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IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS

01 O que é o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis?

O IMI é um imposto que incide sobre o valor patrimonial tributário dos


prédios (rústicos, urbanos ou mistos) situados em Portugal.

É um imposto municipal, cuja receita reverte para os respectivos


municípios.

Substitui a Contribuição Autárquica e entrou em vigor em 01.12.2003.

02 Quem paga o IMI?

O IMI é devido por quem for proprietário, usufrutuário ou superficiário


de um prédio, em 31 de Dezembro do ano a que o mesmo respeitar.

No caso das heranças indivisas, o IMI é devido pela herança indivisa


representada pelo cabeça de casal .

03 O que é um prédio?

Para efeitos do Código do IMI, prédio é toda a fracção de território,


abrangendo as águas, plantações, edifícios e construções de qualquer
natureza nela incorporados ou assentes, com carácter de
permanência, desde que faça parte do património de uma pessoa
singular ou colectiva e, em circunstâncias normais, tenha valor
económico.

Também se considera prédio as águas, plantações, edifícios ou


construções que façam parte do património de uma pessoa singular
ou colectiva, desde que tenham autonomia económica em relação ao
terreno onde se encontram implantados, embora situados numa
fracção de território que constitua parte integrante de um património
diverso ou não tenha natureza patrimonial.

Para efeitos do IMI, cada fracção autónoma, no regime de


propriedade horizontal, é havida como constituindo um prédio.

04 O que é um prédio rústico?


São prédios rústicos os terrenos situados fora de um aglomerado
urbano que não sejam de classificar como terrenos para construção,
desde que estejam afectos ou, na falta de concreta afectação,
tenham como destino normal uma utilização geradora de
rendimentos agrícolas, tais como são considerados para efeitos do
imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS), ou, não
tendo aquela afectação, não se encontrem construídos ou disponham
apenas de edifícios ou construções de carácter acessório, sem
autonomia económica e de reduzido valor.

São também prédios rústicos os terrenos situados dentro de um


aglomerado urbano, desde que, por força de disposição legalmente
aprovada, não possam ter utilização geradora de quaisquer
rendimentos ou só possam ter utilização geradora de rendimentos
agrícolas e estejam a ter, de facto, esta afectação.

São ainda prédios rústicos os edifícios e construções directamente


afectos à produção de rendimentos agrícolas, quando situados nos
terrenos referidos e as águas e plantações.

05 O que é um prédio misto?

Prédio misto é aquele em que nem a parte rústica nem a urbana pode
ser classificada como principal.

Este conceito só existe para efeitos fiscais.

06 O que é um prédio urbano?

Prédios urbanos são todos aqueles que não devam ser classificados
como rústicos, nem mistos.

Os prédios urbanos dividem-se em habitacionais, comerciais,


industriais ou para serviços, terrenos para construção e outros.

07 Qual a data de conclusão de um prédio urbano?

Os prédios urbanos presumem-se concluídos ou modificados na mais


antiga das seguintes datas:

• concessão da licença camarária, quando exigível;


• apresentação da declaração para inscrição na matriz com indicação
da data de conclusão das obras;

• utilização, desde que a título não precário;

• quando se tornar possível a sua normal utilização para os fins a que


se destina.

08 O que se entende por valor patrimonial tributário em


IMI?

O valor patrimonial tributário dos prédios é o seu valor determinado


por avaliação feita, a partir de 12.11.2003, de acordo com as regras
do Código do IMI ou de acordo com as regras do Código da
Contribuição Predial, nos restantes casos.

Este valor está registado na matriz predial.

09 Como é apurado o valor patrimonial tributário dos


prédios rústicos?

A determinação do valor patrimonial tributário dos prédios rústicos é


feita por base cadastral, não cadastral ou directa e corresponde ao
produto do seu rendimento fundiário pelo factor 20, arredondado para
a dezena de euros imediatamente superior.

O rendimento fundiário corresponde ao saldo de uma conta anual de


cultura em que o crédito é representado pelo rendimento bruto e o
débito pelos encargos de exploração previstos na lei.

10 Quem toma a iniciativa de avaliar um prédio urbano?

A iniciativa da primeira avaliação de um prédio urbano cabe ao chefe


de finanças, com base:

a) Nas declarações apresentadas pelos sujeitos passivos ou

b) Em quaisquer elementos de que disponha.

Às declarações dos sujeitos passivos devem ser juntas as plantas de


arquitectura das construções correspondentes às telas finais
aprovadas pela competente câmara municipal ou fotocópias
autenticadas das mesmas e, no caso de construções não licenciadas,
plantas da sua responsabilidade, excepto em relação aos prédios cuja
data de construção é anterior a 7 de Agosto de 1951, caso em que
deve ser efectuada a vistoria dos prédios a avaliar.

Em relação aos terrenos para construção, deve ser apresentada


fotocópia do alvará de loteamento, que deve ser substituída, caso não
exista loteamento, por fotocópia do alvará de licença de construção,
projecto aprovado ou documento comprovativo da viabilidade
construtiva.

11 Quem é obrigado a entregar a declaração de inscrição ou


actualização de um prédio urbano?

O titular do prédio ou fracção.

12 Quem é, para efeitos de IMI, o titular de prédio ou


fracção autónoma?

Por titular deve entender-se o sujeito passivo do IMI, isto é, o


proprietário, usufrutuário ou superficiário e, no caso de propriedade
resolúvel, quem tiver o uso ou fruição do prédio. Nas heranças
indivisas, o sujeito passivo é a própria herança indivisa representada
pelo cabeça de casal.

13 Que declaração deve ser apresentada para pedir a


avaliação de um prédio urbano?

A declaração modelo 1 de IMI a entregar pelos titulares de imóveis


novos (a inscrever na matriz predial pela primeira vez), pelos novos
titulares de imóveis já inscritos e ainda não avaliados de acordo com
as regras do IMI ou ainda pelos titulares de imóveis que, não sendo
novos, nunca foram avaliados e inscritos na matriz predial urbana
(prédios omissos).

14 Para que serve a declaração modelo 1 de IMI?

Esta declaração e os documentos complementares permitem, com


base nas informações prestadas pelo contribuinte, a avaliação e
inscrição na matriz de prédios urbanos novos, omissos, melhorados,
modificados e reconstruídos, a actualização do valor patrimonial
tributário, a avaliação de prédios urbanos transmitidos pela primeira
vez na vigência do IMI e ainda não avaliados pelas regras do
respectivo Código, a avaliação por mudança da afectação de prédio
urbano e também a reclamação no caso do contribuinte considerar o
valor patrimonial tributário exagerado, decorridos que estejam 3 anos
após ter sido inscrito o valor da avaliação anterior.

15 Onde pode ser apresentada a declaração modelo 1 de


IMI?

A declaração modelo 1 de IMI pode ser apresentada num Serviço de


Finanças ou enviada pela Internet, através do endereço
www.portaldasfinancas.gov.pt.

16 Que deve fazer quem pretende enviar a declaração


modelo 1 de IMI pela Internet?

Para submeter a declaração modelo 1 pela Internet, deverão os


sujeitos passivos aceder ao Portal das Finanças
(www.portaldasfinancas.gov.pt), seleccionando no menu lateral a
opção Serviços e, no ecrã de seguida visualizado, sucessivamente as
opções /Entregar /Declaração/IMI/Modelo1/ Inscrição/Actualização de
prédios. Deverão identificar-se com o número de contribuinte e senha
de acesso.

17 Quando e para que efeitos deve ser entregue a


declaração modelo 1 de IMI?

A declaração modelo 1 do IMI é obrigatoriamente entregue sempre


que haja necessidade de avaliar um prédio urbano ou ocorram factos
susceptíveis de alterar o valor patrimonial de prédios urbanos já
inscritos na matriz.

Deve ser entregue no prazo de 60 dias após a conclusão das obras de


prédio novo ou de prédio melhorado, ampliado ou reconstruído ou
após a primeira transmissão onerosa de um prédio urbano ainda não
avaliado pelas regras do IMI ou ainda do conhecimento da não
inscrição de um prédio urbano na matriz.
No caso de transmissão gratuita de prédios ou parte de prédios
urbanos, excepto quando não haja lugar à primeira avaliação prevista
no IMI, caso em que não há lugar à entrega da declaração, o prazo
decorre até final do 3.º mês seguinte ao do nascimento da obrigação
tributária.

18 Que documentos se devem juntar à declaração modelo1


de IMI?

A declaração modelo 1 do IMI deve ser acompanhada dos


documentos necessários à avaliação do imóvel e determinação da
sua idade / vetustez, por exemplo:

- telas finais ou fotocópias autenticadas das mesmas, no caso de


construções urbanas licenciadas, que correspondem nos imóveis
novos, às telas finais entregues na Câmara Municipal competente
(com aposição do respectivo carimbo de entrada nos serviços) e nos
imóveis já inscritos, às plantas de arquitectura fornecidas pelos
anteriores proprietários ou obtidas nos serviços da Câmara Municipal
competente, para prédios inscritos a partir de 7 de Agosto de 1951
ou, na impossibilidade de as obter, as plantas elaboradas à escala
pelo próprio contribuinte ou por alguém a seu pedido, e assinadas
pelo contribuinte que assim atesta a conformidade dos desenhos com
o imóvel, no caso de construções urbanas não licenciadas;

- licença de utilização de prédios, o alvará de licença ou autorização


da construção, para terrenos para construção;

- planta de localização ou o respectivo "croqui", a planta de


implantação do edifício, o projecto de construção ou de viabilidade
construtiva, as plantas dos edifícios, o alvará de loteamento e os
contratos de arrendamento, conforme as situações.

19 Quando a entrega é feita pela Internet, como se procede


à entrega dos documentos?

A entrega dos documentos faz-se por via postal ou pessoalmente no


Serviço de Finanças competente, acompanhados do recibo de entrega
via Internet.

Só se considera a declaração entregue após a sua submissão com


êxito na Internet e a entrega dos documentos no Serviço de Finanças.
20 Quem avalia os imóveis?

A determinação do valor patrimonial tributário dos prédios urbanos


novos ou cuja avaliação seja agora pedida, destinados a habitação,
comércio, indústria e serviços ou outros, é efectuada por um perito
avaliador, com base na declaração modelo 1 de IMI entregue pelo
titular do prédio.

Independentemente das informações constantes da declaração


modelo 1, o perito avaliador poderá visitar os imóveis sempre que o
entenda conveniente.

21 Como é apurado o valor patrimonial tributário dos


prédios urbanos?

O valor patrimonial tributário dos prédios urbanos novos ou cuja


avaliação seja efectuada ou pedida após a entrada em vigor das
regras de avaliação do Código do IMI, resulta da seguinte expressão:
Vt = Vc x A x C a x C l x Cq x Cv

em que:

Vt = valor patrimonial tributário

Vc = valor base dos prédios edificados

A = área bruta de construção mais a área excedente à área de


implantação

Ca = coeficiente de afectação

Cl = coeficiente de localização

Cq = coeficiente de qualidade e conforto

Cv = coeficiente de vetustez

O valor patrimonial tributário apurado é arredondado para a dezena


de euros imediatamente superior.

A determinação do valor patrimonial tributário dos prédios urbanos,


destinados a habitação, comércio, indústria e serviços, já inscritos na
matriz anteriormente à entrada em vigor do Código do IMI, é
efectuada mediante aplicação de coeficientes de actualização fixados
na Portaria nº 1337/2003, de 5 de Dezembro.

O valor patrimonial tributário dos prédios urbanos é actualizado


trienalmente com base em factores correspondentes a 75% dos
coeficientes de desvalorização da moeda fixados anualmente por
portaria do Ministro das Finanças para efeitos dos impostos sobre o
rendimento.

22 Como é apurado o valor patrimonial tributário dos


prédios urbanos arrendados?

O valor patrimonial tributário dos prédios urbanos arrendados é


apurado também segundo a expressão: Vt = Vc x A x C a x C l x Cq x
Cv

em que:

Vt = valor patrimonial tributário

Vc = valor base dos prédios edificados

A = área bruta de construção mais a área excedente à área de


implantação

Ca = coeficiente de afectação

Cl = coeficiente de localização

Cq = coeficiente de qualidade e conforto

Cv = coeficiente de vetustez

Porém, enquanto não existir avaliação nos termos do artigo 38º do


CIMI, o valor patrimonial tributário dos prédios urbanos arrendados já
inscritos na matriz anteriormente à entrada em vigor do Código do
IMI, é determinado por aplicação de coeficientes de actualização
fixados na Portaria nº 1337/2003, de 5 de Dezembro.

23 Como se pode saber qual será o valor patrimonial


tributário de um imóvel?
Poderá fazer-se uma simulação da avaliação na página oficial da DGCI
na Internet, através do endereçowww.portaldasfinancas.gov.pt,
seleccionando no menu lateral a opção Serviços e, no ecrã de seguida
visualizado, sucessivamente as opções Simular/Avaliação prédio
urbano.

24 Como se pode reclamar da avaliação de um prédio


urbano?

Concluída a avaliação e fixado o valor patrimonial tributário de prédio


urbano, o respectivo titular ou o alienante, se não concordarem com o
valor obtido, podem requerer uma segunda avaliação, no prazo de 30
dias contados da data em que tenham sido notificados desse valor.

O pedido deve ser feito em requerimento dirigido ao chefe de


finanças do Serviço de Finanças da localização do prédio.

No mesmo prazo, a Câmara Municipal e o chefe de finanças da área


da situação do prédio urbano podem, respectivamente, requerer ou
promover uma segunda avaliação.

25 Como se pode reclamar da segunda avaliação de um


prédio?

A segunda avaliação de um prédio pode ser impugnada com


fundamento em qualquer ilegalidade, designadamente a errónea
quantificação do valor patrimonial tributário do prédio.

A impugnação não tem efeito suspensivo, pelo que o IMI continua a


ser devido até à resolução da impugnação.

26 Como se faz a alteração de um titular (proprietário,


usufrutuário ou superficiário) de prédio ou fracção na matriz
predial?

A alteração faz-se:

- mediante declaração do contribuinte que adquire a título gratuito ou


oneroso um imóvel;
- com base em informação constante de transmissão electrónica de
dados enviada pelas entidades intervenientes na aquisição
(declaração modelo 11);

- através de reclamação, verbal ou escrita, a apresentar, a todo o


tempo, num serviço de finanças ou através do site oficial da DGCI em
www.portaldasfinancas.gov.pt .

27 Que obrigação declarativa tem um contribuinte que


adquire um imóvel?

O contribuinte que adquire, a título oneroso, um prédio ou parte de


prédio tem a obrigação de, no prazo de 60 dias, declarar essa
aquisição em qualquer serviço de finanças, de modo a que se proceda
à respectiva actualização matricial.

Se se tratar de um contribuinte que adquire, a título gratuito, o prazo


para a comunicação decorre até ao final do 3º mês seguinte ao da
aquisição.

28 Quando é que se inicia a tributação de um prédio?

O IMI é devido a partir:

- do ano, inclusive, em que a fracção do território e demais elementos


referidos no artigo 2º do CIMI devam ser classificados como prédio –
alínea a) do nº 1 do artigo 9º do CIMI;

- do ano seguinte ao do termo da situação de isenção, salvo se,


estando o sujeito passivo a beneficiar de isenção, venha a adquirir
novo prédio para habitação própria e permanente e continuar titular
do direito de propriedade do prédio isento, caso em que o IMI é
devido no ano em que o prédio deixou de ser habitado pelo
respectivo proprietário – alínea b) do nº 1 do artigo 9º do CIMI;

- do ano, inclusive, da conclusão das obras de edificação, de


melhoramento ou de outras alterações que hajam determinado a
variação do valor patrimonial tributário de um prédio – alínea c) do nº
1 do artigo 9º do CIMI;

- do quarto ano seguinte, inclusive, àquele em que um terreno para


construção tenha passado a figurar no activo de uma empresa que
tenha por objecto a construção de edifícios para venda – alínea a) do
nº 1 do artigo 9º do CIMI;

- do terceiro ano seguinte, inclusive, àquele em que um prédio tenha


passado a figurar no activo circulante de uma empresa que tenha por
objecto a sua venda – alínea e) do nº 1 do artigo 9º do CIMI.

Para que os sujeitos passivos possam beneficiar da suspensão de


tributação prevista nas alíneas d) e e) do nº 1 do artigo 9º do CIMI,
devem comunicar ao serviço de finanças da área da situação dos
prédios que os afectaram aos fins aí previstos, no prazo de 60 dias a
contar desta afectação – nº 4 do artigo 9º do CIMI.

Se esta comunicação for apresentada para além do prazo


estabelecido, o IMI é devido por todo o tempo já decorrido, iniciando-
se a suspensão de tributação apenas a partir do ano seguinte ao da
comunicação, cessando, porém, no ano em findaria caso tivesse sido
apresentada em tempo – nº 5 do artigo 9º do CIMI.

Nestas situações de suspensão de tributação, caso ao prédio seja


dada diferente utilização, liquida-se o IMI por todo o tempo decorrido
desde a sua aquisição – nº 2 do artigo 9º do CIMI.

Na situação prevista na alínea e) do nº 1 do artigo 9º do CIMI (prédio


que passou a figurar no activo circulante de uma empresa que tenha
por objecto a sua venda), o imposto é ainda devido a partir do ano,
inclusive, em que a venda do prédio tenha sido retardada por facto
imputável ao respectivo sujeito passivo – nº 3 do artigo 9º do CIMI.

Não gozam do regime de suspensão de tributação os sujeitos


passivos que tenham adquirido o prédio a entidade que dele já tenha
beneficiado – nº 6 do artigo 9º do CIMI.

29 Quais as taxas de IMI?

Ao valor patrimonial tributário de todos os prédios que o sujeito


passivo tenha a nível nacional, são aplicáveis as seguintes taxas:

- Prédios rústicos: 0,8%;

- Prédios urbanos ainda não avaliados pelas regras do IMI: 0,4% a


0,7%;

- Prédios urbanos avaliados, nos termos do CIMI: 0,2% a 0,4%.


Tratando-se de prédios mistos (constituídos por uma parte rústica e
outra urbana), aplicar-se-á ao valor patrimonial tributário de cada
parte a respectiva taxa.

Os prédios que sejam propriedade de entidades com domicílio fiscal


em país, território ou região sujeitos a um regime fiscal claramente
mais favorável, constante da lista aprovada pela Portaria 150/2004,
de 13 de Fevereiro, rectificada pela declaração de rectificação nº
31/2004, de 23 de Março, vulgarmente designadas como “offshores”,
são tributados à taxa de 1% independentemente do tipo de prédio
que possuam, sendo esta taxa elevada a 2% relativamente a prédios
urbanos que se encontrem devolutos há mais de um ano.

Os municípios, mediante deliberação da assembleia municipal, podem


majorar ou reduzir as taxas gerais, acima referidas, em determinadas
situações previstas no artigo 112º do Código do IMI.

30 Como e quem define as taxas do IMI para os prédios


urbanos?

São as assembleias municipais da área da situação dos prédios que


fixam, em cada ano, a taxa do IMI para os prédios da sua área, de
acordo com os limites fixados no Código do IMI.

As deliberações da assembleia municipal devem ser comunicadas à


Direcção-Geral dos Impostos, por transmissão electrónica de dados,
para vigorarem no ano seguinte, aplicando-se as taxas mínimas, caso
as comunicações não sejam recebidas até 30 de Novembro.

31 Qual o prazo de pagamento do IMI?

O IMI é pago, anualmente, através de um documento único de


cobrança – DUC -, durante o mês de Abril, ou se o valor do IMI for
superior a 250€, em duas prestações durante os meses de Abril e de
Setembro.

Os documentos de cobrança emitidos fora do prazo normal de


liquidação, são pagos até ao fim do mês seguinte ao da notificação.

Só os documentos de cobrança relativos a dois ou mais anos, de


montante superior a 250€ e cuja liquidação tenha sido retardada por
responsabilidade da administração fiscal, são pagos com intervalos
de 6 meses (em anuidades) contados a partir do mês seguinte
inclusive ao da notificação.

32 A quem e quando é enviada a notificação para


pagamento do IMI?

Todos os documentos de cobrança serão enviados pelos serviços


centrais da Direcção-Geral dos Impostos a cada sujeito passivo, até
ao fim do mês anterior ao do pagamento, através de simples via
postal, excepto se tratar de documentos de cobrança relativos a
liquidações efectuadas fora do prazo normal, caso em que serão
enviados por carta registada.

Estes documentos também podem ser consultados na página oficial


da DGCI através do endereçowww.portaldasfinancas.gov.pt,
seleccionando no menu lateral a opção Serviços e, no ecrã de seguida
visualizado, sucessivamente as opções Consultar /Imóveis/Notas
Cobrança.

33 Qual a consequência do não pagamento do IMI dentro do


prazo legal?

Quando o sujeito passivo não pague o imposto dentro do prazo


legalmente estabelecido no documento de cobrança, quer a
liquidação tenha ocorrido no prazo normal, quer fora do prazo normal,
ou ainda na sequência de liquidação adicional, são devidos juros de
mora nos termos do artigo 44º da Lei Geral Tributária.

O não pagamento de uma prestação ou de uma anuidade, no prazo


estabelecido, implica o imediato vencimento das restantes, sendo
devidos juros de mora nos termos antes referidos.

34 Como pode ser pago o IMI no caso de não ser recebido o


documento de cobrança?

Se o contribuinte tiver o seu domicilio fiscal actualizado e não receber


o DUC para pagamento no prazo normal de pagamento e se não se
encontrar a beneficiar de qualquer isenção ou se o valor do IMI não
for inferior a 10€ (porque nestes dois últimos casos não existe IMI a
pagar), deve dirigir-se a qualquer serviço de finanças e pedir uma
segunda via do DUC para efectuar o pagamento, podendo ainda obtê-
la na página oficial da DGCI, através do endereço
www.portaldasfinancas.gov.pt, seleccionando no menu lateral a
opção Serviços e, no ecrã de seguida visualizado, sucessivamente as
opções Consultar /Imóveis/Notas Cobrança.

35 Onde pode ser pago o IMI?

O IMI pode ser pago nas secções de cobrança dos Serviços de


Finanças, nos balcões dos CTT, nos balcões das instituições de crédito
com protocolo para o efeito celebrado com a DGCI, na rede de caixas
automáticas Multibanco ou por home banking.

36 Como podem os sujeitos passivos a residir fora de


Portugal receber o DUC para pagamento do IMI?

Para efeito do recebimento dos documentos de cobrança de IMI e do


respectivo pagamento nos locais e através dos meios de pagamento
disponíveis, devem os sujeitos passivos que residam fora de Portugal
nomear um representante com domicílio fiscal no território nacional,
o que pode ser feito, em qualquer serviço de finanças ou serviço de
apoio ao contribuinte ou ainda na página oficial da DGCI na Internet,
em www.portaldasfinancas.gov.pt.

Podem ainda efectuar o pagamento por home banking, após consulta


dos documentos de cobrança na Internet, através do
endereçowww.portaldasfinancas.gov.pt, seleccionando no menu
lateral a opção Serviços e, no ecrã de seguida visualizado,
sucessivamente as opções Consultar /Imóveis/Notas Cobrança.

37 Qual o meio de pagamento que posso utilizar para pagar


o IMI?

São meios de pagamento a moeda corrente – euro, o cheque cruzado,


emitido à ordem do “IGCP – Instituto de Gestão da Tesouraria e do
Crédito Público, IP”, datado com o dia do pagamento ou um dos dois
dias imediatamente anteriores, conjuntamente com a apresentação
do documento de cobrança ou os meios e formas usualmente
utilizados nos pagamentos através das caixas Multibanco ou da
internet, se efectuar o pagamento por home banking.
Se o pagamento se efectuar nos CTT, o cheque será emitido à ordem
de “Correios de Portugal”.

38 Existe alguma isenção para prédios urbanos destinados


a habitação?

Sim. Nos termos do nº 1 do artigo 46º do Estatuto dos Benefícios


Fiscais, estão isentos de IMI os prédios ou parte de prédios urbanos
habitacionais, construídos ou adquiridos a título oneroso e destinados
à habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu
agregado familiar, desde que sejam efectivamente afectos a tal fim
no prazo de seis meses após a aquisição ou a conclusão da
construção, salvo por motivo não imputável ao beneficiário.

A isenção será concedida pelo chefe do serviço de finanças da área


da situação do prédio, por um período de 8 anos, se o valor
patrimonial tributário do imóvel não exceder 157 500€, ou de 4 anos,
se esse valor exceder os 157 500€ mas não ultrapassar 236 250€,
conforme consta da tabela do nº 5 artigo 46º do EBF.

Esta isenção terá que ser requerida pelos sujeitos passivos, até 60
dias após o período de 6 meses que têm para afectação do imóvel a
habitação própria e permanente e que começa a contar a partir da
data da escritura pública de aquisição do prédio ou da conclusão das
obras. O requerimento, devidamente documentado, pode ser
apresentado em qualquer serviço de finanças ou através da Internet
no endereço www.portaldasfinancas.gov.pt. Aí deve seleccionar no
menu lateral a opção Serviços e, no ecrã de seguida visualizado,
sucessivamente as opções Entregar /Declaração/IMI/Pedido de
Isenção, identificando-se com o número de contribuinte e senha de
acesso.

Se a afectação a habitação própria e permanente se verificar após o


decurso do prazo de seis meses ou se o pedido for apresentado para
além dos 60 dias, a isenção iniciar-se-á a partir do ano imediato ao da
afectação ou do pedido, inclusive, cessando, todavia, no ano em que
findaria se a afectação se tivesse verificado nos seis meses imediatos
ao da construção ou da aquisição a título oneroso ou se o pedido
fosse apresentado em tempo.

Para poder beneficiar de isenção não pode ter dívidas à


administração tributária nem à segurança social.
39 Como se comprova a afectação do prédio à habitação
própria e permanente?

Para efeitos da concessão desta isenção considera-se existir


afectação do prédio à habitação própria e permanente do sujeito
passivo ou do seu agregado familiar se aí se fixar o respectivo
domicílio fiscal (n.º 9 do artigo 46.º do EBF).

O domicílio fiscal do sujeito passivo é, salvo disposição em contrário,


para as pessoas singulares, o local da residência habitual. A
comunicação do domicílio do sujeito passivo à administração
tributária é obrigatória, pelo que a mudança de domicílio é ineficaz
enquanto não lhe for comunicada. A administração tributária poderá
rectificar oficiosamente o domicílio fiscal dos sujeitos passivos se tal
decorrer dos elementos ao seu dispor (artigo 19.º da Lei Geral
Tributária).

40 Quantas vezes se pode beneficiar da isenção para


habitação própria e permanente?

Este benefício fiscal só pode ser reconhecido duas vezes, em


momentos temporais diferentes, ao mesmo sujeito passivo ou
agregado familiar (n.º 11 do artigo 46.º do EBF).

41 Se um prédio urbano for melhorado ou ampliado tem


isenção de IMI?

Sim. Os prédios urbanos habitacionais melhorados ou ampliados


estão isentos de IMI, se se destinarem à habitação própria e
permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar e forem
afectos a tal fim no prazo de 6 meses após a conclusão da ampliação
ou dos melhoramentos, devendo o pedido de isenção, devidamente
documentado, ser apresentado até ao termo dos 60 dias
subsequentes àquele prazo, junto de qualquer serviço de finanças ou
através da Internet em www.portaldasfinancas.gov.pt.

Aí deve seleccionar no menu lateral a opção Serviços e, no ecrã de


seguida visualizado, sucessivamente as opções Entregar
/Declaração/IMI/Pedido de Isenção, identificando-se com o número de
contribuinte e senha de acesso.

A isenção aproveitará apenas ao valor patrimonial tributário


correspondente ao acréscimo resultante das ampliações ou
melhoramentos efectuados, tendo em conta, para a determinação
dos respectivos limites e período de isenção, a totalidade do valor
patrimonial tributário do prédio após o aumento derivado de tais
ampliações ou melhoramentos.

Para poder beneficiar de isenção não pode ter dívidas à


administração tributária nem à segurança social.

42 Um prédio urbano for melhorado ou ampliado tem


isenção de IMI?

Sim. Os prédios ou parte de prédios urbanos habitacionais,


destinados à habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do
seu agregado familiar, ficam isentos de IMI, por um período de 8 ou 4
anos a determinar em conformidade com a tabela constante do nº 5
do artigo 46º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, desde que sejam
afectos a habitação própria e permanente do cooperador, no prazo de
seis meses após a aquisição às cooperativas de habitação e
construção.

O pedido de isenção será apresentado pelo cooperador, até 60 dias


após o prazo de seis meses para afectação do prédio a habitação
própria e permanente, que começa a contar a partir da data da
escritura pública de aquisição do prédio, em requerimento
devidamente documentado, junto de qualquer serviço de finanças ou
através da Internet em www.portaldasfinancas.gov.pt. Aí deve
seleccionar no menu lateral a opção Serviços e, no ecrã de seguida
visualizado, sucessivamente as opções Entregar
/Declaração/IMI/Pedido de Isenção, identificando-se com o número de
contribuinte e senha de acesso.

Se a afectação se verificar após o decurso do prazo de seis meses ou


se o pedido de isenção for apresentado fora do respectivo prazo, a
isenção iniciar-se-á a partir do ano imediato, inclusive, ao da
afectação ou do pedido, cessando, todavia, no ano em que findaria se
a afectação se tivesse verificado nos seis meses imediatos à
aquisição a título oneroso ou se o pedido de isenção tivesse sido
apresentado em tempo.

Para poder beneficiar de isenção não pode o sujeito passivo ter


dívidas à administração tributária nem à segurança social.
43 Os arrumos, despensas e garagens podem beneficiar de
isenção de IMI?

Sim. Os arrumos, despensas e garagens, ainda que fisicamente


separados dos prédios ou parte de prédios urbanos habitacionais
construídos, ampliados, melhorados ou adquiridos a título oneroso
destinados à habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do
seu agregado familiar, mas integrando o mesmo edifício ou conjunto
habitacional, estão isentos de IMI, desde que sejam utilizados
exclusivamente pelos sujeitos passivos ou seu agregado familiar
como complemento da habitação isenta, ou, no caso de prédios
arrendados, desde que sejam utilizados exclusivamente pelo inquilino
ou pelo seu agregado familiar.

Se os arrumos, despensas e garagens tiverem inscrição matricial


autónoma, o pedido de isenção de IMI deve fazer referência à fracção
ou parte da fracção correspondente àquelas dependências, bem
como à inscrição matricial da habitação isenta.

Estas dependências gozam de isenção por 8 ou 4 anos, de acordo


com a tabela inserta no nº 5 do artigo 46º do Estatuto dos Benefícios
Fiscais, somando-se o seu valor patrimonial tributário com o VPT da
habitação isenta.

No caso de arrumos, despensas e garagens adquiridos em momento


posterior à habitação isenta, a isenção deve ser requerida no prazo
de 60 dias contados da data da escritura pública de aquisição,
terminando a isenção no ano em que finda a isenção da habitação.

O pedido de isenção deve ser apresentado junto de qualquer serviço


de finanças ou através da Internet no endereço www.e-
financas.gov.pt. Para este efeito, deverá aceder à página das
Declarações Electrónicas da DGCI, identificar-se com o número de
contribuinte e senha de acesso e no Menu lateral escolher
sucessivamente as opções: Contribuintes / Entregar / Património /
Pedido de Isenção IMI.

Para poder beneficiar de isenção não pode o sujeito passivo ter


dívidas à administração tributária nem à segurança social.

44 Os prédios urbanos arrendados para habitação têm


isenção?

Sim. Ficam isentos de IMI, pelo período de 8 ou 4 anos a determinar


de acordo com a tabela constante do nº 5 do artigo 46º do Estatuto
dos Benefícios Fiscais, os prédios ou parte de prédios construídos de
novo, ampliados, melhorados ou adquiridos a título oneroso, quando
se trate da primeira transmissão, na parte destinada a arrendamento
para habitação, desde que arrendados no prazo de seis meses, após a
aquisição ou a conclusão das obras, iniciando-se a isenção a partir da
celebração do primeiro contrato de arrendamento.

Tratando-se de prédios melhorados ou ampliados, a isenção


aproveitará apenas ao valor patrimonial tributário correspondente ao
acréscimo resultante das ampliações ou melhoramentos efectuados,
tendo em conta, para a determinação dos respectivos limites e
período de isenção, a totalidade do valor patrimonial tributário, após
o aumento derivado de tais ampliações ou melhoramentos.

A isenção será reconhecida pelo chefe do serviço de finanças da área


da situação do prédio, em requerimento devidamente documentado,
que deverá ser apresentado pelos sujeitos passivos no prazo de 60
dias contados da celebração do contrato de arrendamento.

Esta isenção pode ser reconhecida ao mesmo sujeito passivo por


cada prédio ou fracção autónoma destinada a arrendamento para
habitação (nº 12 do artigo 46º do EBF).

Para poder beneficiar de isenção não pode o sujeito passivo ter


dívidas à administração tributária nem à segurança social.

45 Os prédios construídos, ampliados, melhorados ou


adquiridos a título oneroso por emigrantes têm isenção?

Sim. Os prédios construídos, ampliados, melhorados ou adquiridos a


título oneroso por emigrantes, na definição que lhes é dada pelo
artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 323/95, de 29 de Novembro, gozam de
isenção de IMI, desde que verificados os condicionalismos previstos
para os prédios destinados a habitação própria e permanente, salvo
quanto ao prazo para a afectação desses prédios àquele fim
(habitação própria e permanente dos emigrantes ou do respectivo
agregado familiar) – nº 13 do artigo 46º do EBF.

46 Os prédios de reduzido valor patrimonial tributário de


sujeitos passivos de baixos rendimentos têm isenção?
Sim. Ficam isentos de IMI os prédios rústicos e urbanos pertencentes
a sujeitos passivos cujo rendimento bruto total do agregado familiar
englobado para efeitos de IRS não seja superior ao dobro do valor
anual da retribuição mínima mensal garantida e cujo valor patrimonial
tributário global não exceda 10 vezes o valor anual da retribuição
mínima mensal garantida – artigo 48º do EBF.

Esta isenção é reconhecida pelo chefe do serviço de finanças da área


da situação dos prédios, mediante requerimento a apresentar pelos
sujeitos passivo até 30 de Junho do ano em que tenha início a isenção
solicitada.

47 Que devem os beneficiários de isenção de IMI fazer se


deixar de se verificar alguma das condições que levaram à
concessão dessa isenção?

A verificar-se algum evento determinante da cessação de uma


isenção de IMI, deve o sujeito passivo declarar tal facto, em qualquer
serviço de finanças, no prazo de 30 dias contados da respectiva
verificação, excepto se esse evento for de conhecimento oficioso.

48 A liquidação de IMI fica suspensa enquanto não for


decidido o pedido de isenção?

Sim. A liquidação do IMI fica suspensa enquanto não for decidido o


pedido de isenção apresentado pelo sujeito passivo, para os prédios
destinados a habitação própria e permanente e para os prédios de
reduzido valor patrimonial tributário de sujeitos passivos de baixos
rendimentos, ao abrigo dos artigos 46º e 48º do Estatuto dos
Benefícios Fiscais, desde que o requerimento seja apresentado dentro
do prazo e o valor declarado, nomeadamente o valor de aquisição do
acto ou contrato, seja inferior aos limites estabelecidos nesses
artigos, aplicando-se, para efeitos do pagamento do imposto que
venha a ser devido, os prazos previstos nos nºs 2 a 5 do artigo 120º
do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, e sem quaisquer
encargos se o indeferimento do pedido for motivo não imputável ao
sujeito passivo.

49 Existe alguma isenção para prédios classificados como


monumentos nacionais, de interesse público, de valor
municipal ou património cultural?
Sim. Nos termos da alínea n) do nº 1 do artigo 44º do Estatuto dos
Benefícios Fiscais, os prédios que, nos termos da legislação aplicável,
sejam classificados como monumentos nacionais e os prédios
individualmente classificados como de interesse público, de valor
municipal ou património cultural, gozam de isenção de IMI.

A isenção é de carácter automático no caso de prédio que tenha


beneficiado de isenção de Imposto Municipal sobre a Transmissão
Onerosa de Imóveis (IMT), devendo, nos restantes casos, ser
reconhecida pelo chefe de finanças da área da situação do prédio, a
requerimento devidamente documentado, que deve ser apresentado
pelos sujeitos passivos no prazo de 90 dias contados da verificação
do facto determinante da isenção.

Se o pedido for apresentado para além deste prazo, a isenção inicia-


se a partir do ano imediato, inclusive, ao da sua apresentação.

A isenção cessa no ano, inclusive, em que os prédios venham a ser


desclassificados.

50 Existe alguma isenção para os prédios urbanos objecto


de reabilitação urbanística?

Sim. Nos termos do artigo 45º do Estatuto dos Benefícios Fiscais,


ficam isentos de imposto municipal sobre imóveis os prédios urbanos
objecto de reabilitação urbanística, pelo período de dois anos a contar
do ano, inclusive, da emissão da respectiva licença camarária.

Refira-se que se entende por reabilitação urbana o processo de


transformação do solo urbanizado, compreendendo a execução de
obras de construção, reconstrução, alteração, ampliação, demolição e
conservação de edifícios, tal como definidas no Regime Jurídico da
Urbanização e da Edificação, com o objectivo de melhorar as
condições de uso, conservando o seu carácter fundamental, bem
como o conjunto de operações urbanísticas e de loteamento e obras
de urbanização que visem a recuperação de zonas históricas e de
áreas críticas de recuperação e reconversão urbanística, sendo tal
reabilitação certificada pelo Instituto Nacional de Habitação e da
Reabilitação Urbana ou pela câmara municipal, consoante o caso.

Esta isenção fica dependente de reconhecimento pela câmara


municipal da área da situação dos prédios, após a conclusão das
obras e emissão da certificação antes referida.
51 Existe alguma isenção para prédios integrados em
empreendimentos a que tenha sido atribuída a utilidade
turística?

Sim. Nos termos do artigo 47º do EBF, ficam isentos de imposto


municipal sobre imóveis, por um período de sete anos, os prédios
integrados em empreendimentos a que tenha sido atribuída a
utilidade turística a partir da data da atribuição da utilidade turística.

Também os prédios integrados em empreendimentos a que tenha


sido atribuída a utilidade turística a título prévio beneficiam de
isenção de IMI, por um período de sete anos, a partir da data da
atribuição da utilidade turística, desde que tenha sido observado o
prazo fixado para a abertura ou reabertura ao público do
empreendimento ou para o termo das obras.

A isenção é reconhecida pelo chefe de finanças da área da situação


do prédio, em requerimento devidamente documentado, que deve ser
apresentado pelos sujeitos passivos no prazo de 90 dias contados da
data da publicação do despacho de atribuição da utilidade turística.

Se o pedido for apresentado para além do prazo antes referido, a


isenção inicia-se a partir do ano imediato, inclusive, ao da sua
apresentação, cessando, porém, no ano em que findaria, caso o
pedido tivesse sido apresentado em tempo.

Os prédios urbanos afectos ao turismo de habitação beneficiam de


isenção de IMI por um período de sete anos contado a partir do termo
das respectivas obras.

52 Existe alguma isenção para prédios integrados em


fundos de investimento imobiliário, em fundos de pensões e
em fundos de poupança-reforma?

Sim. Ficam isentos de imposto municipal sobre imóveis (IMI) os


prédios integrados em fundos de investimento imobiliário, em fundos
de pensões e em fundos de poupança-reforma que se constituam e
operem de acordo com a legislação nacional – artigo 49º do EBF.

Os imóveis integrados em fundos de investimento imobiliário mistos


ou fechados de subscrição particular por investidores não qualificados
ou por instituições financeiras por conta daqueles não beneficiam da
isenção de IMI, sendo no entanto a respectiva taxa reduzida a
metade.
53 Existe alguma isenção para parques de estacionamento
subterrâneos?

Sim. Ficam isentos de imposto municipal sobre imóveis (IMI), por um


período de 25 anos, os prédios urbanos afectos exclusivamente a
parques de estacionamento subterrâneos públicos declarados de
utilidade municipal por deliberação da respectiva câmara – artigo 50º
do EBF.

A isenção é reconhecida pelo chefe de finanças da área da situação


dos prédios, mediante requerimento devidamente fundamentado e
documentado com a declaração de utilidade municipal, que deve ser
apresentado pelos sujeitos passivos no prazo de 90 dias contados da
data da conclusão das obras.

Se o pedido de isenção for apresentado para além do prazo referido,


a isenção inicia-se a partir do ano imediato, inclusive, ao da sua
apresentação, cessando no ano em que findaria caso o pedido tivesse
sido apresentado em tempo.