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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA


DEPARTAMENTO DE FÍSICA

CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA

NOME: MARCIO GUILHERME CIRQUEIRA RIBEIRO


PROFESSOR: Drº CARLOS ALBERTO
DISCIPLINA: EXPERIMENTOS DE FÍSICA 3

São Luís – MA
2019
Sumário

1. INTRODUÇÃO………………………………………………………………………… 03
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA………………………………..……………………. 03
3. OBJETIVO……………………………………………………..………………………. 06
4. MATERIAIS…………………………………………………...……………………….. 06
5. PROCEDIMENTO………………………………………………..…………………… 07
6. CONCLUSÃO…………………………………………………………………………. 08
REFERÊNCIAS…………………………………………….…………………………. 09
1. INTRODUÇÃO

Sabe-se que a agulha de uma bússola se orienta no sentido do campo magnético


da Terra. Esse campo é gerado por uma combinação do movimento de rotação e a
convecção no núcleo fluido da Terra. As linhas de Campo se assemelham às linhas de
campo de um dipolo magnético, como mostra a figura 1. Como as linhas de um dipolo são
orientadas do polo norte para o polo sul magnético, vemos que de fato, aquilo que se tem
como polo norte da Terra está próximo as sul magnético da Terra. Na verdade, a agulha
da bússola se alinha com a componente horizontal do vetor campo magnético da Terra,
ou seja a componente que tangencia a superfície da Terra numa dada latitude e longitude.
Representamos essa componente como B⃗ t .

Figura 01

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Suspendendo-se uma agulha magnética de tal modo que ela possa girar
livremente, ela se orienta numa direção perfeitamente determinada. Este comportamento
da agulha magnética, leva-nos a admitir a existência de um campo magnético terrestre. É
sabido que as linhas de fluxo de um campo magnético num ímã, são sempre dirigidas de
sul para norte. Dessa forma, o sul magnético da agulha se alinha com o norte geométrico
e o norte magnético da agulha com o sul geométrico. Este fenômeno ocorre porque o
vetor indução magnética B, assumirá valores diferentes para diferentes valores do vetor
indução magnética gerado pelo solenoide.

Figura 02
Portanto a relação entre o vetor indução magnética da terra e o vetor indução
magnética do solenoide, fornecerá o vetor da tangente do ângulo de deflexão ∅, sofrido
pela agulha da bússola, conforme a relação:
B
tan (∅ )=
Bt

Uma maneira de garantir esta homogeneidade, é usar as bobinas que obedecem a


configuração de Helmholtz. Esta configuração é estabelecida por duas bobinas com
números N, de raio R, com eixo perpendicular à referida componente Terrestre, com a
bússola colocada exatamente no Centro entre as das bobinas.

Figura 03

As bobinas de Helmholtz são duas bobinas que obedecem as seguintes condições:

a) Devem ser circulares, de mesmo raio R, mesmo número de espiras N e percorridas


pela mesma corrente i.
b) Devem ser paralelas, com eixo longitudinal passando pelos seus centros.
c) A distância entre os centros das bobinas deve sempre ser igual R.

A forma analítica de se obter o vetor campo magnético ⃗ próximo a uma corrente I é


B
dada pela lei de Biot-Savart:
Figura 04

⃗=
B
μ0 ∫ d ⃗L×^r
4π r2

Onde μ 0=4 π ⋅107 Tm / A é a permeabilidade magnética do vácuo. A unidade SI


para medir a intensidade de campo magnético é o tesla (T): 1 T = N/ Am.

Para deduzir a expressão que descreve o campo gerado pela bobina de Helmholtz,
consideramos inicialmente uma bobina de seção circular de raios R, com N espiras,
percorridas por uma corrente i qualquer. Neste caso simples, o módulo do vetor indução
magnética num ponto P do eixo da bobina, situada à distância x do centro da mesma,
será dado por:
⃗ = μ 0 i⋅dl
dB
4 π (z 2 + R2)

As componentes do vetor campo magnético dB são:

μ 0⋅i dl R
dB z=dB⋅cos θ =
( 4 π ) (z + R ) ( z + R2)(1/ 2)
2 2 2

μ ⋅i dl R
dB y =dB⋅sin θ = 0
( 4 π ) ( z + R ) (z + R2)(1/ 2)
2 2 2

Este problema apresenta simetria rotacional em torno do eixo Oz. Para cada
elemento dl, existe um elemento correspondente do lado oposto da espira, com sentido
oposto. Estes dois elementos opostos fornecem contribuições iguais para a componente
B z do campo magnético, porém fornecem contribuições que se anulam para as
componentes na direção perpendicular ao eixo Oz. Para obter a componente B z do
campo magnético, a equação deve ser integrada ao longo de toda a extensão da espira,
μ ⋅i
∫ dB z =∫ dB⋅cos θ =∫ ( ( 4 0π ) ( z2 dl R
+ R ) ( z + R 2)(1 /2)
2 2
)
μ ⋅i R
B z =∫ ( 0 dl)
( 4 π ) ( z 2 + R2 )(3 /2)
Como a integração é feita ao longo do perímetro da espira, todas as grandezas
exceto dl , são constantes.
μ ⋅i R
Bz= 0
(4 π ) ( z + R2)(3 / 2)
2 ∫ dl
A integral de dl é o comprimento da circunferência, ou seja:
∫ dl=2 π R
Assim, o valor do campo magnético B z ao longo do eixo da espira é,
μ ⋅i R
Bz= 0 2π R
(4 π ) ( z + R2)(3 / 2)
2

μ ⋅i R2
Bz= 0
2 (z 2 + R2 )(3/ 2)
⃗ =μ 0 N i R2
B (3)
(2( R2 + x 2)(3 /2) )

Considerando então as bobinas, teremos x=R/2 , e o módulo do vetor indução


magnética das duas bobinas, neste ponto será calculado considerando o campo gerado
pelas duas bobinas simples, ou seja multiplicando a expressão (3) por dois, resultando
em:
⃗ R2
B =2( μ 0 N i )
(2(R2 + x 2)(3 /2 ))

( μ 0 N i) 4 (3/ 2)
BH= ( )
R 5

E temos a relação entre o vetor indução magnético da terra e o vetor indução


magnética do solenoide, fornecerá o valor de tangente do ângulo de deflexão, sofrido pela
agulha da bússola conforme a relação:
B
tan ϕ = B
BT

3. OBJETIVOS

Este experimento tem como objetivo medir o campo magnético terrestre através de um
aparato experimental no qual utilizamos uma fonte ajustável, um potenciômetro, um
multímetro, duas bobinas e uma bússola.

4. MATERIAIS

• Duas bobinas de helmholtz


• Uma bússola
• Potenciômetro
• Fonte
• Multímetro
5. PROCEDIMENTO
Para esse experimento associamos a fonte ajustável um potenciômetro, um
multímetro e duas bobinas de 154 espiras e raio 20 cm em série como ilustra as imagens
a seguir:

Figura 05

Com o multímetro em série medimos a corrente elétrica através do circuito, e com a


bússola medimos a inclinação da agulha em relação ao polo norte terrestre, ajustando a
corrente através do potenciômetro.

θ ( graus) Bz Bz
05 2.87⋅10−3 7.07⋅10−7
10 5.73⋅10−3 1.41⋅10−6
15 8.61⋅10−3 2.12⋅10−6
20 12.14⋅10−3 2.99⋅10−6
25 15.31⋅10−3 3.77⋅10−6
30 18.74⋅10−3 4.62⋅10−6
35 22.7⋅10−3 5.59⋅10−6
40 28.7⋅10−3 7.07⋅10−6
45 33.1⋅10−3 8.16⋅10−6
50 38.6⋅10−3 9.44⋅10−6
55 54.3⋅10−3 1.34⋅10−5
60 69.1⋅10−3 1.7⋅10−5
65 82⋅10−3 2.02⋅10−5
70 105⋅10−3 2.59⋅10−5
75 160⋅10−3 3.94⋅10−5
Gráfico 01

6. CONCLUSÃO

Ao ligar as extremidades da bobina a uma pilha, estabelece-se uma corrente em


suas espiras e essa corrente cria um campo magnético no interior e exterior da bobina. A
orientação das linhas de indução desse campo é indicada pela agulha magnética
colocada nas proximidades da bobina. Quando o sentido da corrente nas espiras é
invertido, observa-se que a orientação da agulha magnética também se inverte, indicando
que as linhas do campo magnético mudam de sentido. Comparando os resultados
encontrados na literatura com o calculado experimentalmente, vimos que o erro relativo é
de:

B (teórico)=1×10−5 T
B z ( experimental)=1.032549×10−5 T
|B−B z| |1×10−5−1.032549×10−5|
ERRO RELATIVO= 100 %= ×10−5 100 %=3.59%
B 1

No qual encontramos um erro relativo muito pequeno, comprovando assim a teoria


encontrada na literatura.
REFERÊNCIAS

[1] Curso de Física Básica – Volume 3 – Eletromagnetismo, Nussenzveig, Moysés,


Edgard Blütcher