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Òrìsà Orí. Sua cabeça é um deus, e é ela que te guia.

Pedra angular do culto aos Òrìsàs entre os yorubás, Orí [a cabeça] é considerada uma
divindade pelos povos yorubás, pois através dela criamos e modificamos o mundo e a
realidade à nossa volta:

É a partir da cabeça interior (Orí Ìnú), isto é, o cérebro, que falamos, ouvirmos, enxergamos,
nos locomovemos, aprendemos e transmitimos conhecimentos, damos e recebemos
conselhos.

O conceito de vida humana é associado ao início e término das atividades cerebrais. Porém, o
conceito de Orí , na filosofia Yorubá, vai além da lógica neuro anatômica, pois no Orí estão
impressas as características fundamentais da personalidade e da identidade do sujeito,
incluindo aí o seu caráter [Ìwá], seus medos, suas qualidades, seu jeito singular de ser no
mundo com os outros.

Na visão Yorubá, no Orí também está o Destino da pessoa (as coisas que irá passar e as que
jamais alcançará, mas também aquelas coisas pelas quais ele terá que lutar para alcançar) . No
Orí também habita a parte que o sujeito desconhece sobre si mesmo e com a qual em algum
momento da vida terá que se deparar.

Podemos dizer que o culto aos Òrìsàs, ou seja, a natureza, é inteiramente relacionado ao
culto de Ori , pois cada um de nós é parte da Natureza. Como tudo na natureza é questão
atômica de vibração molecular, é preciso também fortalecer Ori através do ritual denominado
Borí (Ebó Orí = Oferenda à Cabeça.

Assim, iniciar-se no candomblé também é descobrir Orí, ou seja, o lado desconhecido sobre si
mesmo e sobre a história que o antecede, seu deus Individual e particular que vai orientar e
acompanhar sua vida, auxiliando suas escolhas, e mostrando o Caminho. É indispensável que
todo aquele que se inicie no candomblé cuide do seu Orí, isto é , de sua cabeça, e de si mesmo.

P.s.1: o obrigacionado que

faz uso de medicação NÃO deve suspendê-la durante preceitos de obrigação, pois a saúde do
ori é indispensável e fundamental.

P.s. 2 - por constituir a família de Ọbàtálá, todas as cerimônias de Orí são Funfun, isto é, uso
indispensável do branco , nas roupas e nos segredos da obrigação.