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10º ano

História da Cultura e das Artes

OBJECTIVOS PARA O TESTE 1 DO 1º PERÍODO


MÓDULO 1:
1-O MODELO ATENIENSE
1-1- A Democracia Antiga
1-1-1- Um mundo de cidades-estado
1-1-2- A democracia ateniense
1-2-3-Os limites da democracia antiga
1-2-Uma Cultura Aberta À Cidade
1-2-1 As grandes manifestações cívico-religiosas
1-2-2 A educação para o exercício público do poder
1-2-3 A arquitectura e a escultura, expressão do culto público e da procura da harmonia

1-Localiza a Grécia Antiga no tempoe no espaço geográfico


A Grécia antiga compreende-se na Península balcânica (Grécia continental),
nas costas da Ásia menor (Grécia asiática), e entre estas duas margens, as
numerosas ilhas que pontuam o mar Egeu (Grécia insular). O território grego é um
território montanhoso e recortado que o mar mediterrâneo penetra
profundamente.
A Grécia foi, entre os séculos XX e XVII, invadida por sucessivas vagas de
povos indo-europeus que aí se instalaram. Juntos deram origem aos Gregos ou
Helenos (Helenos porque se julgavam filhos de Hélen) (Gregos foi-lhes dado mais
tarde pelos latinos)

2-Observa os mapas da pagina 24 e da página 35


2-1-identifica os espaços territoriais gregos observados
Grécia Continental (Ática: Atenas), Grécia Insular e Grécia Asíatica
2-2-No mapa da Ática, refere a importência dos nomes, estudados na
aula
Monte Pentélico é conhecido pelas suas pedreiras
Monte Himeto é conhecido pelo seu mel
Monte Laúrio é conhecido pelas suas minas de prata
Atenas
Porto do Pireú
2-3-Identifica as actividades económicas principais: apresenta razões
A actividade económica era baseada na agricultura, o comércio marítimo de
importação, e as exportação de manufacturas (produtos artesanais). Os escravos
também serviam de moeda de troca comercial.
Os cereais eram importados e para compensar essas importações, Atenas
exportava produtos derivados do mel, vinha, oliveira, amendoeira e figueira. Os
produtos artesanais eram trocados por metais e madeira.

3- “ A Grécia Antiga era constituída por um mundo de cidades-estado”


3-1 Justifica essa afirmação
Os gregos que nasceram da invasão dos povos indo-europeus embora
tivessem a consciência de uma cultura comum (língua, religião…) nunca tiveram uma
unidade política. Por isso, o mundo dos gregos era constituído por uma
multiplicidade de comunidades independentes organizadas em torno de um núcleo

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urbano, ocupando um território próprio. Essas comunidades eram as polis ou


cidades-estado.

4-Observa as figuras das páginas 26, 27, 31


4-1-Identifica os espaços da polis ateniense
A Pólis era constituída por:
-Zona Urbana> local onde se encontrava a Ágora (praça pública);
-Acrópole> local de defesa, elevado, amuralhado e onde se localizavam os
principais templos;
-Zona Rural>
Colina das Ninfas
Colina das Musas
Colina da Pnyx
Porto Marítimo – O porto do Pireu permitia o abastecimento de bens essenciais,
como o trigo e a madeira. Neste porto circulava grande quantidade de mercadorias
de todo o Mediterrâneo.
4-2-Enumera os templos principais da Acrópole ateniense
-Templo de Atena Niké
-Parténon
-Erectéion
-(Propileus)
-(Altar de Zeus Polieus)
-(Artémis Brauronia)
4-3-Refere a importância das “Stoas”
Era os pórticos onde os gregos se resguardavam do sol e trocavam ideias
sobre a política do país

5-Indica o significado das palavras Oligarquia, Tirania e Democracia


Oligarquia :Sistema político e social onde o poder é exercido por uma elite
dirigente que controla interesses importantes relacionados com o poder. Este
grupo dirigente legitima, por vezes, a violência e a riqueza, para atingir e se manter
no poder. E, por isso, este poder nem sempre é exercido pelos mais capazes e
virtuosos.
Tirania: forma de governo usada na Grécia antiga após o regime
democrático, em que o chefe governa com poder ilimitado, embora sem perder de
vista qye deveria servir e representar a vontade do povo.
Democracia: É um sistema onde cada cidadão actua por si próprio e
desempenha à vez os cargos necessários ao bom funcionamento dos assuntos da
cidade. a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios
de igualdade e liberdade

6-Identifica Clístenes(p.23)
Clístenes foi um político grego que viveu nos séculos VI e V a.c. e que foi
considerado um dos pais da democracia. Reorganizou o corpo cívico em 10 tribos,

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propôs a escolha de 500 cidadão para a Bulé por sorteio, instituiu a lei do
ostracismo e ampliou os poderes da Eclésia.

7-Refere a importância de Péricles, na vida do povo ateniense


Por vezes, fala-se em Péricles como sendo o fundador da democracia, algo
que não é totalmente exacto. Na verdade, ele apenas modificou o sistema
democrático existente, de uma "democracia limitada" para uma democracia onde
todos os cidadãos podiam participar. Péricles é considerado o fundador da Idade
de Ouro da mesma, chamando, outros ainda, ao século V A.C., o século de Péricles.
Isto porque, com Clístenes, era uma democracia limitada, onde os aristocratas
ainda ditavam leis, e com Péricles este facto alterou-se, passando os cidadãos a
governar não apenas em teoria, mas também na prática.
A partir de 450 A.C., foram passando na Assembleia uma série de leis que
progressivamente foram estabelecendo um sistema democrático que o mundo nunca
tinha visto antes. Foram dados aos cidadãos o poder directo da Assembleia e dos
tribunais populares, onde as decisões eram tomadas por maioria.
Assim, as suas medidas vão incidir sobre vários aspectos. Em primeiro lugar,
vai alargar o campo de recrutamento das magistraturas, antes apenas limitada às
duas classes superiores. No entanto, a sua sensibilidade política vai mais longe, ao
constatar que esta participação das classes inferiores seria puramente teórica, se
estes elementos, que tinham poucos recursos económicos, não fossem pagos. Assim,
alarga o campo dos arconatos à terceira classe (pequena burguesia e artífices de
poucos rendimentos), deixando de fora a quarta e última classe, a dos operários e
serventes. Criou também indemnizações para os membros do Conselho dos
Quinhentos, para os militares e para a participação dos cidadãos nas numerosas
festas da República. No entanto, nunca deu dinheiro para a participação na
Assembleia do Povo, uma vez que era considerado um dever a frequência desta.
A estas reformas juntou-se ainda o fim do direito de veto do Areópago,
conselho constituído apenas pelos nobres, que limitava em certos casos a soberania
popular.
Mas note-se que, no entanto, a Assembleia não era um governo
representativo. Nestes, só podiam participar cidadãos masculinos de Atenas, sendo
deixados de fora tanto as mulheres, como os escravos e os estrangeiros
(originários de outras cidades que não Atenas).
Assim, de 460 A.C. até à sua morte, em 429 A.C., Péricles dominou os
assuntos ligados com Atenas. Durante este período, foi sempre eleito como um dos
10 Generais, que eram os estrategos de Atenas. O mais espectacular destas
eleições é que foram sempre efectuadas pelo conjunto da comunidade cívica
Ateniense, o que denota bem o modo como Péricles conseguiu convencer o povo a
marchar pelo caminho que ele ditava.
A política de Péricles consistia em continuar as reformas democráticas em
Atenas bem como expandir a sua importância no centro e norte da Grécia. Devido à
grande paixão que Péricles nutria pela sua Atenas, após o fim das guerras Persas
em 448 A.C., os 15 anos seguintes foram passados na evolução de Atenas como o
centro cultural do mundo. Isto foi feito com a entrada de muito dinheiro, vindo das

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cidades-estado que formavam a liga de Delos, que tinha inicialmente sido formada
com um objectivo militar: continuar no mar as hostilidades contra a Pérsia, libertar
as cidades helénicas ainda submetidas pelo Rei e tornar impossível uma nova
invasão da Grécia pelos Persas.
Devido a Atenas ter um papel de destaque nesta Liga, devido à sua grande
frota, tinha o comando das operações militares, donde resultava o livre uso das
finanças da liga. Estas iam sendo engrossadas com o contributo das outras cidades-
estado que, como não tinham uma frota moderna, em vez de contribuírem com
navios, contribuíam com dinheiro. Com o fim da Guerra com os Persas, Péricles usou
este mesmo dinheiro para reconstruir Atenas (muito fustigada durante as Guerras
Persas).
Ao mesmo tempo que ia reconstruindo e embelezando Atenas, com inúmeros
templos (entre eles o Parténon e o templo de Atena-Niké, cuja fotografia está
acima), Péricles ia dando trabalho a inúmeros habitantes de Atenas, o que lhe
granjeava elogios de todos os sectores da população, tanto das classes altas,
devido à elevação de Atenas como centro cultural do Mundo, bem como das classes
mais desfavorecidas, com a criação de novos postos de trabalho.

8-Os direitos dos cidadãos: insonomia, isocracia e isegoria


Fundamento dos regimes democráticos, a igualdade entre todos os cidadãos.
Em 1º lugar, a igualdade perante a lei ou insonomia. A nenhum cidadão são
concebidos privilégios baseados na riqueza ou no prestígio da sua família
Em 2º lugar, a igualdade de acesso aos casos políticos ou isocracia. Todo o
cidadão ateniense tinha o direito e o dever de participar no governo da polis. Todos
tinham igual direito de voto.
Em 3º e ultimo lugar, o igual direito de todos ao uso da palavra ou
isegoria. Nas assembleias, nos tribunais ou no exército das magistraturas, todos
podiam defender livremente as suas opiniões.
Introdução das mistoforias por Péricles.

9-Os órgãos do poder legislativo, poder executivo e poder judicial na


democracia Ateniense
PODER LEGISLATIVO
A ECLÉSIA OU ASSEMBLEIA POPULAR
Assembleia de todos os cidadãos. Competia à eclésia discutir e votar as leis,
decidir da paz da guerra, apreciar a actuação dos magistrados ou deliberar sobre
outro qualquer assunto que respeitasse ao governo da cidade

-UMA ASSEMBLEIA
A Bulé ou conselho dos 500
Poder legislativo (fazer as leis), uma vez que elaborava as propostas do rei e
toma decisões correntes. Formavam este concelho 500 membros, sorteados
anualmente, à razão de 50 por tribo. Ninguém podia ser membro da bulé mais de
duas vezes na vida

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PODER EXECUTIVO
DOIS MAGISTRADOS
Os Estrategos
10 magistrados eleito anualmente. Os únicos magistrados eleitos com base
na sua competência. Funções militares. Comandavam a marinha e o exército
Os Arcontes
10 magistrados, sorteados anualmente. Presidiam aos tribunais. Competia-
lhes as funções religiosas e judiciais. Verificam as leis

PODER JUDICIAL
DOIS TRIBUNAIS
O Areópago
6000 juízes, sorteados anualmente. Tribunal formado por antigos arcontes,
normalmente pessoas de idade que exerciam o cargo vitaliciamente. Julga crimes
de homicídio, incêndios e envenenamentos. Questões religiosas
O Helieu ou tribunal popular
- 6000 juízes com mais de 30 anos, sorteados anualmente. Tribunal que julga
a maior parte dos processos

10-Comparação entre a democracia Ateniense e a democracia actual


Na democracia ateniense, só os cidadãos (homens com mais de 18 anos e
serviço militar cumprido) tinham direito de voto.
Viver em democracia significa poder exprimir livremente opiniões e ideias. Tal
como acontecia na Grécia Antiga, em que os cidadãos podiam exprimir-se
livremente através do seu voto.
Apesar das diferentes formas de governo de cada país europeu, os países
europeus partilham valores comuns, tendo-o, assim, manifestado ao assinarem a
Convenção Europeia de Salvaguarda dos Direitos do Homem e das Liberdades
Fundamentais, assinada em Roma, em 1950.
A democracia actual foi fundada por três acontecimentos fundamentais: a
Constituição e a Revolução Americana, a Revolução Francesa; e a Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão que veio a inspirar, mais tarde em 1948, a
Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU.
Em democracias representativas, os cidadãos elegem representantes e delegam
o exercício dos poderes num grupo profissional de profissionais que os
representam
Hoje, em muitas democracias, o direito de voto é garantido sem
discriminação de raça, grupo étnico, classe ou sexo. No entanto, o direito de voto
ainda não é universal. É restrito a pessoas que atingem uma certa idade,
normalmente 18.
Em Portugal, este é o tipo de democracia que se encontra em vigor.

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11-A importância da oratória no contexto da democracia directa


A oratória era o dom da palavra que permitia convencer e brilhar em
politica. Todo o cidadão devia estar preparado para apresentar propostas e
discuti-las na eclésia. Os oradores brilhantes desfrutavam de um elevado prestigio.
A protecção à democracia
Muitos políticos, mais interessados nos benificios que podiam conseguir para
si próprios do que no bem comum, aliciavam os atenienses com propostas pouco
sensatas e irrealizáveis para conseguirem o apoio popular. Então, o grande perigo
que a democracia receava era a tomada do poder por um só homem. Para o impedir
e para evitar excessivos confrontos pessoais entre os cidadãos, os legisladores
atenienses estabeleceram o ostracismo.
O ostracismo era quando os membros da eclésia escreviam, numa pequena
placa de barro, o nome de um cidadão que perturbasse o bom funcionamento
democrático. Caso se reunissem 6000 votos com o mesmo nome, o ostracizado
deixava a cidade por 10 anos.

12-Os limites da participação democrática


A Ática teria, na segunda metade do século V a.C., uma população de cerca de 400 000
habitantes. Destes, apenas 40 000 eram cidadãos atenienses. Juntamente com as mulheres
e filhos, os cidadãos deveriam formar um conjunto de 120 000 pessoas. Mas as mulheres
não contavam politicamente. Eram apenas mulheres, não eram cidadãs.
Tinham o estatuto de cidadão os indivíduos de sexo masculino, filhos de pai e mãe
atenienses, aos quais estavam reservados, a governação da cidade e outros privilégios
(casas, terras)
Os Metecos atingiam 70 000 a 90 000 habitantes. Os Metecos tinham participação na vida
politica mas não eram considerados cidadãos.
Por fim, em maior quantidade, 200 000 escravos despojados de todos os direitos e até da
sua condição de ser humano
Resumindo:
• regime politico que diz que todos os cidadãos são iguais, no entanto isso não
acontecia porque a democracia funcionava só para um pequeno grupo, visto que a
participação democrática estava, reservada a uma escassa minoria, em que
mulheres, escravos e Metecos não tinham o direito de intervir porque não eram
detentores de cidadania e de acesso aos cargos políticos. As mulheres não eram
donas de si mesmas, porque alguém teria que ter a sua tutela. Os Metecos estavam
impedidos de participar no governo, desposar uma ateniense e possuir terras e
bens. Porem, eram obrigados a pagar impostos.
• Existência de escravatura: os escravos não tinham qualquer direito, nem eram
considerados seres humanos
• Imperialismo ateniense, Atenas tentou impor pela força o seu regime político a
outras cidades da liga de Belos
• Excessiva valorização das leis e decisões colectivas com constante mudança dos
magistrados, manipulação do povo nas assembleias e escolha por sorteio, o que
permitia que muitos mais cidadãos mal preparados acedessem a cargos políticos.
• Ostracismo não permitia a liberdade de expressão porque as pessoas eram expulsas
por motivos "parvos" e não se podiam defender

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13-Descreve as grandes manifestações cívico-religiosas: Panateneias,


Dionisíacas, Jogos.
Os jogos
Os Jogos Pan-Helénicos têm uma origem religiosa que se perdeu no tempo.
Para os olímpicos eram uma tripla celebração. Eram uma forma de devoção aos
deuses, por isso realizavam-se em santuários, e proclamava-se tréguas sagradas
enquanto decorriam. Eram celebrados Zeus, Hércules e Pélops, o primeiro
vencedor. A primeira Ode Olímpicanarra a sua vitória. Segundo a lenda, os
primeiros jogos terão sido disputados por volta do ano 884 a. C.
Disputaram-se durante mais de doze séculos, sempre de quatro em quatro
anos, no período de lua cheia que se seguia ao solstício de Verão. A constância da
sua realização estará na origem do calendário grego, estabelecido cerca de um
século depois, permitindo que se fixassem para a posteridade as datas dos
acontecimentos mais importantes. Congregavam todos os cidadãos helénicos livres
(gregos) de todo o Mediterrâneo.
No mês de Agosto a cidade de Elíde, onde se situava Olímpia, mandava
arautos por toda a Grécia, para anunciar as tréguas sagradas. As festas duravam
cinco dias (pelo menos assim seria a partir de 472 a. C.). Subsiste ainda a lista dos
vencedores no estádio até 217 a. C., contudo estas mantiveram-se até 393, altura
em que o imperador Teodósio proibiu todos os jogos pan-helénicos.
O prémio destes jogos era uma coroa de folhas de oliveira ou azambujeiro,
símbolos de Hércules. Não havia qualquer tipo de recompensa material, mas o maior
prémio seria a glória e a exaltação da honra. Estes jogos ressurgiriam nos tempos
modernos, quinze séculos depois, em 1896, por iniciativa do barão francês Pierre
de Coubertin.
Os Jogos Píticos eram os segundos jogos mais importantes. Celebravam-se
em Delfos no mês de Agosto, também de quatro em quatro anos, alternando com os
anteriores. Desde 582 a. C. estas festividades eram celebradas em honra do deus
Apolo.
Os Jogos Ístmicos, a partir de 581 a. C., eram celebrados em Abril do
segundo e do quarto ano das Olimpíadas; realizavam-se em honra de Poseidon, deus
do Mar. No século IV a. C., os jogos perderam parte do seu prestígio com a
admissão de concorrentes profissionais, que vieram por completo substituir os
amadores.
Neste tipo de manifestações desportivas e de carácter religioso, deu-se
também o desenvolvimento da Poesia, da Música, da Retórica e da Escultura, uma
arte que servia inclusivamente para dignificar os vencedores.
Existia na Grécia clássica outro grupo de jogos, denominados Festivais
Áticos, que compreendiam as Panateneias, as Antestérias, as Leneias, as
Dionisíacas Rurais e as Dionisíacas Urbanas.

As Panateneias
As Panateneias eram festividades assim chamadas por designarem as
"Festas da deusa Atena", em várias localidades, no mês de Julho e assumiam um

7 Adaptação, Isabel Valente


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carácter cívico pois ao glorificaram a deusa, valorizavam também a cidade que ela
protegia.
Estas celebrações foram reformuladas por Pisístrato; eram de
periodicidade anual, mas, de quatro em quatro anos no terceiro ano das Olimpíadas,
atingiam uma maior solenidade. Estas eram chamadas as Grandes Panateneias, que
duravam 2 semanas. Nelas tinham lugar a corrida nocturna dos archotes, e depois,
de madrugada, uma procissão que reunia todas as forças vivas (cidadãos) da cidade.
O objectivo principal da procissão era levar à deusa o peplos bordado pelas
raparigas encarregues de o fazerem.
Havia uma hecatombe (sacrifício de animais) em honra de Atenas (no mês do
Hekatombeiôn) e competições variadas que incluíam regatas, concursos de música e
de beleza, a recitação de poemas homéricos e os jogos panatenaicos. Estes últimos
constavam de provas atléticas onde os vencedores eram recompensados com a
coroa de oliveira e as ânforas panatenaicas.

As Grandes Dionisíacas
As Dionisíacas Urbanas ou Grandes Dionisíacas eram os festivais mais
recentes, mas também os mais importantes, celebrados na Primavera em Março
para honrar Dioniso “Dionysos Eleuthereus”, cuja imagem era transportada para o
seu antigo templo no interior do Teatro da Acrópole. De entre as suas cerimónias o
acto mais significativo era a integração do drama, um género literário muito
relacionado com o culto dionisino.
Havia também a celebração de cortejos e a coroação dos beneméritos da
cidade; todavia, o centro das festividades era as representações dramáticas
durante cinco dias. Era representada uma comédia por dia, precedida em três dias
pelas tragédias e em dois pelos ditirambos. Deram origem ao teatro, nas suas duas
vertentes: a tragédia e a comédia.

14-Analisa o pensamento dos grandes “pensadores”, Sócrates, Platão e


Aristóteles.
Sócrates é considerado o marco divisório da historia da filosofia grega, apesar de
nada ter escrito, ele renovou todo o pensamento filosófico. Com a maiêutica e a
dialética chegaríamos à verdadeira sabedoria, opôs-se aos sofistas (que utilizavam
a arte de persuadir e argumentação). A pergunta essencial à qual ele tentava
responder era “O que é a essência do homem?” E respondia dizendo que o homem é
a sua alma, entendendo-se “alma”, aqui, como a sede da razão, o eu consciente, que
inclui a consciência moral e intelectual, que por sua vez distingue o ser humano dos
outros seres . Por isso o autoconhecimento era um dos pontos principais da
filosofia Socrática, tanto que a recomendação básica de Sócrates ao seus
discípulos era “Conhece-te a ti mesmo.”.
Discípulo de Sócrates, Platão (427-347) estabeleceu o programa filosófico
para quantos se lhe seguiram. Dividiu o mundo num reino do ser eterno e um reino
das aparências cambiantes. O reino das aparências é uma caverna, em que
estamos sentados de costas para uma fogueira flamejante, enquanto entre nós e o
fogo vão desfilando figuras reais. Nós, porém, apenas vemos as suas trémulas

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sombras projectadas na parede. Estas são a nossa realidade. E é esta a famosa


alegoria da caverna de Platão. A realidade verdadeira consiste nos arquétipos
ideais, dos quais as coisas concretas não são mais do que reflexos. Platão designa
estes arquétipos por ideias. Com esta subdivisão do mundo em aquém e além, Platão
funda a metafísica (para além do físico e da física) e o idealismo. Se bem que a
percepção sensível nos condene a sermos prisioneiros do reino das sombras, das
aparências, sempre existem pontos de contacto com o mundo das ideias.
Além disso, podemos sacudir as nossas limitações a nível sensorial ao alcançarmos
estados visionários, dando asas à nossa alma. Nessas alturas aproximamo-nos do
estado de alma anterior ao nosso nascimento e recordamos o reino das ideias, do
qual a nossa alma provém e em que ela participa quando pensa. As próprias ideias
constituem uma espécie de sistema gravitacional de corpos celestes, com uma
força de atracção similar à de um Sol, em torno dos quais gravitam pequenas
ideias-satélite. O Sol central é a ideia da trindade (tri-unidade) do bom, do
verdadeiro e do belo. Assim sendo, a filosofia de Platão não distingue entre
doutrina moral (ética), teoria do conhecimento (gnoseologia) e teoria da arte
(estética).
Discípulo de Platão, Aristóteles (384-322) é, por assim dizer, o irmão
gémeo realista e idealista de Platão. No entanto, ele não abole a diferença entre o
mundo das ideias e o mundo das aparências; em vez disso, generaliza-os. Para tal,
ele introduz uma alteração pequena, mas significativa: já não fala da ideia e da
aparência, mas sim da forma e da matéria. Esta nova diferença já não subdivide
dois mundos, mas encontra-se agora em qualquer lugar dentro do mesmo mundo: o
barro é a matéria e o tijolo é a forma. Ora, acontece que essa forma pode
novamente tornar-se a matéria de outra forma: o tijolo é a forma para o barro,
mas matéria para a casa. A forma pura, que constitui ao mesmo tempo o mais raro
e o mais real de tudo, é o espírito divino. Ele é a causa primeira que faz com que a
matéria se converta em forma; em todas as outras coisas, a forma e a matéria
encontram-se misturadas. Deste modo, também se encontra resolvido o problema
da relação entre o corpo e a alma. A alma é forma, ao passo que o corpo é
matéria.
Resumindo:
Com estes pensadores a acção artística passou a ser motivo de interrogação
filosófica e converteu-se em ritmo e harmonia, numa imitação do Homem e da
Natureza. Platão e Aristóteles foram os primeiros a aproximar-se da noção de
“belo”, desenvolvida nas suas obras Diálogos e Poética, respectivamente.
Platão acentuou a permanente idealização do belo – de um belo
transcendente e metafísico –, situando o artista como um mediador entre a
realidade e o mundo das ideias.
Por seu lado, Aristóteles valorizou a realidade e o seu conhecimento, residindo a
essência da arte na harmonia, simetria e perfeição existentes na Natureza.
Partindo das suas teorias, coube aos artistas gregos definir uma
organização formal, estrutural e expressiva da obra, cujo fim supremo era atingir
a beleza ideal. Este conceito resultava de uma relação numérica pertencente a uma
ordem universal superior, e conseguir formas agradáveis, proporcionais e

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equilibradas, era estar conforme essa ordem e harmonia universais que regulavam o
equilíbrio entre o Homem e o Cosmos.

15-A Batalha de Salamina (480 a.C.)


Após a morte de Dario, rei dos Persas, em 486
a.C., sucedeu-lhe Xerxes, seu filho, que com uma
atitude imperialista pretendia continuar com o plano
de conquistar as cidades da Ásia Menor e da Grécia
continental.
Com o objectivo de conquistar a Grécia, Xerxes preparou um vasto exército
com uma infantaria bem equipada e com 1207 barcos, em que a sua tripulação
reunia persas, assírios, árabes, egípcios, lídios e indianos.
Entretanto formou-se a Liga de Delos constituída por várias cidades gregas
como Atenas, Esparta e Egina que se uniram e preparam para oferecer resistência.
O exército de Xerxes, saindo da Pérsia, atingiu a margem do continente
vizinho, passou o Estreito de Helesponto (antigo nome do estreito de Dardanelos
na Turquia) e preparou-se para a conquista.
Na passagem por Termópilas derrota os Espartanos e ao chegar á Península
da Ática derrota também os atenienses e destrói grande parte da cidade de
Atenas.
Alguns atenienses conseguem fugir para a ilha de Salamina (Costa
Ocidental da Ática, Golfo da Egina), onde se refugiam.
Temístocles (comandante chefe da frota ateniense), com grande astúcia,
consegue atrair o exército de Xerxes para a zona de Salamina, pois pensava que aí
seria fácil derrotá-los.
Xerxes e a sua armada entram no Golfo de Salamina, no dia 29 de Setembro de
480 a.C., onde os esperam cerca de 300 barcos gregos (trirremes), leves, ágeis e
velozes, que os cercaram, deixando-os sem espaço para manobras.
Os gregos, apesar da diferença numérica em relação aos persas e do grande
poder bélico deste povo, conseguiram vencê-los com inteligência, estratégia,
coragem e velocidade.
Esta vitória e o fim das Guerras Persas garantiram á Grécia a sua
independência em relação aos persas.
Atenas é considerada a salvadora da Grécia e assume a liderança e a
hegemonia ao criar a Liga de Delos (478 a.C.).
A cidade foi reconstruída e assegurou a sua protecção com a construção de
muralhas á volta do Porto do Pireu. No entanto, não conseguiu criar uma união pan-
helénica e a rivalidade entre Esparta e Atenas revela ser a causa do fim da Grécia.

Os elementos básicos da arquitectura Grega.


A arquitectura grega é essencialmente uma arquitectura religiosa. Embora construíssem
casas, edifícios públicos ou muralhas, os Gregos reservavam para os templos os projectos
mais minuciosos e os materiais mais ricos, geralmente o mármore. Apesar de se

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encontrarem em ruínas, os templos gregos continuam a transmitir, a quem os vê, a


proporção e a harmonia que, segundo o espírito clássico, distinguiam as coisas belas. O que
primeiro nos chama a atenção nos templos é a singeleza das suas linhas. Os Gregos não
desconheciam o arco mas, nos seus edifícios, raramente utilizaram linhas curvas.
Construíram a partir do sistema trilítico, isto é, dois suportes verticais (as colunas) unidos
por uma laje horizontal (a arquitrave). Esta base construtiva, extremamente racional, dá
aos templos uma grande simplicidade, embora saibamos que eles eram pensados até ao mais
ínfimo pormenor.
Na Grécia, a arquitectura era uma arte de números, à qual só as regras matemáticas
podiam garantir a perfeição. Esta ideia levou à criação de ordens arquitectónicas, que
definiam as medidas exactas de cada um dos elementos do edifício.
Rectangular e baixo dominado pela perspectiva horizontal, utilizava a coluna como principal
elemento decorativo e estrutural. O frontão era ricamente decorado com baixos-relevos
alusivos aos deuses, heróis e mitos.
Estilos dóricos, jónico e coríntio.

Templos e Arquitectos
O Pártenon, Ictino e Calícrates com Fídias como supervisor geral.
O Templo de Atena Niké e o Erectéion, Calícrates.
O Templo de Zeus em Olímpia.
O Templo Antigo da Acrópole.
Santuário de Asclépio em Epidauro.

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