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Comunicação Empresarial - UVB

Aula 15
Figuras de Linguagem
figuras de palavras, de pensamento e de construção

Objetivos da Aula

Os objetivos desta aula visam fornecer a você elementos


que possibilitem-no planejar melhor suas estratégias de
comunicação.

Ao final desta aula, você deverá estar apto a planejar mais


adequadamente as suas estratégias de comunicação, bem como saber
como criar e produzir diferentes estruturas de documentos técnicos.

Intrudução
Nesta aula, iremos identificar nos textos empregados certas figuras
de linguagem, presentes tanto na expressão da palavra quanto na
expressão do pensamento.

Veremos que estes recursos lingüísticos poderão ser empregados de


modo criativo, e respeitando as regras comunicativas essenciais.

De um modo geral, a gramática é o conjunto de regras que estabelecem


o uso da língua dentro um padrão ou norma culta.

Certos desvios eventuais da norma culta podem ter duas causas


importantes, a saber:

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a)O usuário da língua (o falante) afasta-se das regras normais porque


objetiva enfatizar sua mensagem, dando-lhe uma forma original,
criativa; e

b)O usuário da língua pode afastar-se da norma culta por


desconhecer os mecanismos da própria língua.

A conclusão é óbvia: a primeira causa é o desvio perfeitamente justificável


porque daí se originam as figuras de linguagem; a segunda causa do
desvio deverá ser sanada pelo estudo, evitando-se os principais vícios
de linguagem, que abordaremos no final do curso.

Aqui, agora, iremos apenas nos limitar a uma revisão sintética das figuras
de linguagem.

Antes de mais nada, vejamos uma observação de aspecto muito


importante. Pode-se dizer que, as figuras de estilo são modos de falar e
escrever que dão mais beleza, mais graça e mais força à expressão.

Portanto, ao estudá-las não se restrinja apenas a decorar seus nomes.


Procure entendê-las, saboreando-lhes o sentido conotativo e, o que é
ainda mais importante, recolhê-las de suas leituras literárias, para depois
empregá-las na suas composições escritas, se possível, dando-lhes nova
feição expressiva.

Figuras de palavras
As figuras de palavras caracterizam-se por apresentarem sempre dois
elementos: um termo real e outro ideal. Vejamos alguns dos casos em
que estes elementos podem aparecer com freqüência:

1. Comparação ou símile: estabelece uma comparação entre


os dois elementos por meio de uma qualidade que é comum
aos dois, ou seja, quando os dois elementos aparecem ligados
pela conjunção como;

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Exemplo:

A bola entrou como um raio.

2. Metáfora: consiste em comparar dois seres por intermédio


de uma qualidade atribuída a ambos. Vem a ser uma
comparação, mas sem a presença da conjunção como;

Exemplo:

A vida é como um combate. (comparação)


A vida é um combate. (metáfora)

3. Catacrese: consiste em dar um novo sentido a um termo já


existente, fazendo com que ele passe a designar um outro
ser semelhante. Não deixa de ser o emprego abusivo ou
indevido de um termo. Catacrese quer dizer abuso;

Exemplo:

Ele descansava nos braços da poltrona.


Doía-lhe a barriga da perna.

4. Metonímia (e sinédoque): consiste em substituir o sentido


de uma palavra pelo sentido de outra com a qual ela apresente
relação constante;

Exemplo:

•Ganhar o pão com o suor do rosto. (suor em vez de trabalho)


Neste caso, houve o emprego do efeito pela causa.
•Ele completou quinze primaveras. ( primaveras em vez de anos)
Neste caso, houve o emprego da parte pelo todo.
•“A resposta foi o povaréu levantar Ponciano entre gritos e algazarra”.
(José Cândido de Carvalho)Neste caso, o todo é tomado pela parte.

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• “Andava com o peito entreaberto na blusa.” (Rachel de


Queiroz).
Neste caso, o continente foi tomado pelo conteúdo.
• Vejo que leu José de Alencar, mas nunca Machado de
Assis.
Neste caso, o autor é tomado pela obra.
• “Acendeu um goiano.” (Alcântara Machado)
Neste caso, a marca é tomada pelo produto.
• As batinas civilizaram o Brasil.
Neste caso, a coisa possuída é tomada pelo possuidor.
• O marfim de teus dentes.
Neste caso, o concreto é substituído pelo abstrato.

5. Perífrase (ou autonomásia): é uma espécie de metonímia,


porque consiste na substituição de um nome próprio por
uma circunstância ou qualidade a qual ele se refere;

Exemplos:

O Genovês será herói ou vilão? (Genovês = Colombo)


A Cidade-Luz continua bela e majestosa. (Cidade-Luz = Paris)

6. Sinestesia: consiste em se misturar numa mesma expressão


sensações percebidas por diferentes sentidos ao mesmo tempo.

Exemplos:

“Aqueles dias de luz tão mansa.” ( Mário Quintana)

Figuras de pensamento
Representam operações do pensamento, com muita emoção, paixão
e imaginação.

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1. Apóstrofe: consiste na interpelação a alguém em meio ao


discurso;

Exemplos:

“ Ó espíritos errantes sobre a terra!


Ó velas enfunadas sobre os mares!
Vós bem que sabeis quanto sois efêmeros.” ( Castro Alves)

2. Antítese (ou contraste): consiste na oposição de duas ou


mais idéias ou pensamentos. Quando a oposição é extrema,
ela é chamada de paradoxo;

Exemplos:

“Desculpem-me por ter sido longo porque não tive tempo de ser
breve”. (Pe. Vieira) (antítese)
“Eles diziam mais do que os estóicos:
Dor – tu és um prazer!
Grelha – és um leito!
Brasa, -- és uma gema!” (Castro Alves) (paradoxo)

3. Hipérbole: consiste no exagero da expressão para reforçar uma


idéia;

Exemplos:

“ Vida que eterna, ainda seria pouca.”(Alphonsus de Guimaraens)


“Sabia de cor mil e trezentas orações.”(Antônio Nobre)

4. Prosopopéia (ou personificação): consiste no fato de se


atribuir características de seres vivos a seres inanimados;

Exemplos:

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5. Ironia: ocorre quando dizemos o contrário do que


pensamos;

Exemplos:

Eis o grande esforço que fizeste: tiraste nota dois na prova.

6. Eufemismo: consiste no abrandamento de Expressões duras


e rudes;

Exemplos:

Ele sofria do mal de Hansen. ( = lepra)


Ela passou desta pra melhor vida. ( = morreu)
“Todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.”
(Machado de Assis) ( = morreram)

7. Amplificação: consiste em enumerar as qualidades de um


ser de tal modo que elas vão se ampliando e se somando;

Exemplos:

“A vida é o dia de hoje,


A vida é ai que mal soa,
A vida é a sombra que foge’
A vida é a nuvem que voa.” (João de Deus)

8. Gradação (ou clímax): consiste na apresentação de idéias


em progressão ascendente ou descendente.

Exemplos:

“Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta tudo digere,
tudo acaba.”
(Pe. Vieira)

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“Vive só para mim, só para minha vida


Só para o meu amor!” (Olavo Bilac)

Gradação em Gêneros Literários:

Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,


O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...

E a minha vida ficava


Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folha...

O vento varria as luzes


O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...

E a minha vida ficava


Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas,

de cânticos.

O vento varria os sonhos,


E varria as amizades...
O vento varria as mulheres

E a minha vida ficava


Cada vez mais cheia
De afetos e mulheres.

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O vento varria os meses


E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!

E a minha vida ficava


Cada vez mais cheia
De tudo.

BANDEIRA, Manuel. Canção do vento... In: __. Estrela da vida


inteira. Rio de Janeiro: 5. ed., José Olympio, 1974. pp. 165-6.

Figuras de construção
As figuras de construção ou de sintaxe são as que alteram a estrutura
normal da frase, quer em concordância, regência ou colocação.
Vejamos algumas delas:

1. Anáfora: consiste na repetição de palavras ou frase no início


de versos ou de frases;

Exemplo:

“É preciso casar João,


é preciso suportar Antônio
é preciso odiar Melquíades,
é preciso substituir nós todos.” ( Carlos Drummond de Andrade)

2. Inversão: consiste na alteração da ordem normal dos termos


na oração, ou da alteração das orações do período. Chama-se
também anástrofe. Quando a inversão é violenta, forma-se
hipérbato;

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Exemplos:

“... imitar era o meio indicado; fingida era a inspiração, e artificial o


entusiasmo.” (Gonçalves de Magalhães)
“A grita se levanta aos céus da gente.” (Camões) (hipérbato)

3. Pleonasmo: é a palavra ou expressão redundante para tornar


a frase mais vigorosa e enfática. Não se trata, neste caso, de
pleonasmo vicioso;

Exemplos:

“Vi claramente visto, o nume vivo que a marítima gente tem por
santo.” (Camões)
“Quero converter-vos a vós..” (Pe. Vieira)

4. Polissíndeto: consiste na repetição intencional e enfática da


conjunção e;

Exemplo:

“Tudo lânguido, e vazio, e descampado e deserto.” (Graça Aranha)

5. Assíndeto:é a omissão da conjunção e ou conectivos adjetivos;

Exemplos:

“É o órgão da fé, o órgão da esperança, o órgão do ideal.” (Rui Barbosa)


“Eu tinha a fama, a palavra, a carreira política...” (Joaquim Nabuco)

6. Elipse: consiste na omissão de palavras ou expressões


facilmente subentendidas. Quando omitimos um termo
anteriormente expresso, no mesmo período, a elipse passa a
ser chamada de zeugma;

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“O mar – lago sereno,


O céu (é) – um manto azulado” (Casimiro de Abreu)
“Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida (tem) mais amores.”(Gonçalves Dias)

7. Anacoluto: ocorre em frase interrompida, quando então


se inicia um outro pensamento sem ligação alguma com o
anterior. O anacoluto mais exato e expressivo é sempre o
seguinte, causado pela emoção;

Exemplo:

“Trago-te flores, -- restos arrancados


Da terra que nos viu passar unidos
e ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.” (Machado de Assis)

8. Silepse: consiste em se fazer a concordância com a idéia


subentendida e não com a palavra expressa. A silepse pode
ocorrer nos seguintes casos:

a)no gênero: Vossa Alteza parece cansado.


b)no número: Grande parte dos alunos saíram.
c)e na pessoa: Todos os homens somos iguais.

Vícios de Linguagem
Vício de linguagem é qualquer infração que se cometa às normas
vigentes do idioma que falamos.

Para efeito didático, podemos sistematizá-los em dez tipos diferentes,


embora sejam possíveis outros tipos de infração:

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1. Barbarismo – é o erro de pronúncia, grafia ou forma de


palavras, tais como:

rúbrica em vez de rubrica


excessão em vez de exceção
abóboda em vez de abóbada
cidadões em vez de cidadãos

São barbarismos também a troca de parônimos (iminente por


eminente), flagrante por fragrante, etc.), o emprego de estrangeirismos
desnecessários (menu em vez de cardápio, etc) ou expressões viciadas
por outros idiomas (todos os dois em vez de ambos os dois: influência
do francês).

2. Solecismo – é o erro da sintaxe, isto é, concordância, regência


ou colocação;

Exemplos:

Houveram muitos problemas, em vez de Houve muitos...


Ele visava uma posição melhor, em vez de Ele visava a uma...
Esta fita é para mim ver, em vez de Esta fita é para eu ver.

3. Arcaísmo – é o erro no uso de palavras ou expressões que já


caíram em desuso;

Exemplos:

boticário em vez de farmacêutico


arreio em vez de enfeite
Vossa Mercê em vez de você

4. Plebeísmo: é o uso inadequado de palavras ou expressões


triviais ou de gíria;

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Exemplos:

O Corcovado é um troço...
O Pão de Açúcar é um negócio...

Observação: Há também a gíria bem empregada e oportuna que


não é um vício e constitui-se até em arte.

5. Pleonasmo vicioso: é a repetição de palavras e expressões


sem que haja necessidade, e nem intenção expressiva;

Exemplos:

Subiu para cima. Desceu para baixo.


Entrou para dentro. Saiu para fora.
Andava com os pés cautelosamente.
Teve uma hemorragia de sangue.

6. Ambigüidade: é a construção mal feita que permite duas ou


mais interpretações;

Exemplos:

O policial deteve o ladrão em sua casa.


Venceu o Brasil a Holanda.

7. Hiato: é a seqüência acumulada de vogais, produzindo som


desagradável;

Exemplos:

“Vai o aio à aula.” (Carlos Pereira)


Já há alguns anos...
Sou eu ou ainda é o outro?

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8. Cacófato: é o mau som produzido na junção de palavras,


que pode produzir palavra ridícula e até obscena;

Exemplos:

Você viu a boca dela?


Meu coração por ti gela...
Ganho dez mil cruzeiros por cada serviço.

9. Colisão: é a seqüência das mesmas consoantes numa frase;

Exemplos:

Eram comunidades camponesas com cultivos coletivos.

“O rato roeu a roupa da rainha.”

10. Eco: é o uso na frase de palavras que rimam sem intenção


expressiva.

Exemplos:

O superior dava valor ao seu inferior.

Neste momento tenho um sentimento de contentamento.

Nesta aula realizamos a revisão dos vícios de linguagem mais


cometidos nos documentos comunicativos para podermos aproveitá-
los na retomada do seu projeto interdisciplinar, nos próprios
textos, primando-se, assim, por uma comunicação de qualidade e
diferenciada no mercado, com destaque à beleza do estilo lingüístico,
no sentido da própria estética expressiva quanto ao uso da palavra,
seja ela escrita ou falada.

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Referências Bibliográficas
PEREIRA, Gil Carlos. A palavra: expressão e criatividades. São Paulo:
Moderna, 1997.

Sugestões Bibliográficas
CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português:
Linguagens – Vol. I, II, III. São Paulo: Atual,1995.

PRETTI, Dino. Seus temas, oralidade, literatura, mídia e ensino. São Paulo:
Cortez, 2001.

REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Comunicação Empresarial


– Institucional. São Paulo: Summus, 1986.

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