le= α
D AB

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A semelhança dos processos de transferência de calor
e de massa permite que o coeficiente de transferência
de massa hmist seja relacionado com o coeficiente de
transferência de calor hc, com o calor específico da
mistura ar-vapor de água e com o número de Lewis
(veja Handbook – Fundamentals da ASHRAE de 2009;
Kays e Crawford – 1993), conforme segue:
hconv −2/ 3
hmist = Le
Cpmis
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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

O calor específico é o do ar úmido por unidade de
massa de ar seco, que é a soma ponderada dos
calores específicos do ar e do vapor de água.

Cp mis=Cp ar +ω ∞ h p , vapor

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

Utilizando a relação de Lewis podemos reescrever
a equação da transferência de calor do slide 46 da
seguinte forma:

hconv A −2/ 3
Q̇=
Cp mis
[ Cp mis (T s −T ∞ )+Le (ω s −ω ∞ )h fg , s ]

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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

Para a mistura ar-vapor de água, o número de
Lewis é, essencialmente, a unidade nas condições
normalmente encontradas em equipamentos de
AVAC, tais como serpentinas de resfriamento e
torres de resfriamento. Por essa razão podemos
simplificar a equação:
hconv A
Q̇= [ Cp mis (T s −T ∞ )+(ω s−ω ∞ )h fg , s ]
Cp mis
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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

A equação do slide anterior pode ser reformulada
para apresentar uma forma mais útil. Introduzindo
o calor específico da mistura, dado pela equação
do slide 48 e separando os termos relativos ao
fluxo livre e ao fluxo na superfície, a equação
anterior se torna:
hconv A
Q̇= [ ({Cp ar +ω Cp vapor }T s +ω s h fg , s )−({Cp ar +ω ∞ Cp p , vapor }T ∞ +ω ∞ h fg , s )]
Cp mis
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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

Os termos em cada conjunto de parênteses
representam quase a entalpia da mistura ar-vapor
de água na interface e na corrente de ar,
respectivamente. Somando e subtraindo o calor
latente de vaporização nas condições de referência
em cada termo, se obtém a seguinte equação:
hconv A
Q̇= [ (h s −h∞ )+(ω s −ω ∞ )(hfg , s −h fg , ref ) ]
Cp mis
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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água
● O primeiro termo entre parênteses, (hs – h∞), é a diferença entre a entalpia da
mistura em contato com a superfície e a entalpia da mistura na corrente ao ar
livre longe da superfície.

O segundo termo entre parênteses é a diferença entre a razão de umidade na
superfície e na corrente livre que, numericamente, tem um valor relativamente
baixo.

O terceiro termo entre parênteses é a diferença entre o calor de vaporização
na temperatura da superfície e o calor de vaporização na temperatura de
referência que também é numericamente baixo.

O produto desses dois termos de baixo valor é desprezível quando
comparado com a diferença de entalpia entre a superfície e a corrente livre.
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T. C. e Massa na mistura Ar-
vapor de água

O calor que deve ser fornecido para manter uma
superfície molhada sob uma determinada temperatura
pode ser expresso pelo produto do coeficiente de
convecção pelo calor específico da mistura, pela área
da superfície e pela diferença de entalpia entre a
superfície e a corrente livre, conforme segue:
hs e h∞ são as
entalpias da mistura
hconv A O fluxo de calor, dado pela equação é
Q̇= (h s −h∞ ) igual à energia total transferida pela
ar-vapor de água nas Cp mis superfície.
temperaturas Ts e T∞,
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Exercício 4

Ar, na temperatura de 25ºC e com 50 % de umidade
relativa, circula sobre a superfície de um umidificador
aquecido por vapor coberto por uma película de água a
20ºC. O coeficiente de convecção vale 70 W/m²-ºC,
sendo de 2 m² a área da superfície. Calcule a taxa de
transferência de massa por evaporação, a taxa de
transferência de calor por convecção e a taxa de
energia que deve ser fornecida para manter a superfície
a 20ºC.
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